Mostrando postagens com marcador economia fascista. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador economia fascista. Mostrar todas as postagens

domingo, 12 de agosto de 2012

A Transição Para o Sistema Econômico Fascista – O Governo Ganhará a Autoridade Para Forçar Novas Fusões e Fechar Empresas Privadas

A Transição Para o Sistema Econômico Fascista – O Governo Ganhará a Autoridade Para Forçar Novas Fusões e Fechar Empresas Privadas

Em uma economia fascista, a propriedade privada dos bens de produção é mantida, porém o governo determina quantas e quais empresas poderão atuar em cada setor-chave. Esse é o modelo econômico que mais agrada aos grandes empresários, que podem assegurar maiores lucros e deixar de se preocupar com o aparecimento de novos concorrentes.


Em maio de 1993, revelamos em nosso programa de rádio que a planejada economia da Nova Ordem Mundial será um sistema que os economistas chamam de “fascismo”. A transcrição desse programa de rádio está preservada no artigo CE1066  (não traduzido). 

Permita-se fazer uma citação desse artigo, pois você precisa ver que os EUA estão agora fazendo a transição para uma economia fascista. Descobri em minha pesquisa em 1988 que a economia planejada para a N.O.M. será a economia fascista que Hitler estabeleceu na Alemanha.

Esta citação enfoca a capacidade do governo de peneirar as empresas que produzem os mesmo produto, ou que oferecem o mesmo tipo de serviço. No sistema capitalista, o número de empresas concorrentes é determinado pelo mercado, isto é, “aquilo que o mercado esteja disposto a aceitar”. No entanto, no fascismo, o governo fecha algumas empresas para que outras companhias, mais favorecidas, possam continuar no negócio, fortalecidas pela realidade que o governo extinguiu a concorrência.
Veja o que escrevemos em maio de 1993:

Fascismo é o tipo de economia em que as empresas privadas retêm o controle dos meios de produção, como fábricas, minas e todos os tipos de negócios, porém o governo determina quanto de cada item será produzido, quando será produzido e como a distribuição será feita. O governo também determina o nível de concorrência dentro de cada setor da economia, um ponto que é de muito interesse para qualquer empresário, uma vez que eles detestam a competição. A concorrência força os preços para baixo, desse modo reduzindo os lucros possíveis. No fascismo da Nova Ordem Mundial, não haverá uma concorrência muito grande dentro de cada setor da economia. Haverá somente um ou dois fabricantes de cada tipo de produto, de modo que eles poderão cobrar aquilo que quiserem, obtendo assim níveis de lucratividade sem precedentes para os proprietários das empresas. Lembre-se, para atingir esse objetivo de concorrência econômica e mercados controlados, um governo totalitário é necessário para forçar sua vontade sobre as pessoas cujos negócios forem escolhidos para serem fechados, e para desencorajar qualquer um que pense que possa competir com as empresas escolhidas. Obviamente, essa coerção será mais eficiente se as pessoas não a virem como uma coerção, e aceitarem alegremente sua nova sina na vida.”
Em um sistema capitalista, o governo não tem autoridade alguma para peneirar o número de concorrentes que produzem o mesmo produto ou que oferecem o mesmo tipo de serviço. Essa autoridade somente é dada ao governo de uma economia fascista. Com esta compreensão, vamos analisar a Lei Barney Frank, que concede ao governo exatamente esse tipo de capacidade de peneirar as empresas privadas.

Resumo da Notícia: “Democrata chama a Lei Barney Frank de ‘TARP com anabolizantes’”, Victoria McGrane, Politico News, 29 de outubro de 2009.
Os legisladores de ambos os partidos estão atacando uma proposta da Casa Branca que dará ao governo federal poderes para fechar empresas do setor financeiro — uma autoridade que um democrata chamou de ‘TARP com anabolizantes’. [NT: TARP é o acrônimo de Troubled Asset Relief Program, um programa criado pelo governo norte-americano em 2008 como parte de um conjunto de medidas para tratar a crise causada pelas hipotecas de alto risco.]

Com o Secretário do Tesouro Timothy Geithner ouvindo em uma sala de audiências da Casa, os legisladores já enfadados com os socorros financeiros estão passando a manhã da quinta-feira esmiuçando uma proposta do representante Barney Frank (D-Mass) que procura dar esse “poder de decisão” ao governo, similar à autoridade que a FDIC (Federal Deposit Insurance Corp. — NT: uma companhia seguradora do governo que garante os depósitos nas contas correntes e aplicações financeiras até certo valor) tem sobre os bancos que se tornam insolventes.”
Esse poder não tem precedentes na economia norte-americana, pois o país sempre operou sob a proteção do capitalismo, onde as leis são redigidas para proteger as empresas das ações ditatoriais e sem mandado judicial por parte do governo. Entretanto, os Illuminati querem derrubar a economia capitalista para que possam implantar seu cobiçado sistema fascista. Como eles conseguiriam provocar essa aparentemente impossível derrubada?

Eles recorreram à sua divisa, bem testada e verdadeira: “Ordo Ab Chao“, ou “Ordem a Partir do Caos”.

Começando quase uma década atrás, as regras para os bancos e seguradoras foram modificadas e afrouxadas para que excessos fossem incentivados. Foi necessário quase uma década inteira para conseguir, mas por volta de 11 de setembro de 2008, o sistema econômico nos EUA estava pronto para um colapso controlado. As pessoas ficaram tão atemorizadas que permitiram que o governo federal desmantelasse sistematicamente o antigo sistema capitalista muito rapidamente. O caos foi tão ruim, e as finanças das pessoas ficaram tão ameaçadas, que a população suficientemente aterrorizada permitiu que mudanças drásticas fossem feitas para que a economia pudesse ser salva do total colapso.

A maioria das pessoas não observou que os passos iniciais para a derrubada do capitalismo foram dados pelo presidente George W. Bush, que era um republicano e considerado por muitos como conservador. É uma das ironias da história que uma administração republicana supostamente conservadora tenha sido escolhida para enterrar o capitalismo!

Seguindo o mesmo modelo que o presidente Bush seguiu, o presidente Obama continuou tomando as medidas específicas necessária para completar a implementação dessa economia controlada pelo governo. O projeto de lei apresentado pelo representante (deputado) Barney Frank é apenas a legislação mais recente e revoltante necessária para estabelecer plenamente esse sistema econômico.
O rep. Luis Gutierrez (D-Ill) criticou duramente a proposta de lei que quando o governo tiver o dinheiro inicial para cobrir os custos do encerramento de uma firma moribunda, outras grandes firmas financeiras grandes pagarão a conta por meio de uma cobrança avaliada após o fato… O rep. Scott Garret (R-NJ) expressou preocupação com o poder que a Reserva Federal receberá com a nova lei… ‘Em nome de mitigar o risco sistêmico, o Fed também recebe poder ilimitado para desmantelar sistematicamente uma empresa privada. Isto é muito mais massacrante do que impor uma exigência de capital mais rígida.’”
Como a legislação é tão provocativa, o rep. Frank não deu aos seus colegas congressistas muito tempo para lerem o projeto de lei.
Spencer Bachus, do Alabama, o republicano de mais alto escalão na comissão, reclamou que Frank liberou o rascunho do texto na tarde da terça-feira, menos de 48 horas antes da sessão, não dando aos membros ou às testemunhas tempo suficiente para digerir o conteúdo.”
Essa foi a tática da administração Bush quando apresentou a ditatorial Lei Patriótica I no Congresso. 

Suponho que a tática funcionou tão bem que está sendo repetida. A maioria dos cidadãos ainda acredita que os membros do Congresso realmente debatam os projetos de lei que aparecem em seu caminho. Na verdade, ainda ouço apresentadores conservadores de programas de rádio incentivando os ouvintes a inundarem o Congresso com petições e telefonemas, incentivando-os a dizer aos seus congressistas como querem que eles votem. Recentemente, fui entrevistado por um apresentador conservador, que entusiasticamente disse a um ouvinte que telefonou, que ele estava convencido que o Congresso não teria os votos para aprovar a legislação de Assistência à Saúde que o presidente Obama enviou ao Congresso.

A realidade é bem diferente! Basta lembrar o chocante testemunho do Dr. James Dobson, da organização Focus on the Family, em junho de 1987. Dobson tinha acabado de retornar para seu escritório em Colorado Springs, vindo da capital Washington, onde tinha passado uma semana, fazendo lóbi a favor de uma legislação antiaborto. Ele anunciou bem no início de seu programa naquele dia que teria uma declaração muito importante a fazer.

Ele disse que tinha feito a seguinte descoberta: cada congressista e senador é instruído sobre como deve votar em cada projeto de lei! Antes de o projeto de lei entrar em votação, os líderes de ambos os partidos se reúnem secretamente e decidem se o projeto será ou não aprovado. Além disso, os líderes de ambos os partidos decidem como cada membro de seu partido no Congresso deve votar. Se um congressista é de um distrito cujos eleitores são veementemente contrários a uma determinada legislação, esse congressista é instruído a votar contra. Entretanto, os líderes do Congresso sempre são cuidadosos para garantir que o número total de votos em cada questão seja exatamente aquilo que a Casa Branca ou o partido querem.

Portanto, a ação dos congressistas em qualquer projeto de lei é pré-determinada pelos líderes partidários. A votação é manipulada!

O representante Frank então defendeu o propósito de seu projeto de lei, chamando a atenção para o caos deliberado que tinha sido criado:
Frank acusou os críticos de reescreverem a história, lembrando-os que os socorros financeiros à seguradora AIG e a outras empresas ocorreram porque o governo federal não tinha o poder para lidar com uma situação que não podia ser tratada pelos procedimentos tradicionais de concordata. ‘Todo nosso propósito hoje é mudar essa situação e evitá-la’, ele declarou.”
Assim, o rep. Frank está agora apresentando um projeto de lei que “evitará” o tipo de situação que os Illuminati criaram desde o início. Eles criaram o caos para que agora possam alcançar sua Nova Ordem.

Esses eventos verdadeiramente nos dizem que o fim dos tempos está realmente se aproximando.

FONTE: www.fimdostempos.net
Enhanced by Zemanta

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Intermezzo: a organização fascista do Estado

Fascism and Freedom MovementImage via WikipediaIntermezzo: a organização fascista do Estado

Escrito por Heitor De Paola


MussoliniNota do autor: Iniciei esta série, Os Exterminadores do Futuro, criticando o ambientalismo e a falácia da responsabilidade humana pelo aquecimento global. E continuei examinando a doutrinação ecologicamente correta da juventude por parte de “especialistas” em educação. Depois me dediquei a estudar as doutrinas totalitárias. Para os leitores não perderem o fio da meada, relembro a máxima de Orwell: “quem domina o passado, domina o futuro, quem domina o presente, domina o passado”. É exatamente este o caminho que estou seguindo: os dominadores do presente se mostram mentes bondosas preocupadas com o bem comum e com o futuro da humanidade, mas escondem que são tão bondosos como Lênin, Stalin, Mussolini ou Hitler e visam como eles, um estado totalitário no qual apenas uma casta “superior”, a Nova Classe, poderá viver bem. Nos últimos artigos da série voltarei ao presente e comentarei o futuro.

O que é fascismo?

