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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O congresso encoraja Obama a combater a regulamentação da internet pela ONU

São Paulo - Brooklin Novo: Centro Empresarial ...São Paulo - Brooklin Novo: Centro Empresarial Nações Unidas - Torre Oeste (Photo credit: wallyg)O congresso encoraja Obama a combater a regulamentação da internet pela ONU

Por Brendan Sasso

O congresso aprovou por unanimidade uma resolução encorajando a administração Obama a combater os esforços para dar a uma agência das Nações Unidas maior controle sobre a internet.

Propostas para dar a União Internacional de Telecomunicações das Nações Unidas mais controle sobre a governança da internet poderia surgir na conferência de Dubai em dezembro. O movimento é supostamente apoiado pela China, Rússia, Brazil, índia e outros membros das Nações Unidas.

A administração Obama já anunciou sua forte oposição a tais propostas.

"O voto unânime de hoje manda uma mensagem clara e inconfundível: o povo americano quer manter a internet livre do controle do governo e impedir a Rússia, a China e outras nações de ter sucesso em dar a ONU um poder sem precedentes sobre o conteúdo e infraestrutura da Web", disse a deputada Mary Bono Mack(Califórnia), que patrocinou a resolução. "Não podemos deixar isso acontecer".

As propostas poderiam dar a ONU mais controle sobre a cyberssegurança, privacidade de dados, padrões técnicos e sistema de endereços da web. Eles também poderiam permitir provedores de internet estatais estrangeiros cobrar taxa extra pelo tráfego internacional e permitir mais controle de preços.

A internet é atualmente governada sob uma abordagem de "múltiplos acionistas" que dão poder a uma entidade sem fins lucrativos, ao invés  de governos. 

A resolução encoraja a administração a "promover uma internet global livre do controle do governo e preservar e avançar o modelo bem sucedido de múltiplos acionistas que governa a internet hoje".

Senador Marco Rubio apresentou uma resolução equivalente no senado.

Google aplaudiu o voto do Congresso em uma postagem de Vin Cerf, um dos fundadores da internet que é agora o "evangelista chefe da internet" do Google".

"Na condução da conferência em dezembro o futuro da internet está em jogo, e eu espero que outros países adotarão publicamente posições semelhantes," escreveu Cerf. 

Fonte: www.thehill.com

   
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terça-feira, 4 de setembro de 2012

A escravidão consentida

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A atual e futura escravidão têm este caráter: serão buscadas por desejo dos próprios escravos.

O jornal Le Figaro traz uma matéria que dá alguns detalhes da briga existente entre a Apple e a Google: Apple lance une application de plan face à Google Maps. Nela, o jornal francês apresenta a guerra que há, entre essas duas empresas de tecnologia, na busca de adquirir mais força no desenvolvimento de aplicativos que possuem a capacidade de colher dados de seus usuários. 


Em princípio, essa parece uma clássica batalha comercial. Com os dados em mãos, as empresas poderiam vender mais facilmente, e por um preço melhor, espaços de propaganda em sites e nos próprios aplicativos. Por exemplo, seria possível o envio de um comercial sobre determinada empresa no momento exato em que o usuário estivesse passando pelas redondezas de sua localização. No entanto, o que parece apenas uma questão de concorrência está se tornando um encarniçada luta por controle absoluto. Tanto a Google como a Apple estão se especializando em colhimento dos dados de seus clientes, de tal maneira que lhes é possível traçar um perfil quase completo de gostos, hábitos e até ideias dessas pessoas. Imagine o poder que essas empresas estão adquirindo com todas essas informações em mãos.

É importante ressaltar, ainda, que ambas as empresas são grandes defensoras de uma agenda global que inclui a promoção do homossexualismo, do aborto, redução populacional, das políticas ecológicas, da ideia do aquecimento global e tudo aquilo que faz parte do planejamento de dominação mundial que nasce dentro das Nações Unidas e outros grupos mais discretos, porém não menos poderosos.

Se torna fácil, então, para essas empresas, segundo suas próprias políticas, empreender qualquer tipo de perseguição, restrição e dificuldades contra aqueles que fazem parte dos grupos não agradáveis aos seus planejamentos. 

Julio Severo, incansável batalhador que denuncia há tempos o perigo da agenda homossexual que vem sendo imposta contra a sociedade já sofreu esse tipo de boicote, tendo ficado algum tempo com seu site fora do ar por causa de denúncias infundadas contra seu trabalho. Hoje mesmo, vemos tanto seu site, como o próprio Mídia sem Máscara tendo seu acesso dificultado para aqueles que utilizam o navegador Chrome, da Google. Seria isso já um princípio de demonstração do poder da empresa? Não sei, mas me faz questionar por que, logo dois sites que divulgam ideias contrárias às políticas globais estão sendo afetados por esse problema.


Eu mesmo sou um utilizador dos aparelhos da Apple. Porém, tenho consciência de como me torno vulnerável por isso. É possível, para essa empresa, sem grandes dificuldades, por meio de meus aparelhos, determinar minha localização, o que, convenhamos, não me parece o melhor exemplo de privacidade.

O que estamos vendo, portanto, é uma disputa entre duas grandes empresas de tecnologia que, aparentemente, estão empreendendo todos os seus esforços para se aproximarem da figura do Big Brother. O problema é que, diferente do imaginado por Orwell, essa tirania não está sendo exercida por meio de um poder imposto por algum governo soberano. Ela está ocorrendo dentro de uma liberdade plena de escolha. Isso quer dizer que apenas estamos trocando nossas consciências por um pouco de luxo e conforto.

A atual e futura escravidão têm este caráter: serão buscadas por desejo dos próprios escravos.

Quem conhece os nossos passos?

Mas não são apenas a Apple e a Google que buscam incessantemente a posição de grandes invasores da privacidade alheia. Não poderia ficar de fora dessa briga a toda poderosa Microsoft. Esta, que já foi a maior empresa de tecnologia do mundo e hoje disputa para manter sua fatia (ainda gorda) do mercado, está investindo milhões de dólares em um sistema de monitoração pública, na cidade de Nova York (veja matéria do jornal Le Figaro).

