O que é a Nova Ordem Mundial? Quem são seus planejadores? Quais são seus objetivos?
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Ártico se recupera e ambientalistas aloucados perdem face
A superfície gelada do Ártico, que como é rotineiro nos últimos anos vinha se encolhendo no verão, em 21 de agosto 2013 atingiu uma superfície 60% maior que na mesma data do ano passado.
A superfície do gelo atingiu nessa data 2,25 milhões de milhas quadradas (5,83 milhões de quilômetros quadrados). Em 16 de setembro de 2012 ela alcançou o mínimo absoluto do ano, com 1,67 milhão de milhas quadradas (4,34 milhões de quilômetros quadrados) segundo os dados satelitais publicados pela NASA.
A maior expansão da camada de gelo do Polo Norte já registrada foi em 1996, quando o gelo cobria 3,16 milhões de milhas quadradas (8,2 milhões de quilômetros quadrados).
No Polo Norte não há terra embaixo do gelo – como acontece no Polo Sul –, e a superfície gelada forma uma casca de cinco metros de profundidade média – 200 metros nos locais mais densos. Por isso é muito sensível a ligeiras modificações e sua superfície muda muito de ano em ano. Na Antártida, por exemplo, a camada de gelo atinge por vezes 4.000 metros sobre a terra!
Submarinos americanos em missão científica têm emergido no próprio Polo Norte, quebrando essa casca relativamente frágil.
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| Silenciado pela imprensa, o crescimento cíclico do gelo antártico é mais importante que o derretimento cíclico do Ártico |
O fenômeno obedece a fatores peculiares e envolve volumes de água muitíssimo superiores, mas como atrapalha o terrorismo midiático, é pouco ou nada noticiado pela mídia.
O ciclo de crescimento e decrescimento da superfície gelada do Ártico vem sendo acompanhado há muito. Existe hoje farta documentação científica e histórica sobre essas mudanças cíclicas.
Porém o alarmismo exagera, a ponto de seis anos atrás a prestigiada BBC inglesa anunciar que o Ártico ficaria totalmente sem gelo em 2013.
A culpa? Obviamente, só pode ser da civilização responsável pelo “aquecimento global”, segundo reza o Alcorão do fundamentalismo verde.
Porém, mais uma vez, a profecia do alarmismo fracassou. O derretimento total não aconteceu.
Mas não há perigo: os profetas da “neo-religião” ecológica, igualitária e anticristã voltarão à carga com novos pretextos e agouros.
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| Quebra-gelo resgata veleiro: a cena passou a se repetir |
Eles estão avariados notadamente em Prince Regent Inlet e no Cape Bathurst. Navios quebra-gelo da guarda costeira do Canadá já tinham partido para socorrê-los.
Já tivemos ocasião de publicar neste blog reproduções de jornais da primeira metade do século XX descrevendo uma diminuição do Ártico comparável à dos últimos verões, ficando evidenciado o caráter cíclico do fenômeno.
Alarma mundial porque uma pedra de gelo se derrete num copo. Enquanto isso, um elefante entra no salão
Ignorância ou fraude nos exageros ambientalistas sobre o derretimento do Ártico?
LEIA MAIS SOBRE A ANTARTICA.
Ignorância ou fraude nos exageros ambientalistas sobre o derretimento do Ártico?
LEIA MAIS SOBRE A ANTARTICA.
Porém, o catastrofismo midiático silenciou os dados que órgãos da mídia, seus colegas, publicaram outrora. Mantiveram assim na ignorância, ou induziram à confusão e/ou engano seus leitores a respeito do “aquecimento global” e de seu suposto efeito sobre o Ártico.
Também tem sido frequente neste ano a publicação de novos recortes de jornal descrevendo o quase derretimento do Ártico em períodos anteriores. Nada, ou quase nada, informou a mídia ao grande público. Nem sequer por respeito aos jornalistas que outrora informaram sobre o fato.
