Escrito por Bruce Schneier
| 16 Setembro 2016
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O tamanho e a escala desses experimentos – e especialmente a sua persistência – apontam para governos.
Durante este ano e
talvez também durante o ano passado, alguém vem pondo à prova as
defesas das empresas responsáveis por manter em funcionamento pontos
críticos da internet. Esses experimentos vêm na forma de ataques bem
calibrados, concebidos para verificar com exatidão a capacidade de
defesa dessas empresas e o que seria necessário para derrubá-las. Não
sabemos quem está fazendo isso, mas tudo indica que seja um país de
grande porte. China ou Rússia seriam meus primeiros candidatos. Antes de mais nada,
uma pequena contextualização. Se você quer derrubar uma rede da
internet, o modo mais fácil é por meio de um ataque de negação de
serviço distribuído (DDoS – Distributed Denial of Service). Como o nome
diz, é um ataque concebido para impedir que usuários legítimos tenham
acesso ao site. Há algumas sutilezas, mas basicamente significa enviar
uma quantidade muito grande de dados para o site de modo a
congestioná-lo. Esses ataques não são novos: hackers fazem isso com
sites dos quais não gostam e criminosos têm usado essa técnica como
forma de extorsão. Há todo um setor da economia, com um arsenal de
tecnologias, dedicado à defesa de DDoS. Mas trata-se basicamente de uma
problema de largura de banda. Se o atacante tiver um poder de fogo maior
do que o do defensor, o atacante ganha.
Recentemente, algumas
das maiores empresas que fornecem a infraestrutura básica que mantém a
internet funcionando notaram um aumento de ataques DDoS contra elas. O
pior de tudo é que elas perceberam um certo perfil nos ataques. Esses
ataques são significativamente maiores do que os que elas estão
acostumadas a sofrer. Duram mais tempo. São mais sofisticados. E parecem
experimentos. Numa semana, por exemplo, o ataque pode começar num
determinado nível de força e ir aumentando lentamente antes de parar. E
assim continua, com essas características, como se o atacante estivesse
procurando pelo ponto exato de falha. Os ataques também são
configurados de forma a mapear todas as defesas da empresa. Há inúmeros
modos de lançar um ataque DDoS. Quantos mais vetores de ataque o
atacante empregar simultaneamente, mais defesas diferentes o defensor
tem de empregar para contê-los. Essas empresas têm notado um número
maior de ataques com três ou quatro vetores diferentes. Isso significa
que as empresas têm de usar todos os recursos de que dispõem para se
defender. Elas não podem esconder nada. São forçadas a mostrar a sua
capacidade de defesa ao atacante. Eu não posso dar
detalhes porque essas empresas falaram comigo sob a condição de
anonimato. Mas tudo isso é consistente com o que a Verisign tem
relatado. A Verisign mantém o registro de muitos domínios de topo mais
usados da internet – como .com e .net. Se ela for derrubada, haverá um
blackout global de todos os websites e endereços de e-mail na maior
parte dos domínios de topo comuns. A cada trimestre, a Verisign publica
um relatório de tendências de ataques DDoS. Embora essa publicação não
tenha o nível de detalhe que obtive das empresas com as quais conversei,
as tendências são as mesmas: “no segundo trimestre de 2016, os ataques
continuaram, tornando-se mais frequentes, mais persistentes e mais
complexos”. Há mais ainda. Uma
empresa me falou sobre a variedade de ataques de verificação, além dos
ataques DDoS: ataques testando a capacidade do defensor de manipular
endereços e rotas da internet, visualizando quanto tempo o defensor
demora para responder, e assim por diante. Alguém está testando
exaustivamente as capacidades de defesa essenciais das empresas que
fornecem os serviços críticos da internet. Quem faria isso? Não
parece trabalho de ativista, criminoso ou pesquisador. Mapear a
infraestrutura básica é uma prática comum em espionagem e de serviços de
inteligência. Não é normal que empresas façam isso. Além disso, o
tamanho e a escala desses experimentos – e especialmente a sua
persistência – apontam para governos. Parece um cibercomando militar de
um país tentando calibrar o seu armamento para o caso de uma
ciberguerra. Isso me lembra o programa americano da Guerra Fria, com
aviões sobrevoando a União Soviética a alta altitude para forçar a
ativação dos sistemas de defesa aérea soviéticos a fim de mapear a sua
capacidade. O que podemos fazer?
