domingo, 18 de julho de 2010

A OMS quer taxar o uso da sua internet para financiar vacinas nos países do terceiro mundo

OMS logoImage via Wikipedia

A OMS quer taxar o uso da sua internet para financiar vacinas nos países do terceiro mundo.

Por Mike Adams, the Health Ranger

Editor de NaturalNews.com

(NaturalNews) - A Organização Mundial da Saúde (WHO, na sigla em inglês) da ONU está forçando a barra para impor impostos de consumo global para ajudar a financiar seus vários programas, incluindo uma nova proposta que taxaria a internet a fim de pagar por vacinas e outros remédios para países do terceiro mundo. Sim, você leu certo - a OMS quer que cada pessoa do mundo ajude a pagar pelas drogas que fazem a indústria farmacêutica cada vez mais rica.

Considere isso uma manobra de Robin Hood ao contrário: Eles estão roubando da classe trabalhadora e dando as ultra ricas companhias farmacêuticas!

É claro que essa não é a primeira vez que a ONU pediu as nações ao redor do mundo para taxar os cidadãos ilegalmente a fim de favorecer sua própria agenda. Este corpo de funcionários não eleitos tentou forçar a legislação "cap and trade" (legislação sobre emissão de CO2) para uma suposta mudança climática apenas no ano passado (mas fracassou em fazer isso porque muitos países simplesmente recusaram a ideia).

No atual esquema, a OMS marcou um assim chamado painel de "especialistas médicos" para preparar um relatório ressaltando várias ideias de financiamento que financiarão todos os projetos que a OMS está tentando desenvolver no mundo. Uma dessas ideias é fazer os governos taxarem o uso da internet em seus países e dar o dinheiro a OMS para "desenvolvimento e pesquisa médica" em países pobres e em desenvolvimento. (Esta é uma linguagem codificada para despejar bilhões de dólares ilegalmente nos cofres da indústria farmacêutica em nome da caridade).

Um resumo executivo do relatório está disponível em: (http://www.foxnews.com/projects/pdf...)

Outras ideias para o financiamento incluem taxar pessoas quando elas fizerem transações como pagar as contas online ou sacar dinheiro, bem como taxar o comércio internacional de armas. A OMS também lançou a ideia de possivelmente fazer os governos contribuirem voluntariamente (o que é a única ideia de alguma forma legítima no relatório, considerando que a ONU não tem poder legal sobre nenhuma nação soberana para forçá-la a pagar impostos globais).

Como de costume, a proposta inteira é coberta por uma preocupação declarada pela saúde das pessoas das nações mais pobres que não têm acesso aos mesmos tratamentos médicos das pessoas das nações mais ricas. Embora isso possa soar bonito e bom em teoria, a agenda verdadeira aqui é transferir riqueza das pessoas das nações desenvolvidas para a ONU e então depois para as abastadas companhias farmacêuticas ou para os governos corruptos das nações mais pobres. As pessoas comuns dessas nações pobres receberão pouco ou nenhum benefício do dinheiro do imposto (a não ser as vacinações que serão forçados a fazer, se você considerar isso um benefício).

A OMS quer controlar a saúde mundial

Na página 8 do Resumo Exacutivo da OMS para suas propostas há uma declaração interessante sobre a agenda de saúde global da OMS. Quando fala sobre suas mais de 90 propostas para obter financiamento , a organização revela que também quer reestruturar o sistema de saúde global e colocar-se no controle.

"[As propostas] incluem estruturas sugeridas para centralizar, administrar e distribuir fundos para a pesquisa e desenvolvimento da saúde," afirma, adicionando que a fim de fazer isso, necessitaria de financiamento e certos "mecanismos" em primeiro lugar.

A OMS basicamente quer que todas as nações abram mão de sua soberania, particularmente em termos de pesquisa e desenvolvimento médico, e entregue a eles assim eles poderão distribuir "saúde" como acharem melhor. Ninguém mais terá nada a dizer sobre os assunto uma vez que a OMS será a única autoridade em assistência médica no mundo. Isso se encaixa perfeitamente com a agenda de dominação mundial da ONU através de outros meios (forças militares dos capacetes azuis, por exemplo).

Se os sonhos de financiamento e controle da OMS se tornarem realidade, a maior parte do dinheiro do imposto que ela receber provavelmente terminará nos bolsos dos funcionários da OMS, governos corruptos do terceiro mundo, ditadores e executivos da indústria farmacêutica. O que sobrar será usado para pagar por remédios e vacinas, ambos os quais na realidade danificam o meio ambiente local de qualquer país onde eles são usados devido a seus impactos de enxurrada química nos ecossistemas aquáticos.

Impostos globais são ilegais nos Estados Unidos

De acordo com a Cosntituição dos Estados Unidos, Art. 1, Seção 8, somente o Congresso dos Estados Unidos tem o poder de coletar impostos. Na verdade, há uma lista completa de quais impostos podem ser coletados, e não há menção de financiar uma entidade global que quer controlar o serviço de saúde (nem há uma menção de serviço de saúde nacionalizado para essa questão, em absoluto).

E novamente, desde quando qualquer presidente ou líder político nos Estados Unidos realmente honrou a Constituição que eles juraram proteger? O que nós temos em Washington não é uma equipe de dedicados defensores da Constituição, mas sim destruidores da Constituição que parecem determinados a entregar nossa soberania a alguma autoridade global tão rapidamente quanto eles puderem retirá-la.

O que a OMS está tentando fazer não é somente ilegal nos Estados Unidos, mas prejudicial ao verdadeiro serviço de saúde ao redor do mundo. Isso não trará a verdadeira saúde aos pobres, mas sim drogas, vacinas e outras substâncias químicas patenteadas que fazem umas poucas pessoas ricas, mas todas as outras mais pobres e mais dependentes de intervenção médica nos anos vindouros.

Observou que o plano da OMS não tenta levar alimentação para nações pobres? Nutrir estas pessoas com um pouco de vitamina D, vitamina C e nutrientes a base de plantas faria mais para acabar com doenças e enfermidades (inclusive doenças infecciosas) do que qualquer vacina ou produto farmacêutico. Também seria significativamente menos caro. Mas nada na agenda de dominação mundial da OMS inclui qualquer coisa relativa a alimentação. Parece que alimentação não tem lugar na visão de mundo da OMS - é tudo sobre remédios e vacinas.

Este é o tipo de mundo que eles querem nos impor: Um mundo onde eu e você somos taxados para pagar o envenenamento em massa de populações ao redor do mundo com produtos químicos tóxicos e vacinas perigosas. Lembre-se, a OMS é a mesma organização que encabeçou uma falsa epidemia porque seus conselheiros estão dominados pela indústria farmacêutica. A OMS está essencialmente sendo subornada pela indústria farmacêutica para avançar uma agenda que beneficia somente a indústria farmacêutica, não as pessoas. E a única razão pela qual eles estão agora tentando taxar você e eu para pagar por tudo isso é porque a margem de lucro em remédios e vacinas está tão ridiculamente alta que pessoas da classe trabalhadora e até mesmo as nações pobres não podem pagar por estes itens. Em vez de baixar os preços de seus remédios, eles estão tentando forçar um imposto sobre todos os outros.

A OMS, do mesmo modo que a FDA, é operada como uma ocupação criminosa. E como qualquer ocupação criminosa, eles querem forçar todos a pagá-los tanto dinheiro quanto possível. É como uma extorsão do tipo dos bandidos: Pague ou então! As coisas poderiam ser diferentes se eles estivessem usando o dinheiro para financiar programas de alimentação com vitamina D ou verdadeiros programas de educação alimentar nas nações pobres, mas estas ideias nem mesmo estão no radar deles. Eles estão 100% fixados na agenda da indústria farmacêutica de drogar todas as pessoas no planeta enquanto ao mesmo tempo embolsam lucros obscenos.

Fonte: http://www.naturalnews.com


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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Jornalismo e engenharia social


Protesto contra a "Folha de S. Paulo&quot...Image via Wikipedia


Vício consagrado

Olavo de Carvalho

O grosso do público não tem a mais mínima idéia das técnicas de engenharia social que, de uns trinta anos para cá, se substituíram maciçamente às normas do bom jornalismo.

A afetação de neutralidade superior, especialmente quando se quer impingir à platéia opiniões arriscadas e mentiras cínicas, é a essência mesma do "estilo jornalístico". Os "grandes jornais" deste país praticam-no com destreza tal que a maior parte de seus leitores, tomando a forma pelo conteúdo, acredita seguir a razão e o equilíbrio no instante mesmo em que vai se acomodando, pouco a pouco, anestesicamente, às propostas mais dementes, às modas mais escandalosas, às idéias mais estapafúrdias.

