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sábado, 23 de abril de 2011

Vírus que atrasou programa nuclear do Irã é uma "ciberarma", diz hacker alemão

I constructed this image using :image:Computer...Image via WikipediaVírus que atrasou programa nuclear do Irã é uma "ciberarma", diz hacker alemão.

Por Renato Rodrigues, do IDG Now!

Para Felix "FX" Lindner, o Stuxnet envolveu o trabalho de uma equipe altamente sofisticada e um enorme tempo de testes.

O Stuxnet, vírus que pode ter atrasado em anos o programa nuclear iraniano, foi obra de uma equipe com no mínimo 10 pessoas e com mais de uma década de experiência no assunto. A opinião é de um expert no assunto, o hacker alemão Felix "FX" Lindner, pesquisador da empresa de segurança online Recurity Labs.

No entanto, ele refuta o uso do termo "ciberguerra" para definir a ação do Stuxnet. "Acho que guerra refere-se ao ato hostil de um Estado contra o outro, e não foi caso", disse. Mas ele não hesita em definir o vírus como uma "ciberarma".


FX acredita que, além de prejudicar o programa iraniano, o malware serviu como um aviso, algo como "olha do que somos capazes" ao regime fundamentalista.

FX, que esteve no Brasil a convite da Microsoft, conversou com o IDG Now! sobre o famoso malware, que foi desenvolvido especificamente para atingir instalações industriais com um modelo de controlador da empresa alemã Siemens – o mesmo usado nas centrífugas de urânio do Irã.


Lindner analisou o código do Stuxnet, e descarta que tenha sido desenvolvido na Alemanha, como cogitado por alguns analistas. "Estou certo de que não houve qualquer envolvimento alemão", disse.

Para ele, o Stuxnet envolveu o trabalho de programadores altamente capazes e "um enorme tempo de teste". FX considera o código do vírus "altamente eficaz, e conseguiu cumprir exatamente o que tinha por objetivo: danificar as centrífugas. E isso é bem difícil", afirmou.

O hacker acredita que pelo menos dois governos (um no desenvolvimento, outro na "entrega" do vírus) participou da criação do Stuxnet. No entanto, afirma, Israel poderia ter feito tudo sozinho. "Eles têm uma cópia da instalação nuclear iraniana, e poderiam ter feito todos os testes", argumenta.

Fonte: www.idgnow.com.br


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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

"Hacktivistas" e "ciberguerreiros", os novos rostos do caos na internet

Logo used by WikileaksImage via Wikipedia"Hacktivistas" e "ciberguerreiros", os novos rostos do caos na Internet

France Presse

Paris - Com ataques do tipo Stuxnet ou o aparecimento do dossiê Wikileaks, a Internet viu, em 2010, emergir "hacktivistas" com motivações ideológicas ou políticas, não mais financeiras, junto com "ciberguerreiros" prontos a disseminar o caos, e cujas ações deverão se intensificar a partir daí.

Foi uma mudança radical o aparecimento desses "hacktivistas" (contração de "hacker" - pirata da informática - e "ativista", militante).

"Há dez anos, assistimos ao nascimento dos cibervândalos que penetravam nos sistemas de informação para jogar com o que encontrassem. Assistimos, hoje, à eclosão de novas ameaças sob a forma de ciberterrorismo", resumiu Eugene Kaspersky, presidente da sociedade de segurança em informática Kaspersky Lab, numa análise recente.

"Já não são mais rapazes brincando na garagem de casa, mas grupos profissionais e organizados", acrescentou François Paget, da McAfee.

Uma primeira onda foi observada em 2005 com o aparecimento de uma cibercriminalidade, "com motivações puramente financeiras: um negócio gordo de vários bilhões de dólares" como, por exemplo, a negociação de dados bancários roubados e outras ações fraudulentas, exemplificou Laurent Heslault da Symantec, uma outra empresa de segurança.

No caso Wikileaks, piratas em informática do grupo "Anonymous" realizaram ataques ao site dos cartões de crédito, porque Visa e Mastercard romperam as ligações de negócio com o site que divulgou documentos secretos da diplomacia americana. Foi uma forma de anunciar seu apoio ao fundador do Wikileaks, Julian Assange.

