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sábado, 4 de julho de 2009

A ANS vai monitorar redes privadas para prevenir cyberataques.

The seal of the U.S. National Security Agency....Image via Wikipedia

A ANS vai monitorar redes privadas para prevenir cyberataques.


A administração Obama vai em frente com um polêmico plano para que a Agência de Segurança Nacional monitore o tráfego de e-mail governamental e o tráfego de computadores oficiais que passam por redes privadas.

Testes de eficiência do programa - que é derivado de um usado por redes militares - eram para ter começado em fevereiro, mas foram adiados por causa de debates dentro da administração Obama.
Tanto a origem militar do sistema quanto o envolvimento da NSA tem suscitado preocupações quanto à privacidade.

O presidente Obama prometeu em maio que não haveria qualquer intrusão nas comunicações privadas, e a administração tem manifestado sua intenção de se consultar com grupos de privacidade e de liberdades civis em uma base contínua.

Ari Schwartz, vice presidente do Centro para Democracia e Tecnologia, disse a Associated Press que:"Há uma série de preocupações que vem com este processo, sendo um dos principais como proteger o sistema de forma que assegure que você não está monitorando sistemas privados. Eu não tenho uma resposta completa a essa questão. Mas o presidente fez essa promessa."

Apesar destas garantias, não é claro se dados não governamentais podem ser mantidos fora do sistema de monitoramento, e o plano tem críticos até dentro do DHS. O ex-secretário de Segurança Interna Stewart A. Baker, disse ao Washington Post, "As amargas batalhas sobre privacidade e o papel da ANS nos grampos domésticos pairam a segurança cibernértica como uma nuvem tóxica."

Baker, que serviu como conselheiro geral da ANS durante a administração Clinton, também sugeriu que a administração Bush deveria ser resposabilizada pela criação de muitos dos atuais problemas por tentar manter tanto do Einstein 3 secreto.

"A solução foi guardar segredo, de modo que permitiu que as pessoas de fora guardassem suspeitas," ele explicou, "assim qualquer um que desconfiasse da comunidade de inteligência só poderia presumir que isso era porque eles estavam fazendo algo que não deveriam estar fazendo."

fonte: rawstory.com

tradução: o observador e adaptação.

Nota: Os sistemas de monitoramento a cada dia se sofisticam mais, ninguém pode garantir que suas conversas telefônicas, seus e-mails, as páginas acessadas na internet não estão sendo monitoradas.

Sempre se garantem os direitos dos cidadãos e as boas intenções dos governos.

Mas quem garante que de uma hora para outra os governos deixam suas boas intenções e vão em busca de interesses inconfessáveis e dos que discordarem?

Os riscos são muitos e grandes, a democracia parece ser uma exceção no mundo, apesar de dizerem o contrário.

O alerta está dado!!!.

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terça-feira, 4 de novembro de 2008

Nova Ordem Mundial - Vigilância Global.


Echelon- Espionagem total













Outro dos muitos sistemas de espionagem, este a cargo da NSA ( National security agency )
americana,



e alguns associados como: Austrália, Nova Zelândia , Canadá e Inglaterra.


Um fato real já comprovado, já debatido pelo Parlamento Europeu.


O polêmico echelon tem como finalidade escutar as comunicações internacionais , seja conversas telefônicas, faxes, emails, tudo.


Caro leitor, mas não é caso para entrarmos em paranóia, eu continuo fazendo a minha vidinha normal, enviando emails, falando no celular, sobretudo o que me apetece, seja ovnilogia, conspirações, tudo. Até agora nenhum homem de negro apareceu. (risos).


Criptografar emails, se pensa que é um modo seguro, desengane-se, certamente os EUA possuem melhores softwares de criptografia e decodificação do que aqueles que colocaram na Internet para nós baixarmos (ou comprarmos).


Echelon é um sistema que recorre a cerca de 120 satélites vortex, ou talvez mais, decifram algo como: dois milhões de mensagens por hora…Criado na década de 70 e ampliado nos anos de 1975 e 1995.


Este métodos de espionagem não visa apenas "decifrar" palavras chave que possam dizer respeito à segurança nacional dos EUA, eles espionam também com fins políticos e econômicos.


Isto não é uma ilusão, o Echelon é real, tanto que a administração Clinton foi obrigada a reconhecer a existência do projeto e a desclassificar informações perante cientistas da Universidade George Washington.


O Jornalista escocês Duncan Campbell forneceu um grande relatório com todos os dados sobre Echelon aos eurodeputados, o que causou indignação, visto que a Grã-Bretanha os traía espiando-os.


( aproveite e leia "inside echelon" : http://www.heise.de/tp/r4/artikel/6/6929/1.html )


A União Europeia inclusive, ponderou montar um sistema igual para espionar os EUA.




Esses mesmo Echelon, e a NSA espionam na Internet, o próprio FBI cria vírus que se propagam pela Internet com o propósito de espionar.


ver mais sobre esses vírus e espionagem em "virusfbi" deste site realidade oculta.


Esses sistema quanto a escutas telefônicas, detecta palavras "chave" e depois grava as conversações, repare falar ao celular é um telefonema via satélite. Se você falar em"ovni" ,"al-qaeda", "saddam" por exemplo falando de uma notícia que viu na tv sobre bin laden ou saddam, aí provavelmente a sua conversa será detectada porque você tocou em palavras-chave.


Ao que parece há uma nova divisão desse projeto echelon, que seria a ILETS ( International Law Enforcement Telecommunications Seminar), uma organização secreta ( sem existência oficial ) cujo principal objetivo visa a coordenação de esforços para criação de portas ocultas em todos os sistemas de comunicações do mundo ocidental, incluindo os satélites internacionais





A 18 de Maio de 2001, veio a conhecimento público o informe, elaborado pela Comissão Provisória, nomeada pelo Parlamento Europeu, para investigar o Echelon, em que confirmaram:


" A existência de um sistema global de interceptação das comunicações em que cooperam os Estados Unidos, o Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, já não pode ser colocado em dúvida.(...) O que resulta importante é que seu propósito é interceptar comunicações privadas e comerciais, e não comunicações militares." (NAVARRO, 2001: 50)


Sem dúvida, mais do que um sistema de espionagem, este sistema é uma grave violação ao nosso direito de privacidade. Qualquer dia nem os sites de Internet escaparão à censura total .





Quer saturar os servidores do Echelon?


