segunda-feira, 27 de maio de 2013

Os ambientalistas e sua agenda anti-humana nos fazem de idiotas

Douglas's review contributed to the success of...
Douglas's review contributed to the success of Silent Spring, an important turning point for the environmental movement. (Photo credit: Wikipedia)

Escrito por Walter Williams 
  
Os ambientalistas, com a ajuda de políticos e de outras burocracias globalmente poderosas, foram bem-sucedidos em impor sobre todo o globo um conjunto de ideias que já custou dezenas de milhões de vidas humanas.

Peguemos o exemplo mais famoso deste totalitarismo homicida. Em 1962, a famosa bióloga americana Rachel Carson publicou o livro Silent Spring, uma fábula sobre os supostos perigos dos pesticidas. O livro se transformou em um clássico do movimento ambientalista, não obstante se tratasse de uma obra de ficção. O livro exerceu uma influência poderosa sobre vários governos, o que levou à proibição mundial do uso do DDT (Dicloro-Difenil-Tricloroetano, o primeiro pesticida moderno) ainda no início da década de 1970.


Em 1970, pouco antes da proibição do DDT, a Academia Nacional de Ciências dos EUA declarou que o DDT havia salvado mais de 500 milhões de vidas humanas ao longo das últimas três décadas ao erradicar os mosquitos transmissores da malária.  Naquele ano, a Academia lançou um relatório no qual dizia: "Se tivéssemos de eleger alguns produtos químicos aos quais a humanidade deve muito, o DDT certamente seria um deles. ... Em pouco mais de duas décadas, o DDT evitou que 500 milhões de seres humanos morressem de malária, algo que sem o DDT seria inevitável".

Antes da proibição do DDT, a malária estava prestes a ser extinta em alguns países.
O DDT foi banido pelos governos no início da década de 1970 não obstante o fato de não ter sido apresentada nenhuma evidência científica comprovando que ele gerasse os efeitos que Carson e o movimento ambientalista alegavam que ele gerava.

Em seu livro Eco-Freaks: Environmentalism is Hazardous to Your Health, John Berlau, pesquisador e diretor do Center for Investors and Entrepreneurs do Competitive Enterprise Institute, escreveu que "Nem um único estudo mostrando o elo entre exposição ao DDT e contaminação humana já foi replicado".  Não apenas isso: em um estudo de longo prazo, alguns voluntários comeram 900g de DDT durante um ano e meio; até hoje, mais de vinte anos depois, nenhum deles apresentou nenhum efeito colateral em sua saúde.

O Dr. Henry Miller, membro sênior da Hoover Institution, e Gregory Konko, membro sênior da Competitive Enterprise Institute, escreveram em seu artigo no revista Forbes, "Rachel Carson's Deadly Fantasies", que o banimento do DDT foi responsável pela perda de "dezenas de milhões de vidas humanas, majoritariamente crianças em países pobres e tropicais. Tudo isso em troca da possibilidade de uma pequena melhoria na fertilidade das aves de rapina. Esta continua sendo uma das mais monumentais tragédias humanas do século passado."

Além das mortes de literalmente milhões de pessoas no Terceiro Mundo em decorrência da malária, o banimento do DDT também gerou inúmeras colheitas desastrosas, uma vez que insetos vorazes que eram combatidos pelo DDT puderam se proliferar novamente — e praticamente não há substitutos para o DDT a preços acessíveis nos países pobres.
Mesmo se as estimativas da Academia Nacional de Ciências em relação às vidas salvas pelo DDT estivessem exageradas por um fator de dois, Rachel Carson e sua cruzada contra o pesticida ainda seriam responsáveis por mais mortes humanas do que a maioria dos piores tiranos da história do mundo.

Não obstante todas as evidências de que o DDT, quando utilizado corretamente, não apresenta nenhuma ameaça para o ambiente, para os animais e para os seres humanos, os ambientalistas extremistas continuam defendendo sua proibição.  Só na África, milhões continuam morrendo de malária e de outras doenças. Após a Segunda Guerra Mundial, o DDT salvou milhões de vidas na Índia, no Sudeste Asiático e na América do Sul. Em alguns casos, as mortes por malária caíram para quase zero. Após o banimento do DDT, as mortes por malária e por outras doenças voltaram a disparar.  Por que então o banimento não é revogado?

Porque este é justamente o objetivo destes extremistas: controle populacional.  Alexander King, co-fundador do Clube de Roma, disse: "Na Guiana, em menos de dois anos, o DDT já havia praticamente aniquilado a malária; porém, isso levou a uma duplicação das taxas de fecundidade.  Portanto, meu maior problema com o DDT, olhando em retrospecto, é que ele ajudou a intensificar o problema da explosão demográfica".

Jeff Hoffman, representante ambientalista, escreveu no site grist.org que "A Malária era, na realidade, uma medida natural de controle populacional, e o DDT gerou uma volumosa explosão populacional em alguns locais onde ele havia erradicado a malária. Basicamente, por que seres humanos devem ter prioridade sobre as outras formas de vida?... Não vejo ninguém respeitando os mosquitos aqui nesta seção de comentários."

O livro de John Berlau cita vários outros exemplos de desprezo dos ambientalistas pela vida humana e de como eles transformaram os políticos em seus idiotas úteis.

A organização mundial da Saúde estima que a malária infecta pelo menos 200 milhões de pessoas, das quais mais de meio milhão morrem anualmente. A maior parte das vítimas da malária são crianças africanas. Pessoas que defendem a proibição do DDT são cúmplices nas mortes de dezenas de milhões de africanos e de asiáticos. O filantropo Bill Gates arrecada dinheiro para milhões de redes contra mosquitos; porém, para manter suas credenciais acadêmicas intactas, a última coisa que ele advogaria seria o uso do DDT. Notavelmente, todos os políticos — principalmente os negros, que deveriam se sensibilizar com seus irmãos africanos — compartilham esta visão.

A morte de Rachel Carson não colocou um fim na insensatez ambientalista. O dr. Paul Ehrlich, biólogo da Universidade de Stanford, em seu best-seller de 1968, The Population Bomb, previu que haveria uma enorme escassez de comida nos EUA e que "já na década de 1970 ... centenas de milhões de pessoas irão morrer de fome neste país". Ehrlich via a Inglaterra em uma situação ainda mais desesperadora, e dizendo que "Se eu fosse um apostador, apostaria uma quantia substancial de dinheiro que a Inglaterra deixará de existir até o ano 2000".

No primeiro Dia da Terra, celebrado em 1970, Ehrlich alertou: "Dentro de dez anos, todas as mais importantes vidas animais nos oceanos estarão extintas. Grandes áreas costeiras terão de ser evacuadas por causa do fedor de peixe morto". Apesar de todo este notável currículo, Ehrlich continua até hoje sendo um dos favoritos da mídia e do mundo acadêmico.
E há ainda as insensatezes previstas pelos governos.  Em 1914, o U.S. Bureau of Mines [uma espécie de Ministério das Minas e Energia americano] previu que as reservas de petróleo do país durariam apenas mais 10 anos.  Em 1939, o Ministério do Interior americano revisou as estimativas, dizendo agora que o petróleo americano duraria mais 13 anos.  Em 1972, um relatório publicado pelo Clube de Roma, Limits to Growth, disse que as reservas de petróleo em todo o mundo totalizavam apenas 550 bilhões de barrias.  Com este relatório em mãos, o então presidente Jimmy Carter disse que "Até o final da próxima década, poderemos exaurir todas as reservas de petróleo existentes em todo o mundo".  E acrescentou: "Todo o petróleo e todo o gás natural de que dependemos para 75% de nossa energia estão acabando."

Quanto a esta última previsão de Carter, um recente relatório do U.S. Government Accountability Office [braço auditor do Congresso americano] em conjunto com especialistas do setor privado estima que, mesmo que apenas metade do petróleo existente na formação geológica do Green River nos estados de Utah, Wyoming e Colorado seja recuperada, isso já "seria igual a todas as reservas de petróleo que comprovadamente existem no mundo". Trata-se de uma estimativa de 3 trilhões de barris, mais do que a OPEP possui em suas reservas. Mas não se preocupe. Tanto Carter quanto Ehrlich ainda são frequentemente convidados pela mídia para emitir suas opiniões.

Nossa contínua aceitação das manipulações, das mentiras e do terrorismo ambientalistas fez com que governos ao redor do mundo, além de banirem o DDT, implantassem políticas públicas assassinas em nome da "economia de energia" — como, por exemplo, as regulamentações estatais que exigem automóveis com menor consumo de combustível, o que levou a uma redução do tamanho dos carros e a um aumento no número de acidentes que, em outras circunstâncias, não seriam fatais.

Da próxima vez que você vir um ambientalista alertando sobre algum desastre iminente, ou dizendo que estamos prestes a vivenciar a escassez de alguma coisa, pergunte para ele qual foi a última vez que uma previsão ambientalista se mostrou correta. Algumas pessoas estão inclinadas a rotular os ambientalistas de idiotas. Isto é um juízo errôneo. Os ambientalistas foram extremamente bem-sucedidos em impor sua agenda. Somos nós que somos os idiotas por termos ouvido e aceitado tudo passivamente, e por termos permitido que os governos acatassem suas ordens.

Publicado no site do Instituo Ludwig von Mises Brasil.
Fonte: www.midiasemmascara.org

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segunda-feira, 13 de maio de 2013

Venerando Gaia: O Dia da Terra e a Transformação Total


Autor: Carl Teichrib, Forcing Change, Volume 3, Edição 3.


Nota do Editor: O Dia da Terra está se aproximando. Sendo a maior celebração ambiental no planeta, que impacta praticamente toda a comunidade no mundo ocidental, é imperativo que compreendamos a importância desse movimento. Veja, o Dia da Terra não é apenas um evento global de 24 horas, mas a ponta de uma agulha que procura infectar o mundo com uma filosofia anti-humana radical.
No passado, a Forcing Change investigou o fenômeno do Dia da Terra. Parte do material neste artigo já foi abordado em edições anteriores, porém este relatório atual procura vincular alguns aspectos que são frequentemente negligenciados — mas que estão visíveis para aqueles que compreendem o simbolismo e as orientações espirituais subjacentes que guiam esse movimento.
"Mais de seis milhões de canadenses se unirão com 500 milhões de pessoas de 180 países em eventos e projetos para tratar as questões ambientais. Praticamente todas as crianças em idade escolar no Canadá participarão de uma atividade no Dia da Terra. [1].
"A Terra é mais do que apenas uma espaçonave. Ela é nossa Mãe. Ela nos deu a vida. Não temos outro lugar para ir; temos de ficar e amá-la." [2].
Exatamente como nos dias antigos, a Terra se tornou o ponto focal de adoração. Na antiga Grécia, a suprema divindade da Terra era Gaia, também conhecida como a Mãe Universal. Juramentos sagrados eram feitos em seu nome e os adoradores realizavam rituais em sua honra. [3]. Um comentarista nos diz:
"A representação artística clássica de Gaia é uma mulher emergindo da terra até a altura dos seios. A deusa se levanta mas nunca deixa seu corpo planetário. Ritos viscerais, incluindo oferendas de plantas, sacrifícios de animais e, presumivelmente, extáticos sacrifícios humanos, bem como despudoradas cerimônias sexuais eram realizados para adorar a fecundidade de deusa." [4].
Em nossa era contemporânea, o Dia da Terra se tornou a celebração moderna de Gaia. Os participantes desse evento, estejam ou não cientes disso, imitam as antigas crenças pagãs da Mãe Universal. Como os juramentos sagrados feitos em nome da deusa, os celebrantes atuais do Dia da Terra assinam petições a favor do meio ambiente, firmam compromissos e anunciam resoluções em apoio à Mãe Terra. Como nos antigos sacrifícios à deidade, os praticantes atuais do Dia da Terra oferecem sacrifícios de "boas obras" ao planeta. Não somente é a Terra uma divindade a ser venerada, mas a própria Terra — como representante e incorporação da deusa — tem se tornado um ídolo dos dias modernos.
Será se todos os que se envolvem nas festividades do Dia da Terra enxergam as conexões que existem entre esse evento e a antiga deusa pagã? Alguns sim, especialmente aqueles que seguem uma posição neopagã, mas muitos desconhecem, pensando que seja uma oportunidade para as famílias participarem da conservação do meio ambiente (muitas coisas boas são feitas durante o Dia da Terra, como limpar o leito dos rios e plantar árvores — mas o problema não é este). Motivados por boas intenções, centenas de indivíduos (incluindo cristãos professos), participam sem primeiro considerar do que se trata realmente o Dia da Terra ou as filosofias que estão por trás do movimento.
O ator americano James Coburn (falecido em 2002) compreendia esses vínculos com o paganismo. Considere esta sua entrevista, realizada em 1990 com a jornalista Caryl Matrisciana durante o festival Dia da Terra, na praia de Malibu:
"— Sr. Coburn, por que devemos nos preocupar com o Dia da Terra, ou da Mãe Terra?"
"— A Mãe Terra é a Mãe. Ela é a Deusa-Mãe. Deveríamos louvá-la, em vez de estuprá-la. Todas estas pessoas estão aqui hoje por uma razão, porque estão preocupadas com o que está acontecendo com a Terra, com aquilo que a humanidade está fazendo com a Terra."
"Todas as emoções negativas que carregamos por aí também contribuem para o problema. Tudo alimenta a Lua. O que temos de fazer é sermos verdadeiros conosco mesmos; se formos verdadeiros conosco mesmos, seremos verdadeiros com a Mãe Terra."
"A Mãe Terra será generosa. Ela nos dará tudo que necessitarmos. Ela tem feito isso há muito tempo. Perdemos o nosso rumo. Os pagãos sabiam como lidar com a terra e alguns índios ainda se lembram como fazer."
"A Terra é um organismo vivo. Estamos matando a quem mais amamos e quem também nos ama. Temos de louvar nossa Deusa-Mãe!" [5].
Quando o Dia da Terra foi celebrado em 1970, a revista Newsweek chamou o evento de "uma vibrante dança da chuva em âmbito nacional" [6]. O New York Times, entretanto, disse que "o tempo tinha chegado para aquela ideia, porque a vida está chegando ao fim". A Terra e a humanidade necessitavam ser salvas "da intolerável deterioração e da possível extinção" [7].
Agora, quase quarenta anos mais tarde, empresas patrocinadoras pagam pelos eventos comunitários do Dia da Terra. Os governos federal e municipais gastam o dinheiro dos impostos na promoção do dia 22 de abril e uma miríade de organizações de raiz popular acrescentam energia à causa. Ele é um evento que chama a atenção dos canais de notícias locais e nacionais, dos políticos e alimenta a imaginação das crianças em idade escolar em toda a parte. Desde a gigante da indústria automobilística Toyota [8] até cada centro urbano na América do Norte, desde as Nações Unidas até o Conselho Nacional de Igrejas [9] — o Dia da Terra é muito mais do que uma bizarra dança da chuva; é uma plataforma para lealdades à cidadania global e à Terra.