Outro exemplo de cibermilitância: em maio, após o ataque de Israel a uma flotilha de ajuda humanitária destinada a Gaza, simpatizantes palestinos entraram em sites israelenses e piratearam contas do Facebook para protestar contra a operação.

Já os ataques de ciberespionagem ou de cibersabotagem "são realizados, às vezes, com a aprovação ou sob a direção de um Estado autoritário ou corrompido", comentou François Paget para a AFP. Citou o exemplo, há um ano, de uma pirataria do Google , "apontada para a China".

Mas a operação que mais marcou os espíritos em 2010 é o caso Stuxnet, nome de um vírus que tocou, no outono europeu, infraestruturas sensíveis, em particular no Irã. Ele se propagava através do Windows e tinha como alvo mais particularmente o conjunto de instalações do Irã que utiliza o sistema de controle da Siemens.

"Quem esteve por trás disso? Não temos nenhuma ideia, mas por que não o Greenpeace? Israel? ou o próprio Irã?", questionou por sua vez Laurent Heslault, para quem há "claramente um +antes+ e um +pós+ Stuxnet: é uma arma de cibersabotagem".

Em 2011, "o objetivo dos criadores de programas desse tipo e organizadores de ataques será claramente a obtenção de informações e a luta para conseguir influência", previu Jean-Philippe Bichard, analista da Kaspersky Lab.

No futuro, "ciberguerra, ciberguerrilha ou ciberterrorismo, terá uma finalidade política, acompanhada às vezes de ataques a infraestruturas básicas para provocar o caos", considerou Laurent Heslault.

Fonte: www.correiobraziliense.com.br
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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

EUA se preparam para guerra virtual

EUA se preparam para guerra virtual

Proliferação de vírus que ataca fábricas mostra necessidade de preparação

Proteger poços de água e reservatórios de grãos contra invasões inimigas é uma atividade tão antiga quanto a guerra. Na Idade Média, recursos vitais eram acumulados por trás das muralhas dos castelos, protegidos por fossos, pontes levadiças e cavaleiros armados de espadas afiadas. Hoje, os planejadores de segurança nacional dos Estados Unidos estão propondo que a infraestrutura crítica do século 21 (redes de energia, comunicações, água e serviços financeiros) seja protegida da mesma maneira contra invasores virtuais e outros inimigos.

Um estudo feito pela Reuters com base em entrevistas com militares, funcionários do governo e especialistas externos demonstra que as forças armadas norte-americanas estão se preparando para combates digitais de maneira ainda mais extensa do que deram a entender em público. E manter as indústrias essenciais do país em funcionamento é aspecto importante, mas controverso, da missão.

William Lynn, secretário assistente da Defesa norte-americano, diz que "as melhores defesas das redes militares terão pouca importância, a menos que nossa infraestrutura civil também seja capaz de resistir a ataques".

Qualquer grande conflito futuro, diz ele, envolverá inevitavelmente guerra cibernética que poderia bloquear redes de energia, transportes e serviços bancários, causando "imensos" problemas econômicos.

Mas nem todos concordam que as forças armadas deveriam proteger essas redes. Na verdade, alguns observadores do setor privado temem que transferir a responsabilidade para o Pentágono seja tecnologicamente difícil e possivelmente improdutivo.

Por enquanto, os defensores da ação do governo estão em vantagem. Os argumentos deles foram reforçados pela recente emergência do Stuxnet, um vírus de computador que se espalha por pendrives e outros dispositivos USB e infecta sistemas industriais.

Até agora, segundo empresas de segurança, o software já afetou aproximadamente 100 mil computadores em todo o mundo.

O mistério em torno da origem de um dos vírus de computador mais perigosos do mundo fica cada vez mais complicado - tanto quanto o vírus em si. Alguns especialistas em segurança dizem que o alvo do Stuxnet eram as fábricas nucleares iranianas, para dificultar os planos do país de ter uma arma nuclear.

O Stuxnet atingiu o Irã de forma especialmente forte, prejudicando o programa nuclear de Teerã, mas também causou problemas em outros locais. Rússia, China, Israel e outros países estão correndo para fechar as brechas de suas redes.

Autoridades norte-americanas têm demonstrado cada vez mais preocupação sobre supostas invasões russas e chinesas na rede de eletricidade, que depende da Internet para funcionar. Além de garantir a integridade dos computadores do Departamento de Defesa dos EUA, o comando poderia promover ataques por redes de computadores no exterior.

