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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Os alarmistas do aquecimento global pedem por Eco-Gulags para re-educar os negadores da mudança climática

Pentti LinkolaImage via WikipediaOs alarmistas do aquecimento global pedem Eco-Gulags para re-educar os negadores da mudança climática

Filósofo finlandês diz que um governo opressivo e brutal deveria exercer "controle incansável dos cidadãos" em um chocante insight da ameaça do movimento eco-fascista - Linkola pede políticas de extermínio em massa no estilo nazista para "matar os defeituosos".

Por Paul Joseph Watson

Prison Planet.com

Um guru ambientalista finlandês foi mais longe do que qualquer outro alarmista do aquecimento global clamando abertamente por fascismo como um passo necessário para salvar o planeta da destruição ecológica, exigindo que os negacionistas do aquecimento global sejam "re-educados" em eco-gulags e que a grande maioria dos humanos seja morta com o restante escravizado e controlado pela polícia verde estatal, com pessoas esterilizadas a força, carros confiscados e viagens restritas a membros da elite.

O filósofo Pentti Linkola tem construído uma entusiástica multidão de fãs auto-descritos como "eco-fascistas" receptivos a sua mensagem de que o estado deveria decretar medidas draconianas de "disciplina, proibição, coerção e opressão" a fim de fazer as pessoas obedecerem aos ditames ambientais.

A filosofia cruel e ditatorial de Linkola tinha permanecido relativamente obscura, mas agora está ganhando impulso à medida que a máscara do ambientalismo é levantada para mostrar sua verdadeira natureza - uma justificação para a tirania do século 21 em grande escala, caracterizada pela eugenia, esterilização, gulags, policias estatais e controle total do governo em cada aspecto de nossa existência.

A doutrina de Linkola é a mais extrema, repulsiva e ameaçadora a liberdade do que qualquer coisa realizada pelos piores ditadores da história, Hitler, Stalin e Mao - combinados. De fato, Linkola lamenta que tais monstros não foram suficientemente longe em aniquilar muitos milhões mais de pessoas.

Sob a proposta de Linkola de salvar a terra de aquecimento global antropogênico, "somente poucos milhões de pessoas trabalhariam como fazendeiros e pescadores, sem modernas conveniências como automóveis." Esse sistema seria reforçado pela criação de uma "Polícia Verde" que abandonaria "o xarope da ética" que governa o comportamento humano para dominar completamente a população.

Linkola pede por abortos forçados, enquanto também acrescenta que uma outra guerra mundial seria "uma feliz ocasião para o planeta" porque erradicaria dezenas de milhões de pessoas. O ambientalista acredita que somente uma tirania de coturno pode ajudar a salvar a mãe terra de as "piores ideologias do mundo" que ele define como "crescimento e liberdade".

"Qualquer ditadura seria melhor do que a moderna democracia," ele escreve. "Não pode haver um ditador tão incompetente, que mostrasse mais estupidez do que a maioria das pessoas. A melhor ditadura seria aquela onde muitas cabeças rolariam e o governo impediria qualquer crescimento econômico."

Aqueles que recusassem ser escravizados pela nova eco-tirania de Linkola seriam sequestrados e enviados para as montanhas para "re-educação" em eco-gulags, de acordo com o ambientalista, que diz que a única solução "repousa em um governo centralizado e ao incansável controle dos cidadãos."

Como parte de seu inferno eco-fascista, Linkola pede por uma "matança dos defeituosos" por meio de esterilização, certificados de nascimentos, apertada regulamentação da eletricidade, forçar humanos a comer ratos, confisco de automóveis privados, viagens restritas somente a membros da elite e o encerramento de empresas enquanto a economia é inteiramente entregue ao controle do estado.

O coração da filosofia escura de Linkola gira em torno da necessidade de abate de massas de seres humanos. "Se houvesse um botão que eu pudesse apertar, eu sacrificaria a mim mesmo sem hesitar se isso significasse que milhões de pessoas morreriam," ele escreve.

"Quem sente falta de todos aqueles que morreram na Segunda Guerra Mundial? Quem sente falta dos vinte milhões executados por Stalin? Quem sente falta dos seis milhões de judeus de Hitler? Pergunta Linkola.

É impossível explicar precisamente e quantificar o nível de pura depravação exibido dentro do sistema de crença de Linkola. Se essas palavras fossem escritas por um assassino em massa amalucado então ao menos seríamos capazes de repudiar seu propósito, mas essas horrorosas doutrinas são abraçadas por um famoso ambientalista cuja popularidade está crescendo enquanto os pútridos tentáculos do movimento eco-fascista crescem em mais áreas da sociedade e do discurso público.

"Teremos de... aprender da história dos movimentos revolucionários - os nacional socialistas, os stalinistas finlandeses, dos muitos estágios da revolução russa, dos métodos das brigadas vermelhas - e esquecer nossos egos narcisistas," escreve Linkola, enraizando firmemente seu ativismo ambiental no prisma político do Nazismo e Stalinismo.

De fato, as políticas de Linkola fazem Hitler e Stalin parecerem humanistas justos.

Leia a adorável e humana analogia de superpopulação de Linkola, que como temos documentado, é um problema artificial desmascarado pelas próprias estatísticas de população das Nações Unidas.

"O que fazer, quando um navio carregando centenas de passageiros de repente vira e só tem um bote salva vidas? Quando o bote salva vidas está lotado, aqueles que odeiam a vida tentarão carregá-lo com mais pessoas e afundar com todos. Aqueles que amam e respeitam a vida pegarão a machadinha do navio e deceparão as mãos extras que se apegam aos lados do barco."

Na realidade, por volta de 2020 a população se estabilizará e por volta de 2050 a população global começará a declinar a uma taxa alarmante, com a taxa de substituição para humanos caindo abaixo de 2.1.  O desejo do sanguinário Linkola de ver o excedente humano brutalmente abatido tem mais em comum com a desacreditada pseudofilosofia de Malthus do que qualquer base em fatos científicos.

Como temos documentado, embora não indo tão longe quanto Linkola, o movimento eco-fascista está atraindo proeminentes defensores, incluindo James Lovelock, o criador da Hipótese Gaia. Lovelock contou ao Guardian no começo desse ano que "a democracia deve ser colocada em espera" para combater o aquecimento global e que umas “poucas pessoas com autoridade" deveriam ser autorizadas a governar o planeta.

Esse sentimento foi ecoado pelo autor e ambientalista Keith Farnish, que em um livro recente pediu por atos de sabotagem e terrorismo ambiental na explosão de barragens e demolição de cidades a fim de retornar o planeta a idade agrária. O proeminente alarmista global da NASA e aliado de Al Gore Dr. James Hansen endossou o livro de Farnish.

Linkola compete com Farnish e Hansen, escrevendo, "Tudo que temos desenvolvido nos últimos 100 anos deveria ser destruído."

Uma outra figura ilustre no debate da mudança climática que exemplifica o sistema de crença obcecado por violência e morte do movimento é Dr. Eric R. Pianka, um biólogo americano baseado na Universidade do Texas, em Austin. Durante um discurso na Academia de Ciências do Texas em março de 2006, Pianka advogou a necessidade de exterminar 90% da população mundial através do vírus ebola no ar. A reação de dezenas de cientistas importantes e professores na audiência não foi aquela de choque ou repulsa - eles ficaram de pé e aplaudiram o chamado de Pianka pelo genocídio em massa.

O atual czar de ciência da Casa Branca John P. Holdren também advoga as mais obscenamente ditatoriais, eco-fascistas e desumanas práticas em nome do ambientalismo. Em seu livro texto de 1977 Ecociência, Holdren pede por um "regime planetário" para realizar abortos forçados e procedimentos obrigatórios de esterilização, bem como colocar drogas no fornecimento de água, em um esforço de abater o excedente humano.

Linkola superou até mesmo o notório gênio assassino Charles Manson em seu ódio pela raça humana. Durante entrevistas na prisão, Manson rotineiramente falava de sua crença de que pelo menos 50 milhões de humanos deveriam ser abatidos pelo bem do planeta, enquanto que Linkola e seus fãs simplesmente acreditam que a humanidade deveria cessar de existir em sua totalidade.  O site de um admirador dedicado de Linkola inclui links para seus artigos que têm cabeçalhos como "Aniquile humanos, salve o mundo".

Como Manson, Linkola se tornou um respeitado guru ambientalista para uma nova seita de crentes que sentem que os governos e as instituições globais não estão sendo bastante cruéis na aplicação das devidas medidas para salvar a terra da destruição ecológica.

"Linkola tem construído um séquito ambientalista apelando para regime ecológico autoritário que elimine cruelmente os consumidores," escreve Micah White do Guardian, acrescentando que Linkola "abriu um caminho para uma onda de fascistas ambientalistas que rejeitam a liberdade democrática."

Um outro escritor ambientalista finlandês, Martin Kreiggeist, saúda o apelo de Linkola por eco-gulags e opressão como "uma solução," apelando para as pessoas "pegar os machados" em busca de matar o terceiro mundo. Kreiggeist quer que os companheiros eco-fascistas "ajam" ao pedido de Linkola para o assassinato em massa a fim de resolver a superpopulação.

O próprio Linkola abertamente clama por violência para adiantar a causa eco-fascista. "Uma minoria pode nunca ter qualquer outro meio efetivo para influenciar o curso dos acontecimentos, a não ser através do uso da violência," ele escreve.

Enquanto governos ao redor do mundo continuam a incomodar cidadãos inocentes e definir ações políticas pacíficas como terrorismo doméstico, pessoas como Linkola, Pianka e outros, junto com suas crescentes legiões de admiradores, são deixados em paz a despeito de seus apelos abertos a violência e genocídio.

Dado o fato que seguidores da seita desses ambientalistas na fronteira do extremismo, pessoas como o pistoleiro do prédio do Discovery Channel James Jay Lee, agora estão começando a agir de acordo com as doutrinas de seus gurus com violência, é tempo de os alarmistas radicais do aquecimento global que estão clamando por assassinato em massa serem investigados pelas autoridades competentes como potenciais terroristas.

