Admirável Mundo Novo

Bem vindo, saiba o que está por trás das mudanças que estão ocorrendo no mundo, quais seus propósitos, a quem interessam e aonde irão nos levar.
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domingo, 18 de setembro de 2016

Alguém está aprendendo como derrubar a Internet

ddosattack
O tamanho e a escala desses experimentos – e especialmente a sua persistência – apontam para governos.

Durante este ano e talvez também durante o ano passado, alguém vem pondo à prova as defesas das empresas responsáveis por manter em funcionamento pontos críticos da internet. Esses experimentos vêm na forma de ataques bem calibrados, concebidos para verificar com exatidão a capacidade de defesa dessas empresas e o que seria necessário para derrubá-las. Não sabemos quem está fazendo isso, mas tudo indica que seja um país de grande porte. China ou Rússia seriam meus primeiros candidatos.


Antes de mais nada, uma pequena contextualização. Se você quer derrubar uma rede da internet, o modo mais fácil é por meio de um ataque de negação de serviço distribuído (DDoS – Distributed Denial of Service). Como o nome diz, é um ataque concebido para impedir que usuários legítimos tenham acesso ao site. Há algumas sutilezas, mas basicamente significa enviar uma quantidade muito grande de dados para o site de modo a congestioná-lo. Esses ataques não são novos: hackers fazem isso com sites dos quais não gostam e criminosos têm usado essa técnica como forma de extorsão. Há todo um setor da economia, com um arsenal de tecnologias, dedicado à defesa de DDoS. Mas trata-se basicamente de uma problema de largura de banda. Se o atacante tiver um poder de fogo maior do que o do defensor, o atacante ganha.


Recentemente, algumas das maiores empresas que fornecem a infraestrutura básica que mantém a internet funcionando notaram um aumento de ataques DDoS contra elas. O pior de tudo é que elas perceberam um certo perfil nos ataques. Esses ataques são significativamente maiores do que os que elas estão acostumadas a sofrer. Duram mais tempo. São mais sofisticados. E parecem experimentos. Numa semana, por exemplo, o ataque pode começar num determinado nível de força e ir aumentando lentamente antes de parar. E assim continua, com essas características, como se o atacante estivesse procurando pelo ponto exato de falha.
Os ataques também são configurados de forma a mapear todas as defesas da empresa. Há inúmeros modos de lançar um ataque DDoS. Quantos mais vetores de ataque o atacante empregar simultaneamente, mais defesas diferentes o defensor tem de empregar para contê-los. Essas empresas têm notado um número maior de ataques com três ou quatro vetores diferentes. Isso significa que as empresas têm de usar todos os recursos de que dispõem para se defender. Elas não podem esconder nada. São forçadas a mostrar a sua capacidade de defesa ao atacante.

Eu não posso dar detalhes porque essas empresas falaram comigo sob a condição de anonimato. Mas tudo isso é consistente com o que a Verisign tem relatado. A Verisign mantém o registro de muitos domínios de topo mais usados da internet – como .com e .net. Se ela for derrubada, haverá um blackout global de todos os websites e endereços de e-mail na maior parte dos domínios de topo comuns. A cada trimestre, a Verisign publica um relatório de tendências de ataques DDoS. Embora essa publicação não tenha o nível de detalhe que obtive das empresas com as quais conversei, as tendências são as mesmas: “no segundo trimestre de 2016, os ataques continuaram, tornando-se mais frequentes, mais persistentes e mais complexos”.

Há mais ainda. Uma empresa me falou sobre a variedade de ataques de verificação, além dos ataques DDoS: ataques testando a capacidade do defensor de manipular endereços e rotas da internet, visualizando quanto tempo o defensor demora para responder, e assim por diante. Alguém está testando exaustivamente as capacidades de defesa essenciais das empresas que fornecem os serviços críticos da internet.
Quem faria isso? Não parece trabalho de ativista, criminoso ou pesquisador. Mapear a infraestrutura básica é uma prática comum em espionagem e de serviços de inteligência. Não é normal que empresas façam isso. 