Antes de entrar no assunto propriamente dito, conforme anunciado - as organizações juvenis totalitárias - é preciso dar algumas informações gerais aos leitores não familiarizados com o fenômeno fascista e a organização política, social, econômica e cultural do regime. 

A idéia predominante é uma salada de alhos e bugalhos de que se trata de um regime ditatorial “de direita” que defende os capitalistas contra os legítimos interesses populares, representados pela “democracia” socialista.
Este conto de fadas inventado por Stalin até hoje perdura na imaginação popular, mesmo das pessoas que se interessam por política e história. Nos termos que tenho utilizado: a quarta fronteira, ideológica, foi rompida ao ponto de muita gente acreditar em qualquer coisa: fascismo é uma lata de lixo para onde se joga tudo que não for aprovado pelas esquerdas. Por exemplo, considera-se fascista tanto a ditadura do Estado Novo, como o regime implantado pela Contra-Revolução de 1964, iguala-se Pinochet a Perón, a ditadura militar de Myanmar ao Tea Party, Thatcher a Mugabe, tudo num samba do crioulo doido (perdão, do afrodescendente híbrido com processos mentais diferenciados!), numa confusão pior do que o original de Stanislaw. Se há algum regime que mereça este nome na América Latina, mesmo assim com certas restrições que ficarão claras durante a exposição, ele ainda existe em plena atividade: Cuba, o único estado totalitário que sempre existiu neste continente. E o fascismo é o totalitarismo típico, conforme a rigorosa definição de Hannah Arendt.

Na verdade, o fascismo é um movimento revolucionário extremamente complexo, que como tal tem aspectos semelhantes ao comunismo, mas com características próprias que diferem de qualquer outro regime, inclusive do nazismo. O nome fascismo é inseparável de seu criador, Benito Amilcare Andrea Mussolini, e à sua escolha dos fasci littori como símbolo fundador do conceito.

A preparação para o Estado fascista: Os últimos anos do Estado Liberal na Itália

“É certo que devemos examinar atentamente as diversas estratificações da burguesia. Não obstante, devemos examinar a estratificação do próprio fascismo porque, dado o sistema totalitário que o fascismo tende a instaurar, será no próprio seio do fascismo que tenderá a ressurgir os conflitos que não mais podem se manifestar por outras vias”.
Antonio Gramsci
Comunicazzione al Terzo Congresso del Partito Comunista d’Italia, Roma, 1926

Quando Gramsci pronunciou este discurso Mussolini já era Presidente do Conselho do Reino há quase quatro anos. Antes fora um dos expoentes do Partito Socialista Italiano (PSI) de cujo jornal, Avanti!, era diretor. O PSI foi contrário à guerra contra o Império Otomano pela posse da Líbia (1911-12), porém em 1914, Mussolini discordou e demitiu-se do partido por ser contra a linha pacifista adotada e apoiou a entrada da Itália na I Guerra Mundial. Fundou então o Il Popolo d’Italia e logo depois da guerra, com o não cumprimento dos compromissos dos aliados para com o país, a chamada vittoria mutilata, uma enorme insatisfação tomou conta da população. O Popolo dItalia tornou-se o foco intelectual dos descontentes. Mussolini funda em 23 de março de 1919 os Fasci Italiani di Combattimento (1), com a publicação de um manifesto, publicado a 6 de junho, no que futuramente (1921) viria a se tornar o Partito Nazionale Fascista, que se apresentou ao país com um programa nacionalista, autoritário e radical.

No contexto de instabilidade política, social e econômica, além do ressentimento e raiva em relação aos aliados, Mussolini usou suas “squadri fascisti de combattimento” para forçar a tomada do poder através da Marcia su Roma, imensa manifestação na qual tomaram parte voluntários de toda a nação, em 28 de outubro de 1922. Dois dias depois é nomeado pelo Rei Vittorio Emmanule III como Presidente do Conselho do Reino. Governou constitucionalmente até 3 de janeiro de 1925, porém simultaneamente armava o bote contra o Parlamento, instituindo os bandos secretos (Milizia Volontaria per la Sicurezza Nazionale) embrião da futura Organizzazione per la Vigilanza e la Repressione dellAntifascismo (OVRA), a polícia política secreta do regime.

Em 1º de maio de 1923 a Milizia se tornava oficial, com o nome “Guardia armata della rivoluzione, al servizio di Dio e della Patria". De acordo com os discursos e artigos de Mussolini e outros fascistas, a guarda era necessária, pois a revolução se encontrava “na defensiva”, assediada pelas forças da burguesia do velho regime liberal, da esquerda, da direita e do centro. Em 23 de maio o deputado Alfredo Misuri, um dissidente fascista criticou a degeneração do fascismo e pediu o retorno às funções constitucionais do Parlamento. Nesta mesma noite foi violentamente agredido e preso pela Milizia. No mesmo mês surgiram manifestações monárquicas e antifascistas. Seguiu-se um ambiente repressivo de caos e violência. A violência contra aos antifascistas não era voltada apenas para fora, mas também para dentro do próprio Partido e do Estado. Após novos atentados o Popolo d’Italia comentou que “a oposição ao governo fascista é um ato político criminoso mais deplorável do que os atos repressivos!”

Neste ínterim, Mussolini e seus camerati iniciavam um processo de reconstrução radical do Estado, o embrião da futura organização de massa que viria a constituir a ditadura: o fascismo se instalava no interior do próprio Estado. Nas eleições de 6 de abril de 1924, realizada sob um clima de feroz intimidação por parte dos squadristi, venceu o chamado Listone (2), encabeçado pelo PNF com 64,9% dos votos. 


Estas eleições foram contestadas na sua lisura. A oposição abandona o Parlamento (Secessione dellAventino) e os mais moderados e liberais apresentam uma moção para a destituição de Mussolini. Em 30 de maio o deputado socialista Giacomo Matteotti falou na Câmara de Deputados contra o uso da violência por parte dos fascistas nas eleições daquele ano e contestou o resultado e a validade das eleições.

Terminado o discurso disse: “O meu discurso já fiz. Agora vocês preparem minha oração fúnebre” (3).

Foi seqüestrado, torturado e morto a seguir, e o povo italiano não teve dúvidas sobre a implicação dos fascistas no caso, embora a participação pessoal de Mussolini nunca tenha sido comprovada. Mussolini mandou prender os atacantes de Matteotti, desagradando aos mais radicais de seu próprio partido. Na última noite do ano, ocorreu a uma ameaça de golpe de Estado dos mais radicais squadristi contra Mussolini, ameaçando sua própria pessoa se não assumisse poderes ditatoriais.

Em 3 de janeiro de 1925, frente às contestações, Mussolini se dirige à Câmara e, num gesto dramático assume toda a culpa (pode ser visto em parte aqui) pelo assassinato de Matteotti.

Neste discurso fala da acusação de que o fascismo formou uma Cheka (como a polícia secreta comunista russa):

“Dizem que o fascismo é uma horda de bárbaros acampados na nação, que é um movimento de bandidos e predadores! Declaro na presença desta Assembléia e de todo povo italiano, que eu assumo, eu somente, a responsabilidade política, moral e histórica de todos os acontecimentos. Se o fascismo não oferece mais que olho de rícino e cassetete e não, pelo contrário, levanta uma paixão soberba do melhor de nossa juventude, a mim a culpa! Se o fascismo não passa de uma associação delinqüente, sou eu o chefe desta associação delinqüente! 


Se toda a violência foi o resultado de um determinado clima histórico, político e moral, então a responsabilidade é minha, porque este clima histórico, político e moral foram criados por mim. Então chegou o momento de dizer basta! Quando dois elementos estão em luta e são irredutíveis, a solução é a força. O fascismo, Governo e Partido, estão no poder plenamente.

Senhores! Vós viveis em ilusão! Vós acreditásseis que o fascismo estava morto porque eu o castiguei até mesmo com crueldade. A Itália, senhores, deseja a paz, a tranqüilidade, a calma para o trabalho. Nós daremos esta tranqüilidade com amor, se possível for, à força se necessário.”

De Felice (4), na sua monumental biografia do Duce, conta:

“é claríssimo que em 3 de janeiro de 1925 a luta política e a própria história nacional entravam numa nova fase. De fato o Estado liberal e as forças políticas que o ligam internamente e o sustentavam entraram na última fase de sua crise. (...) Começava um novo ciclo político (e indiretamente social e moral) que comumente se chama o regime fascista!”

Em pouco menos de dois anos, entre o final de 1925 e o final de 1927, a Itália passou do estado liberal-democrático ao fascismo propriamente dito. Com o “plebiscito” de 24 de março de 1929 o Fascismo se firmava completamente.

A organização do Estado fascista

“O fascismo é um método, não uma finalidade, uma autocracia por sobre a via democrática. Permitimo-nos ser aristocráticos e democráticos, conservadores e progressistas, reacionários e revolucionários, legalistas e contra a lei, segundo as circunstâncias de tempo, lugar ou ambiente.”
Benito Mussolini

- O Paradoxo da Democracia e a “Terceira Via”: os fascistas sustentavam que a democracia encerra um paradoxo: se a maioria das pessoas desejassem um governo antidemocrático, a democracia deixaria de existir. Todavia, se a democracia se opusesse à sua extinção, desrespeitando a vontade da maioria, deixaria de ser democrática. Sustentamos, portanto que, na prática, a democracia não pode existir, não passa de uma teoria utópica. Como exemplo podemos citar os golpes de Estado sul-americanos. O segundo ponto é um fator “semântico”: as palavras democracia e liberdade não são sinônimas. Frequentemente esta deturpação semântica leva a crer que os antidemocráticos são contra a liberdade, mas a democracia pode existir sem liberdade, como pode existir liberdade sem democracia.

- Diferenças com outras ditaduras: enquanto nas ditaduras clássicas, a Rússia Comunista e a Alemanha Nazista, o Partido era a pedra angular do regime, para Mussolini era o oposto: o fulcro do regime devia ser exclusivamente o Estado, sendo o Partido totalmente subordinado ao Estado e integrado ao regime com funções substancialmente secundárias e burocráticas. Por isto, logo após a supressão dos partidos de oposição, Mussolini dedicou-se a eliminar o próprio partido como força política (De Felice op. cit.). Os Fasci não constituíam um partido, mas, sobretudo um anti-partido, não eram uma organização de propaganda, mas de combate, não pretendiam ser eternos, não tinha um programa imutável, nem prometiam o paraíso na terra e a felicidade universal. Representavam a aristocracia da coragem. Libertários, só pela necessidade anti-demagógica, não tinham preconceitos por andarem contra a corrente. Era uma associação de homens que podiam vir de todos os horizontes, porque entre si descobriam uma afinidade ideal. Somente uma elite que passou por uma mudança espiritual radical poderia estabelecer o estado corporativo industrial que tiraria a Itália do impasse a que tinha sido conduzida pelo liberalismo político. A manifestação coletiva que poderia inspirar o povo e extinguir as diferenças de classe era a guerra (5).

É por esta razão que Gramsci afirmava na epígrafe que seria no próprio seio do fascismo que tenderia a ressurgir os conflitos que não mais podiam se manifestar por outras vias. Mussolini sabia disto e liquidou de vez com as correntes divergentes do partido, liquidando o próprio partido. O lema consagrado por Mussolini era: “tudo no Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado”. “O indivíduo não existe senão enquanto pertence ao Estado e está subordinado à necessidade do Estado”.

