Documentos Revelam Fundação Rockefeller
Participou Ativamente no Controle Mental das Massas
Jurriaan
Maessen Infowars.com
De materiais de arquivos
a partir dos anos 1940, tornou-se aparente que a Fundação
Rockefeller esteve durante décadas até os dias de hoje,
fanaticamente estimulando pesquisas de técnicas de lavagem cerebral
para indução de medo nas massas.
Em uma série de generosas
doações na década de 40 e 50 ao Professor Carl I. Hovland, da
Universidade de Yale, a Fundação ativamente financiou a pesquisa
dos "mecanismos psicológicos pelos quais as comunicações
exercem sua influência."
O principal assunto da
pesquisa trata da questão de "como o indivíduo lida com a
confusão de idéias conflitantes com os quais ele está
constantemente bombardeado; como "wishful thinking"
(raciocínio baseado no desejo ao invés da realidade) e como a
predisposição emocional afetaria o julgamento, e se o processo de
julgamento é transferido de uma situação para outra estão entre
os problemas a serem estudados", lê-se no
relatório anual de 1954 da Fundação Rockefeller.
Hovland,
além da realização de pesquisas sobre mudanças de comportamento e
atitude de grupos, também fez parte da equipe de ciência social da
Fundação Rockefeller .
"(...) Hovland ocupou cargos
importantes em vários importantes conselhos nacionais, incluindo
o Instituto de Pesquisas de Recursos Humanos da Força Aérea, a
Fundação Ford, a Fundação Rockefeller, o Gabinete do Chefe do
Estado Maior da Força Aérea dos EUA, e ele sem dúvida tinha um
papel importante na determinação das agendas de investigação que
estas organizações buscavam."
Já em 1948 a Fundação
estava dirigindo dinheiro para Hovland e sua equipe. No relatório
de 1948, os autores delinearam as razões por trás dos subsídios
atribuídos:
"A compreensão da comunicação e da
mudança de atitude é importante para o nosso sistema educacional,
para aqueles que lideram grandes organizações e para aqueles que
estão preocupados com a opinião e comportamento políticos.
É essencial o conhecimento mais confiável de como a comunicação
eficaz pode ser alcançado na área de atitude e opinião (...). "
Nos dias da Guerra Fria, a propaganda era muitas vezes tão
flagrantemente óbvia para os ocidentais acostumados com a liberdade
que era mais facilmente identificável como tal.
A Fundação Rockefeller entendia que o povo americano
precisava ser submetido a formas mais sofisticadas de manipulação
para que a pressão gradual para o governo global fosse efetivamente
vendida nas próximas décadas. O relatório de 1954 explica:
"Apesar de se acreditar que filmes, televisão e
quadrinhos seriam eficazes em contribuir para o aumento da
delinquência juvenil no país, estes e os outros meios de
comunicação de massa parecem ser muito menos eficazes quando
aplicados ao fim desejável de promover a boa cidadania, ou uma
ideologia democrática positiva na guerra fria."
"A boa cidadania". Uma frase que deve arrepiar a fibra
de cada indivíduo amante da liberdade.
"(...) Teme-se que as comunicações em massa dos
soviéticos são extraordinariamente bem sucedidas em difundir a
propaganda comunista, tanto por trás da Cortina de Ferro como também
em países neutros. Em um esforço para lançar luz sobre
esta anomalia, e para auxiliar o desenvolvimento de princípios
científicos que regem a eficácia da mídia de massa, a
Fundação Rockefeller continuou o seu apoio ao Programa de Pesquisa
em Comunicação na Universidade de Yale com uma subvenção a fundo
perdido de US$ 200.000."
Em 1954, 200 mil dólares era uma quantidade excepcional de
dinheiro. Esta doação substancial é apenas um exemplo entre muitos
em que a Fundação
Rockefeller lançou enormes somas de dinheiro na direção de
cientistas sociais para refinar e aperfeiçoar a arte de
doutrinação.
Um dos resultados de seus estudos foi que o
medo, induzido ou não, torna a pessoa uma disposta vítima para a
elite. O site changingminds.org
dá uma adequada resumida dos resultados do professor Hovland:
"Você não tem que causar dor para criar medo. O
córtex frontal humano tem uma função primordial na reflexão sobre
o futuro. Somos muito hábeis para imaginar o que poderia acontecer e
experimentar emoções antecipadas. Isto revelou-se útil em nossa
evolução, mas também pode causar problemas como o medo antecipado
das coisas que não podem acontecer nos causam estresse e permitem
com que outros possam nos persuadir."
A fase de estudo desde muito tempo evoluiu para a fase de
implementação. Em meados dos anos setenta a Fundação
Rockefeller já estava ocupada comprando jornalistas e
financiando a criação de impérios dos meios de comunicação.
Mesmo naquela época, as "mudanças
climáticas" estava sendo ativamente promovida como um
resultado trágico de interferência humana nos assuntos da terra.
Alimentos geneticamente modificados já estavam sendo empurrados como
a cura para todos os males. A idéia era colocar as respostas
baseadas na emoção em prática, assim como observado por
Hovland.
"Vários editores científicos foram convidados a
participar das reuniões da Fundação sobre mudanças
climáticas, produção de alimentos, conflito entre países,
resistência genética a pragas em plantas, e da aquicultura.
Histórias apareceram posteriormente na primeira página do The New
York Times e a Associated Press publicou substanciais histórias que
foram amplamente utilizadas por todo o mundo. Em cada um deles, os
escritores foram apresentados aos funcionários do nosso programa e
incentivados a usá-los como recursos. (Oficiais estão agora, de
fato, sendo chamados pelos jornalistas, particularmente em áreas
atuais de alto interesse jornalístico, tais como a produção de
alimentos, os problemas da população, questões ambientais, e as
artes.)".
Em várias ocasiões, e em publicações diferentes espalhadas por
todo o seu longo e sórdido passado, a Fundação Rockefeller se
gabou abertamente pelo uso de figuras da mídia para seus próprios
propósitos.
Em nenhum desses casos a Fundação
Rockefeller menciona qualquer problema encontrado com qualquer um
dos magnatas da mídia que eles contataram. No relatório anual 1974,
Bill Moyers é mencionado como um dos beneficiários das informações
divulgadas pela Fundação.
"Na elaboração da sua notável série de 25 partes
sobre a situação alimentar mundial, os jornalistas do New York
Times tornaram-se conhecidos e estabeleceram frutuosas relações em
curso com um bom número de nossos funcionários. Nossa
equipe têm fornecido informações substanciais e novos contatos
para Bill Moyers em sua série de televisão que lida com os
problemas da interdependência global. Estes são apenas alguns dos
muitos novos relacionamentos produtivos que temos estabelecido com
representantes dos meios de comunicação."
Para vender ao público a idéia do
governo mundial, a pesquisa do professor Hovland provou ser
inestimável. Como qualquer um pode ver, as técnicas são sendo
fanaticamente aplicadas nos dias de hoje.
Considere como a
máquina de guerra do estabelecimento anglo-americano dispara logo
que os objetivos geopolíticos se tornam visíveis.
Na parte
II desta investigação vamos mergulhar em uma outra dimensão da
pesquisa do professor Hovland,
que está no cerne de todas as comunicações de massa: a influência
do cinema e da música sobre a mente subconsciente, dirigida tanto
para o indivíduo como para as massas.
Cover of Public OpinionAs Teorias do Controle Mental e as Técnicas Utilizadas Pela Mídia de Massa
Fonte: The Vigilant Citizen.
A mídia de massa é o instrumento mais poderoso usado pela classe governante para manipular as massas. Ela forma e molda as opiniões e atitudes, e define o que é normal e aceitável. Este artigo examina o funcionamento da mídia de massa por meio das teorias de seus principais pensadores, sua estrutura de poder e as técnicas que ela usa, de modo a compreender seu verdadeiro papel na sociedade.
A maior parte dos artigos no meu site discute o simbolismo ocultista encontrados nos objetos da cultura popular. A partir da leitura desses artigos, surgem questões legítimas relacionadas com o propósito desses símbolos e as motivações daqueles que os colocam ali, porém é impossível para mim fornecer respostas satisfatórias a essas questões sem mencionar muitos outros conceitos e fatos. Portanto, decidi escrever este artigo para fornecer o pano de fundo teórico e metodológico das análises apresentadas no site, bem como apresentar os principais estudiosos do campo das comunicações na mídia de massa. Algumas pessoas leem meus artigos e pensam que estou dizendo: "Lady Gaga quer controlar nossas mentes". A questão não é esta. Lady Gaga é simplesmente uma pequena parte de um sistema enorme, que é a mídia de massa.
Programação Por Meio da Mídia de Massa
Mídia de massa são formas de mídia que têm o objetivo de alcançar a maior audiência possível. Ela inclui a televisão, cinema, rádio, jornais, revistas, livros, gravações musicais, jogos de computador e a Internet. Muitos estudos foram realizados no século passado para medir os efeitos da mídia de massa na população de modo a descobrir as melhores técnicas para influenciá-la. A partir desses estudos surgiu a ciência das Comunicações, que é usada no marketing, nas relações públicas e na política. A comunicação em massa é uma ferramenta necessária para garantir a funcionalidade de uma grande democracia; ela também é uma ferramenta necessária em uma ditadura. Tudo depende como ela é usada.
No prefácio da edição de 1958 de seu livro Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley pinta um retrato bastante sombrio da sociedade. Ele acredita que ela é controlada por uma "força impessoal", uma elite governante que manipula a população usando vários métodos:
"Forças impessoais sobre as quais não temos praticamente controle algum parecem estar nos empurrando na direção do pesadelo do Admirável Mundo Novo; e essa pressão impessoal está sendo conscientemente acelerada por representantes das organizações empresariais e políticas que desenvolveram diversas técnicas novas para manipular, de acordo com o interesse de alguma minoria, os pensamentos e emoções das massas." [Aldous Huxley, prefácio de Admirável Mundo Novo].
Esse cenário sombrio antecipado por Huxley não é uma simples hipótese ou uma ilusão paranoica. Ele é um fato documentado, apresentado nos estudos mais importantes do mundo sobre a mídia de massa. Aqui estão alguns deles:
Walter Lippmann, um intelectual norte-americano, autor e por duas vezes ganhador do Prêmio Pulitzer, apresentou uma das primeiras obras sobre o uso da mídia de massa. Em Public Opinion (1922), ele comparou as massas a uma "grande besta" e a um "rebanho confuso" que precisava ser guiado por uma classe governante. Ele descreveu a elite governante como sendo "uma classe especializada, cujos interesses se estendem além da localidade". Essa classe é composta por mestres, especialistas e burocratas. De acordo com Lippmann, os mestres, que frequentemente são referenciados como "elites", devem ser máquinas do conhecimento, que contornam o defeito principal da democracia, o ideal impossível do "cidadão competente para julgar e lidar com todas as coisas". O "rebanho confuso", desordeiro e insatisfeito, tem sua função de ser "os espectadores interessados da ação", isto é, não os participantes. A participação é o dever do "homem responsável", que não é o cidadão comum.
A mídia de massa e a propaganda são, portanto, ferramentas que precisam ser usadas pela elite para governar o público sem o uso da coerção física. Um conceito importante apresentado por Lippmann é a "fabricação do consentimento", que é, em resumo, a manipulação da opinião pública a aceitar os planos da elite. É a opinião de Lippmann que o público não está qualificado para refletir e tomar decisões sobre as questões importantes. Portanto, é necessário que a elite decida "para seu próprio bem" e então venda essas decisões para as massas.
