domingo, 17 de agosto de 2008

Nova Ordem Mundial - A marcha em direção a Solidariedade Global

A Marcha em Direção à Solidariedade Global




Autora: Berit Kjos, 22 de julho de 2006








A nova geração... tem um senso mais profundo de solidariedade como povos do planeta de que qualquer geração antes dela... Nisso repousa nossa esperança para a nova vizinhança global." [1] Relatório da Comissão da ONU Sobre Governança Global.




"O bem-estar social depende da solidariedade intelectual e moral da humanidade." [2] Federico Mayor, então diretor-geral da UNESCO.




Durante a Conferência da ONU Sobre Assentamentos Humanos (Hábitat II) em 1996, participei de um "Diálogo" de um dia inteiro de duração sobre o significado de "solidariedade" no elegante Palácio Ciragan, em Istambul. Registrada como repórter, recebi a lista dos 21 membros do painel. Ali estavam o diretor-geral da UNESCO, Federico Mayor, o agora desacreditado líder da ONU Maurice Strong, o vice-presidente do Banco Mundial, Ismail Serageldin, e Millard Fuller, que fundou o Hábitat Para a Humanidade. Juntos com outros dignitários globalistas, eles iriam explorar o fator que esteve ausente na antiga versão soviética do materialismo dialético: uma base espiritual para uma ética global evolutiva. [3]




"Falar de solidariedade é falar das coisas do espírito", começou o secretário-geral da Hábitat, Wally N'Dow. "Pois estamos bem cientes que o futuro dos nossos assentamentos humanos... não é apenas uma questão de tijolos e argamassa mas também uma questão de atitudes e determinação para trabalhar para o bem comum... A dimensão espiritual é o único ingrediente que pode fazer as sociedades se unirem." [4]




(O modelo do Hábitat II para os assentamentos humanos em todo o mundo. Observe a construção comunitária no centro da figura e o prédio de apartamentos no fundo.)




N'Dow tinha escolhido um moderador americano para acrescentar credibilidade à discussão: Robert McNeil (da McNeil-Lehrer), "um dos gurus", as luzes espirituais da indústria da mídia atual." [4] Momentos mais tarde, McNeil apresentou o painel de dignatários prontos para moldar a nova visão de unicidade.




"O que é necessário é um centro inter-fé em toda cidade do globo", disse James Morton, ex-deão da Catedral Episcopal de São João Divino, de Nova York. "Os novos centros inter-fé honrarão os rituais de toda tradição de fé: islã, hinduísmo, jainismo, cristianismo... e fornecerão oportunidades para a expressão sacra necessária para vincular os povos do planeta em uma solidariedade viável, significativa e sustentável." [4]




A versão do deão Morton de "cristianismo" é na verdade uma distorção universalizada da verdade que se encaixa facilmente na nova união religiosa. Qualquer coisa menor seria rejeitada como extremismo fundamentalista.




Millard Fuller, presidente do Hábitat Para a Humanidade, encaixa-se bem nesse diálogo inter-fé. Como outros líderes emergentes no movimento neocristão, ele redefiniu as Escrituras para "provar" sua mensagem:




"Quando Jesus iniciou Seu ministério 2000 anos atrás, Ele disse que 'precisamos nos arrepender porque o reino dos céus está próximo.' Em português esse tipo de linguagem tem a conotação de arrependimento por algo realizado. Mas no texto original em grego, o que Ele realmente disse foi que devemos nos metamorfosear. A metamorfose é o que acontece com uma borboleta que se transforma a partir de uma largarta peluda... Mude todo o seu modo de pensar, pois a nova ordem do espírito o está confrontando e desafiando... O único modo para alcançarmos a solidariedade humana é ter um modo completamente novo de pensar." [4]




Esse "novo modo de pensar" já permeou todo segmento da sociedade: educação, negócios, governo, e o movimento de crescimento de igrejas, incluindo as Igrejas com Propósitos. Promovendo a transformação em todos esses setores estão os programas de treinamento em liderança que buscam a visão dos gurus da administração, como Peter Drucker, Peter Senge e Ken Blanchard. O núcleo do ensino deles é a Teoria Geral dos Sistemas, ou "pensamento sistêmico". Em resumo, tudo está interconectado, portanto tudo é Um e todas as divisões e limites precisam ser eliminados de modo a estabelecer a "Vizinhança Global", isto é, a Nova Ordem Internacional. Os líderes da Igreja Emergente, como Brian McLaren, chamam isso de "O Reino de Deus". (Isso será abordado em maior profundidade na Parte 2: "Solidariedade Versus Cristianismo".)




Deus nos faz "um" em Cristo quando respondemos ao Seu evangelho com fé e genuíno arrependimento (reconhecendo nossos pecados e humildemente voltando para Deus). O "novo modo de pensar" de Millard aponta as pessoas para o sistema corrupto do mundo, não para Deus e para Seus caminhos.




Não nos esqueçamos que palavras familiares com novos significados estratégicos provavelmente enganarão as massas. Por exemplo, no Dicionário Webster de 1989, o significado familiar de solidariedade parece perfeitamente seguro: "interesse comum e lealdade ativa dentro de um grupo". Mas os agentes de mudança contemporâneos infundiram essa palavra com um significado muito mais revolucionário. Vejamos isso mais de perto.


O Novo Contrato Social




Durante um intervalo, pedi ao moderador Robert McNeil para definir a palavra solidariedade para mim. Em sua resposta, ele reconheceu que solidariedade é fortalecida por um inimigo comum e também um "bem comum":




"Significa pessoas com valores ou responsabilidades compartilhados cooperando ou trabalhando juntas. Em nossa cultura, isso provavelmente foi exemplificado com maior freqüência no movimento sindical. Os sindicatos industriais freqüentemente usaram a palavra solidariedade e a frase "solidariedade sempre". E no movimento socialista, é claro, solidariedade era uma palavra muito forte - a solidariedade dos trabalhadores contra os empregadores, seus opressores, os capitalistas... seja lá que fosse..." [4]




"Solidariedade é como um contrato social, com as pessoas concordando que esse é o modo como deveria ser. Independente se sou mais pobre ou mais rico do que você, de algum modo concordamos que a forma como isso está definido funciona melhor para todos nós."




E se não concordarmos? Então seremos vilificados como resistentes criadores de divisões - excluídos da solidariedade do "sentir-se bem". O pastor Brian McLaren, um reconhecido líder no movimento da Igreja Emergente, resumiu muito bem:




"... para ser verdadeiramente inclusivo, o reino terreal precisa excluir as pessoas exclusivas, para ser verdadeiramente reconciliador, o reino não pode reconciliar com aqueles que recusam a reconciliação." [5]




Os contratos sociais mantêm as pessoas responsáveis a prestar contas ao novo padrão. Ele empurra as pessoas em direção à planejada conformidade, independente se a sociedade é uma igreja, uma escola, ou a "vizinhança global". Assim, não foi surpresa para mim ouvir Federico Mayor, da UNESCO, apresentar o mesmo ponto: "A cidade do século 21 será uma cidade de solidariedade social. Temos de redefinir as palavras ... e redigir um novo contrato social." [4]




Esse "contrato social" em evolução tem sido escrito em todo tratado e declaração da ONU. E a Ordem Executiva 1310, do ex-presidente Clinton, ajudou a transformar esse "contrato" da ONU em política do governo norte-americano. Ele está sendo implementado por meio das políticas governamentais bem como leis, independente se os tratados foram ou não ratificados pelo Congresso. [6]




Esse contrato social garante "liberdade das carências", do medo, da fome e da ofensa por aqueles que expressam valores contrários. Ele também promete "liberdade de pensamento e de expressão" - mas somente para aqueles que compartilham a visão da ONU. Lembre-se que o Artigo 29 da Declaração Universal dos Direitos Humanos diz "... estes direitos e liberdades não poderão de modo algum ser exercidos contrariamente aos propósitos e princípios das Nações Unidas." [6]




Refletindo a mesma restrição comunitária, Ismail Serageldin, então vice-presidente do Banco Mundial, disse:




"Devemos parar de lamentar por causa do crescimento das cidades. Ele vai acontecer e é uma coisa boa, pois as cidades são vetores da mudança e da transformação social. Vamos apenas garantir que a mudança e transformação social ocorram na direção certa... A mídia precisa atuar como parte do processo de educação que se contraponha ao individualismo." [4]




Modificação do Comportamento




Uma mídia cooperativa é essencial para a mudança planejada na consciência do público. Como nos regimes totalitários, a transformação social "voluntária" depende da propaganda eficiente. É por isso que Kit de Ação Comunitária, do Departamento da Educação, o Conselho para o Desenvolvimento Sustentável, da presidência, e a Agenda 21 Local, da ONU, todos propõem parcerias entre educadores e a mídia de notícias e de entretenimento em todas as cidades. O público precisa ser persuadido a dar seu consentimento, as pessoas precisam aprender a se sentir tão desconfortáveis com as dissensões que as vozes contrárias sejam silenciadas.




As massas nunca deverão observar que esse processo de manipulação está mudando suas mentes e suas ações. Como poucas pessoas realmente prestam atenção, a triunfante promessa do professor Raymond Houghton em uma publicação da NEA (Associação Nacional dos Educadores) de 1970 está se tornando uma alarmente realidade:




"... o controle absoluto do comportamento é iminente... O ponto crítico do controle do comportamento, está na verdade ocorrendo de forma sorrateira na humanidade sem que esta se conscientize que uma crise está para ocorrer. Por si mesmo, o homem comum nunca saberá conscientemente que isso aconteceu." [7]




O plano para o "controle do comportamento" inclui três etapas essenciais: (1) Apoio de uma mídia de notícias e de entretenimento que esteja disposta a disseminar informações politicamente corretas e inspirar valores que façam corroer os antigos limites; (2) um sistema gerencial para medir e monitorar a transformação; (3) e a participação universal no processo dialético do consenso.




O último tornou-se a norma nas escolas, empresas, agências governamentais, e comunidades em todos os EUA. O processo dialético usado para controlar as massas na ex-União Soviética invadiu todos os quadrantes da sociedade norte-americana - até mesmo as igrejas. O objetivo é envolver todos os recursos humanos (capital humano) no programa da UNESCO de aprendizado permanente (durante toda a vida) - um processo contínuo de treinamento e de imersão no novo modo de pensar e de se relacionar com os outros.




Para ser bem sucedido, todo nível desse sistema hierárquico de gestão (vendido como "controle local") precisa continuamente avaliar a transformação, monitorar a adesão e obediência e corrigir a desobediência. [8] (Leia os artigos "Brainwashing in America" e "Molding Human Resources for the Global Workforce")




Não devemos nos surpreender. Deus nos advertiu muito tempo atrás que os caminhos do mundo levariam à corrupção e à tirania, não à paz e ao amor. Sua paz permanente é reservada para aqueles que enfrentam a crescente hostilidade com fé e amor:




"Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te. ... Tu, porém, tens seguido a minha doutrina, modo de viver, intenção, fé, longanimidade, amor, paciência, perseguições e aflições tais quais me aconteceram em Antioquia, em Icônio, e em Listra; quantas perseguições sofri, e o Senhor de todas me livrou; e também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições. Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados." [2 Timóteo 3:1-5, 10-13]




"Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo." [João 16:33]




Notas Finais




1. Our Global Neighborhood, "UN Report of The Commission on Global Governance" (New York: Oxford University Press, 1995); pg 357.




2. Habitat Press Release, http://www.un.org/Conferences/habitat/unchs/press/humanize.htm




3. http://www.crossroad.to/text/articles/hab2.html. Maurice Strong não compareceu ao Diálogo, como estava agendado.




4. Gravei e transcrevi esta parte do "Diálogo" na Conferência da ONU Sobre Assentamentos Humanos, em Istambul, em 1996.




5. Brian McLaren, The Secret Message of Jesus: Uncovering the Truth that could change everything (Nashville: Thomas Nelson's W Publishing Group), pg 169-170.