Anunciar, manipulando modelos computacionais, que o Ártico iria desaparecer por culpa do homem, era tão irresponsável quanto anunciar a data do congelamento da Baía de Guanabara projetando matematicamente no futuro o recente aumento do gelo ártico!
A recuperação da camada de gelo no Polo Norte coincide com o ingresso da Terra numa fase de resfriamento global que poderá durar quiçá até 2050 – dependendo a data de fatores naturais e dos critérios de análise utilizados pelos cientistas.
Fonte: Verde: a cor nova do comunismo
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Você sabe o que é a AVAAZ? Ou: Do globalismo, Soros e o ativismo imbecil
Escrito por Heitor De Paola
Artigos - Globalismo
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Provavelmente o leitor ou a leitora – a linguagem politicamente correta obriga a usar os dois sexos, digo, gêneros, com mil perdões pelo conceito antiquado, pois como todos sabem não existem mais sexos. Pois como eu dizia: você aí que está lendo este texto provavelmente já recebeu um ou mais e-mails da AVAAZ para apoiar alguma iniciativa e respondeu clicando no link enviado. Saiba que isto o registrou como membro da AVAAZ sem que você nem saiba do que se trata. Pois então saiba.
A AVAAZ é mais uma da miríade de organizações fundadas e financiadas por George Soros (ver aqui e aqui), o judeu antissemita e antissionista húngaro que, dizem as más línguas, começou sua brilhante carreira de multibilionário denunciando aos nazistas pessoas da comunidade judaica de Budapest. Seu verdadeiro nome é György Schwartz. Seu pai, Tvadar Schwartz, judeu não religioso, trocou o sobrenome por Soros quando o nazismo começou a crescer na Hungria em 1930. Em 1944 quando Adolf Eichman chegou à Hungria para levar a cabo a “Solução Final”, os filhos de Tvadar foram distribuídos por famílias cristãs. György acabou na casa de um homem cujo ‘trabalho’ era confiscar propriedade dos judeus. Soros o acompanhou e também lucrou. Mais tarde, declarou que 1944 foi o melhor ano de sua vida. (ver em Soros: Republic Enemy #1).
Este dossiê acima pode ser adquirido em http://www.aim.org/soros/. Para conhecer melhor Soros leiam, no mínimo, The Hidden Soros Agenda: Drugs, Money, the Media, and Political Power, e The Dangerous Soros Agenda, ambos de Cliff Kincaid.
A AVAAZ é um apêndice globalista da MoveOn.org, um dos principais tentáculos da Open Society Foundations, dirigida diretamente por Soros, e sua função é publicar propaganda anti-israelense, exigir de Israel a negociação com a organização terrorista Hamas, que sequer aceita a existência do estado judeu. No Canadá fez campanha para tirar das eleições todos os candidatos do Partido Conservador.
Outra organização afiliada é a Change.org, que está apoiando os baderneiros de São Paulo (Movimento Passe Livre) e Rio, além de organizar o movimento com coordenação mundial de manifestações já acertadas em vários países. O que tem o preço das passagens de ônibus com isto? É só o estopim.
AVAAZ opera em 14 idiomas e em julho de 2011 dizia contar com 9.650.000 membros. No mapa interativo do site hoje (16/06/2013), conta com 22.919.209. Passe o mouse por cima dos países e verá quantos em cada país. O país com o maior volume de idiotas úteis, o Brasil, tem obviamente a maioria com 3.936.758, quase 1/5 do total. Nos EUA são 1.212.207 e a Índia, com seis vezes a população do Brasil, são 793.170. Como já disse acima, uma pessoa se torna membro simplesmente se votar em alguma petição ou consultar o site ou simplesmente responder aos e-mails.
Desde janeiro de 2007 são 133.845.917 ações de vários tipos em 178 países. Em 2008 gastou US$ 1.067.848 em campanhas sobre aquecimento global, contra a ‘tortura’ em Guantánamo (no lado leste é claro, na área cubana, todos sabemos como o povo vive bem e é respeitado), eleições canadenses, vídeos ‘de paz’ para o Oriente Médio advogando a idéia dos ‘dois Estado’, mas nitidamente pró-palestinos, inclusive uma campanha ativa denominada “Welcome Palestine” pela aprovação da Palestina como estado membro da ONU.
