quinta-feira, 14 de julho de 2011

A Agenda do Controle Populacional

Margaret Sanger, birth control advocate, and h...Image via WikipediaA Agenda do Controle Populacional

Autor: Dr. Stanley K. Monteith


Um dos conceitos mais difíceis de aceitar é que existam seres humanos dedicados ao controle populacional coercitivo e ao genocídio. Muitos leitores reconhecem que nosso governo está ajudando a financiar o programa da China comunista de abortos forçados, esterilização forçada, infanticídio e controle do número de nascidos vivos. A maioria dos leitores aceitará o fato que nosso país está ajudando a financiar o "programa de planejamento familiar" global das Nações Unidas, que é uma forma de controle populacional. A maioria dos homens e mulheres racionais, entretanto, achará impossível acreditar que esses programas sejam realmente parte de um "plano-mestre" para eliminar grandes segmentos da população mundial.

Tenho de admitir que estudei a política da AIDS (a doença causada pelo HIV) por mais de uma década até finalmente chegar a uma terrível conclusão. A real motivação que está por trás dos esforços para bloquear a utilização de medidas normativas de saúde pública para controlar a maior propagação da epidemia do HIV era o controle populacional. Esse não foi um conceito fácil para eu reconhecer, apesar do fato de há muito tempo reconhecer que o século 20 tinha sido o período mais sangrento em toda a história humana registrada.

Somente quando viajei até Elberton, no estado da Geórgia, e fiquei debaixo da sombra do grande monumento no estilo dos druidas, criado ali, e li as palavras esculpidas nos gigantescos pilares de pedra daquela estrutura é que finalmente vim a aceitar a verdade.

Naquele ponto, tornou-se óbvio que exatamente como nosso Senhor deu à humanidade os Dez Mandamentos para guiar nossas vidas, assim também aqueles que estão no "lado das trevas" receberam suas instruções daquele a quem adoram. Os dez programas dos "guias" estão gravados em oito diferentes idiomas nos quatro grandes pilares de granito do Stonehenge Americano. Essa mensagem prevê um terrível futuro para a humanidade e explica por que os esforços para abordar a epidemia da AIDS a partir de um ponto de vista lógico têm sido constantemente estorvados. [1].

Antes que você zombe e rejeite minha sugestão como uma forma de loucura, examine as referências que apresento no fim desta monografia, depois tente refutar minhas conclusões. Se minhas acusações são infundadas, você logo reconhecerá a enganação e retornará às suas atividades cotidianas, certo de que não há motivo para preocupação. Por outro lado, se determinar que minha avaliação esteja correta, ou apenas parcialmente correta, você terá uma obrigação moral de decidir exatamente qual parte pretende desempenhar como resposta ao genocídio mundial que está para acontecer — como você se protegerá, como protegerá seus familiares queridos e os incontáveis milhões de seres humanos indefesos em todo o mundo que estão marcados para a destruição.

Nunca devemos nos esquecer da advertência registrada para a posteridade por Martin Niemöeller, o pastor luterano que viveu na Alemanha nazista durante os anos 1930 e 1940. As palavras dele ecoam para nós, décadas mais tarde:

"Na Alemanha, eles vieram primeiro prender os comunistas, e eu não nada falei porque não era comunista. Em seguida, vieram prender os judeus, e nada falei porque não era judeu. Em seguida, vieram prender os sindicalistas, e nada falei porque não era sindicalizado.


Em seguida, vieram prender os católicos, e nada falei porque era protestante. Em seguida, vieram me prender, e nesse tempo, não restava ninguém que pudesse falar." [2].


Você pode observar que o reverendo Niemöeller advertiu que após prenderem os judeus, os nazistas prenderam os católicos e os protestantes. Por que esse fato nunca é mencionado? A pergunta que mais frequentemente me fazem é: "Como você pode acreditar que existam pessoas que desejam matar grandes segmentos da população mundial?" Minha resposta é realmente bem simples.

Acredito nisso porque li os escritos delas. Acredito que elas estejam dizendo a verdade. Do mesmo modo como Adolf Hitler escreveu seus planos para a Europa em Mein Kampft (Minha Luta), assim também, aqueles que pretendem despovoar grandes porções da Terra escreveram sobre a necessidade de limitar a população mundial. Eles planejam exterminar uma porção significativa da população mundial.
O fato que a vasta maioria das pessoas nunca tenha ouvido a respeito desses planos, a respeito das Pedras-Guias da Geórgia, ou sobre "O Plano", e sobre "A Hierarquia" atesta o grau de controle que existe sobre o que a população está autorizada a saber sobre as forças ocultistas que estão trabalhando dentro de nossa sociedade atualmente.

Margaret Sanger e a Paternidade Planejada

À medida que você ler o que escrevo aqui, logo descobrirá que me baseei em materiais que podem ser prontamente encontrados em livros, entrevistas gravadas em fita cassete e fontes públicas de notícias. Se você separar um tempo para conferir minhas referências, logo descobrirá que realmente existem aqueles que defendem publicamente a eliminação da "tiririca humana" e a "purificação da sociedade".

De fato, até hoje, o dinheiro dos nossos impostos está sendo usado para financiar a organização Paternidade Planejada, que foi fundada por Margaret Sanger. Durante os anos 1930, Margaret Sanger apoiou abertamente o plano nazista de realizar engenharia genética na população alemã, e a propagação de uma "super-raça".

No Relatório Anual da Paternidade Planejada de 1985, os líderes daquela organização proclamaram que estavam "orgulhosos de nosso passado e planejando o nosso futuro". [3].


Como pode alguém afirmar ter orgulho da organização fundada por Margaret Sanger quando a história registra que ela escreveu sobre a necessidade de "exterminar a 'tiririca humana'... o 'fim da caridade... a segregação dos 'retardados, incapacitados e desajustados' e a esterilização das raças geneticamente inferiores.'" [4].

Margaret Sanger publicou a revista The Birth Control Review, em que abertamente apoiava o "programa de infanticídio" promovido pela Alemanha nazista nos anos 1930 e publicamente defendia o objetivo de Adolf Hitler da supremacia dos brancos arianos. Nos anos anteriores da Segunda Guerra Mundial, Margaret Sanger comissionou Ernst Rudin, um membro do Partido Nazista, e diretor dos pavorosos Programas de Experiências Médicas da Alemanha, para servir como assessor de sua organização. Em seu excelente livro Killer Angel (O Anjo Exterminador) George Grant relata a vida e os escritos de Margaret Sanger e documenta minuciosamente os planos dela para a engenharia genética da raça humana. George Grant observou que nos anos 1920, Margaret Sanger escreveu The Pivot of Civilization, em que propôs:

"A eliminação da 'tiririca humana' para a cessação da caridade', porque ela prolongava as vidas dos incapacitados, a segregação dos 'retardados, incapacitados e desajustados' e a esterilização das raças geneticamente inferiores.'" [5].

De acordo com George Grant, Margaret Sanger acreditava que os inadequados não deveriam ter a permissão de se reproduzir. Fiel à sua crença, ela abriu uma clínica de controle de natalidade na "seção Brownsville de Nova York, uma região povoada pelos imigrantes eslavos, latinos, italianos e judeus recém-chegados. Ela visou os 'inadequados' em sua cruzada para 'salvar o planeta.'" [6].

Dezenove anos mais tarde, em 1939, Margaret Sanger organizou seu "Projeto Negro", um programa destinado a eliminar os membros daquela que ela acreditava ser uma "raça inferior". Margaret Sanger justificava sua proposta porque acreditava que "As massas de Negros... particularmente no Sul, ainda se reproduzem de forma descuidada e desastrosa, com o resultado que o aumento entre negros, até mais que entre os brancos, é a partir daquela porção da população menos inteligente e qualificada..." [7].

Margaret Sanger passou então a revelar que queria contratar três ou quatro pastores negros "que viajassem até os vários enclaves de negros para divulgar o controle da natalidade". Ela escreveu: "A abordagem educacional mais bem-sucedida para os negros é por meio de um apelo religioso. Não queremos que se divulgue que queremos exterminar a população de negros, e o pastor é o homem que pode esclarecer essa ideia, se alguma vez ela passar pela cabeça dos membros mais rebeldes." [8].

À medida que a organização de Margaret Sanger cresceu em poder, influência e aceitação, ela começou a escrever a respeito da necessidade de visar também grupos religiosos para a destruição, acreditando que "raças disgênicas" deveriam incluir "fundamentalistas e católicos", além de "negros, hispânicos e os indígenas americanos". [9].

À medida que os anos passaram, Margaret Sanger desenvolveu uma obsessão cada vez maior por suas crenças ocultistas. Junto com sua aceitação do ocultismo, ela se tornou cada vez mais hostil ao cristianismo e aos preceitos americanos de liberdade individual debaixo da proteção de Deus. A aversão dela pela América pode ser vista em seus textos, quando ela escreveu: "O Controle da natalidade apela aos radicais avançados porque ele é calculado para solapar a autoridade das igrejas cristãs. Desejo ansiosamente algum dia ver a humanidade livre da tirania do cristianismo, e não menos do capitalismo." [10] Margaret Sanger eventualmente aderiu não somente ao comunismo, mas também à teosofia. O que é a teosofia?

É uma religião ocultista baseada no repúdio a Deus e na adoração a Lúcifer. Atualmente nos EUA, a teosofia é uma das forças ocultas mais poderosas que trabalha por trás dos bastidores em Nova York, Washington e por todo o país. [11].

Quantas vezes você já ouviu que Adolf Hitler matou seis milhões de judeus no Holocausto? Entretanto, o que provavelmente você nunca ouviu é o segmento da tragédia do Holocausto registrada pelo professor Norman Cohn em seu relato histórico do Holocausto Judaico, Warrant for Genocide. O Professor Cohn relatou os dias tenebrosos da Segunda Guerra Mundial, observando: "Somente cerca de um terço dos civis mortos pelos nazistas e seus cúmplices eram judeus... Outros povos foram marcados para serem dizimados, subjugados e escravizados, e as perdas civis de alguns desses países chegou de 11 a 12% da população total." [12].

Se os números do prof. Cohn estão corretos — e tenho certeza que estão, porque outros pesquisadores judeus chegaram a números similares — então por que os cristãos na América não puderam ficar sabendo que além dos seis milhões de judeus assassinados pelos nazistas, algo entre 7 e 12 milhões de não-judeus foram também implacavelmente liquidados na Alemanha de Hitler?

Acredito que essa informação tenha sido intencionalmente suprimida porque aqueles que foram mortos eram em grande parte cristãos, e as forças ocultistas que controlam a realidade do público hoje não querem que os seguidores de Jesus Cristo neste país se despertem para o perigo... até que seja tarde demais. Hitler não odiava apenas os judeus e o judaísmo, mas também os cristãos e o cristianismo. Por quê? Porque Adolf Hitler, exatamente como Margaret Sanger, era um discípulo da teosofia e de Helena Petrovna Blavatsky, a fundadora de uma religião que adorava Lúcifer. Consequentemente, tanto Margaret Sanger e Adolf Hitler eram energizados pelas mesmas forças espirituais das trevas. O fato que a maioria das pessoas nunca tenha ouvido falar de Helena Blavatsky, teosofia, ou que dois dos mais ardorosos discípulos da teosofia tenham sido Adolf Hitler e Margaret Sanger, reflete claramente o nível de controle que existe sobre o que a população pode ficar sabendo sobre as forças ocultistas que trabalham em nosso país hoje.

Como um pesquisador do assunto do ocultismo, recebo regularmente cartas e publicações da Lucis Trust. A Lucis Trust é a continuação atual da Lucifer Publishing Company, uma organização fundada por Alice Bailey nos primeiros anos do século 20. Alice Bailey foi uma discípula de Helena Blavatsky e a líder nominal da Sociedade Teosófica durante o início dos anos 1900 até o fim dos anos 1920. Como o nome "Lúcifer" tinha uma má conotação naquele tempo, Alice Bailey modificou o nome de sua organização de Lucifer Publishing Company para Lucis Trust. Entretanto, a natureza e crenças de sua organização sempre permaneceram as mesmas. A Lucis Trust de hoje é um dos principais grupos de fachada por meio dos quais a teosofia trabalha para influenciar a vida nos EUA. Os poderes sobrenaturais que ainda energizam a Lucis Trust hoje certamente vêm das mesmas forças espirituais tenebrosas que energizaram Helena Blavatsky, Adolf Hitler e Margaret Sanger, gerações atrás. As publicações da Lucis Trust frequentemente se referem ao "Plano" para a humanidade que foi definido pela "Hierarquia". Parte desse plano está inscrito nos grandes pilares de granito do Stonehenge Americano, em Elberton, no estado da Geórgia... "As Pedras-Guias da Geórgia" [13].

Uma discussão completa dos assuntos controle populacional e ocultismo está muito além da abrangência desta curta monografia. A documentação completa desses assuntos pode ser encontrada no meu livro None Dare Call It Genocide. Neste ponto, permita-me simplesmente oferecer alguns exemplos das visões expressas por aqueles que defendem publicamente a redução populacional e/ou o genocídio:

David Graber, um biólogo pesquisador que trabalha no Serviço Nacional dos Parques, foi citado na seção de resenha de livros do jornal Los Angeles Times, na edição de 22 de outubro de 1989, dizendo:
"A felicidade humana e certamente a fecundidade humana não são tão importantes quanto um planeta selvagem e saudável. Conheço cientistas sociais que me lembram que as pessoas são parte da natureza, mas isso não é verdade... Temos nos tornado uma praga para nós mesmos e para a Terra... Até o tempo que o homo sapiens decida se religar à natureza, alguns de nós podem somente esperar pelo vírus certo aparecer." [14].

Michael Fox, quando era vice-presidente da The Humane Society dos EUA, escreveu: "O homem é o animal mais perigoso, destrutivo, mesquinho e sem ética que existe na Terra." [15].