Por esse sistema, o poder público terá acesso, em tempo real, aos dados relativos à movimentação de pessoas pela cidade. Também terá acesso aos dados mantidos gravados no sistema. Placas de carro, número de telefones celular, e até identificação biométrica seria possível. Tudo em nome de quê? Da segurança, evidentemente.

Com esse tipo de acesso e controle de dados, o governo terá em suas mãos informações que possibilitariam encontrar qualquer pessoa, em qualquer momento, na área coberta pelo monitoramento. Apesar disso, as autoridades afirmam que a privacidade não será violada, já que as câmeras de monitoramento apenas captariam imagens dos espaços públicos. 

O interessante é que a cidade de Nova York, que outrora teve problemas sérios com violência, vive tempos de tranquilidade, com números baixíssimos de criminalidade. Isso, simplesmente, por causa de uma política de segurança duríssima, que não permite que criminosos, de qualquer tipo, tenham liberdade para agir em sua jurisdição.

Portanto, a que segurança os responsáveis pela criação desse sistema estão se referindo? Apenas pode ser a "sensação de segurança", tão almejada pelos cidadãos. Ainda que os números de ações criminosas sejam baixos, ainda que as chances de uma pessoa ser vítima de um bandido sejam praticamente nulas, sempre é possível invocar a necessidade de segurança. Isso quer dizer que, nessa matéria, toda proposta que prometa fortalecer a sensação de ausência de perigo, é bem aceita.

E assim, o Estado vai aumentando a extensão de seus tentáculos e, passo-a-passo, entra um pouco mais na vida privada de seus próprios cidadãos. Ontem, todo lugar onde alguém estivesse, ainda que público, deveria a privacidade ser respeitada. Hoje, essa privacidade apenas existe, relativamente, dentro de casa. Amanhã, quem sabe o que restará como refúgio?

A ideia que se propaga é que não há privacidade em lugares públicos. Como se privacidade fosse apenas relativa aos atos mais íntimos. Os que assim pensam, esquecem que há a necessidade de mantermos em sigilo também os nossos caminhos, nossas rotinas, nossas preferências, nossos gostos, nossos desejos. Ora, se o governo tem acesso a tudo o que eu faço durante o dia, ainda que não possa ler meus pensamentos, pode, facilmente, deduzir todas aquelas coisas que fazem parte da minha intimidade. Se isso não o torna Deus, pelo menos o faz muito próximo de Satanás.

Até aqui, aceitávamos que apenas Deus teria o poder de tudo ver e tínhamos a plena consciência de que somente Dele não haveria nada que pudéssemos resguardar. Hoje, essa convicção começa a ser destruída, quando vemos que o Estado passa a também ter o poder, que até aqui tínhamos como sobrenatural, de saber tudo o que fazemos. Isso é a destruíção de um imaginário construído em milhares de anos. 

O poder estatal tem se mostrado tão veemente que começa a apresentar obras que antes eram tidas como exclusividades divinas. Isso me lembra o texto bíblico que se refere à besta que "seduz os que habitam sobre a terra por causa dos sinais que lhe foi dado executar..." (Apocalipse 13.14). Esta mesma besta é aquela que imporá uma marca sobre os homens "para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome" (Apocalipse 13.17). Quem, além do Estado, parece demonstrar tamanho poder?

Com a implantação de um sistema como esse, em relação ao qual não devemos nos iludir como algo que estará restrito apenas à cidade americana, já que a própria Microsoft afirma que seu plano é vendê-lo por todo o mundo, cabe-nos perguntar: de quem esperamos o socorro quando nos sentimos em perigo? A quem confiamos nossas vidas para que nos proteja? A quem devotamos grande parte de nosso tempo e recursos? A quem damos conta do que fazemos, compramos, vendemos e temos? Quem esperamos que nos eduque? E, também, quem sabemos que conhece todos os nossos passos? Obviamente, o deus-Estado!

Fábio Blanco, advogado e teólogo, edita o blog Discursos de Cadeira.

Fonte: www.midiasemmascara.org
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segunda-feira, 16 de julho de 2012

O dia em que iremos usar chips implantados no cérebro

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O dia em que iremos usar chips implantados no cérebro

  • Por Alexandre Matias
Do Google Glasses à nova série de Bryan Singer

Há três semanas, o Google mostrou que tem anos de vida pela frente ao desvendar, entre suas novidades, sua linha de hardware. O tablet Nexus 7 já era especulado. E a central de mídia Nexus Q, por mais diferente que fosse seu design esférico, é um hub digital como muitos que já existem no mercado. 

O Google Glass apareceu na cara de Sergey Brin e o cofundador do Google explicou que abriria a geringonça para os desenvolvedores que quisessem criar ferramentas para aprimorar seu uso. De fora, os óculos parecem diferentões – fazem as vezes de câmera, computador e monitor. Dá para filmar sem usar as mãos, além de obter informações, na própria “lente”, sobre o que se vê através dos óculos.

 No futuro, usando o Google Glass, você olharia para uma rua qualquer e, pela parte de dentro das “lentes”, seria possível identificar os estabelecimentos sem sequer ler as suas fachadas. 

Imagine este futuro próximo cheio de pessoas usando óculos que permitem que elas se comuniquem sem falar ou usar as mãos; que façam buscas online só com o olhar; que filmem e tirem fotos sem que se mexam. Quem reclama da onipresença e do vício de duas ou mais gerações de telefones celulares tem motivos de sobra para se preocupar com esse futuro. Que, inevitavelmente, nos leva à assustadora profecia em que chips serão instalados nas pessoas. 

Profecia literalmente apocalíptica: “E fez que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas / Para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome”, é o que diz o Apocalipse de São João, no capítulo 13, versículos 16 e 17. 

O detalhe que não foi lembrado na apresentação do Google Glass é que tanto Brin quanto o outro fundador da empresa, Larry Page, já haviam cogitado uma versão ainda mais sinistra destes óculos ao jornalista Steven Levy, que escreveu um dos livros-chave sobre a ascensão do Google, In the Plex, que ainda não foi lançado no Brasil.

“Isto será colocado dentro do cérebro das pessoas”, disse Page. 