Nasce o Dia da Terra

A ideia do Dia da Terra se originou em 1962 com o senador Gaylord Nelson, do estado americano do Wisconsin. Convencido que as questões ambientais precisavam de uma maior exposição, Nelson sugeriu ao presidente Kennedy que embarcasse em um "circuito de viagens a favor da preservação nacional". No ano seguinte, Kennedy iniciou uma excursão de cinco dias para promover a conservação do meio ambiente, mas aquilo nunca chegou a gerar o interesse político que Nelson esperava. Entretanto, de acordo com o senador, "aquele foi o germe da ideia que posteriormente se transformou no Dia da Terra." [10].
Somente alguns anos mais tarde, durante o auge dos protestos contra a Guerra do Vietnã, o senador Nelson lançou a ideia de um evento educativo em âmbito nacional para criar conscientização sobre o meio ambiente, o "primeiro seminário nacional sobre o meio ambiente". Esse evento, planejado para 22 de abril de 1970, seria estilizado com base no movimento de protestos contra a guerra, e tinha o objetivo de conquistar o interesse e a energia dos jovens — uma geração que estava passando por uma das maiores transformações culturais na história dos Estados Unidos. Sem qualquer surpresa, no primeiro discurso no Dia da Terra, o senador Nelson refletiu essa transição cultural, gloriando-se que 22 de abril seria a "data de nascimento de uma nova ética americana que rejeita a filosofia dos pioneiros da fronteira que o continente está aqui para nós saquearmos..." [11].
Décadas após o evento inicial, o assistente de Nelson que coordenou a campanha educativa nacional do Dia da Terra, Denis Hayes, disse a um entrevistador: "— Conscientemente, partimos para construir um movimento para unir a América e deixar todos sob um guarda-chuva, compartilhando um mesmo conjunto de valores." [12].
Novas éticas e um conjunto comum de valores iriam guiar esse movimento e agir como inspiração para os estudantes universitários em seus grupos de defesa do meio ambiente. Lembre-se, isto aconteceu em 22 de abril de 1970, e os estudantes daquela época representavam um amplo bloco da liderança política, empresarial, acadêmica e religiosa. O senador Nelson compreendia o poder potencial de utilizar a juventude da nação.

Ajudando a tornar esse primeiro Dia da Terra um sucesso, um livro especial de ensaios foi compilado pela organização Amigos da Terra e distribuído em todo o país para os professores dos ensinos fundamental, médio e universitário. Intitulado The Environmental Handbook: Prepared for the First National Environmental Teach-In, April 22, 1970, esse volume introduziu um novo conjunto de ideais sociais que apontariam para um mundo melhor. Dezenas de milhares de exemplares foram distribuídos e 20 milhões de pessoas em todo o país celebraram o que iria se transformar no movimento global do Dia da Terra.
Mas, quais eram os valores apresentados por esse livro? Estavam eles baseados nos fundamentos centrais da cosmovisão judaico-cristã do pensamento e do direito ocidentais? Eles suportavam a preservação do meio ambiente com o bom senso? O controle da erosão, a manutenção de uma população silvestre equilibrada, restrições no uso dos poluentes tóxicos ou o controle das espécies invasivas?
O assunto da poluição foi tratado, com uma distorção sobre o controle populacional. O uso da terra também foi discutido, ao vilificar "a criação convencional de gado nas fazendas".
Paul Ehrlich, autor de The Population Bomb (A Bomba Populacional), contribuiu com um cenário sombrio para impressionar as mentes dos jovens: por volta de 1973, a poluição atmosférica iria paralisar as cidades, a nuvem da poluição causaria desastres e o número de mortes chegaria às centenas de milhares — tudo anunciando o advento de um colapso global na qualidade do ar que tornaria o "planeta inabitável" por volta de 1990. Aproximadamente em meados dos anos 1970s, o cinturão produtor de grãos nos EUA se transformaria em um grande deserto no meio-oeste, arrasando os estoque de alimentos. Durante esse período de tempo, Ehrlich especulou, o setor de recursos dos EUA entraria em colapso e um programa nacional de "planejamento familiar" teria de ser estabelecido junto com uma agenda internacional para limitar o crescimento da população humana. Por volta de meados de 1979, os oceanos do mundo estariam mortos e toda vida animal marinha extinta. [13].