6. "Trading U.S. Rights for UN Rule", artigo em http://www.crossroad.to/text/articles/turfur12-98.html.




7. Raymond Houghton, To Nurture Humaneness: Commitment for the '70's (The Association for Supervision and Curriculum Development of the NEA, 1970).




8. "Brainwashing in America", artigo em http://www.crossroad.to/articles2/brainwashing.html e "Molding Human Resources for the Global Workforce" em http://www.crossroad.to/text/articles/HumanResources.html.






Autora: Berit Kjos (Kjos Ministries, em http://www.crossroad.to/)


Data da publicação: 31/7/2006


Transferido para a área pública em 8/8/2007


A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/db073.asp


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terça-feira, 12 de agosto de 2008

Nova Ordem Mundial - O Sistema Financeiro Global

O Sistema Financeiro Global: O Banco Mundial


Fonte: The August Review, http://www.augustreview.com/






Criado junto com o FMI na Conferência de Bretton Woods, em 1944, o Banco Mundial (originalmente chamado de BIRD, ou Banco Internacional Para Reconstrução e Desenvolvimento), sempre foi chefiado por agentes dos banqueiros internacionais, por membros do Conselho das Relações Exteriores (CFR) e/ou da Comissão Trilateral. A corrupção e o favorecimento correm soltos à medida que bilhões de dólares de um fundo público internacional são alocados para financiar projetos nos países em desenvolvimento e caem em mãos privadas.




Introdução


De acordo com próprio Banco Mundial, ele é:




"... uma fonte vital de assistência financeira e técnica para os países em desenvolvimento em todo o mundo. Não somos um banco no sentido comum. Somos formados por duas instituições singulares de desenvolvimento, que pertencem aos 184 países-membro - o Banco Internacional Para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) e a Associação Para o Desenvolvimento Internacional (IDA, do acrônimo em inglês). Cada instituição exerce um papel diferente, mas de apoio em nossa missão de redução global da pobreza e da melhoria nas condições de vida. O BIRD enfoca os países de renda média e que merecem receber crédito, enquanto que a IDA enfoca os países mais pobres do mundo. Juntos, fornecemos empréstimos com taxas de juros baixas, crédito sem juros e fundos para os países em desenvolvimento aplicarem em educação, saúde, infra-estrutura, comunicações e em muitos outros propósitos." [1]




Palavras nobres e elevadas, como "nossa missão de redução global da pobreza e a melhoria das condições de vida" levam o leitor a acreditar que o Banco Mundial seja uma organização benevolente e interessada no bem-estar global. Por que, então, o Banco Mundial se junta com o Fundo Monetário Internacional e a Organização Mundial de Comércio como organizações que as pessoas em todo o mundo gostam de odiar?




Na realidade, o Banco Mundial usa a força do seu peso, junto com o Fundo Monetário Internacional e o Banco de Compensações Internacionais para levar os países pequenos e mais pobres do mundo a se integrarem em sua própria variedade de democracia capitalista.


Inícios do Banco Mundial




O Banco Mundial é um irmão do FMI e foi criado na Conferência Monetária e Financeira em Bretton Woods, no estado americano de New Hampshire, em julho de 1944. O nome original dado ao Banco Mundial era Banco Internacional Para a Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) e reflete sua missão original: reconstruir a Europa após a devastação da Segunda Guerra Mundial. O nome "Banco Mundial" só foi adotado em 1975.




Tanto o BIRD quanto o FMI foram criados como agências especializadas das Nações Unidas, o que eles continuam sendo até hoje.




A palavras "Desenvolvimento" no nome BIRD eram bem insignificantes naquele tempo, pois a maior parte do Hemisfério Sul ainda estava sob o domínio colonial e cada país-metrópole era responsável pelas atividades comerciais em suas respectivas colônias.




Nota: Alguns estudiosos argumentam que havia um desejo original por parte das elites bancárias de dar fim ao colonialismo, reestruturando os padrões de investimento e comércio nos países colonizados. Este relatório não tratará dessa questão, mas deve-se observar que foi exatamente isso o que aconteceu, em muitos casos sendo ajudado pelas operações do Banco Mundial e do FMI.




Entretanto, como um banco da "reconstrução", o Banco Mundial foi impotente. Ele no fim emprestou somente US$ 497 milhões para projetos de reconstrução. O Plano Marshall, em contraste, tornou-se a verdadeira locomotiva para a reconstrução da Europa, emprestando mais de US$ 41 bilhões até 1953.




Os principais arquitetos do Banco Mundial foram Harry Dexter White e John Maynard Keynes, ambos os quais foram mencionados no artigo anterior (o Fundo Monetário Internacional) como segue:




"Tais eram a fibra moral e as credenciais intelectuais dos criadores do FMI: Um deles era um economista e ideólogo inglês com uma inclinação marcadamente globalista, e o outro era um funcionário de alto escalão do governo americano e que era também um espião soviético."




Plano Marshall: - Um plano de recuperação econômica proposto pelo Secretário de Estado americano George Catlett Marshall, em 5 de junho de 1947, para reconstruir a Europa após o fim da Segunda Guerra Mundial. Algumas pessoas sugerem que precisamos hoje de outro Plano Marshall para ajudar a reconstruir outras economias devastadas, como a dos países em desenvolvimento.


Estrutura do Banco Mundial




Hoje, o Banco Mundial consiste de duas unidades principais: Os já mencionados BIRD e a Associação Para o Desenvolvimento Internacional (IDA), criada em 1960.




O BIRD empresta somente para governos que mereçam receber créditos; em outras palavras, há uma expectativa que eles devolverão os empréstimos. A IDA, por outro lado, somente empresta para os governos que não mereceriam crédito e são normalmente os países mais pobres do mundo. Juntos, eles criam modalidades de empréstimos para qualquer governo que eles convençam a contrair dívidas. Os EUA atualmente contribuem com aproximadamente US$ 1 bilhão por ano de dinheiro dos impostos pagos pelos contribuintes para a IDA.




Três outros afiliados combinam com o Banco Mundial, para serem coletivamente chamados de Grupo do Banco Mundial:




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A International Finance Corporation (IFC) - Fundada em 1956, empresta diretamente ao setor privado dos países em desenvolvimento.


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A Agência Multilateral de Garantias de Investimentos (MIGA, de Multilateral Investment Guarantee Agency) - Fundada em 1988, fornece garantias para os investidores que financiam projetos em países em desenvolvimento contra as perdas causadas por riscos não-comerciais.


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O Centro Internacional Para Solução de Disputas em Investimento (ICSID, de International Center for Settlement of Investment Disputes) - Fundado em 1966, fornece facilidades internacionais para a conciliação e arbitragem das disputas envolvendo investimentos.




A sede do Banco Mundial está situada em Washington. O banco tem aproximadamente 7.000 funcionários no complexo em sua sede e mais 3.000 em 109 escritórios espalhados pelos países-membro.




O BIRD financia suas operações de empréstimos vendendo títulos com classificação AAA e outros instrumentos de dívida aos outros bancos, fundos de pensão, seguradoras e grandes empresas em todo o mundo. Em contraste, a IDA é financiada pelas contribuições (dinheiro dos impostos dos contribuintes) dos países-membro. Os níveis atuais de empréstimo são aproximadamente iguais entre o BIRD e a IDA. Enquanto a IFC gere seu próprio capital nos mercados abertos, a MIGA e ICSID recebem a maioria de seu financiamento do Banco Mundial, muito do qual é financiado pelos contribuintes.




A propriedade do Banco Mundial consiste de ações com direito a voto mantidas pelos países-membro, de acordo com o tamanho e as contribuições. Atualmente, os EUA são o maior acionista, com 16,4% do total de votos. Os próximos maiores blocos são Japão (7,9%) e Alemanha (4,5%). Como as grandes decisões requerem uma supermaioria com 85% dos votos, os EUA podem efetivamente vetar qualquer alteração (100%-16,4%=83,6%)


Hegemonia Americana




Deve-se observar que a Organização das Nações Unidas está sediada nos Estados Unidos, em terreno doado originalmente por David Rockefeller. A Conferência de Bretton Woods foi realizada no estado americano de New Hampshire. Todo presidente do Banco Mundial vem dos Estados Unidos. Não é maravilha que o resto do mundo veja o Banco Mundial como uma operação americana.




Hegemonia: - Na área comercial, este termo indica o domínio de um grupo sobre outro, de tal modo que o grupo dominante pode ditar os termos do comércio de uma forma que lhe seja mais vantajosa.




Existe uma regra não-oficial, porém tradicional, que o presidente do Banco Mundial sempre será um norte-americano, enquanto que o presidente do FMI é sempre um europeu. (Houve uma exceção recente, pois um ex-presidente do FMI foi um canadense.)




É instrutivo revisar os ex-presidentes do Banco Mundial, porque isso demonstra qual cabala da elite realmente está no controle das operações do Banco Mundial e também apontará fortemente para os verdadeiros beneficiários da hegemonia do Banco Mundial. As biografias completas e as realizações desses homens excedem em muito o espaço disponível neste relatório, de modo que somente alguns pontos salientes serão mencionados.




1. Eugene Meyer - De junho a dezembro de 1946. Presidente da Junta de Governadores da Federal Reserve, de 1930 a 1933; dono do jornal The Washington Post; membro do Conselho das Relações Internacionais (o CFR); agente do Lazard Freres, Brown Brothers, Harriman; indicado para a chefia da War Finance Corporation durante a Primeira Guerra Mundial pelo presidente Woodrow Wilson.




2. John J. McCloy. De março de 1947 a abril de 1949. Membro do Conselho das Relações Internacionais; presidente da Fundação Ford; presidente do banco Chase Manhattan; sua firma de advocacia dava assessoria para o banco Chase Manhattan.




3. Eugene Black. De julho de 1949 a dezembro de 1962. Presidente da Junta de Governadores da Federal Reserve de 1933-34; vice-presidente sênior do banco Chase Manhattan; membro do Conselho das Relações Internacionais; membro do grupo Builderberg; criou a International Finance Corporation e a International Development Association dentro do Banco Mundial.




4. George Wood. De janeiro de 1963 a março de 1968. Vice-presidente da Harris, Forbes & Co.; vice-presidente do banco Chase; vice-presidente e membro da diretoria do First Boston Corp., um dos maiores bancos de investimentos dos EUA.




5. Robert Strange McNamara. De abril de 1968 a junho de 1981. Presidente e diretor da Ford Motor Company; Secretário da Defesa nas administrações Kennedy e Johnson; membro da Comissão Trilateral; membro do Conselho das Relações Internacionais e do grupo Bilderberg; curador honorário do Aspen Institute. Negociou pessoalmente a entrada da China no Banco Mundial.




6. A. W. Clausen. De julho de 1981 a junho de 1986. Presidente, executivo-chefe e presidente do Conselho do Bank of America; membro da Comissão Trilateral; membro do Comitê de Bretton Woods.




7. Barber B. Conable. De julho de 1986 a agosto de 1991. Membro da Casa dos Representantes (Congresso) dos EUA de 1965 a 1985; membro da Comissão Trilateral e do Conselho das Relações Internacionais; membro sênior do American Enterprise Institute; membro da junta da Bolsa de Valores de Nova York; membro da Comissão Sobre Governança Global.




8. Lewis T. Preston. De setembro de 1991 a maio de 1995. Membro, executivo-chefe e presidente do Conselho do banco J. P. Morgan & Co.; presidente do comitê executivo; vice-presidente do Morgan Guaranty Trust Co.; membro e tesoureiro do Conselho das Relações Internacionais; diretor da General Electric.




9. James D. Wolfensohn. De junho de 1995 a 2000. Sócio executivo e chefe do departamento de investimento bancário da Salomon Brothers (Nova York); executivo vice-presidente e diretor administrativo da Schroders Ltd. (Londres); diretor da Fundação Rockefeller; membro da junta da Universidade Rockefeller; curador honorário da Brooking Institution; diretor do Population Council (Conselho Populacional), uma organização fundada por John D. Rockefeller; membro do Conselho das Relações Internacionais.




