quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Irlanda: Junte-se a colmeia Borg do FMI-UE ou enfrente o abismo

Torre EiffelImage by Tedd Santana via FlickrIrlanda: Junte-se a colmeia Borg do FMI-UE ou enfrente o abismo

Por Kurt Nimmo

Infowars.com

Devido ao fato de que a Irlanda é parte da União Europeia, ela não pode fazer o que os Estados Unidos estão fazendo sob os auspícios da Reserva Federal - girar as manivelas e imprimir seu caminho para fora da crise fabricada da dívida. A moeda irlandesa não pode ser desvalorizada.

A austeridade foi anunciada como a passagem para as desgraças orçamentárias da Irlanda, mas esse remédio amargo tem feito a situação piorar.

"O povo da Irlanda tendo suportado mais de um ano de austeridade com a promessa de que era necessário sofrer a dor hoje pelo corte de gastos públicos de modo a reduzir o déficit orçamentário anual a níveis sustentáveis para ter ganhos econômicos amanhã," escreve Nadeem Walayat. "Em vez disso o exato oposto está tendo lugar com os contratos da economia irlandesa devido a austeridade econômica, enquanto seus bancos falidos estão espalhando as dívidas dos países e as crescentes obrigações, assim resultando em uma posição orçamentária muito pior do que onde a Irlanda estava antes que as medidas de austeridade fossem implementadas quando os mercados de bônus estão acordando para a inevitável inadimplência da dívida que está enviando as taxas de juros exigidas para manter a crescente dívida irlandesa a novas alturas da crise da dívida.

Enquanto isso, o FMI e a UE esperam nos bastidores como predadores famintos. "O perigo é que se esse governo concordar com a oferta de ajuda da UE, o 'pagamento' para UE será o controle das políticas fiscais da Irlanda", escreve Aindrias Scannell para o Irish Independent. "Esse governo é fraco e vai ceder às exigências dos 'tiranos' da UE - lembrem-se do Tratado de Lisboa 2: A Irlanda não cedeu e disseram para tentar novamente." 

A Irlanda tem ainda que rastejar para o FMI com o chapéu na mão. O chefão do FMI Dominique Strauss-Kahn disse durante o fim de semana que a Irlanda pode administrar seus assuntos fiscais e as operações dos gangsteres banqueiros de empréstimo de agiotagem têm ainda de receber um pedido de ajuda. Strauss-Kahn disse na Irlanda que é "negócio como de costume", em outras palavras, o FMI verá como a Irlanda vai se virar nas mãos do Instrumento de Estabilidade Financeira Europeu. A Irlanda não se inscreveu oficialmente para ajuda da União Europeia.  

Bélgica e Portugal não estão muito atrás. "O preço que estes países pagam por estarem presos ao Euro como moeda única é que eles não podem desvalorizar para tentar ganhar alguma vantagem competitiva para suas economias e, portanto, tentar crescer e inflacionar a saída delas do fardo da alta dívida que sufoca a atividade econômica," explica Walayat.

Irlanda, Bélgica e Portugal não podem desvalorizar suas saídas para as crises da dívida e do orçamento e se moverem para um "novo equilíbrio sustentável," como Walayat chama, dentro de um bloco globalista do Euro que exige "maior competitividade por meio da redução nos custos, isto é, pela deflação dos salários." A Irlanda foi pega entre a rocha e um lugar duro. Se ela fracassar em empobrecer seus cidadãos, os gangsteres banqueiros a atingirão com taxas de juros mais altas e uma maior carga da dívida. A ideia é transformar não somente a Irlanda, mas o mundo inteiro em uma fazenda de escravos do terceiro mundo.  

O FMI e o Banco Mundial jogaram o mesmo jogo com a Letônia, o mesmo que jogaram com grande parte do terceiro mundo. Nathan Greenhalgh é o editor em chefe do website Baltic Reports news e explicou que "o FMI primeiramente insistiu que a Letônia continuasse com cortes profundos para atender aos percentuais acordados de déficits do PIB. Foi um pouco de bom policial, policial mau com o Banco Mundial elogiando a resolução de cortar da Letônia enquanto o FMI insistia que não era suficiente e tinha de cortar mais."

Em outras palavras, o FMI insiste que mais pessoas devem ser jogadas na pobreza abjeta a fim de resolver as coisas. Aposentadorias, pensões, educação e outros serviços públicos estão para ser profundamente cortados a fim de pagar a dívida criada do nada pelos gangsteres banqueiros predadores.

Em 2009 o Center for Economic and Policy Research descobriu que a maioria dos países no gancho para o FMI tem experimentado lentidão, como planejado. O CEPR sugeriu que mais dinheiro suspeito seria distribuído na forma de SDRs (Special Drawing Rights, Direitos especiais de saque) e as "condições prejudiciais associadas a outros instrumentos de empréstimo do FMI" seriam eliminados.

Sem chance. Poderia também desejar um pônei no natal. Condições prejudiciais são parte do negócio.

O governo da Letônia previu 5% de contração em 2009, mas a redução naquele ano foi na verdade de 18%. Em outras palavras, o acordo UE/FMI assinado em dezembro de 2008 tornou as coisas ruins, ainda piores.

"Nos últimos dois anos, as medidas de austeridade no orçamento da Letônia tem sido cortes maciços nos setores de saúde educação. O número de hospitais foi cortado de 59 para 42 e 58 escolas foram fechadas," escreve McMorrow. "A taxa de desemprego triplicou, atingindo um pico de 22% em janeiro antes de voltasse a 16% em junho."

 Enquanto a Irlanda se recusa a se submeter a UE e ao FMI, um desastre do trem econômico muito maior se aproxima. "A única solução é por uma custosa ajuda econômica da UE/ECB/FMI para a Irlanda uma vez que eles não podem permitir que a crise atual na Irlanda dispare um socorro financeiro para todos os PIIGS (Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha) que poderia custar até 2 trilhões de Euros. Assim a crise da dívida irlandesa tem o potencial para se tornar a mãe de todos os socorros financeiros onde as conversações de bilhões hoje se tornarão trilhões se uma ação decisiva não for tomada para financiar o déficit de orçamento irlandês antes que o colapso da dívida dos PIIGS dispare uma ampla ajuda financeira na zona do Euro," escreve Walayat.

 Enquanto isso, os PIIGs colegas da Irlanda estão furiosos. O governador do Banco Central da Espanha, Miguel Angel Ordonez, atacou na segunda feira em Dublin, pedindo ao governo irlandês para parar o pânico e tomar a "decisão apropriada" de ativar o mecanismo de socorro financeiro da UE/FMI," relata o Telegraph.

 Mas é claro, sempre é a "decisão apropriada" empobrecer seu povo, pelo menos de acordo com a elite global.

 Kurt Nimmo edita infowars.com. Ele é o autor de Another Day in the Empire: Life In Neoconservative America.            




  

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