quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Admirável Mundo Novo - Totalitarismo

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Concepção positivista, ameaça aos direitos humanos


28.11.2008 - Mons. Michel Schooyans explica os riscos do império do Free Choice


Os direitos humanos estão ameaçados por uma nova corrente ideológica que se instalou e ganha espaço na ONU, afirma um consultor da Santa Sé no campo da Bioética e das Ciências Sociais.


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É que a tradição realista, que deu origem à Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 1948, fundada na edificação da paz pelo reconhecimento da dignidade humana, do direito à vida, à liberdade, está em xeque, explica mons. Michel Schooyans.


Membro da Pontifícia Academia para a Vida, da Pontifícia Academia das Ciências Sociais e professor emérito da Universidade de Lovaina (Bélgica), mons. Schooyans fez essas considerações no congresso internacional «Pessoa, cultura da vida e cultura da morte», que encerrou hoje em Itaici (Indaiatuba, São Paulo).


Segundo o professor, a tradição realista está sendo substituída pela concepção positivista, que afirma que os direitos «procedem da vontade de quem tem força para impor suas decisões».


Foi nesse contexto que «surgiram pouco a pouco 'novos direitos humanos', apresentados como conquistas da liberdade dos indivíduos», destacou.


Na concepção positivista «cada um fica livre para escolher o que lhe é útil, o que lhe agrada. É o império do Free Choice. Não há limite à liberdade dos indivíduos; os direitos dependem de sua vontade».


«De acordo com esta concepção ultraliberal dos direitos humanos, esses direitos procedem, em última instância, do consenso dos indivíduos. Resultam de negociações», explica mons. Schooyans.


O professor recorda que, em um primeiro momento, estes 'novos direitos' «são lisonjeadores para os indivíduos». No entanto, «paradoxalmente, esta reivindicação de 'novos direitos' apenas pode ser atendida ao preço da instauração de um poder supremo e absoluto».


«Para evitar a rivalidade e a violência entre os indivíduos, este poder supremo imporá 'novos direitos' emanando de sua vontade, de suas decisões. Definirá, por exemplo, normas relativas à quantidade e à qualidade dos indivíduos.»


De acordo com mons. Schooyans, esta nova concepção, que se expande inclusive na União Européia, afirma que os 'novos direitos' devem ser validados pelos Estados.


Assim, os indivíduos «acabam sendo privados, pouco a pouco, de sua autonomia, e os Estados, de sua soberania», frente a esse «centro de poder absoluto», cujo papel «a ONU e suas agências reivindicam cada vez mais claramente e já exercem».


«Esta concepção puramente positivista do direito gangrena todas as instituições jurídicas, todas as estruturas políticas», afirma.


Mons. Schooyans comenta então alguns dos 'novos direitos' que são louvados por indivíduos e grupos.


«A multiplicidade de 'modelos de família', aborto, eutanásia, anticoncepção química, submissão do homem ao meio ambiente, ideologia do gênero.»


«Todos esses temas são divulgados por diversas agências da ONU e propagados por ONGs financiadas pela própria ONU e por grupos ricos», denuncia o professor emérito da Universidade de Lovaina.


Segundo mons. Schooyans, a Declaração de 1948 inclinava-se frente à realidade do ser humano, da família.


Mas «daqui para frente, o ser humano já não pode contar com a proteção de uma declaração solene nem, consequentemente, da lei positiva. Indivíduos humanos e nações particulares encontram-se sem proteção frente a uma máquina supranacional que eles mesmo alimentam por suas reivindicações.»


O individualismo negador da pessoa e da sociedade humana -prossegue o professor- «leva a um relativismo que destrói toda possibilidade de fundamentar os direitos em uma verdade que se impõe por sua própria força a todos os homens».


«Com a concepção positivista dos direitos humanos, a pessoa, ser relacional, fica reduzida a um indivíduo, a construção da paz fica privada de bases verdadeiras porque reais.»


«O caminho se abre então para que se erga um poder mundial supremo, dando à sua vontade força de lei», denuncia mons. Schooyans.


Fonte: www.zenit.org


Nota: O direito humano não é mais uma condição intrínseca de cada pessoa, mas um consenso sobre o que é considerado como direito do ser humano, e como tal é mutável, acomodando-se as circunstâncias e vontades de grupos de pressão ou vontades políticas, com finalidades quase nunca claras para o grande público.


Estamos a presenciar uma mudança radical no conceito judaico-cristão da dignidade intrínseca do homem por ser este a imagem e semelhança de Deus, para um conceito evolutivo dos direitos humanos, e esta mudança certamente não nos trará nenhum benefício.


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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Nova Ordem Mundial - Crise Financeira

FBI não acompanha explosão de crimes com hipotecas


Carlos Drummond


De São Paulo


Em junho, o FBI ordenou aos seus escritórios localizados em 26 áreas dos Estados Unidos com grande incidência de crimes ligados ao mercado de hipotecas de baixa qualidade (subprime), que se concentrassem nas investigações desses casos. Naquele momento, apenas 150 agentes trabalhavam em 1.300 delitos do tipo. Uma quantidade irrisória diante dos 38 mil casos registrados no primeiro semestre, total 31% maior do que no mesmo período de 2007, ano em que houve 47 mil registros de atividades suspeitas nesse mercado, estopim da crise econômica que atinge os Estados Unidos e o resto do mundo.


Os crimes no mercado de hipotecas se espalham há mais de dois anos nos Estados Unidos, com especial intensidade nos estados da Flórida, Geórgia, Califórnia, Nevada, Arizona, Texas, Nova Iorque, Ohio, Michigan, Illinois, Indiana e Minessota. O FBI tem 12 mil agentes e 56 escritórios.