10. Paul Wolfowitz. De 2005 até meados de 2007. Subsecretário da Defesa (2001-2005; membro da Comissão Trilateral; membro do Conselho das Relações Internacionais; membro do grupo Bilderberg; diretor da organização que é o carro-chefe dos neoconservadores, o Project for the New American Century (PNAC); membro do grupo de elite "Vulcans", que assessorou George W. Bush em política externa durante as eleições presidenciais em 2000 (outros membros neoconservadores incluíam Condoleezza Rice, Collin Powell e Richard Perle); membro e orador freqüente no Social Democrats USA (sucessor do Partido Socialista da América).




[NT: Desde julho de 2007, o presidente é Robert B. Zoellick. Foi vice-presidente internacional do Goldman Sachs Group; foi subsecretário do Departamento de Estado (de 2005 a 2006); anteriormente serviu como Representante Comercial dos EUA (período de 2001-2005); de 1985 a 1993, exerceu diversas funções de alto escalão no Departamento do Tesouro. Membro do Conselho das Relações Internacionais.]




Um padrão importante emerge aqui. Esses homens estruturam um período de sessenta anos que vai de 1946 a 2006. Os primeiros presidentes há muito tempo já faleceram. Não há conexão social alguma entre os primeiros e os últimos presidentes. Todavia, sete dos dez são (ou foram) membros do Conselho das Relações Internacionais (o CFR); quatro são (ou foram) membros da Comissão Trilateral, sete têm importantes afiliações com bancos internacionais (Chase Manhattan, J. P. Morgan, Bank of America, First Boston, Brown Brothers, Harriman, Salomon Brothers, Federal Reserve) e quatro homens estavam diretamente conectados com os interesses dos Rockefellers.




Comissão Trilateral: - Uma organização privada fundada em 1973 por David Rockefeller e Zbigniew Brzezinski. Existem cerca de 300 membros, que são vitalícios e provenientes da Europa, Japão e América do Norte. Esses membros elitistas consistem de diretores de grandes empresas, acadêmicos e políticos de alto escalão.




Uma análise detalhada não é necessária para ver um padrão emergir: Os banqueiros internacionais (a mesma velha turma) e seus procuradores globais relacionados, dominam totalmente o Banco Mundial desde sua criação. Coletiva e individualmente, eles sempre operaram de forma propositada e consistente para seu próprio favorecimento e ganho financeiro. Por que alguém deveria esperar que um deles agisse de forma diferente (por exemplo, realmente se preocupando com a pobreza no mundo) ao mesmo tempo em que controlam o volante do Banco Mundial?


Propósitos de Conveniência




Sejam lá quais tenham sido os verdadeiros propósitos do Banco Mundial e do FMI, os propósitos publicamente mostrados mudaram quando isso foi conveniente e necessário.




Em 1944, a reconstrução dos países devastados após a Segunda Guerra Mundial era a questão importante.




Quando o Banco demonstrou sua impotência ao emprestar somente uma ninharia inferior a US$ 500 milhões, ele mudou sua imagem pública posicionando-se como o peso e contrapeso para a expansão do comunismo. Sem o Banco Mundial para envolver todos os países pequenos e menos importantes do mundo que eram susceptíveis à influência comunista, o comunismo poderia se espalhar e, mais tarde, ameaçar encerrar a guerra fria com um horrendo holocausto nuclear.




Com o tempo, o sentimento público e legislativo diminuíram e o Banco ficou novamente sob fortes críticas quando Robert Strange McNamara foi indicado para assumir a presidência.


Redução da Pobreza: O Cavalo de Tróia




Como observado anteriormente, McNamara foi presidente do Banco Mundial de 1968 a 1981. Ele também esteve entre os membros originais da Comissão Trilateral, fundada em 1973 por Rockefeller e Brzezinski, e era considerado uma figura central na elite global do seu tempo.




Foi McNamara quem fez o foco do Banco Mundial se voltar para a pobreza e a redução da pobreza. Essencialmente, essa ação continua até hoje. Essa foi uma manobra brilhante por que quem diria ser contra os pobres e a favor da pobreza? Qualquer ataque ao banco seria, portanto, visto como um ataque contra as políticas para a redução da pobreza. Desde 1968, o brado de guerra do Banco é: "Vamos eliminar a pobreza".




Isto pode ser visto claramente na página About Us (Sobre Nós) no sítio do banco na Internet, em que estas palavras são mostradas de forma proeminente:




"Cada instituição (o BIRD e a IDA) têm uma função diferente, porém de apoio, em nossa missão de reduzir a pobreza e melhorar os padrões de vida em todo o mundo." [ênfase adicionada]




Entretanto, o Artigo 1 dos Artigos do Acordo do BIRD, emendado em 16 de fevereiro de 1989, declara seus propósitos oficiais como segue:




(i) Cooperar na reconstrução e desenvolvimento dos territórios dos membros facilitando o investimento do capital para propósitos produtivos, incluindo a restauração das economias destruídas ou prejudicadas pela guerra, a reconversão das instalações fabris para as necessidades dos tempos de paz e o incentivo para o desenvolvimento das instalações produtivas e dos recursos nos países menos desenvolvidos.




(ii) Promover o investimento estrangeiro privado por meio de garantias ou participações em empréstimos e outros investimentos feitos por investidores privados; quando o capital privado não estiver disponível em termos razoáveis, suplementar o investimento privado fornecendo, em condições adequadas, o financiamento para propósitos produtivos com seu próprio capital, fundos arrecadados por ele e seus outros recursos.




(iii) Promover o crescimento equilibrado de longo prazo do comércio internacional e a manutenção do equilíbrio da balança de pagamentos encorajando o investimento internacional para o desenvolvimento dos recursos produtivos dos membros, desse modo ajudando a elevar a produtividade, o padrão de vida e as condições de trabalho em seus territórios.




(iv) Escalonar os empréstimos feitos ou garantidos por ele em relação aos empréstimos internacionais por meio de outros canais para que os projetos mais úteis e urgentes, tanto grandes quanto pequenos, recebam prioridade.




(v) Conduzir suas operações com a devida consideração pelos efeitos dos investimentos internacionais em condições comerciais nos territórios dos membros e, nos anos imediatos do pós-guerra, ajudar a fazer uma transição tranqüila de uma economia de tempo de guerra para uma economia de tempo de paz.




O banco será guiado em todas suas decisões pelos propósitos delineados acima. [3]




Observe que a palavra "pobreza" não aparece uma única vez. A razão é clara: Sempre que "negócios da forma usual" puderem ser feitos pelo Banco, ele não tem nada que ver com pobreza ou redução da pobreza. Ao contrário, o Banco atua no ramo de emprestar dinheiro, estimulando a demanda por empréstimos nos países em desenvolvimento, visando o aumento do comércio internacional. Os principais beneficiários do comércio internacional são as grandes transnacionais e os pobres ficam na verdade mais pobres como resultado.




Essa hipocrisia foi observada no fim de 2002 pelo ganhador do Prêmio Nobel Joseph Stiglitz, ex-economista-chefe do Banco Mundial:




"No que se refere a esses 'países clientes', era uma charada na qual os políticos fingiam fazer alguma coisa para compensar os problemas [da pobreza] enquanto os interesses financeiros operavam para preservar o máximo do status quo que fosse possível." [4]




Liberalização e Ajustes Estruturais




Quando Adlen Clausen (também um membro original da Comissão Trilateral) assumiu o reinado de Robert McNamara em 1981, ocorreu uma grande modificação no banco. Como Stiglitz observou:




"No início dos anos 1980, ocorreu um expurgo dentro do Banco Mundial, em seu departamento de pesquisa, que guiava o pensamento e a direção do Banco." [5]




Clausen, um verdadeiro membro do núcleo da elite global, trouxe uma nova economista-chefe com novas idéias radicais:




"... Ann Krueger, uma especialista em comércio internacional, melhor conhecida pelo seu trabalho sobre 'procura por rendimentos' - como os interesses especiais usam as tarifas e outras medidas protecionistas para aumentar seus rendimentos à custa dos outros... Krueger via o governo como o problema. Os livres mercados eram a solução para os problemas dos países em desenvolvimento." [6]




Foi precisamente nesta época que as políticas de liberalização e Ajustes Estruturais foram impostas e implementadas como meio de forçar os países a privatizarem suas indústrias. Se os governos eram o problema, então eles deveriam entregar as áreas críticas da infra-estrutura para as empresas multinacionais privadas que, de acordo com Krueger, poderiam operar melhor e com maior eficiência que os organismos burocráticos estatais.




Liberalização: - Na área do comércio internacional, a redução das restrições governamentais, incluindo tarifas e cotas. Devido à liberalização dos fluxos de capitais, a mobilidade dos capitais e dos investimentos entre os países cresceu consideravelmente. Liberalização não é sinônimo de privatização.




Sem qualquer surpresa, a maior parte dos economistas de carreira deixaram o Banco no início dos anos 1980 em protesto pelas políticas de Clausen e Krueger.


Como Funciona a Lavanderia de Dinheiro




O mecanismo e operação dos Ajustes Estruturais, junto com a rígida cooperação entre o FMI e o Banco Mundial, foram adequadamente cobertos na Parte 1, "O Sistema Financeiro Global: O Fundo Monetário Internacional". O seguinte exemplo bem documentado será a "figura que vale mais do que mil palavras" em nosso esforço de traçar o perfil das políticas empresariais globais e do Banco. Isto também demonstra a abordagem coordenada entre o Banco Mundial e o FMI para espreitar e abrir os mercados fechados em países não-cooperativos. Esta é uma história um pouco confusa, mas a leitura atenta oferecerá uma compreensão de como o "sistema" funciona.


A Guerra da Água




Em 1998, o FMI aprovou um empréstimo de US$ 138 milhões à Bolívia, que foi descrito como destinado a ajudar o país a controlar a inflação e estabilizar sua economia interna. O empréstimo estava condicionado à adoção, por parte da Bolívia, de uma série de "reformas estruturais", incluindo a privatização de "todas as empresas públicas restantes", incluindo os serviços de abastecimento de água. Uma vez que esses empréstimos foram aprovados, a Bolívia ficou sob intensa pressão do Banco Mundial para garantir que não existissem subsídios públicos para a água e que todos os projetos de água seriam administrados com base no "retorno do custo", o que significa que os cidadãos teriam de pagar por todo o custo com a construção, financiamento, operação e manutenção de um projeto de água e saneamento básico. Como a água é uma necessidade humana básica e é crucial para a agricultura, a recuperação dos custos via tarifas é incomum, até mesmo nos países desenvolvidos.




Neste contexto, Cochabamba, a terceira maior cidade boliviana, colocou seu sistema de águas à venda no fim de 1999. Somente uma entidade, um consórcio liderado pela Águas del Tunari, uma subsidiária da Bechtel, fez uma oferta e recebeu a concessão por 40 anos para o abastecimento de água. Os detalhes exatos da negociação foram mantidos em sigilo e a Bechtel afirmou que os números no contrato eram "propriedade intelectual". Posteriormente, porém, veio à luz que o preço incluía o financiamento pelos cidadãos de Cochabamba de uma parte de um enorme projeto de construção de uma barragem que estava sendo desenvolvido pela Bechtel, embora a água do Projeto da Barragem Misicuni seria 600% mais cara do que de fontes alternativas. Os cidadãos de Cochabamba também precisariam pagar à Bechtel um lucro de 15%, garantido em contrato, o que significava que a população de Cochabamba deveria pagar pelos investimentos enquanto o setor privado ficava com os lucros.




Imediatamente após receber a concessão, a empresa elevou a tarifa da água em até 400% em alguns casos. Esses aumentos ocorreram em uma área em que o salário mínimo é inferior a US$ 100 por mês. Após a súbita elevação da tarifa, foi estimado que aqueles que trabalhavam por conta própria teriam de gastar um quarto de sua renda mensal para pagar a conta de água.