Para os alunos do ensino médio e universitário participantes no primeiro Dia da Terra, essas previsões tiveram o efeito de causar arrepios. Como o Sr. Ehrlich explicou: "Um cenário bastante sombrio. Infelizmente, já avançamos muito dentro dele." [14].
Algo disto soa familiar a você? "O aquecimento poderá provocar o colapso da agricultura", assim reportou o Inter-Press Service em 2007. [17]. "Os cardumes poderão desaparecer devido ao aquecimento global", anunciou um artigo da Associated Press em 2008. [16]. O professor John Brignell, um autor e pesquisador sobre temas sociais, publicou em um artigo na Internet suas observações com relação à mudança climática e o medo que está provocando:
"Sofre de um problema qualquer? Lance a culpa sobre o aquecimento global. Desde alergias até a escassez do xarope de groselha, e à febre amarela: aparentemente todos os males contemporâneos são causados pela mudança climática." [17].
A página de Brignell na Internet lista mais de 300 supostos problemas, ou pseudoproblemas, que são atribuídos ao aquecimento global. Essa lista documentada inclui capim, pedra nos rins, inflação na China, invasão de águas-vivas e ostras gigantes, a morte do monstro do lago Ness, o desaparecimento dos peixes, uma vindoura Era do Gelo, conflito com a Rússia, uvas azedas e vinhos mais fortes, falência das fazendas (porém a produção das fazendas cresceu), aumento — ou diminuição — da salinidade do Oceano Atlântico, nuvens de poluição, terrorismo, desmaios e cérebros menores. Tendo a acreditar neste último efeito.
O céu está desabando! O céu está desabando! Esta é uma tática do medo para a transformação global? Considere as seguintes citações:
"Durante qualquer 'ciclo de problema-atenção' nas campanhas sobre o meio ambiente, há uma fase em que o problema precisa ser estrategicamente exagerado de modo a fixá-lo em uma agenda de planos para ação." [18] — Instituto Internacional Pelo Desenvolvimento Sustentável.
"Temos de oferecer cenários aterrorizadores, fazer declarações simplificadas e dramáticas e evitar mencionar quaisquer dúvidas que possamos ter." [19] — Professor Stephen Schneider.
"Independente se a ciência é toda falsificada, existem benefícios ambientais colaterais... a mudança climática fornece a maior chance de trazer a justiça e a igualdade no mundo." [20]. — Christine Stewart, ex-ministra do Meio Ambiente do Canadá.
"Benefícios ambientais colaterais...?" Isto é questionável, no mínimo; mais de 31.000 cientistas assinaram uma petição em que questionavam a tese do aquecimento causada pelo homem e sugeriam abertamente que aumentar o dióxido de carbono na atmosfera pode ter benefícios. [21]. Além disso, "justiça" e "igualdade" são questões sociais — não atmosféricas. Novamente, isto aponta para o cerne da questão: transformação social.
Mas, as táticas de criar medo são eficazes. Elas levam as massas a pensar: "Como pode a humanidade reverter sua iminente destruição pelo meio ambiente? O que pode ser feito para salvar a Mãe Terra?" De acordo como o primeiro Dia da Terra e o Manual do Meio Ambiente, podemos começar lançando a culpa sobre o Cristianismo e os valores ocidentais e, em seguida, adotar uma cosmovisão pagã e soluções socialistas radicais.
Considere as seguintes citações do Manual do Meio Ambiente. Tenha em mente que esse texto estabeleceu os ideais éticos para uma nova realidade na Terra e definiu o tom para o primeiro Dia da Terra e as celebrações subsequentes.
Nota: Os nomes dos autores e os números das páginas estão no fim de cada citação; o texto original continha vários erros ortográficos.
Sobre Religião:
"O Cristianismo, em absoluto contraste com o paganismo antigo e as religiões da Ásia... não somente estabeleceu um dualismo do homem e natureza, mas também insistiu que é a vontade de Deus que o homem explore a natureza para seus próprios fins."
"No nível das pessoas comuns, isso resultou em algo interessante. Na antiguidade, cada árvore, cada fonte, cada ribeiro, cada colina tinha seu próprio gênio local, seu espírito guardião. Esses espíritos podiam ser contactados pelo homem... Antes de alguém cortar uma árvore, iniciar a extração de minérios em uma montanha ou represar um rio, era importante aplacar o espírito responsável por aquela situação em particular e mantê-lo apaziguado. Destruindo o animismo pagão, o Cristianismo tornou possível a exploração da natureza em uma atmosfera de indiferença aos sentimentos dos objetos naturais." [págs. 20-21, Lynn White Jr.].
"O que fazemos com a ecologia depende das nossas ideias do relacionamento homem-natureza. Mais ciência e mais tecnologia não vão nos tirar da presente crise ecológica até que encontremos uma nova religião, ou repensemos nossa antiga religião..." [pág. 24, Lynn White Jr.].
"Nenhum novo conjunto de valores básicos foi aceito em nossa sociedade para desalojar os valores do Cristianismo. Portanto, continuaremos a ter uma crise ecológica que se agrava a cada dia até que rejeitemos o axioma cristão que a natureza não tem razão para existência senão a de servir ao homem." [pág. 25, Lynn White Jr.].
"A ciência e a tecnologia atuais estão ambas tão imbuídas com a arrogância cristã ortodoxa com relação à natureza que nenhuma solução para nossa crise ecológica pode ser esperada delas somente. Como as raízes dos nossos problemas são em grande parte religiosas, a solução também precisa ser essencialmente religiosa, quer a chamemos assim ou não." [pág. 26, Lynn White Jr.].
"O que permitiu que os xamãs esquimós, cujas mentes eram um produto da taiga, da tundra e do mar congelado, viajassem em jornadas espirituais sob o oceano e conversassem com os peixes e os seres potentes que viviam no fundo dos mares? Como os xamãs desenvolveram o poder hipnótico que empregavam em suas sessões espirituais? O que podemos aprender com os xamãs que sobreviveram a respeito da transferência do pensamento e da percepção extrassensorial? As respostas estão nas vastidões desabitadas do Ártico que ainda restaram para nós."
"As vastidões desabitadas são um teste, um padrão de aferição... Novas perspectivas vêm das vastidões desabitadas. Jesus, Zoroastro, Moisés e Maomé foram ao deserto e retornaram com mensagens. Este manual e o seminário para o qual foi escrito, têm seu início nas vastidões desabitadas." [pág. 148, Kenneth Brower].
Sobre População:
"Liberdade para procriar é algo intolerável." [pág. 41, Garrett Hardin].
"Nenhuma solução técnica pode nos resgatar da miséria da superpopulação. A liberdade para procriar trará ruína sobre todos nós... O único modo de podermos preservar a natureza e outras liberdades mais preciosas é abrindo mão da liberdade de procriar." [pág. 49, Garrett Hardin].
"... é pecaminoso para qualquer um ter mais do que dois filhos. Há muito tempo se tornou evidente que a não ser que o canceroso crescimento da população mundial seja interrompido, todos os outros problemas — pobreza, guerra, disputas raciais, cidades inabitáveis, e tudo o mais — estão fora do alcance para solução." [pág. 139, John Fischer].
"Estabilizar a população dos EUA deve ser declarado uma política nacional. Passos imediatos devem ser tomados para: 1. Legalizar o aborto e a esterilização voluntários e fornecer esses serviços gratuitamente. 2. Remover todas as restrições sobre o fornecimento de informações e dispositivos para o controle da natalidade; fornecer esses serviços gratuitamente a todos, incluindo os menores. 3. Tornar a educação sexual disponível em todos os níveis apropriados, enfatizando as práticas de controle da natalidade e a necessidade de estabilizar a população..." [pág. 317-318, Keith Murray].
"Explorar outras estruturas sociais e formas de casamento, tais como o casamento em grupo e o casamento poliândrico, que oferecem vida familiar, mas podem produzir um número menor de crianças. Compartilhar o prazer de criar crianças amplamente, para que nem todos precisem se reproduzir diretamente para usufruir dessa experiência humana básica. Precisamos esperar que nenhuma mulher dê à luz a mais de uma criança." [pág. 324, seção Four Changes (Quatro Mudanças)].
Sobre Nações e Economias:
"As nações... precisam desaparecer de forma gradual e serem substituídas por economias tribais ou regionais autônomas..." [pág. 6, Keith Lampe].
"A interdependência, é claro, pode ser sustentada somente em um contexto de cooperação, de modo que a competição (o capitalismo) precisa desaparecer gradualmente e ser substituído por modelos econômicos cooperativos." [págs. 6-7, Keith Lampe].
"Olhando além das nossas fronteiras, nossos estudantes serão incentivados a fazer perguntas até mais difíceis. São os Estados-nações realmente viáveis, agora que têm o poder de se destruir mutuamente em uma única tarde? Podemos concordar que alguma outra coisa tome o lugar deles, antes que o equilíbrio de terror se torne instável? Que preço a maioria das pessoas estará disposta a pagar por um tipo mais durável de organização humana — mais impostos, abrir mão das bandeiras nacionais, talvez até o sacrifício de algumas das nossas liberdades arduamente conquistadas? [pág. 145, John Fisher].
Sobre a Transformação Global:
"Nada menos que uma transformação total fará muito bem. O que imaginamos é um planeta em que a população humana viva harmoniosa e dinamicamente empregando uma tecnologia sofisticada e não-intrusiva em um ambiente mundial que é 'deixado ao natural'.... O pluralismo cultural e individual, unificado por um tipo de conselho tribal mundial." [pág. 330, seção Four Changes (Quatro Mudanças)].
"Parece evidente que existem em todo o mundo certas forças sociais e religiosas que trabalharam em toda a história para criar um estado de coisas ecológica e culturalmente esclarecido. Que os seguintes sejam incentivados: gnósticos, marxistas dispostos a cooperar, católicos seguidores de Teilhard de Chardin, druídas, taoístas, biólogos, bruxos, iogues, monges budistas, budistas tibetanos, zen-budistas, xamãs, quacres, sufistas, mateiros, índios americanos, polinésios, anarquistas, alquimistas... a lista é longa. Todas as culturas primitivas, todos os movimentos comunitários e ashrams. Como não parece prático ou até desejável pensar que a força sangrenta direta alcançará muita coisa, seria melhor considerar isto uma contínua 'revolução da consciência' que será vencida não por armas, mas tomando as imagens-chave, os mitos, arquétipos, escatologias e êxtases para que pareça que não vale a pena viver, a não ser que a pessoa esteja do lado da energia transformadora." [pág. 331, Four Changes].
A mensagem é clara. De modo a salvar o mundo, precisamos mudar drasticamente nossas atuais estruturas religiosa, política, econômica e social. Precisamos remoldar significativamente a sociedade de acordo com uma cosmovisão de Nova Era em que a natureza tenha supremacia sobre tudo, em que as estruturas políticas e econômicas se metamorfoseiam em um tipo de comunismo ecológico, em que o câncer do crescimento econômico passe por uma cirurgia radical e em que a educação e a religião sejam radicalmente modificadas para servirem à Mãe Terra.
Esta é a essência do Dia da Terra. É a aceitação de enormes transformações religiosas e sociais — o sacrifício da nossa "arrogância cristã ortodoxa", para que Gaia possa ser curada e a humanidade salva. É o toque da trombeta do Mundo Unificado. "O Resgate de Gaia", um projeto do Dia da Terra de 2008, coloca isto em foco:
"Para corrigir este problema, teremos de agir como um planeta, não separadamente como grupos ou países. Será necessário a ajuda de todos os filhos de Gaia para salvá-la dos erros que já cometemos." [22].

Gaia Está Furiosa

Se não corrigirmos nossos erros, se não mudarmos nossos valores, comportamentos, éticas e crenças — a Mãe Terra fará justiça com suas próprias mãos. Esta é a ecofilosofia que atualmente está na moda. Os seres humanos são um flagelo e Gaia irá se purificar, a não ser que nos tornemos bons cidadãos globais e respeitemos a Mãe Universal.
E esta é a mensagem do Dalai Lama:
"Até agora... a Mãe Terra de algum modo tolerou a bagunça na casa. Mas, agora, o uso humano, a população e a tecnologia atingiram aquele estágio em que a Mãe Terra não pode mais aceitar nossa presença em silêncio. De muitos modos ela agora está nos dizendo: 'Meus filhos estão se comportando mal.' Ela está nos advertindo que existem limites para nossas ações..." [23].
Enquanto isso, filmes como O Fim dos Tempos (The Happening) retratam a Mãe Terra reagindo contra a humanidade — induzindo quimicamente os seres humanos a cometerem suicídio de modo a resolverem o problema humano. Outro filme recente, O Dia em Que a Terra Parou (The Day the Earth Stood Still), tem extraterrestres atentos que chegam ao planeta para salvar a cambaleante Mãe Terra do câncer da humanidade. Durante a última parte do filme, os personagens principais chegam à conclusão que precisam evoluir no nível global de modo a evitar o desastre planetário. Muitos outros filmes, documentários e programas de televisão apresentam uma mensagem similar. O homem precisa mudar, ou Gaia lidará severamente conosco.
Este é também o prognóstico do geocientista britânico James Lovelock, que escreveu em 1979 o livro Gaia: A New Look at Life on Earth (este livro gerou a moderna teoria pseudocientífica de que a Terra é uma estrutura viva). Agora, o novo livro de Lovelock, The Revenge of Gaia (A Vingança de Gaia), pinta um quadro de um planeta que sofre com uma febre incapacitante — o Aquecimento Global — e que a Mãe Terra está lutando por sua sobrevivência diante da capacidade destrutiva da humanidade.
Sem qualquer surpresa, essa linha de pensamento pode ser encontrada em toda a ecologia profunda e na comunidade de Gaia na Internet. Artigos publicados em diversos sites proclamam que a Mãe Terra está se tornando mais irada a cada minuto:
"A razão por que existem tantos desastres naturais e severas mudanças climáticas é porque a Mãe Terra está furiosa com as pessoas." [24].
"A Terra está seca. Não existe água suficiente. Os incêndios serão furiosos. Algumas coisas estão fora do controle dos seres humanos. A Mãe Terra está irada, mostrando-nos os limites do nosso poder. Vamos aprender com ela." [25].
Talvez uma pequena festa a torne mais feliz.

Um Feriado Secular?

