quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Nova Ordem Mundial - Violência









Jovem britânica 'filma tentativa de matar os pais'



A Justiça britânica deu início ao julgamento de uma menina que filmou uma suposta tentativa de matar os próprios pais, nas proximidades de Cambridge, na Inglaterra.

Segundo a acusação, a garota de 16 anos - que tinha 15 quando o incidente ocorreu, em fevereiro do ano passado - tentou asfixiar a mãe com um cordão enquanto ela estava no computador. A jovem planejava ainda matar o pai com uma tesoura quando ele tentasse ajudar a mãe.


Na terça-feira, o júri assistiu à fita em que a garota aparece em seu quarto, vestida com uma camisola de seda e descrevendo seus planos de assassinato.


Em seguida, o filme mostra a sala da casa da família e o momento em que a filha ataca a mãe com uma corda.


"Você está me estrangulando", diz a mãe para a filha. E depois para o pai: "Ela está me estrangulando".


Quando o pai aparece em cena, percebe-se um movimento brusco, e uma exclamação do homem: "Você tentou me esfaquear!"


A jovem, presa em março de 2007, nega as duas acusações de homicídio.


Inteligência


O incidente ocorreu após uma briga entre a garota e seus pais, disse aos jurados o advogado da acusação, John Farmer, que descreveu a ré como "muito inteligente".


Segundo ele, a adolescente usava sua melhor camisola de seda para cumprir um "jogo" que incluía matar os próprios pais e filmar o crime. "É um plano calculado com bastante sangue frio", afirmou o advogado de acusação.


Depois do incidente, a menina voltou para o quarto e gravou a si mesma lamentando o fracasso do plano.


"Estou desapontada que o plano fracassou. Eu deveria ter sido mais rápida. A tesoura não foi boa o suficiente. Uma faca teria funcionado", ela disse. "Terei de tentar de novo."


O julgamento continua.



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quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Nova Ordem Mundial - Tecnologia


Inglaterra usa scanner de impressão digital para agilizar investigações


'Ident1' pode identificar uma pessoa em até cinco minutos.


Informações coletadas vão alimentar banco de dados da polícia.





Do G1, com informações da Associated Press







Foto: Northrop Grumman Information Technology/AP

Foto divulgada pela polícia britânica mostra o 'Ident1', scanner de impressões digitais que pode identificar uma pessoa em até cinco minutos, cruzando informações de bancos de dados. Ao 'varrer' uma impressão digital, o aparelho a compara com as amostras do arquivo da polícia britânica, que tem ficha de cerca de 8 milhões de pessoas. A polícia deve começar a utilizar o scanner em um prazo de 18 meses (Foto: Northrop Grumman Information Technology/AP)




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terça-feira, 28 de outubro de 2008

Nova Ordem Mundial - Vigilância

Vigilância em rede


Nas prateleiras, nas baladas ou nos carros,


as etiquetas inteligentes revelam segredos


dos clientes e evitam as fraudes





Mariana Barros


Ciborgue: o implante que fiscaliza o estoque é o mesmo que controla quem bebe mais numa noitada


Barcelona, na Espanha, sempre foi a metrópole das novidades. Dessa vez, uma de suas casas noturnas, a Baja Beach Club, criou um sistema ousado para acabar com a dor de cabeça de quem costuma perder o cartão de consumo do bar depois de tomar a segunda dose. Para entrar na boate, cada cliente recebe um implante de chip, inserido na pele com uma seringa. Do tamanho de um grão de arroz, o microprocessador Verichip emite sinais de rádio e tem um código único, como se fosse um RG. Em troca de trânsito livre a informações valiosas, como suas preferências e movimentação financeira, o consumidor pode entrar e sair da balada, consumir à vontade e acessar as áreas vip. De quebra, não enfrenta mais filas no caixa. Basta passar diante de um leitor, que ele calcula sua conta. Ganha-se praticidade, perde-se privacidade.


Chamada de RFID, abreviação em inglês para identificação via radiofrequência,


a tecnologia instiga a imaginação dos comerciantes e provoca arrepios nos defensores dos direitos civis. A emissão constante do sinal de rádio permite


saber, a qualquer momento, onde está a pessoa "chipada". Esse monitora-


mento em tempo real é a febre na indústria da segurança e uma arma contra sequestros. E será usado pela fábrica de armas FN Manufacturing para controlar


o uso de seu arsenal. Implantado sob a pele da mão do policial, o chip emitirá


ondas capazes de desbloquear o gatilho da arma. Nas mãos de bandidos e crianças, ela não funcionaria.


