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terça-feira, 3 de julho de 2012

Dispositivos de espionagem em sua casa

Big Brother 2001 (UK)Big Brother 2001 (UK) (Photo credit: Wikipedia)
Dispositivos de espionagem em sua casa

Por Phil Elmore

Você está sendo vigiado? Alguém está escutando você? Algum ladrão de identidade ou invasor de casas tem você sob vigilância neste momento?

Isso pode soar fantástico, mas realmente tem acontecido. Em um caso verdadeiro que vem direto de um tecnothriller, uma jovem e atraente jovem estava convencida de que seu ex-namorado a estava monitorando. Ele parecia saber coisas que ninguém poderia saber ... a menos que estivesse ouvindo-a em sua casa. Como se viu depois, o namorado, um profissional de suporte de tecnologia, tinha configurado a rede wireless dela e sabia de todas as senhas dela. Ele estava espionando o email dela. Ele podia, portanto, muito facilmente, ter monitorado as conversas dela. 

Isso poderia acontecer a você? Felizmente para todos nós, o risco de termos dispositivos de escuta sendo posicionados em nossas casas é relativamente pequeno. É, todavia, real, e com a proliferação de câmeras de vídeo baratas, gravadores de áudio acessíveis e equipamentos "espião", até mesmo na forma de brinquedos infantis, as chances de que você seja grampeado, de que esteja sob vigilância, são maiores do que nunca.

Mundanças na tecnologia tem direcionado a algumas mudanças na cultura popular e nos riscos que cada cidadão enfrenta. É mais fácil do que nunca para um cidadão comum, não seu governo, alienígenas espaciais ou espiões inimigos, plantar dispositivos de escuta muitos pequenos, eficientes e discretos em nossas casas e nas casas dos outros. Estes dispositivos variam de benignos mas irritantes (como gadgets eletrônicos que emitem trinados aleatórios projetados para aborrecer aqueles lá de dentro) aos potencialmente salvadores de vidas ("câmeras babás" miniaturizadas que permitem que os pais identifiquem e obtenham provas de abuso infantil) aos invasivos e ofensivos (câmeras "para olhar por baixo da saia" escondidas em locais públicos ou semi-públicos, vestiários e banheiros).

Dispositivos de escuta começam fora da casa na forma de microfones direcionais. Estes gadgets com aparência de armas de raio basicamente coletam som a longa distância, permitindo que alguém "grampeie" você sem realmente invadir a sua propriedade.

Uma vez dentro da casa, uma escuta pode ser colocada perto ou dentro de seu telefone, usada no corpo de um visitante, ou plantada diretamente em qualquer lugar. Web câmeras podem transmitir imagem e som via web para qualquer lugar. Câmeras espiãs, especialmente, podem ser disfarçadas como um grande número de objetos domésticos e podem até transmitir em cores. Se você quiser ter uma boa ideia do que está por aí, vá comprar dispositivos de escuta e câmeras como se você desejasse grampear alguém. As opções disponíveis para você lhe surpreenderão, e as implicações são perturbadoras. Então o que você pode fazer?

Você pode ir fazer compras, por causa de uma coisa. Há incontáveis "detectores de grampos" no mercado que captam as transmissões das frequencias de rádios de dispositivos espões e telefones sem fio. (A mesma tecnologia é aplicada para bloquear sinais de telefones celulares em áreas onde os proprietários não querem pessoas usando seus celulares). Você também pode comprar detectores de toque de telefones que se conectam diretamente a sua linha de telefone. Detectores de laser usados para descobir lentes de câmeras podem ser usados para encontrar reflexos físicos de dispositivos espiões, também. Por algumas centenas de dólares você pode detectar uma ampla variedade de escuta e equipamento espião. Isso não significa que você esteja completamente coberto. Prevenir a casa ou escritório de espionagem começa com precauções simples:

Não permita quem você não confia ou que não tenha convidado dentro de sua casa. Por exemplo, se alguém aparece inesperadamente afirmando ser de uma empresa de energia elétrica, que precisa de acesso a alguma parte de sua casa, recuse a entrada dele ou dela. Se é realmente importante, a empresa de energia elétrica ligará para você, e eles deveriam ter contactado você por escrito de qualquer forma.

