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quarta-feira, 25 de julho de 2012

A morte como solução ecológica

Português: Paul EhrlichPortuguês: Paul Ehrlich (Photo credit: Wikipedia)

A morte como solução ecológica

Escrito por Cristian Derosa

Graças à atuação de órgãos como a Unesco e a ONU, logo o controle populacional será consenso entre milhões de pessoas, que irão trabalhar, de forma “ecologicamente correta”, para sua própria destruição.


Em 1968, Paul R. Ehrlich deixou militantes de esquerda e direita horrorizados com o livro 
Population Bomb. Os de esquerda o acusavam de nazismo por querer matar metade da população pobre e os de direita por violar os direitos individuais e desvalorizar a vida humana. 

Mais tarde, em 1977, Ehrlich publicou junto de outros dois autores, o livro
Ecosciencie: population, ressources, environment, que trazia a mesma idéia de controle populacional mas com um maior aporte de dados científicos e apoio de cientistas engajados na causa ecológica.

A partir daí a a defesa do meio ambiente ganhou um impulso a mais e já unia-se com os militantes do controle populacional que aliciavam as Nações Unidas para incluir a meta na sua agenda de ações imediatas.
É bom lembrar que a origem do controle de natalidade é anterior e está ligada à conquista do direito ao aborto por Margareth Sanger (1879-1966) e, portanto, às idéias eugenistas e evolucionistas nas quais os nascimentos de pessoas consideradas mais aptas era preferível optando-se pelo aborto e esterilização em massa em populações pobres e consideradas geneticamente inferiores. Após a Segunda Guerra Mundial, porém, essa retórica eugenista passou a ser mal vista por motivos óbvios.

Mas no barco da ecologia, nas décadas seguintes, o controle populacional pôde finalmente voltar ao debate público, agora com a desculpa do fim dos recursos naturais, outra teoria nunca satisfatoriamente comprovada pela comunidade científica, mas que traz consigo a cativante proposta da salvação da humanidade. O fato real é que em nome dessa pretensa tese da escassez futura, muitas populações estão sendo privadas hoje desses recursos e obrigadas a integrar-se a agendas que demandam consideráveis restrições econômicas. Países da África são ameaçados de terem suas ajudas internacionais cortadas se não aderirem a programas de esterilização e descriminalização do aborto.

O livro 
Ecoscience: population, ressorces, enviroment, é um verdadeiro clássico do ambientalismo. Nele é sugerido explicitamente que a melhor solução para a escassez de recursos é a diminuição da taxa de crescimento da população. Como primeira e mais relevante medida, os autores sugerem a limitação da taxa de natalidade, o que deve ser implementado por meio de campanhas de planejamento familiar, legalização do aborto e estímulo de uso de contraceptivos, ou seja, uma conscientização para o voluntarismo em prol dessa causa. A segunda alternativa, caso a população não opte voluntariamente pela diminuição da taxa de natalidade, os autores explicam:
 
Presumivelmente, a maioria das pessoas concorda que o único meio de atingir estes objetivos em um nível mundial é através da taxa de natalidade. A alternativa a isso é permitir o aumento da taxa de mortalidade, o que naturalmente vai acontecer caso a humanidade não optar racionalmente por reduzir a sua taxa de natalidade a tempo”1. 

Sabe-se, entretanto, que programas de esterilização em massa já foram desmascarados em vários países, todos com a participação de órgãos das Nações Unidas como Unicef, Unesco, etc, cooperados com instituições locais ligadas a governos e organizações não-governamentais. Estes programas ficaram de fora dos noticiários por serem considerados “teorias da conspiração” ou teses paranóicas que careciam de evidências. De fato alguns destes casos não passaram de suspeitas devido à inacessibilidade dos dados e recursos utilizados pelas instituições em jogo. Outros casos foram amplamente divulgados e desmascarados, mas a imprensa internacional isolou-os dentro de limites das imprensas locais, não deixando que fossem conhecidos do restante do mundo.

Graças à participação de intelectuais como Ehrlich dentro das Nações Unidas, principalmente em instituições ligadas à educação e cultura como a Unesco, nossos jovens e crianças estão sendo educados com o pressuposto de que a humanidade é a causadora dos grandes males terrestres. O controle populacional passa a ser, logo logo, o consenso entre a população que irá trabalhar para a sua própria auto-destruição.

(1)   Ecoscience: Population, Resources, Environment. Contributors: Paul R. Ehrlich - author, Anne H. Ehrlich - author, John P. Holdren - author. Publisher: W. H. Freeman. Place of Publication: San Francisco. Publication Year: 1977. Page Number: 737

Cristian Derosa é jornalista.

Fonte: www.midiasemmascara.org

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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O infanticídio é "cultura"? Ambigüidades na interpretação do "desenvolvimento sustentável"

FUNAI logoImage via WikipediaO infanticídio é "cultura"? Ambigüidades na interpretação do "desenvolvimento sustentável"

Infanticidio. Esta é a "cultura ecológica" por excelência?

Quando bem analisada, a religião “verde” não é tão contraditória quanto à primeira vista pode parecer

Para ela, o homem civilizado – e com maior razão cristão – é um ser malfazejo. Um comentário contrário ao nosso blog "Verde: a cor nova do comunismo" defende que “depredar e destruir não faz parte da natureza nem dos lobos nem de nenhum outro animal. O homem é o único ser que destrói o que o sustenta; a verdade é que a raça humana se tornou uma praga”.


A tese não é original. É até um chavão do ecologismo radical.

Nada mais natural que semelhante concepção sobre o homem redunde na aprovação da cruel prática de infanticídio existente em algumas tribos muito decaídas do Brasil.

O tema está no fulcro do atual debate sobre o "desenvolvimento sustentável", conceito suficientemente plurivalente que em certas interpretações pretende defender práticas primitivas e cruéis sob pretexto de salvar culturas indígenas.


Alegando respeitar as “tradições” indígenas, antropólogos estruturalistas e “verdes” defendem, por exemplo, o infanticidio, ato contrário aos sentimentos humanos mais nobres.

Muwaji com sua filha Rarani, fugiu da tribo Suruwahá para salvá-la
No Brasil, tal vez o país mais na mira na próxima Rio+20, o tema está sendo discutido na Câmara dos Deputados desde 2007.

Naquele ano o parlamentar Henrique Afonso (PV/AC) apresentou projeto chamado de “lei Muwaji” (PLC 1.057/07), visando punir funcionários da saúde e da FUNAI por crime de “omissão de socorro” diante dos homicídios de recém-nascidos deficientes, filhos de mães solteiras ou gêmeos, cometidos em aldeias da Amazônia.

O nome do projeto se refere à índia Muwaji Suruwahá, que fugiu de sua tribo para evitar que sua filha, portadora de paralisia cerebral, fosse sacrificada.

Contudo, o projeto de Henrique Afonso, que classificava de “prática nociva” a referida “tradição” indígena do infanticídio, sofreu forte oposição do governo através da FUNAI e de antropólogos.

Mais ainda, essa prática inumana e anticristã é defendida também pelo CIMI, órgão ligado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a qual, no presente ano, está muito ativa na área ecológica.

Em julho deste ano, a deputada petista Janete Pietá alterou a versão do projeto, de maneira a não conter mais as previstas punições aos servidores públicos.

Ao invés disso, os órgãos do governo limitar-se-ão a oferecer “oportunidades adequadas aos povos indígenas de adquirir conhecimento sobre a sociedade em seu conjunto”. Frase totalmente vaga que redunda em impunidade.

A deputada petista afirma defender a “autonomia dos povos indígenas”. Numa atitude que não faz jus ao seu sobrenome, a parlamentar procurou diminuir a gravidade desses cruéis assassinatos: “A tradição de sacrificar crianças é mantida por poucas comunidades”.

No dia em que uma “tribo urbana” de narcotraficantes ou de criminosos quiser defender sua impunidade alegando “autonomia” no morro e suas “tradições” culturais delitivas, já encontrará os sofismas registrados nas atas do Congresso Nacional.

