segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

A Intel quer implantar um chip em seu cérebro.

SANTA CLARA, CA - JULY 15:  An Intel sign is d...Image by Getty Images via Daylife

A Intel quer implantar um chip em seu cérebro.

Publicado em 25/11/2009
Red Ice Creations

A fabricante de chip de computador Intel quer implantar um chip de leitura cerebral diretamente dentro dos cérebros de seus consumidores para permitir a eles operar computadores e outros dispositivos sem mover um músculo.

A Intel acredita que seus consumidores estariam dispostos a ter um chip implantado em seus cérebros para que possam operar computadores sem a necessidade de teclados ou mouses usando somente os pensamentos. O implante poderia também ser usado para operar dispositivos tais como telefones celulares, TVs e DVDs.

O chip está sendo desenvolvido no laboratório da Intel em Pittsburgh, EUA. Ele sentiria a atividade cerebral usando tecnologia baseada em FMRI (Ressonância Magnética Funcional de Imagem). Os chips de leitura do cérebro não estão disponíveis ainda, mas o cientista de pesquisa da Intel Dean Pomerlau acha que eles estão próximos.

Teoricamente, pessoas diferentes pensando na mesma palavra ou imagem teriam a mesma atividade em seus cérebros, mas desde que ninguém realmente sabe exatamente como o cérebro funciona isso não é certo. Pomerlau e sua equipe têm usado o FRMI para escanear os cérebros de voluntários para ver se os padrões cerebrais coincidem quando eles estão pensando coisas parecidas, e até agora os resultados parecem promissores.

Pomerlau disse que com os seres humanos e as máquinas convergindo em muitas maneiras, as pessoas vão querer abrir mão da necessidade para uma interface como o teclado, mouse ou controle remoto e operar os dispositivos usando suas ondas cerebrais. Pomerlau acredita que em algum tempo dentro da próxima década as pessoas estarão "mais comprometidas" com a ideia de implantes cerebrais.

Pomerlau disse que uma tecnologia de leitura cerebral incorporada em fones de ouvido para operar um computador está próxima, e o próximo passo é desenvolver o minúsculo implante cerebral, o qual seria muito menos incômodo para o usuário.

O professor associado da Universidade do Arizona Charles Higgins prediz que as pessoas estarão usando computadores híbridos com uma combinação de tecido vivo e tecnologia dentro de 10 a 15 anos. Pesquisadores de sua Universidade construíram com sucesso um robô guiado pelos olhos e cérebro de uma mariposa. Pesquisadores que também estão trabalhando com a Toyota nessa área desenvolveram uma cadeira de rodas controlada por ondas cerebrais.

Embora pareça improvável que muitas pessoas se ofereceriam para o implante de chip no cérebro no presente, isso poderia ter aplicações para pessoas que são incapazes de se mover, tais como tetraplégicos.

Fonte: http://redicecreations.com/article.php?id=8826.

Nota: A tecnologia FRMI também está sendo testada para leitura do pensamento das pessoas e a transformação desses pensamentos em imagens que são exibidas em um monitor de computador. As tecnologias de leitura cerebral estão convergindo rapidamente, o que parecia ficção científica está mais perto do que pensamos.




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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Infowars com Climate Gate Pt 1 SUBTITULADO ESPAÑOL.explicações em portugues.mp4

Alex Jones do website infowars fala sobre os emails hackeados da Unidade de Pesquisa Climática da Universidade de East Anglia no Reino Unido.

O 'Climategate' expõe a farsa do Aquecimento Global.

aquecimento global | Futuro de seus filhosImage by Carlos Eduardo R. via Flickr

O 'Climategate' expõe a farsa do Aquecimento Global.

Por Gregory Fegel, Pravda.ru
Publ. 30/11/2009

A internet esteve elétrica durante toda a semana passada com a notícia do que todos estão chamando 'Climategate' - o grande escândalo envolvendo emails vazados da Unidade de Pesquisa Climática da Universidade de East Anglia. Localizada na cidade de Norwich no Reino Unido, a Unidade de Pesquisa Climática é o centro principal para a 'ciência' que apoia a Teoria do Aquecimento Global. A UPC proporciona conselho 'científico' e orientação ao Painel Intergovernamental de Mudança Climática da ONU (IPCC).

Em 17 de novembro um delator anônimo baixou emails e arquivos de dados dos computadores da Unidade de Pesquisa Climática e, usando um servidor de internet baseado na Rússia, postou tudo em um website de 'céticos do aquecimento global' chamado A Saída de Ar. Logo depois os arquivos foram passados adiante para numerosos outros websites de 'céticos' e de saídas de notícias. Os arquivos vazados incluem mais de 1.000 emails e cerca de 3.000 documentos, e eles fornecem abundante evidência de falsificação de dados entre os cientistas da vanguarda da promoção da Teoria do Aquecimento Global.

Os emails vazados consistem de correspondência entre muitos dos principais pesquisadores no campo da ciência do clima e Aquecimento Global, incluindo o diretor da Unidade de Pesquisa Climática Phillip Jones e seu assistente, Keith Briffa; Michael Mann do estado da Pennsylvania; Malcolm Hughes da Universidade do Arizona; Kevin Trenberth do Centro Nacional para Pesquisa Atmosférica; James Hansen do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da NASA; e James Holdren, novo 'Czar da Ciência' do presidente dos Estados Unidos Barack Obama. A autenticidade dos emails e documentos vazados foi verificada por Phillip Jones da UPC, Kevin Trenberth, e outros.

Os emails e documentos revelam que os cientistas da UPC e seus colegas nos Estados Unidos não somente falsificavam seus dados para 'provar' o Aquecimento Global, eles também colaboravam para evitar que cientistas qualificados que discordavam da Teoria do Aquecimento Global publicassem ou participassem do processo de 'revisão pelos colegas'. A crença no Aquecimento Global entre os cientistas não é um consenso; é uma ditadura.

O delator que baixou e postou os arquivos da Unidade de Pesquisa Climática trabalhava sob o nome 'FOIA', uma referência a Lei de Liberdade de Informação (Freedom of Information Act 'FOIA') nos Estados Unidos. A UPC repetidamente recusou os pedidos da Lei de Liberdade de Informação para liberar os dados nos quais seus modelos de computador e conclusões sobre o Aquecimento Global estão baseadas. A obstrução da liberação de informação sob a Lei de Liberdade de Informação é crime tanto no Reino Unido quanto nos Estados Unidos, e os cientistas culpados podem ser punidos com multas ou um período na cadeia.

No Reino Unido, o ex-chanceler Lord Lawson pediu uma investigação pública independente dos fatos da falsificação de dados da Unidade de Pesquisa Climática para apoiar a teoria do Aquecimento Global. Nos Estados Unidos, o senador republicano James Inhofe de Oklahoma anunciou que ele lançará uma investigação do escândalo do Climategate. O escritório de Inhofe enviou cartas aos cientistas envolvidos e para agentes federais avisando-os para "reter documentos (relacionados)." Na Austrália essa semana, dez membros do parlamento do partido dos trabalhadores demitiram-se de seus assentos em protesto pelo apoio de seu governo a proposta do plano de comércio de emissões, um equivalente do Plano de Comércio de Emissões da União Europeia e da legislação Cap and Trade dos Estados Unidos que está pendente.

