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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Prof. Molion denuncia manobras políticas que manipulam a ciência climática

Prof. Molion denuncia manobras políticas que manipulam a ciência climática

Prof. Molion denuncia manobras políticas que manipulam a ciência climática
Prof. Molion denuncia manobras políticas que manipulam a ciência climática

O professor Luiz Carlos Baldicero Molion, a maior autoridade brasileira em matéria de clima, empreende uma árdua e benemérita tarefa denunciando as fraudes do catastrofismo ambientalista.

Em diversas ocasiões tivemos a oportunidade de reproduzir seus artigos ponderados e altamente científicos.

Ele escreveu mais um para a “Folha de S.Paulo”, o qual temos o gosto de reproduzir aqui.

Mudanças climáticas e governança global

Um resfriamento global, com mais invernos rigorosos e má distribuição de chuvas, é esperado nos próximos 20 anos, em vez do aquecimento global antropogênico (AGA) alardeado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).

O AGA é uma hipótese sem base científica sólida. As suas projeções do clima, feitas com modelos matemáticos, são meros exercícios acadêmicos, inúteis quanto ao planejamento do desenvolvimento global.

Seu pilar básico é a intensificação do efeito estufa pelas ações humanas emissoras de dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4), por meio da queima de combustíveis fósseis e de florestas tropicais, das atividades agrícolas e da pecuária ruminante.

Porém, o efeito estufa jamais foi comprovado, nem sequer é mencionado nos textos de física. Ao contrário, há mais de cem anos o físico Robert W. Wood demonstrou que seu conceito é falso.

As temperaturas já estiveram mais altas, com concentrações de CO2 inferiores às atuais.

Por exemplo, entre 1925 e 1946, o Ártico em particular registrou aumento de 4°C com CO2 inferior a 300 ppmv (partes por milhão em volume). Hoje, a concentração é de 390 ppmv.

Prof. Luiz Carlos Baldicero Molion, maior autoridade brasileira sobre clima
Prof. Luiz Carlos Baldicero Molion, maior autoridade brasileira sobre clima
Após a Segunda Guerra, quando as emissões aumentaram significativamente, a temperatura global diminuiu até a metade dos anos 1970.

Ou seja, é obvio que o CO2 não controla o clima global. Reduzir as emissões, a um custo enorme para a sociedade, não terá impacto no clima.

Como mais de 80% da matriz energética global dependem de combustíveis fósseis, reduzir emissões significa reduzir a geração de energia e condenar países subdesenvolvidos à pobreza eterna, aumentando as desigualdades sociais no planeta.

Essa foi, em essência, a mensagem central da carta aberta entregue à presidenta Dilma Rousseff antes da Rio+20 e assinada por 18 cientistas brasileiros, inclusive eu.Veja a carta na íntegra CLIQUE AQUI

A trama do AGA não é novidade e seguiu a mesma receita da suposta destruição da camada de ozônio (O3) pelos clorofluorcarbonos (CFC) nos anos 1970 e 1980.


Criaram a hipótese que moléculas de CFC, cinco a sete vezes mais pesadas que o ar, subiam a mais de 40 km de altitude, onde ocorre a formação de O3.

O 'buraco de ozônio' foi tido como problema pela literatura pseudocientífica,  quando ele é um problema inexistente
O 'buraco de ozônio' foi tido como problema pela literatura pseudocientífica,
quando ele é um problema inexistente
Cada átomo de cloro liberado destruiria milhares de moléculas de O3, reduzindo a sua concentração e permitindo a maior entrada de radiação ultravioleta na Terra, o que aumentaria os casos de câncer de pele e eliminaria milhares de espécies de seres vivos.

Reuniões com cientistas, inclusive de países subdesenvolvidos, foram feitas para dar um caráter pseudocientífico ao problema inexistente, foi criado o Painel de Tendência de Ozônio no âmbito do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e foi elaborado o Protocolo de Montreal (1987), assinado pelos países subdesenvolvidos sob ameaças de sanções econômicas.

O Brasil também assinou, para ter sua dívida externa renovada.

Em 1995, os autores das equações químicas que alegadamente destruíam o O3 receberam o Nobel de Química.


Verdadeiro objetivo: governo mundial que escravize os países
Verdadeiro objetivo: governo mundial que escravize os países
Porém, em 2007, cientistas do Jet Propulsion Laboratory da NASA demonstraram que as suas equações não ocorrem nas condições da estratosfera antártica e que não são a causa da destruição do ozônio.

O AGA seguiu os mesmos passos, com reuniões científicas, a criação do IPCC, o Protocolo de Kyoto e o Nobel (da Paz?) para o IPCC e Al Gore.

Essas foram duas tentativas de se estabelecer uma governança global.

Qual será o próximo passo? A Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas da Biodiversidade e Serviços (IPBES)?

LUIZ CARLOS BALDICERO MOLION, 65, doutor em meteorologia pela Universidade de Wisconsin (EUA), é professor da Universidade Federal de Alagoas


Fonte: Verde: a cor nova do comunismo
Enhanced by Zemanta

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Rio+20 não visa melhorar o planeta, mas instalar um governo mundial que avassalará o Brasil




Rio+20 não visa melhorar o planeta, mas instalar um governo mundial que avassalará o Brasil

Dr. Luiz Carlos Molion, professor de climatologia da Universidade Federal de Alagoas
Luiz C. Molion, professor de climatologia da Universidade Federal de Alagoas

Pesquisador do clima do planeta há mais de 40 anos, o Dr. Luiz Carlos Molion, professor de climatologia da Universidade Federal de Alagoas, garantiu que a ação do homem é incapaz de mudar a temperatura global na Terra.

E explicou que o aquecimento global e outras alegações propagandísticas não tem muito a ver com a Rio+20.

O verdadeiro cerne do evento é a discussão pela instalação de um governo mundial formado por burocratas que dirá ao Brasil e aos outros povos o que podem fazer ou não podem fazer.

Prof. Molion no "Canal Livre" da Band
Prof. Molion no "Canal Livre" da Band
Isso, dizemos nós, se assemelha a uma ditadura planetária verde, como antigamente já tentou faze-la, com outras argúcias ideológicas nem tão diversas, a falida URSS.

No programa "Canal Livre" da Band, 27.05.12, o professor Molion, patenteou as fraudes pseudocientíficas sobre as quais quer se impor esse governo político universal na Rio+20.

Eis alguns excertos do vídeo que o internauta pode ver completo no fim do post:

RIO+20 tenta uma utopia que não pode existir

“Não vejo muita contribuição que essa reunião [Rio+20] possa dar.

Mulheres da Cúpula dos Povos da Rio+20:  utopia vermelha com vestido verde  Foto Marcello Casal Jr-ABR
Mulheres da Cúpula dos Povos da Rio+20:
utopia vermelha com vestido verde
Foto Marcello Casal Jr-ABR
“Quer dizer, estão tentando algo que é utópico como o desenvolvimento sustentável. Isso não existe, absolutamente.”

“Quando você vai usando os recursos naturais, parte deles é sempre transformando em calor e a própria lei da termodinâmica diz que parte desse calor se perde e vai para o espaço.

“Reciclar materiais realmente é interessante na medida que nos permite ganhar tempo.