Operando nos bastidores da Câmara, segundo a “Folha de S. Paulo”, a FUNAI fez o que pôde para “enfraquecer o texto com o argumento de que ele criaria uma interferência indevida e reforçaria o preconceito contra os índios”.

Todo ano, centenas de crianças são enterradas vivas ou abandonadas na floresta amazônica.

O “ritual” seria praticado em território brasileiro por cerca de 20 etnias.

Mas os apóstolos da “religião verde”, entre os quais se destacam os neo-missionários comuno-progressistas do CIMI, empurram o País para o precipício.

Aliás, tudo diametralmente oposto à venturosa trilha aberta por heróicos missionários como o Padre Manoel da Nóbrega e o Beato José de Anchieta, que estabeleceram os fundamentos de um Brasil grande, civilizado e cristão. O da religião bem entendida, portanto.

Fonte: Verde:a cor nova do comunismo

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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Nova Ordem Mundial - Economia

China: Modelo insustentável


24 Agosto, 2007 at 20:46 (Alimentos, Aquecimento Global, Comportamento, Economia, Poluição, Saúde, Água)




O milagre chinês é de vidro


por Sérgio Abranches*


23.08.2007


"Embora um país possa desaparecer, suas colinas e rios permanecem", é lembrando esse verso do poeta Du Fu, da dinastia Tang, que Gaoming Jiang e Jixi Gao começam uma análise franca dos "terríveis custos do crescimento chinês" e concluem que "nosso país persiste, mas nossas colinas e nossos rios foram devastados". Gaoming Jiang é pesquisador-sênior do Instituto de Botânica da Academia de Ciências da China. Jixi Gao é diretor do Instituto de Ecologia da Academia de Ciências Ambientais da China. Em artigo publicado no início deste ano, os dois apresentam uma visão austera e sem retoques - coisa rara por aquelas bandas - do padrão de desenvolvimento chinês. A síntese que fazem desse padrão é curta e grossa: "ao longo dos últimos 27 anos a China aderiu a um modelo econômico caracterizado por altos níveis de poluição, emissões e consumo de energia, combinados a baixos níveis de eficiência".


Faltou adicionar que esse modelo de crescimento desordenado e ineficiente se assenta em um regime ultra-autoritário e no controle absoluto das transações econômicas pelo estado, o qual é governado por uma facção dominante do Partido Comunista Chinês. A criação de uma economia de mercado se dá sob controle desse aparato político-estatal de governança que impõe a convivência desigual entre a lógica de mercado e a lógica das hierarquias. O modelo chinês tem seu dinamismo em grande parte determinado por duas forças contraditórias, mas no momento convergentes: a primeira, externa, é determinada pelo movimento de globalização dos capitais e das empresas transnacionais; a segunda, interna, pela demanda doméstica em grande escala, levando a uma expansão desordenada e sem controle social, seja de consumidores, seja de cidadãos que se sintam ameaçados por seus "terríveis custos".


O estímulo da ameaça de colapso


A força da globalização é parte da dinâmica de constituição de uma nova ordem planetária no Século XXI . É um dos elementos da ordem emergente. Está na sua fase "selvagem", em grande medida dominada pela especulação e por um impulso de expansão quase a qualquer risco. Mas a tendência que se vislumbra, até por causa dos efeitos do aquecimento global que se farão sentir cada vez mais no curto prazo, é de "domesticação" dessa força pela pressão de consumidores e cidadãos com capacidades de ação também cada vez mais globalizadas. Com o tempo, provavelmente, um modelo de governança global sem governo estabelecerá limites regulatórios à ação dessas forças da economia globalizada.


Sob este aspecto, embora se beneficiem largamente do descontrole do crescimento chinês, elas serão inexoravelmente condicionadas pelas limitações que passarão a ser impostas, nas próximas décadas, por conta do aquecimento global, aos padrões de produção e consumo. Certamente, nenhuma das mega-empresas que operam hoje na China e se aproveitam de seu padrão insustentável de crescimento, deixa de considerar em seus cenários de longo a exaustão física e política desse modelo. Muito provavelmente todas elas têm um cenário, cujo prazo de realização vai se encurtando, que aponta o colapso do modelo chinês.


É, na verdade, essa perspectiva de esgotamento que acelera os planos e os investimentos dos agentes globais, que derivam para a China enormes volumes de investimento direto e de investimento em portfólio/equity. A percepção de risco de colapso em prazo não muito longo faz com que haja uma aceleração dos investimentos. Esse aumento de ritmo visa, também, a reduzir o prazo de maturação e de implantação dos empreendimentos, de modo a se beneficiar do ritmo fortíssimo de crescimento e das escalas chinesas, para amortizar esses investimentos e deles retirar lucro significativo, em prazo mais curto do que em outros países emergentes. O prêmio de risco chinês é elevado, mas o custo maior desse forçamento de ritmo é a rápida exaustão dos recursos naturais e a destruição também em escala chinesa do meio-ambiente.


A caça às ilhas entesouradas


A segunda força que leva ao aceleramento do crescimento é o próprio desequilíbrio doméstico produzido pela criação de "ilhas de capitalismo", numa economia coletivista de controle estatal. São vários os desequilíbrios e as contradições desse modelo: entre mercado e controle hierárquico; desigualdades sociais crescentes, decorrentes da expansão da renda e do consumo nas "ilhas" e da persistência da pobreza e do padrão de "austeridade coletivista" no "continente estatal-coletivista"; exaustão de recursos naturais, num território naturalmente menos provido de riquezas naturais que o de outras nações emergentes.


Esses condicionantes forçam o ritmo porque é preciso atender o máximo de demandas de expansão das "ilhas" sobre o "continente", por causa do efeito-demonstração que a afluência tem sobre os setores dela excluídos. Em termos sociológicos, os novos padrões de consumo e bem-estar da minoria admitida nas "ilhas de capitalismo" aumenta o sentimento de privação relativa, ou seja a percepção de que há chineses se dando melhor que outros e a demanda por mais renda e consumo.


Como o padrão anterior era de generalizada uniformidade dos padrões, exceto para os privilegiados do topo da hierarquia partidária, desigualdade já absorvida pela maioria, esse "descolamento" entre cidadãos anteriormente "iguais" gera grande insatisfação, aumenta as demandas por inclusão e a intolerância com o status quo. O resultado é enorme pressão social que tem sido controlada com repressão crescente. No longo prazo, é insustentável, ou se reduz essa distância sócio-econômica com aceleração do crescimento, ou se verá uma comoção social que pode destruir o sonho da "grande China" perseguida a ferro e fogo pelo PC chinês.


Os custos terríveis da via chinesa


Mas essa aceleração forçada tem os tais custos terríveis, sob a forma de degradação ambiental e acaba tendo rendimentos socialmente decrescentes. Como dizem em seu artigo Gaoming Jiang e Jixi Gao, "a degradação ambiental causa danos à saúde pública, afeta a estabilidade social e compromete o crescimento econômico sustentado. É um problema de primeira grandeza que ameaça não apenas o desenvolvimento, mas a sobrevivência do povo chinês".


Para incluir novas parcelas da população nas ilhas de afluência e manter as que já estão incluídas, o modelo produz uma enorme quantidade de chineses que sofrem de doenças causadas pela poluição do ar e da água e a grande parcela dos que morrem delas, os que sofrem pela perda de áreas de agricultura por causa da chuva ácida e da desertificação, os que têm que ser removidos por causa do soterramento de suas vilas por tempestades recorrentes de areia, os que não têm acesso a água potável.


