domingo, 30 de maio de 2010

Primeiro humano 'infectado com vírus de computador'.

Microchip rfid riceImage via Wikipedia

Primeiro humano 'infectado com vírus de computador'.

Por Rory Cellan-Jones

Correspondente de tecnologia, BBC news

Um cientista britânico diz que ele é o primeiro homem no mundo a se tornar infectado com um vírus de computador.

Dr. Mark Gasson da Universidade de Reading contaminou um chip de computador que foi depois inserido em sua mão.

O dispositivo, que habilita ele a passar por portas de segurança e ativa seu telefone celular, é uma versão sofisticada dos chips de identificação usados para rastrear animais de estimação.

Em experiências Dr. Gasson mostrou que o chip era capaz de passar o vírus do computador para sistemas externos de controle.

Se outros chips implantados tivessem então conectados ao sistema eles também teriam sido corrompidos, ele disse.

Alerta médico

Dr. Gasson admite que o teste é uma prova do princípio, mas ele acha que isso tem implicações importantes para o futuro, onde dispositivos médicos tais como marcapassos e implantes cocleares se tornam mais sofisticados, e arriscam ser contaminados por outros implantes humanos.

"Com os benefícios desse tipo de tecnologia vêm os riscos. Nós podemos melhorar a nós mesmos de algum jeito, mas bem como as melhorias com outras tecnologias, telefones móveis, por exemplo, elas se tornam vulneráveis a riscos, tais como problemas de segurança e vírus de computador."

Dr. Gasson prevê que um uso mais amplo será feito da tecnologia implantada.

"Esse tipo de tecnologia tem sido comercializada nos Estados Unidos como um tipo de bracelete de alerta médico, assim se você for encontrado inconsciente você poderá ser escaneado e seu histórico médico trazido."

Professor Rafael Capurro do Instituto Transfer-Steinbeis de Ética da Informação na Alemanha disse a BBC que a pesquisa era "interessante".

"Se alguém puder conseguir acesso on line a seu implante, poderia ser grave," ele disse.

Cirurgia Cosmética

Professor Capurro contribuiu para um estudo ético em 2005 para a Comissão Europeia que visava o desenvolvimento de implantes digitais e o possível abuso deles.

"De um ponto de vista ético, a vigilância de implantes pode ser tanto positiva quanto negativa," ele disse.

"A vigilância pode ser parte do cuidado médico, mas se alguém quiser fazer mal a você, poderia ser um problema."

Além disso, ele disse que deve haver cautela se implantes com capacidades de vigilância começarem a ser usados fora do ambiente médico.

Contudo, Dr. Gasson acredita que haverá uma demanda para essas aplicações não essenciais, assim como as pessoas pagam pelas cirurgias cosméticas.

"Se pudermos encontrar uma maneira de melhorar a memória de alguém ou seu QI então há uma possibilidade real de que as pessoas escolherão ter esse tipo de procedimento invasivo."

Dr. Gasson trabalha na Escola de Engenharia de Sistemas da Universidade de Reading e apresentará os resultados de sua pesquisa no Simpósio Internacional para Tecnologia e Sociedade na Austrália no próximo mês. O Professor Capurro também falará no evento.

Nota: Este ano começarão a ser emitidas as carteiras de identidade com microchip embutido, contendo informações essenciais sobre a vida do portador da carteira. A propaganda enganosa do governo é que ela é mais segura por ser digital e mais prática por acomodar em um só documento todos os números de documentos como CPF, carteira de trabalho, de motorista e passaporte.

Se até um microchip RFID de implante pode ser hackeado e infectado por vírus, qual a garantia de que os dados contidos no microchip da identidade não poderão também ser acessados ilegalmente? Nenhuma garantia. A vantagem para o governo é que estaremos mais acessíveis e fáceis de ser vigiados.


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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Jornalistas confrontam David Rockefeller em fórum da Comissão Trilateral

NEW YORK - MAY 26:  David Rockefeller attends ...Image by Getty Images via @daylife

Sovereign Independent confronta Rockefeller no fórum da Trilateral em Dublin

"Mr. Rockefeller. Você nunca conseguirá sua Nova Ordem Mundial... Nós não somos seus escravos, Nós não somos seus escravos!" Dia 9 de maio nos hotel Four Seasons durante um fim de semana da Comissão Trilateral ás 12h30min da tarde. Foi durante a hora do almoço no restaurante quando dois membros do Sovereign Independent tiveram por acaso uma situação onde eles foram capazes de confrontar David Rockefeller e colocar duas cópias do Sovereign Independent na mesa de jantar em frente dele e dizer meia dúzia de verdades básicas.

Aproximadamente ás 12.15 da tarde de 9 de maio, dois representantes do jornal irlandês The Sovereign Independent, entraram no hotel Four Seasons em Dublin, Irlanda, onde o mais recente encontro da Comissão Trilateral estava tendo lugar e confrontaram David Rockefeller na sua mesa do almoço.