"Que a fabricação do consentimento é capaz de grandes refinamentos, acho que ninguém nega. O processo pelo qual as opiniões do público surgem certamente não é menos intricado do que já foi mostrado nestas páginas, e as oportunidades para a manipulação aberta são bastante claras para qualquer um que compreenda o processo... como um resultado da pesquisa psicológica, acoplada com os meios modernos de comunicação, a prática da democracia mudou de rumo. Uma revolução está ocorrendo, infinitamente mais significativa que qualquer mudança de poder econômico... Sob o impacto da propaganda, não necessariamente no significado sinistro da palavra sozinha, as antigas constantes do nosso pensamento se tornaram variáveis. Por exemplo, não é mais possível acreditar no dogma original da democracia; que o conhecimento necessário para o gerenciamento dos assuntos humanos apareça espontaneamente a partir do coração humano. Onde atuamos com base nessa teoria nos expomos ao autoengano e às formas de persuasão que não podemos verificar. Já foi demonstrado que não podemos confiar na intuição, na consciência ou nos acidentes da opinião casual se quisermos lidar com o mundo que está além do nosso alcance."
[Walter Lippmann, Public Opinion; tradução nossa.].
Pode ser interessante observar que Lippmann foi um dos fundadores do Conselho das Relações Internacionais, o CFR (Council on Foreign Relations), o centro de estudos e debates de política externa mais influente do mundo. Esse fato deve lhe dar uma pequena indicação do estado mental da elite com relação ao uso da mídia.
"O poder político e econômico nos EUA está concentrado nas mãos de uma 'elite governante' que controla a maior parte das grandes empresas multinacionais sediadas no país, a grande mídia de comunicações, as fundações isentas de impostos mais influentes, as grandes universidades privadas e a maior parte das empresas concessionárias de serviços públicos. Fundado em 1921, o Conselho das Relações Internacionais é um elo fundamental entre as grandes corporações e o governo federal. Ele tem sido chamado de "escola para a formação de homens de Estado", e chega perto de ser um órgão daquilo que C. Wright Mills chamou de Elite do Poder — um grupo de homens, similares em interesses e em seu modo de ser, que moldam os eventos a partir de posições inexpugnáveis que estão por trás dos bastidores. A criação da Organização das Nações Unidas foi um projeto do CRF, bem como a criação do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial." [Steve Jacobson, Mind Control in the United States; tradução nossa.].
Alguns membros atuais do CFR incluem David Rockefeller, Dick Cheney, Barack Obama, Hilary Clinton, o pastor de megaigreja Rick Warren e os presidentes dos conselhos administrativos de grandes corporações, como CBS, Nike, Coca-Cola e Visa.
Carl Jung foi o fundador da Psicologia Analítica (também chamada de Psicologia Jungiana), que enfatiza a compreensão da psiquê por meio da exploração dos sonhos, da arte, da mitologia, da religião, dos símbolos e da filosofia. O terapeuta suíço está na origem de muitos conceitos psicológicos usados hoje em dia, como os Arquétipos, os Complexos, a Persona, o Introvertido/Extrovertido e a Sincronicidade. Ele foi grandemente influenciado pela base ocultista de sua família. Carl Gustav, seu avô, foi um ávido maçom (era Grande Mestre) e o próprio Jung descobriu que alguns de seus antepassados tinham sido rosa-cruzes. Isso pode explicar seu grande interesse por filosofia oriental e ocidental, alquimia, astrologia e simbolismo. Um de seus conceitos mais importantes (e malcompreendidos) é o do Inconsciente Coletivo:
"Minha tese, então, é como segue: além de nossa consciência imediata, que é de uma natureza inteiramente pessoal e que acreditamos ser a única psiquê empírica (mesmo se conectada à inconsciência pessoal como um apêndice), existe um segundo sistema psíquico de uma natureza impessoal, universal e coletiva que é idêntica em todos os indivíduos. Esse inconsciente coletivo não se desenvolve individualmente, mas é herdado. Ele consiste de formas pré-existentes, os arquétipos, que somente podem se tornar conscientes secundariamente e que dão forma definitiva a certos conteúdos psíquicos." [Carl Jung, The Concept of the Collective Unconscious; tradução nossa.].
O inconsciente coletivo se expressa por meio de símbolos similares e figuras mitológicas em diferentes civilizações. Os símbolos arquétipos parecem estar incorporados em nosso subconsciente coletivo e, quando expostos a eles, demonstramos atração e fascinação naturais. Portanto, os símbolos ocultistas podem exercer um grande impacto nas pessoas, mesmo se muitos indivíduos nunca tenham recebido pessoalmente uma iniciação sobre o significado esotérico do símbolo. Alguns pensadores da mídia de massa, como Edward D. Bernays, encontraram nesse conceito um grande modo de manipular o inconsciente coletivo e pessoal do público.
Edward Bernays
Edward Bernays é considerado o "Pai das Relações Públicas" e usou conceitos descobertos por seu tio Sigmund Freud para manipular o público usando o subconsciente. Ele compartilhava a visão de Walter Lippmann sobre a população geral, considerando-a irracional e sujeita ao "instinto de manada". Em sua opinião, as massas necessitavam ser manipuladas por um governo invisível para garantir a sobrevivência da democracia.
"A manipulação consciente e inteligente dos hábitos organizados e das opiniões das massas é um elemento importante na sociedade democrática. Aqueles que manipulam esse mecanismo oculto da sociedade constituem um governo invisível que é o verdadeiro poder governante em nosso país."
"Somos governados, nossas mentes são moldadas, nossos gostos são formados e nossas ideias são sugeridas, em grande parte, por homens sobre os quais nunca ouvimos falar. Este é um resultado lógico do modo como nossa sociedade democrática está organizada.
Vastos números de seres humanos precisam cooperar dessa maneira para que possamos viver juntos como uma sociedade perfeitamente funcional."
"Nossos governadores invisíveis, em muitos casos, não sabem a identidade dos outros membros no gabinete mais interno." [Edward Bernays, Propaganda].
As campanhas inovadoras de marketing de Bernays mudaram profundamente o funcionamento da sociedade americana. Ele basicamente criou o "consumismo", criando uma cultura em que as pessoas compram para obter prazer, em vez de comprar para sobreviver. Por esta razão, ele foi considerado pela Revista Life como um dos cem americanos mais influentes no século 20.
Harold Lasswell
De 1939 a 1940, a Universidade de Chicago realizou uma série de seminários secretos sobre comunicações. Esses centros de debates foram financiados pela Fundação Rockefeller e envolveram os pesquisadores mais proeminentes nos campos das comunicações e dos estudos sociológicos. Um desses acadêmicos era Harold Lasswell, um cientista político norte-americano e um dos principais teóricos das comunicações, especializado em Análise da Propaganda. Ele também era da opinião que uma democracia, um governo governado pelo povo, não poderia se suster sem uma elite especializada que formasse e moldasse a opinião pública por meio da propaganda.
Em sua Encyclopaedia of the Social Sciences, Lasswell explicou que, quando as elites não têm a força requerida para impor a obediência, os gerentes sociais se voltam para "uma técnica totalmente nova de controle, em grande parte por meio da propaganda". Ele acrescentou a justificativa social: precisamos reconhecer a "ignorância e estupidez das... massas e não sucumbir aos dogmatismos democráticos sobre os homens serem os melhores juízes de seus próprios interesses.".
Lasswell estudou minuciosamente o campo da análise de conteúdo de modo a compreender a eficácia de diferentes tipos de propaganda. Em seu ensaio Contents of Communication, ele explicou que, de modo a compreender o significado de uma mensagem (por exemplo, um filme, um discurso, um livro, etc.), deve-se levar em conta a frequência com que certos símbolos aparecem na mensagem, a direção em que os símbolos tentam persuadir a opinião dos ouvintes, e a intensidade dos símbolos usados.
Lasswell ficou famoso por seu modelo de análise da mídia baseado em:
Quem (diz) O Que (para) Quem (em) Que Canal (com) Que Efeito
Por meio deste modelo, Lasswell indica que de modo a analisar corretamente um produto da mídia, é necessário olhar para quem produziu o produto (as pessoas que encomendaram a criação), para quem ele foi dirigido (o público-alvo) e quais eram os efeitos desejados para esse produto (informar, convencer, vender, etc.) na audiência.
Usando um vídeo da cantora Rihanna como um exemplo, a análise seria como segue: QUEM PRODUZIU: Vivendi Universal; O QUE: a artista pop Rihanna; PARA QUEM: consumidores na faixa etária dos 9-25 anos; QUE CANAL: vídeo de músicas; e QUAL EFEITO: vender a artista, suas canções, sua imagem e sua mensagem.
As análises dos videoclipes e filmes no site The Vigilant Citizen colocam uma grande importância em "Quem está por trás" da mensagem comunicada ao público. O termo "Illuminati" é frequentemente usado para descrever esse pequeno grupo de elite que ocultamente governa as massas. Embora o termo soe quase caricatural e conspiracional, ele descreve corretamente as afinidades da elite com as sociedades secretas e o conhecimento ocultista. Entretanto, pessoalmente, não gosto de usar o termo "teoria conspiratória" para descrever aquilo que está acontecendo na mídia de massa. Se todos os fatos referentes à natureza elitista da indústria estão prontamente disponíveis ao público, podem eles ainda ser considerados "teoria conspiratória"?
Antigamente, havia uma diversidade de pontos de vista, ideais e opiniões na cultura popular. Entretanto, a consolidação das grandes empresas de mídia produziu uma padronização da indústria cultural.
Alguma vez você já se perguntou por que todas as músicas recentes parecem iguais e por que todos os filmes recentes também são tão parecidos? O que vem a seguir é parte da resposta.
Propriedade da Mídia
Como mostrado no gráfico acima, o número de corporações que são proprietárias da maior parte dos veículos de mídia nos EUA caiu de 50 para 5 em menos de vinte anos. Aqui estão as principais corporações, de atuação global, e os ativos que elas possuem.
"A relação das propriedades controladas pela AOL Time Warner requer dez páginas impressas para listar as 292 companhias separadas e subsidiárias. Dessas, 22 são participações conjuntas com outras grandes corporações envolvidas em graus variados com as operações da mídia. Esses parceiros incluem 3Com, eBay, Hewlett-Packard, Citigroup, Ticketmaster, American Express, Homestore, Sony, Viva, Bertelsmann, Polygram e Amazon.com.
Algumas das propriedades mais conhecidas e que pertencem totalmente à Time Warner incluem Book-of-the-Month Club; Little, Brown Publishers; HBO, com seus sete canais de televisão a cabo; CNN; sete canais especializados e em outros idiomas; Road Runner; Warner Brothers Studios; Weight Watchers (Vigilantes do Peso); Popular Science; e 52 diferentes selos de gravação." [Ben Bagdikan, The New Media Monopoly].
A AOL Time Warner é dona de:
• 64 revistas, incluindo Time, Life, People, Revista MAD e DC Comics
• Warner Bros, New Line e Fine Line Features no cinema
• Mais de 40 selos musicais, incluindo Warner Bros, Atlantic e Elektra
• Muitas redes de televisão, como WB Networks, HBO, Cinemax, TNT, Cartoon Network e CNN
• Artistas exclusivos: Madonna, Sean Paul, The White Stripes.