No caso da terra agrícola, não é apenas a degradação ambiental que reduz a capacidade de produção de alimentos. Como mostram os dois especialistas chineses, o avanço das construções urbanas também captura uma parte gigantesca desse espaço. Na última década do século passado, o número de cidades subiu de 315 para 521. Hoje já são 669. Estão sendo construídos 770 mil km2 por ano. Ao mesmo tempo, aumentou em 1,96 vezes a quantidade de terra ocupada pela mineração e 4,71 vezes, a extensão de território destruído pela atividade humana. Para compensar essa perda de espaço, a agricultura avanço desmatando (24% da expansão agrícola recente), destruiu os campos naturais (66%) e aterrou cursos de água (2%). O resultado é que a China se torna gravemente dependente da importação de alimentos.


O país consumiu 557 bilhões de metros cúbicos de água em 2000, 13 bilhões a mais que em 1988. A maior parte do crescimento desse consumo não foi de água renovável de superfície, mas de água exaurível de aqüíferos subterrâneos. As taxas de uso de água das principais bacias estão todas muito acima dos níveis internacionalmente recomendados: para as bacias dos rios Huai, Liao e Yangtze, é de 60%; para o rio Hai, é de 90%; e para a do rio Hei, de 110%, informam os dois.


O pior é que esse superconsumo de água, com exaustão das reservas, enfrenta dois problemas. O primeiro é que a água potável é mais escassa, por causa da poluição de rios e aqüíferos. O segundo - e por causa disso - é que essa superexploração dos recursos hídricos não é suficiente para atender às necessidades básicas, por causa da irracionalidade e do desperdício. De acordo com Gaoming Jiang e Jixi Gao, 60% das cidades da China enfrentam escassez de água e 110 delas (16%) vivem em emergência hídrica. Além disso, 86% dos cursos urbanos de água têm níveis de poluição muito acima do aceitável. No rio Huai, 79% da água não tem potabilidade; 80% já não serve para criação de pesqueiros e 32% não prestam nem para irrigação. Para piorar, outra fonte importante de água para a China, os glaciais, estão derretendo rapidamente com o aquecimento global. Essa perda de gelo provavelmente também se deve ao alto grau de poluição, que "pinta" as geleiras com o preto da fuligem, reduzindo sua capacidade de refletir a luz - e o calor - do sol, como indicou para o Ártico pesquisa recente publicada na revista Science. Essa tragédia ambiental cria um enorme contingente de "desvalidos ecológicos", que se soma à enorme maioria excluída para gerar insatisfação social e demandas contraditórias, por inclusão, de um lado, e por restauração da qualidade ambiental de vida, por outro.


O reverso do progresso


Haverá um momento em que a força associada à globalização deixará de demandar crescimento e passará a demandar gestão ambiental e de qualidade. O caso recente dos brinquedos produzidos na China para a Mattel, que causaram danos à saúde de crianças, é apenas o primeiro de uma série potencial. O dano causado à imagem e à capacidade competitiva da Mattel em seus mercados "prime" lhe causa tanto prejuízo que ela nada podia fazer se não um recall generalizado de seus produtos de fabricação chinesa, com enorme prejuízo, e demandar da China novos patamares de qualidade e segurança.


Em breve consumidores desses mercados "prime" começarão a rejeitar produtos chineses, a despeito do preço convidativo, por razões sociais e, principalmente, ambientais, ligadas ao aquecimento global. Como fizeram os consumidores da MacDonald's com a carne e a soja brasileiras associadas ao desmatamento da Amazônia. Nesse momento, a convergência entre essa força externa e a força doméstica de aceleração do crescimento desaparecerá e ficará apenas a contradição entre uma força do século XXI, que pode se mover na direção de um novo padrão econômico de baixo carbono e menor impacto ambiental em geral e a força doméstica associada a um modelo do século XIX e do início do século XX, para a qual não há alternativa boa.


Há outros problemas que os agentes econômicos da globalização ainda não querem ver, embora certamente os incluam em seus cenários e por isso aceleram o tempo de estada rentável no país. O sistema bancário chinês é primitivo. Não oferece as condições mínimas de desempenho requeridas pelo sofisticado capitalismo financeiro global contemporâneo. O enorme espaço econômico ocupado por empresas estatais dramaticamente ineficientes, mais dia menos dia, reduzirá o dinamismo da economia chinesa. Os mecanismos de governança, transparência e responsabilização não funcionam na China e estão por trás, de um lado, do tremendo risco regulatório e, de outro, da desigualdade crescente e da incompatibilidade entre as expectativas sociais em expansão e a capacidade de resposta das políticas públicas. Junte-se fundamentos políticos cada vez mais frágeis e a degradação ambiental avassaladora e se pode ter a visão de um cenário de colapso provável.


O modelo chinês é obsoleto, está historicamente superado e terá um custo de mudança talvez tão grande ou maior que o terrível custo social e ambiental desse crescimento acelerado.


Em muitos sentidos ele se assemelha ao modelo do "milagre brasileiro" dos anos 70, ao qual se pode imputar total responsabilidade pela crise da dívida externa que consumiu toda a energia econômica da década de 80 e parte da década de 90 e, pelo menos parcialmente, pelas origens da hiperinflação indexada que exauriu o país econômica e socialmente entre 1984 e 1994. O suposto "milagre" brasileiro, que iniciou a ocupação predatória da Amazônia e destruiu o remanescente de Mata Atlântica, com seus programas de incentivo ao reflorestamento e o Proálcool, nos custou, depois, duas décadas de agruras.


Ao contrário dos militares brasileiros, os protocapitalistas chineses têm consciência de seus problemas. No "Relatório sobre o trabalho do governo ao Congresso Nacional do Povo", no ano passado, o primeiro-ministro Wen Jiabao dizia que "os principais problemas são uma estrutura econômica desequilibrada; baixa capacidade de inovação independente; mudança lenta no padrão de crescimento econômico; consumo excessivo de energia e recursos; piora da poluição ambiental; grave desemprego; desequilíbrio entre investimento e consumo; crescente desigualdade no desenvolvimento entre as áreas urbanas e rurais e entre as regiões; crescentes disparidades entre grupos de renda e desenvolvimento inadequado de programas sociais". O problema, como diria o velho sábio Dadá Maravilha é que não parece ter uma "solucionática" para tamanha "problemática".


A era das contradições


Começam a surgir divisões importantes na cúpula dirigente - ou na hierarquia - chinesa a respeito desse experimento de "capitalismo de estado", aparentes nas controvérsias que se ampliam sobre as causas da desigualdade crescente, da falta de educação acessível, da escassez de assistência médica ou do crescimento da corrupção mais forte que da própria economia.


Como alerta o analista político Mixin Pei, "nenhum governo pode esperar extrair legitimidade permanente do desempenho econômico que obteve no passado, por mais impressionante que ele tenha sido". A necessidade de desempenho econômico recorrente, cada vez mais rápido é auto-destrutiva. Ela explica esse impulso obsessivo dos chineses pelo crescimento e a incapacidade do governo em freá-lo enquanto é tempo, do qual se aproveitam as forças do capitalismo global, enquanto lhes interessa.


Contradições terminam inexoravelmente em rupturas, já ensinava sabiamente o velho Karl Marx, remoto inspirador do modelo chinês inicial. Na China é improvável que não seja assim. As contradições internas, que aumentam demandas incompatíveis por expansão econômica acelerada e serviços ambientais essenciais, como água, ar e terra fértil e contrapõem incluídos e excluídos das ilhas de afluência semi-capitalista, já estão em franca atuação. Elas provocam divisões na hierarquia dominante, o aumento da repressão e do desgoverno - Beijing está perdendo o controle sobre os governos das províncias - a queda do desenvolvimento humano-ambiental nas regiões mais afetadas pela destruição ambiental e pela poluição, a ampliação das desigualdades e da insatisfação social.


A contradição entre as forças da globalização, que hoje beneficiam tremendamente a China, e essas tendências internas em algum momento aparecerá com plena força. Episódios precursores, como o da Mattel, vão aumentar.


O modelo chinês não é sustentável econômica, política, social, ou ambientalmente. Só não vê quem não quer.


Fonte: O Eco.