O mundo teve um relance sobre como pode se parecer uma guerra eletrônica em 2007, na Estônia, e na Geórgia, em 2008, quando ciberataques interromperam redes de comunicação durante conflitos com a Rússia.

Agora o Stuxnet está assumindo os holofotes das preocupações dos especialistas em segurança ao ser considerado como o primeiro caso descoberto de software invasivo projetado para sabotar controles industriais. A fabricante de antivírus Kasperky Lab diz que "o Stuxnet é um protótipo alarmante de uma ciberarma que levará a uma nova corrida armamentista no mundo".

– Desta vez será uma corrida por armas eletrônicas.

Copyright Thomson Reuters 2009




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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Chefe britânico de espionagem diz que a guerra cibernética já começou

The seal of the U.S. National Security Agency....Image via WikipediaChefe britânico de espionagem diz que a guerra cibernética já começou

Para especialista, crescimento da internet aumenta risco de ataques

Recentemente, a polêmica sobre ciberataques ganhou destaque com a disseminação do vírus Stuxnet

Países já estão utilizando técnicas de guerra cibernética para lançar ataques uns contra os outros e há necessidade de vigilância contínua para proteger sistemas críticos de computadores, disse o diretor da agência britânica de espionagem de comunicações, em um raro discurso.

Iain Lobban, diretor do Government Communications Headquarters (GCHQ), afirmou que sistemas do governo britânico são alvo de mil tentativas mensais de invasão.

- O ciberespaço é disputado a cada hora, a cada dia, a cada minuto, a cada segundo. [A internet reduziu] as barreiras de acesso ao jogo da espionagem.

As afirmações foram feitas em uma apresentação que aconteceu na noite desta terça-feira (12) em Londres.

Segundo ele, a expansão da web aumenta o risco de perturbações à infraestrutura, por exemplo usinas de energia e serviços financeiros.

- A ameaça é real e digna de atenção.

A organização GCHQ, uma grande operação de escuta semelhante à Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos, cuida de atividades como investigação de códigos e coleta de informações.

Políticos e líderes dos serviços de espionagem britânicos e do restante do mundo vêm lançando alertas cada vez mais frequentes sobre a crescente ameaça da guerra cibernética. A questão ganhou destaque recentemente quando especialistas em segurança sugeriram que o vírus Stuxnet pode ter sido criado com o objetivo de atacar instalações nucleares no Irã.

- É verdade que vimos o uso de técnicas de guerra cibernética por um país contra outro, a fim de criar pressão diplomática ou econômica.

Um relatório parlamentar recente informou que o GCHQ havia indicado que países como Rússia e China representam a maior ameaça de ataque eletrônico contra o Reino Unido.

Os Estados Unidos estão criando um cibercomando em suas forças armadas para proteger suas redes e montar ataques cibernéticos, e Lobban disse que é preciso haver acordo sobre "normas corretas de comportamento no ciberespaço para os Estados responsáveis."

Copyright Thomson Reuters 2009






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domingo, 26 de setembro de 2010

Irã atacado por vírus de computador

Irã atacado por vírus de computador

A agência nuclear do Irã está tentando combater um vírus capaz de controlar sistemas que controlam usinas, segundo a imprensa.

A agência nuclear do Irá está tentando combater um complexo vírus de computador que tem afetado sítios industriais por todo o país e é capaz de tomar o controle de sistemas de usinas de força, tem sido relatado pela mídia iraniana.

Especialistas da Organização de Energia Atômica do Irã se encontraram essa semana para discutir como remover o código de computador malicioso, ou verme, a agência de notícias semi-oficial Isna relatou sexta-feira.

Contudo, nenhum dano ou interrupção das instalações nucleares foi relatado ainda. 

O vírus de computador, batizado de Stuxnet, pode assumir o controle de sistemas que controlam do funcionamento interno de plantas industriais.

Especialistas na Alemanha descobriram o worm em julho, e desde então ele tem aparecido em inúmeros ataques - primeiramente no Irã, Indonésia, Índia e Estados Unidos.

'Interrompendo Bushehr'

A Isna disse que o malware tinha se espalhado por todo o Irã, mas não citou nomes específicos de sítios afetados.