Em The First Global Revolution, publicado pelo Conselho do Clube de Roma, uma organização elitista internacional, os autores observam que "Na busca por um novo inimigo que nos unisse, chegamos à ideia que a poluição, a ameaça do aquecimento global, a escassez de água, a fome e outras coisas similares, dariam conta do recado. Todos esses perigos são causados pela intervenção humana... O real inimigo, portanto, é a própria humanidade." [16].

O jornal Los Angeles Times, de 5 de abril de 1994 citou o professor David Pimentel, da Universidade de Cornell, que disse o seguinte diante da Associação Americana para o Progresso da Ciência: "A população mundial total não deveria ser maior do que 2 bilhões, em vez dos atuais 5,6 bilhões.".

Na publicação Courier, da UNESCO, de novembro de 1991, o oceanógrafo francês Jacques Cousteau escreveu: "O estrago que as pessoas causam ao planeta é uma função da demografia — é igual ao grau de desenvolvimento. Um cidadão americano onera o planeta muito mais do que vinte típicos habitantes de Bangladesh... Esta é uma coisa terrível de dizer. De modo a estabilizar a população mundial, precisamos eliminar 350.000 pessoas por dia. É uma coisa horrível de dizer, mas é também igualmente ruim não dizer." [17].

Bertrand Russell, em seu livro The Impact of Science on Society, escreveu: "No presente, a população do mundo está aumentando...

Até aqui a guerra não teve um grande efeito nesse aumento... Não faço de conta que o controle da natalidade seja o único modo em que a população possa ser impedida de crescer. Existem outros... Se a Peste Negra pudesse ser alastrada por todo o mundo uma vez a cada geração, os sobreviventes poderiam procriar livremente sem deixar o mundo tão cheio de gente... a situação poderá ser desagradável, mas e daí? As pessoas de mente mais elevada são indiferentes ao sofrimento, especialmente ao sofrimento dos outros." [18].

A organização Negative Population Growth Inc., de Teaneck, New Jersey, recentemente circulou uma carta declarando seu objetivo de longo prazo: "Acreditamos que nosso objetivo para os EUA deve ser não mais que 150 milhões de pessoas, nosso tamanho em 1950.

Para o mundo, acreditamos que nosso objetivo deva ser uma população de não mais de dois bilhões de habitantes, o tamanho da população mundial logo na entrada do século 20." [19].

No Relatório de Avaliação Global da UNEP (um grupo de estudos da ONU), na Seção 9 do Rascunho Fase Um, os autores citaram um especialista que sugeriu: "Uma estimativa razoável para uma sociedade mundial industrializada no atual padrão de vida material norte-americano seria 1 bilhão de pessoas. Com um padrão de vida europeu, mais frugal, 2 ou 3 bilhões seriam possíveis. [30].

Mais Influência da Nova Era

Falando em um grupo de discussão em mesa redonda na Conferência Gorbachev, realizada em San Francisco, no outono de 1996, o Dr. Sam Keen, um autor e filósofo de Nova Era, declarou que havia forte concordância que as instituições religiosas precisavam assumir uma responsabilidade maior pela explosão populacional.

Em seguida, ele disse: "Precisamos falar muito mais claramente sobre sexualidade, contracepção, aborto, sobre os valores que controlam a população, porque a crise ecológica, em resumo, é uma crise populacional. Corte a população em 90% e não haverá pessoas suficientes para causarem muito dano ecológico.".

Os comentários do Sr. Keen foram respondidos com aplausos do público presente, formado em grande parte por aderentes da Nova Era, socialistas, internacionalistas e ocultistas. Muitos dos principais ocultistas do nosso mundo moderno participaram daquele encontro em San Francisco, que foi organizado por Mikhail Gorbachev, o ex-diretor da KGB soviética, e depois presidente da Rússia. [22].

Qual é a mensagem encontrada nas Pedras-Guia da Geórgia? Qual é o plano dos "guias"? Se você ler a literatura ocultista, logo descobrirá que aqueles que adoram Lúcifer hoje se referem à "Hierarquia" que guia suas ações e os assuntos mundiais. O que é essa "Hierarquia"?

A Lucis Trust, que antigamente era chamada de Lucifer Publishing Company, recentemente enviou uma carta aos seus mantenedores declarando: "A Hierarquia espiritual faz uso bem definido dos doze períodos de Festival espirituais. Podemos aprender a cooperar com os membros da Hierarquia à medida que eles trabalham para trazer o Plano divino para a atenção dos homens e mulheres de boa vontade e aspiração espiritual em toda a parte no mundo. A ideia da abordagem espiritual — da Hierarquia para a humanidade e da humanidade para a Hierarquia — é o princípio principal subjacente à meditação... compreender como as energias espirituais que fluem por meio de cada signo zodiacal podem iluminar e inspirar as relações humanas corretas." [22].

Os antigos druidas eram membros de uma religião ocultista; o círculo de monumentos em Stonehenge, na Inglaterra, é ocultista; e a mensagem esculpida no Stonehenge Americano, em Elberton, no estado da Geórgia, é ocultista. Yoko Ono é a viúva de John Lennon, um homem que esteve profundamente envolvido no ocultismo. Yoko Ono compôs uma peça musical em três movimentos dedicada à mensagem das Pedras-Guia da Geórgia. Recentemente, ela foi citada dizendo: "Quero que as pessoas saibam sobre as pedras... Estamos caminhando para um mundo onde poderemos nos explodir e talvez o globo não exista mais... este é um ótimo tempo para nos reafirmarmos, conhecendo todas as coisas belas que existem neste país, e as Pedras da Geórgia simbolizam isto." [23].

Qual é a mensagem para o homem moderno que está gravada nos grandes pilares de pedra daquele monumento no estilo dos druidas? A primeira das pedras-guias diz: "Manter a humanidade com menos de 500 milhões de habitantes em perpétuo equilíbrio com a natureza. Isto significa toda a raça humana em seu nível de clímax para um equilíbrio permanente com a natureza.".

O Infame Estudo Tuskegee

Na história recente, vemos a influência dos defensores oculistas do controle populacional nos EUA. Em nenhuma outra parte essa influência é melhor demonstrada que no Estudo Tuskegee, um programa de pesquisa científica em que 400 homens negros portadores de sífilis foram recrutados pelo Serviço de Saúde Pública dos EUA em 1932. Todos os participantes receberam a informação que seriam tratados de sua infecção, mas em vez de terem a doença tratada, os medicamentos foram retidos. Os homens negros foram então ativamente impedidos de obter tratamento em outro lugar, ao mesmo tempo em que seus corpos, os corpos de suas mulheres e de seus filhos, eram sistematicamente devastados pela doença.

Os homens malignos que conceberam esse estudo no estilo nazista justificaram suas atrocidades alegando que os cientistas precisavam saber como a sífilis não tratada progredia no organismo humano.

Durante um período de quarenta anos, de 1932 a 1972, o genocida Estudo Tuskegee continuou. Somente em 1972, quando um jornal finalmente teve a coragem de divulgar a história, é que o Estudo Tuskegee foi finalmente encerrado. Naquele tempo, somente 125 dos 400 homens negros originais ainda sobreviviam.

Até hoje, 24 anos após o fim daquela grotesca experiência com seres humanos, nenhum dos perpetradores daquela atrocidade foram acusados ou indiciados por seus crimes. Em 1932, quando o Estudo Tuskegee teve início, as ideias de Margaret Sanger já tinham começado a infectar as mentes e almas dos médicos e cientistas nos EUA. De acordo com o senso de moralidade dela, as experiências com "tiririca humana" eram totalmente justificáveis em nome da ciência. Você honestamente acredita por um momento que esse tipo de experiência teria sido permitido se os participantes fossem homens brancos? [24].

Outro método muito mais eficiente de reduzir a população mundial foi concebido no início dos anos 1960 por um grupo de ambientalistas e aderentes do controle populacional. Eles decidiram bloquear o uso do DDT no controle dos mosquitos e da malária após descobrirem que o inseticida era extremamente eficiente em salvar vidas humanas.

Alexander King, presidente do Clube de Roma, escreveu: "Minhas próprias dúvidas vieram quando o DDT foi lançado. Na Guiana, em dois anos, ele praticamente eliminou a malária. Portanto, minha principal discordância com o DDT, em retrospecto, é que ele aumentava grandemente o problema populacional." [25].

Em 1970, a Academia Nacional de Ciências, em seu Life Sciences, declarou que: "Em pouco mais de duas décadas, o DDT evitou 500 milhões de mortes devido à malária." Para os defensores do controle populacional, essa irresponsável preservação das vidas humanas era excessiva, de modo que decidiram proibir o uso adicional do pesticida. Até 1970, todos os dados científicos confiáveis tinham demonstrado consistentemente que o DDT era totalmente seguro para o ser humano e para os animais.

De fato, o DDT era o mais seguro pesticida conhecido pela humanidade. Além disso, ele era barato e poderia ser amplamente usado em países do terceiro mundo para controlar a propagação de doenças transmitidas por insetos. Como era de se esperar, os aderentes do controle populacional agiram para que o DDT fosse banido em nome de salvar o meio ambiente.

Você provavelmente já leu histórias fabricadas alegando que o DDT causava amolecimento da casca dos ovos, interferia com o equilíbrio da natureza, e ameaçava a humanidade ao entrar na cadeia alimentar. Na verdade, todas essas histórias eram fabricadas e foram simplesmente parte de um programa cuidadosamente coordenado para bloquear o uso adicional de um pesticida que salvava vidas humanas. Se você estiver interessado em aprender a verdade referente à campanha enganosa feita contra o DDT, sugiro que adquira as fitas cassetes das minhas entrevistas com o Dr. J. Gordon Edwards.

O Dr. Edwards é um biólogo de renome internacional que liderou a luta nos anos 1960 para reagir ao programa de propaganda dos ambientalistas e defensores do controle populacional para banir o uso do DDT. Você também pode adquirir uma cópia da excelente monografia do Dr. Edwards, intitulada Remembering Silent Springs and its Consequences.

William Ruckelshaus foi um membro de longa data do Fundo de Defesa do Meio Ambiente e diretor da EPA. Ele proibiu o uso adicional do DDT em 1972, a despeito da recomendação do presidente da comissão de investigação da EPA, que tinha ouvido testemunhos durante seis meses sobre o uso do pesticida e tinha determinado que o DDT era totalmente seguro. Quando Ruckelshaus proibiu a continuação do uso do DDT, ele assinou a sentença de morte para centenas de milhões de seres humanos indefesos que viviam em países do terceiro mundo. Entretanto, para aqueles que são energizados pelo lado das trevas, a perda de centenas de milhões de vidas humanas era relativamente inconsequente.

Em sua excelente monografia, citada anteriormente, o prof. J. Gordon Edwards citou um discurso proferido por Victor Yanconne, fundador do Fundo de Defesa Ambiental. Naquela palestra, o Sr. Yanconne relatou uma história que lhe foi contada por um repórter que tinha perguntado ao Dr. Charles Wurster, um dos principais oponentes do DDT, se o banimento na verdade não resultaria no uso ainda maior de pesticidas mais tóxicos. O Dr. Wurster teria respondido: "E daí? As pessoas são a causa de todos os problemas. Existe gente demais.

Precisamos nos livrar de algumas pessoas e este é um bom modo.

Quando questionado pelo mesmo repórter: "Doutor, como o senhor nivela a matança de pessoas com a mera perda de alguns pássaros?" O Dr. Wurster teria respondido: "Na realidade não faz muita diferença, porque o organofosfato atua localmente e somente mata os trabalhadores rurais e, em sua maioria, eles são mexicanos e negros." [26].

Quantas mais pessoas morreram desde que o uso do DDT foi proibido? Se a Academia Nacional de Ciências estava correta em sua avaliação de 1970 que 500 milhões de vidas tinham sido salvas ao longo de um período de vinte anos, então provavelmente perdemos bem mais de 600 milhões de vidas humanas durante os últimos vinte e cinco anos, desde que os defensores do controle populacional conseguiram proibir o uso do DDT. [27].

O Relacionamento Entre Aborto, Carcinoma nos Seios, e Controle Populacional

Permita-me oferecer outro exemplo de um programa de controle populacional que está sendo promovido nos EUA atualmente. Muitos médicos têm expressado sua preocupação com o aumento drástico em carcinoma no seio visto em mulheres em anos recentes.

Apesar do fato que 18 estudos científicos publicados em revistas médicas nacionais e estrangeiras demonstraram claramente o relacionamento causal direto entre o aborto no primeiro trimestre e o câncer no seio, todos os esforços de disseminar essa informação têm sido consistentemente bloqueados por aqueles que favorecem o aborto e o controle populacional. No outono de 1996, um novo trabalho científico que lidava com uma meta-análise de 23 diferentes estudos científicos sobre o relacionamento entre abortos no primeiro trimestre e câncer no seio foi publicado por uma revista médica britânica.

Esse estudo demonstrava claramente uma incidência mais elevada de câncer no seio nas mulheres que fizeram abortos no primeiro trimestre da gestação. Em resposta a essa publicação, a Associação Médica Americana (AMA), a Sociedade Americana do Câncer (ACS) e defensores pró-aborto e pró-controle populacional se uniram em uma aliança para atacar as conclusões dos autores, e para bloquear todos os esforços de disseminar aquela informação para os médicos americanos. Todas as organizações mencionadas acima continuam a se opor aos esforços de os médicos advertirem as mulheres do risco que enfrentam quando se submetem a abortos no primeiro trimestre da gestação. Antes de realizar qualquer procedimento cirúrgico nos EUA, "consentimento informado" é necessário, exceto para o aborto.