* Sérgio Abranches é Mestre em Sociologia pela UnB, PhD em Ciência Política pela Universidade de Cornell e Professor Visitante do Instituto Coppead de Administração, UFRJ.



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quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Nova Ordem Mundial - Meio Ambiente

Racionamento de carne, vegetarianos e o meio ambiente


* Iracema Sodre


* 30/09/2008, 05:53 PM


Um dos mais abrangentes relatórios sobre o efeito dos alimentos na mudança climática acaba de ser publicado aqui na Grã-Bretanha e o veredicto é o seguinte: as pessoas devem ser proibidas de comer mais do que quatro pequenas porções de carne (um total de 500g) e o equivalente a um litro de leite em laticínios por semana.


Minha reação quando li a notícia no jornal 'The Guardian' foi de choque. Tudo bem pedir moderação na dieta, pelo bem da natureza, ou explicar didaticamente como o arroto das vacas, cheio de metano, é danoso para o meio ambiente. Mas racionamento passa um pouco dos limites, para o meu gosto.


(e não é só carne vermelha, vejam bem) e de laticínios, o estudo da "Food Climate Research Network", da Universidade de Surrey, também sugeriu que deve haver uma redução no consumo de comidas "de baixo valor nutricional", como bebidas alcoólicas, doces e chocolates.


Tudo que é bom aparentemente aumenta a emissão de gases do efeito estufa. O lado bom da história é que eles desistiram de tentar convencer todo mundo a virar vegetariano. Nada contra quem opta por se abster dos prazeres da carne (no sentido literal), mas livre arbítrio é bom e eu gosto.


Estou mais para a sugestão do chefe do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU, Rajendra Pachauri: podíamos todos ter pelo menos um dia por semana sem carne nenhuma. Isso eu acho que agüento http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/london/


Nota: Na verdade isso é um condicionamento que aumenta a cada dia até que as pessoas adotem um estilo de vida vegetariano, as crianças serão cada vez mais condicionadas através da mídia, da escola e das ONGS a aceitarem uma alimentação considerada natural e absterem-se de carne.


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terça-feira, 14 de outubro de 2008

Nova Ordem Mundial - Meio Ambiente


Grã-Bretanha lança polêmico plano de proteção a florestas





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Desmatamento na Amazônia Desmatamento responde por 17% das emissões de gases estufa





O governo britânico lançou nesta terça-feira um plano para proteger as florestas tropicais em países emergentes que começou a provocar polêmica já no momento em que é publicado.


A Relatório Eliasch, elaborado pelo empresário sueco John Eliasch, assessor para florestas do primeiro-ministro britânico Gordon Brown, defende que países ricos, em especial a Grã-Bretanha, dêem dinheiro para incentivar emergentes a preservar as matas tropicais.


Eliasch é o milionário que criou polêmica com uma campanha de coletar fundos para comprar parte da floresta amazônica brasileira.


O relatório segue a linha de que os chamados "serviços florestais" têm de compensar financeiramente a manutenção da floresta de pé.


Modelos incluídos no estudo estimam que o custo da mudança climática gerado pela perda de florestas crescerá a passos largos até 2100, quando chegará a US$ 1 trilhão por ano, se medidas não forem tomadas a tempo.


Por isso, o documento pede um acordo internacional que tenha como objetivo reduzir à metade as emissões causadas pela perda de matas tropicais até 2020, o que geraria ganhos de US$ 3,7 trilhões em longo prazo pelas estimativas citadas pelo estudo.


O relatório propõe o objetivo de tornar o setor florestal neutro até 2030 - o que significa que a perda de matas seria compensada com o plantio de novas florestas. "A comunidade internacional deve prover o financiamento necessário para alcançar essas metas", diz o estudo.


Mercado de carbono


É justamente a maneira como esses recursos seriam conseguidos que gera polêmica. O relatório diz que "um elemento central" na estratégia seria incluir o setor de florestas no mercado de emissões de carbono - por meio do qual países e empresas compram o "direito de poluir" financiando projetos ambientais.


"A análise do relatório sugere que incluir o desmatamento e a degradação de florestas - além de outras ações de manejo sustentável - em um mercado de carbono bem desenhado poderia prover o financiamento e os incentivos para reduzir as taxas (de desmatamento) em até 75% até 2030", diz o estudo.


"Incluir iniciativas de aflorestamento, reflorestamento e restauração seria suficiente para tornar o setor neutro."


Na visão do documento promovido por Eliasch, mitigar os custos do aquecimento global por meio do combate ao desmatamento é mais barato que por meio de outros setores.


Segundo o IPCC, órgão científico da ONU que se debruça sobre o tema, o desmatamento responde por cerca de 17% das emissões na atmosfera de gases que causam o efeito estufa, porcentagem menor do que a da geração de energia (26%), mas quase igual à da indústria (19%).


Acordo global






Incluir o desmatamento e a degradação de florestas no mercado de carbono poderia prover financiamento e incentivos para reduzir o desmatamento em até 75% até 2030. Incluir iniciativas de aflorestamento, reflorestamento e restauração seria suficiente para tornar o setor neutro.




Relatório Eliasch



A revisão é lançada dois meses antes de uma reunião marcada para dezembro, na Polônia, que vai discutir os arranjos internacionais de combate ao aquecimento global. Em 2009, na Dinamarca, os países querem chegar a um acordo amplo que substitua o atual Protocolo de Kyoto.


"Um acordo que provenha financiamento para o gerenciamento internacional de florestas pode não apenas reduzir significativamente as emissões de carbono, mas beneficiar os países em desenvolvimento, apoiar a redução da pobreza e ajudar a preservar a biodiversidade", defende o estudo.


Mas o plano recém-apresentado já foi alvo de críticas por organizações que demonstraram ceticismo em relação à proposta. Críticos dizem que a iniciativa poderia surtir efeito contrário, permitindo aos países desenvolvidos contornar suas próprias metas de redução de carbono.


A ONG Greenpeace aponta o perigo de "dar luz verde às companhias para proteger as florestas no exterior como uma alternativa barata aos cortes rigorosos nos setores industrial e de energia necessários no Reino Unido".


Na mesma linha, a organização WWF diz que reduções nas emissões pela perda de floresta "devem ser uma parte crucial de qualquer novo acordo internacional para mudança climática", mas defende que essas iniciativas "devem andar de mãos dadas, e não existir às custas de ações ambiciosas para reduzir as emissões industriais".


Corrupção


Outras fontes alertam para a possibilidade de corrupção em nações detentoras de florestas incapazes de protegê-las.


Segundo o repórter de Meio Ambiente da BBC Roger Harrabin, uma fonte do próprio governo britânico reconheceu o problema, embora ressaltando que critérios de boa governança poderiam ser estabelecidos como pré-requisito para a obtenção de fundos florestais.






Reduzir substancialmente as emissões por desmatamento deve ser uma parte crucial de qualquer novo acordo internacional para mudança climática. Iniciativas devem andar de mãos dadas, e não existir às custas de ações ambiciosas para reduzir as emissões industriais.




WWF



Um porta-voz da organização de direitos humanos Global Witness disse os mecanismos de mercado não seriam suficientes para atrair investimentos para "a maior parte das regiões de floresta mais críticas", como Congo, Brasil, Indonésia e Papua Nova Guiné.


De acordo com o diretor da ONG, Patrick Alley, isso aconteceria "por causa de instabilidade, propriedade de terra incerta ou contestada, corrupção, má governança, sistemas de fiscalização deficientes ou inexistentes e, em alguns casos, até conflitos".


"A única exceção notável, o Brasil, que abriga o maior bloco de florestas do mundo, não apóia o mercado de carbono, preferindo a idéia de um fundo."


