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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

As Regras da Desinformação: Vinte e Cinco Maneiras de Suprimir a Verdade

As Regras da Desinformação: Vinte e Cinco Maneiras de Suprimir a Verdade


Construído em cima das “Treze Técnicas para Suprimir a Verdade” de David Martin, a lista que se segue pode ser útil para o iniciado no mundo de verdades veladas e meias verdades, mentiras e supressão da verdade, que acontecem quando crimes graves são discutidos em fóruns públicos. 

Isto, infelizmente, inclui todos os meios de comunicação de hoje em dia, que são as maiores fontes de desinformação.

Sempre que o crime envolver uma conspiração, ou uma conspiração para encobrir um crime, haverá invariavelmente uma campanha de desinformação lançada contra aqueles que procuram descobrir e expor a verdade e/ou conspiração. Existem táticas específicas que artistas da desinformação tendem a aplicar, as quais apresentarei em seguida.

Os artistas da desinformação e aqueles que os controlam (aqueles que irão sofrer se o crime for resolvido) devem procurar evitar um exame completo e racional de qualquer cadeia de provas que fosse incriminá-los. 

Uma vez que fatos e verdades raramente caem por conta própria, eles devem ser superados com mentiras e enganos. Aqueles que são profissionais na arte da mentira e do engano, como a comunidade de inteligência, as autoridades governamentais e obviamente a mídia corporativa, tendem a aplicar neste processo ferramentas razoavelmente bem definidas e observadas. No entanto, o público em geral não é bem armado contra essas armas, e é muitas vezes facilmente enganado por essas táticas.

Surpreendentemente, nem os meios de comunicação nem as autoridades legais foram treinados para lidar com estas questões. Na maior parte do tempo, apenas os desinformantes compreendem as regras do jogo.

Espero que seja de grande valia para aqueles que estão começando a ver como as coisas realmente funcionam, bem como para aqueles que instintivamente já perceberam como estas táticas são utilizadas, conhecer exatamente cada uma das táticas e subterfúgios daqueles que pretendem esconder a verdade:
1. Não ouça o mal, não veja o mal, não fale do mal. Independentemente do que você sabe, não discuta, especialmente se você é uma figura pública, âncora de TV, etc. Se você não for informado é porque não aconteceu, e você nunca terá que lidar com os problemas.

2. Torne-se incrédulo e indignado. Evite discutir os principais problemas e ao invés foque em questões laterais que podem ser utilizadas para mostrar o tema como sendo crítico de algum grupo ou tema intocável. Este método é também é conhecido como o “Como você se atreve!“. Um bom exemplo é quando alguém questiona a versão oficial do 11 de setembro e a mídia diz isto é uma afronta às famílias das vítimas.

3. Crie boateiros. Evite discutir os problemas, descrevendo todas as acusações, independentemente das provas, como meros rumores e acusações selvagens. Outros termos depreciativos mutuamente exclusivos da verdade podem funcionar muito bem. Este método funciona especialmente bem com a silenciosa imprensa, porque a única maneira que o público poderá conhecer os fatos são através destes “boatos incertos”. Se você puder associar o material com a Internet, use isto para certificar a acusação como uma “fofoca” que não pode ter base na realidade. Isto foi muito usado pela rede globo durante a falsa pandemia da gripe suína.

4. Use um “espantalho”. Ache ou crie um elemento do argumento de seu oponente que você possa facilmente derrubar para você se sair bem e o seu adversário ficar em uma posição desfavorável. Ou então crie um problema que você possa implicar com segurança que exista com base na sua interpretação do adversário, nos argumentos do adversário ou da situação, ou então selecione o aspecto mais fraco das acusações mais fracas. Amplifique o seu significado e as destrua de uma forma que pareça desmentir todas as acusações, reais e as fabricada, enquanto na verdade evita a discussão das questões reais.

5. Desvie os adversários através de xingamentos e ridicularização. Isso também é conhecido como o estratagema do “ataque ao mensageiro” , embora outros métodos qualifiquem como variantes dessa abordagem. Associe adversários com títulos impopulares, como “malucos”, “de direita”, “liberal”, “esquerda”, “terroristas”, “teóricos da conspiração”, “radicais”, “milícias”, “racistas”, “religiosos fanáticos “, “drogados”, “desviados sexuais”, e assim por diante. Isso faz com que outros removam o seu apoio com medo de receber o mesmo rótulo, e assim você evita lidar com os problemas. Esta tática foi muito utilizada quando Charlie Sheen veio a público questionando a versão oficial do 11 de setembro.

