Minority Report é
real: O FBI quer usar as redes sociais para evitar crimes futuros
Por Andrew Couts
O FBI está
investigando a criação de um novo aplicativo que permitiria a eles
não somente monitorar ameaças em andamento, mas também predizer
potenciais ataques terroristas e outros crimes antes mesmo de
ocorrerem. Aqui está tudo o que você precisa saber, e porque você
deveria ficar preocupado.
O Escritório Federal
de Investigação (FBI) está investigando a criação de um
aplicativo que poderia permitir melhor garimpar conteúdo de mídia
social, em uma tentativa de mais acuradamente identificar, investigar
e lutar contra "ameaças emergentes" em tempo real. O
aplicativo poderá também ser usado para prever ameaças virtuais
antes mesmo de acontecerem.
De acordo com um
requerimento de informação (RFI, em inglês) postado no website
Federal de Oportunidades de Negócios, o FBI diz que espera
"determinar a capacidade da indústria de proporcionar uma
aplicação de solução de alerta Open Source de mapeamento e
análise de Mídia Social." Essa ferramenta permitiria ao FBI
"verificar, identificar e geo localizar eventos de última hora,
incidentes e ameaças emergentes rapidamente" usando
informações "disponíveis publicamente" postadas em redes
sociais, como Facebook e Twitter, bem como novas publicações
nacionais e locais.
Big Brother 2.0
É claro, monitorar
mídia social não é nenhuma novidade para a comunidade de aplicação
da lei. No momento, contudo, é simplesmente muito ineficaz e
ineficiente para as necessidades do FBI.
"Mídia social é
uma valiosa fonte de informação para analistas de inteligência do
[Centro de Operações e Informações Estratégicas do FBI (SIOC, em
inglês)] no monitoramento rotineiro de eventos," diz o RFI. "
Analistas têm considerado questões de inteligência que eles
monitoram como assunto de curso diário ao redor do globo. É também
produtivo em seus esforços para proporcionar informação inicial
sobre eventos comuns de significado para aplicadores da lei. A mídia
social tem se tornado uma fonte primária de inteligência porque ela
tem se tornado a primeira resposta principal para eventos chaves e
alerta primordial para possíveis desenvolvimento de situações".
O aplicativo que o FBI
espera construir simplesmente faria este processo mais fácil e mais
eficiente.
Aqui está como o FBI
prevê o aplicativo funcionando: As informações reunidas de fontes
de notícias e mídia social seriam superpostas sobre um mapa
digital, marcando a localização dos "eventos em tempo real",
junto com outros dados contextuais relevantes, informações
adicionais, incluindo dados domésticos de terrorismo dos Estados
Unidos, dados do terrorismo ao redor do mundo, a localização de
todas as embaixadas americanas, consulados e instalações militares,
previsões e condições do clima e vídeos de informação do
tráfico também seriam superpostos nesse mapa.
Um sistema robusto de
busca também seria incorporado ao aplicativo, o qual permitiria a
capacidade de "instantaneamente buscar e monitorar palavras
chaves e sequências de tweets 'disponíveis publicamente' através
do site do Twitter e qualquer outro site/fórum de rede social,"
de acordo com o RFI. O FBI quer que a função de busca permita
buscas por palavras chaves simultâneas "que possam procurar por
10 ou 20 incidentes/ameaças separadas ao mesmo tempo dentro da mesma
"janela". A capacidade de monitorar outros dados de mídia
social em no mínimo 12 línguas diferentes, e "traduzir
imediatamente" estas postagens para inglês, está também
esboçado como uma característica do aplicativo.
O futuro é agora
Tudo isso parece
bastante ousado. De fato, estamos surpresos de o FBI não ter ainda
tal aplicativo a sua disposição, desde que todas as características
que ele delineia estão bem dentro das capacidades de uma equipe de
desenvolvimento de software habilidosa. Sem mencionar o fato de que
muito do que o FBI espera usar já existe em diferentes partes.
Websites como OpenStatusSearch.com, YourOpenBook.org, TweetScan.com e
Tweepz.com tornam possível procurar facilmente por palavras chaves
sendo postadas publicamente no Twitter e Facebook. Tudo o que o
aplicativo sonhado pelo pelo FBI faria combina estas características
em um único produto, e os expande com dados adicionais do governo e
de aplicação da lei e ferramentas de mapeamento.
Contudo, o FBI não
quer apenas saber sobre o que está acontecendo agora; também quer
prever eventos que estão para acontecer - prever o futuro. Se isso
lhe parece de modo suspeito com o filme Minority Report, você não
está só.
"A mídia social
será crítica para atingir os objetivos de inteligência declarados
acima, porque ela proporciona acesso exclusivo a informações a
respeito de eventos especiais [isto é, convenções políticas,
feriados nacionais ou eventos esportivos] antes de sua ocorrência,"
lê-se no RFI.
Ainda que a capacidade
de procurar tweets e atualizações, usar mídias sociais para prever
o futuro não é novidade, em março de 2011, o jornal de ciência da
computação mostrou que tweets poderiam ser usados para prever
flutuações futuras do índice médio industrial Dow Jones com uma
precisão de 86.7 por cento. E neste mês a Corporação Rand
analisou tweets de 2009 que usavam a hashtag #IranElection e
descobriram que um aumento em palavrões nos tweets poderia ser usado
para prever onde e quando protestos e outras formas de
descontentamento público ocorreriam.
Usar tecnologia
preditiva não está limitada a acadêmicos, governos ou corporações
apenas. O website RecordTheFuture.com permite que qualquer um com uma
conta acesse coleções de informações sobre potenciais eventos
futuros, incluindo lançamento de produtos, flutuações de ações e
até planos futuros de férias de particulares.
Todo mundo é um alvo?
Em outras palavras, os
mundos de Aldous Huxley e George Orwell já chegaram. O FBI
simplesmente quer criar um aplicativo padrão que combine a
tecnologia já disponível e racionalizá-la, em uma tentativa de
fazer melhor o trabalho deles. Está tudo bem se isso for usado para
parar os caras verdadeiramente maus, como terroristas que querem
explodir um estádio de futebol. O problema é, quem eles consideram
"caras maus" hoje em dia? Hackers como o Anonymous?
Apoiadores do Wikileaks? Manifestantes do Occupy Wall Street?
Qualquer um?
Os mais cautelosos (e
possivelmente mais sábios) entre nós diriam tudo o que está acima.
E é cada vez mais difícil de refutar as advertências deles. No
final do último ano o presidente Barack Obama assinou a mais recente
iteração da Lei de Autorização da Defesa Nacional (NDAA, em
inglês), uma lei que foi levada para renovação anual. O problema
com a versão desse ano, dizem os críticos, é que ela inclui
provisões que permitiriam aos militares dos Estados Unidos deter
qualquer pessoa - inclusive cidadãos americanos - em qualquer lugar
do mundo, sem julgamento ou o devido processo, se eles forem
suspeitos de atividades terroristas. Além do mais, a NDAA
proporciona uma definição tão ambígua de "atividade
terrorista" que grupos como o Occupy Wall Street ou o Anonymous
poderiam cair sob esta perigosa categoria.
Tem de ser salientado
que o presidente Obama incluiu uma declaração de assinatura com a
NDAA que garantia que sua administração não usaria a lei para
deter indefinidamente cidadãos americanos.
É desnecessário dizer
que isso fez pouco para acabar com a indignação do público que tem
conhecimento.
Então o que fazer de
tudo isso? Muito obviamente, é agora dolorosamente claro que tudo
que postamos online está sendo observado. E se o FBI conseguir seu
novo aplicativo - o que parece para nós uma inevitabilidade - o olho
com o qual ele vê nossos tweets e atualizações terá visão
biônica, e até a capacidade de espreitar o futuro. O que é menos
óbvio é como o objetivo do governo de proteger o bem público será
abusado para atropelar a legítima liberdade de expressão e o
descontentamento público legal.
Em resumo: O Big
Brother é real. Ele está observando. Então seja cuidadoso sobre o
que diz online hoje em dia - isso poderá ser usado contra você
amanhã.