"Isso significa que o mercado na melhor das hipóteses tocaria a superfície do problema, ao se focar nas poucas regiões de floresta remanescentes", concluiu Alley.


http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/10/081014_floresta_relatorio_pu.shtml



Nota: É interessante todo esse interesse em preservar a floresta dos outros, onde é mais do que sabido que há riquezas incontáveis tanto vegetal quanto animal, espécies ainda não conhecidas, e mesmo as conhecidas ainda não foram estudadas a fundo, o potencial econômico dessas espécies é enorme, disso todo mundo sabe. Há ainda a riqueza do subsolo, com minerais estratégicos para várias indústrias; será que todo esse interesse preservacionista não é apenas uma desculpa? É bom a sociedade brasileira ficar atenta a estas e outras investidas semelhantes, como a demarcação de terras indígenas, pois já há livros didáticos e vídeos dizendo que a floresta amazônica é área internacional, talvez seja só questão de tempo.


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sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Nova Ordem Mundial - Meio Ambiente




Fundador do Weather Channel: Aquecimento Global é a maior fraude da história.


por Gerson Faria em 27 de novembro de 2007




Resumo: John Coleman, fundador da TV a cabo The Weather Channel, deu início a uma série de matérias curtas tentando explicar por que não vê fundamento científico no Aquecimento Global.




© 2007 MidiaSemMascara.org




O fenômeno "aquecimento global" devido a fatores humanos parece estar ocorrendo de fato. Não na natureza, e sim no debate público em torno ao assunto. No último dia 11, John Coleman, fundador da TV a cabo The Weather Channel e atualmente meteorologista da Kusi News, de San Diego, deu início a uma série de matérias curtas tentando explicar por que ele não vê fundamento científico no Aquecimento Global.




Coleman não foi o primeiro a se levantar contra a fraude. Vários outros cientistas já se manifestaram contrários ao caráter político, não científico e totalitário, criados e mantidos pela ONU e congêneres. Críticos inclusive participantes do próprio IPCC da ONU. Talvez o melhor documentário até hoje realizado trazendo com pormenores esse assunto é "The Great Global Warming Swindle" (http://www.greatglobalwarmingswindle.co.uk), que fornece qualidade ao debate, sem a necessidade de prêmios da Academia e nobéis.




Cientistas não precisam de prêmios e nem de reconhecimento público. Por mais que se queira negar, apenas um cientista pode estar mais certo do que outros 200 ou 2000. A categoria "democracia" não se aplica à busca da verdade. A voz do povo não é a voz da ciência e muito menos de Deus. E quem precisa desse tipo de compensação de massas são os atores e personalidades políticas. É claro que o meio científico pode se tornar refém de verbas públicas e de projetos políticos e por esses se direcionar. Mas não a ciência em si.




Um dos maiores físicos da história, Richard Feynman, fugia aos telefonemas dos suecos, quando de sua premiação ao Nobel. E nunca teve a pretensão de explicar seus diagramas ao mundo, prometendo a salvação. Feynman foi um cientista de fato.




Mas há um outro ponto mais prosaico que sempre escapa à crítica. Os cientistas que, com base na realidade dos dados da natureza e sua dinâmica, rejeitam a hipótese de aquecimento global antropogênico, normalmente são difamados ao estilo leninista, perseguidos e tachados de "negacionistas" (http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5592), de "receber dinheiro da indústria do petróleo" e outros. Já Al Gore, que é abertamente um investidor no eco-negócio com sua empresa Generation Investment Management, e de fato ganha dinheiro com a histeria ecológica, é poupado. E, como bom político, não tem pudores de, conhecendo tanto de meteorologia quanto Britney Spears de cardiologia, sair propagando retoricamente pseudoteses comprovadamente furadas. Científico isso não é, mas pode ser até democrático, ou seja, opinar mesmo sem ter conhecimento nenhum do assunto, bastando a existência de uma platéia.




Mas a voz de Coleman parece vir em boa hora. Ele é um experiente homem da TV e daí talvez sua linha argumentativa seja mais palatável ao público do que os gráficos de correlação usuais dos cientistas sérios e da retórica de salvação-danação dos falsos profetas.




Eis a íntegra de seu libelo:




"Esta é a maior fraude da história. Estou perplexo, horrorizado e extremamente ofendido por isso. Aquecimento Global: isso é uma FRAUDE. Alguns cientistas covardes com motivações políticas e ambientalistas manipularam dados científicos de longa duração para criar uma ilusão de aquecimento global acelerado. Outros cientistas do mesmo tipo, do ambientalismo lunático, pularam para dentro do círculo para apoiar e ampliar a 'pesquisa' para avançar na reivindicação totalmente direcionada e fraudulenta do aquecimento global. Seus amigos no governo direcionaram imensas verbas para pesquisa, de modo a manter ativo o movimento. Logo clamaram ser um consenso.




Extremistas ambientais, notáveis políticos entre eles, agruparam-se com filme, mídia e outros jornalistas ambientalistas de esquerda para criar esse cenário 'científico' selvagem da civilização, ameaçando as conseqüências do Aquecimento Global a menos que adiramos à sua agenda radical.




Agora, sua ridícula manipulação da ciência foi aceita como fato e se tornou o tema fundamental para a CNN, CBS, NBC, Partido Democrata, Governador da Califórnia, professores e, em muitos casos, cidadãos ambientalmente conscientes e bem informados, porém facilmente enganáveis. A apenas um repórter da ABC foi permitido discordar do frenesi do Aquecimento Global com um segmento de 15 minutos de um documentário.




Eu não me oponho ao ambientalismo. Não me oponho às posições políticas de um ou outro partido. No entanto, Aquecimento Global, i.e., Mudança Climática, não tem nada a ver com ambientalismo ou política. Não é uma religião. Não é algo em que se crer. É ciência: a ciência da meteorologia. Esta é minha área de experiência de uma vida. E estou afirmando que o Aquecimento Global é um não-evento, é uma crise manufaturada e uma fraude total. Digo isso sabendo que provavelmente não acreditará em mim, um mero apresentador do clima na TV, desafiando um Prêmio Nobel, ganhador do Prêmio da Academia e do Emmy e vice-presidente dos EUA. Que assim seja.




Li dezenas de artigos científicos. Conversei com numerosos cientistas. Estudei. Pensei sobre o assunto. Sei que estou certo. Não há uma mudança climática desgovernada. O impacto dos seres humanos no clima não é catastrófico. Nosso planeta não está em perigo. Sou incensado pelo incrível glamour da mídia, pela besteira politicamente correta e pela rude rejeição aos contra-argumentos pelo alto prelado do Aquecimento Global.




Em tempo, daqui a uma década ou duas, essa fraude ultrajante será óbvia. Quando a temperatura aumentar, as geleiras polares derreterem e mesmo assim as enchentes costeiras e supertempestades não ocorrerem como predito, todos perceberão como foram ludibriados. O céu não está caindo. Ciclos naturais e mudanças do clima são tão ou mais responsáveis por qualquer alteração climática (global) que esteja ocorrendo. Acredito de modo convicto que nos próximos vinte anos será tão provável de se ver uma onda de resfriamento como hoje vêem uma de aquecimento."




Nota: No Brasil não há uma discussão científica séria sobre o aquecimento do planeta, há uma adesão incondicional, uma fé cega nos estudos e conclusões vindos do exterior, há na verdade uma doutrinação em massa, o aquecimento global como defendido por ambientalistas e ecologistas radicais já se tornou um dogma, portanto não cabe mais discussão, é o que querem nos fazer crer.




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sábado, 2 de agosto de 2008

Nova Ordem Mundial e Ambientalismo Radical

Os lobos mostram os dentes
por João Luiz Mauad em 15 de fevereiro de 2008

Resumo: A carapaça humanista e a retórica apocalíptica dos ambientalistas dificultam a explicação ao público de suas reais intenções, eivadas de totalitarismo, aspirações arrogantes de comandar os destinos da humanidade e guerra incessante contra o capitalismo liberal. Mas de vez em quando, eles deixam de lado a dissimulação e falam claramente sobre seus objetivos.