O 'Climategate' não é um caso ordinário de falsificação de dados por uns poucos cientistas patifes. A fraudulenta teoria do Aquecimento Global tem proporcionado a base para um movimento político internacional que tem declarado metas de reestruturar completamente a economia global inteira baseado nessa teoria fraudulenta. O 'Aquecimento Global' é um jogo de trapaça perpetrado por cientistas desonestos e o governo e os líderes de corporações que proporcionam aos cientistas corruptos as oportunidades para avanço.

Se falharmos em parar uma maior politização e institucionalização da fraudulenta teoria do Aquecimento Global, nós muito certamente experimentaremos uma futura 'ciência' controlada por decreto do governo e um governo mundial que facilita as operações das corporações industriais enquanto impõe severas restrições e impostos arbitrários ao público em geral.

Este é o futuro que justificaria inteiramente a resistência e a rebelião entre a população internacional que será a vítima dessa maciça fraude global. Se falharmos em parar essa empresa fraudulenta pelos meios legais, certamente teremos uma futura opressão global baseada na fraude, com seus concomitantes crimes institucionalizados.

Fonte: http://english.pravda.ru/science/earth/110832-0/

Tradução e adaptação: O Observador


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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O Escândalo do ClimateGate demonstra o protecionismo intelectual dos cientistas modernos.

Aquecimento Global?Image by 00maia00 via Flickr



O Escândalo do ClimateGate demonstra o protecionismo intelectual dos cientistas modernos

Segunda-feira, 30/11/2009
Por Mike Adam, editor de NaturalNews.com

(NaturalNews) - A liberação inconveniente de conversas particulares de emails entre cientistas da mudança climática tem sido uma bênção para os céticos. O que aflora dos emails vazados é a descrição de um grupo de cientistas que praticam "protecionismo intelectual" - significando que eles sabem que estão certos e que farão qualquer coisa para proteger suas crenças, mesmo se isso significar esconder ou manipular dados.

Soa familiar? Cientistas da indústria farmacêutica têm praticado isso por décadas. Se você pensa que os emails do ClimateGate são reveladores, apenas imagine que tipo de emails similares estão rodando por aí entre cientistas da grande indústria farmacêutica que rotineiramente manipulam dados de estudos e cometem fraude científica em nome da medicina. Vezes e vezes novamente, vemos revelações de testes clínicos manipulados onde dados são intencionalmente distorcidos a fim de fazer uma droga inútil e perigosa parecer segura e efetiva.

O que os cientistas do ClimateGate e da Grande Indústria Farmacêutica têm em comum é que todos eles abandonaram o princípio central da boa ciência em suas buscas para estarem certos. Mais do que fazer perguntas da natureza e humildemente ouvir as respostas proporcionadas pelos dados, estes cientistas estabeleceram uma posição e decidiram defender essa posição a qualquer custo - até mesmo se isso exigir ocultar ou distorcer dados!

Essa abordagem é totalmente não científica, é claro. Em minha mente, isso põe muito da recente ciência do aquecimento global na mesma categoria da pesquisa da Grande Indústria Farmacêutica: Puro charlatanismo.

Como Christopher Booker explica no The Telegraph, "A razão porque até mesmo George Monbiot do The Guardian expressou total choque e consternação pelo quadro revelado pelos documentos é que seus autores não são apenas um grupo qualquer de velhos acadêmicos. A importância deles não pode ser superestimada. O que estamos observando aqui é o pequeno grupo de cientistas que por anos tem sido o mais influente em impulsionar o alarme mundial sobre o aquecimento global do que qualquer outro, não menor por meio do papel que representam no coração do Painel Intergovernamental de Mudança Climática da ONU (IPCC)." (http://www.telegraph.co.uk/comment/...)

Alegar salvar o planeta não é desculpa para fraude científica.

O aquecimento global pode, certamente, ser um fenômeno real. Mas tentar "provar" pela conspiração para manipular dados a fim de estar certo é absolutamente o caminho errado de cuidar da questão. De fato, essas revelações do ClimateGate desacreditaram profundamente muito da comunidade científica do aquecimento global ao ponto de que qualquer coisa que essas pessoas disserem de agora em diante simplesmente não pode ser acreditada.

E isso é uma vergonha porque permanece a pergunta: E se os cientistas do aquecimento global realmente estiverem certos? E se eles estiverem certos por todas as razões erradas, e se eles deixaram seus egos e o orgulho profissional ficarem no caminho da condução da verdadeira ciência, assim desacreditando completamente a ideia que eles estão tentando provar? É uma possibilidade que faremos bem em considerar.

Mas, dos seus emails liberados, é bastante claro que esses cientistas estavam manipulando dados para fazer a "ciência" se adequar as suas crenças. Eles não estavam concentrados unicamente nos fatos reais; Eles estavam interessados em encaminhar suas teorias de mudança climática usando quaisquer meios necessários - inclusive trapaça científica.




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domingo, 29 de novembro de 2009

Uma estratégia imperial para a Nova Ordem Mundial: As origens da Terceira Guerra Mundial.

Bush & CheneyImage by Jaume d'Urgell via Flickr

Uma estratégia imperial para a Nova Ordem Mundial: As Origens da Terceira Guerra Mundial.

Parte 1

Por Andrew Gavin Marshall


Introdução

Em face do total colapso econômico global, as perspectivas de uma maciça guerra internacional estão crescendo. Historicamente, os períodos de declínio imperial e crise econômica são marcados pelo crescimento da violência internacional e de guerra. O declínio dos grandes impérios europeus foi marcado pela primeira e segunda guerra mundial, com a Grande Depressão tomando o lugar no período intermediário.

Atualmente, o mundo está testemunhando o declínio do império americano, ele mesmo um produto nascido da segunda guerra mundial. Como a hegemonia imperial do pós guerra, a América administrou o sistema monetário internacional e reinou como uma defensora e árbitro da política econômica global.

Para gerenciar a política econômica global, Os Estados Unidos criaram a maior e mais poderosa força militar da história mundial. O controle constante sobre a economia global requer uma presença militar constante e ação.

Agora que tanto o império americano como a política econômica global estão em declínio e em colapso, a perspectiva de um fim violento para a era imperial americana está aumentando drasticamente.

Este ensaio está dividido em três partes. A primeira parte cobre a estratégia geopolítica EUA-OTAN desde o fim da guerra fria, até o começo da Nova Ordem Mundial, resumindo a estratégia imperial do Ocidente que levou a guerra na Yugoslávia e a "Guerra ao Terror". A parte dois analisa a natureza das "Revoluções Suaves" ou "Revoluções Coloridas" na estratégia imperial dos Estados Unidos, focalizando no estabelecimento da hegemonia sobre a Europa Oriental e a Ásia Central. A parte três analisa a natureza da estratégia imperial para construir a Nova Ordem Mundial, focalizando no crescimento dos conflitos no Afeganistão, Paquistão, Irã, América Latina, Europa Oriental e África; e o potencial político que esses conflitos têm para começar uma nova Guerra Mundial com a China e a Rússia.