Ironicamente, o Dia da Terra é considerado "o maior feriado secular no mundo." [26]. Todavia, existe pouca coisa de secular nele. Ao contrário, diversas atividades espirituais ocorrem: desde rituais da Mãe Terra até serviços multifés ao nascer do sol, de encontros interfé da Terra até meditações da primavera (no hemisfério norte) e "Orações à Terra" — como a que é sugerida abaixo:
"Mãe, Pai, Deus, Poder Universal:
Lembra-nos diariamente da santidade de toda a vida.
À medida que nos esforçamos para respeitar todos os seres vivos neste planeta,
Toque nossos corações com a gloriosa unidade de toda a criação.
À medida que nos sintonizamos com o ritmo e o fluir das estações,
Penetre nossas almas com a beleza deste mundo.
Desperta nossas mentes com entendimento para obtermos um mundo em perfeita harmonia.
E conceda-nos a sabedoria para que compreendamos que podemos ter o céu na terra." [27].
Infelizmente, muitas congregações cristãs em toda a América do Norte aderiram ao movimento de transformação do Dia da Terra; algumas por ingenuidade, porém outras com total consentimento e cumplicidade. Um exemplo é a Catedral da Graça, em San Francisco, na Califórnia. Durante o Dia da Terra de 2001, a catedral apresentou uma canção interfé de celebração pelo planeta:
"A música será uma mistura eclética das tradições musicais de todo o mundo. Sinos de um templo tibetano se misturarão com o órgão da catedral. As apresentações vocais irão de cânticos dos índios americanos até cantos islâmicos e música coral evangélica do sul dos EUA. Representantes de uma ampla diversidade de caminhos religiosos participarão nas festividades, incluindo indígenas americanos, islâmicos, hindus, judeus, pagãos e cristãos." [28].
Ao longo dos anos, a Catedral da Graça tem sido um farol para a abrangente transformação religiosa e tem feito muita coisa para promover um modelo de espiritualidade global contemporânea, como ajudar a criar a Iniciativa das Religiões Unidas.
A Igreja Unida do Canadá é outro exemplo. Durante os últimos vinte anos, essa denominação tem sido considerada uma criadora de tendências no pensamento cristão "progressista e esquerdista". A denominação também tem sido vista como um pilar social pelos acadêmicos, figuras políticas e outras personalidades de liderança. Aqui está parte de um leitura responsiva para um serviço de adoração centrado na Terra:
"Falando para a Comunidade da Terra, dizemos: Irmãos e Irmãs na Criação, nós nos comprometemos neste dia — com vocês, com toda a Criação que ainda existirá e com o Criador. Com toda criatura viva e tudo o que contém e sustenta você.
Todos: Com tudo o que há sobre a Terra — e com a própria Terra." [29].
Por mais alarmante que possa ser, parece não importar se o perfil geral da igreja é de "direita" ou de "esquerda". As congregações conservadoras também estão enfocando a Terra como um ponto de serviço.
Em fevereiro de 2009 tive a oportunidade de visitar alguns parentes que participam de uma igreja evangélica que era reconhecida na cidade por sua posição corajosa na proclamação do evangelho. Mas, descobri que as coisas mudaram. Em vez de mensagens que enfoquem as verdades da Palavra de Deus, os sermões estão agora seguindo uma clara preocupação com a ecologia. Embora não estejam promovendo as crenças que têm a Terra como centro, como a Igreja Unida do Canadá está fazendo, os ensinos destacaram típicos temas relacionados com o meio ambiente: aquecimento global, os problemas causados pelo homem, a necessidade de modificar os padrões de consumo e o comportamento social. Isto tudo faz você se lembrar de alguma coisa?
Como centenas de outros pastores e igrejas na América do Norte, a ingenuidade com relação ao verdadeiro propósito da ecologia profunda e sua mensagem de transformação global está solapando os valores cristãos — dentro da própria igreja.
Isto significa que os cristãos não devem se preocupar com o meio ambiente? Absolutamente não. Entretanto, uma abordagem bíblica sadia é necessária — uma abordagem que reconheça o lugar de direito do homem em cuidar, administrar e usar a Terra; não uma abordagem em que o homem serve a um mestre planetário criado à imagem da Organização das Nações Unidas ou de alguma agência ambientalista de ação global. Infelizmente, os pastores e congregações em todo o mundo estão papagueando a mensagem do Dia da Terra e seguindo os líderes da governança ambiental global.
A busca para envolver a comunidade cristã nas celebrações do Dia da Terra é especialmente significativa. Não somente igrejas individuais promovem o Dia da Terra como um evento especial, a Rede do Dia da Terra visa especificamente a "comunidade religiosa" na esperança que os líderes religiosos influentes farão a agenda global avançar. E a Rede do Dia da Terra tem certo poder.
A Rede do Dia da Terra é um grupo que surgiu a partir do Dia da Terra original em 1970. Hoje, o Conselho Internacional da organização é composto por alguns dos globalistas mais influentes do mundo:
  • Lester Brown, Instituto Worldwatch.
  • Gro Harlem Brundtland, diretora da Organização Mundial de Saúde.
  • Robert Kennedy Jr., Promotor de Justiça, trabalha com o Conselho de Defesa dos Recursos Naturais.
  • Gus Speth, ex-funcionário de alto escalão do Programa de Desenvolvimento da ONU.
  • Maurice Strong, presidente do Conselho da Terra e ex-Assessor Especial da ONU.
  • David Suzuki, um dos mais conhecidos ambientalistas canadenses.
  • Klaus Toepfer, diretor-executivo do Programa Ambientalista das Nações Unidas (UNEP). [30].
Atualmente, a Rede trabalha com afinco para promover sua Campanha do Clima nas Comunidades de Fé, uma plataforma educacional do Dia da Terra / Aquecimento Global direcionada para os grupos religiosos. Na verdade, a página na Internet tem o lema "Dia da Terra: Algo em Que Todos Nós Podemos Acreditar". [31]. Em 2007, a Rede do Dia da Terra estendeu uma mão às comunidades cristã, judaica e islâmica criando "12.000 sermões e eventos religiosos" para capacitar os líderes religiosos para os objetivos do Dia da Terra. A Rede do Dia da Terra levou isto um passo adiante durante o Dia da Terra de 2008 ativando "500.000 paroquianos" para apoiarem a legislação sobre a mudança climática. Muitas igrejas também prometeram aderir à Rede do Dia da Terra para o "Domingo do Dia da Terra" em 2008", enfocando a mudança climática e salvando a Terra durante seus serviços dominicais. [32].
Agora, para 2009, a Rede do Dia da Terra está lançando sua campanha Geração Verde, que procura envolver os estudantes, igrejas e a comunidade para pressionar o mundo a adotar um novo tratado global sobre o clima. Além disso, essa campanha está planejada para continuar até 2010 quando está previsto que o mundo testemunhará uma grande celebração da Terra: o quadragésimo aniversário do Dia da Terra.
É paradoxal que aquilo que teve origem como um movimento para intencionalmente colocar a Terra em um pedestal e, ao mesmo tempo, "demonizar" o Cristianismo, o nacionalismo e as populações humanas — tudo com o objetivo de levar a juventude a uma utopia socialista e pagã — foi agora amplamente adotado pelas igrejas. Além disso, realizando e apoiando os serviços interfé centrados na Terra, as igrejas na verdade contribuem para o ataque contra os valores bíblicos.
Gaia deve estar sorrindo.

Notas Finais:

1. Earth Day Canada FAQ, http://www.earth­day.ca/pub/resources/faqs.php. O suporte econômico para a organização Earth Day Canada vem de uma ampla variedade de patrocinadores, como Environment Canada (governo), The Discovery Channel, Panasonic Canada, Sony, e diversos outros grupos, incluindo as principais instituições financeiras do país.
2. Site pessoal do senador John Kerry, http://blog.johnkerry.com/2007/04/please_take_care_of_spaceship.html.
3. Livros consultados sobre Gaia incluem: The Life of Greece, de Will Durant; Occidental Mythology: The Masks of God, Joseph Campbell; Magick of the Gods and Goddesses, de D. J. Conway; Mysteries of the Dark Moon, Demetra George (uma visão geral dos cultos da deusa a partir da perspectiva das deusas escuras — este livro, como Magick of the Gods and Goddesses, é uma obra pagã); The Gods Who Walk Among Us, de Thomas R. Horn e Donald C. Jones (faz um paralelo entre as religiões antigas e o paganismo moderno – escrito a partir de uma perspectiva cristã); Goddess Earth, de Samantha Smith (uma exposição cristão dos movimentos ambientalista e da deusa); Occult Invasion, de Dave Hunt (uma exposição cristão sobre ocultismo, incluindo o movimento de Gaia). Consultei também diversos websites sobre mitologia grega, adoração à deusa e o movimento de Gaia, junto com obras sobre a Hipótese de Gaia, como Gaia, de James Lovelock (este é o livro que deu partida à hipótese "científica" de Gaia c omo uma Terra Viva); Gaia: The Growth of an Idea, de Lawrence E. Joseph (sobre a história de Gaia e a hipótese de Gaia); e Saviors of the Earth, de Michael S. Coffman (uma exposição cristã sobre o movimento ambientalista, com material sobre o conceito de Gaia).
4. Lawrence E. Joseph, Gaia: The Growth of an Idea (St. Martin’s Press, 1990), pág. 226.
5. Esta entrevista é parte do documentário Earth’s Two-Minute Warning, produzido por Jeremiah Films e narrado por Caryl Matrisciana.
6. Veja o livro de Bill Christofferson, The Man from Clear Lake: Earth Day Founder Senator Gaylord Nelson (University of Wisconsin Press, 2004), pág. 6.
7. Idem, pág. 6.
8. Para mais informações sobre o programa Dia da Terra, da Toyota Canadá, vá para http://www.earth­day.ca/scholarship.
9. http://www.nccusa.org/news/080422earthday.html.
10. Senador Gaylord Nelson, "How the First Earth Day Came About", Enviro Link, [http://earthday.envirolink.org/history.html]. Acessado em 11 de abril de 2007.
11. The Man from Clear Lake, pág. 7. 12. Idem, pág. 305.
13. Veja o ensaio de Paul R. Ehrlich, "Eco-Catastrophe!", The Environmental Hand­book: Prepared for the First National Environmental Teach-In (Ballantine/Friends of the Earth, 1970, editado por Garrett de Bell), págs. 161-176.
14. Idem, pág.174.
15. Abid Aslam, "Environment: Warming May Trigger Agricultural Collapse", IPS, 12 de setembro de 2007.
16. "UN Report says fish stocks could collapse because of global warming, pollution", Associated Press, 22/2/2008.
17. O website do professor John Brignell é http://www.numberwatch.co.uk.
18. Empowerment for Sustainable Development: Toward Operational Strategies (International Institute for Sustainable Development, 1995), pág. 51.
19. Stephen Schneider, professor de Biologia e Transformação Global, Stanford University (conforme impresso em Trashing the Planet, de Dixie Lee Ray, pág. 167).
20. Christine Stewart, ex-ministra do Meio Ambiente do Canadá, Calgary Herald, 14/12/1998.
21. O documentário Global Warming or Global Governance, fornece algumas evidências muito fortes sobre os benefícios do dióxido de carbono. Veja também "The Petition Project" (http://www.petitionproject.org) para os nomes de mais de 31.000 cientistas.
22. Gaia Rescue, http://www.gaiarescue.com [Acessado em 24 de fevereiro de 2009].
23. Dalai Lama, conforme impresso em Only One Earth (UNEP, Programa Ambiental das Nações Unidas, 2000), pág. 61.
24. http://rainbowmotherearth.ning.com. 25. http://bluebanshee.wordpress.com/2008/07/28/earth-fire-and-water.
26. EcoSmart, "The Origins of Earth Day". Earth Love Movement, http://www.earthlovemovement.org/tag/secular-holiday [Acessado em 24/2/2009].
27. Jo Poore, Oração da Terra (a ser usada no Dia da Terra), Celebrations of Spring, Electronic Newsletter, 15/4/2004, http://www.faith-commongood.net/news/letter.asp?ID=1.
28. Grace Cathedral, informe de notícias, "A Song of Creation: An Interfaith Earth Day Celebration at Grace Cathedral, San Francisco", http://www.ewire.com/dis­play.cfm/Wire_ID/175.
29. Igreja Unida do Canadá, Enough for All Worship Resource, pág. 10. 30. EDN International Council, http://earthday.net/node/64.
31. Earth Day Network, Earth Day: Something We Can All Believe In, http://earthday.net/node/73.
32. Idem.

Autor: Carl Teichrib, artigo original em http://www.forcingchange.org, Volume 3, Data da publicação: 16/9/2011
Revisão: http://www.TextoExato.com
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/gaia.asp

terça-feira, 7 de maio de 2013

Jornalista desfaz mitologia alarmista verde

 Alexandre Garcia
Alexandre Garcia

O leitor já se imaginou competindo contra o sol para reverter o "aquecimento global", aliás nunca comprovado?

Ou lutando contra a emissão de CO2 - aliás gás da vida - deixando de consumir bens necessários para seu bem-estar e de sua família, ou até voltando a um estágio de "civilização" primitivo?

Estes e outros desatinos disparatados que teriam feito rir há não muitos anos, e por certo farão rir nos séculos futuros, viraram moeda corrente do alarmismo ambientalista.

O jornalista Alexandre Garcia, colunista da agência “Alô Comunicação”, é mais um dos espíritos clarividentes que denuncia estes slogans apocalípticos que só servem para enganar.

Com óbvio proveito para a propaganda neocomunista disfarçada de "verde", acrescentamos nós.

Leia o lúcido e recente artigo de Alexandre Garcia publicado também no "Diário da Amazônia"

O VULCÃO E O CARBONO 

Você sabia que se um vulcão no Chile ou na Islândia ficar despejando fumaça na atmosfera por quatro dias anulam-se 5 anos de esforços de cada habitante do planeta para reduzir emissões de dióxido de carbono?

E se o prezado leitor perguntar o que é esse tal de dióxido de carbono, tão satanizado pela seita ambientalista, a resposta é que o CO2 é um gás vital de que todo vegetal precisa para viver e para transformar o carbono em oxigênio, o gás vital para a sobrevivência de toda vida animal, inclusive humana. 

Vulcão Puyehue, Chile, junho 2011
Quando eu estudei química orgânica no curso científico, aprendi que o que tem vida, o que é orgânico, tem carbono. Enquanto isso, inventaram os tais créditos de carbono.

Se você pensar que salvou o mundo do carbono porque gastou um dinheirão para comprar um Prius híbrido ou deixou de usar sacos plásticos no supermercado, ou ainda ajudou seus filhos em trabalhos sobre sustentabilidade, pôs um tijolo na caixa de descarga para diminuir o fluxo de água, ou desistiu de comprar um SUV e vendeu sua lancha, evitou uma longa viagem de avião e ficou em casa, gastou alguns reais a mais para comprar outro tipo de lâmpada, tudo isso será em vão quando o Copahue, ali no Chile, ficar outra vez expelindo gases de estufa e carbono por no mínimo quatro dias.

E nos últimos quatro ou 6 bilhões de anos, independentemente da nossa presença na Terra, a natureza vai seguindo seu rumo errante.

E temos pelo menos 200 vulcões ativos na nave Terra.

Apenas o Pinatubo, nas Filipinas, por apenas 1 ano, jogou na atmosfera mais gases do efeito estufa que todos os habitantes da Terra, desde que existimos, aí por volta de dois milhões de anos atrás.

Fanáticos do meio ambiente e do aquecimento global detestam gente. Apontam a humanidade como causa dos males da Terra.

Para eles, a Terra estaria melhor sem a humanidade. Se morrêssemos todos, a Terra estaria salva.

