terça-feira, 23 de março de 2010

Equipe desenvolve chave de DNA para interfacear organismos vivos com computadores

NanotecnologíaImage by fernand0 via Flickr

Equipe desenvolve chave de DNA para interfacear organismos vivos com computadores.

De: physorg.com

Pesquisadores da Universidade de Portsmouth, Inglaterra, desenvolveram uma chave eletrônica baseada em DNA - a primeira descoberta do mundo na bio-nanotecnologia que proporciona uma base para a interface entre organismos vivos e computadores.

A nova tecnologia é chamada um "nanoactuator" ou um dínamo molecular. O dispositivo é invisível a olhos nus - cerca de um milésimo de fio de cabelo humano.

A chave de DNA foi desenvolvida pelo especialista britânico de biotecnologia molecular Dr. Keith Firman da Universidade de Portsmouth trabalhando em colaboração com outros pesquisadores europeus.

Dr. Firman e sua equipe internacional foram premiados com 2 milhões de euros da Comissão Europeia concedidos para desenvolver mais essa nova tecnologia inovadora.

Mas a chave de DNA tem aplicação prática imediata na detecção de toxina, e poderia ser usada em um papel de biodefesa como um sensor biológico para detectar elementos patogênicos aéreos.

As futuras aplicações também são consideráveis, incluindo dispositivos mecânicos em escala molecular para interfacear membros artificiais controlados por computador.

'As possibilidades são muito estimulantes. O nanoactuator que desenvolvemos pode ser usado como um comunicador entre os mundos biológicos e de silício, ' disse Dr. Firman.

'Eu poderia vê-lo proporcionando uma interface entre músculos e dispositivos externos, mas tem que ser notado que tal aplicação ainda está distante uns 20 ou 30 anos.

A chave molecular compreende um filamento de DNA fixado em um minúsculo canal de um microchip, um grânulo magnético, e um motor biológico acionado pela fonte de energia que ocorre naturalmente e encontra-se em células vivas, adenosina trifosfato (ATP).

Estes elementos trabalhando juntos criam um efeito dínamo que por sua vez gera eletricidade. O resultado é um dispositivo que emite sinais elétricos - sinais que podem ser enviados para um computador. A chave, no entanto, liga o mundo biológico com o mundo de silício dos sinais eletrônicos.

O nanoactuator foi patenteado pela Universidade de Portsmouth, e uma aplicação da patente para conceitos básicos de biosensoriamento está pendente.

Fonte: Universidade de Portsmouth

Artigo de: http://www.physorg.com/news81006721.html

Nota: A cada dia a tecnologia nos surpreende mais. A inteligência humana parece não conhecer limites, pena que nem sempre seja usada para o bem das pessoas.



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