Na realidade, nada. Não sabemos de onde os ataques vêm. Os dados que eu
tenho sugerem a China, a mesma avaliação das pessoas com quem conversei.
Por outro lado, nesses tipos de ataques é possível dissimular o país de
origem. A NSA, que tem mais vigilância no backbone da internet do que
todo mundo junto, provavelmente tem uma ideia melhor mas, a menos que os
EUA decidam causar um incidente internacional, não veremos nenhuma
manifestação por parte do governo americano. Mas isso está acontecendo. E as pessoas devem saber. https://www.schneier.com/
Se por acaso pensas que o propósito final do movimento ambientalista é o
de parar com as "mudanças climáticas causadas pelo ser humano", levando
a que as pessoas conduzam carros elétricos taxando as empresas devido
às suas emissões de carbono, então tens que rever o que pensas.
Um documentário recente revela que os planos dos "tree-huggers"
[literalmente, "abraçadores de árvores"] é o de "salvar o planeta"
reduzindo de modo drástico a população humana - talvez até 90% da
população humana.
“The War on Humans” [A Guerra Contra os Humanos] é um filme de 30
minutos produzido pelo "Discovery Institute", grupo de reflexão sediado
em Seattle [EUA] que lida com tópicos tais como a ciência, a cultura e a
bioética. No filme, o diretor John West revela o lado sombrio do
ambientalistas extremistas Americanos, que rejeitam a ideia do ser
humano ter um lugar especial na natureza, acima dos "animais
não-humanos".
Mais propriamente: os extremistas acreditam que o ser humano é a "praga
do planeta" e que a única cura possível é um gigantesco despovoamento.
Para atingir este plano ambicioso, os radicais desenvolveram uma
estratégia a longo plano, tal como o filme "War on Humans" revela.
A Fase Um é composta por propaganda feita com o propósito de levar as
pessoas - especialmente as crianças em idade escolar e os universitários
- a aceitar a premissa de que os seres humanos não são inerentemente
melhores que as outras espécies [ed: daí a importância da teoria da
evolução], e de que facto, os humanos podem até ser piores visto às suas ações egoístas são responsáveis por destruir o planeta.
Para atingir esse fim, os ambientalistas têm usado o sistema educacional
da nação como forma de convencer a geração seguinte de que a atividade
humana é a causa única para as alterações climáticas. Eles têm também
comunicado a mensagem de que "os humanos estão a destruir o planeta"
através de filmes tais como o recente filme "Noé" (2014). O propósito
aparente é o de levar a geração seguinte a pensar duas vezes antes de
fazer filhos.
Ao fazer duma vida sem filhos algo "moderno", em voga e ambientalmente
"responsável", os ambientalistas radicais acreditam que podem atingir os
seus planos de despovoamento mundial através da atividade voluntária.
(Isto explica também a obsessão contínua dos progressistas pela expansão
do acesso à pílula, particularmente através do assim chamado Affordable
Care Act.) Dar aos animais o direito de processar A
Fase Dois do plano dos extremistas é onde o filme “The War on
Humans”fixa a maior parte da sua atenção, explicando que o esforço para
atingir o despovoamento depende dos tribunais Americanos darem aos
animais e à natureza direitos constitucionais.
Eis como as coisas funcionam: Se os extremistas conseguirem convencer os
juízes de que os animais têm os mesmos direitos que os seres humanos -
provavelmente fundamentando esta posição no facto deles sentirem dor ou
terem algum tipo de auito-consciência - então os animais terão posição
legal nos tribunais, e a habilidade de processar (claro que com a ajuda
dos seus "amigos" humanos) como forma de ver os seus "direitos"
protegidos.
