Dr. Patrick Moore deixou
Greenpeace que ajudou a fundar
O Dr. Patrick Moore foi um dos co-fundadores do
Greenpeace. Ele partiu para as Ilhas Aleutas na missão inaugural do
grupo em 1971 visando protestar contra os testes nucleares
norte-americanos.
Ele liderou Greenpeace durante 15 anos até
que saiu abruptamente. Tornou-se, então, defensor de algumas das
causas mais detestadas pelo ambeintalismo. Por isso é menosprezado e
tido como um “renegado”.
“A adoção do tema do clima foi uma
decisão maior e aconteceu por duas causas diversas.
“A
única forma de eles continuarem contra o establishment ocidental era
adotar posições ainda mais extremadas.
Moore: "Eles traziam o
neo-marxismo e aprendiam a linguagem verde de uma maneira
muito astuta"
“Por exemplo, eu deixei Greenpeace no
meio de uma campanha que visava proibir o cloro. E eu lhes dizia:
‘mas, rapazes, trata-se de um elemento que está na tabla periódica
dos elementos, vocês sabem que eu acho que não está no nosso poder
proibir draconianamente um elemento químico’.
“A outra
razão do aparecimento do ecologismo extremo foi que o comunismo
mundial havia fracassado. O Muro caia e um mundo de pacifistas e de
ativistas políticos se reciclava no movimento ambientalista.
“Eles
traziam consigo o neo-marxismo e aprendiam a linguagem verde de uma
maneira muito astuta para promover um programa que tinha mais a ver
com a anti-globalizaçao e o anti-capitalismo que com a ecologia ou a
ciência”.
Posteriormente, entrevistado pela revista
“Newsweek”
ele acresentou novos dados. Eis alguns excertos:
Moore denuncia ideologia
neomarxista, ausência de ciência e sensacionalismo
propagandistico em Greenpeace
“Nós estávamos tão focados no
aspecto destrutivo da guerra nuclear que cometemos o erro de
assimilar energia nuclear com armas nucleares, como se todas as
coisas nucleares fossem más.
“De fato hoje, o Greenpeace
ainda usa a palavra ‘mal’ para descrever a energia nuclear. Eu
acho que é um erro tão grande como você amalgamar medicina
nuclear com armas nucleares.
“A medicina nuclear usa
isótopos radioativos para tratar com sucesso milhões de pessoas
todos os anos, e esses isótopos são produzidos em reatores
nucleares.
“Eu deixei Greenpeace porque meus colegas
diretores, nenhum dos quais tinha qualquer formação científica,
lidavam com questões sobre produtos químicos, biologia e genética,
sem terem formação alguma.
Desmatar é necessário,
disse Moore à TV de Vancouver, Greenpeace age sem ciência e
contra o bom senso. Foto: ativistas contra Código
Florestal
“Eles usavam da organização para um
‘ambientalismo pop’ com base no sensacionalismo, a
desinformação, a tática do medo, etc, para tratar com as pessoas
numa base emocional, em lugar de apelar para o arrrazoado
intelectual.
A continuação o ex-lider de Greenpeace
mostrou distorções e falsos espalhados pelo ambientalismo a
respeito de certas energias “alternativas” :
“Além de
energia hidrelétrica, a tecnologia nuclear é a única de que
dispomos, além dos combustíveis fósseis, como fonte de energia
contínua em larga escala.
“Você pode confiar nelas 24
horas por dia, sete dias por semana.
“A energia eólica
e a solar são intermitentes e, portanto, não são confiáveis. Como
você pode fazer funcionar hospitais, fábricas, escolas e até mesmo
uma casa quando o fornecimento de eletricidade desaparece três ou
quatro vezes por dia?
Energia solar e absurdamente
cara, instável e não confiável.
“O vento pode ter um papel menor para
reduzir o consumo de combustíveis fósseis, porque você pode
renunciar aos combustíveis fósseis mas só quando o vento está
soprando.
“Substituir os combustíveis fósseis com
energia solar é completamente ridículo.
“Os subsídios
governamentais à energia eólica e solar por toda parte são
maciços. A França tira 80% de sua eletricidade das usisnas
nucleares e não tem altos custos de energia. A Suécia, produz 50%
de sua energia nas centrais nucleares e tem custos de energia muito
razoáveis.
“O custo de produção de electricidade das 104
usinas nucleares em operação nos Estados Unidos é de 1,68 centavos
de dólar por kilowatt-hora, não incluindo os custos de capital.
Em recente livro, Moore
explica por que deixou Greenpeace
“O custo da energia nuclear é muito
baixo e competitivo.
“A electricidade produzida em centrais
a gás custa três vezes mais do que a nuclear, pelo menos.
“O
custo da electricidade tirada de eólicas aumenta cinco vezes mais, e
a gerada pelas centrais solares é 10 vezes mais”.
E
refutando o medo irracional de que as usinas nucleares possam
multiplicar os arsenais atômicos e gerar um holocausto planetário,
disse:
“Você não precisa de um reator
nuclear para fazer uma arma nuclear. Com tecnologia de centrifugação
é muito mais fácil, mais rápido e mais barato fazer uma arma
nuclear.
