Prof. Molion denuncia manobras políticas que manipulam a ciência climática
O professor Luiz Carlos Baldicero Molion, a maior autoridade brasileira
em matéria de clima, empreende uma árdua e benemérita tarefa denunciando
as fraudes do catastrofismo ambientalista.
Em diversas ocasiões tivemos a oportunidade de reproduzir seus artigos ponderados e altamente científicos.
Ele escreveu mais um para a “Folha de S.Paulo”, o qual temos o gosto de reproduzir aqui.
Mudanças climáticas e governança global
Um resfriamento global, com mais invernos rigorosos e má distribuição
de chuvas, é esperado nos próximos 20 anos, em vez do aquecimento
global antropogênico (AGA) alardeado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).
O AGA é uma hipótese sem base científica sólida. As suas
projeções do clima, feitas com modelos matemáticos, são meros exercícios
acadêmicos, inúteis quanto ao planejamento do desenvolvimento global.
Seu pilar básico é a intensificação do efeito estufa pelas ações humanas
emissoras de dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4), por meio da
queima de combustíveis fósseis e de florestas tropicais, das atividades
agrícolas e da pecuária ruminante.
Porém, o efeito estufa jamais foi comprovado, nem sequer é mencionado nos textos de física. Ao contrário, há mais de cem anos o físico Robert W. Wood demonstrou que seu conceito é falso.
As temperaturas já estiveram mais altas, com concentrações de CO2 inferiores às atuais.
Por exemplo, entre 1925 e 1946, o Ártico em particular registrou aumento
de 4°C com CO2 inferior a 300 ppmv (partes por milhão em volume). Hoje,
a concentração é de 390 ppmv.
Prof. Luiz Carlos Baldicero Molion, maior autoridade brasileira sobre clima
Após a Segunda Guerra, quando as emissões aumentaram significativamente,
a temperatura global diminuiu até a metade dos anos 1970.
Ou seja, é obvio que o CO2 não controla o clima global. Reduzir as emissões, a um custo enorme para a sociedade, não terá impacto no clima.
Como mais de 80% da matriz energética global dependem de combustíveis fósseis, reduzir emissões significa reduzir a geração de energia e condenar países subdesenvolvidos à pobreza eterna, aumentando as desigualdades sociais no planeta.
Essa foi, em essência, a mensagem central da carta aberta entregue à
presidenta Dilma Rousseff antes da Rio+20 e assinada por 18 cientistas
brasileiros, inclusive eu.Veja a carta na íntegra CLIQUE AQUI
A trama do AGA não é novidade e seguiu a mesma receita da suposta
destruição da camada de ozônio (O3) pelos clorofluorcarbonos (CFC) nos
anos 1970 e 1980.
Criaram a hipótese que moléculas de CFC, cinco a sete vezes mais pesadas
que o ar, subiam a mais de 40 km de altitude, onde ocorre a formação de
O3.
O 'buraco de ozônio' foi tido como problema pela literatura pseudocientífica,
quando ele é um problema inexistente
Cada átomo de cloro liberado destruiria milhares de moléculas de O3,
reduzindo a sua concentração e permitindo a maior entrada de radiação
ultravioleta na Terra, o que aumentaria os casos de câncer de pele e
eliminaria milhares de espécies de seres vivos.
Reuniões com cientistas, inclusive de países subdesenvolvidos, foram feitas para dar um caráter pseudocientífico ao problema inexistente,
foi criado o Painel de Tendência de Ozônio no âmbito do Programa das
Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e foi elaborado o Protocolo
de Montreal (1987), assinado pelos países subdesenvolvidos sob ameaças
de sanções econômicas.
O Brasil também assinou, para ter sua dívida externa renovada.
Em 1995, os autores das equações químicas que alegadamente destruíam o O3 receberam o Nobel de Química.
Verdadeiro objetivo: governo mundial que escravize os países
Porém, em 2007, cientistas do Jet Propulsion Laboratory da NASA
demonstraram que as suas equações não ocorrem nas condições da
estratosfera antártica e que não são a causa da destruição do ozônio.
O AGA seguiu os mesmos passos, com reuniões científicas, a criação do
IPCC, o Protocolo de Kyoto e o Nobel (da Paz?) para o IPCC e Al Gore.
Essas foram duas tentativas de se estabelecer uma governança global.
Qual será o próximo passo? A Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas da Biodiversidade e Serviços (IPBES)?
LUIZ CARLOS BALDICERO MOLION, 65, doutor em meteorologia pela
Universidade de Wisconsin (EUA), é professor da Universidade Federal de
Alagoas
Dr. Patrick Moore deixou
Greenpeace que ajudou a fundar
O Dr. Patrick Moore foi um dos co-fundadores do
Greenpeace. Ele partiu para as Ilhas Aleutas na missão inaugural do
grupo em 1971 visando protestar contra os testes nucleares
norte-americanos.
Ele liderou Greenpeace durante 15 anos até
que saiu abruptamente. Tornou-se, então, defensor de algumas das
causas mais detestadas pelo ambeintalismo. Por isso é menosprezado e
tido como um “renegado”.
“A adoção do tema do clima foi uma
decisão maior e aconteceu por duas causas diversas.
“A
única forma de eles continuarem contra o establishment ocidental era
adotar posições ainda mais extremadas.