Os residentes da cidade ficaram indignados. Em janeiro de 2000, uma ampla coordenação chamada Coordenação Pela Defesa da Água e da Vida, ou simplesmente La Coordinadora, liderada por um trabalhador local, Oscar Olivera, propôs protestos pacíficos. Cochabamba ficou paralisada durante quatro dias com uma greve geral e paralisação dos transportes, mas os protestos findaram assim que o governo prometeu intervir para reduzir a tarifa da água. Entretanto, quando não houve resultados em fevereiro, os protestos começaram novamente. Desta vez, porém, a multidão que participava dos protestos foi recebida com gás lacrimogênio e oposição da Polícia, deixando 175 pessoas feridas e dois jovens cegos.




A ameaça que a privatização dos serviços públicos sob o GATS (Acordo Geral de Comércio em Serviços) apresenta para a democracia foi demonstrada em março de 2000. La Coordinadora realizou um referendo não-oficial, contou aproximadamente 50.000 votos e anunciou que 96% dos respondentes apoiavam a rescisão do contrato com a Águas del Tunari. No entanto, a empresa de águas respondeu que não havia nada a negociar.




GATS - Acordo Geral em Comércio em Serviços: - Um conjunto de regras e compromissos multilaterais que tratam de medidas governamentais que afetam o comércio em serviços.




Em 4 de abril, os residentes da cidade retornaram às ruas, paralisando a cidade. Novamente, eles tiveram de enfrentar a resistência da Polícia e, em 8 de abril, o governo declarou a lei marcial. Os soldados bolivianos atiraram e um rapaz de 17 anos foi atingindo na face e morreu. Entretanto, os protestos continuaram e, em 10 de abril, o governo cedeu, assinando um acordo em que aceitava as exigências da população que queria reverter a concessão. O povo de Cochabamba recuperou sua água.




Infelizmente, essa história inspiradora simplesmente não terminou com a vitória da população de Cochabamba. Em 25 de fevereiro de 2002, a Bechtel ingressou com uma ação judicial usando as proteções aos investidores garantidas no Acordo Bilateral de Investimentos entre a Bolívia e a Holanda no Banco Mundial, exigindo uma indenização de 25 milhões de dólares pela perda de lucros futuros. [7]




Nota: A Bechtel Engineering é a maior firma de engenharia do mundo. Ela é uma empresa privada, que pertence à família Bechtel. Durante muitos anos, no Conselho geral (e na vice-presidência) da Bechtel esteve ninguém menos que Caspar Weinberger, um membro original da Comissão Trilateral.




Desde então, o Banco Mundial tem concedido empréstimos adicionais para a "redução da pobreza" à Bolívia. Leia atentamente a avaliação atual (2006) do Banco sobre a Bolívia, encontrada em seu sítio na Internet:




"A Bolívia está experimentando um tempo de dificuldades e incertezas. Em meses recentes, vários distúrbios políticos e sociais cresceram com sérias conseqüências, culminando com a renúncia do presidente Gonzalo Sanches de Lozada, em outubro de 2003 e a indicação do vice-presidente Carlos Meza como presidente. A administração atual herda um clima econômico, político e social difícil, que é formado por questões antigas, como profundas desigualdades, uma economia que foi adversamente afetada pelo recente declínio econômico da região e o desencanto generalizado da população por causa da corrupção. [8]




Distúrbios políticos e sociais? Clima social e político e econômico difícil? Profunda desigualdade? Desencanto generalizado por causa da corrupção? Isto deixa qualquer um sem ter o que dizer.




Portanto, no caso da Bolívia, vemos o seguinte em operação:




* Um empréstimo do FMI é feito à Bolívia, com condicionalidades.


* O Banco Mundial entra em cena para impor as condicionalidades e os ajustes estruturais.


* O Banco Mundial empresta fundos de "desenvolvimento" à Bolívia e, simultaneamente, traz consórcios bancários privados para financiar os vários projetos que a Bechtel tinha em mente..


* A Bechtel é a única a fazer uma oferta e é aceita


* O projeto de fornecimento de água termina em um fracasso total e a Bechtel é colocada para fora após extrema pressão política por parte dos consumidores.


* A Bechtel entra com uma ação judicial requerendo indenização por perda de "lucros futuros" de acordo com uma "garantia de seguro pré-negociada com uma agência do Banco Mundial (a Agência Multilateral de Garantias de Investimentos, ou MIGA - veja a descrição anterior).


* Se a Bechtel vencer a ação, ela será indenizada com o dinheiro dos contribuintes pagos pelos países-membro.


* Sem dúvida, quaisquer empréstimos realizados pelos bancos privados que mais tarde azedam também serão socorridos pelos fundos formados pelo dinheiro dos impostos dos contribuintes.




Esse tipo de operação é um descarado roubo de fundos (embora talvez de forma legal) de todos em vista: da Bolívia, da cidade de Cochabamba, da população local e dos contribuintes de todos os países do mundo. Os únicos beneficiários são a Bechtel, os bancos comerciais e alguns políticos corruptos, que receberam seus costumeiros subornos e comissões.




A questão contundente ainda está para ser respondida: Quando foi que a Bechtel colocou seus olhos no acordo da Bolívia? A empresa teve algum papel na sugestão ou criação das condicionalidades e dos ajustes estruturais especificados pelo Banco Mundial? Em caso afirmativo, existem razões para uma investigação criminal.




É improvável que o Banco Mundial responda a essas perguntas, porque suas operações internas são muito sigilosas. Até mesmo Stiglitz já observou:




"O FMI e o Banco Mundial ainda têm padrões de revelação dos fatos e detalhes de suas operações muito inferiores aos dos governos em democracias como EUA, Canadá e Suécia. Eles tentam esconder os relatórios críticos; é somente a incapacidade deles de evitar vazamentos que freqüentemente força a eventual revelação." [9]




Corrupção




O Banco Mundial já recebeu acusações de corrupção há muitos anos. Como o Banco é uma agência independente e especializada da ONU, e considerando o velho adágio, "A fruta não cai muito longe da árvore", isto pode não ser uma surpresa para a maioria dos leitores. A Organização das Nações Unidas tem uma grande e bem documentada folha corrida de corrupção de todos os tipos imagináveis. Seria simplista demais deixar tudo isso de lado.




Em maio de 2004, o senador Richard Lugar (R-Indiana), como presidente do Comitê de Relações Exteriores, deu o pontapé inicial para o inquérito mais recente sobre corrupção relacionado com as atividades dos bancos de desenvolvimento multilateral, dos quais o Banco Mundial é principal.




Os líderes de vários bancos de desenvolvimento foram convidados a testificar (voluntariamente) diante do Comitê. De acordo com o senador Lugar, James Wolfensohn, "recusou o convite, citando a prática tradicional dos representantes do Banco de não testificarem diante das legislaturas de seus numerosos países-membro".




Testemunhas que se apresentaram ao Comitê declararam que até US$ 100 bilhões podem ter se perdido na corrupção nos projetos de empréstimos do Banco Mundial.




Nos comentários preliminares do senador Lugar, ele salienta que toda a história do Banco Mundial é suspeita, com 5 a 25% de todos os empréstimos perdidos para a corrupção.




"Mas a corrupção permanece um problema sério. O Dr. Jeffrey Winters, da Universidade Northwestern, que testificará diante de nós hoje, estima que o Banco Mundial 'tem participado em grande parte passivamente na corrupção de cerca de US$ 100 bilhões de seus fundos de empréstimo destinados ao desenvolvimento'. Outros especialistas estimam que entre 5 e 25% dos US$ 525 bilhões que o Banco Mundial emprestou desde 1946 têm sido mal-empregado. Isso é equivalente a US$ 26-130 bilhões. Mesmo se a corrupção, estiver no nível mínimo das estimativas, milhões de pessoas que estão vivendo na pobreza podem ter perdido oportunidades de melhorar sua saúde, sua educação e sua condição econômica." [10]




Qualquer pessoa deve perguntar a si mesma por que os altos funcionários do Banco Mundial têm sido tão descuidados com o dinheiro pago pelos contribuintes. Além do mais, é preciso perguntar se a corrupção era uma necessidade para alcançar os propósitos subjacentes do Banco, isto é, criar projetos falsos e indesejados de modo a "estimular" o comércio.




O senador Lugar continuou com seus comentários preliminares:




"A corrupção estorva os esforços para o desenvolvimento de muitas maneiras. O suborno pode influenciar importantes decisões do banco em projetos e na escolha dos empreiteiros. O mau uso dos fundos pode inflacionar os custos dos projetos, negar a assistência necessária para os pobres e fazer os projetos fracassarem. O dinheiro roubado pode apoiar ditaduras e financiar os abusos contra os direitos humanos. Além disso, quando países em desenvolvimento perdem os fundos do banco para o desenvolvimento por meio da corrupção, os contribuintes naqueles países pobres ainda são obrigados a pagar a devolução para os bancos de desenvolvimento. Portanto, não somente os pobres perdem os benefícios do desenvolvimento, mas precisam arcar com as dívidas resultantes para os bancos." [11]




Não foi determinado quais funcionários do Banco podem ter recebido suborno em troca de influência, mas uma coisa é certa: qualquer negócio que inicia com corrupção somente tem uma direção para seguir - para baixo. No fim, são os indivíduos fracos, dependentes e que não têm como se ajudar que são deixados com a conta. As dívidas contraídas e os projetos fracassados simplesmente são acrescentados à conta das pessoas já empobrecidas.




Isto não quer dizer que as acusações de corrupção no Banco Mundial são apenas revelações modernas. Em 1994, marcando o qüinquagésimo aniversário de sua criação em Bretton Woods, a South End Press publicou o livro "50 Years is Enough: The Case Against the World Bank and the International Monetary Fund", editado por Kevin Danaher. O livro detalha relatórios oficiais do Banco e do FMI que revelam o mesmo tipo de corrupção naquela época. Além disso, ele revelou diferentes tipos de corrupção, como por exemplo:




"Além do dinheiro desperdiçado e da devastação ambiental, houve um lado ainda mais sinistro ao Banco durante os anos McNamara: a predileção do Banco Mundial por aumentar o apoio aos regimes militares que torturavam e matavam suas populações; algumas vezes imediatamente após a violenta derrubada de governos mais democráticos. Em 1979, o senador James Abourezk (D-South Dakota) denunciou o Banco no Senado, observando que ele estava aumentando 'os empréstimos para quatro governos que recentemente se tornaram repressivos [Chile, Uruguai, Argentina e Filipinas], duas vezes mais rápido do que todos os outros.' Ele observou que quinze dos governos mais repressivos do mundo receberam um terço de todas as alocações de empréstimos do Banco Mundial em 1979 e que o Congresso e o governo Carter tinham cortado a ajuda bilateral para quatro dos quinze - Argentina, Chile, Uruguai e Etiópia - por flagrantes violações aos direitos humanos. Ele atacou vigorosamente a 'excessiva sigilosidade' do Banco e lembrou seus pares que 'votamos o dinheiro, mas não sabemos para aonde ele vai.' " [12]




O texto fala por si mesmo e não precisa ser comentado. Os leitores deste relatório provavelmente terão uma melhor compreensão sobre para aonde o dinheiro vai!


Conclusões




Este relatório não pretende ser uma análise exaustiva do Banco Mundial. Existem muitas facetas, exemplos e estudos de casos que poderiam ser explorados. Na verdade, muitos livros críticos e analíticos foram escritos sobre o Banco Mundial. O objeto deste relatório foi mostrar como o Banco Mundial se encaixa na globalização como um membro central na tríade de potências monetárias globais: o FMI, o BIS (Banco de Compensações Internacionais) e o Banco Mundial.




Provavelmente o Banco Mundial continuará a operar a despeito de qualquer quantidade de oposição política ou protestos públicos. Este é o padrão das instituições dominadas pela elite. Esta é a história do Fundo Monetário Internacional e do Banco de Compensações Internacionais.


É suficiente concluir que...