Contudo, é uma esperança vã quando alguém compreende que o sistema de crença tirânica e repugnante de Linkola é meramente uma extensão das doutrinas eugenistas sendo promovidas por algumas das pessoas mais poderosas do planeta que, apoiadas por uma organização de mídia igualmente empolgada, estão agora descaradamente distribuindo uma tirania de ponta-pé e estão abertamente pedindo por morte em massa e ditadura sob o pretexto de parar a mudança climática.

O estabelecimento aponta o dedo todo dia a todo tipo de grupos políticos para caluniá-los como uma ameaça, enquanto monstros como Linkola e Pianka que defendem as mais perigosas e obscenas ideias imagináveis são celebrados e recebem respeito de seus pares e seu crescente bando de lunáticos seguidores, que estão todos muito ávidos de  agir nas bárbaras "soluções" que estão sendo encorajadas em nome do ambientalismo.

Paul Joseph Watson é o editor e escritor do Prison Planet.com. Ele é o autor de Order Out Of Chaos. 






 
      

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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O veneno de Al Gore

My HeroImage by Noël Zia Lee via FlickrO veneno de Al Gore

Por Brian Sussman

American Thinker

Quarta-feira, empunhando uma arma, carregando uma bomba, um eco-terrorista que afirmava ter sido "despertado" pelo filme ganhador do Oscar, Uma Verdade Inconveniente, de Al Gore, foi baleado e morto pela polícia depois de manter diversas pessoas como reféns dentro do quartel-general do Discovery Channel, em Maryland.

Infelizmente, não é o primeiro incidente de alguém ficando alucinado depois de absorver o trabalho de Al Gore.

 Desta vez foi Jason Jay Lee. Em um manifesto postado online, Lee declarou, "A ênfase deve ser dada em como as pessoas podem viver sem dar a luz mais crianças humanas imundas, uma vez que estas novas adições continuam a poluição." Ele também declarou que temos de "Descobrir soluções para o aquecimento global, poluição automotiva, comércio internacional, poluição industrial, e... a destruição do planeta!"

 O discurso de Lee soa semelhante a outros eco-discursos que vieram a tona nos anos noventa. Um dizia, o "assalto a terra é de tirar o fôlego, e as terríveis consequências estão ocorrendo tão rapidamente que desafiam nossa capacidade de reconhecê-las, compreender as implicações globais delas, e organizar uma resposta apropriada e oportuna. Bolsões isolados de lutadores da resistência que têm experimentado esse rolo compressor em primeira mão começaram o contra ataque, mas, em última análise, lamentavelmente de formas inadequadas."

Outro ainda avisava, "Um dos efeitos da intrusão da sociedade industrial tem sido que muito dos controles populacionais tradicionais foram postos fora de equilíbrio. Daí, a explosão populacional, com tudo o que isso implica... Ninguém sabe o que acontecerá como resultado da diminuição do ozônio, o efeito estufa e outros problemas ambientais que ainda não podem ser previstos."

O primeiro eco-discurso anotado acima foi escrito por Al Gore em seu livro, Earth In The Balance. O último foi datilografado em uma cabana de 11 metros quadrados em Montana por Ted Kaczynski, tembém conhecido como o Unabomber. Também foi encontrada na cabana de Kaczynski uma cópia de Earth In Balance.

Kaczynski aparentemente foi totalmente tomado pela missiva de Al Gore. Sua cópia de Earth In The Balance estava cheia de dobras no canto das páginas, sublinhada, marcada e bem desgastada. Ele obviamente se via como um tipo de "lutador da resistência".

Kaczynski aterrorizou a nação por 17 anos, matando três pessoas e ferindo 22 duas com suas cartas-bomba. Mas poderia ter sido bem pior. Ele conseguiu colocar uma bomba no voo 444 da American Airlines de Chicago para Washington D.C. Ela explodiu, mas causou somente um pequeno incêndio; de outro modo os passageiros do Boeing 747 poderiam ter caído do céu em 15 de novembro de 1979, matando todos a bordo. De sua cabana nas florestas de Montana, o matemático recluso enviou anonimamente bomba após bomba, seguidas de cartas discursando contra as vítimas que tinham sobrevivido a seus ataques e insultando a imprensa.

Kaczynski foi finalmente preso em 1996, condenado e sentenciado a prisão perpétua.

Como eu provo em meu livro, o Climategate, os escritos de Al Gore, os filmes, os slideshows e os discursos estão cheios de engano. E o golpe que ele vomita é uma coisa tão assustadora que muitos que acreditam que isso é um evangelho são frequentemente compelidas a agir. Para alguns a ação implica comprar um veículo híbrido que eles não precisam ou não têm condições. Para outros, como a cantora Sheryl Crow, significa usar um quadrado de papel higiênico de cada vez para reduzir a sua pegada de carbono.  

Para outros como Jason Jay Lee resultou em algo impensável.

Mas não são apenas as ações loucas que alguém emprega em resposta a contínua mensagem de Al Gore de que a terra tem uma febre e é culpa da humanidade. É o jeito que crianças inocentes estão reagindo as mentiras de Gore.

Eu não posso começar a contar o número de pessoas que me contataram com relação a como suas crianças têm sido amedrontadas pelo filme de Gore. Eu tenho uma pilha de comunicados de pais descrevendo os pesadelos que seus filhos têm experimentado com referência a inundações, furacões, aumento do nível do mar, ursos polares se afogando, tudo causado pelos carros, ar condicionados e lareiras, e tudo apoiado por ciência fajuta, escritos inteligentes e gráficos habilidosos de Hollywood.

Al Gore está vomitando veneno. Ele precisa ser responsabilizado antes que algum outro maluco decida "contra-atacar de maneira exaltada, mas, em última análise, lamentavelmente inadequada."

Fonte: www.prisonplanet.com    

             

     


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segunda-feira, 12 de julho de 2010

As raízes anti-humanas do movimento ambientalista


As raízes anti-humanas do movimento ambientalista

Por Lew Rockwell

Como o socialismo, o ambientalismo combina uma religião ateísta com um estatismo virulento. Existe, porém, uma diferença: o marxismo ao menos fingia ter alguma preocupação com seres humanos.

O novo socialismo

Em todo o mundo, os marxistas estão se juntando ao movimento ambientalista. Algo que não é nada surpreendente, diga-se de passagem: o ambientalismo também é uma utopia coerciva - uma tão impossível de ser atingida quanto o socialismo e tão destrutiva quanto, em seu processo de implementação.

Um século atrás, o socialismo havia vencido. Embora Marx já estivesse morto e Lênin ainda fosse apenas um escrevinhador frustrado, a doutrina de ambos era a vitoriosa simplesmente porque ela controlava algo mais importante do que governos: ela detinha o monopólio das virtudes morais.

O socialismo representava, diziam eles, a fraternidade dos homens na forma econômica. Essa era a maneira mais aveludado de levar as pessoas para o gulag.

Atualmente estamos enfrentando uma ideologia tão impiedosa, cruel e messiânica quanto o marxismo. E assim como o socialismo de cem anos atrás, a atual ideologia também é detentora de todas as virtudes morais. Não se trata de uma fraternidade dos homens, já que vivemos em tempos pós-cristianismo; trata-se da fraternidade dos bichos e das árvores. Como o socialismo, o ambientalismo combina uma religião ateísta com um estatismo virulento. Existe, porém, uma diferença básica entre ambos: o marxismo ao menos fingia ter alguma preocupação com seres humanos; já o ambientalismo é saudoso do ímpio, desabitado e tedioso Jardim do Éden.

Se essas pessoas fossem apenas cultistas excêntricos, do tipo que compram acres e acres de matas inóspitas para lá viverem como primitivos, não estaríamos ameaçados. O problema é que eles querem utilizar o estado, e até mesmo um estado mundial, para atingir seus objetivos e nos obrigar a viver exatamente o estilo de vida que cultuam.

Como Marx e Lênin, eles são herdeiros de Jean Jacques Rousseau. Os cantos de glória proferidos por Rousseau ao estatismo, ao igualitarismo e à democracia totalitária moldaram a esquerda por mais de 200 anos. Tendo sido um idólatra da natureza e exaltador do primitivo, ele foi também o pai do ambientalismo.

Durante o Reino do Terror, os rousseaunianos constituíram aquilo que Isabel Paterson chamou de "humanitários com guilhotinas". Hoje estamos lidando com coisa pior: arvoritários com pistolas.

A religião antiga

Os antigos pagãos viam deuses na natureza selvagem, nos animais e no estado. O ambientalismo moderno compartilha dessa crença, e acrescenta - cortesia daquela influência que mistura elementos hindus, californianos e da Nova Era - um ódio à humanidade e às religiões ocidentais que colocam o homem como o centro da criação.

O ambientalismo também possui raízes no deísmo - o ateísmo prático do Iluminismo -, o qual negava a Encarnação e pregava venerações à natureza.

A ordem natural é superior à humanidade, escreveu o ecologista John Muir há mais de um século, pois a Natureza "nunca perde sua grandeza e nunca se deprava", e o homem é sempre e em todo lugar uma "influência maligna e destruidora". Portanto, concluiu o odiento Muir, jacarés e outros predadores deveriam ser "abençoados hoje e sempre com suas bocas chias de homens gritando aterrorizados enquanto são saboreados como uma iguaria fina".

O cristianismo, acrescenta o ecologista Lynn White, Jr., "carrega o imenso fardo da culpa" de violar a natureza. O cristianismo trouxe todos os malefícios ao mundo ao dar a luz ao capitalismo e à Revolução Industrial.

Já que devemos pensar na natureza como sendo Deus, diz William McKibben, autor do best-seller End of Nature, todos os "fenômenos feitos pelo homem" são diabólicos. Devemos manter a terra como "a Natureza concebeu". Para punir a profanação do homem, o ecologista Edward Abbey, em seu influente livro The Monkey-Wrench Gang (A Gangue da Chave-Inglesa), exortou que atos terroristas anti-humanos fossem empreendidos em larga escala. E o grupo de maior crescimento no combate pela libertação da terra da opressão humana, o EarthFirst!, utiliza uma chave-inglesa como símbolo.

