sexta-feira, 11 de maio de 2012

A Grande Farsa do Aquecimento Global (The Great Global Warming Swindle)

Al GoreCover of Al Gore



Eu, hein! Mais chato que petralha, só ecotralha! Se for um ecopetralha, então… Quanta revolta por causa da crônica que fiz sobre o pum dos dinossauros! Queriam o quê? Climatologistas recorrem a seus misteriosos “modelos matemáticos” para calcular quanto de gás metano os dinossauros teriam soltado na Terra há alguns milhõezinhos de ano, transformam isso em toneladas e querem que eu leve a sério?

Olhem aqui: eu não estou entre aqueles que repudiam coisas complicadas. De jeito nenhum! O “complicado” costuma ser aquilo que a gente ainda não entende, certo? Houvesse regras para andar nos labirintos, não haveria… labirintos. O ponto é outro. Cadê esses tais “modelos matemáticos”? De que são constituídos? Como se pode anunciar o fim do mundo num dia e pedir desculpas no seguinte: “Não era bem isso?”

Ciência? O aquecimento global antropogênico — ou mudança climática — é uma hipótese formada a partir de uma das tantas evidências científicas parciais juntadas numa narrativa criativa. Trata-se de uma narrativa — hoje, mais literária do que outra coisa — que tem o mau hábito de desprezar as evidências em contrário. Criou-se uma doxa. Erigiu-se uma ideológica. Satanizaram-se as pessoas que pensavam de modo diferente. E pronto!

Recebi, claro, alguns pontapés: “Ah, você não entende nada de clima!” Pois é! Mas Richard S. Lindzen, de quem falei aqui em 2007, sabe muito a respeito. Naquele post, lembrei que o sempre opiniático Paul Krugman, tão especialista quanto eu próprio na área, havia escrito um artigo no New York Times afirmando que desconfiar do aquecimento era manifestação de anti-intelectualismo. Assim se fazem as verdades: demonizando quem dissente.

Republico parte daquele post e reproduzo trecho de um texto de um blog português. Ficamos assim: os esquentadinhos do aquecimento que querem bater boca comigo com ares de especialista podem tentar contestar Lindzen. Talvez consigam a sua vaga de professor de Meteorologia daquela escolinha chinfrim chamada Massachusetts Institute of Technology — trata-se de um “trem” aí (como diriam aquelas vozes da CPI…) conhecido por “MIT”. O post acabou ficando um tanto longo, leitor, mas há aí referências para entrar no tema de modo responsável — em vez de se ocupar do peido dos dinossauros. Os nervosinhos não gostaram do meu senso de humor? Então vamos falar a sério.

Aqueles que estiverem severamente interessados em aquecimento global podem clicar
aqui e ouvir (é só áudio mesmo) o professor Lindzen responder a cada uma das grandes questões que dizem respeito ao aquecimento global. O propósito de Lindzen, ele deixa claro, não é saber se existe ou não algum aquecimento —  já que a Terra vem esquentando e resfriando há milhões de anos —, mas se procede o alarmismo. E ele deixa claro que não! E faz até um gracejo: Al Gore acredita no aquecimento global porque as pessoas acreditam, e as pessoas acreditam porque Al Gore acredita”. É perfeito!

Se eu entendesse de meteorologia o que Lindzen entende, estaria dando aula no MIT. Como não entendo… Assim, não acreditem no que digo e no que dizem outros abelhudos, pouco importa o lado. Eu costumo tratar apenas da lógica interna das coisas que leio.  Mas considerem a hipótese de o especialista do MIT saber o que diz mais do que o jornalismo engajado que cuida do assunto, com suas moças e seus rapozalas fanáticos. Abaixo, trecho de um post do blog português Mitos Climáticos. Fica clara a importância do dinheiro nessa história toda. Cientista que nega que o aquecimento tenha sido produzido pelos homens e que não é alarmista perde verba de pesquisa. Aqueles que entram no jogo são alçados à condição de estrelas e passam a ser financiados.