Na organização militar, ao contrário dos nazistas e bolchevistas, que destruíram o espírito das forças armadas, subordinando-as a formações totalitárias de elite (como as SS) ou ao controle político rígido (os comissários comunistas), os fascistas usaram o forte sentimento nacionalista do Exército como espelho para a organização do Estado.

Finalmente, quanto à religião, Mussolini reconheceu o forte sentimento católico do povo italiano e enfrentou a intransigência do velho fascismo que queria “facistizar” totalmente as consciências, eliminando a religião e substituindo-a pelo credo fascista como monopolista de todas as manifestações culturais, morais e religiosas individuais ou coletivas, eliminando qualquer concorrente forte como a Igreja. 


Assinou o Tratado de Latrão em 7 de junho de 1929, que consistia em três documentos: um tratado político reconhecendo a total soberania da Santa Sé no estado da Cidade do Vaticano, doravante estabelecida. Uma concordata regulando a posição da Igreja Católica e a religião católica no Estado italiano. Uma convenção financeira acordando a liquidação definitiva das reivindicações da Santa Sé por suas perdas territoriais e de propriedade.

O acordo também garantiu ao Vaticano o recebimento de uma indenização financeira pelas perdas territoriais durante o movimento de unificação da Itália. O documento estabeleceu normas para as relações entre a Santa Sé e a Itália, reconheceu o catolicismo como religião oficial deste país, instituiu o ensino confessional obrigatório nas escolas italianas, conferiu efeitos civis ao casamento religioso, aboliu o divórcio, proibiu a admissão em cargos públicos dos sacerdotes que abandonassem a batina e concedeu numerosas vantagens ao clero.

- Economia: a valorização da Lira, a “quota novanta” (6) o programa de expropriação parcial (7), afastando uma solução marxista que muitos sindicalistas queriam, mas que provavelmente destruiriam o capitalismo, sem pôr nada no seu lugar. Taxava-se o capital especulativo, não o produtivo. O único socialismo que poderia servir a toda a nação era o empreendedorismo (8).

- A organização corporativa da nação: “o corporativismo é a pedra angular do Estado fascista, portanto, o Estado fascista ou é corporativo ou não é fascista” (9). Este sistema visava suprimir o individualismo liberal e, ao mesmo tempo, evitar o socialismo marxista. 


Semelhante a este último afirmava que a economia não pode ficar ao sabor da “lei da oferta e da procura”, diferentemente, entretanto, condenava a “luta de classe” como fator de destruição da produção.

Os princípios basilares do corporativismo são:

1- Toda a população é dividida em “classes orgânicas”;

2- As classes são organizadas em corporações;

3- A administração dos assuntos sociais são transferidas para as corporações.

O corporativismo era um sindicalismo integral, diferente do trabalhista, no qual se reuniam trabalhadores, proprietários, funcionários, homens de negócio, camponeses e todos os indivíduos envolvidos na produção. Devido ao fato de que cada pessoa era membro de uma corporação-sindicato, a nação era constituída de sindicatos e não mais de indivíduos isolados em busca de sua felicidade. Os direitos políticos só seriam exercidos pelos produtores organizados em corporações e a produção seria regulamentada pelos sindicatos (Sternhell et als., op.cit.)

Os sindicatos se reagruparam em três Confederações: Confederação dos Empregadores (subdividida em setores de atividade: agricultura, indústria, comércio e crédito), Confederação dos Trabalhadores (subdividida pelas mesmas atividades) e Confederação dos Profissionais e Artistas.

As Corporações estavam reunidas na Camera dei Fasci e delle Corporazioni. Em última análise, cabia ao Estado, por meio das Corporações, decidir sobre produção, preço e salários, não mais à lei da oferta e da procura da economia liberal. A Corporação Proprietária guiava a produção para os superiores interesses do Estado, sem cair na idéia igualitária do bolchevismo, mas utilizando a taxação como meio de planificação (10).

Notas:

(1) O Fascio (fig. 1) era um feixe de varas carregado pelos litores (ver nota 8 da última parte). A escolha do símbolo foi determinada por três fatores principais: pretendia trazer de volta o esplendor do Império Romano, expressava unidade e, ao mesmo tempo, autoridade, principalmente jurisdicional (através do machado). Um Fascio di combattimento era formado por grupos de indivíduos (as varas) unidos pelo mesmo ideal e dispostos a combater por eles. (Benito Mussolini, dal discorso tenuto alla prima adunata fascista il 6 ottobre 1919)

(2) “Sono invitati a entrare in una grande lista elettorale tutti quegli uomini del popolarismo, del liberalismo e delle frazioni della democrazia sociale, disposti a collaborare con una maggioranza fascista.” (Benito Mussolini, em 28/01/24). A adesão ao Listone deveria ser a título puramente pessoal com o objetivo de superar os velhos grupos e partidos políticos (com exceção, obviamente, dos fascistas).

(3) “Contestiamo in questo luogo e in tronco la validità delle elezioni della maggioranza. Lelezione secondo noi è essenzialmente non valida, e aggiungiamo che non è valida in tutte le circoscrizioni (...). Io il mio discorso lho fatto. Ora voi preparate il discorso funebre per me”. Além da obra de Felice, consultar também Duce! Ascenção e Queda de Benito Mussolini, Richard Collier, Ed. Record, SP, 1971

(4) Renzo de Felice, na obra ‘Mussolini Il Fascista, II L’organizzazione delo Stato Fascista’, 3º livro, Giulio Einaudi Editore, Torino, 1969

(5) ‘The Birth of Fascist Ideology’, Zeev Sternhell et als, Princeton Universitary Press, 1994

(6) A inflação do pós-guerra atingiu também os vitoriosos. Quando em 1925 a Inglaterra voltou ao padrão ouro para a libra esterlina, a lira italiana despencou rapidamente para £ 1 : L 153,68. As medidas de controle do câmbio fixaram a libra em 90 liras. Mussolini afirmou, num discurso em 18/08/1926: “La nostra lira, che rappresenta il simbolo della Nazione, il segno della nostra ricchezza, il frutto delle nostre fatiche, dei nostri sforzi, dei nostri sacrifici, delle nostre lacrime, del nostro sangue, va difesa e sarà difesa”.

(7) Os programas de privatização dos governos tucanos e do PT têm exatamente este cunho fascista de modo a acomodar os capitalistas: são expropriações parciais, privatizam-se os lucros, mas o controle continua sendo estatal. O fato de aqui ter ocorrido o contrário – antigas estatais se tornaram parcialmente “privadas”, não anula o aspecto fascista das ações.

(8) Outro termo da moda atual!

(9) Mussolini, discurso, 01/10/1930

(10) Outro método fascista empregado aqui no Brasil, na atualidade.

Enhanced by Zemanta

sábado, 6 de agosto de 2011

A Transição Para o Sistema Econômico Fascista-O Governo Ganhará a Autoridade Para Forçar Novas Fusões e Fechar Empresas Privadas

FDIC placard from when the deposit insurance l...Image via WikipediaA Transição Para o Sistema Econômico Fascista - O Governo Ganhará a Autoridade Para Forçar Novas Fusões e Fechar Empresas Privadas

Em uma economia fascista, a propriedade privada dos bens de produção é mantida, porém o governo determina quantas e quais empresas poderão atuar em cada setor-chave. Esse é o modelo econômico que mais agrada aos grandes empresários, que podem assegurar maiores lucros e deixar de se preocupar com o aparecimento de novos concorrentes.

Em maio de 1993, revelamos em nosso programa de rádio que a planejada economia da Nova Ordem Mundial será um sistema que os economistas chamam de "fascismo". A transcrição desse programa de rádio está preservada no artigo CE1066 (não traduzido).

Permita-se fazer uma citação desse artigo, pois você precisa ver que os EUA estão agora fazendo a transição para uma economia fascista. Descobri em minha pesquisa em 1988 que a economia planejada para a N.O.M. será a economia fascista que Hitler estabeleceu na Alemanha.

Esta citação enfoca a capacidade do governo de peneirar as empresas que produzem os mesmo produto, ou que oferecem o mesmo tipo de serviço. No sistema capitalista, o número de empresas concorrentes é determinado pelo mercado, isto é, "aquilo que o mercado esteja disposto a aceitar". No entanto, no fascismo, o governo fecha algumas empresas para que outras companhias, mais favorecidas, possam continuar no negócio, fortalecidas pela realidade que o governo extinguiu a concorrência.

Veja o que escrevemos em maio de 1993:

"Fascismo é o tipo de economia em que as empresas privadas retêm o controle dos meios de produção, como fábricas, minas e todos os tipos de negócios, porém o governo determina quanto de cada item será produzido, quando será produzido e como a distribuição será feita. O governo também determina o nível de concorrência dentro de cada setor da economia, um ponto que é de muito interesse para qualquer empresário, uma vez que eles detestam a competição. A concorrência força os preços para baixo, desse modo reduzindo os lucros possíveis. No fascismo da Nova Ordem Mundial, não haverá uma concorrência muito grande dentro de cada setor da economia.


Haverá somente um ou dois fabricantes de cada tipo de produto, de modo que eles poderão cobrar aquilo que quiserem, obtendo assim níveis de lucratividade sem precedentes para os proprietários das empresas. Lembre-se, para atingir esse objetivo de concorrência econômica e mercados controlados, um governo totalitário é necessário para forçar sua vontade sobre as pessoas cujos negócios forem escolhidos para serem fechados, e para desencorajar qualquer um que pense que possa competir com as empresas escolhidas.

Obviamente, essa coerção será mais eficiente se as pessoas não a virem como uma coerção, e aceitarem alegremente sua nova sina na vida."

Em um sistema capitalista, o governo não tem autoridade alguma para peneirar o número de concorrentes que produzem o mesmo produto ou que oferecem o mesmo tipo de serviço. Essa autoridade somente é dada ao governo de uma economia fascista. Com esta compreensão, vamos analisar a Lei Barney Frank, que concede ao governo exatamente esse tipo de capacidade de peneirar as empresas privadas.

Resumo da Notícia: "Democrata chama a Lei Barney Frank de 'TARP com anabolizantes'", Victoria McGrane, Politico News, 29 de outubro de 2009.


"Os legisladores de ambos os partidos estão atacando uma proposta da Casa Branca que dará ao governo federal poderes para fechar empresas do setor financeiro — uma autoridade que um democrata chamou de 'TARP com anabolizantes'. [NT: TARP é o acrônimo de Troubled Asset Relief Program, um programa criado pelo governo norte-americano em 2008 como parte de um conjunto de medidas para tratar a crise causada pelas hipotecas de alto risco.] Com o Secretário do Tesouro Timothy Geithner ouvindo em uma sala de audiências da Casa, os legisladores já enfadados com os socorros financeiros estão passando a manhã da quinta-feira esmiuçando uma proposta do representante Barney Frank (D-Mass) que procura dar esse "poder de decisão" ao governo, similar à autoridade que a FDIC (Federal Deposit Insurance Corp. — NT: uma companhia seguradora do governo que garante os depósitos nas contas correntes e aplicações financeiras até certo valor) tem sobre os bancos que se tornam insolventes."