Definindo uma Nova Estratégia Imperial

Em 1991, com o colapso da União Soviética, a política externa USA-OTAN teve que reimaginar seu papel no mundo. A guerra fria serviu como um meio de justificar a expansão imperialista dos Estados Unidos através do globo com o objetivo de "contenção" da ameaça Soviética. A própria OTAN foi criada e existiu por um só propósito de forjar uma aliança antisoviética. Com o fim da URSS, a OTAN não tinha mais razão para existir, e os Estados Unidos tinham de encontrar um novo propósito para sua estratégia imperialista no mundo.

Em 1992, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, sob a liderança do Secretário de Defesa Dick Cheney (depois vice-presidente de George Bush Jr.), tinha a política do pentágono sujeita ao Secretário de Defesa, Paul Wolfowitz (depois representante do Secretário de Defesa no governo de George Bush Jr. e presidente do Banco Mundial), escreveu um documento de defesa para guiar a política externa americana na era pós- guerra fria, comumente referida como "Nova Ordem Mundial."

O documento de direção do planejamento de defesa foi vazado em 1992, e revelava que, "em uma ampla nova declaração política que está em sua fase de rascunho final, o Departamento de Defesa afirma que a missão política e militar da América na era pós- guerra será assegurar que não seja permitido que nenhuma superpotência rival surja na Europa Ocidental, Ásia ou nos territórios da extinta União Soviética," e que, "o documento confidencial torna desnecessária no caso de um mundo dominado por uma superpotência cuja posição pode ser perpetuada por um comportamento construtivo e suficiente poderio militar para deter qualquer nação ou grupo de nações de desafiar a primazia americana."

Além do mais, "o novo rascunho delineia um mundo no qual há apenas uma potência militar dominante cujos líderes 'devem manter os mecanismos de dissuadir potenciais competidores de até aspirar a um papel regional ou global mais amplo'." Entre os desafios necessários da supremacia americana, o documento "postulava guerras regionais contra a o Iraque e a Coreia do Norte,” e identificava China e Rússia como suas maiores ameaças. Mais adiante "sugere que os Estados Unidos poderiam também considerar estender as nações da Europa Oriental e Central compromisso de segurança similar aqueles concedidos a Arábia Saudita, Kuwait e outros estados árabes ao longo do golfo pérsico.

OTAN e Yugoslávia

As guerras na Yugoslávia durante os anos 90 serviram como justificação para a continuada existência da OTAN no mundo, e a expansão os interesses imperiais americanos na Europa Oriental.

O Banco Mundial e o FMI armaram o palco para a desestabilização da Yugoslávia. Depois que o ditador da Yugoslávia por longo tempo, Josip Tito, morreu em 1980, uma crise de liderança se desenvolveu. Em 1982, os funcionários da política externa americanos organizaram um conjunto de empréstimos do FMI e do Banco Mundial, sob as recentemente criadas SAPs (Programas de Ajustamento Estrutural), para lidar com a crise de $20 bilhões de débitos com os Estados Unidos. O efeito dos empréstimos, sob as SAPs, foi que eles "causaram uma devastação econômica e política...A crise econômica ameaçava a estabilidade política...Também ameaçava agravar a temperatura das tensões étnicas."

Em 1989, Slobodan Milosevic se tornou presidente da Sérvia, a maior e mais poderosa de todas as repúblicas yugoslavas. Também em 1989, o primeiro ministro da Yugoslávia viajou para os Estados Unidos para encontrar o presidente George H.W. Bush com o objetivo de negociar outro pacote de ajuda financeira. Em 1990, o programa do Banco Mundial/FMI começou, e as despesas do estado yugoslavo foram direcionadas para o repagamento do débito. Como resultado, os programas sociais foram desmantelados, a moeda desvalorizada, os salários congelados, e os preços subiram. As "reformas acenderam as tendências secessionistas que se alimentaram dos fatores econômicos bem como das divisões étnicas, virtualmente assegurando a secessão de fato da república," levando a secessão da Croácia e da Eslovênia em 1991.

Em 1990, a comunidade de inteligência dos Estados Unidos liberou uma Avaliação da Inteligência Nacional (NIE, em inglês), prevendo que a Yugoslávia se dividiria, irromperia em uma guerra civil, e o relatório então colocava a culpa no presidente Milosevic pela desestabilização vindoura.

Em 1991, o conflito irrompeu entre Yugoslávia e Croácia, quando ela também declarou independência. Um cessar fogo foi alcançado em 1992. Porém, os croatas continuaram com pequenas ofensivas militares até 1995, participando do mesmo modo na guerra da Bósnia. Em 1995, a operação tempestade foi empreendida pela Croácia para tentar retomar a região de Krajina. Um general croata foi recentemente levado a julgamento em Haia por crimes de guerra durante a batalha, que foi decisiva para tirar os sérvios da Croácia e "consolidar a independência croata." Os Estados Unidos apoiaram a operação e a CIA providenciou ativamente inteligência para as forças croatas, levando a evacuação de entre 150.000 e 200.000 sérvios, principalmente através de meios de assassinato, saques, incêndio de vilas e limpeza étnica. O exército croata foi treinado por assessores dos Estados Unidos, e o general em julgamento foi até mesmo apoiado pessoalmente pela CIA.

A administração Clinton deu a "luz verde" para o Irã armar os muçulmanos bósnios e "de 1992 a janeiro de 1996, houve um influxo de armas e assessores iranianos na Bósnia." Além do mais, "Irã e outros estados muçulmanos, ajudaram a trazer os guerreiros mujahedins para a Bósnia para lutar com os muçulmanos contra os sérvios, 'guerreiros sagrados do Afeganistão, Chechênia, Iêmen e Algéria, alguns dos quais tinham ligações suspeitas com os campos de treinamento de Osama Bin Laden no Afeganistão."

Foi a "intervenção ocidental nos Bálcãs que exarceberam as tensões e ajudaram a prolongar as hostilidades. Pelo reconhecimento das alegações das repúblicas e grupos separatistas em 1990/1991, as elites ocidentais - americanas, britânicas, francesas e alemãs - minaram as estruturas do governo da Yugoslávia, aumentaram a insegurança, inflamaram conflitos e elevaram as tensões étnicas. E pelo oferecimento de apoio logístico a vários lados durante a guerra, a intervenção ocidental sustentou o conflito até meados dos anos 1990. A escolha por Clinton dos muçulmanos bósnios como a causa a promover na cena internacional, e a exigência de sua administração de que o embargo de armas pela ONU fosse levantado para que os muçulmanos e os croatas pudessem se armar contra os sérvios deveria ser vistos sob esta luz."