Nós modestamente entramos na área de recepção do hotel e prosseguimos através do saguão para a área de assentos e refeição por trás do recinto onde sentamos e pedimos café. Havia uma mesa imediatamente atrás de nós que estava posta para o almoço de seis pessoas.

Nós tínhamos seis cópias de nosso jornal conosco e discutimos pôr alguns na recepção para Henry Kissinger e David Rockefeller quando para minha absoluta surpresa eu notei o guarda costas de Rockefeller andando em minha direção. Sem agir como suspeito eu então notei a marca registrada de uma bengala atrás do guarda costas e David Rockefeller de repente estava passando por nós e tomou o assento na mesa posta para o almoço diretamente atrás de nós.

Nós imediatamente decidimos que não poderíamos perder esta oportunidade de confrontar o mal sentado em nosso meio e para nossa completa surpresa fomos dado a oportunidade quando o guarda costas pareceu deixar a sala.

Com algumas respiradas profundas ambos levantamos e confrontamos David Rockefeller em sua mesa de almoço em frente de seus convidados com as palavras. "Sr. Rockefeller, você nunca conseguirá sua Nova Ordem Mundial. Nós não somos seus escravos; nós não somos seus escravos.” A sala caiu em profundo silêncio enquanto nossas palavras reverberavam por todo o caminho através da área da recepção com os olhares surpresos nas faces dos convidados de Rockefeller. Rockefeller tinha um olhar de completo choque em sua face enquanto eu me inclinava para ele e colocava uma cópia do Sovereign Independent direto em frente dele em sua mesa tendo o cuidado de não tocar nele de modo nenhum ou atrapalhar qualquer coisa em sua mesa.

Calmamente nos viramos enquanto o guarda costas, claramente não sabendo que nós tínhamos causado a perturbação, passou por nós para chegar a Rockefeller. Andamos aproximadamente 40m para entrada, descemos, passamos pelos oficiais de polícia que estavam presentes e dali para a rua.

Infelizmente devido ao risco de nosso telefone ser tomado de nós enquanto estávamos filmando o vídeo está um pouco trêmulo e Rockefeller só pode ser visto brevemente no final, quase uma silhueta, embora, alguém que conheça como ele se parece deve reconhecê-lo claramente. Ele está somente nos últimos quadros do vídeo na extrema esquerda.

Estivemos lá no dia anterior com Jim Tucker, mantendo um protesto pacífico, do lado de fora dos portões, com um número de outros grupos que tinha corrido bem. Centenas de cópias do jornal foram dadas aos transeuntes que queriam saber o que estava acontecendo.

O Sovereign Independent, em conjunto com outros indivíduos, também está envolvido em uma tentativa para prender Henry Kissinger devido a um mandato de prisão emitido pelas autoridades espanholas que estava, até onde sabemos, ainda válido. Essa evidência foi apresentada para os oficiais de polícia em serviço e registrada. Essa questão está atualmente em andamento com visita a embaixada da Espanha em Dublin sendo feita esta manhã, segunda-feira, 10 de maio.

WeAreChange Irlanda também confrontou David Rockefeller quando ele chegou.

Fonte: http://www.sovereignindependent.com/?=3039


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domingo, 23 de maio de 2010

Alerta para os Cristãos sobre a Nova Ordem Mundial - Parte 2

Neurônios são usados para construir circuito de neurocomputador

Diagrama de arquitetura de computadorImage via Wikipedia

Neurônios são usados para construir circuito de neurocomputador

Redação do Site Inovação Tecnológica

"No cérebro, os neurônios fazem cálculos maravilhosamente num instante, mas se você os coloca sobre uma placa de vidro eles se tornam preguiçosos e 'estúpidos' - ou seja, seu repertório de respostas é muito limitado."

É assim que começa a apresentação do trabalho da equipe de Elisha Moses, do Instituto de Ciências Weizman, em Israel. "Nossa principal questão é como as conexões entre os neurônios podem ser manipuladas para melhorar sua capacidade computacional," afirma o grupo.

Neurocomputador

Os cientistas não estão exagerando: individualmente, um neurônio precisa "descansar" um longo tempo depois de disparar um sinal, até que possa se tornar capaz de disparar o próximo. Isso torna quase impraticável sua utilização em conjunto com sistemas eletrônicos, que são muito mais rápidos.

Agora, Ofer Feinerman e Assaf Rotem, do grupo de Moses, deram um passo importante: eles usaram neurônios para construir portas lógicas - os blocos básicos de um circuito eletrônico - que funcionam de maneira constante e confiável. É o primeiro elemento de um futuro neurocomputador.

Na prática, os pesquisadores substituíram os semicondutores e fios de um circuito eletrônico tradicional por neurônios, que disparam seus sinais elétricos para transferir as informações entre as diversas partes do circuito.

Fios biológicos de neurônios

Para isso, eles construíram minúsculos canais sobre uma placa de vidro. A placa de vidro, à exceção dos canais escavados, é recoberta por um material que repele as células. Isto força os neurônios a cresceram praticamente enfileirados, formando conexões entre as partes do circuito como se fossem "fios biológicos."

