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sábado, 31 de março de 2012

A crise econômica da Europa: Portugal, Irlanda, Espanha, Itália e Bélgica seguem na mesma direção da Grécia

A crise econômica da Europa: Portugal, Irlanda, Espanha, Itália e Bélgica seguem na mesma direção da Grécia


Nada está acabado até estar terminado. Naturalmente, referimo-nos à Europa e à sua versão de 1984. Achamos difícil de compreender que banqueiros, políticos e burocratas da Europa possam fazer o que fizeram com uma cara aparentemente séria. Investidores tiveram um haircut a pressionar suas gargantas mas o BCE e o FMI ficaram isentos. 
Como pode ser isso? É porque alguns são mais iguais do que outros.

Não há dúvida de que isto será um acontecimento decisivo para o sistema financeiro europeu e mundial. Assistimos a um descumprimento parcial, mas só porque os criadores dos derivativos, o ISDA(International Swaps and Derivatives Association), tinham de dizer alguma coisa, do contrário o seu negócio de derivativos teria entrado em colapso. Ninguém fará negócio com um segurador ou um operador de apostas que não paga e constantemente muda as regras de forma arbitrária. Não é preciso dizer que tais maquinações estão fora da vista do público, porque 99% dele certamente não entende de derivativos. 

A Grécia está a caminho da crise seguinte quer seja pela via da austeridade, de manifestações ou de um golpe militar. Com toda probabilidade a Grécia será seguida pela Irlanda, Portugal, Bélgica, Espanha e Itália. 


Também será interessante ver se retornam depósitos bancários aos bancos gregos. Eles provavelmente não voltam e haverá grande dificuldade a afetar qualquer espécie de recuperação. O povo grego, ao longo disto, foi deixado fora da equação. 

Como mencionamos no último número, os líderes da zona do euro gastaram três anos a tentarem evitar um tal resultado, mas obviamente subestimaram a profundidade dos problemas gregos e de outros países. Será interessante ver como os membros do ISDA manipulam os US$3 mil milhões em acertos de derivativos, ou será que alguma vez compartilharemos o segredo deles? Mas quaisquer que tenham sido as soluções europeias elas certamente foram política enviesada e fracassada. Quase tudo política e muito pouco pensamento avançado. Um evitar de colapso e depuração só para arcar com as consequências daqui a seis meses a um ano. 

Certamente uma vitória de Pirro, pois a distribuição de fundos foi muito mais curta do que era necessário. O que pensarão estas pessoas e o que dirá a Alemanha esta semana quando revelarem o fato de que o novo MEE , o sucessor do EFSF, é inconstitucional na Alemanha? Além disso, estes países europeus solventes que emprestaram estes fundos em nome dos seus contribuintes tem de revelar-lhes simplesmente em quanto estão pendurados até agora. 

Serão estas pessoas suficientemente tolas para acreditar que austeridade, salários mais baixos e lucros mais altos trazem prosperidade? Todo o cenário é surreal e irrealista. Também nos perguntamos o que pensam acerca de o BCE e o FMI serem excluídos das perdas gregas e de outras. O eleitor tem de acreditar que estão a viver num mundo imaginário. 

O acordo que foi estruturado para a Grécia desrespeita a lei e será litigado durante anos. Por que investidores desejariam investir sob estas circunstâncias? As regras são aquilo que eles dizem que são em qualquer dado momento ou conjuntura. Estarão outros países desejosos de seguirem o mesmo caminho? 

Toda promessa dos banqueiros, políticos e burocratas foi rompida. 

No fim as perdas do investidor foram de 70% ou mais. Eles deveriam ter aguentado perdas de 100%, mas isso não se vê nem aqui nem ali, a questão é que todos foram também deliberadamente enganados. A Grécia não era um caso isolado e os mercados financeiros são bem conscientes disso. 

Não será de perguntar como é que o BCE vai descarregar US$290 mil milhões em títulos tóxicos? Quem será bastante tolo para comprá-los? Como exemplo, o PIB português pode cair mais de 5% em 2012. Isso poderia traduzir-se em 50% de perdas um fardo da dívida pública de 118% do PIB no ano fiscal de 2012. A dívida do seu estado eleva isto em mais 10%. Isso é pior do que a Grécia. 

Recorde-se um fato muito pouco conhecido, de que Portugal “mascarou” o seu déficit no ano passado, tomando 3,5% do PIB de fundos de pensão privados. Cidadãos de todos os países prestam muita atenção. Este roubo está em vias de ser um modo de vida para todos os banqueiros e políticos. Eles estão em vias de roubar a sua aposentadoria, esteja pronto para isso. Eis porque temos recomendado a todos os cidadãos nos EUA a retirarem todos os fundos de aposentadoria que puderem. Em cinco meses o FMI decidirá se Portugal precisa de mais dinheiro. Naturalmente precisará de mais. Portugal não pode levantar fundos no mercado aberto a taxas razoáveis, de modo que o FMI tem de intervir com o EFSF. Como é que isto se ajustará à Espanha e à Itália? Não muito bem, imaginamos. Tudo isto significa que os possuidores de títulos  destes países estarão vendedores e não compradores, o que colocará o BCE e o FMI numa situação desesperada. Os problemas da Europa têm anos de duração. 

Só para mostrar como estão os bancos centrais europeus, verifica-se que devem US$650 mil milhões ao BCE. Além disso, se a Grécia tiver de deixar a zona do euro no futuro ela deverá aos atores solventes do euro outros US$125 mil milhões em dívida pagável. 

Uma dívida que será muito pior daqui a seis meses a um ano.

Isto significa que a Alemanha utilizará o próximo salvamento para dizer não, especialmente que o MEE não estará disponível para eles, ou assim diz o seu Tribunal Supremo. Acreditamos que a Alemanha quis assumir a perda e ir embora um ano atrás, mas os banqueiros disseram não. O seu sonho de governo mundial ainda está vivo e é mais importante do que o sistema financeiro da UE. Então dizem-nos outra vez que o Mediterrâneo é um vasto depósito de gás natural. Se assim for, então talvez a Grécia esteja a ser mantida a fim de ter acesso àquele gás e estarem menos dependentes da Rússia. 

Como temos dito frequentemente desde o princípio da década de 1990 a UE e a zona do euro estão condenadas. 