A Viacom tem as seguintes propriedades:
• CBS, MTV, MTV2, UPN, VH1, Showtime, Nickelodeon, Comedy Central, TNN, CMT e BET
• Paramount Pictures, Nickelodeon Movies, MTV Films
• Blockbuster Videos
• 1800 salas de cinema por meio da Famous Players.
A propriedade de uma equipe de hockey chamada The Mighty Dukes of Anaheim não começa a descrever a vastidão do império da Disney. Hollywood ainda é seu centro simbólico, com oito estúdios de produção de filmes e distribuidoras: Walt Disney Pictures, Touchstone Pictures, Miramax, Buena Vista Home Video, Buena Vista Home Entertainment, Buena Vista International, Hollywood Pictures, e Caravan Pictures.
A Companhia Walt Disney controla oito editoras sob a Walt Disney Company Book Publishing e a ABC Publishing Group; dezessete revistas; a Rede ABC de Televisão, com dez emissoras próprias, incluindo nos cinco principais mercados; trinta estações de rádio, incluindo todos os principais mercados, onze canais de televisão a cabo, incluindo Disney, ESPN (participação conjunta), A&E, e o History Channel; treze canais internacionais, indo da Austrália ao Brasil; sete unidades esportivas e de produção em todo o mundo; e dezessete sites na Internet, incluindo o grupo ABC, ESPN.sportszone, NFL.com, NBAZ.com, e NASCAR.com. Seus cinco grupos musicais incluem os selos Buena Vista, Lyric Street, e Walt Disney, e produções de teatro que surgiram a partir de filmes como O Rei Leão, A Bela e a Fera, e Rei Davi." [Ibidem].
A Companhia Walt Disney é proprietária de:
• Rede ABC de Televisão, Disney Channel, ESPN, A&E, History Channel
• Walt Disney Pictures, Touchstone Pictures, Hollywood Pictures, Miramax Film Corp., Dimension e Buena Vista International
• Artistas exclusivos: Miley Cyrus, Hannah Montana, Selena Gomez, Jonas Brothers.
A Vivendi Universal é proprietária dos seguintes ativos:
• 27% das vendas de música nos EUA, os selos incluem: Interscope, Geffen, A&M, Island, Def Jam, MCA, Mercury, Motown e Universal
• Universal Studios, Studio Canal, Polygram Films, Canal +
• Diversas empresas de Internet e empresas de telefonia celular
• Artistas exclusivos: Lady Gaga, The Black Eyed Peas, Lil Wayne, Rihanna, Mariah Carey, Jay-Z.
A Sony é proprietária de:
• Columbia Pictures, Screen Gems, Sony Pictures Classics
• 15% das vendas de música nos EUA; os selos incluem Columbia, Epic, Sony, Arista, Jive e RCA Records
• Artistas exclusivos: Beyonce, Shakira, Michael Jackson,
Alicia Keys, Christina Aguilera.
Um número limitado de atores na indústria cultural significa uma quantidade limitada de pontos de vistas e de ideias chegando ao público. Também significa que uma única mensagem pode facilmente saturar todas as formas de mídia para gerar consenso (por exemplo: existem armas de destruição maciça no Iraque).
A Padronização do Pensamento Humano
A fusão das empresas de mídia nas últimas décadas gerou uma pequena oligarquia de conglomerados de mídia. Nos EUA, o programa de TV que acompanhamos, a música que ouvimos, os filmes que assistimos e o jornais que lemos são todos produzidos por CINCO corporações. Os proprietários desses conglomerados têm vínculos com a elite mundial e, de muitas formas, SÃO a elite. Possuindo todos os veículos possíveis, tendo o potencial de chegar até as massas, esses conglomerados têm o poder de criar nas mentes das pessoas uma cosmovisão única e coesiva, engendrando uma "padronização do pensamento humano". Até mesmo os movimentos ou estilos que são considerados marginais são, na verdade, extensões do pensamento da corrente dominante. As mídias de massa produzem seus próprios rebeldes que definitivamente parecem marginais, mas ainda são parte do sistema e não questionam nada dele. Artistas, criações e ideais que não se encaixam no modo de pensar da corrente dominante são sumariamente rejeitados e esquecidos pelos conglomerados, o que, por sua vez, os faz virtualmente desaparecer da sociedade. Entretanto, as ideias que são consideradas válidas e desejáveis para serem aceitas pela sociedade são magistralmente anunciadas para as massas de modo a normatizá-las e torná-las autoevidentes.
Em 1928, Edward Bernays já via o imenso potencial do cinema para padronizar o pensamento:
"A indústria do cinema é a maior transmissora inconsciente da propaganda no mundo hoje. Ela é uma grande distribuidora de ideias e opiniões. Os filmes podem padronizar as ideias e hábitos de uma nação. Como os filmes são feitos para atender às demandas do mercado, eles refletem, enfatizam e até exageram as tendências populares mais amplas, em vez de estimularem novas ideias e opiniões. Os filmes do cinema fazem uso somente de ideias e fatos que estão em voga. Da mesma forma como o jornal busca fornecer notícias, a indústria do cinema busca fornecer entretenimento."
[Edward Bernays, Propaganda; tradução nossa].
Estes fatos foram sinalizados como perigosos à liberdade humana nos anos 1930 pelos pensadores [marxistas] da Escola de Frankfurt, como Theodor Adorno e Herbert Marcuse. Eles identificaram três principais problemas com a indústria cultural. A indústria pode:
• Reduzir os seres humanos ao estado da massa, dificultando o desenvolvimento de indivíduos emancipados, que sejam capazes de tomar decisões racionais;
• Substituir o ímpeto legítimo por autonomia e autoconscientização pela preguiça segura do conformismo e da passividade; e
• Validar a ideia que os homens na verdade procuram escapar do mundo absurdo e cruel em que vivem, perdendo-se em um estado hipnótico de autossatisfação.
A noção de escapismo é até mais relevante hoje com o advento dos jogos de computador on-line, filmes e aparelhos de televisão em terceira dimensão. As massas, que estão constantemente buscando entretenimento em alta tecnologia, procurarão produtos extremamente caros que somente podem ser produzidos pelas grandes empresas de mídia do mundo. Esses produtos contêm mensagens e símbolos cuidadosamente calculados que não são nada mais e nada menos que propaganda de entretenimento. O público está sendo treinado a AMAR sua propaganda, chegando ao ponto de gastar seu dinheiro suado para ser exposto a essa propaganda. A propaganda (usada no sentido político, cultural e comercial) não é mais coerciva ou uma forma de comunicação autoritária encontrada nas ditaduras; ela se tornou o sinônimo de entretenimento e prazer.
"Com relação à propaganda, os primeiros defensores da alfabetização universal e uma imprensa livre previram somente duas possibilidades: a propaganda poderia ser verdadeira, ou poderia ser falsa. Eles não previram aquilo que de fato aconteceu, acima de tudo em nossas democracias capitalistas ocidentais — o desenvolvimento de uma vasta indústria de comunicações em massa, preocupada no principal não com o verdadeiro ou o falso, mas com o irreal, o mais ou menos totalmente irrelevante. Em resumo, eles falharam em levar em conta o quase infinito apetite humano pelas distrações" [Aldous Huxley, Prefácio de Admirável Mundo Novo].
Uma única matéria de mídia frequentemente não tem um efeito duradouro sobre a psiquê humana. Entretanto, a mídia de massa, por sua natureza onipresente, cria um ambiente vivo que nos envolve diariamente. Ela define a norma e exclui o indesejável. Do mesmo modo como os cavalos que puxam as carroças usam viseiras para que somente vejam aquilo que está à sua frente, as massas somente podem ver para aonde devem ir.
"É o aparecimento da mídia de massa que torna possível o uso das técnicas de propaganda em uma escala ampla na sociedade. A orquestração da imprensa, do rádio e da televisão para criar um ambiente contínuo, duradouro e total torna a influência da propaganda virtualmente imperceptível precisamente porque cria um ambiente constante. A mídia de massa fornece o elo essencial entre o indivíduo e as exigências da sociedade tecnológica." [Jacques Ellul].
Uma das razões por que a mídia de massa consegue com sucesso influenciar a sociedade é devido à extensa quantidade de pesquisa nas ciências cognitivas e na natureza humana que tem sido aplicada a ela.
As Técnicas de Manipulação
"A publicidade é a tentativa deliberada de gerenciar a percepção do público sobre um objeto. Os objetos de estudo da publicidade incluem pessoas (por exemplo, políticos e artistas de espetáculos), bens e serviços, organizações de todos os tipos, e obras de arte ou entretenimento."
O ímpeto para vender produtos e ideias para as massas levou a uma quantidade sem precedentes de pesquisa sobre o comportamento humano e sobre a psiquê humana. As ciências cognitivas, a psicologia, a sociologia, a semiótica, linguística e outros campos relacionados foram e ainda são extensivamente pesquisados por meio de estudos bem-financiados.
"Nenhum grupo de sociólogos pode ser comparado com as equipes de propaganda na coleta e processamento de dados sociais exploráveis. As equipes de propaganda têm bilhões para gastar anualmente em pesquisa e teste das reações, e seus produtos são magníficas acumulações de materiais sobre a experiência e as emoções compartilhadas de toda uma comunidade." [Marshal McLuhan, The Extensions of Man; tradução nossa].
Os resultados desses estudos são aplicados aos anúncios, filmes, vídeos de músicas e outras mídias de modo a torná-los o mais influentes quanto possível. A arte do marketing é altamente calculada e científica porque precisa alcançar tanto o indivíduo quanto a consciência coletiva. Em produtos culturais com um grande orçamento, um vídeo nunca é "simplesmente um vídeo". As imagens, símbolos e significados são cuidadosamente colocados de modo a gerar um efeito desejado.
"É com o conhecimento do ser humano, de suas tendências, desejos, necessidades, mecanismos psíquicos, automatismos, bem como com o conhecimento da Psicologia Social e da Psicologia Analítica que a propaganda refina suas técnicas." [Propagandes, Jacques Ellul; tradução livre].
A propaganda atualmente quase nunca usa argumentos racionais ou lógicos. Ela explora diretamente as necessidades e instintos mais primais do ser humano de modo a gerar uma resposta emocional e irracional. Se sempre pensássemos de forma racional, provavelmente não teríamos comprado 50% daquilo que temos. Bebês e crianças são constantemente vistos em anúncios direcionados às mulheres por uma razão específica: os estudos mostraram que as imagens de crianças acionam nas mulheres uma necessidade instintiva de nutrir, de cuidar e de proteger, o que no fim leva a uma inclinação favorável ao anúncio.
O sexo é uma presença constante na mídia de massa, pois atrai e mantém a atenção do espectador. Ele se conecta diretamente às nossas necessidades animais de acasalar e reproduzir e, quando acionado, esse instinto pode ofuscar instantaneamente quaisquer outros pensamentos racionais no nosso cérebro.
A Percepção Subliminar
E se as mensagens descritas acima pudessem alcançar diretamente a mente subconsciente do espectador, sem que ele percebesse o que está acontecendo? Este é o objetivo da percepção subliminar. A frase "propaganda subliminar" foi criada em 1957 pelo pesquisador de mercado James Vicary, que dizia que poderia fazer aqueles que vão ao cinema "beber Coca-Cola" e "comer pipoca" exibindo essas mensagens na tela por um rápido momento e os espectadores não se dariam conta que viram aquelas mensagens.
"A percepção subliminar é um processo deliberado criado por técnicos em comunicações, pelo qual você recebe e responde às informações e instruções sem estar conscientemente ciente dessas instruções." [Steve Jacobson, Mind Control in the United States].
