quarta-feira, 29 de junho de 2011

Matrix, Politicamente correto e os papagaios de repetição

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sábado, 25 de junho de 2011

A quarta fronteira: os exterminadores do futuro

A quarta fronteira: os exterminadores do futuro

Heitor De Paola 

"...eu pensava estar trabalhando em uma história de mudanças climáticas. Eventualmente constatei que, na verdade, estava trabalhando numa história sobre política global, sobre como grandes interesses trabalham para esvaziar as democracias em benefício próprio e sobre como eles fazem uso de ONGs - neste caso grupos ambientais - como cobertura política. (...) ... é de todo conveniente recordar que, às vezes, aqueles que dizem que querem fazer o Bem estão (mais) preocupados em se dar bem".

A história deste livro, muito bem contada, começa quando a autora, uma renomada jornalista canadense, comparece a uma reunião na Igreja Anglicana de São Paulo em Toronto em 1988 na qual o orador principal era o índio caiapó Paulinho Paiakan. O evento era patrocinado por várias ONGs ambientais, principalmente pela WWF-C (World Wildlife Fund Canada) e era um protesto contra a construção pela Eletronorte de 22 usinas no Rio Xingú sem consulta aos índios que veriam inundado seu habitat ancestral. O projeto vinha da "ditadura militar", altamente condenável, portanto. A platéia ficou estarrecida e enfurecida com o tratamento dado às "vítimas" que sequer podiam reclamar e temeram pelo retorno de Paiakan ao Brasil. A luta dos Caiapós em defesa da sobrevivência de seu povo foi então divulgada para todo o mundo para criar uma teia de proteção ao pobre coitado, ameaçado de morte.

Elaine Dewar simpatizou com a causa de Paiakan, mas como boa jornalista investigativa foi a fundo e chegou a conclusões que jamais imaginara a princípio. O subtítulo do seu livro diz tudo: os laços entre grupos ambientais, governos e grandes negócios. Confessa a autora que seu interesse maior era com o futuro, pois há tempos já era bombardeada com o mal que a humanidade estava causando ao planeta, através do "efeito Estufa", a destruição das florestas equatoriais, o derretimento das calotas polares, a destruição da camada de ozônio, etc.


Meu interesse aqui, no entanto, não é fazer mais denúncias sobre a cobiça em relação à Amazônia, algumas já bem conhecidas. Como esclareci no artigo anterior deixo as fronteiras físicas para os especialistas e me dedicarei a explorar a invasão do que denominei quarta fronteira, a fronteira mental e ideológica que prepara o caminho para aquelas. No caso em apreço, diferentemente do anterior, o caminho percorrido já foi muito longe.

A agenda ambientalista vai muito além da problemática de nosso território e faz parte de um plano de globalização que visa a dominação por parte de um governo mundial. Para isto é necessário exterminar o futuro possível: aumento da prosperidade mundial através do incremento da produção alimentar pelo agro-negócio e da produção de energia por combustíveis fósseis e físseis. Pretende-se fazer a humanidade retornar a um estado de escassez tanto de alimentos como de combustíveis, renunciar ao conforto do automóvel particular, o maior vilão, com as promessas idílicas de alimentos "saudáveis", combustíveis "renováveis" e/ou biodegradáveis e fim da poluição. Como uma das sugestões é de investimento maciço na tal energia eólica, chamo a estes planos idiotas de "promessas de vento".

Segundo Larry H. Abraham, autor de The Greening: the environmentalists drive for global power todos os projetos e programas por ele estudados são apresentados como "necessários" ou "vitais", alguns como "salva-vidas" ou por "ameaças à vida". 'A luta pela "preservação do meio ambiente" ou para "acabar com a poluição" significa a maior capitulação de toda a história da humanidade, ao transferir poder e recursos naturais para um pequeno grupo de homens, a elite mundial ou establishment'.

Como é possível que a maior parte da humanidade acredite piamente nestas bobagens ambientalistas e tomem a sério alimentos "orgânicos", energias renováveis e outras?