Moore: "Eles traziam o
neo-marxismo e aprendiam a linguagem verde de uma maneira
muito astuta"
“Por exemplo, eu deixei Greenpeace no
meio de uma campanha que visava proibir o cloro. E eu lhes dizia:
‘mas, rapazes, trata-se de um elemento que está na tabla periódica
dos elementos, vocês sabem que eu acho que não está no nosso poder
proibir draconianamente um elemento químico’.
“A outra
razão do aparecimento do ecologismo extremo foi que o comunismo
mundial havia fracassado. O Muro caia e um mundo de pacifistas e de
ativistas políticos se reciclava no movimento ambientalista.
“Eles
traziam consigo o neo-marxismo e aprendiam a linguagem verde de uma
maneira muito astuta para promover um programa que tinha mais a ver
com a anti-globalizaçao e o anti-capitalismo que com a ecologia ou a
ciência”.
Posteriormente, entrevistado pela revista
“Newsweek”
ele acresentou novos dados. Eis alguns excertos:
Moore denuncia ideologia
neomarxista, ausência de ciência e sensacionalismo
propagandistico em Greenpeace
“Nós estávamos tão focados no
aspecto destrutivo da guerra nuclear que cometemos o erro de
assimilar energia nuclear com armas nucleares, como se todas as
coisas nucleares fossem más.
“De fato hoje, o Greenpeace
ainda usa a palavra ‘mal’ para descrever a energia nuclear. Eu
acho que é um erro tão grande como você amalgamar medicina
nuclear com armas nucleares.
“A medicina nuclear usa
isótopos radioativos para tratar com sucesso milhões de pessoas
todos os anos, e esses isótopos são produzidos em reatores
nucleares.
“Eu deixei Greenpeace porque meus colegas
diretores, nenhum dos quais tinha qualquer formação científica,
lidavam com questões sobre produtos químicos, biologia e genética,
sem terem formação alguma.
Desmatar é necessário,
disse Moore à TV de Vancouver, Greenpeace age sem ciência e
contra o bom senso. Foto: ativistas contra Código
Florestal
“Eles usavam da organização para um
‘ambientalismo pop’ com base no sensacionalismo, a
desinformação, a tática do medo, etc, para tratar com as pessoas
numa base emocional, em lugar de apelar para o arrrazoado
intelectual.
A continuação o ex-lider de Greenpeace
mostrou distorções e falsos espalhados pelo ambientalismo a
respeito de certas energias “alternativas” :
“Além de
energia hidrelétrica, a tecnologia nuclear é a única de que
dispomos, além dos combustíveis fósseis, como fonte de energia
contínua em larga escala.
“Você pode confiar nelas 24
horas por dia, sete dias por semana.
“A energia eólica
e a solar são intermitentes e, portanto, não são confiáveis. Como
você pode fazer funcionar hospitais, fábricas, escolas e até mesmo
uma casa quando o fornecimento de eletricidade desaparece três ou
quatro vezes por dia?
Energia solar e absurdamente
cara, instável e não confiável.
“O vento pode ter um papel menor para
reduzir o consumo de combustíveis fósseis, porque você pode
renunciar aos combustíveis fósseis mas só quando o vento está
soprando.
“Substituir os combustíveis fósseis com
energia solar é completamente ridículo.
“Os subsídios
governamentais à energia eólica e solar por toda parte são
maciços. A França tira 80% de sua eletricidade das usisnas
nucleares e não tem altos custos de energia. A Suécia, produz 50%
de sua energia nas centrais nucleares e tem custos de energia muito
razoáveis.
“O custo de produção de electricidade das 104
usinas nucleares em operação nos Estados Unidos é de 1,68 centavos
de dólar por kilowatt-hora, não incluindo os custos de capital.
Em recente livro, Moore
explica por que deixou Greenpeace
“O custo da energia nuclear é muito
baixo e competitivo.
“A electricidade produzida em centrais
a gás custa três vezes mais do que a nuclear, pelo menos.
“O
custo da electricidade tirada de eólicas aumenta cinco vezes mais, e
a gerada pelas centrais solares é 10 vezes mais”.
E
refutando o medo irracional de que as usinas nucleares possam
multiplicar os arsenais atômicos e gerar um holocausto planetário,
disse:
“Você não precisa de um reator
nuclear para fazer uma arma nuclear. Com tecnologia de centrifugação
é muito mais fácil, mais rápido e mais barato fazer uma arma
nuclear.
“Você nunca vai mudar o fato de que existem
pessoas más no mundo.
Energia nuclear e barata,
segura, confiável, estável, diz Dr. Moore
“A maioria das mortes em combate nos
últimos 20 anos não foi causada por armas nucleares, bombas, fuzis,
minas terrestres ou qualquer outra arma, mas pelo facão.
“Entretanto, o facão é a ferramenta mais importante para
os agricultores no mundo em desenvolvimento. Centenas de milhões de
pessoas o usam para limpar suas terras, cortar a lenha e fazer a
colheita. Proibir o facão não é uma opção”.
Cultos extravagantes na Rio+20: o
que tem a ver ambientalismo com religião?
Com frequência neste blog temos focalizado a
existência de uma estranha religião imanente no ambientalismo. E
nos referimos ao ambientalismo que pretende ser o mais coerente com
os princípios básicos do movimento.