6. Bata e Corra. Em qualquer fórum público, faça um breve ataque ao seu oponente ou a posição de adversário e em seguida pule fora antes de que uma resposta possa ser dada, ou simplesmente ignore qualquer resposta. Isso funciona muito bem em ambientes de internet e em cartas ao editor, onde um fluxo constante de novas identidades podem ser utilizadas sem ter que explicar o raciocínio crítico – simplesmente faça uma acusação ou outro ataque, nunca discutindo as questões, e nunca respondendo a qualquer resposta posterior, por que isto dignificaria o ponto de vista do oponente.

7. Questione os motivos. Distorça ou amplifique qualquer fato que possa insinuar que o adversário opera a partir de uma agenda oculta pessoal ou esteja sendo tendencioso de qualquer outra forma. Isso evita discutir as questões e força o acusador a ficar na defensiva.

8. Invoque autoridade. Reivindique para si mesmo autoridade ou se associe com autoridade e apresente seu argumento com o “jargão” ou “minúcias” o suficiente para ilustrar que você é “quem sabe”, e simplesmente diga que não é assim, sem discutir as questões ou demonstrar concretamente o porquê ou citar fontes.
9. Banque o idiota. Não importa o argumento de que a evidência ou lógica é oferecido, evite discutir questões negando que elas têm qualquer credibilidade, fazem qualquer sentido, fornecem qualquer prova, contém ou esclarecem uma questão, tem lógica, ou dão apoio a uma conclusão. Misture bem para ter o máximo efeito.

10. Associe as acusações do adversário com notícias antigas. Normalmente um derivado da estratégia do “espantalho”, em qualquer assunto de grande escala e alta visibilidade, alguém irá fazer acusações no início que podem ser ou já foram resolvidos facilmente. Se futuras acusações forem previsíveis, faça o seu lado levantar uma questão “espantalho” e a trate no início, como parte dos planos de contingência. As acusações subseqüentes, independentemente da validade ou mesmo que cubram novas descobertas, elas geralmente podem ser associadas com a acusação inicial e refutadas como sendo uma simples repetição que pode ser refutada sem a necessidade de abordar as questões atuais – ainda melhor quando o adversário está ou esteve envolvido com a fonte original.

11. Estabeleça posições onde você possa retroceder. Usando uma questão ou elemento menos importante dos fatos, aja com classe “confesse” com franqueza que algum erro inocente, em retrospecto, foi feito, mas que os adversários aproveitaram a oportunidade para colocar tudo fora de proporção e implicam criminalidades maiores que, simplesmente “não é assim.” Outros podem reforçar isto em seu nome mais tarde. Feito corretamente, isso pode angariar a simpatia e o respeito de “jogar limpo” e “reconhecer” os seus erros, sem abordar as questões mais graves. Esta tática foi muito utilizada pelo IPCCquando veio a público que grande parte de suas estimativas de derretimento de geleiras, perda da floresta amazônica, entre outros, eram exageradas e não eram baseadas em estudos científicos.

12. Enigmas não têm solução. Inspirando-se na cadeia de eventos em torno do crime e da multiplicidade de participantes e eventos, pinte todo o assunto como muito complexo para ser resolvido. Isso faz com que aqueles que acompanhem o assunto comecem a perder o interesse mais rapidamente sem ter que resolver os problemas reais.

13. Lógica da “Alice no País das Maravilhas”. Evite o debate das questões raciocinando de trás para a frente com uma aparente lógica dedutiva de uma forma que deixe de fora qualquer fato material real.

14. Exija soluções completas. Evite as questões exigindo de seus opositores a resolução do crime atual completamente, um truque que funciona melhor para itens que qualifiquem-se para a regra 10 (Associe as acusações do adversário com notícias antigas).

15. Encaixe os fatos em conclusões alternativas. Isto requer um pensamento criativo, a menos que o crime tenha sido planejado com conclusões de contingência.