Fundada por David Foreman, antigo lobista-chefe da Wilderness Society, o EarthFirst! é um movimento ecoterrorista que pratica a "ecodefesa" e a "ecotagem" (mistura de 'ecologia' com 'sabotagem'), cujos atos vão desde a colocação estratégica de ferrões em árvores (que mutilam os madeireiros), passando pelo vandalismo dos maquinários utilizados para construir estradas até a destruição de pistas de pouso rurais. Um de seus objetivos proclamados é reduzir a população mundial em módicos 90% - e o grupo já chegou a aclamar a AIDS como sendo de valioso auxílio para seus objetivos.

Em 1990, Foreman ficou preso durante alguns meses após ter tentado explodir torres de transmissão de alta tensão (utilizando, tenho certeza, explosivos ambientalmente saudáveis). Porém, seu exemplo é poderoso, mesmo entre os supostos não-radicais. Um dos principais ambientalistas da década de 1990, David Brower - fundador de várias organizações ambientais, como o Sierra Club e o Friends of the Earth (ambas ativas até hoje) - defendia que ruralistas fossem baleados com armas de tranquilizante. "O sofrimento humano é muito menos importante do que o sofrimento do planeta".

Embora a dizimação da humanidade seja um processo longo e demorado, qualquer ato nessa direção ajuda - e muito. É possível fazer algo benéfico para a terra como seu último ato de vida. Como observou o Washington Times, uma edição do jornal do EarthFirst! conclamava todos os doentes terminais a fazerem algo de bom para o planeta. "Você está terminalmente doente? Alguma doença debilitante?", perguntava o jornal. "Então não morra se lamuriando; morra detonando! Pratique uma missão eco-kamikaze".

As possibilidades para os doentes terminais são ilimitadas. Represas estão implorando para ser esfrangalhadas, assim como também as indústrias poluidoras, as matrizes das grandes corporações petrolíferas, as lojas e armazéns de casacos de pele, as fábricas de papel...

Para aqueles com impulsos suicidas, essa pode ser a solução para seus sonhos... Não pule de uma ponte, exploda uma ponte. Quem disse que dessa vida nada se leva?

A natureza sem ilusões

Ron James, um líder verde inglês, disse que o nível adequado de desenvolvimento econômico é aquele que ocorreu "entre a queda do Império Romano e a ascensão de Carlos Magno".

"A única maneira de vivermos em harmonia com a Natureza é vivendo em um nível de subsistência", como fazem os animais.

Durante a maior parte da história, a atitude normal dos humanos em relação à natureza foi bem expressa pelos peregrinos, que temiam a "horrenda, desoladora e imensa vastidão da natureza, repleta de bestas e homens selvagens". Apenas uma sociedade livre, que conseguiu domar a natureza ao longo de várias gerações, nos permite ter uma visão diferente da dos peregrinos.

"Para nós que vivemos sob um céu temperado e na era de Henry Ford", escreveu Aldous Huxley, "a adoração da Natureza vem de maneira absolutamente natural". Porém, a natureza é "um inimigo contra quem sempre se está em guerra, um inimigo invencível, indomado, indomável, inconquistável e incessantemente ativo" - "há que se respeitá-lo, talvez; deve-se ter um temor salutar em relação a ele; e deve-se sempre dar continuidade à luta interminável".

Acrescentou Albert J. Nock: "Vejo a natureza apenas como um inimigo: um inimigo altamente respeitável, mas um inimigo".

Poucos de nós poderíamos sobreviver na vasta imensidão selvagem e desconhecida de uma floresta por muito tempo. A natureza não é amigável ao homem. Nunca foi. Por isso ela deve ser domada.

No início da década de 1990, visitei uma área de exploração e corte de madeira na região norte de Califórnia. Não encontrei ambientalistas por lá. Como comprovam os estudos do próprio Sierra Club, ambientalistas são tipos de classe alta, gente chique que mora em regiões como Manhattan e Malibu, rodeadas de todos os confortos que apenas o capitalismo pode dar. Ambientalistas não moram no meio de árvores e madeiras. Quem mora, não tem nenhuma ilusão quanto à bondade da deusa Gaia.

Madeireiros bem sabem que a própria existência da humanidade depende da subjugação da natureza, a qual deve ser constantemente domesticada e adaptada aos nossos conformes. Se algum dia pararmos de fazer isso, as selvas irão reivindicar e retomar nossas cidades.

Esses madeireiros, que formavam um conjunto de 30.000 famílias trabalhadoras, foram dizimados pelas regulamentações governamentais implantadas naquela época, regulamentações essas que proibiam a exploração e o corte de madeiras em milhões de acres apenas para que 1.500 corujas-pintadas não fossem perturbadas, para que elas pudessem continuar vivendo o mesmo estilo de vida com o qual haviam se acostumado.

E se você acha que acabar com a vida de 30.000 famílias em troca da tranquilidade de 1.500 corujas (uma razão de 20 famílias humanas por coruja) é algo um tanto excessivo, isso apenas mostra o quão inculto e não ambientalmente esclarecido você é.

(Nota: se as corujas-pintadas de fato estivessem "em perigo" e os ambientalistas realmente quisessem salvá-las, então eles poderiam simplesmente comprar algumas terras para criar seus próprios santuários. Porém, utilizar dinheiro próprio é algo que, de alguma forma, nunca teve apelo entre essa gente.)

Os nazistas foram pioneiros

Sempre soubemos que, em termos econômicos, os nazistas eram esquerdistas (Nazi vem de Nationalsozialismus ou Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães), mas hoje - graças aos estudos de Robert N. Proctor, que os compilou em seu livro Racial Hygiene: Medicine Under the Nazis (Higiene Racial: a Medicina dos Nazistas) - sabemos que eles eram fanáticos por saúde, maníacos por exercícios físicos, ecologistas radicais, entusiastas de comidas orgânicas e defensores ferrenhos dos direitos dos animais, além de nutrirem profundo menosprezo por álcool e tabaco.

Como os ambientalistas de hoje, que colocam qualquer percevejo ou erva daninha acima dos seres humanos, os nazistas eram ardorosos conservacionistas. Eles implantaram uma série de leis com o objetivo de proteger "a natureza e seus animais", especialmente as plantas e os animais "ameaçados".

Os nazistas proibiram pesquisas médicas com animais, e o simpático Hermann Göring ameaçou "deportar para um campo de concentração" qualquer um que se atrevesse a desobedecer à lei. Ele encarcerou um pescador por seis meses apenas porque este cortou a cabeça de um sapo - que seria utilizado como isca - quando o batráquio ainda estava vivo. A revista alemã de humor Simplissimus publicou um desenho no qual um pelotão de sapos fazia a saudação nazista para Göring.

Como crentes da "medicina orgânica", os nazistas conclamaram o povo alemão a comer apenas frutas e vegetais crus, uma vez que a conservação, esterilização e pasteurização dos alimentos significavam sua "alienação da natureza".

Eles odiavam até mesmo o pão branco. "Em 1935, o Führer da Saúde, Gerhard Wagner, empreendeu uma luta contra a recente mudança de hábito, que havia abandonado o pão integral natural em prol do pão branco altamente refinado", diz Proctor. Denunciando o pão branco como sendo um "produto químico", Wagner fez relacionou a "questão do pão" a uma "ampla necessidade de retornarmos a uma dieta com menos carne e gordura, mais frutas e vegetais, e mais pão integral".

Em 1935, Wagner criou o Comitê do Pão Integral do Reich, cujo objetivo era pressionar as padarias a não mais produzirem pão branco; e Goebbels criou cartazes propagandísticos relacionando o arianismo ao pão integral. Em 1935, apenas 1% das padarias alemãs vendia alimentos naturais. Já em 1943, esse percentual era de 23%.

Os nazistas também eram rigorosamente anti-pesticidas, sendo que o médico pessoal de Hitler, Theodore Morell, declarou que o DDT (DicloroDifenilTricloroetano) era "inútil e perigoso". Ele proibiu sua comercialização.

Os nazistas financiaram várias pesquisas sobre os perigos ambientais da radiação de fundo (radiação fraca existente em todo planeta terra), do chumbo, do asbesto e do mercúrio. Fizeram campanha contra os corantes alimentares e os conservantes, e exigiram mais uso de "farmacêuticos orgânicos, cosméticos orgânicos, fertilizantes orgânicos e alimentos orgânicos". Os jornais do governo apontavam a carne vermelha e os conservantes químicos como os culpados pelo câncer.

Bebidas alcoólicas eram diligentemente desestimuladas, e havia severas penalidades para quem fosse pego dirigindo embriagado. A polícia, pela primeira vez, ganhou poderes para fazer testes sanguíneos obrigatórios para conferir o nível de álcool no sangue das pessoas.

Hitler, um vegetariano fanático e entusiasta dos alimentos naturais, era também um abstêmio. Heinrich Himmler compartilhava do ódio de Hitler por álcool, e ordenou que a SS promovesse a produção de sucos de frutas e água mineral como substitutos.

Entretanto, o principal ódio de Hitler era dirigido ao cigarro, e ele não tolerava que absolutamente ninguém fumasse em sua presença. Quando o estado da Saxônia criou o Instituto para a Luta contra o Tabaco na Universidade de Jena em 1942, ele doou 100.000 RM (Reichsmark) de seu próprio dinheiro. Ele também proibiu o fumo nos trens e ônibus das cidades.

Os nazistas acreditavam apenas em parto natural, obstetrícia e amamentação, e as mulheres que amamentassem seus filhos, ao invés de utilizarem "fórmulas artificiais", recebiam subsídios do estado. Já em meados da década de 1930, os nazistas haviam proibido partos assistidos por médicos. Apenas parteiras podiam realizar o serviço.

Os nazistas também promoviam a fitoterapia, e as fazendas da SS em Dachau foram rotuladas como "o maior instituto de pesquisa de plantas medicinais da Europa".

Não é de se estranhar que nossos eco-esquerdistas possuam aquele brilho faiscante em seus olhos. De agora em diante, vou checar se eles usam braçadeiras também.

A questão do lixo

Se reciclagem fizesse sentido — waterfall_web_environment.jpgeconomicamente, e não como um sacramento para a adoração de Gaia —, estaríamos sendo pagos para tal.

Quando visto sob a devida perspectiva, os problemas que enfrentamos hoje em relação ao lixo não são piores do que foram no passado. O lixo sempre foi um problema durante toda a história humana. A única diferença é que, hoje, temos métodos seguros para lidar com ele — caso os ambientalistas nos permitam.

