quarta-feira, 30 de junho de 2010

O império ecológico e o totalitarismo planetário

O Império ecológico e o totalitarismo planetário

Sobre o livro de Pascal Bernardin, L’Empire écologique

por Charles Lagrave

Lectures Françaises, mars 1999.

Tradução de Olavo de Carvalho

Nota do Tradutor. — Como as conclusões do livro aqui comentado parecem aproximar-se em mais de um aspecto (se bem que não em todos) a algumas de O Jardim das Aflições (Rio, Diadorim, 1995), julguei que seria interessante reproduzir nesta homepage o artigo publicado em Lectures Françaises, revista que não está na Internet. — O. de C.

Nossos leitores lembram-se talvez de havermos explicado nestas crônicas (1), em diversas ocasiões, como estava em vias de operar-se o triunfo mundial do marxismo: o aparente deslocamento do campo comunista, fazendo cessar a oposição entre os dois blocos Leste e Oeste, permitiu a sua fusão num "liberal-socialismo" que nos leva diretamente a uma ditadura mundial. Essa síntese hegeliana não é o resultado de uma evolução natural, mas o resultado de uma manobra deliberada, preparada de longa data.

Alguns leitores talvez tenham pensado que exagerávamos que a situação não era tão grave e que todas essas coisas eram bem inverossímeis. A esses — e, aliás, também aos demais — aconselho insistentemente comprar e ler o quanto antes o novo livro de Pascal Bernardin: L’Empire écologique ou la subversion de l’écologie par le mondialisme ("O império ecológico ou a subversão da ecologia pelo mundialismo", Éditions Notre-Dame des Grâces, 1998).

Na sua obra anterior, Machiavel pédagogue, o autor, apoiado em enorme massa de documentos oficiais, trazia-nos a prova de que um gigantesco empreendimento de lavagem cerebral vem se realizando no ensino, desde várias décadas, por meio das técnicas mais elaboradas de persuasão psicológica oculta. Do mesmo modo, no presente livro, ele estabelece, graças a uma documentação igualmente inatacável, que idêntico empreendimento de subversão das mentalidades está em ação sob a máscara da ecologia e que a convergência entre comunismo e capitalismo, que parece ter aproveitado somente a este último, é na verdade uma manobra cuidadosamente preparada para assegurar a perenidade da revolução, impondo ao mundo inteiro uma concepção totalitária do homem e da natureza. Esta revolução ideológica total desembocará por fim numa "espiritualidade global", isto é, numa nova civilização e numa nova religião que estarão a serviço de um socialismo absoluto e universal: o governo mundial.

A subversão pedagógica tem por objetivo "modificar os valores, as atitudes e os comportamentos, proceder a uma revolução psicológica, ética e cultural. Para chegar a isso, utilizam-se técnicas de manipulação psicológica e sociológica.

Este processo, manifestamente revolucionário e totalitário, não encontra nenhuma resistência entre as elites, quer sejam de direita ou de esquerda. Concebido e conduzido por instituições internacionais, ele concerne ao conjunto do planeta, e muito raros são os países poupados.

Ele inscreve-se no projeto mundialista de tomada do poder em escala global pelas organizações internacionais. Nesta perspectiva, os diversos governos nacionais não serão, ou já não são, senão simples executantes encarregados de aplicar as diretrizes que tenham sido determinadas em escalão mundial e de adaptá-las às condições locais, que, por outro lado, eles se esforçam para uniformizar" (2).

A difusão dessas técnicas de manipulação psicológica e sociológica no sistema educativo mundial não pode ser um fenômeno espontâneo, mas, ao contrário, é um trabalho "cuidadosamente planejado e rigorosamente executado" graças aos métodos desenvolvidos pelos soviéticos. "É certo que antes da perestroika os comunistas tinham criado as estruturas nacionais e internacionais que permitissem à revolução prosseguir por meios menos visíveis do que aqueles usados na sua fase bolchevique.

Outra questão maior então surge imediatamente: pode essa estratégia ter sido aplicada em outros domínios? Ou ainda: que é, verdadeiramente, a perestroika? Um desmoronamento real do sistema comunista, sob a pressão de suas ‘contradições internas’, ou uma incrível virada estratégica elaborada cuidadosamente durante muitas décadas e executada magistralmente? (3)".

A esta questão crucial, Bernardin responde, apoiado em textos irrefutáveis, eles mesmos "corroborados pelos acontecimentos sobrevindos após a queda do muro de Berlim, [...] que a perestroika foi um processo revolucionário de inspiração leninista e gramscista. Seu objetivo principal é portanto a tomada do poder em escala planetária. Nesta perspectiva, a convergência entre capitalismo e socialismo, que se realiza diante dos nossos olhos, não é senão uma etapa que deve conduzir à instauração de um governo mundial..." (4).

De fato, o verdadeiro pai da perestroika é o teórico comunista italiano Antonio Gramsci (1891-1937), o qual havia compreendido que a revolução bolchevique, querendo modificar em primeiro lugar as condições da vida econômica, era demasiado violenta para obter a aprovação de um consenso generalizado, e preconizava, em conseqüência, efetuar primeiro uma revolução ideológica, isto é, mudar antes de tudo as maneiras habituais de pensar. "Gramsci propõe realizar primeiro a instauração de uma nova civilização. Os meios que ele propõe parecem fracos, mas na verdade são muito poderosos. A revolução ideológica deve ser veiculada pelos intelectuais e por uma ditadura pedagógica. Deve ser feita em nome de imperativos éticos e respeitar a dignidade e os direitos do homem (isto é, utilizar métodos não-aversivos). [...] A revolução ecológica formará a ossatura das revoluções — ideológica, religiosa, ética e cultural — veiculadas pela ditadura pedagógica. As idéias de Gramsci são, portanto, indispensáveis para toda compreensão do mundialismo e da perestroika" (5).

O totalitarismo planetário

Após ter feito explodir sucessivamente tudo o que era cristão, primeiro a Igreja no século XVI, depois as monarquias católicas a partir de 1789, depois os impérios cristãos em 1918 e por fim as sociedades cristãs. a Revolução universal prepara-se para reunificar o mundo em torno de um novo paganismo que, como os paganismos antigos, constituirá uma camuflagem da religião do demônio (6). Os povos se rejubilarão de ter atingido a idade de ouro da humanidade enfim unificada, ao passo que terão de fato caído sob o poder daquele que é "mentiroso e homicida desde o princípio".

"A revolução ecológica em curso efetua a síntese entre o liberalismo, o comunismo e o ‘humanismo’ maçônico que se arraiga nos mistérios antigos e no culto da natureza. Ela permite lançar um olhar novo sob os dois fenômenos políticos maiores deste fim de século: a desaparição do comunismo e a emergência da Nova Ordem Mundial. Ela define-se como a convergência das forças revolucionárias anticristãs, que sobem ao assalto do último baluarte legado pela cristandade: a concepção inconsciente de Deus, do homem e do mundo que define o nosso quadro intelectual. Mais ainda que a revolução copernicana, essa mudança de paradigma (7) teria conseqüências infinitas. A antropologia cristã contrarrestava as tendências totalitárias de todo Estado, as quais, por definição, a perspectiva holística (8) enaltece. O totalitarismo será então declinado em todas as suas dimensões: primeiro a dimensão religiosa, depois as dimensões políticas e sociais. A destruição da antropologia cristã acrescentará ainda um obstáculo maior à busca da verdadeira fé: a perspectiva cristã se tornará estranha às gerações futuras. A destruição do comunismo e a aparição da Nova Ordem Mundial marcam portanto a emergência de um totalitarismo planetário inédito que muito deverá, no entanto, às concepções pagãs. É um episódio maior da guerra de religião que o paganismo move contra o cristianismo desde sua aparição" (9).

Esse totalitarismo planetário está programado para se estabelecer em nome do bem-estar da humanidade, sem provocar reação séria, pois quem desejaria lutar contra o bem? Ouçamos Gorbatchov: "É minha convicção que a raça humana entrou num estágio em que todos somos dependentes uns dos outros. Nenhum país, nenhuma nação deveria ser considerada isoladamente das outras, ainda menos oposta às outras. Eis o que o nosso vocabulário comunista denomina internacionalismo, e isto significa nosso voto de promover os valores humanos universais" (10). Ora, como observa mui justamente Bernardin, "o interesse da humanidade substitui a ditadura do proletariado, mas o indivíduo continua sempre esmagado ou negado" (11).

A síntese dialética

Solve et coagula, dizem os iniciados para resumir sua estratégia: eles começam por destruir tudo o que lhes constitui obstáculo, em seguida passam a uma fase construtiva, não para restaurar o que abateram (mesmo se as aparências levam a crer nisso), mas para construir algo de radicalmente diferente. É esse movimento que Hegel sistematizou sob o nome de dialética: a tese é o que os iniciados querem destruir, a antítese são os meios utilizados para esse fim e a síntese é a nova construção estabelecida sobre as ruínas da antiga — construção que aliás é sempre provisória, pois o movimento da dialética não pode parar jamais. Com efeito, a Revolução é incapaz de atingir um estado de equilíbrio durável, de tanto que viola a natureza humana: seu triunfo quase absoluto, que chegará no fim dos tempos, será muito breve.