Desde
o fim da Guerra Fria, progressistas transnacionais têm estabelecido
leis internacionais - leis supranacionais, realmente - que nenhum
eleitor pode rejeitar ou mesmo alterar.
Os
ataques de 11 de Setembro acordaram alguns americanos -- não todos
-- para a ameaça representada pelas interpretações totalitárias
do Islã. John Fonte, acadêmico do Hudson Institute, há
muito tem se preocupado com outra ideologia que provavelmente não é
menos perigosa para os povos livres.
Ela
tem nomes que soam ora vagamente utópicos, como “governança
global”, ora idiotas demais para gerar preocupação, como
“progressismo transnacional”. Mas em seu novo livro, “Sovereignty
or Submission”,
Fonte explica como essa ideologia, que é amplamente aceita na Europa
e, cada vez mais, dentre as elites dos Estados Unidos, está
sub-repticiamente minando a democracia liberal, o autogoverno, o
constitucionalismo, a liberdade individual, e até mesmo o
internacionalismo tradicional - as relações entre Estados-nação
soberanos. Trocando em miúdos, enquanto os jihadistas clamam por
“Morte ao Ocidente!” os progressistas transnacionais estão
silenciosamente promovendo o suicídio civilizacional.
Isso
pode não ser o que eles pretendem. Em teoria, eles estão apenas
reconhecendo a “interdependência global” e argumentam que
“problemas globais requerem soluções globais”. Na prática,
todavia, seu projeto é o de transferir o poder político e econômico
das mãos dos cidadãos dos Estados-nação, e seus representantes
eleitos, para a ONU, burocratas não-eleitos, juízes, advogados e
ONGs. Essas pessoas e instituições irão deter não apenas
autoridade transnacional (poder “além” das nações), mas também
“autoridade supranacional” (poder “sobre” as nações).
Transnacionais
não são tanto antidemocráticas, mas pós-democráticas. Eles
acreditam que, no século 21, a democracia deveria ser atualizada
para incluir a defesa de “princípios universais de direitos
humanos” que, é claro, eles irão enumerar e definir. Eles não
falam em abdicar, mas de “compartilhar” a soberania
“coletivamente”. O resultado, afirmam, será uma nova era de
“autoridade global” que produzirá “justiça global” sob um
“Estado de Direito global”.
De
fato, desde o fim da Guerra Fria, progressistas transnacionais têm
estabelecido leis internacionais - leis supranacionais, realmente -
que nenhum eleitor pode rejeitar ou mesmo alterar. Uma maneira de
realizar isso é elaborar um tratado e exercer pressão internacional
para fazer com que o presidente dos Estados Unidos o assine e o
Senado americano o ratifique. Então, juízes -- que, freqüentemente,
vêm de países não-democráticos -- em cortes transnacionais
interpretam o tratado para fazê-lo parecer o que quer que eles
queiram. Não há cortes de apelação.
E se
os Estados Unidos rejeitam o tratado ou concordam com ele apenas em
parte ao emitir “ressalvas”, os transnacionais declaram que os
Estados Unidos estão submetidos de qualquer maneira - sob algo que
chamam de “lei internacional costumeira” e à qual, insistem, até
mesmo a Constituição Americana está “subordinada”.
É
sobre essa base que é construído o argumento de que os Estados
Unidos estão violando a Convenção de Genebra ao se negar a
classificar terroristas da Al-Qaeda como prisioneiros de guerra -- a
despeito do fato de que os Estados Unidos nunca concordou em conceder
status tão honorável a combatentes foras-da-lei.
Curiosa
e ameaçadoramente, transnacionais têm trabalhado de mãos dadas com
islamitas para atingir objetivos como a proibição global da
“islamofobia” -- o que representaria um cerceamento histórico da
liberdade de expressão.
John
Fonte dedica um capítulo inteiro a Israel, um assunto no qual os
islamitas e os transnacionais também possuem opinião compartilhada.
Israel, ele escreve, tornou-se “o alvo principal de progressistas
transnacionais que procuram expandir a autoridade global na
determinação de leis de guerra. Se precedentes da lei internacional
pudessem ser estabelecidos contra as políticas de segurança
israelenses, esses precedentes poderiam ser usados mais tarde para
subordinar as políticas de defesa dos Estados Unidos à lei global
definida pelos transnacionalistas.”
Facções
desse movimento, incluindo grandes fundações como a Fundação
Ford, ONGs importantes como a Human Rights Watch, e setores da
União Européia, são “cúmplices na campanha global islamita para
deslegitimar Israel como um Estado de apartheid através da
estratégia de ‘boicotes, desinvestimento e sanções’.” Fonte
observa que Israel “é a mais vulnerável das democracias
independentes do mundo, alvo constante dos defensores da governança
global como um substituto para os Estados Unidos ou o Estado
democrático independente em geral.”
O
sonho dos progressistas transnacionais, John Fonte conclui, é que os
americanos aceitem “o admirável mundo novo da governança global”,
concordem voluntariamente em “compartilhar” sua soberania com os
outros, e demonstrar “liderança” ao submeter-se a um “regime
legal supranacional global. Com efeito, a larva americana é
transformada em uma borboleta global.”
Algum
dos candidatos à presidência em 2012 compreende isso? Algum deles
possui as habilidades necessárias para fazer disso uma pauta –
perguntar aos eleitores se eles querem preservar o que Alexis de
Tocqueville chamou, admirado, da distinta “soberania do povo” da
América, ou se eles preferem compartilhar sua soberania com outros
ao redor do mundo, incluindo ditadores e islamitas?
Minha
opinião é que a maioria dos americanos -- não todos -- não querem
se submeter, não querem que o século 21 seja uma era
pós-democrática e pós-americana. Mas com o ano de eleição se
aproximando, agora seria uma excelente hora para começar o debate e
descobrir.
Cover of Public OpinionAs Teorias do Controle Mental e as Técnicas Utilizadas Pela Mídia de Massa
Fonte: The Vigilant Citizen.
A mídia de massa é o instrumento mais poderoso usado pela classe governante para manipular as massas. Ela forma e molda as opiniões e atitudes, e define o que é normal e aceitável. Este artigo examina o funcionamento da mídia de massa por meio das teorias de seus principais pensadores, sua estrutura de poder e as técnicas que ela usa, de modo a compreender seu verdadeiro papel na sociedade.
A maior parte dos artigos no meu site discute o simbolismo ocultista encontrados nos objetos da cultura popular. A partir da leitura desses artigos, surgem questões legítimas relacionadas com o propósito desses símbolos e as motivações daqueles que os colocam ali, porém é impossível para mim fornecer respostas satisfatórias a essas questões sem mencionar muitos outros conceitos e fatos. Portanto, decidi escrever este artigo para fornecer o pano de fundo teórico e metodológico das análises apresentadas no site, bem como apresentar os principais estudiosos do campo das comunicações na mídia de massa. Algumas pessoas leem meus artigos e pensam que estou dizendo: "Lady Gaga quer controlar nossas mentes". A questão não é esta. Lady Gaga é simplesmente uma pequena parte de um sistema enorme, que é a mídia de massa.
Programação Por Meio da Mídia de Massa
Mídia de massa são formas de mídia que têm o objetivo de alcançar a maior audiência possível. Ela inclui a televisão, cinema, rádio, jornais, revistas, livros, gravações musicais, jogos de computador e a Internet. Muitos estudos foram realizados no século passado para medir os efeitos da mídia de massa na população de modo a descobrir as melhores técnicas para influenciá-la. A partir desses estudos surgiu a ciência das Comunicações, que é usada no marketing, nas relações públicas e na política. A comunicação em massa é uma ferramenta necessária para garantir a funcionalidade de uma grande democracia; ela também é uma ferramenta necessária em uma ditadura. Tudo depende como ela é usada.
No prefácio da edição de 1958 de seu livro Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley pinta um retrato bastante sombrio da sociedade. Ele acredita que ela é controlada por uma "força impessoal", uma elite governante que manipula a população usando vários métodos:
"Forças impessoais sobre as quais não temos praticamente controle algum parecem estar nos empurrando na direção do pesadelo do Admirável Mundo Novo; e essa pressão impessoal está sendo conscientemente acelerada por representantes das organizações empresariais e políticas que desenvolveram diversas técnicas novas para manipular, de acordo com o interesse de alguma minoria, os pensamentos e emoções das massas." [Aldous Huxley, prefácio de Admirável Mundo Novo].