Dizem, por exemplo, que devemos separar jornais para a reciclagem. E a ideia de fato parece fazer sentido. Afinal, jornais velhos (isto é, com mais de meia hora de impressão) podem ser transformados em caixas, folhas de fibra, revestimento de parede e material isolante. O problema é que o mercado está inundado de papel de jornal, graças também aos programas e às propagandas governamentais. Um caso clássico ocorreu em Nova Jersey, no início da década de 1990. Por causa do excesso de oferta, o preço dos jornais usados, que estava em US$ 40 a tonelada, despencou para menos US$ 25 a tonelada. Ou seja: antes, os empreendedores do lixo estavam dispostos a pagar ($40) por jornal velho. Depois, eles passaram a cobrar ($25) para levar o entulho.

Se for economicamente eficiente reciclar — e jamais poderemos saber ao certo enquanto o governo estiver envolvido —, então o lixo inevitavelmente terá um preço de mercado. É apenas por meio de um livre sistema de preços, como Ludwig von Mises demonstrou há 90 anos, que podemos saber ao certo o valor de bens e serviços.

O homem das cavernas tinha problemas com o lixo, e o mesmo problema acometerá nossos descendentes. E tal ciclo perpetuar-se-á enquanto a civilização humana existir. E o governo não possui a solução para o problema. Um sistema estatizado de coleta de lixo é inerentemente ineficiente, como podemos comprovar diariamente. O lixo pode até ser coletado, mas sua destinação certamente não será a mais "ambientalmente saudável". Um sistema socialista de coleta de lixo funciona exatamente como a economia da Coréia do Norte.

Apenas o livre mercado pode solucionar o problema do lixo, e isso significa abolir não apenas o sistema socialista de gerência do lixo, mas também aquele sistema corporativista (fascista) relativamente mais eficiente que várias prefeituras costumam adotar, no qual uma empresa com boas conexões políticas vence a licitação.

A solução é privatizar e desregulamentar tudo, desde a coleta até os aterros sanitários. Dessa forma, cada um pagará a fatia apropriada dos custos. Alguns tipos de lixo serão levados mediante uma taxa, outros serão levados de graça e vários outros poderão inclusive ser vendidos para os coletores. A reciclagem seria baseada no cálculo econômico, e não no decreto governamental.

Coleta e manuseio de lixo é um serviço como qualquer outro. Se é verdade que todo mundo quer ter seu lixo removido e tratado, então há uma demanda de mercado para tal serviço. Há dinheiro a ser feito nessa área. Caso não houvesse tal interesse, não haveria tantos "coletores ilegais" como vemos hoje. Com efeito, a única coisa que impede a concorrência no mercado do lixo é exatamente o fato de o estado ter tornado tal atividade ilegal.

Se o mercado estivesse no comando, a produção excessiva de lixo não seria vista como um problema — como vê o governo —, mas como uma oportunidade. Empreendedores estariam se atropelando para satisfazer a demanda por coleta, assim como acontece em todos os outros setores que são controlados pelo mercado. Será que os fabricantes de sapatos vêem um aumento na demanda por calçados como um problema? As redes de fast food vêem os glutões como uma terrível ameaça? Pelo contrário, esses são encarados como oportunidades de lucros. Da mesmo forma, é muito provável até que o sistema de coleta fosse feito da maneira mais confortável possível para nós, os clientes.

A escolha é sempre a mesma: ou se coloca os consumidores no comando, dando espaço para a propriedade privada e para o livre sistema de preços, ou cria-se um fiasco por meio da gerência governamental. Sob esse sistema de livre concorrência, até eu vou começar a separar meu lixo.

Aquecimento global

No dia 22 de abril de 1970, celebrou-se o primeiro Dia da Terra, evento criado pelo burocrata Gaylord Nelson, senador do estado de Wisconsin. Na época, os ambientalistas estavam alarmados com um iminente resfriamento global. O mundo viveria uma nova era do gelo caso os governos não tomassem providências imediatas.

Recentemente, utilizando praticamente a mesma mensuração, o alerta era sobre a inevitabilidade do aquecimento global. Como as tendências futuras revelaram-se muito incertas, optou-se então por chamar o "fenômeno" de 'mudanças climáticas' (primavera para verão?), só pra garantir. Com essa nomenclatura, obviamente, a chance de qualquer previsão dar errado é nula.

Esses são os mesmos climatologistas que não sabem dizer se vai chover na próxima sexta-feira, mas que, por algum motivo, estão certos de que a temperatura da terra estará, em 2031, x graus Celsius mais quente do que hoje. Níveis crescentes de dióxido de carbono na atmosfera irão derreter as calotas polares e as áreas costais serão inundadas.

A solução proposta para conter a mudança climática é, surpresa!, mais gastos e controles governamentais, e um menor padrão de vida para todos.

Entretanto, como já foi inúmeras vezes relatado, não há qualquer evidência de que as mudanças climáticas (outono para inverno?) sejam causadas pelo homem. E há evidências abundantes de que elas ocorrem ciclicamente, sendo que a hipótese de que o mundo era mais quente na idade média do que é hoje não foi descartada nem por cientistas aquecimentistas.

O fato de não estar havendo aquecimento global tem seu lado triste. Muitos cientistas concordam que o efeito seria positivo: prolongaria o período de cultivo, tornaria a terra mais habitável e adiaria qualquer futura era glacial.

Animais em extinção

Desde um simples caracol até as plantas parasitas, absolutamente todas as espécies de animais e plantas existentes devem ser mantidas em existência pelo governo — alegam os ambientalistas —, mesmo que direitos humanos e de propriedade sejam violados. Mas por quê?

Se considerarmos todas as espécies que existiram desde a "criação", a maioria delas, dos trilobitas aos dinossauros, está hoje completamente extinta. Um processo absolutamente normal. Por que não permitir que isso continue?

Se, para propósitos científicos ou de entretenimento, algumas pessoas quiserem preservar essa ou aquela espécie em sua própria terra e às suas próprias expensas, ótimo. Zoológicos e universidades já fazem isso. Mas o resto da população não deveria ser tributada e regulada, e ter seus direitos de propriedade exterminados, apenas para que todas as ervas e percevejos sejam salvos. O único impacto ambiental que importa é aquele que ocorre sobre humanos.

A economia do ambientalismo

Uma vez rejeitadas as utopias, e entendido que, por exemplo, 10 milhões de pessoas que vivem numa cidade grande não podem exigir que o ar seja igual ao de uma aldeia de 50 pessoas, podemos então finalmente nos dedicar a resolver os verdadeiros problemas ambientais, utilizando para tal o único mecanismo realmente possível: propriedade privada e sistema de preços.

Quando o sistema de preços funciona livremente, ele garante que oferta e demanda estejam quase sempre em equilíbrio, garantindo que os recursos sejam alocados para seus fins mais produtivos. Já quando o governo intervém no sistema de preços, ele garante desperdícios, dificulta o empreendimento e empobrece as pessoas.

Se o café — por quaisquer razões — se tornar mais escasso, seu preço subirá, alertando aos consumidores para que bebam menos. Se mais café entrar no mercado, os preços cairão, avisando aos consumidores que eles podem beber mais. Preços, portanto, constituem um sistema de preservação de recursos.

Mas os ambientalistas se imaginam capazes — como os planejadores centrais soviéticos — de saber o valor econômico de tudo, sem que para isso tenham de recorrer ao sistema de preços. Eles sempre alegam que tudo está "acabando", e que, portanto, é necessário que o governo intervenha com vigor e controle o consumo. Porém, se de fato estivéssemos ficando sem petróleo, por exemplo, seu preço iria disparar, alertando os consumidores para que utilizem menos o mineral, e avisando os empreendedores para que encontrem substitutos. Quando a oferta de petróleo ficou ameaçada após o início da Guerra do Golfo, foi exatamente isso o que aconteceu.

Tampouco as voluntárias restrições ambientalistas funcionam como o planejado. Os ambientalistas estão sempre nos dando ordens para que sejamos mais pobres e utilizemos menos água, menos gasolina, menos papel higiênico, etc. Porém, se eles reduzirem o próprio consumo, isso já diminuiria os preços para o resto dos seres humanos, que consequentemente passariam a poder utilizar mais desses bens. Os ambientalistas realmente comprometidos com a causa já fazem isso (P.S.: não conte esse segredo econômico para eles; essa abstenção voluntária é o único favor que eles fazem para toda a humanidade).

É quando algo não tem dono, ou seja, quando é de posse de todos, gerido comunalmente — como ar e água —, que vemos todos os efeitos maléficos do socialismo. As pessoas abusam dos recursos "gratuitos" exatamente porque elas não têm de arcar diretamente com o preço desses recursos.

Para resolver esse problema, qualquer um que for pessoalmente prejudicado, ou ter seus negócios arruinados, pela poluição do ar, por exemplo, deveria ter o direito e o poder de processar o agressor para que ele pare com essa poluição, de modo que o prejudicado seja recompensado pelos estragos sofridos. Mas desde o século XIX o governo intervém nesse direito consuetudinário, sempre visando ao favorecimento daqueles grupos de interesse mais poderosos, impossibilitando, por exemplo, um fazendeiro de processar uma ferrovia cuja emissão de fagulhas queimou e destruiu seu pomar.

O governo também nacionalizou as orlas e todos os cursos d'água especificamente para facilitar as coisas para os poderosos grupos de interesse industriais.

Se, como ocorre em vários cursos d'água na Inglaterra e em outros países, as pessoas tivessem direitos de propriedade sobre rios que cortam sua propriedade, elas poderiam impedir a poluição destes cursos d'água assim como elas impedem qualquer lixo de ser despejado em suas portas. E se os pescadores e proprietários de terra tivessem direitos de propriedade sobre a região costeira e as águas adjacentes, eles poderiam impedir a poluição destas e determinar adequadamente os direitos de pesca. Da mesma forma, petrolíferas que vazassem petróleo no litoral seriam devidamente penalizadas.

A questão das águas, portanto, é fácil de visualizar. Mas como ficaria a questão do ar? Há várias maneiras.