Por oferecer grau elevado de controle e fiscalização, as etiquetas inteligentes devem estampar quase tudo, desde roupas, carro e tevê até embalagem de xampu. Por enquanto, a superetiqueta está restrita ao controle de estoque, onde evita erros na contagem e desvio de mercadorias. Dentro de 20 anos, ela ganhará as prateleiras. Será o fim das filas no caixa do supermercado. Quando atravessar um portal, tudo o que estiver no carrinho será computado, sem que se remova um único produto. Por fim, o valor será debitado na conta corrente do cliente.













Promessa: no supermercado, o substituto do código de barras vai eliminar as filas no caixa

Monitoramento - Informações como data de validade, local de fabricação e garantia estarão contidas no chip estampado na embalagem do produto. Será possível até monitorar epidemias como o mal da vaca louca ou a gripe do frango. Mercadorias vindas de local sob risco de contaminação serão isoladas facilmente. A tecnologia RFID deve substituir o código de barras, padrão mundial usado para identificar mercadorias. Há duas razões que justificam essa migração. A primeira é que, com um leitor que capta ondas a distância, evita-se o manuseio do produto. A segunda é que um chip de radiofrequência tem 96 campos para se preencher com letras, números e símbolos. No código de barras há apenas 14 disponíveis. Mais campos significam mais combinações para identificar cada produto.


O primeiro projeto para utilizar RFID em mercadorias foi da grife italiana Benetton. O chip seria aplicado a algumas roupas e conteria instruções para lavar e passar as peças. Mas pressões jurídicas levaram ao cancelamento do projeto. Temia-se que o consumidor fosse monitorado por empresas interessadas em lucrar com acesso a seus hábitos de consumo. Hoje a pressão pelo uso do RFID vem da rede de supermercados americana Wal-Mart, que limitou até janeiro o prazo para seus fornecedores de Dallas, no Texas, entregarem produtos etiquetados com RFID. Depois, será a vez dos EUA como um todo. A última fase será o carimbo das etiquetas em todos os produtos. Com mais de 3,5 mil lojas nos EUA, o Wal-Mart compra US$ 178 bilhões em mercadorias por ano. Um bom motivo para os fornecedores correrem atrás da implantação do sistema.


Pirataria - "Cerca de 70 companhias brasileiras fornecem para o Wal-Mart


nos EUA. O RFID virou pauta nacional", explica Eduardo Santos, da consultoria Accenture. A implantação foi abraçada pela concorrência, que não quer ficar para trás. "Competimos com empresas estrangeiras, precisamos estar preparados", diz Sílvio Laban, diretor de tecnologia do Grupo Pão de Açúcar. A empresa é a única brasileira com cadeira cativa no grupo de discussão sobre RFID do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). No segundo semestre, ela implantará o primeiro projeto piloto do Hemisfério Sul.


Grifes como a francesa Louis Vuitton mostram interesse pela etiqueta inteligente por seu potencial em combater a pirataria. O chip comprovaria a legitimidade do produto, evitando falsificações. Com a mesma preocupação, a butique Daslu anunciou que vai testar o sistema a partir de 2005, em sua nova loja. Conglomerados como a Procter & Gamble estudam o uso do RFID no combate a furtos, que causam prejuízo de US$ 50 bilhões ao ano. A única fábrica no Brasil adepta do chip é a Daimler-Chrysler. Seus Mercedes-Benz Classe A produzidos aqui já têm etiqueta inteligente. "O chip fica sobre a roda dianteira direita", conta Vladimir Wuerges de Souza, supervisor de tecnologia. "Ali fica armazenado um código que informa a cor do carro, o tipo de estofamento, a situação do combustível e dos fluidos."


A limitação do alcance das ondas é o principal entrave das superetiquetas e, portanto, o maior aliado contra a invasão de privacidade. O mercado de serviços


para o RFID movimenta US$ 1 bilhão. Espera-se que em 2008 ele renda US$ 3,2 bilhões, uma amostra do fôlego da tecnologia que, em breve, entrará em todas as casas. Ou, quem sabe, dentro de nós.


http://www.terra.com.br/istoe/1810/ciencia/1810_vigilancia_em_rede.htm


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Nova Ordem Mundial - Tecnologia




















O desenvolvimento das tecnologias de rastreamento permite localizar uma pessoa em qualquer lugar do planeta, instantaneamente e com mínima margem de erro. Está em curso uma revolução que já começou a transformar


o cotidiano da humanidade







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O desenvolvimento das tecnologias de rastreamento


permite localizar uma pessoa em qualquer lugar do


planeta, instantaneamente e com mínima margem de erro.