São as principais ligações da AVAAZ: Human Rights Watch, Inter-American Dialogue, Gorbachëv Foundation-USA, Amnesty International, MoveOn, Union of Concerned Scientists, US Climate Action Network, Obama, Oxfam International, Greenpeace, Res Publica, National Council of Churches, J Street, Organizing for America, Global Campaign for Climate Action Organizing for America, Rain Forest Acton Network, National Abortion Federation, Sierra Club e muitas outras. (Ver o mapa interativo do Discover the Networks).
Soros e Avaaz no Brasil
Os interesses de Soros no Brasil, assim como em todo mundo, são vastos. Investiu em terras no Brasil, Argentina e Uruguai através de sua empresa ADECOAGRO, cujas propriedades atingem 300 mil hectares e vende terras com 36% de desconto. Mais informações sobre a empresa podem ser lidas aqui. A especulação corre solta. Um exemplo é a Fazenda San Jose comprada por US$ 85,00 o ha. e vendida por US$ 1,212.00, 14 vezes mais caro. Suspeita-se que muitos índios invasores de terra são falsos índios financiados por Soros, que teria interesses na madeira, produção de etanol e minerais.
No setor financeiro Paul Krugman lançou suspeitas de que Soros teria agido especulativamente através de inside informations de seu pupilo Armínio Fraga quando este foi Presidente do Banco Central. Processado por calúnia, reconheceu não ter provas. Mas há muitas manobras suspeitas naquela época: quem financiou deputados e senadores para aprovar a re-eleição? Por que FHC, dois meses (04/03/1999) depois de empossado pela segunda vez dispensou seu assessor e um dos principais elaboradores do Plano Real, Gustavo Franco, e nomeou Armínio Fraga para o BACEN? Por que o valor do dólar disparou depois do compromisso eleitoral de que isto não iria acontecer? São perguntas sem respostas adequadas.
Impossível de negar são as ligações de Fraga com o Inter-American Dialogue ao qual pertence FHC, como também o fato de que FHC estar envolvido na campanha maciça de Soros a favor da descriminação do uso de drogas. Além disto, Fraga é membro do Council on Foreign Relations,
Através do Soros Fund Management LLC, George Soros vendeu 22 milhões de dólares de ações ordinárias da Petrobrás e comprou 5.8 milhões em ações preferenciais, em 2010.
A AVAAZ é dirigida no Brasil pelo petista Pedro Abramovay (assistir seu vídeo aqui). As campanhas da AVAAZ no Brasil vão desde a tentativa de remoção do pastor Marco Feliciano da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara, do fim do voto secreto no Congresso, da cassação do diploma de psicólogo do pastor Silas Malafaia e do impeachment de Renan Calheiros, até a oposição à Usina de Belo Monte e da campanha pela Lei da Ficha Limpa que atraiu tantos ingênuos brasileiros que acreditaram que acabaria com a corrupção no Brasil. Se você, leitor ou leitora, se entusiasmou e assinou alguma petição, além de se registrar como membro da AVAAZ, deu força a uma organização globalista que nem está interessada na corrupção, apenas em sua agenda esquerdista global.