Esse cenário sombrio antecipado por Huxley não é uma simples hipótese ou uma ilusão paranoica. Ele é um fato documentado, apresentado nos estudos mais importantes do mundo sobre a mídia de massa. Aqui estão alguns deles:
Walter Lippmann, um intelectual norte-americano, autor e por duas vezes ganhador do Prêmio Pulitzer, apresentou uma das primeiras obras sobre o uso da mídia de massa. Em Public Opinion (1922), ele comparou as massas a uma "grande besta" e a um "rebanho confuso" que precisava ser guiado por uma classe governante. Ele descreveu a elite governante como sendo "uma classe especializada, cujos interesses se estendem além da localidade". Essa classe é composta por mestres, especialistas e burocratas. De acordo com Lippmann, os mestres, que frequentemente são referenciados como "elites", devem ser máquinas do conhecimento, que contornam o defeito principal da democracia, o ideal impossível do "cidadão competente para julgar e lidar com todas as coisas". O "rebanho confuso", desordeiro e insatisfeito, tem sua função de ser "os espectadores interessados da ação", isto é, não os participantes. A participação é o dever do "homem responsável", que não é o cidadão comum.
A mídia de massa e a propaganda são, portanto, ferramentas que precisam ser usadas pela elite para governar o público sem o uso da coerção física. Um conceito importante apresentado por Lippmann é a "fabricação do consentimento", que é, em resumo, a manipulação da opinião pública a aceitar os planos da elite. É a opinião de Lippmann que o público não está qualificado para refletir e tomar decisões sobre as questões importantes. Portanto, é necessário que a elite decida "para seu próprio bem" e então venda essas decisões para as massas.
"Que a fabricação do consentimento é capaz de grandes refinamentos, acho que ninguém nega. O processo pelo qual as opiniões do público surgem certamente não é menos intricado do que já foi mostrado nestas páginas, e as oportunidades para a manipulação aberta são bastante claras para qualquer um que compreenda o processo... como um resultado da pesquisa psicológica, acoplada com os meios modernos de comunicação, a prática da democracia mudou de rumo. Uma revolução está ocorrendo, infinitamente mais significativa que qualquer mudança de poder econômico... Sob o impacto da propaganda, não necessariamente no significado sinistro da palavra sozinha, as antigas constantes do nosso pensamento se tornaram variáveis. Por exemplo, não é mais possível acreditar no dogma original da democracia; que o conhecimento necessário para o gerenciamento dos assuntos humanos apareça espontaneamente a partir do coração humano. Onde atuamos com base nessa teoria nos expomos ao autoengano e às formas de persuasão que não podemos verificar. Já foi demonstrado que não podemos confiar na intuição, na consciência ou nos acidentes da opinião casual se quisermos lidar com o mundo que está além do nosso alcance."
[Walter Lippmann, Public Opinion; tradução nossa.].
Pode ser interessante observar que Lippmann foi um dos fundadores do Conselho das Relações Internacionais, o CFR (Council on Foreign Relations), o centro de estudos e debates de política externa mais influente do mundo. Esse fato deve lhe dar uma pequena indicação do estado mental da elite com relação ao uso da mídia.
"O poder político e econômico nos EUA está concentrado nas mãos de uma 'elite governante' que controla a maior parte das grandes empresas multinacionais sediadas no país, a grande mídia de comunicações, as fundações isentas de impostos mais influentes, as grandes universidades privadas e a maior parte das empresas concessionárias de serviços públicos. Fundado em 1921, o Conselho das Relações Internacionais é um elo fundamental entre as grandes corporações e o governo federal. Ele tem sido chamado de "escola para a formação de homens de Estado", e chega perto de ser um órgão daquilo que C. Wright Mills chamou de Elite do Poder — um grupo de homens, similares em interesses e em seu modo de ser, que moldam os eventos a partir de posições inexpugnáveis que estão por trás dos bastidores. A criação da Organização das Nações Unidas foi um projeto do CRF, bem como a criação do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial." [Steve Jacobson, Mind Control in the United States; tradução nossa.].
Alguns membros atuais do CFR incluem David Rockefeller, Dick Cheney, Barack Obama, Hilary Clinton, o pastor de megaigreja Rick Warren e os presidentes dos conselhos administrativos de grandes corporações, como CBS, Nike, Coca-Cola e Visa.
Carl Jung foi o fundador da Psicologia Analítica (também chamada de Psicologia Jungiana), que enfatiza a compreensão da psiquê por meio da exploração dos sonhos, da arte, da mitologia, da religião, dos símbolos e da filosofia. O terapeuta suíço está na origem de muitos conceitos psicológicos usados hoje em dia, como os Arquétipos, os Complexos, a Persona, o Introvertido/Extrovertido e a Sincronicidade. Ele foi grandemente influenciado pela base ocultista de sua família. Carl Gustav, seu avô, foi um ávido maçom (era Grande Mestre) e o próprio Jung descobriu que alguns de seus antepassados tinham sido rosa-cruzes. Isso pode explicar seu grande interesse por filosofia oriental e ocidental, alquimia, astrologia e simbolismo. Um de seus conceitos mais importantes (e malcompreendidos) é o do Inconsciente Coletivo:
"Minha tese, então, é como segue: além de nossa consciência imediata, que é de uma natureza inteiramente pessoal e que acreditamos ser a única psiquê empírica (mesmo se conectada à inconsciência pessoal como um apêndice), existe um segundo sistema psíquico de uma natureza impessoal, universal e coletiva que é idêntica em todos os indivíduos. Esse inconsciente coletivo não se desenvolve individualmente, mas é herdado. Ele consiste de formas pré-existentes, os arquétipos, que somente podem se tornar conscientes secundariamente e que dão forma definitiva a certos conteúdos psíquicos." [Carl Jung, The Concept of the Collective Unconscious; tradução nossa.].
O inconsciente coletivo se expressa por meio de símbolos similares e figuras mitológicas em diferentes civilizações. Os símbolos arquétipos parecem estar incorporados em nosso subconsciente coletivo e, quando expostos a eles, demonstramos atração e fascinação naturais. Portanto, os símbolos ocultistas podem exercer um grande impacto nas pessoas, mesmo se muitos indivíduos nunca tenham recebido pessoalmente uma iniciação sobre o significado esotérico do símbolo. Alguns pensadores da mídia de massa, como Edward D. Bernays, encontraram nesse conceito um grande modo de manipular o inconsciente coletivo e pessoal do público.
Edward Bernays
Edward Bernays é considerado o "Pai das Relações Públicas" e usou conceitos descobertos por seu tio Sigmund Freud para manipular o público usando o subconsciente. Ele compartilhava a visão de Walter Lippmann sobre a população geral, considerando-a irracional e sujeita ao "instinto de manada". Em sua opinião, as massas necessitavam ser manipuladas por um governo invisível para garantir a sobrevivência da democracia.
"A manipulação consciente e inteligente dos hábitos organizados e das opiniões das massas é um elemento importante na sociedade democrática. Aqueles que manipulam esse mecanismo oculto da sociedade constituem um governo invisível que é o verdadeiro poder governante em nosso país."
"Somos governados, nossas mentes são moldadas, nossos gostos são formados e nossas ideias são sugeridas, em grande parte, por homens sobre os quais nunca ouvimos falar. Este é um resultado lógico do modo como nossa sociedade democrática está organizada.
Vastos números de seres humanos precisam cooperar dessa maneira para que possamos viver juntos como uma sociedade perfeitamente funcional."
"Nossos governadores invisíveis, em muitos casos, não sabem a identidade dos outros membros no gabinete mais interno." [Edward Bernays, Propaganda].