Durante a guerra na Bósnia, havia "um grande canal secreto para o contrabando de armas apesar da Croácia. Isso foi arranjado pelas agências clandestinas dos Estados Unidos, Turquia e Irã, juntos com uma série de grupos islâmicos radicais, incluindo os mujahedins afegãos e o grupo pró-iraniano Hezbolah." Além do mais, "os serviços secretos da Ucrânia, Grécia e Israel estavam ocupados armando os sérvios bósnios." A agência de inteligência alemã, a BND, também realizava carregamentos de armas para os muçulmanos bósnios e para a Croácia para lutarem contra os sérvios.

Os Estados Unidos tinham influenciado a guerra na região de variados modos. Como o The Observer relatou em 1995, a maior faceta de seu envolvimento foi através da "Recursos Militares Profissionais Inc. (MPRI), uma companhia privada baseada na Virgínia de generais aposentados e oficiais da inteligência. O embaixador americano em Zagreb admite que a MPRI está treinando os croatas, sob licença do governo americano." Também, os holandeses "estavam convencidos de que as forças especiais dos Estados Unidos estavam envolvidas no treinamento do exército bósnio e do exército bósnio croata (HVO)."

Lá atrás em 1988, o líder da Croácia se reuniu com o chanceler alemão Helmut Kohl para criar "uma política conjunta para separar a Yugoslávia," e trazer a Eslovênia e a Croácia para dentro da "zona econômica alemã". Assim, oficiais do exército dos Estados Unidos foram despachados para a Croácia, Bósnia, Albânia, e Macedônia como "conselheiros" e trouxeram as forças especiais dos Estados Unidos para ajudar. Durante os nove meses de cessar fogo na guerra da Bósnia-Herzegovina, seis generais americanos se reuniram com os líderes do exército bósnio para planejar a ofensiva bósnia que rompeu o cessar fogo.

Em 1996, a máfia albanesa, em colaboração com o Exército de Libertação de Kosovo (KLA), uma organização guerrilheira militante, tomou o controle sobre as enormes rotas de tráfico de heroína dos Bálcãs. O KLA estava ligado aos antigos lutadores mujahedins afegãos no Afeganistão, incluindo Osama Bin Laden.

Em 1997, o KLA começou a lutar contra as forças sérvias, e em 1998, o Departamento de Estado dos Estados Unidos removeram o KLA da sua lista de organizações terroristas. Antes e depois de 1988, o KLA esteve recebendo armas, treinamento e apoio dos Estados Unidos e OTAN, e a Secretária de Estado de Clinton, Madeline Albright, tinha um relacionamento político estreito com o líder do KLA Hashim Thaci.

Ambas a CIA e a inteligência alemã, o BND, apoiavam os terroristas do KLA na Yugoslávia antes e depois do bombardeio da Yugoslávia pela OTAN em 1999. O BND tinha contato com o KLA desde o início dos anos 90, o mesmo período que o KLA estava estabelecendo seus contatos com a Al-Qaeda. Os membros do KLA eram treinados por Osama Bin Laden em campos de treinamento no Afeganistão. Mesmo os Estados Unidos afirmavam que muito da violência que ocorreu veio de membros do KLA, "especialmente daqueles aliados com Hashim Thaci."

O bombardeio de Kosovo em março de 1999 pela OTAN foi justificado pela pretensão de pôr um fim na opressão sérvia dos albaneses de Kosovo, que foi chamada de genocídio. A administração Clinton fez queixas de que pelo menos 100.000 albaneses de Kosovo estavam desaparecidos e "poderiam ter sido assassinados" pelos sérvios. Bill Clinton pessoalmente comparou os eventos em Kosovo ao Holocausto. O Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmava que temia-se que cerca de 500.000 albaneses estavam mortos. Finalmente, a estimativa oficial foi reduzida para 10.000, contudo, depois de exaustivas investigações, foi revelado que a morte de menos de 2.500 albaneses poderia ser atribuída aos sérvios. Na campanha de bombardeio da OTAN, entre 400 e 1.500 civis sérvios foram assassinados, e a OTAN cometeu crimes de guerra, incluindo o bombardeio de uma estação de TV sérvia e de um hospital.

Em 2000, o Departamento de Estado dos Estados Unidos, em cooperação com o Instituto Americano de Empreendimentos, AEI, realizou uma conferência sobre integração Euro-Atlântico na Eslováquia. Entre os participantes estavam muitos chefes de Estado, funcionários de assuntos exteriores e embaixadores de vários Estados europeus bem como funcionários da ONU e da OTAN. Uma carta da correspondência entre um político alemão presente na reunião e o chanceler alemão, revelou a verdadeira natureza da campanha da OTAN em Kosovo. A conferência exigia uma rápida declaração de independência para Kosovo, e que a guerra na Yugoslávia era travada com o objetivo de aumentar a OTAN, a Sérvia era para ser excluída permanentemente do desenvolvimento europeu para justificar a presença militar dos Estados Unidos na região, e a expansão no final das contas foi planejada para conter a Rússia.

De grande significado foi que, "a guerra criou uma razão de ser para a continuada existência da OTAN em um mundo pós guerra, enquanto ela tentava desesperadamente justificar a existência e desejo por expansão." Além do mais, "os russos presumiram que a OTAN se dissolveria no fim da guerra fria. Em vez disso, não somente a OTAN se expandiu, ela foi a guerra em uma disputa interna em um país europeu oriental eslavo." Isso foi visto como uma grande ameaça. Assim, "muito das tensas relações entre os Estados Unidos e a Rússia na década passada podem ser traçadas até a guerra da Yugoslávia em 1999.

A Guerra ao Terror e o Projeto para um Novo Século Americano (PNAC).

Quando Bill Clinton se tornou presidente, os falcões neoconservadores da administração George H.W. Bush formaram um think thank chamado Projeto para um Novo Século Americano, ou PNAC. Em 2000 eles publicaram um relatório chamado, Reconstruindo as Defesas Americanas: Estratégia, Forças, e Recursos para um Novo Século. No documento de orientação para construção de uma política de defesa, eles afirmam que, "os Estados Unidos devem reter forças suficientemente capazes para rapidamente ficar de prontidão e ganhar múltiplas e simultâneas guerras em larga escala." Além do mais, há "necessidade de reter suficientes forças de combate para lutar e vencer, em múltiplos, quase simultâneos, grandes teatros de guerra," e que "o Pentágono precisa começar a calcular a força necessária para proteger, independemente, os interesses dos Estados Unidos na Europa, Leste da Ásia e o Golfo o tempo todo.

Interessantemente, o documento afirmava que, "os Estados Unidos têm por décadas procurado desempenhar um papel mais permanente na segurança da região do Golfo. Enquanto o conflito não solucionado com o Iraque proporciona a justificação imediata, a necessidade para uma substancial presença da força americana no Golfo transcende a questão do regime de Saddam Hussein." Contudo, em defesa de um aumento maciço dos gastos de defesa e da expansão do império americano pelo globo, incluindo a poderosa destruição de múltiplos países através de grandes teatros de guerra, o relatório afirmava que, "além disso, o processo de transformação, mesmo se trouxer mudanças revolucionárias, é provável que seja longo, ausente algum evento catastrófico e catalisador - como um novo Pearl Harbor." Esse evento veio um ano depois com os eventos de 11/9. Muitos dos autores do relatório e membros do Projeto para um Novo Século Americano se tornaram funcionários na administração Bush, e estavam convenientemente no lugar para executar seu "Projeto" depois que eles tiveram seu "Novo Pearl Harbor."

