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terça-feira, 11 de setembro de 2012

FBI prepara sistema para vigiar em tempo real todos os americanos

English: The Seal of the United States Federal...English: The Seal of the United States Federal Bureau of Investigation. For more information, see here. Español: El escudo del Buró Federal de Investigaciones (FBI). Para obtener más información, véase aquí (Inglés). (Photo credit: Wikipedia)FBI prepara sistema para vigiar em tempo real todos os americanos

David Jeffers, PC World (US)

Sistema Next Generation Identification (NGI) será capaz de identificar suspeitos a partir de imagens de câmeras de vídeo.

Graças ao FBI, o governo dos Estados Unidos terá em breve um sistema nacional no lugar capaz de monitorar e identificar "pessoas de interesse" em praticamente qualquer lugar. O sistema Next Generation Identification (NGI) é projetado para ajudar a polícia federal americana a rastrear e capturar criminosos.

As impressões digitais têm sido o principal identificador para polícias de todos os níveis há um século. Mesmo com bilhões de amostras no registro, nunca houve duas iguais.

No entanto, as digitais são apenas um identificador, e grande parte desses dados não são unificados e facilmente acessíveis. O NGI vai incluir reconhecimento de voz, dados de varredura de retina e íris, reconhecimento facial, análise de DNA, e mais em um sistema automatizado projetado para ajudar a polícia a identificar e capturar suspeitos de forma mais eficiente e eficaz.

O NGI é projetado para integrar-se com sistemas de vigilância de câmeras em todo o país. Um algoritmo será utilizado para verificar automaticamente imagens dessas câmeras e comparar rostos com mugshots (fotos de registro da Polícia) para alertar as autoridades quando suspeitos procurados são identificados. O banco de dados do FBI também terá a capacidade de identificar cicatrizes ou tatuagens únicas de possíveis suspeitos.

Muitos computadores e dispositivos eletrônicos de consumo dependem de dados biométricos para identificar e autenticar os usuários. Alguns computadores incluem leitores de impressões digitais que podem ser utilizados no lugar de uma senha, ou em conjunto com ela.

PrivacidadePara os defensores da privacidade, porém, há uma enorme diferença entre o uso de suas próprias características biométricas, como uma medida de segurança para proteger os seus computadores e dispositivos móveis, e o verdadeiro "Big Brother" - um sistema nacional para automatizar a capacidade de espionar toda a população. Os defensores da privacidade estão preocupados com o possível abuso do sistema, ou a perspectiva de que usuários não autorizados possam ser capazes de invadir o sistema e obter acesso a dados sensíveis.

No início deste ano Facebook esteve sob o fogo dos defensores da privacidade e do Senado dos Estados Unidos devido a sua implementação da tecnologia de reconhecimento facial. O sistema é projetado para reconhecer indivíduos e oferecer sugestões para a marcação fotos - o objetivo é motivar as pessoas a se engajar mais na rede social.

Em audiências no Senado sobre o assunto, o FBI ofereceu sua própria perspectiva sobre os prós e contras do reconhecimento facial. O senador Al Franken, no entanto, expressou preocupação de que tal sistema poderia ser abusado por agências de aplicação da lei ou do governo para identificar manifestantes ou participantes de comícios políticos.

Fonte: www.idgnow.uol.com.br

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terça-feira, 8 de maio de 2012

O pai da Web e um dos pais do Google dizem que controle da Internet é assustador


O pai da Web e um dos pais do Google dizem que controle da Internet é assustador

Por Susana Almeida Ribeiro

Tim Berners-Lee defende que a vigilância estatal a praticamente todos os domínios da Internet é uma “destruição dos direitos humanos” Tim Berners-Lee defende que a vigilância estatal a praticamente todos os domínios da Internet é uma “destruição dos direitos humanos” (Philippe Desmazes/AFP)
Duas das mais importantes figuras mundiais ligadas ao desenvolvimento da Internet nas últimas décadas - Tim Berners-Lee e Sergey Brin - defendem que as tentativas de controle e censura da Web que se têm multiplicado um pouco por todo o mundo são “perigosas” e “assustadoras”.

Ambos os especialistas em Internet falaram recentemente ao diário “The Guardian”, num especial que este jornal britânico está a conduzir acerca da batalha pelo controle da Internet a que se tem assistido em todo o mundo e que está a ser protagonizado por governos, empresas, estrategistas militares, ativistas e hackers
Se em países como a China, a Arábia Saudita e o Irã as censuras à atividade dos utilizadores são explícitas e constantes, nos EUA e no Reino Unido a censura também tem começado a anunciar-se, embora de outras formas. Na América foi a vez de a Administração Obama ter apresentado duas propostas de lei, a SOPA (Stop Online Piracy Act) e a PIPA (Protect IP Act), que têm como alvo impedir o acesso a sites que violam os direitos de autor mas que, potencialmente, ameaçam sites inócuos com conteúdos gerados pelos próprios utilizadores, podendo em última análise ser uma ameaça à liberdade de expressão e à inovação.

Paralelamente, está em marcha nos EUA a CISPA (Cyber Intelligence Sharing and Protection Act), que, caso venha a ser aprovada (a votação decorre na próxima semana), daria ao governo norte-americano opções e recursos adicionais para garantir a segurança das redes contra ataques e reforçar a luta contra a violação dos direitos de copyright.

No Reino Unido, a actual polêmica prende-se com a anunciada legislação com vista ao monitoramento em tempo real de toda a atividade online – o que inclui emails, navegação em sites, blogues e redes sociais.

Rapidamente os detratores desta anunciada lei fizeram saber que o combate ao crime e ao terrorismo está a converter-se em invasão de privacidade. Esta teoria foi agora apoiada pelo homem que é considerado o “pai” da Internet tal como a conhecemos hoje, Sir Tim Berners-Lee.

Destruição dos direitos humanos”, diz Berners-Lee

Tim Berners-Lee, considerado o fundador da World Wide Web e cuja função atual é precisamente aconselhar o governo britânico sobre a forma de tornar os dados públicos mais acessíveis aos cidadãos, veio dizer em entrevista ao “The Guardian” que a extensão dos poderes de vigilância estatal a praticamente todos os domínios da Internet é uma “destruição dos direitos humanos” e que irá tornar vulnerável a uma eventual exposição pública uma grande quantidade de informação íntima.

“Se passar a ser possível monitorar a atividade de Internet, a quantidade de controle que se passa a ter sobre as pessoas é incrível. Fica-se a conhecer cada pormenor... De certa forma fica-se a conhecer pormenores mais íntimos sobre a vida de alguém do que as pessoas com quem esse alguém fala todos os dias, porque muitas vezes as pessoas confiam na Internet quando procuram informações em sites médicos... ou por exemplo quando um adolescente procura na Internet informações sobre homossexualidade...”, descreve o engenheiro informático.

“A ideia de que, rotineiramente, devemos guardar informação acerca de pessoas é obviamente muito perigosa. Isso significa que passará a informação que poderá ser roubada, adquirida através de funcionários corruptos ou operadoras corruptas e usada, por exemplo, para chantagear pessoas do governo ou do Exército. Arriscamo-nos a que haja abusos se armazenarmos estas informações”, alertou o especialista.

Tim Berners-Lee considerou ainda que, se o governo considera ser essencial armazenar todo o tipo de informações sensíveis acerca dos seus cidadãos, então é necessário criar um “organismo fortemente independente”, que averiguaria - de forma isenta - se as informações recolhidas são ou não válidas em termos de ameaça à segurança nacional.

Porém, tal como está neste momento, a legislação “deve ser travada”, disse claramente Berners-Lee ao “The Guardian”.

Esta oposição aberta à legislação por parte de uma figura com tanto peso como Berners-Lee está com certeza a criar “dores de cabeça” à ministra britânica do Interior, Theresa May, que já fez saber que as medidas vão mesmo avançar no próximo mês, após o discurso da rainha, agendado para 9 de Maio.”É assustador”, diz Brin

Tal como Berners-Lee, também Sergey Brin - um dos fundadores do Google - é um defensor de uma “Internet aberta” e um crítico de todos aqueles que tentam atacar esses princípios de abertura.

Na entrevista ao “The Guardian”, Brin alertou para o fato de haver “forças muito poderosas que se arregimentaram contra a Internet aberta, em todas as frentes e em todo o mundo”. “Estou agora mais preocupado que nunca. É assustador”, reforçou.

Na sua opinião, a ameaça à liberdade da Internet deriva de uma combinação de governos que, cada vez mais, tentam controlar a comunicação dos seus cidadãos, da indústria de entretenimento, que tenta acabar com a pirataria, e do crescimento de “jardins murados restritivos” como o Facebook e as aplicações da Apple, que controlam de forma muito apertada o software lançado nas suas plataformas.

O bilionário de 38 anos - cuja família fugiu do anti-semitismo que reinava na antiga União Soviética - é considerado a força motriz por detrás da saída do Google da China, em 2010, por causa das generalizadas tentativas de controle e censura por parte do regime de Pequim e também por causa dos constantes ciberataques.

Há cinco anos, Brin disse não acreditar que a China ou qualquer outro país pudesse restringir, efetivamente, a Internet, mas o criador do Google indica agora que já percebeu que estava enganado: “Achei que não havia maneira de pôr o gênio outra vez dentro da garrafa, mas agora parece - em algumas áreas - que o gênio já foi posto dentro da garrafa!”.