A Grécia não tem possibilidade de recuperação devido aos fundos inadequados emprestados. Então há os desembolsos dos CDS de uns US$3 mil milhões, os quais farão as coisas mais difíceis para outros países na mesma situação. A recapitalização dos bancos gregos é um insulto à inteligência econômica. Eles precisarão o dobro dos fundos oferecidos só para alcançarem os 9% de exigências de capital. 

Fundos de pensão gregos serão devastados, provavelmente retendo 25% do antigo valor. Temos uma [nova] coligação governamental em 1 de Maio e isso põe em causa o futuro do acordo de salvamento que acabou de ser feito. A Grécia está em vias de ser sujeita a um corte orçamentário de 20% em cima daquele já efetuado. Este acordo engendrado pelos banqueiros é o pior de todos os mundos. 

Provocará graves problemas à UE nos próximos anos. 

Há alguns meses escrevemos que há cerca de US$70 mil milhões em CDS gregos. Corte isto pela metade e as perdas seriam de US$30 a US$35 mil milhões, não os US$3 mil milhões mencionados. A questão que se levanta será a capacidade das contrapartes de pagarem. Descobriremos isso bastante logo. Haverá uns poucos vencedores e quão longe irá a carnificina? O acordo estruturado não foi de todo voluntário para os credores gregos. Foi extorsão nos moldes da Inquisição Espanhola. Isso não é modo de conduzir negócios. 

Veja-se então as questões sociais e a possibilidade de um golpe. E há ainda aspectos racistas a atiçar ódio. 

Os nortistas não gostam dos sulistas no Sul latino. 

Como dissemos anteriormente Portugal caminha na mesma direcção da Grécia. Nenhum crescimento e nenhuma mudança de qualquer espécie. A Itália e a Espanha terão de ser salvas como os outros. E há ainda o negro segredo sujo de que é a França que se segue. Estes problemas vão continuar por aí além. 

14/Março/2012

O original encontra-se em http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=29766 
Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
Retirado do site http://www.fimdostempos.net
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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Confirmado: Estamos literalmente à beira de um colapso catastrófico

Protest against the Federal Reserve during eve...Image by Fibonacci Blue via Flickr
            Confirmado: Estamos literalmente a beira de um colapso catastrófico
           
            Por: Mac Slavo/SHTFPlan
           
            Disseram-nos muitas coisas desde que a crise econômica global se apresentou pela primeira vez em 2007. Em março daquele ano o presidente da Reserva Federal (FED) Ben Bernanke disse, "o impacto na economia mais ampla e nos mercados financeiros dos problemas nos mercado sub-prime parecem passíveis de serem contidos." Claramente a avaliação do Sr. Bernanke estava incorreta e as questões imobiliárias sub-prime eram somente parte de um problema sistêmico mais amplo.
           
            Os problemas fundamentais dentro de nossa economia se tornaram notícia na grande mídia na última parte de 2008 quando os mercados de ação ao redor do mundo estavam em queda livre e as maiores instituições financeiras estavam á beira da insolvência. Em resposta, nosso governo, com pleno apoio e confiança do congresso, tomou medidas sem precedentes para salvar o sistema pela injeção, primeiro de bilhões, depois trilhões de dólares, para salvar as companhias fracassadas, estabilizar a queda deflacionária dos preços e estimular a economia.
           
            O Secretário do Tesouro Henry Paulson eventualmente escreveu um livro sobre a crise, adequadamente intitulado à beira (on the Brink). Mas quão perto da beira estávamos? Se o deputado Brad Sherman deve merecer crédito, estávamos muito perto. Tão perto, na verdade, que de acordo com Sherman, os membros do congresso foram informados que se a ajuda financeira não fosse autorizada pelo congresso o colapso seria tão severo que a lei marcial talvez tivesse de ser declarada - basicamente, tanques nas ruas. 

           
            Vamos acreditar agora que as ações tomadas pelo Congresso, o Presidente, o Tesouro Americano e a Reserva Federal resolveram os problemas fundamentais que a nossa nação (e o mundo) enfrenta? 
           
            Para aqueles 17% das pessoas que pensam que a economia está em recuperação e os outros 33% que acreditam que isso acontecerá em breve, nós salientamos a mais recente afirmação do atual Secretário do Tesouro Timothy Geithener, que delineia a severidade do problema em uma carta de 6 de janeiro de 2011 ao Congresso, onde ele escreve:
           
            Estou escrevendo em resposta a seu pedido para uma estimativa do Departamento do Tesouro de quando o limite estatutário de dívida do tesouro será atingido, e para uma descrição das conseqüências do calote dos Estados Unidos.
           
            Nunca em nossa história o congresso falhou em aumentar o limite da dívida quando necessário. O fracasso em aumentar o limite precipitaria o calote dos Estados Unidos. O calote efetivamente imporia um imposto de longo prazo sobre todos os americanos e todos os negócios americanos e poderia levar a perda de milhões de empregos americanos. Até um calote muito pequeno ou limitado teria catastróficas consequências econômicas que durariam por décadas. O fracasso em aumentar o limite seria profundamente irresponsável. Por estas razões, estou requisitando que o congresso aja para aumentar o limite no início desse ano, bem antes que a ameaça de calote se torne iminente.
           
            O Tesouro preferiria não ter de se engajar novamente em qualquer daquelas medidas extraordinárias [suspensão da emissão de certos tipos de dívida pública e veículos de investimento do governo]. Se formos forçados a fazer isso novamente, estas medidas poderiam adiar a data na qual o limite seria alcançado em várias semanas. Uma vez que esses passos tenham sido tomados, nenhuma medida legal e prudente restante estaria disponível para criar um colchão debaixo do limite da dívida, e os Estados Unidos começariam a atrasar suas obrigações.
           
            O Secretário do Tesouro dos Estados Unidos da América disse apenas que se não conseguirmos outro 1 trilhão de dólares ou mais até março desse ano então esse país começará a atrasar suas obrigações com a dívida pública. Essas observações são extremamente sérias e deveriam ser entendidas pelo que são.
           
            Estamos, literalmente e sem meias palavras, à beira de um colapso econômico.
           
            A coisa assustadora é , de acordo com o Sr. Geithner e muitos apoiadores da elevação do teto da dívida pública, que tomar mais dinheiro emprestado é a única solução disponível.
           
