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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Microsoft requer patente de software de escritório "espião".

Microsoft Co. Ltd.Image via Wikipedia

Microsoft requer patente para software de escritório "espião".

By Alex Mostrous e David Brown
Timesonline.co.uk

A Microsoft está desenvolvendo um software estilo Big Brother capaz de acompanhar remotamente a produtividade do trabalhador, o seu bem estar físico e sua competência.

O The Times viu um pedido de patente requerido pela empresa para um sistema de computadores que liga os trabalhadores aos seus computadores através de sensores sem fio que medem o seu metabolismo. O sistema permite que os gerentes monitorem o desempenho dos trabalhadores através da medição da frequência cardíaca, temperatura corporal, movimentos, expressões faciais e a pressão sanguínea. Os sindicatos disseram temer que os funcionários pudessem ser julgados com base na avaliação de um computador sobre o seu estado fisiológico.

A tecnologia que permite o constante monitoramento dos trabalhadores era limitada aos pilotos, bombeiros e astronautas da NASA. Acredita-se que esta é a primeira vez que uma empresa propôs o desenvolvimento de um software como este para locais de trabalho comuns.

A Microsoft apresentou um pedido de patente nos Estados Unidos para um "sistema de monitoramento único" que poderia vincular os trabalhadores a seus computadores. Sensores sem fio podem ler "a frequência cardíaca, a resposta galvânica da pele, EMG, sinais cerebrais, a taxa de respiração, a temperatura corporal, os movimentos faciais, as expressões faciais e a pressão sanguínea", afirma o pedido.

O sistema também pode "detectar automaticamente frustração ou estresse do usuário" e "oferecer e prestar assistência em conformidade".

As alterações físicas de um funcionário corresponderiam a um perfil psicológico individual baseado no peso do trabalhador, na idade e na saúde.

Se o sistema pegar um aumento da frequência cardíaca ou expressões faciais sugestivas de estresse ou frustração, ele dirá a gerência que ele precisa de ajuda.

O comissário de informação, os grupos de liberdades civis e os advogados da privacidade criticaram fortemente o potencial do sistema para "levar a ideia de monitoramento de pessoas no trabalho a um outro nível". Hugh Tomlinson, um especialista em lei de proteção de dados da Matrix Chambers, disse ao The Times: "Este sistema envolve intrusão em todos os aspectos da vida dos trabalhadores. Isto levanta questões de privacidade muito sérias.

Peter Skyte, um funcionário do sindicato nacional Unite, disse: "Este sistema leva a ideia de monitoramento de pessoas no trabalho a um novo nível de invasão, mas de uma maneira muito antiquada, pois monitora o que está acontecendo em vez dos resultados. "O gabinete do comissário para a informação, disse:” A imposição de tal nível de intrusão sobre os trabalhadores só poderia ser justificada em circunstâncias excepcionais".

Nota: É interessante como os sistemas de monitoramento e vigilância ficam mais sofisticados a cada novo avanço tecnológico.

O termo Big Brother vem bem a calhar, usado no livro Admirável Mundo Novo para mostrar a vigilância constante sobre os indivíduos de uma sociedade do futuro, o livro foi escrito da década de 40, parece até uma profecia, ou quem sabe já era um planejamento esperando apenas o tempo certo de ser implantado.

O certo é que a cada dia perdemos um pouco de privacidade e nem notamos, tudo é sempre justificado como sendo necessário para a nossa própria segurança, no final das contas perdemos a privacidade e não ganhamos segurança.

Esse software ainda não foi patenteado, mas a simples ideia de que algo tão sofisticado já existe causa medo. Porque as vítimas dele pode ser qualquer um de nós. Imagine só você em frente do seu computador e um software como esse espionando sorrateiramente suas atividades e mandando dados sabe-se lá para quem.

As pessoas se esquecem que os governantes nem sempre serão democráticos e zelosos da lei, basta os exemplos ao redor ao mundo. Portanto, todo cuidado é pouco.





