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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

FBI prepara sistema de varredura e vigilância da internet

Federal Bureau of Investigation SealImage by DonkeyHotey via Flickr

FBI prepara sistema de varredura e vigilância da internet

Atividades de monitoração do FBI abrangerão a internet inteira, principalmente redes sociais como Facebook e Twitter

Julio Severo
A polícia federal dos EUA, conhecida como FBI, divulgou quietamente detalhes de planos para monitorar continuamente as informações mundiais do Facebook, Twitter e outras redes sociais, oferecendo uma rara oportunidade de ver as atividades do FBI. Outros órgãos do governo americano estão também envolvidos na vigilância das mídias de internet, mas não divulgam nada de suas atividades nem revelam até que ponto estão monitorando os usuários.
Os planos do FBI, conforme foram divulgados, incluem a contratação de empresas que construam um sistema de monitoração que ajude o FBI a vasculhar tudo na internet.
O documento indica que o FBI quer usar a mídia social para mirar usuários ou grupos de usuários específicos, observando que os agentes do FBI precisam “localizar causadores de problemas… e analisar seus movimentos, vulnerabilidades, limitações e possíveis ações adversas”.
Quem será classificado como “causador de problemas”? Uma das políticas prioritárias do governo dos EUA é promover a agenda gay no mundo inteiro. Sendo um órgão federal, o FBI poderia se desalinhar dessa política? É evidente que sua monitoração favorecerá os interesses do governo americano em tudo — inclusive na proteção e promoção da agenda gay.
Já há casos do governo americano monitorando cidadãos cristãos nos EUA que não têm nenhum envolvimento com terrorismo:
* O FBI tem monitorado indivíduos e grupos cristãos opostos ao aborto e ao “casamento” gay.
* O FBI tem perseguido uma mãe cristã e sua filha exclusivamente porque ela abandonou o lesbianismo e porque sua ex-amante lésbica exige a posse da menina.
* O FBI foi denunciado pelo grande site WND por monitorar um pregador evangélico.
O perigo nessa tendência americana é que outras polícias do mundo poderão imitar o FBI. Se o FBI pode monitorar cristãos por suas opiniões contra o aborto e o homossexualismo, por que a polícia federal do Brasil não pode copiar?
Sem nenhum mau exemplo dos EUA, o Brasil já enfrenta sérias ameaças, com um governo dirigido por indivíduos com histórico criminoso e terrorista comunista. São indivíduos que interpretam a “democracia” como um regime onde eles têm liberdade de fazer o que bem entendem, inclusive calar seus inimigos.
E por pura coincidência, o PT descobriu que o maior obstáculo para a implantação de sua ditadura e controle sobre a mente e coração do povo é a mídia evangélica: programas de TV e sites que defendem os valores cristãos, se opondo ao aborto e ao homossexualismo.
Por questão ideológica, o governo do PT, assim como todo governo socialista fanático, dá preferencia para Cuba. Por isso, a nova lei brasileira obrigando as mulheres grávidas a serem registradas se inspirou em Cuba.

Contudo, já que o FBI está demonstrando capacidade maior de monitorar os que ameaçam o governo americano com opiniões contrárias aos dogmas estatais do aborto e do homossexualismo, por que a polícia federal brasileira quereria ficar de fora desse controle?
O Brasil adora imitar lixo americano. Os grupos gays brasileiros, por exemplo, são imitadores fiéis dos grupos gays americanos.
O perigo é real, ainda mais que o governo americano, que anda obcecado pela agenda gayzista e abortista, tem tido um relacionamento com a ABGLT, a maior organização gay do Brasil.
Em 2010, a secretária de Estado Hillary Clinton deu uma mãozinha para que a ABGLT fosse oficialmente credenciada dentro da ONU. Ela deu essa ajuda depois que todos os esforços do governo Lula em prol da ABGLT na ONU falharam.
Além disso, há uma informação obtida de que a ABGLT já está tendo contatos com o FBI.
Com a ajuda do governo do PT, a ABGLT quer calar no Brasil cristãos que denunciam a agenda gay. Com a ajuda do FBI e do governo americano, o que a ABGLT poderia fazer com brasileiros nos EUA que denunciam em português a agenda gay? Como se sabe, Silas Malafaia e eu temos estado na mira da ABGLT.
Se o governo brasileiro — que é amante da truculência ditatorial cubana — se interessar pelo monitoramento dos cidadãos através do sistema de vigilância do FBI, a imitação será o próximo passo.
Teremos pois um FBI para pegar brasileiros conservadores nos EUA e um FBI tupiniquim para imitar o lixo policialesco americano.
Será o Fim do Brasileiro Independente?
Com informações do New Scientist.

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sábado, 6 de novembro de 2010

Projeto de Lei propõe fim do anonimato na internet, poderá ser o fim dos blogs no Brasil

Coat of arms of BrazilImage via WikipediaPL-7311: Mais um projeto de lei ameaçando a liberdade de expressão na internet pode acabar com os blogs no Brasil

do A Nova Ordem Mundial de Emerson

Anonimato na Internet poderá ser proibido

Havíamos publicado alguns meses atrás sobre o projeto de lei 7.131, que visava atribuir responsabilidade por comentários em blogs e fóruns ao seu dono e também obrigaria todos os blogs e sites afins a utilizarem o registro de domínio registro.br.