Não deixe amigos ou membros da familia desassistidos quando estiverem visitando você. A menos que você tenha boas razões para confiar neles completamente, deixar visitantes desassistidos significa que eles podem fazer o que bem quiserem, até inclusive plantar grampos em seu telefone, sob sua escrivaninha, ou qualquer outro lugar em sua casa ou escritório. Em caso de um escritório que recebe visitas do público, isso pode ser impossível às vezes, mas você geralmente nunca quer que um convidado em sua casa ou escritório seja deixado desassistido se você puder evitar (de novo, a menos que você tenha boas razões para confiar nesse visitante).

Não fale alto informação de senha e outros dados sensíveis de jeito nenhum se você puder evitar. Se alguém estiver ouvindo o que você está dizendo, a maneira mais fácil de evitar de escutarem a senha de seu email ou o login do banco é nunca dizer em alta voz. Todas as senhas, por falar nisso, deveriam ser termos sem sentido conhecidos apenas por você, que você não tenha usado em conversas. Isso as torna muito mais difíceis de aprender ou ouvir aleatoriamente.

Nunca discuta informações críticas em telefones ou redes sem fio. Transmissões de telefones sem fio, e particularmente frequências de telefones sem fio, podem ser apanhadas por scanners e outros dispositivos sem fio facilmente e até mesmo não intencionalmente. Não dê números de cartão de crédito ou outra informação sensível pelo seu telefone celular ou telefone sem fio. Sempre use uma linha fixa.

Tenha cuidado com seu entorno. Na verdade olhe para as coisas que você mantém em sua casa ou negócio, e tenha suspeita de itens que aparecem sem aviso prévio ou inesperadamente, por qualquer que seja a razão. Aquela caneta que você não lembra de possuir pode ser um dispositivo de escuta. Também não machuca simplesmente limpar sua casa ou escritório a fundo de vez em quando, mantendo um olho alerta para algum objeto estranho ou peça de equipamento eletrônico.

Mantenha a perspectiva. Enquanto você está tomando suas precauções, lembre-se que o verdadeiro risco de que sua casa ou seu escritório possa estar grampeado é bem baixo. A maioria de nós simplesmente não leva vida que uma pessoa comum acharia interessante o suficiente para querer colocar-nos sob vigilância.
Lembre-se, também, que tal espionagem pode ocorrer. Invasores de lares, ladrões de identidade e predadores sexuais não se preocupam quão aborrecida sua vida é. Mantenha isso em mente e faça um esforço razoável e de boa fé para manter sua casa e negócio livre de equipamento espião. Como sempre, a responsabilidade por estar mais seguro cai sobre você.
Fonte: www.wnd.com
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segunda-feira, 7 de maio de 2012

O aparato global de espionagem: Vocês são todos suspeitos agora. O que você vai fazer a respeito disso?

wikileakswikileaks (Photo credit: Sean MacEntee)
O aparato global de espionagem: Vocês são todos suspeitos agora. O que você vai fazer a respeito disso?


Vocês todos são potenciais terroristas. Não importa se você vive na Inglaterra, Estados Unidos, Austrália ou Oriente Médio. A cidadania está efetivamente abolida. Ligue seu computador e o Centro de Operações do Departamento Nacional de Segurança Interna pode monitorar se você está digitando não simplesmente "al-Qaeda", mas "exercício", "instrução", "onda", "iniciativa" e "organização": todas palavras proscritas. O anúncio do governo britânico de que pretende espionar cada email e chamada telefônica está ultrapassado. O satélite aspirador de pó conhecido como Echelon tem feito isso por anos. O que mudou é que um estado de guerra permanente foi lançado pelos Estados Unidos e o estado policial está consumindo a democracia ocidental.

O que você vai fazer a respeito disso?

Na Inglaterra, em instruções da CIA, tribunais secretos vão lidar com "suspeitos de terror". O Habeas Corpus está morrendo. A Corte Europeia de Direitos Humanos determinou que cinco homens, incluindo três cidadãos britânicos, podem ser extraditados para os Estados Unidos, embora ninguém, exceto um deles, tenha sido acusado por um crime. Todos foram aprisionados por anos sob o Tratado de Extradição Estados Unidos/Inglaterra que foi assinado um mês depois da invasão criminosa do Iraque. A Corte Europeia tinha condenado o Tratado como suscetível de conduzir a "punição cruel e incomum". Um dos homens, Babar Ahmad, foi recompensado com 63.000 libras por 73 lesões registradas que ele sofreu sob a custódia da polícia metropolitana. Abuso sexual, a assinatura do fascismo, estava no topo da lista. Um outro homem é um esquizofrênico que sofreu um total colapso mental e está no hospital de segurança de Broadmoor; um outro é um risco de suicídio. Para a terra dos homens livres eles vão -- junto com o jovem O'Dwyer, que enfrenta 10 anos com algemas e um macacão laranja porque supostamente infringiu direitos autorais americanos na internet.
Como a lei é politizada e americanizada, esses disfarces não são atípicos. Na sustentação da acusação de um estudante da Universidade de Londres, Mohammed Gul, por disseminar 'terrorismo' na internet, os juízes da corte de apelação de Londres determinaram que "atos...contra as forças armadas de um Estado em qualquer lugar do mundo que procurassem influenciar um governo e fossem feitos por propósitos políticos" agora eram crime. Chamar para o banco dos réus Thomas Paine, Aung San Suu Kyi, Nelson Mandela.