Você sabe que ao reenviar emails spam, em grande massa e amigos seus reenviarem esses emails em massa, poderá saturar os servidores do email (exemplo: hotmal, yahoo, etc) o mesmo pode fazer-se quanto ao Echelon, basta reenviar emails com o código e palavras-chave (que o echelon busca) e se todas as pessoas forem reencaminhando esses emails isso irá saturar os servidores do echelon, ou gerar milhões de respostas no dicionário deles, etc.


Código desenvolvido pelos argentinos do "Seprin" ( serviçio privado de informaçion), serviço privado de informação :


O código (meta-tags) contém palavras-chave que o echelon procura, para copiar esse código clique aqui ( irá abrir uma outra página com o código meta-tags , copie o código com ctrl + c e cole no texto de email : ctrl + v ,repasse à sua lista de contactos, e se todos forem repassando, o echelon irá detectar milhares de palavras-chave até saturar )


Abra aqui a pagina com o código .




Informações tiradas do livro :


«O mundo sob escuta , as capacidades de interceptação do século XXI » Duncan Campbell.


Por mais que as comunicações estejam sob escuta e sejam interceptadas, nunca é possível escutá-las todas.

Apenas se podem filtrar comunicações suspeitas quando se sabe quem e o que se procura.


Os computadores não podem chegar a esses dados pela lógica, eles têm de vir de fontes de inteligência mais tradicionais e "humanas", dos agentes e dos informadores.


A questão a colocar no futuro é a de determinar se sistemas como o do Echelon nos poderão alguma vez proteger contra atos terroristas .Se não o conseguem, então não faz qualquer sentido os cidadãos de todo o mundo estarem a trocar a sua privacidade por uma segurança que não existe.


Existem inclusive submarinos que foram adaptados para auscultar os cabos subaquáticos de comunicações do Mediterrâneo.


Após a guerra Fria, os americanos colocaram os seus postos de escuta no centro e no Sul da Alemanha e , secretamente na Áustria e no Irã. Na Itália e Espanha.


Uma estação em Kagnew, em Asmara, na Eritreia, fora-lhes legada pelos britânicos em 1941 e ,até ao seu suposto encerramento em 1970, era a maior estação de interceptação do mundo. Uma das suas realizações mais espetaculares consistia numa antena parabólica que era utilizada para passar mensagens em direção aos Estados Unidos por reflexão na superfície Lunar.


Existem pelos menos 30 nações a ter redes de escuta, a nível global ou regional.


A Rússia, a China, a França e outras nações possuem redes mundiais. Mesmo as pequenas nações europeias como a Dinamarca, a Holanda ou a Suiça, construíram há pouco tempo pequenas estações de interceptação de satélites para obterem e processarem dados mediante escuta das comunicações civis via satélite.


A nível global, cerca de 15 a 20 mil milhões de euros são gastos nesses projetos.




Em França a estação de escuta de satélites, situada em Domes, Sarlat, perto de Bordéus, foi apelidada de Frenchelon ( French- Echelon).





















Frenchelon - França.


( fotos: http://cryptome.org/frenchepix.htm e: http://reseau.echelon.free.fr/reseau.echelon/photos/france.htm )


A Rússia tem a organização FAPSI ( Federalnoe Agentsvo Pravitelstvennoi Svyazi i Informatsii ), que empresa 54.000 funcionários, trata-se da : A gência Federal para as comunicações do Governo.


Também a China mantém estações de escuta, duas das quais apontadas para a Rússia e é operada em conjunto com os americanos.


A rede Francesa dirigida pela DGSE , inclui duas bases de interceptação de satélites e um quartel-general de criptografia, bem como estações ultramarinas na Guiana, Nova Caledônia e até no Oceano Índico.


A agência federal de inteligência Alemã, o BND ,mantém uma extensa rede de estações de interceptação na Alemanha e também em Taiwan. Colaboram também com os Franceses na operação de algumas estações ultramarinas ,como a da Guiana.


Até ao início da década de 90 o BND operava uma estação perto de Cádis, dedicada aos cabos que saem de Espanha e Portugal.


O seu nome de código é EISMEER.



Muitos satélites que a NASA lança não se dedicam a estudar o Universo, mas têm sim fins militares.


O primeiro satélite de escutas lançado foi o CANYON, em Agosto de 1968. Depois lançaram outros, Os satélites eram controlados a partir da base de Bad Aibling, na Alemanha. As suas órbitas não eram exatas, e isso fazia com que os satélites mudassem de posição e obtivessem mais dados ao interceptarem os feixes de micro-ondas emitidos pelos seus alvos terrestres. Até ao ano 1977 lançaram mais sete satélites CANYON.


Devido ao seu sucesso, conceberam uma nova classe de satélites ,os CHALET, a base terrestre para os controlar era a Menwith Hill, em Inglaterra. Os primeiros dois satélites CHALET foram lançados em Junho de 1978 e Outubro de 1979. Quando o nome foi apresentado na imprensa os satélites foram apelidados de VORTEX.


Foi construído um novo centro de operações com 5000m quadrados, STEEPLEBUSH, quando o nome VORTEX foi publicado em 1987, os satélites foram rebatizados MERCURY.


A maioria deles são colocados em órbitas "geoestacionárias", de modo a que, para um observador situado na superfície terrestre ele parece estar sempre na mesma posição.


( podem confundir-se com estrelas ).



Os EUA apostam forte na interceptação de cabos subaquáticos através de sondas de escuta ( tais cabos são de transmissão de dados de Internet e telefone, intercontinentais).


Em 1999 investiram 400 milhões de dólares para modificar o submarino nuclear da classe Seawolf ,o USS Jimmy Cárter ( SSN-23). Foi alterado nos estaleiros da General Dynamics Electric Boat Division, em Groton, no Connecticut.



Este site nova-iorquino http://cryptome.org/ mostra exemplos de emails interceptados ou redigidos por redes de escuta echelon.


A partir do ano 2000 começaram a ser instalados grandes sistemas de armazenamento de enormes quantidades de tráfego destinado a análise. (tráfrego web).


No cerne dos novos sistemas estão os chamados computadores PETAPLEX,.


Trata-se de gigantescos conjuntos de milhares de discos rígidos de baixo preço, conjuntamente ligados a um único complexo, ou nó, de memória.


O primeiro computador Petaplex tem capacidade para 1 petabyte de informação. (Igual a mil terabytes , ou seja um milhão de gigabytes ).


Repare que um computador doméstico tem apenas a capacidade para alguns gb, há uns anos eram discos de 60 gb.


Um dos primeiros sistemas robotizados de armazenamento da NSA (National security agency ), chamado POWDERHORN, está hoje em exibição no Museu de Criptologia da NSA, no seu quartel general de Fort Meade. A legenda recorda que este mesmo modelo antigo , hoje já reformado, tem capacidade para 300 terabytes de dados.