Porta lógica biológica

O circuito de demonstração é uma porta lógica AND, que produz uma saída apenas quando recebe duas entradas iguais. A porta lógica biológica tem o formato de uma ferradura, formada por neurônios, contendo um bloqueador iônico para impedir que os sinais elétricos passem de uma perna à outra da ferradura.

Entre os braços da ferradura fica uma outra ilha de neurônios. Unindo a ferradura à ilha, duas finas pontes de axônios permitem que os sinais elétricos sejam trocados entre as áreas.

Quando estimulados por uma pequena dose de um composto químico, os neurônios começam a enviar sinais através do biocircuito. Alterando a largura das pontes, os pesquisadores controlaram a intensidade dos sinais que passam da ilha para os braços da ferradura, construindo sua porta AND - os neurônios na ilha somente produzem uma saída depois de receber sinais das duas pernas da ferradura.

Próteses robotizadas

Segundo os pesquisadores, seus neurônios de laboratório atingiram até 95% de aproveitamento, contra os 40% normalmente observados, o que abre novos horizontes para o desenvolvimento de neurocomputadores mais eficientes.

Agora eles vão trabalhar no desenvolvimento de novas portas lógicas, que permitam a fabricação de circuitos biológicos mais complexos. No futuro, componentes desse tipo poderão permitir o interfaceamento entre circuitos eletrônicos e o corpo humano, para o controle de próteses robotizadas, e entre neurocomputadores biológicos e computadores eletrônicos.

Bibliografia:

Reliable neuronal logic devices from patterned hippocampal cultures
Ofer Feinerman, Assaf Rotem, Elisha Moses
Nature Physics
October 2008
Vol.: Advance online publication
DOI: 10.1038/nphys1099

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Terra entrou em mini-era glacial, diz relatório

McCartney and Pachauri: "Less Meat = Less...Image by European Parliament via Flickr

Terra entrou em mini-era glacial, diz relatório

Luis Dufaur | 19 Maio 2010

O fenômeno é bem conhecido pelos cientistas sérios. Porém, como fere o mito do "aquecimento global" a mídia e os ativistas alarmistas menosprezavam-no aduzindo ser invenção de "céticos" pagos pelas multinacionais.

A Terra ingressou numa mini-era de gelo que poderá durar entre 60 e 80 anos e diminuirá a temperatura global em 0,2º C segundo relatório do Instituto de Geofísica da Universidade Nacional Autônoma de México (UNAM), noticiou "La Nación" de Buenos Aires.

O investigador Víctor Manuel Velasco explicou que o fenômeno é causado pela diminuição da atividade solar que vem sendo registrada há anos.

Velasco estudou os períodos glaciais e interglaciais da Terra e a variabilidade solar. Os resultados apóiam uma teoria que poderá quantificar a diminuição da atividade solar e seu impacto na Terra.

"Hipótese alguma sobre mudança climática consegue explicar por que acontecem esses períodos", esclareceu ele.

Para o cientista, a diminuição da temperatura global é devida a "um ciclo natural da natureza" já verificado em outros séculos com lapsos de 120 anos e que depende exclusivamente do sol.

Já em 2010 partes do planeta entraram nessa "mini" era de gelo e "as ondas de neve históricas que estão acontecendo no mundo são mostra disso", acrescentou.

Por exemplo, no século VI houve um mínimo de atividade solar conhecida como "mínimo medieval". Posteriormente veio o "período quente medieval", seguido de mais uma mini era de gelo no Ancien Régime e um novo período quente que se prolongou até o fim do século XX.

O fenômeno, aliás, é bem conhecido pelos cientistas sérios. Porém, como fere o mito do "aquecimento global" a mídia e os ativistas alarmistas menosprezavam-no aduzindo ser invenção de "céticos" pagos pelas multinacionais.

Agora, o fracasso da conferência de Copenhague, o desvendamento em série de fraudes científicas praticadas pelo IPCC e evidenciadas no "Climagate", tornaram mais fácil que informações importantes como os fornecidos pela UNAM cheguem ao grande público.

Luis Dufaur edita o blog Verde, a cor nova do comunismo - http://ecologia-clima-aquecimento.blogspot.com/

Fonte: www.midiasemmascara.org


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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Chantagem: Como a elite dominante controla os políticos



Chantagem: Como a elite dominante controla os políticos

Por: Paul Joseph Watson

Prison Planet.com

26 de abril de 2010

Rumores de homossexualidade ao redor do senador Lindsey Graham revelam a razão central porque a vasta maioria dos membros do Congresso habitualmente apóia a legislação que é anátema para os interesses das pessoas que eles supostamente representam, porque os políticos raramente alcançam posições de influência sem estarem presos a uma forma ou outra de chantagem.