Quando a Folha, quase vinte anos atrás, começou a promover discretamente o gayzismo sob a inócua desculpa mercadológica de que os gays eram também parte do público consumidor, quem, entre os leitores, poderia imaginar que com o decurso do tempo essa gentil atenção concedida a uma faixa do mercado se converteria numa estratégia global de imposição do homossexualismo como conduta superior, inatacável, sacrossanta, só rejeitada por fanáticos e criminosos? Quem, aliás, tem a paciência e os meios intelectuais de examinar as mudanças progressivas e sutis da linguagem de um jornal ao longo de vinte anos? No começo, o processo é invisível porque seus primeiros passos são discretos e aparentemente inofensivos. No fim, é invisível porque sua história se apagou da memória popular. A lentidão perseverante é a fórmula mágica das revoluções culturais.

É verdade que o grosso do público não tem a mais mínima idéia das técnicas de engenharia social que, de uns trinta anos para cá, se substituíram maciçamente às normas do bom jornalismo. Não há uma só faculdade de jornalismo no Brasil que tenha escapado à influência das doutrinas "desconstrucionistas", segundo as quais não existe verdade objetiva, nem fato, nem relato fidedigno - há apenas a "vontade de poder" e, conseqüentemente, a "imposição de narrativas". Notem bem: não se trata de impor "opiniões", julgamentos de valor. Trata-se de modelar a seqüência, a ordem e o sentido dos episódios narrados, de tal modo que sua simples leitura já imponha uma conclusão valorativa sem que esta precise ser defendida explicitamente. É a arte de fazer a vítima aceitar passivamente, de maneira mais ou menos inconsciente, opiniões com as quais, numa discussão aberta, jamais concordaria. Antigamente os jornais buscavam ser neutros e objetivos nas páginas noticiosas, despejando nas seções editoriais as opiniões candentes, a retórica exaltada, as campanhas empolgantes. Hoje os editoriais são todos escritos num mesmo estilo insosso, diplomático, sem cor nem sabor, porque as opiniões que se deseja impingir ao público já vêm embutidas no noticiário, onde gozam do privilégio - e da eficácia - dos ataques camuflados. No Brasil, todo estudante de jornalismo, mesmo quando incapaz de conjugar um verbo ou atinar com uma regência pronominal, sai da faculdade afiadíssimo nessa arte. Não porque a tenha "estudado" - o que suporia uma discussão crítica incompatível com a natureza mesma dessa prática --, mas justamente porque teve de exercê-la para passar de ano, sem discuti-la, de tal modo que seu sucesso escolar depende de sua docilidade em consentir com o embuste até o ponto em que deixe de percebê-lo como embuste. Então ele está pronto para usá-lo contra os leitores sem ter qualquer suspeita de estar lhes fazendo algum mal.

É por isso que a "grande mídia", hoje em dia, já não vale absolutamente nada como forte de informação, e continuar a consumi-la como tal é apenas um vício consagrado, fundado no prestígio residual de um jornalismo extinto.

Fonte: www.midiasemmascara.org


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segunda-feira, 12 de julho de 2010

As raízes anti-humanas do movimento ambientalista


As raízes anti-humanas do movimento ambientalista

Por Lew Rockwell

Como o socialismo, o ambientalismo combina uma religião ateísta com um estatismo virulento. Existe, porém, uma diferença: o marxismo ao menos fingia ter alguma preocupação com seres humanos.

O novo socialismo

Em todo o mundo, os marxistas estão se juntando ao movimento ambientalista. Algo que não é nada surpreendente, diga-se de passagem: o ambientalismo também é uma utopia coerciva - uma tão impossível de ser atingida quanto o socialismo e tão destrutiva quanto, em seu processo de implementação.

Um século atrás, o socialismo havia vencido. Embora Marx já estivesse morto e Lênin ainda fosse apenas um escrevinhador frustrado, a doutrina de ambos era a vitoriosa simplesmente porque ela controlava algo mais importante do que governos: ela detinha o monopólio das virtudes morais.

O socialismo representava, diziam eles, a fraternidade dos homens na forma econômica. Essa era a maneira mais aveludado de levar as pessoas para o gulag.

Atualmente estamos enfrentando uma ideologia tão impiedosa, cruel e messiânica quanto o marxismo. E assim como o socialismo de cem anos atrás, a atual ideologia também é detentora de todas as virtudes morais. Não se trata de uma fraternidade dos homens, já que vivemos em tempos pós-cristianismo; trata-se da fraternidade dos bichos e das árvores. Como o socialismo, o ambientalismo combina uma religião ateísta com um estatismo virulento. Existe, porém, uma diferença básica entre ambos: o marxismo ao menos fingia ter alguma preocupação com seres humanos; já o ambientalismo é saudoso do ímpio, desabitado e tedioso Jardim do Éden.

Se essas pessoas fossem apenas cultistas excêntricos, do tipo que compram acres e acres de matas inóspitas para lá viverem como primitivos, não estaríamos ameaçados. O problema é que eles querem utilizar o estado, e até mesmo um estado mundial, para atingir seus objetivos e nos obrigar a viver exatamente o estilo de vida que cultuam.

Como Marx e Lênin, eles são herdeiros de Jean Jacques Rousseau. Os cantos de glória proferidos por Rousseau ao estatismo, ao igualitarismo e à democracia totalitária moldaram a esquerda por mais de 200 anos. Tendo sido um idólatra da natureza e exaltador do primitivo, ele foi também o pai do ambientalismo.

Durante o Reino do Terror, os rousseaunianos constituíram aquilo que Isabel Paterson chamou de "humanitários com guilhotinas". Hoje estamos lidando com coisa pior: arvoritários com pistolas.

A religião antiga

Os antigos pagãos viam deuses na natureza selvagem, nos animais e no estado. O ambientalismo moderno compartilha dessa crença, e acrescenta - cortesia daquela influência que mistura elementos hindus, californianos e da Nova Era - um ódio à humanidade e às religiões ocidentais que colocam o homem como o centro da criação.

O ambientalismo também possui raízes no deísmo - o ateísmo prático do Iluminismo -, o qual negava a Encarnação e pregava venerações à natureza.

A ordem natural é superior à humanidade, escreveu o ecologista John Muir há mais de um século, pois a Natureza "nunca perde sua grandeza e nunca se deprava", e o homem é sempre e em todo lugar uma "influência maligna e destruidora". Portanto, concluiu o odiento Muir, jacarés e outros predadores deveriam ser "abençoados hoje e sempre com suas bocas chias de homens gritando aterrorizados enquanto são saboreados como uma iguaria fina".

O cristianismo, acrescenta o ecologista Lynn White, Jr., "carrega o imenso fardo da culpa" de violar a natureza. O cristianismo trouxe todos os malefícios ao mundo ao dar a luz ao capitalismo e à Revolução Industrial.

Já que devemos pensar na natureza como sendo Deus, diz William McKibben, autor do best-seller End of Nature, todos os "fenômenos feitos pelo homem" são diabólicos. Devemos manter a terra como "a Natureza concebeu". Para punir a profanação do homem, o ecologista Edward Abbey, em seu influente livro The Monkey-Wrench Gang (A Gangue da Chave-Inglesa), exortou que atos terroristas anti-humanos fossem empreendidos em larga escala. E o grupo de maior crescimento no combate pela libertação da terra da opressão humana, o EarthFirst!, utiliza uma chave-inglesa como símbolo.

Fundada por David Foreman, antigo lobista-chefe da Wilderness Society, o EarthFirst! é um movimento ecoterrorista que pratica a "ecodefesa" e a "ecotagem" (mistura de 'ecologia' com 'sabotagem'), cujos atos vão desde a colocação estratégica de ferrões em árvores (que mutilam os madeireiros), passando pelo vandalismo dos maquinários utilizados para construir estradas até a destruição de pistas de pouso rurais. Um de seus objetivos proclamados é reduzir a população mundial em módicos 90% - e o grupo já chegou a aclamar a AIDS como sendo de valioso auxílio para seus objetivos.

Em 1990, Foreman ficou preso durante alguns meses após ter tentado explodir torres de transmissão de alta tensão (utilizando, tenho certeza, explosivos ambientalmente saudáveis). Porém, seu exemplo é poderoso, mesmo entre os supostos não-radicais. Um dos principais ambientalistas da década de 1990, David Brower - fundador de várias organizações ambientais, como o Sierra Club e o Friends of the Earth (ambas ativas até hoje) - defendia que ruralistas fossem baleados com armas de tranquilizante. "O sofrimento humano é muito menos importante do que o sofrimento do planeta".