Nota:
[i] Para verem como funciona, bastou eu ter entrado no site destas organizações para escrever este texto, imediatamente recebi esta pérola da Change.org:
HEITOR,
O Brasil está vivendo um momento único, como não acontecia há décadas. Para nossa geração isso é um sinal de que estamos acordando politicamente, estamos voltando às ruas para exigir nossos direitos. A imprensa e a polícia tentam nos classificar como vândalos, mas não é verdade. É uma desculpa para usar uma força policial violenta e brutal. A grande maioria de nós é contra a violência, só queremos um país livre para exercer a nossa cidadania.Por isso nós lançamos este abaixo-assinado, pedindo para a Presidenta Dilma vir à público garantindo o direito de nos manifestarmos.Não se trata mais somente do aumento das tarifas de ônibus, já é muito mais do que isso: por uma outra cidade, um outro Brasil. Mas estamos com medo! Vários amigos apanharam da Polícia Militar, presenciamos cenas absurdas de repressão e lemos notícias de que manifestantes serão tratados como terroristas, sobre gente presa por formação de quadrilha e por portar vinagre. Enquanto isso, só ouço evasivas e absurdos dos meus governantes diretos Fernando Haddad e Geraldo Alckmin.Talvez você não concorde especificamente com o protesto contra o aumento da passagem. Mas todos temos que defender o direito de nos manifestarmos. Por que se hoje é contra a passagem, amanhã poderá ser para defender um direito seu. Por favor, assine, é nos manifestando que este país vai mudar! Não podem tirar o nosso direito!
Obrigada,Olívia de Castro e Marília Persoli.
Minha resposta não posso publicar aqui.
http://heitordepaola.com/
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segunda-feira, 30 de setembro de 2013
A "Igreja do Planeta que Aquece" tem dogmas, teologia, pontífices, mistérios, hereges e Inquisição?
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| Al Gore e Rajendra Pachauri, Sumos Pontífices da nova religião, saúdam da sacada, após receberem o Prêmio Nobel da Paz em Oslo |
O Prof. Bell escreveu na conhecida revista “Forbes” que enquanto membros da “Igreja da ONU do Planeta que Aquece” preparavam o 5º Relatório sobre o andamento do clima global, outros “relatórios blasfemos” escandalizavam os “piedosos fiéis” da “teologia do aquecimento global por causa humana”.
Os representantes dos Ministérios de Meio Ambiente de todo o mundo estiveram reunidos em Estocolmo e selaram o texto final do Quinto Relatório de Avaliação do IPCC (Fifth Assessment Report (AR5) – Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) Summary for Policymakers).
O novo texto revelado se destina a propiciar as decisões políticas destinadas a inverter a curva mística e imaterial da “mudança climática”.
O problema refletido nos relatórios heterodoxos era saber como os ministros ambientalistas poderiam cavar provas de que as profecias e escrituras anteriores não estavam erradas.
Usado pelo IPCC para se justificar, o gráfico “hockey stick” resultou ser falso e/ou cruamente adulterado.
Até o veterano presidente do IPCC, o indiano Rajendra Pachauri, admitiu que os dados sobre a temperatura mundial nos últimos 17 anos foram inchados para obedecer aos ditames da “religião”.
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| Rajendra Pachauri, então presidente do IPCC, ganhou Nobel da Paz junto com o ex-vice-presidente dos EUA Al Gore. Falsificar os dados se a "religião" pede. |
E depois de reconhecer o que todos reconhecem – que nos últimos 15 anos o mundo não aqueceu – seu repórter Justin Gillis põe o dedo na chaga, fornecendo-nos a dimensão mística dessa religião: a falta de aquecimento global “tem algo de um mistério para os cientistas climáticos”.
Engula-se o mistério. O que pode haver de melhor na religião?
E a ciência? A ciência, para quê, se existe a fé “verde”? Viva o mistério!
Aonde, mas aonde foi parar o “aquecimento global”, pergunta o Prof. Bell com certa impaciência na revista “Forbes”.
Uma resposta altamente plausível seria que os falidos modelos climáticos do IPCC estavam baseados em exageros. Errados então são os modelos, e não o clima nem o que fazem os homens!
Mas, segundo a visão arguta daquele especialista em arquitetura espacial, a religião aquecimentista quer nos impor uma penitência por causa de nosso pecado de prosperidade.
Também o especialista em Física da Atmosfera e professor de Meteorologia do MIT, Richard Lindzen, em matéria publicada no Journal of American Physicians and Surgeons, caracterizou o aquecimento global como uma “religião alarmista”.