Como o assunto é muito vasto limitar-me-ei aqui a uma prévia do que ocorreu em nosso país nas últimas décadas.

Nas décadas de 70/80 o antropologista do Environmental Defense Fund (EDF) Dr. Stephan Schwartzman, inventou o primeiro mito ambientalista brasileiro: Chico Mendes, que influenciado por Schwartzman passou a defender o extrativismo familiar da borracha no Seringal São Luis de Remanso. Em 1987 Schwartzman e o EDF convidaram Chico Mendes a comparecer à reunião anual do Inter-American Development Bank (IDB), onde ele foi apresentado a importantes Membros do Congresso Americano. O IBD criou a Chico Mendes Sustainable Rainforest Campaign. Não sei quem matou Chico, mas quem o fez criou o que faltava: um mártir. Desde então grupos empresariais e ONGs dedicaram-se a invadir a fronteira mental dos brasileiros que, hoje, estão plenamente doutrinados para apoiar irrestrita e cegamente qualquer campanha "ambientalista", sem enxergar as fortunas que se crescem aos olhos de quem quer ver. A maioria não fará um único protesto contra a fragmentação do país em "nações" indígenas para a "proteção de nossas florestas".

(CONTINUA)

Fonte: www.midiasemmascara.org


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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Pepinos assassinos: quando o "ecologicamente correto" toca na realidade

Low-temperature electron micrograph of a clust...Image via Wikipedia“Pepinos assassinos”: quando o “ecologicamente correto” toca na realidade


A imprensa abundou em informações sobre a crise gerada na Europa pelos mal chamados “pepinos assassinos”, “concombres tueurs”, e outros apelativos criados pela fantasia do sensacionalismo publicitário.

No ponto de partida encontra-se uma epidemia da perigosa bactéria Escherichia coli (E.coli, abreviadamente), que causou 35 mortes e intoxicou 3.000 pessoas, especialmente na região de Hamburgo, Alemanha.

A velha e perigosa E.coli é talvez a bactéria mais estudada pelos homens (cfr. Wikipedia). Ela é muito conhecida pelos seus efeitos letais ou gravemente danosos para o homem, exigindo especiais prevenções de tipo fito-sanitário.

A Alemanha pôs a culpa nos pepinos espanhóis, incluindo os “orgânicos” e “ecologicamente corretos”. Os germânicos são famosos pelo seu zelo em controlar a saúde alimentar e favorecer as culturas “orgânicas”, mais “verdes” e menos agro-capitalistas.

A denúncia alemã causou graves danos aos produtores espanhóis, causando-lhes prejuízos na ordem de 400 milhões de euros.


Mas, como os “pepinos contaminados” não apareciam, a culpa foi então passando para os tomates e alfaces. A histeria levou restaurantes a anunciar que não forneceriam refeições com esses vegetais.

A suspeita se estendeu a produtos da França, Holanda e Itália.

A União Européia exigiu da Alemanha que parasse de dar alarmes, pois os mesmos estavam se revelando falsos e danosos para o comércio e criando animosidade recíproca entre os europeus.

A propaganda “verde” mal conteve seu regozijo ante mais esta má conseqüência da agricultura que utiliza métodos agro-industriais.


Mas o equívoco não durou muito.

Afinal, segundo informou o jornal francês “Le Figaro”, as autoridades sanitárias alemãs declararam confirmada a fonte da difusão da bactéria letal: brotos de feijão produzidos pelo Gärtnerhof, uma granja de alimentos “orgânicos” ecologicamente corretos localizada em Bienenbüttel, na Baixa-Saxônia.

Entretanto o produtor não será punido, pois verificou-se que obedecia a todas as normas legais, informou a agência Reuters.

“Foram os brotos de feijão”, declarou Reinhard Burger, diretor do Instituto Robert Koch (RKI), em conferência de imprensa convocada em Berlim pelos três institutos sanitários federais responsáveis pela investigação.