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quarta-feira, 29 de julho de 2009

A Índia vai implantar o maior projeto Big Brother do mundo.

Digital ID cardImage by david.orban via Flickr

A Índia vai emitir carteiras de identidade com identificação biométrica para todos os seus 1,2 bilhões de cidadãos.

Por Rhys Blakely, em Bombaim

É certamente o maior projeto Big Brother jamais concebido. A Índia vai emitir para cada um dos seus 1,2 bilhões de cidadãos, milhões dos quais vivem em aldeias remotas e não possuem nenhuma prova documental de existência, carteiras de identidade biométricas com cyber-idade.

O governo de Nova Déli criou recentemente a Autoridade de Identidade Única, um novo departamento de estado encarregado da tarefa de atribuir a todo indiano vivo um número exclusivo. Ele também será responsável por recolher e armazenar eletronicamente os seus dados pessoais, a um custo previsto de 3 bilhões de libras.

A missão será chefiada por Nandan Nilekani, um renomado sábio que cunhou a frase "o mundo é plano", que se tornou um mantra para os adeptos da globalização. "É um gigantesco e instigante desafio intelectual", disse ao The Times. "Mas nós temos a oportunidade de dar a cada cidadão indiano, pela primeira vez, uma identidade única. Podemos transformar o país".

Se as carteiras fossem empilhadas umas sobre as outras seriam 150 vezes mais alta do que o monte Everest, de 1.200 quilômetros.

As legiões de burocratas locais da Índia atualmente emitem pelo menos 20 provas de identidade, incluindo certidões de nascimento, carteiras de motorista e cartões de alimentação. Nenhuma é universalmente aceita, e se deslocar de um estado para outro pode tornar facilmente uma pessoa oficialmente em um cidadão invisível - uma situação desastrosa para milhões de pobres que dependem da ajuda do estado para sobreviver.

Espera-se que o projeto das carteiras de identidade vá fechar esses buracos negros, e ao mesmo tempo, lutar contra a corrupção. Também pode levantar questões mais controversas, tais como a identificação de imigrantes ilegais e o combate ao terrorismo. Um chip de computador em cada carteira de identidade conterá dados pessoais e de prova de identidade, tais como impressões digitais ou verificação da íris. Registros criminais e históricos de crédito podem também ser incluídos.

O senhor Nilekani, que deixou a infosys, uma gigante da terceirização que ele co-fundou, para ocupar o seu novo trabalho, quer que as carteiras sejam conectadas a um "banco de dados onipresente" acessível a partir de qualquer lugar.

O perigo, dizem os especialistas, é que, como um dos maiores armazéns de informações pessoais, irá se revelar um alvo irresistível para ladrões de identidade. "O banco de dados será um dos maiores que já se construiu," disse Guru Malladi, um dos sócios da Ernst and Young, que estava envolvido em um projeto piloto anterior. "Terá de ser invencível".

O senhor Nikelani também terá de elaborar um meio de coletar dados confiáveis. Apesar de 75 milhões de pessoas - ou menos de 7 por cento da população - estão registrados para pagar imposto de renda. As listas de eleitores da comissão eleitoral são conhecidamente amplamente inadequadas, ao menos por causa da manipulação por políticos corruptos.

Ele também terá de convencer pelo menos 60 departamentos governamentais a cooperar. O governo afirmou que as primeiras carteiras serão emitidas no prazo de 18 meses. Os analistas consideram que levará pelo menos quatro anos para o projeto chegar a uma "massa crítica".

Tal é a escala do projeto, que analistas acreditam que a Índia tem de desenvolver uma nova base para indústria de servidores de armazenamento e fornecimento de informações, chips de computadores e leitores de carteiras.

Por enquanto, o senhor Nilekani tem questões mais mundanas em mente. "Eu acabei de deixar meu emprego anterior", disse ele. "Primeiro tenho de encontrar um novo escritório".