Bernardin dá-nos uma boa análise da atual síntese dialética destinada a alcançar uma falsa paz universal que não será senão uma ditadura assustadora: "A sociedade ainda cristã, tal como existia antes dos movimentos revolucionários, se organizava em torno de um princípio transcendente que lhe dava sua unidade tanto ‘nacional’ quanto ‘internacional’, se remontarmos à época em que toda a cristandade reconhecia a autoridade suprema do Papa. A luta das classes, aí, não era senão, no máximo, um elemento secundário. Vieram em seguida os movimentos revolucionários, culminando com o comunismo que exacerbou o antagonismo de classes no interior das nações e dividiu o mundo em dois blocos inimigos. Ele forneceu a antítese, uma sociedade atéia e fragmentada na qual, em vez de procurar melhorar verdadeiramente a condição operária, se eliminou a burguesia ou pelo menos se alimentou o ódio em relação a ela. A síntese desses dois momentos é a Perestróica (e o mundialismo) que, renunciando a à luta de classes para tender na direção de um ‘Estado de todo o povo’, quer recriar uma sociedade unificada, interiormente e exteriormente, tanto no nível nacional quanto na escala internacional.

Mas, a meio caminho, no curso desse processo dialético, perderam-se a cristandade e Deus...

Temos aqui um exemplo típico daquilo que se deve chamar, malgrado todos os legítimos argumentos teológicos opostos, a dialética do bem e do mal. Uma situação má, no caso a divisão das sociedades e do planeta, é provocada pelos revolucionários (antítese). As tensões nacionais e internacionais que ela engendra clamam por um retorno ao bem, à unidade social e ao apaziguamento dos conflitos internacionais. Mas a síntese proposta sob o disfarce de retorno à normalidade, e que busca efetivamente voltar à unidade social, não é de maneira alguma semelhante à situação inicial: o mundialismo e o ‘Estado de todo o povo’ não são senão a forma mais completa e acabada do totalitarismo integral. Trocou-se a unidade social pelo totalitarismo, a unidade pela totalidade. “(12).

Esse totalitarismo tem por objetivo despojar o homem de sua dignidade de criatura de Deus e torná-lo pura e simplesmente um animal:

"Desembaraçadas dos últimos resíduos de cristianismo as mentalidades, será então possível voltar ao culto da Terra — sob uma forma modernizada, naturalmente. A ecologia se tornará o princípio organizador da futura civilização, sobre o qual se edificará a espiritualidade global, pura negação da graça e do sobrenatural cristão, retorno ao eterno naturalismo, ao paganismo. Pois, uma vez efetuada essa mudança de paradigma, uma vez decaído o homem de sua dignidade de ente criado e desejado pelo próprio Deus, o indivíduo necessariamente desaparece por trás da coletividade, cujo assentamento ecológico é o que mais importa conservar: a Terra, então elevada ao nível de Deusa-mãe. As conseqüências desse rebaixamento então se desdobram, inelutáveis:

totalitarismo, eutanásia, eugenismo, aborto, etc. A oposição dos ecologistas não poderá impedir que o homem, rebaixado ao nível dos animais, sofra também ele manipulações genéticas e clonagem" (13).

Dada a importância da obra, voltaremos a falar de L’Empire écologique, mas desde já podemos dizer aos leitores que, se tiverem de comprar não mais de um livro em 1999, será preciso absolutamente que seja esse. A obra de Bernardin, pela sua amplitude, ultrapassa em medida bem vasta os assuntos que citamos; seu conjunto constitui uma admirável demonstração, magistralmente sustentada, do objetivo que o autor se propôs: "descrever a etapa atual da Revolução, que deve desembocar na edificação do Império ecológico, da Cidade terrestre; e mostrar como esta, querendo se elevar até o céu, busca realizar neste mundo a Cidade celeste" (14). Nós, cristãos, bem sabemos que é impossível restabelecer o paraíso terrestre, mas que, em contrapartida, o inferno terrestre é sempre, e a qualquer momento, perfeitamente realizável.

Que Deus, em Sua misericórdia, se digne de nos poupar essa provação, ou pelo menos de encurtá-la o mais possível!

Ch. Lagrave

NOTAS
1. O autor refere-se à coluna "Réflexions sur la Politique" que escreve mensalmente em Lectures Françaises. [N. do T.]
2. Pascal Bernardin, L’Empire écologique, p. 8.
3. Id., p. 9.
4. Ibid., p. 69.
5. Ibid., pp. 54-55.
6. "Os deuses dos pagãos são demônios", escrevia São Paulo.
7. A palavra paradigma é aqui tomada no sentido de "maneira habitual de ver as coisas".
8. Holístico ou holista é adaptação de uma palavra inglesa que significa global. O princípio holista implica especialmente a unidade dos contraditórios, o que destrói o fundamento mesmo de todo pensamento lógico. Aplicado à sociedade, esse princípio nega o indivíduo e não leva em consideração senão a comunidade, tal como numa formigueira ou cupinzeiro.
9. Ibid., p. 12.
10. Cit. ibid., p. 62.
11. Ibid., p. 61.
12. Ibid., pp. 63-64.
13. Ibid., p. 573.
14. Ibid., p. 570.

domingo, 27 de junho de 2010

Hamas, Brasil e Israel

Hamas, Israel e Brasil

Sonia Bloomfield

Tenho acompanhado o que se escreve e se fala sobre o embate entre Israel e o Hamas, e percebo muito nitidamente que a maior parte é devida a um anti-americanismo travestido de anti-sionismo. Por que digo isto? Porque é absolutamente claro o fato de que 99% dos “analistas”, entre eles até professores doutores que se dizem “especialistas”, não conhecem absolutamente nada sobre a realidade histórica, política e cultural daquela região. Imaginem que um escreveu recentemente que nas escolas de Israel se ensina o ódio, mas nas árabes tradicionalmente se ensina o Humanismo; será que ele se esqueceu que o Humanismo é um valor essencialmente ocidental?

Em primeiro lugar, o conflito tem sido mostrado como uma luta de coitadinhos que apenas desejam ser independentes no seu pedacinho de terra e que são impedidos pelos monstruosos e poderosos sionistas. Já se encontra aqui a primeira falha nestas análises baseadas apenas no ouvi-dizer: não compreendem que o Hamas não é um movimento nacionalista! Ele não busca a criação de uma pátria palestina, e nem pode, pois é parte da Irmandade Muçulmana, a qual busca um território islâmico, o Califado, um espaço muito mais amplo, sem fronteiras baseadas em conceitos ocidentais de estados-nações. Para atingir tal objetivo político e religioso o Hamas une-se a inimigos antiqüíssimos, os xiitas, representados neste caso pelo governo iraniano.

Não que eles se apreciem, muito pelo contrário, após uma possível eliminação dos “infiéis” o primeiro passo será a disputa entre xiitas e sunitas para controlar o mundo islâmico, o Dar al-Islam. Prestem atenção nas atividades sauditas e egípcias, sunitas, para tentar contrabalançar o perigo que representa para eles um Irã nuclear. O Hamas não está lutando para criar um país chamado Palestina, o Hamas está lutando para tirar a legitimidade e poder da leiga Autoridade Palestina, oriunda da OLP, para assim iniciar a implementação de um governo baseado nas leis da Shaaria, acabando assim com a divisão entre a religião e o estado que é característica do mundo moderno.

Mas esta não é a única união espúria que existe neste emaranhado, existe outra muito interessante por sua total contradição: a união e apoio de grupos de esquerda, que tradicionalmente não têm qualquer tipo de religião em suas ideologias, até mesmo as combatem, com o que há de mais extremista no universo religioso, o fundamentalismo islâmico. Até hoje não entendi se isto é apenas uma união anti-americana que vai durar até que os dois grupos fatalmente entrem em luta tão logo o inimigo comum seja derrotado, ou se realmente eles acreditam na possibilidade de duração de um casamento tão esdrúxulo. Sem dúvida alguma, os líderes sabem perfeitamente que esta é uma união temporária, após a qual terão que lutar entre si, mas não sei se os seguidores percebem a contradição do que pensam e do que fazem.

Se o apoio ao Hamas é dado devido às cenas de crianças árabes mortas e feridas, que fazem com que a indignação moral surja de forma imperativa, pergunto-me por que não vejo a mídia e os movimentos sociais no Brasil levantarem suas vozes sobre o que acontece no Sudão, na região de Darfur? Lá, a liderança do país pensa-se como árabe e islâmica, e mata livremente os povos negros islâmicos de Darfur. Onde estão as vozes gritando contra o horror? Onde está o avião do governo brasileiro levando comida e remédios para uma população que precisa muito, mas muito mais que os palestinos? Ao contrário dos palestinos, os povos de Darfur não têm irmãos de raça com petrodólares ou petroeuros para ajudá-los, estão ao Deus-dará, massacrados, extirpados, estuprados e mutilados pelo governo árabe do Sudão. Onde estão as vozes da imprensa, do público, dos professores, das igrejas e demais segmentos da população protestando contra este holocausto? Será que é porque eles são negros e pobres e não têm como pagar a alguém para escrever sobre eles nos jornais ou mostrá-los morrendo de fome, sede e tortura pela televisão?