A Alemanha ouviu com pasmo a confirmação de que as bactérias provinham de uma unidade de produção “biológica”, pois acreditava um pouco ingenuamente que os produtos “bio” estão como que livres de todo mal.

A propaganda ideológica “verde” havia deformado a opinião pública alemã.

As bactérias – como a E.coli – existem e matam. Como também matam muitos outros fatores adversos que se encontram no planeta e exigem uma luta contínua do produtor para vencê-los.

O mito angelical de que uma sociedade liberada do capitalismo e das boas técnicas modernas de produção levaria a um edênica “reconciliação” com a natureza, não resistiu ao teste.

Segundo esse mito, o homem ecologicamente integrado com a Mãe Terra não teria nada a temer dela, pois não a exploraria como faz o agro-negócio. Ou, em termos da Campanha da Fraternidade, não a faria gemer...

A verdade é que a bactéria letal pode se desenvolver até nas melhores granjas “ecologicamente corretas” e matar homens, sem nenhuma consideração sentimental ou ideológica.

Neste vale de lágrimas a luta é constante e necessária. E se for bem conduzida dá excelentes resultados, como o demonstram nossos produtores rurais, que melhoram a cada ano.

Fonte: Verde-A Nova Cor do Comunismo
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domingo, 19 de junho de 2011

3ª Guerra Mundial Tropas no Oriente Médio, Ásia, Norte da África para ...

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sábado, 18 de junho de 2011

Está provado que o aquecimento global não passa de uma grande mentira

Cover of "Behold a Pale Horse"Cover of Behold a Pale HorseEstá Provado que o Aquecimento Global Não Passa de uma Grande Mentira


Um dos principais cientistas envolvidos no escândalo do Climategate agora admite que não existe Aquecimento Global desde 1995!

A chave para compreendermos a profundidade da mentira do Aquecimento Global, que tem sido empurrada pela nossa goela abaixo nos últimos trinta anos é simples; tudo que temos de fazer é verificar o que disse o autor de Nova Era William Cooper em seu livro Behold a Pale Horse. A seguinte declaração sucinta nos diz tudo o que precisamos saber sobre a magnitude dessa mentira global.

"As sociedades secretas estavam planejando, já em 1917, inventar uma ameaça artificial..., de modo a colocar a humanidade sob um governo global que eles chamam de Nova Ordem Mundial." [William Cooper, Behold a Pale Horse, leia a resenha].

Separe um tempo para ler sobre a verdadeira natureza de todos os desastres globais que estão sendo forçados sobre nós atualmente.

Veja o artigo N2193, intitulado "Cinco Grandes Crises Fabricadas Estão Sendo Constantemente Apresentadas Como Justificativas Para a Formação do Vindouro Governo Global".

Quais são os cinco grandes desastres globais criados pelos Illuminati a fim de levar o mundo para dentro da Nova Ordem Mundial?

1.    Aquecimento Global.
2.    Terrorismo Global.
3.    Guerra Global (Terceira Guerra Mundial).
4.    Desastre Econômico Global — acontecerá assim que a Terceira Guerra Mundial começar.
5.    Pandemia Global.

Agora que vemos o papel que cada uma dessas crises globais exerce para direcionar os povos do mundo à Nova Ordem Mundial, vamos examinar a seguinte notícia atual, que prova poderosamente que a retórica pública dos últimos trinta anos é uma grande mentira!
Resumo da Notícia: "Virada de 180 graus no Climategate, depois que cientista no centro da batalha admite: Não existe aquecimento global desde 1995", Jonathan Petre, Daily Mail Online, 14/2/2010.


"O acadêmico no centro do caso Climategate, cujos dados primários são cruciais para a teoria da mudança climática, admitiu que tem problemas para 'organizar' as informações... Os dados são cruciais para o famoso 'gráfico do bastão de hóquei de Mann' usado pelos defensores da mudança climática para apoiar a teoria. O professor Jones também admitiu a possibilidade que o mundo estava mais quente na Idade Média do que agora — sugerindo que o aquecimento global pode não ser um fenômeno causado pelo homem."