© 2008 MidiaSemMascara.org

A carapaça humanista e a retórica apocalíptica - temperadas por platitudes e clichês "bem-intencionados" - dos ambientalistas fazem com que nós - os chamados céticos - muitas vezes tenhamos enorme dificuldade para transmitir ao público as reais intenções desses dissimulados, seu totalitarismo latente, suas aspirações arrogantes de comandar os destinos da humanidade, sua guerra incessante contra o capitalismo liberal e o crescimento econômico.

Por isso, é alvissareiro quando alguns de seus áulicos resolvem despir o véu da dissimulação e falar claramente a que vieram. Sentindo-se, talvez, já suficientemente fortes perante a opinião pública mundial, alguns próceres mais audaciosos do movimento ambientalista global, certamente na tentativa de abreviar o fim da guerra, começam a "chutar o pau da barraca".

Foi evidentemente o que ocorreu com os ativistas ecológicos David Shearman e Joseph Wayne Smith, autores do recém lançado livro The Climate Change Challange and the Failure of Democracy, um extraordinário libelo pela extinção da democracia liberal e do livre mercado, em defesa do autoritarismo e do despotismo "esclarecido" dos especialistas.

Abaixo, transcrevo e traduzo o sumário da indigitada obra, disponível na página da própria editora (Greenwood Publishing Group) na Internet (http://www.greenwood.com/catalog/C34504.aspx), bem como os comentários de alguns coleguinhas dos autores. Sem mais delongas, pois o texto é auto-explicativo:

"As mudanças climáticas são uma ameaça ao futuro da civilização, mas a humanidade é impotente para implementar as soluções. Mesmo naquelas nações comprometidas com a redução dos gases de estufa, as emissões continuam crescendo. Esta falha tem reflexos em várias esferas: o esgotamento dos peixes nos oceanos, a erosão de solos férteis, a destruição de florestas, a poluição de rios e a utilização dos recursos naturais do mundo além das respectivas taxas de reposição.

"Neste livro provocativo, Shearman e Smith apresentam evidências de que o problema fundamental por trás da destruição do meio ambiente - mudanças climáticas em particular - está no funcionamento da democracia liberal. Suas falhas e contradições retiram do governo (...) o necessário poder para tomar as decisões que possam promover uma sociedade sustentável.

"Após argüir que a democracia tem falhado em seu aspecto humanitário, os autores vão além e demonstram que estas falhas podem facilmente conduzir ao autoritarismo, sem que nem mesmo percebamos[?]. Ainda mais provocativos, eles afirmam que devemos estar preparados para esta eventualidade, se quisermos sobreviver às mudanças climáticas. Eles não sugerem, entretanto, que os regimes autoritários existentes sejam mais bem-sucedidos em mitigar as emissões de CO², já que, em nome do crescimento econômico, esses governos têm adotado o sistema de mercado entusiasticamente.

"No entanto, os autores concluem que alguma forma autoritária de governo será necessária, mas alertam que ela deverá ser uma governança de experts, e não daqueles que buscam somente o poder. Existem atualmente estruturas autoritárias muito bem-sucedidas - por exemplo, na medicina e nos impérios corporativos - que são capazes de implementar decisões urgentes, impossíveis sob a égide da democracia liberal.

"A sociedade será obrigada a fazer uma escolha filosófica, entre a 'liberdade' e a 'vida'. Porém, há uma terceira via entre a democracia e o autoritarismo, sobre a qual os autores discorrem no último capítulo. Tendo feito o leitor compreender que, para parar ou mesmo reduzir o desastroso processo de mudanças climáticas, nós precisamos escolher entre a democracia liberal e alguma forma de governo autoritário, comandado por especialistas, os autores propõem uma reforma radical da democracia, a qual nos imporia a dolorosa escolha de restringir a disseminada dependência do crescimento econômico, bem como várias reformas fiscais e legais. Por mais dura que essa escolha possa ser, eles defendem a adoção destas reformas fundamentais da democracia, durante a jornada ao autoritarismo".

Agora, alguns dos comentários de eméritos eco-ativistas sobre a obra em questão, disponíveis na mesma página acima mencionada:

"A parceria do filósofo e ecologista Joseph Wayne Smith com o emérito professor de medicina David Shearman produziu uma análise que cobre toda uma escala, desde a governança numa democracia liberal até um tratado sobre instituições bancárias. Os autores concluem que as riquezas ambientais, necessárias para sustentar a civilização, irão entrar em colapso, a menos que o 'casamento amoroso da humanidade com o crescimento econômico' seja desfeito." (Virginia Deane Abernethy, Professora emérita da Escola de Medicina da Universidade de Vanderbilt)

"Este é um livro provocativo. Muitos irão discordar de suas conclusões, mas o dilema colocado é real e não pode ser ignorado." (Dr. Katharine Betts, Professora de sociologia da Swinburne University of Technology)

"Advertências sobre uma crise ambiental iminente não são mais prerrogativa de profetas solitários. Elas agora refletem o consenso do establishment científico. Porém, quão radical é a mudança do pensamento político dominante que elas exigem de nós? Este volume faz uma poderosa defesa da visão segundo a qual é necessária uma radical crítica à própria noção de democracia, se quisermos combater seriamente a crise ambiental, além da disposição para aceitar que os governos sejam comandados por especialistas qualificados, em vez de eleições populares..." (Gorgon Graham, Professor de filosofia e artes no Princeton Theological Seminar)

"Editado no momento em que governos, corporações e consumidores estão vaidosos de suas voluntárias ações em prol da redução das emissões [CO²], este livro considera que esses esforços são insuficientes e leva a discussão para a próxima fase. Para que nos convertamos em sociedades sustentáveis, a democracia liberal precisa dar lugar a 'alguma forma de governo autoritário a cargo de experts', que os autores esboçam ao final. Este é um livro que muda o rumo da prosa, uma nova e audaciosa contribuição ao debate sobre as mudanças climáticas." (Otis L. Graham, University of Califórnia (Emeritus)

É preciso dizer mais alguma coisa?

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segunda-feira, 28 de julho de 2008

Aquecimento Global - A última chance para salvar o planeta...

Muitos têm alertado a respeito do alto custo do aquecimento global para a humanidade. Os jornais e os noticiários de TV estão cheios de previsões tenebrosas sobre o colapso da economia mundial: milhões morrerão ou serão desalojados em virtude de secas, fomes e inundações, enquanto Londres, Nova York e Tóquio, juntamente com outras cidades litorâneas, afundarão nos mares cujo nível subirá. Um relatório também predisse que todos os frutos do mar estarão extintos em cinqüenta anos.

A respeito desse panorama há diversas possibilidades. As principais são:

1. O aquecimento global é real e causado pela atividade humana (queima de combustíveis fósseis - carvão, petróleo e gás, queima das florestas tropicais, etc.). Por isso, os governos devem tomar medidas urgentes para salvar o mundo da catástrofe.

2. O aquecimento global é real mas não se tem certeza sobre as causas. Pode tratar-se de atividade solar e parte de um ciclo de aquecimento e esfriamento das temperaturas na Terra. Nesse caso, não há nada que os governos possam fazer a respeito.

3. O aquecimento global é um engano usado por aqueles que querem implantar um governo mundial. Eles estão tentando amedrontar as pessoas para que se submetam aos seus planos.

Vamos analisar essas questões:

1. O aquecimento global é real e causado pela atividade humana

De acordo com o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (PIMC), apoiado pe la ONU , as temperaturas globais poderão aumentar entre 1,4° C e 5,8° C entre 1990 e 2100. O aumento das temperaturas, por sua vez, poderá provocar outras mudanças, inclusive o aumento do nível dos oceanos, a quantidade e o padrão das chuvas. É possível que essas alterações aumentem a freqüência e intensidade de eventos meteorológicos extremos como inundações, secas, ondas de calor, furacões e tornados. Outras conseqüências incluem reduções na produção agrícola, diminuição das geleiras, redução das correntes de verão, extinção de um grande número de espécies e o aumento de organismos transmissores de doenças.

Em seu congresso de 2003, a Sociedade Meteorológica Americana adotou uma declaração que dizia:
Tony Blair, o primeiro-ministro britânico.