16. Desapareça com provas e testemunhas. Se elas não existirem, não existe fato, e você não terá de resolver o problema.

17. Mude de assunto. Normalmente utilizado em conexão com um dos outros estratagemas listados aqui, encontre uma maneira de desviar a discussão com os comentários abrasivos ou controversos, na esperança de chamar a atenção para um tema novo, mais fácil de lidar. Isto funciona especialmente bem quando os oponentes podem “discutir” com você sobre o tópico novo e polarize a arena de discussões, a fim de evitar discutir questões mais fundamentais.

18. Emotive, antagonize, e incite os oponentes. Se você não poder fazer mais nada, repreenda e insulte os seus adversários e os leve a respostas emocionais que possam fazê-los parecer tolos e emotivos, o que geralmente tornam o seu material um pouco menos coerente. Não só você vai evitar discutir os problemas em primeiro lugar, mas mesmo que a sua resposta emocional foque na questão em discussão, você pode ainda evitar as questões ao se concentrar em como eles “são sensíveis a críticas”.

19. Ignorar a prova apresentada, e exija provas impossíveis. Esta é talvez uma variante da regra do “banque o tolo”. Independentemente do material que possa ser apresentado por um adversário em fóruns públicos, alegue que a prova material seja irrelevante e exija uma que seja impossível para o adversário mostrar (ela pode existir, mas não pode estar à sua disposição, ou pode ser algo que seja sabido que possa ser facilmente destruída ou retida, tal como a arma de um crime). Para evitar completamente discutir questões desminta categoricamente e seja crítico da mídia ou livros como fontes válidas, negue que as testemunhas sejam aceitáveis, ou mesmo negue que as declarações feitas por autoridades governamentais ou outras têm qualquer significado ou relevância.

20. Falsas provas. Sempre que possível, introduza novos fatos ou pistas projetados e fabricados para entrar em conflito com as apresentações do adversário para neutralizar questões sensíveis ou dificultar a resolução. Isso funciona melhor quando o crime foi planejado com contingências para este propósito, e os fatos não podem ser facilmente separados das invenções.

21. Chame um Grande Júri, Promotoria Especial, ou outro organismo habilitado para investigações.Subverta o processo para seu próprio benefício e efetivamente neutralize todas as questões sensíveis, sem uma discussão aberta. Uma vez convocado, as evidências e testemunhos devem ser secretos. Por exemplo, se o advogado de acusação estiver do seu lado, ele pode garantir que o Grande Júri não ouça nenhuma evidência útil e que as provas sejam vedadas e indisponíveis para investigações posteriores. Depois de um veredicto favorável (geralmente, esta técnica é aplicada para inocentar o culpado, mas também pode ser utilizada para obter acusações quando se procura enquadrar uma vítima) for alcançado, o assunto pode ser considerado oficialmente encerrado.

22. Fabrique uma nova verdade. Crie o seu próprio perito(s), grupo(s), autor(es), líder(es) ou influencie os existentes para forjar novos caminhos através de pesquisa científica, investigativa ou social, ou testemunho que conclua favoravelmente. Desta forma, se você realmente precisar lidar com as questões relevantes, você pode fazê-lo com autoridade.

23. Crie distrações maiores. Se as estratégias acima não funcionarem para desviar questões sensíveis, ou para impedir a indesejável cobertura da mídia de eventos que não se possa impedir, tais como julgamentos, crie notícias mais importante (ou as trate como tal) para distrair as multidões.

24. Silencie os críticos. Se os métodos acima não funcionarem, considere remover os oponentes de circulação através de uma solução definitiva, para que a necessidade de abordar as questões seja totalmente removida. Isso pode ser através de sua morte, prisão e detenção, chantagem ou destruição do seu carácter pela liberação de informações de chantagem, ou simplesmente pela intimidação adequada usando chantagem ou outras ameaças.

25. Desapareça. Se você é um portador de segredos importantes relacionados a algum crime ou conspiração e você acha que o calor está ficando muito quente, para evitar os problemas, desapareça.