Depois de admitir que o mundo estava provavelmente mais quente no período medieval do que agora, o Dr. Jones lançou a bomba!


"Ele disse que durante os últimos 15 anos não houve aquecimento 'estatisticamente significativo' algum."

Você quer dizer que nós, que acreditamos em "conspirações" estávamos certos, afinal?

Quer dizer que estávamos certos ao levantarmos todos os fatos científicos legítimos que apontavam para uma conclusão bem diferente?

Quer dizer que estávamos certos o tempo todo quando alertávamos que textos científicos estavam sendo criados a partir do nada, ou pelo menos, estavam sendo distorcidos para atingir conclusões não apoiadas pelos dados primários?

Sim, é isto o que estou dizendo!! Mais uma vez, chegamos à realidade que as únicas "Teorias da Conspiração" são as que estão sendo alardeadas pelas agências do governo e pelos centros de pesquisa "científica" que estão criando esses dados falsos. Já dissemos repetidas vezes que as únicas "Teorias da Conspiração" sobre os ataques de 11/9/2001 são aquelas que saem rapidamente das bocas dos representantes do governo e dos jornalistas totalmente vinculados com eles.

O professor Jones está bem na frente de outro escândalo recente, que está relacionado com esse desastre do Aquecimento Global.

"O professor Jones está sob os holofotes desde que renunciou ao cargo de diretor da Unidade de Pesquisa Climática da Universidade de East Anglia (Inglaterra), após o vazamento de e-mails, que os céticos afirmam demonstrar que os cientistas estavam manipulando os dados. Os dados primários, coletados por centenas de estações climáticas em todo o mundo e analisados pela unidade do professor, foram usados durante anos para corroborar os esforços do Painel Intergovernamental Sobre Mudanças Climáticas, da ONU, e pressionar os governos a cortarem suas emissões de dióxido de carbono."

As palavras-chave neste parágrafo são "usadas durante anos". Todas as milhares de notícias e alertas científicos que nos foram apresentados "durante anos" agora são mostrados como falsos — falsificados deliberadamente pelos governos iluministas mundiais e pela comunidade científica que trabalha lealmente para esses governos. Neste ponto, eu me recordo do furor antes da Guerra Civil Americana, quando "cientistas" do Sul apresentaram "provas científicas" que os negros eram inerentemente inferiores aos brancos!

O triste fato é que a comunidade científica é totalmente dependente das bolsas e patrocínios financeiros dos governos para sua própria existência; portanto, os cientistas irão se "prostituir" para que o governo libere o dinheiro. Eles dirão qualquer coisa, tomarão qualquer posição e "provarão" qualquer coisa que o governo queira que eles provem, de modo a manterem o fluxo de liberação das verbas.

Não Espere Mudança Alguma

Que mudança podemos esperar dos oficiais do governo agora que o professor Jones confessou sua grande mentira?

Nenhuma mudança.

Repetimos, não espere nenhuma mudança nas posições do governo concernentes ao Aquecimento Global — pelas seguintes razões:

1) Se os representantes dos governos puderem limitar a quantidade de vezes que essa notícia verdadeira é repetida, eles podem provavelmente impedir que a verdade chegue ao cidadão mediano.

2) Eles sabem que com declarações oficiais, reforçadas pela submissa mídia de massa, podem alardear a mentira de novo, de novo e de novo, isso contra a única vez que essa notícia verdadeira apareceu em uma fonte alternativa de notícias. Os noticiários, programas de televisão e filmes continuarão a ser assistidos, divulgando a mentira inúmeras vezes.

3) Os Illuminati já usaram a mentira do Aquecimento Global para obter a cooperação global. Os principais líderes mundiais já se reuniram em Copenhague, na Dinamarca, e já definiram seus planos de governança global. Mesmo se a falsa ameaça do Aquecimento Global desaparecesse amanhã, a Elite ainda possuiria seus poderes extraordinários.