Além disso, o tamanho e a escala desses experimentos – e especialmente a sua persistência – apontam para governos. Parece um cibercomando militar de um país tentando calibrar o seu armamento para o caso de uma ciberguerra. Isso me lembra o programa americano da Guerra Fria, com aviões sobrevoando a União Soviética a alta altitude para forçar a ativação dos sistemas de defesa aérea soviéticos a fim de mapear a sua capacidade.

O que podemos fazer? Na realidade, nada. Não sabemos de onde os ataques vêm. Os dados que eu tenho sugerem a China, a mesma avaliação das pessoas com quem conversei. Por outro lado, nesses tipos de ataques é possível dissimular o país de origem. A NSA, que tem mais vigilância no backbone da internet do que todo mundo junto, provavelmente tem uma ideia melhor mas, a menos que os EUA decidam causar um incidente internacional, não veremos nenhuma manifestação por parte do governo americano.
Mas isso está acontecendo. E as pessoas devem saber.

https://www.schneier.com/

Artigo
publicado originalmente no Lawfare.com.

Tradução: Ricardo Hashimoto

domingo, 28 de agosto de 2016

O verdadeiro propósito do ambientalismo

Por Ben Velderman

Se por acaso pensas que o propósito final do movimento ambientalista é o de parar com as "mudanças climáticas causadas pelo ser humano", levando a que as pessoas conduzam carros elétricos taxando as empresas devido às suas emissões de carbono, então tens que rever o que pensas. 
Um documentário recente revela que os planos dos "tree-huggers" [literalmente, "abraçadores de árvores"] é o de "salvar o planeta" reduzindo de modo drástico a população humana - talvez até 90% da população humana.


“The War on Humans” [A Guerra Contra os Humanos] é um filme de 30 minutos produzido pelo "Discovery Institute", grupo de reflexão sediado em Seattle [EUA] que lida com tópicos tais como a ciência, a cultura e a bioética. No filme, o diretor John West revela o lado sombrio do ambientalistas extremistas Americanos, que rejeitam a ideia do ser humano ter um lugar especial na natureza, acima dos "animais não-humanos".


Mais propriamente: os extremistas acreditam que o ser humano é a "praga do planeta" e que a única cura possível é um gigantesco despovoamento. Para atingir este plano ambicioso, os radicais desenvolveram uma estratégia a longo plano, tal como o filme "War on Humans" revela.

A Fase Um é composta por propaganda feita com o propósito de levar as pessoas - especialmente as crianças em idade escolar e os universitários - a aceitar a premissa de que os seres humanos não são inerentemente melhores que as outras espécies [ed: daí a importância da teoria da evolução], e de que facto, os humanos podem até ser piores visto às suas ações egoístas são responsáveis por destruir o planeta.

Para atingir esse fim, os ambientalistas têm usado o sistema educacional da nação como forma de convencer a geração seguinte de que a atividade humana é a causa única para as alterações climáticas. Eles têm também comunicado a mensagem de que "os humanos estão a destruir o planeta" através de filmes tais como o recente filme "Noé" (2014). O propósito aparente é o de levar a geração seguinte a pensar duas vezes antes de fazer filhos.

Ao fazer duma vida sem filhos algo "moderno", em voga e ambientalmente "responsável", os ambientalistas radicais acreditam que podem atingir os seus planos de despovoamento mundial através da atividade voluntária. (Isto explica também a obsessão contínua dos progressistas pela expansão do acesso à pílula, particularmente através do assim chamado Affordable Care Act.)

Dar aos animais o direito de processar

A Fase Dois do plano dos extremistas é onde o filme “The War on Humans”fixa a maior parte da sua atenção, explicando que o esforço para atingir o despovoamento depende dos tribunais Americanos darem aos animais e à natureza direitos constitucionais.