Também, com relativa
frequência, tem nos sido perguntado o por quê dessa insistência em
dita religião incubada, ou em questões religiosas. Porque, a
primeira vista, a problemática ambientalista é basicamente
científica.
Compreendemos perfeitamente esta dificuldade e a
olhamos até com simpatia.
Pois, essa dificuldade foi também
a nossa. E, em certo sentido continua sendo.
Tivemos
dificuldade em admitir a ideia de uma religião singular por trás do
ambientalismo mais “genuíno”.
Porém, com o tempo, foi
ficando evidente para nós que o movimento ambientalista só se
compreende bem pressupondo uma crença peculiar que o explica.
Panteismo que amalgama todos os
seres?
A aplicação desta hipótese, revelou-se
ordenadora e, depois, indispensável.
Dizemos que seguimos
tendo dificuldades com essa “religião”, não só porque não a
compartilhamos.
Mas, sobre tudo, porque não conseguimos
abarcar alguns de seus aspectos. Esses parecem ser de tal maneira
profundos e escuros que precisaríamos do talento de um Dante
descrevendo o inferno para formulá-la.
Quiçá um dia
chegaremos, sem o talento de Dante sem dúvida!
Denis Lerrer
Rosenfield, professor de Filosofia na UFRGS, desde seu ponto de
vista, apontou alguns aspectos dessa “religião” verde que não
ousa dizer seu nome abertamente.
Por isso, julgamos de
interesse para nossos leitores avaliar alguns excertos do artigo “O
mal e o capitalismo” da lavra do professor gaúcho, publicado no “O
Estado de S. Paulo”, 02.07.12:
O mal e o capitalismo
Denis Lerrer
Rosenfield, professor de Filosofia na UFRGS
Para que se possa melhor compreender os
atuais debates em torno das questões ambientais, com reflexos na
vida das cidades e do campo, torna-se necessário compreender a
mentalidade dos ambientalistas radicais.
Argumentos
científicos são cada vez mais relegados a segundo plano, embora,
sob a forma do disfarce, esse tipo de ambientalista diz representar
avanços científicos.
O que está, na verdade, em questão é
uma mentalidade teológico-política, em tudo avessa ao
pensamento crítico.
Vejamos os pontos estruturantes dessa
mentalidade: 1) o fim do mundo; 2) os profetas; 3) o mal; e 4) a
salvação. O fim do
mundo — Os ambientalistas radicais ou religiosos —
o que é a mesma coisa — vivem anunciando o fim do mundo. Se
não forem ouvidos ou atendidos, o planeta estará caminhando
inexoravelmente para a catástrofe final. Um dos seus cavalos de
batalha reside no anúncio do “aquecimento global”, que estaria
produzindo resultados que confirmariam suas profecias.
Curioso
nesse caso é que exercem tal influência sobre a opinião pública
que nenhuma contestação é autorizada, principalmente as
científicas. Tornou-se “normal” falar do aquecimento global
planetário como se fosse uma verdade inconteste.
Quem
discorda é anatematizado.
Cientistas que defendem essas
posições, também chamados ecocéticos, têm, mesmo, dificuldades
em publicar seus artigos. Os ecorreligiosos procuram, de todas
as maneiras, fazer valer as suas posições.
Entre outros pontos, assinala que não houve um
aquecimento significativo nos últimos 15 anos e, desde 1995, a
temperatura média global do planeta pouco variou. No entanto, os
anúncios proféticos do aquecimento global não cessam, embora não
exista aquecimento que conduza ao anunciado desastre final.
Profetas
— Nos últimos 150 anos, a temperatura média global
variou entre 0,7 grau e 0,8 grau Celsius, o que invalidaria qualquer
catastrofismo. No entanto, os profetas do fim do mundo continuam
com previsões cada vez mais sombrias.
Essas previsões
são incessantemente desmentidas pelos fatos, porém sempre inventam
novas, com supostos aquecimentos progressivos que tornarão o planeta
inabitável em poucas décadas. Num curto espaço de tempo,
catástrofes naturais tomariam conta do mundo.
Não houve
nenhuma grande catástrofe natural, mas seus anúncios apocalípticos
continuam. A mentalidade religiosa se reveste, contudo, de uma
roupagem científica. Agem religiosamente e procuram lhe conferir
um ar de cientificidade. O
mal — Note-se que essas previsões do desastre final
têm um foco determinado, um objetivo que estrutura sua ação
política: o capitalismo. Ou seja, o fim do mundo é
conseqüência do pecado, do fato de as pessoas viverem e agirem
segundo os valores de uma sociedade baseada na economia de
mercado, no direito de propriedade e no ganho, denominado
pejorativamente de lucro.
Os ecorreligiosos se
estruturam em ONGs nacionais e internacionais respaldadas
militantemente pelos movimentos sociais. Observe-se que estes, por
exemplo, são apoiados, inclusive organizativamente, pela Igreja
Católica e, em menor medida, pela Luterana.
A pobreza franciscana admirável
nos religiosos, se imposta à sociedade em nome do
anticapitalismo vai produzir uma miséria monstruosa
No Brasil, a
CPT e o Cimi verbalizam, mesmo, essa postura profética, advogando
pela eliminação da propriedade privada como o grande mal. O MST e
organizações afins seguem a mesma posição.
