quarta-feira, 4 de abril de 2012

A Suécia é uma formadora de opinião para a tirania global, para onde a Suécia vai, o mundo também vai: O começo do fim do dinheiro.

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A Suécia é uma formadora de opinião para a tirania global, para onde a Suécia vai, o mundo também vai: O começo do fim do dinheiro.

De: theatlantic.com

A Suécia pode estar apontando o caminho para uma (próxima) economia livre de dinheiro.

Há muitas, muitas coisas para desgostar acerca do dinheiro analógico. Dinheiro e moeda são incômodos. São pesados. São sujos. Não deixam registro automático das transações financeiras que são feitas com eles.

Aqui nos Estados Unidos, a despeito de Square e Paypal e outros serviços que parecem anunciar o fim do dinheiro, cédulas e moedas ainda representam 7 por cento do total de nossa economia. Na Suécia, contudo, que ficou em primeiro lugar no ranking deste ano do Relatório Global de Informação de Tecnologia do fórum Econômico Mundial, o dinheiro é escasso. E está se tornando, relata a AP, ainda mais escasso. Enquanto a Suécia foi o primeiro país europeu a introduzir as notas bancárias em 1661, está agora mais adiantada do que qualquer outro país na tentativa de erradicá-lo. Na maioria das cidades suecas, nota a AP, ônibus públicos não aceitam dinheiro; os bilhetes são pré-pagos ou comprados com mensagem de texto de telefone celular. 

Um pequeno mas crescente número de comércios só aceitam cartões, e alguns escritórios bancários, que ganham dinheiro com transações eletrônicas, pararam de manusear dinheiro completamente.

Até mesmo casas de culto estão se tornando rapidamente amigáveis a transações sem dinheiro: Na igreja Carl Gustaf em Karlshamn, no sul da Suécia, o vigário Johan Tyrberg recentemente instalou um leitor de cartão para permitir aos fiéis pagar o dízimo na forma digital.

Isso não é, agora mesmo, o fim do dinheiro, na Suécia ou qualquer outro lugar. Como Lars Nyberg, o presidente do banco central sueco, colocou no ano passado: O dinheiro sobreviverá "como o crocodilo, embora seja forçado a ver seu habitat ser gradualmente reduzido". Mas pode ser o começo do fim. As inovações na Suécia sugerem um futuro no qual o dinheiro seja cada vez mais raro. 

Uma cultura com dinheiro reduzido levanta novas preocupações, de ciberssegurança e, é claro, sobre privacidade. Oscar Swartz, o fundador do Banhof, o primeiro provedor de internet da Suécia, coloca isso assim: "A pessoa deve ser capaz de enviar dinheiro e doar dinheiro para diferentes organizações sem ser rastreado o tempo todo."

Mas um mundo sem dinheiro também poderia levar a algumas melhorias sociais significativas. As estatísticas suecas de crime, de maneira fascinante, parecem sugerir uma correlação entre dinheiro e crime. O número de assaltos a bancos na Suécia caíram de 110 em 2008 para 16 em 2011, "o mais baixo nível," o repórter Malin Rising nota , "desde que se começou a manter registros 30 anos atrás." A Associação de banqueiros suecos também diz que assaltos a transportes de segurança também estão caindo.

Os benefícios parecem mais amplos também. A Suécia tem menos problemas com suborno, diz a AP, do que países com uma cultura forte de dinheiro. "Se as pessoas usam mais cartões. elas estão menos envolvidas em atividades econômicas obscuras," argumenta o professor de economia Friedrich Schneider. E outros observam que uma cultura com dinheiro reduzido desincentivará os batedores de carteiras e assaltantes.

Quando um cartão pode ser simplesmente cancelado, qual é o problema?

Fonte: www.theatlantic.com 

Nota: Embora o artigo pareça indicar que uma sociedade sem dinheiro é ruim em termos de privacidade, ele deixa uma mensagem dúbia quando no final mostra as vantagens de não se manusear dinheiro e sim cartão de crédito.

Tal qual as câmeras de vigilância que são praticamente onipresentes hoje em dia e são apresentadas como a solução para combater o crime, assim também será com a utilização de cartões de crédito em vez de dinheiro de papel e moedas, como solução contra corrupção, roubos e evasão fiscal.
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