O senador Joseph Biden, do Partido Democrata e membro da Comissão de Justiça, notou que, nos últimos anos, 2.400 agentes do FBI foram mobilizados para combater o terrorismo. Ou seja, 16 vezes mais do que a quantidade de integrantes da equipe disponível até junho para investigar fraudes que estão na base do que talvez sejam o maior colapso social dos Estados Unidos e a mais grave crise mundial desde 1929.


A desproporção do efetivo em relação ao tamanho do problema chama a atenção quando se sabe que, em janeiro deste ano, 14 empresas, incluindo alguns dos maiores bancos do mundo, estavam sob investigação do FBI por possíveis fraudes contábeis, empréstimos securitizados fora das regras, financiamentos irregulares e tráfico de informações privilegiadas no mercado de hipotecas. A informação, divulgada pelo jornal The Guardian e pela Reuters, dava conta de que a agência investigava tanto as empresas que securitizaram os empréstimos como os bancos de investimento que compraram esses produtos, assim como as instituições que desenvolveram e as que concederam as hipotecas subprime.


Bear Stearns, Goldman Sachs e Morgan Stanley anunciaram que estavam cooperando com as investigações. De acordo com a Reuters, o banco suíço UBS também estava sendo investigado.


A crise explodiu quando centenas de bilhões de dólares em empréstimos para aquisição de residências foram entregues a pessoas que sabidamente não tinham condições de honrá-los. Elas ficaram com o "mico", isto é, com empréstimos impossíveis de pagar. Muitas perderam as suas casas também.


As fraudes envolvem desde bancos de investimento até instituições especializadas em crédito imobiliário e intermediários de vários tipos. As punições da Justiça, até o momento, atingiram apenas os pequenos intermediários desse mercado.


A importância aparentemente pequena que o FBI tem dado ao problema faz com que se multipliquem as críticas, em blogs e chats da internet, às ligações entre o governo Bush e Wall Street, tidas como comprometedoras.


Não chega a surpreender, entretanto, que a vista grossa de Washington favoreça crimes corporativos. Em primeiro lugar, houve uma política econômica que os ensejou. Não por acaso, alguns internautas dos Estados Unidos pedem a punição de Bush e do ex-presidente do FED, Alan Greenspan, que, com a derrubada da taxa de juros americana para 1%, em junho de 2003, deu início à ciranda financeira que viria desembocar no desastre atual. A atitude de leniência de Washington em relação a Wall Street seria, portanto, uma questão de coerência. Em uma frase que pretende resumir o que ocorre, o internauta M. T. N. Mike dispara: "criminosos profissionais estão investigando criminosos profissionais. Isso certamente não é uma falha do melhor governo que o dinheiro conseguiu comprar".


Carlos Drummond é jornalista. Coordena o Curso de Jornalismo da Facamp.--http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3234273-EI6609,00-FBI+nao+acompanha+explosao+de+crimes+com+hipotecas.html


Nota: Será isso apenas incompetência ou será um plano deliberado para criar uma crise mundial e gerar condições para a implantação de controle das finanças a nível global?


Há várias fontes que afirmam que tudo isso que está acontecendo é parte do plano para implantação do Governo Mundial.

Admirável Mundo Novo - Atrocidades









Mulheres de Papua Nova Guiné matam bebês para tentar encerrar guerra tribal














Membros de tribo da Papua Nova Guiné participam de festival em Goroka (imagem de arquivo)

Sacrifícios visariam reduzir população masculina para a guerra


Mulheres de uma área rural de Papua Nova Guiné estariam matando seus filhos recém-nascidos do sexo masculino numa tentativa desesperada de encerrar uma guerra tribal que já dura mais de duas décadas, segundo relatos publicados pela imprensa local.

Segundo o jornal papuásio The National, duas mulheres da região fizeram a revelação durante um encontro promovido na semana passada na cidade de Goroka, capital da província que abriga as tribos em conflito, para discutir a paz e a reconciliação na região.


Segundo as mulheres, Rona Luke e Kipiyona Belas, de duas tribos em disputa, a decisão de sacrificar os bebês do sexo masculino foi tomada para forçar o fim do conflito ao reduzir a população masculina disponível para a guerra.


"Todas as mulheres concordaram em matar todos os bebês do sexo masculino porque elas já estavam fartas de ver os homens se envolvendo em conflitos tribais e deixando-as na miséria", relatou Luke, de acordo com o National.


Ela admitiu que a morte dos bebês era um crime bárbaro, mas alegou que essa era a única maneira que as mulheres tinham para tentar acabar com o conflito.


Dificuldades


Belas, por sua vez, afirmou que as mulheres tinham dificuldades em conseguir alimentos enquanto seus maridos permaneciam envolvidos na guerra.


As mulheres não souberam dizer quantos bebês foram sacrificados até agora durante o período de conflito, iniciado em 1986 após a ocorrência de alguns assassinatos na região atribuídos a bruxaria.


O Exército da Salvação, que promoveu o encontro da semana passada em Goroka, vem reunindo líderes de 15 diferentes tribos da região para tentar negociar um fim aos conflitos.


Segundo um porta-voz da organização, o assassinato dos bebês recém-nascidos é uma demonstração da extrema frustração das mulheres com os homens envolvidos na guerra.


fonte: BBC Brasil


Nota: Isso é chocante. É a barbaridade levada as últimas consequências, o comentário da porta voz da organização parece até uma justificação do ato brutal dessas mulheres. Se os homens travam as guerras e as mulheres ficam desamparadas, então elas resolveram travar guerra contra seus próprios bebês. Isso é um completo absurdo.


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quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Amirável Mundo Novo - A Nova Ordem Mundial está aí...