Para além de se preocupar com a censura à Internet em países como a China, Arábia Saudita e Irã, o criador do Google mostrou-se igualmente preocupado com a situação nos EUA, reconhecendo que muitas pessoas estão preocupadas com a quantidade de informação delas próprias que neste momento já está nas mãos das autoridades uma vez que está armazenada em servidores do Google.

Brin esclareceu que a sua empresa é forçada, periodicamente, a fornecer dados dos seus utilizadores às autoridades e, algumas vezes, é mesmo proibida - por meios legais - de notificar os seus utilizadores que o fez. “Lutamos muito contra isto e conseguimos muitas vezes não obedecer a estes pedidos. Fazemos tudo o que está ao nosso alcance para proteger os dados. Se pudéssemos (...) não estar sujeitos às leis norte-americanas, isso seria ótimo. Se pudéssemos estar numa jurisdição mágica na qual todas as pessoas do mundo confiassem, isso seria ótimo... Estamos a fazer isso o melhor possível”, disse.

Brin alertou ainda para a forma fechada de operar das plataformas Apple e do Facebook, que na sua opinião dividem a Web. “Por exemplo, toda a informação contida nas aplicações - essa informação não é ‘rastreável’. Não é possível fazer buscas por ela”.

Brin indicou ainda que ele e o seu companheiro de criação do Google, Larry Page, não teriam hoje sido capazes de criar o gigante tecnológico que fundaram em 1998 se a Internet já estivesse dominada pelo Facebook. “Temos que jogar de acordo com as regras deles, que são realmente restritivas. O tipo de ambiente em que desenvolvemos o Google - e a razão pela qual conseguimos desenvolver um motor de busca - era muito aberto. A partir do momento em que há demasiadas regras, isso reprime a inovação”.
Pode-se argumentar que Brin terá palavras duras contra o Facebook porque este site se tornou rapidamente num gigante mundial - com cerca de 850 milhões de utilizadores ativos em todo o mundo - e num poderoso rival do Google em vésperas de se estrear na bolsa.Mas Berners-Lee também há muito que vem alertando para o perigo da dominância da Internet por “silos” como o Facebook e as aplicações fechadas da Apple. Já em 2010 Berners-Lee tinha chamado a atenção para este problema, permanecendo atualmente preocupado com a criação de “fortes monopólios”. Berners-Lee acredita, porém, que é improvável que gigantes como o Facebook possam gozar do seu império indefinidamente. “(...) As coisas estão em mudança contínua, por isso é muito difícil dizer (...) como é que isto vai estar daqui a uns meses”.
Fonte: http://www.publico.pt/Tecnologia/
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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Filme 'Jogos Vorazes' - Uma Amostra da Nova Ordem Mundial


Filme 'Jogos Vorazes' - Uma Amostra da Nova Ordem Mundial

O filme "Jogos Vorazes" acontece em um futuro distópico, onde as massas pobres e miseráveis ​​vivem sob a tirania de uma elite rica e de alta tecnologia. Será que o filme está descrevendo o tipo de sociedade elitista que estão tentando estabelecer para a Nova Ordem Mundial? Vamos então analisar as características do mundo apresentado em "Jogos Vorazes" e como elas se relacionam com os planos para uma Nova Ordem Mundial. Empurrado por uma campanha de marketing gigantesca, esse filme não demorou muito antes de se tornar uma sensação mundial, especialmente entre adolescentes e jovens adultos. Às vezes referido como "a nova saga Crepúsculo", "Jogos Vorazes" tem componentes semelhantes à febre desse primeiro livro (ou seja, uma jovem dividida entre dois rapazes), mas o último ocorre em um contexto muito diferente.


Situado em um futuro distópico (porque o futuro é sempre "distópico"?), "Jogos Vorazes" pinta um quadro bastante sombrio do mundo de amanhã, seja de um ponto social, econômico ou um ponto de vista político. Em suma, é um grande pesadelo onde uma elite rica se sustenta por de trás de uma população faminta. Enquanto isso, a perversidade e o voyeurismo da mídia de massa são levados a níveis absurdos e são usados pelo governo como uma cola para manter a sua ordem social injusta intacta. Será que o filme "Jogos Vorazes" está dando aos adolescentes uma amostra de um futuro não muito distante? Não é preciso bola de cristal para ver que a elite está tentando levar o mundo a tal direção. Vamos analisar o mundo ficcional, mais ainda possível futuro, de "Jogos Vorazes".


A NOM para Adolescentes


"Jogos Vorazes" ocorre em um contexto que vai impressionante ao encontro das descrições da Nova Ordem Mundial, como planejadas pela elite global de hoje. Uma das principais características da Nova Ordem Mundial é a dissolução regular de estado-nação para formar um governo mundial único, a ser governado por um poder central. Em "Jogos Vorazes", esse conceito é totalmente representado, pois a ação acontece em Panem, uma nação totalitária, que engloba o território norte-americano. Os Estados Unidos e Canadá teriam se mesclado em uma única entidade, um passo que muitos prevêem que vai acontecer antes da criação integral da NOM.


O Presidente de Panem aborda a Nação.


Em Panem, os conceitos de democracia e liberdade desapareceram da América para serem substituídos por uma ditadura de alta tecnologia com base na vigilância, monitoramento, doutrinação da mídia de massa, opressão policial e uma divisão radical de classes sociais. A grande maioria dos cidadãos de Panem vivem nas condições terceiro-mundistas do país e estão constantemente sujeitos a fome, pobreza e doença. Essas difíceis condições de vida são, aparentemente, o resultado de um acontecimento devastador que gerou um completo colapso econômico na América do Norte. No Distrito 12, casa do herói Katniss Everdeen, os moradores vivem em condições semelhantes à era pré-industrial, onde famílias de mineiros de carvão viviam em barracos improvisados ​​e comiam roedores nas refeições.


Enquanto as massas olham em como se vivia em 1800, elas são, no entanto, subjugadas à regra high-tech de Capitol, que usa a tecnologia para monitorar, controlar e doutriná-las. Câmeras de vigilância, chips RFID e hologramas 3D são abundantemente utilizados pelo governo para manipular a vontade de uma população fraca e sem instrução (embora haja sinais de solidariedade e rebeldia entre os camponeses). Para preservar a ordem social frágil, a Capitol depende de uma força policial maciça que está sempre pronta para reprimir qualquer tipo de revolta. Os trabalhadores muitas vezes são jogados em  campos de civis onde eles são mostrados vídeos de propaganda [propaganda, aqui, refere-se ao conceito de informação, geralmente com intuito de manipular] patrocinados pelo Estado. Panem é, portanto, um estado policial de alta tecnologia governado por uma elite poderosa que busca manter as massas em situação de pobreza e submissão. Como vimos em artigos anteriores nesse blog, todos esses conceitos também são bem representados em outras formas de mídia; parece haver um esforço consciente para normalizar as idéias de um estado policial de alta tecnologia como a única evolução normal do sistema político atual.



Vivendo em contraste nítido com o proletariado, a elite em "Jogos Vorazes" habita na brilhante cidade Capitol e se entrega em todas as extravagâncias e tendências da moda. Esse escalão superior da sociedade enxerga o resto da população como uma raça inferior para ser ridicularizada, domesticada e controlada. Todos os recursos valiosos foram tirados das pessoas que vivem nos distritos para o lucro de Capitol, criando uma divisão clara e intransponível entre pessoas comuns e a elite. O conceito de uma elite opulenta governando uma massa empobrecida e emburrecida (tornando-se assim facilmente governável) é um aspecto importante da Nova Ordem Mundial e é claramente retratado em "Jogos Vorazes". A confiança do governo na mídia de massa e na alta tecnologia de vigilância para manter a população sob controle é algo que nós já estamos vendo e, se continuar nessa direção, o mundo de "Jogos Vorazes" em breve se tornará realidade. Há um outro conceito importante para a elite ocultista que está no coração de "Jogos Vorazes": os sacrifícios de sangue para espalhar o medo e ganhar poder.


Sacrifícios de Sangue para a Elite


Katniss escolhida como uma 'tributo' de seu distrito.


O governo de Panem criou os jogos verozes a fim de lembrar as massas da "grande traição" que cometeram por terem se envolvido em uma rebelião. Como punição por sua insubordinação, os doze distritos de Panem devem oferecer a Capitol um menino e uma menina entre as idades de 12 e 18 para fazer parte dos  "Jogos Vorazes". Os adolescentes devem lutar até a morte em uma arena ao ar livre em um evento do tipo gladiador romano, pois é televisionado em todo o país. As regras dos jogos refletem o desprezo da elite e total falta de respeito pelas massas. O nome dos jogos em si é um lembrete do estado de fome perpétuo que a classe mais baixa é propositalmente mantida pelos governantes a fim de melhor controlá-la.