“Você nunca vai mudar o fato de que existem
pessoas más no mundo.
Energia nuclear e barata,
segura, confiável, estável, diz Dr. Moore
“A maioria das mortes em combate nos
últimos 20 anos não foi causada por armas nucleares, bombas, fuzis,
minas terrestres ou qualquer outra arma, mas pelo facão.
“Entretanto, o facão é a ferramenta mais importante para
os agricultores no mundo em desenvolvimento. Centenas de milhões de
pessoas o usam para limpar suas terras, cortar a lenha e fazer a
colheita. Proibir o facão não é uma opção”.
Diversos
grupos e diversas ONGs que participaram da Rio+20 estão imbuídos da
mentalidade da Nova Era e, de forma clara, aderiram à espiritualidade e àeducação gaiana. A educação gaiana, aGaia Education, é um projeto global que tem por escopo capacitar pessoas para a "sustentabilidade".
Noartigo anteriorafirmei
que a Rio+20 é um evento inserido na agenda da Nova Ordem Mundial, a
qual propõe uma espiritualidade anticristã, o abortismo, a supressão
gradual das liberdades civis e da soberania dos Estados.
No presente
artigo procurarei apresentar mais fatos e informações a respeito.
1.Construindo uma nova espiritualidade
Os
construtores da Nova Ordem Mundial sabem que não podem abolir as
religiões da face da Terra. O apelo à transcendência está presente em
todas as sociedades humanas. Para contornar essa impossibilidade, os
planificadores globais promovem a nova religião, a chamadaNova Era.
A
Nova Era não é propriamente uma religião, mas tão somente um simulacro
de religião, que se apropria indevidamente de elementos de diversas
tradições religiosas e os mistura comum discurso pretensamente “científico” e com técnicas psiquicas, mantras, programação neorolinguística e autoajuda.Trata-se
de uma “religião” biônica e universal criada em laboratório com vistas a
suprir a demanda religiosa durante a construção da Nova Ordem Mundial.
Em tempo hábil, a Nova Era será descartada, mas enquanto isso não
acontece, ela servirá como um pano de fundo religioso legitimador dagovernança global. A Nova Era precede o pesadelo tecnocrático e científico de Aldous Huxley em o Admirável Mundo Novo.
A Nova Era não é uma “religião” institucionalizada, com um corpo coeso de doutrinas e ritos, ela é ummovimentoe,
enquanto tal, já possui - por força dos inúmeros grupos, seitas e
submovimentos que para ela concorrem - certa autonomia, ou seja, já se
apresenta como um simulacro suficiente de religião nesses tempos de
materialismo cafona e conta com número significativo de adeptos.
Contudo, a Nova Era ainda precisa parasitar as grandes tradições
religiosas, ou para corroê-las por dentro ou para fisgar novos adeptos à
nova espiritualidade global.
Engana-se
quem pensa que a Nova Era limita-se a parasitar as filosofias e as
religiões orientais e as crenças animistas. Na atual etapa, a Nova Era é
usada para forjar a unificação das religiões e para isso se infiltra
também nas religiões do ramo semítico, mormente no Cristianismo[1].
A
construção de uma “religião” global passa pela promoção de um
ecumenismo indecente entre as tradições religiosas e pelo resgate de
mitos antigos como o mito de Gaia.
Por meio daHipótese de GaiaJames Lovelock, um dosfounding fathersdo aquecimentismo antropogênico[2], não apresentou somente uma hipótese científica pela qual seconsidera a Terra um ser vivo em busca de seu autoequilíbrio, mas também resgatouo mito deGaia,a Terra, ou Mãe Terra, mito esse que veio a ser usado no bojo da nova espiritualidade da Nova Era.
NaTeogoniade Hesíodo, Gaia é uma divindade, umapotestadeoudivindade originária[3].
Pode-se dizer que o culto a Gaia serve a uma concepção panteísta de
Deus. No entanto, nesse culto a própria ideia de Deus acaba sendo
deixada de lado, pois o que se cultua não é um suposto deusnanatureza, imanente, mas anatureza em si: diviniza-se a natureza.
O
culto a Gaia se presta a dois fins imediatos: além de romper com a
noção de transcendência, acaba por suprir a demanda feminista por umsagrado feminino.
A
noção de transcendência que se perde é a noção de que existe um Deus
criador, que embora também seja imanente, está para além do tempo, além
do mundo e de sua criação. Ao se perder essa noção, o homem deixa de se
sentir umacriaturaque tem sua própria relação com o transcendente. Na linguagemnew agerou
somos todos deuses ou somos uma massa celular compactada regida quase
que exclusivamente por reações bioquímicas e ou por “energias”[4]. O próprio Deus - quando permitem falar Dele - é reduzido a uma mera energia.