A NOVA ORDEM MUNDIAL ESTÁ AI...



Duas crises e o processo de implantação da Nova Ordem mundial recebeu uma aceleração enorme no seu desenvolvimento.


A primeira crise foi desencadeada pelos atentados de 11 de setembro de 2001 às torres gêmeas nos Estados Unidos. A partir daí o mundo mudou e muito.



torres gêmeas em chamas



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Os atentados deflagaram a onda de medo de novos atentados tanto nos Estados Unidos como na Europa, com reflexos no restante do mundo. Sob a bandeira de combate ao terrorismo e para evitar novos ataques foram estabelecidas medidas de segurança e controle através de leis cada vez mais limitadoras da liberdade dos cidadãos nativos e estrangeiros, principalmente nos países atingidos e nos possíveis alvos de atentados terroristas.


Após os atentados, o que mais se ouvia era que se a perda de parte da liberdade e da privacidade era o preço a pagar pela segurança então o governo devia garantir por todos os meios disponíveis a segurança da população para evitar novos atentados no futuro.


Enquanto a população vivia um clima de paranóia, desconfiando de qualquer estrangeiro que se parecesse árabe ou muçulmano, o governo americano criava leis e tomava medidas de segurança que supostamente tornaria o país mais seguro contra ataques terroristas.


Muitas das leis criadas ainda não foram totalmente implantadas, se fossem transformariam o país numa ditadura em apenas 24 horas.


Há vários sites na internet, a maioria em inglês, com artigos que mostram como as pessoas em postos importantes no governo americano se aproveitaram da situação para criar uma legislação ditatorial quase ás escondidas, tudo sob a desculpa de combate ao terrorismo. No site www.espada.eti.br pode-se encontrar vários artigos de David Bay sobre este assunto.


A Europa, com apoio irrestrito da Inglaterra, que também sofreu atentados e tinha células terroristas em seu território, tomou medidas de prevenção ao combate ao terrorismo.


Hoje temos um mundo mais vigiado, mas não mais seguro. Na verdade as novas leis deram aos governos americano e europeu mecanismos legais de bisbilhotagem e vigilância sobre qualquer indivíduo considerado suspeito.


Foram desenvolvidos aparatos tecnológicos sofisticados para monitoração e espionagem, além de criar um enorme banco de dados biométricos, com impressões digitais e fotografias de criminosos conhecidos e cidadãos estrangeiros em trânsito pelo país. Inclusive os serviços de fiscalização dos aeroportos podem confiscar telefones celulares, câmeras fotográficas, notebooks e até pen drives para exame do conteúdo, por um prazo de tempo não especificado.


O que antes parecia coisa de filme de ficção científica agora está no dia a dia das pessoas. Um exemplo é o uso de impressões digitais em caixas automáticos de bancos, hoje já é de uso corrente, a urna eletrônica para votação usando o mesmo princípio já está sendo testada, todo esse desenvolvimento em tecnologia de segurança teve grande impulso depois dos atentados de 11 de setembro.


Os atentados terroristas nos Estados Unidos deixaram o mundo mais vigiado, portanto mais fácil de ser controlado.


Henry Kissinger em discurso à organização Bilderberg em 21 de maio de 92, disse:



"Hoje, os americanos ficariam indignados se as forças da ONU entrassem em Los Angeles para restaurar a ordem. Amanhã, ficarão agradecidos! Isso será especialmente verdadeiro se lhes for dito que há uma ameaça externa do além, seja real ou promulgada, que põe em risco a nossa própria existência. Será então que todos os povos do mundo se submeterão aos líderes mundiais para serem protegidos desse mal. A única coisa que todos os homens temem é o desconhecido. Quando inseridos nesse cenário, os direitos individuais serão voluntariamente abdicados em troca da garantia de que o bem-estar será assegurado pelo Governo Mundial."


(Transcrito da fita gravada por um delegado)


Raízes Revolucionárias da ONU http://www.espada.eti.br/onu.asp .



A segunda crise está em andamento, é a crise financeira, que começou com as hipotecas americanas e atingiu o sistema financeiro global.


Essa é outra crise que avança um pouco mais a Nova Ordem Mundial e os planos para a implantação do Governo Mundial.



http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/11/10/e101121430.html


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Lula diz que crise é oportunidade para criar uma Nova Ordem Mundial.



Na recente reunião de cúpula do G-20, realizada nos Estados Unidos, o clamor era por uma maior regulamentação do sistema financeiro mundial, permitindo a fiscalização por parte de organismos internacionais como o FMI, Banco Mundial e outros.


Eis algumas das decisões dessa reunião:



images1.jpgcúpula do G-20 em washington



a) O FMI e o FSF (fórum de estabilidade financeira, em inglês) expandido deverão ter como foco a mudança de padrões. Juntos, devem aprimorar esforços com vistas a integrar melhor as responsabilidades de supervisão e regulamentação.


b) O FMI, em coordenação com o FSF e outras instituições, deve ter um papel de liderança no aprendizado de lições da crise atual.


c) Devemos rever a adequação dos recursos do FMI, do Banco Mundial e outros bancos de desenvolvimento e estar prontos para elevá-los onde for necessário.


Vemos como o FMI, que estava esquecido, voltou a ter visibilidade e autoridade para ser o supervisor do sistema financeiro, vale lembrar que o FMI é um órgão da ONU, que é ela mesma o núcleo do futuro Governo Mundial. Com relação a uma maior ingerência dos governos no mercado financeiro algumas propostas foram feitas.


a) - As autoridades regionais e internacionais devem trabalhar em conjunto para aprimorar a cooperação regulatória entre jurisdições.


b) - As autoridades regionais e internacionais devem trabalhar para promover o compartilhamento de informações sobre ameaças à estabilidade financeira local e global.


c) - As autoridades regionais e internacionais também devem rever as regras de conduta de negócios para proteger os mercados e os investidores, especialmente contra a manipulação e a fraude.