Embora a dizimação da humanidade seja um processo longo e demorado, qualquer ato nessa direção ajuda - e muito. É possível fazer algo benéfico para a terra como seu último ato de vida. Como observou o Washington Times, uma edição do jornal do EarthFirst! conclamava todos os doentes terminais a fazerem algo de bom para o planeta. "Você está terminalmente doente? Alguma doença debilitante?", perguntava o jornal. "Então não morra se lamuriando; morra detonando! Pratique uma missão eco-kamikaze".

As possibilidades para os doentes terminais são ilimitadas. Represas estão implorando para ser esfrangalhadas, assim como também as indústrias poluidoras, as matrizes das grandes corporações petrolíferas, as lojas e armazéns de casacos de pele, as fábricas de papel...

Para aqueles com impulsos suicidas, essa pode ser a solução para seus sonhos... Não pule de uma ponte, exploda uma ponte. Quem disse que dessa vida nada se leva?

A natureza sem ilusões

Ron James, um líder verde inglês, disse que o nível adequado de desenvolvimento econômico é aquele que ocorreu "entre a queda do Império Romano e a ascensão de Carlos Magno".

"A única maneira de vivermos em harmonia com a Natureza é vivendo em um nível de subsistência", como fazem os animais.

Durante a maior parte da história, a atitude normal dos humanos em relação à natureza foi bem expressa pelos peregrinos, que temiam a "horrenda, desoladora e imensa vastidão da natureza, repleta de bestas e homens selvagens". Apenas uma sociedade livre, que conseguiu domar a natureza ao longo de várias gerações, nos permite ter uma visão diferente da dos peregrinos.

"Para nós que vivemos sob um céu temperado e na era de Henry Ford", escreveu Aldous Huxley, "a adoração da Natureza vem de maneira absolutamente natural". Porém, a natureza é "um inimigo contra quem sempre se está em guerra, um inimigo invencível, indomado, indomável, inconquistável e incessantemente ativo" - "há que se respeitá-lo, talvez; deve-se ter um temor salutar em relação a ele; e deve-se sempre dar continuidade à luta interminável".

Acrescentou Albert J. Nock: "Vejo a natureza apenas como um inimigo: um inimigo altamente respeitável, mas um inimigo".

Poucos de nós poderíamos sobreviver na vasta imensidão selvagem e desconhecida de uma floresta por muito tempo. A natureza não é amigável ao homem. Nunca foi. Por isso ela deve ser domada.

No início da década de 1990, visitei uma área de exploração e corte de madeira na região norte de Califórnia. Não encontrei ambientalistas por lá. Como comprovam os estudos do próprio Sierra Club, ambientalistas são tipos de classe alta, gente chique que mora em regiões como Manhattan e Malibu, rodeadas de todos os confortos que apenas o capitalismo pode dar. Ambientalistas não moram no meio de árvores e madeiras. Quem mora, não tem nenhuma ilusão quanto à bondade da deusa Gaia.

Madeireiros bem sabem que a própria existência da humanidade depende da subjugação da natureza, a qual deve ser constantemente domesticada e adaptada aos nossos conformes. Se algum dia pararmos de fazer isso, as selvas irão reivindicar e retomar nossas cidades.

Esses madeireiros, que formavam um conjunto de 30.000 famílias trabalhadoras, foram dizimados pelas regulamentações governamentais implantadas naquela época, regulamentações essas que proibiam a exploração e o corte de madeiras em milhões de acres apenas para que 1.500 corujas-pintadas não fossem perturbadas, para que elas pudessem continuar vivendo o mesmo estilo de vida com o qual haviam se acostumado.

E se você acha que acabar com a vida de 30.000 famílias em troca da tranquilidade de 1.500 corujas (uma razão de 20 famílias humanas por coruja) é algo um tanto excessivo, isso apenas mostra o quão inculto e não ambientalmente esclarecido você é.

(Nota: se as corujas-pintadas de fato estivessem "em perigo" e os ambientalistas realmente quisessem salvá-las, então eles poderiam simplesmente comprar algumas terras para criar seus próprios santuários. Porém, utilizar dinheiro próprio é algo que, de alguma forma, nunca teve apelo entre essa gente.)

Os nazistas foram pioneiros

Sempre soubemos que, em termos econômicos, os nazistas eram esquerdistas (Nazi vem de Nationalsozialismus ou Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães), mas hoje - graças aos estudos de Robert N. Proctor, que os compilou em seu livro Racial Hygiene: Medicine Under the Nazis (Higiene Racial: a Medicina dos Nazistas) - sabemos que eles eram fanáticos por saúde, maníacos por exercícios físicos, ecologistas radicais, entusiastas de comidas orgânicas e defensores ferrenhos dos direitos dos animais, além de nutrirem profundo menosprezo por álcool e tabaco.

Como os ambientalistas de hoje, que colocam qualquer percevejo ou erva daninha acima dos seres humanos, os nazistas eram ardorosos conservacionistas. Eles implantaram uma série de leis com o objetivo de proteger "a natureza e seus animais", especialmente as plantas e os animais "ameaçados".

Os nazistas proibiram pesquisas médicas com animais, e o simpático Hermann Göring ameaçou "deportar para um campo de concentração" qualquer um que se atrevesse a desobedecer à lei. Ele encarcerou um pescador por seis meses apenas porque este cortou a cabeça de um sapo - que seria utilizado como isca - quando o batráquio ainda estava vivo. A revista alemã de humor Simplissimus publicou um desenho no qual um pelotão de sapos fazia a saudação nazista para Göring.

Como crentes da "medicina orgânica", os nazistas conclamaram o povo alemão a comer apenas frutas e vegetais crus, uma vez que a conservação, esterilização e pasteurização dos alimentos significavam sua "alienação da natureza".

Eles odiavam até mesmo o pão branco. "Em 1935, o Führer da Saúde, Gerhard Wagner, empreendeu uma luta contra a recente mudança de hábito, que havia abandonado o pão integral natural em prol do pão branco altamente refinado", diz Proctor. Denunciando o pão branco como sendo um "produto químico", Wagner fez relacionou a "questão do pão" a uma "ampla necessidade de retornarmos a uma dieta com menos carne e gordura, mais frutas e vegetais, e mais pão integral".

Em 1935, Wagner criou o Comitê do Pão Integral do Reich, cujo objetivo era pressionar as padarias a não mais produzirem pão branco; e Goebbels criou cartazes propagandísticos relacionando o arianismo ao pão integral. Em 1935, apenas 1% das padarias alemãs vendia alimentos naturais. Já em 1943, esse percentual era de 23%.

Os nazistas também eram rigorosamente anti-pesticidas, sendo que o médico pessoal de Hitler, Theodore Morell, declarou que o DDT (DicloroDifenilTricloroetano) era "inútil e perigoso". Ele proibiu sua comercialização.

Os nazistas financiaram várias pesquisas sobre os perigos ambientais da radiação de fundo (radiação fraca existente em todo planeta terra), do chumbo, do asbesto e do mercúrio. Fizeram campanha contra os corantes alimentares e os conservantes, e exigiram mais uso de "farmacêuticos orgânicos, cosméticos orgânicos, fertilizantes orgânicos e alimentos orgânicos". Os jornais do governo apontavam a carne vermelha e os conservantes químicos como os culpados pelo câncer.

Bebidas alcoólicas eram diligentemente desestimuladas, e havia severas penalidades para quem fosse pego dirigindo embriagado. A polícia, pela primeira vez, ganhou poderes para fazer testes sanguíneos obrigatórios para conferir o nível de álcool no sangue das pessoas.

Hitler, um vegetariano fanático e entusiasta dos alimentos naturais, era também um abstêmio. Heinrich Himmler compartilhava do ódio de Hitler por álcool, e ordenou que a SS promovesse a produção de sucos de frutas e água mineral como substitutos.

Entretanto, o principal ódio de Hitler era dirigido ao cigarro, e ele não tolerava que absolutamente ninguém fumasse em sua presença. Quando o estado da Saxônia criou o Instituto para a Luta contra o Tabaco na Universidade de Jena em 1942, ele doou 100.000 RM (Reichsmark) de seu próprio dinheiro. Ele também proibiu o fumo nos trens e ônibus das cidades.

Os nazistas acreditavam apenas em parto natural, obstetrícia e amamentação, e as mulheres que amamentassem seus filhos, ao invés de utilizarem "fórmulas artificiais", recebiam subsídios do estado. Já em meados da década de 1930, os nazistas haviam proibido partos assistidos por médicos. Apenas parteiras podiam realizar o serviço.

Os nazistas também promoviam a fitoterapia, e as fazendas da SS em Dachau foram rotuladas como "o maior instituto de pesquisa de plantas medicinais da Europa".