A AMA, a ACS e o lóbi pró-morte continuam a insistir que as mulheres não devem ser informadas do risco que incorrem quando destroem a vida de seu bebê nascituro. Por que essa incoerência? As atuais políticas do aborto nos EUA são absolutamente necessárias para reduzir a população do país. É por isto que uma adolescente menor de idade pode ser levada da escola para uma clínica de abortos sem que os pais sejam notificados, porém essa mesma adolescente não pode receber uma aspirina sem o consentimento dos pais. Tudo tem que ver com o controle populacional. [28].

Controle Populacional na Rússia Hoje

Outro exemplo dramático de controle populacional é a tragédia que está ocorrendo na antiga União Soviética hoje com relação à longevidade masculina. Na Rússia, a expectativa de vida do homem russo mediano caiu vertiginosamente nas últimas décadas. A expectativa de vida média de um homem americano é 74-78 anos e no Japão a expectativa média é de 78 anos, mas na Rússia a expectativa média de vida caiu de 68 anos na década de 1970 para 63,8 anos em 1985, e 57,7 anos em 1994.

Estima-se que, se as tendências atuais continuarem, a expectativa média de vida de um homem russo será 53 anos logo após o início do século 21. Você realmente acredita que essa chocante redução na expectativa de vida está acontecendo apenas por "acidente"? A verdadeira causa dessa drástica redução na expectativa de vida na Rússia está detalhada em meu livro None Dare Call It Genocide. [29].

Os Massacres na África

Basta saber o que realmente aconteceu aos cristãos em Ruanda entre abril e julho de 1994, para imaginar o que poderá estar reservado para os cristãos aqui nos EUA em algum tempo no futuro não tão distante.

Após os cristãos tutsis terem sido desarmados por decreto governamental no início dos anos 1990, forças militares lideradas pelos hutus começaram a massacrar sistematicamente os indefesos cristãos.

O massacre começou em abril de 1994 e continuou até julho de 1994. Usando facões de cortar cana, em vez de armas de fogo, as forças hutus puderam criar um estado de abjeto temor e terror dentro da indefesa população de cristãos, à medida que sistematicamente mataram centenas de milhares deles. A ONU imediatamente convocou sessões sobre o genocídio que estava ocorrendo em Ruanda, mas Madeleine Albright, a embaixadora americana junto à ONU, argumentou vigorosamente que os países africanos vizinhos não deveriam receber a permissão de intervir até que a "guerra civil tivesse chegado a um fim". Na realidade, é claro, não havia guerra civil alguma, pois aqueles que estavam sendo massacrados não tinham armas para se defender; era uma simples questão de assassinato em massa.

Além de bloquear a intervenção por parte dos países vizinhos, Madeleine Albright também insistiu que a palavra "genocídio" não fosse usada, e que as forças da ONU estacionadas em Ruanda não interferissem. Nos três meses que se seguiram, entre 500.000 e 750.000 cristãos foram sistematicamente desmembrados, despedaçados até morrer, e massacrados na sangrenta carnificina que ocorreu. Dezenas de milhares de cristãos foram assassinados em suas igrejas; dezenas de milhares mais foram assassinados nos hospitais e nas escolas. Em várias ocasiões, os soldados da ONU estacionados em Ruanda entregaram os indefesos cristãos que estavam sob sua proteção aos membros das milícias hutus. Eles então ficavam por perto enquanto os tutsis eram despedaçados sem cerimônia.

Ao fim da carnificina, no fim de julho de 1994, o governo americano recompensou os assassinos hutus com milhões de dólares em ajuda externa. Estranhamente, a imprensa americana permaneceu calada sobre o fato que quase todos aqueles que foram mortos eram cristãos, e foi a política americana a principal responsável por bloquear os esforços dos países africanos vizinhos de intervir. [30].

Existem literalmente dezenas de outros exemplos de programas de controle populacional que foram implementados em todo o mundo por "malthusianos" modernos em seus esforços de garantir que a população mundial seja drasticamente reduzida. Até aqui, estima-se que mais de um bilhão de vidas humanas tenham sido finalizadas como resultado dos programas mundiais de abortos financiados pelos EUA. Além disso, estamos começando a ver os efeitos devastadores da epidemia da AIDS à medida que essa praga dos dias modernos começa a despovoar grandes regiões da Ásia e da África. Entretanto, por causa da influência dos controladores ocultistas da população, todos os esforços lógicos de tratar a epidemia do HIV em todo o mundo continuam a ser bloqueados. Em vez de utilizar os métodos de saúde pública comprovados, usados com todas as outras doenças, os defensores do controle populacional continuam a promover a educação sexual hedonista e a distribuição de preservativos. Na edição de maio de 1996 da Special Warfare, uma publicação do Centro e Escola de Guerra Especial John F. Kennedy, foi observado que: "O futuro imediato pode apresentar outros desafios dantescos às unidades de Assuntos Civis. Por causa de razões sociais e culturais, a AIDS já infecta uma alta proporção de altos funcionários civis e militares do Zaire, Uganda, Quênia, Zâmbia e outros países da África Central. Em alguns ou todos esses países, o sistema governamental poderá entrar em colapso nos próximos dez ou quinze anos. Se esse padrão for repetido em outras regiões em que a AIDS estava se alastrando em um ritmo alarmante, então o governo civil também poderá erodir ou entrar em colapso em partes do Norte da África, no Oriente Médio, Índia e no Sudeste Asiático." [31].

Permita-me assegurar a você que realmente existem centenas de milhares de pessoas energizadas pelo ocultismo em todo o mundo hoje que honestamente acreditam que a compaixão humana está fora de moda e que os povos inferiores precisam ser deixados para morrer ou serem ativamente exterminados.

Concluirei esta monografia fazendo uma citação dos escritos do clérigo inglês Thomas Robert Malthus (1766-1834). Em seu Ensaio Sobre o Princípio da População, ele escreveu: "Todas as crianças nascidas além daquilo que seria necessário para manter a população em um determinado nível, precisam necessariamente perecer, a não ser que espaço possa ser encontrado para elas devido à morte de pessoas crescidas... Portanto... deveríamos facilitar, em vez de tola e inutilmente tentarmos impedir as operações da natureza da produção dessa mortalidade..." [32].

Pessoalmente, acredito que Deus espera que cada um de nós se envolva nos negócios deste mundo até o retorno de Jesus Cristo.

Além disso, acredito que toda a vida humana seja sagrada. Somos instruídos na Palavra de Deus a sermos o "sal da terra e a luz do mundo", o conservante que impede o apodrecimento da humanidade.

O que a igreja cristã está fazendo hoje para preservar as vidas dos habitantes da Terra que Deus criou?

O que você está fazendo para proteger as vidas daqueles que foram visados pelas forças das trevas?

Hoje, a epidemia da AIDS está começando a despovoar a África e os países não-comunistas da Ásia. O que você pode fazer?

A. Adquira a fita da minha entrevista gravada com Peter Hammond, que conta a história do assassinato da população cristã em Ruanda.

B. Adquira o conjunto de quatro fitas sobre Controle Populacional, que inclui informações sobre as Pedras-Guias da Geórgia e o plano dos "guias". Você tem minha permissão para duplicar e distribuir minhas fitas de áudio e esta monografia, de modo a disseminar estas informações o máximo possível.

C. Envolva-se nas organizações políticas locais. Fale sobre essas questões nos programas de rádio, na sua igreja e com seus amigos.

A vida que você salvar bem pode ser a de uma pessoa querida... um amigo... ou sua própria vida.

D. Finalmente, ore para que nosso Senhor intervenha e que este país possa voltar a ter líderes piedosos.

Lembre-se sempre das palavras do apóstolo Paulo em Efésios 6:11-12: "Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.".

Leia também: "As Pedras-Guias da Geórgia"

Notas Finais

1. Cópias do material obtido em Elberton, Geórgia, sobre as Pedras-Guias da Geórgia, e quatro fitas cassetes sobre "Controle Populacional" podem ser adquiridas na Radio Liberty, em http://www.RadioLiberty.com.
2. Bartlett's Familiar Quotations, Fifteenth Edition, Little, Brown, and Company, pág. 824.
3. Killer Angel, George Grant, Reformer Press, pág. 105; disponível na Radio Liberty, em http://www.RadioLiberty.com.
4. Ibidem: pág. 65.
5. Ibidem, pág. 65, 71-72, 92; veja também Pivot of Civilization, Sanger; New York, Bretano; págs. 101,108,123.
6. Woman's Body, Woman's Right, Linda Gordon, Penguin Press: pág. 204; veja também: Killer Angel pág. 64.
7. Woman's Body, Woman's Right pág. 332; veja também Killer Angel pág. 73.
8. Killer Angel pág. 74; veja também Woman's Body, Woman's Right, Linda Gordon, Penguin Press, págs. 229-334.
9. Woman's Body, Woman's Right, pág. 229-334; veja também Killer Angel pág. 73.
10. Killer Angel pág. 104.
11. Killer Angel pág 90; veja também The Dark Side of Freemasonry, Decker, Huntington House, pág. 71; equipara Satanás com a "deidade branca"; veja também The Hidden Dangers of the Rainbow, Constance Cumbey, Huntington House; disponível na Radio Liberty, em http://www.RadioLiberty.com.
12. Warrant for Genocide, Cohn, Harper and Rowe, 1966, pág. 15.
13. Killer Angel, op. cit., pág. 90; veja também Hitler and the New Age, Rosio, Huntington House; disponível na Radio Liberty, em http://www.RadioLiberty.com; veja também a entrevista da Radio Liberty com Aaron Zellman; veja também a série de fitas The Pagan Agenda, disponível na Radio Liberty: Veja também The Aquarian Conspiracy, de Marylin Ferguson; veja também The Hidden Dangers of the Rainbow, Constance Cumbey, disponível na Radio Liberty, em http://www.RadioLiberty.com.
14. Los Angeles Times, seção de resenhas de livros, 22 de outubro de 1989, pág. 9.
15. Animal Rights: A New Species of Egalitarianism, The Intellectual Activist, 14 de setembro de 1983, pág. 3; também citado em The War on the West, William Perry Pendley, Henry Regnery, pág. 15.
16. The First Global Revolution, Clube de Roma, Alexander King e Bertrand Schneider, 1991; Pantheon Books, pág 115.
17. The Population Controllers, New American Magazine, 27 de junho de 1994, pág. 7.
18. The Impact of Science on Society, Bertrand Russell, 1953, pág. xv.
19. O material está disponível na Radio Liberty, em http://www.RadioLiberty.com.
20. The World Conservative Union, Rue Mauverney 28, CH-1196 Gland, Suíça.
21. Cópias do texto com os comentários do Dr. Keen estão disponíveis na Radio Liberty, em http://www.RadioLiberty.com.
22. Uma cópia da carta citada da The Lucis Trust está disponível na Radio Liberty para os pesquisadores.
23. A citação de Yoko Ono foi encontrada em http://www.odysee.net%7Ericjoly/geostone.htlm#francisco. Cópias disponíveis para pesquisadores na Radio Liberty.
24. AIDS and the Doctors of Death, Aries Rising Press, Los Angeles, págs. 168-170.
25. Remembering Silent Spring and its Consequences, J. Gordon Edwards, uma monografia, pág. 7; disponível na Radio Liberty, ou com o Dr. Edwards na Universidade do Estado da Califórnia em San Jose, CA.
26. Reportado pelo presidente John Rarick, Sessão da Casa Sobre a Lei Federal de Controle dos Pesticidas de 1971, pág. 266-267, Serial No 92-A, citado em um tratado do Dr. J. Gordon Edwards. Uma entrevista gravada com o Dr. Edwards está disponível na Radio Liberty, como também o tratado; veja também Environmental Overkill, Dixy Lee Ray, Regnery, pág. 77.
27. Environmental Overkill, op. cit., pág. 76-77 e 192; ouça também minha entrevista de duas horas com o Dr. Dixy Lee Ray: veja também o tratado do Dr. Edwards sobre o DDT, disponível na Radio Liberty, em http://www.RadioLiberty.com.
28. Strong Abortion-Breast Cancer Link Revealed, Washington Times, 12 de outubro de 1996, pág. A1.
29. Russia Strives to Reverse Population Shrinkage, Washington Times, 22 de setembro de 1996, pág. A8.
30. Uma entrevista gravada em fita de áudio com Peter Hammond, missionário da Front Line Ministries, está disponível na Radio Liberty, em http://www.RadioLiberty.com; veja também Holocaust in Rwanda, Peter Hammond, disponível na In Touch Mission Int'l (ITMI), P.O. Box 28240, Tempe, AZ, 85285.
31. Special Warfare, maio de 1996, PB 80-96-2, Special Operations and LIC in the 21st Century, The Joint Strategic Perspective, Brian Sullivan: pág. 2.
32. Killer Angel, op. cit., pág. 50-51.
________________________________________

Autor: Dr. Stanley Monteith, médico cirurgião ortopedista aposentado; é apresentador da Radio Liberty, em http://www.RadioLiberty.com, um sítio cristão que contém excelentes entrevistas e análises sobre os temas contemporâneos.
Revisão: http://www.TextoExato.com
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/acp.asp





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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Trecho - Documentário "Let's make money" - Ex-assassino econômico John P...

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sábado, 9 de julho de 2011

Algemas Verdes

Aquecimento Global: isso dá medo!Image by Daniel F. Pigatto via Flickr

Algemas verdes

No mesmo período em que a CNBB lançou a Campanha da Fraternidade, com o tema do Meio Ambiente, foi lançado o livro Planeta Azul em Algemas Verdes, de Václav Klaus, doutor em Economia pelo Instituto de Economia Tcheca de Ciências, político que exerceu diversas funções públicas e que ocupa atualmente a Presidência da República Tcheca. O documento da Campanha parece ter sido escrito por algum "ambientalista" que faz da defesa da natureza uma ideologia ou religião, sem colocar qualquer dúvida ou restrição às afirmações e propostas de grupos militantes nacionais e, principalmente, estrangeiros.