Eis como as coisas funcionam: Se os extremistas conseguirem convencer os juízes de que os animais têm os mesmos direitos que os seres humanos - provavelmente fundamentando esta posição no facto deles sentirem dor ou terem algum tipo de auito-consciência - então os animais terão posição legal nos tribunais, e a habilidade de processar (claro que com a ajuda dos seus "amigos" humanos) como forma de ver os seus "direitos" protegidos.

Tais acções legais podem fechar fazendas e todas as atividades relacionadas com animais, e podem impedir o desenvolvimento de terras - para habitação, uso industrial ou produção de energia - com o fundamento de que iria matar animais e arruinar os seus habitats.

Mesmo que os ambientalistas não sejam bem sucedidos nas suas ações legais, o custo da litigação pode levar os agricultores e os fabricantes à bancarrota - ou elevar o custo dos seus produtos o que os tornará menos apelativos para os consumidores.

Isto resultará na danificação e na diminuição da economia Americana. Os custos de vida aumentarão de modo brutal, o que tornaria financeiramente impossível a educação duma família grande - ou até mesmo duma família pequena. Dito de outra forma, a miséria econômica causada pelas ações legais centradas nos "interesses dos animais" iriam suprimir a reprodução humana, e, desde logo, avançado os propósitos de despovoamento dos ambientalistas radicais.

Isto pode ter a aparência de conspiração forçada, mas, tal como o filme “The War On Humans”ressalva, mais de 100 das melhores faculdades de Direito têm clínicas de advocacia dos direitos dos animais. Isto é um bom indicador de que o movimento que visa conferir uma posição legal aos animais crescerá e tornar-se-á ainda mais poderoso nos anos que se aproximam.


Um desses esforços está atualmente a ser levado a cabo no sistema judicial de New York.

O "The Independent" reporta que em Dezembro último Steven Wise, advogado centrado nos "direitos dos animais" e líder do "Nonhuman Rights Project", “solicitou citações de habeas corpus - usados para se obter a liberdade de quem foi ilegalmente detido - em nome de 4 chimpanzés do estado de New York”. Se Wise for bem sucedido, escreve o The Independent, isso "enviará ondas de choque legais por todo o mundo". 

Wise diz que continuará a dar entrada a este tipo de ações legais até que um juiz confira direitos constitucionais aos animais - e, por extensão, à natureza.

Ensinem bem as vossas crianças

John West, diretor do filme "The War On Humans", diz à EAG news que a melhor maneira dos Americanos resistirem estes esforços destrutivos é o de explicar aos filhos o perigo do extremismo ambientalista. "As pessoas com mais de 35 ou 40 anos tendem a assumir que os seres humanos são únicos e dignos de respeito", diz West, acrescentando que isto faz parte do legado dos movimento pelos Direitos Civis.

No entanto, diz West, há u crescente contingente de Americanos abaixo dos 3 anos que está a reverter a ideia da posição única do ser humano - acima de todas as outras formas de vida.

Muitos destes jovens não aceitam ouvir as críticas aos ambientalistas radicais porque foram enganados por Hollywood e pelo sistema de ensino, e levados a acreditar que quem quer que se oponha ao movimento "verde" e às suas políticas não se preocupa com a proteção do planeta, e nem quer tratar os animais duma forma humana. West afirma que os pais têm que explicar as filhos que esta é uma falsa escolha:
Os pais têm que ser proativos e começar a discutir estas coisas com os filhos. Não assumam que os vossos filhos terão os mesmos pontos de vista e o mesmo senso comum que vocês têm. Os pais acreditam que através da osmose, os seus filhos irão ter a mesma visão que eles. Não, eles não terão.
Os pais têm que separar algum tempo para partilhar as suas crenças com os seus filhos, e serem capazes de responder às suas questões. West diz que isto irá desenvolver habilidades de pensamento crítico nos filhos - que eles irão precisar para navegar através de toda a propaganda ambientalista que irão encontrar na escola secundária e na universidade.