“Tem que lembrar que o homem é um bicho muito inteligente e ele consegue achar soluções ao longo do tempo.

“Muitos catastrofistas já apareceram ao longo da existência da Humanidade e as coisas não aconteceram.

É absurdo atribuir a temperatura da Terra ao CO2

“Ora controlar o CO2 isso é absolutamente ridículo. O CO2 não controla o clima global.

“O clima global é controlado pela atividade solar que é a fonte de calor primeira e pelo calor contido nos oceanos.

Ex-primeira ministra da Noruega Gro Brundtland formulou  o conceito talismânico de "desenvolvimento sustentavel"  Foto Fabio Rodrigues Pozzebom-ABR
Ex-primeira ministra da Noruega Gro Brundtland formulou o
conceito talismânico de "desenvolvimento sustentável" da ONU
Foto Fabio Rodrigues Pozzebom-ABR
“Se os oceanos esfriam, como estamos vendo acontecer agora, e isso deve ocorrer pelos próximos vinte anos, e o sol também entrou num mínimo de atividade que deve durar até o ano 2030, esses indicadores apontam para um resfriamento global e não um aquecimento global. Com aumento de CO2.

“Por que?

“Porque está provado que fontes renováveis não tem futuro. Não são energia firme, particularmente a eólica. Particularmente a Europa está saindo da eólica e está entrando nas convencionais.

“Eu digo que o CO2 não controla o clima porque ao longo dos milhares de anos que nós temos registros e testemunhos a temperatura do planeta já este de 6 a 10 graus mais elevada com concentração mais elevada de CO2 e nesses últimos 15 anos tem aumentado em concentração, mas a temperatura tem se mantido estável e até declinado um pouco nesses últimos 10 anos com base nos dados de satélite.


“Então se o CO2 está aumentando e a temperatura em ligeiro declínio isso significa que o CO2 não influi.


Estamos entrando numa era de esfriamento

Prof. Luiz C. Molion, da Universidade Federal de Alagoas
Prof. Luiz C. Molion, da Universidade Federal de Alagoas
“Nós temos registro de que toda vez que a temperatura aumentou, isso foi bom para a humanidade, sempre. Sempre, sempre que houve aquecimento – período romano, na Idade Média – em que a temperatura aumentou, chovia mais, a agricultura era mais farta, tinha riqueza. E ao contrário, toda vez que a temperatura diminuiu trouxe situações catastróficas para o homem.

“No caso do Hemisfério Norte, esse resfriamento – que vai ser pequeno, tal vez não passe de meio grau na média global – vai ser sentido por invernos rigorosos que vão ocorrer, que vão levar a um consumo maior de energia e portanto de petróleo. E, para o Brasil nós vamos ter invernos mais rigorosos, com temperaturas mais baixas, geadas no Sul-Sudeste. Vale lembrar que nesse ultimo período ligeiramente mais frio de 1946 a 1976 literalmente acabou com o cultivo do café no Paraná.

“Na minha opinião, o clima vai ser semelhante a década de 50-60.

“Resumindo: sob o ponto de vista da temperatura se eu retirasse todo o gás carbónico da atmosfera a temperatura permaneceria a mesma.

Rio+20 quer instalar um super-governo mundial  Foto Fabio Rodrigues Pozzebom-ABR.
Rio+20 quer instalar um super-governo mundial
Foto Fabio Rodrigues Pozzebom-ABR.
“O homem influi localmente. As pessoas acham que o clima está mais quente. Por que? Porque 90% vivem nas cidades e nas cidades a temperatura é muito mais elevada porque não tem água da chuva para evaporar.

A RIO+20 quer implantar uma ditadura mundial

“A Rio+20 não vai focar no aquecimento global. Ela vai focar no desenvolvimento, na erradicação de pobreza que praticamente nada tem a ver com o aquecimento.

“O problema é muito mais complexo. O que vai ser discutido na Rio+20 é uma governança mundial. E no fundo é o que esses burocratas da ONU querem. Eles querem ter o poder de ditar o que nós vamos fazer: o Brasil só pode fazer isso! O Brasil não pode fazer aquilo!”

Entramos numa era glacial e o ambientalismo falam em aquecimento!

“Nós já estamos numa era glacial. Se a gente olhar para os registros geológicos que nós temos, no último milhão de anos nós passamos por nove glaciações. Nove!

“Cada era glacial dura aproximadamente 100.000 mil anos. Nove vezes 100.000 dá 900.000 que num milhão representa que 90% do tempo esse planeta esteve mais frio do que está hoje. Entre uma era glacial e outra existem períodos mais aquecidos chamados interglaciais da ordem de 10 a 12.000 anos. A última era glacial terminou há 15.000 anos.
Na Rio+20 se decide uma revolução total contra a família  e que acha insustentável a humanidade  Foto Marcello Casal Jr-ABR
Na Rio+20 se decide uma revolução total contra a família
e que acha insustentável a humanidade
Foto Marcello Casal Jr-ABR

“Na era glacial não há problema de sobrevivência nos trópicos.

“O atual período interglacial atingiu um máximo de temperatura há cinco ou seis mil anos atrás. E de lá para cá está ligeiramente decrescendo como mostram os dados dos cilindros de gelo da Groenlândia.

“Em longo prazo está decrescendo. Ela não decresce na reta mas não oscilação aquece-esfria, aquece-esfria, e na média está havendo um decréscimo. Então passamos por um período que foi chamado de pequena era glacial que teve grande impacto na Europa porque era muito mais populosa e tinha registro, entre 1350 até aproximadamente final do século XIX e início do século XX.

“Uma glaciação em que o gelo cobria toda a Europa e a América do Norte vai ocorrer provavelmente de aqui a 100.000 anos. A gente não precisa perder o sono por isso agora.


Dados oficiais sobre emissões do desmatamento são irreais

Rio+20: esquerda católica adota bandeira verde  mas conserva camiseta vermelha  Foto Marcello Casal Jr-ABR
Rio+20: esquerda católica adota bandeira verde
mas conserva camiseta vermelha
Foto Marcello Casal Jr-ABR
“Sob o ponto de vista do desmatamento o relatório do Ministério de Ciência e Tecnologia, no ponto das emissões, diz que no Brasil a maior emissão foi devida ao desmatamento.

“Eu posso lhe garantir que os dados estão errados porque eu fiz as contas de trás para frente. E cheguei a conclusão de que eles no relatório eles usaram o número de 430 toneladas por hectare. E isso não existe em nenhum lugar na Amazônia. A região que está sendo desmatada tem uma densidade de biomassa muito menor, ou seja de 100-150 toneladas.

“E o pior de tudo: é que a maior parte do carbono está nas árvores grandes e as árvores grandes são retiradas e são vendidas e não são queimadas.

“Esses números que são usados para calcular as emissões do desmatamento estão acima do que na realidade existe.

Fui marginado porque defendi a ciência, mas no fim ganhei!

“Após a Rio-92 fiquei quatro anos no ostracismo. Agora já sabem, antigamente não tinha tantas telecomunicações, principalmente Internet, então em 92 foi uma surpresa eu dizer que a teoria da destruição da camada de ozônio pelos clorofluorocarbonos estava errada. Mas, no entanto o cara que veio com a teoria virou com o Nobel de Química três anos depois, quer dizer em 95.
Prof. Molion no "Canal Livre" da Band
Prof. Molion no "Canal Livre" da Band



“Eu perdi a discussão, mas ganhei!