Václav Klaus, ao contrário, mostra diversos estudos que contestam o catastrofismo em relação ao clima e às políticas propostas a respeito. O que diferencia esse livro, no entanto, é a abordagem do tema do ponto de vista dos riscos para a liberdade. O que está em jogo, afirma, "é a liberdade do ser humano e não o meio ambiente". Argumenta que a ideologia ambientalista vê o ser humano como causa fundamental dos problemas do mundo. "A atitude dos ambientalistas para com a natureza é análoga à abordagem dada pelos marxistas às questões econômicas. O objetivo em ambos os casos, é substituir a evolução livre e espontânea do mundo (e da raça humana) por um planejamento de mundo ideal, central, ou ainda, para usar um adjetivo que está na moda, global". Para o presidente tcheco, são os países pobres que irão sofrer mais, porque são agora reféns dos ambientalistas, que sugerem mudar radicalmente o mundo, independente das conseqüências, ao custo de vidas humanas e de restrições a liberdade individual. Chama ainda a atenção para a ligação entre o "ambientalismo" e o "malthusianismo", cujas previsões catastróficas foram desmentidas pelo avanço tecnológico, que também não é levado em conta pelos ambientalistas.

As manifestações de muitos cientistas e economistas contrárias às previsões catastróficas em relação ao clima podem ser resumidas em algumas questões que comportam muitas dúvidas: Há efetivamente um aquecimento global? Em caso afirmativo, ele foi causado por seres humanos? Em caso afirmativo, podemos fazer algo a respeito? Um aumento moderado da temperatura no futuro faria diferença?
Além de procurar responder a essas questões, o autor coloca outra, própria de economistas, que é qual é a relação custo/benefício das medidas que vem sendo propostas, concluindo que os custos são muito maiores do que eventuais benefícios.

Para Václav Klaus, o que devemos fazer é lutar pela liberdade, conviver com as mudanças climáticas moderadas do presente, e encorajar o desenvolvimento econômico e tecnologias mais eficientes. Dizer SIM à proteção do meio ambiente, e NÃO para o "ambientalismo".

O livro de Klaus mostra que, pelo menos, existem controvérsias em relação ao catastrofismo propagado pelo ambientalismo, o que deveria levar a que a CNBB fosse mais cautelosa ao se engajar em uma campanha dessa natureza. Bastaria analisar os grupos que defendem as posições que ela adotou, para constatar que entre eles se destacam muitas ONGs estrangeiras que sistematicamente procuram prejudicar o desenvolvimento tecnológico e a expansão do agronegócio, o que interessa aos concorrentes do Brasil. Grupos contrários ao direito de propriedade e à economia de mercado, defensores do controle populacional e do aborto, e outros.

O que mais preocupa na Campanha da CNBB é que ela ataca o agronegócio e os transgênicos, prega a volta da agricultura familiar e sugere o consumo de alimentos orgânicos, o que parece ser a receita mais adequada para prejudicar os pobres e aumentar a fome no Brasil e no mundo. Como afirmou o Arcebispo de Trieste, presidente do Observatório Internacional Cardeal Van Thuan, "muitas teorias são contrárias ao desenvolvimento em si mesmo... Prefeririam que a humanidade voltasse atrás, a uma sociedade natural... o que revela a falta de confiança no homem, na sua criatividade e na sua inteligência". Afirma ainda que "essas ideologias absolutizam a natureza, esquecendo-se que esta é para o homem, e não acreditando que o homem deva gerir e administrá-la sabiamente e não apenas conservar, como um museu".

O autor é economista da Associação Comercial de São Paulo.

Publicado na revista Banco Hoje.
Fonte: www.midiasemmascara.org
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terça-feira, 5 de julho de 2011

As teorias do controle mental e as técnicas utilizadas pela mídia de massa

Cover of "Public Opinion"Cover of Public OpinionAs Teorias do Controle Mental e as Técnicas Utilizadas Pela Mídia de Massa

Fonte: The Vigilant Citizen.

A mídia de massa é o instrumento mais poderoso usado pela classe governante para manipular as massas. Ela forma e molda as opiniões e atitudes, e define o que é normal e aceitável. Este artigo examina o funcionamento da mídia de massa por meio das teorias de seus principais pensadores, sua estrutura de poder e as técnicas que ela usa, de modo a compreender seu verdadeiro papel na sociedade.

A maior parte dos artigos no meu site discute o simbolismo ocultista encontrados nos objetos da cultura popular. A partir da leitura desses artigos, surgem questões legítimas relacionadas com o propósito desses símbolos e as motivações daqueles que os colocam ali, porém é impossível para mim fornecer respostas satisfatórias a essas questões sem mencionar muitos outros conceitos e fatos. Portanto, decidi escrever este artigo para fornecer o pano de fundo teórico e metodológico das análises apresentadas no site, bem como apresentar os principais estudiosos do campo das comunicações na mídia de massa. Algumas pessoas leem meus artigos e pensam que estou dizendo: "Lady Gaga quer controlar nossas mentes". A questão não é esta. Lady Gaga é simplesmente uma pequena parte de um sistema enorme, que é a mídia de massa.

Programação Por Meio da Mídia de Massa

Mídia de massa são formas de mídia que têm o objetivo de alcançar a maior audiência possível. Ela inclui a televisão, cinema, rádio, jornais, revistas, livros, gravações musicais, jogos de computador e a Internet. Muitos estudos foram realizados no século passado para medir os efeitos da mídia de massa na população de modo a descobrir as melhores técnicas para influenciá-la. A partir desses estudos surgiu a ciência das Comunicações, que é usada no marketing, nas relações públicas e na política. A comunicação em massa é uma ferramenta necessária para garantir a funcionalidade de uma grande democracia; ela também é uma ferramenta necessária em uma ditadura. Tudo depende como ela é usada.


No prefácio da edição de 1958 de seu livro Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley pinta um retrato bastante sombrio da sociedade. Ele acredita que ela é controlada por uma "força impessoal", uma elite governante que manipula a população usando vários métodos:
"Forças impessoais sobre as quais não temos praticamente controle algum parecem estar nos empurrando na direção do pesadelo do Admirável Mundo Novo; e essa pressão impessoal está sendo conscientemente acelerada por representantes das organizações empresariais e políticas que desenvolveram diversas técnicas novas para manipular, de acordo com o interesse de alguma minoria, os pensamentos e emoções das massas." [Aldous Huxley, prefácio de Admirável Mundo Novo].

Esse cenário sombrio antecipado por Huxley não é uma simples hipótese ou uma ilusão paranoica. Ele é um fato documentado, apresentado nos estudos mais importantes do mundo sobre a mídia de massa. Aqui estão alguns deles:

Os Pensadores da Elite

Walter Lippmann

Walter Lippmann, um intelectual norte-americano, autor e por duas vezes ganhador do Prêmio Pulitzer, apresentou uma das primeiras obras sobre o uso da mídia de massa. Em Public Opinion (1922), ele comparou as massas a uma "grande besta" e a um "rebanho confuso" que precisava ser guiado por uma classe governante. Ele descreveu a elite governante como sendo "uma classe especializada, cujos interesses se estendem além da localidade". Essa classe é composta por mestres, especialistas e burocratas. De acordo com Lippmann, os mestres, que frequentemente são referenciados como "elites", devem ser máquinas do conhecimento, que contornam o defeito principal da democracia, o ideal impossível do "cidadão competente para julgar e lidar com todas as coisas". O "rebanho confuso", desordeiro e insatisfeito, tem sua função de ser "os espectadores interessados da ação", isto é, não os participantes. A participação é o dever do "homem responsável", que não é o cidadão comum.


A mídia de massa e a propaganda são, portanto, ferramentas que precisam ser usadas pela elite para governar o público sem o uso da coerção física. Um conceito importante apresentado por Lippmann é a "fabricação do consentimento", que é, em resumo, a manipulação da opinião pública a aceitar os planos da elite. É a opinião de Lippmann que o público não está qualificado para refletir e tomar decisões sobre as questões importantes. Portanto, é necessário que a elite decida "para seu próprio bem" e então venda essas decisões para as massas.

"Que a fabricação do consentimento é capaz de grandes refinamentos, acho que ninguém nega. O processo pelo qual as opiniões do público surgem certamente não é menos intricado do que já foi mostrado nestas páginas, e as oportunidades para a manipulação aberta são bastante claras para qualquer um que compreenda o processo... como um resultado da pesquisa psicológica, acoplada com os meios modernos de comunicação, a prática da democracia mudou de rumo. Uma revolução está ocorrendo, infinitamente mais significativa que qualquer mudança de poder econômico... Sob o impacto da propaganda, não necessariamente no significado sinistro da palavra sozinha, as antigas constantes do nosso pensamento se tornaram variáveis. Por exemplo, não é mais possível acreditar no dogma original da democracia; que o conhecimento necessário para o gerenciamento dos assuntos humanos apareça espontaneamente a partir do coração humano. Onde atuamos com base nessa teoria nos expomos ao autoengano e às formas de persuasão que não podemos verificar. Já foi demonstrado que não podemos confiar na intuição, na consciência ou nos acidentes da opinião casual se quisermos lidar com o mundo que está além do nosso alcance."
[Walter Lippmann, Public Opinion; tradução nossa.].

Pode ser interessante observar que Lippmann foi um dos fundadores do Conselho das Relações Internacionais, o CFR (Council on Foreign Relations), o centro de estudos e debates de política externa mais influente do mundo. Esse fato deve lhe dar uma pequena indicação do estado mental da elite com relação ao uso da mídia.

"O poder político e econômico nos EUA está concentrado nas mãos de uma 'elite governante' que controla a maior parte das grandes empresas multinacionais sediadas no país, a grande mídia de comunicações, as fundações isentas de impostos mais influentes, as grandes universidades privadas e a maior parte das empresas concessionárias de serviços públicos. Fundado em 1921, o Conselho das Relações Internacionais é um elo fundamental entre as grandes corporações e o governo federal. Ele tem sido chamado de "escola para a formação de homens de Estado", e chega perto de ser um órgão daquilo que C. Wright Mills chamou de Elite do Poder — um grupo de homens, similares em interesses e em seu modo de ser, que moldam os eventos a partir de posições inexpugnáveis que estão por trás dos bastidores. A criação da Organização das Nações Unidas foi um projeto do CRF, bem como a criação do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial." [Steve Jacobson, Mind Control in the United States; tradução nossa.].

Alguns membros atuais do CFR incluem David Rockefeller, Dick Cheney, Barack Obama, Hilary Clinton, o pastor de megaigreja Rick Warren e os presidentes dos conselhos administrativos de grandes corporações, como CBS, Nike, Coca-Cola e Visa.

Carl Jung

Carl Jung foi o fundador da Psicologia Analítica (também chamada de Psicologia Jungiana), que enfatiza a compreensão da psiquê por meio da exploração dos sonhos, da arte, da mitologia, da religião, dos símbolos e da filosofia. O terapeuta suíço está na origem de muitos conceitos psicológicos usados hoje em dia, como os Arquétipos, os Complexos, a Persona, o Introvertido/Extrovertido e a Sincronicidade. Ele foi grandemente influenciado pela base ocultista de sua família. Carl Gustav, seu avô, foi um ávido maçom (era Grande Mestre) e o próprio Jung descobriu que alguns de seus antepassados tinham sido rosa-cruzes. Isso pode explicar seu grande interesse por filosofia oriental e ocidental, alquimia, astrologia e simbolismo. Um de seus conceitos mais importantes (e malcompreendidos) é o do Inconsciente Coletivo:

"Minha tese, então, é como segue: além de nossa consciência imediata, que é de uma natureza inteiramente pessoal e que acreditamos ser a única psiquê empírica (mesmo se conectada à inconsciência pessoal como um apêndice), existe um segundo sistema psíquico de uma natureza impessoal, universal e coletiva que é idêntica em todos os indivíduos. Esse inconsciente coletivo não se desenvolve individualmente, mas é herdado. Ele consiste de formas pré-existentes, os arquétipos, que somente podem se tornar conscientes secundariamente e que dão forma definitiva a certos conteúdos psíquicos." [Carl Jung, The Concept of the Collective Unconscious; tradução nossa.].

O inconsciente coletivo se expressa por meio de símbolos similares e figuras mitológicas em diferentes civilizações. Os símbolos arquétipos parecem estar incorporados em nosso subconsciente coletivo e, quando expostos a eles, demonstramos atração e fascinação naturais. Portanto, os símbolos ocultistas podem exercer um grande impacto nas pessoas, mesmo se muitos indivíduos nunca tenham recebido pessoalmente uma iniciação sobre o significado esotérico do símbolo. Alguns pensadores da mídia de massa, como Edward D. Bernays, encontraram nesse conceito um grande modo de manipular o inconsciente coletivo e pessoal do público.

Edward Bernays

Edward Bernays é considerado o "Pai das Relações Públicas" e usou conceitos descobertos por seu tio Sigmund Freud para manipular o público usando o subconsciente. Ele compartilhava a visão de Walter Lippmann sobre a população geral, considerando-a irracional e sujeita ao "instinto de manada". Em sua opinião, as massas necessitavam ser manipuladas por um governo invisível para garantir a sobrevivência da democracia.

"A manipulação consciente e inteligente dos hábitos organizados e das opiniões das massas é um elemento importante na sociedade democrática. Aqueles que manipulam esse mecanismo oculto da sociedade constituem um governo invisível que é o verdadeiro poder governante em nosso país."

"Somos governados, nossas mentes são moldadas, nossos gostos são formados e nossas ideias são sugeridas, em grande parte, por homens sobre os quais nunca ouvimos falar. Este é um resultado lógico do modo como nossa sociedade democrática está organizada.

Vastos números de seres humanos precisam cooperar dessa maneira para que possamos viver juntos como uma sociedade perfeitamente funcional."