Eu sinceramente acreditava que ninguém poderia elaborar uma lei mais draconiana e autoritária, mas nossos "nobres" deputados se superaram. O projeto de lei PL-7311/2010, de autoria do Deputado Eduardo da Fonte, do PP de Pernambuco, pede proibição do anonimato na internet.

Nossos caros legisladores realmente não tem idéia alguma do funcionamento e da praticidade de implementar uma lei deste tipo. Sem falar na censura prévia que esta lei iria de fato implementar. Muito curiosamente estas duas leis tem os mesmos números, apenas em ordem diferente.

Vamos aos detalhes desta afronta que é este projeto:

Vedação ao anonimato e identificação:

Esta lei obriga a todos os sites que tenham informações do autor e endereço completo, expondo-o(a) a retaliações do governo. Na lei se sugere que o endereço seria
utilizado para para o recebimento de correspondência, intimações ou notificações judiciais. Apesar da constituição federal já proibir o anonimato (você sabia disto?), implementar isto na internet seria difícil e inevitavelmente iria limitar o direito de expressão.

Comprovação das Informações e direito de resposta

A partir daí é que o texto desta lei começa a ficar "interessante". - Qualquer site, inclusive blog, que produza matéria própria, ou reproduza matéria de terceiros, terá que comprovar a veracidade da informação prestada, e assegurar o direito de resposta no próprio site/blog/etc.

Isto quer dizer que o blogueiro terá que expor seu endereço, não só aos maníacos por controle do governo, mas também aos sequestradores e ladrões. Isto sozinho faria alguém pensar duas vezes antes de iniciar um blog.

Obrigatoriedade de registro de jornalista

Posso estar enganado, mas me parece que esta lei obriga a existência de um jornalista reposável pelo blog. No primeiro parágrafo do artigo 2o diz: "Os responsáveis pelos sítios da Internet referidos no caput deste artigo devem, obrigatoriamente, indicar nome e registro profissional dos jornalistas responsáveis pelas matérias." No segundo parágrafo diz "Aplica-se o disposto neste artigo aos sítios da Internet no Brasil que hospedem outros sítios da internet ou blogs.".

A lei no artigo 4o obriga cria o direito de resposta para qualquer um que tenha sido citado em um site ou blog, que deverá ser atendido em até 24hs! Quer dizer, o seu blog ficará mais parecido com um chat. por exemplo, se esta lei já estivesse em vigor, amanhá teríamos uma matéria do deputado neste blog, explicando porque esta lei é tão necessária.

Multa

Agora é que a coisa fica quente. "A infração a qualquer dispositivo desta Lei sujeita os responsáveis pelo sítio da Internet no Brasil à multa no mínimo de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) e no máximo de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) para cada infração cometida". Na proposta de lei 7.131 a multa ia de 2.000 até 5.000, esta vai até 10x mais.

Justificação da Lei

A justificativa da lei começa louvando o benefício para a sociedade da internet e da enorme profusão de sites, que trás uma visão mais crítica, etc. Mas então argumenta que em uma rede não regulamentada, existem abusos e os responsáveis pelos sites não tem como serem contactados. Ele afirma então que com uma "medida bastante simples", obrigando a colocação do endereço completo para contato, trará a garantia básica de comunicação. Eu realmente estava correto quanto a obrigatoriedade de jornalista responsável. Na justicativa se diz: "Outra medida fundamental na relação entre as pessoas, intrínseca num país com liberdade de imprensa e que garanta a responsabilidade no agir e no transmitir de matérias jornalísticas, é a obrigatoriedade dos sítios que veiculem tais matérias de apresentar um jornalista responsável pelas matérias ou por todo o sítio". Será isto então uma grande mina de ouro para jornalistas, ou veremos a grande maioria dos blogs no Brasil sendo fechados, pois quem irá pagar um jornalista para o que para muitos é apenas um hobby?

Praticalidade

Como seria implementada esta lei na prática? Criando a obrigatoriedade de identificação, divulgação de endereço e existência de jornalista responsável, os blogueiros brasileiros seriam desencorajados a publicarem conteúdos em sites localizados em servidores brasileiros. Veríamos uma debandada geral para sites no exterior. Ao governo restaria apenas proibir o acesso a sites no exterior, onde não teriam controle. Veremos então uma escalada de controle, que nos tornaria iguais ou ainda piores que governos totalitários como a China ou Coréia do Norte.

Esta lei irá apenas desencorajar as pessoas a escreverem blogs, com medo de retaliações , principalmente pelo governo. Sabemos que uma vez que estas leis estejam em vigor, elas serão utilizadas contra aqueles que levantarem sua voz para expor os crimes praticados pelas autoridades.

Eu enviei um email ao deputado, solicitando esclarecimento sobre o andamento da lei, uma vez que no site da câmara mostra apenas que ela foi apensada à PL-5.403/2001 e publicada no dia 24 de mario deste ano no Diário da Câmara dos Deputados.

Vamos nos mobilizar pessoal!!! Se ficarmos imóveis, achando que não é nada, estes maníacos irão colocar mais e mais instrumentos de controle ao nosso redor, que quando percerbermos, será tarde demais e a internet estará já comprometida. A internet hoje é nosso último refúgio para encontrar a verdade. Mostre sua indignação ao deputado através de sua página ou diretamente por seu email: dep.eduardodafonte@camara.gov.br . Veja também o PL 7.131 e contate o outro deputado.