O equivalente a 15.000 anos de Wall Street Journal.


fonte: http://www.realidadeoculta.com

Adaptado pelo observador.














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quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Nova Ordem Mundial - Violência









Jovem britânica 'filma tentativa de matar os pais'



A Justiça britânica deu início ao julgamento de uma menina que filmou uma suposta tentativa de matar os próprios pais, nas proximidades de Cambridge, na Inglaterra.

Segundo a acusação, a garota de 16 anos - que tinha 15 quando o incidente ocorreu, em fevereiro do ano passado - tentou asfixiar a mãe com um cordão enquanto ela estava no computador. A jovem planejava ainda matar o pai com uma tesoura quando ele tentasse ajudar a mãe.


Na terça-feira, o júri assistiu à fita em que a garota aparece em seu quarto, vestida com uma camisola de seda e descrevendo seus planos de assassinato.


Em seguida, o filme mostra a sala da casa da família e o momento em que a filha ataca a mãe com uma corda.


"Você está me estrangulando", diz a mãe para a filha. E depois para o pai: "Ela está me estrangulando".


Quando o pai aparece em cena, percebe-se um movimento brusco, e uma exclamação do homem: "Você tentou me esfaquear!"


A jovem, presa em março de 2007, nega as duas acusações de homicídio.


Inteligência


O incidente ocorreu após uma briga entre a garota e seus pais, disse aos jurados o advogado da acusação, John Farmer, que descreveu a ré como "muito inteligente".


Segundo ele, a adolescente usava sua melhor camisola de seda para cumprir um "jogo" que incluía matar os próprios pais e filmar o crime. "É um plano calculado com bastante sangue frio", afirmou o advogado de acusação.


Depois do incidente, a menina voltou para o quarto e gravou a si mesma lamentando o fracasso do plano.


"Estou desapontada que o plano fracassou. Eu deveria ter sido mais rápida. A tesoura não foi boa o suficiente. Uma faca teria funcionado", ela disse. "Terei de tentar de novo."


O julgamento continua.



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terça-feira, 28 de outubro de 2008

Nova Ordem Mundial - Vigilância

Vigilância em rede


Nas prateleiras, nas baladas ou nos carros,


as etiquetas inteligentes revelam segredos


dos clientes e evitam as fraudes





Mariana Barros


Ciborgue: o implante que fiscaliza o estoque é o mesmo que controla quem bebe mais numa noitada


Barcelona, na Espanha, sempre foi a metrópole das novidades. Dessa vez, uma de suas casas noturnas, a Baja Beach Club, criou um sistema ousado para acabar com a dor de cabeça de quem costuma perder o cartão de consumo do bar depois de tomar a segunda dose. Para entrar na boate, cada cliente recebe um implante de chip, inserido na pele com uma seringa. Do tamanho de um grão de arroz, o microprocessador Verichip emite sinais de rádio e tem um código único, como se fosse um RG. Em troca de trânsito livre a informações valiosas, como suas preferências e movimentação financeira, o consumidor pode entrar e sair da balada, consumir à vontade e acessar as áreas vip. De quebra, não enfrenta mais filas no caixa. Basta passar diante de um leitor, que ele calcula sua conta. Ganha-se praticidade, perde-se privacidade.


Chamada de RFID, abreviação em inglês para identificação via radiofrequência,


a tecnologia instiga a imaginação dos comerciantes e provoca arrepios nos defensores dos direitos civis. A emissão constante do sinal de rádio permite


saber, a qualquer momento, onde está a pessoa "chipada". Esse monitora-


mento em tempo real é a febre na indústria da segurança e uma arma contra sequestros. E será usado pela fábrica de armas FN Manufacturing para controlar


o uso de seu arsenal. Implantado sob a pele da mão do policial, o chip emitirá


ondas capazes de desbloquear o gatilho da arma. Nas mãos de bandidos e crianças, ela não funcionaria.


Por oferecer grau elevado de controle e fiscalização, as etiquetas inteligentes devem estampar quase tudo, desde roupas, carro e tevê até embalagem de xampu. Por enquanto, a superetiqueta está restrita ao controle de estoque, onde evita erros na contagem e desvio de mercadorias. Dentro de 20 anos, ela ganhará as prateleiras. Será o fim das filas no caixa do supermercado. Quando atravessar um portal, tudo o que estiver no carrinho será computado, sem que se remova um único produto. Por fim, o valor será debitado na conta corrente do cliente.













Promessa: no supermercado, o substituto do código de barras vai eliminar as filas no caixa

Monitoramento - Informações como data de validade, local de fabricação e garantia estarão contidas no chip estampado na embalagem do produto. Será possível até monitorar epidemias como o mal da vaca louca ou a gripe do frango. Mercadorias vindas de local sob risco de contaminação serão isoladas facilmente. A tecnologia RFID deve substituir o código de barras, padrão mundial usado para identificar mercadorias. Há duas razões que justificam essa migração. A primeira é que, com um leitor que capta ondas a distância, evita-se o manuseio do produto. A segunda é que um chip de radiofrequência tem 96 campos para se preencher com letras, números e símbolos. No código de barras há apenas 14 disponíveis. Mais campos significam mais combinações para identificar cada produto.


O primeiro projeto para utilizar RFID em mercadorias foi da grife italiana Benetton. O chip seria aplicado a algumas roupas e conteria instruções para lavar e passar as peças. Mas pressões jurídicas levaram ao cancelamento do projeto. Temia-se que o consumidor fosse monitorado por empresas interessadas em lucrar com acesso a seus hábitos de consumo. Hoje a pressão pelo uso do RFID vem da rede de supermercados americana Wal-Mart, que limitou até janeiro o prazo para seus fornecedores de Dallas, no Texas, entregarem produtos etiquetados com RFID. Depois, será a vez dos EUA como um todo. A última fase será o carimbo das etiquetas em todos os produtos. Com mais de 3,5 mil lojas nos EUA, o Wal-Mart compra US$ 178 bilhões em mercadorias por ano. Um bom motivo para os fornecedores correrem atrás da implantação do sistema.


Pirataria - "Cerca de 70 companhias brasileiras fornecem para o Wal-Mart


nos EUA. O RFID virou pauta nacional", explica Eduardo Santos, da consultoria Accenture. A implantação foi abraçada pela concorrência, que não quer ficar para trás. "Competimos com empresas estrangeiras, precisamos estar preparados", diz Sílvio Laban, diretor de tecnologia do Grupo Pão de Açúcar. A empresa é a única brasileira com cadeira cativa no grupo de discussão sobre RFID do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). No segundo semestre, ela implantará o primeiro projeto piloto do Hemisfério Sul.