As atividades humanas tornaram-se uma fonte destacada de mudanças ambientais. Muito urgente é [considerar] as conseqüências da abundância crescente de gases de estufa na atmosfera... Como os gases de estufa continuam aumentando, estamos, na realidade, realizando uma experiência climática global, que não foi planejada nem é controlada, cujos resultados poderão apresentar desafios sem precedentes ao que conhecemos e prevemos. Eles também poderão ter impacto significativo sobre nossos sistemas naturais e sociais. Trata-se de um problema de longo prazo que requer uma perspectiva de longo prazo. Importantes decisões aguardam os atuais e futuros líderes nacionais e mundiais.


Manifestações para salvar o planeta têm sido realizadas ao redor do mundo. Em Londres, um evento organizado pela "Stop Climate Chaos" exigiu que o governo aja contra a ameaça do aquecimento global. O primeiro-ministro inglês Tony Blair declarou que se trata "do mais importante relatório sobre o futuro publicado pelo meu governo". Angela Merkel, a chanceler da Alemanha, disse-lhe que enfrentar a questão das mudanças climáticas será uma prioridade para a presidência alemã do G8 (grupo das nações industrializadas) em 2007. A secretária do Exterior do Reino Unido, Margaret Beckett, disse num encontro em Nova Delhi que o subcontinente indiano poderá enfrentar uma combinação de secas e elevações do nível do mar - que devastarão as colheitas de cereais e forçarão milhões a fugir dos seus lares - como resultado da elevação das temperaturas globais.
Atualmente, o sol se encontra no ponto mais alto de atividade em 300 anos. Esse ciclo poderá ser seguido por um esfriamento e uma mini era do gelo.

2. ‑O aquecimento global é real mas pode ser causado pelo sol

Uma minoria de cientistas está afirmando que as mudanças climáticas, tais como o aquecimento global, são causados por alterações no sol e não devido à liberação de gases de estufa na Terra. O sol fornece toda a energia que movimenta nosso clima, mas ele não é a estrela constante que pode parecer. Estudos cuidadosos durante os últimos vinte anos mostram que seu brilho geral e a energia desprendida aumentam levemente à medida que sobe a atividade das manchas solares até seu ponto mais alto em um ciclo de onze anos. Atualmente, o sol se encontra no ponto mais alto de atividade em 300 anos. Esse ciclo poderá ser seguido por um esfriamento e uma mini era do gelo.

3. O aquecimento global é um engano

Há aqueles que são ainda mais céticos nessa questão. Christopher Monckton escreveu um artigo intitulado "Caos climático? Não acredite" no jornal britânico The Sunday Telegraph em que começou sugerindo que "o pânico provocado em torno das mudanças climáticas é menos relacionado com a intenção de salvar o planeta do que com a 'criação de um governo mundial', conforme a preocupante afirmação de Jacques Chirac".

Ele apresenta evidências, mostrando como a ONU falsificou informações acerca do problema através da sua agência, o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (PIMC). Monckton cita David Deming, um geocientista da Universidade de Oklahoma (EUA), que escreveu um artigo avaliando as temperaturas na América do Norte através de dados de perfurações. Isso lhe deu credibilidade com o PIMC, que lhe pediu que participasse de suas pesquisas. Deming afirma: "Eles pensaram que eu era um deles, alguém que iria perverter a ciência a serviço de causas sociais ou políticas. Um deles abaixou a guarda: um destacado pesquisador na área do aquecimento global enviou-me um surpreendente e-mail, que dizia: 'temos que nos livrar do período de calor da Idade Média"'.

O período de calor da Idade Média é um fato bem documentado da história, mostrando que na época as temperaturas eram em torno de 3°C mais elevadas do que atualmente. De acordo com o artigo de Monckton:
De acordo com o artigo de Monckton: "...não havia geleiras nos Andes; hoje elas existem. Havia fazendas dos vikings na Groenlândia; hoje elas estão cobertas de gelo permanente."

Então não havia geleiras nos Andes ; hoje elas existem. Havia fazendas dos vikings na Groenlândia; hoje elas estão cobertas de gelo permanente. Havia pouco gelo no Polo Norte, uma esquadra chinesa circunavegou o Ártico em 1421 e não o encontrou. Dados de 6.000 perfurações em todo o mundo indicam que as temperaturas globais eram mais elevadas na Idade Média do que agora.

Após esse período, as temperaturas caíram bem abaixo dos níveis atuais. Nos séculos XVII e XVIII ocorreu a "Pequena Era do Gelo", quando o Tâmisa, junto à ponte de Londres, congelou de maneira tão sólida que uma Feira de Inverno foi realizada em 1607 com um conjunto de tendas sobre o próprio rio, oferecendo uma série de diversões, inclusive boliche sobre o gelo.

O relatório original do PIMC, publicado em 1996, apresentava um gráfico dos últimos mil anos, mostrando corretamente que as temperaturas na Idade Média tinham sidos mais altas que as atuais. Mas o relatório de 2001 continha um novo gráfico sem qualquer indicação de um período de calor medieval, indicando temperaturas uniformes até o começo da Era Industrial. Esse gráfico mostrava incorretamente que o século XX foi o mais quente dos últimos mil anos. Essa informação mostra que a história está sendo deliberadamente falsificada por uma agência da ONU.

Aquecimento global e governo mundial
Jacques Chirac relacionou a preocupação ambiental com um plano de governo mundial. Chirac escreveu um artigo para a revista New Scientist (19/5/05) sobre a necessidade de cuidar do meio ambiente, dizendo: "esse esforço deveria concentrar-se em estabelecer a governança ambiental global, algo que a França defende incansavelmente".

Também é possível que haja um elemento de verdade em todas as três possibilidades. O aquecimento global pode ser causado parcialmente pela atividade humana e em parte pelo sol. Com certeza, ele está sendo usado para promover a idéia de que a governança mundial apoiada pe la ONU é a solução do problema. Quer seja real ou não, trata-se de uma questão ideal para unir as nações. É possível argumentar que nenhuma nação por si mesma pode resolver o problema e que, se ele não for solucionado, todos morreremos. É necessário que as nações trabalhem juntas para evitar isso. A ameaça também pode ser usada para dar aos governos desculpas para impor impostos mais elevados e exercer maior controle sobre a população...

Em seu artigo, Christopher Monckton referiu-se a uma afirmação do presidente francês, Jacques Chirac, que relacionou a preocupação ambiental com um plano de governo mundial. Chirac escreveu um artigo para a revista New Scientist (19/5/05) sobre a necessidade de cuidar do meio ambiente, dizendo: "esse esforço deveria concentrar-se em estabelecer a governança ambiental global, algo que a França defende incansavelmente, em particular com sua proposta de criar uma organização ambiental da ONU, que será discutida pelos líderes mundiais na cúpula da ONU em Nova York em setembro". Em um discurso anterior no Encontro da ONU sobre Mudanças Climáticas em Haia (20/11/2000), ele afirmou: "

Pela primeira vez, a humanidade está instituindo um que a França e a União Européia gostariam de ver criada

". (ênfase do autor).

É interessante que existe agora um consenso de opiniões sobre essa questão, favorecendo a agenda verde, nos três principais partidos do Reino Unido. Esse consenso é compartilhado pelos poderes que dominam a União Européia. Com os Democratas em ascensão nos EUA, é provável que as questões ambientais serão mais importantes que a "Guerra ao Terror". Se a Rússia, a China, o Japão e a Índia puderem ser persuadidos a participar, a pressão para impor algum tipo de solução global para o problema poderá ser irresistível para o resto do mundo.

O meio ambiente - uma questão espiritual
É verdade que a Terra é um todo interdependente, que foi criado por Deus como "muito bom" (veja Gênesis 1.31). Tudo que é necessário para a vida é mantido em delicado equilíbrio no único planeta em que podemos viver.