As campanhas inovadoras de marketing de Bernays mudaram profundamente o funcionamento da sociedade americana. Ele basicamente criou o "consumismo", criando uma cultura em que as pessoas compram para obter prazer, em vez de comprar para sobreviver. Por esta razão, ele foi considerado pela Revista Life como um dos cem americanos mais influentes no século 20.
Harold Lasswell
De 1939 a 1940, a Universidade de Chicago realizou uma série de seminários secretos sobre comunicações. Esses centros de debates foram financiados pela Fundação Rockefeller e envolveram os pesquisadores mais proeminentes nos campos das comunicações e dos estudos sociológicos. Um desses acadêmicos era Harold Lasswell, um cientista político norte-americano e um dos principais teóricos das comunicações, especializado em Análise da Propaganda. Ele também era da opinião que uma democracia, um governo governado pelo povo, não poderia se suster sem uma elite especializada que formasse e moldasse a opinião pública por meio da propaganda.
Em sua Encyclopaedia of the Social Sciences, Lasswell explicou que, quando as elites não têm a força requerida para impor a obediência, os gerentes sociais se voltam para "uma técnica totalmente nova de controle, em grande parte por meio da propaganda". Ele acrescentou a justificativa social: precisamos reconhecer a "ignorância e estupidez das... massas e não sucumbir aos dogmatismos democráticos sobre os homens serem os melhores juízes de seus próprios interesses.".
Lasswell estudou minuciosamente o campo da análise de conteúdo de modo a compreender a eficácia de diferentes tipos de propaganda. Em seu ensaio Contents of Communication, ele explicou que, de modo a compreender o significado de uma mensagem (por exemplo, um filme, um discurso, um livro, etc.), deve-se levar em conta a frequência com que certos símbolos aparecem na mensagem, a direção em que os símbolos tentam persuadir a opinião dos ouvintes, e a intensidade dos símbolos usados.
Lasswell ficou famoso por seu modelo de análise da mídia baseado em:
Quem (diz) O Que (para) Quem (em) Que Canal (com) Que Efeito
Por meio deste modelo, Lasswell indica que de modo a analisar corretamente um produto da mídia, é necessário olhar para quem produziu o produto (as pessoas que encomendaram a criação), para quem ele foi dirigido (o público-alvo) e quais eram os efeitos desejados para esse produto (informar, convencer, vender, etc.) na audiência.
Usando um vídeo da cantora Rihanna como um exemplo, a análise seria como segue: QUEM PRODUZIU: Vivendi Universal; O QUE: a artista pop Rihanna; PARA QUEM: consumidores na faixa etária dos 9-25 anos; QUE CANAL: vídeo de músicas; e QUAL EFEITO: vender a artista, suas canções, sua imagem e sua mensagem.
As análises dos videoclipes e filmes no site The Vigilant Citizen colocam uma grande importância em "Quem está por trás" da mensagem comunicada ao público. O termo "Illuminati" é frequentemente usado para descrever esse pequeno grupo de elite que ocultamente governa as massas. Embora o termo soe quase caricatural e conspiracional, ele descreve corretamente as afinidades da elite com as sociedades secretas e o conhecimento ocultista. Entretanto, pessoalmente, não gosto de usar o termo "teoria conspiratória" para descrever aquilo que está acontecendo na mídia de massa. Se todos os fatos referentes à natureza elitista da indústria estão prontamente disponíveis ao público, podem eles ainda ser considerados "teoria conspiratória"?
Antigamente, havia uma diversidade de pontos de vista, ideais e opiniões na cultura popular. Entretanto, a consolidação das grandes empresas de mídia produziu uma padronização da indústria cultural.
Alguma vez você já se perguntou por que todas as músicas recentes parecem iguais e por que todos os filmes recentes também são tão parecidos? O que vem a seguir é parte da resposta.
Propriedade da Mídia
Como mostrado no gráfico acima, o número de corporações que são proprietárias da maior parte dos veículos de mídia nos EUA caiu de 50 para 5 em menos de vinte anos. Aqui estão as principais corporações, de atuação global, e os ativos que elas possuem.
"A relação das propriedades controladas pela AOL Time Warner requer dez páginas impressas para listar as 292 companhias separadas e subsidiárias. Dessas, 22 são participações conjuntas com outras grandes corporações envolvidas em graus variados com as operações da mídia. Esses parceiros incluem 3Com, eBay, Hewlett-Packard, Citigroup, Ticketmaster, American Express, Homestore, Sony, Viva, Bertelsmann, Polygram e Amazon.com.
Algumas das propriedades mais conhecidas e que pertencem totalmente à Time Warner incluem Book-of-the-Month Club; Little, Brown Publishers; HBO, com seus sete canais de televisão a cabo; CNN; sete canais especializados e em outros idiomas; Road Runner; Warner Brothers Studios; Weight Watchers (Vigilantes do Peso); Popular Science; e 52 diferentes selos de gravação." [Ben Bagdikan, The New Media Monopoly].
A AOL Time Warner é dona de:
• 64 revistas, incluindo Time, Life, People, Revista MAD e DC Comics
• Warner Bros, New Line e Fine Line Features no cinema
• Mais de 40 selos musicais, incluindo Warner Bros, Atlantic e Elektra
• Muitas redes de televisão, como WB Networks, HBO, Cinemax, TNT, Cartoon Network e CNN
• Artistas exclusivos: Madonna, Sean Paul, The White Stripes.
A Viacom tem as seguintes propriedades:
• CBS, MTV, MTV2, UPN, VH1, Showtime, Nickelodeon, Comedy Central, TNN, CMT e BET
• Paramount Pictures, Nickelodeon Movies, MTV Films
• Blockbuster Videos
• 1800 salas de cinema por meio da Famous Players.
A propriedade de uma equipe de hockey chamada The Mighty Dukes of Anaheim não começa a descrever a vastidão do império da Disney. Hollywood ainda é seu centro simbólico, com oito estúdios de produção de filmes e distribuidoras: Walt Disney Pictures, Touchstone Pictures, Miramax, Buena Vista Home Video, Buena Vista Home Entertainment, Buena Vista International, Hollywood Pictures, e Caravan Pictures.
A Companhia Walt Disney controla oito editoras sob a Walt Disney Company Book Publishing e a ABC Publishing Group; dezessete revistas; a Rede ABC de Televisão, com dez emissoras próprias, incluindo nos cinco principais mercados; trinta estações de rádio, incluindo todos os principais mercados, onze canais de televisão a cabo, incluindo Disney, ESPN (participação conjunta), A&E, e o History Channel; treze canais internacionais, indo da Austrália ao Brasil; sete unidades esportivas e de produção em todo o mundo; e dezessete sites na Internet, incluindo o grupo ABC, ESPN.sportszone, NFL.com, NBAZ.com, e NASCAR.com. Seus cinco grupos musicais incluem os selos Buena Vista, Lyric Street, e Walt Disney, e produções de teatro que surgiram a partir de filmes como O Rei Leão, A Bela e a Fera, e Rei Davi." [Ibidem].
A Companhia Walt Disney é proprietária de:
• Rede ABC de Televisão, Disney Channel, ESPN, A&E, History Channel
• Walt Disney Pictures, Touchstone Pictures, Hollywood Pictures, Miramax Film Corp., Dimension e Buena Vista International
• Artistas exclusivos: Miley Cyrus, Hannah Montana, Selena Gomez, Jonas Brothers.
A Vivendi Universal é proprietária dos seguintes ativos:
• 27% das vendas de música nos EUA, os selos incluem: Interscope, Geffen, A&M, Island, Def Jam, MCA, Mercury, Motown e Universal
• Universal Studios, Studio Canal, Polygram Films, Canal +
• Diversas empresas de Internet e empresas de telefonia celular
• Artistas exclusivos: Lady Gaga, The Black Eyed Peas, Lil Wayne, Rihanna, Mariah Carey, Jay-Z.
A Sony é proprietária de:
• Columbia Pictures, Screen Gems, Sony Pictures Classics
• 15% das vendas de música nos EUA; os selos incluem Columbia, Epic, Sony, Arista, Jive e RCA Records
• Artistas exclusivos: Beyonce, Shakira, Michael Jackson,
Alicia Keys, Christina Aguilera.