Primeiro, qualquer um teria todo o direito de modificar o ar sobre sua propriedade como quisesse, desde que essa poluição não se espalhasse para o ar alheio. Entretanto, isso seria uma impossibilidade por causa do fluxo de ar. Logo, teria de haver uma maneira de impedir que essas emissões chegassem ao ar alheio. E isso é problema para engenheiros. É lógico que o mercado criaria o aparato específico: pode-se, por exemplo, coletar as emissões em grandes recipientes ou simplesmente criar maneiras de converter as emissões em vapor d'água, o que aliviaria o problema. Haveria sem dúvida alguma maneira de impedir o agravamento da poluição. E sabemos que, se houver demanda, propriedade privada e busca pelo lucro, haverá solução. E o fato é que as emissões seriam significativamente reduzidas em um livre mercado, onde os indivíduos que emitem poluentes estariam sujeitos a uma ação judicial. A solução de livre mercado é baseada no cálculo racional; a solução estatal é baseada na permissão da poluição para aqueles com boas conexões políticas.

A histeria constante na África em relação às presas de elefante é outro exemplo de falta de propriedade privada. Se as pessoas pudessem criar elefantes e vender suas presas — como o próprio governo do Zimbábue fez no final de década de 1970, o que gerou um aumento estrondoso do número de elefantes —, a quantia de presas de elefante que haveria seria igual à demanda por elas. Não haveria preocupações quanto a uma possível escassez desse item, assim como não há escassez de carne de boi, frango ou porco.

O mesmo princípio é válido para todos os outros recursos. Se não houver propriedade sobre um bem, certamente haverá abusos e malversações. Porém, se colocado sob propriedade privada, haverá exatamente a quantia necessária: a oferta suprirá a demanda.

Um exemplo de conservação via mercado foi o da empresa Cayman Turtle Farm (um viveiro comercial de tartarugas) nas Ilhas Britânicas do Caribe. A tartaruga-verde foi considerada em risco de extinção graças à propriedade comunal, que estimulou um excesso de capturas que não levava em conta suas capacidades reprodutoras. O viveiro privado foi capaz de incubar os ovos e fazer com que os filhotes crescessem e virassem adultos a uma taxa bem maior do que a que ocorria na natureza. O estoque de tartarugas-verdes, até então em risco de extinção, cresceu para 80.000.

Porém, os ambientalistas odiavam a Cayman Turtle Farm, já que, na visão deles, é algo moralmente condenável obter lucros com animais selvagens. A empresa foi forçada a fechar as portas, e a tartaruga-verde voltou a ser uma espécie ameaçada — mas sendo muito amada pelos ambientalistas.

Os verdes — como todos progressistas — justificam a intervenção governamental com base naquilo que os economistas chamam de "bens públicos" e "externalidades".

Um "bem público" supostamente é aquilo que todos nós queremos, mas nunca teremos, a menos que o governo nos forneça. Os ambientalistas alegam que todos querem parques e reservas ecológicas nacionais, mas o mercado não tem interesse em fornecê-los. Portanto, o governo tem de entrar em cena e suprir e demanda. Mas como podemos saber, independentemente do mercado, se todos querem parques caros? Como é possível saber quantos parques todos querem? E de quais tipos?

(O Instituto Inhotim, em Minas Gerais, é um ótimo exemplo de reserva ambiental privada que atende a demanda dos consumidores por esse "bem público")

Poderíamos até fazer inúmeras pesquisas, mas isso não nos diria nada sobre a intensidade da demanda econômica. Mais importante: não basta saber que as pessoas querem diamantes, por exemplo. Tal demanda somente terá algum significado econômico se essas pessoas estiverem dispostas a dar algo em troca para obter esses diamantes.

Incrivelmente, os economistas progressistas e social-democratas nunca desenvolveram um modo de identificar o que realmente são bens públicos. Consequentemente — e como eles são cientistas objetivos — eles sempre recorrem à intuição. O exemplo favorito de Paul Samuelson para um bem público era o das torres de farol, até que Ronald Coase demonstrou que empreendedores privados proveram torres de farol durante séculos.

Se compreendermos que somente o mercado pode nos dar informações econômicas, o suposto problema dos bens públicos desaparece. Na ausência de subsídios e proibições governamentais, ou na falta de concorrência de parques "gratuitos", o mercado irá garantir que tenhamos exatamente o número de parques que as pessoas querem, e pelos quais estão dispostas a pagar. (Ademais, se os parques nacionais forem vendidos, a dívida pública poderá ser abatida.)

Já uma "externalidade" é um efeito colateral. O belo jardim do seu vizinho é uma externalidade positiva; o cachorro dele latindo é uma externalidade negativa; o primeiro é uma benção, o último é irritante. Mas você não comprou voluntariamente nenhuma das duas.

Voltando ao início, os ambientalistas dizem que o lixo é uma externalidade negativa do consumismo. Logo, eles advogam mais regulamentação e burocracia para resolver o problema. Entretanto, o livre mercado soluciona tal problema de modo muito mais justo e eficiente por meio dos direitos de propriedade. Desestatize tudo e as externalidades serão "internalizadas". Ou seja, os custos ficarão exatamente com aqueles que têm de pagar por eles.

Porém, para os ambientalistas, a prosperidade humana é, em si, uma externalidade negativa.


Lew Rockwell, presidente do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, é editor do website LewRockwell.com, e autor dos livros Speaking of Liberty e The Left, the Right, and the State.

Artigo publicado no site do Instituto Ludwig Von Mises Brasil.

Tradução: Leandro Augusto Gomes Roque


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sexta-feira, 25 de junho de 2010

A Farsa do Aquecimento Global

O Aquecimento Global está derretendo, mas os crentes não desistem.

A religião dos Santos do Aquecimento Global dos Últimos Dias segue a sua trajetória, só que cada vez mais perto da comédia do que da teologia. Um texto publicado hoje na Folha merece ser lido e comentado.

Estudo revê impacto de degelo na Ásia

Por Rafael Garcia:

Folha de São Paulo

A previsão do painel do clima da ONU de que o encolhimento de geleiras no Himalaia afetará a vazão de rios e deixará mais de 1 bilhão de pessoas sem água e comida é exagerada, conclui um novo estudo: “apenas” 60 milhões de pessoas estão em risco.

Notem que as aspas na palavra “apenas” são uma tentativa de ironia, como a provocar os céticos. É como se dissessem: “Ainda é muita gente, tá?” Se for ou fosse verdade, é claro que é ou seria. Mas observem que a população potencialmente atingida foi reduzida a quase um dezessete avos da previsão inicial. Se foi fácil rever o calculo para livrar a cara de 940 milhões de pessoas, mais um pouco, e dá para tirar meros 60 milhões do destino cruel…

A pesquisa, elaborada por cientistas holandeses, é a primeira revisão abrangente da literatura acadêmica formal sobre o assunto. O trabalho estima o impacto do aquecimento global na disponibilidade de água das grandes bacias hidrográficas da Ásia. No final do ano passado, o assunto foi alvo de polêmica, quando o geólogo indiano Vijay Raina afirmou que o IPCC (o painel do clima da ONU) tinha errado ao informar que as geleiras do Himalaia poderiam desaparecer por completo até 2035. O painel, afinal, reconheceu o erro. Os dados haviam sido compilados por uma ONG, que por sua vez usara informação de uma revista popular. O episódio é frequentemente citado pelos “céticos” do clima, grupo que nega a existência do aquecimento global e acusa o IPCC de forjar dados.

Pois é… Não fossem os céticos… Fica parecendo que são eles os culpados pelo brutal erro dos crentes. A palavra “céticos” para designar os que acusam alarmismo na tese do aquecimento global é boa porque revela o caráter religioso dos adversários. A informação interessante que vai acima é esta: uma coisa “séria” como o IPCC usa dados de uma ONG, que, por sua vez, usa a informação de uma “revista popular”. É um sinal da seriedade com que a maçaroca de informações foi compilada para compor o Apocalipse. São João foi mais criativo e rico em detalhes.

Com o estudo holandês, publicado hoje na revista “Science”, a discussão sai do plano ideológico.

Algumas questões:

1) Por que sai do plano ideológico?;

2) Se os dados de uma revista popular foram parar nos cálculos das Mães Dinahs do aquecimento, quem assevera a seriedade das outras informações? É coisa de “céticos” fazer essa pergunta;

3) Quer dizer que havia mesmo um confronto de natureza ideológica?
Submetido a revisão independente, o trabalho indica que a mudança climática terá impacto sério na Ásia, ainda que o IPCC tenha sido alarmista. Os 60 milhões de pessoas em risco estão quase todos nas bacias dos rios Indo e Bramaputra, onde a falta de água para fazendas pode espalhar a fome. Os rios Amarelo, Ganges e Yangtzé não sofrerão tanto, pois sua vazão não depende muito do derretimento sazonal de neve e de geleiras do Himalaia.

Um dos segredos dos crentes dessa religião é corrigir catastrofismos antigos com catastrofismos novos.

Os autores do trabalho reconhecem que o número de pessoas afetadas ainda é uma estimativa imprecisa, mas dizem que consequências ruins já são uma certeza.

Ah, bom! Estamos de volta à linguagem de sempre dos fiéis do aquecimento global. É só uma “estimativa imprecisa”? Então tá bom! A única certeza é que as conseqüências serão ruins. Talvez não sejam 60 milhões. Talvez possam fazer por menos. Até hoje me pergunto quantos milhões essa gente teria matado — de fome, inclusive — se as medidas por eles sugeridas tivessem sido postas em prática.

Comentários de Reinaldo Azevedo


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domingo, 13 de junho de 2010

O Capitalismo no banco dos réus

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O Capitalismo no banco dos réus

Bruno Pontes

Se você ainda não reparou ou prefere não chegar à conclusão de que a agenda verde é a nova roupa do velho movimento socialista internacional, escute Evo Morales, que resumiu: "Ou morre o capitalismo ou morre o planeta".

No mundo com acesso às informações ignoradas ou escondidas pela grande imprensa, o embuste pseudocientífico do aquecimento global já se desmanchou como um castelinho de areia banhado pelo mar. Na outra dimensão, burocratas e jornalistas pautados pelo IPCC continuam a martelar o engodo, como se nada tivesse acontecido, mostrando que a famosa máxima do ministro da propaganda nazista nunca deixará de ter eficácia.