Na verdade, a grande maioria dos “especialistas” nem sabe apontar no mapa o local onde fica Darfur. O desconhecimento da história e da geografia de outros povos é grande, e para adquirir este saber é preciso tirar muitas das horas dedicadas à diversão, e ter a humildade de sentar-se e estudar com o intuito de aprender, comparando diferentes versões sobre os fatos, acompanhando-os ao longo do tempo e do espaço, i.e., estudando História e Geografia. Infelizmente, é muito mais fácil assumir uma versão determinista, marxista-ingênua, onde não existem pessoas, só estruturas. Quando, alguém que aprendeu tal visão, que é amplamente difundida no Brasil, se depara com retratos das crianças mortas ou feridas, explode a contradição de uma história que não tem pessoas e para amenizá-la, devido à necessidade humana de criar uma ordem mental, ao invés de reflexão inicia-se apenas a procura a um bode expiatório.

Pensar cansa e Israel e os Estados Unidos estão ai para isto mesmo, são “imperialistas sanguinários”, e [os brasileiros] se esquecem do que o Brasil fez com o Paraguai! Nosso ensino de história e geografia “crítica” [...] não induz à leitura e à exploração intelectual, tudo já está explicado: rico manda e pobre obedece, rico mora em lugar bom e pobre mora em lugar ruim, palestino é bom e judeu é ruim, pronto, não há mais o que aprender. Como os brasileiros não vêm as vítimas dos árabes em Darfur, nem as crianças israelenses mortas e feridas pelo Hamas, acham que só os palestinos sofrem, e que este sofrimento é causado pelo “Pequeno Satã”, i.e. Israel, a mando do “Grande Satã”, i.e. os EUA.

Nada se sabe sobre o Oriente Médio, a cultura árabe, e a diferença entre o islã (religião e cultura) e o islamismo (fundamentalismo violento)! São pouquíssimos os que podem explicar os problemas atuais do Oriente Médio, o resultado de séculos de decadência do Império Otomano, das guerras entre os diferentes povos que compõem o islã, do surgimento do Humanismo e da ciência na Europa, que assim tornou-se dominante, impondo sua política e modo de pensar entre as elites dos países que influenciou, assim como no passado os islâmicos dominaram a Península Ibérica e a controlaram. Quantos sabem algo sobre a cultura árabe além de quibe e dança-do-ventre? Quem pode dizer o porquê de alguém como o bin Laden dizer que um dia o islã dominará o mundo devido ao fato de que os ocidentais não querem morrer, mas que para os islâmicos a morte é uma alegria? Quantos sabem o que é o após a morte no islã além do homem receber 72 virgens? Quem sabe dizer o que acontece mulheres? O que acontece com uma criança que morre em uma batalha ou ataque contra o islã?

Para começar, no Ocidente o conceito de “infância” e “criança” é muito recente, surgido mais ou menos a partir do século 18. Até então não existiam crianças, existiam apenas seres que ainda não haviam atingido seu potencial humano total. Não havia roupas para crianças, não havia horário para brincar, e tão logo possível elas eram colocadas para trabalhar com os pais. Só há cerca de dois séculos a idéia começou a ser desenvolvida, e com ela o pensar de que havia um tempo na vida das pessoas em que elas podiam não se preocupar em trabalhar, que deviam ser bem tratadas e protegidas de problemas pelos pais.

Mais recentemente ainda, na década de 1940, surgiu o conceito de adolescente, uma pessoa entre a infância e a vida adulta, a quem é permitido fazer todas as loucuras antes de entrar no mundo “adulto” e se enquadrar. A morte de uma criança é tida por nós como o horror mais profundo, mas isto não acontece em outras culturas. Para nós no Brasil, uma criança morta é a dor mais forte que se pode ter, causa repulsa a todos, desejo de vingança contra quem causou o evento. Mas, como disse bin Laden, nós ocidentais amamos a vida e não queremos perder nossos filhos, mas eles, os islamistas, em suas próprias palavras, “amam a morte” e não só buscam por ela como também enviam seus filhos a seu encontro.

O que será a causa desta diferença tão profunda nas nossas percepções sobre o que seja a “morte”? Os islamistas sabem a diferença, e a usam para nos manipular. Nós, em nossa ignorância sobre outras culturas, sobre a história, aceitamos o que nos apresentam como “morte de crianças” árabes: os filmes e retratos, muitas vezes encenados (já tive a oportunidade de ver montagens de protestos palestinos por cinegrafistas europeus em Jerusalém), de crianças sangrando ou mortas, nos chocam e nos fazem tomar uma posição visceralmente anti-Israel, sem sequer nos perguntar se também existem crianças judias mortas no conflito e cujas imagens não chegam até nós (suas imagens não são exploradas por razões religiosas, pois o judaísmo proíbe a exposição do corpo de um morto até para a própria família). A morte para o Ocidente é o fim, um possível reencontro com seus mortos só ocorrerá daqui há milênios, e talvez nem aconteça em carne e osso. Quem é que quer morrer?

No entanto, para o Hamas e demais grupos islamistas qualquer pessoa (não existe o conceito de criança como o conhecemos) morta por não-islâmicos em guerra contra eles é um “mártir”, um Shahid, e um mártir pelo islã tem uma enorme, imediata e palpável recompensa, não só para si mas também para seus familiares e amigos. O Shahid vai para um paraíso mais elevado que os demais, onde pode usufruir de tudo que a ele foi negado em vida — bebidas, comidas, mulheres à disposição —mas, mais ainda, o mártir pode ESCOLHER as 71 pessoas que, em carne e osso, irão passar a eternidade a seu lado, usufruindo de todas as benesses do mártir, independentemente do que elas tenham feito durante suas vidas.

Um Shahid na família é uma garantia de salvação, de melhoria de vida, e se este mártir é uma criança os pais têm a certeza de que ela estará em um mundo muito melhor e que em breve estarão reunidos usufruindo de muitos mais benefícios que poderiam ter em vida. Vejam bem que estou falando dos islamistas, os fundamentalistas para quem a morte é a verdadeira vida, pois certamente existem islâmicos moderados que não querem perder seus filhos. De qualquer modo, o paraíso do mártir é um local concreto, um território repleto de prazeres onde se reunem familiares e amigos do/a Shahid/a em seus corpos originais para gozar a alegria e abundância por toda a eternidade. A morte de uma criança neste contexto é muito diferente da morte de uma criança para uma família e sociedade que não percebem assim a vida após a morte.

Que ninguém se engane, o Hamas não luta por liberdade ou para construir uma nação, os membros do Hamas, como os demais islamistas, lutam para um mundo onde o islã seja a religião dominante, onde as demais religiões serão subjugadas e terão que pagar tributo para viver, onde a lei da Sha’aria é a lei do estado, permitindo amputações, apedrejamento, enterramento de pessoas vivas e crucificações não só de criminosos de vários tipos, mas também de mulheres de quem se DESCONFIE de infidelidade, de uma moça que traiu/pode ter traído/poderia ter a intenção de trair a honra da família, de homossexuais e também de quem queira seguir outra religião ou religião nenhuma. Recentemente o parlamento do Hamas aprovou todas estas punições na Faixa de Gaza.

Se há culpados pelo sofrimentos dos palestinos são os membros do Hamas e demais grupos fundamentalistas. Não é culpa de Israel, que após anos de bombardeios diários do Hamas contra sua população civil, resolveu tomar uma atitude e acabar com as provocações. Os palestinos que vivem na Cisjordânia (Yesha), sob a liderança da Autoridade Palestina não estão se unindo ao Hamas, querem distância deles, não porque a Autoridade seja muito melhor, mas pelo menos lá existe, ainda que de forma incipiente, uma separação entre o estado e a religião, onde existe a possibilidade de julgamentos que não levem a uma crucificação.

Que não se deixem enganar os brasileiros: parem de culpar Israel pela situação de Gaza, [pois] quem aceitaria que seu vizinho ficasse atirando pedras contra suas janelas? Lembrem-se também de que no islã a liderança política é a religiosa também, não existe lei civil, existe apenas a Shaaria; e que o islã é uma religião proselitista que busca ampliar seu espaço para criar o Dar al-Islam, o Mundo do Islã, através da destruição do Dar al-Harb, o Mundo da Guerra, que é o mundo onde vivem os brasileiros. Ai, então… adeus [...] à alegria desinibida do povo brasileiro. (Sonia Bloomfield - http://www.Beth-Shalom.com.br)

Sonia Bloomfield, PhD, é professora da Universidade de Brasília.



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sexta-feira, 25 de junho de 2010

A Farsa do Aquecimento Global

O Aquecimento Global está derretendo, mas os crentes não desistem.

A religião dos Santos do Aquecimento Global dos Últimos Dias segue a sua trajetória, só que cada vez mais perto da comédia do que da teologia. Um texto publicado hoje na Folha merece ser lido e comentado.

Estudo revê impacto de degelo na Ásia

Por Rafael Garcia:

Folha de São Paulo

A previsão do painel do clima da ONU de que o encolhimento de geleiras no Himalaia afetará a vazão de rios e deixará mais de 1 bilhão de pessoas sem água e comida é exagerada, conclui um novo estudo: “apenas” 60 milhões de pessoas estão em risco.