 “Quando você pensar em algo e não souber muito sobre aquilo, você receberá mais informações automaticamente.” “É verdade”, continuou Brin, “no final, vejo o Google como uma forma de acrescentar o conhecimento do mundo ao seu cérebro. Hoje você liga o computador e digita uma frase, mas dá para imaginar como isso será mais fácil de fazer no futuro quando tivermos dispositivos acionados pela voz ou computadores que prestam atenção no que acontece ao redor deles.” 

Page completa. “No fim, teremos um implante em que basta você pensar em algo para que ele lhe traga a resposta.”

Assustador é pouco. (Mas pode ser que haja um certo medo reacionário em relação ao novo, ativado por nosso cérebro reptiliano, que só pensa em atacar ou fugir.) Ao mesmo tempo, parece encantadora a ideia de não precisar de um smartphone para consultar os horários do cinema mais próximo ou ligar o computador para checar a grafia de um sobrenome estrangeiro. O problema não está na nossa aparentemente inevitável evolução ciborgue, mas no fato de que esta tecnologia, maravilhosa na teoria, pode dar errado na prática.

É a premissa do seriado H+, do diretor Bryan Singer (o mesmo de Os Suspeitos e dos primeiros X-Men). Um futuro próximo em que as pessoas implantam um chip na nuca que as permitem viajar por mundos virtuais sem que isso seja percebido como uma não-realidade. Na série, que estreia em agosto e apenas na web, um vírus infecta a rede e as pessoas que possuem o chip implantado simplesmente morrem.

Mas há outra opção: a de nos atermos tanto aos mundos virtuais que nem sequer fazemos mais distinção entre o que é realidade e o que não é. 

Parece radical? Sim. Mas não é preciso esperar os chips chegarem. 

Afinal, muitos já usam a internet como uma forma de se descolar da realidade. O problema, como sempre, não é a tecnologia, mas o que fazemos com ela.

Fonte:http://blogs.estadao.com.br/alexandre-matias/2012/07/15/o-dia-em-que-iremos-usar-chips-implantados-no-cerebro/
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terça-feira, 12 de junho de 2012

Google avisa: o Big Brother está de olho em você


Google avisa: o Big Brother está de olho em você

Empresa passará a avisar seus usuários quando identificar que o governo está tentando acessar seus dados







Pode parecer algo tirado diretamente das páginas de '1984', o clássico distópico do escritor George Orwell onde o governo espiona toda e qualquer atividade íntima de seus cidadãos, mas é a realidade: O Google passou a exibir avisos no topo da tela a cada vez que conseguir rastrear que o governo está espionando algum cidadão de seu país e tentando acessar os seus dados.
A nova ferramenta será especialmente útil para usuários que vivem em países autoritários ou que monitoram a internet, como a China e diversas nações do Oriente Médio. O aviso não significa que a conta do usuário tenha sido hackeada, mas que pode estar sendo alvo de phishing ou malware.

Reprodução


"Estamos constantemente em busca de malware em nossos sistemas, em particular de tentativas por parte de terceiros de ingressar nas contas dos usuários sem autorização. Quando temos informação específica – seja diretamente dos usuários ou de nossos próprios esforços de vigilância – mostramos sinais claros de alerta e instalamos proteções adicionais para combater esta atividade maliciosa", explicou o vice-presidente de engenharia de segurança do Google, Eric Grosse, em post em um blog do Google.

A advertência – uma barra de cor rosa e letras azuis, no topo da tela – será disparada toda vez que existirem evidências de um ataque, e mostrará de maneira clara se a tentativa de invasão foi feita pelo Estado.
"Você pode se perguntar como sabemos que esta atividade é patrocinada pelo Estado. Não podemos entrar em detalhes sem revelar informações que possam ser úteis a estes malfeitores, mas nossa análise detalhada – assim como os relatórios das vítimas – sugere fortemente a participação de Estados ou grupos patrocinados pelo Estado", finaliza Grosse.

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terça-feira, 8 de maio de 2012

O pai da Web e um dos pais do Google dizem que controle da Internet é assustador


O pai da Web e um dos pais do Google dizem que controle da Internet é assustador

Por Susana Almeida Ribeiro

Tim Berners-Lee defende que a vigilância estatal a praticamente todos os domínios da Internet é uma “destruição dos direitos humanos” Tim Berners-Lee defende que a vigilância estatal a praticamente todos os domínios da Internet é uma “destruição dos direitos humanos” (Philippe Desmazes/AFP)
Duas das mais importantes figuras mundiais ligadas ao desenvolvimento da Internet nas últimas décadas - Tim Berners-Lee e Sergey Brin - defendem que as tentativas de controle e censura da Web que se têm multiplicado um pouco por todo o mundo são “perigosas” e “assustadoras”.

Ambos os especialistas em Internet falaram recentemente ao diário “The Guardian”, num especial que este jornal britânico está a conduzir acerca da batalha pelo controle da Internet a que se tem assistido em todo o mundo e que está a ser protagonizado por governos, empresas, estrategistas militares, ativistas e hackers
Se em países como a China, a Arábia Saudita e o Irã as censuras à atividade dos utilizadores são explícitas e constantes, nos EUA e no Reino Unido a censura também tem começado a anunciar-se, embora de outras formas. Na América foi a vez de a Administração Obama ter apresentado duas propostas de lei, a SOPA (Stop Online Piracy Act) e a PIPA (Protect IP Act), que têm como alvo impedir o acesso a sites que violam os direitos de autor mas que, potencialmente, ameaçam sites inócuos com conteúdos gerados pelos próprios utilizadores, podendo em última análise ser uma ameaça à liberdade de expressão e à inovação.

Paralelamente, está em marcha nos EUA a CISPA (Cyber Intelligence Sharing and Protection Act), que, caso venha a ser aprovada (a votação decorre na próxima semana), daria ao governo norte-americano opções e recursos adicionais para garantir a segurança das redes contra ataques e reforçar a luta contra a violação dos direitos de copyright.

No Reino Unido, a actual polêmica prende-se com a anunciada legislação com vista ao monitoramento em tempo real de toda a atividade online – o que inclui emails, navegação em sites, blogues e redes sociais.