Tais acções legais podem fechar fazendas e todas as atividades
relacionadas com animais, e podem impedir o desenvolvimento de terras -
para habitação, uso industrial ou produção de energia - com o
fundamento de que iria matar animais e arruinar os seus habitats.
Mesmo que os ambientalistas não sejam bem sucedidos nas suas ações
legais, o custo da litigação pode levar os agricultores e os fabricantes
à bancarrota - ou elevar o custo dos seus produtos o que os tornará
menos apelativos para os consumidores.
Isto resultará na danificação e na diminuição da economia Americana. Os
custos de vida aumentarão de modo brutal, o que tornaria financeiramente
impossível a educação duma família grande - ou até mesmo duma família
pequena. Dito de outra forma, a miséria econômica causada pelas ações
legais centradas nos "interesses dos animais" iriam suprimir a
reprodução humana, e, desde logo, avançado os propósitos de
despovoamento dos ambientalistas radicais.
Isto pode ter a aparência de conspiração forçada, mas, tal como o filme
“The War On Humans”ressalva, mais de 100 das melhores faculdades de
Direito têm clínicas de advocacia dos direitos dos animais. Isto é um
bom indicador de que o movimento que visa conferir uma posição legal aos
animais crescerá e tornar-se-á ainda mais poderoso nos anos que se
aproximam.
Um desses esforços está atualmente a ser levado a cabo no sistema judicial de New York.
O "The Independent" reporta
que em Dezembro último Steven Wise, advogado centrado nos "direitos dos
animais" e líder do "Nonhuman Rights Project", “solicitou citações de
habeas corpus - usados para se obter a liberdade de quem foi ilegalmente
detido - em nome de 4 chimpanzés do estado de New York”. Se Wise for
bem sucedido, escreve o The Independent, isso "enviará ondas de choque
legais por todo o mundo". Wise diz que continuará a dar
entrada a este tipo de ações legais até que um juiz confira direitos
constitucionais aos animais -e, por extensão, à natureza. Ensinem bem as vossas crianças John
West, diretor do filme "The War On Humans", diz à EAG news que a melhor
maneira dos Americanos resistirem estes esforços destrutivos é o de
explicar aos filhos o perigo do extremismo ambientalista. "As pessoas
com mais de 35 ou 40 anos tendem a assumir que os seres humanos são
únicos e dignos de respeito", diz West, acrescentando que isto faz parte
do legado dos movimento pelos Direitos Civis.
No entanto, diz West, há u crescente contingente de Americanos abaixo
dos 3 anos que está a reverter a ideia da posição única do ser humano -
acima de todas as outras formas de vida.
Muitos destes jovens não aceitam ouvir as críticas aos ambientalistas
radicais porque foram enganados por Hollywood e pelo sistema de ensino, e
levados a acreditar que quem quer que se oponha ao movimento "verde" e
às suas políticas não se preocupa com a proteção do planeta, e nem quer
tratar os animais duma forma humana. West afirma que os pais têm que
explicar as filhos que esta é uma falsa escolha:
Os pais têm que ser proativos e
começar a discutir estas coisas com os filhos. Não assumam que os vossos
filhos terão os mesmos pontos de vista e o mesmo senso comum que vocês
têm. Os pais acreditam que através da osmose, os seus filhos irão ter a
mesma visão que eles. Não, eles não terão.
Os pais têm que separar algum tempo para partilhar as suas crenças com
os seus filhos, e serem capazes de responder às suas questões. West diz
que isto irá desenvolver habilidades de pensamento crítico nos filhos -
que eles irão precisar para navegar através de toda a propaganda
ambientalista que irão encontrar na escola secundária e na universidade.