            Em um comentário recente nós salientamos uma visão oposta de Karl Denninger do Market Ticker, que disse que a elevação do teto da dívida levaria essencialmente as mesmíssimas consequências de deixar as coisas como estão:
           
            Deixe-me ser claro: Se vocês estenderem o teto da dívida e fazendo isso permitir déficits desse tipo continuar por mais outro ano. Digamos mais ou menos dois, vocês terão colocado uma arma carregada na boca dessa nação e puxado o gatilho.
           
            Irá explodir e vocês espalharão o sistema político e econômico da nação por toda a parede.
           
            É um beco sem saída e não há escapatória.
           
            Inadimplência ou inflacionamento de nossa dívida são as únicas soluções viáveis. Ambas levarão ao mesmo fim - um completo e total colapso do modo de vida que os americanos estão acostumados.
           
            Assim como Henry Paulson, presidente Bush e outros, advertiram do colapso econômico e depressão em 2008, o Sr. Geithner adverte a mesma coisa hoje. Todos os trilhões gastos, todas as leis aprovadas, e todas as manipulações dos mercados de ativos globais, não fizeram absolutamente nada para resolver os problemas sistêmicos fundamentais que enfrentamos antes do inicio da crise.
           
            Vai ser , literalmente, o fim do mundo como conhecemos hoje - e isso não pode ser parado.  
           
            É hora de cada indivíduo tomar medidas para se preparar para uma completa depreciação do dólar americano. Não demorará muito antes que ou não possamos cumprir nossas obrigações da dívida ou nossos credores finalmente ponham um fim a nosso endividamento fora de controle. E quando eles fizerem isso, são altas as chances de que experimentemos um colapso monetário hiperinflacionário, completo com interrupções no fluxo normal do comércio, falta de alimentos e preços fora de controle.

O único refúgio será compreender o que é dinheiro quando o sistema desmoronar e começar a se preparar agora. O governo está se preparando para isso, você também deveria.
           
            Fonte: www.truthisscary.com     

Nota: Esse artigo não é novo, mas mostra toda gravidade da crise econômica nos Estados Unidos, que a mídia brasileira não mostra, e que está tendo como consequência as perturbações na zona do euro e com toda certeza chegará aos países emergentes, Brasil entre eles.

Está em curso uma reestruturação na economia mundial, com a perda paulatina de poder dos Estados e aumento do poder da China e da Rússia.                         
                  
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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Colapso da União Européia

UE estrelasImage via Wikipedia
Fatos em Foco - Com o Pr. Artur Eduardo: Desastre econômico previsto?

A União Monetária Européia (UME) vai quebrar. Isto será seguido por um desmembramento da União Européia.

Este fato é negado pelos promotores da New World Order (NWO) da unificação internacional. Eles têm planejado isso desde o fim da primeira Guerra mundial. Eles vêm implementando isso ativamente, em segredo, desde os anos 50. Eles usaram tratados para passar essa unificação política. Eles usaram a unificação econômica como isca. O gancho da unificação política sempre esteve na isca. A ameaça que a NWO enfrenta é que a isca se tornou um veneno. A UME é baseada em um banco central comum e em uma moeda comum. Mas sem um sistema de governo comum, não pode haver união fiscal.

Não pode haver um plano centralizado por meios keynesianos.

O nacionalismo implícito pela manipulação fiscal keynesiana levou à crise grega. A UME paira sobre uma premissa improvável: a sabedoria dos banqueiros comerciais europeus (BCE), que passaram suas carreiras nos altamente regulados mercados domésticos. Antes, banqueiros de grandes bancos poderiam sempre contar com seus bancos centrais nacionais para socorrê-los. Mas, nesta nova ordem bancária mundial, o banco central europeu não tem a flexibilidade para salvar todos os grandes bancos nacionais que estão vivendo turbulência. Alguns membros do conselho do BCE são parte do eixo germano-holandês, o que favorece a redução monetária e os preços estáveis. O conselho deve acalmá-los a certo ponto. Isto reduz o tempo de resposta do BCE.

A linha de pensamento da UE e do BCE é de que não há nenhum problema ou série de problemas enfrentados pelo governo central. Eles insistem que os problemas atuais são temporários. Nos já ouvimos tudo isso anteriormente.

O colapso do comunismo

O maior acontecimento da minha vida foi o suicídio da União Soviética em 31 de dezembro de 1991. O império comunista caiu sem que um tiro fosse disparado. Oficiais superiores do partido comunista saquearam os fundos do partido e enviaram o dinheiro para contas em bancos suíços. Em seguida, eles privatizaram os principais ativos econômicos do estado para que eles e seus comparsas se tornassem incrivelmente ricos.

O segundo maior acontecimento foi à decisão de Deng Xiaoping em 1978 de liberar a agricultura chinesa. Isto levou ao crescimento econômico mais rápido da história.

Nada como isso já aconteceu com tamanho número de pessoas. O crescimento da economia per capita da Coréia do Sul de 1950 a 1990, foi maior, mas a Coréia do Sul era uma nação muito menor. O comunismo foi a ideologia tirânica mais poderosa na história do homem. O comunismo falhou operacionalmente na União Soviética em menos de 75 anos. A China comunista falhou em menos de 30 anos.

A lógica do dinheiro seduziu a vanguarda do proletariado.

A inevitável vitória socialista foi exposta como uma fraude gigante. A religião messiânica do marxismo afundou com os dois navios comunistas. Hoje, o exército esfarrapado de professores marxistas nas universidades do ocidente tem como modelos de sobrevivência apenas Cuba e a Coréia do Norte. A foto de satélite das duas Coréias — luzes brilhantes no sul, uma luz no norte — é o epitáfio mais poderoso que existe do comunismo. Agora mais uma vitoria da liberdade sobre as políticas centralizadas está em andamento. Isto está acontecendo no oeste europeu, e isto não será revertido. O garoto propaganda da New World Order — a União Européia — começou a desmoronar. Nada irá reverter este fato.

Existem alguns no ocidente que irão negar. Também existem aqueles que de 1992 até hoje insistem que o colapso da União Soviética foi na verdade um grande engano. Os comunistas ainda estão no controle, dizem eles. Essas pessoas não admitem que o comunismo perdeu a batalha. Como os comunistas originais, eles acreditam na soberania absoluta do poder político. Eles acreditam que o ocidente não poderia ter ganhado, porque os comunistas eram melhores na intriga e no poderio militar. Mas o ocidente ganhou, porque os líderes comunistas desistiram do sonho de um mundo socialista e decidiram seguir o dinheiro.