“Porque agora em 2008 o Laboratório Jet Propulsion, laboratório da NASA, mostrou que aquela reação que ganhou o Prêmio Nobel não pode acontecer. Ou seja, os CFC não destroem o ozônio.

“Agora como todo mundo já sabe como eu sou, não sou convidado para a Rio+20."

Fonte: Verde: a cor nova do comunismo.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Pagando Pela Governança Global: A Futura Instituição de um Imposto Mundial Autor: Carl Teichrib



Pagando Pela Governança Global: A Futura Instituição de um Imposto Mundial

Autor: Carl Teichrib

Forcing Change, Edição 8, Volume 1.
Outra mão está tentando aliviar sua carteira. Se conseguir, ela tirará recursos dos "cidadãos mundiais" e os transferirá diretamente para a "comunidade internacional". Não, isto não é uma piada. As propostas de uma tributação global já estão sobre a mesa há algum tempo. Além disso, com cada nova proposta apresentada, um novo passo é dado para fazer avançar uma ideia que é de muito interesse para a Organização das Nações Unidas.
Atualmente, a ONU é financiada principalmente pelas contribuições de seus países-membro, o que muitos veem como uma restrição ao crescimento dessa organização internacional. De modo a se libertar dessa restrição monetária, imposta pelos países soberanos, muitos acreditam que uma fonte alternativa de receita seja necessária. Esperando ver uma forma de tributação global ser instituída, políticos do Canadá, Bélgica, França, Inglaterra, Brasil, Uruguai, Estados Unidos e outros países [1] estão trabalhando em esquemas supranacionais de tributação desde que o Canadá inseriu o conceito em seu Código Tributário em 1999.

Entretanto, a busca de financiamento apropriado para as Nações Unidas é muito anterior a isto. Ao discursar em 1963 para a Associação dos Graduados da Universidade de Harvard, U Thant, o então secretário-geral da ONU, descreveu como uma futura "força policial mundial" da ONU somente poderia se tornar realidade quando as dificuldades econômicas da organização fossem superadas. [2].

Similarmente, Richard Falk, um dos advogados mais influentes em Direito Internacional reconheceu a importância de financiamento independente, em sua série de quatro grandes volumes intitulada The Strategy of World Order, publicada em 1966 pelo Fundo de Direito Internacional. Falk observou:
"Se concebermos a vida em um sistema internacional drasticamente alterado, com uma Força Policial da ONU e uma Secretaria de Desenvolvimento Mundial tendo um orçamento de 50 bilhões de dólares por ano, então a necessidade de possuir fontes garantidas de receita é realmente significativa." [3].
Hoje, os objetivos econômicos das Nações Unidas ultrapassam grandemente a marca dos 50 bilhões de dólares por ano.

Contabilidade Criativa

Procurando formas de alcançar a independência financeira para a ONU, o Conselho Econômico e Social das Nações Unidas examinou inúmeras ideias nos anos 1990s, incluindo a criação de uma loteria internacional, [4] um programa de cartão de crédito [5] e a imposição de "multas" para as violações da Lei Internacional. [6]. Uma proposta singular que está circulando dentro da comunidade internacional é a de uma Agência de Seguros Para Serviços de Segurança da ONU. Este plano, se implementado, permitirá que países pequenos e que não têm forças militares significativas paguem prêmios de seguro para as Nações Unidas. Em troca, a ONU garantirá a segurança da nação segurada mobilizando unidades militares contra qualquer outra nação que ameaçá-la. [7]. Com esta sugestão, a ONU é capacitada de duas formas diferentes que elevam o organismo internacional muito além de sua estatura atual.
  1. Geração de receita para o organismo internacional.
  2. A ONU recebe sua própria força militar internacional para lidar com potenciais infrações de segurança. Contribuições e taxas de uso foram sugeridos como opções viáveis de financiamento. Em Our Global Neighborhood (Nossa Vizinhança Global), o relatório da Comissão Sobre Governança Global, patrocinado pela ONU, diversas opções de contribuições são mencionadas:
  • Um adicional sobre as passagens aéreas, incluindo uma cobrança extra para os voos internacionais.
  • Cobrança sobre o transporte marítimo de cargas pelo uso das águas internacionais.
  • Adicionais sobre a pesca nos oceanos (fora das regiões costeiras)
  • Taxas de uso para as atividades na Antártida.
  • Cobrança pelo posicionamento de satélites geoestacionários. [8].
Mas, de todas as várias propostas, os esquemas de tributação mundial receberam maior atenção. Para este fim, a Comissão Sobre Governança Global sugeriu diversos modelos tributários, incluindo um "imposto sobre o carbono" baseado nas emissões de carbono, e um imposto cobrado sobre as empresas multinacionais. [9]. Embora a Comissão tenha reconhecido que os tributos nunca sejam politicamente bem-aceitos no melhor dos tempos, ela reconheceu um plano particular sobre todos os outros: um esquema agora aceito oficialmente, pelo menos em princípio, pelo principal parceiro comercial dos EUA.

O Canadá Adota a Taxa Tobin

Em 1978, o economista norte-americano James Tobin publicou suas ideias sobre reforma monetária global no The Eastern Economic Journal. Seu conceito, agora conhecido como "taxa Tobin", propunha uma cobrança universalmente aceita sobre as transações cambiais.
Considerando-se os trilhões de dólares negociados a cada ano (estima-se que sejam 1,2 trilhão por dia [10]), o potencial para a geração de fundos é imenso. Além disso, de forma a vender a ideia para os governos nacionais, o conceito está sendo divulgado como um modo de cortar as asas dos operadores "indisciplinados" que atuam no mercado de câmbio. [11]. Na verdade, a taxa Tobin tem sido tão bem recebida em certos círculos de definição de políticas, que em 1999 o governo canadense endossou oficialmente o plano, dando-lhe legitimidade jurídica.
Em 28 de outubro de 1998, Lorne Nystrom, um membro do parlamento canadense, apresentou a taxa Tobin na Casa dos Comuns. Descrevendo o tributo como uma "parte viável de uma nova ordem mundial e de uma nova visão do mundo" [12], Nystrom descreveu como os cofres poderiam estar cheios se o tributo tivesse sido implementado com base nas transações cambiais realizadas em 1995. Em seu discurso na Câmara dos Comuns, o objetivo do tributo que ele desejava ver instituído foi delineado em uma linguagem bem clara:
"Se houvesse uma taxa Tobin de 0,1% sobre as transações em moeda estrangeira, isto geraria, 176 bilhões de dólares americanos. É muito dinheiro. Uma taxa Tobin de 0,003% geraria receita suficiente para financiar as tropas de paz da ONU em todo o mundo... Uma das consequências seria o estabelecimento de uma aldeia global que teria um bem comum entre todos os países do mundo.