Os relatos da mídia estrangeira têm especulado que o worm teve como objetivo a interrupção da primeira planta de energia nuclear do Irã, a qual está para ficar online em outubro na cidade portuária sulista de Bushehr.

A planta de fabricação russa será supervisionada internacionalmente, mas as potências mundiais permanecem preocupadas que o Irã quer usar seu programa nuclear civil de energia como cobertura para fabricação de armas.

O Irã nega tal objetivo e diz que seu trabalho nuclear é unicamente para propósitos pacíficos.

O destrutivo vírus Stuxnet surpreendeu os especialistas porque ele é o primeiro especificamente criado para dominar sistemas de controle industrial, em vez de apenas roubar ou manipular dados.

Falando para a Al Jazeera, Rik Ferguson, um consultor sênior de segurança na companhia de segurança de computador Trend Micro, descreveu o worm como "muito sofisticado".

"Ele é desenhado tanto para roubar informação, procurar por documentos de projeto e enviar essa informação de volta para os controladores, e para propósitos de perturbação," ele disse.

"Ele pode emitir novos comandos ou mudar comandos usados na fabricação.

"É difícil dizer com alguma certeza quem está por trás dele. Há múltiplas teorias, e com toda honestidade, qualquer uma delas poderia estar correta."

Especialistas ocidentais disseram que a sofisticação do worm - e o fato de que cerca de 60 por cento dos computadores infectados pareciam estar no Irã - apontava para um ataque apoiado por um governo.

Washington também está rastreando o vírus, e o Departamento de Segurança Interna está formando equipes especializadas que podem responder rapidamente a cyber emergências em instalações industriais através dos Estados Unidos.

Fonte: Al Jazeera e agências  

Nota: Alguém tem dúvida de que Israel está por trás desse ataque? Será essa uma mostra da tão temida guerra cibernética?

Por enquanto tudo é obscuro e sigiloso.  

    




    

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Espiões lançaram ataque digital a EUA em 2008, diz subsecretário

Cover of "Cybercrime: Digital Cops in a N...Cover via AmazonEspiões lançaram ataque digital a EUA em 2008, diz subsecretário


PHIL STEWART
DA REUTERS, EM WASHINGTON

Uma agência estrangeira de espionagem comandou o ataque digital de 2008 a computadores militares dos Estados Unidos, disse uma alta fonte do Pentágono, lançando uma luz sobre o que ele disse ser a mais significativa violação já ocorrida na segurança digital das Forças Armadas norte-americanas.

O subsecretário de Defesa William Lynn afirmou que o ataque ocorreu depois de um pendrive contaminado ser inserido em um laptop dos militares, em um quartel do Oriente Médio, carregando um código maligno na rede do Comando Central.

"Esse dado se espalhou sem ser detectado em sistemas sigilosos e não sigilosos, estabelecendo o que equivalia a uma cabeça de ponte digital a partir da qual os dados podiam ser transferidos para servidores sob controle estrangeiro", escreveu Lynn em artigo publicado na quarta-feira na revista "Foreign Affairs".

"Este incidente previamente sigiloso foi a mais significativa violação já ocorrida dos computadores militares dos EUA", acrescentou.

Lynn não disse de qual país eram os espiões responsáveis pelo ataque, mas afirmou que mais de cem organizações estrangeiras de inteligência tentam violar as redes dos EUA. "Alguns governos já têm capacidade para perturbar elementos da infraestrutura de informação dos EUA".

Todos os anos, segundo ele, piratas virtuais roubam de órgãos públicos, empresas e universidades dos EUA uma quantidade de dados que poderia encher várias vezes a Biblioteca do Congresso.

No caso dos ataques militares, a dificuldade de identificar os responsáveis faz com que a prática seja sedutora para governos hostis, e difícil de coibir por parte dos EUA.

"Os ataques cibernéticos oferecem um meio para que potenciais adversários superem as esmagadoras vantagens dos EUA no poder militar convencional, e que o façam de modos que sejam instantâneos e difíceis de localizar."

Lynn relatou também que equipamentos falsificados já foram detectados em sistemas encomendados pelo Departamento de Defesa -- o que é perigoso, porque os chips podem conter elementos operados remotamente.