Os planos para a guerra estavam "já sob desenvolvimento pelos think thanks da extrema direita nos anos 90, organizações nas quais os guerreiros da guerra fria do círculo interno dos serviços secretos, das igrejas evangélicas, das corporações de armas e companhias de petróleo forjaram planos surpreendentes para a Nova Ordem Mundial". Para fazer isso, "os Estados Unidos precisariam usar todos os meios - diplomático econômico e militar, até guerras de agressão - para o controle de longo prazo dos recursos do planeta e a habilidade de manter qualquer possível rival fraco."

Entre as pessoas envolvidas no PNAC e nos planos para o império, "Dick Cheney - vice presidente, Lewis Libby - chefe de pessoal de Cheney, Donald Rumsfeld - Ministro da Defesa, Paul Wolfowitz, adjunto de Rumsfeld, Peter Rodman - encarregado de "questões de segurança global", John Bolton - Secretário de Estado para controle de armas, Richard Armitage - adjunto do ministro do exterior, Richard Perle - ex-adjunto do Ministro da Defesa sob Reagan, e agora diretor do Conselho de Política de Defesa, William Kristol - diretor do PNAC e conselheiro de Bush, e conhecido com o cérebro do presidente, Zalmay Khalilzad," que se tornou embaixador tanto no Afeganistão como no Iraque seguindo as mudanças de regimes nestes países.

O grande tabuleiro de xadrez de Brzezinski

O estrategista arqui-falção, Zbigniew Brzezinski, co-fundador da Comissão Trilateral com David Rockefeller, ex-Conselheiro de Segurança Nacional e arquiteto chave da política externa na administração de Jimmy Carter, também escreveu um livro sobre geoestratégia americana. Brzezinski é também membro do Conselho de Relações Exteriores (CFR) e do Grupo Bilderberg, e também tem sido membro do comitê da Anistia Internacional, do Conselho do Atlântico e da Fundação Nacional para a Democracia. Atualmente, é administrador e conselheiro no Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), um proeminente think thank de política dos Estados Unidos.

Em seu livro de 1997, o Grande Tabuleiro de Xadrez, Brzezinski delineou uma estratégia para a América no mundo. Ele escreveu, "Para a América, o principal prêmio geopolítico é a Eurásia. Por meio milênio, os assuntos do mundo foram dominados pelas potências eurasianas e povos que lutavam uns com os outros pelo domínio regional e para alcançar o poder global." Mais, "como a América 'controla' a Eurásia é crítico. A Eurásia é o maior continente do globo e é geopoliticamente axial. Um poder que dominar a Eurásia controlará duas das três regiões mais avançadas e economicamente produtivas. Uma mera olhada no mapa também sugere que o controle sobre a Eurásia quase automaticamente obrigaria a subordinação africana."

Ele continuou delineando uma estratégia para o império americano, afirmando que, "é imperativo que nenhum desafiante eurasiano surja capaz de dominar a Eurásia e assim de também desafiar a América. A formulação de uma geoestratégia eurasiana abrangente e integrada é, portanto, o propósito deste livro." Ele explicou que, "Dois passos básicos são assim requeridos: Primeiro, identificar os estados eurasianos geoestrategicamente dinâmicos que tenham o poder de causar uma mudança potencialmente importante na distribuição internacional de poder e decifrar as metas externas centrais de suas respectivas elites políticas e prováveis consequências de tentar conquistá-las: (e) segundo, formular políticas dos Estados Unidos específicas para contrabalançar, cooptar, e/ou controlar os supracitados."

O que isto significa é que é de fundamental importância primeiro identificar estados que possam potencialmente serem o pivô sobre o qual o equilíbrio do poder na região sai da esfera de influência dos Estados Unidos; e em segundo lugar, "contrabalançar, cooptar, e/ou controlar" tais estados e circunstâncias. Um exemplo disso seria o Irã; sendo um dos maiores produtores de petróleo, e em uma posição estrategicamente significativa no eixo da Europa, Ásia e Oriente Médio. O Irã poderia possuir o potencial de alterar o equilíbrio de poder na Eurásia se ele se aliasse proximamente com a Rússia e a China, ou ambos - dando a essas nações um grande fornecimento de petróleo bem como uma esfera de influência no Golfo, dessa forma desafiando a hegemonia americana na região.

Brzezinski retirou toda sutileza de suas inclinações imperialistas, e escreveu, "Pondo em uma terminologia que foi dita anteriormente na era mais brutal dos impérios antigos, os três grandes imperativos de uma geoestratégia imperial são evitar conspiração e manter os vassalos dependentes de segurança, manter os contribuintes dóceis e protegidos, e evitar os bárbaros de se juntarem."

Brzezinski se referiu as repúblicas da Ásia Central como os "Bálcãs Eurasianos", escrevendo que, "Além do mais, elas (as repúblicas da Ásia Central) são de importância do ponto de vista da segurança e das ambições históricas para pelo menos três dos seus mais imediatos e mais poderosos vizinhos, a saber, Rússia, Turquia e Irã, com a China também sinalizando um crescente interesse político na região. Mas os Bálcãs Eurasianos são infinitamente mais importantes como um potencial prêmio econômico: uma enorme concentração de gás natural e reservas de petróleo estão localizadas na região, em adição a importantes minerais, incluindo ouro." Ele mais adiante escreveu que,” Segue que o interesse primário da América é ajudar a assegurar que nenhuma potência sozinha venha a controlar esse espaço geopolítico e que a comunidade global tenha acesso financeiro e econômico irrestrito a isso." Este é um claro exemplo do papel da América como uma locomotiva do império; com a política externa imperial desenhada para manter as posições estratégicas dos Estados Unidos, mas primariamente e "infinitamente mais importante", é assegurar um "prêmio econômico" para "a comunidade global." Em outras palavras, os Estados Unidos são uma hegemonia imperial trabalhando para os interesses financeiros internacionais.

Brzezinski também advertiu que, "Os Estados Unidos podem ter de determinar como lidar com coalizões regionais que procuram tirar a América da Eurásia, dessa forma ameaçando o status da América como potência global," e ele, "põe como bonificação a manobra e manipulação para evitar a emergência de uma coalizão hostil que possa eventualmente procurar desafiar a primazia americana." Assim, "A tarefa mais imediata é ter certeza de que nenhum estado ou combinação de estados ganhe a capacidade de expulsar os Estados Unidos da Eurásia ou até diminuir significativamente seu decisivo papel de arbitragem."