Notem que as aspas na palavra “apenas” são uma tentativa de ironia, como a provocar os céticos. É como se dissessem: “Ainda é muita gente, tá?” Se for ou fosse verdade, é claro que é ou seria. Mas observem que a população potencialmente atingida foi reduzida a quase um dezessete avos da previsão inicial. Se foi fácil rever o calculo para livrar a cara de 940 milhões de pessoas, mais um pouco, e dá para tirar meros 60 milhões do destino cruel…

A pesquisa, elaborada por cientistas holandeses, é a primeira revisão abrangente da literatura acadêmica formal sobre o assunto. O trabalho estima o impacto do aquecimento global na disponibilidade de água das grandes bacias hidrográficas da Ásia. No final do ano passado, o assunto foi alvo de polêmica, quando o geólogo indiano Vijay Raina afirmou que o IPCC (o painel do clima da ONU) tinha errado ao informar que as geleiras do Himalaia poderiam desaparecer por completo até 2035. O painel, afinal, reconheceu o erro. Os dados haviam sido compilados por uma ONG, que por sua vez usara informação de uma revista popular. O episódio é frequentemente citado pelos “céticos” do clima, grupo que nega a existência do aquecimento global e acusa o IPCC de forjar dados.

Pois é… Não fossem os céticos… Fica parecendo que são eles os culpados pelo brutal erro dos crentes. A palavra “céticos” para designar os que acusam alarmismo na tese do aquecimento global é boa porque revela o caráter religioso dos adversários. A informação interessante que vai acima é esta: uma coisa “séria” como o IPCC usa dados de uma ONG, que, por sua vez, usa a informação de uma “revista popular”. É um sinal da seriedade com que a maçaroca de informações foi compilada para compor o Apocalipse. São João foi mais criativo e rico em detalhes.

Com o estudo holandês, publicado hoje na revista “Science”, a discussão sai do plano ideológico.

Algumas questões:

1) Por que sai do plano ideológico?;

2) Se os dados de uma revista popular foram parar nos cálculos das Mães Dinahs do aquecimento, quem assevera a seriedade das outras informações? É coisa de “céticos” fazer essa pergunta;

3) Quer dizer que havia mesmo um confronto de natureza ideológica?
Submetido a revisão independente, o trabalho indica que a mudança climática terá impacto sério na Ásia, ainda que o IPCC tenha sido alarmista. Os 60 milhões de pessoas em risco estão quase todos nas bacias dos rios Indo e Bramaputra, onde a falta de água para fazendas pode espalhar a fome. Os rios Amarelo, Ganges e Yangtzé não sofrerão tanto, pois sua vazão não depende muito do derretimento sazonal de neve e de geleiras do Himalaia.

Um dos segredos dos crentes dessa religião é corrigir catastrofismos antigos com catastrofismos novos.

Os autores do trabalho reconhecem que o número de pessoas afetadas ainda é uma estimativa imprecisa, mas dizem que consequências ruins já são uma certeza.

Ah, bom! Estamos de volta à linguagem de sempre dos fiéis do aquecimento global. É só uma “estimativa imprecisa”? Então tá bom! A única certeza é que as conseqüências serão ruins. Talvez não sejam 60 milhões. Talvez possam fazer por menos. Até hoje me pergunto quantos milhões essa gente teria matado — de fome, inclusive — se as medidas por eles sugeridas tivessem sido postas em prática.

Comentários de Reinaldo Azevedo


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terça-feira, 22 de junho de 2010

Computador de Minority Report vira realidade

Computador de Minority Report vira realidade



Criado pelo consultor do filme, ambiente operacional espacial permite interação em 3D

Com a ajuda de luvas com sensores, Underfolker manipulou imagens
usando o pulso, a palma da mão e até os dedos.

Um pesquisador e professor do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) revelou um sistema parecido ao do filme Minority Report - A Nova Lei.

O “ambiente operacional espacial” permite ao usuário se mover em 3D dentro do espaço que é projetado em enormes telas na frente dele usando luvas com sensores.

Em vez de clicar com o mouse e de digitar no teclado, o usuário pode se mover dentro e em volta da tarefa que estiver fazendo em três dimensões e em tempo real, o que proporciona uma maior flexibilidade do que o computador tradicional, revelou o jornal inglês Daily Mail.

O sistema foi criado por John Underfolker, um dos consultores científicos do filme Minority Report, que continuou sua pesquisa depois que o filme de 2002 de Steven Spielberg foi lançado.

Ele disse que depois da invenção do Macintosh, que “mudou fundamentalmente” como as pessoas viam o computador, os sistemas operacionais mudaram muito pouco.

Underfolker, que é professor do MIT, disse que qualquer nova tecnologia deveria ser oferecida para o público e não apenas para empresas.

- A tecnologia é capaz de expressar e ser impregnada de uma certa generosidade e precisamos exigir isso

Embora o software e os programas da web tenham melhorado muito de lá para cá, a forma de interagir com um Mac ou com um PC ainda é a mesma.

Em uma apresentação de cair o queixo, segundo o jornal DailyMail, em uma conferência organizada pelo TED (Tecnologia para Entretenimento e Design), Underfolker mostrou como o computador pode ser atualizado para o século 21.

Usando suas luvas, o pesquisador manipulou uma série de imagens em um tempo muito menor do que levaria em um computador tradicional.

Ele conseguiu mudar a forma como as imagens apareciam apenas com uma leve mexida no pulso, deixava-as planas para escolher a que quisesse ao mover a palma da mão ou conseguia voar em volta delas ao girar os dedos. A configuração intuitiva também lhe permitiu alcançar e selecionar imagens em 3D com facilidade.

Em sua demonstração, Underfolker também separou o esquema de parte de uma máquina e manipulou dados de logística em um mapa-múndi que foi projetado nas telas na frente dele. O dispositivo também permite a colaboração na tela, em dois colegas trabalharam na mesma imagem ao mesmo tempo que ele.

domingo, 20 de junho de 2010

O Big Brother estende seus tentáculos e desperta questões éticas

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O Big Brother estende seus tentáculos e desperta questões éticas

Philip Hunter

Faz quatro anos que o então comissário da Informação da Inglaterra, Richard Thomas, alertou que o país estava se transformando, quase sem perceber, numa sociedade de vigilância. Ele salientou o exemplo da televisão de circuito fechado (CCTV), na qual a Inglaterra é líder mundial com 10% de todas as câmeras do mundo (cerca de uma para cada 12 pessoas) cobrindo grandes trechos de suas cidades. Os inúmeros casos reportados pela intrusão cada vez maior da CCTV na existência cotidiana faz com que a minha própria experiência, no dia de Natal de 2008, não seja tão excepcional.

Eu havia acabado de cruzar a ferrovia local através de uma passarela pública, o que me fez passar rapidamente pela plataforma do trem, quando uma voz irrompeu nos alto-falantes da estação: “O que você está fazendo aqui? Não há nenhum trem hoje.” “Estou apenas passando”, murmurei (imaginei que houvesse algum microfone em algum lugar, embora eu não pudesse ver nenhum). Hesitante, a pessoa na sala de controle central a quilômetros de distância me concedeu o direito de continuar andando. Claramente o sistema de monitoramento havia sido programado para considerar qualquer presença na plataforma da estação como suspeita naquele dia.

As gravações das CCTV costumavam ser inúteis por causa de sua qualidade muito ruim e por exigirem horas para serem analisadas. A polícia com frequência era incapaz de prender criminosos mesmo quando eles eram pegos, supostamente em flagrante, pelas câmeras. Mas a nova tecnologia permite detectar os incidentes quando eles ocorrem, ou até antes.

Pesquisadores da Universidade de Reading desenvolveram um software de monitoramento para as CCTV capaz de identificar, por exemplo, um pacote abandonado, e seguir a pessoa que o deixou enquanto ela ainda está ao alcance da câmera. Usando uma tecnologia que foi desenvolvida há 20 anos para os alarmes de roubo, esses sistemas estão programados para distinguir entre diferentes tipos de movimento, e identificar aqueles considerados incomuns – como depositar um objeto que fica num local fixo por um determinado tempo, ou movimentos como visitas frequentes ao banheiro de um avião. O último poderia ter sido útil para detectar o homem que queria explodir o voo com destino a Detroit em dezembro passado antes que ele tentasse detonar sua bomba.

Um sistema como este é capaz de muitas coisas úteis, como acionar o alarme quando um carro estacionado está sendo arrombado, ou quando uma pessoa idosa que mora sozinha sofre uma queda. E ele também pode ter um papel importante no policiamento dos Jogos Olímpicos de Londres em 2012, fornecendo uma ferramenta poderosa para a tarefa, que de outra forma seria impossível, de monitorar áreas públicas à procura de ameaças de ataque terrorista.

Enquanto isso, outra inovação promete reforçar a vigilância inteligente das CCTV, gerando imagens de suspeitos a partir de perfis de DNA retirados de amostras deixadas nas cenas dos crimes. Essas imagens poderiam, a princípio, ser usadas para selecionar as imagens das CCTV enquanto elas são feitas em tempo real, ou para buscar suspeitos em imagens já gravadas e talvez até reconstituir ações que desvendariam crimes.

Pesquisadores da Universidade do Arizona descobriram que traços identificadores como a cor do cabelo, pele e olhos são determinados por variantes de alguns genes fundamentais, e todos podem ser descobertos por análises de amostras de DNA. A partir disso, eles acreditam que será possível construir um perfil que pode ser mais acurado do que o do E-FIT, um sistema de composição facial computadorizado que gera fotos a partir dos relatos de testemunhas oculares.