Todos os comentários são muito bem vindos, mas os leitores deste blog mais experientes podem contribuir apresentando exemplos específicos de cada regra, os quais eu irei incluir no artigo.
Fontes:



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domingo, 25 de julho de 2010

Reportagem tendenciosa


Logo of Rede Globo, the group's largest company.Image via Wikipedia


Fantástico e a lei da palmada: reportagem tendenciosa

Klauber Cristofen Pires

Você quer ser multado, preso ou "reeducado" se for denunciado por repreender o seu filho pela sua birra no supermercado ou shopping center?

Com a reportagem levada ao ar na noite de domingo, dia 18/07/2010, mais uma vez a Rede Globo dá aquela forcinha para as intenções do governo, desta vez para subtrair mais uma fatia do pátrio-poder dos pais e mães.

Para isto, utiliza-se dos requintes dos recursos da comunicação, de tal forma a repassar uma opinião pré-formada como se fosse uma isenta polêmica. Dona Rede Globo, por favor, depois não me venha reclamar do governo que lhe quer impor a censura e cortar contratos de publicidade, ok? Só para lembrar, na Venezuela não existe mais este negócio de tevê livre.

No Brasil, as pessoas estão de tal forma entregues ao discurso cínico e dissimulado que mal conseguem distinguir o objeto do debate. Eis o objetivo cumprido.

Para o leitor mais desatento entender como se produz uma opinião deveras tendenciosa, assaz melíflua, perceba como, no decorrer do programa, várias chamadas foram feitas para convidar o telespectador a um debate ou polêmica, que, na verdade, inexiste.

Do lado dos que se colocam a favor da palmada, a reportagem mostra apenas um único homem, na condição de cidadão comum, a afirmar que uma palmadinha, de leve, sem significar espancamento, não faz mal. As duas outras pessoas que ilustram o lado dos pais que "dão palmadinhas" já são de antemão tratadas na matéria como vilãs da reportagem e uma delas já se confessa criminosa:"Hoje, se ela tiver um filho e quiser dar palmadas, eu não vou deixar", garante Leidice Cabral, mãe da jovem".

Já para o lado dos favoráveis à lei, a reportagem dá ampla voz a toda sorte de "especialistas": ouve um conselheiro tutelar, a subsecretária nacional de direitos da criança e do adolescente e uma psicóloga.

Quem acompanhou a campanha do plebiscito sobre a proibição do comércio das armas de fogo - aquela em que cerca de 70% da população se manifestou contrária à proibição - teve a chance de perceber que o lado vencedor - talvez pela primeira vez em nossa história - logrou-se bem-sucedido tão somente por apontar a falácia do discurso governista e dizer ao público exatamente o que ele precisava ouvir, isto é, se você, como cidadão, aceitaria abrir mão de se auto-defender, caso achasse necessário.

Portanto, ser ou não contra a palmada, o puxão de orelhas ou o beliscão, está a léguas de distância do verdadeiro debate sobre o assunto, que a reportagem do fantástico fez questão de camuflar, apenas tangenciando, e mesmo assim de uma forma absolutamente pró-governo, para não parecer que completamente "se esqueceu": "A criança acha que meu pai pode me bater, porque é meu pai e tem o direito. Não tem o direito de bater", aponta o conselheiro tutelar Heber Boscoli."

Eu quero perguntar a você, leitor, que responda com honestidade: você acha certo trocar a educação que você quer dar ao seu filho pela educação do governo? Você quer ser multado, preso ou "reeducado" se for denunciado por repreender o seu filho pela sua birra no supermercado ou shopping center?

Só para lembrar, veja este trecho da reportagem: "Pelo projeto, atitudes para punir ou disciplinar não podem machucar nem causar nenhum tipo de dor. Crianças e adolescentes também não podem ser humilhados nem ameaçados". Isto significa que, se um estranho - qualquer pessoa - achar que você está "ameaçando" ou "humilhando", você poderá ser denunciado. Então pergunto: você aceita que o seu juízo seja trocado por qualquer pessoa, mesmo que seja um agente da lei?

Agora, perceba a sutileza da Sra. Carmen Oliveira, subsecretária nacional de Direitos da Criança e do Adolescente: "A nossa preocupação é com palmadas reiteradas ou a palmada que vai à surra e que vai ao espancamento, que vai agravando a conduta de violência". Ué, o projeto diz que é proibido qualquer beliscão ou palmadinha, e mesmo a mera ameaça (ameaça do quê?) ou humilhação (repreender em público é humilhar?), ou tipifica a conduta apenas contra as reiteradas palmadas ou a palmada que vai à surra e ao espancamento? Observe como o governo quer - mais uma vez - vender gato por lebre.