Essas decisões são importantes porque põem organismos ligados a ONU no papel de reguladores do sistema financeiro e os governos como legisladores do sistema financeiro. A confusão no sistema financeiro mundial foi alardeada pela grande mídia como sendo culpa apenas dos bancos que o financiavam hipotecas para pessoas que não possuíam um histórico creditício confiável, mas o site www.globalresearch.ca no artigo intitulado "A mais séria crise econômica da história moderna", diz o seguinte:


O abalo financeiro de outubro de 2008 não é o resultado de um fenômeno econômico cíclico. É o resultado de uma política de governo instrumentalizada através do tesouro e da junta da reserva federal dos Estados Unidos. (tradução nossa).


O ex-presidente do FED Alan Greenspan admitiu em depoimento no congresso americano que cometeu erros durante seus anos no cargo. Uma das maiores críticas feitas a Greenspan é que ele manteve as taxas de juros americanas baixas demais por um tempo excessivo, facilitando a oferta de crédito e, assim, alimentando a bolha imobiliária que está na raiz da atual crise. http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/10/081023_greenspan_errorg.shtml


Pelos pronunciamentos dos líderes do G-20 percebemos um viés em direção ao coletivismo, que é o objetivo final da Nova Ordem Mundial. Poucas pessoas se preocupam com os rumos da política internacional depois da queda do muro de Berlim e a derrocada da União Soviética. Mas o próprio ex-presidente russo Mikhail Gorbatchev em visita aos Estados Unidos para angariar fundos para sua fundação declarou o seguinte:


"Uma alternativa entre comunismo e capitalismo estará sendo oferecida em um futuro próximo".



E qual seria essa alternativa?


Essa alternativa é o coletivismo, o grande sonho dos globalistas da ONU. A reunião de cúpula do G-20 estava buscando uma solução para a crise uma vez que na opinião deles o capitalismo já não é um regime confiável, e pelo pudemos ver acima pelas medidas propostas e pelo matiz socialista da quase totalidade dos membros da reunião eles querem uma maior intervenção dos governos e da ONU nos mercados financeiros.


Vejamos essa declaração: "O s poderes do capitalismo financeiro têm outro alvo muito abrangente, nada menos do que criar um sistema mundial de controle financeiro em mãos privadas capaz de dominar o sistema político de cada país e a economia do mundo como um todo..."


Raízes revolucionárias da ONU - www.espada.eti.br


Num regime coletivista o Estado é visto como o solucionador de todos os problemas importantes; o que leva a corrupção política, ao totalitarismo, a baixa produtividade e a escassez. O futuro está chamando... www.espada.eti.br.


Isto foi exatamente o que o presidente Lula disse em várias ocasiões, onde pedia mais intervenção estatal nos mercados financeiros e cujas propostas nesse sentido foram bastante elogiadas. Durante sua visita a Itália, antes da reunião de cúpula, Lula disse o seguinte:



"Precisamos formar um outro (sistema financeiro), imune às aventuras do capitalismo especulativo, mais transparente, com regras e controles mais estritos, em benefício da sustentabilidade do crescimento e do desenvolvimento".


http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/11/081110_lula_consenso_fp_cq.shtml


http://www.estadao.com.br/economia/not_eco274822,0.htm



A princípio pode parecer que os bancos sofrerão algum prejuízo com uma maior fiscalização pelos governos e pelo FMI, mas na verdade eles serão os maiores beneficiados. Na definição acima de coletivismo vemos que uma maior participação do Estado leva a mais corrupção, como? O poder do dinheiro é quase irresistível para os políticos, logo a estrutura legislativa do país é bastante vulnerável a um poder corruptor com recursos financeiros ilimitados.


Portanto essas duas crises, a luta contra o terrorismo e a recente crise financeira, estão preparando o terreno para uma maior união e colaboração dos países, quebrando paulatinamente a idéia de soberania dos Estados e criando um clima propício para uma ingerência cada vez maior da ONU nos países, uma vez que todos devem colaborar para o bem comum da humanidade.






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terça-feira, 25 de novembro de 2008

Admirável Mundo Novo - Ambientalismo e imprensa












SUSTENTABILIDADE


A dogmatização do ambientalismo


Por Júlio Ottoboni em 25/11/2008






A imprensa mundial assimilou e passou a reproduzir o discurso ambiental com eficiência, mesmo que por vezes ainda escorregue em informações de fontes pouco ou nada confiáveis. A grande questão agora é a necessidade de massa crítica dentro dos jornais para saber ouvir todos os lados envolvidos nas questões. E é neste ponto que o palavrório se apresenta inconsistente, pois abolimos das pautas qualquer indicativo que confronte as novas verdades estabelecidas.


Temos atualmente em pé 10% das florestas originais do planeta, a população de humanos dobrou num período de 100 anos e em 30 anos os níveis dos oceanos estarão 40 centímetros mais altos. Bastou apresentar números como esses para que os jornais encampassem o discurso, por vezes ideológico e apocalíptico, como verdade absoluta.


O pensamento linear, a que os jornalistas estão acostumados, está longe de ser aplicado às pesquisas científicas, que muitas vezes escondem em seus grotões um jogo de interesses tão intenso como em outros setores sociais. Com o domínio superficial de alguns conceitos somado à complexidade dos assuntos, o suporte crítico do jornalista se esvai e concede uma subordinação mansa aos contornos dados por suas fontes de informação. A conseqüência disso tem nome: manipulação consentida.