Esse poder não tem precedentes na economia norte-americana, pois o país sempre operou sob a proteção do capitalismo, onde as leis são redigidas para proteger as empresas das ações ditatoriais e sem mandado judicial por parte do governo. Entretanto, os Illuminati querem derrubar a economia capitalista para que possam implantar seu cobiçado sistema fascista. Como eles conseguiriam provocar essa aparentemente impossível derrubada?

Eles recorreram à sua divisa, bem testada e verdadeira: "Ordo Ab Chao", ou "Ordem a Partir do Caos".

Começando quase uma década atrás, as regras para os bancos e seguradoras foram modificadas e afrouxadas para que excessos fossem incentivados. Foi necessário quase uma década inteira para conseguir, mas por volta de 11 de setembro de 2008, o sistema econômico nos EUA estava pronto para um colapso controlado. As pessoas ficaram tão atemorizadas que permitiram que o governo federal desmantelasse sistematicamente o antigo sistema capitalista muito rapidamente. O caos foi tão ruim, e as finanças das pessoas ficaram tão ameaçadas, que a população suficientemente aterrorizada permitiu que mudanças drásticas fossem feitas para que a economia pudesse ser salva do total colapso.

A maioria das pessoas não observou que os passos iniciais para a derrubada do capitalismo foram dados pelo presidente George W.

Bush, que era um republicano e considerado por muitos como conservador. É uma das ironias da história que uma administração republicana supostamente conservadora tenha sido escolhida para enterrar o capitalismo!

Seguindo o mesmo modelo que o presidente Bush seguiu, o presidente Obama continuou tomando as medidas específicas necessária para completar a implementação dessa economia controlada pelo governo. O projeto de lei apresentado pelo representante (deputado) Barney Frank é apenas a legislação mais recente e revoltante necessária para estabelecer plenamente esse sistema econômico.

"O rep. Luis Gutierrez (D-Ill) criticou duramente a proposta de lei que quando o governo tiver o dinheiro inicial para cobrir os custos do encerramento de uma firma moribunda, outras grandes firmas financeiras grandes pagarão a conta por meio de uma cobrança avaliada após o fato... O rep. Scott Garret (R-NJ) expressou preocupação com o poder que a Reserva Federal receberá com a nova lei... 'Em nome de mitigar o risco sistêmico, o Fed também recebe poder ilimitado para desmantelar sistematicamente uma empresa privada. Isto é muito mais massacrante do que impor uma exigência de capital mais rígida.'"

Como a legislação é tão provocativa, o rep. Frank não deu aos seus colegas congressistas muito tempo para lerem o projeto de lei.

"Spencer Bachus, do Alabama, o republicano de mais alto escalão na comissão, reclamou que Frank liberou o rascunho do texto na tarde da terça-feira, menos de 48 horas antes da sessão, não dando aos membros ou às testemunhas tempo suficiente para digerir o conteúdo."

Essa foi a tática da administração Bush quando apresentou a ditatorial Lei Patriótica I no Congresso. Suponho que a tática funcionou tão bem que está sendo repetida. A maioria dos cidadãos ainda acredita que os membros do Congresso realmente debatam os projetos de lei que aparecem em seu caminho. Na verdade, ainda ouço apresentadores conservadores de programas de rádio incentivando os ouvintes a inundarem o Congresso com petições e telefonemas, incentivando-os a dizer aos seus congressistas como querem que eles votem. Recentemente, fui entrevistado por um apresentador conservador, que entusiasticamente disse a um ouvinte que telefonou, que ele estava convencido que o Congresso não teria os votos para aprovar a legislação de Assistência à Saúde que o presidente Obama enviou ao Congresso.

A realidade é bem diferente! Basta lembrar o chocante testemunho do Dr. James Dobson, da organização Focus on the Family, em junho de 1987. Dobson tinha acabado de retornar para seu escritório em Colorado Springs, vindo da capital Washington, onde tinha passado uma semana, fazendo lóbi a favor de uma legislação antiaborto. Ele anunciou bem no início de seu programa naquele dia que teria uma declaração muito importante a fazer.

Ele disse que tinha feito a seguinte descoberta: cada congressista e senador é instruído sobre como deve votar em cada projeto de lei!

Antes de o projeto de lei entrar em votação, os líderes de ambos os partidos se reúnem secretamente e decidem se o projeto será ou não aprovado. Além disso, os líderes de ambos os partidos decidem como cada membro de seu partido no Congresso deve votar. Se um congressista é de um distrito cujos eleitores são veementemente contrários a uma determinada legislação, esse congressista é instruído a votar contra. Entretanto, os líderes do Congresso sempre são cuidadosos para garantir que o número total de votos em cada questão seja exatamente aquilo que a Casa Branca ou o partido querem.

Portanto, a ação dos congressistas em qualquer projeto de lei é pré-determinada pelos líderes partidários. A votação é manipulada!

O representante Frank então defendeu o propósito de seu projeto de lei, chamando a atenção para o caos deliberado que tinha sido criado:

"Frank acusou os críticos de reescreverem a história, lembrando-os que os socorros financeiros à seguradora AIG e a outras empresas ocorreram porque o governo federal não tinha o poder para lidar com uma situação que não podia ser tratada pelos procedimentos tradicionais de concordata. 'Todo nosso propósito hoje é mudar essa situação e evitá-la', ele declarou."

Assim, o rep. Frank está agora apresentando um projeto de lei que "evitará" o tipo de situação que os Illuminati criaram desde o início.

Eles criaram o caos para que agora possam alcançar sua Nova Ordem.

Esses eventos verdadeiramente nos dizem que o fim dos tempos está realmente se aproximando.

Revisão: http://www.TextoExato.com
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/n2390.asp

Enhanced by Zemanta

sábado, 2 de julho de 2011

O Colapso Econômico - A fase final

Description unavailableImage by @mjb via FlickrO Colapso Econômico — A Fase Final

Autor: Giordano Bruno.


Na vida financeira de toda sociedade construída com base em uma política monetária falha, existe um ponto em que o fio fino da fé econômica, o fio que amarra todo o sistema falho junto, o fio que se tornou tangível graças às esperanças (e, algumas vezes, ignorância) do populacho, finalmente se arrebenta. Desde a Antiga Roma, a República de Weimar, a Argentina, ou os EUA dos dias atuais, nenhuma sociedade alimentada por dívidas insustentáveis e por inflação da moeda fiduciária pode se evadir do "Ceifeiro da Morte Fiscal" por muito tempo. Os EUA sozinhos sobreviveram desde o início dos anos 1970 (após o presidente Nixon remover os últimos vestígios do padrão ouro) com base em nada mais do que práticas de crédito questionáveis e otimismo sem fundamento, porém há um limite para o poder da fantasia. Este é um fato que a maioria dos analistas financeiros na grande mídia e parte do público se recusam a compreender. A mera crença na natureza duradoura do mercado não é suficiente; os fundamentos também precisam suportar essa crença.


Hoje, enfrentamos uma atmosfera em que os fundamentos estão ferozmente em oposição à percepção da economia que é promovida para o público, e são momentos na história como este que apresentam uma clara espoleta para o colapso total. O desastre financeiro já é ruim o suficiente quando é parcialmente previsto. Quando as massas são pegas totalmente ignorantes, despreparadas e no meio de convicções mal-orientadas, isso leva ao pior tipo de tragédia: a tragédia irônica e do tipo Shakesperiano. Evitar esse tipo de tragédia é um dos principais objetivos do Movimento da Liberdade. Podemos não ser capazes de impedir o desenvolvimento da crise atual, mas podemos criar uma conscientização e, com isto, reduzir o choque cultural e também o impacto.


Os economistas da corrente dominante falaram sobre o "invencível" surgimento do globalismo e o rolo compressor financeiro dos EUA, que não poderia ser parado, durante anos, enquanto homens mais inteligentes e sensatos tentaram advertir o público dos perigos. O colapso inicial dos derivativos em 2007/2008 deveria ter deixado todos esses patéticos animadores de torcida que trabalham para o sistema envergonhados, para não dizer fora do mercado de trabalho. Três anos mais tarde, surpreendentemente, pedem e esperam que continuemos a olhar para esses tristes e inúteis indivíduos e acompanhemos suas previsões sobre a estabilidade do mercado, que sempre se revelaram absolutamente incorretas, e para seus conselhos sobre poupança e investimentos, que eles não estão qualificados para dar.

Suponho que não deveríamos nos surpreender pela permanência prolongada desses papagaios e marionetes na grande mídia. Eles podem não ser úteis para o cidadão mediano, mas ainda são muito úteis para os banqueiros internacionais e para as companhias globalistas que pagam seus salários. Eles servem para nos distrair e confundir. Eles nos confortam quando deveriam nos acautelar, e contradizem quando deveriam advertir. Nossa casa financeira está pegando fogo do piso até o teto, e eles nos garantem que o brilho laranja e o calor que estamos sentindo são apenas a alvorada de um novo e lindo dia. Eles nos recomendam olhar para o futuro, pois o retorno à normalidade está para acontecer em breve. Eles nunca se atreveriam a ponderar os fatores frios e rígidos do presente, ou toda a farsa se tornaria evidente. Estejam eles cientes ou não, as mentiras que esses comentaristas da mídia perpetuam armam o cenário para uma agitação ainda maior, em detrimento da maioria e para o benefício de apenas alguns poucos.

Neste artigo, como fizemos em muitos outros, examinaremos essas mentiras, bem como as verdades que elas procuram esconder. A verdade mais importante de todas é que não somente não estamos no meio de uma recuperação, mas que a fase final do colapso econômico está prestes a começar...

Distrações, Meias Verdades e Mentiras Descaradas

"Não teremos mais quebras no nosso tempo." [John Maynard Keynes, em 1927].

"Não vejo nada na situação presente que seja ameaçador ou que garanta o pessimismo... Tenho plena confiança que haverá um retorno da atividade na primavera, e que durante este próximo ano o país fará um progresso contínuo." [Andrew W. Mellon, Secretário do Tesouro dos EUA, em 31 de dezembro de 1929].

"1930 será um ano esplêndido para o emprego." [Departamento do Trabalho dos EUA, Previsão Para o Próximo Ano, dezembro de 1929].

"Embora a quebra tenha ocorrido somente seis meses atrás, estou convencido que o pior já passou — e com a continuidade da unidade dos esforços, rapidamente teremos a recuperação. Não houve nenhuma quebra significativa no setor bancário ou na indústria. Este perigo, também, já ficou para trás." [Herbert Hoover, presidente dos EUA, 1 de maio de 1930].

A maioria de nós ainda não tinha nascido naquele tempo e não testemunhou a Grande Depressão, mas as citações anteriores devem soar estranhamente familiares. Os comentaristas e membros do governo da nossa era fatídica proferem o mesmo tipo de bobagem quase todo dia e precisamos começar a imaginar se eles estão TENTANDO superar as afirmações ridículas de seus antecessores em uma tentativa de ganhar o prêmio de quem tem a maior cara de pau. Hoje, não somente estamos ouvindo dizer que existem inúmeros indícios de uma recuperação, mas se esses indícios falharem, será somente porque não "acreditamos" o suficiente na existência deles!

http://www.telegraph.co.uk/finance/comment/jeremy-warner/7864373/Will-the-world-suffer-a-double-dip-recession-Only-if-we-talk-ourselves-into-it.html

É este tipo de idiotice que nos levou à situação em que estamos agora, e é a mesma idiotice que deixará milhões de pessoas em uma maior ruína financeira em um futuro próximo. A ideia absurda que a prosperidade é dirigida meramente pelo otimismo cego precisa ser rejeitada, se quisermos realmente reconstruir. A transparência, a verdade pura e inalterada, precisa estar presente em todo aspecto do governo e das finanças para que uma sociedade seja bem-sucedida. Não podemos mais continuar em um sistema construído sobre a premissa que a população precisa ser mantida no escuro "para seu próprio bem".