Grifes como a francesa Louis Vuitton mostram interesse pela etiqueta inteligente por seu potencial em combater a pirataria. O chip comprovaria a legitimidade do produto, evitando falsificações. Com a mesma preocupação, a butique Daslu anunciou que vai testar o sistema a partir de 2005, em sua nova loja. Conglomerados como a Procter & Gamble estudam o uso do RFID no combate a furtos, que causam prejuízo de US$ 50 bilhões ao ano. A única fábrica no Brasil adepta do chip é a Daimler-Chrysler. Seus Mercedes-Benz Classe A produzidos aqui já têm etiqueta inteligente. "O chip fica sobre a roda dianteira direita", conta Vladimir Wuerges de Souza, supervisor de tecnologia. "Ali fica armazenado um código que informa a cor do carro, o tipo de estofamento, a situação do combustível e dos fluidos."


A limitação do alcance das ondas é o principal entrave das superetiquetas e, portanto, o maior aliado contra a invasão de privacidade. O mercado de serviços


para o RFID movimenta US$ 1 bilhão. Espera-se que em 2008 ele renda US$ 3,2 bilhões, uma amostra do fôlego da tecnologia que, em breve, entrará em todas as casas. Ou, quem sabe, dentro de nós.


http://www.terra.com.br/istoe/1810/ciencia/1810_vigilancia_em_rede.htm


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Nova Ordem Mundial - Tecnologia




















O desenvolvimento das tecnologias de rastreamento permite localizar uma pessoa em qualquer lugar do planeta, instantaneamente e com mínima margem de erro. Está em curso uma revolução que já começou a transformar


o cotidiano da humanidade







Você está aqui


O desenvolvimento das tecnologias de rastreamento


permite localizar uma pessoa em qualquer lugar do


planeta, instantaneamente e com mínima margem de erro.


Está em curso uma revolução que já começou a transformar


o cotidiano da humanidade





Ronaldo Soares








Ilustração Attílio






A evolução da humanidade não é uma linha contínua. Ela se dá em degraus. Cada novo lance produz os chamados saltos evolutivos. Foi assim na domesticação do fogo, no advento da energia elétrica e na invenção do computador. Cada uma a seu tempo, essas descobertas mudaram a forma de o indivíduo se relacionar com o planeta e tornaram a vida mais e mais viável. Pois agora, graças ao avanço tecnológico das telecomunicações, outro degrau está sendo vencido. É o que permite que cada pessoa possa ser encontrada, a qualquer momento, nos 510,3 milhões de quilômetros quadrados que compõem a superfície do globo terrestre. Sem sair de casa, uma família que more no Morumbi, em São Paulo, pode saber com margem de erro de apenas 10 metros a localização de um parente ou amigo que esteja em Turiaçu, no litoral do Maranhão, a 3.120 quilômetros da capital paulista. O indivíduo já não é mais uma partícula quase imperceptível entre os 6,6 bilhões de pessoas que povoam o planeta, mas um ponto em movimento em um mapa exposto na tela do celular ou do computador de alguém.



Tudo isso se tornou possível graças à conjugação de tecnologias de rastreamento, posicionamento e navegação, entre outras. Esse cruzamento trouxe o mundo da geotecnologia - como é conhecido o processamento de informações com base em referências geográficas - para o cotidiano dos cidadãos comuns. É ela que impulsiona um mercado em franca expansão: o dos serviços baseados em localização (LBS, na sigla em inglês). Seu principal componente é um instrumento surgido na década de 70, o GPS (veja o quadro), que permite determinar a latitude, a longitude e a altitude de qualquer ponto na Terra. A partir dos anos 90, foram aperfeiçoados os mecanismos para encontrar alguém através do celular, pois os aparelhos estão em contato permanente com as antenas espalhadas pelas cidades. Basta cruzar os dados de três antenas para localizar um aparelho - e seu usuário. Desenvolvidas com funções totalmente distintas, essas tecnologias se uniram definitivamente. E, enriquecidas por ferramentas como mapas digitais, produziram um avanço espantoso. Diz Marcos Rodrigues, professor titular da Escola Politécnica da USP: "Estamos experimentando uma mudança brutal do jeito de viver. O indivíduo móvel, posicionado e se comunicando, é um outro ser, um outro bicho".











Fotos Divulgação

Centro de monitoramento do GPS, nos Estados Unidos (à dir.): o mundo esquadrinhado por uma rede de 24 satélites(à esquerda)

Entre os benefícios desse avanço tecnológico, a segurança é o mais imediato. Não é mero acaso o fascínio que vem despertando. Existem produtos e serviços para todos os segmentos e faixas etárias: crianças, adolescentes e adultos. Uma das novidades no mercado de localizáveis é um tênis com GPS embutido na sola. O calçado envia informações sobre a localização da pessoa para uma central de monitoramento a que a polícia pode recorrer, se for o caso. O produto será lançado em julho nos Estados Unidos, mas já despertou interesse tanto de consumidores preocupados com a proteção da família como de praticantes de esportes de aventura, que se embrenham por florestas, por exemplo. A expectativa do fabricante é vender 100 000 pares por ano.


A idéia de criar o calçado rastreável por satélite surgiu durante uma viagem de negócios do executivo Isaac Daniel a Nova York. Seu telefone tocou, e era uma ligação daquelas que os pais nunca estão preparados para receber, embora vivam assombrados pela idéia. Do outro lado da linha, o diretor da escola do filho de Daniel informava que o menino, então com 8 anos, havia desaparecido enquanto esperava o ônibus para casa. Tomado de pavor, o executivo pegou o primeiro vôo de volta para Atlanta, onde mora. Só ao desembarcar descobriu que tudo não passara de um mal-entendido. O menino havia ido ao banheiro sem avisar os professores e acabou se desencontrando, por um bom tempo, dos supervisores na saída da escola. "Aquele susto me fez pensar em como usar a tecnologia para encontrar pessoas desaparecidas", disse Daniel a VEJA. Foi assim que ele desenvolveu o tênis, que vai custar 325 dólares. "Há nos produtos com GPS um fator de proteção que encanta os consumidores", diz.