A Guerra ao Terror e o Excesso de Imperialismo

Em 2000, o Pentágono liberou um documento chamado Visão Conjunta 2020, que delineava um projeto para alcançar o que eles chamavam, "Domínio de Espectro Total," como o projeto para o Departamento de Defesa no futuro. "Domínio de Espectro Total significa a habilidade das forças dos Estados Unidos operarem sozinhas ou com aliados, derrotar qualquer adversário e controlar qualquer situação através de diversas operações militares." O relatório "dirige o domínio de espectro total através de diversos conflitos, de guerra nuclear aos maiores teatros de guerras até as contingências de menor escala. Também se dirige a situações amorfas como manutenção da paz e ajuda humanitária não combatente." Mais, "O desenvolvimento de uma rede global de informação proporcionará o ambiente para superioridade nas decisões."

Como economista político, Ellen Wood, explicou, "Dominação ilimitada da economia global, e dos múltiplos estados que a administram, requer ação militar sem fim, em propósito ou tempo." Além do mais, "Dominação imperial em uma economia capitalista global requer um equilíbrio delicado e contraditório entre supressão da competição e manutenção de condições em economias concorrentes que geram mercados e lucros. Esta é uma das contradições mais fundamentais da Nova Ordem Mundial."

Em seguida ao 11/9, a "Doutrina Bush" foi posta no lugar, que pedia por "um direito unilateral e exclusivo para ataques preventivos, a qualquer hora, qualquer lugar, sem aprovação de acordos internacionais, para assegurar que 'nossas forças serão fortes o suficiente para dissuadir potenciais adversários de perseguirem o desenvolvimento militar na esperança de superar, ou igualar, o poder dos Estados Unidos'."

A OTAN realizou sua primeira invasão terrestre de uma nação em toda a sua história, com a invasão e ocupação do Afeganistão em outubro de 2001. A guerra do Afeganistão foi na realidade, planejada antes dos eventos de 11/9, com o colapso dos negócios do grande oleoduto entre as grandes companhias ocidentais de petróleo e o talibã. A própria guerra foi planejada no verão de 2001 com o plano operacional de ir a guerra em meados de outubro.

O Afeganistão é extremamente significativo em termos geopolíticos, à medida que, "Transportar todo o combustível fóssil da bacia do mar Cáspio através da Rússia ou Azerbaijão aumentaria grandemente o controle político e econômico da Rússia sobre as repúblicas da Ásia Central, o que é precisamente o que o Ocidente gastou 10 anos tentando impedir. Canalizar através do Irã enriqueceria um regime que os Estados Unidos têm procurado isolar. Enviar no longo caminho ao redor da China está completamente fora das cogitações estratégicas, seria proibitivamente caro. Mas oleodutos através do Afeganistão permitiriam aos Estados Unidos tanto perseguir seu objetivo de 'diversificar o fornecimento de energia' e penetrar nos mercados mais lucrativos do mundo."

Como apontou o San Francisco Chronicle apenas duas semanas após os ataques de 11/9, "Além da determinação americana de contra atacar os perpetradores dos ataques de 11/9, além da possibilidade de batalhas mais longas e arrastadas produzirem mais perdas civis nos meses e anos a frente, os interesses escondidos na guerra contra o terrorismo podem ser resumidos em uma única palavra: petróleo." Explicando melhor, "o mapa dos santuários e alvos terroristas no oriente médio e Ásia Central é também, em grau extraordinário, um mapa das principais fontes de energia do mundo no século 21. A defesa das fontes de energia - mais do que uma simples confrontação entre o Islã e o Ocidente - será o ponto de atrito primário do conflito global nas décadas por vir."

Entre os muitos estados notáveis onde há intercâmbio entre terrorismo e petróleo e reservas de gás de importância vital para os Estados Unidos e o Ocidente, estão Arábia Saudita, Líbia, Bahrein, os Emirados do Golfo, Irã, Iraque, Egito, Sudão e Algéria, Turquemenistão, Kazaquistão, Azerbaijão, Chechênia, Geórgia e Turquia oriental. Significativamente, "Esta região conta com mais de 65 por cento da produção de petróleo e gás natural do mundo." Além disso, "É inevitável que a guerra contra o terrorismo seja vista por muitos como uma guerra em favor das americanas Chevron, ExxonMobil e Arco; da francesa TotalFinaElf; da British Petroleum; da Royal Dutch Shell e outras gigantes multinacionais, que têm centenas de bilhões de dólares de investimento na região."

Não é segredo que a guerra do Iraque tinha muito a ver com Petróleo. No verão de 2001, Dick Cheney convocou uma Força Tarefa de Energia, que fez altamente secreta série de reuniões nas quais a política de energia era determinada pelos Estados Unidos. Nas reuniões e em vários outros meios de comunicação, Cheney e seus assessores se encontraram com altos funcionários e executivos da Shell Oil, British Petroleum (BP), Exxon Mobil, Chevron, Conoco. Na reunião que teve lugar antes de 11/9 e antes que houvesse qualquer menção da guerra do Iraque, documentos dos campos de petróleo do Iraque, oleodutos, refinarias e terminais de petróleo foram apresentados e discutidos, e "documentos da Arábia saudita e Emirados Árabes Unidos igualmente apresentava um mapa dos campos de petróleo de cada país, os oleodutos, refinarias e terminais tanqueiros." Tanto a Royal Dutch Shell como a British Petroleum receberam desde então os maiores contratos para aperfeiçoar os campos de petróleo do Iraque.

A guerra do Iraque, bem como a guerra do Afeganistão, também serve amplamente aos americanos especificamente, e mais amplamente, aos interesses imperiais estratégicos do Ocidente na região. Em particular, as guerras foram estrategicamente planejadas para eliminar, ameaçar ou conter as potências regionais, bem como instalar dezenas de bases militares na região, estabelecendo firmemente uma presença imperial. O propósito disso é principalmente dirigido a outros grandes jogadores regionais e especificamente, cercar a Rússia e a China e ameaçar o acesso deles as reservas de petróleo e gás da região. O Irã está cercado agora, com o Iraque de um lado e o Afeganistão do outro lado.

Observações finais

A parte 1 desse ensaio delineou a estratégia imperial EUA-OTAN para entrar na Nova Ordem Mundial, seguindo a derrocada da União Soviética em 1991. O objetivo primário foi concentrado no cerco da Rússia e da China e na prevenção do surgimento de uma nova superpotência. Os Estados Unidos deviam agir como um império hegemônico, servindo aos interesses financeiros internacionais na imposição da Nova Ordem Mundial. A próxima parte desse ensaio examina as "revoluções coloridas" através da Europa Oriental e Ásia Central, continuando a política dos Estados Unidos e da OTAN de contenção da Rússia e da China; enquanto controla o acesso as maiores reservas de gás natural e rotas de transporte. As "revoluções coloridas" têm sido a força central na estratégia geopolítica imperial, e analisá-las é a chave para compreender a Nova Ordem Mundial.