Entretanto,
essa perda deixa um vácuo que precisa ser preenchido por uma
transcendência artificializada. É por essa razão que os movimentosnew agersse
valem de correntes místicas e esotéricas ou pseudo-esotéricas das mais
diversas com o fito de promover uma suposta “iluminação”.
A Nova Era é tida como a era do “novo tempo”, aEra de Aquários, a Erapós-cristã.
E qual é a relação da Rio+20 com essa história?
Só
com uma olhada rápida e descuidada é difícil identificar com clareza a
relação da Rio+20 com a Nova Era. No entanto, quando se vai um pouco
mais a fundo a relação começa a se tornar evidente.
Diversos
grupos e diversas ONGs que participaram da Rio+20 estão imbuídos da
mentalidade da Nova Era e, de forma clara, aderiram à espiritualidade e àeducação gaiana. A educação gaiana, aGaia Education, é um projeto global que tem por escopo capacitar pessoas para a "sustentabilidade". No Brasil, a educação gaiana é promovida pelaONG Terra UNA. AGaia Educatione seusrepresentantes brasileirosestão na Rio+20.
Mas o que mais evidenciou a relação da Rio+20 com a Nova Era foi aCúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental, que foi
“um evento organizado pela sociedade civil globalque
acontecerá entre os dias 15 e 23 de junho no Aterro do Flamengo, no Rio
de Janeiro – paralelamente à Conferência das Nações Unidas sobre
Desenvolvimento Sustentável (UNCSD), a Rio+20”[5].
Na Cúpula dos Povos foi montanda uma Tenda chamadaGaia Home, na qual froam realizados rituais que mostraram bem a nova espiritualidade que orienta a Rio+20.
Dança da Paz na Rio+20
Não se pode dissociar essas iniciativas notoriamente religiosas, ou melhor, pseudo-religiosas, com as atividades da URI (United Religions Initiative),
que é hoje um tentáculo da ONU. No entanto, ações as quais dá suporte
são observadas desde o século XIX, visando, em nome da tolerância e
pluralidade religiosa, neutralizar a influência das grandes religiões; o
principal alvo é o cristianismo, bem como fortalecer idéias como o
controle populacional, uma “ética global” coletivista, e reduzir as
religiões à mera militância em prol “de um mundo melhor”, ao mero
ativismo social.
O livro de Lee Penn, False Dawn,
traz praticamente tudo o que é necessário saber a respeito da URI, e
logo se percebe porque eventos como a Rio+20 são como são.
A
nova espiritualidade global é uma espiritualidade sem Deus; é uma
espiritualidade onde não há pecado, nem pecadores, mas tão somente
semi-deuses “iluminados” e “libertos”, partícipes da ”nova consciência
universal” definida de antemão pelos novosConcílios Ecumênicos,
formados pela ONU e pelas ONGs (cujos líderes são como patriarcas que
representam a massa dos fiéis da sociedade civil global).
2.Aborto para a sustentabilidade
A legalização do aborto por todos os cantos do mundo é um dos objetivos mais caros da agenda da Nova Ordem Mundial.
O aborto em escala global é defendido e patrocinado por diversos atores da Nova Ordem Mundial (ONU[6], OMS[7], Fundação Ford[8], etc.).
A defesa do aborto por ONGs visa dar a impressão de que é a sociedade que almeja a prática “sustentável” do aborto.
Essa
postura das ONGs na Rio+20 não deve causar espécie. As ONGs
globalistas, muito bem financiadas por fundações bilionárias, estão
fazendo o que foram pagas para fazer; estão atendendo, pavlovianamente,
ao chamado de seus senhores.
Doravante, já se pode falar em “aborto verde”, “aborto sustentável” ou, quiçá, “bioaborto”.
3. “Governança Mundial”
A
soberania dos Estados é um óbice para a construção de uma Nova Ordem
Mundial e de um Governo Mundial. Os globalistas não se cansam de criar
estratégias para superar o conceito “retrógrado” de soberania. Em
novilíngua, é preciso “avançar”...
O
globalismo de cepa ocidental é sofisticado, sedutor, e forjado com
muita paciência. Esse globalismo não é propriamente uma novidade[10], no entanto, sua efetiva articulação é mais recente.
Da
década de 1950 para cá é possível se constatar o fortalecimento e a
aceitação do discurso globalista. Contudo, a propositura de um Governo
Mundial propriamente dito só surge na década de 1990[11].
Para tornar palatável a ideia de um Governo Mundial os globalistas inventaram a expressão eufemística “Governança Global”.
Como tentáculos da Nova Ordem Mundial, asmelancias totalitáriasreunidas na Rio+20 promovem abertamente a dita “governança global”.
Os
mentores do governo mundial viram na questão ambiental um meio eficaz
para legitimar a criação de um poder global centralizado. Para tanto,
exploram-se até a exaustão problemas transfronteiriços (p. ex.: chuva
ácida, questão dos refugiados ambientais, etc.) e ou regionais com
vistas a transformá-los em problemas globais que demandam soluções
globais. Assim, foram elaborados uma série de documentos enfatizando a
“necessidade” de umaGovernança Globalpara se proteger o meio ambiente e se promover o desenvolvimento sustentável.