Haveria o fortalecimento das organizações internacionais. A ONU se tornaria um governo mundial significativo e compartilharia as coisas com os governos nacionais em todo o mundo. Poderiam existir forças de paz internacionais permanentes. Muitas coisas poderiam ser feitas." [13].
Nystrom também disse que o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial poderiam ser reformados para implementar esse plano, embora ele preferisse que "uma nova agência financeira internacional administrasse a taxa Tobin" [14]. De acordo com o parlamentar canadense, o mundo seria um lugar melhor para vivermos se houvesse uma Secretaria da Receita Mundial.
Embora alguns membros do Parlamento tenham expressado oposição à proposta de instituição do novo tributo, ela recebeu amplo suporte dos vários partidos. Em 23 de março de 1999, o Parlamento canadense aprovou a taxa Tobin por 164 a 83. No tempo presente, a taxa está simplesmente inserida no Código Tributário, com a compreensão de que quando a comunidade internacional a aceitar plenamente, o Canadá já estará preparado para ela.
Considerando-se que o Canadá é o maior parceiro comercial dos EUA e que o comércio bilateral entre as duas nações ultrapassou 500 bilhões de dólares no ano de 2005, a decisão pela taxa Tobin tem mais consequências potenciais do que apenas encher os bolsos da ONU. Se e quando o tributo começar a ser cobrado, seja daqui a um ano, ou daqui a dez anos, o esquema terá um impacto no preço dos bens e serviços que cruzam a fronteira. Além disso, a carteira dos cidadãos contribuintes estará um pouco mais leve.

Pressão Para Aceitação Por Parte dos EUA

Dentro dos EUA, a adesão à ideia da taxa Tobin está sendo lenta, mas fez uma pequena introdução no sistema político federal. No ano de 2000, o congressista Peter DeFazio (D-OR) e o senador Paul Wellstone (D-MN) exortaram o governo a instituir o tributo global. Certos grupos de interesses especiais também se uniram à ideia. O Centro para o Desenvolvimento Econômico Ambiental, baseado na Califórnia, estabeleceu a "Iniciativa da Taxa Tobin" [15]. Além disso, a Associação Federalista Mundial (agora conhecida como Soluções Globais), o maior grupo de lóbi do governo mundial dentro dos EUA, está ajudando a aumentar a pressão para a aceitação.
Organizações não-governamentais (ONGs) internacionais, grupos especiais de interesses com influência no mundo inteiro, também oferecem suporte. O Movimento Federalista Mundial (WFM) que é uma organização guarda-chuva sob a qual a Associação Federalista Mundial opera, tem feito grandes esforços para levar adiante os princípios da taxa Tobin. Seu presidente-executivo, Bill Pace, exerceu um papel crítico durante o Fórum do Milênio da ONU (de 22-26 de maio de 2000), em que mais de mil ONGs de todo o mundo participaram dos processos de reforma da ONU. [16].
Durante uma das sessões do Fórum, os delegados debateram as ideias para o financiamento alternativo da ONU. Novamente, a taxa Tobin recebeu uma alta prioridade.

Durante o dia final do Fórum, o advogado especializado em Direito Internacional Richard Falk — por convite de Bill Pace — teve um encontro especial com os federalistas mundiais e outros líderes-chave a respeito das propostas específicas de governança global. Sem qualquer surpresa, muitos dos participantes no encontro tinham dado suporte verbal à taxa Tobin anteriormente durante aquela semana. Tendo participado daquele Fórum, tornou-se claro para mim que a tributação internacional é vista como um marco estratégico na criação de um governo mundial. Entretanto, existem problemas.

Problemas com a Tributação

Embora grandes progressos tenham sido feitos para avançar a ideia de um tributo mundial, existem sérios problemas com a implementação. O tributo teria de ser aceito universalmente; caso contrário, os países não-participantes rapidamente se tornariam paraísos fiscais. Com isto em mente, que opções para a imposição seriam usadas para os países que não aderirem? Quem fará a coleta do tributo e supervisionará seu uso? Como um tributo global afetaria as economias regionais e nacionais? Quais salvaguardas seriam empregadas para impedir a corrupção ou para evitar que a alíquota cresça continuamente?
A princípio, os problemas em torno da criação e administração do tributo podem parecer insolúveis. Entretanto, o fato permanece que agora existe um esquema de tarifas globais harmonizado, o que antes era considerado tão utópico quanto o tributo internacional que está sendo discutido atualmente. Grandes organizações e indivíduos influentes dentro da comunidade internacional não estão perguntando "se" ou "quando", mas, em vez disso, "o que é necessário?".
Além das complicações previsíveis associadas com a implementação de um tributo mundial para dar maior força à ONU, um grande perigo existe naquilo que esse tributo representa. No terceiro volume de Strategy of World Order, de Richard Falk, Norman J. Padelford, um dos primeiros defensores da reforma monetária da ONU, faz uma advertência sobre o financiamento independente:
"O poder de uma bolsa independente poderia se tornar o prelúdio para a tomada e exercício de poder independente. Isto poderia ser prejudicial para a independência nacional e, posteriormente, até para as liberdades individuais." [17].
Vi esse perigo quando participei de uma conferência sobre o governo mundial voltada para os jovens, em Washington, durante a primavera de 1999. [18]. Em um dos painéis, uma das ocupantes da mesa, uma jovem mulher americana, enfatizou rigorosamente a necessidade de um sistema de gestão mundial equipado com o poder de tributar:
"No nível internacional, o imposto progressivo precisa ser implementado... Atualmente, aceitamos aqui neste país tributos no nível estadual e nacional. Um governo mundial bem-sucedido depende da aplicação desse sistema em escala internacional. Além dos sacrifícios econômicos, o governo mundial eficaz envolve o sacrifício de certas liberdades.

Ao cultivar a segurança por meio de um sistema respeitado de imposição da lei, todas as nações e, portanto, todas as pessoas, precisarão cooperar e fazer alguns sacrifícios... O governo mundial precisa estabelecer um equilíbrio onde certas liberdades são restringidas para o bem maior da humanidade... as leis globais transcendem a lei nacional e a unidade tem maior peso que a diversidade. Isto requer que cada Estado nacional ceda certos direitos para o governo mundial, comprometendo-se a obedecer as decisões internacionais. [19].

Financiando a Governança Global

Frequentemente se diz que os dividendos derivados dos programas alternativos de financiamento das Nações Unidas, como a taxa Tobin, serão usados para tornar o mundo um lugar mais seguro. O secretário-geral U Thant inferiu isto em seu discurso na Universidade de Harvard, em 1963, e a ação legislativa canadense de 1999 também demonstrou esse elo entre a tributação e a polícia e a segurança mundiais.
O fato de existirem diversos planos para criar uma força policial e militar internacional, seja sob o guarda-chuva direto da ONU, ou de alguma outra forma conectada ao processo de tomada de decisão da ONU (isto será analisado em um artigo futuro), nos dá uma janela para a importância do financiamento alternativo. Da forma atual, a ONU não tem os meios econômicos para colocar em campo um grupo de batalha plenamente funcional. Portanto, para os sonhos de segurança global sob os auspícios da ONU serem realizados, a questão do financiamento terá de ser tratada e implementada.
O Canadá já se adiantou e agora aguarda que o mundo adote a ideia para que o tributo internacional possa ser cobrado de forma juridicamente legal. Na verdade, no ano seguinte após o Canadá ter adotado a iniciativa do tributo internacional, o Parlamento Europeu começou a se interessar seriamente pelo plano. Em 2003, a Bélgica colocou sobre a mesa de discussões uma plataforma de tributação global similar. Outros países estão contemplando passos similares.
Se um tributo internacional se tornar uma realidade, para permitir a segurança global, ou por qualquer outra razão, ele elevará as Nações Unidas ao nível de um regime soberano. Como A. W. Clausen, ex-presidente do BankAmerica Corp. e do Banco Mundial declarou em 1979:

"Os controles do dinheiro e do crédito tocam no coração da soberania nacional." [20].
Com toda a certeza tocam. Os controles do dinheiro e do crédito, dois aspectos que se encaixam com um esquema tributário, dão poder ao usuário final com alavancagem econômica soberana. Portanto, se a ONU obtiver autoridade para tributar, seja por meio dos países-membro participantes ou via outro circuito, o organismo internacional poderá ser ampliado para se tornar uma entidade governante semiautônoma. Afinal, a capacidade de criar riqueza a partir da tributação é poder e prerrogativa de um governo, e é nisto essencialmente que a ONU se transformará.