Embora ainda leve um tempo para que essas descobertas sejam colocadas em prática, seu potencial investigativo é evidente. Assim como os perigos de uma suspeita infundada. As primeiras versões da tecnologia certamente precisarão ser aperfeiçoadas, talvez levando mais alguns genes em consideração. Mesmo assim, as variações causadas pelo ambiente ou estilo de vida, como dieta e exposição ao sol, podem fazer com que as imagens não sejam tão úteis. E em que ponto a semelhança gerada pelo DNA se tornará acurada o suficiente para ser admitida em tribunal? Da mesma forma, a tecnologia que identifica comportamentos suspeitos criará uma grande margem para “falsos positivos”, uma vez que muitas pessoas podem se comportar de forma que o sistema considerará suspeita, por exemplo quanto estiverem bêbadas, ou quando estiverem simplesmente indecisas ou, no meu caso, quando parecem perambular num horário e local em que não deveriam estar.

O sistema da Universidade de Realing poderia ter detectado o terrorista de Detroit. Mas ele ainda precisa passar por um teste em grande escala que mostrará se é capaz de evitar inúmeros (e destrutivos) exemplos de comportamento “suspeito” embora inocente. As experiências com softwares mais antigos e menos sofisticados mostraram que a intervenção humana ainda é necessária para eliminar os “falsos positivos” e manter o foco nas atividades criminosas reais.

Também há o problema de encontrar o equilíbrio entre a vigilância sofisticada e as preocupações quanto às liberdades civis. O novo sistema de CCTV oferece ainda mais espaço para a intrusão em nossas vidas privadas – desde os governos que podem monitorar dissidentes políticos até pessoas que podem “hackear” o sistema para espionar parceiros suspeitos de traição.

Mas não há muito motivo para tentar proibir a tecnologia propriamente dita, uma vez que, assim que for lançada, ela será usada. A resposta deverá ser uma regulamentação rígida quanto ao seu uso e disponibilidade. Sob vários aspectos, isso não é diferente da situação dos atuais sistemas de identificação, como as impressões digitais e as bases de dados de registro de veículos. A diferença é que o espaço para intrusão se torna mais amplo, e precisamos tomar cada vez mais cuidado em relação a como e por que essa vigilância é feita – e por quem.

Tradução: Eloise De Vylder

http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/prospect/2010/05/31/o-big-brother-estende-seus-tentaculos-e-desperta-questoes-eticas.jhtm

Nota: As câmeras de vigilância espalham-se por todas as grandes cidades do mundo, as pessoas nem as percebem mais, tornaram-se comuns. Mas a verdade é que a cada dia temos menos privacidade.



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George Clooney é aceito no Conselho de Relações Exteriores (CFR)


George ClooneyGeorge Clooney via last.fm

George Clooney é aceito no Conselho de Relações Exteriores dos EUA
Michael Douglas e Angelina Jolie, entre outros, também são membros.

'Sinto-me honrado pela nomeação', declarou o ator.

Do G1 RJ

O ator norte-americano George Clooney foi nomeado novo membro do Conselho de Relações Exteriores dos EUA (Council of Foreign Relations) nesta terça-feira (15). As informações são do jornal "The Washington Post".

O Conselho de Relações Exteriores (CFR, na sigla em inglês) é uma influente organização política, independente e apartidária dos Estados Unidos. Dela também fazem parte o ex-presidente dos EUA Bill Clinton e os atores Michael Douglas, Warren Beatty e Angelina Jolie, entre outras personalidades.


A vice-presidente da CFR, Lisa Shields, citou a importância da participação de Clooney no conselho como uma voz "não tradicional" da política norte-americana. Ela destacou ainda a postura do ator diante da crise em Darfur. Localizado em sua maior parte numa região desértica, o país vive há sete anos um conflito iniciado quando rebeldes, na maioria não-árabes, pegaram em armas contra o governo sudanês, exigindo mais autonomia para a área.

Em declaração via CFR, Clooney disse: "Sinto-me honrado pela nomeação. Ouvi dizer que o ritual de iniciação é selvagem", brincou o ator, que foi indicado ao conselho pelo apresentador de TV Charlie Rose e pelo colunista do jornal norte-americano "The New York Times" Nick Kristof.

Nota: O Conselho de Relações Exteriores (CFR) é um famoso Think Tank americano que abriga intelectuais que visam implantar o Governo Mundial. É a elite intelectual americana.

Agora, o que atores de Hollywood têm a ver com o CFR é que não está claro. Pelo que se sabe Angelina Jolie, Michael Douglas e George Clooney não são intelectuais, então fica a pergunta, por que atores de Hollywood são aceitos nesse grupo elitista?





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terça-feira, 15 de junho de 2010

Presidente dos EUA pode ganhar poderes para desligar a internet


SYDNEY, AUSTRALIA - OCTOBER 14:  Artwork from ...Image by Getty Images via @daylife

Presidente dos EUA pode ganhar poderes para desligar Internet

Foi apresentada ontem nos Estados Unidos uma proposta que, a ser aprovada, dará ao presidente poderes para controlar ou desligar partes da Internet no país, em situações de emergência. Fornecedores de serviços de acesso à Internet, motores de busca ou empresa de software ficarão sujeitas à ordem e em casos de não cumprimento enfrentam multas.

O projeto de lei apresentada no Senado tem como objetivo reforçar a capacidade de resposta dos Estados Unidos, em face de um ciberataque em grande escala e os mecanismos de controle de consequências de um evento desse tipo, mas já está gerando alguma polêmica.

A iniciativa foi pensada para "proteger as redes e os seus bens e proteger o país e o povo", assegura Joe Liebermann, o senador independente que é um dos promotores da proposta e também presidente do comitê de segurança norte americano.

As críticas ao Protecting Cyberspace as a National Asset Act (PCNAA) vêm de grupos representativos da indústria e referem-se aos limites pouco claros dos poderes que daí decorrem.

Se a proposta chegar a lei, as novas regras para a cibersegurança serão geridas por um organismo a criar, o Centro Nacional de Segurança Informática e das Comunicações, que funcionará na dependência do Departamento de Segurança Interna.

Empresas de Internet, telefonia ou gestoras de outras infra-estruturas de informação críticas ficarão obrigadas a cumprir ordens do novo centro e em alguns casos a cooperar com a prestação de informação, a outros níveis que não a vigilância dos utilizadores. Esta é uma restrição claramente indicada no documento, que remete a possibilidade apenas para um contexto de resposta a ordens judiciais, como já hoje acontece.

A legislação prevê por outro lado imunidade para as decisões do Centro Nacional de Segurança, antecipando processos judiciais a reclamar compensações econômicas para situações que resultem, por exemplo, do corte ou condicionamento do acesso à Internet, bloqueando a margem legal para processos que reclamem indenizações em tribunal.

O centro que se pretende criar com a nova legislação terá ainda a missão (e poderes a condizer) de monitorar as infra-estruturas de Internet do país e apoiar outros organismos federais na adoção de novas e reforçadas práticas de prevenção e monitoração do ciberterrorismo. Algo que também será dinamizado por um novo gabinete da Casa Branca.

Fonte: http://tek.sapo.pt/noticias/telecomunicacoes/presidente_dos_eua_pode_ganhar_poderes_para_d_1070583.html

Nota: É mais um esforço para controlar a internet. O único espaço onde há alguma liberdade de combate a desmandos através da circulação de informações fora dos grandes veículos de comunicação totalmente controlados pelos barões da mídia.

Não há garantias de que essa lei não será usada abusivamente em futuro próximo e já temos uma prévia sombria da censura a internet no Irã e na China.

Além do mais essa lei pode tornar-se um padrão internacional adotado pela ONU e imposto a todos os países membros. O Brasil já foi noticiado como um dos países que mais censuram a internet segundo o Google.



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domingo, 13 de junho de 2010

O Capitalismo no banco dos réus

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O Capitalismo no banco dos réus

Bruno Pontes

Se você ainda não reparou ou prefere não chegar à conclusão de que a agenda verde é a nova roupa do velho movimento socialista internacional, escute Evo Morales, que resumiu: "Ou morre o capitalismo ou morre o planeta".

No mundo com acesso às informações ignoradas ou escondidas pela grande imprensa, o embuste pseudocientífico do aquecimento global já se desmanchou como um castelinho de areia banhado pelo mar. Na outra dimensão, burocratas e jornalistas pautados pelo IPCC continuam a martelar o engodo, como se nada tivesse acontecido, mostrando que a famosa máxima do ministro da propaganda nazista nunca deixará de ter eficácia.

Os partidários do aquecimento global não sabem se vai chover daqui a dois dias, mas nos comunicam, com muita seriedade, que os mares vão subir 3 metros nos próximos 30 anos. Em 2027, a temperatura média do planeta atingirá 46 graus. A coisa não se limita aos discursos. É próprio do ativista querer transformar a fantasia em realidade, e não há limites para quem acredita carregar a chave do outro mundo possível.

No chamado Dia da Terra, 22 de abril, Evo Morales e Hugo Chávez comandaram uma Conferência dos Povos sobre as Mudanças Climáticas e apresentaram uma proposta modesta: a formação de um tribunal do clima, que julgaria pessoas, empresas e países inteiros com base em suas contribuições para o aquecimento. A piada é grotesca, mas existem milhões de indivíduos mentalmente preparados para concretizá-la.

