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segunda-feira, 18 de março de 2013

Exército chinês comanda onda de cyberataques contra Ocidente

National emblem of the People's Republic of China
National emblem of the People's Republic of China (Photo credit: Wikipedia)
Escrito por Luis Dufaur

Segundo relatório da Mandiant, empresa de segurança em Internet, uma unidade secreta do Exército Popular de Libertação (EPL) chinês é responsável por grande número de ataques informáticos contra empresas e organismos estatais nos EUA. (Leia o relatório clicando aqui.)

Segundo o documento, centenas de investigações realizadas nos últimos três anos mostram que as centrais responsáveis por ataques contra agências do governo, empresas e jornais americanos “estão baseadas principalmente na China e o governo chinês está bem informado disso”.


O governo socialista de Pequim, obviamente, nega as acusações presentes no relatório da Mandiant, que foi encomendado conjuntamente pelo conhecido jornal “The New York Times” e outros órgãos americanos de imprensa.

O trabalho rastreou os ataques e identificou a fonte: a Unidade 61398 do EPL, sediada em Xangai. O rastreio informático levou a um prédio de 12 andares localizado no bairro Pudong, centro financeiro de Xangai.
De acordo com a Mandiant, essa unidade do exército comunista está provavelmente integrada por milhares de empregados que dominam o inglês e as técnicas de programação e gestão de redes.

A unidade roubou, “desde 2006, centenas de terabytes de dados de pelo menos 141 organizações, que incluem um vasto conjunto de indústrias”, acrescenta.

A maioria das vítimas está instalada nos EUA, mas há alvos atingidos no Canadá e no Reino Unido. As informações surrupiadas incluem desde detalhes de operações empresariais, como fusões e compras, até e-mails de altos diretivos.

“A natureza da espionagem da Unidade 61398 é segredo de Estado na China. Porém, acreditamos que está envolvida na rede de Operações de Redes Informáticas danosas”, afirma o documento.

“Já é hora de admitir que a ameaça provém da China e queremos dar nossa contribuição armando e preparando profissionais de segurança para combatê-la efetivamente”.

O relatório focaliza particularmente o grupo que qualifica de APT1 –Advanced Persistent Threat (Ameaça Persistente Avançada) – que subtraiu enormes quantidades de informação de estruturas estratégicas, como da rede de energia elétrica dos EUA.


“Acreditamos que o APT1 seja capaz de levar adiante uma campanha de cyberespionagem tão longa e ampla essencialmente porque recebe apoio direto do governo”, diz Mandiant.

Nas últimas semanas, foram atribuídos a cyberterroristas chineses os ataques informáticos contra os jornais “The New York Times” e “Wall Street Journal”, bem como contra o Twitter.

O New York Times afirma que hackers roubaram chaves e acessaram computadores pessoais de 53 empregados, após o jornal publicar um artigo sobre a fortuna do primeiro-ministro marxista Wen Jiabao.

Obviamente, a China tem que recusar as acusações, dizendo-se ela mesma vítima de piratas não identificados.

Hong Lei, porta-voz do ministério de Relações Exteriores, partiu para a desclassificação e o menosprezo da denúncia, sem fornecer dados que contribuíssem a esclarecer os fatos.

“A crítica arbitrária, baseada em dados rudimentares, é irresponsável, não é profissional e não ajuda a resolver o problema. (…) A China se opõe categoricamente à pirataria”, garantiu ele a jornalistas, que tiveram de conter o riso. Acrescentou que o país socialista “é uma grande vítima dos cyberataques”, e que, “de todos os que sofrem a China, em primeiro lugar figuram os provenientes dos Estados Unidos”.

O Diário do Povo — órgão de propaganda do Partido Comunista Chinês — repetiu fielmente o script do governo, atacando os EUA por reavivarem “o medo da China” com o objetivo de “conter” a ascensão comunista.
Em resumo, a China continuará atacando o Ocidente.


Luis Dufaur
, escritor, edita o blog Pesadelo Chinês.
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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Ciberguerra: Hackers atacaram sistema de satélites dos EUA

Satélite xabarínImage by amaneiro via Flickr
Ciberguerra: hackers atacaram sistema de satélites dos EUA

A chamada ciberguerra é cada vez mais real. Segundo a agência Bloomberg, hackers atacaram sistemas de satélites do governo dos Estados Unidos quatro vezes, entre os anos de 2007 e 2008. O fato faz parte de um relatório do congresso norte-americano que deve ser divulgado no mês de novembro.

Os alvos eram utilizados para captar informações da superfície da Terra e para controle do clima. Segundo o relatório da  U.S.-China Economic and Security Review Commission, comissão que estuda questões econômicas e de segurança relacionadas aos EUA e à China, o caso deixa claro o perigo que os hackers representam.