Os meninos e meninas que são selecionados para participar dos "Jogos Vorazes" são chamados de "tributos", um termo que geralmente descreve um pagamento proferido por um vassalo ao seu senhor e, portanto, reflete a servidão da massa a seus governantes. Desde tempos imemoriais, os sacrifícios de sangue eram considerados a maior forma de "tributo" aos deuses e, em um nível oculto, foram ditos  exercer o poder mais potente a ser explorado pelos governantes e feiticeiros. Da mesma forma que cartagineses antigos sacrificavam crianças ao deus Moloque, habitantes de Panem tem que sacrificar seus filhos para Capitol. "Jogos Vorazes" são, portanto, uma versão moderna desses rituais anuais que as massas tinham que participar para evitar a ira de seus superiores. A nação inteira de Panem é forçada a assistir o ritual de sacrifício que está ocorrendo em Capitol, incitando até medo, raiva e sede de sangue dentro deles, ampliando o poder do ritual. Nós já vimos em artigos anteriores que a matança de pessoas específicas torna-se um evento de mídia que vira, na verdade, mega-rituais que toda a nação participa. "Jogos Vorazes" reflete esse conceito de mega-ritual altamente divulgado.


'Tributos' para "Jogos Vorazes" tornam-se propriedade do Estado e são revogados todos os direitos.


Em "Jogos Vorazes", a morte ritualística dos jovens escolhidos das massas é vendida como um evento esportivo, uma celebração a nível nacional que é empacotada como um reality show. Os pobres não apenas participam desses eventos humilhantes como até mesmo torcem para seus favoritos. Por que aceitam tudo isso? Uma das razões é que a mídia de massa pode fazer as pessoas aceitar qualquer coisa ... é divertido.


Apelando para os Instintos mais Básicos


Os jogos são transmitidos para a nação, sob a forma de um reality show completo, com os anfitriões de TV que analisam a ação, entrevistam os "tributos" e julgam a sua performance. Os "tributos" são tão doutrinados nessa cultura que eles prontamente aceitam as regras do jogo e ficam totalmente dispostos a começar a matar para ganhar esses Jogos. As massas também participam ativamente do evento, torcendo por seus representantes distritais, apesar de todo o evento celebrar o seu próprio sacrifício. Isso reflete um fato triste mas é a verdade sobre os meios de comunicação: qualquer tipo de mensagem pode alcançar as pessoas se conseguir captar a sua atenção. Há duas coisas que automaticamente, quase que irresistivelmente agarram a nossa atenção: sangue e sexo, os remanescentes dos nossos instintos primitivos. A violência pura do evento atrai a atenção das massas, que se esquecem de que os Jogos são feitos para ser um lembrete da servidão das pessoas a sua elite. Esse conceito já é bem conhecido e plenamente explorado na mídia de massa hoje, visto que mensagens patrocinadas pela elite são constantemente vendidas aos consumidores como "entretenimento".


Em um ponto em "Jogos Verozes", a morte de uma menina choca as pessoas pobres a tal ponto que traz um breve momento de lucidez e solidariedade entre eles, pois a morte destaca a atrocidade dos Jogos. A transmissão ao vivo dessa morte leva a uma violência ascendente em seu distrito, os moradores perceberam que eles eram participantes dispostos a algo terrível. A revolta foi rapidamente sufocada no entanto pela força policial sempre presente do Estado. Além disso, a fim de evitar mais problemas sociais, os produtores do show introduziram um novo elemento para o show: o amor entre Katniss Everdeen e Mellark Peeta, a menina e o menino do distrito 12. Com a introdução de amor (e consequentemente sexo) no show, os produtores conseguiram acalmar as massas e as trouxeram de volta ao seu estado habitual de ficar em silêncio. Essa parte do filme reflete como a mídia de massa é utilizada pelos poderes que existem hoje. No mundo da  série "Jogos Verozes" prova que histórias que habilmente apresentam os ingredientes de sexo e violência facilmente conseguem prender a atenção das pessoas. E, apesar de "Jogos Verozes" parecer estar denunciando a perversidade da violência nos meios de comunicação, com certeza está  trazendo mais ainda aos cinemas.


Dessensibilizar a um Novo Tipo de Violência


Embora não haja escassez de violência em Hollywood, o filme "Jogos Verozes" cruza uma fronteira que raramente é vista nos filmes: violência por menores de idade e para menores. Nesse filme, vemos crianças com idade entre 12 e 18 esfaqueando-se violentamente, cortando, estrangulando, atirando e quebrando o pescoço de outras crianças - cenas que raramente são vistas em filmes de Hollywood. Embora seja certamente um caminho para o filme capturar a atenção do público-alvo do filme (que passa a ser adolescentes com idades entre 12 a 18) "Jogos Verozes" traz à tona uma nova forma de violência que antes era muito perturbadora para ser retratada no cinema . Mas, em particular no cenário matar-ou-morrer de "Jogos Verozes", os telespectadores facilmente ultrapassam essa barreira psicológica e encontram-se gritando durante o filme coisas do tipo: "Venha Katniss pega o seu arco e atire na cabeça daquele *****! ".


Conclusão


"Jogos Verozes" está situado no mundo que é exatamente o que é descrito como a Nova Ordem Mundial: uma elite rica e poderosa, uma massa explorada e "emburrecida" de pessoas, dissolução das democracias em alguns órgãos estatais de polícia, vigilância de alta tecnologia, meios de comunicação utilizados para propaganda e um monte de rituais de sangue. Há de fato nada otimista no futuro distópico descrito em "Jogos Verozes", até mesmo a dignidade humana seria revogada, visto que as massas são forçadas a assistir a sua própria morte, uns dos outros, como se fossem animais enjaulados. Dito isto, há pouca ou nenhuma diferença entre cinéfilos que assistem ao filme "Jogos Verozes" e as massas no filme que testemunham a crueldade dos Jogos. Ambos são participantes dispostos a ver um evento que retrata o seu próprio sacrifício sob o olhar divertido da elite. Além disso, pode-se argumentar que o filme realiza as mesmas funções que os Jogos no filme: distrair a massas com sangue e sexo, enquanto lembrando-as do poder da elite.


Será que "Jogos Verozes" está tentando avisar um jovem apático dos perigos de permitir que o sistema atual  transforme-se em um pesadelo totalitário? Ou será que está simplesmente programando-o para enxergar a vinda de uma Nova Ordem Mundial como uma inevitabilidade? Isso é um bom tema de debate. Mas, ao ler o que foi dito nos meios de comunicação sobre o filme, há um debate ainda mais ardente sobre "Jogos Verozes": Você é do time de Peeta ou do time de Gale?


Fonte: Vigilant Citizen


Retirado de danizudo.blogspot.com.br
        
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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Gadgets que estão espiando a sua vida

Image representing Microsoft as depicted in Cr...Image via CrunchBaseMasterCardImage via WikipediaGadgets que estão espiando a sua vida

Listamos alguns dos aparelhos que podem estar sempre com você e que vão diminuir a sua privacidade.

Por Thiago Szymanski
   
Em um mundo cada vez mais conectado e envolvido pelos eletrônicos, há uma parte nossa que acaba sofrendo: a privacidade. Estamos vivendo hoje em uma época de muita monitoria, pelos mais variados motivos, como publicidade, controle ou proteção, entre diversos outros.

E se você possui um computador com conexão à internet, um smartphone, ou algum outro gadget, possivelmente você não terá como fugir desse controle. Inevitavelmente, os mais variados detalhes da sua vida estarão abertamente acessíveis para quase qualquer pessoa que os queira.

Mas quais serão os eletrônicos mais propensos a invadir nossa privacidade? Abaixo trazemos uma lista de algumas maneiras que você está sendo observado e que, provavelmente, você nem imaginava.

Computadores

Pode ser considerado o maior ofensor da lista, os computadores fazem o rastreamento de quase todas as informações com as quais você tem contato. Ao abrir o Gmail, você concorda que o Google tenha acesso a seus dados. Dessa forma, a empresa monitora cada página visitada, para então poder oferecer campanhas publicitárias voltadas diretamente para os maiores interesses da pessoa na internet.


Seu computador também já pode ter sido alvo de algum ataque e você nem imagina. São diversos os aplicativos que monitoram estatísticas de uso, teclas, programas iniciados e tudo mais que você possa querer utilizar na máquina.

Sorria, você está sendo filmado

Câmeras estão em toda a parte. Nas ruas, nos prédios, no elevador e até mesmo no seu ambiente de trabalho. Mas e se essa câmera na frente do seu notebook também estiver filmando você e enviando as imagens pela internet para qualquer outra pessoa?

Tal problema já ocorreu na Universidade da Pensilvânia, quando a instituição foi acusada de espionar os alunos através das webcams existentes nos notebooks que eram doados no ato da matrícula.

Outra câmera que às vezes nos passa despercebida é a do Kinect. Embora ainda não esteja sendo usado com o propósito de monitoramento, a própria Microsoft anunciou que o aparelho pode ser capaz de “assistir” os moradores da casa e enviar informações sobre os hábitos e rotinas de quem estiver presente. Isso seria interessante para que as empresas de publicidade pudessem saber qual o melhor momento de atingir o consumidor.


Smartphones podem ser “smart” até demais

Os aparelhos mais modernos, principalmente os que rodam Android ou iOS, possuem funções que revelam a sua localização a todo momento. Felizmente, ao menos de maneira legal, essas capacidades podem ser ligadas ou desligadas de acordo com a preferência de cada um.

Mas não é somente através do GPS que você pode ser rastreado. Como vimos nesse último feriado de natal, alguns shoppings dos Estados Unidos estavam monitorando os passos de cada cliente, através do sinal dos próprios aparelhos.

E, se isso não fosse suficiente, existem até as notícias de que as próprias operadoras de celular estão monitorando seus passos, como pode ser visto aqui.