*




Dos dois arquitetos do Banco Mundial, um era um agente comunista de alto escalão (Harry Dexter White) e o outro era um ideólogo britânico (John Maynard Keynes) totalmente dedicado ao globalismo. (Veja maiores detalhes sobre ambos no relatório da Parte 1: O Fundo Monetário Internacional.)


*




Desde o início, o Banco tem sido dominado por interesses bancários internacionais e membros do Conselho das Relações Internacionais e, mais tarde, pela Comissão Trilateral.


*




O brado de "Redução da pobreza" é uma farsa para ocultar a reciclagem de bilhões de dólares do dinheiro do contribuinte, se não trilhões, para as mãos privadas.


*




O brado de "Redução da pobreza" desarma os críticos do Banco e os faz parecer inimigos dos pobres e pró-pobreza.


*




A corrupção no Banco Mundial existe há décadas, se não desde o início.




"O rico domina sobre os pobres e o que toma emprestado é servo do que empresta." [Provérbios 22:7]


Notas de Rodapé




1. Sítio do Banco Mundial na Internet, http://www.worldbank.org, página "About Us".


2. Relatório Sobre o Sistema Financeiro Global: O Fundo Monentário Internacional.


3. Sítio do Banco Mundial, Artigos do Acordo, Artigo I.


4. Stiglitz, Globalization and its Discontents (Norton, 2002), pg 234.


5. Ibidem, pg 13.


6. Ibidem.


7. Wallach, Whose Trade Organization? (The New Press, 2004), pg 125]; Veja também, Bechtel Vs. Bolivia: The Bolivian Water Revolt; The New Yorker, "Leasing the Rain"; PBS, Leasing the Rain


8. Sítio do Banco Mundial na Internet, Bolivia Country Brief


9. Stiglitz, op. cit., pg 234


10. Lugar, Sítio do Senado dos EUA, "$100 billion may have been lost to World Bank Corruption", 13 de maio de 2004


11. Ibidem.


12. Hanaher, 50 Years is Enough: The Case Against the World Bank and the International Monetary Fund, (South End Press, 1994), pg 10




Nota: Carl Teichrib, membro sênior da World Research Library, contribuiu para este relatório.


Autor: Patrick M. Wood (The August Review)


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sábado, 2 de agosto de 2008

Nova Ordem Mundial e Ambientalismo Radical

Os lobos mostram os dentes
por João Luiz Mauad em 15 de fevereiro de 2008

Resumo: A carapaça humanista e a retórica apocalíptica dos ambientalistas dificultam a explicação ao público de suas reais intenções, eivadas de totalitarismo, aspirações arrogantes de comandar os destinos da humanidade e guerra incessante contra o capitalismo liberal. Mas de vez em quando, eles deixam de lado a dissimulação e falam claramente sobre seus objetivos.

© 2008 MidiaSemMascara.org

A carapaça humanista e a retórica apocalíptica - temperadas por platitudes e clichês "bem-intencionados" - dos ambientalistas fazem com que nós - os chamados céticos - muitas vezes tenhamos enorme dificuldade para transmitir ao público as reais intenções desses dissimulados, seu totalitarismo latente, suas aspirações arrogantes de comandar os destinos da humanidade, sua guerra incessante contra o capitalismo liberal e o crescimento econômico.

Por isso, é alvissareiro quando alguns de seus áulicos resolvem despir o véu da dissimulação e falar claramente a que vieram. Sentindo-se, talvez, já suficientemente fortes perante a opinião pública mundial, alguns próceres mais audaciosos do movimento ambientalista global, certamente na tentativa de abreviar o fim da guerra, começam a "chutar o pau da barraca".

Foi evidentemente o que ocorreu com os ativistas ecológicos David Shearman e Joseph Wayne Smith, autores do recém lançado livro The Climate Change Challange and the Failure of Democracy, um extraordinário libelo pela extinção da democracia liberal e do livre mercado, em defesa do autoritarismo e do despotismo "esclarecido" dos especialistas.

Abaixo, transcrevo e traduzo o sumário da indigitada obra, disponível na página da própria editora (Greenwood Publishing Group) na Internet (http://www.greenwood.com/catalog/C34504.aspx), bem como os comentários de alguns coleguinhas dos autores. Sem mais delongas, pois o texto é auto-explicativo:

"As mudanças climáticas são uma ameaça ao futuro da civilização, mas a humanidade é impotente para implementar as soluções. Mesmo naquelas nações comprometidas com a redução dos gases de estufa, as emissões continuam crescendo. Esta falha tem reflexos em várias esferas: o esgotamento dos peixes nos oceanos, a erosão de solos férteis, a destruição de florestas, a poluição de rios e a utilização dos recursos naturais do mundo além das respectivas taxas de reposição.

"Neste livro provocativo, Shearman e Smith apresentam evidências de que o problema fundamental por trás da destruição do meio ambiente - mudanças climáticas em particular - está no funcionamento da democracia liberal. Suas falhas e contradições retiram do governo (...) o necessário poder para tomar as decisões que possam promover uma sociedade sustentável.

"Após argüir que a democracia tem falhado em seu aspecto humanitário, os autores vão além e demonstram que estas falhas podem facilmente conduzir ao autoritarismo, sem que nem mesmo percebamos[?]. Ainda mais provocativos, eles afirmam que devemos estar preparados para esta eventualidade, se quisermos sobreviver às mudanças climáticas. Eles não sugerem, entretanto, que os regimes autoritários existentes sejam mais bem-sucedidos em mitigar as emissões de CO², já que, em nome do crescimento econômico, esses governos têm adotado o sistema de mercado entusiasticamente.

"No entanto, os autores concluem que alguma forma autoritária de governo será necessária, mas alertam que ela deverá ser uma governança de experts, e não daqueles que buscam somente o poder. Existem atualmente estruturas autoritárias muito bem-sucedidas - por exemplo, na medicina e nos impérios corporativos - que são capazes de implementar decisões urgentes, impossíveis sob a égide da democracia liberal.

"A sociedade será obrigada a fazer uma escolha filosófica, entre a 'liberdade' e a 'vida'. Porém, há uma terceira via entre a democracia e o autoritarismo, sobre a qual os autores discorrem no último capítulo. Tendo feito o leitor compreender que, para parar ou mesmo reduzir o desastroso processo de mudanças climáticas, nós precisamos escolher entre a democracia liberal e alguma forma de governo autoritário, comandado por especialistas, os autores propõem uma reforma radical da democracia, a qual nos imporia a dolorosa escolha de restringir a disseminada dependência do crescimento econômico, bem como várias reformas fiscais e legais. Por mais dura que essa escolha possa ser, eles defendem a adoção destas reformas fundamentais da democracia, durante a jornada ao autoritarismo".

Agora, alguns dos comentários de eméritos eco-ativistas sobre a obra em questão, disponíveis na mesma página acima mencionada:

"A parceria do filósofo e ecologista Joseph Wayne Smith com o emérito professor de medicina David Shearman produziu uma análise que cobre toda uma escala, desde a governança numa democracia liberal até um tratado sobre instituições bancárias. Os autores concluem que as riquezas ambientais, necessárias para sustentar a civilização, irão entrar em colapso, a menos que o 'casamento amoroso da humanidade com o crescimento econômico' seja desfeito." (Virginia Deane Abernethy, Professora emérita da Escola de Medicina da Universidade de Vanderbilt)

"Este é um livro provocativo. Muitos irão discordar de suas conclusões, mas o dilema colocado é real e não pode ser ignorado." (Dr. Katharine Betts, Professora de sociologia da Swinburne University of Technology)

"Advertências sobre uma crise ambiental iminente não são mais prerrogativa de profetas solitários. Elas agora refletem o consenso do establishment científico. Porém, quão radical é a mudança do pensamento político dominante que elas exigem de nós? Este volume faz uma poderosa defesa da visão segundo a qual é necessária uma radical crítica à própria noção de democracia, se quisermos combater seriamente a crise ambiental, além da disposição para aceitar que os governos sejam comandados por especialistas qualificados, em vez de eleições populares..." (Gorgon Graham, Professor de filosofia e artes no Princeton Theological Seminar)

"Editado no momento em que governos, corporações e consumidores estão vaidosos de suas voluntárias ações em prol da redução das emissões [CO²], este livro considera que esses esforços são insuficientes e leva a discussão para a próxima fase. Para que nos convertamos em sociedades sustentáveis, a democracia liberal precisa dar lugar a 'alguma forma de governo autoritário a cargo de experts', que os autores esboçam ao final. Este é um livro que muda o rumo da prosa, uma nova e audaciosa contribuição ao debate sobre as mudanças climáticas." (Otis L. Graham, University of Califórnia (Emeritus)

É preciso dizer mais alguma coisa?

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quarta-feira, 30 de julho de 2008

Organizações dos governantes ocultos do mundo

Organizações dos governantes ocultos do mundo:

O governo mundial

Ante o poder em declive dos governo dos estados-nações substituiu-se um novo poder, planetário, global, e escapando a todo controle da democracia. Os cidadãos continuam de eleger formalmente para a constituição dos poderes públicos e as instituições nacionais, sendo que o poder real foi deslocado para novos centros.

O planeta é hoje em dia dirigido por uma constelação de organizações com um papel executivo ou político.

As organizações executivas distribuem-se em 3 esferas de poder
- a esfera de poder económico e financeiro
- a esfera de poder militar e policial
- a esfera do poder científico


O poder político do sistema é exercido por uma quarta categoria de organizações: os "clubes de refleção", redes de influência, ou reuniões de "global learders" como o World Economic Forum (Forum Económico Mundial) de Davos


Todas estas organizações não são competitivas mas estreitamente unidas e complementares.

Elas formam um conjunto cuja coesão é assegurada pelo pertence simultâneo de certas personalidades a várias destas mesmas organizações.


Estas pessoas-finques podem ser consideradas como os Donos do Mundo. Alguns são líderes políticos de primeiro plano, como George Bush (pai) ou Henry Kissinger. Mas a maioria de entre eles são em realiade desconhecidos da opinião publica.

Observando o diagrama destas organizações, aqueles que têm conhecimento em cibernética constatassem até que ponto este sistema foi inventivamente concebido.

Estruturada em rede, várias organizações compartilham a mesma função, e os centros asim ou de igual forma de « circuitos ou painéis de controle » foram duplicados ou triplicados, com o objecto de assegurar uma maior segurança e estabilidade do conjunto.

Asim, em caso que uma organização ou um vinculo se torne inoperante ou ineficaz, o controle global não esta ameaçado.

Exactamente como a Internet: um sistema sem centro unico, cujos fluxos de informação podem "desviar-se" de um centro local fora de serviço.


As instâncias executivas

A OCDE , é a organização iniciadora do AMI, concebe as regras do comércio mundial e influi de muito perto a política económica dos países ocidentais. Reagrupa 30 países desenvolvidos que « compartilham os princípios da economia de mercado "


O Fundo Monetário Internacional ( FMI ) e o Banco Mundial desenham a economia e o meio ambiente do planeta por intermédio de empréstimos e créditos outorgados aos estados do Terceiro Mundo sob a condição que estas apliquem uma politica económica de inspiração ultraliberal, com desprezo das realidades humanas e ecológicas.


A Organização Mundial do Comércio (OMC, ou WTO em virilhas) fixa as regras do comércio mundial, reduzindo consideravelmente a margem de decisão dos estados no área da económia ou do meio ambiente.

A Comissão Europeia (ou "Comissão de Bruxelas") é o governo da União Europeia. Os seus membros não são eleitos directamente, e o publico nunca esta realmente informado das suas decisões. Grande parte do poder dos estados é transferido a esta Comissão que não está submetida a um controle democrático. (A legislação européia representa já 80% das leis aplicadas pelos estados da União.)

Estas transferências de soberania foram realizados pelos políticos tanto de direita como de esquerda, com o objectivo de fazer escapar do debate publico o essencial das decisões económicas, sociais, e meio ambientais.