A cena do filme mais apreciada por West mostra humanos a salvar um cão
que havia caído através de gelo para dentro de água gelada:
O facto de pessoas terem tencionado
salvar um cão diz muito do ser humano. Eles tomaram a decisão consciente
de salvar um membro de outra espécie, algo que nenhum outro animal faz.
Isto é a marca do ser humano e isso revela o quão únicos nós somos.
O filme “The War on Humans” pode ser visto no YouTube, e o mesmo é
baseado no eBook de Wesley Smith com o mesmo nome; o livro pode ser
comprado através da Amazon.com.
Como se não fosse suficientemente mau o facto do ambientalismo radical
ser uma ideologia que ataca a própria existência da espécie humana,
ficamos a saber entretanto que um dos mais famosos grupos ambientalistas
do mundo, a Greenpeace, é financiada pela família Rockefeller, algo confirmado mais tarde pela própria Greenpeace.
Ou seja, os ambientalistas afirmam combater o "capitalismo" e as
"companhias petrolíferas" ao mesmo tempo que recebem elevadas somas de
dinheiro de famílias capitalistas e entidades petrolíferas.
Para além disso, a PETA, organização que alegadamente "defende" os "direitos" dos animais, mata 95% dos animais ao seu "cuidado".
Urge perguntar: o que é que eles fazem com os donativos? Resposta:mais
ou menos o mesmo que todo o líder esquerdista faz com o dinheiro que os
idiotas úteis lhes enviam, isto é, guardam para si, e pouco ou nada
fazem em favor da causa que gerou o donativo.
O ambientalismo de maneira nenhuma está envolvido com o bem estar dos
animais, da mesma forma que o feminismo não está minimamente relacionado
com os interesses genuínos das mulheres, e da mesma forma como o ativismo homossexual não reflete o que a maioria dos homossexuais
quer.
Todas estas ideologias são fachadas que a Esquerda militante usa para
levar a cabo o plano de Antonio Gramsci e da Escola de Frankfurt de
subversão cultural (destruição da civilização Ocidental).
União Europeia: uma perversidade econômica e moral
Um entrevista comHans-Hermann Hoppe para o semanário polonês Najwyższy Czas!
Qual é a sua leitura da Europa Ocidental atual e, particularmente, da União Europeia?
Atualmente,
todos os grandes partidos políticos da Europa Ocidental,
independentemente dos seus nomes e de seus programas partidários, estão
essencialmente comprometidos com a mesma ideia, o socialismo
democrático. Eles usam as eleições democráticas para legitimar a
tributação de pessoas produtivas em benefício daquelas que são
improdutivas. Eles taxam as pessoas, que ganharam seus salários e
acumularam riqueza através da produção de bens e serviços, adquiridos
voluntariamente por consumidores (e, é claro, especialmente os mais
“ricos” dentre estes), e depois eles redistribuem o produto deste saque
entre eles mesmos, ou seja: o estado democrático que eles controlam, ou
esperam controlar, e os seus diversos aliados políticos, seus
partidários e potenciais eleitores.
Eles não designam essa
política pelo seu nome apropriado: a punição dos produtivos e a
gratificação dos improdutivos, é claro. Isso não seria algo muito
popular. No lugar disso, eles batem na tecla do sempre popular
sentimento de inveja e alegam cobrar impostos dos poucos “ricos” para
poder manter os tantos “pobres”. No entanto, a verdade é que essa
política leva mais e mais pessoas produtivas a ficarem mais pobres,
enquanto que um sempre crescente número de pessoas improdutivas fica
mais rico.
Mas e a União Europeia?