A essência do argumento da recuperação está em uma retórica não substanciada, em estatísticas distorcidas e na superpromoção de novos itens que, na realidade, são indicadores econômicos muito fracos. A reforma do sistema financeiro em Wall Street está sendo anunciada como uma correção que resolverá tudo, porém a linguagem da legislação faz muito pouco, ou nada, para controlar as práticas de venda de derivativos tóxicos que fomentaram a bolha habitacional, e também não toma medidas contra a causa-raiz da crise das hipotecas: o banco central privado chamado Sistema da Reserva Federal, que artificialmente reduziu as taxas de juros e as normas para empréstimos durante os anos 1990s, sabendo muito bem que isso provocaria o acúmulo de títulos de dívida podres na economia. Os bancos internacionais não foram punidos de verdade por suas práticas de manipulação do mercado e da sua contabilidade, e tampouco serão. Os recentes e risíveis acordos judiciais da seguradora AIG e do banco Goldman Sachs provam que os banqueiros não serão responsabilizados, somente penalizados com multas que são pouco mais do que troco para essas corporações globais monstruosamente grandes:

http://www.sec.gov/news/press/2010/2010-123.htm

http://www.cbsnews.com/stories/2010/07/16/ap/business/main6685538.shtml

Isto significa que as condições que dispararam o colapso inicial não foram corrigidas de forma alguma. Absolutamente nada mudou desde 2007. A população foi apenas temporariamente blindada dos efeitos e particularidades da corrupção financeira contínua. Por exemplo, foi revelado que a própria SEC (NT: Securities and Exchange Commission, órgão que corresponde no Brasil à Comissão de Valores Mobiliários) sabia, pelo menos desde abril, que o Citigroup ocultava patrimônio e dívidas em sua contabilidade, contando os Acordos de Recompra como vendas reais. Para aqueles que não estão familiarizados com essa prestidigitação, este é o mesmo truque contábil que levou à queda do banco Lehman Brothers:

http://www.reuters.com/article/idUSTRE66F0NV20100716

O Citigroup afirma, é claro, que esses Acordos de Recompra são apenas uma pequena parte de sua operação e não afetarão sua capacidade para operar. O problema é que, como o Lehman Brothers e o Citigroup, é provável que a maior parte dos bancos globais use procedimentos contábeis irregulares para ocultar a verdadeira medida de seus capitais alavancados. Certamente não é do melhor interesse deles revelar toda a verdade, então por que esperar que eles façam isso? Devido ao dilema contínuo de dívidas ocultas e não reportadas pelos bancos, é somente uma questão de tempo para que testemunhemos outra implosão do crédito, seguida por mais socorros financeiros financiados pelos contribuintes, e ainda mais estresse sobre a estabilidade do dólar.

Embora as promessas vazias de reforma e as práticas contábeis ocultas dos bancos tenham mantido os mercados maleáveis por enquanto, é realmente o exagero dos gastos dos consumidores e dos ganhos do varejo, junto com os relatórios manipulados sobre o desemprego do Departamento do Trabalho, que mantiveram a roda da falsa recuperação girando por mais de um ano. Qualquer lucro ou aumento da produção por parte de qualquer companhia tem sido usado para alardear que o mercado está se aquecendo, mesmo que, na maioria dos casos, essas empresas tenham aumentado seus lucros por meio da redução da mão de obra e do aumento da produtividade, forçando os funcionários restantes a trabalharem mais e pelo mesmo salário. Essas companhias não expandiram os lucros porque o consumidor americano está novamente gastando com avidez, como é sugerido toda vez que um novo informe trimestral de lucros é anunciado. Após um ano de má representação dos fatos, finalmente a verdade está começando a aparecer.

As ações das empresas do varejo estão começando a cair, à medida que essas empresas experimentam vendas e lucros decrescentes, o que significa que a estratégia de corte dos custos concluiu seu curso e os varejistas ainda estão perdendo dinheiro:

http://www.bloomberg.com/news/2010-07-14/sales-at-u-s-retailers-fell-for-a-second-month-in-june.html

http://finance.yahoo.com/news/Dim-retail-sales-hurt-economy-apf-3335262562.html?x=0&sec=topStories&pos=9&asset=&ccode=

O nível do emprego no setor de serviços permanece estagnado. A conversa estimulante que surgiu no início deste ano de uma ressurgência nas contratações agora se desvaneceu:

http://www.reuters.com/article/idUSTRE65M2WK20100706

Conclusão: a taxa REAL de desemprego de aproximadamente 20% se tornou perpétua e alguns economistas estão até sugerindo que a aceitemos com uma norma. O público está agora começando a entender que a criação saudável de empregos é um objetivo muito distante, um objetivo que o governo sozinho não tem capacidade de alcançar, com ou sem os socorros financeiros:

http://www.bloomberg.com/news/2010-07-13/americans-in-70-majority-see-frozen-unemployment-as-budget-deficit-widens.html

No cenário internacional, as notícias da Europa silenciaram-se abruptamente. Após meses de ruidosas reportagens sobre a crise da dívida soberana da Grécia e da implosão do euro, subitamente começaram a dizer que a situação se estabilizou. Mas como? Quais medidas foram tomadas e como elas afetam o equilíbrio da economia da União Europeia? O fato é que medida alguma foi tomada e nenhum ajuste efetivo foi feito. A grande mídia apenas emudeceu e parou de noticiar a situação e, para muitas pessoas, aquilo que está longe da vista, está longe das preocupações.

A Grécia ainda está exatamente onde estava seis meses atrás, e a relação dívida/PIB dos países-membro da UE continua a subir.

A mera menção que a classificação de crédito Aaa da Espanha estava sendo revista para uma possível degradação sacudiu o mercado acionário no início de julho. A revisão somente será concluída dentro de três meses, porém a reação do mercado mostra que algumas das maiores firmas de investimento estão perfeitamente cientes das debilidades da Espanha, e da possibilidade que ela se torne a próxima em uma longa sequência de implosões no mesmo estilo que houve na Grécia:

http://www.businessweek.com/news/2010-06-30/spain-s-aaa-on-downgrade-review-at-moody-s-as-note-sale-nears.html

Em março, a agência Fitch reduziu a classificação de crédito para Portugal, e agora a Moody fez o mesmo:

http://www.huffingtonpost.com/2010/07/13/portugals-credit-rating-d_n_644093.html

O FMI e a UE suspenderam uma revisão do programa de financiamento para a Hungria enquanto o país está no meio de um colapso financeiro. Isso significa que a Hungria não terá mais acesso ao pacote de empréstimo de 25 bilhões de dólares que foi disponibilizado pelo FMI para que o país atravessasse a crise. Francamente, acho que todos os países estariam muito melhores se não recorressem ao dinheiro do FMI, mas muitos cidadãos húngaros devem pensar de forma diferente. A suspensão do pacote de empréstimo praticamente garante um calote nacional:

http://www.reuters.com/article/idUSTRE66G0RT20100717

A maioria dos países europeus está na mesma situação que a Grécia, mas em graus variados. A Grécia foi apenas a primeira a cair. O peso combinado das dívidas soberanas em todos os países da UE está agora ameaçando a própria estrutura do Banco Central Europeu. O banco está agora enfrentando taxas de juros mais altas, o que significa custos maiores de financiamento, o que eles não podem suportar sem inflacionar o euro:

http://www.bloomberg.com/news/2010-07-07/trichet-faces-threat-of-higher-market-rates-as-debt-crisis-hurts-economy.html

A que isto está levando? A uma situação sobre a qual advertimos há vários anos: o calote de diversos países-membro da UE, ou o colapso inflacionário do euro. Em cada caso, a UE eventualmente será forçada a se voltar para a única opção disponível: o FMI e medidas de austeridade totais. Mas isto, é claro, era o plano desde o princípio...

Acabamos de abordar os problemas gerais na economia mundial que têm sido obscurecidos pela mídia do sistema de modo a perpetuar um falso senso de segurança nas massas. Entretanto, estes são simplesmente os problemas em andamento que alguns podem desprezar como sendo problemas que poderiam prosseguir durante anos sem causar danos imediatos. Entretanto, outros eventos recentes agora mostram que a probabilidade de uma fase final no colapso da economia poderá começar antes do fim deste ano.

Os Sinais da Fase Final do Colapso

É difícil escrever sobre os indicadores econômicos do colapso por muitas razões, mas a questão principal é a da relatividade. A maior parte das pessoas que estão vivas hoje nunca sofreu durante o tempo de uma depressão prolongada e poucos já testemunharam o colapso total das finanças e da infraestrutura de um país. Portanto, muitas pessoas neste país não têm um ponto de referência para comparar e fazer um contraste com os eventos do novo milênio. A triste realidade é que quando uma sociedade desfruta de um período de afluência, as pessoas se tornam condicionadas a pensar que a prosperidade seja um direito que elas sempre terão. Elas se tornam instáveis ou indispostas a interpretar os sinais de advertência de um colapso, até que o evento esteja já próximo de seu fim e elas tenham perdido tudo.

Acredito que os sinais listados abaixo sejam verdadeiramente a gota d'água, o alarme final antes que o sistema financeiro global saia totalmente do controle. É impossível dizer exatamente quando esse colapso secundário maior ocorrerá; entretanto, quando estudamos os desastres econômicos do passado, essas mesmas espoletas tendem a aparecer precedendo a rápida deterioração financeira.