O que você vai fazer a respeito disso?

O prognóstico é claro agora: A malignidade que Norman Mailer chamou "pré-fascista" se espalhou. O procurador geral dos Estados Unidos, Eric Holder, defende o "direito" de seu governo de assassinar cidadãos americanos. Israel, o protegido, está permitido a apontar suas ogivas ao Irã sem ogivas. Nesse mundo de espelhos, a mentira é panorâmica. O massacre de 17 civis afegãos em 11 de março, incluindo pelo menos nove crianças e quatro mulheres, é atribuído a um soldado americano "perigoso". A "autenticidade" disso é atestada pelo próprio presidente Obama, que tinha "visto um vídeo" e o considera como "prova conclusiva". Uma investigação parlamentar independente afegã produz testemunhas que dão provas detalhadas de pelo menos 20 soldados, ajudados por um helicóptero, destruindo suas vilas, matando e estuprando: um padrão, se marginalmente um "ataque noturno" mais mortífero das forças especiais.
Tire a tecnologia de matar estilo videogame, a contribuição americana para a modernidade, e o comportamento é o tradicional. Imersos na justiça dos quadrinhos, mal ou brutalmente treinados, frequentemente racistas, obesos e guiados por uma classe de oficiais corruptos, as forças americanas transferem o homicídio doméstico para lugares distantes cujas lutas empobrecidas eles não podem compreender. Uma nação fundada no genocídio das populações nativas nunca abandona o hábito. Vietnam foi o "território indígena" e suas "brechas" e "asiáticos" eram para ser "desintegrados".

desintegração de centenas na maior parte de crianças e mulheres nas aldeias vietnamitas de My Lai em 1968 foi também um incidente "vagabundo" e, grossamente, uma "tragédia americana" (A matéria de capa da Newsweek). Somente um dos 26 homens julgados foi condenado e foi libertado pelo presidente Richard Nixon. My Lai está na província de Quang Ngai onde, como eu aprendi como repórter, um número estimado de 50.000 pessoas foram mortas pelas tropas americanas, a maior parte no que eles chamaram de "zonas de fogo livre". Esse era o modelo da guerra moderna: assassinato industrial.

Como no Iraque e na Líbia, o Afeganistão é um parque temático para os beneficiários da nova guerra permanente da América: OTAN, os armamentos e empresas de alta tecnologia, a mídia e a indústria de "segurança" cuja contaminação lucrativa é uma doença contagiosa na vida cotidiana. A conquista ou "pacificação" do território é importante. O que importa é a pacificação de você, o cultivo de sua indiferença.

O que você vai fazer a respeito disso?

A descida para o totalitarismo tem marcos. A qualquer dia agora, a Suprema Corte em Londres decidirá se o editor da Wikileaks, Julina Assange, vai ser extraditado para a Suécia. Caso este apelo final falhe, esse facilitador de contar a verdade em escala épica, que não é acusado de nenhum crime, enfrenta confinamento na solitária e interrogatório sobre ridículas alegações sexuais. Graças a um acordo secreto entre Estados Unidos e Suécia, ele pode ser "emprestado" a um gulag americano a qualquer momento. Em seu próprio país, a Austrália, a primeiro ministro Júlia Gillard conspirou com os de Washington que ela chama seus "verdadeiros colegas" para assegurar que seu inocente concidadão seja equipado com seu macação laranja em caso de ele voltar para casa. Em fevereiro, seu governo escreveu uma "Emenda Wikileaks" para o tratado de extradição entre Austrália e EUA que torna mais fácil para seus "colegas" por suas mãos nele. Ela até deu a eles o poder de aprovação sobre a liberdade de busca de informações, de forma que o mundo exterior possa ser enganado, como é habitual.

