quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Admirável Mundo Transnacional Progressista Novo

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Admirável Mundo Transnacional Progressista Novo


Escrito por Clifford D. May
Desde o fim da Guerra Fria, progressistas transnacionais têm estabelecido leis internacionais - leis supranacionais, realmente - que nenhum eleitor pode rejeitar ou mesmo alterar.

Os ataques de 11 de Setembro acordaram alguns americanos -- não todos -- para a ameaça representada pelas interpretações totalitárias do Islã. John Fonte, acadêmico do Hudson Institute, há muito tem se preocupado com outra ideologia que provavelmente não é menos perigosa para os povos livres.

Ela tem nomes que soam ora vagamente utópicos, como “governança global”, ora idiotas demais para gerar preocupação, como “progressismo transnacional”. Mas em seu novo livro, “Sovereignty or Submission”, Fonte explica como essa ideologia, que é amplamente aceita na Europa e, cada vez mais, dentre as elites dos Estados Unidos, está sub-repticiamente minando a democracia liberal, o autogoverno, o constitucionalismo, a liberdade individual, e até mesmo o internacionalismo tradicional - as relações entre Estados-nação soberanos. Trocando em miúdos, enquanto os jihadistas clamam por “Morte ao Ocidente!” os progressistas transnacionais estão silenciosamente promovendo o suicídio civilizacional.
 
Isso pode não ser o que eles pretendem. Em teoria, eles estão apenas reconhecendo a “interdependência global” e argumentam que “problemas globais requerem soluções globais”. Na prática, todavia, seu projeto é o de transferir o poder político e econômico das mãos dos cidadãos dos Estados-nação, e seus representantes eleitos, para a ONU, burocratas não-eleitos, juízes, advogados e ONGs. Essas pessoas e instituições irão deter não apenas autoridade transnacional (poder “além” das nações), mas também “autoridade supranacional” (poder “sobre” as nações).

Transnacionais não são tanto antidemocráticas, mas pós-democráticas. Eles acreditam que, no século 21, a democracia deveria ser atualizada para incluir a defesa de “princípios universais de direitos humanos” que, é claro, eles irão enumerar e definir. Eles não falam em abdicar, mas de “compartilhar” a soberania “coletivamente”. O resultado, afirmam, será uma nova era de “autoridade global” que produzirá “justiça global” sob um “Estado de Direito global”.

De fato, desde o fim da Guerra Fria, progressistas transnacionais têm estabelecido leis internacionais - leis supranacionais, realmente - que nenhum eleitor pode rejeitar ou mesmo alterar. Uma maneira de realizar isso é elaborar um tratado e exercer pressão internacional para fazer com que o presidente dos Estados Unidos o assine e o Senado americano o ratifique. Então, juízes -- que, freqüentemente, vêm de países não-democráticos -- em cortes transnacionais interpretam o tratado para fazê-lo parecer o que quer que eles queiram. Não há cortes de apelação.

E se os Estados Unidos rejeitam o tratado ou concordam com ele apenas em parte ao emitir “ressalvas”, os transnacionais declaram que os Estados Unidos estão submetidos de qualquer maneira - sob algo que chamam de “lei internacional costumeira” e à qual, insistem, até mesmo a Constituição Americana está “subordinada”.

É sobre essa base que é construído o argumento de que os Estados Unidos estão violando a Convenção de Genebra ao se negar a classificar terroristas da Al-Qaeda como prisioneiros de guerra -- a despeito do fato de que os Estados Unidos nunca concordou em conceder status tão honorável a combatentes foras-da-lei.

Curiosa e ameaçadoramente, transnacionais têm trabalhado de mãos dadas com islamitas para atingir objetivos como a proibição global da “islamofobia” -- o que representaria um cerceamento histórico da liberdade de expressão.

John Fonte dedica um capítulo inteiro a Israel, um assunto no qual os islamitas e os transnacionais também possuem opinião compartilhada. Israel, ele escreve, tornou-se “o alvo principal de progressistas transnacionais que procuram expandir a autoridade global na determinação de leis de guerra. Se precedentes da lei internacional pudessem ser estabelecidos contra as políticas de segurança israelenses, esses precedentes poderiam ser usados mais tarde para subordinar as políticas de defesa dos Estados Unidos à lei global definida pelos transnacionalistas.”