Constate como anda o respeito, a responsabilidade, o estudo e a disciplina nas escolas públicas! por acaso, lá estão faltando os "educadores"? Ora, em nenhuma instituição há uma rede tão ampla de pedagogos, psicólogos, mestres e doutores, desde os que criam as tais diretrizes, nas cadeiras mais altas dos ministérios e secretarias estaduais e municipais, até os professores encarregados de multiplicar seus métodos.

Caro leitor, se você acha que a educação que o governo pretende impor ao seu filho é moralmente mais valiosa e acertada que a sua, pare de sofrer: jogue sua ninhada na Febem e vá curtir a sua vida! Ficar cultivando cãs, pra quê?

Fonte: www.midiasemmascara.org

Nota: Esse é mais um ataque à família através do enfraquecimento da autoridade dos pais e da concessão de poder ao Estado sobre como os pais devem educar suas crianças.




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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Estudo afirma que até os mais sofisticados leitores de notícias podem ser manipulados.

Jornal de NotíciasImage via Wikipedia

Estudo afirma que até os mais sofisticados leitores de notícias podem ser manipulados.

Por Melinda Burns, Miller-McCune.com
Novembro de 2009

Revelação do resultado de um estudo europeu mostra que notícias tendenciosas podem ter um feito "bomba relógio".

Não há ninguém mais cético sobre a mídia do que o europeu médio.

Somente 12 por cento dos europeus afirmam confiar na mídia, comparado com os 15 por cento dos norte-americanos, 29 por cento dos asiáticos do pacífico e 48 por cento dos africanos, a BBC descobriu.

Ainda assim uma nova pesquisa da London School of Economics and Political Science sugere que mesmo os mais endurecidos europeus podem sucumbir a manipulação da mídia e mudar sua visão política se eles forem bombardeados tempo suficiente com notícias tendenciosas.

Michael Bruter, um professor titular em Política Europeia na London School, alimentou com uma dieta constante de informativos desvirtuados sobre a Europa e a União Europeia - todos com boas notícias ou todos com más notícias - 1.200 cidadãos de seis países por dois anos.

Com o tempo, Bruter descobriu, e sem exceção, que os leitores subconscientemente adotaram o viés em graus variados e mudaram sua visão da união europeia e de si mesmos como europeus, alguns deles ao extremo. Surpreendentemente, eles não registraram qualquer mudança logo depois que os informativos pararam - não até seis meses completos depois, quando eles obviamente tiveram que baixar a guarda.

Bruter chama isso o efeito "bomba relógio" de notícias de um lado só. Seu estudo pinta um quadro duro de como o ceticismo, longe de inocular os cidadãos para resistir a persuasão política, meramente atrasa o impacto.

"Sabemos que uma crescente proporção de cidadãos desconfia da mídia e que alguns explicitamente afirmam descontar o viés das notícias que eles recebem," ele escreveu. "Contudo, mostramos que a despeito desta qualificada estratégia de leitura, o efeito das notícias ressoa ao longo do tempo.

Bruter não estudou a mídia americana, mas sua pesquisa levanta perguntas sobre os efeitos de longo prazo da exposição polarizada das notícias da televisão em redes como a Fox e MSNBC - que são a primeira e a segunda respectivamente nos índices de audiência de notícias a cabo. A administração Obama recentemente chamou o Canal Fox News de adversário político e não uma verdadeira organização de notícias.

O efeito "bomba relógio" desafia a precisão de se o ceticismo dos cidadãos dos dias modernos realmente os faz mais vulneráveis a fontes jornalísticas que eles desconfiam muito e se sentem imunes, diz Bruter.

Assim, cidadãos britânicos, os mais céticos de todos, devem estar alertas da inclinação anti-europeia da mídia deles, ainda o estudo sugere que eles podem, todavia, ser manipulados para se sentirem menos europeus do que os outros, Bruter disse.