Vou contar como que eu sei que os comunistas fracassaram completamente. Primeiro, o novo governo russo mudou o nome das cidades principais de volta para os seus nomes pré-Bolchevique. Leningrado se tornou São Petersburgo. Stalin mudou o nome de Volgagrado para Stalingrado em 1925. Khrushchev mudou de volta em 1961 como parte do seu programa de "de-Stalinização". Ambas as mudanças revelaram a natureza dos políticos na Rússia. Os nomes das cidades eram testemunhas do poder dominante. Por isso que as mudanças de nome depois de 1991 foram significantes.

Segundo, multidões derrubaram estátuas de lideres soviético. Uma das estátuas que desapareceram foi a de Pavlik Morozov, o garoto de 13 anos que denunciou seu pai. Ele foi transformado em herói por Stalin depois de seu assassinato aos 15 anos. Ele executou os parentes do garoto pelo crime, apesar de todos terem negado envolvimento no crime. A história de Morozov era ensinada as crianças soviéticas até o fim do regime. Sua estátua desapareceu do parque público construído em sua homenagem. A queda da União Soviética não foi um engano. Foi real. Aconteceu há duas décadas. Há outra queda se aproximando.

Do colapso à separação

Eu vou dizer novamente. O colapso da União Monetária Européia vai ser seguido pela separação da União Européia. A UME está se rompendo. Alguns colunistas do ocidente estão agora admitindo isso. No geral, entretanto, o caminho seguido pelas linhas de comunicação é o mesmo seguido pelos burocratas da UE: "A crise na Grécia é uma aberração temporária. Ela será resolvida pela UE, FMI, e pelas políticas dos banqueiros europeus".

O problema com esta afirmação é que a Grécia continua a queimar. Taxas de juros de curto-prazo estão acima de 100%, indicando a perda de confiança por parte dos investidores na capacidade do governo grego em pagar seus juros em euros. Se a UE, o FMI, e o BCE tivessem um plano para lidar com o problema na Grécia — sua incapacidade iminente para fazer pagamentos de juros em euro — eles o teriam implantado. Eles continuam anunciando "empréstimos-ponte" temporários. Estes "empréstimos-ponte" são na realidade empréstimos sem fundos. É presumido que todos sabem disso, porém eles não investem adequadamente. Os vários giros nos mercados de ações europeus indicam que a esperança e o medo estão equilibrados, ao contrário de qualquer orçamento do governo.

A esperança vai se transformar em medo enquanto a realidade aparece. O que é realidade? Que grandes bancos europeus compraram títulos do governo grego, porque eles assumiram que nenhum membro da UME iria sair em omissão a dívida em euro. Mas é claro que isto é exatamente o que a Grécia fará. O calote é estatisticamente inevitável. O buraco é um poço sem fundo.

O euro foi o garoto propaganda da unificação européia, assim como a unificação européia era o garoto propaganda da NWO para a unificação mundial, o sonho da Comissão Trilateral. O euro foi empurrado goela abaixo dos bancos centrais europeus em 1999. Eles desfrutavam de uma autonomia considerável. Políticos nacionais também ressentiam o fato de que eles não teriam mais muita influência nos negócios monetários domésticos. Eles passaram a ter que convencer os banqueiros do Banco Central Europeu a seguir políticas que sustentariam o estado de bem-estar social.

Este mundo se foi, mas existem políticos nas nações PIIGS (Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha) que gostariam muito de restaurá-lo. Eles estão sendo pressionados por eleitores para se libertarem dos programas de "austeridade" que estão sendo enfiados em suas gargantas pelo FMI e pelo BCE. A Bíblia ensina, "O rico domina o pobre, e quem pede emprestado é servente de quem empresta" (Provérbios 22:7). Isso incomoda os devedores. A Bíblia também ensina, "O ímpio toma emprestado e não paga" (Salmo 37:21a). Isso incomoda muito os devedores. "Isto é um insulto à nossa integridade!" Então, quando seus governos anunciam cortes limitados no gasto doméstico, os trabalhadores ameaçados tomam as ruas. "Você nos deve o que você nos prometeu"!

Resumindo, eleitores querem impor austeridade nos credores. Eles não querem credores impondo austeridade nos seus governos de bem-estar social. Alguns grupos interessados vão ser inflexíveis. Na opinião da UE, BCE, FMI os funcionários de países com grande dívida serão inflexíveis. Na opinião dos sindicatos gregos os burocratas da BCE, FI, UE vão ser inflexíveis. Políticos das nações PIIGS alegam que ninguém vai ser inflexível se o BCE, FMI, e a UE emprestarem mais dinheiro. Os banqueiros querem que a UE e o BCE sirvam de provedores de última instância para os bancos, para que, quando os PIIGS derem calote, os banqueiros não percam seus bônus. Eleitores na Alemanha não querem ficar presos com as contas a pagar dos PIIGS ou bancos.

Investidores no mercado de ações da Europa parecem Rodney King ao dizer. "Não é possível todo mundo se dar bem?"

Os promotores da New World Order estão apertando as mãos e pedindo: "Nós trabalhamos tanto para passar este acordo. Nós ainda não terminamos nossos planos. Agora eleitores estão tentando matá-lo. Não é justo!" Eu penso em uma cena clássica que melhor descreve o atual predicamento da NWO.

Os melhores planos
O Wall Street Journal publicou um relatório sobre a repartição da EMS. Eu gostei da maneira que este começou: quando a história da ascensão e da queda do oeste europeu pós-guerra for algum dia escrito, ela será lançada em três volumes. Vamos chamá-los de "Fatos Concretos," "Ficção Conveniente" e — o volume que ainda está sendo escrito — "Fraude". O autor diz que os fatos concretos foram necessidades militares do pós-guerra. A Guerra fria começa.

O próximo fato concreto foi o dinheiro. Ele corretamente identifica este como "o presente de Ludwig Erhard, autor das reformas econômicas que criaram o marco alemão, aboliu o controle de preços, e colocou a inflação em controle por gerações." Erhard foi um discípulo de Wilhelm Roepke, que foi um discípulo de Ludwig von Mises. Em junho de 1948, Erhard unilateralmente aboliu inteiramente o sistema militar aliado de controle de preços, moeda fiduciária, e racionamento. No dia seguinte — literalmente — o "milagre econômico alemão" começou.