Assim mesmo, a Comissão Europeia está integramente sob a influência de lobbies industriais que são os grandes inspiradores da regulamentação europeia. A maioria dos Comissários europeus estão estreitamente unidos às multinacionais ou a redes de influência favoráveis ao liberalismo e à mundialização
O nosso ex- primeiro ministro, Durão Barroso, amiguinho de Bush, é agora presidente da comissão Europeia.

Muitos membros da Comissão Europeia são próximos (ou membros) do muito poderoso "Grupo de Bilderberg" e são participantes assíduos do World Economic Forum de Davos: Sir Leon Brittan, Pascal Lamy, Romano Prodi, Jacques Santer, Edith Cresson, Emma Bonino, Mario Monti...
Em portugal um destacado membro bilderberg é o : Pinto Balsemão.

No BCE, Banco Central Europeu, encontramos novamente outros participantes do Grupo de Bilderberg: Jean-Claude Trichet (presidente do BCE), Wim Duisenberg (ex presidente), Ormar Issing, ou Tommaso Padoa-Schioppa.


Os "clubes de reflexão"

O Word Economic Forum é uma organização que reune aos homens mais poderosos e mais ricos do planeta. O critério de admissão no seio desta rede está em função ao nível de poder, riqueza, e de influência do candidato, no área económica, da política internacional, a tecnologia ou os meios de comunicação social. A principal reunião do World Economic Forum tem lugar cada ano em Davos, em Suiça, ao final do mês de Janeiro. Ao longo do ano, os membros mais importantes desta organização estão unidas ou relacionadas mediante uma super rede de video-Conferência denominado: "Wellcom", o qual lhes permite concertar-se a todo momento sobre decisões mundiais importantes. Exactamente como a película "Rollerball", que descreve um mundo futuro onde os cartazes económicos tomaram o poder e onde uma elite planetária tomava as suas decisões mediante video-conferências similares.




A Trilateral Commission é um organismo de reflexão internacional co-fundado em 1973 por David Rockefeller e Zbigniew Brzezinski (ex-conselheiro do presidente Jimmy Carter). Reune a dirigentes de 3 zonas económicas principais: América do Norte, Europa Ocidental e Japão.


The CFR (Council on Foreign Relations, Conselho de Relações Exteriores) é uma organização norte-americana que reúne aos líderes politicos ou económicos de muito alto nível (como George Bush pai, Henry Kissinger, ou David Rockefeller).



O IFRI ( Instituto Francês de Relações Internacionais) é um tipo de CFR à francesa. Encontramos políticos de direita e de esquerda chefes e empresários, jornalistas, e alguns universitários (pessoal de universidades).


O Clube de Roma é um "clube de reflexão" de lideres políticos e económicos, principalmente europeus.

O Grupo de Bilderberg , fundado em 1954 é, sem dúvida, o mais poderoso das redes de influência Reune personalidades de todos os países, líderes da política, da economia, das finanças dos meios de comunicacion social, bem como alguns cientistas e universitários. Para aqueles que pesquisam sobre as redes de poder, o Grupo de Bilderberg é o verdadeiro governo mundial.

Aqui as listas por países de membros do Grupo de Bilderberg: USA, Canada, Grande Bretagne, France, Belgique, Suisse, Hollande, Allemagne, Autriche, Italie, Espagne, Portugal, Norvège, Suède, Danemark, Finlande, Luxembourd, Irlande, outros países.


Os Illuminati são uma "elite dentro da elite" que se reune no seio de uma organização secreta fundada no século 17. Originariamente, o seu projecto era de mudar radicalmente o mundo, destruindo o poder dos regimes monárquicos, os quais , na época, punham obstáculos o progresso da sociedade e das idéias. A Revolução Francesa e a fundação dos Estados Unidos foram resultados da sua estratégia. Para os Illuminati, a democracia política era um meio e não um fim em se-mesmo. Segundo eles, o povo é por natureza ignorante, estupido e potencialmente violento. O mundo deve então ser governado por uma elite esclarecida ou alumiada. Ao longo do tempo, os membros deste grupo passaram de estatuto de conspiradores subversivos ao de dominadores implacáveis cujo objectivo essencial agora é de conservar o seu poder.



O termo "Illuminati" significa literalmente "os Alumiados" (do latim "illuminare": alumiar, conhecer, saber).

O seu símbolo está presente nas notas de 1 dollar : uma pirâmide cujo cume (a elite) é esclarecida pelo olho da consciência que o vê tudo e domina uma base cega, feita de tijolos identicos (a população).

As duas menções em latim são muito significativas. "NOVUS ORDO SECLORUM" significa, "nova ordem para os séculos dos séculos". Em outros terminos: novo ordem mundial. E "ANNUIT CŒPTIS" significa : "nosso projecto será coroado de sucesso .

Um projeto hoje em dia muito próximo da sua realização final.

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segunda-feira, 28 de julho de 2008

Aquecimento Global - A última chance para salvar o planeta...

Muitos têm alertado a respeito do alto custo do aquecimento global para a humanidade. Os jornais e os noticiários de TV estão cheios de previsões tenebrosas sobre o colapso da economia mundial: milhões morrerão ou serão desalojados em virtude de secas, fomes e inundações, enquanto Londres, Nova York e Tóquio, juntamente com outras cidades litorâneas, afundarão nos mares cujo nível subirá. Um relatório também predisse que todos os frutos do mar estarão extintos em cinqüenta anos.

A respeito desse panorama há diversas possibilidades. As principais são:

1. O aquecimento global é real e causado pela atividade humana (queima de combustíveis fósseis - carvão, petróleo e gás, queima das florestas tropicais, etc.). Por isso, os governos devem tomar medidas urgentes para salvar o mundo da catástrofe.

2. O aquecimento global é real mas não se tem certeza sobre as causas. Pode tratar-se de atividade solar e parte de um ciclo de aquecimento e esfriamento das temperaturas na Terra. Nesse caso, não há nada que os governos possam fazer a respeito.

3. O aquecimento global é um engano usado por aqueles que querem implantar um governo mundial. Eles estão tentando amedrontar as pessoas para que se submetam aos seus planos.

Vamos analisar essas questões:

1. O aquecimento global é real e causado pela atividade humana

De acordo com o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (PIMC), apoiado pe la ONU , as temperaturas globais poderão aumentar entre 1,4° C e 5,8° C entre 1990 e 2100. O aumento das temperaturas, por sua vez, poderá provocar outras mudanças, inclusive o aumento do nível dos oceanos, a quantidade e o padrão das chuvas. É possível que essas alterações aumentem a freqüência e intensidade de eventos meteorológicos extremos como inundações, secas, ondas de calor, furacões e tornados. Outras conseqüências incluem reduções na produção agrícola, diminuição das geleiras, redução das correntes de verão, extinção de um grande número de espécies e o aumento de organismos transmissores de doenças.

Em seu congresso de 2003, a Sociedade Meteorológica Americana adotou uma declaração que dizia:
Tony Blair, o primeiro-ministro britânico.

As atividades humanas tornaram-se uma fonte destacada de mudanças ambientais. Muito urgente é [considerar] as conseqüências da abundância crescente de gases de estufa na atmosfera... Como os gases de estufa continuam aumentando, estamos, na realidade, realizando uma experiência climática global, que não foi planejada nem é controlada, cujos resultados poderão apresentar desafios sem precedentes ao que conhecemos e prevemos. Eles também poderão ter impacto significativo sobre nossos sistemas naturais e sociais. Trata-se de um problema de longo prazo que requer uma perspectiva de longo prazo. Importantes decisões aguardam os atuais e futuros líderes nacionais e mundiais.


Manifestações para salvar o planeta têm sido realizadas ao redor do mundo. Em Londres, um evento organizado pela "Stop Climate Chaos" exigiu que o governo aja contra a ameaça do aquecimento global. O primeiro-ministro inglês Tony Blair declarou que se trata "do mais importante relatório sobre o futuro publicado pelo meu governo". Angela Merkel, a chanceler da Alemanha, disse-lhe que enfrentar a questão das mudanças climáticas será uma prioridade para a presidência alemã do G8 (grupo das nações industrializadas) em 2007. A secretária do Exterior do Reino Unido, Margaret Beckett, disse num encontro em Nova Delhi que o subcontinente indiano poderá enfrentar uma combinação de secas e elevações do nível do mar - que devastarão as colheitas de cereais e forçarão milhões a fugir dos seus lares - como resultado da elevação das temperaturas globais.
Atualmente, o sol se encontra no ponto mais alto de atividade em 300 anos. Esse ciclo poderá ser seguido por um esfriamento e uma mini era do gelo.

2. ‑O aquecimento global é real mas pode ser causado pelo sol

Uma minoria de cientistas está afirmando que as mudanças climáticas, tais como o aquecimento global, são causados por alterações no sol e não devido à liberação de gases de estufa na Terra. O sol fornece toda a energia que movimenta nosso clima, mas ele não é a estrela constante que pode parecer. Estudos cuidadosos durante os últimos vinte anos mostram que seu brilho geral e a energia desprendida aumentam levemente à medida que sobe a atividade das manchas solares até seu ponto mais alto em um ciclo de onze anos. Atualmente, o sol se encontra no ponto mais alto de atividade em 300 anos. Esse ciclo poderá ser seguido por um esfriamento e uma mini era do gelo.

3. O aquecimento global é um engano

Há aqueles que são ainda mais céticos nessa questão. Christopher Monckton escreveu um artigo intitulado "Caos climático? Não acredite" no jornal britânico The Sunday Telegraph em que começou sugerindo que "o pânico provocado em torno das mudanças climáticas é menos relacionado com a intenção de salvar o planeta do que com a 'criação de um governo mundial', conforme a preocupante afirmação de Jacques Chirac".

Ele apresenta evidências, mostrando como a ONU falsificou informações acerca do problema através da sua agência, o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (PIMC). Monckton cita David Deming, um geocientista da Universidade de Oklahoma (EUA), que escreveu um artigo avaliando as temperaturas na América do Norte através de dados de perfurações. Isso lhe deu credibilidade com o PIMC, que lhe pediu que participasse de suas pesquisas. Deming afirma: "Eles pensaram que eu era um deles, alguém que iria perverter a ciência a serviço de causas sociais ou políticas. Um deles abaixou a guarda: um destacado pesquisador na área do aquecimento global enviou-me um surpreendente e-mail, que dizia: 'temos que nos livrar do período de calor da Idade Média"'.

O período de calor da Idade Média é um fato bem documentado da história, mostrando que na época as temperaturas eram em torno de 3°C mais elevadas do que atualmente. De acordo com o artigo de Monckton:
De acordo com o artigo de Monckton: "...não havia geleiras nos Andes; hoje elas existem. Havia fazendas dos vikings na Groenlândia; hoje elas estão cobertas de gelo permanente."

Então não havia geleiras nos Andes ; hoje elas existem. Havia fazendas dos vikings na Groenlândia; hoje elas estão cobertas de gelo permanente. Havia pouco gelo no Polo Norte, uma esquadra chinesa circunavegou o Ártico em 1421 e não o encontrou. Dados de 6.000 perfurações em todo o mundo indicam que as temperaturas globais eram mais elevadas na Idade Média do que agora.

Após esse período, as temperaturas caíram bem abaixo dos níveis atuais. Nos séculos XVII e XVIII ocorreu a "Pequena Era do Gelo", quando o Tâmisa, junto à ponte de Londres, congelou de maneira tão sólida que uma Feira de Inverno foi realizada em 1607 com um conjunto de tendas sobre o próprio rio, oferecendo uma série de diversões, inclusive boliche sobre o gelo.

O relatório original do PIMC, publicado em 1996, apresentava um gráfico dos últimos mil anos, mostrando corretamente que as temperaturas na Idade Média tinham sidos mais altas que as atuais. Mas o relatório de 2001 continha um novo gráfico sem qualquer indicação de um período de calor medieval, indicando temperaturas uniformes até o começo da Era Industrial. Esse gráfico mostrava incorretamente que o século XX foi o mais quente dos últimos mil anos. Essa informação mostra que a história está sendo deliberadamente falsificada por uma agência da ONU.