Além dos smartphones, os tablets e até mesmo câmeras digitais podem fazer o mesmo. Os tablets, aliás, juntam os riscos dos computadores com os riscos do smartphones, mostrando serem ferramentas de monitoria ainda mais poderosas. Já as câmeras, por sua vez, normalmente possuem serviço de geo-tag, que classifica as fotos de acordo com localização e data, indicando exatamente onde você estava em determinado momento.


Sabe aquele cartão na sua carteira? Pois então...

O cartão de crédito é mais uma maneira muito funcional para que seja possível saber onde você está e o que você está fazendo. Os terminais que capturam os dados do seu cartão a cada compra estão ligados a uma enorme rede bancária que pode compartilhar informações entre si.

Além disso, tanto a Visa quanto a Mastercard já anunciaram que possuem planos de monitorar as compras dos seus clientes, para traçar perfis de consumo. Embora o monitoramento seja classificado como “anônimo”, não é difícil de imaginar que basta um passo para que, além de todos os dados já coletados, o nome do cliente também o seja.


As redes sociais não são exatamente um gadget, mas também são um problema

E por isso, aqui, todo cuidado é pouco. No Tecmundo, já mostramos como o Facebook está monitorando as pessoas cadastradas, além de explorarmos as melhores maneiras de impedir que sua privacidade seja violada nas redes sociais e é uma leitura obrigatória para todos que as usem.

Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/privacidade/17829-gadgets-que-estao-espiando-a-sua-vida.htm#ixzz1jMaLWRg2

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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Cuidado: a internet pode se transformar em uma central de vigilância do governo

InternetImage via WikipediaCuidado: a internet pode se transformar em uma central de vigilância do governo

Estudos publicados nos Estados Unidos mostram que, em alguns anos, será possível vigiar países inteiros com poucos gastos.

Por Renan Hamann
   

O "Grande Irmão" está de olho em você!

Você já assistiu ao filme 1984 (ou leu o livro que deu origem à obra)? Nele, o governo possui formas de vigiar todos os passos dos cidadãos, que nunca conseguem se livrar do “grande irmão” (que está de olho em tudo). O que parecia uma loucura vai se tornando cada vez mais possível, pois a tecnologia está avançando em direção a essas possibilidades.

Um estudo publicado pelo Brookings (instituto independente de pesquisas, dos Estados Unidos) mostra que o preço de equipamentos eletrônicos vem caindo bastante, o que permite mais facilidade na adesão aos sistemas de vigilância total. E a internet é uma das  formas mais simples disso. 


No documento, é mostrado que o armazenamento de todas as conversas telefônicas de um país como a Síria (em um ano) demandaria investimentos de 2,5 milhões de dólares. Mas se as quedas nos preços de tecnologias continuarem no ritmo atual, até 2016 o mesmo processo custaria apenas 250 mil dólares.


Outra queda poderia ser vista na aquisição de câmeras de vigilância. Atualmente, para armazenar as imagens capturadas por 500 mil dispositivos seria necessário investir 300 milhões de dólares. Estima-se que em 2020, esse valor seja reduzido para apenas 3 milhões de dólares.
Gravação de voz em escala mundial

John Villasenor, pesquisador da Universidade da Califórnia (Estados Unidos), publicou um artigo mostrando que governos totalitaristas podem investir em tecnologias capazes de capturar todo e qualquer som em locais públicos, o que permitiria descobrir e coagir qualquer foco de levante rebelde.

Ele afirma também que não é de se duvidar que todas as mensagens de texto, ligações, interações em redes sociais (como já foi provado pelo caso da Tailândia) e qualquer outra forma de comunicação estejam sendo rastreadas em países cujo governo seja totalitarista.

Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/seguranca/17013-cuidado-a-internet-pode-se-transformar-em-uma-central-vigilancia-do-governo.htm#ixzz1hk2vAG2X

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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Você está pronto para a identidade universal para a internet que Barack Obama quer impor sobre todos nós?

Você está pronto para a identidade universal para a internet que Barack Obama quer impor sobre todos nós?

The American Dream

A administração Obama está desenvolvendo um programa "universal de internet ID" que observaria, rastrearia, monitoraria e potencialmente controlaria sua atividade na internet. Estas "identidades confiáveis" estão sendo vendidas como um meio de aumentar a proteção e a segurança na internet e como um meio de eliminar a necessidade de dúzias de nomes de usuários e senhas diferentes. Mas é uma identidade universal de internet que é emitida e controlada pelo governo americano realmente uma boa idéia? Até agora, as autoridades da Administração Obama estão tentando fazer isso parecer como não ameaçador tanto quanto possível. Eles estão insistindo que isso não será obrigatório. Eles estão insistindo que nenhuma de nossas informações pessoais será coletada ou usada pelas agências federais. Mas a luz de como regularmente o governo tem abusado de nossos direitos e liberdades em anos recentes em nome da "segurança", devemos realmente acreditar no que eles estão dizendo sobre essa nova identidade universal de internet?

Talvez para aliviar as preocupações a respeito do "Big Brother", a administração Obama está propondo que o Departamento de Comércio americano seja quem supervisione estas identidades universais de internet.

Mas quanto tempo você acha que levaria para o Departamento de Segurança Interna (junto com diversas dúzias de outras agências do governo) ficar envolvido na "administração" destas "identidades confiáveis"?

O potencial para abuso do governo de um tal sistema é absolutamente incrível. Como temos visto tantas vezes nos últimos anos, quando você dá aos burocratas do governo um palmo, frequentemente eles terminam tomando vários quilômetros.

Então quais são alguns dos outros potenciais problemas de um tal sistema?

Bem, criando uma "chave mestra" para a internet para qualquer e todo indivíduo, se ela for perdida ou roubada você poderia literalmente perder tudo pelo que tem trabalhado tão duramente em um único dia. Imagine o que poderia acontecer se um hacker muito mau ganhasse acesso instantâneo a sua conta bancária, seus cartões de crédito, sua conta no Paypal, seu email, sua conta do Facebook, sua conta do Twitter, sua conta do Ebay, sua conta na Amazon, seus blogs, seus websites e tudo o mais de importância na internet que pertence a você.

Apenas imagine os danos que poderiam ser feitos.

Além disso, seria apenas uma questão de tempo antes que essa identidade universal de internet se tornasse "uma identidade nacional de fato".

Na verdade, não é difícil de imaginar que "em nome da segurança" seria exigido que os americanos vinculassem a identidade universal de internet à informação biométrica ou mesmo ligasse ela a um implante de microchip de algum tipo.  

É claro que esse novo programa vai "começar como voluntário", mas quantas vezes antes o governo apresentou programas "voluntários" que mais tarde se tornaram obrigatórios?

Uma vez que a identidade universal de internet esteja implantada, será uma questão de tempo até que muitas agências federais diferentes e uma percentagem significativa de grandes corporações comecem a exigir que as pessoas comecem a usá-la. Eventualmente se tornaria extremamente difícil de agir na internet sem uma. Uma vez que chegue a esse ponto, seria apenas um passo muito pequeno para torná-la obrigatória para todos.

É claro que agora mesmo a administração Obama insiste que está "nos fazendo um favor” criando um sistema que nos capacitaria a nos tornarmos aptos a ficar livres de dúzias de nomes de usuários e senhas que todos nós usamos agora.

Mas isso tudo soa como o tipo de controle da internet que está sendo imposto em lugares como a China.  

A verdade é que a identidade universal de internet daria ao governo dos Estados Unidos maior poder para licenciar, monitorar e policiar a internet do que eles jamais tiveram antes. 

De fato, algumas cabeças pensantes das grandes redes de notícias já estão especulando que esse novo sistema de identificação é como uma maneira de "suavizar" a retórica "maldosa" na internet.

É claro que o que realmente significa é que eles querem calar um bocado de vozes discordantes lá fora porque elas não são "politicamente corretas" e elas não concordam com a versão da "verdade" que a mídia do stablishment está constantemente promovendo.

Esperançosamente o povo americano compreenderá que uma identidade universal de internet controlada pelo governo seria um passo gigantesco na direção de se tornar um estado policial Big Brother. Infelizmente, o povo americano não tem feito um grande trabalho de se levantar pela segurança e liberdade neste momento. Houve uma gritaria inicial quando os novos "scanners corporais foram instalados nos aeroportos americanos e quando os funcionários dos aeroportos começaram a apalpar nossas partes íntimas como parte das novas "revistas melhoradas", mas a maioria dos americanos parece ter aceitado estes "novos procedimentos de segurança" até esse ponto.

Assim, agora a administração Obama está pronta para ir ainda mais fundo. Eles querem colocar uma coleira em nosso último grande bastião da liberdade de expressão - a internet.

Algum dia se você tiver de conseguir uma licença do governo dos Estados Unidos para ler artigos como esse ou para escrever artigos como esse, não diga que não foi avisado.

Fonte: www.prisonplanet.com  

Nota: Embora esse artigo seja dirigido primeiramente ao povo americano, sabemos que há muito interesse dos governos de diversos países de estabelecer algum tipo de controle sobre a internet. Se tal internet ID for aprovada para os Estados Unidos rapidamente será adotada pelos grandes sites, portais e redes sociais será, portanto, obrigatória para navegar na internet.     