Esta técnica é frequentemente usada no marketing e todos sabem que o sexo vende qualquer produto.
Embora algumas fontes afirmem que a propaganda subliminar seja ineficaz, ou até mesmo uma lenda urbana, o uso documentado dessa técnica na mídia de massa prova que os criadores acreditam em seu poder. Estudos recentes também provaram sua eficácia, especialmente quando a mensagem é negativa.
"Uma equipe da University College London, financiada pelo Wellcome Trust, descobriu que a percepção subliminar era particularmente boa para instilar pensamentos negativos. 'Há muita especulação sobre o fato de as pessoas poderem processar informações emocionais inconscientemente, por exemplo, figuras, faces e palavras', disse o professor Nilli Lavie, que chefiou a pesquisa. 'Mostramos que as pessoas podem perceber o valor emocional das mensagens subliminares e demonstramos conclusivamente que elas estão muito mais sintonizadas com as palavras negativas.'" [Fonte]
Um exemplo famoso de mensagem subliminar na comunicação política foi um anúncio na campanha presidencial de George Bush contra Al Gore, em 2000. Assista ao vídeo aqui: http://www.youtube.com/watch?v=2NPKxhfFQMs
Logo após o nome de Al Gore ser mencionado, o fim da palavra "bureaucrats" (burocratas) – "rats" (ratazanas) – aparece na tela por uma fração de segundo.
A descoberta desse truque causou certo alvoroço e, embora não existam leis contra as mensagens subliminares nos EUA, o anúncio foi retirado da televisão.
Como visto em muitos artigos no site The Vigilant Citizen, as mensagens subliminares e semissubliminares são frequentemente usadas em filmes e vídeos musicais para comunicar mensagens aos espectadores.
Dessensibilização
No passado, quando mudanças eram impostas à população, as pessoas tomavam as ruas, protestavam e até provocavam tumultos. A principal razão para esse choque era devido ao fato de a mudança ser anunciada claramente pelos governantes e compreendida pela população. O anúncio era súbito e seus efeitos podiam ser claramente analisados e avaliados. Hoje, quando a elite precisa que uma parte de sua agenda seja aceita pelo público, isto é feito por meio da dessensibilização. A agenda, que pode ser contrária aos melhores interesses do público, é apresentada lenta, gradual e repetidamente ao mundo por meio dos filmes (colocando-a como parte do enredo), dos videoclipes musicais (que fazem com que pareça boa e atraente sexualmente) ou das notícias (que a apresentam como solução para os problemas atuais). Depois de expor as massas a uma determinada agenda durante vários anos, a elite apresenta abertamente o conceito para o mundo e, devido à programação mental, aquilo é recebido com indiferença geral e é aceito passivamente. Essa técnica tem sua origem na psicoterapia:
"As técnicas da psicoterapia, amplamente praticadas e aceitas como modos de curar os distúrbios psicológicos, também são métodos de controlar as pessoas. Elas podem ser usadas sistematicamente para influenciar as atitudes e o comportamento. A dessensibilização sistemática é um método usado para dissolver a ansiedade para que o paciente (o público) não fique mais atribulado por um medo específico, por exemplo, o medo da violência. [...] As pessoas se adaptam às situações aterrorizadoras se forem expostas a elas por tempo suficiente." [Steven Jacobson, Mind Control in the United States; tradução nossa].
A programação preditiva é frequentemente encontrada no gênero da ficção científica. Ela apresenta uma imagem específica do futuro — um futuro que é desejado pelas elites — e no fim aquilo é aceito como inevitável nas mentes das pessoas. Uma década atrás, o público foi dessensibilizado para a guerra contra o mundo árabe.
Hoje, a população está sendo exposta gradualmente à existência do controle mental, do transumanismo e de uma elite Illuminati.
Surgindo das sombras, esses conceitos estão agora em toda a parte na cultura popular. Isto é o que a autora ocultista Alice Bailey descreve como a "Exteriorização da Hierarquia": os governantes ocultos revelando-se lentamente para as massas.
Simbolismo Ocultista na Cultura Pop
Ao contrário das informações apresentadas acima, a documentação sobre o simbolismo ocultista é difícil de encontrar. Isto não deve ser surpresa, pois o termo "oculto" significa literalmente "escondido".
Também significa "reservado para aqueles que foram escolhidos para conhecer", pois somente é comunicado para aqueles considerados dignos de receber aquele conhecimento. Ele não é ensinado nas escolas, nem é discutido na mídia. Ele é, portanto, considerado marginal ou até mesmo ridículo pela população em geral.
Todavia, o conhecimento oculto NÃO É considerado ridículo nos círculos ocultistas. Ele é considerado perene e sagrado. Há uma longa tradição de conhecimento hermético e ocultista que é ensinada por meio das sociedades secretas desde o tempo dos antigos egípcios, dos místicos orientais, dos Cavaleiros Templários, até os maçons dos dias modernos. Embora a natureza e a profundidade desse conhecimento tenham provavelmente sido modificadas ao longo dos séculos, as escolas de mistério mantiveram seus principais aspectos, que são altamente simbólicos, ritualísticos e metafísicos.
Esses aspectos, que eram uma parte intrincada das civilizações antigas, foram totalmente removidos da sociedade moderna e substituídos pelo materialismo pragmático. Por esta razão, existe um grande vão de compreensão entre a pessoa mediana pragmática e o sistema ritualístico.
"Se essa doutrina mais interna sempre foi escondida das massas, para quem um código mais simples foi criado, não é altamente provável que os expoentes de todos os aspectos da civilização moderna — filosófico, ético, religioso, e científico — sejam ignorantes do verdadeiro significado das próprias teorias e dogmas com base nas quais suas crenças foram fundamentadas? Será se as artes e ciências que a humanidade herdou das nações mais antigas escondem debaixo de seu belo exterior um mistério tão grande que somente o intelecto mais iluminado pode compreender sua importância? Sem qualquer dúvida, tal é o caso." [Manly P. Hall, Secret Teachings of All Ages; tradução nossa].
O "código mais simples" criado para as massas são as religiões organizadas. Esse código está agora se tornando o Templo da Mídia de Massa e prega diariamente para elas materialismo extremo, vazio espiritual e uma existência mesquinha e centrada em si mesmo. Isto é exatamente o oposto dos atributos necessários para se tornar um indivíduo verdadeiramente livre, conforme ensinado por todas as grandes escolas filosóficas de pensamento. Uma população estupidificada é mais fácil de enganar e de manipular?
"Estes escravos cegos ouvem dizer que são 'livres' e 'altamente educados', ao mesmo tempo que marcham seguindo os sinais que fariam qualquer camponês medieval fugir, gritando aterrorizado. Os símbolos que o homem moderno adota com a confiança ingênua de uma criança seriam equivalentes a grandes placas com os dizeres:
"Siga por esta via para encontrar sua morte e a servidão" para a compreensão do camponês tradicional da antiguidade. [Michael A. Hoffman II, Secret Societies and Psychological Warfare; tradução nossa.].
Conclusão
Este artigo examinou os principais pensadores no campo da mídia de massa, a estrutura de poder da mídia e as técnicas usadas para manipular as massas. Acredito que estas informações sejam vitais para a compreensão do "porquê" nos tópicos discutidos no site The Vigilant Citizen. A dicotomia "massa populacional" versus "classe governante" descrita em muitos artigos não é uma "teoria da conspiração" (novamente, não gosto de usar esse termo), mas uma realidade que já foi definida de forma bem clara nas obras de alguns dos homens mais influentes do século 20.
Lippmann, Bernays e Lasswell declararam que o público não tem capacidade de decidir sobre seu próprio destino, o objetivo inerente da democracia. Em vez disso, eles propuseram uma criptocracia, um governo oculto, uma classe governante responsável pela "manada confusa". Como as ideias deles continuam a ser aplicadas na sociedade, é cada vez mais aparente que uma população ignorante não é um obstáculo com o qual os governantes precisam lidar: É algo DESEJÁVEL e, de fato, necessário, para garantir a plena liderança.
Uma população ignorante não conhece seus direitos, não busca obter uma maior compreensão dos fatos e não questiona as autoridades; ela simplesmente segue as tendências. A cultura popular atende e alimenta a ignorância servindo continuamente um entretenimento estupidificante e colocando os holofotes em celebridades degeneradas, que se transformam em ídolos. Muitas pessoas me perguntam: "— Existe um modo de interromper isto?"
Sim, existe. PARE DE CONSUMIR O EXCREMENTO QUE ELES OFERECEM E LEIA UM BOM LIVRO.
"Se uma nação espera ser ignorante e livre, ela espera aquilo que nunca existiu e nunca existirá." [Thomas Jefferson].
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Artigo original publicado em http://vigilantcitizen.com/?p=3571
Revisão: http://www.TextoExato.com
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/midia.asp
Uma vez que você consiga tornar a Igreja irrelevante através da estratégia do "dividir para conquistar", é fácil controlar a mente do público através da educação estatal obrigatória.
No final de 1800 uma nova arma foi descoberta para ganhar controle sobre as liberdades inspiradas pelas três jóias da coroa [1]: o controle da mente. O controle da mente subjuga povos com mais eficácia e destrói muito menos da infra-estrutura da sociedade-alvo do que a guerra. Você convence os crédulos a gostarem de ser controlados; você vende a idéia (do controle mental) como algo necessário para a proteção, sobrevivência e conforto deles.
As técnicas de controle da mente começaram a ser desenvolvidas no final de 1800 por obra de psicólogos alemães e da nova psicologia "behaviorista", principalmente na Universidade de Leipzig, com Wilhelm Wundt. Pavlov, sob o comando de Stalin, fez alguns progressos e os norte-coreanos e chineses na década de 50 conseguiram, por assim dizer, aperfeiçoá-las [2].
Antítese absoluta do comércio, da política e da educação honestos, o controle da mente agora está sendo rotineiramente utilizado pelas agências de publicidade, pelos políticos e pelas instituições de ensino em todo o mundo (especialmente por aquelas controladas pelo governo) [3]. O controle da mente é a principal arma dos políticos globalistas e do carro-chefe deles, as Nações Unidas.
Assim, os adeptos da mentalidade controladora não perderam tempo em aproveitar as oportunidades para subjugar a população "pacificamente" (como em Admirável Mundo Novo, em 1984 e A Revolução dos Bichos) e para fazer de todos nós escravos do governo. A lavagem cerebral é eficaz precisamente porque as idéias têm conseqüências. Troque as idéias de um povo e você alterará seus objetivos e lealdades.
Uma vez que você consiga tornar a Igreja irrelevante através da estratégia do "dividir para conquistar", é fácil controlar a mente do público através da educação estatal obrigatória. A liberdade não será restaurada de maneira segura até que haja a dispersão do poder e da autoridade de tal forma que a família seja o centro da educação (e não o Estado) e do ensino religioso (não a Igreja). O papel do Estado deve ser o de árbitro para a sociedade e o da Igreja de ser o de guia da consciência e do culto. E tudo isso deve ser feito num livre mercado de idéias e não num mercado de idéias controlado pela Igreja ou pelo Estado. Na visão bíblica, essa é a maneira de Deus fazer as coisas.
Por outro lado, uma sociedade neo-pagã, que propagandeia abertamente que a verdade e a moral são relativas, nada tem em sua visão de mundo que negue os mais fortes determinam a lei e a justiça, que os poderosos devem governar os fracos, e que a sobrevivência do mais apto (mais apto sendo aquele que move as alavancas de controle) é a regra de vida. Controle, então, é o modo de vida, não a verdade ou a liberdade.