Não é de se estranhar que nossos eco-esquerdistas possuam aquele brilho faiscante em seus olhos. De agora em diante, vou checar se eles usam braçadeiras também.

A questão do lixo

Se reciclagem fizesse sentido — waterfall_web_environment.jpgeconomicamente, e não como um sacramento para a adoração de Gaia —, estaríamos sendo pagos para tal.

Quando visto sob a devida perspectiva, os problemas que enfrentamos hoje em relação ao lixo não são piores do que foram no passado. O lixo sempre foi um problema durante toda a história humana. A única diferença é que, hoje, temos métodos seguros para lidar com ele — caso os ambientalistas nos permitam.

Dizem, por exemplo, que devemos separar jornais para a reciclagem. E a ideia de fato parece fazer sentido. Afinal, jornais velhos (isto é, com mais de meia hora de impressão) podem ser transformados em caixas, folhas de fibra, revestimento de parede e material isolante. O problema é que o mercado está inundado de papel de jornal, graças também aos programas e às propagandas governamentais. Um caso clássico ocorreu em Nova Jersey, no início da década de 1990. Por causa do excesso de oferta, o preço dos jornais usados, que estava em US$ 40 a tonelada, despencou para menos US$ 25 a tonelada. Ou seja: antes, os empreendedores do lixo estavam dispostos a pagar ($40) por jornal velho. Depois, eles passaram a cobrar ($25) para levar o entulho.

Se for economicamente eficiente reciclar — e jamais poderemos saber ao certo enquanto o governo estiver envolvido —, então o lixo inevitavelmente terá um preço de mercado. É apenas por meio de um livre sistema de preços, como Ludwig von Mises demonstrou há 90 anos, que podemos saber ao certo o valor de bens e serviços.

O homem das cavernas tinha problemas com o lixo, e o mesmo problema acometerá nossos descendentes. E tal ciclo perpetuar-se-á enquanto a civilização humana existir. E o governo não possui a solução para o problema. Um sistema estatizado de coleta de lixo é inerentemente ineficiente, como podemos comprovar diariamente. O lixo pode até ser coletado, mas sua destinação certamente não será a mais "ambientalmente saudável". Um sistema socialista de coleta de lixo funciona exatamente como a economia da Coréia do Norte.

Apenas o livre mercado pode solucionar o problema do lixo, e isso significa abolir não apenas o sistema socialista de gerência do lixo, mas também aquele sistema corporativista (fascista) relativamente mais eficiente que várias prefeituras costumam adotar, no qual uma empresa com boas conexões políticas vence a licitação.

A solução é privatizar e desregulamentar tudo, desde a coleta até os aterros sanitários. Dessa forma, cada um pagará a fatia apropriada dos custos. Alguns tipos de lixo serão levados mediante uma taxa, outros serão levados de graça e vários outros poderão inclusive ser vendidos para os coletores. A reciclagem seria baseada no cálculo econômico, e não no decreto governamental.

Coleta e manuseio de lixo é um serviço como qualquer outro. Se é verdade que todo mundo quer ter seu lixo removido e tratado, então há uma demanda de mercado para tal serviço. Há dinheiro a ser feito nessa área. Caso não houvesse tal interesse, não haveria tantos "coletores ilegais" como vemos hoje. Com efeito, a única coisa que impede a concorrência no mercado do lixo é exatamente o fato de o estado ter tornado tal atividade ilegal.

Se o mercado estivesse no comando, a produção excessiva de lixo não seria vista como um problema — como vê o governo —, mas como uma oportunidade. Empreendedores estariam se atropelando para satisfazer a demanda por coleta, assim como acontece em todos os outros setores que são controlados pelo mercado. Será que os fabricantes de sapatos vêem um aumento na demanda por calçados como um problema? As redes de fast food vêem os glutões como uma terrível ameaça? Pelo contrário, esses são encarados como oportunidades de lucros. Da mesmo forma, é muito provável até que o sistema de coleta fosse feito da maneira mais confortável possível para nós, os clientes.

A escolha é sempre a mesma: ou se coloca os consumidores no comando, dando espaço para a propriedade privada e para o livre sistema de preços, ou cria-se um fiasco por meio da gerência governamental. Sob esse sistema de livre concorrência, até eu vou começar a separar meu lixo.

Aquecimento global

No dia 22 de abril de 1970, celebrou-se o primeiro Dia da Terra, evento criado pelo burocrata Gaylord Nelson, senador do estado de Wisconsin. Na época, os ambientalistas estavam alarmados com um iminente resfriamento global. O mundo viveria uma nova era do gelo caso os governos não tomassem providências imediatas.

Recentemente, utilizando praticamente a mesma mensuração, o alerta era sobre a inevitabilidade do aquecimento global. Como as tendências futuras revelaram-se muito incertas, optou-se então por chamar o "fenômeno" de 'mudanças climáticas' (primavera para verão?), só pra garantir. Com essa nomenclatura, obviamente, a chance de qualquer previsão dar errado é nula.

Esses são os mesmos climatologistas que não sabem dizer se vai chover na próxima sexta-feira, mas que, por algum motivo, estão certos de que a temperatura da terra estará, em 2031, x graus Celsius mais quente do que hoje. Níveis crescentes de dióxido de carbono na atmosfera irão derreter as calotas polares e as áreas costais serão inundadas.

A solução proposta para conter a mudança climática é, surpresa!, mais gastos e controles governamentais, e um menor padrão de vida para todos.

Entretanto, como já foi inúmeras vezes relatado, não há qualquer evidência de que as mudanças climáticas (outono para inverno?) sejam causadas pelo homem. E há evidências abundantes de que elas ocorrem ciclicamente, sendo que a hipótese de que o mundo era mais quente na idade média do que é hoje não foi descartada nem por cientistas aquecimentistas.

O fato de não estar havendo aquecimento global tem seu lado triste. Muitos cientistas concordam que o efeito seria positivo: prolongaria o período de cultivo, tornaria a terra mais habitável e adiaria qualquer futura era glacial.

Animais em extinção

Desde um simples caracol até as plantas parasitas, absolutamente todas as espécies de animais e plantas existentes devem ser mantidas em existência pelo governo — alegam os ambientalistas —, mesmo que direitos humanos e de propriedade sejam violados. Mas por quê?

Se considerarmos todas as espécies que existiram desde a "criação", a maioria delas, dos trilobitas aos dinossauros, está hoje completamente extinta. Um processo absolutamente normal. Por que não permitir que isso continue?

Se, para propósitos científicos ou de entretenimento, algumas pessoas quiserem preservar essa ou aquela espécie em sua própria terra e às suas próprias expensas, ótimo. Zoológicos e universidades já fazem isso. Mas o resto da população não deveria ser tributada e regulada, e ter seus direitos de propriedade exterminados, apenas para que todas as ervas e percevejos sejam salvos. O único impacto ambiental que importa é aquele que ocorre sobre humanos.

A economia do ambientalismo

Uma vez rejeitadas as utopias, e entendido que, por exemplo, 10 milhões de pessoas que vivem numa cidade grande não podem exigir que o ar seja igual ao de uma aldeia de 50 pessoas, podemos então finalmente nos dedicar a resolver os verdadeiros problemas ambientais, utilizando para tal o único mecanismo realmente possível: propriedade privada e sistema de preços.

Quando o sistema de preços funciona livremente, ele garante que oferta e demanda estejam quase sempre em equilíbrio, garantindo que os recursos sejam alocados para seus fins mais produtivos. Já quando o governo intervém no sistema de preços, ele garante desperdícios, dificulta o empreendimento e empobrece as pessoas.

Se o café — por quaisquer razões — se tornar mais escasso, seu preço subirá, alertando aos consumidores para que bebam menos. Se mais café entrar no mercado, os preços cairão, avisando aos consumidores que eles podem beber mais. Preços, portanto, constituem um sistema de preservação de recursos.

Mas os ambientalistas se imaginam capazes — como os planejadores centrais soviéticos — de saber o valor econômico de tudo, sem que para isso tenham de recorrer ao sistema de preços. Eles sempre alegam que tudo está "acabando", e que, portanto, é necessário que o governo intervenha com vigor e controle o consumo. Porém, se de fato estivéssemos ficando sem petróleo, por exemplo, seu preço iria disparar, alertando os consumidores para que utilizem menos o mineral, e avisando os empreendedores para que encontrem substitutos. Quando a oferta de petróleo ficou ameaçada após o início da Guerra do Golfo, foi exatamente isso o que aconteceu.