Identidades obrigatórias são utilizadas em cerca de 100 países, incluindo Alemanha, França, Bélgica, Grécia, Luxemburgo, Portugal e Espanha.

Carteiras não são utilizadas nos Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia, Austrália, República da Irlanda e países nórdicos.

A polícia alemã pode deter pessoas sem carteira de identidade por até 24 horas.

A administração Bush resistiu aos apelos por uma carteira de identidade nos Estados Unidos após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.

Na Austrália protestos de rua na década de 1980 obrigou o governo a abandonar seus planos para uma carteira.

Cartões de plástico são favorecidos em detrimento de documentos de papel por são mais difíceis de falsificar.

A maioria dos cartões de identidade contém o nome, o sexo, data de nascimento e um número exclusivo para o titular.

As carteiras sul-coreanas, brasileiras, italianas e malaias contêm impressões digitais. Em alguns países, as carteiras contêm informações sobre quaisquer sinais distintivos do titular.

A oposição ao projeto das carteiras tem se centrado sobre o custo e a invasão de privacidade.

Os defensores dizem que elas previnem contra a imigração ilegal e a fraude.

Na União Europeia, algumas carteiras podem ser usadas em vez de um passaporte europeu para viajar.

Fontes: Privacy Internacional; Times base

tradução e adaptação: o observador






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sábado, 16 de maio de 2009

Quem vigia os vigilantes?

LONDON, ENGLAND - MARCH 25: In this photo illu...Image by Getty Images via Daylife

    Não sei se você percebeu, mas a liberdade de expressão na Internet
está sendo ameaçada ao redor do mundo por Governos e grandes
corporações que procuram implantar uma censura absurda ao direito
básico de nos comunicarmos. O Projeto de Lei de cibercrimes do Sen.
Azeredo,  que atualmente tramita na Câmara de Deputados, transforma a
Internet como nós conhecemos em uma verdadeira terra de ninguém, onde
todo mundo é considerado culpado até que prove o contrário.

Aconteceu ontem na frente da Assembléia Legislativa de São Paulo um
protesto público contra as emendas à lei de cibercrimes que se
aprovadas como estão pelos deputados, vão servir para na prática
criminalizar o uso comum da Internet. Se o texto for aprovado como
está, vai acabar com as redes P2P, tirar do ar as redes abertas como as
que já existem em várias comunidades, e ainda dar uma sobrevida ao
nefasto DRM. Os provedores passam a ser considerados cúmplices de
qualquer crimes cometidos nas suas redes, e passam a exercer o papel de
fiscalizadores de tudo que os seus usuários fazem na Internet.

Aconteceu ontem na frente da Assembléia Legislativa de São Paulo um
protesto público contra as emendas à lei de cibercrimes que se
aprovadas como estão pelos deputados, vão servir para na prática
criminalizar o uso comum da Internet. Se o texto for aprovado como
está, vai acabar com as redes P2P, tirar do ar as redes abertas como as
que já existem em várias comunidades, e ainda dar uma sobrevida ao
nefasto DRM. Os provedores passam a ser considerados cúmplices de
qualquer crimes cometidos nas suas redes, e passam a exercer o papel de
fiscalizadores de tudo que os seus usuários fazem na Internet.

 Via Mario Amaya.

Nota: Já divulgamos como na Inglaterra o cerco está sobre as redes sociais, como Facebook, com a desculpa de guerra ao terrorismo e mais recentemente saiu uma notícia de que está sendo realizado um projeto para bisbilhotar as atividades na internet, chegando até a vasculhar os e-mails.
No Brasil não é diferente, com a desculpa de impedir crimes cibernéticos, criminaliza-se a própria internet.
Isso é uma tendência para o futuro, a liberdade de expressão e de obtenção de imformações é um empecilho aos planos da Nova Ordem Mundial.  