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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A Sociedade de Vigilância: Negociando liberdade pela ilusão de segurança

A sociedade de vigilância: Negociando liberdade pela ilusão de segurança

Por Giordano Bruno

Publicado por Neithercorp Press

Governos, independentemente de suas estruturas políticas ou antecedentes históricos, têm sempre se esforçado não só para controlar informação, mas também coletá-la das pessoas por meio de operações secretas. Frequentemente, essa observação secreta dos cidadãos transforma-se em um estado de vigilância completamente aberto e de pleno direito. Os Estados Unidos em particular permanece em uma fronteira precária: a linha entre uma detestável invasão de privacidade e abraçar a invasão de privacidade como necessária para o "bem maior." Muitas pessoas supõem que tal estrutura é forçada as massas pela elite, que a força das armas é de algum modo requerida para fazê-las aceitar as condições de um estado policial, mas isso não é sempre assim. É muito difícil para os governos, a despeito de qualquer desenvolvimento tecnológico ou recursos que eles tenham, reforçar e manter uma construção política fascista. A fim de reter o controle, eles têm de construir uma "cultura de vigilância"; uma sociedade na qual uma pessoa vigie a outra, e onde os indivíduos censurem a si mesmos ao invés de ser censurados pelas autoridades. No fim, um estado policial não pode existir sem a ajuda das pessoas que pretende dominar. Espionando umas as outras, destruímos a nós mesmos.

Mas como uma nação atinge tal ponto em sua psique coletiva? Como somos guiados a uma escravização passiva? Neste artigo examinaremos os métodos usados pelos governos e minorias aristocráticas para manipular a maioria em direção ao auto- aprisionamento, bem como exemplos de como esse processo está florescendo nos Estados Unidos neste exato momento... (e no Brasil também).  

China comunista: O futuro da América?  

Muitos de nós evocamos imagens da Alemanha de Hitler e hordas de tropas de assalto nazistas quando considerando a ideia de um estado policial, e esse exemplo extremo frequentemente nos cega para a tirania se formando lentamente em nosso próprio país.

"Bem, não há tropas nas ruas cometendo assassinatos em massa" dizemos, "então obviamente nós ainda somos livres..." Mas essa conclusão é baseada em somente um estilo de tirania e usando-o como nosso único ponto de referência torna nosso ponto de vista estreito, e às vezes um pouco ignorante.

Há formas de fascismo que também vestem uma "face amigável", e alguém precisa somente olhar através do oceano pacífico para encontrar tal governo.

A China é um bom exemplo do "moderno estado policial", e é em si mesma uma construção dos interesses financeiros do Ocidente. Os americanos frequentemente se perguntam por que continuamos a lidar com o regime comunista chinês, mesmo devido a enorme dívida deles, enquanto eles assassinam e oprimem seus próprios cidadãos. Eu lembro os protestos na praça de Tienanmen e o subsequente massacre vividamente. Eu também lembro que a resposta do governo dos Estados Unidos foi estar calado, mesmo acanhado. Toda a eloquência de nossos políticos e do supostamente pragmático George H. W. Bush aos horrores do comunismo de repente desapareceram. A verdade era, os governos do ocidente que posavam como democratas na verdade não tinham interesse em apoiar a luta do povo chinês por liberdade. Os ocidentais tinham feito a China um estado policial e planejaram para que ela permanecesse desse jeito. 

O próprio Franklin D. Roosevelt ofereceu armas a Stalin e suprimentos que eram para ser usados para ajudar os comunistas durante a revolução chinesa, enquanto ao mesmo tempo fornecendo armas menores ao exército de Chiang Kai-shek que se opunha a eles. Roosevelt até ofereceu aos soviéticos o controle dos estratégicos portos chineses. Todas essas concessões ele fez sem consultar os chineses, o congresso ou o povo americano.

A família Rockefeller mais tarde apoiou o desajeitado governo chinês com extensos investimentos, e com a ONU, até ajudou-os a formar sua primeira política de filho único, que começou como "voluntária", então com o tempo se tornou severamente imposta pela lei.  

“Qualquer que seja o preço da Revolução Chinesa, obviamente foi bem sucedida não somente em produzir uma administração mais eficiente e mais dedicada, mas também em gerar um moral elevado e uma comunidade de propósitos. O experimento social na China sob a liderança do presidente Mao é um dos mais importantes e bem sucedidos da história da humanidade”.
 -David Rockefeller, New York Times, 10 de agosto de 1973

O que isso mostra é que a forma chinesa de tirania não é tão estranha como o americano comum possa pensar. De fato, a China é um "campo de teste" para políticas que os globalistas ocidentais desejam implantar sobre o mundo todo, incluindo aqui nos Estados Unidos. (E no Brasil já estão bastante avançadas).

Mas quais são algumas destas políticas?

Substituir Independência por Interdependência:

Na China, bem como no mundo todo, programas estão sendo instituídos para aclimatar as pessoas em direção a um modo mais coletivista de pensar. Isso quer dizer, estamos sendo intelectualmente moldados na crença de que o grupo (um conceito abstrato com pouca base na realidade) é muito mais importante do que o indivíduo, e portanto o indivíduo tem de sacrificar sua independência, ou mesmo sua vida, pelo bem do todo. Isso é evidente em programas sociais, retórica política, e mesmo na televisão e filmes. (Essa é a ideia por trás dos programas de voluntariado incentivados pela ONU).

Um exemplo perturbador da cultura pop chinesa de tal propaganda (espalhafatoso como possa ser) pode ser visto no filme 'Hero' de Jet Li, no qual lutadores da liberdade lutam contra um déspota genocida, só para chegarem a conclusão "iluminada" de que o plano dele para unir as províncias Chinesas sob um governo centralizado é necessário para um bem maior. E no final do filme, eles cometem suicídio pelo bem da unidade chinesa, ainda que seja unidade sob tirania.

Essa mesma filosofia de coletivismo está sendo apresentada na forma de "serviços a comunidade", que sob a administração Obama, poderá ser tornar obrigatório.

O nascimento da sociedade de vigilância não é possível a menos que a mentalidade coletivista seja primeiro instilada na população. Isso é realizado por um vínculo cultural comum que é pervertido para manipular as massas, tal como um movimento espiritual, ou como visto na China, um inimigo comum. O ódio geral do povo chinês ao antigo sistema feudal de reis e senhores de terras levou-os a revolução, mas uma revolução guiada pelos globalistas internacionais. Eles terminaram com um sistema tão mau se não mais insidioso do que o antigo, e ainda sem liberdade de decidir seus próprios destinos porque eles escolheram ser dirigidos pelo coletivismo, invés da liberdade individual.

Esse é o sempre presente Modus Operandi da Nova Ordem Mundial. Usar um inimigo comum, ou criar um inimigo a partir do nada (terrorismo), para amedrontar uma determinada sociedade em conformidade com as ideologias coletivistas. Uma vez que essa forma de pensar tenha fincado raízes, as liberdades pessoais podem ser negadas mais eficientemente, e uma rede de vigilância pode ser instituída. 

Instituindo uma Identificação Nacional

Em uma sociedade de vigilância, o inimigo usado para abater as massas é frequentemente um fantasma, ou uma ameaça insignificante para o governo. O verdadeiro inimigo é o próprio público, porque eles são a única força capaz de por fim ao controle do governo, assim, passos são normalmente dados para lidar com eles nesse sentido.

Isso normalmente começa com o monitoramento simplificado dos cidadãos. Uma das primeiras ações utilizadas pelos nazistas durante sua rápida ascensão ao poder foi instituir uma carteira de identidade nacional.

"Pelo estabelecimento de um registro de pessoas (Volkskartei - ID card) alcançaremos completa supervisão de todo o povo alemão."
-Herman Goring, citado no Censo Nazista

A China tem usado as carteiras nacionais de identidade para controlar seus cidadãos por décadas, e agora mudou para as identidades com chip de computador RFID que pode rastrear cada movimento de qualquer pessoa no país inteiro usando leitores de RFID instalados em câmeras de vigilância. (Já temos as novas carteiras de identidade com microchip, estão sendo implantadas paulatinamente). 

Em 2009, o Reino Unido também revelou uma nova carteira de identidade biométrica para os cidadãos britânicos. A carteira incluirá um chip RFID, dados de impressão digital e possivelmente no futuro próximo dados da retina ocular.

Os think tanks globalistas e o Departamento de Segurança Interna têm estado por anos pressionando os Estados Unidos para adotar uma carteira de identificação nacional. Nesse país, eles optaram por mudar a linguagem que eles usam a fim de convencer os americanos de que isso é razoável.

Alguns dos argumentos mais pronunciados usados para uma Carteira de Identidade Real nos Estados Unidos são:

1) A Carteira de Identidade Real não é uma carteira de identidade nacional porque seria emitida pelo estado, não emitida pelo governo federal, do mesmo modo que uma licença de motorista.

Observe que eles estão tentando jogar uma tecnicalidade aqui. O que eles não mencionam é que os Departamentos de Veículos Motores de quase todos os estados seriam obrigados a disponibilizar informações em um banco de dados nacional, que o Departamento de Segurança Interna poderia acessar. Borrar a linha entre Estadual e Federal não torna a Identidade Real menos do que uma Carteira de Identidade Nacional. 

2) A Identidade Real não seria obrigatória.