Espalhe a verdade o mais longe possível, quantas vezes conseguir.

Os acontecimentos estão levando toda a humanidade em direção ao sistema global do Anticristo e do Falso Profeta.

Tradução: Marcelo N. Motta, Blog PensandoBiblicamente
Revisão: http://www.TextoExato.com
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/n2407.asp


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Cartas Illuminati 2 2

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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Revoluções islâmicas, pactos secretos e a influência do "Neo-Bolchevismo"

flag of the Kingdom of Egypt (1922–1958).Image via Wikipedia
REVOLUÇÕES ISLÂMICAS, PACTOS SECRETOS E A INFLUÊNCIA DO "NEO-BOLCHEVISMO"

A
ssassinados por compatriotas fanáticos, Anwar El-Sadat e Yitzhak Rabin pagaram o mais alto preço pela paz, mas o prazo de validade do produto que adquiriram está se esgotando rapidamente. A queda de Hosni Mubarak retira do cenário um dos poucos obstáculos que ainda retardavam a constituição da grande unidade estratégica islâmica destinada a instaurar o Califado Universal, e de passagem, varrer Israel do mapa. Alguns fatores, que as mentes iluminadas dos comentaristas internacionais de praxe não vislumbram nem de longe, contribuem para elevar à enésima potência a periculosidade do momento:

A Irmandade Muçulmana, matriz ideológica das forças revolucionárias no mundo islâmico, talvez não tenha dado o impulso inicial da rebelião egípcia, mas é com certeza a única organização política habilitada a tirar proveito do caos e dominar o país após a saída de Mubarak. O governo americano sabe perfeitamente disso e vê com bons olhos a ascensão da Irmandade, provando uma vez mais que Barack Hussein Obama trabalha de caso pensado em prol dos inimigos do Ocidente. As desconversas tranqüilizantes emitidas pelo Departamento de Estado nos últimos dias são tão contraditórias que equivalem a uma confissão de falsidade: primeiro juraram que a Irmandade estava à margem dos acontecimentos; depois, quando se tornou impossível continuar acreditando nisso, asseguraram que a organização tinha mudado, que tinha se tornado mansa e pacífica como um cordeirinho. Comentaristas hostis ao governo observaram que, ao voltar-se contra Mubarak, Obama copiava o exemplo de Jimmy Carter, que, também a pretexto de fomentar a democracia, ajudou a derrubar um governo aliado para fazer do Irã um dos mais temíveis inimigos dos EUA e uma ditadura mil vezes mais repressiva que a do velho Xá. A diferença, creio eu, é que Carter parece ter agido por estupidez genuína, ao passo que Obama, que teve sua carreira apadrinhada por um príncipe saudita pró-terrorista, e cujas ligações com a esquerda radical são as mais comprometedoras que se pode imaginar, segue com toda a evidência um plano racional concebido para debilitar a posição do seu país no quadro internacional ao mesmo tempo que vai demolindo sistematicamente a economia no plano interno.

A política agrícola do governo Obama parece ter sido calculada para fomentar a rebelião. O Egito, país desértico, depende essencialmente do trigo americano, cujo preço subiu 70 por cento nos últimos meses, enquanto o dólar baixava de valor, criando uma situação insustentável para os egípcios. Com meses de antecedência, analistas econômicos avisavam que a coisa ia explodir (v. http://www.mcclatchydc.com/2011/01/31/107813/egypts-unrest-may-have-roots-in.html).
Rebeliões similares vêm se esboçando em outros países islâmicos, como Tunísia, Jordânia e Iêmen, sempre dirigidas à mesma meta: eliminar os governos pró-ocidentais e ampliar a influência da Irmandade Muçulmana, aliada do Hamas e de outras organizações terroristas. O estado de pânico que se espalhou entre aqueles governos pode ser avaliado pelo fato de que nos últimos meses importaram mais trigo do que nunca, dificultando ainda mais a vida dos egípcios.