Fontes:
Via: Blog Saku Xeio: Mais uma ameaça à liberdade de expressão na internet
Página Dep.Eduardo Da Fonte
Proposição: PL-7311/2010

Nota: Divulguem isso, estão tentando por todos os meios tirar a liberdade de expressão na internet. Precisamos reagir antes que seja tarde demais.


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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Lieberman: A China pode fechar a internet, por que nós não podemos?

Shows how a firewall should work (Illustration)Image via WikipediaLieberman: A China pode fechar a internet, por que nós não podemos?

Tentando reassegurar aos telespectadores da CNN que o governo não está tentando acabar com a liberdade de expressão na internet, o senador apenas aumentou mais o alarme por citar o país que censura toda discordância online.

Por Paul Joseph Watson

Prison Planet.com

O senador Joe Lieberman, co-autor de um projeto de lei que daria ao presidente Obama uma "botão de cancelar" para fechar partes da internet, tentou reassegurar aos telespectadores da CNN ontem que preocupações sobre o governo regulamentar a liberdade de expressão na web eram exageradas, mas ele apenas causou mais alarme por citar a China, um país que censura toda discordância online contra o estado, como o modelo com o qual o americano deveria se comparar.

Durante uma aparição no Estado da União da CNN, com Candy Crowley, Lieberman caracterizou as preocupações que sua legislação de 197 páginas do Ato de Proteção do Ciberespaço como um Patrimônio Nacional representa uma tentativa de colocar na mão de Obama "poder absoluto" sobre a internet como "desinformação total", acrescentando que as pessoas estavam "intencionalmente espalhando desinformação".

Lieberman novamente invocou "cibersegurança" como a motivação por trás do projeto de Lei e tentou amenizar as preocupações dos críticos. "Então eu digo para os meus amigos na internet, relaxem. Deem uma olhada no projeto de lei. E isso é algo que precisamos para proteger nosso país," disse o senador.

Contudo, a escolha de comparação de Lieberman em justificar a necessidade do projeto de lei só servirá para aumentar as preocupações de que o governo está indo atrás da liberdade de expressão.

"Agora mesmo na China, o governo, pode desconectar partes da internet em caso de guerra e nós precisamos ter isso aqui também," disse Lieberman.

A referência do senador a China é uma revelação dizendo sobre o que realmente é a agenda de cibersegurança. O como que vício da China na contenção de seus sistemas de internet tem muito pouco a ver com "guerra" e tudo a ver com silenciar toda discordância contra o estado.

A censura da internet chinesa é imposta via lista negra do governo central de qualquer website que contenha críticas ao estado, pornografia, ou qualquer outro conteúdo considerado inadequado pelas autoridades. Toda vez que você tenta visitar um website, você é redirecionado através do firewall do governo, frequentemente contribuindo para longos atrasos e oscilações de velocidades. 

A China tem exercitado seu poder de fechar a internet, algo que Lieberman quer introduzir nos Estados Unidos em tempos políticos sensíveis a fim de obstruir o fluxo de informação sobre os abusos e atrocidades do governo. Durante os motins contra a guerra que ocorreram em julho de 2009, o governo chinês fechou completamente a internet por toda a região noroeste de Xinjiang por dias. Semelhantemente, o acesso a internet em partes do Tibet é rotineiramente restringido como parte dos esforços do governo de se antecipar e neutralizar conflitos.

Grandes websites como Twitter, Google e Youtube também tem sido fechados, ou temporariamente ou permanentemente pelas autoridades chinesas.

Websites de notícias na China agora requerem que usuários registrem suas verdadeiras identidades a fim de deixar comentários. Essa abolição de anonimato é usada para desencorajar a liberdade de expressão na medida em que impede o usuário de se envolver em críticas ao estado por medo de que eles poderão ser rastreados pelas autoridades.

As autoridades chinesas estão agora indo mais longe do que meramente manter uma "lista negra" de websites banidos instituindo uma "lista branca" de websites aprovados, um movimento que "poderia potencialmente colocar muito da internet fora dos limites dos leitores chineses". Websites não previamente registrados com o governo seriam completamente bloqueados para todos os usuários da internet, significando que "milhões de sites completamente inócuos" seriam banidos. Isso equivale a exigir a aprovação do governo para criar um site, que obviamente não seria permitido se a pessoa ou organização que a faz o pedido tem uma história de ou é provável de se envolver em discordância contra o estado.

O próprio presidente Obama tem criticado a censura da internet chinesa como um estorvo para o fluxo livre da informação e permitir aos cidadãos responsabilizar os seus governos, e ainda Lieberman quer dar a Obama poderes semelhantes.

Dada a natureza da regulamentação da internet chinesa, com o nada a ver com "guerra" como Lieberman afirma e tudo a ver com censura política e encobertamento de informação sobre opressão do estado deveríamos estar alarmados que o senador quer ver a América se mover na mesma direção.