Os partidários do aquecimento global não sabem se vai chover daqui a dois dias, mas nos comunicam, com muita seriedade, que os mares vão subir 3 metros nos próximos 30 anos. Em 2027, a temperatura média do planeta atingirá 46 graus. A coisa não se limita aos discursos. É próprio do ativista querer transformar a fantasia em realidade, e não há limites para quem acredita carregar a chave do outro mundo possível.

No chamado Dia da Terra, 22 de abril, Evo Morales e Hugo Chávez comandaram uma Conferência dos Povos sobre as Mudanças Climáticas e apresentaram uma proposta modesta: a formação de um tribunal do clima, que julgaria pessoas, empresas e países inteiros com base em suas contribuições para o aquecimento. A piada é grotesca, mas existem milhões de indivíduos mentalmente preparados para concretizá-la.

Pergunte a um meteorologista o clima da semana que vem. O máximo que ele pode fazer é indicar a probabilidade de certas condições atmosféricas. Por mais avançada que seja sua técnica, o homem não pode dar a certeza absoluta de sol no próximo domingo. O vulcão da Islândia cuspiu fogo e parou o tráfego aéreo na Europa. Nenhuma máquina previu a erupção.

Não existem meios de interromper o fluxo da lava e a emissão dos gases. Só o que a humanidade pode fazer é ficar olhando e esperar passar.

A natureza é desconhecida e incontrolável. O cérebro saudável aceita este fato. Mas a operação aquecimento, como todo empreendimento de manipulação mental, veio para destruir nas multidões o senso da realidade, idiotizando-as a título de torná-las "ambientalmente responsáveis". Nesse contexto, nada mais lógico que um tribunal para julgar e punir a humanidade - em nome de uma sandice politicamente útil.

Se você ainda não reparou ou prefere não chegar à conclusão de que a agenda verde é a nova roupa do velho movimento socialista internacional, escute Evo Morales, que resumiu: "Ou morre o capitalismo ou morre o planeta". Que pretexto melhor que a salvação da Terra poderia haver para se exigir o controle da economia global? Como propaganda de massa, é imbatível. Deixa a luta de classes no chinelo.

Publicado no jornal O Estado.

Nota: A verdade é que todos esses defensores do meio ambiente (dos outros, é claro) são esquerdistas que odeiam o capitalismo; mas vivem usufruindo de todas as benesses que o dinheiro pode comprar e são produzidos pela... Coréia do Norte? China? Cuba? Não. Por países capitalistas, porque eles mesmos nada produzem de útil.

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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Terra entrou em mini-era glacial, diz relatório

McCartney and Pachauri: "Less Meat = Less...Image by European Parliament via Flickr

Terra entrou em mini-era glacial, diz relatório

Luis Dufaur | 19 Maio 2010

O fenômeno é bem conhecido pelos cientistas sérios. Porém, como fere o mito do "aquecimento global" a mídia e os ativistas alarmistas menosprezavam-no aduzindo ser invenção de "céticos" pagos pelas multinacionais.

A Terra ingressou numa mini-era de gelo que poderá durar entre 60 e 80 anos e diminuirá a temperatura global em 0,2º C segundo relatório do Instituto de Geofísica da Universidade Nacional Autônoma de México (UNAM), noticiou "La Nación" de Buenos Aires.

O investigador Víctor Manuel Velasco explicou que o fenômeno é causado pela diminuição da atividade solar que vem sendo registrada há anos.

Velasco estudou os períodos glaciais e interglaciais da Terra e a variabilidade solar. Os resultados apóiam uma teoria que poderá quantificar a diminuição da atividade solar e seu impacto na Terra.

"Hipótese alguma sobre mudança climática consegue explicar por que acontecem esses períodos", esclareceu ele.

Para o cientista, a diminuição da temperatura global é devida a "um ciclo natural da natureza" já verificado em outros séculos com lapsos de 120 anos e que depende exclusivamente do sol.

Já em 2010 partes do planeta entraram nessa "mini" era de gelo e "as ondas de neve históricas que estão acontecendo no mundo são mostra disso", acrescentou.

Por exemplo, no século VI houve um mínimo de atividade solar conhecida como "mínimo medieval". Posteriormente veio o "período quente medieval", seguido de mais uma mini era de gelo no Ancien Régime e um novo período quente que se prolongou até o fim do século XX.

O fenômeno, aliás, é bem conhecido pelos cientistas sérios. Porém, como fere o mito do "aquecimento global" a mídia e os ativistas alarmistas menosprezavam-no aduzindo ser invenção de "céticos" pagos pelas multinacionais.

Agora, o fracasso da conferência de Copenhague, o desvendamento em série de fraudes científicas praticadas pelo IPCC e evidenciadas no "Climagate", tornaram mais fácil que informações importantes como os fornecidos pela UNAM cheguem ao grande público.

Luis Dufaur edita o blog Verde, a cor nova do comunismo - http://ecologia-clima-aquecimento.blogspot.com/

Fonte: www.midiasemmascara.org


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sábado, 8 de maio de 2010

Emergentes querem acordo climático no mais tardar em 2011

La ONU.Image by Tutty via Flickr

Emergentes querem acordo climático no mais tardar em 2011

France Presse

Um grupo de quatro países emergentes, entre eles o Brasil, pediu este domingo a adoção, em nível mundial, de um acordo vinculante sobre o aquecimento global no mais tardar em 2011, ao final de uma reunião celebrada na Cidade do Cabo.

"É preciso concluir um acordo global vinculante em Cancún, México, em 2010, ou no mais tardar, na África do Sul, em 2011", declararam em um comunicado os ministros do Meio Ambiente de Brasil, África do Sul, China e Índia, reunidos na Cidade do Cabo.

Estes quatro países formam o grupo BASIC, dedicado à luta contra o aquecimento global, desde a Cúpula de Copenhague, em dezembro de 2009.

"Os países em desenvolvimento apóiam fortemente um acordo vinculante internacional porque a ausência de tal acordo os penaliza muito mais do que aos países desenvolvidos", continuou o comunicado.

Os ministros também pediram aos países desenvolvidos que desembolsem rapidamente 10 bilhões de dólares a favor dos países mais pobres.

A organização ambientalista Greenpeace incitou os países do BASIC a encabeçar as próximas negociações climáticas sob os auspícios das Nações Unidas, previstas para o fim deste ano, em Cancún (México).

"Os governos do BASIC têm o poder e a responsabilidade de ajudar a desbloquear o estancamento atual sobre as negociações climáticas", declarou o Greenpeace em um comunicado.

Nota: A pressão por um acordo vinculante para impor a governança global (Governo Mundial) continua forte. Na conferência de Cancún a ONU quer que todos os países se comprometam a pôr em prática todos os artigos do Acordo de Copenhague.

O que dará a ONU poder para impor suas diretrizes a todos os países membros e cobrar um imposto mundial sobre o CO2 para financiar um Governo Mundial encabeçado por ela mesma.





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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Cientistas não sabem onde está o calor do aquecimento global

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Cientistas não sabem onde está o calor do aquecimento global

Redação do Site Inovação Tecnológica - 20/04/2010

Os dados dos satélites artificiais indicam que a Terra está recebendo mais calor do Sol do que refletindo para o espaço. Mas os instrumentos não conseguem encontrar onde esse calor está se acumulando.

Onde está o calor do aquecimento global?

As ferramentas de observação atualmente disponíveis não conseguem explicar aproximadamente metade do calor que se acredita estar se acumulando na Terra nos últimos anos.

Enquanto os instrumentos dos satélites artificiais indicam que os gases de efeito de estufa continuam a aprisionar cada vez mais energia solar, ou calor, desde 2003 os cientistas têm sido incapazes de determinar para onde está indo a maior parte desse calor.

Isso leva a uma de duas possibilidades: ou as observações dos satélites estão erradas ou grandes quantidades de calor estão indo para regiões que ainda não são adequadamente monitoradas e medidas, como as partes mais profundas dos oceanos.

Para agravar o problema, as temperaturas da superfície da Terra apresentaram uma forte estabilização nos últimos anos. Contudo, o derretimento das geleiras e do gelo do Ártico, juntamente com a elevação dos níveis do mar, indicam que o calor continua tendo efeitos profundos no planeta.

Calor perdido

Cientistas do Centro Nacional para Pesquisa Atmosférica (NCAR), nos Estados Unidos, advertem que os sensores de satélites, as boias oceânicas e os outros instrumentos são inadequados para rastrear esse calor "perdido", que pode estar se acumulando nas profundezas dos oceanos ou em qualquer outro lugar do sistema climático.

"O calor vai voltar a nos assombrar mais cedo ou mais tarde", diz Kevin Trenberth, um dos autores do artigo que foi publicado na revista Science.

"O alívio que nós tivemos na elevação das temperaturas nos últimos anos não vai continuar. É fundamental rastrear o acúmulo de energia em nosso sistema climático para que possamos entender o que está acontecendo e prever o clima futuro," afirma ele.

Fluxo de energia

Trenberth e seu colega John Fasullo sugerem que o início rápido do El Niño no ano passado - o evento periódico marcado pela elevação da temperatura superficial do Oceano Pacífico tropical - pode ser uma maneira em que a energia "perdida" tem reaparecido.

Outra fonte de informação, mas agindo no sentido oposto, são os invernos inesperadamente frios ao longo dos Estados Unidos, Europa e Ásia, que tem marcado os últimos anos e que as previsões indicam deverão perdurar nos próximos.

Eles afirmam que é imperativo medir melhor o fluxo de energia através do sistema climático da Terra.

Por exemplo, qualquer plano de geoengenharia que queira alterar artificialmente o clima do mundo para combater o aquecimento global pode ter consequências inesperadas, que podem ser difíceis de analisar a menos que os cientistas possam monitorar o calor ao redor do globo.

Calor acumulado nos oceanos

Os dados dos instrumentos dos satélites mostram um crescente desequilíbrio entre a energia que entra na atmosfera a partir do Sol e a energia liberada a partir da superfície da Terra. Este desequilíbrio é a fonte de longo prazo do aquecimento global.

Mas rastrear a quantidade crescente de calor na Terra é muito mais complicado do que medir as temperaturas na superfície do planeta.