William Gheen da ALIPAC (Americanos pela Imigração Legal) provocou manchetes nacionais na semana passada durante um discurso em frente de milhares de apoiadores do Tea Party quando ele publicamente solicitou que Graham saía do armário e admita que é gay.

"William Gheen pediu ao senador Lindsey Graham para ser honesto com os eleitores americanos sobre seu estilo de vida homossexual para garantir que o desejo de Graham de guardar isso como um segredo não poderá mais ser potencialmente usado por pessoas do meio político para manipularem o comportamento de Graham," relata Before It's News. "Há muitos precedentes na política americana onde casos amorosos, corrupção, vícios e outras situações que os políticos queriam esconder foram usadas para manipulá-los com uma vantagem desleal."

"Quando você tem um senador americano de um Estado bastante conservador como a Carolina do Sul trabalhando de mãos dadas com Obama e os liberais de Nova York como Senador Schumer para passar uma lei de Anistia para imigrantes ilegais, há algo muito errado," disse Gheen. "Depois das transmissões nacionais de hoje, o público americano saberá o que pessoas do meio político de Washington sabem, esse foi meu objetivo."

O discurso de Gheen se tornou viral no Youtube e despertou um debate nacional sobre a sexualidade de Graham e se isso está sendo usado para chantageá-lo para empurrá-lo na grande agenda do governo.

O segredo aberto de que Graham é supostamente um homossexual explica porque ele constantemente apoia legislações e políticas que são quase universalmente detestadas pelo eleitorado da Carolina do Sul - taxas de carbono e a falsa agenda do aquecimento global, a reforma pró-anistia da imigração, bem como sua hostilidade em direção ao movimento Tea Party.

Graham tem sido rotulado um "Democrata forçado," um "traidor" e uma "desgraça" pelos conservadores por suas políticas e foi confrontado pela sua defesa do aquecimento global durante uma reunião na prefeitura em outubro do ano passado.

Esses golpes estão na própria raiz do porque o governo está quebrado - políticos podem fazer promessas vãs a vontade para o povo para serem eleitos, mas uma vez no gabinete eles mudam a direção e marcham na sintonia da elite dominante. É por isso que quase cada um deles tem algum segredo obscuro pelo qual eles podem ser chantageados se falharem em seguir o consenso de Washington.

Isso é precisamente o que temos testemunhado com o presidente Obama. A despeito de suas promessas de esperança e de uma mudança de direção da administração Bush, Obama tem seguido a mesma agenda com agressiva uniformidade - reclamando da guerra no Afeganistão enquanto expandia a do Paquistão, renovando a Lei Patriota, prolongando os grampos sem permissão e aumentando o tamanho do governo federal a níveis impensáveis enquanto prepara maciços aumentos de impostos.

A origem dúbia de Obama, não apenas a controvérsia do "berço" (o local de nascimento de Obama), mas o fato admitido de que seu nome real é Barry Soetero, tem sido manipulado pela elite dominante à perfeição. Embora nunca tenha sido comentado abertamente, o escândalo é mantido convenientemente borbulhando sob a superfície como uma ameaça de que se Obama alguma vez tentar ser um líder de verdade, seu legado será completamente destruído.

Um aspecto mais sinistro do mesmo processo de chantagem sendo exercida contra Obama é o fato de que ele é constantemente lembrado de que é um alvo para assassinato. Isso estava nas notícias novamente hoje com a história de um homem que foi preso carregando uma arma no aeroporto da Carolina do Sul enquanto o presidente Obama estava partindo a bordo do Air Force One.

Enquanto relatávamos no início desse ano, por toda a campanha presidencial, foi dito constantemente ao público que Obama era um alvo para assassinato e que sua segurança estava sempre em perigo, uma reivindicação que recebeu credibilidade depois de numerosos estranhos lapsos de segurança do serviço secreto em eventos públicos onde Obama realmente foi posto em perigo, seja intencionalmente ou de outro jeito.

A história dos "penetras" também serviu para aumentar a consciência sobre Obama ser vulnerável a ataques de pessoas que podem discretamente se esgueirar pela segurança e ficar face a face com o presidente de forma relativamente fácil.

É claro que os neoconservadores estão mantendo Obama refém e emitindo uma ameaça tenuemente velada pela repetição do mantra de que o único jeito de salvar sua carreira política e sua presidência é atacar o Irã. Há indubitavelmente uma montanha de sujeira sendo guardada no que diz respeito ao passado de Obama que está sendo usado para chantagear o presidente no prosseguimento da agenda da Nova Ordem Mundial - do mesmo jeito que com qualquer presidente antes dele.

Tornar-se presidente dos Estados Unidos e de fato ser eleito chefe de qualquer gabinete político proeminente não é uma oportunidade para mudar as coisas para melhor, é um negócio que os políticos fazem para seguir a agenda ou se eles não seguirem, terem cada complicação de suas vidas particulares expostas para a mídia atacar.