Um número limitado de atores na indústria cultural significa uma quantidade limitada de pontos de vistas e de ideias chegando ao público. Também significa que uma única mensagem pode facilmente saturar todas as formas de mídia para gerar consenso (por exemplo: existem armas de destruição maciça no Iraque).
A Padronização do Pensamento Humano
A fusão das empresas de mídia nas últimas décadas gerou uma pequena oligarquia de conglomerados de mídia. Nos EUA, o programa de TV que acompanhamos, a música que ouvimos, os filmes que assistimos e o jornais que lemos são todos produzidos por CINCO corporações. Os proprietários desses conglomerados têm vínculos com a elite mundial e, de muitas formas, SÃO a elite. Possuindo todos os veículos possíveis, tendo o potencial de chegar até as massas, esses conglomerados têm o poder de criar nas mentes das pessoas uma cosmovisão única e coesiva, engendrando uma "padronização do pensamento humano". Até mesmo os movimentos ou estilos que são considerados marginais são, na verdade, extensões do pensamento da corrente dominante. As mídias de massa produzem seus próprios rebeldes que definitivamente parecem marginais, mas ainda são parte do sistema e não questionam nada dele. Artistas, criações e ideais que não se encaixam no modo de pensar da corrente dominante são sumariamente rejeitados e esquecidos pelos conglomerados, o que, por sua vez, os faz virtualmente desaparecer da sociedade. Entretanto, as ideias que são consideradas válidas e desejáveis para serem aceitas pela sociedade são magistralmente anunciadas para as massas de modo a normatizá-las e torná-las autoevidentes.
Em 1928, Edward Bernays já via o imenso potencial do cinema para padronizar o pensamento:
"A indústria do cinema é a maior transmissora inconsciente da propaganda no mundo hoje. Ela é uma grande distribuidora de ideias e opiniões. Os filmes podem padronizar as ideias e hábitos de uma nação. Como os filmes são feitos para atender às demandas do mercado, eles refletem, enfatizam e até exageram as tendências populares mais amplas, em vez de estimularem novas ideias e opiniões. Os filmes do cinema fazem uso somente de ideias e fatos que estão em voga. Da mesma forma como o jornal busca fornecer notícias, a indústria do cinema busca fornecer entretenimento."
[Edward Bernays, Propaganda; tradução nossa].
Estes fatos foram sinalizados como perigosos à liberdade humana nos anos 1930 pelos pensadores [marxistas] da Escola de Frankfurt, como Theodor Adorno e Herbert Marcuse. Eles identificaram três principais problemas com a indústria cultural. A indústria pode:
• Reduzir os seres humanos ao estado da massa, dificultando o desenvolvimento de indivíduos emancipados, que sejam capazes de tomar decisões racionais;
• Substituir o ímpeto legítimo por autonomia e autoconscientização pela preguiça segura do conformismo e da passividade; e
• Validar a ideia que os homens na verdade procuram escapar do mundo absurdo e cruel em que vivem, perdendo-se em um estado hipnótico de autossatisfação.
A noção de escapismo é até mais relevante hoje com o advento dos jogos de computador on-line, filmes e aparelhos de televisão em terceira dimensão. As massas, que estão constantemente buscando entretenimento em alta tecnologia, procurarão produtos extremamente caros que somente podem ser produzidos pelas grandes empresas de mídia do mundo. Esses produtos contêm mensagens e símbolos cuidadosamente calculados que não são nada mais e nada menos que propaganda de entretenimento. O público está sendo treinado a AMAR sua propaganda, chegando ao ponto de gastar seu dinheiro suado para ser exposto a essa propaganda. A propaganda (usada no sentido político, cultural e comercial) não é mais coerciva ou uma forma de comunicação autoritária encontrada nas ditaduras; ela se tornou o sinônimo de entretenimento e prazer.
"Com relação à propaganda, os primeiros defensores da alfabetização universal e uma imprensa livre previram somente duas possibilidades: a propaganda poderia ser verdadeira, ou poderia ser falsa. Eles não previram aquilo que de fato aconteceu, acima de tudo em nossas democracias capitalistas ocidentais — o desenvolvimento de uma vasta indústria de comunicações em massa, preocupada no principal não com o verdadeiro ou o falso, mas com o irreal, o mais ou menos totalmente irrelevante. Em resumo, eles falharam em levar em conta o quase infinito apetite humano pelas distrações" [Aldous Huxley, Prefácio de Admirável Mundo Novo].
Uma única matéria de mídia frequentemente não tem um efeito duradouro sobre a psiquê humana. Entretanto, a mídia de massa, por sua natureza onipresente, cria um ambiente vivo que nos envolve diariamente. Ela define a norma e exclui o indesejável. Do mesmo modo como os cavalos que puxam as carroças usam viseiras para que somente vejam aquilo que está à sua frente, as massas somente podem ver para aonde devem ir.
"É o aparecimento da mídia de massa que torna possível o uso das técnicas de propaganda em uma escala ampla na sociedade. A orquestração da imprensa, do rádio e da televisão para criar um ambiente contínuo, duradouro e total torna a influência da propaganda virtualmente imperceptível precisamente porque cria um ambiente constante. A mídia de massa fornece o elo essencial entre o indivíduo e as exigências da sociedade tecnológica." [Jacques Ellul].
Uma das razões por que a mídia de massa consegue com sucesso influenciar a sociedade é devido à extensa quantidade de pesquisa nas ciências cognitivas e na natureza humana que tem sido aplicada a ela.
As Técnicas de Manipulação
"A publicidade é a tentativa deliberada de gerenciar a percepção do público sobre um objeto. Os objetos de estudo da publicidade incluem pessoas (por exemplo, políticos e artistas de espetáculos), bens e serviços, organizações de todos os tipos, e obras de arte ou entretenimento."
O ímpeto para vender produtos e ideias para as massas levou a uma quantidade sem precedentes de pesquisa sobre o comportamento humano e sobre a psiquê humana. As ciências cognitivas, a psicologia, a sociologia, a semiótica, linguística e outros campos relacionados foram e ainda são extensivamente pesquisados por meio de estudos bem-financiados.
"Nenhum grupo de sociólogos pode ser comparado com as equipes de propaganda na coleta e processamento de dados sociais exploráveis. As equipes de propaganda têm bilhões para gastar anualmente em pesquisa e teste das reações, e seus produtos são magníficas acumulações de materiais sobre a experiência e as emoções compartilhadas de toda uma comunidade." [Marshal McLuhan, The Extensions of Man; tradução nossa].
Os resultados desses estudos são aplicados aos anúncios, filmes, vídeos de músicas e outras mídias de modo a torná-los o mais influentes quanto possível. A arte do marketing é altamente calculada e científica porque precisa alcançar tanto o indivíduo quanto a consciência coletiva. Em produtos culturais com um grande orçamento, um vídeo nunca é "simplesmente um vídeo". As imagens, símbolos e significados são cuidadosamente colocados de modo a gerar um efeito desejado.
"É com o conhecimento do ser humano, de suas tendências, desejos, necessidades, mecanismos psíquicos, automatismos, bem como com o conhecimento da Psicologia Social e da Psicologia Analítica que a propaganda refina suas técnicas." [Propagandes, Jacques Ellul; tradução livre].
A propaganda atualmente quase nunca usa argumentos racionais ou lógicos. Ela explora diretamente as necessidades e instintos mais primais do ser humano de modo a gerar uma resposta emocional e irracional. Se sempre pensássemos de forma racional, provavelmente não teríamos comprado 50% daquilo que temos. Bebês e crianças são constantemente vistos em anúncios direcionados às mulheres por uma razão específica: os estudos mostraram que as imagens de crianças acionam nas mulheres uma necessidade instintiva de nutrir, de cuidar e de proteger, o que no fim leva a uma inclinação favorável ao anúncio.
O sexo é uma presença constante na mídia de massa, pois atrai e mantém a atenção do espectador. Ele se conecta diretamente às nossas necessidades animais de acasalar e reproduzir e, quando acionado, esse instinto pode ofuscar instantaneamente quaisquer outros pensamentos racionais no nosso cérebro.