Este santão da Índia estaria 'ecologicamente correto'
se privando do consumo e lutando contra o CO2?
Se for isso, não adiantou de nada.
Eles desprezam o fato de que os ciclos de frio e calor na Terra dependem do sol e da temperatura dos oceanos.

O resfriamento da Terra tem sido pior que o aquecimento.

A Groenlândia (terra verde) já teve pastagens e florestas. Hoje é branca, porque a Terra já foi mais quente e deu vida aos vegetais.

O frio acaba com as colheitas, e o calor do sol lhes dá brotação e frutos.

Não vamos poluir nossas águas nem desperdiçar nossas florestas e riquezas.

Não podemos sujar o planeta em que vivemos.

Mas não podemos cair no engodo de aproveitadores, que recebem gordos orçamentos por causa do terror que provocam com a ameaça do aquecimento global, num planeta que esfriou 0,7 graus centígrados nos últimos cem anos e está em pleno ciclo de queda de temperatura.

Depois virá outro período de aquecimento, quando a Inglaterra voltará a ter uva e vinho, como já teve, antes de os londrinos poderem esquiar no Tâmisa congelado.

Fonte: Verde: a cor nova do comunismo

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Artigo enganador sobre a Antártica e o aquecimento climático na revista “Veja”


Península Antártica: generalizar dados ao continente todo é erro primata
Península Antártica, onde fica a Ilha de Ross:
generalizar dados ao continente todo é erro primário
A revista “Veja” publicou em seu site, no dia 15/04/2013, matéria que dificilmente seria mais habilmente apresentada para ludibriar o leitor.

O título bate no realejo do aquecimento climático planetário que vem sendo abandonado em países mais bem informados: “Degelo na Antártida aumentou 10 vezes em 600 anos”. O subtítulo acentua o alarme: “derretimento intensificou-se na segunda metade do século XX, diz estudo”.

O artigo se apoia numa pesquisa publicada pela revista Nature Geoscience. Ela é de autoria dos cientistas Nerilie J. Abram, Robert Mulvaney, Eric W. Wolff, Jack Triest, Sepp Kipfstuhl, Luke D. Trusel, Françoise Vimeux, Louise Fleet e Carol Arrowsmith, patrocinados pela grande Universidade Nacional da Austrália.

O leitor que passa rápido sobre matéria tem ali tudo para sair impressionado pelo aquecimentismo catastrofista: a Antártica toda estaria derretendo em proporções desusadas, notadamente desde a intensificação do desenvolvimento industrial no século XX.

O estudo, entretanto, concentrou-se num local específico, a ilha James Ross, que fica fora do Círculo Polar Antártico, no norte da Península Antártica, e em partes da Antártica ocidental.

A contrapelo da NASA

Talvez se precavendo de críticas e para salvar a imagem de imparcialidade, a página da “Veja” acrescenta um link: Leia também: Nasa afirma que camada de gelo encolhe no Ártico, mas se expande na Antártida.

Em meio a imensas oscilações interanuais e locais,  o gelo da Antártica está crescendo 1% cada década.  A linha amarela indica a média da expansão invernal.  Podem se apreciar diminuições na Antártica Ocidental (à esquerda)  e expansões em muitos outros pontos
Em meio a imensas oscilações interanuais e locais,
o gelo da Antártica está crescendo 1% cada década.
A linha amarela indica a média da expansão invernal.
Podem se apreciar diminuições na Antártica Ocidental (à esquerda)
e expansões em muitos outros pontos
Nesse link encontramos afirmado pela NASA exatamente o oposto do que diz o habilidoso artigo alarmista de “Veja”.

A matéria da NASA afirma, em concordância com numerosos e vastos estudos sobre a Antártica, que “houve um aumento geral na camada de gelo marinho na Antártida, que é o contrário do que acontece no Ártico”, segundo Claire Parkinson, cientista do Centro Goddard da NASA. “Entre 1978 e 2010, a extensão da Antártida cresceu 17 mil quilômetros quadrados por ano”, acrescentou ela.

No post “Alarma mundial porque uma pedra de gelo se derrete num copo. Enquanto isso, um elefante entra no salão” apresentamos mais dados sobre o crescimento da superfície gelada da Antártica. Esse aumento desde 1979 supera a superfície do Estado de Texas (676.586,95 km²), deixando bem atrás a superfície de Minas Gerais: 586.528 km².

O título de “Veja” passa a ideia de que o oposto aconteceu nos últimos seis séculos. E, por meio de uma generalização improcedente, precipita o leitor na confusão e no erro.

Generalizações indevidas – provocadas talvez pela vontade do jornalista de fazer bonito para os responsáveis da redação ou de manifestar seu militantismo ideológico ambientalista – são frequentes no catastrofismo climático. Em qualquer caso, o resultado se soma à ofensiva antiocidental, anticivilizatória e anti-humana.


Balanço mal feito

A apresentação de “Veja” omite um dado indispensável para que o leitor não saia enganado. O aumento local anual das temperaturas e a rapidez do consequente degelo devem ser comparados com o fenômeno correlato e também anual do congelamento no inverno das superfícies que vão derreter no verão seguinte.

Mas o artigo de “Veja” funciona como um balanço contábil que só tem uma coluna: a de que mais gosta o “contador”.

O estudo citado pela NASA não cai neste erro primata: “A Antártida – diz – é um continente rodeado de águas abertas, que permitem ao gelo marinho expandir-se durante o inverno, mas que também oferecem menor proteção durante a temporada de degelo. A maior parte do gelo da região cresce e retira-se a cada ano, resultando em uma pequena quantidade de gelo perene na área”.

Antártica: oscilações do gelo entre setembro (inverno) e fevereiro (verão).
Antártica: oscilações do gelo entre setembro (inverno) e fevereiro (verão).
Claire Parkinson, responsável pelo estudo citado pela NASA, adota a teoria da mudança climática, mas age com objetividade e esclarece que “o clima não muda de maneira uniforme. A Terra é muito grande e a expectativa, sem dúvida, seria que houvesse mudanças diferentes nas distintas regiões do mundo”.

Mas o artigo de “Veja” transfere os dados da ilha de Ross para a Antártica toda! E ainda sugere que o impacto pode ser planetário através do aumento (aliás, nunca verificado) do nível dos mares!

Estudo ponderado desfaz pânico

Entrementes, um outro estudo publicado na mesma revista Nature Geoscience explica a causa dos fenômenos detectados na Ilha de Ross, descartando o alarmismo preconcebido.

O esclarecedor estudo “Recent climate and ice-sheet changes in West Antarctica compared with the past 2,000 years”, foi elaborado por uma equipe muito mais numerosa liderada pelo pesquisador Eric J. Steig, do Quaternary Research Center and Department of Earth and Space Sciences, da Universidade de Washington, Seattle, EUA.

Este trabalho concluiu que:

Congelamento da superfície marítima no inverno é cada vez maior
Congelamento da superfície marítima no inverno é cada vez maior
1) alterações na circulação atmosférica estão na base do derretimento referido na Península Antártica;

2) trata-se de alterações imprevisíveis de origem insuficientemente estudada até agora;

3) que alterações dessas vêm acontecendo há pelo menos 2.000 anos (e, portanto, não têm relação com o aquecimento global antropogênico); e por fim conclui:

4) que esta variabilidade representa uma fonte de incerteza permanente em tudo quanto se pode dizer sobre o derretimento do gelo na Antártica ocidental.

“Se pudéssemos olhar para essa região da Antártica nos anos 1940 e 1830, encontraríamos que o clima regional se assemelhava muito ao do dia de hoje, e acho que encontraríamos os glaciares se derretendo essencialmente como o fazem hoje” – comentou Eric Steig, líder desse trabalho ponderado e esclarecedor.

Em resumo, o derretimento no verão da Antártica é mais um sinal de que nada de anormal está acontecendo em matéria de derretimento!

“O análise apresentado mostra que o recente derretimento nessa área (Península Antártica), que causou recentemente uma boa dose de histeria nos círculos alarmistas, de fato é normal” [“Antarctic ice sheet melt 'not that unusual', latest ice core shows”]

“Tudo como d’antes no quartel de Abrantes”

Mais um estudo – “A synthesis of the Antarctic surface mass balance during the last 800 yr”  – elaborado pelos pesquisadores italianos M. Frezzotti, C. Scarchilli, S. Becagli, M. Proposito e S. Urbini, do ENEA (Agenzia Nazionale per le nuove tecnologie, l’energia e lo sviluppo sostenibile) de Roma; do Departmento de Química da Universidade de Florença e do INGV (Istituto Nazionale di Geofisica e Vulcanologia) de Roma, chegou por outras vias à mesma conclusão desmistificadora do alarmismo.

Alarmismo enganador: fenômenos mal aduzidos para tentar justificar o aquecimentismo  são perfeitamente normais e há milênios!
Alarmismo enganador: fenômenos mal aduzidos para tentar justificar o aquecimentismo
são perfeitamente normais e há milênios!
Segundo os cientistas italianos, as mudanças no derretimento das geleiras antárticas são costumeiras há pelo menos 800 anos.

Mais ainda, o tamanho das geleiras antárticas está aumentando, com o crescimento das geleiras no Leste do continente compensando e superando as perdas das geleiras no Oeste.

Dado importante sonegado no “balanço de coluna única” do artigo de “Veja”: a velocidade do congelamento no inverno está num máximo comparável com a velocidade de derretimento no verão.

Conclusão dos cientistas italianos: não há prova alguma de estarmos diante de algo diferente de um ciclo natural!!!

“Tudo como d’antes no quartel de Abrantes” na Antártica!

E também no método de tapeação do alarmismo aquecimentista.

Fonte: Verde: a cor nova do comunismo
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terça-feira, 23 de abril de 2013


O Culto ao Verde: O Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP) e a Nova Ética Global

Autor: Carl Teichrib, Forcing Change, Volume 6, Edição 1.


"O Cristianismo resgatou o mundo desta loucura. Hoje, as igrejas cristãs é que estão precisando de um resgate." — Robert A. Sirico. [1].
O ambientalismo e a religião estão indelevelmente ligados. Algumas vezes, essa conexão é sutil, como por exemplo, quando está encoberta na linguagem frequentemente burocrática do desenvolvimento sustentável. Outras vezes, esse casamento é reconhecido abertamente. O falecido ator James Coburn, em uma entrevista no Dia da Terra, com Caryl Matrisciana, na praia de Malibu, proclamou entusiasticamente:
"— A Mãe Terra é a Mãe. Ela é a Deusa-Mãe. Deveríamos louvá-la, em vez de estuprá-la."
"Todas estas pessoas estão aqui hoje por uma razão, porque estão preocupadas com o que está acontecendo com a Terra, com aquilo que a humanidade está fazendo com a Terra."
"Todas as emoções negativas que carregamos por aí também contribuem para o problema. Tudo alimenta a Lua. O que temos de fazer é sermos verdadeiros conosco mesmos; se formos verdadeiros conosco mesmos, seremos verdadeiros com a Mãe Terra."
"A Mãe Terra será generosa. Ela nos dará tudo que necessitarmos. Ela tem feito isso há muito tempo. Perdemos o nosso rumo. Os pagãos sabiam como lidar com a terra e alguns índios ainda se lembram como fazer."
"A Terra é um organismo vivo. Estamos matando a quem mais amamos e quem também nos ama. Temos de louvar nossa Deusa-Mãe!" [2].
Nas Nações Unidas, o centro mundial para os encontros políticos, a ecoespiritualidade foi adotada de diversas formas. Um exemplo é a Convenção da ONU Sobre a Diversidade Biológica, um curto documento com menos de vinte páginas. Considerado em seu valor de face, a Convenção parece ser espiritualmente benigna, com pouca coisa no texto que possa ser interpretado como religiosa em sua natureza.