Ser tachado como homossexual, adúltero ou ter qualquer outro segredo pessoal exposto para a infindável excitação da imprensa é a punição mais leve que um político pode enfrentar por sair da linha. Se eles não têm suficiente sujeira neles que possa ser trazida para desacreditar seus nomes, então os métodos mais desagradáveis são usados todos juntos.

Chantagem é a razão primária porque aqueles em Washington consistentemente ignoram seus eleitorados e se empenham por políticas que agradam pouco ou não tem apoio da maioria dos americanos.

É por isso que o congresso tem uma taxa de aprovação de parcos 10 por cento. Nove em dez americanos acham que o congresso está fazendo um trabalho horrível. Essa falta de conexão entre os políticos e o povo não é meramente devido a corrupção inata, é primariamente porque os membros do congresso estão completamente comprometidos mesmo antes de assumir o cargo. Na maioria dos casos, políticos são destruídos pela mídia antes mesmo de serem eleitos se eles não tiverem sujeira que possa mais tarde ser usada para chantagem.

De fato, é por isso que foi permitido que fosse construído um culto da personalidade por trás de Obama para levá-lo ao cargo. É por isso que Wall Street derramou bilhões de dólares no fundo de campanha de Obama - porque eles sabiam que ele estava comprometido, poderia ser facilmente chantageado e, portanto, concordaria zelosamente com as ordens da elite bancária que ele obedientemente serve.


quinta-feira, 13 de maio de 2010

Gravações secretas mostram como China e Índia sabotaram a Conferência do Clima.

[COP 15 ] J+6 Global Day of Climate Action / 1...Image by wwf_france via Flickr

Gravações secretas mostram como China e Índia sabotaram a Conferência do Clima


Tobias Rapp, Christian Schwägerl e Gerald Traufetter

O que de fato aconteceu na conferência do clima da ONU em Copenhague? Gravações secretas obtidas pela “Spiegel” revelam como a China e a Índia evitaram um acordo para lutar contra a mudança climática naquela reunião crucial. Os europeus sem poderes foram obrigados a ficar de lado enquanto o acordo fracassava.

Em determinado momento, sua paciência já tinha se esgotado, tão exaurida quanto o oxigênio na pequena sala de conferências. Ele não conseguia mais ficar parado, nem mesmo por um segundo.

As palavras de repente explodiram da boca do presidente francês Nicolas Sarkozy: “Digo isso com todo o respeito e amizade”. Todos na sala, entre eles duas dúzias de chefes de Estado, sabiam que ele queria dizer exatamente o oposto do que estava dizendo. “Com todo o respeito à China”, continuou o presidente francês, falando em francês.

O Ocidente, disse Sarkozy, prometeu reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 80%. “E em troca, a China, que em breve será a maior potência econômica do mundo, diz para todos: os compromissos se aplicam a vocês, e não a nós.”

Sarkozy, fazendo uma pausa de efeito, disse então: “Isso é totalmente inaceitável!” E então o presidente francês incitou o conflito diplomático mais ainda quando disse: “Isso tudo diz respeito às coisas fundamentais, e alguém precisa reagir a essa hipocrisia!”

Um silêncio tomou conta da sala. Até os telefones celulares pararam de tocar. Isso aconteceu na sexta-feira, 18 de dezembro de 2009, por volta das 16h. Este foi o momento em que os líderes mundiais reunidos em Copenhague abandonaram seus esforços para salvar o mundo.

A cúpula dentro da cúpula

Os políticos mais poderosos do mundo estavam reunidos na sala de conferência “Arne Jacobsen” no Bella Center de Copenhague, negociando formas para proteger o clima mundial. O presidente norte-americano Barack Obama estava sentado na ponta de uma cadeira de madeira de estofado azul, conversando com a chanceler alemã Angela Merkel e o primeiro-ministro britânico Gordon Brown. O turbante azul do primeiro-ministro indiano Manmohan Singh aparecia por trás de uma série de vasos de plantas arrumados na última hora. Pouco tempo depois a reunião foi apelidada de “a mini-cúpula dos 25”.

O primeiro-ministro da Etiópia Meles Zenawi estava lá, representando o continente africano, e o presidente do México Felipe Calderon estava próximo. Apenas um importante líder mundial estava faltando, uma ausência que acabou simbolizando o fracasso da cúpula do clima: o primeiro-ministro chinês Wen Jiabao.

Em vez disso, quem ocupou o lugar em frente a Obama foi o vice-ministro de Exterior da China, He Yafei. Foi uma afronta diplomática logo mencionada durante toda a duração do encontro.

Mesmo três meses depois dos eventos significativos da conferência do clima em Copenhague, o líder chinês ainda parecia sentir uma necessidade de justificar sua ausência da sala de reuniões naquela época. E os que estavam presentes ainda não foram totalmente claros sobre o que foi de fato combinado durante as negociações.

Desde a reunião de Copenhague, a política internacional do clima tem mancado como um animal mortalmente ferido – algo que também pode ser observado no encontro que está acontecendo esta semana no centro de convenções Petersberg, nos arredores de Bonn, na Alemanha.