A real agenda por trás do controle governamental da internet tem sempre sido estrangular e sufocar os meios de comunicação independentes que estão agora competindo agora com e até deslocando os órgãos de impressa do establishment, com websites como o Drudge Report agora atraindo mais tráfico do que muitos grandes jornais combinados. Como parte dessa guerra com a mídia independente, a FTC (Comissão Federal de Comércio) recentemente propôs um "imposto Drudge" que forçaria as organizações de mídia independente a pagar taxas que seriam usadas para financiar os jornais tradicionais.

Além disso, a FCC tem implementado um plano de censura em seu projeto de Neutralidade da Net em uma tentativa furtiva para impor regulamentação na internet.

Sob o controle regulador da FCC os consumidores seriam forçados a comprar uma caixa de conectividade de internet/TV/Telefone que o governo aprova. "Todos pagarão taxas para o serviço que o governo estabelece. E tudo que passar pela sua internet, TV ou telefone se tornaria sujeito ao capricho regulador consistente da FCC," escreve Kelly William Cobb do Americans for Tax Reform.

Legislação semelhante que visa impor censura no estilo chinês da internet e dar ao estado poder de fechar redes já foi passada globalmente, incluindo o Reino Unido, a Nova Zelândia e Austrália.

Nós temos coberto extensivamente esforços para sucatear a internet como a conhecemos e adiantar um grandemente restrito sistema de "internet 2". Entregar ao governo o poder de controlar a internet seria apenas o primeiro passo em direção a esse sistema, segundo o qual identidade individual e permissão seriam requeridas simplesmente para operar um website.

O argumento de Lieberman de que aos Estados Unidos deveria ser entregue o mesmo poder de regulamentar a internet atualmente exercitado pelas autoridades chinesas somente serve para confirmar que a verdadeira agenda por trás da legislação da "chave de cancelar" de Obama é lanchar uma guerra, não contra hackers estrangeiros, mas contra a liberdade de expressão do povo americano.

Fonte: Prison Planet.com 

Nota: No Brasil também não é diferente, embora ainda não exista legislação específica, há bastante censura, o Google que o diga.



 



      

    



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terça-feira, 15 de junho de 2010

Presidente dos EUA pode ganhar poderes para desligar a internet


SYDNEY, AUSTRALIA - OCTOBER 14:  Artwork from ...Image by Getty Images via @daylife

Presidente dos EUA pode ganhar poderes para desligar Internet

Foi apresentada ontem nos Estados Unidos uma proposta que, a ser aprovada, dará ao presidente poderes para controlar ou desligar partes da Internet no país, em situações de emergência. Fornecedores de serviços de acesso à Internet, motores de busca ou empresa de software ficarão sujeitas à ordem e em casos de não cumprimento enfrentam multas.

O projeto de lei apresentada no Senado tem como objetivo reforçar a capacidade de resposta dos Estados Unidos, em face de um ciberataque em grande escala e os mecanismos de controle de consequências de um evento desse tipo, mas já está gerando alguma polêmica.

A iniciativa foi pensada para "proteger as redes e os seus bens e proteger o país e o povo", assegura Joe Liebermann, o senador independente que é um dos promotores da proposta e também presidente do comitê de segurança norte americano.

As críticas ao Protecting Cyberspace as a National Asset Act (PCNAA) vêm de grupos representativos da indústria e referem-se aos limites pouco claros dos poderes que daí decorrem.

Se a proposta chegar a lei, as novas regras para a cibersegurança serão geridas por um organismo a criar, o Centro Nacional de Segurança Informática e das Comunicações, que funcionará na dependência do Departamento de Segurança Interna.

Empresas de Internet, telefonia ou gestoras de outras infra-estruturas de informação críticas ficarão obrigadas a cumprir ordens do novo centro e em alguns casos a cooperar com a prestação de informação, a outros níveis que não a vigilância dos utilizadores. Esta é uma restrição claramente indicada no documento, que remete a possibilidade apenas para um contexto de resposta a ordens judiciais, como já hoje acontece.

A legislação prevê por outro lado imunidade para as decisões do Centro Nacional de Segurança, antecipando processos judiciais a reclamar compensações econômicas para situações que resultem, por exemplo, do corte ou condicionamento do acesso à Internet, bloqueando a margem legal para processos que reclamem indenizações em tribunal.

O centro que se pretende criar com a nova legislação terá ainda a missão (e poderes a condizer) de monitorar as infra-estruturas de Internet do país e apoiar outros organismos federais na adoção de novas e reforçadas práticas de prevenção e monitoração do ciberterrorismo. Algo que também será dinamizado por um novo gabinete da Casa Branca.

Fonte: http://tek.sapo.pt/noticias/telecomunicacoes/presidente_dos_eua_pode_ganhar_poderes_para_d_1070583.html

Nota: É mais um esforço para controlar a internet. O único espaço onde há alguma liberdade de combate a desmandos através da circulação de informações fora dos grandes veículos de comunicação totalmente controlados pelos barões da mídia.

Não há garantias de que essa lei não será usada abusivamente em futuro próximo e já temos uma prévia sombria da censura a internet no Irã e na China.

Além do mais essa lei pode tornar-se um padrão internacional adotado pela ONU e imposto a todos os países membros. O Brasil já foi noticiado como um dos países que mais censuram a internet segundo o Google.