Está em curso uma revolução que já começou a transformar


o cotidiano da humanidade





Ronaldo Soares








Ilustração Attílio






A evolução da humanidade não é uma linha contínua. Ela se dá em degraus. Cada novo lance produz os chamados saltos evolutivos. Foi assim na domesticação do fogo, no advento da energia elétrica e na invenção do computador. Cada uma a seu tempo, essas descobertas mudaram a forma de o indivíduo se relacionar com o planeta e tornaram a vida mais e mais viável. Pois agora, graças ao avanço tecnológico das telecomunicações, outro degrau está sendo vencido. É o que permite que cada pessoa possa ser encontrada, a qualquer momento, nos 510,3 milhões de quilômetros quadrados que compõem a superfície do globo terrestre. Sem sair de casa, uma família que more no Morumbi, em São Paulo, pode saber com margem de erro de apenas 10 metros a localização de um parente ou amigo que esteja em Turiaçu, no litoral do Maranhão, a 3.120 quilômetros da capital paulista. O indivíduo já não é mais uma partícula quase imperceptível entre os 6,6 bilhões de pessoas que povoam o planeta, mas um ponto em movimento em um mapa exposto na tela do celular ou do computador de alguém.



Tudo isso se tornou possível graças à conjugação de tecnologias de rastreamento, posicionamento e navegação, entre outras. Esse cruzamento trouxe o mundo da geotecnologia - como é conhecido o processamento de informações com base em referências geográficas - para o cotidiano dos cidadãos comuns. É ela que impulsiona um mercado em franca expansão: o dos serviços baseados em localização (LBS, na sigla em inglês). Seu principal componente é um instrumento surgido na década de 70, o GPS (veja o quadro), que permite determinar a latitude, a longitude e a altitude de qualquer ponto na Terra. A partir dos anos 90, foram aperfeiçoados os mecanismos para encontrar alguém através do celular, pois os aparelhos estão em contato permanente com as antenas espalhadas pelas cidades. Basta cruzar os dados de três antenas para localizar um aparelho - e seu usuário. Desenvolvidas com funções totalmente distintas, essas tecnologias se uniram definitivamente. E, enriquecidas por ferramentas como mapas digitais, produziram um avanço espantoso. Diz Marcos Rodrigues, professor titular da Escola Politécnica da USP: "Estamos experimentando uma mudança brutal do jeito de viver. O indivíduo móvel, posicionado e se comunicando, é um outro ser, um outro bicho".











Fotos Divulgação

Centro de monitoramento do GPS, nos Estados Unidos (à dir.): o mundo esquadrinhado por uma rede de 24 satélites(à esquerda)

Entre os benefícios desse avanço tecnológico, a segurança é o mais imediato. Não é mero acaso o fascínio que vem despertando. Existem produtos e serviços para todos os segmentos e faixas etárias: crianças, adolescentes e adultos. Uma das novidades no mercado de localizáveis é um tênis com GPS embutido na sola. O calçado envia informações sobre a localização da pessoa para uma central de monitoramento a que a polícia pode recorrer, se for o caso. O produto será lançado em julho nos Estados Unidos, mas já despertou interesse tanto de consumidores preocupados com a proteção da família como de praticantes de esportes de aventura, que se embrenham por florestas, por exemplo. A expectativa do fabricante é vender 100 000 pares por ano.


A idéia de criar o calçado rastreável por satélite surgiu durante uma viagem de negócios do executivo Isaac Daniel a Nova York. Seu telefone tocou, e era uma ligação daquelas que os pais nunca estão preparados para receber, embora vivam assombrados pela idéia. Do outro lado da linha, o diretor da escola do filho de Daniel informava que o menino, então com 8 anos, havia desaparecido enquanto esperava o ônibus para casa. Tomado de pavor, o executivo pegou o primeiro vôo de volta para Atlanta, onde mora. Só ao desembarcar descobriu que tudo não passara de um mal-entendido. O menino havia ido ao banheiro sem avisar os professores e acabou se desencontrando, por um bom tempo, dos supervisores na saída da escola. "Aquele susto me fez pensar em como usar a tecnologia para encontrar pessoas desaparecidas", disse Daniel a VEJA. Foi assim que ele desenvolveu o tênis, que vai custar 325 dólares. "Há nos produtos com GPS um fator de proteção que encanta os consumidores", diz.