Além do mais, acusou os aiatolás dessa religião de exigir que a realidade se ajuste a seus preceitos teológicos, ainda que a sociedade tenha que pagar preços mirabolantes por resultados incertos e improváveis.
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| Milionário Richard Branson oferece U$ 25 milhões contra o aquecimento global. A nova religião tem Papas, santos e profetas. E os financistas não faltam. |
Adotar esse mantra é a penitência necessária para expiar os próprios pecados, disse o professor do MIT.
Soma-se que Michael Crichton, escritor de novelas de ficção científica como “Jurassic Park”, já havia resumido a essência do Credo dessa nova “religião”:
“Nós pecamos contra a energia e estamos condenados a perecer, a menos que procuremos a salvação, que agora se chama ‘sustentabilidade’. A sustentabilidade é a salvação na Igreja do Meio Ambiente, da mesma maneira que o alimento orgânico é sua comunhão sem Cristo, e a água livre de pesticidas é a água benta para o pessoal de fé reta.”Só falta agora o IPCC escolher mais um Pontífice Supremo e anunciar o Quinto Evangelho. A humanidade poderá então ser convocada a declarar diante do tribunal da Inquisição “verde”. Aguardemos as próximas “encíclicas”...
Fonte: Verde: a cor nova do comunismo
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
sábado, 21 de setembro de 2013
O vocabulário diabólico da Unesco (notas a Pascal Bernardin)
| English: Flag of the United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (UNESCO) Español: Bandera de la UNESCO Français : Drapeau de l'UNESCO Deutsch: Flagge der Organisation der Vereinten Nationen für Bildung, Wissenschaft, Kultur und Kommunikation (UNESCO) (Photo credit: Wikipedia) |
Escrito por Rafael Falcón
Artigos - Globalismo
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Não tratarei aqui dos fins das
ações da Unesco. Ela possui um ideário que é, de resto, o mesmo da ONU, e
que não deixa de ter muito em comum com a mentalidade jornalística
brasileira (ou, o que dá no mesmo, com os liberais americanos). Tudo o
que se diz nos documentos da organização é sempre justificado pela
necessidade de acabar com o preconceito, a discriminação, o atraso cultural da sociedade, etc. Não preciso dizer que, múltiplas vezes, vemos essas lindas palavras ligadas à célula familiar (transmissora de preconceitos), às religiões e às culturas nacionais e tradicionais ("preconceito étnico"). Numa palavra, a Unesco sonha com uma "ética universal" (sic) fundamentada nos chamados direitos humanos - explicitamente, no internacionalismo, no materialismo, cientificismo, pacifismo radical ("não-violência") e ecologismo. Esse, porém, não é o meu objeto, porque já vem sendo discutido com seriedade por autores como o Mons. Juan Claudio Sanahuja.
Para eliminar os preconceitos e demais
mazelas das nações, os pedagogos da Unesco vêm estudando, há décadas,
uma disciplina chamada Psicologia Social (muitas vezes aludida com o
nome genérico de "Ciências Sociais", mas facilmente interpretada no
contexto como significando especificamente a Psicologia). Meu objetivo
aqui é explicitar o significado concreto da terminologia (vaga e de
difícil interpretação, aos olhos de um leigo) que vendo sendo utilizada
nos documentos da Unesco e, consequentemente, no ensino universitário
de Pedagogia.
O conceito-chave é, evidentemente, educação.
A palavra tem um sentido muito específico, que é delineado pelas
exigências que dela se fazem. Os maníacos da Unesco admitem que todo
projeto educacional é determinado pelo seu objetivo, pelo seu fim; e
neste caso, dizem eles, o fim não pode ser um "intelectualismo
elitista", que privilegie o "acadêmico". A educação visa, ao contrário,
ao desenvolvimento social. "Desenvolvimento social"
quer dizer a construção de um certo tipo de sociedade, em que as pessoas
se comportam assim-assado - e isso remete, evidentemente, à "ética
universal" de que falei acima. A ideia é, numa primeira fase,
desenvolver uma educação multicultural, isto é, uma
educação que facilite a convivência de diversas "culturas" (no sentido
de "sociedades distintas"). Em seguida, passar-se-á a uma educação intercultural, que deveria ser chamada "unicultural", pois visa à ética supracitada. A oposição multicultural x intercultural é importantíssima, pois diz respeito a uma fase de transição e ao objetivo propriamente dito.