Aquecimento global e governo mundial
Jacques Chirac relacionou a preocupação ambiental com um plano de governo mundial. Chirac escreveu um artigo para a revista New Scientist (19/5/05) sobre a necessidade de cuidar do meio ambiente, dizendo: "esse esforço deveria concentrar-se em estabelecer a governança ambiental global, algo que a França defende incansavelmente".

Também é possível que haja um elemento de verdade em todas as três possibilidades. O aquecimento global pode ser causado parcialmente pela atividade humana e em parte pelo sol. Com certeza, ele está sendo usado para promover a idéia de que a governança mundial apoiada pe la ONU é a solução do problema. Quer seja real ou não, trata-se de uma questão ideal para unir as nações. É possível argumentar que nenhuma nação por si mesma pode resolver o problema e que, se ele não for solucionado, todos morreremos. É necessário que as nações trabalhem juntas para evitar isso. A ameaça também pode ser usada para dar aos governos desculpas para impor impostos mais elevados e exercer maior controle sobre a população...

Em seu artigo, Christopher Monckton referiu-se a uma afirmação do presidente francês, Jacques Chirac, que relacionou a preocupação ambiental com um plano de governo mundial. Chirac escreveu um artigo para a revista New Scientist (19/5/05) sobre a necessidade de cuidar do meio ambiente, dizendo: "esse esforço deveria concentrar-se em estabelecer a governança ambiental global, algo que a França defende incansavelmente, em particular com sua proposta de criar uma organização ambiental da ONU, que será discutida pelos líderes mundiais na cúpula da ONU em Nova York em setembro". Em um discurso anterior no Encontro da ONU sobre Mudanças Climáticas em Haia (20/11/2000), ele afirmou: "

Pela primeira vez, a humanidade está instituindo um que a França e a União Européia gostariam de ver criada

". (ênfase do autor).

É interessante que existe agora um consenso de opiniões sobre essa questão, favorecendo a agenda verde, nos três principais partidos do Reino Unido. Esse consenso é compartilhado pelos poderes que dominam a União Européia. Com os Democratas em ascensão nos EUA, é provável que as questões ambientais serão mais importantes que a "Guerra ao Terror". Se a Rússia, a China, o Japão e a Índia puderem ser persuadidos a participar, a pressão para impor algum tipo de solução global para o problema poderá ser irresistível para o resto do mundo.

O meio ambiente - uma questão espiritual
É verdade que a Terra é um todo interdependente, que foi criado por Deus como "muito bom" (veja Gênesis 1.31). Tudo que é necessário para a vida é mantido em delicado equilíbrio no único planeta em que podemos viver.

Também é interessante que existe uma idéia semi-religiosa relacionada a tudo isso - a controvertida Teoria Gaia, denominada assim por causa da deusa da Terra dos antigos gregos. Essa teoria foi desenvolvida pelo cientista britânico James Lovelock durante a década de 1960, enquanto ele trabalhava no Projeto Viking, analisando a possibilidade de vida em Marte. Enquanto analisava o que sustinha a vida na Terra e observava a atmosfera terrestre, com seu delicado equilíbrio de oxigênio, hidrogênio, nitrogênio, metano e resquícios de outros elementos, ele teve a idéia de que a Terra era um todo vivo e interdependente, capaz de controlar a si mesmo e de eliminar ameaças, da mesma maneira que um corpo lida com doenças e traumas.

De acordo com essa idéia, a Terra é um sistema vivo imenso e eternamente interativo - um planeta vivo, flutuando no espaço, e cada parte do seu grandioso mecanismo afeta todos os outros, tanto para o bem como para o mal. A Terra teria certos órgãos especialmente importantes, como as florestas tropicais e os pântanos, que seriam mais importantes para o meio ambiente do que outras partes do sistema. Usando a comparação com o corpo humano, seria possível perder uma parte menor, como um dedo, e sobreviver, mas se você perder uma parte essencial, como os pulmões, você está morto. Desse modo, a Terra poderia sobreviver apesar de perder algumas espécies animais em virtude do descuido humano com o meio ambiente, mas se um órgão vital estiver ameaçado ela teria de reagir contra a interferência humana ou morrer.

Em certos grupos do movimento ambientalista está sendo difundida a idéia de que as catástrofes que atingem a Terra são o resultado de Gaia alertando a humanidade, para que esta pare de destruir o único planeta em que podemos viver. Em outras palavras, Gaia poderá agir para trazer uma espécie de juízo sobre a humanidade por descuidar do planeta. De acordo com essa visão, as catástrofes são a maneira da Terra combater a degradação do planeta por parte da humanidade. Isso conduz à visão da Nova Era de que devemos retornar à unidade com o planeta e com os outros seres humanos para salvar o planeta.
As catástrofes afetando a Terra irão aumentar nos dias finais desta era. Jesus disse a respeito dos tempos anteriores à Sua Segunda Vinda: "haverá grandes terremotos, epidemias e fome em vários lugares, coisas espantosas e também grandes sinais do céu..."

A Bíblia ensina um conceito diferente: que o Deus Todo-Poderoso, que criou a Terra e deu à humanidade a tarefa de cuidar dela, está falando através desses eventos, que Ele até predisse há séculos por meio dos profetas e do Senhor Jesus. É verdade que a Terra é um todo interdependente, que foi criado por Deus como "muito bom" (veja Gênesis 1.31). Tudo que é necessário para a vida é mantido em delicado equilíbrio no único planeta em que podemos viver. A distância da Terra até o Sol, a atmosfera, o ciclo das águas, a camada de solo para plantio, tudo está exatamente certo para sustentar a vida. A idéia evolucionária de que tudo se originou através de um acidente cósmico é tão provável como a possibilidade de que o computador em que estou escrevendo este artigo é o resultado de átomos que se juntaram ao acaso. Um projeto exige a existência de um projetista e a criação exige um Criador. Há abundantes evidências, para aqueles que querem entender, de que Deus, como Criador, e não a evolução pelo acaso, tem a resposta para a pergunta donde viemos.

Conforme o relato do Gênesis, a humanidade teria "domínio" sobre a Terra, não no sentido de saqueá-la, mas de cuidar dela e das suas criaturas (Gênesis 1.26-28, Salmo 8), em harmonia com Deus, nosso Criador. Porém, a desobediência humana a Deus causou a degradação da Terra, inicialmente com a queda (Gênesis 3) e depois com o dilúvio (Gênesis 6-8), estragando a criação original "muita boa".

Quando vamos para o outro extremo da escala de tempo bíblica e analisamos os eventos do fim dos tempos, fica claro que as catástrofes afetando a Terra irão aumentar nos dias finais desta era. Jesus disse a respeito dos tempos anteriores à Sua Segunda Vinda: "haverá grandes terremotos, epidemias e fome em vários lugares, coisas espantosas e também grandes sinais do céu... Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas; haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados" (Lucas 21.11,25-26).
Qualquer que seja a verdade sobre o aquecimento global, trata-se de uma questão que tem o potencial de levar o mundo em direção ao governo mundial profetizado em Apocalipse 13. Aquele que apresentar uma solução para esse problema certamente será saudado como salvador que oferecerá "paz e segurança" e será adorado pelo mundo como o novo messias.

Tempestades tropicais que provocam ondas gigantescas e devastam regiões costeiras estão aumentando em ferocidade, algo que muitos cientistas estão relacionando com as mudanças climáticas causadas pelo aquecimento global. Em Isaías 24 há uma passagem apocalíptica que trata da destruição causada por eventos impressionantes nos últimos dias desta era, quando cidades serão devastadas e seus habitantes espalhados: "Na verdade, a terra está contaminada por causa dos seus moradores, porquanto transgridem as leis, violam os estatutos e quebram a aliança eterna" (Isaías 24.5).

É interessante que Isaías 24.16 também se refere aos "pérfidos" que "tratam mui perfidamente". Isso estabelece uma relação entre a questão ambiental e os que a utilizam para objetivos pérfidos (isto é, o governo mundial do Anticristo).

As profecias da Bíblia advertem que no futuro haverá um tempo de dificuldades, com intenso calor, vegetação queimada e águas contaminadas, como também violentas tempestades e desastres naturais, trazendo fomes, epidemias e morte: "O primeiro anjo tocou a trombeta, e houve saraiva e fogo de mistura com sangue, e foram atirados à terra. Foi, então, queimada a terça parte da terra, e das árvores, e também toda erva verde. O segundo anjo tocou a trombeta, e uma como que grande montanha ardendo em chamas foi atirada ao mar, cuja terça parte se tornou em sangue, e morreu a terça parte da criação que tinha vida, existente no mar, e foi destruída a terça parte das embarcações. O terceiro anjo tocou a trombeta, e caiu do céu sobre a terça parte dos rios, e sobre as fontes das águas uma grande estrela, ardendo como tocha. O nome da estrela é Absinto; e a terça parte das águas se tornou em absinto, e muitos dos homens morreram por causa dessas águas, porque se tornaram amargosas" (Apocalipse 8.7-11).
Longe de solucionar o problema, o governo mundial anticristão dos tempos finais conduzirá o mundo às margens da destruição. Somente o retorno do Senhor Jesus Cristo salvará a Terra.

O Apocalipse fala de um tempo em que "o quarto anjo derramou a sua taça sobre o sol, e foi-lhe dado queimar os homens com fogo..." (Apocalipse 16.8). Depois, "Derramou o sexto a sua taça sobre o grande rio Eufrates, cujas águas secaram..." (Apocalipse 16.12) e "sobrevieram relâmpagos, vozes e trovões, e ocorreu grande terremoto, como nunca houve igual desde que há gente sobre a terra; tal foi o terremoto, forte e grande" (Apocalipse 16.18).

Qualquer que seja a verdade sobre o aquecimento global, trata-se de uma questão que tem o potencial de levar o mundo em direção ao governo mundial profetizado em Apocalipse 13. Aquele que apresentar uma solução para esse problema certamente será saudado como salvador que oferecerá "paz e segurança" e será adorado pelo mundo como o novo messias.

Longe de solucionar o problema, o governo mundial anticristão dos tempos finais conduzirá o mundo às margens da destruição. Somente o retorno do Senhor Jesus Cristo salvará a Terra. Após Sua volta, ela será miraculosamente restaurada e voltará a ser um lugar fértil e belo, capaz de suprir as necessidades dos povos durante o reino milenar de Jesus, quando "...a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar" (Isaías 11.9). (Tony Pearce, Light for The Last Days - http://www.chamada.com.br)

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Clube Bilderberg: o Governo Mundial na sombra

Clube Bilderberg: o Governo Mundial na sombra
por Carlos I.S. Azambuja em 10 de agosto de 2006

Resumo: Uma resenha do livro A Verdadeira História do Clube Bilderberg, que relata a formação do estado totalitário mais perfeito já criado.

© 2006 MidiaSemMascara.org


Durante os últimos 50 anos, um grupo seleto de políticos, empresários, banqueiros e poderosos em geral tem se reunido secretamente para planejar as grandes decisões que movem o mundo e que, depois, simplesmente acontecem. O livro A Verdadeira História do Clube Bilderberg, de autoria do jornalista e especialista em comunicação Daniel Estulin, que há 13 anos investiga as atividades secretas do Clube Bilderberg e que foi ganhador de três prêmios de pesquisa nos EUA e Canadá, aponta quem aciona os controle por detrás da fachada das organizações internacionais conhecidas. O livro foi editado em 28 países em 21 idiomas. Segundo o autor, a 1ª edição na Venezuela, Colômbia e México foi esgotada em menos de 4 horas e causou manifestações em frente às embaixadas dos EUA que, como é óbvio, ninguém viu e nem ouviu na TV ou nos noticiários de imprensa. A seguir, você vai saber o motivo.

O texto abaixo - que uma amiga minha considerou "uma confusão dos diabos" - é uma resenha desse livro. Mas, como disse Sun Tzu, para combater um inimigo é preciso conhecê-lo, pois não se pode lutar contra algo que não se conhece.