A Percepção Subliminar
E se as mensagens descritas acima pudessem alcançar diretamente a mente subconsciente do espectador, sem que ele percebesse o que está acontecendo? Este é o objetivo da percepção subliminar. A frase "propaganda subliminar" foi criada em 1957 pelo pesquisador de mercado James Vicary, que dizia que poderia fazer aqueles que vão ao cinema "beber Coca-Cola" e "comer pipoca" exibindo essas mensagens na tela por um rápido momento e os espectadores não se dariam conta que viram aquelas mensagens.
"A percepção subliminar é um processo deliberado criado por técnicos em comunicações, pelo qual você recebe e responde às informações e instruções sem estar conscientemente ciente dessas instruções." [Steve Jacobson, Mind Control in the United States].
Esta técnica é frequentemente usada no marketing e todos sabem que o sexo vende qualquer produto.
Embora algumas fontes afirmem que a propaganda subliminar seja ineficaz, ou até mesmo uma lenda urbana, o uso documentado dessa técnica na mídia de massa prova que os criadores acreditam em seu poder. Estudos recentes também provaram sua eficácia, especialmente quando a mensagem é negativa.
"Uma equipe da University College London, financiada pelo Wellcome Trust, descobriu que a percepção subliminar era particularmente boa para instilar pensamentos negativos. 'Há muita especulação sobre o fato de as pessoas poderem processar informações emocionais inconscientemente, por exemplo, figuras, faces e palavras', disse o professor Nilli Lavie, que chefiou a pesquisa. 'Mostramos que as pessoas podem perceber o valor emocional das mensagens subliminares e demonstramos conclusivamente que elas estão muito mais sintonizadas com as palavras negativas.'" [Fonte]
Um exemplo famoso de mensagem subliminar na comunicação política foi um anúncio na campanha presidencial de George Bush contra Al Gore, em 2000. Assista ao vídeo aqui: http://www.youtube.com/watch?v=2NPKxhfFQMs
Logo após o nome de Al Gore ser mencionado, o fim da palavra "bureaucrats" (burocratas) – "rats" (ratazanas) – aparece na tela por uma fração de segundo.
A descoberta desse truque causou certo alvoroço e, embora não existam leis contra as mensagens subliminares nos EUA, o anúncio foi retirado da televisão.
Como visto em muitos artigos no site The Vigilant Citizen, as mensagens subliminares e semissubliminares são frequentemente usadas em filmes e vídeos musicais para comunicar mensagens aos espectadores.
Dessensibilização
No passado, quando mudanças eram impostas à população, as pessoas tomavam as ruas, protestavam e até provocavam tumultos. A principal razão para esse choque era devido ao fato de a mudança ser anunciada claramente pelos governantes e compreendida pela população. O anúncio era súbito e seus efeitos podiam ser claramente analisados e avaliados. Hoje, quando a elite precisa que uma parte de sua agenda seja aceita pelo público, isto é feito por meio da dessensibilização. A agenda, que pode ser contrária aos melhores interesses do público, é apresentada lenta, gradual e repetidamente ao mundo por meio dos filmes (colocando-a como parte do enredo), dos videoclipes musicais (que fazem com que pareça boa e atraente sexualmente) ou das notícias (que a apresentam como solução para os problemas atuais). Depois de expor as massas a uma determinada agenda durante vários anos, a elite apresenta abertamente o conceito para o mundo e, devido à programação mental, aquilo é recebido com indiferença geral e é aceito passivamente. Essa técnica tem sua origem na psicoterapia:
"As técnicas da psicoterapia, amplamente praticadas e aceitas como modos de curar os distúrbios psicológicos, também são métodos de controlar as pessoas. Elas podem ser usadas sistematicamente para influenciar as atitudes e o comportamento. A dessensibilização sistemática é um método usado para dissolver a ansiedade para que o paciente (o público) não fique mais atribulado por um medo específico, por exemplo, o medo da violência. [...] As pessoas se adaptam às situações aterrorizadoras se forem expostas a elas por tempo suficiente." [Steven Jacobson, Mind Control in the United States; tradução nossa].
A programação preditiva é frequentemente encontrada no gênero da ficção científica. Ela apresenta uma imagem específica do futuro — um futuro que é desejado pelas elites — e no fim aquilo é aceito como inevitável nas mentes das pessoas. Uma década atrás, o público foi dessensibilizado para a guerra contra o mundo árabe.
Hoje, a população está sendo exposta gradualmente à existência do controle mental, do transumanismo e de uma elite Illuminati.
Surgindo das sombras, esses conceitos estão agora em toda a parte na cultura popular. Isto é o que a autora ocultista Alice Bailey descreve como a "Exteriorização da Hierarquia": os governantes ocultos revelando-se lentamente para as massas.
Simbolismo Ocultista na Cultura Pop
Ao contrário das informações apresentadas acima, a documentação sobre o simbolismo ocultista é difícil de encontrar. Isto não deve ser surpresa, pois o termo "oculto" significa literalmente "escondido".
Também significa "reservado para aqueles que foram escolhidos para conhecer", pois somente é comunicado para aqueles considerados dignos de receber aquele conhecimento. Ele não é ensinado nas escolas, nem é discutido na mídia. Ele é, portanto, considerado marginal ou até mesmo ridículo pela população em geral.
Todavia, o conhecimento oculto NÃO É considerado ridículo nos círculos ocultistas. Ele é considerado perene e sagrado. Há uma longa tradição de conhecimento hermético e ocultista que é ensinada por meio das sociedades secretas desde o tempo dos antigos egípcios, dos místicos orientais, dos Cavaleiros Templários, até os maçons dos dias modernos. Embora a natureza e a profundidade desse conhecimento tenham provavelmente sido modificadas ao longo dos séculos, as escolas de mistério mantiveram seus principais aspectos, que são altamente simbólicos, ritualísticos e metafísicos.
Esses aspectos, que eram uma parte intrincada das civilizações antigas, foram totalmente removidos da sociedade moderna e substituídos pelo materialismo pragmático. Por esta razão, existe um grande vão de compreensão entre a pessoa mediana pragmática e o sistema ritualístico.
"Se essa doutrina mais interna sempre foi escondida das massas, para quem um código mais simples foi criado, não é altamente provável que os expoentes de todos os aspectos da civilização moderna — filosófico, ético, religioso, e científico — sejam ignorantes do verdadeiro significado das próprias teorias e dogmas com base nas quais suas crenças foram fundamentadas? Será se as artes e ciências que a humanidade herdou das nações mais antigas escondem debaixo de seu belo exterior um mistério tão grande que somente o intelecto mais iluminado pode compreender sua importância? Sem qualquer dúvida, tal é o caso." [Manly P. Hall, Secret Teachings of All Ages; tradução nossa].
O "código mais simples" criado para as massas são as religiões organizadas. Esse código está agora se tornando o Templo da Mídia de Massa e prega diariamente para elas materialismo extremo, vazio espiritual e uma existência mesquinha e centrada em si mesmo. Isto é exatamente o oposto dos atributos necessários para se tornar um indivíduo verdadeiramente livre, conforme ensinado por todas as grandes escolas filosóficas de pensamento. Uma população estupidificada é mais fácil de enganar e de manipular?
"Estes escravos cegos ouvem dizer que são 'livres' e 'altamente educados', ao mesmo tempo que marcham seguindo os sinais que fariam qualquer camponês medieval fugir, gritando aterrorizado. Os símbolos que o homem moderno adota com a confiança ingênua de uma criança seriam equivalentes a grandes placas com os dizeres:
"Siga por esta via para encontrar sua morte e a servidão" para a compreensão do camponês tradicional da antiguidade. [Michael A. Hoffman II, Secret Societies and Psychological Warfare; tradução nossa.].
Conclusão
Este artigo examinou os principais pensadores no campo da mídia de massa, a estrutura de poder da mídia e as técnicas usadas para manipular as massas. Acredito que estas informações sejam vitais para a compreensão do "porquê" nos tópicos discutidos no site The Vigilant Citizen. A dicotomia "massa populacional" versus "classe governante" descrita em muitos artigos não é uma "teoria da conspiração" (novamente, não gosto de usar esse termo), mas uma realidade que já foi definida de forma bem clara nas obras de alguns dos homens mais influentes do século 20.