Fabiano Accorsi

Vânia Menezes e os dois filhos: controle com ajuda do mapa na tela de seu celular

Se no caso do americano o fator de proteção passa pelos pés, para a maioria dos consumidores que aderem às tecnologias de localização a solução está na palma da mão. Como a webdesigner paulista Vânia Menezes, que descobriu as maravilhas de poder localizar a família pelo celular. Mãe de Ana Cláudia, de 15 anos, e Gustavo, de 10, Vânia assinou o serviço de uma das três operadoras que oferecem tal possibilidade. Com isso, seu celular exibe um mapa com a localização de qualquer telefone que tenha cadastrado em seu aparelho. E ela jura que isso não interfere em nada na liberdade que dá aos filhos. "É uma forma de garantir a minha tranqüilidade e de me sentir mais segura quando minha filha quer sair com os amigos", diz Vânia. Já o analista de sistemas carioca Paulo Rabello, de 46 anos, admite que passou a ter noites de sono mais tranqüilas depois que assinou um serviço de localização do celular do filho Pablo, de 15 anos. Pela internet, Rabello consegue acompanhar os passos do filho pelas ruas do Rio de Janeiro. Há quem não se incomode nem um pouco com o potencial de vigilância contido nessas inovações e até as encare como diversão. É o que acontece nos Estados Unidos, onde serviços de localização pela internet ou pelo celular, como Loopt e Buddy Beacon, fazem sucesso entre jovens e adolescentes. Esses serviços permitem ao assinante acompanhar os movimentos de uma pessoa que esteja cadastrada e possua um celular equipado com chip de GPS. Só é "monitorado" quem for convidado (e aceitar, claro) a compartilhar sua localização. Por isso, os aparelhos de pais e mães normalmente não são bem-vindos. Se nos sites de relacionamento da internet os participantes trocam idéias, nos serviços de rastreamento os usuários compartilham seus deslocamentos. É como se as comunidades virtuais do Orkut ganhassem pernas.


O avanço das tecnologias de comunicação sempre exerceu fascínio na humanidade. O cigano Melquíades, em Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez, explicava assim as virtudes do binóculo, que vendia como a grande invenção do momento na aldeia de Macondo: "A ciência eliminou as distâncias". Para comprovar, colocou uma cigana na entrada da aldeia para todos darem uma espiada no novo invento. Diante do espanto geral, Melquíades sentenciou: "Dentro em pouco o homem poderá ver o que acontece em qualquer lugar da Terra sem sair de casa". Escrito em 1967, o livro se referia ao surgimento da televisão. Passados mais de quarenta anos, a profecia do cigano chegou a um paroxismo. Isso é feito em tempo real e, graças à internet, com recursos muito mais modestos do que os necessários a uma cobertura ao vivo feita por uma emissora de TV. E não é só isso. O ser humano adquiriu a possibilidade de trabalhar e interagir em qualquer lugar onde esteja. Já há mais de uma década ninguém precisa do escritório para telefonar ou, mais recentemente, passar um e-mail. Isso é feito na calçada, com o celular. Se a tarefa for um pouco mais complicada, basta entrar em qualquer loja de uma grande rede de cafés, como a Starbucks, para ter acesso livre à internet. Ou, como já acontece em muitas cidades, dirigir-se a alguma área pública, como praças e jardins, onde haja cobertura da internet sem fio, a tecnologia wireless. De uma hora para outra as pessoas se viram livres das amarras de tempo e espaço. Para elas, o que a localização instantânea faz é criar uma espécie de endereço virtual estejam onde estiverem. Uma nova forma de localização no espaço.