Pergunte a um meteorologista o clima da semana que vem. O máximo que ele pode fazer é indicar a probabilidade de certas condições atmosféricas. Por mais avançada que seja sua técnica, o homem não pode dar a certeza absoluta de sol no próximo domingo. O vulcão da Islândia cuspiu fogo e parou o tráfego aéreo na Europa. Nenhuma máquina previu a erupção.

Não existem meios de interromper o fluxo da lava e a emissão dos gases. Só o que a humanidade pode fazer é ficar olhando e esperar passar.

A natureza é desconhecida e incontrolável. O cérebro saudável aceita este fato. Mas a operação aquecimento, como todo empreendimento de manipulação mental, veio para destruir nas multidões o senso da realidade, idiotizando-as a título de torná-las "ambientalmente responsáveis". Nesse contexto, nada mais lógico que um tribunal para julgar e punir a humanidade - em nome de uma sandice politicamente útil.

Se você ainda não reparou ou prefere não chegar à conclusão de que a agenda verde é a nova roupa do velho movimento socialista internacional, escute Evo Morales, que resumiu: "Ou morre o capitalismo ou morre o planeta". Que pretexto melhor que a salvação da Terra poderia haver para se exigir o controle da economia global? Como propaganda de massa, é imbatível. Deixa a luta de classes no chinelo.

Publicado no jornal O Estado.

Nota: A verdade é que todos esses defensores do meio ambiente (dos outros, é claro) são esquerdistas que odeiam o capitalismo; mas vivem usufruindo de todas as benesses que o dinheiro pode comprar e são produzidos pela... Coréia do Norte? China? Cuba? Não. Por países capitalistas, porque eles mesmos nada produzem de útil.

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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Bill Gates financia vacina secreta de nanotecnologia

Bill and Melinda Gates during their visit to t...Image via Wikipedia
Bill Gates financia vacina secreta de nanotecnologia

Por Mike Adams, The Health Ranger

Editor de NaturalNews.com

(NaturalNews) - A fundação Bill e Melinda Gates está ganhando reputação por financiar tecnologias projetadas para levar a cabo esterilização em massa e programas de vacinação ao redor do mundo. Um dos programas recentemente financiado pela fundação é um programa de esterilização que usa explosões penetrantes de ultrassom dirigidas contra o escroto do homem para torná-lo infértil por seis meses. Isso poderia ser perfeitamente chamado de tecnologia de "castração temporária". Mais informações sobre isso em http://www.naturalnews.com/028853_u...

Agora a fundação tem financiado um novo programa de "liberação de vacina disparada pelo suor" baseado na penetração de nanopartículas na pele humana. A tecnologia é descrita como uma maneira para "... desenvolver nanopartículas que penetram a pele através dos folículos capilares e se rompem através do contato com o suor humano para liberar vacinas".

A concessão do dinheiro para a pesquisa está indo para Carlos Alberto Guzman do Helmholtz Centre for Infection Research na Alemanha e Claus-Michael Lehr e Steffi Hansen do Helmholtz-Institute for Pharmaceutical Research.

Ambos são parte do envolvimento da Fundação Gates nos programas de “Pesquisa de Grandes Desafios" que alega estar trabalhando para "alcançar maiores avanços na saúde global."

...avanços como esterilização em massa e vacinas de nanopartículas que poderão no final das contas ser administradas secretamente mesmo sem o seu conhecimento. Estas nanopartículas poderiam ser usadas em um vapor de spray que pode ser pulverizado em cada pessoa que passar por um ponto de checagem de segurança de um aeroporto, por exemplo. Ou poderia ser liberado através dos sistemas de ventilação de edifícios corporativos ou escolas públicas para vacinar as massas. Você poderia nem saber que estava sendo vacinado.

Essa tecnologia é potencialmente muito perigosa para liberdade de sua saúde. Usando-a, governos ou companhias farmacêuticas (que são tudo a mesma coisa atualmente) poderiam criar uma vacina como creme para a pele distribuído e descrito como "filtro solar". Mas quando você usá-lo, você na verdade estará se vacinando enquanto as nanopartículas se enterram sob sua pele e se rompem, liberando DNA estranho dentro de seu corpo.

Uma história de medicação secreta em massa

Mas por que o governo medicaria as pessoas sem o conhecimento delas ou seu consentimento? Você pergunta. Eles já fizeram isso com a aplicação de flúor na água. Flúor é uma droga, e os governos regionais e nacional do mundo todo estão usando o fornecimento de água como uma maneira de entregar a droga flúor para as pessoas precisando elas ou não - e sem nenhum diagnóstico médico apropriado ou receita.

Assim, se os governos já estão medicando secretamente as pessoas com flúor no fornecimento de água, elas armaram o palco para vacinação em massa de pessoas através de canais semelhantes, tal como o suprimento de ar dos edifícios. E graças a Bill Gates, esta nanotecnologia necessária para levar isso a cabo está sendo financiada.

É isso realmente um "grande avanço na saúde global?"

Eu acredito que é se você acredita em remédio secreto onde você medica pessoas com drogas ou vacinas sem o conhecimento delas. A medicina ocidental é tão ofensiva que não pode operar às claras. É por isso que se utiliza de contaminação escondida do fornecimento de água a fim de forçar o público a engolir suas drogas.

Flúor e medicamento dissimulado

Ainda, a propósito, para aqueles que argumentam que flúor não é uma droga, lembrem-se disso: De acordo com a FDA, qualquer substância química que tem um efeito biológico no corpo humano é, por definição, uma droga. Portanto, flúor é uma droga também.

Ainda mais, flúor é promovido com um estranho apelo sobre "prevenção de cáries" engolindo-o, fazendo dele uma "droga não aprovada" de acordo com a FDA. Assim como é que uma droga não aprovada pode ser despejada no fornecimento de água e forçada sobre centenas de milhões de pessoas sem um simples diagnóstico de deficiência de flúor ou mesmo uma simples prescrição de um médico?

A resposta é que a medicina ocidental é tão arrogante que não acredita que precisa seguir qualquer regra, regulamento ou lei. É um sistema “tirânico” de medicina, onde as drogas são empurradas pela sua garganta através do despejo dissimulado no fornecimento de água sem seu consentimento. Então por que deveríamos acreditar que com vacinas será diferente? Se a medicina tradicional pode descobrir uma maneira de forçar qualquer pessoa a inconscientemente ser injetada com vacinas, não tenha dúvida que eles perseguirão isso!

E tais esforços sem dúvida terão o continuado apoio financeiro de Bill Gates.

Fontes: The Daily Tell: http://www.thedailytell.com/2010/05...
Puget Sound Business Journal: http://www.bizjournals.com/seattle/...





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terça-feira, 8 de junho de 2010

Seja Bem-Vindo à Governança Global

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Seja Bem-Vindo à Governança Global

Autor: Henry Lamb

"Para esse sistema de "governança" funcionar, precisa existir um procedimento para criar leis e regras, uma fonte independente de receita, e um mecanismo para a imposição das leis. O procedimento para a criação de regras está bem estabelecido. O Tribunal Penal Internacional fornece a base para a imposição. Entretanto, a inexistência de uma fonte independente de receitas, impediu a ONU de se tornar o governo mundial que está planejado há tanto tempo. A atual crise econômica é a desculpa necessária para criar um mecanismo global de controle da economia global e instituir uma fonte independente de receitas para o governo mundial." [Excerto deste mesmo artigo].


"Pouquíssimas pessoas percebem que existe um esforço gigantesco de criar a governança global — um eufemismo para governo mundial — que afetará drasticamente cada homem, mulher e criança no planeta Terra. Sendo um dos principais especialistas no assunto, Henry Lamb oferece uma singular compreensão sobre o surgimento da governança global, e suas consequências potencialmente muito graves para a humanidade." — Dr. Michael S. Coffman, presidente da Environmental Perspectives, Inc. [3].
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Há mais de um século que persiste a ideia de um governo mundial. Desde a visão de Cecil Rhodes de um Império Britânico global, passando pela visão do presidente americano Woodrow Wilson de uma Liga das Nações e depois, durante a administração Roosevelt, com a criação da Organização das Nações Unidas, esse sonho de um governo mundial continua a avançar. Em Berlim, Barack Obama anunciou que é um 'cidadão do mundo'. Ele e seu governo estão prestes a oferecer homenagem a essa cidadania global.

As pessoas que criaram a Liga das Nações para o presidente Wilson eram assessores que operavam por trás dos bastidores. Nos EUA, os assessores de Wilson eram conhecidos como "A Consulta" do coronel Edward Mandell House. Na Inglaterra, o governo era assessorado pelo grupo de Alfred Milner, conhecido como "turma de Chatham House", criado por Cecil Rhodes em 1891. Esses dois grupos rascunharam o Tratado de Versalhes, que terminou a Primeira Guerra Mundial — e criou a Liga das Nações.

Durante os dias finais das negociações do tratado, esses dois grupos se reuniram no Hotel Majestic, em Paris, e decidiram formalizar suas organizações. O grupo europeu transformou-se em Instituto Real das Relações Internacionais e o grupo americano, do coronel House, tornou-se o Conselho das Relações Internacionais (CFR). Esses dois grupos são o poder sustentador que esteve por trás da ideia do governo mundial durante todo o século 20.

Franklin Roosevelt serviu na administração do presidente Wilson e conhecia bem a Consulta, do coronel House, e o Conselho das Relações Internacionais. A administração Roosevelt foi preenchida por membros do CFR. Na verdade, o programa de recuperação econômica "New Deal", instituído nos anos da Grande Depressão, foi um produto do CFR.