A cena do filme mais apreciada por West mostra humanos a salvar um cão que havia caído através de gelo para dentro de água gelada:

O facto de pessoas terem tencionado salvar um cão diz muito do ser humano. Eles tomaram a decisão consciente de salvar um membro de outra espécie, algo que nenhum outro animal faz. Isto é a marca do ser humano e isso revela o quão únicos nós somos.

O filme “The War on Humans” pode ser visto no YouTube, e o mesmo é baseado no eBook de Wesley Smith com o mesmo nome; o livro pode ser comprado através da Amazon.com.

Phonte: http://bit.ly/1mRKPRj

* * * * * * *

Como se não fosse suficientemente mau o facto do ambientalismo radical ser uma ideologia que ataca a própria existência da espécie humana, ficamos a saber entretanto que um dos mais famosos grupos ambientalistas do mundo, a Greenpeace, é financiada pela família Rockefeller, algo confirmado mais tarde pela própria Greenpeace.

Ou seja, os ambientalistas afirmam combater o "capitalismo" e as "companhias petrolíferas" ao mesmo tempo que recebem elevadas somas de dinheiro de famílias capitalistas e entidades petrolíferas.

Para além disso, a PETA, organização que alegadamente "defende" os "direitos" dos animais, mata 95% dos animais ao seu "cuidado". Urge perguntar: o que é que eles fazem com os donativos? Resposta:mais ou menos o mesmo que todo o líder esquerdista faz com o dinheiro que os idiotas úteis lhes enviam, isto é, guardam para si, e pouco ou nada fazem em favor da causa que gerou o donativo.

Conclusão:

O ambientalismo, tal como todas as ideologias da Nova Esquerda, nada mais é que uma fachada dos mesmos grupos globalistas que há décadas tentam "unificar" o mundo sob o domínio de algumas poderosas famílias dinásticas e poderosos grupos financeiros.

O ambientalismo de maneira nenhuma está envolvido com o bem estar dos animais, da mesma forma que o feminismo não está minimamente relacionado com os interesses genuínos das mulheres, e da mesma forma como o ativismo homossexual não reflete o que a maioria dos homossexuais quer. 
Todas estas ideologias são fachadas que a Esquerda militante usa para levar a cabo o plano de Antonio Gramsci e da Escola de Frankfurt de subversão cultural (destruição da civilização Ocidental).

Fonte: Marxismo Cultural

sábado, 30 de julho de 2016

União Europeia: uma perversidade econômica e moral

União Europeia: uma perversidade econômica e moral

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Um entrevista com Hans-Hermann Hoppe para o semanário polonês Najwyższy Czas!

Qual é a sua leitura da Europa Ocidental atual e, particularmente, da União Europeia?
Atualmente, todos os grandes partidos políticos da Europa Ocidental, independentemente dos seus nomes e de seus programas partidários, estão essencialmente comprometidos com a mesma ideia, o socialismo democrático. Eles usam as eleições democráticas para legitimar a tributação de pessoas produtivas em benefício daquelas que são improdutivas. Eles taxam as pessoas, que ganharam seus salários e acumularam riqueza através da produção de bens e serviços, adquiridos voluntariamente por consumidores (e, é claro, especialmente os mais “ricos” dentre estes), e depois eles redistribuem o produto deste saque entre eles mesmos, ou seja: o estado democrático que eles controlam, ou esperam controlar, e os seus diversos aliados políticos, seus partidários e potenciais eleitores.
Eles não designam essa política pelo seu nome apropriado: a punição dos produtivos e a gratificação dos improdutivos, é claro. Isso não seria algo muito popular. No lugar disso, eles batem na tecla do sempre popular sentimento de inveja e alegam cobrar impostos dos poucos “ricos” para poder manter os tantos “pobres”.  No entanto, a verdade é que essa política leva mais e mais pessoas produtivas a ficarem mais pobres, enquanto que um sempre crescente número de pessoas improdutivas fica mais rico.