Oscar Cabral

Paulo Rabello e o filho Pablo: auxílio da internet e do celular para a tranqüilidade da família

Essa possibilidade foi potencializada recentemente pela invenção da web geográfica. É assim que se chama o dispositivo que permite aos usuários apontar no globo terrestre sua precisa localização, num determinado momento, ou os lugares por onde passou. E mais, disponibilizar isso para que outras pessoas vejam. É como mandar o seu álbum de viagem aos amigos pela internet para que eles localizem seu roteiro pelo planeta. "Isso é a neogeografia, a possibilidade de toda pessoa ser um geógrafo, de qualquer um cartografar a Terra", diz o engenheiro cartógrafo Emerson Granemann, editor do portal de informações InfoGPS. O uso dessa tecnologia por empresas, como as do setor imobiliário, tem vantagens evidentes. Por isso, os gigantes Google, Yahoo! e Microsoft travam uma luta para que seus programas de localização global, dos quais o Google Earth é o mais conhecido, caiam na preferência dos usuários. Outra frente dessa guerra se dá no mercado de navegadores - aparelhos portáteis ou acoplados a automóveis -, cujos fabricantes travam disputas bilionárias por fornecedores de mapas digitais. Numa investida radical nesse segmento, a Nokia desembolsou 8 bilhões de dólares no fim do ano passado para adquirir a Navteq, uma das líderes em desenvolvimento e fornecimento de mapas digitais. A aquisição resultou numa das maiores empresas do mundo em serviços LBS. Essa guerra, para os consumidores, se traduz em comodidade. Umnavegador por GPS no carro mudou a rotina do executivo paulistano Ronaldo Tesseha, de 47 anos. "Acabou aquele negócio de perder tempo no trânsito quando se erra uma bifurcação em São Paulo", diz.


O grande impulso para a febre de localização do indivíduo se deu graças a uma lei adotada nos Estados Unidos no fim dos anos 90. Ela obrigava as operadoras de telefonia móvel a situar geograficamente de onde partiam as chamadas feitas de celular para o serviço de emergência 911. A solução que se mostrou mais eficiente foi a incorporação de chips com GPS aos aparelhos. A partir daí, as operadoras descobriram um novo filão para um sistema que foi concebido originalmente para uso militar. O GPS surgiu durante a Guerra Fria, no fim dos anos 70, pelas mãos do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. O sistema é formado por uma rede de 24 satélites (veja o quadro) que monitoram a superfície terrestre. Nas últimas décadas, surgiram novos sistemas de rastreamento global. O mais conhecido concorrente do GPS é o Glonass, desenvolvido pelos russos. Outros dois estão a caminho: o europeu Galileo e o chinês Compass. Quando todos estiverem operando, a vida na Terra estará sob a vigilância de uma rede de aproximadamente 100 satélites.











Daniel Aratangy

Ronaldo Tesseha: uso do navegador por GPS para não se perder nas ruas de São Paulo

O mercado de localizáveis está apenas engatinhando, mas seus números já impressionam. O total de aparelhos móveis (na grande maioria celulares) equipados com GPS no mundo era de 175 milhões em 2007. Esse número tende a explodir. Serão 560 milhões de unidades daqui a quatro anos, pelos cálculos da Berg Insight, empresa especializada em pesquisas sobre a indústria de telecomunicações. A chave do sucesso para esse segmento está na convergência de mídias. Ou seja, soluções que combinam várias funções num mesmo aparelho. "Nesse campo, as inovações vêm acontecendo numa velocidade impressionante", diz Fernando Soares, diretor de engenharia de vendas da Nokia para a América Latina. Ele lembra que há apenas seis anos surgia o primeiro telefone celular equipado com câmera fotográfica. Hoje, já é considerado básico do básico o celular que, além de tirar fotos, toque arquivos de música, disponibilize joguinhos eletrônicos e grave vídeos. E não há limites para a imaginação quando se trata de inventar funções para o celular. A japonesa DoCoMo, por exemplo, desenvolveu um aparelho que monitora a freqüência cardíaca, mede a taxa de gordura corporal e calcula a distância percorrida pelo usuário em caminhadas ou corridas. É o celular da boa forma.


Esses avanços são proporcionais à procura. No caso dos serviços de localização, o apelo aumenta à medida que as cidades se tornam mais populosas. É mais fácil encontrar uma pessoa na solidão de uma geleira do Ártico do que nos espremidos centros urbanos. Tóquio, por exemplo, registrava uma média de 3.356 habitantes por quilômetro quadrado nos anos 40, proporção que praticamente dobrou nos dias atuais - 5.751. Em São Paulo, o inchaço foi ainda mais impressionante: no mesmo período, a média de habitantes por quilômetro quadrado passou de 656 para 7.175. Em um ambiente de vertiginosa aglomeração como esse, a individualidade se dilui. É aí que entram os sistemas de localização. Por isso mesmo o uso desse tipo de recurso deixou de ser uma idéia assustadora. Até bem pouco tempo atrás, esses mecanismos eram satanizados, representavam o controle sobre a vida dos cidadãos. Algo semelhante ao Big Brother (Grande Irmão) do livro 1984, de George Orwell.


