quarta-feira, 15 de julho de 2009

Gore: A lei do clima dos Estados Unidos ajudará a trazer a "Governança Global"

Al GoreAl Gore via last.fm

Gore: A lei do clima dos Estados Unidos ajudará a trazer a "Governança Global".

O Ex-Vice Presidente Al Gore declarou que lei do clima do congresso americano irá ajudar a trazer a "Governança Global".

"Eu lhes trago boas novas dos Estados Unidos", Gore disse em 7 de julho de 2009, em Oxford, no Fórum Mundial da Smith School sobre Empresa e Meio Ambiente, patrocinado pelo U.K. times.

"Há apenas duas semanas atrás, a Câmara dos representantes passou a lei do clima Waxman-Markey", disse Gore, notando que era "mais um passo na direção certa". O presidente Obama forçou a passagem do projeto de lei no Senado e compareceu a cúpula do G-8 onde ele concordou em tentar manter a subida da temperatura da terra não mais do que 2 graus Celsius.

Gore elogiou a lei do clima do Congresso, alegando que "as perspectivas de sucesso vão aumentar drasticamente" na luta contra o que ele vê como a "crise" do aquecimento global produzido pelo homem.

"Mas é a própria consciência que irá impulsionar a mudança e uma das maneiras que irá conduzir a mudança é através da governança mundial e dos acordos globais".

O apelo de Gore pela "governança global" ecoa o ex-presidente francês Jacques Chirac em 2000.

Em 20 de novembro de 2000, o então presidente francês Jacques Chirac disse durante um discurso em Haia que o Protocolo de Kyoto da ONU representou "o primeiro elemento de uma autêntica governança global".

“Pela primeira vez, a humanidade está instituindo um verdadeiro instrumento de governança global”, explicou Jacques Chirac. Desde a mais tenra idade que devemos fazer a consciência ambiental entre os grandes temas da educação e um dos principais temas de debate político, até que o respeito ao meio ambiente chegue a ser tão fundamental como salvaguardar os nossos direitos e liberdades. Agindo em conjunto, através da construção deste instrumento sem precedentes, o primeiro componente de uma autêntica governança global, estamos a trabalhar para o diálogo e a paz", Chirac acrescentou.

Ex-Ministro do Ambiente do UE Margot Wallström afirmou, "Kyoto é sobre economia, é sobre o nivelamento do campo de jogo para as grandes empresas ao redor do mundo". O Primeiro-ministro canadense Stephen Harper uma vez demitido da ONU, disse que o Protocolo de Kyoto é um "esquema socialista".

Taxa Global de carbono é impulsionada na Reunião das Nações Unidas.

Além disso, o apelo para uma taxa global de carbono foi impulsionado em uma das recentes conferências das Nações Unidas sobre aquecimento global. Em dezembro de 2007, a conferência climática da ONU, em Bali, apelou para a adoção de uma taxa global de carbono, "um sistema global de partilha de encargos, justo, com solidariedade, e juridicamente vinculado a todas as nações".

"Finalmente alguém vai pagar por esses (relacionados ao clima) custos", Othmar Schwank, um defensor do imposto global, disse na conferência das Nações Unidas de 2007 depois de um painel intitulado "imposto global de CO2".

Schwank notou que as nações ricas como Estados Unidos iriam suportar o maior fardo com base no “princípio o poluidor paga". Os Estados Unidos e outros países ricos têm de "contribuir mais significativamente para este fundo global", explicou Schwank. Ele também acrescentou, "é muito essencial taxar o carvão".

A conferência das Nações Unidas de 2007 foi presenteada com um relatório do Instituto Federal Suíço para o Meio Ambiente intitulado "Solidariedade Global na Adaptação Financeira". O relatório afirmava que havia uma “necessidade urgente” de um imposto global para evitar que os danos (das alterações climáticas) continuem crescendo a níveis catastróficos, especialmente em países vulneráveis do mundo em desenvolvimento.

As dezenas de milhares de milhões de dólares geradas por ano por um imposto global "fluiria para um fundo multilateral global de adaptação" para ajudar as nações a lidar com o aquecimento global, de acordo com o relatório.

Schwank disse que um imposto global de dióxido de carbono é uma idéia que é urgentemente necessária para estabelecer um "fundo para gerar os recursos necessários para abordar a dimensão do desafio relativo aos custos das mudanças climáticas”.