A
propriedade privada e a economia de mercado seriam responsáveis pela
pobreza e pelo desastre ambiental.
Uma vez o capitalismo
eliminado, o mal, extirpado, o fim do mundo não se consumaria e
o socialismo/comunismo ocuparia o seu lugar. A catástrofe
ambiental, o apocalipse, seria evitada.
Note-se que símbolos
do mal são o agronegócio e a produção de energia.
As
lutas desses ambientalistas e movimentos sociais se estruturam
segundo essas bandeiras. Na verdade, pretendem aumentar a pobreza
com alimentos mais caros, o que poderia tornar a vida humana
insustentável no planeta.
Querem que se produza menos,
quando há mais bocas no mundo para ser alimentadas. Defendem uma
energia mais cara, combatendo Belo Monte, que oferecerá energia
renovável e barata. Posicionam-se contra as plantações de
cana-de-açúcar e a produção de etanol, outro exemplo de energia
renovável.
Rio+20: moça índigena
"consumista" terá que mudar de estilo de vida
Os ecorreligiosos têm,
também, a versão dos ambientalistas chiques, que adotam
essas posições em nome do politicamente correto. Gostam de aparecer
como corretíssimos, em seus carros poluidores, utilizando celulares
e vivendo em grandes apartamentos e mansões.
Não deveriam
ler jornais nem livros, nem utilizar papéis de qualquer espécie,
pois são feitos de celulose, oriunda de florestas plantadas. Não se
esqueçam de que o agronegócio é símbolo do mal. Salvação
— A salvação está, no entanto, à mão de todos os
que seguirem os profetas. Basta lutar contra o capitalismo,
desrespeitar a propriedade privada, organizar-se militantemente
contra as hidrelétricas, invadir grandes propriedades, pois,
assim, o novo mundo estará ao alcance de todos.
Outro mundo
é possível, eis o lema que é a todo momento realçado. Todos os
habitantes do planeta se deveriam dispor à conversão para a vida
simples e primitiva, aquela que ganha, inclu-sive, a forma
utópica — e falsa — da solidariedade originária.
Abandonem
a civilização e nos sigam: nós somos o caminho, a floresta
originária, o destino.
A Rio+20 vai se constituindo como um evento
contraditório, com muito de “Woodstock” e grande confusão de
opiniões em torno de conceitos talismânicos.
Para
a imensa maioria dos brasileiros, a Rio+20 soa como uma cacofonia
indecifrável. Mas, no meio dessa confusão, far-se-á astutamente
sentir uma pressão ideológica cujo fundo não é de cor verde, mas
do velho vermelho marxista.
Há princípios e critérios de
orientação que poderão ajudar o leitor a discernir com toda a
clareza possível o que verdadeiramente vai se decidir nessa confusão
programada.
O professor Ricardo Felício, do Departamento de
Climatologia da Geografia da USP, vem ocupando merecida posição de
destaque entre o crescente número de especialistas que contestam os
terrores artificiais gerados pelo ambientalismo para satisfazer
finalidades que nada têm a ver com a ciência.
Em entrevista
concedida no mês de outubro de 2011, ele disse que as metas adotadas
pelos governos estaduais de São Paulo e do Rio contra o ‘efeito
estufa’ “são completamente inócuas para o clima da Terra, pois
os chamados gases-estufa, da forma que falam, não existem!”.
CO2: há um engodo
pseudocientífico que toca no absurdo
“É um verdadeiro engodo
pseudocientífico ficar realizando esta estúpida contabilização de
carbono. Note que tudo se baseia em realizar inventários de
gases. Significa que eles controlam o clima? Isto é um verdadeiro
absurdo! Não há física por trás destas afirmações. Quem
controla o clima é o Sol; além deste, os oceanos, vulcões, nuvens,
criosfera. Os gases não o fazem. Não o fizeram no passado, não o
fazem agora e nunca o farão”.
Para quem é leigo na matéria como nós, nada
de mais sensato: basta olhar para o Sol. É o que fazemos todo dia
pela manha. É ele que vai determinar nosso dia e até a roupa que
vamos usar.
“Assim sendo – prosseguiu Felício –,
todos esses políticos, de todas as esferas de governo, trabalham
para uma agenda mundial e não para defender os interesses do povo
brasileiro”.
O princípio é muito importante para se ter
presente quando o noticiário da Rio+20 nos martelar o oposto.
O
Prof. Ricardo Felício afastou o rótulo de “céticos” – que
neste blog sempre recusamos – colado nos cientistas objetivos que
defendem a independência da ciência das manipulações ideológicas
“vermelhas”.
O sol decide o aquecimento da
Terra, não o CO2 ou o homem, diz professor da USP
“O termo cético – explicou – é
usado de uma forma bem pejorativa. (...) quando tentamos realizar
debates e os chamados “aquecimentistas” não aparecem, algo soa
estranho.
“Se eles têm tanta certeza do que afirmam e se
podem defender tão bem as suas hipóteses, então por que não
colocam suas argumentações em debate com os chamados ‘céticos’?”.