Quase todas as carteiras de identidade nacionais usadas por regimes comunistas e fascistas através da história começaram como "voluntárias", e aos poucos se insinuaram na vida diária do cidadão até que finalmente se tornaram necessárias. Sem mencionar que tem se tornado muito difícil nos Estados Unidos fazer qualquer coisa sem uma identidade. O Departamento de Segurança Interna tem até sugerido que a Real ID seja exigida para compra de medicamentos no balcão.

3) Uma Real ID protegeria você do roubo de identidade.

Não há informação em sua carteira de motorista normal que um criminoso não poderia conseguir por outros meios, e mesmo se ele conseguisse, para que poderia ele usar? A mídia tradicional tem estado inundando os cérebros das pessoas com histórias de roubo de identidades e hackers desonestos, mas raramente esses incidentes têm alguma coisa a ver com a identidade estadual. Uma Real ID não nos protegeria de absolutamente nada, salvo protelar nossa própria paranoia. (Uma identidade nacional com chip é mais segura, é a ideia vendida pelo governo e pela imprensa para nós brasileiros).
                                                                                                                                                                                            4) As identidades estaduais já têm dados biométricos, portanto, adicionar um pouco mais não vai importar.

Esse é um argumento absurdo. Altura, peso e cor dos olhos estão muito longe de escaneamento de impressões digitais e de retina, sendo que esta última pode ser usada para rastrear os movimentos de uma pessoa onde quer que ela vá. Sem mencionar que dados de impressão digital e retina é informação pessoal, e enquanto a quarta emenda existir, está fora dos limites das autoridades estaduais e federais.

5) O governo já tem a maior parte de suas informações de qualquer maneira, assim você não está dando a eles nada que eles já não tenham.

Essa é um tipo de lógica circular ingênua. Enquanto é verdade que a identidade estadual e a carteira de seguridade social já representam uma forma de identidade nacional, isso não significa que deveríamos simplesmente ceder e aceitar uma carteira de identidade simplificada e centralizada com chip de rastreamento RFID e nossos dados biométricos particulares. Talvez não devêssemos nem mesmo aceitar uma Carteira de Seguridade Social ou a forma corrente de identidade estadual também. O raciocínio aqui é: nós desistimos de um pouco de privacidade, portanto deveríamos também desistir de toda privacidade. Isso não é lógico de jeito nenhum.

Enquanto a lei da Real ID tem sido engavetada devido a aversão geral dos americanos pela catalogação do Big Brother, ela simplesmente permanece a espera no caso do governo vê uma oportunidade para forçá-la completamente. A decisão sobre a lei foi prorrogada até 2011; apenas mais um ano. Outro ataque terrorista bem sucedido (um ataque de falsa bandeira) poderia ser tudo que eles precisem para influenciar a maioria dos cidadãos americanos em direção a uma identidade nacional.

Converta o censo em uma ferramenta de vigilância

Junto com a identidade nacional, os funcionários do censo foram a chave na compilação de dados dos cidadãos na Alemanha nazista, e estavam intimamente ligados ao aparato nazista. Interessantemente, o censo aqui nos Estados Unidos tem estado operando do mesmíssimo jeito. Durante a 2a. guerra mundial o censo deu dados pessoais de nipo-americanos aos militares e funcionários locais de aplicação da lei, que então os usaram para cercá-los e colocá-los em campos de concentração.

Em 2004, durante a presidência de George W. Bush, eles foram pegos proporcionando dados particulares sobre árabe-americanos para o Departamento de Segurança Interna.

E, em fevereiro de 2009, Barack Obama colocou o Escritório do Censo sob o controle direto da Casa Branca.

O censo foi mesmo autorizado a criar um mapa com GPS marcando cada porta da frente da América, e um novo método de questionamento invasivo.

Uma pessoa curiosa e preocupada pode perguntar, o que vem depois...? 

Faça da privacidade um privilégio, ao invés de um direito

Nos Estados Unidos, a Quarta Emenda da Constituição especificamente protege cidadãos americanos da invasão de privacidade pelo governo ou autoridades estaduais. As proteções delineadas por esta Emenda estão sendo cuidadosamente erodidas. Muitas vezes ouvi o argumento de que não há necessidade de ter as informações privadas guardadas do governo. 

"Não há nada para se preocupar. Se você não fez nada errado, então não tem nada a esconder..." é o jeito comum de falar.

Essa afirmação é extremamente irracional por algumas razões. Primeiro, nos Estados Unidos, supõe-se que os cidadãos sejam tratados como inocentes até que se provem culpados relativamente a qualquer crime ou suspeita de crime. Contudo, em uma cultura de vigilância, todas as pessoas são tratadas com a suspeita de culpa. O ato de constante vigilância cria uma atmosfera na qual o cidadão tem constantemente de provar sua inocência todos os dias de sua vida para uma autoridade que está constantemente em sessão de julgamento. Quem tem convicção moral tão pura a ponto de ser capaz de supervisionar e arbitrar as vidas de cada ser humano? A resposta é: NINGUÉM TEM. Certamente não o governo. No entanto, as redes de câmeras de vigilância são autorizadas a surgir nas cidades por todo o país a despeito de qualquer evidência de que elas detenham o crime. (É o que está acontecendo no Brasil, câmeras por toda parte e a criminalidade cada vez pior).

E, tanto George W. Bush como Barack Obama tem apoiado a legislação FISA, que torna legal a espionagem do governo sobre os cidadãos.  

Isso nos trás ao segundo ponto: quem decidiu que o governo era semelhante a Deus? Governos são feitos de homens comuns, alguns deles ignorantes, alguns deles violentos e depravados, alguns deles tendenciosos, alguns deles francamente maus e todos eles falíveis. Por que certas subdivisões de pessoas colocá-os sobre um pedestal como baluartes de equidade e justiça que está além de mim? O pressuposto aplicado é que eles deveriam ser autorizados a nos vigiar porque eles são íntegros, e, portanto, lhes é oferecido o papel de "guardião" na sociedade. Isso é o oposto exato do que se pretendia quando a América lutou por sua independência. Ao governo nunca deveria ser dado o poder de guardião sobre as massas, mas o americano comum tem sido alimentado a força ultimamente com uma dieta de dependência. Tem nos sido vendida uma ideia de que em vez de cuidarmos de nós mesmos, deveremos ser cuidados, e isso inclui nossa segurança pessoal. (O que dizer então de nós brasileiros? Dependentes cada vez mais das decisões dos governos cada vez mais imorais e corruptos?).

Talvez não surpreendentemente, a maioria dos regimes ditatoriais modernos a princípio recebe amplo apoio popular, tudo com a falsa promessa de que um novo e mais rígido governo proporcionará força e segurança.

Francamente, tal impenetrável segurança é uma ilusão. Ninguém nunca está inteiramente seguro, nem mesmo em uma sociedade de vigilância. Se alguém quiser fazer alguma coisa terrível com você, no fim, você é a única pessoa que tem a habilidade de pará-la. Essa é a dura e fria realidade do ser humano. É o jeito que a vida é. Maciços controles do governo, câmeras e aplicação da lei não mudarão isso. Nem também o medo constante. Nós somos responsáveis por nossas próprias vidas, gostemos disso ou não.

Se a sociedade de vigilância for bem sucedida, pelo que devemos esperar?

Por que é o modelo globalista para o futuro, novamente devemos nos voltar para a China. A China, embora muitas vezes sendo elogiada por muitos governos ocidentais por seu "progresso", tem se tornado o pesadelo vivo para aquelas pessoas que não podem ou não se conformarão.

Os dissidentes na China, mesmo se eles forem pacíficos, são duramente punidos com espancamentos, aprisionamento, e até a morte. Alguns são simplesmente "desaparecidos". 

Como ilustra o recente hacking da base de dados do Google, a internet é vista em si mesma como um dispositivo de vigilância. O ocidente não fica muito atrás. O Reino Unido também está compilando um banco de dados do tráfego de todos os telefones, internet e emails para todo o país. 

Uma das consequências mais assustadoras de uma Sociedade de Vigilância é o tratamento das pessoas como não apenas inimigas, mas também como propriedade. Cidadãos se tornam unidades de consumo e produção, preferencialmente produzindo mais do que consomem.

Tanto os Estados Unidos como o Reino Unido tem flertado com a ideia de programas de serviços obrigatórios que forçariam as pessoas de todas as idades a entrarem nos planos de trabalho do governo por períodos de tempo estipulados. Uma vez mais, isso é parte da mentalidade coletivista que diz que o indivíduo vive somente para servir as necessidades do grupo. Enquanto até agora eles têm sido mal sucedidos, espere estes programas retornarem com força total no caso de qualquer turbulência econômica ou política nos países ocidentais. 

Na China, mesmo aqueles que são tratados com desdém racial, como os tibetanos, são ainda considerados propriedade do Estado. Alguém poderia pensar que desde que o governo chinês considera os tibetanos um incômodo, eles alegremente permitiriam a eles deixar o país e imigrar para a Índia. Esse não é o caso. Os chineses se encarregaram de iniciar a execução a sangue frio de qualquer tibetano que tentar fugir do que uma vez foi seu lar.

Tais ações revelam uma obsessão assustadora com controle que é consistente com o elitismo. Não é suficiente para tais governos tomar as terras das pessoas ou a liberdade de expressão. Eles também se esforçam por aprisioná-las dentro das fronteiras da rede de vigilância permanentemente, como bens móveis.