O que você vai fazer a respeito disso?

Fonte: www.globalresearch.ca
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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Gadgets que estão espiando a sua vida

Image representing Microsoft as depicted in Cr...Image via CrunchBaseMasterCardImage via WikipediaGadgets que estão espiando a sua vida

Listamos alguns dos aparelhos que podem estar sempre com você e que vão diminuir a sua privacidade.

Por Thiago Szymanski
   
Em um mundo cada vez mais conectado e envolvido pelos eletrônicos, há uma parte nossa que acaba sofrendo: a privacidade. Estamos vivendo hoje em uma época de muita monitoria, pelos mais variados motivos, como publicidade, controle ou proteção, entre diversos outros.

E se você possui um computador com conexão à internet, um smartphone, ou algum outro gadget, possivelmente você não terá como fugir desse controle. Inevitavelmente, os mais variados detalhes da sua vida estarão abertamente acessíveis para quase qualquer pessoa que os queira.

Mas quais serão os eletrônicos mais propensos a invadir nossa privacidade? Abaixo trazemos uma lista de algumas maneiras que você está sendo observado e que, provavelmente, você nem imaginava.

Computadores

Pode ser considerado o maior ofensor da lista, os computadores fazem o rastreamento de quase todas as informações com as quais você tem contato. Ao abrir o Gmail, você concorda que o Google tenha acesso a seus dados. Dessa forma, a empresa monitora cada página visitada, para então poder oferecer campanhas publicitárias voltadas diretamente para os maiores interesses da pessoa na internet.


Seu computador também já pode ter sido alvo de algum ataque e você nem imagina. São diversos os aplicativos que monitoram estatísticas de uso, teclas, programas iniciados e tudo mais que você possa querer utilizar na máquina.

Sorria, você está sendo filmado

Câmeras estão em toda a parte. Nas ruas, nos prédios, no elevador e até mesmo no seu ambiente de trabalho. Mas e se essa câmera na frente do seu notebook também estiver filmando você e enviando as imagens pela internet para qualquer outra pessoa?

Tal problema já ocorreu na Universidade da Pensilvânia, quando a instituição foi acusada de espionar os alunos através das webcams existentes nos notebooks que eram doados no ato da matrícula.

Outra câmera que às vezes nos passa despercebida é a do Kinect. Embora ainda não esteja sendo usado com o propósito de monitoramento, a própria Microsoft anunciou que o aparelho pode ser capaz de “assistir” os moradores da casa e enviar informações sobre os hábitos e rotinas de quem estiver presente. Isso seria interessante para que as empresas de publicidade pudessem saber qual o melhor momento de atingir o consumidor.


Smartphones podem ser “smart” até demais

Os aparelhos mais modernos, principalmente os que rodam Android ou iOS, possuem funções que revelam a sua localização a todo momento. Felizmente, ao menos de maneira legal, essas capacidades podem ser ligadas ou desligadas de acordo com a preferência de cada um.

Mas não é somente através do GPS que você pode ser rastreado. Como vimos nesse último feriado de natal, alguns shoppings dos Estados Unidos estavam monitorando os passos de cada cliente, através do sinal dos próprios aparelhos.

E, se isso não fosse suficiente, existem até as notícias de que as próprias operadoras de celular estão monitorando seus passos, como pode ser visto aqui.

Além dos smartphones, os tablets e até mesmo câmeras digitais podem fazer o mesmo. Os tablets, aliás, juntam os riscos dos computadores com os riscos do smartphones, mostrando serem ferramentas de monitoria ainda mais poderosas. Já as câmeras, por sua vez, normalmente possuem serviço de geo-tag, que classifica as fotos de acordo com localização e data, indicando exatamente onde você estava em determinado momento.


Sabe aquele cartão na sua carteira? Pois então...

O cartão de crédito é mais uma maneira muito funcional para que seja possível saber onde você está e o que você está fazendo. Os terminais que capturam os dados do seu cartão a cada compra estão ligados a uma enorme rede bancária que pode compartilhar informações entre si.

Além disso, tanto a Visa quanto a Mastercard já anunciaram que possuem planos de monitorar as compras dos seus clientes, para traçar perfis de consumo. Embora o monitoramento seja classificado como “anônimo”, não é difícil de imaginar que basta um passo para que, além de todos os dados já coletados, o nome do cliente também o seja.