A mídia, ele disse - e particularmente os tablóides - deveriam parar de ignorar acusações de viés com afirmações de que "seu público é maduro e sofisticado e pode entender o que eles dizem com uma pitada de sal."

"Por contraste, minhas descobertas sugerem que mesmo audiências sofisticadas são efetivamente suscetíveis a manipulação," ele disse. "Como tal, a grande lição para a mídia é que ela tem muita responsabilidade."

Bruter ficou intrigado com a questão da mídia e da identidade depois que os cidadãos da França e da Holanda derrotaram a proposta de constituição para a União Europeia em 2005. Este contratempo, ele disse, fez imperativo descobrir se a mídia está influenciando "porque alguns cidadãos se sentem mais europeus do que outros."

Bruter planejou uma experiência de dois anos na qual ele enviou bissemanalmente informativos distorcidos contendo notícias sobre a Europa e a União Europeia para até 200 cada no Reino Unido, França, Alemanha, Bélgica, Portugal e Suécia. Estes países representavam tanto os membros da União Europeia grandes como os pequenos, os ricos e os pobres, os pró-europeus e os "euro céticos."

Cada informativo de 4 páginas, compilados de jornais europeus diariamente e semanalmente, incluíam duas páginas de artigos exclusivamente sobre a Europa e a União Europeia, ou todos positivos ou todos negativos.

Assim, por exemplo, um grupo de participantes leria sobre como os chefes de estado europeus concordavam em lutar contra o tráfico de drogas, como a Airbus superou a Boeing como a fabricante de aviões número 1 do mundo, e o valor do euro subindo, enquanto o outro grupo leria sobre o valor do euro caindo, a Airbus perdendo uma grande encomenda da China para a Boeing, e os chefes de estado falhando em concordar em como combater o crime organizado do extinto bloco oriental.

Em adição, os informativos das "boas novas" continham três fotografias ou desenhos de símbolos pró-europeus tais como mapas da Europa e fotografias da bandeira da União Europeia (um círculo amarelo centrado em um fundo azul), enquanto os informativos das "más notícias" continham fotografias neutras de pessoas e paisagens.

Antes que o primeiro informativo fosse enviado, os participantes preencheram um questionário planejado para medir suas identidades cívicas, culturais e suas identidades europeias. Eles responderam tais questões (em diferentes idiomas) como, "Em geral, você é a favor ou contra os esforços que estão sendo feitos para unificar a Europa?" "Em geral, você se consideraria um cidadão da Europa?" "Você diria que se sente mais próximo de seus camaradas europeus do que, digamos, dos chineses, australianos ou das pessoas americanas?"

Também, foi pedido aos participantes para descreverem suas reações se eles vissem alguém queimando uma bandeira europeia, e a reação deles se eles vissem alguém queimando a bandeira de seu próprio país.

Eles receberam essencialmente o mesmo questionário mais duas vezes - logo depois que os informativos pararam e seis meses depois disso.

As descobertas mostraram que as noticias distorcidas não tinham virtualmente nenhum efeito em se os cidadãos se sentiam mais ou menos europeus em relação a União Europeia, diretamente depois que a experiência de dois anos terminou. Mas seis meses depois que o último informativo chegou, os resultados mostraram que eles foram afetados de maneira inequívoca.

A Exposição constante a símbolos da Europa e da União Europeia - bandeiras, mapas e cédulas de euro - funcionaram imediatamente para fazer as pessoas se sentirem mais europeias, o estudo mostrou. E seis meses depois da experiência, os participantes que foram regularmente expostos aos símbolos estavam cada vez mais conscientes deles na vida real. Com efeito, eles tinham sido "preparados" pelos informativos para notá-los.

Mas a “bomba relógio” das notícias distorcidas foi mais efetiva do que a exposição aos símbolos na manipulação dos membros do "amplamente cético público europeu," Bruter disse.

"Mostra que mesmo a propaganda mais "inacreditável" pode ter um efeito ao longo do tempo e que os boatos mais enganosos e sem base, por exemplo, podem moldar a opinião em algum grau, "Bruter disse.

Hoje, a União Europeia cresceu para 27 estados membros, dos seis originais que se engajaram em uma cooperação econômica mútua em 1957. O Tratado de Lisboa, um substituto para a Constituição Europeia que fracassou em 2005, está pronto para entrar em efeito este ano: 26 dos 27 países membros o ratificaram, incluindo a França e a Holanda. A República Tcheca é a última retardatária (a República Tcheca já disse que vai assinar o Tratado esse mês).