Notas Finais

1. Para mais informações sobre quais países e políticos estão trabalhando nesta ideia, veja o link indicado a seguir: http://tobintaxcall.free.fr/list.htm. Veja também a Carta Aberta intitulada "The Tobin Tax at the ECOFIN".
2. U Thant, "Força de Paz das Nações Unidas", um discurso diante da Associação dos Graduados de Harvard, Cambridge, Massachusetts, 13 de junho de 1963. Conforme reimpresso em The Strategy of World Order, Volume III: The United Nations (World Law Fund, 1966), págs. 526-534.
3. Richard Falk and Saul H. Mendlovitz, The Strategy of World Order, Volume III: The United Nations (World Law Fund, 1966), pág. 731.
4. Conselho Econômico e Social das Nações Unidas, Debate Sobre Ideias Novas e Inovadoras Para Financiamento, 23-24 de julho de 1997. Boletins para a imprensa da ONU.
5. Ibidem.
6. James A. Paul, Declaração Sobre Financiamento Inovador ao Conselho Econômico e Social da ONU, 11 de julho de 1996.
7. James A. Paul, Financiamento Alternativo para a Paz Global e o Desenvolvimento (Fórum de Políticas Globais, setembro de 1997).
8. Comissão Sobre Governança Global, Our Global Neighborhood (Oxford University Press, 1995), págs. 220-221.
9. Ibidem, págs. 218-221.
10. Veja "Currency Transaction Tax – Question and Answers", http://www.currencytax.org/questions_and_answers.php.
11. Veja o livro de Paul Hellyer Stop: Think (Chimo Media, 1999), pág. 176.
12. Lorne Nystrom, "Tax on Financial Transactions", Private Members Business, Edited Hansard – Number 144, 28/10/1998, Casa dos Comuns, Governo Federal Canadense, pág. 1735.
13. Ibidem, pág. 1745.
14. Ibidem.
15. O sítio na Internet para a Taxa Tobin para o Centro de Desenvolvimento Econômico Ambiental é http://ceedweb.org/iirp.
16. O autor deste artigo foi um delegado no Fórum do Milênio da ONU. Qualquer referência às atividades do Fórum deriva de suas experiências e dos documentos internos distribuídos aos participantes.
17. Norman J. Padelford, "Financial Crisis and the Future of the United Nations", The Strategy of World Order, pág. 768.
18. Esta conferência, patrocinada pela Associação Federalista Mundial e pelo Centro Pela Paz Global, foi chamada de "Conferência Nacional da Juventude Sobre o Apelo de Haia Pela Paz". As datas foram de 9-11 de abril de 1999 e ocorreram no Edifício Ward, da Universidade Americana.
19. Não vou publicar o nome desta jovem participante por causa de sua idade no tempo do encontro.
20. A partir de uma entrevista entre Michael Loyd Chadwick e A. W. Clausen, conforme publicada na edição de 1981 do Freemen Digest on International Banking, pág. 21.


Autor: Carl Teichrib, artigo original em http://www.forcingchange.org, Edição 8, Volume 1.
Revisão: http://www.TextoExato.com
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/taxaglobal.asp


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Seja Bem-Vindo à Governança Global

Seal of the President of the United StatesImage via Wikipedia

Seja Bem-Vindo à Governança Global

Autor: Henry Lamb.

"Para esse sistema de "governança" funcionar, precisa existir um procedimento para criar leis e regras, uma fonte independente de receita, e um mecanismo para a imposição das leis. O procedimento para a criação de regras está bem estabelecido. O Tribunal Penal Internacional fornece a base para a imposição. Entretanto, a inexistência de uma fonte independente de receitas, impediu a ONU de se tornar o governo mundial que está planejado há tanto tempo. A atual crise econômica é a desculpa necessária para criar um mecanismo global de controle da economia global e instituir uma fonte independente de receitas para o governo mundial." [Excerto deste mesmo artigo].

"Pouquíssimas pessoas percebem que existe um esforço gigantesco de criar a governança global — um eufemismo para governo mundial — que afetará drasticamente cada homem, mulher e criança no planeta Terra. Sendo um dos principais especialistas no assunto, Henry Lamb oferece uma singular compreensão sobre o surgimento da governança global, e suas consequências potencialmente muito graves para a humanidade." — Dr. Michael S. Coffman, presidente da Environmental Perspectives, Inc. [3].

Há mais de um século que persiste a ideia de um governo mundial. Desde a visão de Cecil Rhodes de um Império Britânico global, passando pela visão do presidente americano Woodrow Wilson de uma Liga das Nações e depois, durante a administração Roosevelt, com a criação da Organização das Nações Unidas, esse sonho de um governo mundial continua a avançar. Em Berlim, Barack Obama anunciou que é um 'cidadão do mundo'. Ele e seu governo estão prestes a oferecer homenagem a essa cidadania global.


As pessoas que criaram a Liga das Nações para o presidente Wilson eram assessores que operavam por trás dos bastidores. Nos EUA, os assessores de Wilson eram conhecidos como "A Consulta" do coronel Edward Mandell House. Na Inglaterra, o governo era assessorado pelo grupo de Alfred Milner, conhecido como "turma de Chatham House", criado por Cecil Rhodes em 1891. 

Esses dois grupos rascunharam o Tratado de Versalhes, que terminou a Primeira Guerra Mundial — e criou a Liga das Nações.

Durante os dias finais das negociações do tratado, esses dois grupos se reuniram no Hotel Majestic, em Paris, e decidiram formalizar suas organizações. O grupo europeu transformou-se em Instituto Real das Relações Internacionais e o grupo americano, do coronel House, tornou-se o Conselho das Relações Internacionais (CFR). Esses dois grupos são o poder sustentador que esteve por trás da ideia do governo mundial durante todo o século 20.


[NT: Para saber mais sobre o CFR, leia os artigos "O Futuro Está Chamando — Parte 2: Organizações Secretas e Agendas Ocultas" e "O Futuro Está Chamando — Parte 3: Dias de Infâmia"].

Franklin Roosevelt serviu na administração do presidente Wilson e conhecia bem a Consulta, do coronel House, e o Conselho das Relações Internacionais. A administração Roosevelt foi preenchida por membros do CFR. Na verdade, o programa de recuperação econômica "New Deal", instituído nos anos da Grande Depressão, foi um produto do CFR.