Rapidamente os detratores desta anunciada lei fizeram saber que o combate ao crime e ao terrorismo está a converter-se em invasão de privacidade. Esta teoria foi agora apoiada pelo homem que é considerado o “pai” da Internet tal como a conhecemos hoje, Sir Tim Berners-Lee.

Destruição dos direitos humanos”, diz Berners-Lee

Tim Berners-Lee, considerado o fundador da World Wide Web e cuja função atual é precisamente aconselhar o governo britânico sobre a forma de tornar os dados públicos mais acessíveis aos cidadãos, veio dizer em entrevista ao “The Guardian” que a extensão dos poderes de vigilância estatal a praticamente todos os domínios da Internet é uma “destruição dos direitos humanos” e que irá tornar vulnerável a uma eventual exposição pública uma grande quantidade de informação íntima.

“Se passar a ser possível monitorar a atividade de Internet, a quantidade de controle que se passa a ter sobre as pessoas é incrível. Fica-se a conhecer cada pormenor... De certa forma fica-se a conhecer pormenores mais íntimos sobre a vida de alguém do que as pessoas com quem esse alguém fala todos os dias, porque muitas vezes as pessoas confiam na Internet quando procuram informações em sites médicos... ou por exemplo quando um adolescente procura na Internet informações sobre homossexualidade...”, descreve o engenheiro informático.

“A ideia de que, rotineiramente, devemos guardar informação acerca de pessoas é obviamente muito perigosa. Isso significa que passará a informação que poderá ser roubada, adquirida através de funcionários corruptos ou operadoras corruptas e usada, por exemplo, para chantagear pessoas do governo ou do Exército. Arriscamo-nos a que haja abusos se armazenarmos estas informações”, alertou o especialista.

Tim Berners-Lee considerou ainda que, se o governo considera ser essencial armazenar todo o tipo de informações sensíveis acerca dos seus cidadãos, então é necessário criar um “organismo fortemente independente”, que averiguaria - de forma isenta - se as informações recolhidas são ou não válidas em termos de ameaça à segurança nacional.

Porém, tal como está neste momento, a legislação “deve ser travada”, disse claramente Berners-Lee ao “The Guardian”.

Esta oposição aberta à legislação por parte de uma figura com tanto peso como Berners-Lee está com certeza a criar “dores de cabeça” à ministra britânica do Interior, Theresa May, que já fez saber que as medidas vão mesmo avançar no próximo mês, após o discurso da rainha, agendado para 9 de Maio.”É assustador”, diz Brin

Tal como Berners-Lee, também Sergey Brin - um dos fundadores do Google - é um defensor de uma “Internet aberta” e um crítico de todos aqueles que tentam atacar esses princípios de abertura.

Na entrevista ao “The Guardian”, Brin alertou para o fato de haver “forças muito poderosas que se arregimentaram contra a Internet aberta, em todas as frentes e em todo o mundo”. “Estou agora mais preocupado que nunca. É assustador”, reforçou.

Na sua opinião, a ameaça à liberdade da Internet deriva de uma combinação de governos que, cada vez mais, tentam controlar a comunicação dos seus cidadãos, da indústria de entretenimento, que tenta acabar com a pirataria, e do crescimento de “jardins murados restritivos” como o Facebook e as aplicações da Apple, que controlam de forma muito apertada o software lançado nas suas plataformas.

O bilionário de 38 anos - cuja família fugiu do anti-semitismo que reinava na antiga União Soviética - é considerado a força motriz por detrás da saída do Google da China, em 2010, por causa das generalizadas tentativas de controle e censura por parte do regime de Pequim e também por causa dos constantes ciberataques.

Há cinco anos, Brin disse não acreditar que a China ou qualquer outro país pudesse restringir, efetivamente, a Internet, mas o criador do Google indica agora que já percebeu que estava enganado: “Achei que não havia maneira de pôr o gênio outra vez dentro da garrafa, mas agora parece - em algumas áreas - que o gênio já foi posto dentro da garrafa!”.

Para além de se preocupar com a censura à Internet em países como a China, Arábia Saudita e Irã, o criador do Google mostrou-se igualmente preocupado com a situação nos EUA, reconhecendo que muitas pessoas estão preocupadas com a quantidade de informação delas próprias que neste momento já está nas mãos das autoridades uma vez que está armazenada em servidores do Google.

Brin esclareceu que a sua empresa é forçada, periodicamente, a fornecer dados dos seus utilizadores às autoridades e, algumas vezes, é mesmo proibida - por meios legais - de notificar os seus utilizadores que o fez. “Lutamos muito contra isto e conseguimos muitas vezes não obedecer a estes pedidos. Fazemos tudo o que está ao nosso alcance para proteger os dados. Se pudéssemos (...) não estar sujeitos às leis norte-americanas, isso seria ótimo. Se pudéssemos estar numa jurisdição mágica na qual todas as pessoas do mundo confiassem, isso seria ótimo... Estamos a fazer isso o melhor possível”, disse.

Brin alertou ainda para a forma fechada de operar das plataformas Apple e do Facebook, que na sua opinião dividem a Web. “Por exemplo, toda a informação contida nas aplicações - essa informação não é ‘rastreável’. Não é possível fazer buscas por ela”.

Brin indicou ainda que ele e o seu companheiro de criação do Google, Larry Page, não teriam hoje sido capazes de criar o gigante tecnológico que fundaram em 1998 se a Internet já estivesse dominada pelo Facebook. “Temos que jogar de acordo com as regras deles, que são realmente restritivas. O tipo de ambiente em que desenvolvemos o Google - e a razão pela qual conseguimos desenvolver um motor de busca - era muito aberto. A partir do momento em que há demasiadas regras, isso reprime a inovação”.
Pode-se argumentar que Brin terá palavras duras contra o Facebook porque este site se tornou rapidamente num gigante mundial - com cerca de 850 milhões de utilizadores ativos em todo o mundo - e num poderoso rival do Google em vésperas de se estrear na bolsa.Mas Berners-Lee também há muito que vem alertando para o perigo da dominância da Internet por “silos” como o Facebook e as aplicações fechadas da Apple. Já em 2010 Berners-Lee tinha chamado a atenção para este problema, permanecendo atualmente preocupado com a criação de “fortes monopólios”. Berners-Lee acredita, porém, que é improvável que gigantes como o Facebook possam gozar do seu império indefinidamente. “(...) As coisas estão em mudança contínua, por isso é muito difícil dizer (...) como é que isto vai estar daqui a uns meses”.
Fonte: http://www.publico.pt/Tecnologia/
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quarta-feira, 25 de abril de 2012

A rede social genética: O Facebook tem suas informações pessoais; Agora o Google quer seu DNA.