Reconstruindo o encontro decisivo

O público foi mantido quase que totalmente desinformado em relação ao crítico encontro que aconteceu atrás de portas fechadas em Copenhague e se arrastou por dez horas. Dizem que os chineses alertaram abertamente os anfitriões dinamarqueses contra as indiscrições.

Agora, pela primeira vez, a “Spiegel” está na posição de reconstruir o decisivo encontro de uma hora e meia naquela sexta-feira fatídica. Gravações de áudio históricas, na forma de dois arquivos de áudio com um total de 1,2 gigabytes, e que foram feitas por acidente, servem como base para a análise. O protocolo de Copenhague mostra como o encontro que Gordon Brown chamou de “a conferência mais importante desde a 2ª Guerra Mundial” terminou num fracasso diplomático. Como se visto através de uma lupa, os contornos de uma nova ordem política global tornam-se visíveis, uma ordem moldada pela nova autoconfiança dos asiáticos e da falta de poder do Ocidente.

“O que estamos esperando?” Diz a chanceler Angela Merkel em inglês, esperando colocar as problemáticas negociações de volta nos trilhos. Enquanto isso, mais de outros 100 líderes mundiais, pessoas que aparentemente não tinham voz na questão, entediavam-se na sala de conferência ao lado. Eles aparentemente acreditavam, equivocadamente, como se descobriu, que a mini-reunião entre os 25 membros produziria algum tipo de documento.

Na verdade, uma sensação opressiva já havia se espalhado pelos corredores do centro de convenções. A variada coleção de ativistas ambientais já havia sido trancada para fora da conferência naquele momento, deixando apenas seus estandes abandonados na terra de ninguém dos supostos salvadores do mundo.

“Alguma objeção”

O primeiro-ministro dinamarquês Lars Lokke Rasmussen abriu a reunião na sala Arne Jacobsen. Embora fosse o anfitrião, Rasmussen não tinha experiência nas regras do diálogo no cenário internacional, e ele parecia um pouco desorientado no labirinto das políticas climáticas internacionais. Ele disse que havia sido feito um esboço de acordo que refletia as preocupações dos países participantes. “Acho que temos que nos perguntar agora se há alguma grande objeção”, disse ele em voz baixa em seu inglês imperfeito.

Com pouca confiança na voz, ele passou o microfone para um de seus conselheiros legais, que descreveu as correções de erros que haviam passado despercebidos no esboço escrito às pressas.

Quando é que, numa conferência internacional, já aconteceu algo parecido? Líderes internacionais terem de se preocupar com detalhes tão pequenos? “Acho que nunca aconteceu nada parecido, e não tenho certeza de que algo assim volte a acontecer”, diz o negociador-chefe da ONU, Yvo de Boer.

Ministros do meio ambiente e burocratas apresentaram uma pilha de 200 páginas de documentos a seus chefes, porque não tinham conseguido concordar quanto aos níveis de emissões, medidas de redução e medidas de controle. Quando os chefes de Estado e de governo chegaram na quinta-feira, ficaram chocados com o caos que seus subordinados haviam deixado para eles depois de dez dias de negociações.

“Precisamos de mais tempo”

Na noite de quinta-feira, a rainha Margrethe da Dinamarca ofereceu um jantar de gala para os líderes mundiais no prédio do parlamento. Fora do evento, o líder chinês ouviu o rumor de que o governo norte-americano havia marcado uma importante rodada de negociações sem convidá-lo pessoalmente. Wen Jiabao ficou ofendido e retirou-se para seu quarto de hotel, onde, para a irritação dos outros líderes, permaneceu durante a maior parte da conferência.

Em vez de ir, ele enviou seu negociador He Yafei para a reunião noturna com os líderes mundiais. Juntos, eles pediram para o anfitrião dinamarquês reduzir o quebra-cabeça de documentos a apenas algumas páginas essenciais. Elas ainda continham afirmações fortes, como o objetivo de uma redução de 50% das emissões globais até 2050 (em comparação aos níveis de 1990). Esse tipo de compromisso exigiria que os Estados Unidos, a China e a Índia também concordassem em cortar suas emissões de gases de efeito estufa pela metade.

Naquele ponto, Achim Steiner do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas (UNEP) ainda estava contente com o possível acordo, dizendo: “Não se trata de um desastre. Ele de fato será eficiente!”

Com um sucesso dessa magnitude, os líderes europeus, especialmente Anglea Merkel, poderiam voltar para casa no Natal de cabeça erguida.

Ganhando tempo

Mas agora, na tarde de sexta-feira, o negociador chinês olhou para o documento da noite anterior e disse: “Sr. Presidente, dada a importância do documento, não queremos nos apressar... Precisamos de mais tempo.” Yafei é um dos principais diplomatas do país, um homem cosmopolita com óculos sem aro que tem um melhor domínio do inglês do que muitos dos líderes mundiais que estavam sentados à mesma mesa de negociações.