Richard S. Lindzen é um cientista de elevadíssima craveira intelectual. Professor de Meteorologia do Massachusetts Institute of Technology, já publicou mais de 200 livros e artigos científicos. Foi o leader do capítulo científico do Terceiro Relatório de Avaliação do IPCC, de 2001.Este último trabalho trouxe-lhe o amargo de boca de se ver confrontado com a falta de ética científica dos principais responsáveis do IPCC, pois estes cientistas-políticos ou políticos-cientistas, como se queira, publicaram com distorções e sem conhecimento de Richard o texto do relatório já aprovado pelos colegas de trabalho. Richard Lindzen como cientista sério e honesto, que se distingue do núcleo duro que tomou conta do IPCC, demitiu-se da prestação científica dada ao IPCC. Aliás, até hoje, não foi o único a tomar esta posição de verticalidade intelectual. Muitos outros lhe seguiram o exemplo.
Tornou-se histórico o seu depoimento, no Senado dos Estados Unidos da América, quando o cabotino Al Gore o interrogou e tentava distorcer as afirmações de Lindzen retorquindo: “O que V. Exa. quis dizer foi…”.Sintomaticamente, o The New York Times publicou, na primeira página, as distorções e não as afirmações de Lindzen, que se viu obrigado a redigir um desmentido. Também sintomaticamente o desmentido de Lindzen foi atirado para o interior do jornal. Lá como cá, também existem órgãos de comunicação social enfeudados às teses do alarmismo climático. A vantagem dos EUA é a existência de um forte culto da liberdade de expressão, o que acaba por permitir a divulgação de todos os pontos de vista, circunstância que não se observa em países como o nosso, por exemplo, em que apenas uns quantos estão autorizados a ter opinião. A politicamente correcta, obviamente.
Esclarece-se que Richard Lindzen é um dos 100 signatários da carta aberta ao Secretário Geral das Nações Unidas, de 13 de Dezembro de 2007, por ocasião da Conferência de Bali, cujo tema era “A Conferência das Nações Unidas sobre o Clima está a levar o mundo numa direcção completamente errada”. A tradução desta carta foi publicada em Anexo ao Prefácio do livro de Marlo Lewis Jr. A Ficção Científica de Al Gore. No mesmo livro, Lewis refere ainda Lindzen como autor do artigo “Climate of Fear: Global warming alarmists intimidate dissenting scientists into silence“, publicado no Wall Street Journal, em 12 de Abril de 2006. A participação de Richard Lindzen na Segunda Conferência Internacional sobre Alterações Climáticas, veio demonstrar, se dúvidas houvesse, o alto nível desta iniciativa do The Heartland Institute.

Na sua importante comunicação, de 8 de Março de 2009, Richard Lindzen declara que o alarmismo climático foi desde sempre um movimento político contra o qual tem sido necessário travar uma difícil batalha. 

E, uma vez que se dirige a uma plateia de cépticos, começa por dizer que os opositores ao alarmismo climático devem ter em conta algumas verdades simples. Em primeiro lugar, Lindzen adverte que nem uma atitude céptica faz um bom cientista, nem uma atitude concordante faz um mau cientista. Conhecendo-se o discurso da parte contrária, pode dizer-se que a honestidade de Lindzen não encontra paralelo em nenhum dos adeptos do global warming.

Lindzen diz ainda que muitos dos cientistas que ele respeita fazem parte do campo alarmista, mas salienta que a actividade científica que lhe inspira esse respeito não é a ligada ao global warming. E admite que o facto de esses cientistas abraçarem as teses do global warming apenas lhes torna a vida mais fácil. A este propósito, Lindzen deu o exemplo de Kerry Emanuel, seu colega no MIT, que apenas se tornou conhecido quando afirmou que os ciclones tropicais poderiam tornar-se mais intensos com o aquecimento global. Depois disso, passou a ser inundado com distinções profissionais.

Curiosamente, Kerry Emanuel é referido por Marlo Lewis Jr. no Capítulo 6 do livro “A Ficção Científica de Al Gore”, uma vez que Gore, em “Uma Verdade Inconveniente”, e sob pretexto do furacão Katrina, recorre a Kerry Emanuel para reclamar a “emergência de um forte consenso” acerca da ideia de que o aquecimento global está a aumentar a duração e intensidade dos furacões. Para azar de Gore, o próprio Emanuel alertou contra as tentativas de associar o Katrina, ou outras tempestades recentes no Atlântico, ao aquecimento global.

Depois, Lindzen chamou a atenção para o caso de Carl Wunsch, outro colega do MIT, especialista em oceanografia, o qual, apesar de virtualmente ter questionado todas as afirmações alarmistas respeitantes ao nível dos oceanos, à temperatura da água do mar e à modelação oceânica, evita a todo o custo ser associado aos críticos do global warming. Mas, para Lindzen, o caso mais curioso é o de Wally Broecker, cujo trabalho mostrou claramente que ocorrem mudanças súbitas do clima sem influência antropogénica, mas que também abraça vigorosamente as teses do alarmismo, daí retirando um elevado reconhecimento.

Lindzen reconhece que existe um grande número de cientistas que a propósito das alterações climáticas emitem declarações ambíguas, ou sem um significado claro, as quais podem ser distorcidas e aproveitadas pelos alarmistas, mas como a propaganda alarmista pode convencer os políticos a aumentar os fundos de financiamento, não existe incentivo para protestar contra essas distorções. Lindzen prossegue com a denúncia do comportamento de algumas instituições académicas e reprova as ligações perversas entre cientistas e responsáveis políticos, chamando a atenção para os perigos de uma corrupção da Ciência induzida pela conquista de financiamentos.

Enfim, poderíamos continuar a referir passagens desta importante comunicação de Richard Lindzen, mas o texto já está disponível online e vale a pena ler na íntegra.

Fonte:www.reinaldoazevedo.blogspot.com
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