Quando
olhamos para a União Europeia vemos que a coisa fica ainda pior. A
União Europeia é o primeiro passo para a criação de um super-estado
europeu e, por fim, de um governo mundial, dominado pelos EUA e seu
banco central, o FED. Desde os seus primórdios e apesar de todas as
pomposas declarações contrárias, a União Europeia nunca teve a ver com
livre comércio e competitividade. Caso fosse este o caso, não haveria
nenhuma necessidade de centenas e centenas de páginas de regras e
regulações! Muito pelo contrário, o propósito central da União Europeia,
apoiada o tempo todo pelos EUA, sempre foi o enfraquecimento da
Alemanha como carro chefe da economia europeia. Para viabilizar isso, a
Alemanha foi arrastada para uma onda de culpa que não parece ter fim e,
então pressionada a transferir cada vez mais a sua já limitada soberania
(em comparação com os EUA) para a União Europeia em Bruxelas. É
especialmente digno de nota que a Alemanha esteja perdendo a sua
soberania monetária e que esteja abandonando a sua moeda
tradicionalmente “forte”, o marco alemão, em favor do euro “fraco”,
emitido pelo Banco Central Europeu (BCE), composto em sua esmagadora
maioria pelos banqueiros centrais politicamente conectados dos países
que possuem tradicionalmente moedas “fracas”.
A União Europeia, portanto, se caracteriza por três dos seguintes elementos:
Primeiro:
a harmonização entre a estrutura de tributação e regulação ao longo de
todos os países-membros, com o objetivo de reduzir a competição
econômica e especialmente a competição de impostos entre os diferentes
países, tornando todos os países igualmente não competitivos.
Segundo:
além da perversidade econômica e moral de cada país ao punir os
produtivos e subsidiar os improdutivos, adiciona-se uma nova camada de
redistribuição internacional de renda e riqueza. Agora os países com
melhor performance econômica, como a Alemanha e aqueles do norte da
Europa, são punidos, enquanto se recompensa os países com performance
pior do ponto de vista econômico (a maioria do sul do continente),
tornando, portanto, a performance econômica de todos os países
igualmente pior.
E, terceiro, de importância cada vez maior,
especialmente durante a última década: de forma a superar a crescente
resistência, em diversos países, contra a transferência de soberania
para Bruxelas, que vem aumentando em ritmo constante, a União Europeia
está em uma cruzada com objetivo de erodir e, por fim, destruir, todas
as identidades nacionais e toda a união cultural e social que existe nos
diversos países. A ideia de nação e de identidades nacionais e
regionais vem sendo ridicularizada enquanto o multiculturalismo é
aclamado como uma “bênção” inquestionável. Assim como a promoção da
garantia de privilégios legais e de “proteção especial” a todos, exceto
aos homens brancos, heterossexuais e, especialmente, aos homens casados e
com famílias (que são pintados como “opressores” históricos e
portadores de dívidas a serem compensadas, com todas as outras pessoas,
suas “vítimas” históricas.) – eufemisticamente chamadas de políticas
“antidiscriminação” ou “afirmativas” – minando sistematicamente a ordem
social natural. A normalidade é punida, enquanto se premia a anomalia e
o desvio.
Podemos dizer então que os políticos da União Europeia são ainda piores que aqueles que operam os assuntos nacionais?
Sim
e não. Por um lado, todos os políticos democráticos, sem exceção, são
demagogos desinibidos moralmente. O título de um de meus livros em
alemão é “A competição dos pilantras”, o que capta a essência
do que a democracia e os partidos políticos democráticos são. Nesse
aspecto há muito pouca ou nenhuma diferença entre as elites políticas de
Berlim, Paris, Roma etc., e aqueles que estão comandando o show em
Bruxelas. De fato as elites da União Europeia são tipicamente compostas
de políticos que já foram, com a mesma mentalidade dos seus pares
domésticos, em busca de salários extremamente extravagantes, benefícios e
pensões amplamente distribuídos pela UE.
Por outro lado, as
elites da UE são piores que os seus camaradas políticos nacionais, é
claro, no sentido de que as suas decisões e regras prejudicam um número
significativamente maior de pessoas.
Então qual é a sua previsão para o futuro da UE?