Ora, uma "educação" que pretende produzir
um conjunto de atitudes, visando ao "desenvolvimento social", não pode
prescindir de um método adequado - o qual, como vimos, não pode ser o
método tradicional, cuja fundamentação "acadêmica" é pouco eficaz na
criação de culturas (os cientistas enfatizam bastante a ineficácia
"prática" do método tradicional, "intelectualista" e "elitista"). Aqui
entram as "Ciências Sociais", e por isso é que será feito um estudo
intitulado A Mudança de Atitudes ("atitude" significa o comportamento, a conduta, behavior). A educação tem de tornar-se não-cognitiva ou, como os pedagogos preferem, ativa, multidimensional, experimental. Isso se deve a psicólogos comportamentais (behaviorists) terem demonstrado experimentalmente a eficácia de ações na mudança de comportamento.
Descobriu-se, por exemplo, um fenômeno chamado dissonância cognitiva.
Suponha que uma pessoa faz, um pouco por acidente, algo incompatível
com alguma de suas crenças. Não encontrando razão plenamente confessável
para o ato, a mente tenderá a justificá-lo a posteriori (o que
se chama normalmente de racionalização). Isso é particularmente comum
em confissões escritas. Um prisioneiro americano que odiava a China
comunista foi induzido a escrever um elogio do país, como uma espécie de
jogo. Seu texto foi publicado na prisão e muito elogiado. Em alguns
dias, o americano passou a defender convictamente o regime*. A
dissonância cognitiva mostra que existe um modo praticamente seguro de
mudar rapidamente o comportamento das pessoas. E esse não é o único
método. A título de exemplo, há um outro chamado norma de grupo,
que significa basicamente que se um grupo de pessoas começa a discutir
um fenômeno elas tenderão a adotar um consenso. O que interessa aos
"pedagogos" é que esse consenso não precisa ser verdadeiro. Ele
pode ser influenciado de diversos modos. O mais simples é a inserção de
uma figura de autoridade no grupo: as pesquisas mostram que em
praticamente todos os casos a figura de autoridade determina o resultado
da "discussão", e ainda assim permanece o efeito de "consenso".
Esses dois conceitos são especialmente relevantes porque o primeiro é a origem do uso pedagógico do psicodrama, enquanto o segundo resultou em diversas práticas de grupo.
Toda vez que temos encenações em sala de aula, apresentações teatrais
ou simulações as mais variadas, é o psicodrama que está em jogo. Os
cientistas da Unesco comemoram que o psicodrama tem imenso sucesso na
"modificação de atitudes". A criança que joga lixo no chão, depois
de fazer o papel de um herói ecológico que passa sermão na plateia
inteira, tende a tornar-se uma ecochata fanática (para a Unesco, um
exemplo de santidade). Isso se dá porque o psicodrama é uma
eficaz técnica hipnótica, usada por terapeutas para transformar
crenças e hábitos. As práticas de grupo se manifestam nos supostos
"debates" (que, como sabemos, são filtrados e controlados pelo professor
para chegar à conclusão esperada). Também se estimula todo tipo de
atividade que atribua mais autoridade ao grupo do que aos pais ou à
tradição (ambas fontes de "preconceitos"). Segundo os psicólogos, é
muito fácil influenciar a opinião dos grupos de jovens, o que os torna autoridades desejáveis (especialmente em comparação com outras como pais e sacerdotes).