O secretário nacional de Mudanças
Climáticas, Eduardo Assad, afirma que o “ceticismo” sobre as
mudanças climáticas não é a posição da USP como um todo. E ele
cita como exemplo professores como o físico Paulo Artaxo. Quem
escreve lamenta que este respeitado acadêmico não tenha querido
comparecer ao debate público com o Prof. Luiz Carlos Molion sobre o
aquecimento global na Band. A desistência deixou a sensação de que
ele percebia que não conseguiria sustentar o debate.
“Simplesmente – explicou o Prof.
Ricardo Felício – porque não tem sustentação ou porque suas
hipóteses não podem ser comprovadas.
“Assim sendo,
omitem-se de participar dos debates ou simplesmente realizam os seus
debates entre eles mesmos, os chamados ‘enlatados científicos’,
que dão maior visibilidade.
“Quando um destes se coloca
numa posição de não querer debater, cria-se um dogma, ou seja,
parte-se para a religião.
“Desta forma, é
exatamente o que a nossa sociedade técnico-científica-informacional
hoje está passando: pela igreja da sustentabilidade”.
"Pertenço à minoria que tem
a coragem de se manifestar contra omito religioso ridículo do
‘aquecimento global’ e das ‘mudanças climáticas’",
diz Ricardo Felício
O Prof. Ricardo Felício fala como acadêmico e
cientista. Mas, como simples leigos, podemos acrescentar que essa
religião tem sumos-sacerdotes e “grandes” teólogos como o
ex-frei Leonardo Boff, que vem espalhando nos ambientes católicos e
não católicos as teorias esotérico-religiosas da extinção da
humanidade.
Para o especialista em climatologia antártica, é
sesquipedal ter que “defender os princípios científicos, a ética,
o seu país, as pessoas que sofrerão com toda esta patifaria do
terrorismo climático, inventado por um órgão autonomeado da ONU”,
referindo-se ao famigerado IPCC já tantas vezes denunciado pelos
seus múltiplos desacertos, erros e fraudes.
“Na verdade – continuou –, pertenço
a uma minoria que tem a coragem de se manifestar contra este mito
religioso ridículo que é o ‘aquecimento global’ e as ‘mudanças
climáticas’, porque aqui dentro da Universidade existem muito
mais cientistas que são céticos, só que lhes faltam a coragem em
poder se pronunciar, pois sabem que se o fizerem, perderão muito do
seu prestígio e acabarão com as suas carreiras, além de perderem
financiamentos etc.”.
Para o professor,
trata-se de uma verdadeira Inquisição que utiliza os métodos
atribuídos à Idade Média.
Em sentido contrário, relembrou
o Global
Warming Petition Project assinado por 31 mil cientistas
americanos que denunciam as fraudes do “aquecimentismo”. Se a
mídia brasileira informasse corretamente sobre a atividade e as
posições desses cientistas, sem menosprezá-los como céticos, “o
mito perderia o seu poder aqui também”.
Mas é na grande
mídia – acrescentamos – que está montado o Tribunal Supremo da
Inquisição que, como na novela de Orwell, define a cada dia o que o
cidadão-livre pode pensar ou não!
Rio+20: imposição de ditadura mundial verde não deu certo desta vez
Na foto: chinês Sha Zukang, Secretário General da Rio+20, nos debates
A Rio+20 trabalhou para promover uma mal esclarecida “economia verde” com base num talismânico “desenvolvimento sustentável” e com o objetivo – entre outros – de erradicar a pobreza do planeta.
Essa colossal tarefa deveria ser encomendada a uma nova “estrutura
institucional” – leia-se uma superestrutura burocrática passando por
cima dos países soberanos em nome dos interesses planetários – a qual
definiria, ela só, os interesses ecológicos do planeta.
Na prática, ter-se-ia gerado um fabuloso poder com ares de governo
universal. Ele não foi oficializado na Rio+20, mas poderá vir a sê-lo no
futuro.
“O projeto não irá a parte alguma se não tiver
a embasá-lo a ‘estrutura institucional’ almejada pela ONU, com um
sistema pactuado de estímulos e sanções que induzam os países a mudar,
sem esperar que outros o façam primeiro”, escreveu OESP (Notas &
Informações, 11.6.2012)
Era preciso implantá-lo com urgência. Por quê?
Sobretudo para que a opinião pública não tomasse conhecimento da
verdadeira natureza do monstro socialista que seria instalado, esmagando
nações, povos e indivíduos.
A mídia instilou na mente dos homens a imagem do ambientalismo e de seus
agentes como um conjunto de benfeitores dos bichinhos e das plantas,
uma espécie de Robin Hood da jardinagem e dos animais de estimação.
Rio+20 sentou o princípio de que os patamares atuais de civilização e consumo são insustentáveis.
Foto Marcello Casal Jr-ABR
Para que a manobra da “estrutura institucional” pudesse atingir seus objetivos, era indispensável que as classes médias, antigas e novas, dos países desenvolvidos e emergentes não percebessem os doloridos sacrifícios que o novo regime vai lhes impor.
Sacrifícios que atingem em sentido não figurativo, por assim dizer, até as próprias entranhas dos seres humanos, exigindo-lhes uma radical mudança dos padrões e hábitos de consumo por outros que a nova situação vai lhes impor e que são na verdade miserabilistas.
Se o homem comum percebesse que ele está sendo colocado na cadeira do
réu como predador do planeta porque consome energia, alimentos e
produtos como o faz hoje, ele certamente se recusaria a abrir mão.