Atribuir a essas tecnologias o fim da privacidade constitui um exagero e uma imprecisão. "As pessoas hoje podem se sentir incomodadas por alguém saber sua posição em um dado instante. Mas elas já são amplamente monitoradas por cartões de crédito e de débito, cartões de acesso a prédios e escolas, provedores, portais, sites", diz Marcos Rodrigues, da USP. "Sabe-se muito sobre as pessoas, mas elas não se dão conta ou não se preocupam com isso." Amados ou odiados, os sistemas de localização tendem a se popularizar e a incorporar outras inovações, disse a VEJA o futurólogo inglês Patrick Dixon. Uma de suas apostas é a combinação das atuais tecnologias com os sistemas de identificação por radiofreqüência (RFid, na sigla em inglês). São etiquetas especiais que podem ser fixadas em qualquer roupa ou objeto e emitem sinais captados por antenas. Trata-se da mesma ferramenta usada nas pistas livres dos pedágios, nas quais a cobrança é feita quando um dispositivo preso ao vidro do carro se comunica com uma antena, autorizando a cobrança. Dixon acredita que esse cruzamento de tecnologias vai resultar em serviços cada vez mais personalizados. "Em breve, isso vai possibilitar que uma pessoa, ao se aproximar de um shopping, receba pelo celular uma mensagem informando os descontos que terá em determinada loja", diz. Como se vê, essa revolução está apenas começando.




Fonte: Revista Veja - Edição 2055 - 9 de abril de 2008




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Nova Ordem Mundial - Crise financeira









Perdas globais com crise podem chegar a US$ 2,8 trilhões














Banco da Inglaterra

Banco diz que 'grandes riscos' permanecem


O Banco da Inglaterra, o banco central britânico, estima que as perdas globais para bancos e investidores na atual crise financeira podem chegar a US$ 2,8 trilhões.

O número é equivalente a mais de duas vezes o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro (de US$ 1,3 trilhão, segundo dados do Banco Mundial) e mais de 5% do PIB mundial (de US$ 54,3 trilhões).


Segundo o analista de negócios da BBC Nils Blythe, o valor da nova estimativa é o dobro de uma anterior feita pelo Banco da Inglaterra em maio.


O banco também alertou que grandes riscos continuam ameaçando o sistema financeiro global mesmo depois das medidas adotadas por vários governos para fortalecer seus setores bancários.


O Banco da Inglaterra afirma que um novo sistema internacional de regulamentação é necessário para garantir que, durante períodos de crescimento robusto, os bancos reservem dinheiro para cobrir perdas em uma eventual desaceleração.


Em relação à situação na Grã-Bretanha, o banco estima que as seis maiores instituições de crédito do país podem ter perdas de até 50 bilhões de libras esterlinas (cerca de US$ 78 bilhões) nos próximos cinco anos.


De acordo com Blythe, isso explica a grande quantidade de fundos que as instituições de crédito do país foram aconselhadas a aceitar.


Nota: Se os bancos perderam tanto dinheiro, de quem é a culpa? Será que os banqueiros tornaram-se incompetentes de repente? Ou será que na época das vacas gordas os ganhos eram tantos que valia a pena correr os riscos?



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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Nova Ordem Mundial - Estado Mundial

sábado, 25 de outubro de 2008

Nova Ordem Mundial - Crise financeira











Brasil pode ganhar poder com 'nova ordem mundial', dizem especialistas































Segundo Pedro Malan, Brasil tem capacidade de exercer 'soft power'


A crise econômica mundial está provocando mudanças profundas na geopolítica e, nesse novo cenário, o Brasil pode assumir um papel de maior destaque, afirmaram especialistas reunidos nesta sexta-feira em São Paulo.

Segundo o historiador Paul Kennedy, da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, o "momento unipolar" (expressão cunhada pelo analista Charles Krauthammer) surgido após a Guerra Fria, em que os Estados Unidos assumiram uma posição de grande poder, dá mostras de estar chegando ao fim.