He Yafei estava ganhando tempo e constantemente pedindo interrupções, porque ele precisava conversar com seu primeiro-ministro, Wen Jiabao. Merkel aumentou a pressão, dizendo: “Então nós só precisamos ir embora.”

Ainda havia duas variáveis importantes, X e Y, no esboço do acordo. Elas marcavam os lugares onde seriam preenchidas as porcentagens de redução de emissões de gases de efeito estufa das nações industrializadas e dos países em desenvolvimento, respectivamente. “Não podemos continuar, dizer coisas bonitas, mas que esperem um ano ou mais para x e y.”, disse Merkel. A chanceler alemã estava determinada a garantir que a China e a Índia se comprometessem a participar nos esforços de proteção do clima.

Mas a China e a Índia não estavam dispostas a se comprometer. Por trás das costas dos europeus, elas aparentemente chegaram a seu próprio acordo com o Brasil e a África do Sul. “Todo o tempo nós dissemos: “não julgue as opções de antemão!”, disse um representante da delegação indiana*, fazendo com que Merkel explodisse: “Então vocês não querem se comprometer legalmente!”

Isso, por sua vez, fez com que o negociador indiano dissesse irritado: “Por que você julga as opções de antemão? Todo o tempo você disse para não pré-julgar as opções e agora você as está pré-julgando. Isso não é justo!” O negociador chinês He Yafei ficou do lado dele.

Quebra de compromisso

O primeiro-ministro britânico Gordon Brown, falando com voz forte, tentou mediar a discussão. “Acho que é importante reconhecer o que estamos tentando fazer aqui”, disse ele. “Estamos tentando cortar as emissões até 2020 e 2050. Esta é a única razão que justifica estarmos aqui. É a única razão para justificarmos o dinheiro público que está sendo gasto para isso. É a única razão que justifica a busca de um tratado.”

O primeiro-ministro norueguês Jens Stoltenberg apontou que foram os indianos que haviam proposto a inclusão de reduções concretas de emissões para os países industrializados no tratado.

Mas a Índia mudou de lado em questão de poucas horas e não estava mais interessada em sua própria proposta. Um membro não identificado do grupo ficou indignado, dizendo: “Estou surpreso que nosso amigo indiano que sugeriu a emenda pelo ministro do meio-ambiente indiano hoje de manhã não esteja mais aqui. Esta é uma quebra de compromisso.”

Merkel levou mais uma punhalada. A redução de 50% das emissões, ou seja, limitando o aquecimento global a 2 graus Celsius, era uma referência ao que está escrito no relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática). Ela então dirigiu um apelo dramático aos países que estavam tentando impedir o tratado: “Vamos supor que uma redução de 100%, ou seja, nada mais de CO2 nos países desenvolvidos. Mesmo assim, com (a meta de) dois graus, vocês teriam que reduzir as emissões de carbono nos países em desenvolvimento. Esta é a verdade.”

Recusando-se a ceder

É claro, o negociador chinês He Yafei sabia perfeitamente bem que Merkel estava certa, e foi exatamente por isso que ele não poderia concordar com sua proposta. Isso significaria que a China teria que examinar seu desenvolvimento econômico. O crescimento de dois dígitos não seria mais uma opção para a gigante asiática.

O diplomata chinês recusou-se a ceder às demandas europeias, dizendo: “Agradecemos a todos por essas sugestões. Dissemos claramente que não devemos aceitar as reduções de 50%. Não podemos aceitá-las.”

Foi nesse ponto que Sarkozy, que já estava aguentado o suficiente, acusou os chineses de hipocrisia. Como um dos presentes se recorda: “Havia uma sensação de que tínhamos chegado a um impasse, uma diferença insuperável.”

Por fim, o político disse que aquele que alega ser o homem mais poderoso do mundo logo o será apenas por causa de suas muitas armas nucleares: o presidente norte-americano Barack Obama. Nesse ponto, praticamente ninguém na sala conseguiu dar nenhuma mordida nos sanduíches de mussarela murchos que eram constantemente servidos.

Obama apunhala os europeus pelas costas

Assim como os europeus, o presidente norte-americano também tinha a intenção de garantir um acordo para proteger o clima por parte das novas superpotências econômicas, China e Índia. “Acho que é importante observar que há importantes questões a serem consideradas”, disse ele, com um tom distinto em sua voz que sugeria a visão de um estadista.

Obama lembrou seus colegas de que as nações industrializadas também dependem da boa vontade de seus cidadãos para salvar o clima. “Da perspectiva dos países desenvolvidos, mobilizar a vontade política dentro de cada país para realizarmos esforços substanciais de atenuação [da mudança climática] já é muito difícil, e, além disso, canalizar parte dos recursos de nossos países para os países em desenvolvimento, é um peso muito grande”, disse Obama. Então, falando diretamente para a China, ele acrescentou: “Se não houver uma consciência de mutualidade nesse processo, será difícil para nós seguirmos adiante de forma significativa.”