A
UE e o BCE são uma monstruosidade econômica e moral, e uma violação do
direito natural e das leis da economia. Você não pode punir de forma
contínua a produtividade e o sucesso e premiar a falta de iniciativa e o
fracasso sem causar um desastre. A UE irá passar por diversas crises
econômicas sucessivas e, por fim, irá quebrar. O Brexit, que acabou de
ocorrer é apenas o primeiro passo do inevitável processo de
desconcentração e descentralização políticas.
Há algo que um cidadão comum possa fazer nesta situação?
Em
primeiro lugar, em vez de engolir a ladainha pomposa dos políticos
sobre “liberdade”, “prosperidade”, “justiça social” etc., aprender a
enxergar a UE como ela realmente é: uma gangue de super picaretas que
aumentam o seu poder e sua riqueza às custas de pessoas produtivas. Em
segundo lugar, as pessoas devem aprender a desenvolver uma visão clara
da alternativa ao pântano atual: não um super estado europeu nem mesmo
uma federação de estados nacionais, mas uma visão de uma Europa formada
por centenas de Liechtensteins e cantões suíços, unidos entre si através
do livre comércio e em competição uns com os outros, na tentativa de
oferecer as condições mais atrativas para que pessoas produtivas ali
permaneçam ou se mudem para lá.
Você poderia traçar um paralelo entre os EUA e a situação atual da Europa?
A
diferença entre a situação da Europa Ocidental e dos EUA é muito menor
do que geralmente se considera de cada lado do oceano Atlântico. Em
primeiro lugar, os acontecimentos na Europa desde o fim da Segunda
Guerra Mundial foram observados de perto, guiados e manipulados, quer
fosse através de ameaças ou mediante pagamento de subornos, pelas elites
políticas de Washington, a capital dos EUA. De fato, a Europa
tornou-se em sua essência um vassalo, um satélite, um dependente dos
EUA. Isso pode ser observado, por um lado, pelo fato de que atualmente
tropas americanas estão posicionadas por toda a Europa, até a fronteira
russa. E por outro lado, pode-se observar a contínua romaria das elites
políticas europeias em direção a Washington, realizada de forma mais
regular e mais zelosa do que qualquer peregrinação muçulmana até Meca,
com o objetivo de receber as bênçãos de seus mestres. Isso ocorre em
especial com a elite política alemã, cujo complexo de culpa neste meio
tempo assumiu o status de uma espécie de doença mental. Os alemães se
destacam por sua covardia, subserviência e solicitude.
Já em
relação aos assuntos domésticos dos EUA, ambos europeus e americanos
estão geralmente errados. É frequente que os europeus ainda enxerguem os
EUA como a “terra da liberdade”, do individualismo inabalável e do
capitalismo sem barreiras ou entraves. Enquanto que os americanos, desde
que eles saibam ou aleguem saber qualquer coisa que seja, sobre o mundo
que existe além dos EUA, frequentemente enxergam a Europa como um local
de socialismo desenfreado e coletivista, completamente alheio ao seu
próprio “American way”. De fato não existe uma grande diferença
entre o assim chamado “capitalismo democrático” dos EUA e o “socialismo
democrático” europeu. Seguramente, os EUA sempre tiveram mais e mais
proponentes vocais do capitalismo de livre mercado, ainda é capaz de
atrair muitos dos melhores e mais brilhantes do mundo e, de fato, a
porcentagem de imposto americano em relação ao PIB fica atrás da maioria
dos países europeus – mas nem tanto assim. Na realidade está mais alta
do que a da Suíça, país que não é membro da UE, por exemplo. E no que se
refere a dívida do governo americano como uma porcentagem do PIB, esta é
na realidade mais alta do que a da maioria dos países europeus e coloca
os EUA na mesma categoria econômica do que países como a Grécia, por
exemplo. Também é verdade que: nos EUA você ainda pode dizer quase tudo
o que você quiser sem ter que temer um processo criminal, enquanto que
tomar tal liberdade na maior parte da Europa pode muito bem te colocar
na cadeia. No entanto a doença do “politicamente correto”, da “não
discriminação” e da “ação afirmativa”, que está atualmente se alastrando
no mundo ocidental como uma epidemia é, de fato, originária dos EUA.