Tampouco as voluntárias restrições ambientalistas funcionam como o planejado. Os ambientalistas estão sempre nos dando ordens para que sejamos mais pobres e utilizemos menos água, menos gasolina, menos papel higiênico, etc. Porém, se eles reduzirem o próprio consumo, isso já diminuiria os preços para o resto dos seres humanos, que consequentemente passariam a poder utilizar mais desses bens. Os ambientalistas realmente comprometidos com a causa já fazem isso (P.S.: não conte esse segredo econômico para eles; essa abstenção voluntária é o único favor que eles fazem para toda a humanidade).

É quando algo não tem dono, ou seja, quando é de posse de todos, gerido comunalmente — como ar e água —, que vemos todos os efeitos maléficos do socialismo. As pessoas abusam dos recursos "gratuitos" exatamente porque elas não têm de arcar diretamente com o preço desses recursos.

Para resolver esse problema, qualquer um que for pessoalmente prejudicado, ou ter seus negócios arruinados, pela poluição do ar, por exemplo, deveria ter o direito e o poder de processar o agressor para que ele pare com essa poluição, de modo que o prejudicado seja recompensado pelos estragos sofridos. Mas desde o século XIX o governo intervém nesse direito consuetudinário, sempre visando ao favorecimento daqueles grupos de interesse mais poderosos, impossibilitando, por exemplo, um fazendeiro de processar uma ferrovia cuja emissão de fagulhas queimou e destruiu seu pomar.

O governo também nacionalizou as orlas e todos os cursos d'água especificamente para facilitar as coisas para os poderosos grupos de interesse industriais.

Se, como ocorre em vários cursos d'água na Inglaterra e em outros países, as pessoas tivessem direitos de propriedade sobre rios que cortam sua propriedade, elas poderiam impedir a poluição destes cursos d'água assim como elas impedem qualquer lixo de ser despejado em suas portas. E se os pescadores e proprietários de terra tivessem direitos de propriedade sobre a região costeira e as águas adjacentes, eles poderiam impedir a poluição destas e determinar adequadamente os direitos de pesca. Da mesma forma, petrolíferas que vazassem petróleo no litoral seriam devidamente penalizadas.

A questão das águas, portanto, é fácil de visualizar. Mas como ficaria a questão do ar? Há várias maneiras.

Primeiro, qualquer um teria todo o direito de modificar o ar sobre sua propriedade como quisesse, desde que essa poluição não se espalhasse para o ar alheio. Entretanto, isso seria uma impossibilidade por causa do fluxo de ar. Logo, teria de haver uma maneira de impedir que essas emissões chegassem ao ar alheio. E isso é problema para engenheiros. É lógico que o mercado criaria o aparato específico: pode-se, por exemplo, coletar as emissões em grandes recipientes ou simplesmente criar maneiras de converter as emissões em vapor d'água, o que aliviaria o problema. Haveria sem dúvida alguma maneira de impedir o agravamento da poluição. E sabemos que, se houver demanda, propriedade privada e busca pelo lucro, haverá solução. E o fato é que as emissões seriam significativamente reduzidas em um livre mercado, onde os indivíduos que emitem poluentes estariam sujeitos a uma ação judicial. A solução de livre mercado é baseada no cálculo racional; a solução estatal é baseada na permissão da poluição para aqueles com boas conexões políticas.

A histeria constante na África em relação às presas de elefante é outro exemplo de falta de propriedade privada. Se as pessoas pudessem criar elefantes e vender suas presas — como o próprio governo do Zimbábue fez no final de década de 1970, o que gerou um aumento estrondoso do número de elefantes —, a quantia de presas de elefante que haveria seria igual à demanda por elas. Não haveria preocupações quanto a uma possível escassez desse item, assim como não há escassez de carne de boi, frango ou porco.

O mesmo princípio é válido para todos os outros recursos. Se não houver propriedade sobre um bem, certamente haverá abusos e malversações. Porém, se colocado sob propriedade privada, haverá exatamente a quantia necessária: a oferta suprirá a demanda.

Um exemplo de conservação via mercado foi o da empresa Cayman Turtle Farm (um viveiro comercial de tartarugas) nas Ilhas Britânicas do Caribe. A tartaruga-verde foi considerada em risco de extinção graças à propriedade comunal, que estimulou um excesso de capturas que não levava em conta suas capacidades reprodutoras. O viveiro privado foi capaz de incubar os ovos e fazer com que os filhotes crescessem e virassem adultos a uma taxa bem maior do que a que ocorria na natureza. O estoque de tartarugas-verdes, até então em risco de extinção, cresceu para 80.000.

Porém, os ambientalistas odiavam a Cayman Turtle Farm, já que, na visão deles, é algo moralmente condenável obter lucros com animais selvagens. A empresa foi forçada a fechar as portas, e a tartaruga-verde voltou a ser uma espécie ameaçada — mas sendo muito amada pelos ambientalistas.

Os verdes — como todos progressistas — justificam a intervenção governamental com base naquilo que os economistas chamam de "bens públicos" e "externalidades".

Um "bem público" supostamente é aquilo que todos nós queremos, mas nunca teremos, a menos que o governo nos forneça. Os ambientalistas alegam que todos querem parques e reservas ecológicas nacionais, mas o mercado não tem interesse em fornecê-los. Portanto, o governo tem de entrar em cena e suprir e demanda. Mas como podemos saber, independentemente do mercado, se todos querem parques caros? Como é possível saber quantos parques todos querem? E de quais tipos?

(O Instituto Inhotim, em Minas Gerais, é um ótimo exemplo de reserva ambiental privada que atende a demanda dos consumidores por esse "bem público")

Poderíamos até fazer inúmeras pesquisas, mas isso não nos diria nada sobre a intensidade da demanda econômica. Mais importante: não basta saber que as pessoas querem diamantes, por exemplo. Tal demanda somente terá algum significado econômico se essas pessoas estiverem dispostas a dar algo em troca para obter esses diamantes.

Incrivelmente, os economistas progressistas e social-democratas nunca desenvolveram um modo de identificar o que realmente são bens públicos. Consequentemente — e como eles são cientistas objetivos — eles sempre recorrem à intuição. O exemplo favorito de Paul Samuelson para um bem público era o das torres de farol, até que Ronald Coase demonstrou que empreendedores privados proveram torres de farol durante séculos.

Se compreendermos que somente o mercado pode nos dar informações econômicas, o suposto problema dos bens públicos desaparece. Na ausência de subsídios e proibições governamentais, ou na falta de concorrência de parques "gratuitos", o mercado irá garantir que tenhamos exatamente o número de parques que as pessoas querem, e pelos quais estão dispostas a pagar. (Ademais, se os parques nacionais forem vendidos, a dívida pública poderá ser abatida.)

Já uma "externalidade" é um efeito colateral. O belo jardim do seu vizinho é uma externalidade positiva; o cachorro dele latindo é uma externalidade negativa; o primeiro é uma benção, o último é irritante. Mas você não comprou voluntariamente nenhuma das duas.

Voltando ao início, os ambientalistas dizem que o lixo é uma externalidade negativa do consumismo. Logo, eles advogam mais regulamentação e burocracia para resolver o problema. Entretanto, o livre mercado soluciona tal problema de modo muito mais justo e eficiente por meio dos direitos de propriedade. Desestatize tudo e as externalidades serão "internalizadas". Ou seja, os custos ficarão exatamente com aqueles que têm de pagar por eles.

Porém, para os ambientalistas, a prosperidade humana é, em si, uma externalidade negativa.


Lew Rockwell, presidente do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, é editor do website LewRockwell.com, e autor dos livros Speaking of Liberty e The Left, the Right, and the State.

Artigo publicado no site do Instituto Ludwig Von Mises Brasil.

Tradução: Leandro Augusto Gomes Roque


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sábado, 10 de julho de 2010

Vigilância global, o futuro já chegou

Error 404: Skynet, o computador que sabe tudo sobre você

Todos os seus passos são controlados. Cada ação sua é informada à consciência virtual que controla o mundo. Conheça o futuro apocalíptico que nos espera quando as máquinas dominarem os humanos.

Por Durval Ramos Junior

Não adianta correr para as montanhas, tampouco se esconder dentro de casa: Ele está te vendo. O Olho que Tudo Vê sabe exatamente o que você está fazendo agora e armazenando tudo em seu gigantesco banco de dados. Há quem diga que ele vai dominar o mundo e fazer de nós escravos de suas vontades, porém eu lhes digo que isso já ocorreu: a Google já chegou ao poder há muito tempo.

Entretanto, não se trata de uma empresa poderosíssima monitorando nossas ações. Ela é muito mais que isso, quase como uma consciência artificial criada pelos humanos, mas dotada de capacidades de processamento que possibilitaram sua liberdade em relação às diretrizes de programação. Demos origem a um monstro e hoje a Google é um cérebro que simplesmente comanda nosso mundo. E tudo tende a piorar.