Porém, antes de defenderem enfaticamente um Governo Mundial os
planejadores globais destacaram a importância de haver uma Organização
Mundial para o desenvolvimento sustentável. Assim, em 2002, o relatório International Sustainable Development Governance.The Question of Reform: Key Issues and Proposalsda
Universidade das Nações Unidas já defendia a centralização política da
questão ambiental na World Environment Organisation (WEO).
Na
esteira desse relatório foram elaborados outros relatórios: em 2008, o
International Institute for Sustainable Development (IISD) publicou um
texto chamadoGovernança Ambiental Global: Quatro Passos para Coerência segmentada: Uma Abordagem Modulare em 2010, o Instituto Fritjof Nansen publicou o relatórioInternational Environmental Governance; também 2010 o Stakeholder Forum elaborou, já visando a Rio+20, o Artigo de Discussão 1: Governança Internacional para o Desenvolvimento Sustentável e Perspectiva Iniciais para Rio +20.
Superada a fase preparatória, os globalistas já se permitem falar emGovernança Globalsem, contudo, os usuais e limitantes subtítulos. Nesse sentido, merecem destaque asPropostas Para uma Nova Governança Mundial, as quais foram elaboradas tendo em vista a Conferência Rio+20[12]. Dentre as propostas vale destacar ainstituição de um Tribunal Internacional do Meio Ambientee aconstituição de uma força armada mundial independente dos Estados.
Por fim, merece destaque o textoCaminhos e Descaminhos para a Biocivilização disponibilizado peloPortal Rio+20. O texto propõe uma transformação no paradigma civilizatório no sentido de se criar umaBiocivilização. O textofala
em “desprivatização da família”, critica uso de carros, manifesta
indignação com os sistemas de segurança e vigilância dos prédios e
condomínios (vistos como meios de exclusão social), traz apropriedade privada intelectual como um elemento “negador de humanidade”,defende
que o “princípio da propriedade individual da terra” deve ser posto
radicalmente em questão e, por fim, defende “o diálogo intra e inter
movimentos que permita sínteses novas combinando tudo o que significa o
bem viver dos povos indígenas,com o cuidado das feministas(???),
o conhecimento compartilhado das plataformas do software livre e do
copyleft, da agroecologia e economia solidária, sem contar o que vem da
ecologia profunda e a ética ecológica”. O diálogo entre os diversos
“sujeitos coletivos” é tido como “um novo modo de fazer política”; um
“mosaico dinâmico e de múltiplas possibilidades da nascentecidadania planetária”.
4. Declaração final da Rio+20 – “The future we want”
A declaração final da Rio+20,The future we want, por ser uma declaração oficial,
adota, ardilosamente, um tom leniente. A Declaração, de forma
estratégica e sedutora aponta a necessidade de se erradicar a pobreza,
coloca o ser humano no centro do desenvolvimento sustentável e reafirma a
importância da liberdade, da segurança, do estado de direito e dos
direitos humanos, dando assim, a impressão de que se trata de um evento
voltado tão somente para resolução de problemas e para a valorização da
vida humana. Isso é só estratégia discursiva.
A Declaração Final da Rio +20 reafirma os princípios da Rio 92 e osplanos de ação anteriores,
ou seja, reafirma a agenda novordista que a precedeu. Destarte, traz
novamente o discurso da necessidade e urgência de se enfrentar as
mudanças climáticas e, alinhada com as propostas anteriores de redução
da população mundial, enfatiza a promoção do planejamento familiar e dos
direitos sexuais e reprodutivos de mulheres e jovens:
Reafirmamos nuestro compromiso con la igualdad entre los géneros y la protección de los derechosde la mujer, los hombresy los jóvenes a tener control sobre las cuestiones relativas a su sexualidad, incluido el acceso a la salud sexual y reproductiva,y decidir libremente respecto de esas cuestiones[…].
A defesa dosdireitos sexuais e reprodutivosdas mulheres é uma forma sofisticada de se promover a agenda abortista.
Quanto
à promoção de direitos sexuais aos jovens, vale dizer que há aí a
tentativa de retirar a autoridade dos pais sobre seus filhos. O objetivo
é fazer com que os jovens exerçam, precocemente e sem quaisquer
impedimentos, a sexualidade. Eis aí uma aplicação concreta da
“desprivatização” da família.
Ademais, a Declaração reconhece a importância internacional da expressão “Mãe Terra” (“Madre Tierra”).
Conclusão: Tal como Hitler, Stálin e Mao, as melancias totalitárias propõem um novo homem e uma nova civilização.
A
Rio+20 não é um evento espiritualmente neutro, afinal a ONU não é, e a
existência da URI é prova disso. Ela está alicerçada num projeto que
visa construir uma nova espiritualidade global.