Isso começou em 1960, com a assim chamada legislação dos “direitos
civis” e foi lá mesmo nos EUA, que ela tomou maior vulto e atingiu os
seus maiores excessos e graus de absurdez. Dessa forma, embora dizer a
coisa politicamente incorreta não faria com que você fosse preso nos
EUA, você teria a sua carreira destruída quase que certamente, e de
forma ainda pior, do que em qualquer país europeu.
E quanto à
política externa americana: subitamente as elites políticas dos EUA
começaram a convidar o terceiro mundo a vir para os EUA, e muito antes
que as mesmas políticas “multiculturais” fossem adotadas também na
Europa, essas mesmas elites conduziram uma política agressiva de invasão
mundial e atacaram, apenas nas décadas mais recentes, o Afeganistão,
Paquistão, Iraque, Líbia, Síria, Sudão, Somália e o Iêmen, causando a
morte de centenas de milhares de civis inocentes e gerando uma onda de
terrorismo islâmico, em grande parte custeado pela Arábia Saudita, com
quem as elites políticas alimentam uma relação de extrema cordialidade.
Por
fim, como você avalia o sucesso econômico dos ex países comunistas,
como a China, que combinam ditaduras de um só partido com mercados
parcialmente livres?
O sucesso econômico de um país
depende de três fatores interdependentes: a segurança da propriedade
privada e dos direitos de propriedade, a liberdade de contrato e de
comércio e a liberdade de associação e desassociação – e, é claro, da
diligência, inteligência e perspicácia de seu povo. Cada um dos estados
do mundo, uma vez que depende de tributos para o seu próprio
financiamento age através da violação desses requisitos. Mas essa
violação pode ser maior ou menor e mais ou menos abrangente. Isso
explica o relativo sucesso de alguns países e o fracasso de outros. A
organização interna de um estado, quer seja uma ditadura de um só
partido ou uma democracia pluripartidária, é essencialmente irrelevante
neste aspecto. De fato, como o exemplo recente da Venezuela nos
demonstra vividamente, a democracia e a eleição democrática pode muito
bem levar a quase completa abolição dos direitos de propriedade privada e
ao fim da liberdade contratual e comercial e resultar em um espetacular
colapso econômico.
Da mesma forma, comparativamente a performance
econômica da China x Índia é instrutiva neste aspecto. Enquanto que a
Índia moderna, já há 70 anos, é governada democraticamente, a China
moderna foi governada o tempo todo por uma ditadura comunista mono partidária, aproximadamente metade do tempo, na era do Mao por um
partido comunista ortodoxo, e na segunda metade por um regime
reformista-comunista “liberal”. O resultado? Ambos os países ainda se
encontram desesperadamente pobres, de acordo com as medidas dos padrões
ocidentais, indicando que ambos os governos mostraram pouco ou nenhum
respeito à propriedade privada e seus direitos. Mas: enquanto que a
situação econômica estava igualmente desesperadora em ambos os países
até o início dos anos 1980, desde então, com o surgimento do “comunismo
reformista” na China, o PIB chinês ultrapassou bem e ficou
significativamente acima do PIB da Índia, indicando uma maior liberdade
econômica comparativamente na China e/ou uma população chinesa média
mais brilhante e mais diligente.
Concluindo: não confie em uma
democracia, mas você tampouco deveria confiar em uma ditadura. Prefira
confiar em uma descentralização política radical, não apenas na Índia e
na China, mas em todo e qualquer lugar.
Vigilância de Vizinhança Inteligente em 2025: Sistema Biométrico De
Detecção De Intrusão, Armas De Energia Dirigida E Drones observando seu
Telhado - Este será o Controle Total 666
Um novo
relatório encomendado pela maior empresa de segurança em casa dos
Estados Unidos, ADT, oferece uma pré-visualização de um futuro que faz
os métodos de segurança de hoje parecer ser a Idade da Pedra, por
comparação. E poderia chegar a tempo tão pouco quanto dez anos.