Facções desse movimento, incluindo grandes fundações como a Fundação Ford, ONGs importantes como a Human Rights Watch, e setores da União Européia, são “cúmplices na campanha global islamita para deslegitimar Israel como um Estado de apartheid através da estratégia de ‘boicotes, desinvestimento e sanções’.” Fonte observa que Israel “é a mais vulnerável das democracias independentes do mundo, alvo constante dos defensores da governança global como um substituto para os Estados Unidos ou o Estado democrático independente em geral.”

O sonho dos progressistas transnacionais, John Fonte conclui, é que os americanos aceitem “o admirável mundo novo da governança global”, concordem voluntariamente em “compartilhar” sua soberania com os outros, e demonstrar “liderança” ao submeter-se a um “regime legal supranacional global. Com efeito, a larva americana é transformada em uma borboleta global.”

Algum dos candidatos à presidência em 2012 compreende isso? Algum deles possui as habilidades necessárias para fazer disso uma pauta – perguntar aos eleitores se eles querem preservar o que Alexis de Tocqueville chamou, admirado, da distinta “soberania do povo” da América, ou se eles preferem compartilhar sua soberania com outros ao redor do mundo, incluindo ditadores e islamitas?

Minha opinião é que a maioria dos americanos -- não todos -- não querem se submeter, não querem que o século 21 seja uma era pós-democrática e pós-americana. Mas com o ano de eleição se aproximando, agora seria uma excelente hora para começar o debate e descobrir.
 
Clifford D. May
é presidente da Foundation for Defense of Democracies, um instituto político focado em segurança nacional e política externa.

Publicado na National Review
.

Tradução:
Felipe Melo, editor do blog da Juventude Conservadora da UNB.

Fonte: www.midiasemmascara.org
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Prova de uma nova ordem mundial em menos de 11 minutos

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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Os Exterminadores do Futuro III

Português: Logomarca do Inventario Florestal N...Image via Wikipedia
Os exterminadores do futuro III

Escrito por Heitor De Paola


“...em nome das palavras de ordem ‘preservar o meio ambiente ou ‘acabar com a poluição’ está ocorrendo a maior rendição da liberdade em toda a história da humanidade. Transferirá o poder e os recursos naturais não ‘ao povo’ ou a algum ‘corpo eleitoral’ , mas a um ‘pequeno grupo de homens’:  a elite do establishment.

As implicações de tal transferência de poder são incalculáveis”.

Larry H. Abraham

The Greening: the environmentalists drive for global power

No curso de suas investigações, Larry Abraham chegou à conclusão “que todos os projetos submetidos aos seus estudos foram apresentados ao público como ‘necessários’ ou ‘vitais’.

Alguns ainda o foram como ‘salva-vidas’ ou ‘ameaçadores à vida humana’. E, diz ele, “certamente em todas estas ‘cruzadas’ encontrei dois elementos constantes: (1) um grão de verdade a respeito das preocupações, e (2) uma minoria muito bem organizada que ajudavam a criar a aparência de apoio popular”.


Há poucos dias fomos agredidos por uma destas ações nefastas através do vídeo totalmente inverídico, malicioso e mal feito de atores e atrizes da Globo contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, produzido por um tal Movimento Gota d’Água (http://movimentogotadagua.com.br/) cuja lista de assinaturas atingia no dia desta publicação o número de 1.185.322 idiotas úteis). As mentiras e a falta de aritmética elementar foram publicamente denunciadas por Reinaldo Azevedo em seu blog. Tais mentiras são apoiadas pelas ONGs Xingú Vivo (http://www.xinguvivo.org.br/), que recentemente soltou 1200 tartaruguinhas no Xingu em protesto contra Belo Monte, e Humanos Direitos (http://www.humanosdireitos.org).

Em primeiro lugar, é preciso desmoralizar uma das maravilhosas soluções sugeridas pelas “sumidades” globais: a energia eólica, uma droga que só funciona quando tem vento.


Deixo a palavra com o príncipe Philip que a descreve como uma “desgraça inútil” (http://www.dailymail.co.uk/news/article-2063836/Prince-Philip-blasts-wind-farms-useless-disgrace.html). 