O genro do Roosevelt escreveu:

"Por um longo tempo, achei que FDR tinha desenvolvido muitas ideias que eram para o benefício deste país. A maior parte de seus pensamentos, sua munição política, como eram conhecidos, foram cuidadosamente fabricados para ele antecipadamente pelo grupo do dinheiro do CFR-Um Mundo Unificado. [Curtis Dall, FDR: My Exploited Father-In-Law, 1967].

A maior parte do comitê de Roosevelt que rascunhou a Carta da ONU era formada por membros do Conselho das Relações Internacionais. Desde então, todas as administrações desde o governo Roosevelt, foram dominadas por membros do CFR.

Durante o governo Clinton, o escritor do jornal Washington Post, Richard Harwood, informou que o Conselho das Relações Internacionais é "... a coisa mais próxima que temos de um Sistema governante nos Estados Unidos" e identificou dezenas de membros do CFR na Casa Branca. (Washington Post, 30 de outubro de 1993, A-21).

Os membros do CFR dominaram ambas as administrações Bush. Richard Haass serviu em ambas. Até junho de 2003, ele era Diretor de Planejamento no Departamento de Estado.

Ele renunciou para se tornar presidente do CFR, em julho de 2003.

Haass continua a promover a ideia de um governo mundial. Em um artigo publicado no jornal Taipei Times, ele escreveu: "... os Estados precisam estar preparados para ceder parte de sua soberania para os organismos globais para que um sistema internacional possa funcionar." [Taipei Times, 21 de fevereiro de 2006].

Aqui está o ponto crucial: A soberania nacional e a governança global são mutuamente exclusivas. As duas não podem existir ao mesmo tempo. Um país é soberano, ou não é.

A Liga das Nações fracassou por que os Estados Unidos não estavam dispostos a ceder sua soberania a um sistema internacional. A ONU prossegue por que os países continuam a ceder soberania, como Haass disse "aos organismos globais".

O Conselho das Relações Internacionais, e a maior parte dos governos da Europa, estão convencidos que o único modo para o mundo sobreviver é por alguma forma de governança global. Eles defendem a opinião que:

"Governança não é governo — é a estrutura de regras, instituições e práticas que definem limites para o comportamento dos indivíduos, organizações e empresas." [Relatório da ONU Sobre o Desenvolvimento Humano, 1999, pág. 34.].

Qualquer autoridade que possa "limitar o comportamento de indivíduos, organizações e empresas" — é um governo.

Para esse sistema de "governança" funcionar, precisa existir um procedimento para criar leis e regras, uma fonte independente de receita, e um mecanismo para a imposição das leis. O procedimento para a criação de regras está bem estabelecido.

O Tribunal Penal Internacional fornece a base para a imposição. Entretanto, a inexistência de uma fonte independente de receitas, impediu a ONU de se tornar o governo mundial que está planejado há tanto tempo. A atual crise econômica é a desculpa necessária para criar um mecanismo global de controle da economia global e instituir uma fonte independente de receitas para o governo mundial.

As Nações Unidas adotaram pela primeira vez uma "Nova Ordem Econômica Internacional" em 1974 (A/RES/S-6/3201). Ela propunha um sistema econômico socialista e global sob os auspícios da ONU. Felizmente, os Estados Unidos ignoraram a ideia e ela se desvaneceu, porém não morreu.

Em 1995, a Comissão patrocinada pela ONU sobre Governança Global publicou seu relatório final, intitulado "Our Global Neighborhood" (Nossa Vizinhança Global).

Entre as muitas recomendações feitas para efetivar a governança global havia uma proposta para a criação de um Novo Conselho de Segurança Econômica. Sua jurisdição incluiria:

"... ameaças de longo prazo para a segurança em seu sentido mais amplo possível, como crises ecológicas compartilhadas, instabilidade econômica, desemprego crescente... pobreza em massa... e a promoção do desenvolvimento sustentável."

Adele Simmons foi a representante americana na Comissão Sobre Governança Global; ela era membro do Conselho das Relações Internacionais.

Antes de deixar o cargo, o presidente George W. Bush convocou uma reunião do G20 para definir a pauta para um encontro em Londres, em abril de 2009. Eles esperavam criar um sistema global para finalmente controlar a economia global. Seja lá qual for a estrutura que sairá do encontro, ela provavelmente receberá poderes para controlar a economia global e conectar as ações econômicas com as questões ecológicas e também de justiça social — exatamente como prescrito pela Comissão Sobre Governança Global.

A criação da Organização Mundial do Comércio (OMC) avançou muito no caminho para dar a um "organismo internacional" o poder de regular o comércio. Os EUA cederam uma soberania significativa quando concordaram em adequar suas leis e regulamentos às determinações dessa agência da ONU.

O Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e o Banco de Compensações Internacionais ainda não operam pelo consenso de diretorias indicadas de forma arbitrária pela ONU. Além disso, até aqui, a ONU não foi capaz de encontrar um modo de instituir uma fonte de receitas sobre as transações que envolvam o câmbio internacional de moedas. Mas isso poderá mudar a partir do encontro do G20 em Londres, em abril.

Os líderes europeus já estão fazendo barulho por um controle internacional mais rígido sobre a economia global. Entre as ideias avançadas no passado estão o licenciamento e até mesmo regulações ainda mais rígidas da ONU sobre o comércio internacional; colocar representantes da ONU nas reuniões de diretores das empresas multinacionais; e tributação internacional sobre o privilégio de realizar negócios em escala global.

Quem controla o fluxo do dinheiro controla a atividade daqueles que têm dinheiro, bem como daqueles que querem ganhar dinheiro. Por exemplo, seja lá qual for a estrutura econômica internacional que possa aparecer, uma nação poderá ser forçada a adotar os objetivos sobre o aquecimento global prescritos pela ONU para poder participar das transações econômicas. Essa nova estrutura econômica internacional poderá fixar alíquotas de tributação, definir as taxas de juros e as condições para a concessão de crédito.

Essa estrutura econômica internacional proposta poderá solapar o último vestígio de soberania dos EUA. Com exceção do congressista e ex-candidato a presidente Ron Paul, e de Glenn Beck, do canal Fox News, a mídia ou os políticos quase não expressam preocupação com essas questões.

A governança global já está às portas do mundo. Gustav Speth, que serviu na equipe de transição de Bill Clinton antes de ser indicado para chefiar o programa de Desenvolvimento da ONU, declarou o seguinte em uma conferência global em 1997:

"A governança global está aqui para ficar e, dirigida pela globalização econômica e ambiental, ela inevitavelmente se expandirá."

Strobe Talbott, Subsecretário do Departamento de Estado durante a administração Clinton, disse à revista Time:

"... dentro dos próximos cem anos... nacionalidade, como a conhecemos hoje, estará obsoleta; todos os Estados reconhecerão uma única autoridade global.".

Ambos esses indivíduos são membros do Conselho das Relações Internacionais. Timothy Geithner, atual Secretário do Tesouro, e Lawrence Summers, principal assessor econômico do presidente Obama, representarão os EUA no encontro do G20 em abril.

Ambos são membros do Conselho das Relações Internacionais. Hillary Clinton, Secretária de Estado, endossou publicamente o governo mundial quando elogiou Walter Cronkite por seu trabalho, com o qual ele recebeu o prêmio "Governança Global", da Associação Federalista Mundial.

Em todos os anos da administração Clinton e também durante os anos do governo Bush, membros do Conselho das Relações Internacionais promoveram o avanço da governança global. A oposição na Câmara dos Representantes e no Senado e, algumas vezes, a oposição de um obstinado presidente Bush, bloquearam a participação dos EUA no Protocolo de Kyoto, no Tribunal Penal Internacional, na Convenção Sobre a Lei do Mar, na Convenção Sobre os Direitos da Criança e na imposição de uma tributação da ONU sobre o câmbio de moedas.

Hoje, a oposição à governança global diminuiu no Congresso e desapareceu na Casa Branca. Com os olhos arregalados, os EUA estão dando as boas-vindas à governança global. A atual administração, com a aprovação da maior parte do Congresso, cederá a soberania a um sistema internacional que não presta contas a ninguém e não possui moralidade. A ONU está ansiosa para financiar suas aventuras malignas com o dinheiro colocado à sua disposição por aqueles que compraram a promessa de esperança e cegamente votaram por mudança.

Uma vez que a ONU obtenha uma fonte independente de receitas para financiar suas forças de "paz", que poderão impor os tratados e os decretos do Tribunal Penal Internacional, não haverá força na Terra capaz de derrubá-la. Quando todos perceberem o verdadeiro custo da governança global, será tarde demais. A ONU controlará o fluxo do dinheiro e da energia disponíveis para cada país.

O presidente Obama e a atual maioria no Congresso já terão saído de cena há muito tempo, deixando a próxima geração a amaldiçoar a estupidez de seus pais e a somente imaginar o que era viver em liberdade.
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Autor: Henry Lamb — artigo original em http://www.crossroad.to/articles2/009/sovereignty/global-gov.htm

A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/govglobal.asp

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sábado, 5 de junho de 2010

A farsa moral do politicamente correto

Evo Morales logra impedir un golpe militar en ...Image by Jaume d'Urgell via Flickr

Farsa moral do politicamente correto

José Carlos Sepúlveda da Fonseca

E em nome da ideologia do "anti-preconceito" e da "não-discriminação" nosso modo de pensar e de agir é cada vez mais policiado?