Tamanha loucura só é capaz de passar se o cidadão normal estiver confuso
e desinformado. E esse é um dos sentidos do folklore caótico da “Cúpula
dos Povos” e do briga-briga inglório do Riocentro.
Os perigos da aventura explicam as incertezas, a falta de consenso e de
metas ambiciosas que os políticos mais experientes patentearam na
Rio+20.
Nem na última reunião preparatória em Nova York os especialistas ousaram chegar a um acordo.
A intervenção da presidente Dilma Rousseff e do Itamaraty acabaram
forçando um texto final na Rio+20, que apesar de muito criticado, acabou
sendo menos danoso ao projeto totalitário verde do que a ausência de
acordo final.
Rio+20: vida e subconsumo de índio serviria de modelo de 'desenvolvimento sustentável'
Foto Marcello Casal Jr-ABR
Por outro lado, a pressa era indispensável, pois os boatos intimidadores, alarmistas ou catastrofistas de
um iminente colapso da Terra – o suposto “aquecimento global”, o
“efeito estufa”, o crescimento do nível dos mares, a desertificação da
Amazônia, etc., etc. – estão perdendo força.
E isso se deve em boa medida à corajosa atitude de cientistas objetivos – menosprezados como “céticos”, postos de lado e silenciados – que contra toda a pressão da mídia e de órgãos oficiais, continuaram defendendo o bom nome da ciência e a veracidade dos fatos.
Deve-se também notar que enquanto o muro de silêncio em torno deles foi
se rachando, outros cientistas alarmistas foram moderando suas posições e
até adotando as verdadeiras.
A série “Dúvida conveniente”, da Band,
durante a Rio+20, foi um dos melhores exemplos do afrouxamento da
campanha de silêncio montada contra esses cientistas objetivos.
As
crianças também são doutrinadas a acreditar que reciclar irá
reduzir a poluição. Mas a elas não é dito que o processo de
reciclagem é, em si, extremamente poluente.
Quer
salvar árvores e diminuir a poluição? Enfie seus papeis em
uma grande sacola plástica e jogue-a fora.
A
reciclagem adquiriu um status moral quase que inquestionável, em
grande parte porque crianças e adolescentes, doutrinados pela
propaganda ambientalista continuamente regurgitada pelas escolas e
universidades, chegam às suas casas munidos de informações
falaciosas e as utilizam para intimidar seus pais.
Não seria
exagero algum dizer que mais de 70% da juventude quer que seus pais
reciclem.
Porém,
aqui vai meu humilde conselho aos pais: não se envergonhem e não se
deixem intimidar! Joguem fora todo e qualquer lixo. Não há
nenhuma virtude em reciclar algo que o mercado não está disposto a
lhe pagar. Se reciclagem fosse realmente uma necessidade
premente, tal ato teria um enorme preço de mercado, e as pessoas
seriam pagas para incorrer em tal atividade. O que nossas
crianças e adolescentes estão aprendendo nada mais é do que
ideologia esquerdista, sem nenhum respaldo em fatos ou na ciência.
Um
dos argumentos utilizados em prol da reciclagem é que o mundo está
ficando sem aterros sanitários, pois o espaço para eles estaria
acabando. Os meios de comunicação se esmeram em propagandear,
principalmente em canais voltados para o público infantil, imagens
sombrias de cidades soterradas sob seu próprio lixo. É
exatamente isto o que se passa por educação ambientalista no mundo
atual.
Porém,
a realidade é que não há e nem nunca houve qualquer escassez de
espaço para a construção de aterros.
Se houvesse de fato tal
escassez, o preço de mercado para tal espaço seria tão
astronômico, que as pessoas estariam demolindo suas próprias casas
para construir aterros em seus lugares. Ato contínuo, elas
iriam embolsar o lucro e comprariam mansões. No entanto, a
verdade é que se todo o lixo sólido a ser produzido nos próximos
mil anos fosse concentrado em um único lugar, ele ocuparia
apenas 114 quilômetros quadrados — o equivalente a 0,001% de toda
a área dos EUA.
E
o que dizer sobre a tão propalada alegação de que a reciclagem,
principalmente a de papel, irá "salvar a vida" de várias
árvores? Toda criança tem este mantra na ponta da língua.
O papel, afinal, é feito da madeira das árvores. Por que não
produzir papel novo utilizando papel antigo e, assim, evitar que mais
árvores sejam derrubadas? Simplesmente porque não é assim
que funciona a lógica econômica. A oferta sempre será
comandada pela demanda. Se amanhã repentinamente pararmos de
utilizar trigo para fazer pão, haveria menos trigo no mundo daqui a
um ano. A oferta de trigo cairia drasticamente. Não mais
haveria incentivos de mercado para se cultivar trigos, seus preços
despencariam e o cultivo de trigo seria uma atividade totalmente
deficitária.
Da mesma forma, se todo o mundo parasse de comer
frango, a população de frango diminuiria, e não aumentaria, como
supõem quase todos os ambientalistas.
A
mesma lógica se aplica à relação entre papel e árvores. Se
pararmos de utilizar papel, menos árvores seriam plantadas.