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A rede social genética: O Facebook tem suas informações pessoais; Agora o Google quer seu DNA.

Por Daniel Taylor

O Facebook acumulou uma base de dados gigantesca de inteligência humana de seus milhões de usuários. Esta informação tem sido usada pela polícia na prisão de suspeitos e é explorada pelos marqueteiros. E se um sistema semelhante coletasse informação genética?

Em 2005 foi revelado em um livro chamado a História do Google, que o Dr. Craig Venter, conhecido por sua criação de formas de vida sintéticas, estava em discussão com Larry Page e Sergey Brin [fundadores do Google] para:

"...gerar um catálogo de genes para caracterizar todos os genes no planeta e compreender o desenvolvimento evolucionário deles. Geneticistas têm querido fazer isso por gerações...O Google construirá uma base dados genética, analisará e encontrará correlações significativas para indivíduos e populações."
O Google tem estado financiando um programa para fazer exatamente isso chamado 23 e eu. Em 2006 a organização foi co-fundada por Anne Wojcicki, a esposa de Sergey Brin, co-fundador do Google.

Estará o público em geral a ser acostumado a compartilhar sua informação genética online como estava com o Facebook a compartilhar informação pessoal? O Facebook alterou a percepção pública de privacidade. Como a Time Magazine relatou em 2010, "A disposição dos usuários do Facebook de compartilhar cada vez mais - de descrições de nossos surtos de intoxicação alimentar(conspicuamente) a nossos sentimentos sem censura sobre nossos patrões (não é aconselhável) - é crítico para o sucesso dele."

Um artigo recente da Discover Magazine salientou que:

"Muitos pesquisadores acreditam que a genômica pessoal não alcançará o ponto central biomédico até que você tenha na ordem de um milhão de pessoas sequenciadas. Mas mesmo assim como conseguir arrumar essa informação no sistema americano vai ser problemático, uma vez que provavelmente será descentralizada."

O que esse artigo falha em salientar é que tornou-se conhecido que o DNA de recém nascidos tem sido secretamente coletado na América por décadas. Amostras têm até mesmo sido proporcionadas para laboratórios militares americanos. Também presente nessa questão é a perspectiva de quem é o dono do copyright de seu DNA.

Se o governo já tem uma base de dados de DNA de milhões de pessoas, qual função que uma organização como a 23 e eu poderia preencher?

Administração da percepção do público é talvez onde a resposta possa ser encontrada. Ter o seu DNA em uma base de dados para compartilhar com seus amigos em uma rede social de configuração familiar é uma boa maneira de apresentar a ideia para as massas. Também o Google é uma extensão das agências do governo. Como o Facebook tem provado, é muito mais fácil ter o público em geral voluntariamente oferecendo suas informações pessoais.

O fundador do Google Larry Page encontrou-se com Craig Venter na Califórnia na Edge billionaires meeting em 2010. Também presente estavam representantes do Departamento de Estado, Bill Gates, Anne Wojcicki, Bill Joy e dezenas de outros CEOs de empresas de tecnologia e cientistas.

The Edge billionaire meetings discutiu o futuro da engenharia genética, biocomputação e redesenho da humanidade. O físico Freeman Dyson descreveu os indivíduos na liderança desse grupo como tendo poderes semelhantes a deuses para criar espécies inteiramente novas na terra em uma "Nova Era de Maravilhas". Ele os descreve como:

"...uma nova geração de artistas, escrevendo genomas tão fluentemente quanto Blake e Byron escreviam versos, poderiam criar uma abundância de novas flores, frutas e árvores e pássaros para enriquecer a ecologia de nosso planeta."

A elite tecnológica está engajada em uma missão para atingir um espectro completo de dominância sobre a vida e seus processos complexos, e nesse processo reescrever o código genético do planeta. A colheita de sua informação genética traz essa visão um passo mais perto da realidade.

Fonte: www.oldthinkernews.com


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terça-feira, 3 de maio de 2011

"Facebook é uma terrível máquina de espionagem", diz criador do Wikileaks

Image representing Facebook as depicted in Cru...Image via CrunchBase"Facebook é uma terrível máquina de espionagem", diz criador do Wikileaks

Por PC World/EUA

Segundo Julian Assange, a popular rede social colabora com o governo dos Estados Unidos na captura de dados sigilosos.

Julian Assange, o criador do polêmico site Wikileaks, especializado em vazar dados sigilosos de vários governos, afirma que o Facebook colabora com o governo dos Estados Unidos para espionar os cidadãos. Segundo, ele a popular rede social é simplesmente “a mais terrível máquina de espionagem já criada”.

O comentário foi feito durante uma entrevista ao Russia Today, publicada ontem (2/5). No momento, o polêmico fundador do Wikileaks está na Inglaterra, onde aguarda extradição, por conta de acusações de crime sexual.


Segundo ele, o Facebook e outros sites colaboram com o governo dos Estados Unidos em investigações ilegais, fornecendo dados como nomes, endereços, redes de relacionamentos e mensagens trocadas entre as pessoas “Eles criaram uma interface para o uso do departamento de inteligência dos Estados Unidos”, acusa. "Todos precisam entender que, quando adicionam um amigo no Facebook, estão fazendo um trabalho gratuito para agências de inteligência norte-americanas”, completa.



A ideia de que o Facebook pode ser usado para espionar os usuários não é nova. Tanto que o próprio Departamento de Justiça dos EUA já treina seus funcionários para utilizar a rede social como uma ferramenta para conseguir evidências contra suspeitos.