Nessa
espiritualidade, o ser humano é colocado no mesmo plano das galinhas e
das árvores. Na Nova Era, a morte de um ser humano é análoga a uma
espinha que estoura, ao furúnculo que é expelido. É por isso que as ONGs
defenderam o aborto como uma prática sustentável. Matar bebês no ventre
de suas mães, nesses tempos de duplipensar, não éviolência é “não violência”, épaz.
Os biocidadãosnew agersse
postam contra as guerras e promovem uma cultura de “paz” e “não
violência”, o que parece ser uma coisa bonita, pois afinal, quem é que
gosta de guerra, dor e sofrimento?
Contudo, a
sustentabilidade new ager, “gaiana”, não dispensará o uso da força para
se impor. Um exército mundial certamente será o braço armado da solução
ambiental global que marchará contra os povos, as religiões e os
Estados não dispostos a se prostrar perante um poder temporal, global,
ilegítimo e antidemocrático.
A
despeito de eventuais propostas bem intencionadas e razoáveis, a Rio+20
é um evento enraizado numa cosmovisão desumanizadora e totalitária.
O
espetáculo de bom mocismo e engajamento cidadão da Rio+20 é falsa luz é
falsa paz. É a paz sem Deus; é a paz da Nova Ordem Mundial; é a paz do
Governo Mundial.
Notas:
[1]Para
se ter uma ideia do grau de infiltração da Nova Era dentro do
Cristianismo – e também no Judaísmo, diga-se – basta notar que há uma
organização chamadaNational Religious Partnership for the Environment,uma coalisão inter-religiosa que envolve judeus, católicos, protestantes e ortodoxos emtorno da “causa” do meio ambiente. Já háquemdenuncie que a organização está tentando inculcar nas pessoas o culto a Gaia. Outro exemplo trágico é aCampanha da Fraternidade de 2011, cujohino oficialchama
a Terra de “Nossa mãe” e, incorporando plenamente o conceito de Gaia
trazido por Lovelock, diz que a Terra é uma “criatura viva” que
“respira, se alimenta e sofre”.
[2]Recentemente James Lovelock admitiu que suas projeções alarmistas estavam equivocadas.
[3]Cf. HESÍODO. Teogonia: a origem dos deuses. São Paulo: Iluminuras, 2007.
[4]Eric Voegelin provavelmente enxergaria esse processo como um processo de“rebaixamento da substância de ordem dologos, na hierarquia ontológica, para o nível das substâncias orgânicas e dos impulsos”(VOEGELIN, Eric.Bases morais necessárias à comunicação numa democracia. Caderno de Ciências Sociais Aplicadas, Curitiba, n. 5, 2002, p. 09-10). [5]Cúpula dos Povos:http://cupuladospovos.org.br/o-que-e/ [6]A
título de exemplo, vale a pena conferir o seguinte documento: Human
Rights Committe - Second Periodic Report - CCPR/C/BRA/2004/2 - 11 April
2005. Disponível em:http://www.unhchr.ch/tbs/doc.nsf/0/1cfb93fe59fa789ec125703c0046a987/$FILE/G0541019.pdf [7]Cf. ESSIG, Andrew M. The World Health Organization’s Abortion Agenda. New York: IORG, 2010. [8]A
própria Fundação Ford reconhece seus financiamentos ao movimento
pró-aborto. Para conferir isso, basta procurar pelos relatório anuais
dessa fundação (Ford Foundation Annual Report) e fazer uma busca com as expressões “abortion” e “reproductive rights”. [9] Cf.:http://g1.globo.com/natureza/rio20/noticia/2012/06/na-rio20-ongs-estrangeiras-defendem-legalizacao-do-aborto.html [10]Kant,em seu opúsculo dedicadoÀ Paz Perpétua, já propunhanosegundo artigo para a paz perpétuaque “o direito internacional deve fundar-se em umfederalismode Estados livres”, o “Estado dos povos,
que por fim viria a compreender todos os povos da terra”[11]. Ora, o
“Estado dos povos”, de todos eles, reunidos sob um “federalismo de
Estados livres”, em uma ordem internacional só pode significar uma
Federação Mundial que demanda necessariamente umGoverno Mundial(Cf.KANT, Immanuel. À paz perpétua. Porto Alegre, RS: L&PM, 2008, p. 31 e 36). [11]Um
dos primeiros discursos abertos e, por assim dizer, “oficiais” (no
âmbito da ONU), no sentido de se construir um Governo Mundial é o texto
de Jan Tinbergen encontrado noHuman Development Report 1994.Nesse
texto Tinbergen diz: “Mankind’s problems can no longer be solved by
national governments. What is needed is a World Government. This can
best be achieved by strengthening the United Nations system” (UNITED
NATIONS DEVELOPMENT PROGRAMME. Human development report 1994.Disponível em:http://hdr.undp.org/en/media/hdr_1994_en_chap4.pdf). [12]IBASE/FÓRUM PARA UMA NOVA GOVERNANÇA MUNDIAL. Propostas para uma Nova Governança Mundial. Disponível em: http://rio20.net/wp-content/uploads/2011/07/Propuestas_nueva_Gob_mundial_PT.pdf
De
13 a 22 de junho de 2012, o Rio de Janeiro abrigará a Conferência das
Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Por se tratar
de um evento inserido em uma agenda que visa transformar a cosmovisão
de toda humanidade, fundar uma nova economia e aprofundar a agenda da Nova Ordem Mundial, cabe aos conservadores e às pessoas dotadas de bom senso refletir sobre o mesmo.