O autor continua: "O terceiro fato concreto foi a criação do mercado comum de Jean Monnet que deu à Europa uma economia compartilhada — não política — idêntica. " O autor foi enganado pela última fraude. Monnet estava trabalhando para a unificação política desde que ele e Raymond Fosdick, agente de John D. Rockefeller Jr., sentaram-se juntos na conferência da paz de Versailles em 1919. Em 1919, Fosdick enviou uma carta a sua esposa. Ele disse a ela que ele e Monnet estavam trabalhando diariamente para lançar as bases "do quadro de governo internacional." [31 de julho de 1919; em Fosdick, ed., Letters on the League of Nations (Princeton, New Jersey: Princeton University Press, 1966), p. 18.] Fosdick retornou a Nova York em 1920, onde ele assumiu a Fundação Rockefeller pelos próximos 30 anos.

Monnet era o homem de frente para a New World Order. Ele promoveu unificação política envolvendo-a em princípios de unificação econômica. O autor precisamente descreve o suicídio do oeste europeu. Em 1965, gastos do governo como percentual do PIB eram em média 28% no oeste europeu. Hoje paira há um pouco menos de 50%.

Em 1965, a taxa de fertilidade na Alemanha era um saudável 2.5 crianças por mãe. Hoje é um catastrófico 1.35. Durante os anos pós-guerra, o crescimento anual do PIB na Europa era em média 5.5%. Depois de 1973, raramente excedeu 2.3%. Em 1973, europeus trabalhavam 102 horas para cada 100 trabalhadas por um americano. Em 2004 eles trabalharam apenas 82 horas para cada 100 trabalhadas por um americano.

Ele argumentou que "Foi durante esta desaceleração geral que a Europa entrou na conveniente fase de ficção".

Uma ficção de que adicionando novos membros a UE iria permitir a economia européia a rivalizar com a produção Americana. Outra ficção era de que havia um núcleo central de visões e valores que unificariam a nova coletividade. Aqui, ele é terrivelmente ingênuo. Que tinha sido a hipótese da Organização das Nações Unidas desde o começo, e da Liga das Nações antes dele. Este era o coração da visão de Monnet. Isso não começou em 1973.

E houve, finalmente, a ficção gritante que a Europa tinha seu próprio "modelo," distinto e superior ao modelo americano, que a imunizou de correntes internacionais: globalização, Islamismo, demografia. Os europeus amam seus feriados e eles pensaram que tinham direito a um longo feriado da história também. Ele acertou essa! Depois ele listou as fraudes. Primeiro, a Grécia foi autorizada na União Monetária Européia. Mas isso não era uma fraude. Os críticos nos anos noventa disseram que todas as nações do Club Med teriam déficit. Eles alertaram que o euro não conseguiria aguentar. Não houve fraude ao deixarem os PIIGS entrarem no bloco.

Isto era fundamental para a visão de Monnet de 1919. Isto tinha que funcionar. Isto é ordenado a funcionar. Esta é a religião da NWO. Os banqueiros não PIIGS pensaram que iria funcionar. Eles se sobrecarregaram de dívidas dos PIIGS.

Isso não era uma fraude. Isto era uma implementação de uma religião profundamente política. Este foi um autoengano em escala continental. No entanto, ele está certo sobre este ponto. Houve a fraude do chamado critério de Maastricht — as leis fiscais que deveriam governar o euro apenas para serem rapidamente desrespeitadas pela França e Alemanha e depois jogadas na crise atual. Houve a fraude da Constituição Européia, esmagadoramente rejeitada sempre que um voto nela fosse permitido, apenas para ser revisada e imposta por decreto parlamentar.

Rockfeller controlando seus puppets.

O que esta acontecendo agora na Europa não é bem uma crise como é uma exposição: um evento do tipo Madoff ao invés de um Lehman. O choque é que é um choque. A Grécia nunca que seria socorrida e irá, cedo ou tarde, dar calote. Os bancos detentores da dívida grega serão, cedo ou tarde, recapitalizados. A recapitalização virá de contribuintes alemães, e isso irá colocá-los — mais cedo do que tarde — no limite de sua paciência. Os chineses não irão ao resgate: eles sabem que não se deve gastar bom dinheiro em mau dinheiro. E depois a Itália será a nova Grécia. A crise européia chegará as costas dos EUA, e os problemas econômicos americanos vão para as costas europeias — um tsunami de mão-dupla.

Ele vê que esta fraude não vai se segurar. Há uma razão para isso. A "união fiscal" que está sendo debatida nunca irá passar: Eleitores alemães não a querem, assim como nenhum outro país que quer manter independência fiscal — o que quer dizer, o principal atributo da soberania democrática. Ele faz uma previsão: "O que vem a seguir é a explosão do projeto europeu". Então ele faz uma avaliação: "Dado o que os líderes europeus fizeram deste projeto nos últimos 30 e poucos anos, isto não é uma coisa totalmente ruim". Eu digo não. Isto é ótimo. Isto é, em fato, a melhor coisa que provavelmente vai acontecer nas primeiras duas décadas do século XXI. Isto é a extensão das duas separações do século XX. Mas isso chegará com um custo altíssimo. Os distúrbios de Atenas tornar-se-ão os de Milão, Madrid e Marselha. Partidos a margem ganharão forças. Postos de fronteira irão voltar, moedas serão ressuscitadas, e depois desvalorizadas.

Países escolherão decadência ao invés de reforma. Isto é um longo desfile de horrores.