Não haveria incentivos de mercado para a conservação de
florestas. Na indústria papeleira, 87% das árvores utilizadas
são plantadas para a produção de papel. Isto significa que,
de cada 13 árvores que seriam "salvas" pela reciclagem, 87
jamais seriam plantadas. É exatamente por causa da demanda por
papel que o número de árvores plantadas no mundo aumentou nos
últimos 60 anos. Eis, portanto, uma lição incômoda para os
ambientalistas: se o seu objetivo é maximizar o número de árvores,
não recicle papel. Outra lição: se você quer aumentar o
número de árvores, defenda o capitalismo e a propriedade privada.
Quando se é dono da sua própria terra, há vários incentivos
econômicos para se cuidar muito bem desta sua terra. Sua
preocupação é com a produtividade de longo prazo. Assim, o
proprietário de uma floresta, por exemplo, irá permitir que uma
madeireira ceife apenas um número limitado de árvores, pois ele não
apenas terá de replantar todas as que foram ceifadas, como também
terá de deixar um número suficiente para a colheita do próximo
ano.
Outras
declarações feitas por defensores da reciclagem são igualmente
problemáticas. Reciclar não poupa recursos. Pelo
contrário, desperdiça recursos valiosos. Em geral, reciclar é
mais caro do que construir aterros, com a única exceção para esta
regra sendo o alumínio. As crianças também são doutrinadas
a acreditar que reciclar irá reduzir a poluição. Mas a elas
não é dito que o processo de reciclagem é, em si, extremamente
poluente. A reciclagem de jornais, por exemplo, requer que a
tinta velha utilizada nos jornais seja retirada das páginas.
Este é um processo quimicamente intensivo que gera enormes
quantidades de lixo tóxico. Muito mais "ambientalmente
saudável" seria simplesmente jogar os jornais fora.
Adicionalmente,
um programa de coleta de recicláveis exige o uso de caminhões
diferentes dos caminhões utilizados para a coleta de lixo
comum. Isto, por sua vez, significa mais caminhões circulando
diariamente (ou semanalmente) nas cidades. E isto, por sua vez,
significa mais poluição do ar. Em Nova York, por exemplo,
após instituir a reciclagem compulsória, a prefeitura teve de
acrescentar duas coletas adicionais por semana. Já em Los Angeles, a
prefeitura teve de duplicar sua frota de caminhões de lixo.
Mas
o fato é que os recicladores têm uma agenda muito mais ambiciosa do
que aquela com que doutrinam as crianças e os adolescentes. No
livro Waste
Management: Towards a Sustainable Society,
seus autores, O.P.
Kharband and E.A. Stallworthy, chegam a reclamar
que as construtoras descartam pregos envergados e que os hospitais
utilizam seringas descartáveis. "O chamado 'padrão de
vida'", concluem os autores, "terá de ser reduzido".
Eis
aí o real objetivo da elite defensora de programas compulsórios de
reciclagem. E, tragicamente, esta redução no padrão de vida
já foi alcançada em várias cidades que construíram monstruosas e
caras fábricas de reciclagem, o que levou a desperdícios
inacreditáveis, impostos mais altos, e prefeituras financeiramente
estropiadas.
A
realidade econômica do debate ambientalista
Debates
sobre questões ambientais nada mais são do que debates sobre como
estamos precificando o futuro.
Em economês, diz-se que estamos
atribuindo ao futuro um valor presente muito descontado.
Questões sobre "o mundo que estamos deixando para nossos
filhos" e reclamações sobre a suposta miopia das gerações
atuais são, em última instância, alegações de que estamos
precificando o futuro de maneira incorreta e inapropriada — ou,
mais especificamente, que estamos descontando acentuadamente o valor
presente do futuro.
Em
seu livro The
Armchair Economist,
Steven Landsburg apresentou um excelente ponto sobre a alegação de
que temos de conservar a terra para as gerações futuras. Ele
pergunta como podemos saber com total certeza se nossos filhos e
netos irão preferir uma floresta a toda a renda e riqueza que seriam
geradas por, digamos, um estacionamento ou um shopping. E a
resposta é que nós simplesmente não sabemos, pois, novamente
recorrendo ao economês, é impossível fazer comparações
interpessoais de utilidade. Mas podemos utilizar o princípio
da preferência temporal para nortear nossas decisões.
Alguns
dizem que não podemos precificar o futuro de maneira tão baixa —
ou que, se o fizermos, deveríamos descontar seu valor presente de
uma maneira extremamente ínfima. Tais pessoas argumentam que,
ao fazermos nossos cálculos ambientais de hoje, as gerações
futuras deveriam ser incluídas nele e consideradas como tendo o
mesmo peso da geração atual. Certo, mas qual a consequência
real e lógica de tal postura? Ora, se realmente fizermos isso
para todos os assuntos envolvendo o ambiente, então qualquer questão
sobre a proteção do planeta irá se tornar irrelevante por causa de
um fato incômodo e perturbador já apontado pelo economista Walter
Block: em algum momento futuro, o sol irá desaparecer, e o planeta
com o qual estamos tão preocupados hoje irá simplesmente
desaparecer. E isso é um fato para o qual não há
alternativas.