Fabiano Accorsi

Vânia Menezes e os dois filhos: controle com ajuda do mapa na tela de seu celular

Se no caso do americano o fator de proteção passa pelos pés, para a maioria dos consumidores que aderem às tecnologias de localização a solução está na palma da mão. Como a webdesigner paulista Vânia Menezes, que descobriu as maravilhas de poder localizar a família pelo celular. Mãe de Ana Cláudia, de 15 anos, e Gustavo, de 10, Vânia assinou o serviço de uma das três operadoras que oferecem tal possibilidade. Com isso, seu celular exibe um mapa com a localização de qualquer telefone que tenha cadastrado em seu aparelho. E ela jura que isso não interfere em nada na liberdade que dá aos filhos. "É uma forma de garantir a minha tranqüilidade e de me sentir mais segura quando minha filha quer sair com os amigos", diz Vânia. Já o analista de sistemas carioca Paulo Rabello, de 46 anos, admite que passou a ter noites de sono mais tranqüilas depois que assinou um serviço de localização do celular do filho Pablo, de 15 anos. Pela internet, Rabello consegue acompanhar os passos do filho pelas ruas do Rio de Janeiro. Há quem não se incomode nem um pouco com o potencial de vigilância contido nessas inovações e até as encare como diversão. É o que acontece nos Estados Unidos, onde serviços de localização pela internet ou pelo celular, como Loopt e Buddy Beacon, fazem sucesso entre jovens e adolescentes. Esses serviços permitem ao assinante acompanhar os movimentos de uma pessoa que esteja cadastrada e possua um celular equipado com chip de GPS. Só é "monitorado" quem for convidado (e aceitar, claro) a compartilhar sua localização. Por isso, os aparelhos de pais e mães normalmente não são bem-vindos. Se nos sites de relacionamento da internet os participantes trocam idéias, nos serviços de rastreamento os usuários compartilham seus deslocamentos. É como se as comunidades virtuais do Orkut ganhassem pernas.


O avanço das tecnologias de comunicação sempre exerceu fascínio na humanidade. O cigano Melquíades, em Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez, explicava assim as virtudes do binóculo, que vendia como a grande invenção do momento na aldeia de Macondo: "A ciência eliminou as distâncias". Para comprovar, colocou uma cigana na entrada da aldeia para todos darem uma espiada no novo invento. Diante do espanto geral, Melquíades sentenciou: "Dentro em pouco o homem poderá ver o que acontece em qualquer lugar da Terra sem sair de casa". Escrito em 1967, o livro se referia ao surgimento da televisão. Passados mais de quarenta anos, a profecia do cigano chegou a um paroxismo. Isso é feito em tempo real e, graças à internet, com recursos muito mais modestos do que os necessários a uma cobertura ao vivo feita por uma emissora de TV. E não é só isso. O ser humano adquiriu a possibilidade de trabalhar e interagir em qualquer lugar onde esteja. Já há mais de uma década ninguém precisa do escritório para telefonar ou, mais recentemente, passar um e-mail. Isso é feito na calçada, com o celular. Se a tarefa for um pouco mais complicada, basta entrar em qualquer loja de uma grande rede de cafés, como a Starbucks, para ter acesso livre à internet. Ou, como já acontece em muitas cidades, dirigir-se a alguma área pública, como praças e jardins, onde haja cobertura da internet sem fio, a tecnologia wireless. De uma hora para outra as pessoas se viram livres das amarras de tempo e espaço. Para elas, o que a localização instantânea faz é criar uma espécie de endereço virtual estejam onde estiverem. Uma nova forma de localização no espaço.











Oscar Cabral

Paulo Rabello e o filho Pablo: auxílio da internet e do celular para a tranqüilidade da família

Essa possibilidade foi potencializada recentemente pela invenção da web geográfica. É assim que se chama o dispositivo que permite aos usuários apontar no globo terrestre sua precisa localização, num determinado momento, ou os lugares por onde passou. E mais, disponibilizar isso para que outras pessoas vejam. É como mandar o seu álbum de viagem aos amigos pela internet para que eles localizem seu roteiro pelo planeta. "Isso é a neogeografia, a possibilidade de toda pessoa ser um geógrafo, de qualquer um cartografar a Terra", diz o engenheiro cartógrafo Emerson Granemann, editor do portal de informações InfoGPS. O uso dessa tecnologia por empresas, como as do setor imobiliário, tem vantagens evidentes. Por isso, os gigantes Google, Yahoo! e Microsoft travam uma luta para que seus programas de localização global, dos quais o Google Earth é o mais conhecido, caiam na preferência dos usuários. Outra frente dessa guerra se dá no mercado de navegadores - aparelhos portáteis ou acoplados a automóveis -, cujos fabricantes travam disputas bilionárias por fornecedores de mapas digitais. Numa investida radical nesse segmento, a Nokia desembolsou 8 bilhões de dólares no fim do ano passado para adquirir a Navteq, uma das líderes em desenvolvimento e fornecimento de mapas digitais. A aquisição resultou numa das maiores empresas do mundo em serviços LBS. Essa guerra, para os consumidores, se traduz em comodidade. Umnavegador por GPS no carro mudou a rotina do executivo paulistano Ronaldo Tesseha, de 47 anos. "Acabou aquele negócio de perder tempo no trânsito quando se erra uma bifurcação em São Paulo", diz.


O grande impulso para a febre de localização do indivíduo se deu graças a uma lei adotada nos Estados Unidos no fim dos anos 90. Ela obrigava as operadoras de telefonia móvel a situar geograficamente de onde partiam as chamadas feitas de celular para o serviço de emergência 911. A solução que se mostrou mais eficiente foi a incorporação de chips com GPS aos aparelhos. A partir daí, as operadoras descobriram um novo filão para um sistema que foi concebido originalmente para uso militar. O GPS surgiu durante a Guerra Fria, no fim dos anos 70, pelas mãos do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. O sistema é formado por uma rede de 24 satélites (veja o quadro) que monitoram a superfície terrestre. Nas últimas décadas, surgiram novos sistemas de rastreamento global. O mais conhecido concorrente do GPS é o Glonass, desenvolvido pelos russos. Outros dois estão a caminho: o europeu Galileo e o chinês Compass. Quando todos estiverem operando, a vida na Terra estará sob a vigilância de uma rede de aproximadamente 100 satélites.