Conclusão

O preço da separação do BCE, da UME, e da EU será alto por causa das fraudes e ficções convenientes que a precederam. Se eleitores europeus não tivessem criado um estado de bem estar social, se eles não tivessem consentido com uma moeda comum, mas ao invés tivessem abolido todos os bancos centrais e tivessem permitido a competição entre moedas, e se eles tivessem abolido tarifas e não criado uma monstruosidade burocrática de agências não governamentais com poder de governo — a WTO e seus amigos — o preço de transição seria baixo. Mas eles escutaram Monnet. Eles agora pagaram o preço. Assim como todos os seus parceiros comerciais. Assim como os grandes bancos americanos que venderem seguros de inadimplência de crédito para bancos europeus.
Fonte: MsM

NOTA: Curioso é que, nesta semana, a Grécia confirmou o calote presumido pelo Gary North. Sem dúvida, o início do fim do modelo "conveniente" do Mercado Comum Europeu.
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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A Europa em crise

Unión EuropeaImage by montuno via Flickr

A Europa em crise

Por Peter Schwarz
Global Research, 14/01/10

No começo da última década, em março de 2000, os chefes de estado da União Europeia anunciaram a Estratégia de Lisboa. Seu objetivo, até 2010, era fazer a Europa "a mais competitiva e dinâmica economia baseada em conhecimento do mundo, capaz de crescimento econômico sustentável com mais e melhores empregos e maior coesão social." Isso criaria "as condições de pleno emprego e o fortalecimento da coesão regional na União Europeia."

Enquanto começa a segunda década do século 21, as aspirações apresentadas na capital portuguesa se evaporaram. Em vez de pleno emprego, a Europa está dominada pelo desemprego em massa; em vez de crescimento econômico, há estagnação; em vez de coesão, há discórdia. Até mesmo a moeda comum, a fundação dos grandiosos planos de Lisboa, está em agudo perigo.

A Estratégia de Lisboa foi a expressão de ilusões frequentes de que a Europa, por meio do alargamento da União Europeia e de profunda integração, poderia alcançar ou até superar os Estados Unidos como uma grande potência. Isso aconteceria inteiramente como um resultado do poder econômico da Europa unida, sem as tensões sociais e políticas e os conflitos militares do período anterior.

Estas ilusões encontraram sua mais clara expressão no discurso do então Ministro do Exterior alemão Joschka Fischer (Partido Verde) em maio de 2000 na Universidade Humboldt em Berlim. Fischer pediu pela transformação da União Europeia de uma aliança vaga de estados em uma federação.

Através de "uma integração estreita de seus interesses vitais e a transferência dos direitos de soberania nacional para instituições supranacionais europeias," disse Fischer, os estados europeus assinariam sua rejeição a conflitos nacionais que tinham separado o continente antes de 1945. Somente desta forma a Europa seria capaz de "jogar seu devido papel na economia global e na competição política."

Desde então, a ideia de Fischer de que a Europa seria harmoniosamente organizada em bases capitalistas tem se provado ser um castelo no ar. Em Paris, e especialmente em Londres, sua proposta foi interpretada como uma tentativa de subjugar a Europa as imposições de Berlim. O alargamento da União Europeia em direção a Europa oriental tornou-se uma espada de dois gumes. Isso trouxe não somente expansão do mercado interno, mas também luta política e instabilidade.

Em 2003, os Estados Unidos atacaram o Iraque, dividindo a Europa. Enquanto os governos inglês e polonês apoiaram completamente a guerra, o alemão e o francês se opuseram. A administração americana usou o conflito para abrir uma cunha entre a "velha" e a "nova" Europa.

A constituição europeia, que restou da concepção de Fischer, fracassou em 2005 nas mãos dos eleitores franceses e holandeses, que a interpretaram corretamente como uma tentativa de subordinar os povos da Europa aos ditames dos mais poderosos interesses financeiros e econômicos. Depois de um cabo de guerra diplomático e político que durou diversos anos, a estrutura básica da constituição europeia veio a surgir na forma do Tratado de Lisboa. Mas nessa época, Berlim e Paris tinham em grande parte perdido o interesse. Isso foi demonstrado na reunião de duas novas posições chaves - o presidente do conselho e o ministro europeu do exterior - de figuras secundárias sem nenhuma autoridade.

Com a chegada ao poder de Nicolas Sarkozy e Angela Merkel, França e Alemanha voltaram novamente a uma política externa mais independente, com uma forte ênfase em direção aos Estados Unidos. Em 2005, o chanceler alemão Gerhard Schroder (Partido Social Democrata) tinha deixado o escritório prematuramente, entre outras coisas porque sua orientação política externa em direção a Rússia tinha levado a seu crescente isolamento. Mas a esperança de que Washington responderia com crescente preocupação pelos interesses europeus permanecia não realizada, mesmo depois da mudança do presidente George W. Bush para Barack Obama.

A crise econômica e financeira internacional trouxe todas as contradições domésticas e de política externa europeia a superfície. No conflito entre os Estados Unidos e a China, que domina cada vez mais o cenário mundial, a Europa está sendo empurrada para a margem e dividida.

Os governos alemão e francês estão amargos porque Washington decidiu por uma maciça expansão da guerra do Afeganistão sem uma prévia consulta a OTAN e seus aliados. Por um lado, eles não queriam deixar uma região estrategicamente importante para a influência exclusiva dos Estados Unidos; por outro lado, eles temiam que com o agravamento da guerra eles pudessem se tornar meros agentes dos Estados Unidos. O fracasso da cúpula de mudança climática de Copenhague, que a Europa coloca na porta dos governos americano e chinês, causou mais raiva. A crise econômica colocou a nu a fraqueza inerente da economia europeia. Os enormes déficits de orçamento da Grécia, Irlanda, Itália, Portugal e Espanha ameaçam quebrar o euro. Até agora, a moeda comum tem evitado uma maciça desvalorização e o acompanhamento de um surto de inflação, mas o alto valor do euro, acoplado com altas taxas de juros, torna impossível para os países da eurozona superar a crise na base do livre mercado. Bruxelas tem respondido pedindo cortes draconianos nos gastos dos governos, particularmente no setor social.

Grã Bretanha, que não é membro da eurozona, está se tornando o homem doente da Europa. Sua economia é pesadamente dependente do setor financeiro. Nos últimos dez anos, o número de empregos fabris no Reino Unido declinou em 30 por cento. No mesmo período na Alemanha e na França, o declínio foi bem menor, de 5 e 10 por cento respectivamente. Para recuperar o setor financeiro do colapso, o governo britânico tem adquirido débitos em larga escala. O valor da libra tem caído igualmente. Uma outra crise bancária elevaria rapidamente o espectro da inadimplência de seu débito soberano.