Bolha Imobiliária Secundária. Se você acha que já viu uma catástrofe no mercado imobiliário até aqui, apenas espere mais seis meses. Agora que o crédito em impostos, oferecido pelo governo, para os compradores de imóveis terminou, estamos começando a ver como o mercado imobiliário realmente estava sendo movimentado pelos dólares do contribuinte. A rentabilidade das letras hipotecárias afundou para o nível mais baixo já registrado, enquanto que as vendas de novas letras caíram, tudo em antecipação para outra rodada maciça de inadimplência nas hipotecas:

http://www.bloomberg.com/news/2010-07-13/mortgage-bond-yield-spreads-that-guide-home-loan-rates-approach-record-low.html

http://www.bloomberg.com/news/2010-07-05/property-bonds-slump-most-since-march-09-on-default-risk-credit-markets.html

As vendas de novas moradias afundaram para o nível mais baixo já registrado nos EUA:

http://www.bloomberg.com/news/2010-06-23/sales-of-u-s-new-houses-plunge-to-lowest-level-on-record.html

Além disso, praticamente um terço das vendas de casas no primeiro trimestre de 2010 foi de imóveis recuperados de mutuários inadimplentes, e com o preço reduzido ao máximo:

http://news.yahoo.com/s/nm/20100630/us_nm/us_usa_housing_foreclosures

As retomadas de imóveis por atraso no pagamento das hipotecas estão a caminho de alcançar um milhão, ou mais, por volta do fim de 2010, e as ações judiciais para retomada aumentaram em 38%, à medida que os bancos processam o grande número acumulado de casos de inadimplência. Isto está ocorrendo apesar dos esforços por parte dos bancos de reduzir os números de retomadas, facilitando as condições das hipotecas e tentando revender imediatamente os imóveis:

http://news.yahoo.com/s/ap/20100715/ap_on_bi_ge/us_foreclosure_rates

http://www.bloomberg.com/news/2010-07-15/u-s-home-seizures-rise-38-to-record-as-banks-process-forclosure-backlog.html

Isto não é nada em comparação com o pesadelo que está ocorrendo no mercado dos imóveis comerciais. As transações desses imóveis caíram em 90%:

http://www.mybudget360.com/commerical-real-estate-collapse-90-percent-from-peak-next-taxpayer-bailout-4-times-size-of-credit-card-market/

Entretanto, a maioria dos analistas tende a subestimar os índices de ocupação de espaços para as lojas de varejo. O número de imóveis comerciais vagos atingiu o nível mais alto em dez anos:

http://www.reuters.com/article/idUSN0610302020100707

No passado, os proprietários de imóveis comerciais usufruíram de crédito adicional e extensões de empréstimo dos bancos porque os financistas esperavam que, apoiando o mercado comercial durante o declínio, eles conseguiriam recuperar os lucros uma vez que a incerteza econômica terminasse e as empresas começassem a ganhar dinheiro novamente. Mas o que acontece quando o declínio não termina? Os bancos somente vão estender os empréstimos por mais algum tempo, mas eventualmente puxarão o cabo da tomada, mesmo dos clientes comerciais. Parece que o tempo chegou para a bolha dos imóveis comerciais finalmente estourar.

Por que estes problemas recentes no mercado imobiliário são indicadores de uma fase final do colapso no curto prazo? A questão é a instabilidade prolongada. A recessão/depressão que enfrentamos hoje deve ter dado seus primeiros sinais em algum momento no início dos anos 1990s, mas a criação de taxas de juros baixas por parte da Reserva Federal durante aquela década criou uma expansão no valor dos imóveis. Qualquer pessoa conseguia comprar uma casa, independente se podia ou não arcar com o preço, e qualquer pessoa com um imóvel podia então usá-lo como garantia para obter enormes linhas de crédito. Essa nova bolha artificial de dívida prolongou o colapso por cerca de quinze anos. Agora, entretanto, essa fonte de crédito se secou completamente. Não há oficialmente nada que tenha sobrado para suportar a economia geral (exceto, é claro, a inflação da moeda fiduciária). Os efeitos dessa falta de capital nacional deverão se tornar muito visíveis por volta do fim deste ano.

Visibilidade do Desemprego: Não foi surpresa para este pesquisador que o mercado de trabalho tenha começado a ruir novamente em junho e julho, mas foi para alguns analistas. Já mostramos em outros artigos anteriores como o Departamento de Trabalho oculta o verdadeiro nível de desemprego do público, e não vou bater novamente nesse cavalo morto. Basta dizer que o desemprego real, considerando a medida U6, está em torno de 20%. A extensão do desemprego atingiu níveis inacreditáveis nos EUA. Muitos milhões de trabalhadores permaneceram desempregados por 6 a 12 meses. Em resposta, o governo federal estendeu os benefícios para os trabalhadores desempregados durante o ano passado. Embora isto tenha sido retratado como uma ação necessária para garantir a sobrevivência dos cidadãos desempregados, trata-se menos de "compaixão" por parte do governo e mais de obscurecer os efeitos do desemprego até que eles estejam prontos para deixar o berço cair. Este tempo chegou.

Até este mês de julho, o Congresso não renovou as extensões dos benefícios, e parece que não planeja fazer isso novamente. Barack Obama (e seus controladores) tentaram transformar esta questão em outro argumento falso do paradigma esquerda/direita, afirmando que os Republicanos é que devem ser responsabilizados por essa perda dos benefícios do desemprego. Esta é uma distração da questão real em vista. A verdade é que TODO o governo é responsável pela interrupção dos benefícios devido aos déficits insanos e não resolvidos em que AMBOS os partidos incorreram ao longo dos últimos anos. Estender os benefícios novamente acrescentaria bilhões de dólares, talvez até trilhões, à já insustentável dívida pública e isto não pode ser continuado indefinidamente.

Os benefícios de desemprego ocultam as cicatrizes visíveis da perda nacional dos empregos. Agora que milhões de pessoas estão exauridas financeiramente, espere ver essas cicatrizes em toda sua feiúra terrível. Espere ver o número de sem-teto aumentar. Espere ver a criminalidade disparar. Espere ver o número de suicídios crescer. Espere ver todos os problemas que antes estavam ocultos se tornarem agora visíveis na rua em que você mora. Espere ver as coisas se deteriorarem a partir da situação relativamente boa e civilizada que temos hoje. Espere ver as coisas ficarem realmente feias.

A Implosão da Dívida Municipal. Como temos advertido nos dois últimos anos, as letras financeiras dos governos municipais estão em uma situação delicada. As cidades e alguns estados estão prontos para implodir e estão prontos para implodir agora. Veremos os calotes municipais aumentarem para níveis recordes no próximo ano.

Não tenha a menor dúvida que a Califórnia e Illinois são dois estados quebrados. Quando o governador Arnold Schwarzenegger, da Califórnia, propõe que os salários dos funcionários públicos estaduais sejam reduzidos para o salário mínimo, e o governo de Illinois permite que 5 bilhões de dólares em contas fiquem atrasados, não há mais condições de retorno:

http://www.bloomberg.com/news/2010-07-14/california-may-cut-pay-illinois-holds-bills-to-bar-downgrades.html

O calote nos títulos da dívida municipal agora continua a triplicar o índice típico:

http://www.bloomberg.com/news/2010-07-16/municipal-bond-defaults-continue-at-triple-the-typical-rate-lehmann-says.html

Isto não somente arma o cenário para a concordata de muitos estados, mas também ameaça derrubar os grandes detentores dos títulos municipais, como o Citigroup e o US Bancorp:

http://www.bloomberg.com/news/2010-07-06/u-s-banks-risk-untold-problem-as-muni-holdings-climb-to-25-year-high.html

Normalmente, as letras financeiras dos tesouros municipais são usadas pelos investidores como um modo de evitar os impostos e como proteção contra as turbulências no mercado de crédito, como as que estamos vendo agora; todavia, nos últimos meses, os investidores começaram a se desfazer de seus títulos municipais como um rapaz se livra de uma namorada que não lhe seja idônea. Acredito que começaremos a ouvir sobre os calotes estaduais antes do fim do ano.

O Dólar? Esqueça, Está Acabado: Como previmos recentemente, o dólar perdeu seu relacionamento tradicional com o mercado acionário. Normalmente, quando os investidores tiram seu dinheiro das Bolsas de Valores, eles investem em títulos baseados no dólar, como um refúgio seguro. Isto faz o dólar se valorizar. Entretanto, nas últimas semanas, o dólar afundou ao mesmo tempo que as ações! Isto significa que os investidores não estão confiando mais no dólar como um investimento seguro durante uma crise no mercado financeiro. Como dizemos há anos, quando este sinal aparece, significa que o dólar está pronto para se derreter em valor. Os bancos centrais de vários países estão começando a abandonar o dólar americano:

http://wallstreet.blogs.fortune.cnn.com/2010/07/09/central-banks-start-to-abandon-the-u-s-dollar/

Apesar da incerteza na Europa, o dólar ainda caiu em relação ao euro mais rápido do que no ano passado:

http://www.bloomberg.com/news/2010-07-17/dollar-weakens-most-in-14-months-versus-euro-on-signs-of-economic-slowdown.html

Em 2008, previ que a China iria modificar radicalmente sua economia, mudando-a de um centro de distribuição de exportações para um centro de distribuição para consumo autossustentável. Previ também que os chineses iriam desatrelar o yuan do dólar depois disto e, em seguida, que se livrariam de sua enorme quantidade de títulos do Tesouro dos EUA, fazendo o dólar perder seu status de reserva de valor mundial, destruindo seu valor e criando hiperinflação de preços dentro dos EUA. Até aqui, os dois primeiros eventos já ocorreram. A China desatrelou sua moeda do dólar e está permitindo que ela comece a se valorizar. Os chineses também já quase terminaram de converter sua economia para um sistema de consumo interno, ao mesmo tempo que continuam a exportar por meio do bloco comercial ASEAN:

http://www.nytimes.com/2010/06/25/world/asia/25china.html?_r=1&ref=global-home

O yuan está agora sendo globalizado pelos chineses em um esforço de fortalecer sua base e torná-lo viável como uma moeda de reserva:

http://www.reuters.com/article/idUSTRE66427920100705

Alguns analistas sugeriram que a globalização do yuan poderia levar anos; entretanto, isto não precisa necessariamente ser assim. Se o dólar americano entrar em colapso, ou o euro, ou ambas as moedas, o yuan subitamente parecerá ser muito viável como uma moeda de reserva. Acredito que é exatamente isto que acontecerá e acredito também que a China começará a se desfazer dos títulos do Tesouro dos EUA que estão em seu poder nos próximos seis meses.

É interessante que alguns na China começaram a negar que esses planos estejam em gestação, e a grande mídia tem ajudado a facilitar essa falácia:

http://www.reuters.com/article/idUSTRE6660VC20100707

Outros, porém, estão propondo que o governo chinês se desfaça dos títulos do Tesouro dos EUA:

http://www.reuters.com/article/idUSTRE66I05U20100719

Agora seria o tempo perfeito, considerando-se a recente valorização do dólar devido aos problemas na UE. Um descarte dos títulos neste momento significaria que a China poderia obter o máximo de lucratividade antes da quebra monetária final ocorrer. A China está se convertendo em um centro de produção voltado para o consumo interno e não está mais dependendo das exportações para os EUA, de modo que a ideia que ela teria alguma razão para continuar mantendo seus títulos do Tesouro dos EUA é absurda.

Acredito que a chave final para o vindouro descarte dos títulos do Tesouro dos EUA esteja no relacionamento entre a China e a Alemanha. A Alemanha é realmente o pilar principal da UE; sem a Alemanha, a UE não existiria. Uma visita da chanceler alemã Angela Merkel, em meados de julho, que praticamente passou despercebida na imprensa, pode ser a peça final de um longo e crescente relacionamento financeiro entre a China e os países mais fortes da UE:

http://news.xinhuanet.com/english2010/china/2010-07/14/c_111953600.htm

Uma aliança financeira entre os chineses e os alemães poderá criar uma "concha" econômica que consiga resistir a uma prevista desintegração nos EUA e em alguns dos países europeus mais endividados. Não tenho esperanças que o dólar como o conhecemos hoje sobreviverá além de 2011.

A Linha Já Foi Atravessada

Nunca vi tantos indicadores do total derretimento financeiro, quando comparados com colapsos econômicos anteriores na história, como vejo hoje. Não quero parecer melodramático, mas não estou realmente certo se escreverei estes artigos de análise financeira por muito tempo. Suspeito que antes do fim do ano, não haverá mais necessidade, pois todas as facetas sobre as quais escrevi durante os últimos anos se tornarão patentemente óbvias para todos.