Todavia, quando o Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP) interpretou a Convenção Sobre a Diversidade Biológica, resultando em uma obra com mais de 1.100 páginas intitulada Global Biodiversity Assessment (Avaliação da Biodiversidade Global), a ecoespiritualidade foi incluída como um patrimônio global. Na verdade, a ecoespiritualidade foi considerada tão importante que um segundo volume enorme foi publicado, apropriadamente intitulado Cultural and Spiritual Values of Biodiversity: A Complementary Contribution to the Global Biodiversity Assessment (Valores Espirituais e Culturais da Biodiversidade: Uma Contribuição Complementar para a Avaliação da Biodiversidade Global), com mais de 700 páginas.
Portanto, por que a Convenção Sobre Diversidade Biológica, um documento minúsculo sem referências reais à religião provocou essa imensa resposta interpretativa, incluindo um texto específico sobre os aspectos espirituais da biodiversidade? O UNEP publicou a resposta:
"... a ONU tem dedicado quantidades crescentes de tempo e energia para articular medidas práticas para atender à crise ambiental global e para formar um consenso internacional em torno de uma ética ambiental global. Grande parte desse esforço veio a frutificar no Encontro da Terra de 1992 com a aprovação da Agenda 21, a Declaração do Rio e a Convenção Sobre Diversidade Biológica." [3].
Caso você não tenha prestado atenção, a resposta pode ser encontrada no centro da citação acima, a formação de "uma ética ambiental global".
Desenvolvendo esse ponto, J. Baird Callicot, um colaborador do UNEP e professor titular de Filosofia no Departamento de Estudos da Religião na Universidade do Norte do Texas, escreveu em Cultural and Spiritual Values of Biodiversity (Valores Espirituais e Culturais da Biodiversidade):
"Com a atual e mais ominosa dimensão global da crise ambiental do século 20 agora no centro das atenções, a filosofia ambiental precisa se esforçar para facilitar o aparecimento de uma consciência ambiental global que abranja as fronteiras nacionais e culturais... Em parte, isso requer uma comparação transcultural mais sofisticada dos conceitos tradicionais e contemporâneos da natureza do ambiente natural, da natureza humana, e do relacionamento entre as pessoas e a natureza... um novo paradigma está emergindo que cedo ou tarde substituirá a obsoleta cosmovisão mecânica e seus valores e mentalidade tecnológica associados."
"O que imagino para o século 21 é o aparecimento de uma ética ambiental internacional baseada na Teoria da Evolução, na ecologia e na nova física... Assim, podemos ter uma cosmovisão e uma ética ambiental associada que correspondam à realidade contemporânea que habitamos um planeta..." [4].
Segundo o dicionário, o termo "ética" significa "um conjunto de princípios morais". A ética e sua irmã gêmea, a moralidade, historicamente têm como base a religião e o pensamento filosófico. Portanto, para surgir um novo conjunto de ética global, a religião como um todo — e a liderança espiritual em particular — precisam ser incluídas nesse processo de transformação. Mas, quais religiões e práticas espirituais são consideradas válidas na criação de uma nova moralidade global e centrada na Terra?

Vendo quais religiões são vilificadas no sistema da ONU e examinando qual cosmovisão a ONU considera importante, a resposta logo aparece. Uma vaga ideia disso existe nos dois textos interpretativos da Comissão Sobre Diversidade Biológica mencionado anteriormente. Nesses volumes, o Cristianismo é duramente criticado, enquanto que as práticas pagãs e as religiões orientais são mostradas como modelos positivos.
Segundo a Avaliação da Diversidade Global:
"... a tradição judaico-cristã coloca os humanos não como parte de uma comunidade mais ampla de seres, mas separados. Ela veio a encarar a natureza como totalmente dedicada à satisfação das necessidades humanas, ao bel-prazer das pessoas. As culturas orientais com tradições religiosas como o Budismo, Jainismo e Hinduísmo não se distanciaram de forma tão drástica da perspectiva dos humanos como membros de uma comunidade de seres, incluindo outros elementos vivos e não-vivos. Assim, os hindus continuam a proteger os primatas... Os santuários budistas no sudeste asiático têm seus bosques anexos, como também os santuários xintoístas no Japão. Entretanto, isto não significa que essas sociedades asiáticas não permitiram a erosão em larga escala de suas diversidades biológicas, seja na Índia ou na Tailândia."
"As sociedades dominadas pelo Islã e, especialmente pelo Cristianismo, foram as que mais colocaram os humanos separados da natureza e adotando um sistema de valores que converteu o mundo em um depósito de bens e produtos para a satisfação humana."
"Nesse processo, não somente a natureza perdeu sua qualidade de sagrada, mas a maioria das espécies animais que têm um valor simbólico positivo para outras culturas humanas adquiriu conotações muito negativas na cultura europeia. A conversão para o Cristianismo significou um abandono de uma afinidade com o mundo natural para muitos habitantes das florestas, camponeses e pescadores em todo o mundo." [5].
Após atribuir a culpa básica pelos problemas ambientais ao Cristianismo, a Avaliação continua com sua repreensão dando exemplos negativos da destruição dos bosques sagrados:
"Os estados montanhosos do nordeste da Índia, próximos à fronteira com a China e Mianmar suportavam as sociedades agrárias em pequena escala que praticavam rotação de colheitas até os anos 1950s. Aquelas pessoas seguiam suas próprias tradições religiosas, que incluíam a reserva de 10 a 30% da paisagem como bosques e lagos sagrados."
"A maioria dessas pessoas foi atraída para a economia de mercado maior e se converteu para o Cristianismo por volta do fim dos anos 1950s. Com essa conversão para um sistema de crenças que rejeita a atribuição de qualidades sagradas aos elementos da natureza, as pessoas começaram a derrubar os bosques sagrados..." [6].
O segundo volume interpretativo do UNEP, Cultural and Spiritual Values of Biodiversity (Valores Culturais e Espirituais da Biodiversidade), segue uma abordagem até mais desafiadora ao Cristianismo e às posições ocidentais. Ele propõe que as religiões do mundo, "especialmente aquelas no Ocidente", redefinam seu propósito final para se alinharem com uma visão da Terra mais radical, sugerindo que as religiões ocidentais comparem sua cosmologia com as Declarações de Assis, [7] que propagam uma unidade mundial e a harmonia universal como a resposta para as tendências globalmente destrutivas da humanidade." [8].
Além disso, a "filosofia cristã do homem branco" é referida como "a hegemonia 'dirigida pelo ego' da doutrina cristã" [9]. Em vez dessas filosofias negativas do "homem branco", outras cosmovisões mais harmoniosas devem ser incentivadas, como a sacralidade do solo: "O solo é nossa deusa; é nossa religião." [10].
O ecofeminismo, antagônico ao Cristianismo e à imagem de Deus como "único, masculino e transcendente", [11] também é trazido para o primeiro plano. O colaborador do UNEP sobre o ecofeminismo sugere as seguintes "transformações interconectadas da nossa cosmovisão":
1. "Mudar de um conceito de Deus como detentor de todo o poder soberano, governando a natureza, porém situado fora dela, para uma concepção de Deus que está sob e em torno de todas as coisas, sustentando e renovando a natureza e a humanidade juntas como uma comunidade biótica criada."
2. "Mudar... para uma visão do mundo como um todo vivo e orgânico, manifestando energia, espírito, instrumentalidade e criatividade."
3. "Uma mudança de uma ética em que entidades não-humanas na Terra, como os animais, plantas, minerais, água, ar e o solo têm somente valor de uso utilitário... para uma visão de todas as coisas como tendo intrinsicamente um valor a ser respeitado e celebrado por serem aquilo que são."
4. "Uma mudança... para a Psicologia holística que reconheça nós mesmos como totalidades psico-espirituais-físicas — em interrelacionamento com o restante da natureza e como totalidades psico-espirituais-físicas que são mutuamente interdependentes em uma comunidade da vida."
5. "Mudança da visão que o domínio patriarcal é a ordem da 'natureza'... para um reconhecimento que o domínio patriarcal é a raiz das relações distorcidas...”
6. "Mudança do conceito de uma cultura superior (a cristã, branca e ocidental) a ser imposta sobre todos os outros povos para 'salvá-los' e 'civilizá-los', para o respeito pela diversidade das culturas humanas em diálogo e mútuo aprendizado, superando a hierarquia racista e defendendo particularmente as culturas nativas biorregionais que estão à beira da extinção."
7. "Uma transição de uma política da sobrevivência dos mais aptos, que aloca recursos e energia para os mais poderosos, para uma comunidade política baseada na democracia participativa, na tomada de decisão baseada na comunidade e a representação do bem-estar de toda a biorregião na tomada de decisões." [12].
Encaixando-se bem com essas visões alternativas, Valores Espirituais e Culturais da Biodiversidade apresenta a ideia de Gaia como um paradigma angular. Essa hipótese favorecida "cientificamente" entrelaça vários conceitos coevolucionários e da Mãe Deusa em torno de um princípio da Terra auto-organizada, [13] formando uma fundação unida para servir ao chamado da interdependência planetária. Por outro lado, em referência à ordem da natureza judaico-cristã, conforme encontrada no primeiro capítulo de Gênesis, o volume do UNEP defende a posição que "uma cultura construída com base no 'domínio da terra e dos animais que vivem nela' está condenada a desaparecer." (Veja a seção "Pertencer à Gaia").
Portanto, não é surpresa ler que:
"... as religiões e culturas primitivas, frequentemente imaginadas como constituindo uma única e mais antiga forma de religião, têm constantemente funcionado como a contraparte positiva ou negativa para a civilização e vida ocidentais. No período do ambientalismo elas têm funcionado predominantemente como modelos positivos, algumas vezes até paradisíacos, para uma sociedade e cosmovisão ecologicamente sólidas. O período do ambientalismo coincide com um período de pensamento de Nova Era..." [14].
Obviamente, o fundamento religioso para a vindoura ética global, que está sendo criada para salvar o planeta da calamidade, precisa ser construído com base nas cosmologias pagãs/orientais. O Cristianismo, com seus padrões de desenvolvimento e consumo ocidentais, seu domínio nas questões de gênero e da natureza, e sua mentalidade cultural racialmente "superior" precisa desaparecer.
Mas, o Cristianismo, ou uma forma dele, pode ter seu lugar na mesa internacional. De um modo metafórico, um ponto de iluminação para ele foi ligado, junto com lugares reservados para as outras fés monoteístas. Entretanto, dois requisitos simples, porém não mencionados, precisam ser atendidos:
Primeiro, abandonar os aspectos fundamentalistas da verdade bíblica, que estão repletos de discussões sobre pecado e salvação, e rejeitar a exclusividade de Jesus Cristo. Em segundo lugar, juntar-se ao mundo para a recriação de uma sociedade para que a Fraternidade dos Homens e a Paternidade de Deus prevaleçam. Em outras palavras, voltar suas costas para os princípios fundamentais e estreitos da Bíblia e fazer parcerias para criar um mundo unificado, reconhecendo que todas as religiões são expressões válidas do Cosmos Vivo. E não importa realmente em que ordem isso seja feito, desde que o resultado final de uma nova ética global seja alcançado.
Apenas para garantir que o lugar à mesa seja ocupado, a assistência da comunidade internacional está sendo oferecida.