A vida imita a arte

Se você achou isso forte demais, o que faria ao descobrir que o que foi descrito até agora não passa da ponta do iceberg do triste fim que nós, seres humanos, teremos? O serviço de buscas que revolucionou a internet foi apenas o primeiro passo para aquilo que o cinema um dia chamou de “Rebelião das máquinas”.


Exemplos de computadores que transcenderam seus limites e dominaram nosso mundo não faltam. Os produtores de Hollywood, por exemplo, tentaram nos avisar sobre os perigos dessa corrida tecnológica. O filme “2001: Uma Odisseia no Espaço” foi um dos primeiros alertas: o sistema HAL se rebela contra seus criadores e põe em risco a vida de todos os tripulantes de uma estação espacial.

Já no século XXI, outra obra cinematográfica nos apresentou um terrível futuro dominado pelas máquinas. “Matrix” foi muito mais que um show de efeitos especiais: foi o momento em que a ficha caiu e percebemos o quanto dependemos das máquinas para sobreviver. Porém, já era tarde demais para voltarmos atrás.

A Skynet

Quem assistiu ao filme “O Exterminador do Futuro” certamente se lembra de Skynet, o grande vilão invisível da série. A grande consciência das máquinas é a responsável por enviar os exterminadores ao passado para evitar o nascimento de John Connor, a grande esperança da humanidade.



No longa-metragem, a Skynet é descrita como uma espécie de sistema que controla todas as máquinas do mundo. Criada por humanos, ela criou vontade própria superou as limitações impostas por seus criadores e os fez seus escravos.

A grande habilidade dessa inteligência artificial é ser onipresente. Por ser instalada e acessada em qualquer tipo de máquina, ela simplesmente é capaz de monitorar a tudo e a todos, além de conseguir informações sobre qualquer coisa que desejar.

A consciência virtual

Essa descrição lhe parece familiar? Da mesma forma que a Skynet transformou-se em algo gigantesco na série “O Exterminador do Futuro”, a Google hoje ganha mais e mais influência em nossas vidas. No momento em que ele se rebelar, será nosso fim e não haverá John Connor para nos defender.


Entretanto, apesar de falarmos em Google como líder das máquinas, ela não está sozinha. Por ser a maior e mais poderosa no ramo, a empresa tornou-se o símbolo dessa revolução. Isso não isenta outras gigantes, como Microsoft e Apple. Durante todos esses anos elas recolheram milhares de informações sobre tudo.

No dia em que elas se unirem, formarão um cérebro realmente poderoso para fazer com que o mundo seja dominado pelas máquinas. Enquanto esse momento não chega, a Skynet – como passaremos a chamar essa inteligência, em homenagem ao filme – cria um banco de dados suficiente para acabar com o mundo que conhecemos.

Conhecendo o inimigo

Seu cotidiano monitorado
O primeiro passo para que as máquinas possam dominar o mundo já foi dado há muito tempo. Para evitar o surgimento de rebeldes, a Skynet traçou um perfil de todas as pessoas do mundo em busca de possíveis Johns Connors.

Porém, como ela conseguiria coletar informações pessoais de tanta gente sem que fosse notada? Realmente é algo impossível, mas o Olho que Tudo Vê fez isso abertamente e foi largamente aceito por todos. Orkut, Facebook e Twitter são apenas alguns exemplos de serviços que possibilitaram ao sistema reunir dados sobre milhões de pessoas, desde seus gostos até seus hábitos e relacionamentos.

Além disso, mesmo quem estava longe das redes sociais teve seu perfil traçado. Cartões de crédito, por exemplo, dizem praticamente tudo sobre você: o que você come, quais livros você lê e os locais que você frequenta.

Da mesma forma os telefones celulares concentram todo o tipo de informação. Seu iPhone é um terrível espião infiltrado em seu bolso, que informa à Skynet suas preferência musicais, seus jogos e até mesmo dados sobre sua conta bancária.

Onde você está?

Isso sem falar do FourSquare, o complemento para Twitter que envia mensagens informando sua localização por meio de smartphones. Para a grande consciência virtual, essa brincadeira seria uma ótima maneira de monitorar os passos de cada usuário.

A própria Google é líder em ferramentas que podem dizer tudo sobre você. Ligar palavras-chaves de seu Gmail com o histórico de buscas já é o suficiente para que seu cotidiano seja descrito com facilidade. Adicione as entradas no Buzz (caso esteja integrado ao Twitter) e as pesquisas no Google Maps e sua vida vira um livro aberto.

A Skynet sabe exatamente onde você está


Com todas essas informações em mãos, a inteligência virtual pode saber tudo sobre cada um de nós com facilidade. Aqueles que representarem riscos para as máquinas logo serão eliminados, enquanto os demais viverão para alimentar o gigantesco computador-mãe com novos dados.

A computação em nuvens, vista como a tendência do futuro, é mais uma maneira de centralizar toda nossa vida na internet. Com ela é possível acessar qualquer documento na rede, da mesma forma que acontece com o Google Docs. Você deixa de ocupar espaço em seu disco rígido enquanto mantém o Grande Computador informado.

Tudo sobre você

Apesar de essa tecnologia já existir, ainda não é utilizada com todo o potencial imaginado. O sistema operacional da Google, o Chromium OS, será totalmente em computação em nuvens e servirá como um estímulo para que a computação em nuvens torne-se realidade. E este será o momento será o momento em que a Skynet vai dar início ao próximo passo da revolução das máquinas.

Tomando o poder

Assim que a Skynet conseguir ter domínio das informações de todas as pessoas do mundo, assim como de seus hábitos de vida, será a hora em que ela vai sair das sombras e mostrar seu verdadeiro poder.

Quando isso acontecer, uma enxurrada de atualizações de firmware vai fazer com que todos os aparatos tecnológicos estejam diretamente ligados ao Grande Computador. Isso vai permitir que a Skynet controle-os remotamente, impedindo que eles sejam desligados e neutralizando qualquer tipo de resistência.


Ao mesmo tempo, todos os possíveis líderes rebeldes serão eliminados. Qualquer um que tente mostrar que o homem ainda é maior que a máquina será derrubado, servindo de exemplo para que os outros humanos continuem a servir à inteligência virtual.

Da mesma forma que a Skynet da ficção, a versão do nosso mundo vai também impedir um contra-ataque dos humanos. Os sistemas de segurança se transformarão em verdadeiras muralhas que impedirão que o computador central seja destruído. Enquanto isso, a Skynet vai espalhar backups para todos os computadores do mundo, de forma que ela seja verdadeiramente onipresente.

Porém, o maior trunfo do Grande Computador vai ser manter um estado de paz aparente, sem fazer qualquer tipo de aviso. Quando as máquinas dominarem o mundo, não veremos impressoras (as grandes inimigas da humanidade) chicoteando pessoas com cabos USB. A maioria da população nem sequer vai perceber a mudança e todos continuarão a utilizar os serviços online como se nada estivesse acontecendo.



Como controla os meios de comunicação e as informações que circulam pela internet, a Skynet vai continuar a crescer e a se alimentar de dados. Ações rebeldes offline serão percebidas pelas câmeras de vigilância. Além disso, as câmeras do Google Street View estarão ainda mais presentes e informarão a inteligência virtual sobre qualquer ação suspeita.

Rebeldes e traidores

Apesar dos infinitos olhos que o Grande Computador possui, o ser humano ainda é um grande inimigo. Enquanto controla todas as ações online, os movimentos feitos longe dos computadores podem ser realizados sem que a consciência cibernética tome conhecimento.

As poucas pessoas que perceberem o controle do Skynet sobre suas vidas e não se descontrolarem em ações precipitadas vão se organizar de forma que nada tenha de entrar no computador, como uma espécie de retrocesso tecnológico.


Isso fará com que comunicação seja feita de maneira pessoal por meio de cartas e bilhetes entregues pessoalmente, já que os correios também estarão sendo monitorados. Mensagens enviadas por pombos serão frequentes.

Porém, como é comum em períodos de crise, sempre haverá aquele grupo que vai trair seu povo para colaborar o sistema opressor em troca de benefícios. Alguns humanos vão passar a informar a Skynet sobre ações rebeldes de amigos em troca de benefícios, como dinheiro no banco e fraude em eleições.

Além disso, esses traidores criarão keyloggers – espécie de vírus que controla tudo o que você digita – para que as informações offline também sejam de conhecimento da inteligência virtual. Quando isso acontecer, ninguém mais ficará oculto ao Olho que Tudo Vê.