Mesmo unificado em torno do projeto do Califado Universal, o Islam não representaria grande perigo estratégico de curto prazo para o Ocidente, mas nada do que acontece no mundo islâmico está isolado da grande estratégia “eurasiana” que hoje orienta os governos da Rússia e da China. A idéia originou-se no “nacional-bolchevismo”, um sincretismo ideológico criado pelo escritor Edward Limonov e pelo filósofo Alexandre Duguin nos anos 80. Partindo de um esquema brutalmente estereotipado da civilização do Ocidente, extraído do livro de Sir Karl Popper, “A Sociedade Aberta e Seus Inimigos”, Limonov sonhava com uma aliança mundial entre todos os virtuais inimigos da mentalidade científico-relativista ocidental, isto é, todos os amantes de “verdades absolutas”. Como se tratava apenas de destruir o relativismo – e, por tabela, a civilização baseada nele –, pouco importava, para Limonov, que os vários absolutos convocados à luta se contradisessem uns aos outros: a fraternidade negativa podia incluir em si, sem maiores escrúpulos de coerência, comunistas e tradicionalistas católicos, nazistas, fascistas, islamitas, hinduístas, admiradores de René Guénon e Julius Evola, etc. Como se isso não fosse elástico o bastante, a santa unidade ainda recebia de braços abertos toda sorte de odiadores da América, mesmo que desprovidos de qualquer absoluto identificável: punks, “rebeldes sem causa”, militantes Black Power e assim por diante. Na onda de anti-americanismo que se espalhou pelo mundo após a dissolução da URSS, a oferta de apaziguar velhos antagonismos na base do ódio a um inimigo comum pareceu um alívio para muita gente, especialmente guénonianos e evolianos, que, hostis ao “mundo moderno” em geral, viram aí o remédio do seu angustiante senso de isolamento.

O “nacional-bolchevismo” era apenas uma ideologia, mas Alexandre Duguin (um cérebro bem mais consistente que o de Limonov), acabou por superá-lo e absorvê-lo numa formidável síntese estratégica, o “eurasismo”, que hoje orienta a política internacional de Vladimir Putin e cuja primeira vitória substantiva foi a constituição do Pacto de Solidariedade de Shangai (v. http://www.olavodecarvalho.org/semana/060130dc.htm), destinado a ampliar-se até abranger, se possível, todas as forças anti-americanas do universo (especialmente a Irmandade Muçulmana), não somente em torno de uma vaga proposta ideológica, mas de planos de ação político-militares muito bem definidos.


Tanto Limonov quanto Duguin são filhos de oficiais da KGB, e o segundo é hoje o maître à penser do homem que mais nitidamente encarna a KGB no poder.

Seduzidos pela promessa de destruir o “mundo moderno”, muitos tradicionalistas de periferia – católicos, ortodoxos ou muçulmanos –, acabarão provavelmente se tornando os melhores idiotas úteis que a KGB já teve à sua disposição. A nenhuma dessas inteligências brilhantes ocorreu notar que o liberalismo de Karl Popper é uma coisa e a nação americana é outra completamente diversa; que a destruição ou marginalização desta última não trará a extinção da execrável “modernidade” e o advento do Reino de Deus na Terra, mas sim o triunfo dos globalistas ocidentais (Bilderbergers e tutti quanti), para os quais a neutralização do poder nacional americano é a urgência das urgências, e cujas relações com o esquema russo-chinês são bem mais amigáveis do que toda a retórica “eurasiana” dá a entender (o próprio apoio do governo Obama à rebelião egípcia é mais uma prova disso).

A crise no Egito não é só uma vitória do radicalismo islâmico, mas, por trás dele, do projeto eurasiano.
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Este computador composto por 16 mini-cérebros humanos mostra uma eficiência impressionante Publicado por Cédric - Há 11 h...