Daniel Aratangy

Ronaldo Tesseha: uso do navegador por GPS para não se perder nas ruas de São Paulo

O mercado de localizáveis está apenas engatinhando, mas seus números já impressionam. O total de aparelhos móveis (na grande maioria celulares) equipados com GPS no mundo era de 175 milhões em 2007. Esse número tende a explodir. Serão 560 milhões de unidades daqui a quatro anos, pelos cálculos da Berg Insight, empresa especializada em pesquisas sobre a indústria de telecomunicações. A chave do sucesso para esse segmento está na convergência de mídias. Ou seja, soluções que combinam várias funções num mesmo aparelho. "Nesse campo, as inovações vêm acontecendo numa velocidade impressionante", diz Fernando Soares, diretor de engenharia de vendas da Nokia para a América Latina. Ele lembra que há apenas seis anos surgia o primeiro telefone celular equipado com câmera fotográfica. Hoje, já é considerado básico do básico o celular que, além de tirar fotos, toque arquivos de música, disponibilize joguinhos eletrônicos e grave vídeos. E não há limites para a imaginação quando se trata de inventar funções para o celular. A japonesa DoCoMo, por exemplo, desenvolveu um aparelho que monitora a freqüência cardíaca, mede a taxa de gordura corporal e calcula a distância percorrida pelo usuário em caminhadas ou corridas. É o celular da boa forma.


Esses avanços são proporcionais à procura. No caso dos serviços de localização, o apelo aumenta à medida que as cidades se tornam mais populosas. É mais fácil encontrar uma pessoa na solidão de uma geleira do Ártico do que nos espremidos centros urbanos. Tóquio, por exemplo, registrava uma média de 3.356 habitantes por quilômetro quadrado nos anos 40, proporção que praticamente dobrou nos dias atuais - 5.751. Em São Paulo, o inchaço foi ainda mais impressionante: no mesmo período, a média de habitantes por quilômetro quadrado passou de 656 para 7.175. Em um ambiente de vertiginosa aglomeração como esse, a individualidade se dilui. É aí que entram os sistemas de localização. Por isso mesmo o uso desse tipo de recurso deixou de ser uma idéia assustadora. Até bem pouco tempo atrás, esses mecanismos eram satanizados, representavam o controle sobre a vida dos cidadãos. Algo semelhante ao Big Brother (Grande Irmão) do livro 1984, de George Orwell.


Atribuir a essas tecnologias o fim da privacidade constitui um exagero e uma imprecisão. "As pessoas hoje podem se sentir incomodadas por alguém saber sua posição em um dado instante. Mas elas já são amplamente monitoradas por cartões de crédito e de débito, cartões de acesso a prédios e escolas, provedores, portais, sites", diz Marcos Rodrigues, da USP. "Sabe-se muito sobre as pessoas, mas elas não se dão conta ou não se preocupam com isso." Amados ou odiados, os sistemas de localização tendem a se popularizar e a incorporar outras inovações, disse a VEJA o futurólogo inglês Patrick Dixon. Uma de suas apostas é a combinação das atuais tecnologias com os sistemas de identificação por radiofreqüência (RFid, na sigla em inglês). São etiquetas especiais que podem ser fixadas em qualquer roupa ou objeto e emitem sinais captados por antenas. Trata-se da mesma ferramenta usada nas pistas livres dos pedágios, nas quais a cobrança é feita quando um dispositivo preso ao vidro do carro se comunica com uma antena, autorizando a cobrança. Dixon acredita que esse cruzamento de tecnologias vai resultar em serviços cada vez mais personalizados. "Em breve, isso vai possibilitar que uma pessoa, ao se aproximar de um shopping, receba pelo celular uma mensagem informando os descontos que terá em determinada loja", diz. Como se vê, essa revolução está apenas começando.




Fonte: Revista Veja - Edição 2055 - 9 de abril de 2008




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domingo, 12 de outubro de 2008

Nova Ordem Mundial - Vigilância estatal

Nova Ordem Mundial: em Berlim milhares protestam contra vigilância estatal


11.10.2008 - Milhares de pessoas participaram neste sábado em Berlim de uma manifestação em protesto contra o aumento das medidas de segurança e vigilância por parte do governo.


Os dados sobre o número de participantes são conflitantes. Para a polícia, mais de 12 mil pessoas protestaram, já segundo os organizadores o número passa de 50 mil.


Com o lema de "Liberdade em vez de medo - Parem com a loucura da vigilância", os participantes do ato protestaram igualmente contra o armazenamento de dados eletrônicos dos cidadãos por parte do Estado.


Um total de 117 organizações cidadãs de todos os campos, desde médicos a advogados, tinha convocado a manifestação que se desenvolveu sem incidentes e terminou perante o emblemático Portão de Brandeburgo.


Os participantes criticaram os planos do Ministério do Interior de aumentar as medidas preventivas antiterroristas, que incluem, entre outras coisas, a investigação via Internet de computadores privados.


Martin Graudiszus, presidente de uma associação de profissionais, criticou os planos do Ministério do Interior de introduzir um novo cartão de informática para os cidadãos que, segundo ele, põe em perigo a relação entre médico e paciente.


A nova legislação sobre o armazenamento de dados de telefone, também criticada, eque já está em vigor, contempla que todos os dados técnicos de conexões telefônicas sejam guardados preventivamente durante seis meses.


O armazenamento preventivo de dados valerá, em 2009, para as comunicações pela Internet, o que foi igualmente criticado pelos que convocaram a manifestação.


Fonte: Terra notícias


Lembrando...


Nova Ordem Mundial: Norma antiterror põe alunos britânicos sob vigilância


10.10.2008 - Os professores britânicos estão sendo orientados a observar o comportamento dos seus alunos e informar às autoridades - inclusive a polícia - se perceberem algum comportamento extremista que possa estar ligado a práticas terroristas, informou o The Guardian nesta quarta-feira.


Segundo o jornal britânico, a partir de uma nova norma do governo, as escolas serão colocadas no centro a "agenda de prevenção" contra o terrorismo. Em reuniões nos estabelecimentos de ensino, as autoridades vão orientar professores a discutir em sala de aula sobre extremistas islâmicos e grupos racistas de extrema direita.


Para isso, receberão um "kit" com instruções para esses tipos de conversa. O objetivo é prevenir visões extremistas passem despercebidas. No verão, uma norma sugeriu que as escolas levassem chefes de mesquitas nascidos na Grã Bretanha para conversar com os alunos e promover os direitos universais.


A polêmica nesta nova norma é fazer com que os professores monitorem seus alunos e avisem as autoridades se perceberem o desenvolvimento de visões extremistas. O governo enfatiza que não visa buscar encontrar terroristas em playgrounds, mas sim que os mestres usem sua capacidade para vigiar os alunos com comportamento suspeito.


O mesmo já acontece, segundo as autoridades britânicas, em outros casos. Se o professor percebe que um aluno está envolvido com drogas ou está participando de gangues perigosas, os pais são avisados. O novo kit que será distribuído nas escolas conterá contatos de serviços sociais, líderes comunitários e até a polícia.