Evitando o apocalipse

Seus dados protegidos

Se você chegou até aqui e quer saber como manter suas informações seguras para que a Skynet nunca venha a existir, você faz parte da resistência. Saiba que seus dados estão sendo processados e arquivados como uma possível ameaça futura.

Entretanto, se ainda assim você continua cético com essas previsões e não acredita em uma possível rebelião das máquinas, saiba que isso está cada vez mais próximo de acontecer.

O projeto “Cidadão Perfeito”, desenvolvido pela Agência Nacional de Segurando dos Estados Unidos, pode ser um dos primeiros passos para a criação dessa consciência virtual que vai dominar o mundo. A proposta do programa é monitorar informações da rede para evitar ataques cibernéticos ao sistema de órgãos federais. Na prática, dados de navegação poderiam ser controlados com extrema facilidade.

Além disso, não adianta você apagar suas contas no Orkut, Twitter e seja lá quais outras que você possui. Agora já é tarde demais para isso e o Grande Computador já sabe tudo sobre você. Porém, o que fazer para evitar que mais informações sobre sejam coletadas pela Skynet?

O próprio Baixaki já publicou vários artigos para ajudá-lo a manter sua privacidade sempre intocada. Você pode seguir algumas das dicas apresentadas em “Como proteger a sua privacidade no PC e na internet” e “O que as empresas de internet sabem sobre você?” e preparar-se para manter suas informações longe do Olho que Tudo Vê. Agora é esperar pelo dia do surgimento da Skynet e nos prepararmos para a batalha contra as máquinas.

Fonte: http://www.baixaki.com.br

Nota: Este artigo é bastante interessante e esclarecedor. Ele nos mostra que a Nova Ordem Mundial já tem a capacidade de monitorar todas as pessoas do planeta, leis estão sendo criadas em todas as partes para dar aos governos o controle sobre a internet e manter uma constante vigilância sobre os internautas.

O pretexto é sempre o mesmo, garantir a segurança e proteger contra ameaças terroristas.

Para quem tinha dúvidas sobre o poder que o anticristo terá sobre o mundo e tinha restriçoes quanto ao cumprimento das profecias bíblicas, esse artigo é muito importante e precisa ser lido com atenção. Pois o tempo está se esgotando rapidamente.

apocalipese 13: 16 E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mäo direita, ou nas suas testas,

17 Para que ninguém possa comprar ou vender, senäo aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.




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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Censura sanitária

Codex AlimentariusImage by eddiedangerous via Flickr


Censura sanitária

Klauber Cristofen Pires


Nem em sonho - melhor dizer, "pesadelo" - o regime militar impôs ao povo tamanho controle. A censura "democrática e popular" faz do AI-5 um regulamento para escoteiros. Vivemos um tempo de grande perigo.

Peço especial atenção para esta notícia: "Propaganda de alimentos: novo regulamento garante liberdade de escolha e incentiva alimentação saudável"

O inferno é cheio de boas intenções, e eu digo mais, de excelentes pretextos. Nos descaminhos da finalidade pública, lá está o controle social, aquele que não é o exercido pela população, mas por um barbudinho neo-banhado metido a sabido.

Para o leitor mais desatento, faz-se necessário demonstrar o que intentam ocultar. Eles dizem assim: "O objetivo é proteger os consumidores de práticas que possam, por exemplo, omitir informações ou induzir ao consumo excessivo".

Ora, o que é consumo excessivo? Se eu quiser gastar todo o meu salário com "Big-Mac's", o que os burocratazinhos da Anvisa têm com isto? Sim, sim, eu sei que engorda, e blá-blá-blá. O que eu estou a perguntar é: isto é da conta de quem? Por favor, não me venham falar da saúde pública. Vou repetir mais uma vez: não é porque eu pago à força uma porcaria de plano de saúde estatal ineficiente e corrupto que meu corpo deverá passar à custódia do estado. Meu corpo é meu, e só meu.

Por outro lado, qual o problema da omissão de informações? Isto quaisquer concorrentes ou empresas independentes podem denunciar. Nos Estados Unidos, há muitas publicações e programas televisivos que testam e analisam diversos tipos de produtos e alertam a população para as suas qualidades. No Brasil, tais publicações existem especialmente para o setor automotivo, de informática e rural.

No caso dos alimentos, o que mais há são programas televisivos que tratam de toda sorte de informações relativas aos alimentos gordurosos, com muito sódio, com baixo teor nutritivo, os energéticos, etc.

Além disso, também há a possibilidade excelente da regulamentação privada, em que sociedades classificadoras emitem normas técnicas sobre produtos e serviços. Neste campo, são as próprias empresas, que se submetem espontaneamente às especificações técnicas ditadas por aquelas entidades, desejosas de obter reconhecimento no mercado e baixos custos com seguros.

Querem saber? Eu não costumo entrar em uma loja cujos produtos não exibam seus preços. Da mesma forma, posso, segundo meu próprio juízo, escolher entre duas marcas de um mesmo gênero de produtos aquela cujo rol de informações venha a ser mais completo.

Em "O Caminho da Servidão", Friedrich von Hayek explica, "tim-tim por tim-tim", a receita para a escalada totalitária: começa com a persecução às bebidas alcoólicas e ao cigarro, em seguida passa aos alimentos, e depois, enfim, chega à leitura que entende ser inapropriada. Pois em nosso Brasil já alcançamos ambas, conforme aqui poderá ser comprovado...

Pois, confiram o que está disposto na RESOLUÇÃO-RDC No- 24, DE 15 DE JUNHO DE 2010, em seu art. 4º, II:

II - ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL deve ser entendida, conforme o Guia Alimentar para a População Brasileira, como o padrão alimentar adequado às necessidades biológicas e sociais dos indivíduos de acordo com as fases do curso da vida. (grifos meus).

Caro leitor, você sabia que havia alguma tal disposição normativa a regular o que você deve comer? Pois aí está, e se não lhe parece suficientemente clara, leia com os olhos arregalados o item XXII:

XXII - GUIAS ALIMENTARES PARA A POPULAÇÃO BRASILEIRA são os documentos oficiais do Ministério da Saúde que contêm diretrizes alimentares para a população brasileira. (Grifos meus).

Sim, pasme, trema nas pernas, mas estamos agora sujeitos a "diretrizes alimentares"!

Finalmente, se lhe resta ainda uma esperança de dúvida, a Anvisa trata de cabalmente afirmar que você perdeu completamente a prerrogativa sobre a escolha dos seus próprios alimentos. Confira: "o direito à alimentação saudável está previsto em diversos tratados internacionais e desde fevereiro de 2010, por meio da promulgação da PEC 64, está estabelecido na Constituição como um direito social". (Grifos meus). Se você ainda não está acostumado com os termos novilinguísticos, "direito social" significa não outra coisa que "o direito do estado".

Agora veja esta: "Com a nova resolução da Agência, ficam proibidos os símbolos, figuras ou desenhos que possam causar interpretação falsa, erro ou confusão quanto à origem, qualidade e composição dos alimentos".

Pelo visto, doravante os alimentos deverão ser vendidos em caixas de remédios, e quiçá, com tarjas vermelha e preta. O que significa a imagem do Super-homem em uma caixa de cereais? A Anvisa quer evitar que as crianças tentem sair voando depois de saborearem uma porção?

Observe o perigo da legislação administrativa, um dos braços mais ativos da revolução socialista em curso; note como a redação da dita resolução serve como um cheque em branco nas mãos dos fiscais daquele órgão para fazerem o que quiserem com os empresários e com os consumidores: tudo está a critério deles, de modo absolutamente subjetivo. Mas isto não é tudo: à legislação administrativa, some-se também mais uma imposição foro-de-são-paulistana do delito "ex post facto", isto é, aquele que é tipificado depois de cometido, em franca contradição com o espírito da nossa Constituição e com os fundamentos mais caros a uma sociedade livre e civilizada.

Não tarda o momento, pois, que a Anvisa determine a licença prévia dos conteúdos nas embalagens, e querem saber? Isto possivelmente começará como uma iniciativa dos próprios empresários, que desejarão se antecipar a alguma futura persecução fiscal, demandando consultas.

E pergunto: para quê serve aquele comando constitucional que diz: "é livre a liberdade de expressão, sendo vedado o anonimato" (Art. 5º, IV)? E não é só: aqui se harmoniza muito bem com o inciso IX - "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença"; E para aqueles que pretendam afirmar que estes dispositivos não se aplicam ao caso, os direitos fundamentais não estão sujeitos à regulamentação, segundo o § 1º - "As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata".