Para a Alemanha, e, em menor extensão, a França, o fortalecimento econômico delas tem se provado ser o seu calcanhar de Aquiles. A produção industrial na Alemanha, como um percentual do produto interno bruto alemão, é mais de duas vezes a cifra dos Estados Unidos. A pujança relativa da produção industrial alemã está restrita a um crescimento nas exportações alemãs. Nos últimos 20 anos, a produção da Alemanha para exportação aumentou de cerca de 20 por cento para 47 por cento do PIB. Mesmo a conta de exportações da China cresceu somente 36 por cento do seu PIB.

Essa grande dependência das exportações industriais tem tornado a Alemanha especialmente vulnerável ao impacto da crise econômica internacional. No ano passado, a produção econômica declinou para 5,3 por cento. A engenharia de produção está atualmente funcionando somente com 70 por cento da capacidade, e de acordo com especialistas, os prospectos de melhora são escassos.

A indústria de exportação alemã está sob grande pressão tanto da China como dos EUA. Os Estados Unidos tem explorado o dólar baixo e seus baixos níveis de salários, estabelecidos com a força bruta como parte da reorganização da indústria de automóveis dos Estados Unidos, para ganhar uma vantagem competitiva contra os competidores europeus. Simbólico a esse respeito foi a mudança parcial da produção do Mercedes S-Class da Alemanha para os Estados Unidos. De sua parte, a China agora está se introduzindo em segmentos de mercado que uma vez foram reserva dos alemães, devido a seus altos padrões de qualidade.

As elites europeia e alemã estão reagindo aos crescentes problemas e contradições como fizeram no começo do último século: com ataques sociais e políticos sobre a classe trabalhadora e com crescente militarismo.

Muitos governos parecem paralisados, dados os crescentes problemas de política externa e conflitos internos. O governo democrata livre em Berlim sucumbiu as disputas internas desde que assumiu o gabinete em novembro. A chanceler Merkel tem sido acusada por todos os lados de falta de determinação e fraca liderança. Mas nos bastidores, há uma intensa busca por novos mecanismos de decisão para facilitar a mudança das consequências da crise econômica sobre a classe trabalhadora, os métodos do compromisso social tendo sido amplamente esgotados.

É nesse contexto que o assalto em andamento aos direitos democráticos está sendo intensificado, em parte através da fomentação do medo do terrorismo e da alimentação do ressentimento contra os muçulmanos. Entre aqueles na vanguarda dos esforços reacionários estão o Social Democrata Alemão Thilo Sarrazin e o ex-político e atual Ministro da Imigração da França Eric Besson. O referendo suíço contra a construção dos minaretes foi seguido atentamente e com simpatia por estes círculos. Tais medidas representam uma tentativa de desviar a atenção das questões de classe e mobilizar as camadas da extrema direita da classe média para serem acionadas em algum momento contra a classe trabalhadora.

Pessoas trabalhadoras têm de tirar suas próprias conclusões do fracasso dos planos da burguesia europeia. Os trabalhadores europeus têm de se unir a fim de defender seus próprios interesses políticos e sociais. Eles têm de lutar por uma Europa socialista, sob a bandeira dos planos dos burgueses europeus dos Estados Socialistas Unidos da Europa. Os trabalhadores europeus têm de se unir a fim de defender seus próprios interesses políticos e sociais. Eles têm de lutar por uma Europa socialista, sob a bandeira dos Estados Socialistas Unidos da Europa.

Peter Schwarz é um colaborador frequente do Global Research.

Nota: Toda a Europa está sendo reformada nos moldes socialistas pretendidos por Karl Marx, o que antes foi tentado através das armas dos revolucionários, hoje está sendo completado pela integração política e econômica. E o resultado está sendo semelhante ao da extinta União Soviética, o fracasso.


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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O fim das democracias europeias