Nos locais onde ela é usada a taxa de luz aumentou £90/ano por domicílio para subsidiá-la! Segundo ele, se 10% do território do país fossem preenchidos por turbinas movidas a cata-ventos não supririam mais do que 6% das necessidades energéticas do Reino. Para se adaptar ao  Climate Change Act o governo gastará £404 bilhões, uma farra que custará £760 por cada família britânica! (ver em http://www.dailymail.co.uk/debate/article-2064081/Hurrah-Prince-Philip-Wind-power-ruinous-folly-age.html).

Quem ganhará esta dinheirama toda? Os empreiteiros que as construirão e políticos e jornalistas corruptos que propagandeiam estas loucuras, como ficou provado que o “Climate Man” da BBC conseguiu uma subvenção de £15,000 do Centro Tyndall de Pesquisas para as Mudanças Climáticas da Universidade de East Anglia (ver em: http://www.dailymail.co.uk/news/article-2063737/BBCs-Mr-Climate-Change-accepted-15-000-grants-university-rocked-global-warning-scandal.html), aquela envolvida em 2009 com o vazamento de emails que provaram a fraude engendrada por seus desonestos cientistas do clima, o que ficou famoso como Climategate (Climatic Research Unit email controversy.

As explicações mais corriqueiras sobre a oposição às hidrelétricas na Amazônia são as que agradam nossos tradicionais nacionalistas:

querem internacionalizar a Amazônia para explorar nossas riquezas!  Embora seja inegável este argumento, a situação é deveras mais complicada e profunda, pois o movimento ambientalista, que engloba esta luta, vai muito além do Brasil e de hidrelétricas.

Estas organizações representam uma série incontável de interesses, dos quais o econômico é apenas um dos mais insignificantes.

Se a causa humana do aquecimento global e da destruição da natureza fosse meramente uma idéia sem sentido, uma simples fraude, já seria muito ruim. Mas é muito mais do que isto, pois a redução de emissões de carbono e da produção de energia está provocando danos inimagináveis à prosperidade da maioria em favor de uma minoria. Além disto, baseiam-se numa espécie de religião pagã e ateísta. O escritor e antropólogo Michael Crichton define o ambientalismo como “uma das mais poderosas religiões do Ocidente, a religião escolhida pelos ateístas urbanos” (http://www.discoverthenetworks.org/viewSubCategory.asp?id=1470). 

Esta pseudo-religião está baseada nos velhos mitos de Gaia, a mãe Terra, que teria nos gerado. Todas as causas estão interligadas para induzir a humanidade a retroceder a meios primitivos e selvagens de existência. Daí o falso interesse pelos índios.

Para convencer esta maioria se faz necessária a invasão da Quarta Fronteira.

Tomemos, por exemplo, uma destas organizações, a Rainforest Foundation (http://www.rainforestfoundation.org/). Uma de suas diretoras executivas é Heloísa Griggs, que também exerce as funções de diretora de programas da Open Society Foundations, uma rede de ONGs financiadas por George Soros, cujos interesses englobam dezenas de atividades anti- ocidentais, principalmente anti-americanas e antissionistas, o que demonstra que as acusações aos “interesses americanos” são simplórias, para dizer o mínimo.

Soros comanda diretamente uma rede e utiliza diretores executivos para atuarem numa rede maior ainda, sem que seu nome apareça. É o caso da RO que inclusive explora trabalho infantil disfarçado (ver em http://www.rainforestfoundation.org/extraordinary-youngsters-who-support-our-work e http://www.hometownannapolis.com/news/lif/2009/10/04-13/My-Time-Kids-fundraising-for-the-planet.html).


[Continua]


Fonte: www.midiasemmascara.org



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sábado, 3 de dezembro de 2011

A morte como solução ecológica

Flag of UNICEFImage via Wikipedia
A morte como solução ecológica

Escrito por Cristian Derosa
Artigos - Globalismo

Graças à atuação de órgãos como a Unesco e a ONU, logo o controle populacional será consenso entre milhões de pessoas, que irão trabalhar, de forma “ecologicamente correta”, para sua própria destruição.


Em 1968, Paul R. Ehrlich deixou militantes de esquerda e direita horrorizados com o livro Population Bomb. Os de esquerda o acusavam de nazismo por querer matar metade da população pobre e os de direita por violar os direitos individuais e desvalorizar a vida humana.


Mais tarde, em 1977, Ehrlich publicou junto de outros dois autores, o livro Ecosciencie: population, ressources, environment, que trazia a mesma idéia de controle populacional mas com um maior aporte de dados científicos e apoio de cientistas engajados na causa ecológica.