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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Reino Unido quer controlar E-mails de cidadaos

WOW - Vint Cerf in Buenos Aires (Internet's Da...Image by TheAlieness GiselaGiardino²³ via Flickr

Reino Unido quer controlar e-mails dos cidadãos

04/05/09


Para controlar as mensagens enviadas pela internet, o governo do Reino Unido pode desenvolver uma tecnologia que permita o monitoramento dessa ferramenta.

Segundo informações do jornal "The Sunday Times", publicadas neste domingo (03), o Centro de Comunicações do governo pretende supervisionar todos os emails, acessos à web, atividades realizadas em redes sociais e ainda os contatos telefônicos.

O plano, segundo a publicação, seria utilizar várias "caixas-pretas", instaladas secretamente na infraestrutura de comunicações. Jacqui Smith, ministra do Interior britânica, anunciou na semana passada que o plano do governo para criar uma base de dados única não será finalizado, apesar do investimento maciço de mais de 1 bilhão de euros.

Segundo Shami Chakrabarti, diretora da organização de defesa dos direitos humanos, o anúncio da ministra é uma “cortina de fumaça”. "Fomos contra a base de dados 'Big Brother', porque permitia ao Estado ter acesso diretamente às comunicações de todos os cidadãos. Mas, com esta rede de caixas-pretas, pretende-se conseguir o mesmo, mas pela porta traseira".

O governo já teria um contrato com o Lockheed Martin, gigante americano do setor da defesa, no valor de 224 milhões de euros, segundos fontes citadas pelo "The Sunday Times". Outro contrato foi assinado com a Detica, uma empresa britânica de tecnologia da informação, que teria relações com a espionagem no Reino Unido.

Dessa forma, Iain Lobban, diretor do Centro de Comunicações do governo, já estaria supervisionando a construção de um complexo no interior desse quartel-general, localizado próximo a Cheltenham, no condado de Gloucestershire.

Com informações da EFE

Nota: Em outro post falamos da vigilancia sobre as redes sociais, agora sobre os e-mails, isso e so o inicio.



Uma imagem vale mais do que 1000 palavras - 3



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domingo, 29 de março de 2009

Ministério da Justiça quer controle mais rígido sobre a internet.


Image via Wikipedia

Ministério da [in]Justiça do governo Lula quer controle rígido sobre a Internet

Ministério da [in]Justiça do governo Lula quer controle rígido sobre a Internet

Julio Severo

A verdade precisa ser mostrada, para que a população saiba o que está acontecendo. Contudo, no Brasil as grandes redes de televisão se recusam terminantemente a defender a verdade, sonegando importantes informações sobre as corrupções morais, financeiras e éticas do governo mais corrupto da história do Brasil.

Por coincidência, esse governo é socialista.

Sobre os meios de comunicação o governo Lula exerce uma “censura” gentil e atraente: quando uma rede de TV é boazinha, as empresas estatais são boazinhas com ela, fazendo investimentos milionários em patrocínio de programas de TV. É bem fácil assim manter sob controle as “independentes” televisões do Brasil.

Entretanto, quando esse método de persuasão não funciona, o jeito é usar a velha censura, com os pretextos mais “elegantes”.

O fato é que o governo Lula está preocupadíssimo que os brasileiros tenham acesso na Internet a informações que eles nunca vêem nas redes de televisão “independentes”. Para acalmar o governo Lula, o Ministério da [in]Justiça quer impor algumas restrições “democráticas” na Internet, com as desculpas mais variadas, especialmente o combate à pedofilia.

A informação abaixo foi adaptada do site esquerdista CongressoEmFoco:

Se depender da vontade do governo Lula, a lei de crimes da internet será muito restritiva. Projeto do Ministério da Justiça (MJ) quer que os provedores de acesso mantenham por três anos todos os dados de tráfego de seus usuários. Ou seja: que hora se conectou à internet, em que sites entrou e quanto tempo ficou.