Andrew Gavin Marshall é associado de pesquisa com o Centro de Pesquisa sobre Globalização (CGR). Ele está atualmente estudando Economia Política e História na Universidade Simon Fraser.



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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Estudo afirma que até os mais sofisticados leitores de notícias podem ser manipulados.

Jornal de NotíciasImage via Wikipedia

Estudo afirma que até os mais sofisticados leitores de notícias podem ser manipulados.

Por Melinda Burns, Miller-McCune.com
Novembro de 2009

Revelação do resultado de um estudo europeu mostra que notícias tendenciosas podem ter um feito "bomba relógio".

Não há ninguém mais cético sobre a mídia do que o europeu médio.

Somente 12 por cento dos europeus afirmam confiar na mídia, comparado com os 15 por cento dos norte-americanos, 29 por cento dos asiáticos do pacífico e 48 por cento dos africanos, a BBC descobriu.

Ainda assim uma nova pesquisa da London School of Economics and Political Science sugere que mesmo os mais endurecidos europeus podem sucumbir a manipulação da mídia e mudar sua visão política se eles forem bombardeados tempo suficiente com notícias tendenciosas.

Michael Bruter, um professor titular em Política Europeia na London School, alimentou com uma dieta constante de informativos desvirtuados sobre a Europa e a União Europeia - todos com boas notícias ou todos com más notícias - 1.200 cidadãos de seis países por dois anos.

Com o tempo, Bruter descobriu, e sem exceção, que os leitores subconscientemente adotaram o viés em graus variados e mudaram sua visão da união europeia e de si mesmos como europeus, alguns deles ao extremo. Surpreendentemente, eles não registraram qualquer mudança logo depois que os informativos pararam - não até seis meses completos depois, quando eles obviamente tiveram que baixar a guarda.

Bruter chama isso o efeito "bomba relógio" de notícias de um lado só. Seu estudo pinta um quadro duro de como o ceticismo, longe de inocular os cidadãos para resistir a persuasão política, meramente atrasa o impacto.

"Sabemos que uma crescente proporção de cidadãos desconfia da mídia e que alguns explicitamente afirmam descontar o viés das notícias que eles recebem," ele escreveu. "Contudo, mostramos que a despeito desta qualificada estratégia de leitura, o efeito das notícias ressoa ao longo do tempo.

Bruter não estudou a mídia americana, mas sua pesquisa levanta perguntas sobre os efeitos de longo prazo da exposição polarizada das notícias da televisão em redes como a Fox e MSNBC - que são a primeira e a segunda respectivamente nos índices de audiência de notícias a cabo. A administração Obama recentemente chamou o Canal Fox News de adversário político e não uma verdadeira organização de notícias.

O efeito "bomba relógio" desafia a precisão de se o ceticismo dos cidadãos dos dias modernos realmente os faz mais vulneráveis a fontes jornalísticas que eles desconfiam muito e se sentem imunes, diz Bruter.

Assim, cidadãos britânicos, os mais céticos de todos, devem estar alertas da inclinação anti-europeia da mídia deles, ainda o estudo sugere que eles podem, todavia, ser manipulados para se sentirem menos europeus do que os outros, Bruter disse.

A mídia, ele disse - e particularmente os tablóides - deveriam parar de ignorar acusações de viés com afirmações de que "seu público é maduro e sofisticado e pode entender o que eles dizem com uma pitada de sal."

"Por contraste, minhas descobertas sugerem que mesmo audiências sofisticadas são efetivamente suscetíveis a manipulação," ele disse. "Como tal, a grande lição para a mídia é que ela tem muita responsabilidade."

Bruter ficou intrigado com a questão da mídia e da identidade depois que os cidadãos da França e da Holanda derrotaram a proposta de constituição para a União Europeia em 2005. Este contratempo, ele disse, fez imperativo descobrir se a mídia está influenciando "porque alguns cidadãos se sentem mais europeus do que outros."

Bruter planejou uma experiência de dois anos na qual ele enviou bissemanalmente informativos distorcidos contendo notícias sobre a Europa e a União Europeia para até 200 cada no Reino Unido, França, Alemanha, Bélgica, Portugal e Suécia. Estes países representavam tanto os membros da União Europeia grandes como os pequenos, os ricos e os pobres, os pró-europeus e os "euro céticos."

Cada informativo de 4 páginas, compilados de jornais europeus diariamente e semanalmente, incluíam duas páginas de artigos exclusivamente sobre a Europa e a União Europeia, ou todos positivos ou todos negativos.

Assim, por exemplo, um grupo de participantes leria sobre como os chefes de estado europeus concordavam em lutar contra o tráfico de drogas, como a Airbus superou a Boeing como a fabricante de aviões número 1 do mundo, e o valor do euro subindo, enquanto o outro grupo leria sobre o valor do euro caindo, a Airbus perdendo uma grande encomenda da China para a Boeing, e os chefes de estado falhando em concordar em como combater o crime organizado do extinto bloco oriental.

Em adição, os informativos das "boas novas" continham três fotografias ou desenhos de símbolos pró-europeus tais como mapas da Europa e fotografias da bandeira da União Europeia (um círculo amarelo centrado em um fundo azul), enquanto os informativos das "más notícias" continham fotografias neutras de pessoas e paisagens.

Antes que o primeiro informativo fosse enviado, os participantes preencheram um questionário planejado para medir suas identidades cívicas, culturais e suas identidades europeias. Eles responderam tais questões (em diferentes idiomas) como, "Em geral, você é a favor ou contra os esforços que estão sendo feitos para unificar a Europa?" "Em geral, você se consideraria um cidadão da Europa?" "Você diria que se sente mais próximo de seus camaradas europeus do que, digamos, dos chineses, australianos ou das pessoas americanas?"

Também, foi pedido aos participantes para descreverem suas reações se eles vissem alguém queimando uma bandeira europeia, e a reação deles se eles vissem alguém queimando a bandeira de seu próprio país.

Eles receberam essencialmente o mesmo questionário mais duas vezes - logo depois que os informativos pararam e seis meses depois disso.

As descobertas mostraram que as noticias distorcidas não tinham virtualmente nenhum efeito em se os cidadãos se sentiam mais ou menos europeus em relação a União Europeia, diretamente depois que a experiência de dois anos terminou. Mas seis meses depois que o último informativo chegou, os resultados mostraram que eles foram afetados de maneira inequívoca.

A Exposição constante a símbolos da Europa e da União Europeia - bandeiras, mapas e cédulas de euro - funcionaram imediatamente para fazer as pessoas se sentirem mais europeias, o estudo mostrou. E seis meses depois da experiência, os participantes que foram regularmente expostos aos símbolos estavam cada vez mais conscientes deles na vida real. Com efeito, eles tinham sido "preparados" pelos informativos para notá-los.

Mas a “bomba relógio” das notícias distorcidas foi mais efetiva do que a exposição aos símbolos na manipulação dos membros do "amplamente cético público europeu," Bruter disse.

"Mostra que mesmo a propaganda mais "inacreditável" pode ter um efeito ao longo do tempo e que os boatos mais enganosos e sem base, por exemplo, podem moldar a opinião em algum grau, "Bruter disse.