O genro do Roosevelt escreveu:

"Por um longo tempo, achei que FDR tinha desenvolvido muitas ideias que eram para o benefício deste país. A maior parte de seus pensamentos, sua munição política, como eram conhecidos, foram cuidadosamente fabricados para ele antecipadamente pelo grupo do dinheiro do CFR-Um Mundo Unificado. [Curtis Dall, FDR: My Exploited Father-In-Law, 1967].

A maior parte do comitê de Roosevelt que rascunhou a Carta da ONU era formada por membros do Conselho das Relações Internacionais. Desde então, todas as administrações desde o governo Roosevelt, foram dominadas por membros do CFR. Durante o governo Clinton, o escritor do jornal Washington Post, Richard Harwood, informou que o Conselho das Relações Internacionais é "... a coisa mais próxima que temos de um Sistema governante nos Estados Unidos" e identificou dezenas de membros do CFR na Casa Branca. (Washington Post, 30 de outubro de 1993, A-21).

Os membros do CFR dominaram ambas as administrações Bush. Richard Haass serviu em ambas. 

Até junho de 2003, ele era Diretor de Planejamento no Departamento de Estado. Ele renunciou para se tornar presidente do CFR, em julho de 2003.

Haass continua a promover a ideia de um governo mundial. Em um artigo publicado no jornal Taipei Times, ele escreveu: "... os Estados precisam estar preparados para ceder parte de sua soberania para os organismos globais para que um sistema internacional possa funcionar." [Taipei Times, 21 de fevereiro de 2006].

Aqui está o ponto crucial: A soberania nacional e a governança global são mutuamente exclusivas. As duas não podem existir ao mesmo tempo. Um país é soberano, ou não é.

A Liga das Nações fracassou por que os Estados Unidos não estavam dispostos a ceder sua soberania a um sistema internacional. A ONU prossegue por que os países continuam a ceder soberania, como Haass disse, "aos organismos globais".

O Conselho das Relações Internacionais, e a maior parte dos governos da Europa, estão convencidos que o único modo para o mundo sobreviver é por alguma forma de governança global. Eles defendem a opinião que:

"Governança não é governo — é a estrutura de regras, instituições e práticas que definem limites para o comportamento dos indivíduos, organizações e empresas." [Relatório da ONU Sobre o Desenvolvimento Humano, 1999, pág. 34.].

Qualquer autoridade que possa "limitar o comportamento de indivíduos, organizações e empresas" — é um governo.

Para esse sistema de "governança" funcionar, precisa existir um procedimento para criar leis e regras, uma fonte independente de receita, e um mecanismo para a imposição das leis. O procedimento para a criação de regras está bem estabelecido. O Tribunal Penal Internacional fornece a base para a imposição. Entretanto, a inexistência de uma fonte independente de receitas, impediu a ONU de se tornar o governo mundial que está planejado há tanto tempo. A atual crise econômica é a desculpa necessária para criar um mecanismo global de controle da economia global e instituir uma fonte independente de receitas para o governo mundial.

As Nações Unidas adotaram pela primeira vez uma "Nova Ordem Econômica Internacional" em 1974 (A/RES/S-6/3201). Ela propunha um sistema econômico socialista e global sob os auspícios da ONU. Felizmente, os Estados Unidos ignoraram a ideia e ela se desvaneceu, porém não morreu.

Em 1995, a Comissão patrocinada pela ONU sobre Governança Global publicou seu relatório final, intitulado "Our Global Neighborhood" (Nossa Vizinhança Global). Entre as muitas recomendações feitas para efetivar a governança global havia uma proposta para a criação de um Novo Conselho de Segurança Econômica. Sua jurisdição incluiria:

"... ameaças de longo prazo para a segurança em seu sentido mais amplo possível, como crises ecológicas compartilhadas, instabilidade econômica, desemprego crescente... pobreza em massa... e a promoção do desenvolvimento sustentável."

Adele Simmons foi a representante americana na Comissão Sobre Governança Global; ela era membro do Conselho das Relações Internacionais.

Antes de deixar o cargo, o presidente George W. Bush convocou uma reunião do G20 para definir a pauta para um encontro em Londres, em abril de 2009. Eles esperavam criar um sistema global para finalmente controlar a economia global. Seja lá qual for a estrutura que sairá do encontro, ela provavelmente receberá poderes para controlar a economia global e conectar as ações econômicas com as questões ecológicas e também de justiça social — exatamente como prescrito pela Comissão Sobre Governança Global.

A criação da Organização Mundial do Comércio (OMC) avançou muito no caminho para dar a um "organismo internacional" o poder de regular o comércio. Os EUA cederam uma soberania significativa quando concordaram em adequar suas leis e regulamentos às determinações dessa agência da ONU.

O Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e o Banco de Compensações Internacionais ainda não operam pelo consenso de diretorias indicadas de forma arbitrária pela ONU. Além disso, até aqui, a ONU não foi capaz de encontrar um modo de instituir uma fonte de receitas sobre as transações que envolvam o câmbio internacional de moedas. Mas isso poderá mudar a partir do encontro do G20 em Londres, em abril.

Os líderes europeus já estão fazendo barulho por um controle internacional mais rígido sobre a economia global. Entre as ideias avançadas no passado estão o licenciamento e até mesmo regulações ainda mais rígidas da ONU sobre o comércio internacional; colocar representantes da ONU nas reuniões de diretores das empresas multinacionais; e tributação internacional sobre o privilégio de realizar negócios em escala global.

Quem controla o fluxo do dinheiro controla a atividade daqueles que têm dinheiro, bem como daqueles que querem ganhar dinheiro. Por exemplo, seja lá qual for a estrutura econômica internacional que possa aparecer, uma nação poderá ser forçada a adotar os objetivos sobre o aquecimento global prescritos pela ONU para poder participar das transações econômicas. Essa nova estrutura econômica internacional poderá fixar alíquotas de tributação, definir as taxas de juros e as condições para a concessão de crédito.

Essa estrutura econômica internacional proposta poderá solapar o último vestígio de soberania dos EUA. Com exceção do congressista e ex-candidato a presidente Ron Paul, e de Glenn Beck, do canal Fox News, a mídia ou os políticos quase não expressam preocupação com essas questões.

A governança global já está às portas do mundo. Gustav Speth, que serviu na equipe de transição de Bill Clinton antes de ser indicado para chefiar o programa de Desenvolvimento da ONU, declarou o seguinte em uma conferência global em 1997:

"A governança global está aqui para ficar e, dirigida pela globalização econômica e ambiental, ela inevitavelmente se expandirá."

Strobe Talbott, Subsecretário do Departamento de Estado durante a administração Clinton, disse à revista Time:

"... dentro dos próximos cem anos... nacionalidade, como a conhecemos hoje, estará obsoleta; todos os Estados reconhecerão uma única autoridade global.".

Ambos esses indivíduos são membros do Conselho das Relações Internacionais. Timothy Geithner, atual Secretário do Tesouro, e Lawrence Summers, principal assessor econômico do presidente Obama, representarão os EUA no encontro do G20 em abril. Ambos são membros do Conselho das Relações Internacionais. Hillary Clinton, Secretária de Estado, endossou publicamente o governo mundial quando elogiou Walter Cronkite por seu trabalho, com o qual ele recebeu o prêmio "Governança Global", da Associação Federalista Mundial.