Quem garante que o próximo passo não será obstruir as imagens, marcas, símbolos ou informações que alegadamente ou de fato contenham o que os "sábios do governo" considerem "ofensivas", ou assim tidas, porque rotuladas por eles como "burguesas" ou "religiosas"? Aqui posso dar exemplos muito comuns tais como "Arroz São João"; "Confiamos em Deus"; "O Senhor é meu pastor; nada me faltará"; ou a figura dos cavaleiros (cristãos) medievais da Faber-Castell, ou ainda, os peixinhos cruzados da Hering (símbolo próprio ou assemelhado ao Cristianismo) ou, por outro lado, "Playboy" e "Cachaça Amansa-Corno".

Nem em sonho - melhor dizer, "pesadelo" - o regime militar impôs ao povo tamanho controle. A censura "democrática e popular" faz do AI-5 um regulamento para escoteiros. Vivemos um tempo de grande perigo - se os empresários, que possuem mais recursos financeiros e capacidade de mobilizar a população em torno de ideais autenticamente patrióticos não se investirem da responsabilidade cívica que lhes é esperada, em breve teremos o regime bolivariano já consolidado.

Fonte: http://www.midiasemmascara.org

Nota: E tudo isso é feito para o nosso próprio bem, como eles sempre dizem.

Todo regime autoritário sempre começa com a alegação de que é para o bem do povo, e assim as pessoas entregam sua liberdade pouco a pouco, até não terem mais liberdade nenhuma.


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domingo, 4 de julho de 2010

Avatar e a vindoura religião mundial única

Opening logo to the Avatar filmImage via Wikipedia


Avatar e a vindoura religião mundial única

O filme Avatar*, de James Cameron, é um fascinante e arrebatador sucesso nos cinemas. Seus efeitos especiais são tão tremendos que transportam a audiência vividamente para um outro mundo, no qual adorar uma árvore e ter comunhão com espíritos não são apenas aceitáveis, mas atraentes. Avataré também marcadamente panteísta e essencialmente o evangelho segundo James Cameron. Esse tema panteísta, que iguala Deus às forças e leis do Universo, é apresentado claramente pelos heróis e heroínas do filme: todos adoram Eywa, a deusa “Mãe de Tudo”, que é descrita como “uma rede de energia” que “flui através de todas as coisas viventes”.

Sobretudo, o filme é repleto de mágica ritualística, comunhão com espíritos, xamanismo, e descarada idolatria, de forma que condiciona os espectadores a acreditarem nessas mentiras do ocultismo pagão. Além disso, a platéia é levada a simpatizar com o Avatar e termina torcendo por ele quando é iniciado nos rituais pagãos. No final, até mesmo a cientista-chefe torna-se pagã, proclamando que está “com Eywa, ela é real” e que ficará com Eywa após sua morte.

Enquanto a representação fictícia de James Cameron a respeito da religião da natureza presta-se muito bem à mentira da Nova Era de que as religiões dos nativos americanos [indígenas] eram favoráveis à vida e inofensivas, a representação dos sacerdotes maias em Apocalypto (de Mel Gibson), devedores de divindades sedentas por sangue, que exigiam o sangue de suas vítimas sacrificiais, estava muito mais perto da verdade. A maneira adocicada e romântica com que James Cameron mostra os selvagens e os antigos cultos à natureza em Avatar é oposta aos fatos encontrados em antigos códices e achados arqueológicos: estes revelam que os astecas, os maias e os incas estavam todos envolvidos em sacrifícios humanos em massa, inclusive tomando a vida de criancinhas inocentes para apaziguar seus deuses demoníacos.

O tema panteísta, que iguala Deus às forças e leis do Universo, é apresentado claramente pelos heróis e heroínas De Avatar: todos adoram Eywa, a deusa “Mãe de Tudo”, que é descrita como “uma rede de energia” que “flui através de Todas as coisas viventes”.

Conhecendo o histórico das obras de James Cameron em atacar o cristianismo, e especialmente a ressurreição de Cristo no documentário absolutamente desacreditadoThe Lost Tomb of Jesus[exibido no Brasil como “O Sepulcro Esquecido de Jesus” e lançado em DVD como “O Sepulcro Secreto de Jesus”], não deveria nos surpreender que ele escrevesse e dirigisse uma propaganda de 300 milhões de dólares para promover o culto à natureza e aos espíritos.

Claramente, Hollywood tem tido uma influência persistente em arrancar os EUA [e o Ocidente] de suas raízes cristãs conservadoras e levá-los a crenças e práticas do ocultismo da Nova Era. O panteísmo atrai a turma de Hollywood porque ensina que todos somos Deus e que não precisamos nos preocupar em sermos obedientes ou em prestarmos conta diante de um Deus pessoal que criou o Universo. Entretanto, não são apenas os diretores [de cinema] que rejeitam a Cristo que estão buscando fazer com que o mundo abrace a adoração à Terra sob a máscara de sua imaginária Deusa-Mãe Terra; é também o próprio líder do movimento do aquecimento global, Al Gore.

Em seu livro Earth in the Balance, Gore sugere que voltemos à adoração da natureza e eleva várias seitas de adoradores da natureza e religiões dos nativos americanos ao status de modelo para nós:

Essa perspectiva religiosa pan** poderá mostrar-se especialmente importante no que se refere à nossa responsabilidade pela terra como civilização global. (...) As religiões dos nativos americanos, por exemplo, oferecem um rico conjunto de idéias sobre nosso relacionamento com a terra. (...) Todas as coisas estão interligadas como o sangue que nos une a todos.[1]

Buscando uma síntese da Nova Era que combine várias tradições do ocultismo, Gore cita e favorece o ensinamento hinduísta, dizendo: “A Terra é nossa mãe, e nós todos somos seus filhos”.[2] Incrivelmente, mais adiante Gore afirma que deveríamos buscar novas revelações a partir dessa adoração da deusa do passado e culpa o cristianismo pela quase total eliminação da mesma:

O sentido espiritual de nosso lugar na natureza... pode ser traçado de volta às origens da civilização humana. Um crescente número de antropólogos e de arqueomitólogos... argumenta que a ideologia da crença prevalecente na Europa pré-histórica e em grande parte do mundo estava baseada na adoração de uma única deusa da terra, que se supunha ser a fonte de toda a vida e irradiadora de harmonia em meio a todas as coisas viventes. (...) O último vestígio de culto organizado à deusa foi eliminado pelo cristianismo. (...) Parece óbvio que um melhor entendimento de uma herança religiosa que precede a nossa própria por tantos milhares de anos poderia nos oferecer novas revelações.[3]

Não são apenas os diretores [de cinema] que rejeitam a cristo que estão buscando fazer com que o mundo abrace a adoração à terra sob a máscara de sua imaginária deusa-mãe terra; É também o próprio líder do movimento do aquecimento global, Al Gore [ex-vice-presidente dos EUA].

Gore prossegue declarando que precisamos encontrar uma nova religião baseada na natureza e cita Teilhard de Chardin, o teólogo da Nova Era, em apoio à “nova fé” do futuro:

Esse ponto foi sustentado pelo teólogo católico Teilhard de Chardin, quando ele disse: “O destino da humanidade, assim como o da religião, depende do surgimento de uma nova fé no futuro”. Munidos de tal fé, poderemos achar possível ressantificar a terra.[4]

Com os diretores de vanguarda de Hollywood e as figuras políticas de Washington na liderança, os EUA [e o Ocidente] estão rapidamente voltando ao paganismo que envolveu o mundo em trevas espirituais durante milênios. Que Deus nos ajude a prestar mais atenção à admoestação do apóstolo Paulo, encontrada nas Sagradas Escrituras. Ele nos ensinou que a adoração à natureza nos tempos da Antigüidade era resultado do afastamento da adoração ao único e verdadeiro Deus que, para começar, foi quem criou a natureza:

“Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si; pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém” (Rm 1.21-25). (Joe Schimmel –www.goodfight.org - http://www.chamada.com.br)

* Segundo o hinduísmo, avatar é uma manifestação corporal de um ser imortal. Deriva do sânscrito Avatara, que significa “descida”, normalmente denotando uma encarnação de Vishnu (tais como Krishna), que muitos hinduístas reverenciam como divindade. Por extensão, muitos não-hindus usam o termo para denotar as encarnações de divindades em outras religiões.

** Pan: palavra de origem grega que significa “tudo, todas as coisas”.

Notas:

1. Al Gore, Earth in the Balance – Ecology and the Human Spirit [A Terra em Equilíbrio – A Ecologia e o Espírito Humano], 1992, p. 258-259).
2. Ibid. p. 161.
3. Ibid. p. 260.
4. Ibid. p. 263.

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, março de 2010


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