Os oceanos absorvem cerca de 90 por cento da energia solar capturada pelos gases de efeito estufa. O restante se divide entre as geleiras, os mares congelados, a superfície não coberta pelo mar e a atmosfera - ou seja, somente uma pequena fração do calor capturado aquece o ar da atmosfera.

E, apesar das medições dos satélites, o calor medido nos oceanos, até uma profundidade de cerca de 1.000 metros, está constante há anos.

Possibilidades de erro

Embora seja difícil quantificar a quantidade de energia solar que chega à Terra com precisão, Trenberth e Fasullo estimam que, com base em dados de satélites, a quantidade de energia acumulada parece ser de cerca de 1 watt por metro quadrado, enquanto os instrumentos oceânicos indicam um acúmulo de cerca de 0,5 watt por metro quadrado.

Isso significa que aproximadamente metade da quantidade total de calor que se acredita ser aprisionado pelos gases de efeito estufa está "desaparecido."

Há muitas possibilidades de erro, e esse "calor perdido" pode ser uma ilusão, dizem os autores.

O não fechamento do balanço global de energia pode ser resultado de imprecisões nas medições por satélites, imprecisões nas medições feitas pelos sensores de superfície ou mesmo do processamento incorreto dos dados, dizem os autores.

Corrigir os satélites ou encontrar o calor perdido

Tudo ia bem até 2003, quando uma frota de robôs submarinos e boias automáticas foi lançada ao mar para coletar dados atmosféricos em um nível nunca antes alcançado.

Em vez de reforçar os modelos climáticos que apontam para o aquecimento global, os novos sensores mostraram uma redução na taxa de aquecimento oceânico, ainda que o desequilíbrio medido pelos satélites continue apontando que o balanço líquido de energia da Terra está aumentando.

Os robôs submarinos da missão Argo também ajudaram a verificar que as mudanças na circulação oceânica não estão ocorrendo como os cientistas previam - veja Correia Transportadora Oceânica não está desacelerando, diz NASA.

Para resolver o mistério, os cientistas propõem duas medidas: aumentar a capacidade dos robôs submarinos, lançando equipamentos mais modernos que possam atingir profundidades entre 1.000 e 2.000 metros, onde o calor pode estar se acumulando, e o desenvolvimento de novas formas de calibrar os sensores dos satélites, uma forma de garantir que suas medições são precisas.
Bibliografia:

Tracking Earth's Energy
Kevin E. Trenberth, John T. Fasullo
Science
16 April 2010
Vol.: 328: 316-317
DOI: 10.1126/science.1187272


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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Ceticismo climático não "pega" no Brasil.

BrazilImage via Wikipedia

Ceticismo climático não "pega" no Brasil

REINALDO JOSÉ LOPES


O ceticismo climático, como é conhecida a corrente de pensamento que nega a existência do aquecimento global ou, pelo menos, o papel do homem nesse fenômeno, não "pegou" no Brasil, indica nova pesquisa Datafolha. Mais de 90% dos brasileiros aceitam que o aquecimento é real e, para 75% dos entrevistados, as atividades humanas contribuem "muito" para as mudanças climáticas.

Ceticismo climático atinge recorde nos EUA, diz pesquisa
Os dados, obtidos após entrevistas com 2.600 pessoas em 144 municípios de todas as regiões do país, contrastam com os ataques sofridos pela ciência da mudança climática desde o fim do ano passado - ataques que, em países como os EUA e o Reino Unido, fortaleceram o ceticismo sobre o aquecimento global entre a população.

Os céticos ou negacionistas climáticos, como também são conhecidos, nunca tiveram tanto espaço nos meios de comunicação mundo afora quanto nos últimos meses. A ofensiva desses grupos começou com o chamado "Climagate", como ficou conhecido o vazamento de e-mails dos servidores da Universidade de East Anglia (Reino Unido). As mensagens documentavam anos de correspondência entre alguns dos principais climatologistas do mundo, e os negacionistas viram nelas indícios de que esses pesquisadores teriam tentado manipular dados, ocultá-los de seus opositores ou impedir que eles publicassem visões "alternativas" do tema em revistas científicas respeitadas.

Gelo

Nenhuma dessas acusações mostrou ter substância, mas a credibilidade da ciência do clima sofreu novos golpes quando, por exemplo, veio a público que os dados apresentados pelo IPCC (o painel climático das Nações Unidas) sobre o fim das geleiras do Himalaia em 2035 não eram resultado de análises científicas, mas tinham vindo originalmente de uma reportagem. As escorregadas levaram à criação de um painel independente para revisar os "padrões de qualidade" do IPCC.

Nada disso parece ter abalado a confiança do público brasileiro. Só 5% dos ouvidos pelo Datafolha acham que a humanidade não tem nada a ver com o aquecimento global, enquanto cerca de metade dos americanos têm essa opinião. Quanto maior a escolaridade, maior a aceitação do aquecimento global causado pelo homem: 96% entre os que têm ensino superior, contra 87% dos que só cursaram o ensino fundamental.

"Os números são impressionantes mesmo quando comparados com os dos EUA e do Reino Unido, ainda mais depois das controvérsias recentes envolvendo o IPCC", diz Myanna Lahsen, especialista em estudos ambientais e políticas públicas do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Para Lahsen, a análise do que os meios de comunicação publicam sobre o tema no Brasil indica "grande uniformidade" em favor das causas humanas do aquecimento, o que explica, em parte, a posição da sociedade. "Eu até diria que é saudável ter debates, mas nos EUA [grande centro do ceticismo climático] isso é muito problemático, na medida em que a discussão é criada por elites e interesses financeiros, os quais usam métodos muito manipuladores", afirma ela.

Outro fator importante no país, diz Lahsen, é a importância econômica relativamente pequena das indústrias baseadas em combustíveis fósseis no Brasil. São elas as que mais têm a perder com os cortes de gases do aquecimento global, como ocorre no caso americano.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia

Nota: O povo brasileiro continua sendo facilmente manipulável. E quanto maior o grau de instrução, menor o pensamento crítico. Só no Brasil mesmo!

Nem com as evidências na mão as pessoas se rendem a realidade. E ai daquele que não se submeter ao dogma sacrossanto da religião do clima de que há um aquecimento global e que este é provocado pelo homem.



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quarta-feira, 21 de abril de 2010

"Ou morre o capitalismo, ou morre a Terra", diz Morales ao abrir Cúpula do Clima.

Evo Morales Daily show 5Image by Daniel Semper via Flickr

“Ou morre o capitalismo, ou morre a Terra”, diz Morales ao abrir Cúpula do Clima

20 de abril de 2010

http://notícias.terra.com.br

O presidente boliviano, Evo Morales, um esquerdista de origem Aimara, abriu, esta terça-feira, na Bolívia, uma conferência mundial de 20 mil ativistas para discutir propostas contra o aquecimento global e difundir uma mensagem clara: "ou morre o capitalismo, ou morre a Terra".

"O capitalismo é sinônimo de inanição, o capitalismo é sinônimo de desigualdade, é sinônimo de destruição da mãe Terra. Ou morre o capitalismo, ou morre a Terra", afirmou o presidente, na inauguração do evento no povoado de Tiquipaya, vizinho a Cochabamba, região central da Bolívia.

Em um campo de futebol diante de milhares de pessoas, o presidente disse que só os movimentos sociais do mundo, unidos a povos indígenas e intelectuais, "podem derrotar esse poder político e econômico (capitalismo), em defesa da mãe Terra".

Durante três dias, Tiquipaya se tornará no centro de uma conferência mundial de aborígenes e movimentos sociais de 129 países, celebrada para debater uma proposta para enfrentar as mudanças climáticas, que será apresentada na próxima Conferência Climática da ONU, agendada para o fim deste ano, no México.

Morales assumiu, em dezembro passado, o compromisso de organizar uma reunião mundial da sociedade civil, após criticar, junto a colegas de Venezuela, Nicarágua e Cuba, as conclusões da Conferência do Clima de Copenhague que, segundo ele, não obteve o consenso mínimo necessário para conter o aquecimento global.

A inauguração se realizou em meio a uma festa folclórica no estádio do povoado de Tiquipaya, que não bastou para abrigar todas as pessoas que ali foram para ouvir o presidente.

Bandeiras de Bolívia, Peru, Chile, Equador, México e do ''whipala'' - xadrez multicolorido, símbolo dos indígenas andinos - dominavam o estádio de Tiquipaya. Um barulhento grupo de argentinos gritava vivas para o presidente Morales e entoava cânticos esquerdistas dos anos 1970.

Indígenas bolivianos quéchuas e aimaras, bem como de Chile, Peru, América Central, Estados Unidos e Europa estiveram presentes à inauguração.

Ativistas antiglobalização de África, Oceania e países sul-americanos também integravam a multidão de movimentos sociais que exigiam das potências industrializadas que freassem o aumento da temperatura do planeta, com o slogan "mudem de modelo, não mudem o clima".

"Há uma profecia, uma voz do norte, uma mensagem que diz à humanidade que temos que parar para não tirar a vida da Pachamama (mãe Terra em idioma quéchua)", declarou em inglês, com ajuda de um intérprete, Faith Gammill, que disse representar os indígenas do Alasca e do Canadá.

Alicia Bárcena, representante do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, viveu um momento difícil ao ser vaiada no estádio.

Secretária-geral da Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), Bárcena ameaçou retirar-se caso as vaias continuassem.

"Viemos escutar os povos com todo o respeito; vocês nos convidaram, mas se não querem que estejamos aqui, nós podemos nos retirar", disse, embora em seguida tenha conseguido dar seu discurso.

Um total de 17 mesas de trabalho foram instaladas na Bolívia para debater temas principalmente referentes à formação de um tribunal de justiça climática - para punir as nações poluidoras -, a convocação de um referendo mundial - para frear acordos das potências sobre o clima - e a criação de um organismo paralelo à ONU para reforçar políticas ambientalistas.

O encontro se encerrará esta quinta-feira com a presença dos presidentes Hugo Chávez (Venezuela), Daniel Ortega (Nicarágua), Rafael Correa (Equador) e Fernando Lugo (Paraguai).

Morales impulsionou a celebração do encontro, após chamar de fiasco a Cúpula de Copenhague, no ano passado, e para gerar uma proposta alternativa para a próxima Cúpula Climática da ONU, no México.