Como já afirmei tantas vezes, podemos não ser capazes de impedir que esses eventos aconteçam, mas podemos determinar o resultado final que eles terão. Prepare-se para o pior, pois não tenho dúvidas que poderemos ver isto tudo acontecer nos próximos anos. Permaneça firme em seus princípios. Nunca contemporize sua consciência. Acima de tudo, sobreviva. Nenhum fim culmina sem as graças de uma nova vida, uma vida cheia de possibilidades. É com você, o indivíduo ferrenho e independente, garantir que essa possibilidade seja realizada, independente de qualquer obstáculo, ou de qualquer inimigo. Uma catástrofe fiscal não nos imobilizará, não partirá nossos espíritos e não nos escravizará. Ela somente fortalecerá nossa decisão de continuar para sempre corajosos, desafiadores e para sempre livres.

--------------------------------------------------------------------------------

 Autor: Giordano Bruno, artigo original em http://neithercorp.blogspot.com/2010/07/economic-meltdown-final-phase.html

Revisão: http://www.TextoExato.com
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/fasefinal.asp

Nota: Apesar de toda desinformação da grande mídia fica cada vez mais difícil de esconder que há um perigo enorme rondando a economia mundial, por mais ajuda financeira (bailout) que os países recebam a crise ainda continua e as medidas são apenas paliativas.




Enhanced by Zemanta

domingo, 21 de novembro de 2010

Crise como meio de construção de um Estado Totalitário Global


Crise como meio de construção de um Estado Totalitário Global

Por Olga Chetverikova

Strategic Cultural Foundation

Enquanto a crise financeira e econômica recebe seu reconhecimento, os líderes políticos ocidentais e as elites estão procurando imprimir na humanidade a ideia de que essa perturbação terminará 'transformando o mundo em algo diferente'. Ainda que a imagem da 'Nova Ordem Mundial' permaneça vaga e indistinta, a ideia principal é bastante clara: Um único governo mundial, segue o argumento, tem de ser estabelecido se nós não quisermos que o caos geral prevaleça.

De vez em quando políticos ocidentais mencionam a necessidade de uma 'Nova Ordem Mundial’, uma 'Nova Arquitetura Financeira Mundial', ou algum tipo de 'controle supranacional', chamando-o de 'Novo Acordo' para o mundo. Nicolas Sarkozy foi o primeiro a falar assim, quando se dirigiu a Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro de 2007 (ou seja, antes da crise).

Durante o encontro de fevereiro de 2009 em Berlim reunido para preparar a cúpula do G-20, isso foi ecoado por Gordon Brown, que disse que um Novo Acordo Mundial era necessário. Nós estamos cientes, ele acrescentou, que onde os fluxos financeiros mundiais estiverem embaraçados, nós não seremos capazes de emergir dessa situação com a ajuda puramente apenas das autoridades nacionais. Nós precisamos das autoridades e dos cães de guarda mundiais para fazer as atividades das instituições financeiras operando nos mercados mundiais totalmente abertos para nós. Tanto Sarkozy como Brown são protegidos dos Rothschilds. Declarações feitas por certos representantes da 'elite global' indicam que a crise atual está sendo usada como um mecanismo para provocar alguma profunda sublevação social que faria a humanidade - mergulhada como já está no caos e amedrontada pelo fantasma de uma violência total - desejar de sua própria vontade que um mediador 'supranacional' com poderes ditatoriais intervenha nos assuntos mundiais. 

Os eventos estão seguindo o mesmo caminho da Grande Depressão de 1929-1933: uma crise financeira, uma recessão econômica, conflitos sociais, estabelecimento de ditaduras totalitárias, incitação a guerra para concentrar poder e capitais nas mãos de um circulo estreito. Dessa vez, contudo, o caso em questão é o estágio final na estratégia do 'controle global', onde um golpe decisivo deverá ser dado na instituição da soberania do Estado nacional, seguido pela transição para um sistema de poder privado das elites transnacionais.

Já em fins dos anos 1990, David Rockefeller, autor da ideia do poder privado que deve substituir os governos, disse que nós (o mundo) estávamos a beira de mudanças globais. Tudo o que precisamos, ele continuou, é alguma crise de larga escala que fará as pessoas aceitar a nova ordem mundial.

Jacques Attali, conselheiro de Sarkozy e ex-diretor da EBRD, afirmou que as elites foram incapazes de lidar com os problemas monetários dos anos 1930. Ele estava com medo, ele disse, que um erro semelhante fosse cometido novamente. A princípio travaremos guerras, ele continuou, e deixaremos 300 milhões de pessoas perecerem. Depois disso reformas virão e um governo mundial. Não seria melhor pensarmos em um governo mundial já nesse estágio? Ele perguntou.   

O mesmo foi declarado por Henry Kissinger: "Na análise final, a principal tarefa é definir e formular as preocupações gerais da maioria dos países, bem como de todos os estados líderes com respeito a crise econômica, considerando o medo coletivo da jihad terrorista. Em seguida, tudo isso deveria ser convertido em uma estratégia de ação comum...Assim, a América e seus potenciais parceiros vão conseguir uma chance única para mudar o momento de crise em uma visão de esperança."

O mundo está sendo levado a aceitar a ideia de "nova ordem" passo a passo para evitar provocar eventos que são passíveis de fazer o protesto universal contra o agravamento das condições da existência humana tomar um 'curso errado' e se tornar incontrolável. A coisa principal que o Estágio Um conseguiu alcançar foi começar uma discussão de amplo alcance sobre 'governo global' e a 'inadmissibilidade do protecionismo' com uma ênfase sobre a 'desesperança' dos modelos de estado-nacional para emergir da crise.

Essa discussão está progredindo contra o pano de fundo de pressões de informação que ajudam a construir ansiedades humanas, medo, e incerteza. Algumas dessas ações de informação são as seguintes: previsões da OMC para efeito de que 1,4 bilhões de pessoas estão passíveis de afundar abaixo da linha de pobreza em 2009; um aviso do diretor-geral da OMC de que o maior deslize do comércio mundial na história do pós guerra é iminente; uma declaração de Dominique Strauss-Kahn do FMI (um protegido de Sarkozy) que o crash econômico mundial é iminente a menos que uma reforma em larga escala do setor financeiro da economia mundial seja implementado, e um crash que é mais provável que traga em seu bojo não somente inquietação social, mas também uma guerra.

Contra esse pano de fundo, a ideia de introduzir uma moeda mundial comum como uma pedra fundamental da 'Nova Ordem Mundial' foi apresentada. Os reais idealizadores desse projeto de longo prazo estão como sempre nas sombras. Notemos que um ou outro representante da Rússia está indo adiante. Isso é uma reminiscência da situação antes da I Guerra Mundial, onde os círculos anglo-franceses que possuíam alguns planos bem elaborados para uma nova divisão do mundo instruíram o primeiro ministro russo a elaborar um programa geral para a Entente Cordiale. Isso entrou para a história como o "Programa Sazonov", ainda que a Rússia não representasse um papel independente naquela guerra e foi desde o início encravada no sistema de interesses da elite financeira britânica.

Em 19 de março, Henry Kissinger chegou em Moscou como um membro dos Wise Men (homens sábios, como James Baker, George Schultz, e outros), que teve encontros com líderes russos antes da Cúpula do G-20. Dmitry Trenin, diretor Centro Carnegie de Moscou e participante na última reunião dos Bilderbergers nos Estados Unidos, chamou aquela reunião de um 'sinal positivo'. Em 25 de março, o Moskovsky Komsomolets publicou um artigo "A crise e os problemas do mundo", de Gavriil Popov (atualmente Presidente da União Internacional dos Economistas) que abertamente proclamou o que era normalmente discutido atrás de portas fechadas.

O artigo mencionava o Parlamento Mundial, o Governo Mundial, as Forças Armadas Mundiais, a Força Policial Mundial, e o Banco Mundial, a necessidade de colocação sob controle internacional das armas nucleares, das capacidades de geração de energia nuclear, a quantidade total da tecnologia de foguetes espaciais, e os minerais do planeta, a imposição de limites de natalidade, a limpeza da piscina de gene da humanidade, a proteção de pessoas intolerantes a incompatibilidade cultural e religiosa, e afins.

Os "países que não aceitarem o futuro global", diz Popov, "tem de ser expulsos da comunidade mundial."

É claro, o artigo do Moskovsky Komsomolets não transmite nada de novo que permita a alguém entender a estratégia da elite global. Outra coisa é importante. O estabelecimento de uma ordem policial totalitária e a eliminação dos estados nacionais está sendo sugerida como um aberto programa de ação, e o que tanto os liberais, e os socialistas e os conservadores sempre observaram como 'novo fascismo' está sendo recomendado como o único caminho salutar para a totalidade da humanidade. Alguém quer que a discussão desses projetos se torne uma norma. Nesse contexto, alguns representantes 'particularmente confiáveis' da Rússia estão levando adiante, a Rússia que se tornará a principal vítima da política de pilhagem total se o 'governo mundial' se tornar uma realidade.

O G-20 não discutiu a questão de uma moeda comum mundial, uma vez que ainda não chegou a hora para isso. A própria Cúpula foi um passo adiante no caminho do caos, porque suas decisões, se seguidas cegamente, somente agravará a situação socioeconômica mundial e, para citar Lyndon LaRouche, vai "acabar com o paciente."

Enquanto isso, a crise está sendo exacerbada, e os analistas estão prevendo uma era de desemprego em massa. As previsões mais pessimistas vem da LEAP (Laboratoire Européen d'Antecipation Politique)/Europa 20201, que regularmente as publica em seu boletim e até as publica em uma carta aberta enviada aos líderes dos Vinte antes da Cúpula de Londres.

Já em fevereiro de 2006, o LEAP foi surpreendentemente preciso em descrever os prospectos da 'crise sistêmica global' como uma consequência da doença financeira causada pela dívida dos Estados Unidos.  Os analistas do LEAP estão visualizando os eventos atuais no contexto da crise geral que começou no final dos anos 1970 e está agora em seu quarto estágio, o final e mais grave estágio, a assim chamada 'fase de decantação', onde o colapso da economia real começa. De acordo Frank Biancheri do LEAP, não é simplesmente uma recessão, mas o fim do sistema, no qual seu pilar principal, a economia dos Estados Unidos, desmoronou. "Nós estamos testemunhando o fim de uma época inteira diante de nossos próprios olhos."

A crise pode levar a algumas consequências mais difíceis. O LEAP prevê aumento de desemprego para 15/20% na Europa e tanto quanto 30% nos Estados Unidos. Se o problema chave do dólar deixar de ser resolvido, os eventos mundiais tomarão um rumo mais dramático. O colapso do dólar pode ter lugar no começo de julho de 2009, e a potencial crise de décadas desencadeará "uma desintegração geopolítica de alcance mundial" com inquietação social e conflitos civis, com a divisão do mundo em blocos separados, com o mundo voltando a Europa de 1914, com confrontos militares e etc. A mais poderosa agitação popular terá lugar em países com sistema de segurança social menos desenvolvido e maiores concentrações de armas, primariamente na América Latina e nos Estados Unidos, onde a violência social já é agora manifestada nas atividades de gangues armadas. Especialistas notam o começo da fuga da população dos Estados Unidos para a Europa, onde a ameaça direta a vida não é, por enquanto, tão grande. A parte de conflitos armados, os analistas do LEAP preveem escassez de energia, comida e água em áreas dependentes de importação de alimentos. 