A medida do MJ teve influência da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que tem ligações com a nefasta e infame polícia cubana de espionagem e repressão. Além de todos os dados de tráfego, o MJ quer que os provedores sejam obrigados a registrar o nome completo, filiação e número de registro de pessoa física ou jurídica. 

A medida estabelece que os provedores de acesso serão obrigados a coletar, armazenar e “disponibilizar dados informáticos para fins de investigação criminal ou instrução processual penal”. Prevê também que, após o pedido do MP ou da polícia, os dados de navegação sejam entregues imediatamente mediante ordem judicial.

O socialismo detesta a liberdade dos cidadãos do jeito que o diabo tem medo da Cruz.

O bom senso adverte: O socialismo faz mal para a liberdade de expressão.

Fonte: www.juliosevero.com

Nota: Em recente post mostramos como na Inglaterra o governo já monitora as redes sociais atrás de terroristas, dissemos que vários seriam os motivos alegados para a monitoração da rede.
Estamos agora a ponto de vermos uma lei invasiva da privacidade dos internautas ser aprovada no Brasil com a desculpa de combate a pedofilia e a outros cyber crimes.
Alguém acha que um cracker vai se intimidar diante dessa lei?
É ruim hein!!


quarta-feira, 25 de março de 2009

Big Brother monitorando as redes sociais.


Image via CrunchBase
Big Brother monitorando as redes de sites sociais.



Milhões de britânicos que usam as redes sociais como facebook podem em breve ter cada movimento seu monitorado pelo governo e mantidos no banco de dados do "Big Brother".
A idéia de policiar o MySpace, Bebo e Facebook está no topo dos planos de armazenar informações de todas as chamadas, emails e visitas da internet feitas por todos no Reino Unido.
Quase a metade da população britânica, em torno de 25 milhões de pessoas, usam os sites de redes sociais.
Há ainda propostas sob a diretiva da União Européia, datando dos idos de 2005, para que emails e uso da internet sejam monitorados e adicionados a um banco de dados planejado para rastrear ataques terroristas.

fonte: www.independent.co.uk
tradução: o observador





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domingo, 8 de março de 2009

O Big Brother agora vai nos vigiar com mais facilidade. A partir deste ano teremos um documento de identidade único com dados biométricos e todos os outros documentos em uma única carteira com um microchip embutido. Veja o vídeo abaixo.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Admirável Mundo Novo - Vigilância Total

Tecnologia transformará nossas vidas em 'Big Brother'



Harrison Brown, 18, um calouro de matemática no MIT, não precisou de cálculos complexos para saber que gostava do negócio: um smartphone em troca da permissão de ter cada movimento rastreado por pesquisadores.



Agora, quando ele liga para um colega, os pesquisadores sabem. Quando ele manda um e-mail ou uma mensagem de texto, eles também sabem. Quando escuta música, eles sabem qual. Sempre que carregar seu smartphone com Windows Mobile, eles saberão onde ele está e com quem.


Brown e cerca de 100 outros estudantes vivendo no dormitório Random Hall do MIT concordaram em trocar sua privacidade por smartphones que geram rastros digitais transmitidos a um computador central. Além das ações individuais, os aparelhos capturam uma imagem móvel da rede social do dormitório.


Os dados dos estudantes são apenas uma gota no grande oceano de informação digital sendo gravada por uma variedade de sensores, telefones, aparelhos de GPS ou crachás de escritório, que capturam nossos movimentos e interações. Associados a informações conseguidas de outras fontes, como navegação pela Internet e cartões de crédito, os dados são a base para um novo campo, chamado inteligência coletiva.


Impulsionada pelas novas tecnologias e pela sólida incursão da Internet em cada espaço da vida cotidiana, a inteligência coletiva oferece recursos poderosos, que podem tanto melhorar a eficiência de anúncios quanto possibilitar novas formas de organização de grupos comunitários.