Mas e a União Europeia?
Quando olhamos para a União Europeia vemos que a coisa fica ainda pior. A União Europeia é o primeiro passo para a criação de um super-estado europeu e, por fim, de um governo mundial, dominado pelos EUA e seu banco central, o FED. Desde os seus primórdios e apesar de todas as pomposas declarações contrárias, a União Europeia nunca teve a ver com livre comércio e competitividade. Caso fosse este o caso, não haveria nenhuma necessidade de centenas e centenas de páginas de regras e regulações! Muito pelo contrário, o propósito central da União Europeia, apoiada o tempo todo pelos EUA, sempre foi o enfraquecimento da Alemanha como carro chefe da economia europeia. Para viabilizar isso, a Alemanha foi arrastada para uma onda de culpa que não parece ter fim e, então pressionada a transferir cada vez mais a sua já limitada soberania (em comparação com os EUA) para a União Europeia em Bruxelas. É especialmente digno de nota que a Alemanha esteja perdendo a sua soberania monetária e que esteja abandonando a sua moeda tradicionalmente “forte”, o marco alemão, em favor do euro “fraco”, emitido pelo Banco Central Europeu (BCE), composto em sua esmagadora maioria pelos banqueiros centrais politicamente conectados dos países que possuem tradicionalmente moedas “fracas”.
A União Europeia, portanto, se caracteriza por três dos seguintes elementos:
  • Primeiro: a harmonização entre a estrutura de tributação e regulação ao longo de todos os países-membros, com o objetivo de reduzir a competição econômica e especialmente a competição de impostos entre os diferentes países, tornando todos os países igualmente não competitivos.
  • Segundo: além da perversidade econômica e moral de cada país ao punir os produtivos e subsidiar os improdutivos, adiciona-se uma nova camada de redistribuição internacional de renda e riqueza. Agora os países com melhor performance econômica, como a Alemanha e aqueles do norte da Europa, são punidos, enquanto se recompensa os países com performance pior do ponto de vista econômico (a maioria do sul do continente), tornando, portanto, a performance econômica de todos os países igualmente pior.
  • E, terceiro, de importância cada vez maior, especialmente durante a última década: de forma a superar a crescente resistência, em diversos países, contra a transferência de soberania para Bruxelas, que vem aumentando em ritmo constante, a União Europeia está em uma cruzada com objetivo de erodir e, por fim, destruir, todas as identidades nacionais e toda a união cultural e social que existe nos diversos países. A ideia de nação e de identidades nacionais e regionais vem sendo ridicularizada enquanto o multiculturalismo é aclamado como uma “bênção” inquestionável. Assim como a promoção da garantia de privilégios legais e de “proteção especial” a todos, exceto aos homens brancos, heterossexuais e, especialmente, aos homens casados e com famílias (que são pintados como “opressores” históricos e portadores de dívidas a serem compensadas, com todas as outras pessoas, suas “vítimas” históricas.) – eufemisticamente chamadas de políticas “antidiscriminação” ou “afirmativas” – minando sistematicamente a ordem social natural. A normalidade é punida, enquanto se premia a anomalia e o desvio.

Podemos dizer então que os políticos da União Europeia são ainda piores que aqueles que operam os assuntos nacionais?
Sim e não. Por um lado, todos os políticos democráticos, sem exceção, são demagogos desinibidos moralmente. O título de um de meus livros em alemão é “A competição dos pilantras”, o que capta a essência do que a democracia e os partidos políticos democráticos são.  Nesse aspecto há muito pouca ou nenhuma diferença entre as elites políticas de Berlim, Paris, Roma etc., e aqueles que estão comandando o show em Bruxelas. De fato as elites da União Europeia são tipicamente compostas de políticos que já foram, com a mesma mentalidade dos seus pares domésticos, em busca de salários extremamente extravagantes, benefícios e pensões amplamente distribuídos pela UE.
Por outro lado, as elites da UE são piores que os seus camaradas políticos nacionais, é claro, no sentido de que as suas decisões e regras prejudicam um número significativamente maior de pessoas.