Em todos os anos da administração Clinton e também durante os anos do governo Bush, membros do Conselho das Relações Internacionais promoveram o avanço da governança global. A oposição na Câmara dos Representantes e no Senado e, algumas vezes, a oposição de um obstinado presidente Bush, bloquearam a participação dos EUA no Protocolo de Kyoto, no Tribunal Penal Internacional, na Convenção Sobre a Lei do Mar, na Convenção Sobre os Direitos da Criança e na imposição de uma tributação da ONU sobre o câmbio de moedas.

Hoje, a oposição à governança global diminuiu no Congresso e desapareceu na Casa Branca. Com os olhos arregalados, os EUA estão dando as boas-vindas à governança global. A atual administração, com a aprovação da maior parte do Congresso, cederá a soberania a um sistema internacional que não presta contas a ninguém e não possui moralidade. A ONU está ansiosa para financiar suas aventuras malignas com o dinheiro colocado à sua disposição por aqueles que compraram a promessa de esperança e cegamente votaram por mudança.

Uma vez que a ONU obtenha uma fonte independente de receitas para financiar suas forças de "paz", que poderão impor os tratados e os decretos do Tribunal Penal Internacional, não haverá força na Terra capaz de derrubá-la. Quando todos perceberem o verdadeiro custo da governança global, será tarde demais. A ONU controlará o fluxo do dinheiro e da energia disponíveis para cada país.

O presidente Obama e a atual maioria no Congresso já terão saído de cena há muito tempo, deixando a próxima geração a amaldiçoar a estupidez de seus pais e a somente imaginar o que era viver em liberdade.

Autor: Henry Lamb — artigo original em http://www.crossroad.to/articles2/009/sovereignty/global-gov.htm
Revisão: http://www.TextoExato.com
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/govglobal.asp


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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Seja Bem-Vindo à Governança Global

Seja Bem-Vindo à Governança Global

Autor: Henry Lamb

"Para esse sistema de "governança" funcionar, precisa existir um procedimento para criar leis e regras, uma fonte independente de receita, e um mecanismo para a imposição das leis. O procedimento para a criação de regras está bem estabelecido. O Tribunal Penal Internacional fornece a base para a imposição. Entretanto, a inexistência de uma fonte independente de receitas, impediu a ONU de se tornar o governo mundial que está planejado há tanto tempo. A atual crise econômica é a desculpa necessária para criar um mecanismo global de controle da economia global e instituir uma fonte independente de receitas para o governo mundial." [Excerto deste mesmo artigo].

"Pouquíssimas pessoas percebem que existe um esforço gigantesco de criar a governança global — um eufemismo para governo mundial — que afetará drasticamente cada homem, mulher e criança no planeta Terra. Sendo um dos principais especialistas no assunto, Henry Lamb oferece uma singular compreensão sobre o surgimento da governança global, e suas consequências potencialmente muito graves para a humanidade." — Dr. Michael S. Coffman, presidente da Environmental Perspectives, Inc. [3].

Há mais de um século que persiste a ideia de um governo mundial. Desde a visão de Cecil Rhodes de um Império Britânico global, passando pela visão do presidente americano Woodrow Wilson de uma Liga das Nações e depois, durante a administração Roosevelt, com a criação da Organização das Nações Unidas, esse sonho de um governo mundial continua a avançar. Em Berlim, Barack Obama anunciou que é um 'cidadão do mundo'. Ele e seu governo estão prestes a oferecer homenagem a essa cidadania global.

As pessoas que criaram a Liga das Nações para o presidente Wilson eram assessores que operavam por trás dos bastidores. Nos EUA, os assessores de Wilson eram conhecidos como "A Consulta" do coronel Edward Mandell House. Na Inglaterra, o governo era assessorado pelo grupo de Alfred Milner, conhecido como "turma de Chatham House", criado por Cecil Rhodes em 1891. Esses dois grupos rascunharam o Tratado de Versalhes, que terminou a Primeira Guerra Mundial — e criou a Liga das Nações.

Durante os dias finais das negociações do tratado, esses dois grupos se reuniram no Hotel Majestic, em Paris, e decidiram formalizar suas organizações. O grupo europeu transformou-se em Instituto Real das Relações Internacionais e o grupo americano, do coronel House, tornou-se o Conselho das Relações Internacionais (CFR). Esses dois grupos são o poder sustentador que esteve por trás da ideia do governo mundial durante todo o século 20.

[NT: Para saber mais sobre o CFR, leia os artigos "O Futuro Está Chamando — Parte 2: Organizações Secretas e Agendas Ocultas" e "O Futuro Está Chamando — Parte 3: Dias de Infâmia"].

Franklin Roosevelt serviu na administração do presidente Wilson e conhecia bem a Consulta, do coronel House, e o Conselho das Relações Internacionais. A administração Roosevelt foi preenchida por membros do CFR. Na verdade, o programa de recuperação econômica "New Deal", instituído nos anos da Grande Depressão, foi um produto do CFR.

O genro do Roosevelt escreveu:

"Por um longo tempo, achei que FDR tinha desenvolvido muitas ideias que eram para o benefício deste país. A maior parte de seus pensamentos, sua Seja Bem-Vindo à Governança Global http://www.espada.eti.br/govglobal.asp 1 de 4 2/11/2010 6:44 munição política, como eram conhecidos, foram cuidadosamente fabricados para ele antecipadamente pelo grupo do dinheiro do CFR-Um Mundo Unificado. [Curtis Dall, FDR: My Exploited Father-In-Law, 1967].

A maior parte do comitê de Roosevelt que rascunhou a Carta da ONU era formada por membros do Conselho das Relações Internacionais. Desde então, todas as administrações desde o governo Roosevelt, foram dominadas por membros do CFR.

Durante o governo Clinton, o escritor do jornal Washington Post, Richard Harwood, informou que o Conselho das Relações Internacionais é "... a coisa mais próxima que temos de um Sistema governante nos Estados Unidos" e identificou dezenas de membros do CFR na Casa Branca. (Washington Post, 30 de outubro de 1993, A-21).

Os membros do CFR dominaram ambas as administrações Bush. Richard Haass serviu em ambas. Até junho de 2003, ele era Diretor de Planejamento no Departamento de Estado. Ele renunciou para se tornar presidente do CFR, em julho de 2003.

Haass continua a promover a ideia de um governo mundial. Em um artigo publicado no jornal Taipei Times, ele escreveu: "... os Estados precisam estar preparados para ceder parte de sua soberania para os organismos globais para que um sistema internacional possa funcionar." [Taipei Times, 21 de fevereiro de 2006].

Aqui está o ponto crucial: A soberania nacional e a governança global são mutuamente exclusivas. As duas não podem existir ao mesmo tempo. Um país é soberano, ou não é.

A Liga das Nações fracassou por que os Estados Unidos não estavam dispostos a ceder sua soberania a um sistema internacional. A ONU prossegue por que os países continuam a ceder soberania, como Haass disse, "aos organismos globais".

O Conselho das Relações Internacionais, e a maior parte dos governos da Europa, estão convencidos que o único modo para o mundo sobreviver é por alguma forma de governança global. Eles defendem a opinião que:

"Governança não é governo — é a estrutura de regras, instituições e práticas que definem limites para o comportamento dos indivíduos, organizações e empresas." [Relatório da ONU Sobre o Desenvolvimento Humano, 1999, pág. 34.].