Redação Terra--http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/5470/Nova-Ordem-Mundial-em-Berlim-milhares-protestam-contra-vigilancia-estatal


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sábado, 26 de julho de 2008

Conselho de Relações Internacionais - O Governo Global

Conselho de Relações Internacionais - O Governo Global
por Carlos I.S. Azambuja em 17 de agosto de 2006

Resumo: O Governo Global baseia-se na crença de que o mundo está preparado para aceitar "uma ética civil global" baseada em um conjunto de valores fundamentais que podem unir as pessoas de todas as procedências culturais, políticas, religiosas e filosóficas.

© 2006 MidiaSemMascara.org

"(...) Um grupo de bilionários criou o plano estratégico mais maquiavélico da história econômica mundial - inventaram a fórmula assim resumida ironicamente pela colunista Edith Kermit Roosevelt (neta de Theodore Roosevelt): 'A melhor maneira de combater o comunismo seria uma Nova Ordem socialista governada por 'especialistas como eles próprios'. Essa idéia espalhou-se como fogo entre os membros do CFR, Council on Foreign Relations, o poderoso think tank novaiorquino".

(Quem foi que inventou o Brasil? Olavo de Carvalho, Zero Hora, 11 de junho de 2006)

O jornalista Daniel Estulin, em seu livro A Verdadeira História do Clube Bilderberg referiu-se também às atividades do CFR-Council of Foreign Relations (Conselho de Relações Internacionais) americano, que possui diversas sucursais: o Royal Institute of International Affairs do Reino Unido, os Institute of International Affairs do Canadá, Austrália, África do Sul, Índia e Holanda, e os Institute of Pacific Relations da China, Rússia e Japão.

Segundo Estulin, o CFR tem sua sede em Nova York, na Harold Pratt House, uma mansão de quatro andares na esquina da Park Avenue com a rua 68, que foi doada pela viúva do senhor Pratt, herdeira da fortuna da Standart Oil Rockefeller. O CFR compõe-se aproximadamente de três mil membros da elite do Poder americano. Seu maior aporte financeiro é proveniente da Fundação Rockefeller, da Corporação Carnegie e da Fundação Ford.

Durante seus primeiros 50 anos de existência, o CFR praticamente não foi citado pelos meios de comunicação, embora entre os membros do CFR figurem os mais importantes executivos do The New York Times, do Washington Post, do Los Angeles Times, do Wall Street Journal, da NBC, da CBS, da ABC, da FOX, da Time, da Fortune, da Business Week, da US News World Report, e muitos outros. Dessa forma, o anonimato do CFR não é acidental. É deliberado.

No início da década de 60, 12 dos 20 membros do Conselho da Fundação Rockefeller, 10 dos 15 membros da Fundação Ford e 10 dos 14 membros da Fundação Carnegie para a Paz Internacional eram membros do CFR.

Para avaliar as dimensões do poder que manejam as organizações secretas mais importantes do mundo - o Clube Bilderberg, o CFR e a Comissão Trilateral - é suficiente recordar que elas controlam todos os candidatos à presidência dos EUA, de ambos os partidos, a maior parte dos senadores e congressistas, a maioria dos postos relevantes para a política do país, especialmente no campo de assuntos internacionais, a maior parte da imprensa, todos os membros da CIA, FBI e IRS (Departamento do Tesouro), e a maioria do restante das organizações governamentais de Washington. Quase todos os postos de trabalho da Casa Branca são ocupados por membros do CFR. Todos os diretores da CIA têm sido membros do CFR, com exceção de James R. Schlesinger, que ocupou brevemente o cargo em 1973. Esses dados provêm de um relatório de 1987, publicado pelo próprio CFR em sua página na Internet.

Obviamente as pessoas se perguntarão: como é possível que uma organização secreta tão poderosa, que em tese controla a política internacional dos EUA, publique abertamente seus relatórios? Mas o leitor deve estar consciente de que essa informação é a que eles querem que você conheça para reduzir a importância do assunto. As decisões realmente diabólicas evidentemente que não são publicadas.

Todos os que formam a equipe de Bush - Condolezza Rice, Dick Cheney, Richard Perle, Paulo Wolfowitz, Lewis Libby, Colin Powell e Robert Zoellick, são membros do CFR. O democrata John Kerry, candidato à presidência derrotado por Bush, é membro do CFR e do Clube Bilderberg. Embora mudem as administrações, sejam elas democratas ou republicanas, os postos são sempre ocupados por membros do CFR.

O presidente Bill Clinton, membro do CFR, do Clube Bilderberg e da Comissão Trilateral, empregou cerca de cem membros do CFR em sua administração. George Bush pai tinha 387 membros do CFR e da Comissão Trilateral em sua administração. Ronald Reagan, 313. Nixon, no início de sua administração, colocou 115 membros do CFR em posições-chave de sua equipe executiva. Dos 82 primeiros nomes que fizerem parte do gabinete do presidente Kennedy, 63 pertenciam ao CFR, segundo um relatório de 1 de setembro de 1961, de Arnold Beichman, para o Christian Science Monitor. Como se observa, o CFR tem sido uma autêntica agência de empregos para os governos democratas e republicanos. Os presidentes dos governos vão e vêm, mas o poder do CFR e seus objetivos permanecem.

O que o presidente do CFR, David Rockefeller, estará querendo conseguir com o "seu" CFR? Veremos que o círculo do poder do CFR não mudou desde a sua fundação em 1921 no Hotel Majestic, em Paris. No número comemorativo do 50º aniversário da Foreign Affairs, publicação trimestral oficial do CFR, Kingman Brewester Jr., embaixador americano no Reino Unido e reitor da Universidade de Yale, escreveu um artigo com o título "Reflexões sobre o nosso propósito nacional". E definiu qual é esse propósito: "Nosso propósito nacional deveria ser abolir a nacionalidade americana e, ao mesmo tempo, correr o risco convidando outros países para compartilhar sua nacionalidade conosco...".

Também na revista Foreign Affairs, em abril de 1974, Richard N. Gardner, ex-assistente da Secretaria de Estado, escreveu: "em breve a Casa da Ordem Mundial terá que se constituir de baixo para cima e não ao contrário (...) uma erosão da soberania nacional dará muito mais frutos do que o típico assalto à moda antiga". James Warburg, filho de Paul Warburg, fundador do CFR e membro da Equipe de Pensadores de Franklin Delano Roosevelt, declarou, diante do Comitê de Assuntos Internacionais do Senado, em 17 de fevereiro de 1950, que "teremos um Governo Mundial, querendo ou não, com o nosso consentimento ou sem ele".