A partir daí a a defesa do meio ambiente ganhou um impulso a mais e já unia-se com os militantes do controle populacional que aliciavam as Nações Unidas para incluir a meta na sua agenda de ações imediatas.

É bom lembrar que a origem do controle de natalidade é anterior e está ligada à conquista do direito ao aborto por Margareth Sanger (1879-1966) e, portanto, às idéias eugenistas e evolucionistas nas quais os nascimentos de pessoas consideradas mais aptas era preferível optando-se pelo aborto e esterilização em massa em populações pobres e consideradas geneticamente inferiores. Após a Segunda Guerra Mundial, porém, essa retórica eugenista passou a ser mal vista por motivos óbvios.


Mas no barco da ecologia, nas décadas seguintes, o controle populacional pôde finalmente voltar ao debate público, agora com a desculpa do fim dos recursos naturais, outra teoria nunca satisfatoriamente comprovada pela comunidade científica, mas que traz consigo a cativante proposta da salvação da humanidade. O fato real é que em nome dessa pretensa tese da escassez futura, muitas populações estão sendo privadas hoje desses recursos e obrigadas a integrar-se a agendas que demandam consideráveis restrições econômicas. Países da África são ameaçados de terem suas ajudas internacionais cortadas se não aderirem a programas de esterilização e descriminalização do aborto.


O livro Ecoscience: population, ressorces, enviroment, é um verdadeiro clássico do ambientalismo. Nele é sugerido explicitamente que a melhor solução para a escassez de recursos é a diminuição da taxa de crescimento da população.

Como primeira e mais relevante medida, os autores sugerem a limitação da taxa de natalidade, o que deve ser implementado por meio de campanhas de planejamento familiar, legalização do aborto e estímulo de uso de contraceptivos, ou seja, uma conscientização para o voluntarismo em prol dessa causa. A segunda alternativa, caso a população não opte voluntariamente pela diminuição da taxa de natalidade, os autores explicam:



“Presumivelmente, a maioria das pessoas concorda que o único meio de atingir estes objetivos em um nível mundial é através da taxa de natalidade. A alternativa a isso é permitir o aumento da taxa de mortalidade, o que naturalmente vai acontecer caso a humanidade não optar racionalmente por reduzir a sua taxa de natalidade a tempo”1.


Sabe-se, entretanto, que programas de esterilização em massa já foram desmascarados em vários países, todos com a participação de órgãos das Nações Unidas como Unicef, Unesco, etc, cooperados com instituições locais ligadas a governos e organizações não-governamentais. Estes programas ficaram de fora dos noticiários por serem considerados “teorias da conspiração” ou teses paranóicas que careciam de evidências. De fato alguns destes casos não passaram de suspeitas devido à inacessibilidade dos dados e recursos utilizados pelas instituições em jogo. Outros casos foram amplamente divulgados e desmascarados, mas a imprensa internacional isolou-os dentro de limites das imprensas locais, não deixando que fossem conhecidos do restante do mundo.


Graças à participação de intelectuais como Ehrlich dentro das Nações Unidas, principalmente em instituições ligadas à educação e cultura como a Unesco, nossos jovens e crianças estão sendo educados com o pressuposto de que a humanidade é a causadora dos grandes males terrestres. O controle populacional passa a ser, logo logo, o consenso entre a população que irá trabalhar para a sua própria auto-destruição.


(1)   Ecoscience: Population, Resources, Environment. Contributors: Paul R. Ehrlich - author, Anne H. Ehrlich - author, John P. Holdren - author. Publisher: W. H. Freeman. Place of Publication: San Francisco. Publication Year: 1977. Page Number: 737

Cristian Derosa é jornalista.

 Fonte: www.midiasemmascara.org




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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Planos da Elite de EXTERMÍNIO GLOBAL 1/4 - Abortos Esterilização Infanti...

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Planos da Elite de EXTERMÍNIO GLOBAL 2/4 - Desindustrialização, Limite d...

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Entenda a censura na internet que está acontecendo nos Estados Unidos

Image representing Facebook as depicted in Cru...Image via CrunchBase

Entenda a censura na internet que está acontecendo nos Estados Unidos

Projeto de lei antipirataria tem texto impreciso e, se aprovado, pode restringir a publicação de conteúdo em milhares de sites.
 