A maior parte das sociedades modernas cultua como valor básico a liberdade de expressão, pela qual todo e qualquer indivíduo pode manifestar publicamente e sem censuras suas opiniões, desde que estas não incitem ao crime. Mas, curiosamente, a chamada liberdade de expressão vai sendo corroída não tanto por dispositivos legais, mas por uma mentalidade, uma ideologia que se vai disseminando a pouco e pouco. Eu a qualificaria como a ideologia do "anti-preconceito" e da "não-discriminação".


O leitor já notou que, cada vez mais, diversas opiniões ou atitudes a respeito dos mais variados assuntos (culturais, científicos, políticos, sociológicos, até esportivos) são facilmente qualificadas de preconceituosas ou discriminatórias? E em nome da ideologia do "anti-preconceito" e da "não-discriminação" nosso modo de pensar e de agir é cada vez mais policiado? Policiado socialmente, policiado midiaticamente (se me permitem o termo).

Pode parecer contraditório, mas essa ideologia - e a mentalidade que ela gera - é ela, sim, profundamente discriminatória e cerceadora do direito de expressar idéias, em relação a todos os que não professam seus valores, ou melhor, seus contra-valores.

Furor "não discriminatório”

Faça um teste! Dê, por exemplo, uma opinião contrária ao "casamento" homossexual, à adoção de crianças por "casais" homossexuais, ou formule um julgamento moral a respeito da homossexualidade e logo verá as patrulhas do pensamento "não discriminatório" se levantarem com furor, brandindo a acusação de homofobia, um epíteto de contornos mal definidos com o qual se pretende voltar a hostilidade pública contra alguém.

Se essa opinião for dada publicamente, com repercussão mediática, o furor "não discriminatório" subirá vários decibéis e contará com a preciosa colaboração de uma parte considerável do jornalismo engajado, que ampliará esse histerismo ideológico.

Estamos em presença do pensamento "politicamente correto", que se tornou verdadeiramente policialesco em relação ao pensamento e à linguagem.

Alvos selecionados

Mas vejam bem, toda esta máquina de indignação tem seus métodos e metas, tem seus inimigos e cúmplices e escolhe os momentos e os personagens alvos de sua inconformidade.

Há poucos dias Evo Morales, o presidente da Bolívia, em uma de suas investidas anticapitalistas, defendia o "socialismo comunitário em harmonia com a terra". Em determinado momento, afirmou que o consumo de transgênicos e de frangos alimentados com hormônios femininos causam a calvície, a homossexualidade e a impotência sexual (cfr. Valor e O Estado de S. Paulo 22.abr.2010).

Era de se esperar que o furor anti-homofóbico explodisse internacionalmente. Imagine-se que as afirmações tivessem sido proferidas pelo ex-presidente norte-americano George W. Bush, um alvo preferencial da mídia "politicamente correta". A gritaria "anti-homofóbica" teria preenchido os espaços mediáticos, e os leões do pensamento "não discriminatório" teriam rasgado suas vestes em público.

Mas como a afirmação foi feita por Evo Morales, um membro da grei ideológica onde prolifera a ideologia do politicamente correto e onde o ativismo pró-homossexual tem sua guarida, os protestos foram bem minguados e tiveram um eco diminuto na mídia.

Silencioso marxismo cultural

Ao comentar este e outros episódios, o jovem e brilhante jornalista Henrique Raposo, no semanário Expresso de Lisboa (23.abr.2010) respondeu à pergunta: O que é o politicamente correto?

São trechos desse artigo que hoje quero compartilhar com os que acompanham o Radar da Mídia:

"I. O "Politicamente correto" é, se quiserem, um silencioso marxismo cultural. Se o velho marxismo era uma coisa de massas, este novo marxismo é uma coisa silenciosa. O politicamente correto não é uma ideologia coletiva. É, isso sim, uma crença privada. Mas, atenção, é uma crença privada partilhada, em silêncio, por milhões. É um manual de comportamento e de policiamento do pensamento e do vocabulário.

II. O velho marxismo assentava numa simples dicotomia moralista: havia os "bons", os operários, e os "maus", os burgueses. O novo marxismo cultural readaptou essa lógica para a esfera cultural, religiosa e étnica: há o "mau", o Ocidente branco, e há o "bom", o resto do mundo não-ocidental. Isto, como é óbvio, gera a farsa moral do politicamente correto. Uma farsa que mina o debate das nossas sociedades.

III. Um exemplo desta farsa: há dias, Evo Morales disse uma barbaridade: os transgênicos, segundo o Presidente da Bolívia, causam a terrível doença da homossexualidade. Esta declaração, que é um absurdo, não causou polêmica. Os "tolerantes" do costume não reagiram. Se tivesse sido um líder ocidental a dizer semelhante disparate, oh meu Deus, tinha caído o Carmo e a Trindade.

Mas como foi um "indígena" da Bolívia, as boas consciências calaram-se. Tal como se calaram perante o racismo de Lula da Silva ("esta crise é da responsabilidade de louros de olhos azuis") ou perante a ignorância criminosa de líderes africanos ("a AIDS é uma invenção ocidental").

Pior: os "tolerantes" são incapazes de criticar a "homofobia" de Morales, mas já são capazes de me apelidar de "racista" só pelo fato de eu criticar Morales. É esta a hipocrisia vital do chamado "politicamente correto"."



fonte: http://www.midiasemmascara.org

Nota: É a sociedade do Big Brother dizendo o que você deve pensar e como deve falar.


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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Aliança das Civilizações analisa Nova Ordem Mundial

La ONU.Image by Tutty via Flickr

Aliança das Civilizações analisa nova ordem mundial

France Presse

RIO DE JANEIRO, 29 Mai 2010 (AFP) -A reorganização da ordem mundial para solucionar problemas socioeconômicos centrou os debates na manhã deste sábado, no último dia do III Fórum da Aliança das Civilizações, realizado no Rio.

Em um dos painéis de debate organizados pelo Fórum, os participantes abordaram temas que foram desde um novo mapa global de poderes até o aproveitamento das crises como fatores de mudanças.

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, alertou que a comunidade internacional perdeu uma oportunidade de se reorganizar após a crise suscitada pelo ataque às Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001.


"Em 2001 houve uma grande crise e surgiu uma oportunidade. Infelizmente, isso não ocorreu, ficou apenas nas palavras. As respostas foram bem contrárias. Houve a guerra no Iraque. Houve o recrudescimento das tensões em grande parte do mundo. E não houve solução alguma para a crise do Oriente Médio e para o conflito entre árabes e israelenses. Por isso, a oportunidade não foi aproveitada", considerou.

"Também não se conseguiu modificar a estrutura política mundial. Estou muito de acordo de que é completamente obsoleta", acrescentou.

"Alguns anos depois, tivemos uma segunda oportunidade, uma segunda crise, a crise econômica, a crise financeira. (...) E até certo ponto parecia que algo mais tinha sido aproveitado. Pelo menos, passamos do G8 para o G24", disse.

No entanto, prosseguiu, "não há nenhuma disposição em modificar a estrutura financeira e econômica internacional".

Apesar disso, o secretário-geral da OEA constatou que "depois de 2001 e depois da crise econômica, certamente surgiu uma nova realidade mundial, que não pode ser ignorada", mencionando os BRICS (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China).

A russa Alla Glinchikova, vice-diretora do Instituto Russo de Estudos sobre a Globalização e Movimentos Sociais, criticou a existência de uma "multiplicidade de monólogos, e não um diálogo, em que as partes mais fortes acabam vencendo".

Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Ahmet Davutoglu, pediu novas instituições que evitem a ocorrência de grandes crises, citando como exemplo o tema que roubou a atenção do Fórum, a questão nuclear iraniana.

"Temos que ser pró-ativos para prevenir o surgimento de crises", considerou.
Davutoglu ressaltou que "as instituições econômicas, políticas e culturais existentes não são suficientes para criar novos horizontes".

Miguel Angel Moratinos, chanceler espanhol, encerrou os debates do evento, criado por iniciativa do presidente do governo da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, ressaltando que "a Aliança é uma iniciativa plena que vale la pena".

O Irã esteve no centro dos debates entre os líderes que participaram deste evento, já que estiveram presentes alguns dos principais protagonistas de um acordo para a troca de urânio iraniano por combustível nuclear que desencadeou fortes tensões entre Brasil e Turquia - que promoveram o pacto-, com os Estados Unidos e as potências nucleares europeias, que desconfiam que Teerã tente obter a bomba atômica.

O próximo Fórum da Aliança das Civilizações será realizado no ano que vem no Qatar.

Nota: Nesta reportagem, noticiada de forma despretensiosa, vemos a Nova Ordem Mundial, que antes era tratada como coisa de cristãos fundamentalistas e teóricos da conspiração, pessoas que não mereciam confiança, exposta de forma clara.

Inclusive os mecanismos para alcançá-la, as crises financeiras mundiais, fabricadas pelo Grupo Bilderberg e outros grupos secretos e semi-secretos. Por alguma razão as coisas não estão saindo segundo o plano ainda, mas eles estão trabalhando arduamente para isso. E o fato dessa reportagem ter sido publicada na grande mídia é um sinal de que o plano está bastante avançado.

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