Lippmann, Bernays e Lasswell declararam que o público não tem capacidade de decidir sobre seu próprio destino, o objetivo inerente da democracia. Em vez disso, eles propuseram uma criptocracia, um governo oculto, uma classe governante responsável pela "manada confusa". Como as ideias deles continuam a ser aplicadas na sociedade, é cada vez mais aparente que uma população ignorante não é um obstáculo com o qual os governantes precisam lidar: É algo DESEJÁVEL e, de fato, necessário, para garantir a plena liderança.
Uma população ignorante não conhece seus direitos, não busca obter uma maior compreensão dos fatos e não questiona as autoridades; ela simplesmente segue as tendências. A cultura popular atende e alimenta a ignorância servindo continuamente um entretenimento estupidificante e colocando os holofotes em celebridades degeneradas, que se transformam em ídolos. Muitas pessoas me perguntam: "— Existe um modo de interromper isto?"
Sim, existe. PARE DE CONSUMIR O EXCREMENTO QUE ELES OFERECEM E LEIA UM BOM LIVRO.
"Se uma nação espera ser ignorante e livre, ela espera aquilo que nunca existiu e nunca existirá." [Thomas Jefferson].
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Artigo original publicado em http://vigilantcitizen.com/?p=3571
Revisão: http://www.TextoExato.com
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/midia.asp
Image via WikipediaCão que participou de busca por Bin Laden tem até dentes de titânio.
Animal recebe treinamento especial e conta com escuta, câmera e máscara de oxigênio, entre outros acessórios.
Não foram apenas os soldados da equipe militar norte-americana os responsáveis pelo sucesso da missão de achar e matar o terrorista Osama Bin Laden no dia 1° de maio. O cão que auxiliou o grupo de 75 militares no Paquistão possui treinamento especial, modificações no corpo e até equipamento próprio para participar dessas operações.
O jornal The Daily realizou uma reportagem que expôs o treinamento e as funções da unidade canina do exército norte-americano, que pode ser tão perigosa quanto os fuzileiros. Entre os acessórios equipados no cão, destacam-se máscaras de oxigênio para saltos aéreos, uma microcâmera para transmitir imagens ao comandante e outros soldados, uma escuta para receber ordens diretas do treinador e uma vestimenta bem ventilada que aguenta até pequenos fragmentos de artilharia.
Os 2,7 mil animais em atividade no país são treinados para suportar condições de guerra, como temperaturas altas ou saltos de veículos em movimento. Além disso, o exército frequentemente substitui a dentição dos cachorros, implantando próteses de titânio que são comparados a pequenas lâminas – sob o custo de U$S 2 mil por dente. Desse modo, além de escolta e reconhecimento de locais, os animais também servem como unidade de ataque.
O farejador de bombas que acompanhou a caça a Bin Laden deve agora ser colocado para adoção, caso não participe de nenhuma outra atividade militar.
Leia mais no Baixaki: http://www.tecmundo.com.br/9937-cao-que-participou-de-busca-por-bin-laden-tem-ate-dentes-de-titanio.htm#ixzz1LWm6eQuj
Image via WikipediaQuão próximo estamos de um Estado de vigilância baseado em nanotecnologia?
Por Michael Edwards
Actvist Post
No espaço de apenas três anos, temos visto a vigilância dos drones se tornado abertamente operacional em solo americano.
Em 2007, jornalistas do Texas filmaram pela primeira vez um teste do drone predador sendo conduzido pelo departamento de polícia local junto com o Departamento de Segurança Nacional. E em 2009, foi revelado que uma operação estava a caminho para usar drones predadores dentro do país nas cidades maiores, longe das funções de "controle das fronteiras". Este ano foi anunciado que não só as operações de drones voarão sobre a fronteira mexicana, mas os Estados Unidos e o Canadá estão se associando para cobrir 900 milhas da fronteira norte também.
Agora que o precedente foi estabelecido para empregar drones sobre áreas sem combates, os militares estão revelando também a tecnologia de miniaturização que eles atualmente têm a disposição deles. Como o especialista em drone P.W. Singer disse: "Neste momento, realmente não importa se você é contra a tecnologia, porque ela está chegando." De acordo com Singer, "A miniaturização de drones é onde isso realmente fica interessante. Você pode usar estas coisas em qualquer parte, colocá-las em qualquer lugar, e o alvo nem mesmo saberá que está sendo observado”.
Então o que exatamente está no horizonte?
A Agência de Projetos de Pesquisas Avançadas de Defesa (DARPA, em inglês), financia o desenvolvimento de tecnologia militar através do setor privado com empreiteiros de defesa como Lockheed Martin, Boeing e Honeywell. Foi a Honeywell que apresentou o T-Hawk micro drone, agora comprado pelo município de Miami-Dade para uso na área metropolitana, que pesa ao todo 16 libras (aprox. 6 kg) e pode voar em qualquer direção. Contudo, isso não é tão micro se comparado ao mais recente drone espião que foi revelado. O Nano Hummingbird, produzido pela AeroVironment. (um drone com formato de pássaro).
Essa imitação da natureza anuncia uma série de cenários de pesadelo de ficção científica, mas o nome desse veículo, "nano", é o que deveria desencadear um alerta vermelho. Porque, de fato, DARPA e seus empreiteiros estão trabalhando na verdadeira nano vigilância que terá componentes biológicos... e aplicações.
Aqui estão alguns conceitos de vigilância e detecção já em operação, ou sob desenvolvimento (mantendo em mente que o que é revelado no domínio público é frequentemente muito aquém da realidade): Um grupo de drones de vigilância menor chamado NAV (nano air vehicles) ou MAV (micro air vehicles) já foi autorizado: os mapleseed drones; drones pardal em 2015, drones libélula para voar em enxames em 2030, e eventualmente um drone de mosca doméstica. E se a reconstrução da natureza não tiver sucesso, a própria natureza pode ser sequestrada, o uso de impulsos elétricos para criar insetos de vigilância cyborgs estão sendo estudados nas grandes universidades.
Nano sensores para uso na agricultura que medem as colheitas e as condições ambientais. Plantas farejadoras usando DNA reprogramado para detectar explosivos e agentes biológicos. Partículas de "Poeira inteligente" que transmitem dados sem fio sobre temperatura, luz, e movimento (isso também pode ser usado em papel moeda para rastrear o dinheiro).
Barras de código RFID nano baseadas que podem ser embutidas em qualquer material para rastreamento de todos os produtos... e pessoas.
Dispositivos para detectar moléculas, enzimas, proteínas e marcadores genéticos, abrindo a porta para armas biológicas específicas para cada raça, como mencionadas nos documentos de políticas do Projeto para um Novo Século Americano Reconstruindo as Defesas Americanas.
Há inúmeras maneiras de como somos rastreados em nossas vidas diárias, que nos têm aclimatado para o curso dos próximos passos. Sabemos que os militares têm o desejo de rastrear grandes grupos de pessoas em tempo real. O programa o olhar da Górgona está atualmente sofrendo algumas dificuldades técnicas, mas a vontade política está lá para expandir continuamente a vigilância de grandes populações no estrangeiro a fim de manter-nos a salvo no país em uma guerra sem fim ao terror. Combine as capacidades de vigilância miniaturizadas com o programa Olho da Mente da DARPA de inteligência artificial de "câmera inteligente" que pode "pensar" e tomar decisões de comunicação visual de forma independente, e as coisas se tornam exponencialmente mais assustadoras.
A velocidade do desenvolvimento da Nanotecnologia
A nanotecnologia tem recebido financiamento oficial federal apenas nos últimos dez anos quando foi elevada ao status de iniciativa federal em 2001, o que desencadeou investimentos maciços no setor privado. Em 2003 o recém-aberto Departamento de Segurança Interna mostrou imediato interesse no SensorNet, um programa encabeçado pelo Laboratório Nacional de Oak Ridge e seus parceiros estratégicos para pesquisar meios de integrar plenamente nano e micro sensores em uma matriz global do tipo da internet de detecção e vigilância em tempo real. O Departamento de Defesa alocou $3 milhões para a iniciativa para o primeiro ano, com um orçamento projetado em bilhões sendo alocado no longo prazo para "sistemas de detecção".