Quando se fala de educação multidimensional, também surge a ideia de que a educação não deve "apenas" transmitir "informações", mas atingir a totalidade da personalidade. Fala-se que toda educação pressupõe a dimensão dos valores, e que deve assumi-los e trabalhar por eles. O significado concreto disso é que a educação deve moldar o comportamento dos estudantes, e essa formatação deve ser completa: emoções, convicções, hobbies,
sonhos, tudo deve ser influenciado o quanto possível dentro do quadro
dos "valores" da Unesco. Ensinar uma doutrina não é o bastante, nem é
desejável, porque uma doutrina precisa persuadir a inteligência. O melhor é "modificar atitudes", isto é, condutas, de preferência sem que o sujeito perceba que está sendo induzido. Ele deve sentir que está fazendo tudo porque quer. A mudança é sub-reptícia. Repito que tudo isso está dito nos documentos da Unesco.
Quando escolas promovem atividades práticas (um outro jeito de dizer ativas ou experimentais), que colocam os estudantes numa posição ideologicamente comprometida, isso não deve ser encarado como acidental. Os pedagogos que citei preconizam explicitamente atividades extracurriculares que ajudem a internalizar as "atitudes" apropriadas. Quando se fazem discussões em grupo sobre temas "atuais", com intromissões sutis do professor, não se trata de coincidência. A Unesco vem promovendo artigos, manuais pedagógicos e cursos de atualização que ensinam os professores a fazer exatamente isso.
E o poder dessa coisa sobre a mente de crianças e adultos está
documentado. É a mais extensa lavagem cerebral já feita na História, com
um grau elevadíssimo de sucesso. A primeira coisa que pretendo com este
texto é divulgar a terminologia pseudopedagógica que vem sendo
utilizada para esconder essas técnicas de manipulação mental.
Em segundo lugar, eu gostaria também que os
leitores pensassem sobre os efeitos que essa pedagogia teve em seus
próprios casos. Quaisquer pessoas que estiveram na escola nas últimas
duas décadas devem ter sido submetidas a técnicas como as que descrevi.
Quanto mais jovem a pessoa, pior, pois os métodos se desenvolveram e se
disseminaram. Lembrem-se de que essa educação visa simplesmente a
desenvolver reflexos condicionados, e despreza totalmente o
desenvolvimento intelectual. Lembrem-se também de que, com o tempo,
tendemos a nos dessensibilizar e achar natural que sempre reajamos a
tudo de modo automático e semi-consciente. Achamos normal nunca termos
lido os Lusíadas, não sabermos diferenciar uma oração subordinada de uma
coordenada, não conseguirmos escrever um texto sem erros grotescos,
demorarmos para fazer uma conta simples, não sabermos as
diferenças situacionais entre um debate e um discurso, nunca termos lido
uma fonte primária de algum evento histórico etc.
Isso significa que há grandes chances das minhas e das tuas capacidades linguísticas, matemáticas, etc. estarem numa situação tenebrosa. É urgente
que desenvolvamos uma grande desconfiança de nossas próprias
inteligências, e que corramos contra o tempo para corrigir esse
processo. É igualmente urgente que aqueles que possuem filhos passem,
além de conscientizar as crianças a respeito dessas técnicas, a vigiar cada passo de seus professores e cobrar as escolas
fazendo quanto escândalo possível. Quando falarem de
"multidimensionalidade", digam que é bestialidade. Quando falarem de
"habilidades sociais" digam que é engenharia social, estupro intelectual
e abuso de menores. Quando falarem de "valores", digam que quem ensina
valores a seus filhos são vocês, e que não vão aceitar que pressionem e
induzam as crianças contra a família. Seu filho é um ser humano. Não
deixe a escola adestrá-lo como um animal.
* A mesma técnica é aplicada diariamente na
escola, quando se pede que alunos escrevam redações sobre temas que
desconhecem totalmente. É claro que, antes da redação, eles têm uma
"aula" em que o professor lhes diz exatamente tudo o que devem pensar a
respeito. Depois de escrever o texto, as crianças adotam aquelas
opiniões como se as tivessem formado sozinhas, com grande convicção.
Publicado no site Ad Hominem.
Fonte: www.midiasemmascara.org
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