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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O gosto assustador da censura na internet com o bloqueio de grandes websites de liberdade de expressão

Alex Jones outside Bilderberg meeting taken by...Image via Wikipedia


O gosto assustador da censura na internet com o bloqueio de grandes websites de liberdade de expressão.

Uma prévia sinistra de como uma rede mundial de internet regulada pelo governo seria parecida conforme Infowars e Prison Planet vão para as sombras na Nova Zelândia.

Por Paul Joseph Watson
Prison Planet.com
Segunda-feira, 8/02/2010

Com proponentes influentes pedindo recentemente de novo por uma internet regulamentada, temos uma prévia de como isso poderia parecer na semana passada depois que tanto Infowars.com e Prison Planet.com foram completamente bloqueados para muitos usuários na Nova Zelândia.

O bloqueio só foi removido cedo pela manhã de 2 a. feira depois de uma grande quantidade de queixas depois que ambos os sites ficaram indisponíveis em muitos provedores desde sexta-feira.

Enquanto o website Infonews baseado na Nova Zelândia relatava sexta-feira, que ambos os principais websites de Alex Jones foram bloqueados pelos provedores usando o NETCOM da Ásia para seu tráfego internacional de internet.

É importante frisar que recebemos e-mails em bases semanais nos informando que nossos websites têm sido bloqueados como "expressão de ódio" ou "material ofensivo" em internet cafés, livrarias, locais de trabalho, e numerosos outros prédios não somente nos Estados Unidos, mas através do mundo. A censura está sendo feita no nível do provedor de internet, assim enquanto algumas pessoas em um país em particular ainda terão acesso, outras serão bloqueadas.

Como relatamos em 2008, o St. Pancras International de Londres, onde milhões de pessoas viajando através da Europa continental passam o ano todo, bloqueia completamente o Prison Planet, o Infowars e até sites políticos mais convencionais como coisa comum.

Em 2007, o My Space admitiu suas políticas para censurar e filtrar postagens contendo links para o site Prison Planet.com, acrescentando que o servidor do MySpace bloqueia automaticamente tal informação. O gigante das redes sociais, bem como outros como o Facebook, periodicamente bloqueiam links para o material de Alex Jones e somente revogam esses filtros quando as pessoas reclamam.

Em 2005, os assinantes do Time Warner de Nova York a Califórnia relataram que seus acessos ao Infowars e Prison Planet tinham sido bloqueados devido a "discurso de ódio", depois os seus acessos foram restaurados.

O provedor de internet britânico Tiscali também bloquearam os websites depois das explosões de 7 de julho de 2005.

A rede social do Infowars também foi bloqueada pelas livrarias nos Estados Unidos em 2008 usando o Safesquid e o software de filtragem do Google.

Recebemos numerosos relatórios toda semana de sites de Alex Jones sendo bloqueados pelos provedores de internet e software de filtragem em edifícios públicos.

"Um fá ávido do Infowars.com e ativista da verdade sobre o 11/9, Jeff Mitchell, relatou no sábado que ele contatou o seu provedor de internet, o Orcon, para estabelecer o que estava causando o bloqueio, e foi avisado pelo técnico de computação que traçou a rota, que se descobriu que a quebra no tráfego para os websites estava ocorrendo nos roteadores da NETCOM em Sidney", afirmava o relatório.

Os websites foram bloqueados em todo provedor que se apoiava no NETCOM da Ásia como seu provedor de fluxo de dados, incluindo Woosh, Telecom, Slingshot e Orcon.

De acordo com Duncan Blair, diretor de Marcas e Comunicações do Orcon, o acesso ao conteúdo hospedado na rede de distribuição de conteúdo de publicidade, incluindo Infowars.com e Prison Planet.com, foi bloqueado devido a "problemas técnicos".

"Eu sou a pessoa que tornou metade dessa história possível ligando para meu provedor de internet," escreveu Jeff Mitchell em um comentário no Prison Planet. Apenas quero relatar que o Infowars.com agora está funcionando para mim, embora tenha estado fora do ar durante todo o fim de semana! Reclamamos para o provedor e eles ficaram “muito preocupados" sobre a censura; isso, combinado com esse artigo no prisonplanet poderia muito bem ter sido a razão para nós recuperarmos o acesso."

Se o problema foi devido a problemas técnicos ou a censura, o fato de que o provedor tenha bloqueado seletivamente certos websites com o apertar de um botão nos dá uma prévia assustadora de como uma internet regulada por um governo de estilo chinês pareceria, o que é exatamente o que pessoas influentes no governo estão pedindo.

O movimento para impor um controle centralizado do governo e a regulamentação da internet livre tem se acelerado nos últimos doze meses.

Na semana passada, a Time Magazine entusiasticamente pulou no vagão do apoio ao pedido de licenciamento da internet do executivo da Microsoft Craig Mundle, enquanto as autoridades forçam por um sistema ainda mais sufocante do que na China comunista, onde somente pessoas com permissão do governo seriam permitidas expressar uma opinião livre.

Durante uma recente conferência no Fórum Econômico de Davos, Mundle, chefe de pesquisa e administrador de estratégia da Microsoft, disse a seus amigos globalistas na cúpula que a internet precisava ser policiada por meio da introdução de licenças semelhantes as licenças de motoristas - em outras palavras, permissão do governo para usar a web.