Hoje, a União Europeia cresceu para 27 estados membros, dos seis originais que se engajaram em uma cooperação econômica mútua em 1957. O Tratado de Lisboa, um substituto para a Constituição Europeia que fracassou em 2005, está pronto para entrar em efeito este ano: 26 dos 27 países membros o ratificaram, incluindo a França e a Holanda. A República Tcheca é a última retardatária (a República Tcheca já disse que vai assinar o Tratado esse mês).

Mas apesar do que os governos fazem a questão do por que e como os cidadãos de diferentes países europeus começam a se sentir menos britânicos ou dinamarqueses ou portugueses, e mais um europeu de coração é ainda alguém muito receptivo. A mídia, Bruter disse, pode impedir ou encorajar esse sentimento ao longo do tempo.

"O efeito das notícias em última instância contribui e assim influencia a identidade europeia dos cidadãos com notável influência no longo prazo," ele disse.


"Bomba relógio? O efeito dinâmico das notícias e dos símbolos na identidade política dos cidadãos europeus," apareceu no início desse ano no Journal Comparative Political Studies.

Melinda Burns foi anteriormente escritora sênior do Santa Barbara News-Press, cobrindo imigração, planejamento urbano, ciência e meio ambiente.

Fonte: http://www.alternet.org/media/ 143831

Nota: E o que dizer de nós brasileiros que somos bombardeados com notícias tendenciosas todos os dias? Vemos nos meios de comunicação os governos fazendo propaganda e mostrando as cidades e o país como verdadeiros paraísos, mostrando obras que ainda nem saíram do papel e iludindo os desavisados com a maior cara de pau, e qual a nossa reação? Nenhuma. Pagamos impostos dignos de países europeus desenvolvidos e temos serviços públicos iguais aos dos países mais pobres. E qual a nossa atitude? Vamos as urnas e votamos nas mesmas pessoas. Porque já estamos condicionados, não reagimos mais, somos ovelhas prontas para o matadouro.


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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Computador psíquico mostra pensamentos na tela

Minority reportImage by Unhindered by Talent via Flickr

Computador psíquico mostra pensamentos na tela.

Por Chris Gourlay
Global Research, novembro de 2009

Cientistas descobriram como "ler" mentes através do escaneamento da atividade cerebral e reprodução das imagens do que as pessoas estão vendo - ou mesmo lembrando.

Pesquisadores foram capazes de converter em filmes de vídeo rudes a atividade cerebral estimulada pelo que a pessoa está observando ou lembrando.

O atalho levanta a possibilidade de benefícios significativos, tais como permitir que pessoas que são incapazes de se mover ou falar se comunicar via visualização dos seus pensamentos; gravar os sonhos das pessoas; ou permitir a polícia identificar criminosos pela gravação das lembranças de uma testemunha.

Contudo, isso poderia anunciar uma nova era do Big Brother, similar aquela imaginada pelo filme de Hollywood Minority Report, no qual pensamentos particulares de um indivíduo podem ser acessados pelas autoridades.

Jack Gallant e Shinji Nishimoto, dois neurologistas da Universidade da Califórnia, Berkeley, no ano passado conseguiram correlacionar a atividade do córtex visual do cérebro com imagens estáticas vistas pela pessoa. Na semana passada eles deram um passo adiante revelando que é possível "decifrar" os sinais gerados no cérebro por cenas móveis.

Em uma experiência que ainda tem de ser revisada pelos colegas, Galant e Nishimoto, usando a tecnologia da ressonância magnética funcional por imagem (fMRI), escanearam os cérebros de dois pacientes enquanto eles assistiam vídeos.

Um programa de computador foi usado para procurar por ligações entre a configuração das formas, cores e movimentos nos vídeos, e padrões de atividade no córtex visual dos pacientes.

Que mais tarde foi alimentado com mais de 200 dias de clipes dignos do youtube e pedido para predizer quais áreas do cérebro os clipes estimulariam se as pessoas estivessem assistindo aos vídeos.

Finalmente, o software foi usado para monitorar os cérebros dos dois pacientes enquanto eles assistiam a um novo filme.

Extraordinariamente, o programa de computador foi capaz de mostrar sequências contínuas dos filmes que eles estavam assistindo - embora com imagens embaçadas.

Em uma cena que apresentava o ator Steve Martin vestindo uma camisa branca, o software recriou sua forma tosca e o torso branco, mas perdeu outros detalhes, tais como suas características faciais.

Em outra cena, mostrando um avião voando em direção a câmera contra a linha do horizonte da cidade, foi reproduzida com menos sucesso. O computador recriou a imagem da linha do horizonte, mas omitiu o avião completamente.

"Algumas cenas se traduzem melhor do que outras”, disse Gallant. "Nós podemos decifrar close ups muito bem. Mas uma passagem rápida da câmera através de uma cena confunde o algoritmo.

"Você pode usar um dispositivo como esse para fazer algumas coisas muito legais. No momento quando você vê alguma coisa e quer descrever para alguém você tem de usar palavras ou desenhar e isso não funciona muito bem.

"Você poderia usar essa tecnologia para transmitir a imagem para alguém. Poderia ser útil para artistas ou para permitir a você recuperar a memória do testemunho de um crime."

Tal tecnologia não pode ser confinada ao aqui e agora. Cientistas da University College London conduziram testes separados que detectam, com uma precisão de cerca de 50%, memórias lembradas por pacientes.

As descobertas chegam em meio a um torvelinho de desenvolvimentos no campo da ciência cerebral. Pesquisadores também têm usado a tecnologia de escaneamento para medir habilidade acadêmica, detectar sinais precoces de Alzheimer e outras condições degenerativas, e até mesmo predizer a decisão que uma pessoa está para tomar antes que elas estejam conscientes de tomá-la.

Tais desenvolvimentos podem ter ramificações controversas. Na Inglaterra, a tecnologia de escaneamento fMRI foi vendida para companhias multinacionais, tais como Unilever e McDonald's, capacitando-as a ver como nós subconscientemente reagimos ao nome dos produtos.

Na América, agências de segurança estão pesquisando o uso dos scanners de cérebro para interrogar prisioneiros, e a Lockheed Martin, prestadora de serviço da defesa dos Estados Unidos, informou-se que ela estudou a possibilidade do escaneamento de cérebros a distância.

Isso permitiria que os pensamentos e inquietações de um indivíduo fossem examinados sem seu conhecimento em locais sensíveis como aeroportos.

Russell Foster, um neurocientista da Universidade de Oxford, disse que os rápidos avanços em seu campo estavam levantando dilemas éticos.

"É absolutamente crítico para os cientistas informarem ao público sobre o que estamos fazendo assim eles podem se engajar no debate sobre como este conhecimento deveria ser usado," ele disse.

"É o problema de sempre: Conhecimento é poder e pode ser usado tanto para o bem quanto para o mal."

Fonte: http://www.globalresearch.ca/index

Tradução: O Observador


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