As redes sociais não são exatamente um gadget, mas também são um problema

E por isso, aqui, todo cuidado é pouco. No Tecmundo, já mostramos como o Facebook está monitorando as pessoas cadastradas, além de explorarmos as melhores maneiras de impedir que sua privacidade seja violada nas redes sociais e é uma leitura obrigatória para todos que as usem.

Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/privacidade/17829-gadgets-que-estao-espiando-a-sua-vida.htm#ixzz1jMaLWRg2

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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Repressão política 2.0

The Nokia Siemens Networks logo created by Mov...Image via Wikipedia

Repressão política 2.0

Por Evgeny Morozov em 05/09/2011

Reproduzido do New York Times, 2/9/2011; intertítulos do OI; tradução de Jô Amado

Agentes da Stasi, polícia política da ex-Alemanha Oriental, nem poderiam sonhar com o sofisticado equipamento eletrônico que sustentava o aparelho de espionagem do coronel Muamar Kadaki revelado no início desta semana pelo governo de transição da Líbia. 

Monitoramento de mensagens de textos, e-mails e chats online – comunicação alguma parecia fora do alcance do excêntrico coronel.

O que é ainda mais surpreendente é onde o coronel Kadafi obteve seu equipamento de espionagem: empresas de software e tecnologia da França, da África do Sul e de outros países. A empresa norte-americana Narus, pertencente à Boeing, teve reuniões com o pessoal do coronel Kadafi ao mesmo tempo que começavam a ocorrer protestos, mas recuou e não fechou o negócio. Como a Narus já fornecera anteriormente tecnologia semelhante ao Egito e à Arábia Saudita, provavelmente foi uma questão de relações públicas, e não de ética empresarial.

Em meio à louvação aos recentes acontecimentos no Oriente Médio, é fácil esquecer os aspectos mais repressivos do uso da tecnologia. 

Além dos relatos cor-de-rosa comemorando a forma pela qual o Facebook e o Twitter propiciaram movimentos libertários pelo mundo afora, precisamos nos confrontar com algo mais sinistro: como empresas gananciosas, incentivadas por governos ocidentais por necessidade de vigilância doméstica, ajudaram a reprimi-los.

Programas para atender às necessidades de censura

A Líbia foi apenas o último lugar em que surgiu a tecnologia de vigilância ocidental. Ativistas de direitos humanos detidos – e depois, soltos – no Bahrein relataram que lhes foram apresentadas transcrições de suas próprias mensagens de textos – uma capacidade que o governo daquele país adquiriu através de equipamento comprado à Siemens, o gigante industrial da Alemanha, e mantido pela Nokia Siemens Networks, com sede na Finlândia, e pela Trovicor, outra empresa alemã.

No início deste ano, após invadirem a sede da polícia secreta, ativistas egípcios descobriram que o governo de Mubarak vinha usando uma versão experimental de uma ferramenta – desenvolvida pela empresa britânica Gamma International – que permitia escutar conversas no Skype, que se acreditava estar a salvo de grampos.

E não se trata apenas de tecnologia banal; algumas empresas ocidentais fornecem a ditadores soluções ao gosto do cliente para bloquear websites ofensivos. Um relatório de marçodo OpenNet Initiative, um grupo acadêmico que monitora a censura na internet, revelou que a empresa Netsweeper, com sede no Canadá, junto com as norte-americanas Websense e McAfee (agora pertencente à Intel), desenvolveu programas para atender às necessidades de censura de governos no Oriente Médio e no Norte da África – no caso da Websense, apesar de suas promessas de não fornecer tecnologia a governos repressivos.

Espionagem eletrônica com apoio americano

Infelizmente, o governo norte-americano, o defensor mais estridente da “liberdade na internet”, tem pouco a dizer sobre tal cumplicidade. 

Embora a secretária de Estado Hillary Rodham Clinton fale frequentemente em público sobre o assunto, ainda terá que explicar como empresas de seu país boicotam os objetivos que diz defender. Acrescentando insulto ao prejuízo, no mês de dezembro o Departamento de Estado concedeu à empresa Cisco – que forneceu acessórios para a construção do chamado Projeto Escudo Dourado na China – um prêmio em reconhecimento à sua “boa cidadania colaborativa”.