A maioria
das pessoas tornaram-se aclimatadas para as seguintes tecnologias
aparentemente díspares que estão se tornando parte da vida cotidiana:
drones, câmeras de vigilância, identificação biométrica e tecnologia inteligente para a casa
. Enquanto as pessoas se tornaram mais conscientes de como o governo
tem argumentado para o uso desses sistemas para combater a ameaça sempre
presente do terrorismo, eles não imaginaram como isso irá eventualmente
escorrer para uma experiência comum do consumidor, nem que eles
provavelmente esperam uma completa síntese de estar disponível na ponta
dos dedos.
Talvez
a familiaridade não gere desprezo quando se trata de segurança pessoal,
no entanto. O relatório encomendado pela ADT de pesquisadores de
segurança e consultores, Futurizon
, pinta um retrato de uma população assustada onde um total de 60% das
pessoas não se sentem seguras em sua própria casa e provavelmente vai
abraçar novas soluções oferecidas pelas tecnologias de vigilância e de
identificação avançadas.
O método
mais iminente que Futurizon vislumbra é aquele que emprega o
reconhecimento facial. Isto, obviamente, já está disponível, mesmo em
toda a cidade, em lugares como a cidade de Nova York Anel de Aço
. O mesmo conceito pode ser usado nos bairros equipados com câmaras de
segurança ligadas a uma base de dados de criminosos conhecidos. Mediante
esse "criminoso" entrando em um bairro, um alarme seria acionado que
poderiam remover a ameaça antes de um ato poder ser praticado: pré-crime.
No
entanto, porque os avisos de pré-crime podem não ser suficientes, o estudo
prevê que a próxima fase seria empregar armas de energia dirigida virtuais -
neste caso, o som de baixa frequência ou sistemas de luz que poderia
perturbar fisicamente o intruso. No mínimo, os pesquisadores ver o
potencial para o sistema de segurança para falar com o intruso e
informá-los (pelo nome) que eles foram identificados e estão sendo
monitorados.
Se isto
não é o suficiente de um impedimento e o intruso consegue continuar o
progresso para a frente, sistemas de propriedade, tais como pistolas
contendo um produto químico poderiam marcar o intruso com o sistema de
alerta geral acionando o lançamento de drones do telhado para capturar vídeo e
talvez iniciar prisão por robôs guardas policiais estacionados nas
proximidades.
Enquanto
algumas pessoas podem concluir que cada um tem o direito de defender a
sua propriedade privada como bem entender, ou mesmo cooperar com os países
vizinhos para assistir a sua comunidade, seria bom lembrar que em um
mundo impulsionado por dados e comunicações ligados, o aparelho torna-se
uma rua de duas vias; tudo o que pode ser recebido pode também ser
transmitido. Uma vez que a sociedade está coberta por se acredita ser um
aparato de segurança privada, torna-se muito mais fácil para o
abrangente Estado tecnocrático centralizar esses sistemas e inverter a sua utilização para
apontar para dentro, para o controle e não para fora para proteção.
Desta forma, estamos muito provávelmente no caminho para a construção de
nossa própria prisão.
Por
favor, veja o vídeo abaixo que mostra primeira fase deste programa, onde
a casa inteligente está ligada à segurança da ADT. Você está ansioso
para as próximas fases como nós conduzimos até 2025?Por favor, deixe
seus comentários abaixo.
a Principal Source:
Crédito
de imagem : Instituto Tecnológico de Aeronáutica retrato do sistema
eSurv: "O sistema baseado em nuvem recolhe dados de vigilância de
câmeras de segurança, drones, Google Glass usado por agentes de
vigilância e quaisquer outros sensores de segurança localizadas em torno
de uma cidade que estão ligados ao sistema. "