***

A verdadeira história do Clube Bilderberg é uma narração da subjugação impiedosa da população por parte de seus governantes. Um Estado Policial Global que ultrapassa o pior pesadelo de Orwell, com um governo invisível, onipresente, que manipula os fios desde a sombra, que controla o governo dos EUA, a União Européia, a Organização Mundial de Saúde, as Nações Unidas, o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e outras instituições similares. E, o mais espantoso de tudo, formula os projetos futuros daNova Ordem Mundial.

Muitos grandes empresários, políticos, incluindo alguns de seus colaboradores, estão lutando para impor limites ao Clube, alguns de fora, outros de dentro, se bem que de forma encoberta. Esse interesse de dominar o mundo não é novidade na história da Humanidade. Outros já tentaram antes.

O lado obscuro do Clube Bilderberg - o pior mal já enfrentado pela humanidade - está entre nós e utiliza os novos e amplos poderes de coação e terror que a ditadura do complexo industrial-militar global - segundo palavras do autor - requer para acabar com a resistência e governar aquela parte do mundo que resiste às suas intenções.

Cada nova medida, por si só, pode parecer uma aberração mas o conjunto de mudanças, que formam parte do processo em curso, constitui um movimento em direção à Escravidão Total. A batalha está se realizando neste preciso instante em que você lê esta matéria e a ditadura global - o Governo Mundial Único - está vencendo.

O objetivo dos que lutam contra essa ditadura global é defender a nossa intimidade pessoal e nossos direitos individuais, a pedra angular da liberdade. E essa batalha envolve o Congresso dos EUA, a União Européia, os tribunais, as redes de comunicação, as câmeras de vigilância, a militarização da polícia, os campos de concentração, as tropas estrangeiras estacionadas em solo de diversos países, os mecanismos de controle de uma sociedade sem dinheiro em espécie, os microchips implantáveis, o rastreamento por satélite GPS, os cartões de identificação por radiofreqüência (RFID), o controle da mente, as contas bancárias, os cartões inteligentes e outros dispositivos de identificação que o Grande Irmão nos impõe e que conectam os detalhes da nossa vida a enormes bancos de dados secretos dos governos.

Os caminhos que forem tomados agora determinarão o futuro da humanidade: se passaremos a fazer parte de um Estado policial eletrônico global ou se continuaremos como seres humanos livres.

O Clube do governo mundial na sombra decide, numa reunião anual secreta, como devem ser realizados seus projetos diabólicos. Quando se celebram essas reuniões, não por acaso seguem-se guerras, a fome, a pobreza, a derrubada de governos e abruptas e surpreendentes mudanças políticas, sociais e monetárias.

Skinner - Burrhus Frederic Skinner -, cientista do comportamento e do aprendizado, colaborador do Instituto Tavistock - organização de pesquisa no campo da psicologia social aplicada - que, por sua vez, é colaboradora do Clube Bilderberg, considera a população em geral incompetente para educar seus filhos e propõe como sociedade ideal aquela em que os filhos são separados das famílias por ocasião do nascimento e educados pelo Estado, que paga aos pais por seus filhos uma determinada quantia, em centros onde passam a viver.

Outra forma de manipulação de conduta utilizada pelo Clube Bilderberg é conseguir que as pessoas obtenham algo que desejam em troca da renúncia de outra coisa, principalmente a liberdade.

Se bem que o Clube Bilderberg, a Comissão Trilateral, a Mesa-Redonda, o Conselho de Relações Internacionais, as Nações Unidas, o Fundo Monetário Internacional, o Clube de Roma e algumas outras organizações realizem seus planejamentos e suas gestões em particular; a imprensa, as rádios e as cadeias de TV se negam a cobrir o tema e não se atrevem a falar dele. Isso mantém a maioria da população num estado contínuo de ansiedade interior porque as pessoas estão demasiado ocupadas garantindo sua própria sobrevivência ou lutando por ela.

A técnica do Clube Bilderberg consiste em submeter a população e levar a sociedade a uma forte situação de insegurança, angústia e terror, de maneira que as pessoas cheguem a sentir-se tão exaltadas que peçam, aos gritos, uma solução, qualquer que seja. Essa técnica tem sido aplicada às gangues de rua, às crises financeiras, às drogas e ao atual sistema educacional e prisional.

Com relação ao sistema educacional é necessário dar a conhecer que os estudos realizados pelo Clube Bilderberg demonstram que conseguiram diminuir o coeficiente intelectual médio da população. Para conseguir isso não só manipulam as escolas e as empresas, mas também têm se apoiado na arma mais letal que possuem: a televisão e seus programas de baixo nível, para afastar a população de situações estimulantes e conseguir assim entorpecê-la.

O objetivo final desse pesadelo - ou dessa "confusão dos diabos"... - é um futuro que transformará a Terra num planeta-prisão por meio de um Mercado Globalizado Único - que tornou o mundo plano -, vigiado por um Exército Mundial Único, regulado economicamente por um Banco Mundial e habitado por uma população controlada por microchips cujas necessidades vitais terão sido reduzidas ao materialismo e à sobrevivência: trabalhar, comprar, procriar, dormir, tudo conectado a um computador global que supervisionará cada um de nossos movimentos.

Os membros do Bilderberg "possuem" os bancos centrais e, portanto, estão em condições de determinar os tipos de interesses, a disponibilidade de dinheiro, o preço do ouro e quais os países que devem receber quais empréstimos. Ao movimentar divisas, os membros do Bilderberg ganham milhares de dólares.

Desde 1954, os sócios do Bilderberg representam a elite das nações ocidentais - financistas, industriais, banqueiros, políticos, líderes de corporações multinacionais, presidentes, primeiros-ministros, ministros das Finanças, secretários de Estado, representantes do Banco Mundial, OMC, FMI, executivos dos meios de comunicação e lideranças militares -, um governo nas sombras que se reúne em segredo para debater e conseguir um consenso sobre a estratégia global. Todos os presidentes dos EUA, desde Eisenhower, pertenceram ao Clube. Também Tony Blair, assim como Lionel Jospin, Romano Prodi, ex-presidente da Comissão Européia, Mario Monti, comissário europeu para a Concorrência, Pascal Lamy, comissário do Comércio, José Manuel Durão Barroso, atual presidente da Comissão Européia, Alan Greenspan, chefe do FED (o Banco Central dos EUA), Hillary Clinton, John Kerry, a ministra de Assuntos Internacionais da Suécia, assassinada, Anna Lindh, Melinda e Bill Gates, Henry Kissinger, a dinastia Rothschild, Jean-Claude Trichet, cabeça visível do Banco Central Europeu, James Wolfenson, presidente do Banco Mundial, Javier Solana, ex-Secretário Geral do Conselho da Comunidade Européia, o financista George Soros, um especulador capaz de derrubar moedas nacionais em proveito próprio, e todas as famílias reais da Europa. Juntamente com eles sentam-se os grandes proprietários dos meios de comunicação, pessoas que controlam tudo o que se lê e assiste.

Em 2004, no Grande Hotel des Iles Borromées, em Stresa, Itália, em mais um Encontro, celebrou-se o 50º aniversário do Grupo, que foi constituído entre os dias 29 e 31 de maio de 1954 no hotel Bilderberg (daí o nome de Grupo Bilderberg), na localidade holandesa de Oosterbeckl em um evento organizado pelo príncipe Bernard, da Holanda.

Tanto Donald Rumsfeld, atual Ministro da Defesa dos EUA, como o general Peter Sutherland, da Irlanda, são membros do Bilderberg. Sutherland é ex-comissário europeu e presidente da Goldman, Sachs e Britsh Petroleum. Rumsfeld e Sutherland ganharam um bom dinheiro em 2000 trabalhando juntos no conselho da companhia energética suíça ABB (Asea Brown Bovery Ltda). Sua aliança secreta tornou-se pública quando se descobriu que a ABB havia vendido dois reatores nucleares a um membro ativo do "eixo do mal", a Coréia do Norte!

Por outro lado, é muito difícil resumir como o Clube Biderberg esteve envolvido com a administração de Ronald Reagan, eleito presidente dos EUA em 1980. Todos os cargos importantes do governo foram ocupados por socialistas fabianos, recomendados pelo Heritage Foundation do Bilderberg/Rockefeller (um parêntesis para assinalar que a Heritage Foundation, fundada em 1973, apresenta-se como um instituto educacional de pesquisa que formula e promove políticas públicas e conservadoras baseadas nos princípios de livre-empresa, governo limitado e liberdade individual, o que torna essa afirmativa - pelo menos essa - inverossímil); com o assassinato de Aldo Moro - morto pelo grupo maçon P2, com o objetivo de alinhar a Itália com o Clube de Roma e com Bilderberg; com o assassinato de Ali Bhutto, presidente do Paquistão, em 1979, que queria desenvolver armas nucleares como elemento de dissuasão contra "as contínuas agressões israelenses no Oriente Médio"; com a deposição do Xá do Irã pelo aiatolá Khomeini, uma criação da VI Divisão de Inteligência Militar britânica, popularmente conhecida como MI6 (sobre o qual o Parlamento britânico não tem jurisdição); ou com o caso Watergate. Ao contrário do que sempre afirmou o Washington Post, não houve nenhuma "evidência" de que Nixon tenha abusado de seu poder. Se cometeu algum crime foi o de não defender a Constituição dos EUA, como jurou na cerimônia de posse.

O surgimento de Bill Clinton, "ungido" como candidato à presidência dos EUA na conferência de Bilderberg de 1991, em Baden-Baden, Alemanha, à qual ele esteve presente, também não é muito fácil de esclarecer. O que é completamente desconhecido pela maior parte da população mundial é que Bill Clinton, saindo da conferência, realizou uma inesperada viagem a Moscou, onde em uma terça-feira, 9 de junho de 1991, entrevistou-se durante uma hora com o Ministro do Interior soviético, Vadim Bakatin, ministro do já então condenado governo de Mikhail Gorbachev. Especula-se que Clinton tenha sido enviado a Moscou pelo Clube Bilderberg para conseguir que "enterrassem" os relatórios da KGB sobre a juventude do próprio Clinton e suas atividades contra a guerra do Vietnã, dois meses antes de anunciar a sua candidatura à presidência. Afinal, Vadim Bakatin, no governo de Boris Yeltsin, que sucedeu Gorbachev, foi nomeado para um importante cargo na KGB.

Como esses fatos podem ser verificados? É virtualmente impossível penetrar no Clube Bilderberg. Algumas provas não estão ao alcance porque fazem parte dos arquivos da Inteligência e só uma minoria privilegiada pode vê-las. Não esperem nunca que os meios de comunicação mencionem a conspiração nos telejornais da noite. E, como nada disso que consta no livro de Daniel Estulin aparece nos noticiários, as pessoas imaginam tratar-se de mais uma das muitas teorias de conspiração a serem desprezadas, freqüentemente ridicularizadas e, por fim, rejeitadas. Resumindo: "uma confusão dos diabos".

O objetivo do Clube Bilderberg é a busca de uma era pós-nacionalismo, em que já não haverá países, só regiões e valores universais. Ou seja, só uma economia universal, um governo universal (designado, não eleito) e uma religião universal. Para assegurar esses objetivos, os membros do Clube defendem um enfoque mais técnico e menos conhecimento por parte do público. Seu objetivo final é o controle de absolutamente tudo no mundo, em todos os sentidos da palavra: a atmosfera, os oceanos, os continentes com todas as suas criaturas. Agem como se fossem Deus na Terra.

Deus pode ter criado o Universo mas, no que diz respeito ao planeta Terra, a mensagem do Clube Bilderberg para Deus é simplesmente a seguinte: "Obrigado. Mas a partir de agora nós mesmos vamos tomar conta".

Recentemente, em 28 de fevereiro de 2006, Daniel Estulin denunciou, na Internet, as dificuldades para que seu livro seja vendido em Portugal e Espanha, inclusive com boicote por parte da editora Planeta, que o editou.

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