O fim das democracias européias
Paul Belien | 08 Dezembros 2009
Artigos - Globalismo
No novo Estado, "os direitos e deveres vinculados à cidadania da União [são] superiores àqueles vinculados à cidadania nacional [i.e. provincial] em qualquer caso de conflito entre as duas, por causa da superioridade da lei da União sobre a lei nacional [i.e. provincial] e as Constituições”.
Entrou em vigor ontem [1 de dezembro de 2009] o Tratado de Lisboa, que transforma a União Européia em um Estado autônomo. Embora muitos europeus ainda não se tenham dado conta, 500 milhões deles possuem agora um governo comum ao qual os governos de seus próprios países são juridicamente subservientes. Desde ontem, os 27 Estados da UE foram reduzidos ao status de províncias. O Tratado de Lisboa, que é a carta básica (isto é, a Constituição) do novo Estado da UE estipula que os parlamentos das 27 províncias estão obrigados a "contribuir ativamente ao bom funcionamento da União." É obrigação legal dos parlamentos avançarem primordialmente os interesses da União em vez daqueles de seu próprio povo.
No início desta semana, Michel Barnier, membro francês da Comissão Européia, explicou ao jornal Le Figaro, de Paris, que "a Comissão Européia é o Primeiro Ministro da UE". Muitos europeus pensam que essa é uma metáfora, mas, infelizmente, ela deve ser levada a sério.
A Comissão Européia é, como disse Barnier, "um Primeiro Ministro coletivo que junta 27 países que estão unidos em seu destino". A Comissão é presidida por José Manuel Barroso, de Portugal. Seu título é o de "Presidente da Comissão Européia". Por enquanto, cada uma das províncias ainda possui um membro na Comissão, mas o seu número será reduzido a dois terços do número de províncias a partir de 2014. A Comissão representa a União, não as províncias. Os atuais 27 comissários são indicados por um período de cinco anos por seus respectivos governos, i.e., os governos das 27 províncias. No entanto, eles não representam esses governos e permanecem membros da comissão mesmo se o governo provincial for substituído por outro.
A Comissão é não somente o órgão executivo do novo Estado, mas também seu órgão legislativo. Não há separação de poderes na UE.
O Sr. Barroso chefia a Comissão e como tal é o rosto humano do "Primeiro Ministro coletivo".
Como as instituições precisam de um rosto, não seria errado descrevê-lo como o Primeiro Ministro da Europa.
A Baronesa britânica Cathy Ashton foi designada Ministra do Exterior do novo Estado. O título exato dela é "Alta Comissária para Assuntos Externos e Política de Segurança". Por lei, o Alto Comissário é também Vice-Presidente da Comissão. Lady Ashton é também a representante britânica na Comissão. O seu status é especial porque ela não foi designada por seu governo provincial, mas, como Alta Comissária, precisou do apoio de todos os 27 governos. Quando os ministros do exterior das 27 províncias se reúnem, ela preside as reuniões. Como o Ministro do Exterior britânico também está presente, há dois cidadãos da província britânica presentes na sala, mas em sua qualidade de Alta Comissária, Lady Ashton não representa a sua província, mas a União como um todo.
O novo Estado tem também uma pessoa a quem nós chamamos de Presidente. Herman Van Rompuy da Bélgica foi designado para essa posição. O título exato de Van Rompuy é "Presidente do Conselho Europeu". Como a Comissão é o Primeiro Ministro coletivo do novo Estado, o Conselho Europeu deve ser visto como o "Presidente coletivo" da UE. O Conselho é a entidade na qual os chefes de governo das 27 províncias se encontram. O Conselho é presidido pelo Sr. Van Rompuy. Ele foi indicado pelos governos das 27 províncias e, como Lady Ashton, precisou da aprovação de todos os 27. No entanto, ao contrário de Lady Ashton, Van Rompuy não é membro da Comissão. A província da Bélgica tem seu próprio comissário e tem também seu próprio representante no Conselho, o Primeiro Ministro da Bélgica. O Sr. Van Rompuy é só Presidente do Conselho e nada mais. Ele também representa a UE para fins de cerimonial.
Ainda não está claro se será o Primeiro Ministro da UE (i.e. a Comissão, presidida pelo Sr. Barroso) ou o Presidente da UE (i.e. o conselho, presidido pelo Sr. Van Rompuy) quem terá mais poder político no novo Estado. Isso dependerá da força que tenha o Sr. Van Rompuy como figura política e quanta influência política direta ele quererá exercer. A expectativa geral era a de que, se a presidência tivesse ido para um político conhecido, como Tony Blair, o Presidente teria em suas mãos a liderança política da UE, às custas da Comissão. O Sr. Barroso não é uma figura particularmente forte.
No entanto, não está certo que o Sr. Van Rompuy agirá para reduzir a influência da Comissão. Van Rompuy é um federalista europeu que quer limitar os poderes das províncias (os 27 Estados-membros da UE) e fortalecer os poderes centrais da União. Embora o Presidente (i.e. o Conselho, presidido por Van Rompuy) seja o órgão que representa as províncias, é provável que Van Rompuy favoreça mais poderes para a Comissão, que é o órgão central em Bruxelas. Apesar de que o Sr. Van Rompuy não é membro da Comissão, muitos o vêem como o homem da Comissão no Conselho. Ele é uma figura política mais forte do que o Sr. Barroso, mas, paradoxalmente, vai usar sua influência para fortalecer o Sr. Barroso e a Comissão às custas do Conselho que ele próprio preside.
A província de origem do Sr.Van Rompuy é a Bélgica. Essa província é ela mesma feita de nações subjugadas, a mais importante das quais é a Flandres de língua holandesa. Embora o Sr. Van Rompuy seja flamengo, seu objetivo político sempre foi o de desfazer os sentimentos de identidade flamenga e promover a belgicidade. Não há muita dúvida de que vá fazer o mesmo no plano europeu. Em entrevista recente com o semanário em holandês Elseviers (7/11), o Presidente Van Rompuy afirmou: "Eu sou um europeu [porque] a idéia européia é um antídoto contra o nacionalismo, um soro contra o Movimento Flamengo". Van Rompuy opõe-se ao nacionalismo provincial e aos movimentos que querem fortalecer o provincialismo e a identidade provincial. Ele considera esta última como o veneno que precisa de um antídoto. O novo presidente é um centralista que favorece a autoridade federal sobre a "venenosa" autoridade provincial (i.e. soberania nacional).
Além de um Presidente e de um Primeiro Ministro, o novo Estado da UE tem também um Parlamento. Este, no entanto, não possui poderes legislativos. O único poder que ele tem é o de rejeitar o orçamento anual proposto pela Comissão e vetar a indicação de membros da Comissão. Portanto, o Parlamento pode vetar a indicação do Sr. Barroso, de Lady Ashton, e de qualquer outro Comissário. Mas ele não pode vetar a indicação do Sr. Van Rompuy como Presidente da UE.
Nosso novo Estado não é uma democracia. Nem a Comissão, nem o Presidente Van Rompuy foram eleitos pelo povo. Ao ratificarem o Tratado de Lisboa, os parlamentos provinciais (ex-nacionais) democraticamente eleitos abriram mão, voluntariamente, de sua soberania, reduzindo a si mesmos a instituições provinciais e retirando de seus eleitorados o direito de decidir democraticamente sobre seu próprio futuro. Em troca dessa emasculação nacional, as 27 províncias receberam um Primeiro Ministro coletivo comum, incorporado no Sr. Barroso, e um Presidente comum, incorporado no Sr. Van Rompuy.
Se os povos da Europa desejam restaurar sua soberania e seus direitos democráticos anteriores, a única opção que lhes resta é a alta traição, i.e., deslealdade para com o Estado ao qual pertencem (a União européia), buscando a sua destruição e desmembramento.
Isso é obviamente ilegal. Como notou o Prof. Anthony Coughlan, no novo Estado "os direitos e deveres vinculados à cidadania da União [são] superiores àqueles vinculados à cidadania nacional [i.e. provincial] em qualquer caso de conflito entre as duas, por causa da superioridade da lei da União sobre a lei nacional [i.e. provincial] e as Constituições".
A primazia da União sobre as entidades provinciais, ex-nacionais, vem contra tudo o que os povos da Europa percebem como normal e natural. Como tal, ela é fundamentalmente imoral. Tendo de escolher entre a lealdade jurídica devida ao novo Estado, estabelecido ontem, e a lealdade moral devida às suas próprias províncias e à sua antiga identidade nacional, os povos da Europa estão agora diante do mesmo desafio no qual se encontram os flamengos desde sua incorporação, pela força, ao Estado da Bélgica em 1830. Alguns, como o Sr. Van Rompuy, escolherão as obrigações legais sobre as morais; outros escolherão a moralidade sobre a lei. A questão a ser indagada é a de se é legítimo um Estado que impõe tal dilema a seu povo.
Fonte: www.midiasemmascara.org/artigos/globalismo


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