Os projetos de lei de censura da internet atualmente sendo trabalhados para virar lei no Reino Unido, Austrália e nos Estados Unidos estipulam por poderes para o governo restringir e filtrar qualquer website que considerem ser indesejável para o consumo público. Na Itália, novas regras vão ser impostas pelo decreto do governo que forca qualquer um que deseje enviar um vídeo para a web a obter uma permissão do Ministério das Comunicações do governo.

Os intermediários do poder na Casa Branca tem abertamente declarado guerra ao discurso livre e mirado os "teóricos da conspiração" da internet como a principal ameaça de suas agendas.

Em um documento de 2008, o Czar da regulamentação de Obama Cass Sunstein pediu ao governo para taxar ou até banir diretamente as opiniões políticas que desaprovasse.

Na página 14 do documento de Sunstein de janeiro de 2008 intitulado "Teorias da Conspiração", o homem que é agora o chefe de tecnologia da informação de Obama na Casa Branca propôs que cada uma das seguintes medidas "terão lugar sob as condições imagináveis" de acordo com a estratégia detalhada nesse ensaio.

1) O governo deveria proibir a formulação de teorias da conspiração.
2) O governo deveria impor algum tipo de imposto, financeiro ou de outro tipo, sobre aqueles que disseminarem tais teorias.

O espetáculo ameaçador de grandes sites de livre expressão indo para a escuridão em países supostamente democráticos é um chocante anúncio do que o stablishment quer impor em uma base mais ampla. Somente pela manifestação corajosa em defesa do último verdadeiro posto avançado do livre discurso - a internet - e ameaçadores boicotes e campanhas agressivas de relações públicas podemos contrariar o insidioso movimento para silenciar o único fórum aberto remanescente legítimo de discórdia.

Fonte: http://www.prisonplanet.com

Nota: Esse clamor por vigilância na internet está avançando pelo mundo. A Austrália sofreu um ataque de hackers enraivecidos pela censura a sites de pornografia, a China, o Irá já censuram cotidianamente os sites indesejados. O mal sempre vem travestido com trajes de bondade e esposando uma causa nobre.









domingo, 10 de janeiro de 2010

Decreto de Direitos Humanos do Governo Lula.

Luiz Inácio Lula da Silva, President of Brazil.Image via Wikipedia

O SUPOSTO DECRETO DOS DIREITOS HUMANOS PREGA UM GOLPE NA JUSTIÇA E EXTINGUE A PROPRIEDADE PRIVADA NO CAMPO E NAS CIDADES. ESTÁ NO TEXTO. BASTA LER!!!
Reinaldo Azevedo | VEJA.com • by Reinaldo Azevedo • 4 hours ago