Qualquer autoridade que possa "limitar o comportamento de indivíduos, organizações e empresas" — é um governo.

Para esse sistema de "governança" funcionar, precisa existir um procedimento para criar leis e regras, uma fonte independente de receita, e um mecanismo para a imposição das leis. O procedimento para a criação de regras está bem estabelecido.

O Tribunal Penal Internacional fornece a base para a imposição. Entretanto, a inexistência de uma fonte independente de receitas, impediu a ONU de se tornar o governo mundial que está planejado há tanto tempo. A atual crise econômica é a desculpa necessária para criar um mecanismo global de controle da economia global e instituir uma fonte independente de receitas para o governo mundial.

As Nações Unidas adotaram pela primeira vez uma "Nova Ordem Econômica Internacional" em 1974 A/RES/S-6/3201). Ela propunha um sistema econômico socialista e global sob os auspícios da ONU. Felizmente, os Estados Unidos ignoraram a ideia e ela se desvaneceu, porém não morreu.

Em 1995, a Comissão patrocinada pela ONU sobre Governança Global publicou seu relatório final, intitulado "Our Global Neighborhood" (Nossa Vizinhança Global). Entre as muitas recomendações feitas para efetivar a governança global havia uma proposta para a criação de um Novo Conselho de Segurança Econômica. Sua jurisdição incluiria:

"... ameaças de longo prazo para a segurança em seu sentido mais amplo possível, como crises ecológicas compartilhadas, instabilidade econômica, Desemprego crescente... Pobreza em massa... e a promoção do Seja Bem-Vindo à Governança Global http://www.espada.eti.br/govglobal.asp
2 de 4 2/11/2010 6:44 desenvolvimento sustentável."

Adele Simmons foi a representante americana na Comissão Sobre Governança Global; ela era membro do Conselho das Relações Internacionais.

Antes de deixar o cargo, o presidente George W. Bush convocou uma reunião do G20 para definir a pauta para um encontro em Londres, em abril de 2009. Eles esperavam criar um sistema global para finalmente controlar a economia global. Seja lá qual for a estrutura que sairá do encontro, ela provavelmente receberá poderes para controlar a economia global e conectar as ações econômicas com as questões ecológicas e também de justiça social — exatamente como prescrito pela Comissão Sobre Governança Global.

A criação da Organização Mundial do Comércio (OMC) avançou muito no caminho para dar a um "organismo internacional" o poder de regular o comércio. Os EUA cederam uma soberania significativa quando concordaram em adequar suas leis e regulamentos às determinações dessa agência da ONU.

O Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e o Banco de Compensações Internacionais ainda não operam pelo consenso de diretorias indicadas de forma arbitrária pela ONU. Além disso, até aqui, a ONU não foi capaz de encontrar um modo de instituir uma fonte de receitas sobre as transações que envolvam o câmbio internacional de moedas. Mas isso poderá mudar a partir do encontro do G20 em Londres, em abril.

Os líderes europeus já estão fazendo barulho por um controle internacional mais rígido sobre a economia global. Entre as ideias avançadas no passado estão o licenciamento e até mesmo regulações ainda mais rígidas da ONU sobre o comércio internacional; colocar representantes da ONU nas reuniões de diretores das empresas multinacionais; e tributação internacional sobre o privilégio de realizar negócios em escala global.

Quem controla o fluxo do dinheiro controla a atividade daqueles que têm dinheiro, bem como daqueles que querem ganhar dinheiro. Por exemplo, seja lá qual for a estrutura econômica internacional que possa aparecer, uma nação poderá ser forçada a adotar os objetivos sobre o aquecimento global prescritos pela ONU para poder participar das transações econômicas. Essa nova estrutura econômica internacional poderá fixar alíquotas de tributação, definir as taxas de juros e as condições para a concessão de crédito.

Essa estrutura econômica internacional proposta poderá solapar o último vestígio de soberania dos EUA. Com exceção do congressista e ex-candidato a presidente Ron Paul, e de Glenn Beck, do canal Fox News, a mídia ou os políticos quase não expressam preocupação com essas questões.

A governança global já está às portas do mundo. Gustav Speth, que serviu na equipe de transição de Bill Clinton antes de ser indicado para chefiar o programa de Desenvolvimento da ONU, declarou o seguinte em uma conferência global em 1997: "A governança global está aqui para ficar e, dirigida pela globalização econômica e ambiental, ela inevitavelmente se expandirá."

Strobe Talbott, Subsecretário do Departamento de Estado durante a administração Clinton, disse à revista Time: "... dentro dos próximos cem anos... nacionalidade, como a conhecemos hoje, estará obsoleta; todos os Estados reconhecerão uma única autoridade global.". Ambos esses indivíduos são membros do Conselho das Relações Internacionais. Timothy Geithner, atual Secretário do Tesouro, e Lawrence Summers, principal assessor econômico do presidente Obama, representarão os EUA no encontro do G20 em abril.

Ambos são membros do Conselho das Relações Internacionais. Hillary Clinton, Secretária de Estado, endossou publicamente o governo mundial quando elogiou Walter Seja Bem-Vindo à Governança Global http://www.espada.eti.br/govglobal.asp 3 de 4 2/11/2010 6:44 Cronkite por seu trabalho, com o qual ele recebeu o prêmio "Governança Global", da Associação Federalista Mundial.

Em todos os anos da administração Clinton e também durante os anos do governo Bush, membros do Conselho das Relações Internacionais promoveram o avanço da governança global. A oposição na Câmara dos Representantes e no Senado e, algumas vezes, a oposição de um obstinado presidente Bush, bloquearam a participação dos EUA no Protocolo de Kyoto, no Tribunal Penal Internacional, na Convenção Sobre a Lei do Mar, na Convenção Sobre os Direitos da Criança e na imposição de uma tributação da ONU sobre o câmbio de moedas.

Hoje, a oposição à governança global diminuiu no Congresso e desapareceu na Casa Branca. Com os olhos arregalados, os EUA estão dando as boas-vindas à governança global. A atual administração, com a aprovação da maior parte do Congresso, cederá a soberania a um sistema internacional que não presta contas a ninguém e não possui moralidade. A ONU está ansiosa para financiar suas aventuras malignas com o dinheiro colocado à sua disposição por aqueles que compraram a promessa de esperança e cegamente votaram por mudança.

Uma vez que a ONU obtenha uma fonte independente de receitas para financiar suas forças de "paz", que poderão impor os tratados e os decretos do Tribunal Penal Internacional, não haverá força na Terra capaz de derrubá-la. Quando todos perceberem o verdadeiro custo da governança global, será tarde demais. A ONU controlará o fluxo do dinheiro e da energia disponíveis para cada país.

O presidente Obama e a atual maioria no Congresso já terão saído de cena há muito tempo, deixando a próxima geração a amaldiçoar a estupidez de seus pais e a somente imaginar o que era viver em liberdade.

Autor: Henry Lamb — artigo original em http://www.crossroad.to/articles2
/009/sovereignty/global-gov.htm
Data da publicação: 6/4/2009
Transferido para a área pública em 5/6/2010
Revisão: http://www.TextoExato.com
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/govglobal.asp
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