O evento Rio+20
recebe esse nome porque marca os vinte anos da realização da
Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a
chamada Rio 1992.
O site da Rio+20 destaca que o evento “deverá contribuir para definir a agenda do desenvolvimento sustentável para as próximas décadas”. Mas o que seria o desenvolvimento sustentável?
Até meados de 1960, o desenvolvimento era sinônimo de crescimento econômico e industrialização: desenvolvidos eram os países industrializados e subdesenvolvidos
aqueles que não possuíam uma atividade industrial significativa ou que
apresentavam uma industrialização tardia. A aferição da riqueza e,
portanto, do desenvolvimento, não levava em conta a realidade sobre o
acesso da população a determinados bens (materiais e culturais), mas
dava-se pelo Produto Interno Bruto de um país em relação à sua
distribuição abstrata per capita.
A distinção entre o
desenvolvimento e o crescimento econômico só começou a ganhar corpo com a
consolidação da industrialização dos países ricos e com a
industrialização, tardia, das nações mais pobres, a partir do que se
desenvolveram estudos - amiúde intoxicados pelo dependentismo e pela
ortodoxia marxista - no sentido de comparar as diferenças existentes
entre os países de industrialização precoce e os países de
industrialização tardia no tocante ao acesso dos pobres a determinados
bens materiais e culturais (saúde e educação, etc.).
O tratamento sinonímico entre desenvolvimento e crescimento econômico permaneceu até meados da década de 1960.
O subdesenvolvimento passou a ser identificado pela presença das seguintes características: insuficiência de renda per capita
anual; subalimentação de parte significativa da população; altas taxas
de mortalidade infantil; alto índice de analfabetismo; baixo nível de
indicadores que caracterizam a economia moderna (v.g. geração de energia
elétrica, consumo de aço, etc.); falta de líderes[1]; baixos padrões médios de consumo e de qualidade de vida; mau funcionamento das instituições políticas[2].
Em 1990, criou-se, por meio da ONU, um índice que consolidou alguns critérios para a verificação do desenvolvimento: o Índice de Desenvolvimento Humano
(IDH). Desde o IDH, praticamente abandonou-se a ideia de que o
desenvolvimento significa tão somente crescimento econômico. O IDH leva
em conta três critérios, a saber: educação, renda e longevidade. O IDH
não exclui a ideia de crescimento econômico, mas passou a tratá-lo como
um meio a serviço do desenvolvimento.
Vale destacar que as variáveis não econômicas do desenvolvimento ganharam novo vigor e novos contornos com a obra Development as freedomde Amartya Sen, lançada em 1999.Sen lançou uma nova dimensão sobre as variáveis não econômicas, mormente pela construção teórica das liberdades instrumentais.
A instrumentalidade da liberdade na obra de Sen faz com que o
desenvolvimento seja visto para além do IDH. Sen destaca o papel das
instituições e dos direitos humanos, reforçando a ideia de que o
desenvolvimento não pode ser reduzido ao crescimento econômico, sob pena
de se acabar relativizando as instituições democráticas e de se
desconsiderar a importância das liberdades e dos direitos civis para o
progresso econômico[3].
Na concepção de Sen, portanto, o desenvolvimento se caracteriza por um
processo de remoção das fontes de privação de liberdade, tais como a
negação das liberdades civis, econômicas e políticas por regimes
tirânicos, a pobreza extrema, a carência de oportunidades econômicas,
negligência e(ou) insuficiência dos serviços públicos (v. g. saneamento
básico, assistência médica e segurança pública)[4].
O termo “sustentável” por sua vez, decorre do desenvolvimento teórico da ideia de sustentabilidade,
a qual implica, segundo José Eli da Veiga, no “duplo imperativo ético
de solidariedade sincrônica com a geração atual e de solidariedade
diacrônica com as gerações futuras”[5].
A noção primeira de sustentabilidade surgiu com o Relatório Brundtland (também chamado de Our Common Future), publicado em 1987. O Relatório conceitua desenvolvimento sustentável como sendo “o
desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer
a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”[6].
Vale destacar que o termo sustentabilidade ganhou maior notoriedade com a ideia do tripé da sustentabilidade (ou triple bottom line),surgida em 1994 com a obra Cannibals with Forks: the Triple Bottom Line of 21st Century Business
de John Elkington. Nessa obra, Elkington propõe que as organizações
devem buscar criar valor em três dimensões: a econômica, a social e a
ambiental. Na esteira de John Elkington, José Eli da
Veiga afirma que a sustentabilidade busca “soluções triplamente
vencedoras (Isto é, em termos sociais, econômicos e ecológicos),
eliminando o crescimento selvagem obtido ao custo de elevadas
externalidades negativas, tanto sociais quanto ambientais”[7].