Mas mesmo seus defensores reconhecem que, se mal utilizados, os recursos da inteligência coletiva podem criar um futuro orwelliano em proporções que o Grande Irmão nem sonharia.


A inteligência coletiva pode dar às seguradoras, por exemplo, dados de comportamento para identificar secretamente as pessoas que sofrem de uma doença particular e negar cobertura a elas. De forma parecida, o governo ou oficiais da lei poderiam identificar os integrantes de um grupo de protesto rastreando as redes sociais reveladas pela nova tecnologia. "Existem tantos usos para essa tecnologia - do marketing à guerra - que não consigo deixar de pensar que nossas vidas estarão impregnadas por ela em poucos anos," diz Steve Steinberg, cientista da computação que trabalha para uma firma de investimentos em Nova York.


Em uma postagem na Internet muito acessada, ele argumentou que havia grande probabilidade de usos inapropriados: "é uma das tendências tecnológicas mais significativas dos últimos anos; pode ser também uma das mais perniciosas."


Nos últimos 50 anos, os americanos têm se preocupado com a privacidade individual na era do computador. Mas as novas tecnologias se tornaram tão poderosas que o problema extrapolou a questão da proteção da privacidade individual. Agora, com a Internet, sensores sem fio e a capacidade de analisar avalanches de dados, o perfil de uma pessoa pode ser estabelecido sem qualquer monitoramento direto.


"Já disseram que, com as novas tecnologias, há uma expectativa menor de privacidade," disse Marc Rotenberg, diretor-executivo do Electronic Privacy Information Center (Centro de Informações sobre Privacidade Eletrônica), um grupo de direitos de privacidade de Washington. "Mas o oposto também pode ser verdade. As novas técnicas podem exigir que expandamos nosso entendimento de privacidade, tratando do impacto da coleta de dados em grupos de pessoas, não apenas indivíduos."


Brown é um que não se preocupa com a perda de privacidade. Os pesquisadores do MIT o convenceram de que haviam feito grandes esforços para proteger qualquer informação gerada pelo experimento que pudesse revelar sua identidade.


Além disso, ele diz, "da forma que vejo, todos temos perfis no Facebook, e-mails, sites e blogs."


"Isso é uma gota no oceano em termos de privacidade," acrescenta.


O Google, e seu vasto complexo de mais de um milhão de servidores de pesquisa pelo mundo, continua sendo o melhor exemplo do poder e potencial de enriquecimento da inteligência coletiva. Seu fabuloso algoritmo PageRank, que foi originalmente o responsável pela qualidade dos resultados de busca do Google, obtinha sua precisão da sabedoria inerente dos bilhões de links individuais que as pessoas criavam.


A companhia introduziu um serviço de reconhecimento de voz no começo de novembro, inicialmente para o iPhone da Apple, que deve sua precisão em grande parte a um modelo estatístico desenvolvido a partir dos vários trilhões de termos de pesquisa utilizados por seus usuários na última década. No futuro, o Google aproveitará as perguntas faladas para antecipar de forma ainda mais precisa as questões que seus usuários vão fazer.


E, há algumas semanas, o Google disponibilizou um serviço de antecipação de tendências de gripe, baseado no número de termos de pesquisa dos sintomas da doença.


O sucesso do Google, junto à rápida expansão da Internet e sensores sem fio - como rastreadores de posição em telefones celulares e aparelhos de GPS em carros -, desencadeou uma corrida para faturar com as tecnologias de inteligência coletiva.


Em 2006, a Sense Networks, de Nova York, provou que havia muita informação útil escondida em um arquivo digital de dados de GPS, gerados por dezenas de milhares de corridas de táxi em São Francisco. Podia-se ver, por exemplo, que as pessoas que trabalhavam no distrito financeiro da cidade tendiam a sair mais cedo para trabalhar quando o mercado estava em alta, mas mais tarde quando em baixa.