"Nossos governadores invisíveis, em muitos casos, não sabem a identidade dos outros membros no gabinete mais interno." [Edward Bernays, Propaganda].

As campanhas inovadoras de marketing de Bernays mudaram profundamente o funcionamento da sociedade americana. Ele basicamente criou o "consumismo", criando uma cultura em que as pessoas compram para obter prazer, em vez de comprar para sobreviver. Por esta razão, ele foi considerado pela Revista Life como um dos cem americanos mais influentes no século 20.

Harold Lasswell

De 1939 a 1940, a Universidade de Chicago realizou uma série de seminários secretos sobre comunicações. Esses centros de debates foram financiados pela Fundação Rockefeller e envolveram os pesquisadores mais proeminentes nos campos das comunicações e dos estudos sociológicos. Um desses acadêmicos era Harold Lasswell, um cientista político norte-americano e um dos principais teóricos das comunicações, especializado em Análise da Propaganda. Ele também era da opinião que uma democracia, um governo governado pelo povo, não poderia se suster sem uma elite especializada que formasse e moldasse a opinião pública por meio da propaganda.

Em sua Encyclopaedia of the Social Sciences, Lasswell explicou que, quando as elites não têm a força requerida para impor a obediência, os gerentes sociais se voltam para "uma técnica totalmente nova de controle, em grande parte por meio da propaganda". Ele acrescentou a justificativa social: precisamos reconhecer a "ignorância e estupidez das... massas e não sucumbir aos dogmatismos democráticos sobre os homens serem os melhores juízes de seus próprios interesses.".

Lasswell estudou minuciosamente o campo da análise de conteúdo de modo a compreender a eficácia de diferentes tipos de propaganda. Em seu ensaio Contents of Communication, ele explicou que, de modo a compreender o significado de uma mensagem (por exemplo, um filme, um discurso, um livro, etc.), deve-se levar em conta a frequência com que certos símbolos aparecem na mensagem, a direção em que os símbolos tentam persuadir a opinião dos ouvintes, e a intensidade dos símbolos usados.

Lasswell ficou famoso por seu modelo de análise da mídia baseado em:

Quem (diz) O Que (para) Quem (em) Que Canal (com) Que Efeito

Por meio deste modelo, Lasswell indica que de modo a analisar corretamente um produto da mídia, é necessário olhar para quem produziu o produto (as pessoas que encomendaram a criação), para quem ele foi dirigido (o público-alvo) e quais eram os efeitos desejados para esse produto (informar, convencer, vender, etc.) na audiência.

Usando um vídeo da cantora Rihanna como um exemplo, a análise seria como segue: QUEM PRODUZIU: Vivendi Universal; O QUE: a artista pop Rihanna; PARA QUEM: consumidores na faixa etária dos 9-25 anos; QUE CANAL: vídeo de músicas; e QUAL EFEITO: vender a artista, suas canções, sua imagem e sua mensagem.

As análises dos videoclipes e filmes no site The Vigilant Citizen colocam uma grande importância em "Quem está por trás" da mensagem comunicada ao público. O termo "Illuminati" é frequentemente usado para descrever esse pequeno grupo de elite que ocultamente governa as massas. Embora o termo soe quase caricatural e conspiracional, ele descreve corretamente as afinidades da elite com as sociedades secretas e o conhecimento ocultista. Entretanto, pessoalmente, não gosto de usar o termo "teoria conspiratória" para descrever aquilo que está acontecendo na mídia de massa. Se todos os fatos referentes à natureza elitista da indústria estão prontamente disponíveis ao público, podem eles ainda ser considerados "teoria conspiratória"?

Antigamente, havia uma diversidade de pontos de vista, ideais e opiniões na cultura popular. Entretanto, a consolidação das grandes empresas de mídia produziu uma padronização da indústria cultural.

Alguma vez você já se perguntou por que todas as músicas recentes parecem iguais e por que todos os filmes recentes também são tão parecidos? O que vem a seguir é parte da resposta.

Propriedade da Mídia

Como mostrado no gráfico acima, o número de corporações que são proprietárias da maior parte dos veículos de mídia nos EUA caiu de 50 para 5 em menos de vinte anos. Aqui estão as principais corporações, de atuação global, e os ativos que elas possuem.

"A relação das propriedades controladas pela AOL Time Warner requer dez páginas impressas para listar as 292 companhias separadas e subsidiárias. Dessas, 22 são participações conjuntas com outras grandes corporações envolvidas em graus variados com as operações da mídia. Esses parceiros incluem 3Com, eBay, Hewlett-Packard, Citigroup, Ticketmaster, American Express, Homestore, Sony, Viva, Bertelsmann, Polygram e Amazon.com.

Algumas das propriedades mais conhecidas e que pertencem totalmente à Time Warner incluem Book-of-the-Month Club; Little, Brown Publishers; HBO, com seus sete canais de televisão a cabo; CNN; sete canais especializados e em outros idiomas; Road Runner; Warner Brothers Studios; Weight Watchers (Vigilantes do Peso); Popular Science; e 52 diferentes selos de gravação." [Ben Bagdikan, The New Media Monopoly].

A AOL Time Warner é dona de:

•    64 revistas, incluindo Time, Life, People, Revista MAD e DC Comics
•    Warner Bros, New Line e Fine Line Features no cinema
•    Mais de 40 selos musicais, incluindo Warner Bros, Atlantic e Elektra
•    Muitas redes de televisão, como WB Networks, HBO, Cinemax, TNT, Cartoon Network e CNN
•    Artistas exclusivos: Madonna, Sean Paul, The White Stripes.
A Viacom tem as seguintes propriedades:
•    CBS, MTV, MTV2, UPN, VH1, Showtime, Nickelodeon, Comedy Central, TNN, CMT e BET
•    Paramount Pictures, Nickelodeon Movies, MTV Films
•    Blockbuster Videos
•    1800 salas de cinema por meio da Famous Players.

A propriedade de uma equipe de hockey chamada The Mighty Dukes of Anaheim não começa a descrever a vastidão do império da Disney. Hollywood ainda é seu centro simbólico, com oito estúdios de produção de filmes e distribuidoras: Walt Disney Pictures, Touchstone Pictures, Miramax, Buena Vista Home Video, Buena Vista Home Entertainment, Buena Vista International, Hollywood Pictures, e Caravan Pictures.

A Companhia Walt Disney controla oito editoras sob a Walt Disney Company Book Publishing e a ABC Publishing Group; dezessete revistas; a Rede ABC de Televisão, com dez emissoras próprias, incluindo nos cinco principais mercados; trinta estações de rádio, incluindo todos os principais mercados, onze canais de televisão a cabo, incluindo Disney, ESPN (participação conjunta), A&E, e o History Channel; treze canais internacionais, indo da Austrália ao Brasil; sete unidades esportivas e de produção em todo o mundo; e dezessete sites na Internet, incluindo o grupo ABC, ESPN.sportszone, NFL.com, NBAZ.com, e NASCAR.com. Seus cinco grupos musicais incluem os selos Buena Vista, Lyric Street, e Walt Disney, e produções de teatro que surgiram a partir de filmes como O Rei Leão, A Bela e a Fera, e Rei Davi." [Ibidem].

A Companhia Walt Disney é proprietária de:

•    Rede ABC de Televisão, Disney Channel, ESPN, A&E, History Channel
•    Walt Disney Pictures, Touchstone Pictures, Hollywood Pictures, Miramax Film Corp., Dimension e Buena Vista International
•    Artistas exclusivos: Miley Cyrus, Hannah Montana, Selena Gomez, Jonas Brothers.
A Vivendi Universal é proprietária dos seguintes ativos:
•    27% das vendas de música nos EUA, os selos incluem: Interscope, Geffen, A&M, Island, Def Jam, MCA, Mercury, Motown e Universal
•    Universal Studios, Studio Canal, Polygram Films, Canal +
•    Diversas empresas de Internet e empresas de telefonia celular
•    Artistas exclusivos: Lady Gaga, The Black Eyed Peas, Lil Wayne, Rihanna, Mariah Carey, Jay-Z.
A Sony é proprietária de:
•    Columbia Pictures, Screen Gems, Sony Pictures Classics
•    15% das vendas de música nos EUA; os selos incluem Columbia, Epic, Sony, Arista, Jive e RCA Records
•    Artistas exclusivos: Beyonce, Shakira, Michael Jackson,
Alicia Keys, Christina Aguilera.

Um número limitado de atores na indústria cultural significa uma quantidade limitada de pontos de vistas e de ideias chegando ao público. Também significa que uma única mensagem pode facilmente saturar todas as formas de mídia para gerar consenso (por exemplo: existem armas de destruição maciça no Iraque).

A Padronização do Pensamento Humano

A fusão das empresas de mídia nas últimas décadas gerou uma pequena oligarquia de conglomerados de mídia. Nos EUA, o programa de TV que acompanhamos, a música que ouvimos, os filmes que assistimos e o jornais que lemos são todos produzidos por CINCO corporações. Os proprietários desses conglomerados têm vínculos com a elite mundial e, de muitas formas, SÃO a elite. Possuindo todos os veículos possíveis, tendo o potencial de chegar até as massas, esses conglomerados têm o poder de criar nas mentes das pessoas uma cosmovisão única e coesiva, engendrando uma "padronização do pensamento humano". Até mesmo os movimentos ou estilos que são considerados marginais são, na verdade, extensões do pensamento da corrente dominante. As mídias de massa produzem seus próprios rebeldes que definitivamente parecem marginais, mas ainda são parte do sistema e não questionam nada dele. Artistas, criações e ideais que não se encaixam no modo de pensar da corrente dominante são sumariamente rejeitados e esquecidos pelos conglomerados, o que, por sua vez, os faz virtualmente desaparecer da sociedade. Entretanto, as ideias que são consideradas válidas e desejáveis para serem aceitas pela sociedade são magistralmente anunciadas para as massas de modo a normatizá-las e torná-las autoevidentes.

Em 1928, Edward Bernays já via o imenso potencial do cinema para padronizar o pensamento:

"A indústria do cinema é a maior transmissora inconsciente da propaganda no mundo hoje. Ela é uma grande distribuidora de ideias e opiniões. Os filmes podem padronizar as ideias e hábitos de uma nação. Como os filmes são feitos para atender às demandas do mercado, eles refletem, enfatizam e até exageram as tendências populares mais amplas, em vez de estimularem novas ideias e opiniões. Os filmes do cinema fazem uso somente de ideias e fatos que estão em voga. Da mesma forma como o jornal busca fornecer notícias, a indústria do cinema busca fornecer entretenimento."
[Edward Bernays, Propaganda; tradução nossa].

Estes fatos foram sinalizados como perigosos à liberdade humana nos anos 1930 pelos pensadores [marxistas] da Escola de Frankfurt, como Theodor Adorno e Herbert Marcuse. Eles identificaram três principais problemas com a indústria cultural. A indústria pode:

•    Reduzir os seres humanos ao estado da massa, dificultando o desenvolvimento de indivíduos emancipados, que sejam capazes de tomar decisões racionais;
•    Substituir o ímpeto legítimo por autonomia e autoconscientização pela preguiça segura do conformismo e da passividade; e
•    Validar a ideia que os homens na verdade procuram escapar do mundo absurdo e cruel em que vivem, perdendo-se em um estado hipnótico de autossatisfação.

A noção de escapismo é até mais relevante hoje com o advento dos jogos de computador on-line, filmes e aparelhos de televisão em terceira dimensão. As massas, que estão constantemente buscando entretenimento em alta tecnologia, procurarão produtos extremamente caros que somente podem ser produzidos pelas grandes empresas de mídia do mundo. Esses produtos contêm mensagens e símbolos cuidadosamente calculados que não são nada mais e nada menos que propaganda de entretenimento. O público está sendo treinado a AMAR sua propaganda, chegando ao ponto de gastar seu dinheiro suado para ser exposto a essa propaganda. A propaganda (usada no sentido político, cultural e comercial) não é mais coerciva ou uma forma de comunicação autoritária encontrada nas ditaduras; ela se tornou o sinônimo de entretenimento e prazer.

"Com relação à propaganda, os primeiros defensores da alfabetização universal e uma imprensa livre previram somente duas possibilidades: a propaganda poderia ser verdadeira, ou poderia ser falsa. Eles não previram aquilo que de fato aconteceu, acima de tudo em nossas democracias capitalistas ocidentais — o desenvolvimento de uma vasta indústria de comunicações em massa, preocupada no principal não com o verdadeiro ou o falso, mas com o irreal, o mais ou menos totalmente irrelevante. Em resumo, eles falharam em levar em conta o quase infinito apetite humano pelas distrações" [Aldous Huxley, Prefácio de Admirável Mundo Novo].

Uma única matéria de mídia frequentemente não tem um efeito duradouro sobre a psiquê humana. Entretanto, a mídia de massa, por sua natureza onipresente, cria um ambiente vivo que nos envolve diariamente. Ela define a norma e exclui o indesejável. Do mesmo modo como os cavalos que puxam as carroças usam viseiras para que somente vejam aquilo que está à sua frente, as massas somente podem ver para aonde devem ir.

"É o aparecimento da mídia de massa que torna possível o uso das técnicas de propaganda em uma escala ampla na sociedade. A orquestração da imprensa, do rádio e da televisão para criar um ambiente contínuo, duradouro e total torna a influência da propaganda virtualmente imperceptível precisamente porque cria um ambiente constante. A mídia de massa fornece o elo essencial entre o indivíduo e as exigências da sociedade tecnológica." [Jacques Ellul].

Uma das razões por que a mídia de massa consegue com sucesso influenciar a sociedade é devido à extensa quantidade de pesquisa nas ciências cognitivas e na natureza humana que tem sido aplicada a ela.

As Técnicas de Manipulação

"A publicidade é a tentativa deliberada de gerenciar a percepção do público sobre um objeto. Os objetos de estudo da publicidade incluem pessoas (por exemplo, políticos e artistas de espetáculos), bens e serviços, organizações de todos os tipos, e obras de arte ou entretenimento."