Por fim, Obama falou sobre o desdém diplomático que o primeiro-ministro chinês transmitiu com a sua ausência: “Tenho muito respeito pelos representantes chineses aqui, mas também sei que há um primeiro-ministro aqui que está tomando uma série de decisões políticas. Sei que ele está lhe dando instruções nesse momento.”

Mas daí Obama apunhalou os europeus pelas costas, dizendo que seria melhor engavetar as metas concretas de redução por enquanto. “Tentaremos dar algumas oportunidades para essa resolução fora desse contexto multilateral... E digo isso confiante de que a China ainda queira um acordo, assim como nós.”

“Outros negócios para resolver”

No final de seu pequeno discurso, que durou 3 minutos de 42 segundos, Obama até mesmo minimizou a importância da conferência climática, dizendo: “Nicolas, não vamos ficar até amanhã. Estou apenas avisando. Porque todos nós obviamente temos outros negócios extraordinariamente importantes para resolver.”

Alguns na sala ficaram nervosos. Exatamente de que lado estava Obama? Ele não poderia marcar nenhum ponto na política doméstica com a questão climática. O consenso geral era de que ele não estava disposto a assumir nenhum compromisso legal, porque este seria usado contra ele no Congresso dos EUA. Será que ele estava interessado só em sair de Copenhague parecendo apenas um estadista assertivo?

Nesse momento, havia ficado claro que Obama e os chineses estavam na verdade no mesmo barco, e que os europeus estavam prestes a naufragar.

O negociador chinês rejeitou confiante as críticas de Obama, dizendo: “Não falo por mim mesmo, mas pela China.” Então ele revidou a gafe do presidente francês, e disse: “Ouvi o presidente Sarkozy falar sobre hipocrisia. Acho que estou tentando evitar palavras como esta. Estou tentando entrar nas discussões e debater sobre a responsabilidade histórica.”

Lição de história

He Yafei decidiu dar ao grupo uma lição de história. “As pessoas tendem a esquecer de onde vêm. Nos últimos 200 anos de industrialização, os países desenvolvidos contribuíram com mais de 80% das emissões. Quem quer que tenha criado esse problema é responsável pela catástrofe que estamos enfrentando.”

Isso foi uma humilhação para a chanceler Merkel. Fotos tiradas mais tarde mostraram-na usando um blazer de seda cor-de-rosa, com o rosto parecendo cinzento e exausto. Ela tentou mostrar ao mundo uma fachada digna, falando sobre uma “nova ordem climática mundial” que havia sido atingida em Copenhague. Mas falando em particular depois da reunião, ficou claro que ela estava furiosa com o fracasso. Ela jurou para si mesma que não se arriscaria à mesma humilhação novamente. A chanceler ficou profundamente abalada com a demonstração de poder da China e da Índia, assim como com a manobra de Obama.

Ela deve ter se sentido muito sozinha naquela sala, com suas paredes cor de mostarda. E o jogo chinês ainda não havia acabado. “Tenho uma pergunta quanto aos procedimentos”, disse He Yafei. “Peço gentilmente um intervalo de alguns minutos para consulta. Precisamos de algum tempo de consulta.” O que ele queria dizer era que ele queria telefonar para seu primeiro-ministro.

“Quanto tempo?”, perguntou Merkel.
O presidente, Rasmussen, tomou a decisão. “Encontraremo-nos novamente às quatro e meia. Quarenta minutos.”

Decisões tomadas em outros lugares

Mas a reunião não foi retomada. As decisões-chave foram tomadas fora dali – sem os europeus. Os indianos haviam reservado uma sala no andar de baixo, onde o primeiro-ministro Singh se encontrou com seus colegas, o presidente brasileiro Lula e o presidente da África do Sul Jacob Zuma. Wen Jiabao também estava presente.

Pouco antes das 19h, o presidente Obama entrou no pequeno encontro aconchegante das potências em desenvolvimento.

Naquela reunião, tudo que era importante para os europeus foi retirado do esboço do acordo, em especial as metas concretas de redução de emissões. Mais tarde, os europeus – como os diplomatas de todos os outros países sem poder, que foram deixados esperando na sala de plenária – não tiveram outra escolha a não ser endossar o precário resultado.

“Muito complicado”

Existe um político que pensou bastante sobre suas experiências na sala Arne Jacobsen em dezembro de 2009: o ministro mexicano do meio ambiente Juan Elvira Quesada. Seu país será o anfitrião da próxima grande cúpula do clima em novembro.

Em Copenhague, Quesada aprendeu que o procedimento existente é ineficaz. “Quando mais de 190 países devem chegar a um consenso, é simplesmente muito complicado”, diz ele.

Na reunião de novembro em Cancun, ele diz que preferirá nem mesmo tocar no documento que foi esboçado a duras penas naquele pequeno grupo de líderes mundiais. “Se fossemos simplesmente seguir adiante com o documento de Copenhague, seria um desastre.”

Tradução: Eloise De Vylder



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