Também foi observado que as pessoas de classe média - determinadas por seu código postal - tendiam a chamar táxis com mais freqüência pouco antes de maus tempos nos negócios.


A organização desenvolveu dois aplicativos, um para consumidores utilizarem em smartphones como BlackBerry e iPhone, outro para empresas interessadas em antecipar tendências sociais e comportamento financeiro. O aplicativo para consumidores, o Citysense, identifica os pontos quentes de entretenimento em uma cidade. Ele relaciona informações da Yelp e do Google sobre casas noturnas e de shows com os dados gerados por rastreadores de posição de usuários anônimos de celular.


O segundo aplicativo, Macrosense, pretende fornecer um vislumbre empresarial sobre as atividades humanas. Ele utiliza um grande banco de dados, que inclui GPS, posicionamento Wi-Fi, triangulação por torres de celular, chips de identificação de freqüências de rádio e outros sensores.


"Existe todo um novo conjunto de indicadores que nunca foram medidos," disse Greg Skibiski, chefe-executivo da Sense Networks. "Conseguimos ver as pessoas se movendo entre lojas" e outros lugares. Esses padrões de deslocamento, relacionados a dados de renda, podem fornecer a atacadistas informações iniciais sobre o nível de vendas e quem está comprando nas lojas da concorrência.


Alex Pentland, professor do Laboratório de Mídia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts e o responsável pelo projeto de pesquisa no dormitório, foi co-fundador da Sense Networks. Ele faz parte de uma nova geração de pesquisadores com acesso relativamente fácil a dados que, no passado, eram ou meticulosamente reunidos à mão ou adquiridos por questionários ou entrevistas que confiavam na memória e honestidade das pessoas.


Os pesquisadores do Laboratório de Mídia trabalharam com a Hitachi Data Systems, uma companhia japonesa de tecnologia, utilizando alguns recursos do laboratório para melhorar a eficiência dos negócios. Por exemplo, dando aos funcionários crachás com sensores que geram o mesmo tipo de dados produzidos pelos smartphones dos estudantes, a pesquisa determinou que a comunicação direta e pessoal é muito mais importante para o trabalho de uma organização do que se acreditava.


A produtividade cresceu 30% com o aumento da comunicação direta, segundo Pentland. Os resultados foram tão promissores que a Hitachi criou uma empresa de consultoria que reestrutura organizações por meio das técnicas dos pesquisadores.


Pentland chama sua pesquisa de "mineração de realidade", para diferenciá-la de uma geração anterior de mineração de dados, conduzida por métodos mais tradicionais.


Pentland "é o imperador da pesquisa com sensores em rede," disse Michael Macy, sociólogo da Universidade de Cornell, que estuda redes de comunicação e seu papel como redes sociais. Pessoas e organizações, disse, estão cada vez mais escolhendo a interação por meios digitais que registram marcas dessas relações. "Isso permite que cientistas estudem essas interações de maneiras que, a cinco anos atrás, ninguém imaginaria possíveis," disse.


Antes baseados em computadores pessoais em rede, os sistemas de inteligência coletiva estão cada vez mais voltados para potencializar redes sem fio de sensores digitais e smartphones. Em uma aplicação possível, grupos de cientistas e ativistas políticos e ambientais estão desenvolvendo redes de "detecção de engajamento."


No Centro de Monitoramento de Redes Integradas da Universidade da Califórnia, Los Angeles, por exemplo, os pesquisadores desenvolvem um serviço online que chamam de Relatório de Impacto Ambiental Pessoal, que constrói um mapa comunitário da qualidade do ar em Los Angeles. Ele pretende informar as pessoas como suas atividades afetam o meio ambiente e como tomar decisões a respeito de sua saúde. Os usuários podem mudar sua rotina de caminhadas ou corridas para horas diferentes do dia, dependendo da qualidade do ar do momento.