Esta nova Idade das Trevas ("Iluminismo" secular) foi provocada mais pela ignorância, incompetência e covardia judaico-cristã do que pela força do secularismo. Ela nos levou ao século XX, o mais brutal na história da humanidade, à manipuladora e enganosa destruição da verdade e da moralidade, à despersonalização da alma humana e, mais recentemente, à iminente centralização total do poder estatal, ou seja, a tirania global. Todas as três jóias da coroa estão sendo subvertidas porque a visão pagã do mundo (incluindo uma Igreja secularizada e paganizada) não pode sustentar qualquer uma delas.
A comunidade cristã só recentemente (final do séc.XX e início do séc.XXI) mostrou sinais de recuperação da sua integridade intelectual, sendo que essa recuperação ocorreu bem longe da Igreja institucional, que lhe permanece alheia em grande parte.
A maioria das pessoas não pensa filosoficamente e muito menos metafisicamente. Mas as idéias, no entanto, têm conseqüências, especialmente idéias metafísicas.
A rejeição da metafísica pelo behaviorismo foi intencional pelo menos em parte: rejeitaram-na os behavioristas que queriam livrar-se de Deus. Como um filósofo candidamente admitiu, ele não queria que Deus existisse porque Deus seria um obstáculo às suas aspirações sexuais e políticas.
Aqueles que não pensam filosoficamente, no entanto, na maioria das vezes, voltam seus olhos, com toda a atenção, para os considerados especialistas no assunto. Os cristãos perderam a guerra para o século XIX e o seguinte porque foram vistos como perdedores da guerra intelectual travada com os intelectuais seculares. Incompetentes, os cristãos não deram boas respostas a Marx, Freud, Darwin, Dewey e outros. Acima de tudo, as pessoas acharam que os cristãos perderam a batalha pela superioridade moral.
Superioridade moral é algo que quase todas as pessoas levam em conta: elas vão apoiar o grupo que parece ser moralmente superior. E todo mundo se considera um especialista em moralidade: todos acham que sabem distinguir o certo do errado logo de primeira.
De duas uma: ou a Igreja recupera a superioridade moral ou ela vai continuar falhando. E ela não vai recuperar sua credibilidade moral a menos que também recupere sua credibilidade intelectual. E isso significa, por exemplo, dar uma resposta adequada a Darwin e à evolução como explicação de por que as coisas são como são.
Notas:
[1] Para entender a lavagem cerebral leia Brainwashing: the Story of the Men Who Defied It, por Edward Hunter. As "três jóias" da civilização ocidental são a liberdade intelectual (livre-mercado de idéias, ciência), a liberdade política (a limitação do governo em favor a liberdade da população) e a liberdade econômica (economia de livre-mercado).
[2] The Leipzig Connection por Paolo Lionni - dá uma excelente introdução ao enorme (e devastador) efeito que Wundt e seu novo behaviorismo exerceram na educação americana.
[3] Leia, por exemplo, John Taylor Gatto - The Undergroun History of American Education, Thomas Sowell, Inside American Education, B.K.Eakman Education for de New World Order and Cloning of the American Mind: Erradicatin Morality through Education, Jill Carson, What are Your Kids Reading?, Samuel Blumenfed, NEA: Trojan Horse in American Education, and Is Public Education Necessary?.
Este artigo é parte do prefácio (Seção A-2-g) do livro A Personalist Cosmology in Imago Dei: Personality, Empiricism, & God, Vol.I, do Dr. Earle Fox e traduzido do site do The Inter-American Institute.
Estamos nos movendo cada vez mais próximos da era de controle da mente
O interesse militar na nova tecnologia de escaneamento cerebral está começando a mostrar um lado sinistro
Por Steve Rose
Observer.guardian.co.uk
Artigo da Light eye
Os cientistas do cérebro estão enrolados. A preocupação a respeito do aumento dos níveis de angústia mental tem resultado em níveis de financiamento sem precedentes nos Estados e Europa. E uma gama de novas tecnologias, da genética a imagem cerebral, estão oferecendo extraordinários insights dos processos molecular e celular subjacentes de como nós vemos, como nos lembramos e porque nos tornamos emocionais.
A imagem cerebral se tornou familiar. Scanners, conhecidos pelas suas iniciais-CAT, PET, MRI - começaram como ferramentas clínicas, capacitando os cirurgiões a identificar potenciais tumores, os danos na sequência de um acidente vascular cerebral ou os sinais diagnósticos de uma demência em estado inicial. Mas os neurocientistas rapidamente se aperceberam de seu potencial mais amplo. As imagens de regiões do cérebro "acesas" quando uma pessoa está pensando em seu amor, imaginando viajar de casa para fazer compras ou resolvendo um problema matemático, tem capturado a imaginação dos pesquisadores e do público também. E se eles pudessem fazer mais?
Recentemente eu publiquei os resultados de uma experiência na qual nós olhávamos para as regiões do cérebro que se tornavam ativas quando as pessoas escolhiam entre produtos concorrentes nos supermercados. Grandes companhias, variando da coca-cola a BMW, estão começando a fazer imagens dos cérebros dos consumidores para estudar como eles respondem a novos designs ou marcas. Elas estão começando a falar de 'neuromarketing' e 'neuroeconomia'.
Tais tendências podem ser relativamente inócuas, mas o crescente interesse mostrado no que as imagens poderiam revelar é mais do que isso. Especificamente, e se a imagem cerebral pudesse revelar o comportamento futuro ou indicar culpa ou inocência de um crime? Há alegações, por exemplo, que poderia revelar potenciais 'psicopatias', que os cérebros de homens condenados por crimes brutais mostram significativos padrões anormais.
No atual clima legislativo, onde tem havido tentativas de introduzir detenção preventiva de 'psicopatas' que ainda não tenham condenados por nenhum crime, tais reivindicações precisam ser encaminhadas criticamente. Elas são e serão resistidas pelo judiciário, mas recentes desenvolvimentos sugerem que isso pode ser uma frágil defesa contra um estado crescentemente autoritário.
Mais seriamente, há um crescente interesse militar no desenvolvimento de técnicas que possam inspecionar e possivelmente manipular os processos mentais de potenciais inimigos, ou melhorar o potencial das suas próprias tropas. Não há nada novo acerca de tal interesse. Nos Estados Unidos, isso remonta há pelo menos meio século. Impressionados pelas alegações de que a União Soviética estava desenvolvendo armas de guerra psicológica, a CIA e a Agência de Projetos Avançados de Defesa (Darpa, em inglês) começaram seus próprios programas. Tentativas de experiências iniciais incluíam o abastecimento clandestino de LSD para seus próprios agentes secretos e tentativas de "lavagem cerebral'. Estes foram os precursores dos grupos violentos e white noise (ruído branco) usados pelos ingleses na Irlanda do Norte - até que foi julgado ilegal - e mais recentemente em Abu Ghraib e Guantánamo, onde eles habitam uma linha de fronteira incerta entre o que o governo dos Estados Unidos considera como um nível aceitável de violência e a tortura que ele nega cometer.
Pelos anos 60, Darpa, junto com a marinha dos Estados Unidos, estava financiando quase toda a pesquisa americana em 'inteligência artificial', a fim de desenvolver métodos e tecnologias para o 'campo de batalha automatizado' e o 'soldado inteligente'. Contratos eram concedidos e patentes tiradas sobre técnicas que objetivavam registrar sinais dos cérebros de pessoal inimigo a distância, a fim de 'ler a mente deles'.
Estes esforços floresceram em consequência da assim chamada 'guerra ao terror'. Uma companhia americana alega ter desenvolvido uma técnica chamada 'impressão digital do cérebro', que pode 'determinar a verdade relativa a um crime, atividades terroristas ou treinamento terrorista pela detecção da informação guardada no cérebro'. O stress de ficar sob interrogatório supõe-se que resulta em uma forma de onda específica que eletrodos medindo a flutuação dos sinais elétricos do cérebro podem detectar. Nós podemos ser céticos sobre a validade de tais métodos, mas eles indicam a direção na qual a pesquisa está se encaminhando. A companhia alega que seus procedimentos foram aceitos como evidência no tribunal nos Estados Unidos.
O passo além da leitura dos pensamentos é tentar controlá-los diretamente. Uma nova técnica - estimulação magnética transcranial (TMS, em inglês) - começou a gerar interesse. Ela focaliza um intenso campo magnético em regiões específicas do cérebro, e tem mostrou que afeta pensamentos, percepções e comportamento. Há sugestões que poderia ser usada para controlar comportamento obssessivo-compulsivo, enquanto alguns até levam a sério o cenário contemplado no filme Eternal Sunshine of the Spotless Mind, no qual TMS era usada para apagar memórias indesejadas de um caso amoroso que deu errado. Atualmente só possível se a cabeça do sujeito for colocada dentro de uma máquina adequada, TMS a distância está agora sob ativa investigação militar. Assim também como a tecnologia do chip, que poderia proporcionar próteses implantadas superar déficits sensoriais ou controlar o comportamento, e cujo potencial os comitês de bioética pela Europa têm estado examinando.
Estão tentando rejeitar tudo isso como fantasias tecnológicas e seus proponentes como vendedores de óleo de serpente, mas o fato de que a tecnologia é imperfeita não significa que não será usada. Alguém só tem que pensar de dezenas de milhares de lobotomias realizadas em pacientes esquizofrênicos no século passado. A Inglaterra é um dos exemplos de liderança mundial de uma sociedade de vigilância, observando seus cidadãos através de câmeras de circuito fechado e controlando o comportamento deles com Asbos (ordem de comportamento anti-social) e Ritalin. O potencial para a vigilância dos pensamentos dos cidadãos tem ido muito além das visões de 1984.
A ciência não pode acontecer sem grandes gastos públicos ou privados, mas suas grandes metas são estabelecidas tanto pelo mercado e os militares como pela busca desinteressada pelo conhecimento. É por isso que os neurocientistas têm uma responsabilidade de fazer seus assuntos e seus potenciais tão transparentes quanto possível, e por que as vozes dos cidadãos preocupados deveriam ser ouvidas não 'a favor da corrente' quando as tecnologias já estão completamente formadas, mas 'contra a corrente' enquanto a ciência ainda está em progresso. Nós temos de descobrir maneiras de assegurar que tais vozes sejam ouvidas através da cacofonia dos slogans sobre 'melhores cérebros' - e o poder dos militares e do mercado.
MK-ULTRA era o codinome para o programa de controle mental da CIA, começado em 1953, sob o diretor Allen Dulles. Seu propósito era multifacetado, incluindo uma droga da verdade perfeita para interrogar suspeitos de espionar para os soviéticos durante a Guerra Fria. Seguida anteriormente de hipnose durante a 2a. Guerra Mundial, pesquisas primitivas de drogas, e o projeto da marinha americana Chatter (tagarelar), explicado pelo seu departamento de Medicina e Cirurgia em resposta ao pedido da Lei de Liberdade de Informação (FOIA, em inglês) como segue:
Começou "no outono de 1947 concentrando-se na identificação e teste de drogas (LSD e outras) em interrogatórios e no recrutamento de agentes. A pesquisa incluía experiências de laboratório tanto em animais como em seres humanos. O programa terminou logo depois da Guerra da Coréia em 1953."