Enquanto nós ainda não atingimos o ponto de execuções casuais na fronteira, os Estados Unidos compuseram uma maciça lista de nomes, arquivados e catalogados no computador para referência em tempo real. Hoje é rotulada de "lista de observação de terrorista", ou a "lista de proibição de voar". 

Pessoas colocadas na lista de observação pelas agências de inteligência e aplicação da lei podem ser proibidas de voar, paradas nas fronteiras ou sujeitas a outros exames minuciosos. O governo afirma que a lista contém principalmente nomes estrangeiros, contudo, nos últimos dois anos 51.000 americanos têm preenchido requisições de "correção" afirmando que eles foram incluídos por engano na lista de observação.

O domínio do Estado sobre as pessoas tem sido levado tão longe até agora em países como a China, e até mesmo Israel, que eles têm se degenerado moralmente na direção de programas de colheita de órgãos.  

Enquanto o Reino Unido declarou seu objetivo de criar um processo semelhante de colheita de órgãos de mortos sem o consentimento.

Há um sério bloqueio mental grave na mente do americano comum que dita a nós que tais coisas não são possíveis neste país. Os fatos mostram, no entanto, que a maior parte das atividades criminosas pelos governos descritos acima já ocorreram nos Estados Unidos em um momento ou outro. Devemos também compreender que estas não são políticas chinesas, políticas israelenses, ou políticas britânicas; estas são políticas globalistas, e que se destinam, eventualmente, para o mundo inteiro, incluindo a América.

A diferença entre nós e as outras nações, a razão porque somos uma ameaça para o Globalismo, é que uma maior percentagem de nós é informada, armada, e ciente dos custos da liberdade. Muitas culturas não têm a experiência histórica do autogoverno. Poucas lutaram com sucesso pelas liberdades individuais. Como americanos, nós conhecemos intimamente o preço, as alegrias, e a dor de salvaguardar nosso direito nato de determinar nosso próprio destino além dos olhos curiosos dos políticos e aristocratas. De todos os povos do mundo, nós somos os mais capazes de colocar um fim no Globalismo e na centralização, se por nenhuma outra razão senão saber melhor do que a maioria exatamente o que é uma sociedade livre, e o que não é. Isso nos coloca em uma situação aterrorizante, uma posição de responsabilidade além do que qualquer geração antes de nós já lidou. Nós somos a última chance de emancipação da Sociedade de Vigilância planetária. Se nós fracassarmos, se nós cedermos nossa liberdade em troca de uma garantia de segurança que pode nunca ser cumprida, se aos Estados Unidos for permitido cair em tal desespero, o resto do mundo provavelmente seguirá. (E é pura verdade, daí porque os globalistas e seus asseclas do mundo todo já se alegram com a queda do dólar e o declínio econômico da América).

Fonte: http://neithercorp.us/npress/?p=226

   

sábado, 8 de janeiro de 2011

Governo Obama prepara polêmica lei para grampear Skype e Facebook

The Seal of the United States Federal Bureau o...Image via WikipediaGoverno Obama prepara polêmica lei para grampear Skype e Facebook

Por Redação do IDG Now!
  
Caso o projeto seja concluído e a lei aprovada, medida pode ameaçar à segurança dos internautas, dizem especialistas.

A falta de uma lei para regular serviços de comunicação online, como o Facebook e Skype, pode ser um dos principais confrontos que o governo Obama enfrentará no Congresso dos Estados Unidos neste ano.

De acordo com informações da Folha Online, funcionários de agências governamentais norte-americanas trabalham em um rascunho de lei que fornecerá à Casa Branca a possibilidade de regular todo tipo de comunicação via plataformas online, como mensagens de texto e voz.

Em novembro, informações sobre o projeto também foram divulgadas pelo jornal The New York Times, que, na época, citou que o governo estaria trabalhando para uma possível votação da lei ainda no início de 2011.

A iniciativa seria uma forma de estender para a web a capacidade de ‘grampear’ possíveis suspeitos de crimes ou atos terroristas.

Caso o projeto seja concluído e a lei aprovada, especialistas apontam que a medida pode ameaçar à privacidade dos internautas.

FBI

No final do ano passado, Robert S. Mueller III, diretor do FBI, viajou até o Vale do Silício para se encontrar com os principais executivos da região. 

O objetivo da visita foi negociar a expansão da Lei de Assistência das Comunicações às Aplicações da Justiça, criada em 1994, para que as companhias de internet também estejam sujeitas à mesma lei, desenvolvendo um sistema capaz de interceptar e desvendar mensagens criptografadas enviadas a partir de seus serviços.

Com o acordo, até mesmo e-mails enviados de outros países passariam por um servidor central, onde seriam investigados, antes de chegar ao destinatário americano. Naturalmente, uma autorização da Justiça dos Estados Unidos seria necessária para o monitoramento.

O Departamento de Comércio, no entanto, questiona se tal medida não inibiria a inovação - sem contar que a tecnologia desenvolvida poderia ser copiada por regimes repressivos, que a usariam para identificar dissidentes políticos.

Fonte: www.idgnow.com.br
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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O que seu celular está dizendo aos hackers, ladrões e ao governo

American Civil Liberties UnionImage via WikipediaO que seu celular está dizendo aos hackers, ladrões e ao governo.

Eu investiguei como seu telefone celular pode ser secretamente sequestrado e usado contra você, por hackers, ladrões, agentes da lei e até nosso governo.

Imagine alguém observando cada movimento seu, ouvindo tudo que você diz e sabendo onde você está a cada momento. Se você tem um celular, isso está acontecendo com você todo dia, até mesmo enquanto você lê essas palavras.

Telefones inteligentes fazem muitas coisas hoje em dia: surfam na internet, enviam e-mail, tiram fotos e fazem vídeos e recebem chamadas. Mas uma coisa que eles podem fazer que as companhias não dizem a você é, como seu celular confiável espiona você. Enquanto você carrega seu telefone, esse dispositivo útil mantém um registro de onde você vai, incluindo um registro que o governo pode assim conseguir de sua companhia telefônica a qualquer momento que assim desejar.

Isso fornece aos criminosos informações de onde você está, quanto tempo você será capaz de chegar em casa e quanto tempo eles têm para arrombar sua casa. Isso dá aos hackers pistas para usar no furto de identidade, fraude bancária, sequestro de contas e outros golpes. Por preocupantes que estas atividades criminosas possam parecer, elas empalidecem em âmbito e magnitude no prejuízo que os potenciais ataques que os agentes de aplicação da lei e o governo podem causar a você como pessoa.  

Não muito tempo depois do escândalo de escutas telefônicas sem mandado da administração Bush apenas há alguns anos atrás, um outro caso de espionagem federal teve lugar e não recebeu atenção pública, porque o estúpido Bush desviou toda a atenção dos olhos do público. Quer essa distração tenha sido orquestrada ou não, o ministério público federal estivera procurando o que parecia gravações extraordinariamente sensíveis: dados internos de companhias de telecomunicações que mostravam as localizações de telefones celulares de seus clientes, às vezes em tempo real, às vezes depois do fato.

Estas questões estão agora no centro de um confronto constitucional entre o departamento de justiça do presidente Obama e os defensores dos direitos civis alarmados pelo que eles veem como a incansável intrusão do governo nas vidas privadas dos cidadãos. Há inúmeras outras frentes na guerra da privacidade; como o conteúdo dos e-mails, por exemplo, e o acesso a registros bancários e transações de cartão de crédito. Os federais podem agora calmamente, discretamente conseguir toda essa informação com um aceno de chapéu.

Mas o rastreamento de telefone celular está entre as formas mais preocupantes de vigilância do governo, invocando imagens como do Big Brother da KGB secretamente seguindo seus movimentos através de pequenos dispositivos em seu bolso.

Quantos dos proprietários dos 277 milhões de celulares do país sabem que companhias como a AT&T, Verizon and Sprint podem rastrear seus aparelhos em tempo real, todo o tempo? A maioria não tem nem ideia. O rastreamento é possível porque ou os celulares têm minúsculas unidades de GPS dentro ou cada chamada de celular é roteada através de torres que podem ser usadas para obter a localização do telefone em áreas tão pequenas como um quarteirão da cidade. Essa capacidade de rastrear cada vez com mais precisão as localizações dos telefones celulares tem sido estimuladas por uma regra da Comissão Federal de Comunicações planejada para ajudar a polícia e outros funcionários da emergência durante as chamadas do 911. Mas o FBI e outras unidades de aplicação da lei têm obtido mais e mais registros de localizações de telefones celulares - sem notificar os alvos ou obter mandados judiciais estabelecendo "causa provável", de acordo com os funcionários de aplicação da lei, registros de tribunais e executivos de telecomunicações.

Há pouca dúvida de que tais registros podem ser uma poderosa arma para a aplicação da lei. Promotores dizem que precisam destes registros para rastrear os movimentos de suspeitos de tráfico de drogas, traficantes de seres humanos e até funcionários públicos corruptos.   

Jack Killorin, que dirige uma força tarefa federal em Atlanta que combate o tráfico de droga, diz que os registros de telefone celular têm ajudado seus agentes a entender muitos casos, como o assassinato brutal do delegado do condado de Dekalb: os agentes pegaram os registros do telefone celular dos principais suspeitos - e depois mostraram que todos estavam dentro da área de uma milha do assassinato quando ele ocorreu, ele disse. No outono de 2008, Killorin diz, seus agentes foram capazes de seguir um caminhão do cartel mexicano de drogas carregando 2.200 Kg de cocaína pela observação em tempo real quando o celular do motorista "apertava as mãos" de cada torre de telefonia celular pela qual ele passava na autoestrada. "É uma tremenda ferramenta investigativa," diz Killorin. E não é incomum: "Isso é uma coisa rotineira para nós."