Então qual é a sua previsão para o futuro da UE?
A UE e o BCE são uma monstruosidade econômica e moral, e uma violação do direito natural e das leis da economia. Você não pode punir de forma contínua a produtividade e o sucesso e premiar a falta de iniciativa e o fracasso sem causar um desastre. A UE irá passar por diversas crises econômicas sucessivas e, por fim, irá quebrar. O Brexit, que acabou de ocorrer é apenas o primeiro passo do inevitável processo de desconcentração e descentralização políticas.

Há algo que um cidadão comum possa fazer nesta situação?
Em primeiro lugar, em vez de engolir a ladainha pomposa dos políticos sobre “liberdade”, “prosperidade”, “justiça social” etc., aprender a enxergar a UE como ela realmente é: uma gangue de super picaretas que aumentam o seu poder e sua riqueza às custas de pessoas produtivas. Em segundo lugar, as pessoas devem aprender a desenvolver uma visão clara da alternativa ao pântano atual: não um super estado europeu nem mesmo uma federação de estados nacionais, mas uma visão de uma Europa formada por centenas de Liechtensteins e cantões suíços, unidos entre si através do livre comércio e em competição uns com os outros, na tentativa de oferecer as condições mais atrativas para que pessoas produtivas ali permaneçam ou se mudem para lá.

Você poderia traçar um paralelo entre os EUA e a situação atual da Europa?
A diferença entre a situação da Europa Ocidental e dos EUA é muito menor do que geralmente se considera de cada lado do oceano Atlântico. Em primeiro lugar, os acontecimentos na Europa desde o fim da Segunda Guerra Mundial foram observados de perto, guiados e manipulados, quer fosse através de ameaças ou mediante pagamento de subornos, pelas elites políticas de Washington, a capital dos EUA.  De fato, a Europa tornou-se em sua essência um vassalo, um satélite, um dependente dos EUA. Isso pode ser observado, por um lado, pelo fato de que atualmente tropas americanas estão posicionadas por toda a Europa, até a fronteira russa. E por outro lado, pode-se observar a contínua romaria das elites políticas europeias em direção a Washington, realizada de forma mais regular e mais zelosa do que qualquer peregrinação muçulmana até Meca, com o objetivo de receber as bênçãos de seus mestres. Isso ocorre em especial com a elite política alemã, cujo complexo de culpa neste meio tempo assumiu o status de uma espécie de doença mental. Os alemães se destacam por sua covardia, subserviência e solicitude.