Nota: Há muito tempo que os céticos das mudanças climáticas vêm dizendo que o objetivo final por trás de toda essa farsa de aquecimento global é o estabelecimento de uma ditadura socialista global e que se todos os itens do acordo de Copenhague forem implantados será o fim do capitalismo.

Declarações explícitas como essa de Evo Morales são a confirmação da veracidade das afirmações dos céticos, dos chamados teóricos da conspiração; conspiração essa que deixou de ser oculta e agora é planejada claramente e sem rodeios. Planejada e executada em plena luz do dia.

Esses pseudo defensores da terra estão todos a serviço da ONU para a concretização do sonho de um só planeta, um só povo e um só governo liderado pela própria ONU.

O tempo para a implantação de um Governo Mundial está mesmo muito próximo.



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sexta-feira, 26 de março de 2010

Como Orwell advertiu, as crianças agora espionam os adultos.

aquecimento global | Futuro de seus filhosImage by Carlos Eduardo R. via Flickr

Como Orwell advertiu, as crianças agora espionam os adultos.

Por Brendan O'Neill

Brendan O'Neill diz que o New Labour (Partido Trabalhista Inglês) está empregando táticas maoístas para usar o 'poder de chateação' das crianças para reprimir 'eco-crimes' e pretensos comportamentos anti-sociais de seus pais.

Quando eu era uma criança, o 'poder de chateação' significava fazer pirraça em uma loja. Envolvia pouco mais do que implorar a mamãe em uma voz irritante pelo mais novo boneco de ação do He-Man ou por um daqueles incomuns milk-shakes grossos cor de rosa de um lugar chamado McDonalds. Era uma força débil, esse alegado poder de chatear, facilmente vencido por um puxão de orelhas ou por aquela ameaça mais sinistra emitidas pelas mães em apuros: 'Espere até seu pai chegar em casa...'

Como os tempos mudaram. Hoje, o 'poder de chateação' é uma poderosa ferramenta política. O governo do Partido Trabalhista está explicitamente recrutando crianças para sua mudança climática e respectivas agendas - seus programas de policiamento do pensamento de promoção de 'bom comportamento' mesquinhos e conformistas - na esperança de que eles poderiam, 'usar seu poder de chateação de um jeito positivo: lembrando aos adultos como se comportar. ' Depois de cobrir a Inglaterra com câmeras de vigilância, o governo está agora educando um batalhão de Crianças Espiãs, um exército de Veruca Salts (personagem de Charlie e a fábrica de chocolate) eticamente preocupados, para harry e hector os adultos mal comportados do século 21 na Inglaterra.

Mais cedo neste mês o New York Times relatou a emergência em Nova York da 'eco-polícia-dos-baixinhos': 'crianças ambientalmente muito conscientes' que 'desdenham' de seus pais por qualquer coisa, de deixar as luzes acesas a falhar em separar as caixas de ovos de cima das garrafas quando reciclam o lixo semanalmente. Especialistas se referem a eles como um 'exército de eco-crianças' que tem sido 'mergulhado no ambientalismo na escola, em casas de culto, através do escotismo e até através da cultura popular'.

Isso não é curiosidade americana. Aqui (Inglaterra), também, as crianças são ativamente encorajadas, pelas autoridades e pela cultura popular, a monitorar o comportamento ambiental de seus pais. Eco-Escolas, um projeto financiado pelo governo em 5.500 escolas através do Reino Unido, pede aos professores para integrar o ambientalismo no currículo como uma forma de 'outorgar poder as crianças' para policiar seus pais. Andrew Suter, chefe do projeto, diz que isso permite as crianças 'dizer aos seus pais o que fazer para uma mudança'.

Um batalhão de milhares de pestinhas eticamente habilitadas irritando seus familiares sobre quão frequentemente eles usam a máquina de lavar ou que tipo de combustível eles colocam no carro. Alguns pais não estão felizes. Em uma escola em Worcestershire uma mãe se queixou: 'Vocês podem, por favor, dizer a minha filha que nós podemos ter algumas luzes acesas - ela nos deixa sentados no escuro como cogumelos. ' Michael, um pai de dois filhos em North London, conta que sua filha recentemente chegou em casa da escola com uma 'eco-lista' para descobrir quão verde seu lar é. 'Eu costumava ajudá-la com seu dever de casa. Agora o dever de casa dela é sobre me ajudar a ser uma pessoa melhor!' ele explode.

Na politização do 'poder de chateação' está toda a raiva nos círculos de educação de inclinação verde. David Uzzell, um professor de psicologia ambiental na Universidade de Surrey, relata o comparecimento a uma conferência educacional alguns anos atrás onde 'todo mundo estava absolutamente convencido... que o 'poder de chateação' era a resposta [para o problema da mudança climática]'. Um relatório de 2006 do Departamento de Comércio e Indústria disse que a eficiência de energia ambiental deveria ser feita dentro de 'uma parte integral da mentalidade [de um colegial] de forma que ele ou ela possa ajudar a 'moldar as atitudes em uma comunidade maior' e trazer a desejada mudança cultural'.

A inclinação liberal, alguém poderia até dizer Maoísta, para essa campanha para transformar as crianças em eco-policiais é tornada clara no livro Como Tornar Seus Pais Verdes de James Russell, publicado no ano passado. Ele encoraja as crianças a 'incomodar, chatear, aborrecer, atormentar e castigar as pessoas que estão alegremente arruinando nosso mundo' - isso é, os adultos, ou 'os Grandes', que passam seu tempo 'caídos em frente da TV' ou 'babando sobre uma brochura de férias' e que envenenam o mundo com 'o Lixo Nojento, o Diabólico Fertilizante e os Pesticidas Pestilentos'. Russell diz que as crianças deveriam 'canalizar seu poder de chateação', 'reclamar' por cenouras orgânicas, e emitir multas contra seus pais e outros 'transgressores' do código ambientalista. As crianças deveriam ser as 'Guardiãs do Glorioso Futuro Verde', incomodando os 'Grandes' até eles assinarem a 'Gloriosa Carta Verde'.

Intimidar e incomodar os 'transgressores' da eco-ortodoxia...crianças como os arautos do Glorioso Futuro Verde...armando o poder de chateação das crianças para trazer 'a desejada mudança cultural' do governo em eco-atitudes...Eu não posso ser a única pessoa que está impressionada com essa linguagem ameaçadora. Quanto tempo antes das crianças carregarem Pequenos Livros Verdes e delatar seus pais ao Glorioso Conselho Verde se eles reservarem um voo barato ou comerem uma maçã importada do Quênia?

Quando as crianças não estão bisbilhotando por 'crimes do clima' em casa, como James Russell descreve, elas têm sido cooptadas para espionar adultos nas ruas. Em abril do último ano a Força Tarefa de Respect do Governo lançou uma competição nas escolas para descobrir crianças para proporcionar 'a voz' para as primeiras 'câmeras de vigilância falantes': câmeras que não nos observam apenas, mas nos dizem para ficar longe também. Em 20 cidades e bairros, colegiais foram pedidos para desenhar cartazes que reclamam do comportamento anti-social. Os desenhistas vencedores foram convidados para sentarem nas salas de controle das câmeras de vigilância da localidade no dia que as 'câmeras falantes' verdadeiramente Orwellianas foram reveladas, de onde eles admoestavam os cidadãos por jogar lixo, vagabundagem, bebedeira e assim por diante. Respect disse que isso era sobre fazer as crianças 'usarem o poder de chateação delas de um jeito positivo: lembrar aos adultos como se comportar'.

No mês passado o Daily Telegraph relatou que os conselhos locais pelo país estão recrutando pessoas jovens como 'Vigilantes de Rua Júnior' para espionar, e até fotografar e filmar, pessoas que fazem sujeira, jogam detritos na rua ou crimes de lixeira (isto é, por o lixo errado na lixeira errada ou permitir que o lixo espalhe na rua).

Alguns conselhos se referem a esses juniores como 'fontes escondidas da inteligência humana' e até dá a eles nomes código no estilo James Bond. O conselho de Ealing em West London admitiu que 'centenas de observadores de ruas juniores, com 8 a 10 anos de idade, [tinham sido] treinados para identificar e relatar casos de crimes ambientais tais como grafite e jogar lixo em locais proibidos'. O conselho de Harlow em Essex disse que tinha 25 'campeões de incidente de rua', todos com idade entre 11 e 14 anos, que são encorajados a mandar e-mail ou telefonar para o conselho se eles suspeitarem que um 'crime ambiental' - variando de vandalismo de abrigos de ônibus a despejo de detritos em larga escala - estiver sendo cometido.

Isso é a marca de um regime verdadeiramente autoritário, o recrutamento de crianças para incomodar pais fora de sintonia ou espionar cidadãos desobedientes. Um escritor do Guardian celebra o poder de eco-chateação sobre a base de que crianças se constituem 'em candidatos naturais - sem tonalidades de cinza, sem argumentos sutis, apenas cargas de emoção e clareza'. Sim, e é também por causa disso que governos impiedosos, dos Soviéticos ao presidente Mao, cultivaram pequenos policiais mirins zelosos: porque as mentes infantis são facilmente modeladas para aceitar ortodoxias políticas. No livro 1984 de Orwell era 'quase normal para pessoas de mais de 30 anos estarem com medo de suas próprias crianças' porque elas eram 'pequenos selvagens incontroláveis' que espionavam para o Partido. Antes que fiquemos temerosos de nossas crianças também - porque elas patrulham nossas casas, falam conosco de câmeras de vigilância, ou nos delatam para os conselhos - eu sugiro lidar com poder de chateação politizado do mesmo modo que minha mãe lidava com minhas exigências infantis: administrando um puxão de orelhas coletivo nas crianças espiãs.

Fonte: www.spectator.co.uk

Nota: Esse tipo de doutrinação de crianças e adolescentes também está acontecendo no Brasil, talvez os país devessem prestar mais atenção ao que está sendo ensinado nas aulas de ciência e de meio ambiente.

As crianças e os adolescentes, principalmente no Brasil, onde os livros didáticos e os meios de comunicação estão totalmente dominados pela teoria falida do aquecimento global antropogênico, são vítimas fáceis desse engodo da ONU e das ONGs.





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