"A redistribuição da riqueza"

O grupo ambientalista Amigos da Terra defendeu a transferência de dinheiro das nações ricas para as nações pobres durante a conferência climática da ONU em 2007.

"A resposta ás alterações climáticas deve ter no seu cerne uma redistribuição das riquezas e recursos", afirmou Emma Brindal, uma coordenadora militante da justiça do clima dos Amigos da Terra.

[Nota do editor: Muitos críticos têm frequentemente acusado os defensores das "soluções" propostas para taxar o clima e regulatórias são mais importantes para os promotores do medo do clima produzido pelo homem do que o rigor de sua ciência. O Ex-senador do colorado Tim Wirth disse declaradamente, "temos que montar a questão do aquecimento global. Mesmo que a teoria do aquecimento global esteja errada, estaremos fazendo a coisa certa - em termos de política econômica e ambiental".

Fonte: www.climatedepot.com

Nota: No artigo acima o termo governança global é frequentemente mencionado, mas não há uma definição do que realmente é governança global. Na Wikipédia encontramos a seguinte definição para governança global - Na teoria das relações internacionais, o termo Nova Ordem Mundial tem sido utilizado para se referir a um novo período no pensamento político e no equilíbrio mundial de poder. Apesar das diversas interpretações deste termo, ele é principalmente associado com o conceito de governança global.

Foi o presidente norte-americano Woodrow Wilson que pela primeira vez desenvolveu um programa de reforma progressiva nas relações internacionais e liderou a construção daquilo que se convencionou denominar de "uma Nova Ordem Mundial" através da Liga das Nações. “Nos Estados Unidos a expressão foi usada literalmente pela primeira vez pelo presidente Franklin Delano Roosevelt em 1941, durante a II Guerra Mundial”.

Acabamos de saber que governança global e nova ordem mundial são a mesma coisa. Portanto, o que o artigo nos mostra é que todas as pessoas citadas acima, bem como as organizações envolvidas com as questões ligadas ao aquecimento global estão na verdade implementando os planos para o total estabelecimento dessa Nova Ordem Mundial.

O aquecimento global é uma plataforma política bem organizada e poderosa, concebida para levar o mundo a um governo único.

Soberanias nacionais são um empecilho para a concretização desse projeto, como o aquecimento global é divulgado como uma ameaça global, exige o envolvimento de todos os países, seja por livre iniciativa, caso do Brasil, ou por coerção, caso dos Estados Unidos, que durante a administração Bush foi severamente criticado pela não adesão ao Protocolo de Kyoto.

Se o aquecimento global existe e se é provocado pela ação humana, isso pouco importa, porque os fins justificam os meios. Foi o que disse o ex-senador Tim Wirth citado acima no final do artigo. O pânico provocado pelas informações divulgadas pelos meios de comunicação mostrando informações advindas de pesquisas sobre o aquecimento e suas danosas conseqüências caso medidas de combate a emissão de poluentes não sejam tomadas imediatamente ajudam a criação e imposição de leis cada vez mais intrusivas, que a médio e longo prazo acabarão minando as soberanias nacionais. Forçando também uma brutal transferência de renda dos países mais ricos para os mais pobres, sem nenhuma garantia real de que estes países usarão esses recursos para combater o aquecimento global.

O aquecimento global é a plataforma comum sobre a qual se pode construir os mecanismos legais para que a ONU possa ganhar cada vez mais poderes e recursos.

Como governança global e nova ordem mundial são virtualmente a mesma coisa, estamos testemunhando como um verdadeiro Governo Mundial está sendo formado diante de nossos olhos por meios nem sempre claros, muitas vezes abertamente enganosos, mas bastante eficientes.

O apelo sentimental é poderoso, salvar o planeta, quem pode objetar a tal propósito? Ajudar os países pobres, que objetivo nobre. Mas a verdade é que no final desse processo haverá um Governo Mundial, e a história nos mostra que nos casos em que existiram impérios mundiais, multiplicaram-se a violência e a injustiça.

O Brasil desponta como peça importante no desenvolvimento da governança global.

Em encontro que antecedeu a cúpula do G-8 na Itália, entre o presidente francês Nicolas Sarkozy e o presidente Lula, ambos pediram uma “mudança na governança global”.


Lula acrescentou que “se a ONU tivesse uma representação legítima de nossa geografia, muitas coisas poderiam ser resolvidas com mais rapidez”.

Lula fala a mesma linguagem dos chefes das grandes potências e até almeja um assento no Conselho de Segurança da ONU.

Tradução e adaptação: o observador.


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