O Sábado Ambiental da ONU / Dia de Descanso da Terra

Há quase quarenta anos o UNEP patrocina o Dia Mundial do Meio Ambiente. Todo dia 5 de junho, uma cidade anfitriã patrocina o Dia Mundial do Meio Ambiente. Neste ano, a cidade anfitriã foi Tromsø, na Noruega, com o tema: "O Derretimento do Gelo — um Tópico Quente?" Outros temas já incluíram: "Dê uma Chance à Terra (2002), "Nós, os Povos: Unidos pelo Meio Ambiente Global" (1995) e "Somente uma Terra: Cuide e Compartilhe" (1992). Cidades que já sediaram o evento incluem San Francisco (2005), Moscou (1998) e Nairóbi (1987), entre outras (veja a seção "Dia Mundial do Meio Ambiente: Anfitriões e Temas").
É neste contexto do Dia Mundial do Meio Ambiente que o Sábado Ambiental da ONU foi lançado, planejado especificamente para cair no fim de semana mais próximo do Dia Mundial do Meio Ambiente. Como um escritor do Instituto Earth Island observou: "A abordagem do Dia Mundial do Meio Ambiente também sinaliza o retorno de outro evento singular concebido pela ONU — o Dia Mundial da Terra — um dia de adoração que transcende as denominações e dá as boas-vindas para todas as fés participarem em um dia de reverência global pela Terra." [13].
Leigh Eric Schmidt, escrevendo para o The Harvard Theological Review em 1991, forneceu alguns detalhes históricos sobre esse singular evento anual de adoração à Terra:
"O primeiro Dia da Terra em 1970 forneceu uma ocasião dentro das igrejas para expressar preocupações com a crise ambiental. O envolvimento religioso nesse despertar ecológico foi substancial. Tanto o presidente quanto o secretário-geral do Conselho Nacional de Igrejas endossaram o Dia da Terra em correspondências enviadas para os líderes de igrejas em março de 1970; eles também incentivaram a guarda de um Sábado Ambiental no fim de semana anterior..."
"... Apesar do chamado em 1970 para um Sábado Ambiental, a ideia não se desenvolveu até que o Programa Ambiental das Nações Unidas se apropriou dela em 1986, vinculando-a com o Dia Mundial do Meio Ambiente... Inter-religioso em sua construção, o Sábado Ambiental tem o objetivo de ser um tempo 'para contemplar nosso vínculo com a natureza' e cultivar 'uma atitude mais responsável, cuidadosa e consciente com relação ao uso das dádivas da Terra.' Com um número estimado de 25.000 grupos celebrantes em 1990 — em igrejas, sinagogas, faculdades e organizações juvenis — o Sábado Ambiental é explicitamente litúrgico e religioso em sua inspiração (em contraste com as atividades mais politicamente orientadas do Dia da Terra)..." [16].
Embora o UNEP tenha adotado o Sábado em 1986, não foi até o ano seguinte que o programa se tornou público. De acordo com John J. Kirk, cofundador da Parceria Interfé pelo Meio Ambiente, uma organização estabelecida pelo UNEP para trabalhar pelo Sábado, o público-alvo era formado inicialmente pelas igrejas na América do Norte.
"Ele teve início no outono de 1986 quando alguns de nós nos reunimos na sede da ONU em Nova York com líderes de várias comunidades religiosas. Com orientação e apoio do Programa Ambiental das Nações Unidas, começamos a desenvolver um projeto que informaria as congregações norte-americanas sobre os sérios problemas ambientais que estavam ameaçando a vida na Terra, de modo que pudéssemos trabalhar para proteger essa magnífica obra do Criador."
"Em junho de 1987, nosso primeiro jogo de materiais do Sábado Ambiental foi enviado para as congregações nos EUA e no Canadá. O objetivo era criar um dia sabático para nosso afligido planeta — um Dia de Descanso da Terra a ser celebrado anualmente pelas comunidades religiosas..." [17].
Noel J. Brown, o diretor do UNEP durante o Sábado da Terra de 1990, apresentou as razões mais profundas do que apenas informar as congregações na América do Norte. Em uma carta datada de 28 de março de 1970, ele escreveu:
"Mais uma vez, o Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP) tem a satisfação de convidá-lo para se unir a nós na celebração do 'Dia de Descanso da Terra / Sábado do Meio Ambiente' em suas cerimônias, rituais e orações..."
"... A necessidade de estabelecer uma nova base espiritual e ética para as atividades humanas na Terra nunca foi maior — já que a deterioração do nosso Lar Planetário torna a proteção do ambiente humano um novo imperativo global." [18].
Menos de seis meses antes de sua carta se tornar pública, Brown estava candidamente buscando a cumplicidade dos líderes religiosos em sua tentativa de criar uma nova ética global. Considere as seguintes declarações feitas enquanto o diretor do UNEP estava visitando o Conselho Interfé de Los Angeles:
"Agora, precisamos trabalhar mais de perto com a comunidade religiosa e espiritual. Precisamos criar um movimento ecumênico — chamo-o de movimento 'eco-mênico' — no serviço da Terra. É hora para nós pensarmos novamente, e pensarmos de um modo novo..."
"... Gostaríamos também de sugerir outros desafios com os quais vocês que estão nas comunidades religiosas podem nos ajudar. O primeiro é uma nova visão, e instituições de apoio, para nos ajudarem a avançarmos nessa transição. Nós nas Nações Unidas não podemos esperar solucionar os problemas do futuro somente com as instituições e a mentalidade do passado. Precisamos de uma visão que englobe todos os direitos humanos à liberdade, igualdade e condições de vida, e um meio ambiente que prometa vida, dignidade e bem-estar. Precisamos de uma legitimidade, uma nova ética e novas metáforas."
"... precisamos criar uma nova visão e uma instituição que possa nos ajudar a lidar com essas novas realidades."
"Uma das novas metáforas que estou ansioso para criar e promover é a de um pacto — um novo pacto com a Terra. Vocês nas comunidades religiosas podem nos ajudar a fazer isso."
"... Este é o desafio que está diante de todos nós, e é por causa desse desafio que peço que vocês trabalhem conosco como aliados. Podemos criar uma nova ordem e, para que possamos sobreviver, de fato precisamos disso." [29].
[Nota: O Pacto da Terra completo pode ser encontrado adiante neste artigo.]
No tempo do evento de 1990, as denominações cristãs com assento na junta interfé do Sábado Ambiental incluíam a Igreja Batista Americana, a Igreja Episcopal Protestante, a Igreja Metodista Unida e a Igreja Unida de Cristo. [20]. Além disso, um livro especial de recursos de adoração à Terra foi preparado pelo UNEP para o Sábado, adequadamente intitulado Only One Earth (Somente uma Terra).
Focalizando a mudança do atual paradigma religioso rumo a um novo modo ecológico de pensar, Somente uma Terra foi um livro repleto de textos para meditação, orações e canções para uso congregacional. Até sugestões para o serviço de adoração estavam incluídas, como mostram os excertos a seguir:
Sermão:
  • "Descreva a crise. Use dados científicos. Destaque a urgência da situação."
  • "Fale do relacionamento essencial Terra-seres humanos. O que é? Qual é nossa responsabilidade nisto?
  • "Aponte para várias fontes de inspiração: para as escrituras, para a sabedoria, para a espiritualidade e para a própria Terra. Mostre como todas elas são importantes e estão interligadas."
O Serviço:
  • "Enfeite seu santuário com fotografias da Terra vista do espaço, e com outras imagens da Terra."
  • "Convide oradores ou 'representantes' de outras espécies, como plantas e animais."
Vá Além:
  • "Nos serviços normais, insira uma porção que enfoque a reverência e cuidado pela Terra."
  • "Organize uma cerimônia interfé."
  • "Organize um concerto ou festival Sábado Ambiental..."
  • "Escreva cartas para os líderes nacionais ou regionais de sua fé, incentivando-os a tomarem atitudes." [21]
Para os líderes religiosos que estavam assim inclinados, as igrejas poderiam participar nas diversas meditações e reflexões listadas. Orações hindus, budistas, judaicas, indígenas, islâmicas e cristãs foram sugeridas, todas com uma entonação mística e/ou centrada na Terra. Na capa do livro de adoração para o Sábado do UNEP havia o Pacto da Terra, um tipo de "tratado do cidadão" que poderia ser copiado e distribuído para os adoradores (veja a seção "O Pacto da Terra".).
A resposta ao Sábado Ambiental de 1990, o ano de lançamento de Somente uma Terra, foi digna de nota. Não somente muitas igrejas e grupos participaram dessa jornada "A Terra em primeiro lugar", estimados em 25.000 por Leigh Eric Schmidt, mas isto acrescentou ímpeto real rumo à aceitação de uma teologia ambiental. Além disso, ao longo dos anos, o programa, de acordo com John Kirk, produziu "mais de 130.000 projetos religiosos e ecológicos... em todo o mundo." [22].
O Sábado Ambiental nunca alcançou a tremenda popularidade geral do Dia da Terra, em 22 de abril. Mas, ele não foi destinado para o público geral. Em vez disso, o programa Sábado Ambiental tinha um alvo específico: líderes religiosos e espirituais, igrejas e denominações inteiras.
No ano de 2000, Somente Uma Terra foi remodelado e relançado como Somente uma Terra: Um Livro de Reflexão e Ação. Na página 3 dessa nova edição ampliada, o subsecretário-geral da ONU Klaus Töpfer ofereceu algumas palavras de ecosabedoria:
"Entramos em uma nova era. Uma era onde todos teremos de assinar um novo acordo com nosso meio ambiente... e entrar na comunidade maior de todos os seres vivos. Um novo sentido de nossa comunhão com o planeta Terra precisa entrar em nossas mentes." [23].
Hoje, a ecoespiritualidade de Nova Era está avançando rapidamente dentro da comunidade cristã, influenciando organizações paraeclesiásticas, congregações locais e até a liderança de denominações inteiras. Para catalogar a situação somente na América do Norte seria necessário um livro inteiro para listar todos os ministérios e igrejas que adotaram essa ideologia, seja por ingenuidade ou por concordância.
Vendo a escrita na parede, Robert A. Sirico, presidente do Instituto Acton, redigiu as seguintes palavras com relação ao Sábado da Terra, paganismo e a aceitação dessas ideias pelos líderes religiosos:
"Considere a 'confissão' dos pecados ambientais oferecida pelo Conselho Nacional de Igrejas: 'Somos responsáveis por uma imensa poluição na terra, nas águas e nos céus... Estamos matando os céus: a atmosfera global se aquece com os gases químicos e a camada de ozônio é destruída."
"Os cientistas dizem que a maioria dessas preocupações é exagerada. Mas, vamos apenas dizer que sejam verdadeiras. No máximo, elas são questões técnicas que precisam ser tratadas por especialistas nos setores público e privado. Elas não deveriam ter uma relevância espiritual de longo alcance. Ninguém está no inferno por ter usado um tubo de aerossol para aplicar laquê no cabelo."
"Somente se aliviarmos nosso barco dos ensinos tradicionais é que poderemos concordar com as palavras de celebração da ecologia do Conselho Nacional de Igrejas, que dizem o seguinte em uma das orações propostas: 'Precisamos dizer, fazer e ser tudo o que for possível para alcançar o objetivo do Sábado Ambiental... Não podemos deixar nossa mãe morrer. Precisamos amá-la e restaurá-la.'"
"Descrever a Terra como nossa mãe viva constitui uma forma pagã de adoração à terra, ou se aproxima perigosamente disso. Um Sábado Ambiental não é um objetivo cristão, embora as Nações Unidas tenham um programa para promovê-lo. Também não devemos tentar criar uma 'eco-igreja'..."
"O relato do Gênesis sobre a criação fornece evidência teológica suficiente para rejeitarmos a teologia verde. Depois de ter criado o homem e a mulher à Sua imagem, Deus disse: 'Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.' [Gênesis 1:28]."
"A Terra não recebeu domínio sobre as pessoas. Nós é que temos almas que carecem de salvação; as rochas, rios, esquilos e o salmão não têm. Recebemos os dons da razão e da revelação; as plantas e os animais não. Existem modos certos e errados de exercermos domínio sobre a natureza, que a consciência bem estruturada pode discernir." [24].
Encerrando este artigo, acho que seria prudente considerarmos as palavras de Samantha Smith em seu livro Goddess Earth (A Deusa Terra), publicado em 1994. Uma crítica da ecoespiritualidade, ela expôs os aspectos centrais dessa questão e suas perturbadoras implicações para o Cristianismo:
"Grande parte do ativismo social e ambiental nas igrejas hoje está baseado nas crenças socialistas promovidas em nome da 'mordomia', que engloba tudo, desde justiça social até a apaixonada proteção à Terra. A Teologia Verde negligencia as ordens de Deus para ocuparmos a Terra e dominá-la, mas, ao mesmo tempo, cuidando de sua beleza e de seus recursos. Em vez disso, ela quer fazer os cristãos acreditarem que seu chamado mais enobrecedor é servir à Terra 'interconectada'. Ao fazerem isso, eles caem nas mãos dos verdes pagãos, que desejam que a Terra tenha domínio sobre o homem." [25].