Os especialistas do LEAP descrevem o comportamento demonstrado pelas elites ocidentais como absolutamente inadequado: "Nossos líderes têm fracassado em compreender o que aconteceu, e mostram a mesma quantidade de incompreensão até o dia de hoje. Estamos no meio de um período de prolongada recessão, e era necessário se empenhar na introdução de algumas medidas de longo prazo para amortecer os golpes, considerando que nossos líderes ainda esperam evitar uma prolongada recessão... Todos eles foram formados ao redor do pilar americano e não podem enxergar que o pilar está um desastre..."

Mas isso não é visto por líderes de nível médio, enquanto os administradores de nível superior do mundo estão, pelo contrário, muito bem informados; é que são eles que estão implantando o 'caos controlado' e a política de desintegração geral, incluindo uma guerra civil e a desintegração dos Estados Unidos para o final de 2009, um cenário que está sendo amplamente discutido tanto pela América quanto pela mídia mundial.

No limiar de conflitos planejados em várias áreas do planeta, um sistema está sendo estabelecido que dará a um centro supranacional contando com uma máquina punitiva em larga escala controle político, militar, legal e eletrônico total sobre a população. Esse sistema usa o princípio de gerenciamento de rede que permite estabelecer em qualquer sociedade estruturas paralelas de autoridade que relatam para centros de tomada de decisão externos e são legalizados através da doutrina da prevalência da lei internacional sobre a lei nacional. A estrutura permanece nacional, enquanto o poder verdadeiro se torna transnacional. Jacques Attali chama isso um 'estado global baseado na lei'.

O centro governante do estado global baseado na lei está localizado nos Estados Unidos. Enquanto seus fundamentos começaram a emergir nos anos 1990, a luta contra o terrorismo depois dos eventos de 11/9 tem levado a fenômenos radicalmente novos. A aprovação do Ato Patriota de 2001 não somente permitiu aos serviços de segurança controlar a população americana e estrangeira suspeitas, mas também acelerou a passagem das responsabilidades do Estado para as mãos de estruturas corporativas transnacionais.   

Atividades de inteligência, comércio de guerra, sistema penitenciário e controle de informação estão passando para mãos privadas. Isso é feito através da assim chamada terceirização, um fenômeno empresarial relativamente novo que consiste de confiar certas funções a empresas privadas que agem como contratantes e contam com indivíduos de fora da organização para resolver suas tarefas internas.

Em 2007 o governo americano descobriu que 70% de seu orçamento de inteligência secreta é gasto em contratos privados e que a "a burocracia de inteligência da Guerra Fria está se transformando em algo novo, onde os interesses dos contratantes dominam". Para a sociedade americana (o Congresso incluído), as atividades deles permanecem confidenciais, o que permite a eles concentrar mais e mais funções importantes em suas mãos.

Ex-empregados da CIA dizem que quase 60% de seu pessoal estão sob contrato. Estas pessoas analisam a maior parte das informações, escrevem relatórios para aqueles que tomam decisões como autoridades estaduais, mantém comunicações entre vários serviços de segurança, ajudam estações estrangeiras e analisam dados de interceptação. Como resultado, a Agência de Segurança Nacional da América está se tornando mais e mais dependente de empresas privadas que tem acesso a informação confidencial. Não é a toa, então, que está intermediando um projeto de lei no congresso que é supostamente para garantir imunidade as corporações que têm trabalhado com a NSA nos últimos cinco anos.

O mesmo está acontecendo com as empresas militares privadas (PMCs, em inglês), que tem assumido cada vez mais funções de exército e de polícia. Em uma escala significativa, isso começou nos anos noventa na ex-Iugoslávia, mas os trabalhadores contratados foram especialmente amplamente utilizados no Afeganistão e outras zonas de conflito. Eles faziam as ações 'mais sujas', como foi o caso durante a guerra da Ossétia do Sul, onde até 3000 mercenários estiveram envolvidos. No momento, as PCMs são exércitos reais, cada um com uma força de até 70.000, que opera em mais de  60 países, com rendimento anual de até $180 bilhões (de acordo com Brookings Institution, EUA). Por exemplo, mais de 20.000 empregados das empresas militares privadas americanas trabalham no Iraque junto com 160.000 contingente militar americano.

O sistema de prisões privadas também está crescendo rapidamente nos Estados Unidos. O complexo da indústria prisional, que usa trabalho escravo e práticas de longas horas de trabalho em péssimas condições, está florescendo, e seus investidores estão baseados em Wall Street. O uso de trabalho forçado por corporações privadas tem sido legalizado já em 37 estados, e é usado por grandes corporações como IBM, Boeing, Motorola, Microsoft, Texas Instrument, Intel, Pierre Cardin e outras. Em 2008 o número de presidiários em prisões privadas americanas era de cerca de 100.000, e está crescendo rapidamente, junto com o número total de presidiários no país (a maioria afro-americanos e latino americanos), que é de 2,2 milhões de pessoas, ou 25% de todos os presos do mundo.

Depois que Bush chegou ao poder a privatização do sistema de transportes e retenção de imigrantes em campos de concentração começou. Em particular, um ramo da conhecida empresa Halliburton, a Kellog Brown e Root (uma vez dirigida por Dick Cheney), fez exatamente isso.

As maiores realizações foram feitas nos últimos anos na área do estabelecimento do controle eletrônico sobre as identidades das pessoas, realizado sob o pretexto de contraterrorismo. Atualmente, o FBI está criando o maior banco de dados do mundo de índices biométricos (impressões digitais, escaneamento de retinas, formas faciais, localização e formas de cicatrizes, padrões de fala e gestos, etc.) que agora contém 55 milhões de impressões digitais. As últimas novidades incluem a introdução de escaneamento corporal nos aeroportos americanos, rastreamento da literatura lida pelos passageiros em voos, e assim por diante. Uma nova oportunidade de coletar informação detalhada das pessoas em suas vidas particulares decorre da Diretiva N59 da NSA, aprovada no verão de 2008, 'Identificação e rastreamento biométrico para o propósito de fortalecimento da segurança nacional', e a confidencial 'Lei Nacional de Prevenção de Terrorismo'.

Avaliando a política das autoridades americanas, o ex-congressista e candidato presidencial em 2008, Ron Paul, disse que a América está gradualmente se tornando em um estado fascista, "Estamos nos aproximando não do fascismo do tipo de Hitler, mas de um tipo mais suave, que se mostra na perda das liberdades civis, quando as corporações dominam tudo e... o governo está na mesma cama com as grandes empresas." Devemos lembrá-los que Ron Paul é um dos poucos políticos americanos que falam pelo fechamento do Sistema da Reserva Federal como uma organização secreta inconstitucional? 

Com Obama chegando ao poder, a ordem policial está ficando mais e mais apertada em duas direções - fortalecimento da segurança interna e militarização das instituições civis. Significativamente tendo condenado as violações das liberdades individuais feitas pela administração Bush, Obama tem colocado seu próprio pessoal sob controle total fazendo-os assinar um formulário de 63 perguntas que falam sobre os detalhes mais intricados de suas vidas privadas. Em janeiro, o presidente dos Estados Unidos assinou projetos de lei que permitem a continuação da prática ilegal de sequestrar pessoas, mantendo-as secretamente em prisões, e movendo-as para países onde a tortura é usada. Ele também propôs um projeto de lei chamado Lei de Estabelecimento do Centro de Ajuda de Emergência Nacional, que estipula o estabelecimento de seis desses centros em bases militares americanas para proporcionar a ajuda a pessoas que estão desalojadas devido a uma situação de emergência ou desastre e assim entrar na jurisdição militar. Analistas conectam esse projeto de lei com possíveis distúrbios e consideram-na prova de que a administração americana está se preparando para um conflito militar que pode se seguir depois da provocação que está sendo planejada.

O sistema americano de controle policial está ativamente implantado em outros países, primeiramente na Europa - através do estabelecimento da hegemonia da lei americana em seu território por meio do fechamento de vários acordos. Uma grande parte aqui foi representada por conversações EUA-Europeus fora do olhar da publicidade sobre a criação da 'área comum de controle sobre a população' que foram realizadas na primavera de 2008, quando o Parlamento Europeu adotou resolução que ratificou a criação de um único mercado transatlântico abolindo todas as barreiras para comércio e investimentos em 2015. As conversações resultaram em um relatório confidencial preparado pelos especialistas dos seis países participantes. Esse relatório descrevia o projeto para criar a 'área de cooperação' nas esferas da 'liberdade, segurança e justiça. '

Esse relatório se debruça sobre a reorganização do sistema de justiça e assuntos internos dos estados membros da União Europeia de tal maneira que se assemelharia ao sistema americano. Diz respeito não só a capacidade de transferir dados pessoais e cooperação dos serviços policiais (que já está sendo realizado), mas também, por exemplo, extradição de imigrantes da União Europeia para as autoridades americanas em conformidade com o novo mandato que aboliu todas as garantias prestadas pelas garantias do procedimento europeu. A Lei das Comissões Militares dos Estados Unidos de 2006 está em vigor, e permite perseguição ou aprisionamento de qualquer pessoa que seja identificada como um 'inimigo combatente ilegal' pelas autoridades executivas e se estende a imigrantes de qualquer país que não esteja em guerra com os Estados Unidos. Eles são perseguidos como 'inimigos' não baseado em alguma evidência, mas porque foram rotulados assim pelas agências governamentais. Nenhum governo estrangeiro protestou contra essa lei que é de importância internacional.

Em breve eles assinarão o acordo sobre comunicação de dados pessoais, em conformidade com o qual as autoridades americanas serão capazes de obter informações pessoais como números de cartões de crédito, detalhes de contas bancárias, investimentos, rotas de viagens ou comunicação via internet, bem como informação com respeito a raça, crenças políticas e religiosas, hábitos, etc.. Foi sob a pressão dos Estados Unidos que os países da União Europeia introduziram os passaportes biométricos. A nova regulamentação da União Europeia implica na mudança total dos passaportes dos cidadãos da UE para os passaportes eletrônicos do fim de 2009 até 2012. Novos passaportes conterão um chip com não somente informação do passaporte e uma foto, mas também impressões digitais.

Estamos testemunhando a criação do campo de concentração eletrônico global, e crises, conflitos e guerras são usados para justificá-lo. Como Douglas Reed escreveu "as pessoas tendem a tremer em face de um perigo imaginário e são muito preguiçosas para ver o perigo real."  

Fonte: http://www.globalresearch.ca    

Nota: Eis aí a verdadeira teoria da conspiração. E ela está em pleno andamento, a crise do dólar, gerando uma crise cambial mundial, com pedidos de mudança do sistema cambial baseado no dólar como moeda de troca do comércio mundial, a crise na Grécia e agora na Irlanda. A imposição dos escâneres corporais nos aeroportos americanos e provavelmente em aeroportos pelo resto do mundo, como parte da doutrinação para aceitação do fascismo totalitário, como mais uma prova de que o plano para a implantação da ditadura da ‘Nova Ordem Mundial’ está em pleno funcionamento.    


       
Enhanced by Zemanta

Este computador composto por 16 mini-cérebros humanos mostra uma eficiência impressionante Publicado por Cédric - Há 11 h...