De acordo com um porta-voz da companhia, Andrew Noyes, o Facebook não responde a pressões do governo. “Apenas respondemos a solicitações de processos na Justiça”, disse ele, em e-mail enviado à PC World norte-americana.
Ed Oswald

Fonte: www.idgnow.com.br

Nota: Isso não é novidade e aqui mesmo no blog há postagens falando desse relacionamento espúrio entre as empresas de tecnologia como Google, Facebook e até Yahoo, com as agências de espionagem americanas. 


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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Parem a Google antes que seja tarde demais

Image representing Google as depicted in Crunc...Image via CrunchBaseParem a Google antes que seja tarde demais

Por Bill Snyder, da InfoWorld/EUA

Justamente quando o mundo respirava aliviado por ter detido a Microsoft em sua escalada ao poder, descobrimos que existe outra ameaça.

Você se lembra dos tempos em que a Microsoft era chamada de companhia que iria dominar o mundo? Hoje a percepção de que isso possa acontecer diminui sensivelmente. Em seu lugar surge uma preocupação com outro nome: Google.

A dominância imposta pela empresa então presidida por Bill Gates no ambiente de computadores desktop e a tentativa de ganhar a web com base no uso do Internet Explorer forma acontecimentos terrivelmente importantes para o universo e para o mercado da tecnologia.

Como resultado dessa intervenção, a empresa foi tolhida em suas investidas pelo Departamento de Justiça dos EUA, por comissões de Justiça da Europa e, mais recentemente, pelos próprios consumidores à medida que estes adotam cada vez mais soluções na nuvem e em dispositivos móveis.

O sistema operacional desktop deixou de ser o centro das atividades digitais; longe de querer afirmar que ele - o conjunto CPU + monitor + periféricos - morreu, é preciso reconhecer que a tecnologia avançou a passos largos.

Um universo multipolarizado por entidades como a Apple, a MS e o Facebook e - quem sabe, a mais importante delas -  Google determina a maneira de nossas interações na via digital.

Mas, se procurarmos definir o que manda na computação da atualidade, chegaremos à conclusão de que é a busca.

Justamente o ambiente sem competidor para a Google. Da combinação entre a publicidade digital e a busca nasce o Windows de hoje em dia.

A busca domina nossa satisfação no uso da web, ao passo que a publicidade virtual responde pelo único modelo de negócios viável até o momento.

Quando, em julho de 2010, a Google adquiriu a ITA por 700 milhões de dólares - negociação que ainda aguarda a chancela por parte de entidades federais norte-americanas – o assunto chegou a merecer destaque na seção editorial do The New York Times, causando um “distúrbio na força”.

Quando os dinossauros vagavam na Terra

Só para contextualizar – caso você ainda não estivesse por aí na década de 80 – saiba como a Microsoft costumava agir.

Dia sim dia não, Bill Gates investigava novas tecnologias emergentes e avaliava se elas não deveriam ser incorporadas ao DOS, o antecessor do Windows. Caso positivo, a MS agregava essa tecnologia de compressão de discos ou de gerenciamento de arquivos ao sistema operacional.

Esse comportamento deflagrou uma diminuição do número de concorrentes e algumas melhoras nos sistemas proprietários da MS.

Assim que Gates se deu conta de a Internet ser o próximo cume a conquistar, não hesitou em fundir o sistema operacional ao navegador da companhia. Foi quando o Departamento de Justiça dos EUA deu um basta, processando a empresa e eventualmente obrigando-a a desvincular os dois produtos.

Lembramos que a Microsoft reagiu à decisão com o argumento de que tal desvinculação iria afetar o funcionamento do sistema Windows. Um discurso que segue à risca a retórica de todo organismo monopolizador na tentativa de convencer o mundo acerca das impossibilidades intrínsecas a medidas que dificultem a adesão de seus tentáculos em todas as esferas da existência humana. “Nós dominamos porque é bom para todos”, sabe?

É importante deter a Google antes que seja tarde demais?

E, justamente quando achávamos ter dado conta da ameaça oferecida pela Microsoft, surge a Google e sua expansão agressiva. As manobras da Google refletem seu desespero em sentar-se ao volante.

Basta lembrar o fiasco causado pelo smartphone da empresa, o Nexus One. O caso foi uma demonstração óbvia do despreparo da Google em atuar no mercado mobile. A operação com o Nexus One deve ter custado um bocado de dinheiro e de tempo à empresa, mas serviu para mostrar-lhe que iniciativas daquela natureza merecem mais avaliação.

Mas a série de tentativas da Google em entrar em  todos os ambientes de nossas vidas não cessaram com o Nexus.

Houve ainda os papelões da Google TV e do Google Wave.

De maneira segura, pode-se dizer que a Google tropeçou mais do que caminhou em 2010.

E isso é sorte nossa. Se a empresa tivesse logrado sucesso em entrar para outros segmentos do mercado poderia, perfeitamente, ocupar a cadeira antes aquecida pelos dirigentes da Microsoft com resultados negativos para todos os usuários da internet, independente de sua localização.

Agora, o turismo

Goste ou não, a publicidade digital é o sangue que bombeia vida para dentro da web. A Google ser proprietária do software da ITA, usado por grandes empresas do segmento de turismo, anuncia tempos negros para organizações concorrentes, tais como a Kayaz e a Orbitz.

Ao mesmo tempo em que erradica a concorrência, também diminui a liberdade de escolha por parte dos consumidores.

Em longo prazo isso vai reduzir as inovações e determinar condições de competição cruéis.

Na linha dos argumentos publicados pelo Times, o que pode acontecer é uma repetição do que sucedeu a compra do MapQuest pela Google, que começou a inserir suas próprias informações no sistema o que levou a MapQuest ao esquecimento.

A mesma lógica pode ser transferida a outros segmentos de mercado – inclusive aqueles preocupados com outras soluções que não apenas turismo online. A união de serviços de localização via redes sem fio à busca abrem as portas para modelos de negócios sem precedentes. Se a Google atacar esse mercado não se sabe o que pode acontecer nesse segmento.