Mas apesar do que os governos fazem a questão do por que e como os cidadãos de diferentes países europeus começam a se sentir menos britânicos ou dinamarqueses ou portugueses, e mais um europeu de coração é ainda alguém muito receptivo. A mídia, Bruter disse, pode impedir ou encorajar esse sentimento ao longo do tempo.

"O efeito das notícias em última instância contribui e assim influencia a identidade europeia dos cidadãos com notável influência no longo prazo," ele disse.


"Bomba relógio? O efeito dinâmico das notícias e dos símbolos na identidade política dos cidadãos europeus," apareceu no início desse ano no Journal Comparative Political Studies.

Melinda Burns foi anteriormente escritora sênior do Santa Barbara News-Press, cobrindo imigração, planejamento urbano, ciência e meio ambiente.

Fonte: http://www.alternet.org/media/ 143831

Nota: E o que dizer de nós brasileiros que somos bombardeados com notícias tendenciosas todos os dias? Vemos nos meios de comunicação os governos fazendo propaganda e mostrando as cidades e o país como verdadeiros paraísos, mostrando obras que ainda nem saíram do papel e iludindo os desavisados com a maior cara de pau, e qual a nossa reação? Nenhuma. Pagamos impostos dignos de países europeus desenvolvidos e temos serviços públicos iguais aos dos países mais pobres. E qual a nossa atitude? Vamos as urnas e votamos nas mesmas pessoas. Porque já estamos condicionados, não reagimos mais, somos ovelhas prontas para o matadouro.


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quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Nova Ordem Mundial - Mídia

Terça-feira, 21 de Outubro de 2008


Mídia Criminosa



Em entrevista ao site Terra Magazine, o Ex-comandante do Bope e sociólogo Rodrigo Pimentel, fez duras críticas a RedeTV, Record e Globo, por sua coberturas "jornalísticas" criminosas. Vejam parte da entrevista:


Terra: Podemos esperar mais casos com esse tipo de desfecho?





Rodrigo: Outras virão, não vai ser a primeira nem a última vez. O que aconteceu ali, apesar de ser uma ocorrência com refém, é algo comum no Brasil. Ex-noivos, ex-maridos e ex-namorados matando suas ex-companheiras ou suas companheiras atuais. Nós temos Estados no Brasil, como Pernambuco, onde cerca de 20% dos homicídios são dessa natureza, praticados por companheiros. Uma mulher morre por dia em Pernambuco vítima do seu companheiro. Essa é outra questão para a gente refletir. Apesar de ser uma ocorrência com refém, o que chama a atenção é a morte de uma ex-namorada, o que é absurdamente comum no Brasil. Homens no Brasil matam suas companheiras com uma freqüência muito grande.

Terra: Como o senhor avalia a cobertura da mídia?

Rodrigo: A Sonia Abrão, da RedeTV!, a Record e a Globo foram irresponsáveis e criminosas. O que eles fizeram foi de uma irresponsabilidade tão grande que eles poderiam, através dessa conduta, deixar o tomador das reféns mais nervoso, como deixaram; poderiam atrapalhar a negociação, como atrapalharam... O telefone do Lindemberg estava sempre ocupado, e o capitão Adriano Giovaninni (NR: negociador da Polícia Militar) não conseguia falar com ele porque a Sonia Abrão queria entrevistá-lo. Então essas emissoras, esses jornalistas criminosos e irresponsáveis, devem optar na próxima ocorrência entre ajudar a polícia ou aumentar a sua audiência.

A sociedade brasileira precisa se mobilizar na luta pela democratização da mídia, bem como o estabelecimento padrões educativos de sua programação, que tem sido sensacionalista e manipuladora.


Nota: Enquanto a mídia endeusava o criminoso, que já se achava o "cara", a jovem era maltratada e mal se falava dos maltratos e surras que o monstro aplicava nela por amor, e o estatuto da criança e do adolescente que devia proteger essa jovem, não valeu de nada, porque ele só vale para proteger assassinos e estupradores, isso é o Brasil.





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