Notas Finais

1. Robert A. Sirico, "Despoiler or Problems-Solver”, Acton Institute, 1994, http://www.acton.org/ppolicy/editorials/sirico/despoiler.html.
2. Esta entrevista pode ser encontrada no vídeo-documentário "Earth’s Two-Minute Warning", Jeremiah Films, 1997.
3. Cultural and Spiritual Values of Biodiversity: A Complementary Contribution to the Global Biodiversity Assessment (UNEP, 1999), pág. 446.
4. Idem, pág. 447. [Veja a Caixa 11.4: "Towards a Global Environmental Ethic"]. 5. Global Biodiversity Assessment (UNEP, 1995), pág. 839. 6. Idem, pág. 839. 7. Cultural and Spiritual Values of Biodiversity, pág. 448-449.
8. As Declarações de Assis podem ser encontradas na publicação do UNEP intitulada Only One Earth: A Book of Reflection for Action (UNEP, 2000).
9. Cultural and Spiritual Values of Biodiversity, pág. 451. 10. Idem, pág. 453. 11. Idem, pág. 457. 12. Idem, págs. 459-460.
13. Para literatura que suporte a hipótese de Gaia, veja James Lovelock, Gaia: A New Look at Life on Earth (Oxford University Press, 1979/1995) e Lawrence E. Joseph, Gaia: The Growth of an Idea (St. Martin’s Press, 1990). Dois livros que expõem criticamente a ecoespiritualidade do movimento ambientalista, incluindo os conceitos de Gaia, são Michael S. Coffman, Saviors of the Earth? (Northfield, 1994) e Samantha Smith, Goddess Earth (Huntington House, 1994).
14. Cultural and Spiritual Values of Biodiversity, pág. 497.
15. Gar Smith, "World Environment Day & the Earth Sabbath", The Edge, Instituto Earth Island, 2 de junho de 2006. A página do Instituto Earth Island, que inclui cópias on-line de The Edge, pode ser encontrada em http://www.earthisland.org.
16. Leigh Eric Schmidt, "From Arbor Day to the Environmental Sabbath: Nature, Liturgy, and American Protestantism", The Harvard Theological Review, Vol. 84, No. 3. (Jul., 1991), págs. 317-318.
17. Carta de John J. Kirk, conforme reimpressa em Only One Earth: A Book of Reflection for Action (UNEP/Interfaith Partnership for the Environment, 2000), pág. 5.
18. Esta carta foi reproduzida em sua inteireza no livro de recursos de adoração do Sábado Ambiental do UNEP, Only One Earth, (1990).
19. Noel J. Brown, "We Appeal to You", comentários feitos para o Conselho Interfé de Los Angeles, 2 de novembro de 1989. Este discurso pode ser encontrado em http://www.context.org/ICLIB/IC24/Brown.htm.
20. Schmidt, The Harvard Theological Review, pág. 318-319.
21. UNEP, Only One Earth (1990). A numeração de página estava ausente no documento original.
22. Carta de John J. Kirk, conforme reimpressa em Only One Earth: A Book of Reflection for Action (UNEP/Interfaith Partnership for the Environment, 2000), pág. 5.
23. Only One Earth: A Book of Reflection for Action (UNEP/Interfaith Partnership for the Environment, 2000), pág. 3.
24. Robert A. Sirico, "Despoiler or Problems-Solver", Acton Institute, 1994, http://www.acton.org/ppolicy/editorials/sirico/despoiler.html
25. Samantha Smith, Goddess Earth: Exposing the Pagan Agenda of the Environmental Movement (Huntington House, 1994), pág. 198.

Pertencer a Gaia

O texto a seguir foi extraído de Cultural and Spiritual Values of Biodiversity (Valores Culturais e Espirituais da Biodiversidade), pág. 449. Ele foi redigido por William N. Ellis e Margaret M. Ellis. Todo o negrito e colchetes estão no original.
Pertencemos ao Emaranhado-de-seres — à Terra — à Gaia.
Pertencer é o protovalor a partir do qual todos os outros valores são derivados.
Pertencemos à fisiosfera, à biosfera e à ideosfera.
Pertencemos à Gaia.
Como diziam os aborígenes: "Somos posse da terra, não proprietários da terra.".
Como o chefe Seattle dizia: "Não podemos possuir a terra, somos parte da terra."
Pertencemos e somos inseparáveis da nossa cultura — uns dos outros — de Gaia. Somos interdependentes com tudo o que existe.
Pertencer é um fato científico; e pertencer é mais do que um fato científico.
Pertencer não é meramente 'ser membro de', mas estar sujeito a — estar em parceria — ser responsável por alguma coisa.
Pertencemos – e somos responsáveis – pelo emaranhado de seres — o universo — a Terra — Gaia.
Pertencer à Gaia significa reconhecer que estamos envolvidos no emaranhado de seres — que nosso bem-estar é dependente do bem-estar de Gaia — o bem-estar uns dos outros. Se destruirmos Gaia, estamos destruindo a nós mesmos.
Pertencer implica 'cooperação' – trabalhar com o que existe — com Gaia — o emaranhado de seres.
Pertencer implica em 'comunidade'. Somos responsáveis por Gaia. Somos responsáveis uns pelos outros.
Pertencer implica em 'Amar'.
Não podemos separar o amor (agape) do fato que pertencemos a Gaia.
Amamos porque precisamos amar para preservar Gaia — para preservar a nós mesmos — para preservar o emaranhado de seres.
As culturas construídas com base em valores diferentes de pertencer estão condenadas à autodestruição.
Uma cultura construída com base em "dominar a terra e todos os animais que vivem nela' está condenada a desaparecer.
Uma cultura baseada no interesse mesquinho está condenada a se desintegrar.
Uma cultura baseada na 'sobrevivência dos mais aptos' não sobreviverá.
Para ser estável e sustentável, uma cultura precisa estar baseada na cooperação, comunidade, responsabilidade, amor, honestidade, cuidado e os demais valores que estão implicados e interligados uns com os outros e com pertencer.
Não podemos mais nos separar de senso de pertencer — de Gaia — e continuar sendo uma cultura viável, da mesma forma como um átomo de oxigênio não pode se separar dos átomos de hidrogêncio e manter as qualidades da água.
[Conforme apresentado em Only One Earth, UNEP, 1990]


Pacto Pela Terra

Um Tratado do Cidadão para uma Segurança Ecológica Coletiva

Preâmbulo

Nós, o povo da Terra, nos alegramos com a beleza e as maravilhas da terra, dos céus, das águas e da vida em toda sua diversidade. A Terra é nosso lar e nós a compartilhamos com todos os outros seres vivos.
Todavia, estamos tornado a Terra inabitável para a comunidade humana e para muitas formas de vida. O solo está se tornando estéril, os céus poluídos e a água contaminada. O clamor das pessoas cuja terra, ganha-pão e saúde estão sendo destruídos é ouvido em todo o mundo. A própria Terra está nos chamando para despertar.
Nós e todos os seres vivos dependemos da Terra e uns dos outros para nossa existência, bem-estar e desenvolvimento comuns. Nosso futuro coletivo depende de um reexame de nossas pressuposições mais básicas sobre o relacionamento da humanidade com a Terra. Precisamos desenvolver princípios e sistemas comuns para moldar esse futuro em harmonia com a Terra.
Os governos sozinhos não podem proteger o meio ambiente. Como cidadãos do mundo, aceitamos responsabilidade em nossas vidas pessoais, profissionais e comunitárias para proteger a integridade da Terra.

Princípios e Compromissos

Em acordo uns com os outros e em nome de toda a comunidade da Terra, nós nos comprometemos com os seguintes princípios e ações:
• Relacionamento com a Terra: Todas as formas de vida são sagradas. Cada ser humano é uma parte integral e singular da comunidade de vida da Terra e tem uma responsabilidade especial de zelar pela vida em todas suas diversas formas. Portanto, agiremos e viveremos de modo a preservar os processos naturais da vida da Terra e respeitar todas as espécies e seus habitats. Trabalharemos para evitar a degradação ecológica.
• Relacionamento uns com os Outros: Cada ser humano tem o direito a um ambiente saudável e de poder obter os frutos da Terra. Cada um também tem um dever contínuo de trabalhar para o alcance desses direitos para as gerações presente e futuras.
Portanto, com a preocupação que toda pessoa tenha alimento, moradia, ar puro, água potável, educação, emprego e tudo o mais que é necessário para desfrutar a plena medida dos direitos humanos — trabalharemos para um acesso mais equitativo aos recursos da Terra.
• Relacionamento Entre Segurança Econômica e Ecológica: Como a vida humana está enraizada nos processos naturais da Terra, o desenvolvimento econômico, para ser sustentável, precisa preservar os sistemas que suportam a vida na Terra.
Portanto, usaremos tecnologias que protejam o meio ambiente e promoveremos que elas se tornem disponíveis para as pessoas em todas as partes da Terra. Quando estivermos em dúvida sobre as consequências dos objetivos econômicos e das tecnologias sobre o meio ambiente, concederemos uma margem adicional de proteção à natureza.
• Governança e Segurança Ecológica: A proteção e aprimoramento da vida sobre a Terra requer sistemas legislativos, administrativos e judiciários nos níveis locais, regionais e internacionais apropriados. Para serem eficazes, esses sistemas precisam dar autoridade legal, ser participativos e baseados em informações abertas.
Portanto, trabalharemos pela aprovação de leis que protejam o meio ambiente e promoveremos o respeito a elas por meio de ação educacional, política e jurídica. Faremos avançar políticas de preservação em vez de somente reagir aos danos causados ao meio ambiente.
Declarando nossa parceria uns com os outros e com nossa Terra, damos nossa palavra de honra que seremos fiéis aos compromissos aqui assumidos.

Dia Mundial do Meio Ambiente: Anfitriões e Temas

Nota: As listas seguintes foram geradas a partir das informações encontradas nas páginas do UNEP na Internet: Países Anfitriões das Celebrações do Dia Internacional do Meio Ambiente: 2007 — Tromsø, Noruega
2006 — Argel, Argélia
2005 — San Francisco, EUA
2004 — Barcelona, Espanha
2003 — Beirute, Líbano
2002 — Shenzhen, República Popular da China
2001 — Torino, Itália e Havana, Cuba
2000 — Adelaide, Austrália
1999 — Tóquio, Japão
1998 — Moscou, Federação Russa
1997 — Seul, República da Coreia
1996 — Istanbul, Turquia
1995 — Pretória, África do Sul
1994 — Londres, Grã-Bretanha
1993 — Pequim, República Popular da China
1992 — Rio de Janeiro, Brasil
1991 — Estocolmo, Suécia
1990 — Cidade do México, México
1989 — Bruxelas, Bélgica
1988 — Banguecoque, Tailândia
1987 — Nairóbi, Quênia. Temas nos Dias Internacionais do Meio Ambiente: 2006 — Derretimento do Gelo — um Tópico Quente?
2006 — Desertos e Desertificação — Não nos Esqueçamos das Regiões Áridas!
2005 — Cidades Verdes — Plano para o Planeta!
2004 — Procurados! Mares e Oceanos — Vivos ou Mortos?
2003 — Água — Dois Bilhões de Pessoas Estão Morrendo por Ela!
2002 — Dê uma Chance à Terra
2001 — Conecte-se com a Rede Mundial da Vida
2000 — O Milênio do Meio Ambiente: Tempo de Agir
1999 — Nossa Terra — Nosso Futuro — Apenas Salve-os!
1998 — Pela Vida na Terra: Salvemos Nossos Mares
1997 — Pela Vida na Terra
1996 — Nossa Terra, Nosso Hábitat, Nosso Lar
1995 — Nós, os Povos: Unidos pelo Meio Ambiente Global
1994 — Uma Terra, uma Família
1993 — Pobreza e Meio Ambiente: Rompendo o Círculo Vicioso
1992 — Somente uma Terra, Cuidar e Compartilhar
1991 — Mudança Climática: Necessidade de uma Parceria Global
1990 — Crianças e o Meio Ambiente
1989 — Aquecimento Global, Advertência Global
1988 — Quando o Meio Ambiente É Colocado em Primeiro Lugar, o Desenvolvimento É Duradouro
1987 — Meio Ambiente e Abrigo: Mais do Que um Teto
1986 — Uma Árvore pela Paz
1985 – Juventude: População e o Meio Ambiente
1984 — Desertificação
1983 — Gestão e Acondicionamento do Lixo Tóxico: Chuva Ácida e Energia
1982 — Dez Anos Depois de Estocolmo (Renovação das Preocupações Ambientais)
1981 — Lençóis Freáticos: Produtos Químicos Tóxicos na Cadeia Alimentar Humana
1980 — Um Novo Desafio para a Nova Década: Desenvolvimento sem Destruição
1979 — Somente um Futuro para Nossas Crianças — Desenvolvimento sem Destruição
1978 — Desenvolvimento sem Destruição
1977 — Preocupação Ambiental com a Camada de Ozônio; Perda de Terras e Degradação do Solo
1976 – Água: Recurso Vital para a Vida
1975 — Assentamentos Humanos.


Autor: Carl Teichrib, artigo original em http://www.forcingchange.org, Volume 6, Edição 1.
Revisão: http://www.TextoExato.com
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/unep.asp