"Bandidos e mocinhos"


Na ciência, nem sempre o exato representa a exatidão. Pode-se resumir isto como inexiste obviedade na ciência. Algo difícil de compreender quando se faz um jornalismo de noticiário, sem análise ou aprofundamento nas relações envolvidas. O planeta e o universo não correm por trilhos paralelos, mas por caminhos caóticos. Essa é a grande preocupação em relação a essa verticalização das informações na relação ciência e imprensa.


A imprensa leiga e generalista pouco conhece dos bastidores da ciência e, por isso, alicerçou ainda mais a imagem equivocada de que as pesquisas representam o fenômeno do certo, do exato e preciso. Se fosse assim, a física de Newton não seria nunca contestada e nem a física quântica seria estudada e admitida.


Precisamos, como profissionais de imprensa, de cuidados redobrados, pois a história já nos mostrou exemplos trágicos de como os dogmas científicos destroem reputações. Basta conhecer a história de Galileu, Louis Pasteur e Charles Darwin, entre uma infinidade de outros que foram para o limbo da ciência e nunca mais resgatados.


A abertura de espaço para uma parcela importante do segmento científico, que ousou a escancarar a questão em nível mundial, deveria vir acompanhada do contraditório. Mas a dogmatização do discurso ambiental fez com que houvesse "bandidos e mocinhos" nesta história. E quem se opõe ao modelo proposto e plenamente aceito pela imprensa foi e é marginalizado, ou totalmente banido do cerne da discussão.


Verdades "inquestionáveis"


Então, os jornalistas se tornaram pregadores evangelizados pelas novas verdades do fim do mundo. Um equívoco imenso! A discussão aqui não é estabelecer o certo ou errado em termos científicos, mas sim, expandir a abordagem e conceder espaços aos que chegaram a pontos divergentes em suas pesquisas para que esses possam ser vistos como integrantes da discussão, sem satanalizá-los por serem contrários à nova seita ambiental.


O ideal é retomarmos os fundamentos do jornalismo, no qual o contraditório também é escutado e promovido. Mas isto só se consegue com visão imparcial, sem paixões e tendo a objetividade como algo a ser alcançado. O absolutismo, seja em qualquer setor, é para mentes tacanhas e desprovidas do poder de análise.


A imprensa deve manter-se longe desta polarização e evitar ser um órgão da inquisição ambiental em curso, em cujas fileiras há os soldados da defesa do planeta em guerra contra os possuídos pelos demônios da destruição terrena. Nada de nos transformarmos no inquisidor espanhol Tomás de Torquemada destes novos dogmas, incontestes, verdades inquestionáveis e absolutas. Isto é incompatível tanto ao jornalismo moderno como à ciência.



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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Nova Ordem Mundial - Enfraquecimento americano









Domínio dos EUA vai acabar, diz inteligência americana














Tropas americanas no Afeganistão

Relatório diz que força militar americana vai decair até 2025


A força econômica, militar e política dos Estados Unidos no mundo deve decair nas próximas duas décadas, segundo um relatório de agências americanas de inteligência divulgado nesta sexta-feira.

O relatório foi produzido pela National Intelligence Council (NIC), entidade que coordena o trabalho de todas as agências de inteligência do país.


O texto também afirma que a atual crise financeira é o começo de uma grande mudança na economia global, com transferência de renda do Ocidente para o Oriente e enfraquecimento do dólar.


A divulgação do documento da NIC coincide com a transição do governo de George W. Bush para o presidente eleito, Barack Obama, nos Estados Unidos.


Brasil, China e Índia


"Os próximos 20 anos de transição para um novo sistema estão cheios de riscos", diz o relatório Global Trends 2025 (ou Tendências Mundiais 2025, em português).


O relatório é elaborado a cada quatro anos, sempre coincidindo com a posse de um novo presidente americano.


O documento prevê que até 2025 o mundo pode se tornar um lugar mais perigoso, com menos acesso das populações à comida e água.


O National Intelligence Council acredita que no futuro os Estados Unidos continuarão sendo o país mais poderoso do mundo, apesar de perder parte da sua influência para países como China, Índia, Brasil e Irã. Já as disputas internas da União Européia um gigante lento.


A NIC afirma que um mundo com mais pólos de poder potencialmente terá mais conflitos do que um mundo com uma ou duas superpotências.


A agência afirma que o aquecimento global e a escassez de recursos provocarão guerras no futuro. A disseminação de armas nucleares também deve crescer, com Estados considerados "párias" e grupos terroristas conseguindo acesso a materiais nucleares.


Segundo a NIC, a ação dos líderes globais será decisiva para os rumos do planeta.


"Não está além do alcance dos seres humanos, ou dos sistemas políticos, (ou) em alguns casos (o) funcionamento de mecanismos do mercado, cuidar e aliviar e até solucionar esses problemas", afirma Thomas Fingar, diretor da NIC.



Nota: Este é o tipo de aviso que poderíamos esperar na preparação para a Nova Ordem Mundial. É claro que para que essa nova ordem tenha sucesso é necessário que os Estados Unidos percam sua força. Avisos de insegurança e crescimento de poder de países instáveis e avessos a colaboração no plano internacional geram medo e pedem que algum organismo que tenha penetração internacional possa mediar as futuras crises. Isso é um prato cheio para a ONU, que com o enfraquecimento dos Estados Unidos ganharia status de forum de mediação e solução das crises internacionais com mais poder e autoridade.