No livro The Future of Federalism, Nelson Rockefeller proclamou: "Nenhuma nação pode defender hoje a sua liberdade ou satisfazer as necessidades e aspirações de seu próprio povo de dentro de suas fronteiras ou por meio apenas de seus próprios recursos (...) E, assim, a Nação-Estado, sozinha, ameaçada de tantas formas, nos parece tão anacrônica agora como as cidades-Estado gregas dos tempos antigos".

Desde antes de 1942 o CFR vem planificando a Nova Ordem Mundial. Um editorial, publicado na página dois do Baltimore News-Post de 7 de dezembro de 1941 (dia do ataque a Pearl-Harbour), mostra como os pensamentos do CFR eram insinuados nas mentes das multidões antes que, explicitamente, se falasse dos temas que se desejava abordar.

Quincy Wright, professor de Direito Internacional (!) da Universidade de Chicago, fez a mais clara e precoce declaração sobre a Nova Ordem Mundial quando em 1941 a descreveu, deixando claro que a soberania nacional e a independência das nações seriam limitadas por um Governo Mundial. Em 25 de outubro de 1998, Terry Boardman, em um discurso sobre a Nova Ordem Mundial na Rudolf Steiner House de Londres, explicou a um auditório de 1.500 pessoas que Quincy Wright referia-se, em seu tempo, aos três sistemas continentais: os "Estados Unidos da Europa", o Sistema Asiático e a União Pan-Americana. Wright também predisse que cada sistema continental teria uma força militar comum e que os exércitos nacionais seriam drasticamente reduzidos ou diretamente proibidos!

Com o advento de um Governo Mundial, um Exército Mundial, uma Religião Universal e uma Moeda Única, por que desejaria a família Rockefeller submeter uma soberania, um poder governativo e uma riqueza americana, que já controla, em benefício de um Governo Mundial? Esse Governo Mundial não ameaçaria seu poder financeiro? A não ser, naturalmente, que os Rockefeller, o Clube Bilderberg e o CFR esperem controlar também o Governo Mundial! Seria o objetivo final do Governo Mundial criar um único Mercado Global, controlado por um Governo Mundial que controlaria também, por sua vez, os tribunais, as escolas, os hábitos de leitura e os pensamentos das pessoas, vigiado por um Exército Mundial, regulado financeiramente por um Banco Mundial através de uma única moeda global e povoado por uma população conectada a um Computador Global por meio de microchips? A liberdade não é gratuita. Custa tempo, dinheiro e esforço. A escravidão, sim, é.

É importante entender que as conferências e encontros do CFR, do Conselho das Américas, do RIIA-Royal Institute of International Affairs - atual Chatham House, do Instituto de Relações Pacíficas, da Comissão Trilateral e, mais recentemente, da Fundação Gorbachev, da Fundação Bill Gates e - acrescenta o autor deste artigo - do Foro de São Paulo, não são os lugares onde se tomam as decisões mais importantes ou se definem as novas estratégias. Esses encontros sociais apenas capitalizam o trabalho dos grupos de trabalho e estudo. Em dezembro de 2005, em uma reunião realizada em Montevidéu, o Foro de São Paulo "decidiu" que na Cúpula do Mercosul, que seria realizada no ano seguinte, em 20/21 de julho de 2006, a Venezuela deveria ser incorporada ao Mercosul como membro pleno, como de fato ocorreu![*]

Quando o assessor do presidente Roosevelt, o espião soviético Alger Hiss, que em 1945 participou da Conferência de Yalta, onde trabalhou na negociação do que viria a ser a ONU e ocupou temporariamente o cargo de Secretário-Geral dessa organização e de presidente da Fundação Carnegie para a Paz Internacional, uma entidade que tem estado presente em todos os encontros do Bilderberg, em novembro de 1954, depois de cumprir 44 meses de cadeia por suas atividades de espionagem, montou, com seus ex-companheiros do Departamento de Estado dos EUA, o Departamento de Assuntos de Segurança e Política da ONU.

Durante os últimos 45 anos, uma intensa propaganda em favor da ONU convenceu muitas pessoas de que as palavras "Paz" e "Nações Unidas" são intercambiáveis. O paradoxal, no entanto, é que entre essas leis e regulamentos encontra-se a norma de que o chefe desse Departamento de Assuntos de Segurança e Política da ONU será sempre um cidadão soviético, militar ou pessoa designada pelos russos. E assim tem sido. Desde 24 de outubro de 1946, quando foi escolhido Arkady Sobolev, em um levantamento realizado até 1997, 14 comunistas - todos cidadãos soviéticos, com exceção de Kieran Prendergast, membro do Clube Bilderberg - presidiram esse posto vital na ONU.

Isso, todavia, ainda não é tudo! Segundo um relatório da Environmental Conservation Organization de janeiro-fevereiro de 1996, "a Comissão sobre o Governo Global crê que os eventos mundiais, desde a criação da ONU em 1945, juntamente com os avanços tecnológicos, a revolução da era da informação e a nova consciência ambiental global, criarão um clima em que as pessoas de todo o mundo reconhecerão a necessidade e os benefícios de um Governo Global. Esse Governo Global segue um procedimento concreto e tem objetivos para os quais emprega toda uma variedade de métodos, nenhum dos quais oferece ao governado a oportunidade de votar 'sim' ou 'não' ao que se decide. As decisões são tomadas pelos corpos administrativos ou os corpos de delegados 'designados' ou as organizações civis secretas 'credenciadas' e, de fato, já estão sendo aplicadas muitas das recomendações publicadas pela Comissão".

O Governo Global baseia-se na crença de que o mundo está preparado para aceitar "uma ética civil global" baseada em um conjunto de valores fundamentais que podem unir as pessoas de todas as procedências culturais, políticas, religiosas e filosóficas.

E quem vai pagar tudo isso? Claro que é você. Nada é de graça nessa bela nova comunidade, à exceção de muitas novas responsabilidades impostas à força, em troca de um escasso punhado de direitos que, de fato, já desfrutávamos antes que o Governo Mundial os arrebatasse. Nesse sentido, será imposto um "consenso" sobre os impostos globais necessários para satisfazer as necessidades de funcionamento do Governo Global.


Fonte: A Verdadeira História do Clube Bilderberg, Daniel Estulin, editora Planeta, 2005

[*] Nesse sentido o artigo "O Mercosul e o Foro de São Paulo", é altamente didático.




Carlos I. S. Azambuja é historiador.

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