Já em relação aos assuntos domésticos dos EUA, ambos europeus e americanos estão geralmente errados. É frequente que os europeus ainda enxerguem os EUA como a “terra da liberdade”, do individualismo inabalável e do capitalismo sem barreiras ou entraves. Enquanto que os americanos, desde que eles saibam ou aleguem saber qualquer coisa que seja, sobre o mundo que existe além dos EUA, frequentemente enxergam a Europa como um local de socialismo desenfreado e coletivista, completamente alheio ao seu próprio “American way”. De fato não existe uma grande diferença entre o assim chamado “capitalismo democrático” dos EUA e o “socialismo democrático” europeu. Seguramente, os EUA sempre tiveram mais e mais proponentes vocais do capitalismo de livre mercado, ainda é capaz de atrair muitos dos melhores e mais brilhantes do mundo e, de fato, a porcentagem de imposto americano em relação ao PIB fica atrás da maioria dos países europeus – mas nem tanto assim. Na realidade está mais alta do que a da Suíça, país que não é membro da UE, por exemplo. E no que se refere a dívida do governo americano como uma porcentagem do PIB, esta é na realidade mais alta do que a da maioria dos países europeus e coloca os EUA na mesma categoria econômica do que países como a Grécia, por exemplo.  Também é verdade que: nos EUA você ainda pode dizer quase tudo o que você quiser sem ter que temer um processo criminal, enquanto que tomar tal liberdade na maior parte da Europa pode muito bem te colocar na cadeia. No entanto a doença do “politicamente correto”, da “não discriminação” e da “ação afirmativa”, que está atualmente se alastrando no mundo ocidental como uma epidemia é, de fato, originária dos EUA. Isso começou em 1960, com a assim chamada legislação dos “direitos civis” e foi lá mesmo nos EUA, que ela tomou maior vulto e atingiu os seus maiores excessos e graus de absurdez. Dessa forma, embora dizer a coisa politicamente incorreta não faria com que você fosse preso nos EUA, você teria a sua carreira destruída quase que certamente,  e de forma ainda pior, do que em qualquer país europeu.
E quanto à política externa americana: subitamente as elites políticas dos EUA começaram a convidar o terceiro mundo a vir para os EUA, e muito antes que as mesmas políticas “multiculturais” fossem adotadas também na Europa, essas mesmas elites conduziram uma política agressiva de invasão mundial e atacaram, apenas nas décadas mais recentes, o Afeganistão, Paquistão, Iraque, Líbia, Síria, Sudão, Somália e o Iêmen, causando a morte de centenas de milhares de civis inocentes e gerando uma onda de terrorismo islâmico, em grande parte custeado pela Arábia Saudita, com quem as elites políticas alimentam uma relação de extrema cordialidade.

Por fim, como você avalia o sucesso econômico dos ex países comunistas, como a China, que combinam ditaduras de um só partido com mercados parcialmente livres?
O sucesso econômico de um país depende de três fatores interdependentes: a segurança da propriedade privada e dos direitos de propriedade, a liberdade de contrato e de comércio e a liberdade de associação e desassociação – e, é claro, da diligência, inteligência e perspicácia de seu povo. Cada um dos estados do mundo, uma vez que depende de tributos para o seu próprio financiamento age através da violação desses requisitos. Mas essa violação pode ser maior ou menor e mais ou menos abrangente. Isso explica o relativo sucesso de alguns países e o fracasso de outros. A organização interna de um estado, quer seja uma ditadura de um só partido ou uma democracia pluripartidária, é essencialmente irrelevante neste aspecto. De fato, como o exemplo recente da Venezuela nos demonstra vividamente, a democracia e a eleição democrática pode muito bem levar a quase completa abolição dos direitos de propriedade privada e ao fim da liberdade contratual e comercial e resultar em um espetacular colapso econômico.
Da mesma forma, comparativamente a performance econômica da China x Índia é instrutiva neste aspecto. Enquanto que a Índia moderna, já há 70 anos, é governada democraticamente, a China moderna foi governada o tempo todo por uma ditadura comunista mono partidária, aproximadamente metade do tempo, na era do Mao por um partido comunista ortodoxo, e na segunda metade por um regime reformista-comunista “liberal”. O resultado? Ambos os países ainda se encontram desesperadamente pobres, de acordo com as medidas dos padrões ocidentais, indicando que ambos os governos mostraram pouco ou nenhum respeito à propriedade privada e seus direitos. Mas: enquanto que a situação econômica estava igualmente desesperadora em ambos os países até o início dos anos 1980, desde então, com o surgimento do “comunismo reformista” na China, o PIB chinês ultrapassou bem e ficou significativamente acima do PIB da Índia, indicando uma maior liberdade econômica comparativamente na China e/ou uma população chinesa média mais brilhante e mais diligente.
Concluindo: não confie em uma democracia, mas você tampouco deveria confiar em uma ditadura. Prefira confiar em uma descentralização política radical, não apenas na Índia e na China, mas em todo e qualquer lugar.

Traduzido por Tatiana Villas Boas Gabbi.

As 45 Metas para a implantação do comunismo no mundo segundo o livro "Th...