O documento deixa claro que o acesso aos satélites pode levar à destruição do equipamento ou mesmo à manipulação das transmissões.  Segundo o relatório, só o satélite Landsat-7 teve interferências geradas por um ataque por pelo menos 12 minutos em outubro de 2007 e julho de 2008. Acredita-se que os hackers utilizaram na ação a conexão à Internet de uma estação especial localizada na Noruega, o que levou ao sistema de satélites.


 A China tem sido apontada como responsável por vários ciberataques a outras nações ou mesmo empresas, com o governo negando participação. Em junho, por exemplo,  as autoridades chinesas negaram que os ataques que vitimaram contas de e-mail de oficiais americanos partiram do país – mais especificadamente da cidade de Jihan.

Na época, a  Google afirmou, via nota no blog oficial, que uma ofensiva contra o serviço atingira funcionários dos governos dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, além de ativistas políticos na China e jornalistas desses países.
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sábado, 23 de abril de 2011

Vírus que atrasou programa nuclear do Irã é uma "ciberarma", diz hacker alemão

I constructed this image using :image:Computer...Image via WikipediaVírus que atrasou programa nuclear do Irã é uma "ciberarma", diz hacker alemão.

Por Renato Rodrigues, do IDG Now!

Para Felix "FX" Lindner, o Stuxnet envolveu o trabalho de uma equipe altamente sofisticada e um enorme tempo de testes.

O Stuxnet, vírus que pode ter atrasado em anos o programa nuclear iraniano, foi obra de uma equipe com no mínimo 10 pessoas e com mais de uma década de experiência no assunto. A opinião é de um expert no assunto, o hacker alemão Felix "FX" Lindner, pesquisador da empresa de segurança online Recurity Labs.

No entanto, ele refuta o uso do termo "ciberguerra" para definir a ação do Stuxnet. "Acho que guerra refere-se ao ato hostil de um Estado contra o outro, e não foi caso", disse. Mas ele não hesita em definir o vírus como uma "ciberarma".


FX acredita que, além de prejudicar o programa iraniano, o malware serviu como um aviso, algo como "olha do que somos capazes" ao regime fundamentalista.

FX, que esteve no Brasil a convite da Microsoft, conversou com o IDG Now! sobre o famoso malware, que foi desenvolvido especificamente para atingir instalações industriais com um modelo de controlador da empresa alemã Siemens – o mesmo usado nas centrífugas de urânio do Irã.


Lindner analisou o código do Stuxnet, e descarta que tenha sido desenvolvido na Alemanha, como cogitado por alguns analistas. "Estou certo de que não houve qualquer envolvimento alemão", disse.

Para ele, o Stuxnet envolveu o trabalho de programadores altamente capazes e "um enorme tempo de teste". FX considera o código do vírus "altamente eficaz, e conseguiu cumprir exatamente o que tinha por objetivo: danificar as centrífugas. E isso é bem difícil", afirmou.

O hacker acredita que pelo menos dois governos (um no desenvolvimento, outro na "entrega" do vírus) participou da criação do Stuxnet. No entanto, afirma, Israel poderia ter feito tudo sozinho. "Eles têm uma cópia da instalação nuclear iraniana, e poderiam ter feito todos os testes", argumenta.

Fonte: www.idgnow.com.br


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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Vírus Stuxnet pode ser o início de corrida 'ciberarmamentista'

Kaspersky Internet Security 2010Image via WikipediaVírus Stuxnet pode ser início de corrida 'ciberarmamentista'

Por Renato Rodrigues, do IDG Now!

Estudo da empresa de segurança Kaspersky diz que o worm foi criado por um grupo sofisticado e com amplo acesso a recursos financeiros.

O recente ataque do worm Stuxnet está gerando muitas discussões e especulações sobre a intenção, o propósito, a origem e, principalmente, as identidades dos responsáveis pelo ataque e dos seus alvos.

O vírus, altamente sofisticado, contaminou empresas no mundo todo, mas parece ter afetado particularmente o Irã.

Por isso, suspeita-se que ele tenha sido criado com o propósito de atacar o programa nuclear iraniano.

Para apimentar a história, há pistas no código que, teoricamente, levariam a Israel. Mas não há provas disso, e essas dicas podem ter sido colocadas lá de propósito.

Afinal, não faria sentido algum que os criadores deixassem marcas que revelassem a autoria.

Eugene Kaspersky, co-fundador e CEO da Kaspersky Lab, descreve o Stuxnet como a abertura da "Caixa de Pandora".  “Ele não foi criado para roubar dinheiro, enviar spam ou se apoderar de dados pessoais. A intenção é sabotar fábricas e prejudicar sistemas industriais", diz. "É aí que está a diferença e o marco para um novo mundo. A década de 90 foi marcada pelos vândalos cibernéticos e os anos 2000 pelos cibercriminosos. Agora estamos entrando na década do terrorismo cibernético”, acredita.

De acordo com a Kaspersky, o Stuxnet é um ataque de malware singular, sofisticado e apoiado por uma equipe altamente especializada, com conhecimento profundo da tecnologia SCADA e ICS. A empresa acredita que este tipo de ataque pode ter sido realizado com o apoio e suporte de um governo.