É importante limitar a atuação da Google, sem lhe tirar os méritos e sem intencionar acabar com a empresa.

Se ela intenciona travar uma batalha pela dominância nesse segmento, essa disputa deve se dar na esfera proverbial.


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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Você está pronto para a vida no Mundo 3?

Você está pronto para a vida no Mundo 3?

Por Jo Marchant / NewScientist.com

Nos anos 70 Karl Popper apareceu com uma teoria filosófica da realidade que envolvia três mundos interagindo: o mundo físico, o mundo mental e o "mundo 3", que inclui todos os produtos da mente humana - de ideias, quadros e músicas a toda palavra já escrita.

Algo muito semelhante ao mundo 3 é agora real e está cada vez mais influenciando como nós vivemos, diz George Djorgovski, co-diretor do Centro Avançado de Pesquisa de Computação no Caltech. É chamado de internet.

É a primeira manhã do Science Foo Camp, eu escolhi uma sessão chamada "virtualização da ciência e virtualização do mundo". De fato - adequado para uma reunião sendo realizada no quartel general do Google - como lidamos com uma vida crescentemente vivida online vem a ser um dos principais temas do dia. Djorgovski avalia que num futuro próximo, estar online em breve significará (entre outras coisas) não encarar a tela de um computador, mas ser imerso em realidade virtual 3D. 

Ele acha que isso será a chave para como faremos descobertas científicas no futuro. Esqueça gráficos - duas dimensões são totalmente inadequadas para lidar com a vasta quantidade de dados transbordando de tudo, desde o processo automatizado de sequenciamento do genoma aos esmagadores de átomos como o Grande acelerador de Átomos. Precisaremos de máquinas inteligentes capazes de analisar estes grandes conjuntos de dados, ele diz, bem como maneiras de visualizar e interagir com os resultados em três dimensões.

Tais tecnologias certamente revolucionarão a educação também, com a aprendizagem virtual substituindo a aula tradicional. Djogovski quer que cientistas e pesquisadores fiquem mais envolvidos com este processo agora, apontando que até agora os avanços na tecnologia 3D estão todos vindo da indústria do entretenimento: "Não podemos deixar a indústria do vídeo game dirigir o futuro no que é a tecnologia mais importante do planeta. Tem de haver mais nisso do que derramamento de sangue e matar dragões."

Sentados em volta da mesa estão especialistas em tudo, desde psicologia e bioética a ciência espacial. Pat Kuhl, um especialista em aprendizado inicial de crianças da Universidade de Washington, especula o que aprender tudo online fará com cérebros jovens. O consenso ao redor da mesa é que bom ou mau, o movimento para ambientes de realidade virtual é inevitável. "Então vamos tentar oferecer alguma coisa mais do que jogos," diz Djorgovski.

Em uma sessão subsequente sobre a mente das crianças, Kuhl nos conta sobre a importância dos exemplos sociais na aprendizagem inicial. Por exemplo, é bem conhecido que bebês diferem em suas habilidades de distinguir sons, dependendo da linguagem a qual eles são expostos, na época em que eles estão entre 10 e 12 meses de idade. Mas Kuhl e seus colegas mostraram recentemente que simplesmente ouvir os sons não é suficiente. Depois de poucas sessões com uma pessoa que fala o mandarim, bebês americanos podiam distinguir certos sons tão bem quanto bebês taiwaneses, mas estes, dada a mesma exposição via áudio ou vídeo não aprenderam nada.

Assim se não queremos que os cérebros das crianças se atrofiem em um mundo cada vez mais virtual, devemos trabalhar como incorporar os exemplos sociais relevantes. Kuhl já descobriu que fazendo a tela da TV interativa, de modo que os bebês possam ligar e desligar batendo nela, aumenta - um pouco - o quanto eles aprendem. Ela agora está experimentando com câmeras da web.

A tarde, o jornalista e comentarista britânico Andrew Marr trata da questão de o que acontecerá ao jornalismo em um mundo online, particularmente à medida que leitores digitais como o iPad - o qual Marr chama um "grande mecanismo de destruição" - se torna mais onipresente.

A mídia que consumimos não será mais apenas palavras, ou apenas figuras, mas uma colisão de texto, vídeo, áudio e gráficos animados. E as pessoas serão capazes de escolher itens individuais para consumir, além de comprar um jornal inteiro ou assistir apenas um canal.

Como muitos comentaristas, Marr acha que isso será o fim dos jornais - e talvez dos jornalistas tradicionais também. Mas ele acha que isso pode ser uma coisa boa, argumentando que o jornalismo, com seu foco no curto prazo e nível trivial de debate, tenha falhado conosco de qualquer forma. No futuro ele acha que as notícias virão de nichos, grupos de especialistas, por exemplo, pessoas interessadas em acesso a água limpa, se juntando online. Isto pode incluir bloggers, políticos em campanha ou lobistas. Acima deles, agregadores de notícias autorizados pegarão as histórias mais importantes do dia e abastecerão o resto de nós.

Marr diz que esse novo modelo será bom para o jornalismo e para a democracia, porque as pessoas dentro de cada comunidade de interesse serão especialistas, e não perderão interesse em um tópico do jeito que os repórteres tradicionais fazem.

Estou seguro que Marr está certo que os jornais como os conhecemos não vão sobreviver. Mas eu não me sinto tão otimista sobre sua visão. Eu não estou certo que tendo agregadores para selecionar um conjunto de histórias escritas por especialistas com uma agenda, necessariamente vai nos dar um bom jornalismo. Quem vai escrever os artigos de um jeito que os não especialistas possam entender? Quem fará as conexões entre os diferentes campos? Quem terá autoridade para cobrar explicações dos políticos? Infelizmente a sessão termina antes de termos a chance de entrar nessas questões.

Wikipedia sobre "MUNDO 3":

O modelo Mundo 3 era uma simulação de computador das interações entre a população, o crescimento industrial, a produção de comida e os limites nos ecossistemas da terra. Foi originalmente produzido e usado por um estudo do Clube de Roma que produziu o modelo e o livro os limites do conhecimento. Os principais criadores do modelo foram Donella Meadows, Dennis Meadows e Jorgen Randers.