"Nosso mantra é tornar possível a observação do que era antes inobservável," disse Deborah Estrin, diretora do centro e cientista da computação da UCLA.


Mas, segundo Estrin, o projeto ainda enfrenta uma série de desafios, tanto a respeito da precisão dos pequenos sensores quanto da habilidade dos pesquisadores de saber ao certo que essa informação pessoal permanecerá privada. Ela é cética sobre os esforços técnicos para encobrir a identidade dos colaboradores individuais dos bancos de dados de sensores de redes.


Tentativas de obscurecer a identidade de indivíduos têm capacidade limitada, afirmou. Os pesquisadores encriptam os dados para proteger a identidade de uma pessoa, mas isso tem limites.


"Apesar de protegermos a informação, ela ainda está sujeita a intimações e à coação de chefes e esposas," ela disse.


Ela diz que ainda pode haver formas de proteger a privacidade. "Consigo imaginar um sistema em que os dados desapareçam," disse.


Grupos de ativistas já utilizam a tecnologia para melhorar a eficiência de sua mobilização. Um serviço chamado MobileActive ajuda organizações sem fins lucrativos ao redor do mundo a usar telefones celulares para aproveitar a especialização e energia de seus participantes, distribuindo alertas para ação, por exemplo.


O Pachube é um serviço online que permite a pessoas de qualquer lugar do mundo compartilhar dados de sensores em tempo real. Com o Pachube, alguém pode combinar e exibir dados como o custo da energia de um lugar, o monitoramento da temperatura e poluição, ou os dados transmitidos por uma bóia na costa de Charleston, Carolina do Sul, tudo criando um retrato repleto de informações sobre o mundo.


Esse quadro tão completo e constantemente atualizado vai sem dúvida redefinir as noções tradicionais de privacidade.


O doutor Pentland afirma que existem formas de evitar as armadilhas da sociedade vigilante que espreitam a tecnologia.


Quanto ao uso comercial dessa informação, ele propôs um conjunto de princípios derivados do direito comum inglês para garantir que as pessoas tenham direitos de propriedade sobre dados a respeito de seu comportamento. A idéia gira em torno de três princípios: que você tem o direito de possuir seus próprios dados, que você controla os dados coletados sobre você e que você pode destruir, remover ou reorganizar seus dados como desejar.


Ao mesmo tempo, ele argumentou que os direitos individuais de privacidade também precisam ser equilibrados com o bem público.


Citando a epidemia envolvendo a síndrome respiratória aguda grave, ou SARS, de anos recentes, ele disse que a tecnologia ajudaria agentes de saúde a observar o movimento de pessoas infectadas em tempo real, possibilitando o controle da dispersão da doença.


"Se pudesse ver os registros dos celulares, a situação poderia ter sido interrompida naquela manhã, ao invés de duas semanas depois," disse. "Sinto muito, mas isso supera as preocupações momentâneas de privacidade."


De fato, alguns pesquisadores de inteligência coletiva defendem que as preocupações acentuadas sobre os direitos de privacidade são um fenômeno relativamente recente na história humana.


"Os novos instrumentos de informação simbolizados pela Internet estão mudando radicalmente a possibilidade de como podemos organizar as atividades humanas de larga escala," disse Thomas W. Malone, diretor do Centro de Inteligência Coletiva do MIT.


"Por boa parte da história humana, as pessoas viveram em pequenas tribos onde tudo que faziam era conhecido por todos," disse Malone. "Em certo sentido, estamos nos tornando uma aldeia global. A privacidade pode acabar se tornando uma anomalia."


Tradução: Amy Traduções



The New York Times



Nota: A tecnologia está tirando de nós não só a nossa privacidade, mas também a nossa liberdade. Parece que nos espera um futuro sombrio, onde cada detalhe de nossas vidas estará aberto para qualquer um, seja bom ou mau.


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