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sábado, 15 de novembro de 2008

Nova Ordem Mundail - ONU e Governo Mundial

True Lies II - a face oculta do governo mundial




Fazer penetrar nas Nações Unidas estas idéias foi brincadeira de criança para o Secretário Assistente Robert Muller




"Dentro da ONU está o germe e a semente de um




grande grupo internacional de meditação e reflexão -




um grupo de pensadores bem informados, em cujas mãos está o




destino da Humanidade. Eles estão sob o controle de muitos




discípulos do 'quarto raio' [...] e seu foco é o plano de intuição




Búdica - o plano que comanda toda atividade hierárquica"




Alice B. Bailey [1]




Discipleship in the New Age










Alice Bailey é a inspiradora espiritual de um dos personagens mais sinistros da segunda metade do século passado, Robert Muller. Muller foi Secretário Assistente durante os mandatos de três Secretários Gerais da ONU: Dag Hammarskjöeld (1953-1961), U Thant (1961-1971) e Kurt Waldheim (1972-1981). Foi o idealizador de um método novo de ensino, o World Core Curriculum [2] (*) e fundador da primeira Escola Robert Muller, em Arlington, Texas. A base deste novo método era constituída de crenças ligadas à New Age, como o holismo, a Espiritualidade Global, o ensino centrado na Mãe-Terra (Gaia) como o centro de toda as crenças religiosas. Os três princípios fundamentais são: Unidade com o Planeta, Unidade com o Povo e Harmonia do Self. Introduzia-se o 'Pensamento Crítico' que não significa o que parece - ensinar a criança a pensar por si mesma - mas 'a aprender como subverter os valores tradicionais de nossa Sociedade. Você não está 'pensando criticamente' se aceita os valores transmitidos pelos pais. Isto não é 'crítico'. Há um viés nitidamente anticristão e antijudaico com a preponderância de práticas mágicas indígenas, panteístas e politeístas, além da mudança da ênfase do ensino para os 'relacionamentos' entre indivíduos e entre eles e o planeta [3]. Em 1989 a UNESCO concedeu a Muller o Prêmio de Educação para a Paz e se iniciaram os estudos para que a UNESCO recomendasse que todas as escolas e universidades do mundo se tornassem, lá pelo ano 2000, 'escolas para a paz e a não-violência', através do mesmo Curriculum, de 'modo a preencher a função cósmica inata em cada um de nós' [op.cit., p. 45]. Muller dirige e depois passa a ser o principal assessor da UNESCO para a educação.




De onde vinha a inspiração para tais ensinamentos? Da já mencionada Alice Bailey. Bem, não exatamente dela, mas de seu 'guia espiritual', o Mestre Tibetano Djwhal Khul (gravura), que teria vivido há milhares de anos e falaria através de Alice. Seus primeiros 'contatos' se deram aos 15 anos. Em suas próprias palavras: 'eu estava sentada no escritório, escrevendo. A porta se abriu e entrou um homem alto vestido com roupas ocidentais mas usando um alto turbante. Ele me disse que havia trabalhos já planejados para que eu executasse, mas que eu tinha que mudar muito minha disposição'. Anos depois, ela veio a tomar contato com as 'Doutrinas Secretas' dos Teosofistas e reconheceu que 'aquele homem era o Mestre Koot Hoomi'[4]. Para sabermos a origem dessas idéias é preciso recuar no tempo, até o final do século XIX.








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Estas 'Doutrinas Secretas' eram obra de uma das maiores escroques e vigaristas que já existiram, a fugitiva e renegada russa Yelena Pietrovna Blavatsky que apareceu misteriosamente nos EEUU em finais do século XIX. Falida e percebendo a insatisfação dos americanos e ocidentais em geral com o progresso científico e material e o interesse crescente despertado pelo orientalismo e o espiritualismo, passou a se valer disto ensinando que o homem nem era criação divina nem descendente dos macacos como Darwin dizia (sic) mas sim de 'seres espirituais'. Espertamente alegou que os cientistas haviam estreitado demasiadamente o conceito de ciência, que deveria envolver também conhecimentos ocultos. Logo atraiu um sem número de seguidores. Posteriormente se associou com outros escroques como Annie Besant, Cel Henry Olcott, Georgy Ivanovitich Gurdijeff, Charles Webster Leadbeater. A seita logo se espalhou pelo mundo como uma 'ciência espiritual que ensina técnicas destinadas a promover a iluminação: estudo dos mestres, preces e meditação' [5].




Como diziam que as origens estavam na Índia (aonde mais?) sem nunca terem estado lá, estabeleceram sede em Adyar. Leadbeater um conhecido pederasta pedófilo encantou-se por um menino indiano pobre, Jiddu Krishnamurti, filho de um dos seguidores da seita, de quem obteve a posse do mesmo. Leadbeader havia lançado o estudo sobre vidas passadas e logo estudou as vidas de Krishnamurti que publicou em livro "As vidas de Alcyone" [6]. Muito convenientemente encontrou-se que Leadbeader tinha sido casado com Annie Besant 40.000 anos AC e deste casamento havia nascido Krishnamurti, que logo tornou-se o novo Messias.




Foi através de Leadbeader que Alice Bailey tomou contato com as idéias deste grupo. Em 1922 fundou a Lucis (originalmente Lúcifer, aquele que traz a luz) Trust Publishing e a Escola dos Arcanos. Entre 1919 e 1949 publicou 22 livros, 19 dos quais supostamente 'escritos' pelo Mestre Djwhal Khul, inclusive os que influenciaram Muller e até hoje a UNESCO e resultaram em outras sociedades como a 'Igreja Universal e Triunfante' e o 'Centro Tara'. Sua 'mensagem' é a paz mundial, a unidade de todas as religiões e a dedicação à Humanidade (**). É considerada a mãe da forma atual do movimento da New Age, a 'nova espiritualidade', da qual um dos principais sponsors é Al Gore [7]. Comparando com a 'Revolução Cultural' de Gramsci, Olavo de Carvalho diz que '[ambas] têm algo em comum: ambas pretendem introduzir no espírito humano modificações vastas, profundas e irreversíveis. Ambas convocam à ruptura com o passado, e propõem à humanidade um novo céu e uma nova terra [8].'