Poderia se pensar que o desenvolvimento sustentável une o desenvolvimento (entendido sob o prisma de Amartya Sen e do IDH) e a ideia de sustentabilidade.
Pensar assim, no entanto, demanda uma construção teórica aparte, um
estudo propositivo. Em verdade, o conteúdo que a expressão desenvolvimento sustentável
paulatinamente vem ganhando parece distanciar-se cada vez mais da
valorização do ser humano, das liberdades civis e econômicas e da busca
honesta pela resolução de problemas sociais e ambientais como o
analfabetismo, a falta de saneamento básico (um dos mais graves
problemas ambientais!) e a miséria. As liberdades públicas, as propostas
de combate à miséria e a resolução de problemas básicos que afetam a
humanidade até fazem parte da “agenda” do desenvolvimento sustentável,
mas cada vez mais servem como “bois-de-piranha” para a passagem uma
“boiada” de conceitos, valores e políticas globalistas. Para
um intérprete incauto a expressão desenvolvimento sustentável soa como
uma coisa boa, pois afinal quem há de se opor ao desenvolvimento
econômico aliado a uma melhoria das condições sociais e de quebra
preservando o meio ambiente? Ademais, tendo em vista que a expressão
tornou-se um mantra, repetido em todo lugar, torna-se difícil para o
cidadão comum ver aí qualquer coisa ruim.
Ocorre, no entanto, que
o discurso do desenvolvimento sustentável pouco preza pela harmonização
dos “pés” da sustentabilidade. O discurso muda conforme o auditório.
Para um público composto por empresários, ruralistas, estudantes de
administração, economia, engenharia e direito ainda há certa moderação e, por isso mesmo, ainda subsiste
um discurso que diz que o desenvolvimento sustentável deve harmonizar
fatores econômicos, sociais e ambientais. Para os cientistas sociais e
para todos aqueles que ainda bebem na fonte do marxismo ortodoxo o “pé”
mais importante ainda é o social: a degradação ambiental é um detalhe no
meio da opressão social causada pelo capitalismo. Para as demais
pessoas prevalece o “pé” do meio ambiente. A existência de um discurso
moldável ao público a que se destina mostra, por si só, que há uma
distorção na suposta harmonização de variáveis alegada pelos defensores
mais honestos da sustentabilidade.
Os
discursos intelectualmente honestos nas propostas de desenvolvimento
sustentável só atingem um público pequeno e por serem raros, não surtem
um efeito neutralizador em relação ao hegemônico discurso
ambientalista.
Recentemente o filósofo Olavo de Carvalho trouxe à tona o conceito jornalístico do termo suíte. Na linguagem jornalística, há o suíte quando um jornal ou diversos jornais dão prosseguimento a um assunto noticiado, ou seja, quando há repercussão. Assim, de nada adianta a Band entrevistar José Carlos Molion ou o Programa do Jô entrevistar Ricardo Augusto Felício,
permitindo que esses cientistas apresentem argumentos contrários à
hipótese do aquecimento global antropogênico e ao ambientalismo radical,
se os argumentos aí mostrados não serão repercutidos e colocados na
pauta do debate público. Prevalece a hipótese aquecimentista e o
falatório ambientalista.
Os programas de TV, as
campanhas e as políticas pró-sustentabilidade, e a educação infantil
sobre a sustentabilidade privilegiam o meio ambiente e colocam a
humanidade como uma espécie de vírus que assola o planeta. Mas por que
isso acontece? Por causa das teorias globalistas, novordistas e new agers que são, quase que necessariamente, o preâmbulo de toda discussão sobre o desenvolvimento sustentável.
O discurso moderno da sustentabilidade encontra suas raízes no Clube de Roma,
que foi fundado em 1968. O Clube de Roma reúne celebridades políticas,
acadêmicas e empresariais para debater temas como política, economia e
meio ambiente. O Clube ganhou notoriedade em 1972, com a publicação do
relatório intitulado The limits of growth (Os Limites do Crescimento) ou Relatório do Clube de Roma.
Dentre os temas abordados pelo relatório estão: energia, poluição,
saneamento, saúde, meio ambiente, tecnologia e crescimento populacional.
O relatório trabalha contra dois tipos de crescimento, o econômico (no
sentido industrial) e o populacional, o quais levariam a um esgotamento
dos recursos e a níveis de poluição que a Terra não seria capaz de
suportar.
No
mesmo ano em que se publicou o Relatório do Clube de Roma realizou-se,
por meio da ONU, a Conferência de Estocolmo, que versou sobre a relação
entre a humanidade e a natureza, adotando um discurso contrário à
industrialização.
Também em 1972, o químico James Lovelock apresentou ao mundo a Hipótese de Gaia, a qual resgata o conceito pagão da deusa-mãe, a Mãe Natureza, a Mãe Terra, e concebe
a Terra como um ser vivo que busca seu equilíbrio, por assim dizer,
“homeostático”. Na obra de Lovelock a humanidade é colocada como
elemento desestabilizor desse equilíbrio.