Também é interessante que existe uma idéia semi-religiosa relacionada a tudo isso - a controvertida Teoria Gaia, denominada assim por causa da deusa da Terra dos antigos gregos. Essa teoria foi desenvolvida pelo cientista britânico James Lovelock durante a década de 1960, enquanto ele trabalhava no Projeto Viking, analisando a possibilidade de vida em Marte. Enquanto analisava o que sustinha a vida na Terra e observava a atmosfera terrestre, com seu delicado equilíbrio de oxigênio, hidrogênio, nitrogênio, metano e resquícios de outros elementos, ele teve a idéia de que a Terra era um todo vivo e interdependente, capaz de controlar a si mesmo e de eliminar ameaças, da mesma maneira que um corpo lida com doenças e traumas.

De acordo com essa idéia, a Terra é um sistema vivo imenso e eternamente interativo - um planeta vivo, flutuando no espaço, e cada parte do seu grandioso mecanismo afeta todos os outros, tanto para o bem como para o mal. A Terra teria certos órgãos especialmente importantes, como as florestas tropicais e os pântanos, que seriam mais importantes para o meio ambiente do que outras partes do sistema. Usando a comparação com o corpo humano, seria possível perder uma parte menor, como um dedo, e sobreviver, mas se você perder uma parte essencial, como os pulmões, você está morto. Desse modo, a Terra poderia sobreviver apesar de perder algumas espécies animais em virtude do descuido humano com o meio ambiente, mas se um órgão vital estiver ameaçado ela teria de reagir contra a interferência humana ou morrer.

Em certos grupos do movimento ambientalista está sendo difundida a idéia de que as catástrofes que atingem a Terra são o resultado de Gaia alertando a humanidade, para que esta pare de destruir o único planeta em que podemos viver. Em outras palavras, Gaia poderá agir para trazer uma espécie de juízo sobre a humanidade por descuidar do planeta. De acordo com essa visão, as catástrofes são a maneira da Terra combater a degradação do planeta por parte da humanidade. Isso conduz à visão da Nova Era de que devemos retornar à unidade com o planeta e com os outros seres humanos para salvar o planeta.
As catástrofes afetando a Terra irão aumentar nos dias finais desta era. Jesus disse a respeito dos tempos anteriores à Sua Segunda Vinda: "haverá grandes terremotos, epidemias e fome em vários lugares, coisas espantosas e também grandes sinais do céu..."

A Bíblia ensina um conceito diferente: que o Deus Todo-Poderoso, que criou a Terra e deu à humanidade a tarefa de cuidar dela, está falando através desses eventos, que Ele até predisse há séculos por meio dos profetas e do Senhor Jesus. É verdade que a Terra é um todo interdependente, que foi criado por Deus como "muito bom" (veja Gênesis 1.31). Tudo que é necessário para a vida é mantido em delicado equilíbrio no único planeta em que podemos viver. A distância da Terra até o Sol, a atmosfera, o ciclo das águas, a camada de solo para plantio, tudo está exatamente certo para sustentar a vida. A idéia evolucionária de que tudo se originou através de um acidente cósmico é tão provável como a possibilidade de que o computador em que estou escrevendo este artigo é o resultado de átomos que se juntaram ao acaso. Um projeto exige a existência de um projetista e a criação exige um Criador. Há abundantes evidências, para aqueles que querem entender, de que Deus, como Criador, e não a evolução pelo acaso, tem a resposta para a pergunta donde viemos.

Conforme o relato do Gênesis, a humanidade teria "domínio" sobre a Terra, não no sentido de saqueá-la, mas de cuidar dela e das suas criaturas (Gênesis 1.26-28, Salmo 8), em harmonia com Deus, nosso Criador. Porém, a desobediência humana a Deus causou a degradação da Terra, inicialmente com a queda (Gênesis 3) e depois com o dilúvio (Gênesis 6-8), estragando a criação original "muita boa".

Quando vamos para o outro extremo da escala de tempo bíblica e analisamos os eventos do fim dos tempos, fica claro que as catástrofes afetando a Terra irão aumentar nos dias finais desta era. Jesus disse a respeito dos tempos anteriores à Sua Segunda Vinda: "haverá grandes terremotos, epidemias e fome em vários lugares, coisas espantosas e também grandes sinais do céu... Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas; haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados" (Lucas 21.11,25-26).
Qualquer que seja a verdade sobre o aquecimento global, trata-se de uma questão que tem o potencial de levar o mundo em direção ao governo mundial profetizado em Apocalipse 13. Aquele que apresentar uma solução para esse problema certamente será saudado como salvador que oferecerá "paz e segurança" e será adorado pelo mundo como o novo messias.

Tempestades tropicais que provocam ondas gigantescas e devastam regiões costeiras estão aumentando em ferocidade, algo que muitos cientistas estão relacionando com as mudanças climáticas causadas pelo aquecimento global. Em Isaías 24 há uma passagem apocalíptica que trata da destruição causada por eventos impressionantes nos últimos dias desta era, quando cidades serão devastadas e seus habitantes espalhados: "Na verdade, a terra está contaminada por causa dos seus moradores, porquanto transgridem as leis, violam os estatutos e quebram a aliança eterna" (Isaías 24.5).

É interessante que Isaías 24.16 também se refere aos "pérfidos" que "tratam mui perfidamente". Isso estabelece uma relação entre a questão ambiental e os que a utilizam para objetivos pérfidos (isto é, o governo mundial do Anticristo).

As profecias da Bíblia advertem que no futuro haverá um tempo de dificuldades, com intenso calor, vegetação queimada e águas contaminadas, como também violentas tempestades e desastres naturais, trazendo fomes, epidemias e morte: "O primeiro anjo tocou a trombeta, e houve saraiva e fogo de mistura com sangue, e foram atirados à terra. Foi, então, queimada a terça parte da terra, e das árvores, e também toda erva verde. O segundo anjo tocou a trombeta, e uma como que grande montanha ardendo em chamas foi atirada ao mar, cuja terça parte se tornou em sangue, e morreu a terça parte da criação que tinha vida, existente no mar, e foi destruída a terça parte das embarcações. O terceiro anjo tocou a trombeta, e caiu do céu sobre a terça parte dos rios, e sobre as fontes das águas uma grande estrela, ardendo como tocha. O nome da estrela é Absinto; e a terça parte das águas se tornou em absinto, e muitos dos homens morreram por causa dessas águas, porque se tornaram amargosas" (Apocalipse 8.7-11).
Longe de solucionar o problema, o governo mundial anticristão dos tempos finais conduzirá o mundo às margens da destruição. Somente o retorno do Senhor Jesus Cristo salvará a Terra.

O Apocalipse fala de um tempo em que "o quarto anjo derramou a sua taça sobre o sol, e foi-lhe dado queimar os homens com fogo..." (Apocalipse 16.8). Depois, "Derramou o sexto a sua taça sobre o grande rio Eufrates, cujas águas secaram..." (Apocalipse 16.12) e "sobrevieram relâmpagos, vozes e trovões, e ocorreu grande terremoto, como nunca houve igual desde que há gente sobre a terra; tal foi o terremoto, forte e grande" (Apocalipse 16.18).

Qualquer que seja a verdade sobre o aquecimento global, trata-se de uma questão que tem o potencial de levar o mundo em direção ao governo mundial profetizado em Apocalipse 13. Aquele que apresentar uma solução para esse problema certamente será saudado como salvador que oferecerá "paz e segurança" e será adorado pelo mundo como o novo messias.

Longe de solucionar o problema, o governo mundial anticristão dos tempos finais conduzirá o mundo às margens da destruição. Somente o retorno do Senhor Jesus Cristo salvará a Terra. Após Sua volta, ela será miraculosamente restaurada e voltará a ser um lugar fértil e belo, capaz de suprir as necessidades dos povos durante o reino milenar de Jesus, quando "...a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar" (Isaías 11.9). (Tony Pearce, Light for The Last Days - http://www.chamada.com.br)

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