Luiz Inácio Lula da Silva - sim, “O Cara” - resolveu fazer a sua própria Constituição. Ele assinou um decreto que tem o fedor de um golpe de estado branco. E não falta ao texto nem mesmo o AI-5 do lulo-petismo. Está anunciando uma espécie de programa de governo de Dilma Rousseff. Explico com um pouquinho de história.
O Regime Militar instituído em 1964 foi mais explícito e mais modesto. Por intermédio do Ato Institucional nº 4, concedeu ao Congresso - já expurgado dos “indesejáveis” - poderes constituintes e “cobrou” uma nova Constituição, que entrou em vigor em março de 1967. Seu objetivo era institucionalizar os marcos da “revolução”. Em 13 de dezembro do ano seguinte, viria o famigerado AI-5. Juntado à Carta, ele suspendia, a depender da vontade do governo, algumas garantias que ela própria, embora autoritária, assegurava. Lula preferiu fazer a sua “miniconstituinte” por meio de um decreto. Refiro-me àquela estrovenga chamada Programa Nacional dos Direitos Humanos (o nome é pura “novilíngua” orwelliana), consubstanciado no decreto nº 7.037, de 21 de dezembro de 2009. É aquela peça tramada por Dilma Rousseff, Franklin Martins, Paulo Vannuchi e Tarso Genro, sob as bênçãos de Lula, que tenta revogar a Lei da Anistia e que gerou uma crise militar.
Ocorre, meus caros, que esse dado do decreto, acreditem!, está longe de ser a sua pior parte. A íntegra do documento está aqui. Vazado numa linguagem militante, que manda o saber jurídico às favas em benefício do mais escancarado, chulo e asqueroso proselitismo, o texto busca cantar as glórias do “novo regime” - o lulo-petismo -, tenta institucionalizar a patrulha ideológica no país como matéria de formação da cidadania, extingue o direito de propriedade e, POR QUE NÃO?, NO MELHOR MODELO CHAVISTA, CRIA UM OUTRO PODER ACIMA DA JUSTIÇA. Os direitos humanos, assim, são apenas a aparência civilizada de um claro, óbvio e insofismável esbulho constitucional.
É PRECISO QUE SE DIGA COM CLAREZA: O DECRETO 7.037 É UM CONVITE À INSTITUCIONALIZAÇÃO DE UMA ESPÉCIE DE “ESTADO NOVO LULISTA” - OU DE DITADURA DOS COMPANHEIROS. E NÃO É ASSIM PORQUE EU QUERO. É ASSIM PORQUE ASSIM ESTÁ NO TEXTO.
O decreto tem todas as características da ação solerte, traiçoeira. Foi redigido para enganar, para burlar as regras do estado democrático. Está cheio de cartas na manga, de malandragens, de vigarices intelectuais. Em modestos 6.465 caracteres, quase nada, ele “Aprova o Programa Nacional de Direitos Humanos - PNDH-3 - e dá outras providências”. Ocorre que tudo deve ser feito de acordo com o que está no “anexo”. E é lá que mora o perigo. Em extensíssimos 185.142 caracteres, a mistificação dá as mãos à ilegalidade para deixar registrado em papel o “golpe lulista”. Muito já se falou sobre a revisão da Lei da Anistia. Não que o documento toque no assunto. Trapaceiro, especifica na “Diretriz 25″:
Modernização da legislação relacionada com promoção do direito à memória e à verdade, fortalecendo a democracia.
Objetivo Estratégico I:
Suprimir do ordenamento jurídico brasileiro eventuais normas remanescentes de períodos de exceção que afrontem os compromissos internacionais e os preceitos constitucionais sobre Direitos Humanos.
Ações Programáticas:
a)Criar grupo de trabalho para acompanhar, discutir e articular, com o Congresso Nacional, iniciativas de legislação propondo:
- revogação de leis remanescentes do• período 1964-1985 que sejam contrárias à garantia dos Direitos Humanos ou tenham dado sustentação a graves violações;
- revisão de propostas legislativas• envolvendo retrocessos na garantia dos Direitos Humanos em geral e no direito à memória e à verdade.
Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Ministério da Justiça; Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República
Antes, na Diretriz 23, fica claro que os terroristas de esquerda estão fora do alcance do decreto, a saber:
Reconhecimento da memória e da verdade como Direito Humano da cidadania e dever do Estado.
Objetivo Estratégico I:
Promover a apuração e o esclarecimento público das violações de Direitos Humanos praticadas no contexto da repressão política ocorrida no Brasil no período fixado pelo art. 8o do ADCT da Constituição, a fim de efetivar o direito à memória e à verdade histórica e promover a reconciliação nacional.
Ação Programática:
a)Designar grupo de trabalho composto por representantes da Casa Civil, do Ministério da Justiça, do Ministério da Defesa e da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, para elaborar, até abril de 2010, projeto de lei que institua Comissão Nacional da Verdade, composta de forma plural e suprapartidária, com mandato e prazo definidos, para examinar as violações de Direitos Humanos praticadas no contexto da repressão política no período mencionado…
AGORA, O QUE AINDA NÃO ESTAVA CLARO
Isso tudo vocês já sabiam. Como sabem que essas duas “diretrizes” violam os incisos XXXVI, XXXVII, XXXIX e XL do Artigo 5º da Constituição, conforme deixei claro no texto TERRORISTA CAÇA TORTURADOR? EM NOME DO QUÊ? Vamos agora àquilo que quase ninguém sabe (LULA SEMPRE SOUBE DE TUDO) porque, entre a celebração de Natal e de Ano Novo, poucos se lembraram de pôr os olhos naquela porcaria. Leiam com atenção o que se chama de “Objetivo estratégico VI”:
Acesso à Justiça no campo e na cidade.
Ações programáticas:
- a) Assegurar a criação de marco legal para a prevenção e mediação de conflitos fundiários urbanos, garantindo o devido processo legal e a função social da propriedade.
Responsáveis: Ministério da Justiça; Ministério das Cidades
- b) Propor projeto de lei voltado a regulamentar o cumprimento de mandados de reintegração de posse ou correlatos, garantindo a observância do respeito aos Direitos Humanos.
Responsáveis: Ministério da Justiça; Ministério das Cidades; Ministério do Desenvolvimento Agrário
- c) Promover o diálogo com o Poder Judiciário para a elaboração de procedimento para o enfrentamento de casos de conflitos fundiários coletivos urbanos e rurais.
Responsáveis: Ministério das Cidades; Ministério da Justiça; Ministério do Desenvolvimento Agrário
- d) Propor projeto de lei para institucionalizar a utilização da mediação como ato inicial das demandas de conflitos agrários e urbanos, priorizando a realização de audiência coletiva com os envolvidos, com a presença do Ministério Público, do poder público local, órgãos públicos especializados e Polícia Militar, como medida preliminar à avaliação da concessão de medidas liminares, sem prejuízo de outros meios institucionais para solução de conflitos.