Os editores de sites e blogs norte-americanos estão em alerta. Um projeto de lei que está tramitando no Senado e na Câmara dos Deputados poderá impor sérias restrições à publicação de conteúdo, tornando jornais, revistas, portais como o YouTube e até mesmo redes sociais corresponsáveis pela replicação de itens considerados nocivos.

Intitulado SOPA (Stop Online Piracy Act), o projeto foi apresentado no mês passado pelo presidente do Comitê Judiciário da Câmara dos Deputados, o texano Lamar Smith, e levado à frente para o Senado com o nome de “Preventing Real Online Threats to Economic Creativity and Theft of Intellectual Property Act” (Ato de Prevenção Real a Ameaças Online à Criatividade Econômica e Roubo de Propriedade Intelectual).

Como isso funcionaria?

Se aprovado como está, o SOPA permitirá ao governo norte-americano bloquear o acesso dos visitantes a determinados websites que, segundo o órgão, prejudiquem a criatividade econômica ou incentivem o roubo de propriedade intelectual.

O bloqueio funcionaria de maneira similar ao que ocorre em países como a China, o Irã e a Síria. A ação seria feita diretamente no DNS da publicação. Para que um site seja bloqueado, basta que ele possua alguns links para conteúdo ilegal, ainda que a URL em questão tenha sido postada por um visitante no espaço para comentários.

Em tese, a lei responsabiliza a publicação por todo e qualquer conteúdo veiculado, seja ele de autoria própria ou não. Uma publicação convencional, como um site de notícias, até pode conseguir dar conta da demanda de comentários, se livrando a duras penas de possíveis sansões.

Entretanto, em sites em que não há moderação, como é o caso das redes sociais, dos microblogs e dos portais de vídeos, a situação poderá se tornar insustentável. Pelo texto da lei, se uma pessoa postar em seu perfil um link que seja considerado ilegal, quem vai arcar com as consequências é a rede social. 

Ou seja, você já pode imaginar que é apenas uma questão de tempo para que Facebook e YouTube, por exemplo, sejam bloqueados. Além disso, provedores de email também serão forçados a censurar links que você receba ou envie em sua caixa pessoal de mensagens.

Para quem imagina que o projeto possa parecer absurdo e não tenha chances de aprovação, é importante ressaltar que pesquisas iniciais apontam que a maioria dos votantes nas duas casas legislativas é favorável à colocação em prática da nova lei.

A quem caberia censurar o conteúdo?

Em tese, a sugestão de censura caberia às grandes corporações produtoras de conteúdo, como é o caso da indústria cinematográfica e fonográfica, das emissoras de TV e das desenvolvedoras de jogos. Um exemplo simples: suponha que alguém poste um vídeo no YouTube com seu desempenho em um determinado game.

A desenvolvedora do jogo, se julgar que a publicação infringe os seus direitos autorais de divulgação de imagens, pode solicitar ao governo norte-americano que retire o conteúdo do ar. O YouTube, então, seria notificado e, em caso de reincidência, poderia ter todo o seu conteúdo bloqueado enquanto o fato não for resolvido.

O problema persiste com os sites hospedados fora dos EUA. A medida não agiria somente nos servidores, mas nos IPs dos cidadãos americanos. Eles é quem seriam bloqueados e impedidos de escolher qual conteúdo acessar, ainda que as informações estejam em domínios de fora do país.

Outro ponto polêmico da lei diz respeito às penas que podem ser impostas a quem postar algum conteúdo que vá contra a legislação. Pelo texto do projeto, se um cidadão postar um vídeo cantando uma música, sem ter os direitos sobre ela, poderá ser condenado a até cinco anos de prisão.

E no Brasil?

Embora a lei não afete diretamente o funcionamento da internet aqui no país, é importante ficar atento à repercussão do trâmite do projeto nos Estados Unidos. Como todos nós sabemos, os EUA são uma das maiores potenciais mundiais quando o assunto é internet e, via de regra, leis aprovadas por lá acabam servindo como referência em outros países. Ao menos por enquanto, o internauta brasileiro pode ficar tranquilo quanto ao acesso a seus conteúdos preferidos.

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Este computador composto por 16 mini-cérebros humanos mostra uma eficiência impressionante Publicado por Cédric - Há 11 h...