Os pesquisadores da companhia descobriram, inicialmente, que o worm explora quatro diferentes vulnerabilidades do “dia zero” (0-day). Três destas foram repassadas à Microsoft, que passou a trabalhar em conjunto com a Kaspersky na criação de patches.

Além de explorar as vulnerabilidades, o Stuxnet também utilizou dois certificados válidos (da Realtek e da JMicron), o que ajudou a manter o malware camuflado por um bom tempo.

O objetivo principal do worm é acessar o Simatic WinCC SCADA, sistemas de controles utilizados para monitorar e controlar processos industriais. Sistemas similares são adotados em tubulações de petróleo, usinas elétricas, grandes sistemas de comunicação, aeroportos, navios e até instalações militares em todo o mundo.

O conhecimento da tecnologia SCADA, a sofisticação do ataque, o uso das diferentes vulnerabilidades e dos certificados legítimos levaram a Kaspersky a supor que o Stuxnet foi criado por uma equipe de profissionais extremamente experientes e que tiveram acesso a "grandes recursos e suporte financeiro".

A localização geográfica do ataque (inicialmente no Irã) sugere que ele não está relacionado a um grupo cibercriminoso comum. Além disso, os especialistas em segurança da Kaspersky que analisaram o código do worm insistem que o principal objetivo do Stuxnet não foi espionar sistemas infectados, mas levar a uma sabotagem.

Todos os fatos mencionados acima indicam que o desenvolvimento do Stuxnet foi, provavelmente, apoiado por uma nação-estado, que possuía fortes dados de inteligência à sua disposição.

De acordo com a empresa, o Stuxnet é um protótipo de uma arma cibernética que levará a criação de uma nova corrida armamentista no mundo.






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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Interpol defende criação de sistema global de verificação de identidade

Interpol defende criação de sistema global de verificação de identidade

Por MIS Asia

Em conferência, órgão ressaltou a importância do combate ao Cybercrime e da criação de padrões seguros de comunicações entre as polícias.

Os órgãos de repressão ao crime de todo o mundo deveriam considerar seriamente a criação de um sistema internacional de verificação de identidade, defendeu o secretário-geral da Interpol Ronald K. Noble.

Noble fez a declaração durante a primeira Conferência Interpol de Segurança da Informação, que foi copatrocinada pela polícia de Hong Kong. O evento, que teve início na quarta-feira (15/9), busca proporcionar a representantes de órgãos policiais, executivos do setor e especialistas acadêmicos de todo o mundo um espaço para discussão de questões relacionadas à segurança da informação.

Prevenção e detecção

Cerca de trezentos delegados de cinquenta nações vieram a Hong Kong para atender a conferência de três dias, que termina nesta sexta-feira (17/9). A conferência, cujo tema é “Cooperação global hoje para os riscos de InfoSec de amanhã”, deverá gerar soluções criativas para a prevenção pontual e a detecção de crimes high-tech.

No fim da conferência, os participantes esperam ter respostas para o combate a crimes como ataques de vírus e ciberterrorismo, bem como para questões-chave relacionadas ao gerenciamento e à segurança de dados pessoais e as redes de comunicações das polícias.

Crimes como esses são uma enorme ameaça a economias nacionais e à segurança global. Em sua palestra, Noble disse que a Interpol ocupa a posição ideal para coordenar ações contra “a ameaça concreta de segurança” do Cybercrime.

“Considerando o anonimato do ciberespaço, o Cybercrime pode de fato ser uma das ameaças criminosas mais perigosas de todos os tempos”, disse Noble. “Qualquer estratégia de combate contra o crime transnacional deve, portanto, incluir o policiamento de segurança da informação e o fornecimento de canais seguros de comunicação para as polícias do mundo, com base em padrões comuns.”

Padrões de segurança

A Interpol tem assumido um papel ativo na criação de padrões internacionais de segurança da informação. Alguns dos resultados desse esforço são o sistema seguro de comunicações utilizado e o smartcard e-ID, ambos utilizados pela organização.

Produzido em parceria com a Entrust, o smartcard permite que agentes de quaisquer dos 188 escritórios da Interpol possam se comunicar com segurança a partir de qualquer base fixa ou móvel.

“Além de servir como espaço para a troca de boas práticas e experiências valiosas, a conferência oferece uma grande oportunidade para entender as ameaças comuns enfrentadas por diferentes regiões do mundo e para negociar parcerias na identificação das soluções”, afirmou o comissário de polícia de Hong Kong, Tang King-shing.

(Anuradha Shukla)

Nota: Com os novos documentos de identidade contendo chips embutidos vai ficar fácil ter um banco de dados com informações detalhadas sobre as pessoas. Podendo esses dados ser acessados em qualquer lugar do mundo por qualquer serviço de segurança.





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