Uma tal reticência pode não ser totalmente acidental, uma vez que muitas destas ferramentas foram inicialmente desenvolvidas para agências de segurança e de inteligência ocidentais. Os legisladores das políticas ocidentais, portanto, estão numa situação delicada. Por um lado, é difícil reinar nas próprias empresas que os alimentaram; também é difícil resistir aos argumentos de regimes repressivos – de que precisam dessas tecnologias para monitorar extremistas. Por outro lado, fica cada vez mais difícil ignorar o fato de que os extremistas não são os únicos a serem vigiados.

A resposta óbvia é banir a exportação dessas tecnologias para governos repressivos. Mas enquanto os Estados ocidentais continuarem as tecnologias por si próprios, as sanções não eliminarão o problema por completo – a oferta sempre arrumará um jeito de atender à demanda. Além do mais, os ditadores que gostam de lutar contra o extremismo ainda são bem-vindos em Washington: é fácil supor que boa parte da espionagem eletrônica no Egito de Hosni Mubarak foi feita com o apoio tácito de seus aliados norte-americanos.

Quantos ativistas confiariam em governos ocidentais?

O que precisamos é o reconhecimento de que a nossa confiança em tecnologia de vigilância doméstica – mesmo que verificada pelo sistema legal – está, inadvertidamente, boicotando a liberdade em lugares onde o sistema legal proporciona pouca ou nenhuma proteção. Esse reconhecimento, por sua vez, deveria incentivar restrições mais rígidas no setor da tecnologia de vigilância doméstica, inclusive, uma reavaliação de até que ponto é realmente necessária tal tecnologia em nosso mundo cada vez carente de privacidade.

À medida que países como Bielorus, Irã e Mianmar digerem as lições da primavera árabe, sua demanda por tecnologia de monitoramento aumentará. Fora de controle, as ferramentas de vigilância ocidentais poderiam boicotar a agenda de “liberdade de internet” da mesma forma que as exportações de armas boicotam as iniciativas de paz ocidentais. Confrontados com informação coletada através do uso de tecnologia ocidental, quantos ativistas iriam voltar a confiar nos pronunciamentos de governos ocidentais?

***

[Evgeny Morozov é professor visitante da Universidade Stanford e autor de The Net Delusion: The Dark Side of Internet Freedom]

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terça-feira, 3 de maio de 2011

"Facebook é uma terrível máquina de espionagem", diz criador do Wikileaks

Image representing Facebook as depicted in Cru...Image via CrunchBase"Facebook é uma terrível máquina de espionagem", diz criador do Wikileaks

Por PC World/EUA

Segundo Julian Assange, a popular rede social colabora com o governo dos Estados Unidos na captura de dados sigilosos.

Julian Assange, o criador do polêmico site Wikileaks, especializado em vazar dados sigilosos de vários governos, afirma que o Facebook colabora com o governo dos Estados Unidos para espionar os cidadãos. Segundo, ele a popular rede social é simplesmente “a mais terrível máquina de espionagem já criada”.

O comentário foi feito durante uma entrevista ao Russia Today, publicada ontem (2/5). No momento, o polêmico fundador do Wikileaks está na Inglaterra, onde aguarda extradição, por conta de acusações de crime sexual.


Segundo ele, o Facebook e outros sites colaboram com o governo dos Estados Unidos em investigações ilegais, fornecendo dados como nomes, endereços, redes de relacionamentos e mensagens trocadas entre as pessoas “Eles criaram uma interface para o uso do departamento de inteligência dos Estados Unidos”, acusa. "Todos precisam entender que, quando adicionam um amigo no Facebook, estão fazendo um trabalho gratuito para agências de inteligência norte-americanas”, completa.



A ideia de que o Facebook pode ser usado para espionar os usuários não é nova. Tanto que o próprio Departamento de Justiça dos EUA já treina seus funcionários para utilizar a rede social como uma ferramenta para conseguir evidências contra suspeitos.

De acordo com um porta-voz da companhia, Andrew Noyes, o Facebook não responde a pressões do governo. “Apenas respondemos a solicitações de processos na Justiça”, disse ele, em e-mail enviado à PC World norte-americana.
Ed Oswald

Fonte: www.idgnow.com.br

Nota: Isso não é novidade e aqui mesmo no blog há postagens falando desse relacionamento espúrio entre as empresas de tecnologia como Google, Facebook e até Yahoo, com as agências de espionagem americanas. 


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Este computador composto por 16 mini-cérebros humanos mostra uma eficiência impressionante Publicado por Cédric - Há 11 h...