O modelo foi documentado no livro Dinâmica do Crescimento em um Mundo Finito. Ele adicionava novas características ao modelo do Mundo 2 de Jay W. Forrester. Desde que o Mundo 3 foi originalmente criado, ele teve pequenos ajustes para chegar ao modelo Mundo 3/91 usado no livro Além dos Limites e mais tarde ajustado para chegar ao modelo Mundo 3/2000 distribuído pelo Instituto de Pesquisa Política e Ciência Social.

Tem havido um pouco de críticas ao modelo do Mundo 3. Algumas têm vindo dos próprios criadores, algumas têm vindo de economistas e algumas têm vindo de outros lugares.

Uma das maiores críticas do modelo é que ele simplesmente não reflete a realidade do mundo desde os anos 70 quando o modelo foi publicado pela primeira vez. Esta crítica é em geral falsa, desde que a maioria das previsões de desastre ou colapso não começariam a ocorrer até por volta de 2015 na série de referência. O modelo previa que a humanidade se depararia com limites fundamentais para o crescimento econômico cerca de um século depois da publicação do livro: isto é, 2072, com problemas ecológicos extremamente sérios somente começando a se tornar óbvios nas décadas de 2030 e 2040.

Fonte: www.redicecreations.com     

                              


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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Admirável Mundo Novo - Nowhere to hide









Polícia usa Google para encontrar menina desaparecida














Natalie Maltais

Natalie Maltais, de nove anos, foi localizada com ajuda de GPS


Uma menina de nove anos que havia sido seqüestrada por sua avó nos Estados Unidos foi encontrada graças ao uso da ferramenta Street View, do Google Maps, e de GPS (sigla de Global Positioning System), um sistema de localização por satélite.

Após ser informada sobre desaparecimento da menina Natalie Maltais, a polícia da cidade de Athol, no Estado americano de Massachusetts, entrou em contato com a operadora de telefonia AT&T, que passou a dar as coordenadas de GPS sobre sua localização cada vez que seu celular era usado.


Desde 2005, a legislação americana estabelece que as operadoras de telefonia celular devem ser capazes de localizar 67% de seus usuários num raio de 100 metros e 95% num raio de 300 metros.


Com as coordenadas em mãos, o policial Todd Neale entrou em contato com o bombeiro Thomas Lozier, que já havia usado o GPS para guiar equipes em combate a incêndios na floresta e também para localizar caminhantes perdidos em trilhas da região.


Avó


O bombeiro, então, usou a ferramenta do Google Maps para rastrear a região em que a menina se encontrava, já no Estado da Virgínia.














Rose Maltais

Menina e avó foram encontradas em hotel no Estado da Virgínia

Lozier notou a presença de um pequeno hotel na área. A polícia de Virgínia foi alertada e encontrou a menina e sua avó hospedadas no hotel.


A avó de Natalie, Rose Maltais, havia buscado a menina na casa de seus guardiões legais para passar o fim de semana com ela.


No entanto, logo depois, a avó disse que não devolveria a menina e deixou o Estado de Massachusetts, disse à BBC o chefe de polícia de Athol, Timothy Anderson.


A polícia chegou a tentar entrar em contato com a avó, mas como ela não devolveu a menina no dia combinado, os policiais resolveram rastrear sua localização com o uso de GPS.


Nota: Isso é só um exemplo do que o futuro nos reserva. Estas ferramentas já estão disponíveis para serem usadas em todos os lugares, a princípio pode ser uma coisa bastante útil, mas não podemos pensar que sempre viveremos em uma democracia e que tudo será feito para o nosso bem.



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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Admirável Mundo Novo - Invasão de Privacidade


Grupo de privacidade japonês quer fim de serviço de mapas do Google


Eles são contra a ferramenta Street View, que mostra imagens detalhadas.


Com ela, usuários percorrem virtualmente as ruas de diversas cidades.


Um grupo de advogados e professores japoneses pediu na sexta-feira que o Google deixe de fornecer imagens detalhadas de cidades japonesas na internet, afirmando que elas violam os direitos de privacidade.




O serviço Street View do Google oferece imagens ao nível do solo e em 360 graus de 12 cidades japonesas, de cerca de 50 cidades dos Estados Unidos e também de algumas áreas da Europa. O serviço permite que os usuários percorram ruas virtualmente como se estivessem no local.




"Suspeitamos fortemente de que aquilo que o Google vem fazendo represente violação profunda de um direito humano básico", disse Yasuhito Tajima, professor de direito constitucional na Universidade de Sophia, em Tóquio. "É necessário alertar a sociedade de que um gigante da tecnologia da informação está violando abertamente os direitos de privacidade, que são direitos importantes dos cidadãos, por meio desse serviço", acrescentou.




O escritório do Google em Tóquio não comentou o assunto.




A Campanha Contra a Vigilância da Sociedade, uma organização civil japonesa liderada por Tajima, quer que o Google deixe de fornecer o serviço Street View em cidades japonesas e que elimine todas as imagens.


Foto: Reprodução
Campanha Contra a Vigilância da Sociedade quer que o Google deixe de fornecer o serviço Street View em cidades japonesas. (Foto: Reprodução )




As preocupações quanto à privacidade geradas pelo serviço do Google vêm ganhando destaque na imprensa japonesa, especialmente depois que algumas pessoas encontraram imagens suas no Street View. Preocupações semelhantes foram expressas em outras partes do mundo, como os Estados Unidos e a Europa. Em um caso, uma mulher foi mostrada tomando banho de sol e em outro um homem aparece saindo de uma casa de strip-tease em San Francisco.




Em março, o Google anunciou que atenderia a um pedido do Pentágono e removeria algumas imagens do Street View, por medo de que elas representassem ameaça à segurança de bases militares norte-americanas.




O Google Maps e o Google Earth, dois serviços disponíveis via web, atraíram críticas em diversos países por fornecerem imagens de locais sensíveis, como bases militares e possíveis alvos de ataques terroristas.


Fonte: G1>tecnologia



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Este computador composto por 16 mini-cérebros humanos mostra uma eficiência impressionante Publicado por Cédric - Há 11 h...