segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Pesquisadores espanhois querem etiquetar embriões humanos com códigos de barras

Pesquisadores espanhois querem etiquetar embriões humanos com códigos de barras

Por Vigilant

Loren Grush/Fox News

Em filmes futuristas como "Aliens 2" e "12 macacos", prisioneiros são marcados com códigos de barras para fácil identificação. Mas a realidade hoje é ainda mais selvagem: Cientistas propuseram marcar embriões com códigos de barras.

Pesquisadores da Universitat Autonoma de Barcelona, na Espanha, terminaram de testar um método para imprimir códigos de barras microscópicos em embriões de ratos - um procedimento que eles planejam em breve testar em humanos. O empreendimento tem como objetivo evitar incompatiblidade durante fertilização in vitro em procedimentos de transferência de embrião. Mas especialistas em privacidade e defensores de direitos das crianças ficaram imediatamente preocupados pelo conceito de "rotulagem direta" de embriões, pedindo transparência no processo.

"Um embrião é uma vida humana, de modo que devemos avançar com isso muito, muito cautelosamente," Pam Dixon, diretora executiva para o World Privacy Forum, disse a FoxNews.com. "Obviamente não podemos perguntar ao embrião o que ele quer, de modo que o indivíduo que faz doação tem de consentir com isso tanto quanto o indivíduo que recebe a doação. Tem de haver um bocado de discussão pública."

Os pesquisadores insistem que sua técnica é perfeitamente segura, afirmando que os códigos de barras simplesmente evaporam enquanto o embrião se desenvolve em feto. Dr. Arthur Caplan, o diretor do Centro para Bioética da Universidade da Pennsylvania, disse que conquanto o desenvolvimento não seja afetado, qualquer melhoramento na transferência do embrião seria extremamente benéfica - pois erros podem ser devastadores.

"Quando você está falando sobre incompatiblidade, este tipo de erros são psicologicamente e emocionalmente devastadores," Caplan disse a FoxNews.com. "Você tem pais que querem rejeitar a criança dizendo que a criança claramente não é da mesma raça deles. Há também o perigo de que o doador(a) possa mudar de ideia e queira se envolver na paternidade ou maternidade. As pessoas realmente querem essa conexão biológica. Portanto eu acho que isso é uma ideia sensacional para reduzir estas dificuldades."

Os códigos de barra não são escondidos ou ocultados - de fato, eles são facilmente observados através de um microscópio padrão, e a esquipe de pesquisa espera desenvolver um sistema de leitura automática do código quando aperfeiçoarem a técnica deles para rotulagem de embriões de ratos.

E uma vez que isso seja feito, os testes em embriões humanos começarão. 

"Estamos muito entusiasmados sobre isso," disse Elena Ibáñez, uma das pesquisadoras do projeto - uma colaboração com pesquisadores do Instituto de Microeletrônica de Barcelona e o Conselho Nacional de Pesquisa Espanhol. "E uma coisa que se funcionar, poderá ser extremamente útil para os embriologistas. Agora mesmo as clínicas de fertilidade estão simplesmente rotulando a placa de Petri. Estamos apenas fazendo um melhoramento nesse sistema," ela disse a FoxNews.com.

O processo envolve injetar os códigos de barras, feitos de silicone, no espaço perivitelino dos embriões, o espaço entre uma membrana da célula do embrião e sua capa protetora externa, conhecida como zona pelúcida. Quando o embrião se liga a parede uterina, ele se liberta da zona pelúcida, e os códigos são destinados a desaparecer junto com ela, dizem os pesquisadores.

Esse estágio final tem provado ser o mais difícil para os pesquisadores refinar, contudo, eles gostariam de descobrir um meio mais eficiente de "carimbar" os embriões.

"Nós vimos nos ratos que alguns dos códigos ficam anexados ao próprio embrião," disse Ibáñez. "Assim uma das coisas que vamos testar depois é implantar o código diretamente no envólucro externo em vez de dentro dele. Esse modo será 100% certo de que o código não vai prmanecer."

Se a equipe de pesquisa quiser ser capaz de dar o salto de ratos para humanos, eles precisarão estar certos de que o código descole. Dixon diz que seria uma clara invasão de privacidade se houvesse qualquer indicação de que esse código de barra permaneceria. Ela encorajou os pesquisadores a explorar meios alternativos de identificação antes de avançar com essa técnica.

"O resultado disso não vai necessariamente ser positivo," Dixon disse a FoxNews.com. "Apenas porque é uma tecnologia avançada não significa que vai tornar as coisas a prova de erro. Wu acha que há outras alternativas que são menos invasivas e que podem proporcionar a mesma função. Além disso, eu posso ver muitas mulheres que não vão querer ser implantadas com um embrião marcado com código de barra."

Mas Ibáñez assegura que o procedimento é perfeitamente seguro e que ninguém deve ficar apreensivo sobre a utilização do novo sistema.

"Se há qualquer preocupação de que isso poderia prejudicar o embrião, lembre-se de que o silicone que usamos é completamente inofensivo," disse Ibáñez. "Os embriões se desenvolvem normalmente e uma vez que tivermos aperfeiçoado tudo, eles perderão o código depois da implantação," ele falou a FoxNews.com.

"Assim você não estará produzindo um bebê com código nele," ela disse.

http://www.vigilant.com    

Nota: É tudo muito bom, tudo muito bonito, mas desde a década de 80 temos visto vários filmes sobre marcação de pessoas com códigos de barra por governos autoritários. Sem falar na marcação dos judeus feita pelos nazistas com máquinas da IBM.

Quem garante que depois uma lei não será aprovada obrigando a marcação com códigos de barra de todos os fetos?


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