Ele foi desenvolvido sob a direção do Dr. Charles Savage do Instituto de Pesquisa Médica Naval, Bethesda, Maryland, de 1947 a 1953, após o que o escritório de Inteligência Científica da CIA continuou o projeto sob o nome de Projeto Bluebird, seu primeiro programa de controle mental para:
* Aprender como condicionar pessoas a impedir que informações fossem extraídas delas por meios conhecidos; * Desenvolver métodos de interrogação para exercer controle; * Desenvolver técnicas de aperfeiçoamento da memória; e * Estabelecer maneiras de prevenir o controle inimigo do pessoal da agência.
Em 1951, ele foi renomeado Projeto Artichoke, depois MK-ULTRA sob o vice diretor da CIA Richard Helms em 1953. Ele objetivava controlar o comportamento humano através de drogas psicodélicas e alucinógenas, eletrochoque, radiação, grafologia, técnicas paramilitares, e métodos psicológicos/sociológicos/antropológicos, entre outros - um vasto campo aberto de experimentação da mente tentando alguma coisa que pudesse funcionar, legal ou de outro modo, sobre a vontade e o inconsciente dos sujeitos.
Em andamento em tempos diferentes estavam 149 subprojetos em 80 universidades americanas e canadenses, centros médicos e três prisões, envolvendo 185 pesquisadores, 15 fundações e numerosas empresas farmacêuticas. Tudo era ultra-secreto, e a maior parte dos registros destruída mais tarde, apesar disso, processos da Lei de Liberdade de Informação salvaram milhares de páginas com evidência documentada dos horríveis experimentos e seus efeitos nos seres humanos.
Muitos eram cobaias involuntárias, e aqueles que consentiam estavam mal informados dos perigos. James Stanley era um soldado de carreira quando lhe deram LSD em 1958 junto com 1.000 outros militares "voluntários". Eles sofreram alucinações, perda de memória, incoerência, e severas mudanças de personalidade. Stanley exibiu uma violência incontrolável. Isso destruiu sua família, inibiu sua capacidade de trabalho, e ele nunca soube por que até que o exército pediu a ele para participar de um estudo de revisão.
Ele processou por danos sob a Lei Federal de Reclamação de Prejuízo (FTCA, em inglês), o caso dele chegou a Suprema Corte em Estados Unidos vs Stanley. Debatida e decidida em 1987, a Corte declarou improcedente sua reclamação (por 5 a 4), decidindo que seus danos ocorreram durante o serviço militar. Os juízes Thurgood Marshall, William Brennan e Sandra Day O'Conner escreveram opiniões divergentes, dizendo que o Código de Nuremberg se aplica a soldados bem como a civis. Em 1996 Stanley conseguiu $400.000 em compensação, mas nenhum pedido de desculpa do governo.
Talvez a vítima mais conhecida do MK-ULTRA seja Frank Olsen, um bioquímico trabalhando para a Divisão de Operações das Forças Especiais do exército em Forte Detrick, Maryland. Em 18 de novembro de 1953, administraram LSD a ele. Imediatamente ele se tornou agitado e completamente paranóico. Nove dias depois, ele supostamente cometeu suicídio pulando 13 andares para a morte através de uma janela fechada de um hotel de Nova York. Os membros da família dele não sabiam que ele foi drogado até que o MK-ULTRA foi exposto em 1975.
O presidente Gerald Ford se desculpou, garantiu um pagamento de $750.000, mas o filho de Olson descobriu documentos sugerindo que seu pai foi assassinado. Em 1994 ele exumou o corpo, foi avaliado de forma judicial, e a conclusão foi homicídio baseado em fratura no esqueleto não detectada anteriormente sugerindo uma pancada na cabeça e outras evidências perturbadoras.
Stanley Glickman foi outra tragédia do MK-ULTRA, uma vítima involuntária de drogas alucinógenas e tratamento de eletrochoque. Ele se tornou traumatizado, não podia trabalhar, mal comia, sofreu colapso nervoso, e nunca se recuperou completamente. Depois de saber sobre as experiências da CIA com LSD, ele processou em 1983. O julgamento foi adiado por 16 anos, ele morreu, mas sua irmã Gloria Kronish insistiu no caso.
O chefe do MK-ULTRA Stanley Gotleib estava em discussão, contratado para dirigir os funcionários do serviço técnico (TSS, em inglês) para desenvolver venenos para assassinar adversários políticos, drogas de soro da verdade para interrogar espiões, e técnicas de controle mental para criar assassinos robôs ou agentes duplos inconscientes. Ele usou cientistas nazistas e seus métodos sofisticados, aperfeiçoados em vítimas de campos de concentração. Alguns eram conhecidos como programadores, profissionais habilidosos na arte de quebrar as barreiras e controlar a mente humana.
Joseph Mengele fazia um trabalho semelhante, experimentando extensivamente com crianças e adultos usando mescalina, terapia de eletrochoque, hipnose, privação sensorial, tortura, estupro, fome, e colagem de traumas. Ele foi tão bem sucedido com a última técnica que os sobreviventes expressavam forte afeição por ele.
A CIA e os militares americanos copiaram a metodologia nazista através de numerosos programas, incluindo o MK-ULTRA, MK sendo a abreviação para as palavras "mind control" em alemão. De acordo com documentos obtidos, funciona melhor quando trauma severo (como estupro) ocorre com idade de 3 anos, o resultado frequentemente causando uma divisão da personalidade ou dissociação (chamada desordem de identidade dissossiativa) para reprimir memórias dolorosas.
Terapeutas podem causar múltiplas desordens de personalidade pela manipulação da mente, mas trauma cedo na vida faz as vítimas especialmente vulneráveis. Gottlieb se concentrou no LSD para o controle da mente e venenos e drogas exóticas para assassinatos políticos.
Sob a Operação Paperclip 9.000 cientistas e técnicos nazistas foram recrutados para ajudar a minar a União Soviética.
Em 1952, Gottlieb se reuniu com Glickman em um café em Paris, pagou um drink para ele e colocou LSD. Depois de finalmente ter sido responsabilizado, ele ficou doente (Gottlieb). O julgamento foi adiado, e na véspera de seu reinício ele morreu inesperadamente. Na época, os obituários do New York Times e Los Angeles Times relataram que a família dele recusou-se a revelar a causa. O jornal online WorldDailyNet explicou que foi depois de uma "pneumonia de cerca de um mês," dizendo que depois de ser admitido para o Centro Médico da Universidade da Virgínia, ele entrou em coma, nunca se recuperou, mas o crime não pôde ser determinado.
No julgamento contra seu espólio, o juiz morreu de ataque cardíaco enquanto se exercitava. A questão novamente apareceu. Foi natural ou ele foi assassinado? Especialmente porque sua substituição foi prejudicial ao demandante tendo abandonado seu caso dois anos antes. Talvez apenas depois que o júri decidiu contra a família Glickman, negando a eles justiça.
Em 22 de dezembro de 1974, Seymour Hersh expôs o MK-ULTRA em um artigo do New York Times. Intitulado, "Relatada Grande Operação da CIA nos Estados Unidos Contra as Forças Antiguerra, e Outros Dissidentes nos Anos Nixon," atividades ilegais documentadas, incluindo experiências secretas com cidadãos americanos durante os anos 60 e antes. Seguiu-se uma investigação do Comitê Church do congresso americano, encabeçada pelo senador Frank Church, sobre as práticas de inteligência abusivas, substituída pelo comitê Pyke 5 meses depois. A Comissão Rockefeller, sob o vice presidente Nelson Rockefeller, também examinou as atividades domésticas da CIA, FBI, e agências de inteligência militares.
No verão de 1975, foi sabido que a CIA e o Departamento de Defesa tinham conduzido experiências ilegais em sujeitos involuntários como parte de um programa exaustivo para influenciar o comportamento humano através de drogas psicoativas (incluindo LSD e mescalina) e outras substâncias químicas, biológicas, psicológicas, e outros métodos.
Origens das Práticas de Manipulação da Mente da CIA
A CIA se tornou interessada no trabalho do Dr. Ewen Cameron em Montreal no Instituto Memorial Allan da Universidade McGill. Com o total conhecimento do governo do Canadá, ele foi financiado para realizar experimentos bizarros em seus pacientes psiquiátricos, incluindo mantê-los acordados e isolados por semanas, então administrar largas doses de eletrochoque e coquetéis de drogas experimentais, LSD e PCP poeira de anjo entre elas.
Embora claramente imoral, Cameron acreditava que detonando o cérebro humano com uma série de choques, ele poderia desfazer mentes defeituosas, reconstruindo-as com novas personalidades limpas de seu estado anterior. Isso era ciência vodu e fracassou, mas a CIA ganhou uma riqueza de conhecimentos que têm sido usados até hoje.
Em 1951, a Agência engajou o diretor de psicologia da McGill, Dr. Donald Hebb, e outros para conduzir experiências de privação sensorial em estudantes voluntários. Eles mostraram que o intenso isolamento interrompe a clareza de pensamento o suficiente para fazer os sujeitos receptivos a sugestão. Eram também formidáveis técnicas de interrogatório equivalentes a tortura quando administradas através do uso da força.
Esses experimentos precoces puseram os fundamentos para o processo de tortura de dois estágios da CIA: privação sensorial seguida por sobrecarga. O historiador da Universidade de Wisconsin, Alfred McCoy documentou eles em um livro, Uma questão de tortura: Interrogatório da CIA, da Guerra Fria a Guerra ao Terror (A Question of Torture: CIA Interrogation, from the Cold War to the War on Terror), chamando-as "a primeira revolução real na cruel ciência da dor em mais de três séculos."
A CIA desenvolveu e codificou tudo em manuais, usados extensivamente no Sudeste da Ásia, América Central, Iraque, Afeganistão, Guantánamo e em locais secretos em todo mundo. McCoy se referiu a um mini gulague de extração de informações durante a Guerra Fria e a Guerra ao Terror. Fora da vista, nada é proibido, incluindo crueldade física e métodos de controle mental de enfraquecimento psicológico que transformam seres humanos em mingau.
O MK-ULTRA foi um deles, ainda que a ordem executiva de 1976 de Gerald Ford (EO 11905) "estabelecesse políticas para melhorar a qualidade da inteligência necessária para a segurança nacional e estabelecesse uma efetiva vigilância para assegurar a concordância com a lei no gerenciamento e direção das agências de inteligência e departamentos do governo nacional."
A Ordem Executiva proibia "experiência com drogas em seres humanos, exceto com seu consentimento informado, por escrito e testemunhado por uma parte desinteressada, de cada sujeito, como ser humano," de acordo com as diretrizes emitidas pela Comissão Nacional. Subsequentes diretivas de Carter e Reagan baniram todas as experiências humanas. Contudo, elas continuam em violação ao código de Nuremberg que proíbe:
* experiências médicas sem o consentimento dos seres humanos - "sem coerção, fraude, engano, e completa divulgação dos riscos conhecidos;"
* aqueles "onde há uma razão a priori para acreditar que morte ou dano incapacitante ocorrerá;" e
* somente aqueles que se esperam "resultados proveitosos para o bem da sociedade, não adquiríveis por outros métodos ou meios de estudo..."
Conduzir experiências de controle da mente humana é claramente ilegal e imoral. Elas são mais sofisticadas do que nunca hoje, e afirmações de que as experiências do MK-ULTRA foram paradas nos anos 70 eram falsas. Renomeadas elas continuam e muito mais.