Logo,
se estamos tão preocupados com a preservação das espécies, e se
já sabemos de antemão que, um dia, o planeta Terra irá
inevitavelmente desaparecer, então temos de buscar um conjunto de
ideias radicalmente distintas e uma abordagem radicalmente diferente
da atual maneira de se pensar o ambiente. Temos de levar em
conta que haverá um momento em que o principal problema ambiental a
ser enfrentado pela humanidade não será como reduzir a poluição
da terra, do ar e do mar, mas sim como sair deste planeta ou como
alterar sua posição no sistema solar, duas tarefas que estão muito
além das fronteiras da nossa atual capacidade tecnológica, mas que
podem ser alcançadas, pelo menos em princípio.
Uma
solução para este inevitável problema seria o acúmulo de recursos
e capital, algo que requer um nível muito maior de criatividade e
engenho humano, e uma divisão do trabalho muito mais acentuada que a
atual, de modo que as pessoas possam se concentrar nos problemas e
desafios gerados por uma viagem interplanetária. Isto
significa que seriam necessárias mais pessoas habitando o planeta, e
elas teriam de ser muito mais ricas do que são hoje, e teriam de
enriquecer de maneira bem mais acelerada, pois isso liberaria o
recursos necessários para solucionar todos estes problemas.
Embora
isto — aumento populacional e enriquecimento acelerado — seja
algo que vá exatamente contra as ideias ambientalistas
convencionais, trata-se exatamente da consequência lógica de se
dizer que as gerações futuras devem ser consideradas como tendo o
mesmo valor da nossa geração atual. A tese de que não
devemos dar ao futuro — e às gerações futuras — um valor
presente descontado implica que todos os outros problemas atuais
devem ser relegados a segundo plano, dando-se prioridade ao urgente
problema de como impedir a inevitável extinção humana que irá
ocorrer quando o sol morrer.
Conclusão
À
primeira vista, o objetivo de se reciclar mais e de se conservar mais
pode parecer muito apropriado, até mesmo desejável. No
entanto, os defensores de tais práticas não possuem as informações
econômicas necessárias para se tomar as decisões corretas nestas
questões, pois não há direitos de propriedade claramente definidos
sobre os recursos naturais escassos. Não há propriedade
privada sobre aterros sanitários e não há livre mercado para a
reciclagem de lixo. Adicionalmente, como mostra o exemplo de
Block, se realmente nos importamos com as gerações futuras, se
dermos a ela exatamente a mesma importância que damos a nós mesmos
e, consequentemente, se estamos dispostos a nos sacrificar por ela —
pois, afinal, damos a ela o mesmo valor que damos a nós mesmos —,
então o inevitável fato de que o sol irá morrer um dia significa
que, em vez de estarmos hoje preocupados com a reciclagem de lixo,
deveríamos, isto sim, estar preocupados em construir colônias
planetárias, exatamente como no seriado Battlestar
Galáctica. Quem
for contra isso, ou achar que se trata de um exagero, então tal
pessoa realmente não está preocupada com as gerações futuras que
presumivelmente irão habitar a terra daqui a vários bilhões de
anos.
Recicladores
e ambientalistas não são cidadãos melhores ou mais bem
intencionados. São apenas mal informados. Quer salvar
árvores e diminuir a poluição? Enfie seus papeis em uma
grande sacola plástica e jogue-a fora.
Colaborou
para este artigoArt
Carden.
Roy
Cordatoé
vice-presidente para pesquisas e acadêmico residente da John Locke
Foundation. É também pesquisador adjunto do Mises
Institute.
Pífio apoio popular ao ambientalismo radical no
debate do Código Florestal Foto: Flavio Rodrigues Pozzebon/ABR
Segundo
o Financial
Times, o Brasil é um dos melhores países em matéria de
“sustentabilidade”, conceito assaz enganoso mas muito explorado
pelo ambientalismo.
Porém, contrariando esse dado básico,
governo e ecologistas promovem “processos ambientais cada vez mais
rigorosos”, prejudicando o País – acrescentou, intrigado, o
jornal inglês.
O jornal apontou que “como anfitrião da
conferência Rio
+ 20, poucos países grandes estão em uma posição melhor que a
do Brasil para defender o desenvolvimento sustentável”. Como
indicadores, o jornal mencionou:
1)
A taxa de desmatamento da Amazônia caiu de 27 mil quilômetros
quadrados em 2004 para 6,5 mil em 2010;
2) cerca de 80% dessa
floresta estão preservados, fato, aliás, sem igual no mundo;
3)
quase metade da energia consumida no País vem de fontes renováveis,
enquanto a média internacional é de 12%;
4) 80% dos veículos
produzidos no Brasil podem ser abastecidos com etanol (dado de 2010).
Malgrado
tantos fatores positivos, o ambientalismo não cessa de atiçar
conflitos. O caso da hidrelétrica de Belo Monte é um caso típico
de agitação ecologista desproporcionada.
Radicalismo ambientalista não teme violar a
convivência nacional
Implacável
contra qualquer anistia, o ambientalismo instrumentaliza o Código
Florestal como pretexto de luta de classes contra os produtores,
quando os resultados positivos deveriam convidar a uma concórdia
nacional.
Argumentos, aliás, mais próprios a estar na boca de um
agitador leninista que num ambientalista sem mácula ideológica.
A
Vale lançou o site Vale
Esclarece respondendo às críticas. Mas tais ONGs não se
incomodam com os fatos; ela professam, de modo preconcebido e cego,
uma ideologia-religião contra a civilização.