Em 2006 a Oak Ridge anunciou que eles planejavam transformar a base militar de Fort Bragg em um protótipo para futuras cidades americanas. De acordo com o pesquisador do Departamento de Energia, Bryan Gorman, "Qualquer sensor pode conversar com qualquer aplicação. Assim como com sistemas de internet e telefone, não importa que tipo de computador ou telefone você tenha, onde você está e ou qual aplicação você está rodando. O sistema simplesmente funciona." Há até mesmo uma rede social proprietária que foi desenhada para proporcionar acesso e colaboração online.
O SensorNet tem desde então se transformado em um sistema cada vez mais compreensivo "para integrar medidas de proteção e segurança. . . no sistema de transporte," o que inclui as preocupações adjacentes ao transporte e comércio nas arenas "política, econômica ou ambiental". É aqui que o escopo completo da integração de vigilância pode ser visto como uma estratégia de gestão que mescla a legislação, os sistemas de inspeção federal, as normas internacionais, as avaliações de ameaça à segurança e as últimas novidades em nanotecnologia. Apenas um exemplo é a discussão deles de sistemas de "triagem e monitoramento de rodovias", que precisa ser lido para ser acreditado. Como um aparte: O cientista sênior da pesquisa e Gestor Sênior do Programa que co-redigiu o documento é Robert K. Abercrombie, PhD que tem um interesse decidido em segurança cibernética. Para ver onde o componente de transporte da rede de vigilância está caminhando no curto prazo, o Plano de Pesquisa Estratégica ITS 2010-2012 é uma boa indicação.
A Promessa de Integração Total
4 de fevereiro de 2011 trouxe o lançamento do Plano Nacional Estratégico de Iniciativa de Nanotecnologia de 2011. O documento de leitura obrigatória de 60 páginas estabelece um futuro projetado "para entender e controlar a matéria" para a administração de cada faceta da vida humana dentro do ambiente da matriz de vigilância do meio ambiente, da saúde e da segurança. Aqui está uma lista curta de 25 agências federais participantes e amostra de suas aplicações declaradas:
Departamento de Defesa (vigilância persistente)
Comunidade de Inteligência (aeronaves não tripuladas)
Departamento de Energia (resolvendo os desafios de energia e das mudanças climáticas)
Departamento de Segurança Interna (plataformas de sensores de baixo custo)
Departamento de Justiça (aplicáveis as necessidades da justiça criminal)
Departamento de Transporte (modificação ou coordenação do comportamento de viagem)
Agência de Proteção Ambiental (sensores ambientais, capacidades transformacionais).
Administração de Alimentos e Drogas (sistemas biológicos e efeitos sobre a saúde humana)
Instituto Nacional de Alimentos e Agricultura (segurança global de alimentos)
Instituto Nacional de Saúde (controle preciso para alcançar resultados previsíveis)
Departamento do Tesouro (governança melhorada, implementação de sanções econômicas).
Fundação Nacional de Ciência (educação e dimensões da sociedade)
A promessa de integrar a nanotecnologia de uma maneira que beneficiará o conhecimento humano e da sociedade já foi redirecionada para aplicações militares por décadas. Tem se manifestado no complexo industrial militar fora de controle que tem engajado a América em guerras custosas no exterior e em campanhas de desestabilização. Contudo, as conseqüências dessa apropriação indébita da tecnologia estão começando a produzir seus efeitos sobre a América na forma de polícia militarizada e monitoramento do dia-a-dia dos americanos.
Quanto tempo mais antes do espectro completo da ciência tecnológica militar, incluindo o que nem ainda podemos ver ser desencadeada sobre o povo americano ansioso para aceitar o controle total para estar seguro? Isso já aconteceu? Ou, mais importante, quanto tempo antes dos americanos virem a compreender que quando a construção dessa prisão de vigilância estiver completa, quando a porta for trancada, e a chave for jogada fora, finalmente terá sido nosso próprio dinheiro que foi usado para construí-la.
É uma estatística surpreendente que com certeza causará um frio na espinha dos defensores da liberdade.
Na Inglaterra do Big Brother há incríveis 32 câmeras de vigilância para cada 32 cidadãos, revelou um estudo.
A revelação de que 1,85 milhões de câmeras estão observando cada movimento nosso confirma a extensão chocante da vigilância na Inglaterra do século 21.
Chegando está o dia em que pequenos drones poderão ser usados para espionar os britânicos, o estudo das câmeras de vigilância com certeza adicionará mais combustível ao debate de que nos tornamos um Estado Big Brother.
A pesquisa envolveu apoio de funcionários da comunidade policial contando cada câmera em Chelshire e extrapolando os resultados para toda a nação para proporcionar estimativa confiável do nível de câmeras de vigilância no Reino Unido.
Os funcionários contaram 12.333 câmeras na área, de acordo com um estudo publicado na revista CCTV Image, a maioria delas estava dentro de propriedades, invés de direcionadas para as vias públicas.
A pesquisa também descobriu que a maioria das câmeras de vigilância no Reino Unido é provável que sejam de propriedade privada, com somente 504 das câmeras de Cheshire administradas pelos órgãos públicos.
Depois que os resultados de Cheshire foram extrapolados para todo o país, levando em conta as áreas urbanas e rurais e as redes de transporte, o número de câmeras foi julgado ser de 1.853.681 - suficiente para uma câmera para cada 32 cidadãos no Reino Unido. A despeito da proliferação de câmeras de vigilância, a polícia admite que apenas um crime é resolvido para cada 1.000 câmeras.
O vice-chefe Constable Graeme Gerrard, o líder das câmeras de vigilância para a Associação de Delegados de Polícia disse que os últimos números, baseados em um mapa dos sistemas de câmeras de vigilância, foram destinados para 'injetar números mais rigorosos no debate’ sobre a Inglaterra como um Estado de vigilância.
Uma estimativa amplamente citada de que há 4,2 milhões de câmeras no Reino Unido foi baseada em uma estrada de 1,5Km em um bairro de compras movimentado e extrapolada para todo o Reino Unido, ele explicou.
E a estimativa anterior de que o 'britânico comum é pego em câmeras de segurança cerca de 300 vezes por dia foi baseada em um tour fictício de pontos ativos de câmeras de vigilância.
Contudo, ele admitiu: "O número de 1,85 milhões ainda é um número significativo de câmeras de vigilância".
'Eu não estou dizendo nem por um minuto que isso não significa que não temos muitas câmeras'.
Sr. Gerrard confirmou que ele estava surpreso de saber de outra pesquisa que sugeria que a rede de metrô de Londres abriga até 11.000 câmeras.
Falando em imagem de câmera de vigilância, ele acrescentou: 'Oito anos depois do número de 4,2 milhões ser primeiramente publicado, agora temos pesquisas que indicam que o número é menos da metade dessa estimativa'.
'Também sabemos que a menos que você faça questão particular de visitar tantos pontos ativos de câmeras quanto você puder, é improvável você ser capturado em câmeras 300 vezes em um dia'.
Ele admitiu que os últimos números eram ainda estimativas, mas disse que eles mostravam o número de câmeras no Reino Unido ser ao redor de 1,85 milhões.
'E o número real para o número de vezes que a pessoa comum é passível de ser 'pega' pelas câmeras de vigilância em um dia é menos de 70 - e a maior parte destes serão em seu local de trabalho ou em vislumbres fugazes pelas câmeras localizadas em shoppings'.
Contudo, Isabella Sankey, diretora de política da campanha do grupo Liberty, disse que os números fariam pouco para acalmar as preocupações sobre a vigilância na Inglaterra.
'Quem se importa se há uma câmera ou 10 em sua rua se aquela câmera está apontando para sua sala de estar?' Ela perguntou ao Guardian.
'Preocupações sobre câmeras de vigilância não são apenas um simples jogo de números; o que é requerido é uma apropriada regulamentação legal e uso proporcional. '