Contudo muitos magistrados federais, cujo trabalho é assinar os mandados de busca e administrar outros deveres cotidianos do tribunal, estavam realmente assustados com os pedidos. Alguns em Nova York, Pennsylvania e Texas empacaram. Os promotores "estavam usando os telefones celulares como um dispositivo de rastreamento sub-reptício," disse Stephen W. Smith, um magistrado federal de Houston. "E eu comecei a perguntar ao escritório do procurador dos Estados Unidos, 'Qual é a autoridade para isso? Qual é o padrão legal para conseguir essas informações? '" 

A lei é obscura sobre quão fácil deveria ser para o governo colocar as mãos em seus dados de localização, que podem revelar se você está indo a igreja, comparecendo uma passeata do Tea Party, passando a noite na casa da namorada ou visitando um centro de tratamento de câncer. Uma corte federal apelação regulamentou na semana passada que em alguns casos o governo pode precisar um mandado de busca. E embora isso seja um passo a frente, não é bom o suficiente. A regra deveria ser que o governo sempre precise um mandado para acessar seus registros de celular e obter dados sobre onde você esteve.

Quando você carrega um telefone celular, ele está constantemente enviando sinais sobre onde você está. Ele "emite sinais" para torres de telefone celular nas proximidades a cada sete segundos de modo que ele possa estar preparado para fazer e receber chamadas. Quando ele sinaliza, o telefone também está dizendo a companhia que possui as torres onde você está naquele momento; dados que a companhia então armazena indefinidamente. Há também um segundo tipo de dados de localização que as companhias de telefones celulares têm graças a um chip GPS que é embutido na maior parte dos celulares agora. Esse é ainda mais preciso; diferente das torres, que podem apenas apontar uma área geral onde você pode estar, o GPS pode muitas vezes revelar exatamente onde você está em um determinado momento dentro de uma questão de metros.

Apontando sua localização em nome dos serviços de emergência 

Em nome do melhoramento dos serviços de emergência, a Comissão Federal de Comunicações requisitará as companhias telefônicas para encontrar padrões em 2012 de quão estreitamente elas podem apontar a localização do autor da chamada. "Cerca de 90% dos americanos estão andando por aí com um dispositivo de rastreamento o tempo todo, e eles não têm ideia," diz Christopher Calabrese, um advogado do escritório de Washington da American Civil Liberties Union.

Não surpreendentemente, os agentes de aplicação da lei têm achado este tipo de dados extremamente útil. Promotores estão cada vez mais usando registros de telefones celulares para mostrar que um suspeito estava perto de uma cena de crime, ou não, onde ele afirmava estar.

A posição do governo federal é de que ele deveria ser capaz de conseguir a maioria desses dados se ele decidir que é relevante para uma investigação, sem necessidade de um mandado de busca. Se o governo precisa de um mandado, ele teria de mostrar ao juiz evidências que havia uma causa provável para acreditar que o usuário do telefone celular cometeu um crime - um nível importante de proteção. Sem esse requerimento, o governo pode conseguir os dados de localização a qualquer hora que quiser.

Não é difícil imaginar que o governo poderia também um dia usar dados de telefone celular para sufocar a dissidência. Gravações de telefone celular poderiam dizer a eles quem compareceu a uma passeata antigoverno. Poderia também dizer a eles quem vai para o quartel general do partido da oposição ou na casa de alguém sobre quem eles têm dúvidas. Os dados de telefone celular podem ser a mais eficiente forma já inventada para um governo espionar o seu povo - uma vez que as pessoas estão plantando os dispositivos em si mesmas e ainda pagando as contas mensais. A KGB nunca teve nada como isso.

O governo americano já parece estar varrendo um monte de dados de pessoas completamente inocentes. A ACLU (Associação das liberdades civis) recentemente contou ao Congresso de um caso no qual, enquanto procurava por dados de um suspeito, o FBI aparentemente usou uma abordagem de arrastão e recolheu dados sobre outras 180 pessoas. O FBI disse que se acontece de recolher dados sobre pessoas inocentes no curso de condução de uma investigação, mantém essa informação por uma duração de 20 anos.

Na semana passada, a corte de apelação dos Estados Unidos baseada na Philadelphia para o terceiro circuito recuou. Um magistrado federal, em uma boa e forte decisão, regulamentou que o governo deve sempre conseguir um mandado se quiser dados de telefone celular. A corte de apelações retrocedeu um pouco, regulamentando que os juízes têm o poder de requerer que o governo obtenha um mandado, dependendo dos fatos de um caso particular.

A batalha pelo rastreamento do telefone celular é semelhante com um que está agora acontecendo nos tribunais sobre dispositivos de GPS, especificamente se o governo precisa de um mandado para colocar um dispositivo de GPS no carro de alguém. O rastreamento de celulares tem consequências muito maiores, no entanto, porque há um limite de quantos dispositivos de GPS a polícia vai colocar em carros. Nove de cada dez de nós tem telefones celulares que farão rastreamento para o governo.

A Casa dos Representantes tem realizado audiências sobre essa questão e outras relacionadas, e uma audiência no senado na próxima semana é provável que considere ainda mais detalhadamente. É hora para o Congresso agir. Ele deveria emendar a Lei de Privacidade das Comunicações Eletrônicas (apresentada tão bem no filme campeão de bilheterias Inimigo do Estado, estrelando Will Smith, Gene Hackman e Jon Voigt lá nos anos 1990) para deixar claro que essa informação de nossos telefones celulares sobre onde estamos e onde estivemos é profundamente privada e que sem um mandado de busca, o governo não pode tê-la. Em teoria!

Mas não esqueça que isso é os Estados Unidos da América. Enquanto não há melhor lugar na terra para se viver, você não nunca está mais livre do que "Eles" permitem que você acredite que está em qualquer dado momento. Tudo o que você tem que fazer é viver sua vida, criar sua família e criar alguma forma de felicidade.

Você pode tentar afetar a mudança que é importante para você no curto período em que está aqui. Isso certamente vale a pena (e é patriótico) ser desconfiado do governo, mas eu recuso a viver sob o polegar ou o olho vigilante do meu governo. O primeiro passo em fazê-los compreender que eles trabalham para nós é recusar a jogar o jogo ou deixá-los ditar as regras em primeiro lugar.

O Google é um excelente exemplo do por que você tem muito mais a temer das corporações da América do que jamais temeu o governo. Isso é dizer muito. As corporações são muito mais livres para abusar e prejudicar você do que o governo. Um dia vai chegar onde cada coisa "questionável" que você já fez na internet ou comprou com um cartão de crédito/débito será disponibilizado por uma taxa. A princípio será usado para exames pré-empregos e para expor inimigos políticos, eventualmente será oferecido a todos por uma pequena taxa.

Para mais ideias de como se tornar um ativista, verifique meu blog ActionActivist.com e download Como Coordenar uma Campanha por Mudança (How to Coordinate a Campaign for Change), um dos muitos ebooks grátis disponíveis na Assetebooks.com, depois junte-se a luta de uma forma proativa, para provocar a mudança tão necessária.

Dicas de como se proteger da espionagem pelo celular

Mantenha-se atento ao seu celular para que outros nunca tenham uma oportunidade de baixar informações como software espião quando você não estiver olhando. É importante instalar uma senha de segurança em seu telefone para impedir que qualquer outra pessoa o use.

E enquanto alguns comerciantes de Spyware afirmam que seus produtos podem ser usados em qualquer marca e modelo de telefone celular, telefones avançados que incluem acesso a internet e capacidade online são particularmente vulneráveis a instalação de Spyware. Para limitar a habilidade de outros para baixar certos tipos de spyware em seu telefone, escolha um telefone celular que não seja acessível pela internet.

Remover a bateria de seu celular quando não está sendo usado e, para chamadas telefônicas sensíveis, sugiro fazê-las em celular recém comprado que venha com plano de serviço pré-pago mês a mês.

Baseado em minha investigação, aqui estão alguns sutis, mas óbvios, sinais que podem sugerir que seu telefone celular está sendo grampeado secretamente:

* A bateria do celular está quente mesmo quando seu telefone não foi usado
* O telefone celular acende em horas inesperadas, incluindo ocasiões quando o telefone não está em uso
* Beep ou click inesperado durante a conversa telefônica

Você mesmo poderia estar fazendo espionagem de celular

É fácil para qualquer um, mesmo alguém sem habilidades técnicas, fazer alguma espionagem hoje em dia. É tão fácil quanto baixar software grátis de rastreamento e aplicativos de espionagem. Durante o curso de minha investigação eu descobri diversas opções, incluindo alguns downloads grátis que vou listar aqui para você experimentar:

FlexiSpy - software espião que colocado em um celular envia cópias de SMS. Permite ler secretamente registros de chamadas do Androide (felixspy.com).
Buddyway.com - sistema de rastreamento grátis de GPS e localizador de telefone móvel.
Secret online poker spy software 01:02 (metacafe.com)

Postado por Tom Retterbush

Fonte: www.conspiracywatch.net                        

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