O ímpeto para vender produtos e ideias para as massas levou a uma quantidade sem precedentes de pesquisa sobre o comportamento humano e sobre a psiquê humana. As ciências cognitivas, a psicologia, a sociologia, a semiótica, linguística e outros campos relacionados foram e ainda são extensivamente pesquisados por meio de estudos bem-financiados.

"Nenhum grupo de sociólogos pode ser comparado com as equipes de propaganda na coleta e processamento de dados sociais exploráveis. As equipes de propaganda têm bilhões para gastar anualmente em pesquisa e teste das reações, e seus produtos são magníficas acumulações de materiais sobre a experiência e as emoções compartilhadas de toda uma comunidade." [Marshal McLuhan, The Extensions of Man; tradução nossa].

Os resultados desses estudos são aplicados aos anúncios, filmes, vídeos de músicas e outras mídias de modo a torná-los o mais influentes quanto possível. A arte do marketing é altamente calculada e científica porque precisa alcançar tanto o indivíduo quanto a consciência coletiva. Em produtos culturais com um grande orçamento, um vídeo nunca é "simplesmente um vídeo". As imagens, símbolos e significados são cuidadosamente colocados de modo a gerar um efeito desejado.

"É com o conhecimento do ser humano, de suas tendências, desejos, necessidades, mecanismos psíquicos, automatismos, bem como com o conhecimento da Psicologia Social e da Psicologia Analítica que a propaganda refina suas técnicas." [Propagandes, Jacques Ellul; tradução livre].

A propaganda atualmente quase nunca usa argumentos racionais ou lógicos. Ela explora diretamente as necessidades e instintos mais primais do ser humano de modo a gerar uma resposta emocional e irracional. Se sempre pensássemos de forma racional, provavelmente não teríamos comprado 50% daquilo que temos. Bebês e crianças são constantemente vistos em anúncios direcionados às mulheres por uma razão específica: os estudos mostraram que as imagens de crianças acionam nas mulheres uma necessidade instintiva de nutrir, de cuidar e de proteger, o que no fim leva a uma inclinação favorável ao anúncio.

O sexo é uma presença constante na mídia de massa, pois atrai e mantém a atenção do espectador. Ele se conecta diretamente às nossas necessidades animais de acasalar e reproduzir e, quando acionado, esse instinto pode ofuscar instantaneamente quaisquer outros pensamentos racionais no nosso cérebro.

A Percepção Subliminar

E se as mensagens descritas acima pudessem alcançar diretamente a mente subconsciente do espectador, sem que ele percebesse o que está acontecendo? Este é o objetivo da percepção subliminar. A frase "propaganda subliminar" foi criada em 1957 pelo pesquisador de mercado James Vicary, que dizia que poderia fazer aqueles que vão ao cinema "beber Coca-Cola" e "comer pipoca" exibindo essas mensagens na tela por um rápido momento e os espectadores não se dariam conta que viram aquelas mensagens.

"A percepção subliminar é um processo deliberado criado por técnicos em comunicações, pelo qual você recebe e responde às informações e instruções sem estar conscientemente ciente dessas instruções." [Steve Jacobson, Mind Control in the United States].
Esta técnica é frequentemente usada no marketing e todos sabem que o sexo vende qualquer produto.

Embora algumas fontes afirmem que a propaganda subliminar seja ineficaz, ou até mesmo uma lenda urbana, o uso documentado dessa técnica na mídia de massa prova que os criadores acreditam em seu poder. Estudos recentes também provaram sua eficácia, especialmente quando a mensagem é negativa.

"Uma equipe da University College London, financiada pelo Wellcome Trust, descobriu que a percepção subliminar era particularmente boa para instilar pensamentos negativos. 'Há muita especulação sobre o fato de as pessoas poderem processar informações emocionais inconscientemente, por exemplo, figuras, faces e palavras', disse o professor Nilli Lavie, que chefiou a pesquisa. 'Mostramos que as pessoas podem perceber o valor emocional das mensagens subliminares e demonstramos conclusivamente que elas estão muito mais sintonizadas com as palavras negativas.'" [Fonte]

Um exemplo famoso de mensagem subliminar na comunicação política foi um anúncio na campanha presidencial de George Bush contra Al Gore, em 2000. Assista ao vídeo aqui: http://www.youtube.com/watch?v=2NPKxhfFQMs
Logo após o nome de Al Gore ser mencionado, o fim da palavra "bureaucrats" (burocratas) – "rats" (ratazanas) – aparece na tela por uma fração de segundo.

A descoberta desse truque causou certo alvoroço e, embora não existam leis contra as mensagens subliminares nos EUA, o anúncio foi retirado da televisão.

Como visto em muitos artigos no site The Vigilant Citizen, as mensagens subliminares e semissubliminares são frequentemente usadas em filmes e vídeos musicais para comunicar mensagens aos espectadores.

Dessensibilização

No passado, quando mudanças eram impostas à população, as pessoas tomavam as ruas, protestavam e até provocavam tumultos. A principal razão para esse choque era devido ao fato de a mudança ser anunciada claramente pelos governantes e compreendida pela população. O anúncio era súbito e seus efeitos podiam ser claramente analisados e avaliados. Hoje, quando a elite precisa que uma parte de sua agenda seja aceita pelo público, isto é feito por meio da dessensibilização. A agenda, que pode ser contrária aos melhores interesses do público, é apresentada lenta, gradual e repetidamente ao mundo por meio dos filmes (colocando-a como parte do enredo), dos videoclipes musicais (que fazem com que pareça boa e atraente sexualmente) ou das notícias (que a apresentam como solução para os problemas atuais). Depois de expor as massas a uma determinada agenda durante vários anos, a elite apresenta abertamente o conceito para o mundo e, devido à programação mental, aquilo é recebido com indiferença geral e é aceito passivamente. Essa técnica tem sua origem na psicoterapia:

"As técnicas da psicoterapia, amplamente praticadas e aceitas como modos de curar os distúrbios psicológicos, também são métodos de controlar as pessoas. Elas podem ser usadas sistematicamente para influenciar as atitudes e o comportamento. A dessensibilização sistemática é um método usado para dissolver a ansiedade para que o paciente (o público) não fique mais atribulado por um medo específico, por exemplo, o medo da violência. [...] As pessoas se adaptam às situações aterrorizadoras se forem expostas a elas por tempo suficiente." [Steven Jacobson, Mind Control in the United States; tradução nossa].

A programação preditiva é frequentemente encontrada no gênero da ficção científica. Ela apresenta uma imagem específica do futuro — um futuro que é desejado pelas elites — e no fim aquilo é aceito como inevitável nas mentes das pessoas. Uma década atrás, o público foi dessensibilizado para a guerra contra o mundo árabe.

Hoje, a população está sendo exposta gradualmente à existência do controle mental, do transumanismo e de uma elite Illuminati.

Surgindo das sombras, esses conceitos estão agora em toda a parte na cultura popular. Isto é o que a autora ocultista Alice Bailey descreve como a "Exteriorização da Hierarquia": os governantes ocultos revelando-se lentamente para as massas.

Simbolismo Ocultista na Cultura Pop

Ao contrário das informações apresentadas acima, a documentação sobre o simbolismo ocultista é difícil de encontrar. Isto não deve ser surpresa, pois o termo "oculto" significa literalmente "escondido".

Também significa "reservado para aqueles que foram escolhidos para conhecer", pois somente é comunicado para aqueles considerados dignos de receber aquele conhecimento. Ele não é ensinado nas escolas, nem é discutido na mídia. Ele é, portanto, considerado marginal ou até mesmo ridículo pela população em geral.

Todavia, o conhecimento oculto NÃO É considerado ridículo nos círculos ocultistas. Ele é considerado perene e sagrado. Há uma longa tradição de conhecimento hermético e ocultista que é ensinada por meio das sociedades secretas desde o tempo dos antigos egípcios, dos místicos orientais, dos Cavaleiros Templários, até os maçons dos dias modernos. Embora a natureza e a profundidade desse conhecimento tenham provavelmente sido modificadas ao longo dos séculos, as escolas de mistério mantiveram seus principais aspectos, que são altamente simbólicos, ritualísticos e metafísicos.

Esses aspectos, que eram uma parte intrincada das civilizações antigas, foram totalmente removidos da sociedade moderna e substituídos pelo materialismo pragmático. Por esta razão, existe um grande vão de compreensão entre a pessoa mediana pragmática e o sistema ritualístico.

"Se essa doutrina mais interna sempre foi escondida das massas, para quem um código mais simples foi criado, não é altamente provável que os expoentes de todos os aspectos da civilização moderna — filosófico, ético, religioso, e científico — sejam ignorantes do verdadeiro significado das próprias teorias e dogmas com base nas quais suas crenças foram fundamentadas? Será se as artes e ciências que a humanidade herdou das nações mais antigas escondem debaixo de seu belo exterior um mistério tão grande que somente o intelecto mais iluminado pode compreender sua importância? Sem qualquer dúvida, tal é o caso." [Manly P. Hall, Secret Teachings of All Ages; tradução nossa].

O "código mais simples" criado para as massas são as religiões organizadas. Esse código está agora se tornando o Templo da Mídia de Massa e prega diariamente para elas materialismo extremo, vazio espiritual e uma existência mesquinha e centrada em si mesmo. Isto é exatamente o oposto dos atributos necessários para se tornar um indivíduo verdadeiramente livre, conforme ensinado por todas as grandes escolas filosóficas de pensamento. Uma população estupidificada é mais fácil de enganar e de manipular?

"Estes escravos cegos ouvem dizer que são 'livres' e 'altamente educados', ao mesmo tempo que marcham seguindo os sinais que fariam qualquer camponês medieval fugir, gritando aterrorizado. Os símbolos que o homem moderno adota com a confiança ingênua de uma criança seriam equivalentes a grandes placas com os dizeres:

"Siga por esta via para encontrar sua morte e a servidão" para a compreensão do camponês tradicional da antiguidade. [Michael A. Hoffman II, Secret Societies and Psychological Warfare; tradução nossa.].

Conclusão

Este artigo examinou os principais pensadores no campo da mídia de massa, a estrutura de poder da mídia e as técnicas usadas para manipular as massas. Acredito que estas informações sejam vitais para a compreensão do "porquê" nos tópicos discutidos no site The Vigilant Citizen. A dicotomia "massa populacional" versus "classe governante" descrita em muitos artigos não é uma "teoria da conspiração" (novamente, não gosto de usar esse termo), mas uma realidade que já foi definida de forma bem clara nas obras de alguns dos homens mais influentes do século 20.

Lippmann, Bernays e Lasswell declararam que o público não tem capacidade de decidir sobre seu próprio destino, o objetivo inerente da democracia. Em vez disso, eles propuseram uma criptocracia, um governo oculto, uma classe governante responsável pela "manada confusa". Como as ideias deles continuam a ser aplicadas na sociedade, é cada vez mais aparente que uma população ignorante não é um obstáculo com o qual os governantes precisam lidar: É algo DESEJÁVEL e, de fato, necessário, para garantir a plena liderança.

Uma população ignorante não conhece seus direitos, não busca obter uma maior compreensão dos fatos e não questiona as autoridades; ela simplesmente segue as tendências. A cultura popular atende e alimenta a ignorância servindo continuamente um entretenimento estupidificante e colocando os holofotes em celebridades degeneradas, que se transformam em ídolos. Muitas pessoas me perguntam: "— Existe um modo de interromper isto?"

Sim, existe. PARE DE CONSUMIR O EXCREMENTO QUE ELES OFERECEM E LEIA UM BOM LIVRO.
"Se uma nação espera ser ignorante e livre, ela espera aquilo que nunca existiu e nunca existirá." [Thomas Jefferson].
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Artigo original publicado em http://vigilantcitizen.com/?p=3571
Revisão: http://www.TextoExato.com
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/midia.asp






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segunda-feira, 4 de julho de 2011

FMI: Federal Mafia Internacional - CAOS ECONÔMICO MUNDIAL

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sábado, 2 de julho de 2011

O Colapso Econômico - A fase final

Description unavailableImage by @mjb via FlickrO Colapso Econômico — A Fase Final

Autor: Giordano Bruno.


Na vida financeira de toda sociedade construída com base em uma política monetária falha, existe um ponto em que o fio fino da fé econômica, o fio que amarra todo o sistema falho junto, o fio que se tornou tangível graças às esperanças (e, algumas vezes, ignorância) do populacho, finalmente se arrebenta. Desde a Antiga Roma, a República de Weimar, a Argentina, ou os EUA dos dias atuais, nenhuma sociedade alimentada por dívidas insustentáveis e por inflação da moeda fiduciária pode se evadir do "Ceifeiro da Morte Fiscal" por muito tempo. Os EUA sozinhos sobreviveram desde o início dos anos 1970 (após o presidente Nixon remover os últimos vestígios do padrão ouro) com base em nada mais do que práticas de crédito questionáveis e otimismo sem fundamento, porém há um limite para o poder da fantasia. Este é um fato que a maioria dos analistas financeiros na grande mídia e parte do público se recusam a compreender. A mera crença na natureza duradoura do mercado não é suficiente; os fundamentos também precisam suportar essa crença.


Hoje, enfrentamos uma atmosfera em que os fundamentos estão ferozmente em oposição à percepção da economia que é promovida para o público, e são momentos na história como este que apresentam uma clara espoleta para o colapso total. O desastre financeiro já é ruim o suficiente quando é parcialmente previsto. Quando as massas são pegas totalmente ignorantes, despreparadas e no meio de convicções mal-orientadas, isso leva ao pior tipo de tragédia: a tragédia irônica e do tipo Shakesperiano. Evitar esse tipo de tragédia é um dos principais objetivos do Movimento da Liberdade. Podemos não ser capazes de impedir o desenvolvimento da crise atual, mas podemos criar uma conscientização e, com isto, reduzir o choque cultural e também o impacto.