Os adeptos da Nova Era chegaram à conclusão que o principal guia espiritual deste 'acordar' foi o padre jesuíta e antropólogo francês Pierre Teilhard de Chardin (1881-1955). O indefectível Muller escreveu: 'Teilhard sempre viu as Nações Unidas como a concretização institucional de sua filosofia monista e evolucionária aplicada à política, levando-o a advogar a visão de alguma forma de existência de somente um governo mundial' [9]. Em seu livro 'The Future of Man' Teilhard escreveu: 'Apesar de que ainda não se pode prever a forma, a humanidade amanhã vai acordar para um mundo pan-organizado' [10].




A essência das idéias de Teilhard está contido em seu livro 'O Fenômeno Humano' [11]. Num esboço rápido, o autor defende uma continuidade absoluta entre criação da Terra, seres inanimados, seres vivos e o homo sapiens, aquele que, através do processo que denominou hominização atinge a capacidade reflexiva e, pela socialização torna-se a 'camada pensante' do planeta. É uma visão sintética do desenvolvimento evolutivo universal, terminada no aparecimento abrupto da 'consciência do self' - o limiar da reflexão - e posteriormente na união mundial de uma rede de todos os pensamentos humanos, o que denominou noosfera, em cujo âmago preside o Cristo, ápice da evolução. Cristo conduziria a humanidade de forma tanto transcendente como imanente para o 'Ponto Omega', o Reino de Deus. Esta noosfera representa o nível superior à biosfera, à hidrosfera e à atmosfera. Isto é, seria algo assim como uma extensão dos fenômenos geológicos e biológicos, produzido por uma 'nova era' da evolução, a noogênese (op. cit., pp. 188 ss). Suas obras foram banidas pela Igreja porque conceituavam um Cristo que nada tinha a ver com a noção Cristã.




Pois foi por aí mesmo que Alice Bailey e seu discípulo Muller pegaram Teilhard e estenderam para um conceito sincretista e panteísta de Cristo e de Deus como uma energia impessoal, Deus é tudo, está em tudo, e Cristo nada mais é do que um dos 'Mestres Ascendentes', um Avatar, juntamente com Maitreya e Boddhisattva ou o Imã Mahdi ou as 'forças vivas de Gaia', a 'Mãe Terra' [12]. A preparação para o reaparecimento de Cristo nada tem a ver com o conceito bíblico da volta de Cristo no Juízo Final, mas sim do 'Mestre Universal' que estabelecerá uma 'Era de Ouro' sobre a Terra.




E é exatamente isto que tem sido ensinado nas Escolas Robert Muller e recomendado pela UNESCO, através da Outcome-Based Education (OBE) (*): o fim de todos os conflitos religiosos pela eliminação de todas as religiões que seriam substituídas por um 'naturalismo científico' (**).








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Fazer penetrar nas Nações Unidas estas idéias foi brincadeira de criança para o Secretário Assistente Robert Muller: Dag Hammarskjöeld, o economista racional nórdico, terminou sua carreira na Secretaria Geral como um grande místico, defendendo que a espiritualidade era a chave última para o destino da Terra, no tempo e no espaço [13]. Para se ter uma idéia de qual espiritualidade falava, um folheto sobre a Sala de Meditação no edifício sede, dizia que o misterioso altar magnético dentro dela 'é dedicado ao Deus que todos os homens cultuam, sob diversos nomes e várias formas' [id.]. Em 1973, U Thant, outro místico, fundou a organização 'Cidadãos Planetários', juntamente com o ativista da Nova Era Donald Keys. Esta organização está devotada à propaganda no Novo Gnosticismo, que elimina as noções básicas das religiões tradicionais. Como já dizia Olavo de Carvalho: 'Com (a eliminação do) senso da eternidade e da universalidade, vai embora também o senso de verdade, a capacidade humana de distinguir o verdadeiro do falso, substituído por um sentimento coletivo de "adequação" ao "nosso tempo". A "supraconsciência" da Nova Era [.....] (atinge) a mais absoluta falta de inteligência' [op.cit., p 71].




Consta que Javier Perez de Cuellar, Secretário Geral de 1982-1992, teria sido abduzido por seres extraterrestres em 30 de novembro de 1989. Embora ele se recusasse a falar sobre isto, numa pergunta direta feita pelo Príncipe de Lichtenstein - supostamente uma autoridade mundial em UFO's - ele não negou [id]. A possível invasão de seres alienígenas sai do reino da pura ficção científica para ser endossada pelo líder da ONU e considera-se que faria parte da propaganda para criar um governo mundial que representasse a Humanidade num eventual conflito interplanetário (para mais detalhes deste engodo ver [14]). No edifício sede da ONU existe um instrutor oficial de 'meditação indígena', Sri Chinmoy, que promove duas sessões semanais nas quais sua audiência deve relaxar e entrar em transe através de músicas.




Robert Muller re-escreveu o primeiro capítulo da Bíblia para incluir as Nações Unidas. Sob o título 'A Nova Gênesis' o primeiro verso fica assim:




'E Deus viu que todas as nações da Terra, brancas e negras, ricas e pobres, de Norte a Sul, de Leste a Oeste, e de todos os credos enviavam seus emissários a uma alta casa de vidro [edifício sede] nas praias do Rio do Sol Nascente, na Ilha de Manhattan, para ficarem juntos, pensarem juntos, juntos cuidarem do mundo e todos os seus povos. E Deus disse: Isto é Bom. E foi o primeiro dia da Nova Era [New Age] na Terra'. (ver [9], p. 17).