A Longa História de Experiências Humanas na América
Os exemplos precedentes incluem:
- Em 1931, Dr. Cornelius Rhoad infectou seres humanos com células de câncer sob a proteção do Instituto Rockefeller para Investigações Médicas; Rhoads mais tarde conduziu experiências de exposição de radiação em soldados americanos e pacientes civis do hospital;
- Em 1932, começou o estudo de sífilis Tuskegee em 200 homens negros; eles não eram informados de sua doença, tinham negado tratamento, e eram usados como cobaias humanas para seguir os sintomas e progressão de sua doença; todos eles morreram subsequentemente;
- Em 1940, 400 prisioneiros de Chicago foram infectados com malária para estudar os efeitos de novas drogas experimentais;
- De 1942/1945, a marinha dos Estados Unidos usou seres humanos (trancados em câmaras) para testar máscaras e roupas de gás;
- Desde os anos 40 experiências de radiação em humanos eram conduzidas para testar seus efeitos e determinar quanto podia matar; sujeitos involuntários eram usados em prisões, hospitais, orfanatos, e hospícios, incluindo homens, mulheres, crianças e bebês em gestação de todas as raças, principalmente pessoas das categorias sócio-econômicas mais baixas; Em adição, mais de 200.000 soldados americanos foram expostos testes nucleares acima do solo; muitos depois ficaram doentes e morreram;
- Em 1945, a comissão de Energia Atômica dos Estados Unidos (AEC) implementou o "Programa F," o mais exaustivo estudo americano dos efeitos do flúor na saúde - um componente chave na produção da bomba atômica e um dos produtos químicos mais tóxicos conhecido; ele causa marcados efeitos adversos no sistema nervoso central; no interesse da segurança nacional, a informação foi suprimida;
- Em 1945, os pacientes do hospital da Virgínia se tornaram cobaias para experiências médicas;
- Em 1947, o coronel da A.E.C E.E Kirkpatrich emitiu o documento secreto #07075001, afirmando que a agência começará a administrar doses intravenosas de substâncias radioativas em seres humanos;
- Em 1949, o exército dos Estados Unidos liberou agentes biológicos em cidades americanas para estudar os efeitos do ataque de germes reais na guerra; testes continuaram secretamente até pelo menos os anos 60 em São Francisco, Nova York, Washington, DC, Cidade do Panamá e Key West, Flórida, Minnesota e outros locais do meio-oeste, junto com Pennsylvania turnpike e outros lugares;
- Em 1950, o Departamento de Defesa (DOD, em inglês) começou a testar armas nucleares em espaço aberto em áreas de deserto, então monitoravam os residentes a favor do vento por problemas médicos e taxas de mortalidade;
- Em 1951, afro-americanos foram expostos a estimulantes potencialmente fatais como parte do teste de armas de fungos específicas para a raça na Virgínia;
- Em 1953, o Departamento de Defesa liberou gás de sulfeto de zinco cádmiun sobre Winnipeg, Canadá, St. Louis, Minneapolis, Fort Wayne, o Vale do Rio Monocacy, Maryland, e Leesburg, Virgínia - para determinar o quão eficientemente agentes químicos podem ser dispersos;
Em 1953, experiências conjuntas Exército-Marinha-CIA foram conduzidas em Nova York e São Francisco, expondo dezenas de milhares de pessoas aos agentes aéreos Serratia marcescens e Bacillus glogigii;
- Em 1955, a CIA liberou bactérias do arsenal de guerra biológica de Tampa, Flórida, para testar sua habilidade de infectar populações humanas;
- Em 1956, os militares americanos liberaram mosquitos infectados com febre amarela sobre Savannah, Georgia e Avon Park, Flórida, para testar os efeitos na saúde dos humanos;
- Em 1965, na Prisão Estadual Homesburg, prisioneiros da Philadelphia foram expostos a dioxina, o altamente tóxico agente laranja, para estudar deus efeitos cancerígenos;
- Em 1966, o sistema de metrô de Nova York foi usado para uma experiência de guerra com germes;
- Em 1969, um aparente agente nervoso matou milhares de ovelhas em Utah;
- Em 1970, A Revista Militar relatou que o desenvolvimento de "armas étnicas" foi intensificado para ser capaz de atingir grupos étnicos específicos que pensava-se serem suscetíveis a diferenças genéticas e variações de DNA;
- 1976, americanos foram avisados sobre o temor de uma gripe suína mais cedo, apressando todos a serem vacinados; milhões obedeceram, muitos dos quais se prejudicaram; 500 resultaram na Síndrome Guillan-Barre (GBS - uma desordem nervosa mortal); pessoas morreram de falha respiratória depois de paralisia severa, e os especialistas disseram que a vacina aumentou o nível de risco da GBS em oito vezes;
- Em 1985 e 1986, testes de agentes biológicos ao ar livre foram feito em áreas povoadas;
- Em 1990, cerca de 1.500 bebês negros e hispânicos de seis meses de idade de Los Angeles receberam uma vacina experimental para sarampo, nunca informaram aos pais dos riscos potenciais;
- Em 1990 e 1991 antes de ficar de prontidão para o Golfo Pérsico, todos os soldados dos Estados Unidos foram inoculados com vacinas experimentais de antraz e toxina botulínica, mesmo que fossem levantadas preocupações sobre seus efeitos adversos de longo prazo; cerca de 12.000 morreram e cerca de 30% se tornaram doentes de fatores não relacionados ao combate no que subsequentemente foi chamado Síndrome da Guerra do Golfo, o resultado da exposição a uma variedade de toxinas;
- Em 1994, o Senador Jay Rockefeller emitiu um relatório revelando que pelos últimos 50 anos ou mais, o Departamento de Defesa usou centenas de milhares de pessoal militar dos Estados Unidos, expondo-os a substâncias experimentais perigosas; os materiais incluíam gás mostarda e gás nervoso, radiação ionizante, substâncias psicoquímicas, alucinógenos e outras drogas;
- Em 1995, Dr. Garth Nicolson descobriu que agentes tóxicos usados durante a Guerra do Golfo foram pré-testadas nos prisioneiros do Departamento de Correções do Texas;
- Em 1996, o Departamento de Defesa admitiu que as tropas da Guerra do Golfo foram expostos a agentes químicos; e
- Em 2009, vacinas experimentais foram novamente usadas para inocular pessoas globalmente em resposta a outro badalado temor de Gripe Suína; diversos relatórios de doenças e mortes se seguiram.
Vítima do MK-ULTRA Maryam Ruhullah
Como uma vítima do MK-ULTRA, a memória de Ruhullah estava enfraquecida e de algum modo ainda está por causa do que ele experimentou. Ela explicou da seguinte forma.
No início dos anos 70 ela vivia em Boston, Massachusetts, era casada e tinha um filho de 6 anos, e como advogada trabalhava para uma firma prestigiosa, o nome da firma ela não pode se lembrar. "Um dia dois agentes federais vieram a casa dela sem aviso prévio," pedindo a ela para ser uma testemunha federal contra uma suposta personalidade do crime organizado. Para a segurança dela, eles explicaram, ela seria posta em custódia protetora por um período que não excederia seis meses. Pediram a ela para deixar a família e o emprego imediatamente, e não dizer nada ao marido dela nem ao patrão.
Ela "foi forçada a abandonar a casa dela com os agentes naquele mesmo dia." Ela não teve escolha, e "foi tratada mais como uma prisioneira do que testemunha." Ela não podia usar o telefone ou se comunicar com ninguém, era transferida frequentemente, e mantida em "lugares de baixo custo," durante o tempo no qual ela sua vida "se tornou uma sucessão de abusos e explorações."
"Até esse dia," ela diz, ela não sabe precisamente "quando ou porque o governo decidiu usá-la" para experiências do MK-ULTRA, "mas um dia ela foi mãe, esposa e advogada, então, depois não tinha memória de seu passado."
Tendo se recuperado parcialmente, ela lembra "tendo recebido tratamentos de eletrochoque não necessários medicamente. Isso foi feito para criar amnésia (para bloqueá-la) no centro da personalidade e substituir só com" as informações que precisava saber.
Ela se lembra "que o tratamento de choque dado a ela era tão severo e frequente que um dia alguma coisa aconteceu e" ela foi devolvida ao quarto dela. Ela agora fala de "uma longa lista de inacreditáveis explorações e abusos desumanos" feitos a ela.
No final dos anos 80, fragmentos de sua memória retornaram. Ela procurou informação sobre o caso dela através do requerimento da Lei de Liberdade de Informação, mas foi informada de que não havia sido encontrado nenhum registro. De 1992/1996, ninguém a ajudou até que um membro do B'nai Brith, Stephanie Suleiman, ofereceu-se para ajudar, mas precisava de algumas semanas para completar outro trabalho.
Quando Ruhullah recontactou ela, ela descobriu que essa "mãe de dois filhos de 32 anos morreu de ataque cardíaco," muito suspeito dada sua idade.
Ruhullah também explica que agentes federais pararam de se comunicar com ela. Suas experiências foram "totalmente removidas do registro público," e ela foi de "ser uma pessoa desaparecida para se tornar uma pessoa apagada." Ela agora está divorciada e incapaz de contactar seus filhos e antigos amigos. "O governo americano não quer a história dela contada."
Ela acrescenta que o "único caminho que ela pode medir a extensão de tempo retida é pela idade de seu filho. Ele tinha seis quando os agentes entraram em sua casa, e ele está agora com seus 13 anos." Ela se considera ter estado continuamente separada de seus filhos, netos, família, amigos, patrimônios, memórias e habilidades profissionais.
Ela chama cada dia "uma experiência de ser retida contra sua vontade enquanto vivia em um barril de arrogância burocrática que se recusa a reconhecer o que foi feito (tornado pior por impedí-la de conseguir sua vida de volta." Cada dia ela está "sendo mais machucada e tendo mais de sua vida roubada dela."
Ela diz que ela "não estava liberada da custódia." Depois de ser usada para experiências médicas, ela "recebeu uma falsa identidade implantada, depois foi deixada sem dinheiro e sem prova de sua verdadeira identidade ou linhagem." Ela ainda se considera uma prisioneira, um corpo sem uma personalidade, com pouco conhecimento de seu antigo eu, despida de tudo que importava em sua vida.
A história da MK-ULTRA e Ruhullah foi apresentada pelo Progressive Radio News Hour em 18 de fevereiro na The Progressive Radio Network.
Em 1948 Norbert Weiner publicou um livro, Cybernetics, definido como uma teoria de comunicação e controle neurológico já em uso em pequenos círculos naquele tempo. Yoneji Masuda, "Pai da Sociedade de Informação," declarou sua preocupação em 1980 de que nossa liberdade está ameaçada pela tecnologia cibernética de estilo orweliano totalmente desconhecida para a maioria das pessoas. Essa tecnologia conecta os cérebros das pessoas via microchips implantados a satélites controlados por supercomputadores baseados no solo.
Os primeiros implantes de cérebro foram cirurgicamente inseridos em 1974 no estado de Ohio, nos Estados Unidos e em Estocolmo, na Suécia. Eletrodos cerebrais foram inseridos em esqueletos de bebês em 1946 sem o conhecimento dos pais deles. Nos anos 50 e 60, implantes elétricos foram inseridos em cérebros de animais e humanos, especialmente nos Estados Unidos, durante pesquisas sobre modificação de comportamento, e funcionamento do cérebro e do corpo. Métodos de controle da mente (MC) foram usados em tentativas para mudar o comportamento e atitudes humanas. Influenciar as funções cerebrais se tornou uma meta importante dos militares e serviços de inteligência.