Os economistas da corrente dominante falaram sobre o "invencível" surgimento do globalismo e o rolo compressor financeiro dos EUA, que não poderia ser parado, durante anos, enquanto homens mais inteligentes e sensatos tentaram advertir o público dos perigos. O colapso inicial dos derivativos em 2007/2008 deveria ter deixado todos esses patéticos animadores de torcida que trabalham para o sistema envergonhados, para não dizer fora do mercado de trabalho. Três anos mais tarde, surpreendentemente, pedem e esperam que continuemos a olhar para esses tristes e inúteis indivíduos e acompanhemos suas previsões sobre a estabilidade do mercado, que sempre se revelaram absolutamente incorretas, e para seus conselhos sobre poupança e investimentos, que eles não estão qualificados para dar.

Suponho que não deveríamos nos surpreender pela permanência prolongada desses papagaios e marionetes na grande mídia. Eles podem não ser úteis para o cidadão mediano, mas ainda são muito úteis para os banqueiros internacionais e para as companhias globalistas que pagam seus salários. Eles servem para nos distrair e confundir. Eles nos confortam quando deveriam nos acautelar, e contradizem quando deveriam advertir. Nossa casa financeira está pegando fogo do piso até o teto, e eles nos garantem que o brilho laranja e o calor que estamos sentindo são apenas a alvorada de um novo e lindo dia. Eles nos recomendam olhar para o futuro, pois o retorno à normalidade está para acontecer em breve. Eles nunca se atreveriam a ponderar os fatores frios e rígidos do presente, ou toda a farsa se tornaria evidente. Estejam eles cientes ou não, as mentiras que esses comentaristas da mídia perpetuam armam o cenário para uma agitação ainda maior, em detrimento da maioria e para o benefício de apenas alguns poucos.

Neste artigo, como fizemos em muitos outros, examinaremos essas mentiras, bem como as verdades que elas procuram esconder. A verdade mais importante de todas é que não somente não estamos no meio de uma recuperação, mas que a fase final do colapso econômico está prestes a começar...

Distrações, Meias Verdades e Mentiras Descaradas

"Não teremos mais quebras no nosso tempo." [John Maynard Keynes, em 1927].

"Não vejo nada na situação presente que seja ameaçador ou que garanta o pessimismo... Tenho plena confiança que haverá um retorno da atividade na primavera, e que durante este próximo ano o país fará um progresso contínuo." [Andrew W. Mellon, Secretário do Tesouro dos EUA, em 31 de dezembro de 1929].

"1930 será um ano esplêndido para o emprego." [Departamento do Trabalho dos EUA, Previsão Para o Próximo Ano, dezembro de 1929].

"Embora a quebra tenha ocorrido somente seis meses atrás, estou convencido que o pior já passou — e com a continuidade da unidade dos esforços, rapidamente teremos a recuperação. Não houve nenhuma quebra significativa no setor bancário ou na indústria. Este perigo, também, já ficou para trás." [Herbert Hoover, presidente dos EUA, 1 de maio de 1930].

A maioria de nós ainda não tinha nascido naquele tempo e não testemunhou a Grande Depressão, mas as citações anteriores devem soar estranhamente familiares. Os comentaristas e membros do governo da nossa era fatídica proferem o mesmo tipo de bobagem quase todo dia e precisamos começar a imaginar se eles estão TENTANDO superar as afirmações ridículas de seus antecessores em uma tentativa de ganhar o prêmio de quem tem a maior cara de pau. Hoje, não somente estamos ouvindo dizer que existem inúmeros indícios de uma recuperação, mas se esses indícios falharem, será somente porque não "acreditamos" o suficiente na existência deles!

http://www.telegraph.co.uk/finance/comment/jeremy-warner/7864373/Will-the-world-suffer-a-double-dip-recession-Only-if-we-talk-ourselves-into-it.html

É este tipo de idiotice que nos levou à situação em que estamos agora, e é a mesma idiotice que deixará milhões de pessoas em uma maior ruína financeira em um futuro próximo. A ideia absurda que a prosperidade é dirigida meramente pelo otimismo cego precisa ser rejeitada, se quisermos realmente reconstruir. A transparência, a verdade pura e inalterada, precisa estar presente em todo aspecto do governo e das finanças para que uma sociedade seja bem-sucedida. Não podemos mais continuar em um sistema construído sobre a premissa que a população precisa ser mantida no escuro "para seu próprio bem".

A essência do argumento da recuperação está em uma retórica não substanciada, em estatísticas distorcidas e na superpromoção de novos itens que, na realidade, são indicadores econômicos muito fracos. A reforma do sistema financeiro em Wall Street está sendo anunciada como uma correção que resolverá tudo, porém a linguagem da legislação faz muito pouco, ou nada, para controlar as práticas de venda de derivativos tóxicos que fomentaram a bolha habitacional, e também não toma medidas contra a causa-raiz da crise das hipotecas: o banco central privado chamado Sistema da Reserva Federal, que artificialmente reduziu as taxas de juros e as normas para empréstimos durante os anos 1990s, sabendo muito bem que isso provocaria o acúmulo de títulos de dívida podres na economia. Os bancos internacionais não foram punidos de verdade por suas práticas de manipulação do mercado e da sua contabilidade, e tampouco serão. Os recentes e risíveis acordos judiciais da seguradora AIG e do banco Goldman Sachs provam que os banqueiros não serão responsabilizados, somente penalizados com multas que são pouco mais do que troco para essas corporações globais monstruosamente grandes:

http://www.sec.gov/news/press/2010/2010-123.htm

http://www.cbsnews.com/stories/2010/07/16/ap/business/main6685538.shtml

Isto significa que as condições que dispararam o colapso inicial não foram corrigidas de forma alguma. Absolutamente nada mudou desde 2007. A população foi apenas temporariamente blindada dos efeitos e particularidades da corrupção financeira contínua. Por exemplo, foi revelado que a própria SEC (NT: Securities and Exchange Commission, órgão que corresponde no Brasil à Comissão de Valores Mobiliários) sabia, pelo menos desde abril, que o Citigroup ocultava patrimônio e dívidas em sua contabilidade, contando os Acordos de Recompra como vendas reais. Para aqueles que não estão familiarizados com essa prestidigitação, este é o mesmo truque contábil que levou à queda do banco Lehman Brothers:

http://www.reuters.com/article/idUSTRE66F0NV20100716

O Citigroup afirma, é claro, que esses Acordos de Recompra são apenas uma pequena parte de sua operação e não afetarão sua capacidade para operar. O problema é que, como o Lehman Brothers e o Citigroup, é provável que a maior parte dos bancos globais use procedimentos contábeis irregulares para ocultar a verdadeira medida de seus capitais alavancados. Certamente não é do melhor interesse deles revelar toda a verdade, então por que esperar que eles façam isso? Devido ao dilema contínuo de dívidas ocultas e não reportadas pelos bancos, é somente uma questão de tempo para que testemunhemos outra implosão do crédito, seguida por mais socorros financeiros financiados pelos contribuintes, e ainda mais estresse sobre a estabilidade do dólar.

Embora as promessas vazias de reforma e as práticas contábeis ocultas dos bancos tenham mantido os mercados maleáveis por enquanto, é realmente o exagero dos gastos dos consumidores e dos ganhos do varejo, junto com os relatórios manipulados sobre o desemprego do Departamento do Trabalho, que mantiveram a roda da falsa recuperação girando por mais de um ano. Qualquer lucro ou aumento da produção por parte de qualquer companhia tem sido usado para alardear que o mercado está se aquecendo, mesmo que, na maioria dos casos, essas empresas tenham aumentado seus lucros por meio da redução da mão de obra e do aumento da produtividade, forçando os funcionários restantes a trabalharem mais e pelo mesmo salário. Essas companhias não expandiram os lucros porque o consumidor americano está novamente gastando com avidez, como é sugerido toda vez que um novo informe trimestral de lucros é anunciado. Após um ano de má representação dos fatos, finalmente a verdade está começando a aparecer.

As ações das empresas do varejo estão começando a cair, à medida que essas empresas experimentam vendas e lucros decrescentes, o que significa que a estratégia de corte dos custos concluiu seu curso e os varejistas ainda estão perdendo dinheiro:

http://www.bloomberg.com/news/2010-07-14/sales-at-u-s-retailers-fell-for-a-second-month-in-june.html

http://finance.yahoo.com/news/Dim-retail-sales-hurt-economy-apf-3335262562.html?x=0&sec=topStories&pos=9&asset=&ccode=

O nível do emprego no setor de serviços permanece estagnado. A conversa estimulante que surgiu no início deste ano de uma ressurgência nas contratações agora se desvaneceu:

http://www.reuters.com/article/idUSTRE65M2WK20100706

Conclusão: a taxa REAL de desemprego de aproximadamente 20% se tornou perpétua e alguns economistas estão até sugerindo que a aceitemos com uma norma. O público está agora começando a entender que a criação saudável de empregos é um objetivo muito distante, um objetivo que o governo sozinho não tem capacidade de alcançar, com ou sem os socorros financeiros:

http://www.bloomberg.com/news/2010-07-13/americans-in-70-majority-see-frozen-unemployment-as-budget-deficit-widens.html

No cenário internacional, as notícias da Europa silenciaram-se abruptamente. Após meses de ruidosas reportagens sobre a crise da dívida soberana da Grécia e da implosão do euro, subitamente começaram a dizer que a situação se estabilizou. Mas como? Quais medidas foram tomadas e como elas afetam o equilíbrio da economia da União Europeia? O fato é que medida alguma foi tomada e nenhum ajuste efetivo foi feito. A grande mídia apenas emudeceu e parou de noticiar a situação e, para muitas pessoas, aquilo que está longe da vista, está longe das preocupações.

A Grécia ainda está exatamente onde estava seis meses atrás, e a relação dívida/PIB dos países-membro da UE continua a subir.

A mera menção que a classificação de crédito Aaa da Espanha estava sendo revista para uma possível degradação sacudiu o mercado acionário no início de julho. A revisão somente será concluída dentro de três meses, porém a reação do mercado mostra que algumas das maiores firmas de investimento estão perfeitamente cientes das debilidades da Espanha, e da possibilidade que ela se torne a próxima em uma longa sequência de implosões no mesmo estilo que houve na Grécia:

http://www.businessweek.com/news/2010-06-30/spain-s-aaa-on-downgrade-review-at-moody-s-as-note-sale-nears.html

Em março, a agência Fitch reduziu a classificação de crédito para Portugal, e agora a Moody fez o mesmo:

http://www.huffingtonpost.com/2010/07/13/portugals-credit-rating-d_n_644093.html

O FMI e a UE suspenderam uma revisão do programa de financiamento para a Hungria enquanto o país está no meio de um colapso financeiro. Isso significa que a Hungria não terá mais acesso ao pacote de empréstimo de 25 bilhões de dólares que foi disponibilizado pelo FMI para que o país atravessasse a crise. Francamente, acho que todos os países estariam muito melhores se não recorressem ao dinheiro do FMI, mas muitos cidadãos húngaros devem pensar de forma diferente. A suspensão do pacote de empréstimo praticamente garante um calote nacional:

http://www.reuters.com/article/idUSTRE66G0RT20100717

A maioria dos países europeus está na mesma situação que a Grécia, mas em graus variados. A Grécia foi apenas a primeira a cair. O peso combinado das dívidas soberanas em todos os países da UE está agora ameaçando a própria estrutura do Banco Central Europeu. O banco está agora enfrentando taxas de juros mais altas, o que significa custos maiores de financiamento, o que eles não podem suportar sem inflacionar o euro:

http://www.bloomberg.com/news/2010-07-07/trichet-faces-threat-of-higher-market-rates-as-debt-crisis-hurts-economy.html

A que isto está levando? A uma situação sobre a qual advertimos há vários anos: o calote de diversos países-membro da UE, ou o colapso inflacionário do euro. Em cada caso, a UE eventualmente será forçada a se voltar para a única opção disponível: o FMI e medidas de austeridade totais. Mas isto, é claro, era o plano desde o princípio...

Acabamos de abordar os problemas gerais na economia mundial que têm sido obscurecidos pela mídia do sistema de modo a perpetuar um falso senso de segurança nas massas. Entretanto, estes são simplesmente os problemas em andamento que alguns podem desprezar como sendo problemas que poderiam prosseguir durante anos sem causar danos imediatos. Entretanto, outros eventos recentes agora mostram que a probabilidade de uma fase final no colapso da economia poderá começar antes do fim deste ano.

Os Sinais da Fase Final do Colapso

É difícil escrever sobre os indicadores econômicos do colapso por muitas razões, mas a questão principal é a da relatividade. A maior parte das pessoas que estão vivas hoje nunca sofreu durante o tempo de uma depressão prolongada e poucos já testemunharam o colapso total das finanças e da infraestrutura de um país. Portanto, muitas pessoas neste país não têm um ponto de referência para comparar e fazer um contraste com os eventos do novo milênio. A triste realidade é que quando uma sociedade desfruta de um período de afluência, as pessoas se tornam condicionadas a pensar que a prosperidade seja um direito que elas sempre terão. Elas se tornam instáveis ou indispostas a interpretar os sinais de advertência de um colapso, até que o evento esteja já próximo de seu fim e elas tenham perdido tudo.

Acredito que os sinais listados abaixo sejam verdadeiramente a gota d'água, o alarme final antes que o sistema financeiro global saia totalmente do controle. É impossível dizer exatamente quando esse colapso secundário maior ocorrerá; entretanto, quando estudamos os desastres econômicos do passado, essas mesmas espoletas tendem a aparecer precedendo a rápida deterioração financeira.