Em 1980 a ONU inicia uma série de 'Meditações para a Paz', comandada por uma miríade de organizações esotéricas e ocultistas, filiadas à 'Nova Espiritualidade', embora isto não tenha vindo a público. Evoluíram para 'Dias de Meditação' em intervalos regulares, onde foi criada uma 'Comissão Planetária' organizada por John Randolph Price cujo objetivo é:




'documentar a verdade de que o homem é um ser espiritual que possui todos os poderes do mundo espiritual é, na verdade, Deus individualizado, e desde que perceba esta sua verdadeira identidade, tornar-se-á um Mestre da Mente, com domínio sobre o mundo material' (cit em [13]).




Foram criados os 'Trabalhadores da Luz' (Lightworkers) cuja função é levar a Humanidade a uma nova 'consciência planetária' (***).




Uma contribuição nada desprezível foi dada pela ativista albanesa Agnes Gonxha Boyaxhiu, estabelecida na Índia, onde fundou as 'Missionárias da Caridade' com vários hospitais para carentes e doentes terminais. O principal deles, em Calcutá, está localizado numa propriedade do Templo dedicado a Kali, a deusa indiana da destruição, cujo culto incluía sacrifícios animais. Em julho de 1981 pronunciou pela primeira vez uma 'Oração Universal pela Paz', na Igreja Anglicana de St. James, em Picaddilly, Londres, um dos fronts da promoção da Nova Era em círculos cristãos. Esta oração dizia:




'Leve-me da morte para a vida, da falsidade para a verdade. Leve-me do desespero para a esperança, do medo para a confiança. Leve-me do ódio para o amor. Permita que a paz encha nossos corações, nosso mundo, nosso universo. Paz. Paz. Paz.'




É curioso que uma das mais importantes figuras do catolicismo no mundo, candidata à canonização - sim, trata-se da Madre Teresa de Calcutá (na foto com Danielle Duvalier, esposa de Jean-Claude Duvalier, o "Baby"-Doc) - ao invés de proferir uma prece cristã, tenha entoado uma adaptação de um antigo mantra dos Upanishads (tratados monísticos das doutrinas secretas hindus de 800-600 AC), modificado pelo ambientalista e monge Jainista Satish Kumar [15]. O mantra original diz: 'Leve-me do irreal para o real! Leve-me da escuridão para a luz! Leve-me da morte para a imortalidade'.




Nos Upanishads não há lugar para um Deus pessoal como o Deus Judaico-Cristão; Deus é o Self, 'o âmago interior, o self dentro do homem, e quem o conhece não sofre [...] não é um sujeito lógico, psicológico nem epistemológico, nem mesmo o self desejoso e ativo do idealismo europeu: é o puro sujeito conhecedor (prãjnã âtmã) [16]. Mas muitos cristãos (sic) consideram os Upanishads tão válidos quanto a Bíblia.




Será por coincidência que Madre Teresa mantinha relações estreitas com notórios ditadores assassinos, como Jean-Claude Duvalier, de quem recebeu a Legion d'Honneur em 1981 e - teoricamente impedida de visitar seu País - tenha ido à Albânia pouco depois da morte do ditador Enver Hoxha para prestar homenagens [17]? E posteriormente tenha voltado lá e dedicado seu Prêmio Nobel da Paz ao mesmo, tendo depositado uma coroa de flores do monumento à "Mãe Albânia", em Tirana, e prestado homenagem no túmulo do 'Camarada Enver Hoxha', acompanhada oficialmente pela Sra. Hoxha, pelos principais Ministros de Estado e pelo Presidente da Assembléia do Povo? Jamais ela fez qualquer crítica ao brutal regime de Tirana nem protestou contra a supressão de todas as religiões [18]. Talvez por isto, em 7 de setembro de 2001, tenha pedido para se submeter a exorcismo pelo Arcebispo de Calcutá, Henry D'Souza [19].




O saudável movimento ecumênico - entre religiões nitidamente separadas mas unidas por alguns ideais comuns - está celeremente sendo substituído por um sincretismo religioso que modifica, de dentro, a própria liturgia, uma espécie de espiritualidade Cristocêntrica na qual o Cristo dos Evangelhos perde todo sentido e não haverá mais lugar para o Deus Judaico-Cristão nem para os Profetas Bíblicos. Veja-se a relação deste sincretismo monista com as idéias de Teilhard de Chardin mencionadas acima.








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É pouco provável que haja uma conspiração ocultista na fundação da ONU. É mais plausível que todos esses elementos interessados num Governo Mundial sincretista e ditatorial, venham se aproveitando da facilidade de infiltração no organismo mundial dado o misticismo de seus dirigentes. Com isto se aproveitam na enorme penetração do mesmo em todos os países e em todas as áreas em cada país, para estabelecer uma rede mundial a serviço de seus propósitos. Precisamos estar alertas porque minando as bases religiosas ocidentais ruirá todo o edifício civilizacional nelas baseado: a liberdade, a democracia, a ciência e a tecnologia. Isto se tornará mais visível quando os frutos das escolas aqui mencionadas, em todo o mundo, se tornarem por sua vez nos líderes mundiais. Por esta razão apresentarei em breve um levantamento destas novas bases da educação originadas nas nefastas idéias de Robert Muller e Alice Bailey.






Heitor de Paola


Médico Psiquiatra e Psicanalista no Rio de Janeiro. Escritor e comentarista político, membro da International Psychoanalytical Association e Clinical Consultant, Boyer House Foundation, Berkeley, Califórnia, e Membro do Board of Directors da Drug Watch International. Possui trabalhos publicados no Brasil e exterior. E é ex-militante da organização comunista clandestina, Ação Popular (AP).