Diretor de Estudos de Segurança Internacional de Yale, Kennedy atraiu atenção mundial no final da década de 80, ao lançar o livro Ascensão e Queda das Grandes Potências, em que discutia o declínio dos Estados Unidos.


De acordo com o professor, se no aspecto militar os Estados Unidos continuam sendo uma grande potência, na área econômica e de finanças o cenário é diferente.


"Mesmo antes da crise dos mercados de subprime já era possível perceber uma mudança de poder, com a crescente influência de outras partes do mundo, como a Ásia", disse Kennedy, um dos palestrantes da conferência "Mudanças na balança de poder global: perspectivas econômicas e geopolíticas", promovida pelo Centro de Estudos Americanos da FAAP e pelo Instituto Fernando Henrique Cardoso.


Segundo Kennedy, a atual crise deve marcar o início de um mundo multipolar, no qual os países são interdependentes e estão interconectados. "A crise mostrou que o Fed já não pode agir sozinho", disse. "Os países devem trabalhar juntos".


Com essa nova realidade, disse Kennedy, ganha cada vez mais importância o chamado "soft power" - termo criado pelo professor de Harvard Joseph Nye para definir o poder de uma nação de influenciar e persuadir, sem uso de força militar, mas pela diplomacia.


Entre os países que poderiam exercer esse tipo de influência, os especialistas citam o Brasil.


De acordo com o ex-ministro da Fazenda Pedro Malan, que também participou da conferência, apesar de o Brasil não ter poder militar, tem relevância na área de cooperação econômica e pode exercer o "soft power".


China


Nessa nova geografia política e econômica que se desenha, a China tem papel de destaque.


Para o especialista em teoria financeira Zhiwu Chen, professor de Finanças em Yale, a China poderá emergir mais forte da crise, em posição de liderança.


Chen disse, porém, que o governo chinês não está preparado para assumir essa liderança no cenário internacional.


"Não acredito que a ascensão da China represente uma ameaça para os Estados Unidos", afirmou. "Os dois estão interligados."


Segundo Chen, com reservas de quase US$ 2 trilhões, a China pode ajudar os países mais atingidos pela crise e também parceiros comerciais importantes, como o Brasil.


Chen disse que a crise deverá ter um forte impacto na economia da China no curto prazo, afetando especialmente o setor de exportações.


"No entanto, (a crise) poderá ser também uma grande oportunidade para a China", disse Chen. "Deverá forçar o governo a promover mais reformas fundamentais."


O especialista afirmou ainda que, apesar das mudanças provocadas pela crise, "não se deve subestimar a habilidade da economia e da sociedade americana de corrigir erros".


"Eles conseguiram sair da Grande Depressão ainda mais fortes", disse.


Mudanças


O consenso entre os especialistas que participaram da conferência é de que as relações entre os países não serão as mesmas depois da crise.


De acordo com embaixador Sergio Amaral, diretor do Centro de Estudos Americanos da FAAP, meio ambiente, terrorismo e energia serão algumas das preocupações conjuntas do mundo multipolar.


Para Amaral, há indícios de "fadiga" do processo de globalização. Além disso, na sua opinião, o mundo depois da crise tende a ser marcado pela "volta da regulação estatal, o fechamento das economias e muros contra a imigração".


O diretor de publicações do Centro para o Estudo da Globalização da Universidade de Yale, Nayan Chanda, disse que o mundo atual está baseado em quatro pilares: sistema capitalista, equilíbrio nuclear, manutenção da governança por meio da ONU e o sistema de comércio global.


"Os quatro estão abalados", afirmou.


De acordo com Chanda, o equilíbrio do poder nuclear foi quebrado com o surgimento de novos países nesse cenário, como Israel, Índia, Paquistão, Coréia do Norte e, possivelmente no futuro, Irã.


O comércio global também dá sinais de enfraquecimento, principalmente após o fracasso das negociações da Rodada Doha, afirmou Chanda.


Ele citou ainda o aumento do protecionismo e do sentimento contrário aos imigrantes como aspectos do novo cenário mundial.


Nessa nova realidade, Chanda destacou a rapidez com que os países reagiram à crise, a diáspora que faz com que a população mundial tenha se espalhado e pode ser uma barreira contra o nacionalismo, e o papel de destaque das comunicações no sentido de integrar o mundo.




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