Bolha Imobiliária Secundária. Se você acha que já viu uma catástrofe no mercado imobiliário até aqui, apenas espere mais seis meses. Agora que o crédito em impostos, oferecido pelo governo, para os compradores de imóveis terminou, estamos começando a ver como o mercado imobiliário realmente estava sendo movimentado pelos dólares do contribuinte. A rentabilidade das letras hipotecárias afundou para o nível mais baixo já registrado, enquanto que as vendas de novas letras caíram, tudo em antecipação para outra rodada maciça de inadimplência nas hipotecas:

http://www.bloomberg.com/news/2010-07-13/mortgage-bond-yield-spreads-that-guide-home-loan-rates-approach-record-low.html

http://www.bloomberg.com/news/2010-07-05/property-bonds-slump-most-since-march-09-on-default-risk-credit-markets.html

As vendas de novas moradias afundaram para o nível mais baixo já registrado nos EUA:

http://www.bloomberg.com/news/2010-06-23/sales-of-u-s-new-houses-plunge-to-lowest-level-on-record.html

Além disso, praticamente um terço das vendas de casas no primeiro trimestre de 2010 foi de imóveis recuperados de mutuários inadimplentes, e com o preço reduzido ao máximo:

http://news.yahoo.com/s/nm/20100630/us_nm/us_usa_housing_foreclosures

As retomadas de imóveis por atraso no pagamento das hipotecas estão a caminho de alcançar um milhão, ou mais, por volta do fim de 2010, e as ações judiciais para retomada aumentaram em 38%, à medida que os bancos processam o grande número acumulado de casos de inadimplência. Isto está ocorrendo apesar dos esforços por parte dos bancos de reduzir os números de retomadas, facilitando as condições das hipotecas e tentando revender imediatamente os imóveis:

http://news.yahoo.com/s/ap/20100715/ap_on_bi_ge/us_foreclosure_rates

http://www.bloomberg.com/news/2010-07-15/u-s-home-seizures-rise-38-to-record-as-banks-process-forclosure-backlog.html

Isto não é nada em comparação com o pesadelo que está ocorrendo no mercado dos imóveis comerciais. As transações desses imóveis caíram em 90%:

http://www.mybudget360.com/commerical-real-estate-collapse-90-percent-from-peak-next-taxpayer-bailout-4-times-size-of-credit-card-market/

Entretanto, a maioria dos analistas tende a subestimar os índices de ocupação de espaços para as lojas de varejo. O número de imóveis comerciais vagos atingiu o nível mais alto em dez anos:

http://www.reuters.com/article/idUSN0610302020100707

No passado, os proprietários de imóveis comerciais usufruíram de crédito adicional e extensões de empréstimo dos bancos porque os financistas esperavam que, apoiando o mercado comercial durante o declínio, eles conseguiriam recuperar os lucros uma vez que a incerteza econômica terminasse e as empresas começassem a ganhar dinheiro novamente. Mas o que acontece quando o declínio não termina? Os bancos somente vão estender os empréstimos por mais algum tempo, mas eventualmente puxarão o cabo da tomada, mesmo dos clientes comerciais. Parece que o tempo chegou para a bolha dos imóveis comerciais finalmente estourar.

Por que estes problemas recentes no mercado imobiliário são indicadores de uma fase final do colapso no curto prazo? A questão é a instabilidade prolongada. A recessão/depressão que enfrentamos hoje deve ter dado seus primeiros sinais em algum momento no início dos anos 1990s, mas a criação de taxas de juros baixas por parte da Reserva Federal durante aquela década criou uma expansão no valor dos imóveis. Qualquer pessoa conseguia comprar uma casa, independente se podia ou não arcar com o preço, e qualquer pessoa com um imóvel podia então usá-lo como garantia para obter enormes linhas de crédito. Essa nova bolha artificial de dívida prolongou o colapso por cerca de quinze anos. Agora, entretanto, essa fonte de crédito se secou completamente. Não há oficialmente nada que tenha sobrado para suportar a economia geral (exceto, é claro, a inflação da moeda fiduciária). Os efeitos dessa falta de capital nacional deverão se tornar muito visíveis por volta do fim deste ano.

Visibilidade do Desemprego: Não foi surpresa para este pesquisador que o mercado de trabalho tenha começado a ruir novamente em junho e julho, mas foi para alguns analistas. Já mostramos em outros artigos anteriores como o Departamento de Trabalho oculta o verdadeiro nível de desemprego do público, e não vou bater novamente nesse cavalo morto. Basta dizer que o desemprego real, considerando a medida U6, está em torno de 20%. A extensão do desemprego atingiu níveis inacreditáveis nos EUA. Muitos milhões de trabalhadores permaneceram desempregados por 6 a 12 meses. Em resposta, o governo federal estendeu os benefícios para os trabalhadores desempregados durante o ano passado. Embora isto tenha sido retratado como uma ação necessária para garantir a sobrevivência dos cidadãos desempregados, trata-se menos de "compaixão" por parte do governo e mais de obscurecer os efeitos do desemprego até que eles estejam prontos para deixar o berço cair. Este tempo chegou.

Até este mês de julho, o Congresso não renovou as extensões dos benefícios, e parece que não planeja fazer isso novamente. Barack Obama (e seus controladores) tentaram transformar esta questão em outro argumento falso do paradigma esquerda/direita, afirmando que os Republicanos é que devem ser responsabilizados por essa perda dos benefícios do desemprego. Esta é uma distração da questão real em vista. A verdade é que TODO o governo é responsável pela interrupção dos benefícios devido aos déficits insanos e não resolvidos em que AMBOS os partidos incorreram ao longo dos últimos anos. Estender os benefícios novamente acrescentaria bilhões de dólares, talvez até trilhões, à já insustentável dívida pública e isto não pode ser continuado indefinidamente.

Os benefícios de desemprego ocultam as cicatrizes visíveis da perda nacional dos empregos. Agora que milhões de pessoas estão exauridas financeiramente, espere ver essas cicatrizes em toda sua feiúra terrível. Espere ver o número de sem-teto aumentar. Espere ver a criminalidade disparar. Espere ver o número de suicídios crescer. Espere ver todos os problemas que antes estavam ocultos se tornarem agora visíveis na rua em que você mora. Espere ver as coisas se deteriorarem a partir da situação relativamente boa e civilizada que temos hoje. Espere ver as coisas ficarem realmente feias.

A Implosão da Dívida Municipal. Como temos advertido nos dois últimos anos, as letras financeiras dos governos municipais estão em uma situação delicada. As cidades e alguns estados estão prontos para implodir e estão prontos para implodir agora. Veremos os calotes municipais aumentarem para níveis recordes no próximo ano.

Não tenha a menor dúvida que a Califórnia e Illinois são dois estados quebrados. Quando o governador Arnold Schwarzenegger, da Califórnia, propõe que os salários dos funcionários públicos estaduais sejam reduzidos para o salário mínimo, e o governo de Illinois permite que 5 bilhões de dólares em contas fiquem atrasados, não há mais condições de retorno:

http://www.bloomberg.com/news/2010-07-14/california-may-cut-pay-illinois-holds-bills-to-bar-downgrades.html

O calote nos títulos da dívida municipal agora continua a triplicar o índice típico:

http://www.bloomberg.com/news/2010-07-16/municipal-bond-defaults-continue-at-triple-the-typical-rate-lehmann-says.html

Isto não somente arma o cenário para a concordata de muitos estados, mas também ameaça derrubar os grandes detentores dos títulos municipais, como o Citigroup e o US Bancorp:

http://www.bloomberg.com/news/2010-07-06/u-s-banks-risk-untold-problem-as-muni-holdings-climb-to-25-year-high.html

Normalmente, as letras financeiras dos tesouros municipais são usadas pelos investidores como um modo de evitar os impostos e como proteção contra as turbulências no mercado de crédito, como as que estamos vendo agora; todavia, nos últimos meses, os investidores começaram a se desfazer de seus títulos municipais como um rapaz se livra de uma namorada que não lhe seja idônea. Acredito que começaremos a ouvir sobre os calotes estaduais antes do fim do ano.

O Dólar? Esqueça, Está Acabado: Como previmos recentemente, o dólar perdeu seu relacionamento tradicional com o mercado acionário. Normalmente, quando os investidores tiram seu dinheiro das Bolsas de Valores, eles investem em títulos baseados no dólar, como um refúgio seguro. Isto faz o dólar se valorizar. Entretanto, nas últimas semanas, o dólar afundou ao mesmo tempo que as ações! Isto significa que os investidores não estão confiando mais no dólar como um investimento seguro durante uma crise no mercado financeiro. Como dizemos há anos, quando este sinal aparece, significa que o dólar está pronto para se derreter em valor. Os bancos centrais de vários países estão começando a abandonar o dólar americano:

http://wallstreet.blogs.fortune.cnn.com/2010/07/09/central-banks-start-to-abandon-the-u-s-dollar/

Apesar da incerteza na Europa, o dólar ainda caiu em relação ao euro mais rápido do que no ano passado:

http://www.bloomberg.com/news/2010-07-17/dollar-weakens-most-in-14-months-versus-euro-on-signs-of-economic-slowdown.html

Em 2008, previ que a China iria modificar radicalmente sua economia, mudando-a de um centro de distribuição de exportações para um centro de distribuição para consumo autossustentável. Previ também que os chineses iriam desatrelar o yuan do dólar depois disto e, em seguida, que se livrariam de sua enorme quantidade de títulos do Tesouro dos EUA, fazendo o dólar perder seu status de reserva de valor mundial, destruindo seu valor e criando hiperinflação de preços dentro dos EUA. Até aqui, os dois primeiros eventos já ocorreram. A China desatrelou sua moeda do dólar e está permitindo que ela comece a se valorizar. Os chineses também já quase terminaram de converter sua economia para um sistema de consumo interno, ao mesmo tempo que continuam a exportar por meio do bloco comercial ASEAN:

http://www.nytimes.com/2010/06/25/world/asia/25china.html?_r=1&ref=global-home

O yuan está agora sendo globalizado pelos chineses em um esforço de fortalecer sua base e torná-lo viável como uma moeda de reserva:

http://www.reuters.com/article/idUSTRE66427920100705

Alguns analistas sugeriram que a globalização do yuan poderia levar anos; entretanto, isto não precisa necessariamente ser assim. Se o dólar americano entrar em colapso, ou o euro, ou ambas as moedas, o yuan subitamente parecerá ser muito viável como uma moeda de reserva. Acredito que é exatamente isto que acontecerá e acredito também que a China começará a se desfazer dos títulos do Tesouro dos EUA que estão em seu poder nos próximos seis meses.

É interessante que alguns na China começaram a negar que esses planos estejam em gestação, e a grande mídia tem ajudado a facilitar essa falácia:

http://www.reuters.com/article/idUSTRE6660VC20100707

Outros, porém, estão propondo que o governo chinês se desfaça dos títulos do Tesouro dos EUA:

http://www.reuters.com/article/idUSTRE66I05U20100719

Agora seria o tempo perfeito, considerando-se a recente valorização do dólar devido aos problemas na UE. Um descarte dos títulos neste momento significaria que a China poderia obter o máximo de lucratividade antes da quebra monetária final ocorrer. A China está se convertendo em um centro de produção voltado para o consumo interno e não está mais dependendo das exportações para os EUA, de modo que a ideia que ela teria alguma razão para continuar mantendo seus títulos do Tesouro dos EUA é absurda.

Acredito que a chave final para o vindouro descarte dos títulos do Tesouro dos EUA esteja no relacionamento entre a China e a Alemanha. A Alemanha é realmente o pilar principal da UE; sem a Alemanha, a UE não existiria. Uma visita da chanceler alemã Angela Merkel, em meados de julho, que praticamente passou despercebida na imprensa, pode ser a peça final de um longo e crescente relacionamento financeiro entre a China e os países mais fortes da UE:

http://news.xinhuanet.com/english2010/china/2010-07/14/c_111953600.htm

Uma aliança financeira entre os chineses e os alemães poderá criar uma "concha" econômica que consiga resistir a uma prevista desintegração nos EUA e em alguns dos países europeus mais endividados. Não tenho esperanças que o dólar como o conhecemos hoje sobreviverá além de 2011.

A Linha Já Foi Atravessada

Nunca vi tantos indicadores do total derretimento financeiro, quando comparados com colapsos econômicos anteriores na história, como vejo hoje. Não quero parecer melodramático, mas não estou realmente certo se escreverei estes artigos de análise financeira por muito tempo. Suspeito que antes do fim do ano, não haverá mais necessidade, pois todas as facetas sobre as quais escrevi durante os últimos anos se tornarão patentemente óbvias para todos.

Como já afirmei tantas vezes, podemos não ser capazes de impedir que esses eventos aconteçam, mas podemos determinar o resultado final que eles terão. Prepare-se para o pior, pois não tenho dúvidas que poderemos ver isto tudo acontecer nos próximos anos. Permaneça firme em seus princípios. Nunca contemporize sua consciência. Acima de tudo, sobreviva. Nenhum fim culmina sem as graças de uma nova vida, uma vida cheia de possibilidades. É com você, o indivíduo ferrenho e independente, garantir que essa possibilidade seja realizada, independente de qualquer obstáculo, ou de qualquer inimigo. Uma catástrofe fiscal não nos imobilizará, não partirá nossos espíritos e não nos escravizará. Ela somente fortalecerá nossa decisão de continuar para sempre corajosos, desafiadores e para sempre livres.

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 Autor: Giordano Bruno, artigo original em http://neithercorp.blogspot.com/2010/07/economic-meltdown-final-phase.html

Revisão: http://www.TextoExato.com
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/fasefinal.asp

Nota: Apesar de toda desinformação da grande mídia fica cada vez mais difícil de esconder que há um perigo enorme rondando a economia mundial, por mais ajuda financeira (bailout) que os países recebam a crise ainda continua e as medidas são apenas paliativas.




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