Responsáveis: Ministério do Desenvolvimento Agrário; Ministério da Justiça
Como se nota, na prática, foram tornados sem efeito tanto o caput como o inciso XXII do Artigo 5º da Constituição, que asseguram o direito de propriedade. Os lulo-petralhas vão argumentar que o inciso seguinte, o XXIII, trata da “função social da propriedade. É verdade. Mas, em nenhum momento, isso implica que os “movimentos sociais” definam o que é e o que não é legal, o que é e o que não é aceitável. O modelo exposto acima, se querem saber, é o que vige hoje no Pará, com seu ciclo interminável de violência. O que o texto faz é criar uma instância que tira das mãos do Judiciário a prerrogativa de restaurar um direito que foi agravado. A rigor, o “manto” dos “direitos humanos” extingue a propriedade. Um juiz não poderia mais determinar que a propriedade invadida fosse devolvida ao dono. A SIMPLES INVASÃO JÁ MUDARIA O STATUS JURÍDICO DA ÁREA.
A má-fé jurídica resta ali evidente. Aquele que tiver a sua propriedade invadida terá de esperar o trabalho de “mediação”, que claramente se sobrepõe à Justiça, tolhendo a sua prerrogativa de determinar a reintegração de posse. É EVIDENTE QUE SE TRATA DE UM ATENTADO À JUSTIÇA E DE UMA VIOLAÇÃO À CONSTITUIÇÃO.
Num trecho chamado “Eixo Orientador II”, lê-se:
No caso do Brasil, por muitos anos o crescimento econômico não levou à distribuição justa de renda e riqueza, mantendo-se elevados índices de desigualdade. As ações de Estado voltadas para a conquista da igualdade socioeconômica requerem ainda políticas permanentes, de longa duração, para que se verifique a plena proteção e promoção dos Direitos Humanos. É necessário que o modelo de desenvolvimento econômico tenha a preocupação de aperfeiçoar os mecanismos de distribuição de renda e de oportunidades para todos os brasileiros, bem como incorpore os valores de preservação ambiental. Os debates sobre as mudanças climáticas e o aquecimento global, gerados pela preocupação com a maneira com que os países vêm explorando os recursos naturais e direcionando o progresso civilizatório, está na agenda do dia. Esta discussão coloca em questão os investimentos em infraestrutura e modelos de desenvolvimento econômico na área rural, baseados, em grande parte, no agronegócio, sem a preocupação com a potencial violação dos direitos de pequenos e médios agricultores e das populações tradicionais.
O desenvolvimento pode ser garantido se as pessoas forem protagonistas do processo, pressupondo a garantia de acesso de todos os indivíduos aos direitos econômicos, sociais, culturais e ambientais, e incorporando a preocupação com a preservação e a sustentabilidade como eixos estruturantes de proposta renovada de progresso. Esses direitos têm como foco a distribuição da riqueza, dos bens e serviços.
Nunca antes na história destepaiz um “decreto” veio vazado nessa linguagem, com a clara satanização de um setor da economia - o agronegócio (justamente aquele que responde pela saúde econômica do Brasil) - e com essa sociologia de botequim, que repete a tara lulista dos marcos inaugurais. Qualquer pessoa medianamente informada sabe tratar-se de uma mentira cretina. Ao juntar no desfile de sandices a extinção da propriedade com os supostos problemas do aquecimento global, temos o verdadeiro samba-do-esquerdista-doido.
Pervertendo as crianças
Nada escapa ao decreto. As crianças também correm riscos. Leiam outros trechos:
- Estabelecer critérios e indicadores de avaliação de publicações na temática de Direitos Humanos para o monitoramento da escolha de livros didáticos no sistema de ensino.
- Fomentar a realização de estudos, pesquisas e a implementação de projetos de extensão sobre o período do regime 1964-1985, bem como apoiar a produção de material didático, a organização de acervos históricos e a criação de centros de referências.
- Incentivar a inserção da temática dos Direitos Humanos nos programas das escolas de formação inicial e continuada dos membros das Forças Armadas.
- Inclusão da temática de Educação e Cultura em Direitos Humanos nas escolas de educação básica e em outras instituições formadoras.
Parece-me que a proposta de patrulha ideológica, inclusive nas escolas militares, está feita. Reparem que o decreto estabelece até parte do conteúdo dos livros didáticos. Ainda não é o extremo da selvageria antidemocrática. No trecho seguinte, vemos os “sovietes” tomando o lugar dos tribunais: “Estimular e ampliar experiências voltadas para a solução de conflitos por meio da mediação comunitária e dos Centros de Referência em Direitos Humanos, especialmente em áreas de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e com dificuldades de acesso a serviços públicos.”
Concluindo
Um dos “eixos orientadores” do decreto é o “fortalecimento dos Direitos Humanos como instrumento transversal das políticas públicas e de interação democrática“. Essa conversa de “instrumento transversal” não passa de linguagem pseudo-acadêmica destinada a seduzir incautos. A “transversalidade” é a desculpa costumeira da empulhação de intelectuais mequetrefes para juntar alhos com bugalhos. O decreto que cria a tal Comissão da Verdade (?) mistura no mesmo texto medidas de proteção aos índios, aos gays, às mulheres, aos quilombolas e aos “profissionais do sexo”; pretende orientar a saúde, a educação, a cultura, a produção e a pesca artesanal (!); ataca o agronegócio, critica governos anteriores e canta as próprias glórias; tenta interferir nos livros didáticos, busca desmoralizar a Justiça e acena até com um novo padrão produtivo…
Muito dirão que quase tudo o que há naquela estrovenga depende de projeto de lei e que será o Congresso a dar a palavra final. E daí? O texto não se torna constitucional por isso. Ademais, dados os métodos de cooptação dessa gente, isso não significa uma garantia, mas um risco adicional.
E cumpre reiterar: o tal “decreto dos direitos humanos” (podem gargalhar), peça do mais rombudo revanchismo, passou pela Casa Civil. Dilma já está dizendo a que veio e o que pode vir.
Depois do “filho do Brasil”, eles querem nos oferecer a madrasta.



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