Trinta anos atrás implantes cerebrais mostravam em raios X o tamanho de um centímetro. Implantes subsequentes encolheram para o tamanho de um grão de arroz. Eles eram feitos de silício, mais tarde ainda de arsenieto de gálio. Hoje eles são suficientemente pequenos para serem inseridos no pescoço ou nas costas, e também intravenosamente em diferentes partes do corpo durante operações cirúrgicas, com ou sem o consentimento do sujeito. Agora é quase impossível detectá-los ou removê-los.
É tecnicamente possível para até mesmo um recém nascido ser injetado com um microchip, o qual poderia então funcionar para identificar a pessoa pelo resto da vida dele ou dela. Tais planos estão sendo discutidos secretamente nos Estados Unidos sem nenhuma discussão pública das questões de privacidade envolvidas. Na Suécia, o primeiro ministro Olof Palme deu permissão em 1973 para implante em prisioneiros, e o ex- diretor de verificação de dados General Jan Freese revelou que pacientes de casa de repouso foram implantados em meados dos anos 80. A tecnologia está revelada no relatório de estado sueco 1972:47, Statens Officiella Utradninger (SOU).
Seres humanos implantados podem ser rastreados em qualquer lugar. Suas funções cerebrais podem ser remotamente monitoradas pelos supercomputadores e até mesmo alteradas através de mudanças de frequências. Cobaias em experimentos secretos têm incluído prisioneiros, soldados, doentes mentais, crianças deficientes, pessoas surdas e mudas, homossexuais, mulheres solteiras, os idosos, estudantes, e qualquer grupo de pessoas consideradas "marginais" pelos pesquisadores da elite. As experiências publicadas de prisioneiros na prisão no estado de Utah, por exemplo, são chocantes para a consciência.
Os microchips de hoje operam por meio de ondas de rádio de baixa frequência que os direciona. Com a ajuda de satélites, a pessoa implantada pode ser rastreada em qualquer lugar do globo. Tal técnica estava entre um número de outras testadas na Guerra do Iraque, de acordo com o Dr. Carl Sanders, que inventou a interface biótica equipada de inteligência (IMI), a qual é injetada na pessoa. (Antes durante a Guerra do Vietnam, soldados foram injetados com o chip Rambo, desenvolvido para aumentar o fluxo de adrenalina na corrente sanguínea.) Os supercomputadores de 20 bilhões de bits/segundo na Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) poderiam agora "ver e ouvir" o que os soldados experimentavam no campo de batalha com os sistemas de monitoramento remoto (RMS).
Quando um microchip de 5 micro milímetros (o diâmetro de um fio de cabelo é de 50 micro milímetros) é posto no nervo ótico, ele extrai neuroimpulsos do cérebro que incorporam as experiências, cheiros, visões, e vozes da pessoa implantada. Uma vez transferidas e estocadas em um computador, estes neuroimpulsos podem ser projetados de volta para o cérebro da pessoa via microchip para serem reexperimentados. Usando um RMS, um operador de computador baseado no solo pode enviar mensagens eletromagnéticas (codificadas como sinais) para o sistema nervoso, afetando o desempenho do alvo. Com o RMS, pessoas saudáveis podem ser induzidas a verem alucinações e ouvir vozes em suas cabeças.
Cada pensamento, reação, audição, e observação visual causam um certo potencial neurológico, pequenos impulsos elétricos, e padrões no cérebro e seu campo eletromagnético, que agora pode ser decodificado em pensamentos, figuras, e vozes. Estimulação eletromagnética pode assim mudar as ondas cerebrais de uma pessoa e afetar a atividade muscular, causando dolorosas câimbras musculares experimentadas como uma tortura.
O sistema de vigilância eletrônica da NSA pode seguir e manipular simultaneamente milhões de pessoas. Cada um de nós tem uma frequência de ressonância bioelétrica única no cérebro, assim como temos impressões digitais únicas. Com a estimulação da frequência eletromagnética (EMF) do cérebro completamente codificada, sinais eletromagnéticos pulsantes podem ser enviados para o cérebro, causando os efeitos de voz e visão desejados para serem experimentados pelo alvo. Esta é uma forma de guerra eletrônica que os astronautas dos Estados Unidos foram implantados antes de serem enviados para o espaço, assim seus pensamentos podiam ser seguidos e todas as emoções deles podiam ser registradas 24 horas por dia.
O The Washington Post relatou em maio de 1995 que o príncipe William da Grã Bretanha foi implantado com a idade de 12 anos. Dessa forma, se ele alguma vez fosse sequestrado, uma onda de rádio com uma frequência específica poderia ser direcionada para o microchip dele. O sinal do chip poderia ser rastreado através de um satélite para a tela do computador do quartel general da polícia, onde os movimentos do príncipe poderiam ser seguidos. Ele poderia realmente ser localizado em qualquer lugar do globo.
A mídia de massa não relata que a privacidade de uma pessoa implantada desaparece para o resto da vida dele ou dela. Ela pode ser manipulada de várias maneiras. Usando diferentes frequências, o controlador secreto desse equipamento pode até mudar a vida emocional da pessoa. Ela pode ser tornada agressiva ou letárgica. Pode ser artificialmente influenciada sexualmente. Sinais de pensamentos e pensamentos subconscientes podem ser lidos, sonhos afetados ou mesmo induzidos, tudo sem o conhecimento ou consentimento da pessoa implantada.
Um cyber soldado perfeito pode dessa forma ser criado. Essa tecnologia secreta tem sido usada pelas forças militares e pela OTAN em certos países desde 1980 sem que a população civil e acadêmica tenha ouvido qualquer coisa sobre ela. Dessa forma, pouca informação sobre tais sistemas de controle mental invasivos está disponível em revistas profissionais e acadêmicas.
O grupo de sinais de inteligência da NSA pode monitorar remotamente informação de cérebros humanos pela decodificação dos potenciais evocados (3.50 Hz, 5 miliwatt) emitidos pelo cérebro. Prisioneiros testados tanto em Gothenburgo, Suécia, e Viena, Áustria, foram descobertos tendo evidentes lesões cerebrais. Circulação sanguínea diminuída e falta de oxigênio nos lobos frontais temporais resultam onde os implantes cerebrais estão normalmente em operação. Um experimento finlandês experimentou atrofia do cérebro e ataques intermitentes de inconsciência devido a falta de oxigênio.
Técnicas de controle mental podem ser usadas para propósitos políticos. O objetivo dos controladores da mente hoje é induzir as pessoas ou grupos visados a agirem contra as convicções delas ou deles e contra seus melhores interesses. Indivíduos zumbificados podem até ser programados para matar e não se lembrar de nada de seus crimes depois. Exemplos alarmantes desse fenômeno podem ser encontrados nos Estados Unidos.
Essa "guerra silenciosa" está sendo conduzida contra civis ignorantes e soldados pelos militares e agências de inteligência. Desde 1980, a estimulação eletrônica do cérebro (ESB) tem sido usada secretamente para controlar pessoas visadas sem o conhecimento delas ou consentimento. Todos os acordos internacionais de direitos humanos proíbem a manipulação não consensual de seres humanos - até mesmo prisioneiros, sem falar das populações civis.
Sob a iniciativa do senador dos Estados Unidos John Glenn, discussões foram iniciadas em janeiro de 1997 sobre os perigos da irradiação populações civis. Atingindo as funções cerebrais das pessoas com campos eletromagnéticos e feixes (de helicópteros e aviões, satélites, de vans estacionadas, casas da vizinhança, postes telefônicos, acessórios elétricos, celulares, TV, rádio, etc.) é parte do problema de radiação que deveria ser discutido em corpos governamentais democraticamente eleitos.
Além do controle eletrônico da mente, métodos químicos também têm sido desenvolvidos. Drogas alteradoras da mente e diferentes gases odoríficos que afetam negativamente as funções cerebrais podem ser injetados dentro de dutos de ar ou canos de água. Bactérias e vírus também foram testados dessa maneira em diversos países.
A supertecnologia de hoje, conectando nossas funções cerebrais via microchips (ou mesmo sem eles, de acordo com a mais recente tecnologia) a computadores através de satélites nos Estados Unidos ou Israel, põe a mais grave ameaça para a humanidade. Os mais novos supercomputadores são suficientemente poderosos para monitorar toda a população mundial. O que acontecerá quando pessoas tentadas por falsas promessas permitirem microchips em seus corpos? Uma isca será o cartão de identidade microchip. Legislação compulsória tem mesmo sido proposta secretamente nos Estados Unidos para criminalizar a remoção do implante de uma identidade digital.
Estamos nós prontos para a robotização da humanidade e a total eliminação da privacidade, incluindo a liberdade de pensamento? Quantos de nós gostaríamos de ceder nossa vida inteira, incluindo nossos mais secretos pensamentos ao Big Brother? Todavia a tecnologia existe para criar Uma Nova Ordem Mundial totalitária. Sistemas de comunicação neurológica secretos estão posicionados para cancelar o pensamento independente e controlar a atividade social e política em favor dos interesses particulares egoístas e dos militares.
Quando nossas funções cerebrais já estiverem conectadas aos supercomputadores por meio de implantes de rádio e microchips, será tarde demais para protestar. Essa ameaça pode ser derrotada apenas pela educação do público, usando a literatura disponível sobre biotelemetria e informações trocadas em congressos internacionais.
Uma razão pela qual essa tecnologia tem permanecido como segredo de estado é o prestígio predominante do IV Manual psiquiátrico de Estatística Diagnóstica produzido pela Associação Psiquiátrica Americana dos Estados Unidos (APA) e impresso em 18 línguas. Psiquiatras trabalhando para as agências de inteligência americanas sem dúvida participaram na escrita e revisão desse manual. A "bíblia" psiquiátrica encobre o desenvolvimento secreto de tecnologias de controle da mente rotulando alguns de seus efeitos como sintomas de esquizofrenia paranóica.
Vítimas de experiências de controle da mente são assim rotineiramente diagnosticadas, automaticamente, como doentes mentais pelos médicos que aprenderam pela lista de "sintomas" do Manual de Diagnóstico na escola de medicina. Os médicos não têm sido ensinados que os pacientes podem estar dizendo a verdade quando relatam que tem sido guiados contra sua vontade ou sendo usados como cobaias para as formas de guerra psicológica, eletrônica, química e bacteriológica.
O tempo está se esgotando para mudar a direção da medicina militar, e assegurar o futuro da liberdade humana.
Nota: Quem diria que um artigo como esse já tem dez anos de publicado. Este artigo foi originalmente publicado em um jornal de medicina da Finlândia, em 1999.
Quanto conhecimento sobre o cérebro humano e como manipulá-lo já não terão essas agências secretas? Com todo esse conhecimento científico e a tecnologia da informação que se multiplica a cada ano é apenas questão de bem pouco tempo para alguém querer usar, se é que já não estão usando contra a humanidade.
Filmes como soldado do futuro, com Jean Claude Van Damme e o homem de seis milhões de dólares, com Lee Majors, um grande sucesso dos anos 70, são um sinal de que a ficção não está tão longe da realidade, talvez sirva até para encobrir a realidade, na medida em que parece uma coisa absurda para a maioria da população.
A dra. Rauni-Kilde teve um vídeo publicado no youtube onde ela alertava para a vacina da gripe suina e afirmava que a tal gripe era fabricada em laboratório como o objetivo de controle populacional. Esse vídeo foi postado aqui no blog também.