"O risco de comprometimento no processo de fabricação é muito real, e é talvez a ameaça cibernética menos compreendida", afirmou.

Ele alertou também para códigos malignos, como as chamadas "bombas de lógica", que podem ser inseridos nos softwares na hora da programação.

Lynn disse que o ataque serviu de alerta ao Pentágono, que depois disso criou o Comando Cibernético e tomou medidas para reforçar as defesas digitais.

Nota: Essa notícia é importante e assustadora porque mostra que nenhum sistema, por mais moderno e protegido que seja, é 100% seguro.

Isso nos leva aos documentos de identidade com microchips embutidos. Neles estarão informações extremamente sensíveis, todas em um mesmo local, será fácil para um cracker ou para alguém com acesso aos computadores do governo obter todas as informações sobre uma determinada pessoa, ou pessoas. Nem é preciso dizer a dor de cabeça que isso pode gerar.




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terça-feira, 15 de junho de 2010

Presidente dos EUA pode ganhar poderes para desligar a internet


SYDNEY, AUSTRALIA - OCTOBER 14:  Artwork from ...Image by Getty Images via @daylife

Presidente dos EUA pode ganhar poderes para desligar Internet

Foi apresentada ontem nos Estados Unidos uma proposta que, a ser aprovada, dará ao presidente poderes para controlar ou desligar partes da Internet no país, em situações de emergência. Fornecedores de serviços de acesso à Internet, motores de busca ou empresa de software ficarão sujeitas à ordem e em casos de não cumprimento enfrentam multas.

O projeto de lei apresentada no Senado tem como objetivo reforçar a capacidade de resposta dos Estados Unidos, em face de um ciberataque em grande escala e os mecanismos de controle de consequências de um evento desse tipo, mas já está gerando alguma polêmica.

A iniciativa foi pensada para "proteger as redes e os seus bens e proteger o país e o povo", assegura Joe Liebermann, o senador independente que é um dos promotores da proposta e também presidente do comitê de segurança norte americano.

As críticas ao Protecting Cyberspace as a National Asset Act (PCNAA) vêm de grupos representativos da indústria e referem-se aos limites pouco claros dos poderes que daí decorrem.

Se a proposta chegar a lei, as novas regras para a cibersegurança serão geridas por um organismo a criar, o Centro Nacional de Segurança Informática e das Comunicações, que funcionará na dependência do Departamento de Segurança Interna.

Empresas de Internet, telefonia ou gestoras de outras infra-estruturas de informação críticas ficarão obrigadas a cumprir ordens do novo centro e em alguns casos a cooperar com a prestação de informação, a outros níveis que não a vigilância dos utilizadores. Esta é uma restrição claramente indicada no documento, que remete a possibilidade apenas para um contexto de resposta a ordens judiciais, como já hoje acontece.

A legislação prevê por outro lado imunidade para as decisões do Centro Nacional de Segurança, antecipando processos judiciais a reclamar compensações econômicas para situações que resultem, por exemplo, do corte ou condicionamento do acesso à Internet, bloqueando a margem legal para processos que reclamem indenizações em tribunal.

O centro que se pretende criar com a nova legislação terá ainda a missão (e poderes a condizer) de monitorar as infra-estruturas de Internet do país e apoiar outros organismos federais na adoção de novas e reforçadas práticas de prevenção e monitoração do ciberterrorismo. Algo que também será dinamizado por um novo gabinete da Casa Branca.

Fonte: http://tek.sapo.pt/noticias/telecomunicacoes/presidente_dos_eua_pode_ganhar_poderes_para_d_1070583.html

Nota: É mais um esforço para controlar a internet. O único espaço onde há alguma liberdade de combate a desmandos através da circulação de informações fora dos grandes veículos de comunicação totalmente controlados pelos barões da mídia.

Não há garantias de que essa lei não será usada abusivamente em futuro próximo e já temos uma prévia sombria da censura a internet no Irã e na China.

Além do mais essa lei pode tornar-se um padrão internacional adotado pela ONU e imposto a todos os países membros. O Brasil já foi noticiado como um dos países que mais censuram a internet segundo o Google.



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Este computador composto por 16 mini-cérebros humanos mostra uma eficiência impressionante Publicado por Cédric - Há 11 h...