Sete anos após a publicação do Relatório do Clube de Roma foram erigidas as famosas Pedras Guia da Geórgia, um monumento que traz uma espécie de decálogo novordista escrito em oito idiomas. Dentre
os mandamentos vale destacar o primeiro e o décimo. Alinhado com o
Relatório do Clube de Roma, o primeiro mandamento diz “Maintain
humanity under 500,000,000 in perpetual balance with nature”. Já o
décimo mandamento traz todo o desprezo dos planejadores globais pela
humanidade, pois vê em cada ser humano um câncer potencial: “Be not a cancer on the earth - Leave room for nature”.
Os passos seguintes foram o Relatório Bruntland e a Rio-92 (também chamada de Cimeira da Terra), a qual globalizou de vez a questão ambiental.
Não se pode negar que o Relatório Bruntland defende medidas interessantes, como a reciclagem
de materiais reaproveitáveis, incentivo ao planejamento urbano (no
sentido de proteger mananciais e diminuir os impactos negativos das
atividades industriais sobre a sua vizinhança) e adoção de políticas
governamentais que atendam necessidades básicas da população. Contudo, o
Relatório também propôs a limitação do crescimento populacional, o banimento das guerras e concebeu a ONU como protagonista e coordenadora de um programa global de desenvolvimento sustentável.
A
Rio 92, por sua vez, resultou numa série de documentos e convenções,
tais como a Carta da Terra, a Convenção Sobre Mudanças Climáticas e a
Agenda 21. A Carta da Terraexulta o surgimento de uma sociedade civil global que servirá para “construir um mundo democrático e humano” e, alinhada com a espiritualidade da Nova Era, propõe a promoção de uma “cultura de tolerância, não-violência e paz” (para tanto, propõe, por exemplo,adesmilitarização dos sistemas de segurança nacional[8]). A Carta da Terra ainda enfatiza a
necessidade de se “adotar estilos de vida que acentuem a qualidade de
vida e subsistência material num mundo finito” (quem definirá esse
“estilo de vida”?). Já a Convenção Sobre Mudanças Climáticas preparou o
terreno para a elaboração do Protocolo de Kyoto e para o fortalecimento
da hipótese do aquecimento global antropogênico. E a Agenda 21, por sua
vez, estabelece que o desenvolvimento sustentável deve ser
arquitetado em âmbito global com o apoio dos países. Embora cada país
tenha sua própria Agenda 21, as diretrizes para a elaboração da agenda
vêm da cúpula globalista.
De certa forma, a construção teórica do desenvolvimento conseguiu neutralizar as propostas revolucionárias da teoria da dependência e o discurso anti-industrialização do Clube de Roma. Já o desenvolvimento sustentável,
por ser parte de uma agenda globalista, dificilmente se afastará do
radicalismo ambientalista, das pretensões novordistas e do seu elemento,
por assim dizer, “espiritual”, o movimento da Nova Era.
A
precariedade de abordagens sinceras sobre a relação entre economia,
sociedade e meio ambiente e a preferência pelos referenciais teóricos
globalistas e neopagãos torna a defesa do desenvolvimento sustentável
uma mera engrenagem de um projeto globalista.
Os totalitaristas
sabem que não podem implantar a Nova Ordem Mundial de supetão, por isso
se valem de propostas aparentemente bem intencionadas para camuflar seus
mais macabros projetos. O processo de justificação da Nova Ordem
Mundial está em marcha e conta com o apoio da mídia, de governos, de
diversas empresas, de ONGs e de inúmeras instituições renomadas de
ensino superior.
O evento Rio+20 não é apenas a continuação da
Rio-92. As raízes da Rio+20 são bem mais profundas; é a continuidade de
uma estratégia lançada pelo Clube de Roma. Embora a Rio+20 se proponha a “definir a agenda
do desenvolvimento sustentável para as próximas décadas”, cumpre
destacar que essa agenda já existia e o evento, na verdade, é apenas
mais um item dessa agenda. A agenda na qual a Rio+20 seinsereé
chamada de agenda do desenvolvimento sustentável, mas na verdade é a
agenda da Nova Ordem Mundial, a qual propõe uma espiritualidade
anti-cristã, o abortismo, a supressão gradual das liberdades civis e da
soberania dos Estados. Referências:
[1] BARRE, Raymond. Economia política vol. 1. Rio de Janeiro – São Paulo: Difel, 1978, p. 100-102.
[2] Cf. NUSDEO, Fábio. Curso de economia. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2001, p. 347.
[3]
SEN, Amartya. Desenvolvimento como liberdade. Tradução de Laura
Teixeira Motta. São Paulo: Companhia das Letras, 2000, p. 19-20.
[4] Idem, p. 17-18.
[5] VEIGA, José Eli da. Desenvolvimento Sustentável – o desafio do século XXI. Rio de Janeiro: Garamond, 2005, p. 171.