O que é a Nova Ordem Mundial? Quem são seus planejadores? Quais são seus objetivos?
sexta-feira, 11 de maio de 2012
A Grande Farsa do Aquecimento Global (The Great Global Warming Swindle)
Ah, quanta
revolta por causa do pum dos dinossauros! O caminho da farsa
coletiva: você acredita no aquecimento global porque as pessoas
acreditam, e as pessoas acreditam porque você acredita
Eu, hein! Mais chato que
petralha, só ecotralha! Se for um ecopetralha, então… Quanta
revolta por causa da crônica
que fiz sobre o pum dos dinossauros! Queriam o quê?
Climatologistas recorrem a seus misteriosos “modelos matemáticos”
para calcular quanto de gás metano os dinossauros teriam soltado
na Terra há alguns milhõezinhos de ano, transformam isso em
toneladas e querem que eu leve a sério?
Olhem aqui: eu não estou
entre aqueles que repudiam coisas complicadas. De jeito nenhum! O
“complicado” costuma ser aquilo que a gente ainda não entende,
certo? Houvesse regras para andar nos labirintos, não haveria…
labirintos. O ponto é outro. Cadê esses tais “modelos
matemáticos”? De que são constituídos? Como se pode anunciar o
fim do mundo num dia e pedir desculpas no seguinte: “Não era bem
isso?”
Ciência? O aquecimento
global antropogênico — ou mudança climática — é uma
hipótese formada a partir de uma das tantas evidências
científicas parciais juntadas numa narrativa criativa. Trata-se de
uma narrativa — hoje, mais literária do que outra coisa — que
tem o mau hábito de desprezar as evidências em contrário.
Criou-se uma doxa. Erigiu-se uma ideológica. Satanizaram-se as
pessoas que pensavam de modo diferente. E pronto!
Recebi, claro, alguns
pontapés: “Ah, você não entende nada de clima!” Pois é! Mas
Richard S. Lindzen, de quem
falei aqui em 2007, sabe
muito a respeito. Naquele post, lembrei que o sempre opiniático
Paul Krugman, tão especialista quanto eu próprio na área, havia
escrito um artigo no New York
Times afirmando que desconfiar do
aquecimento era manifestação de anti-intelectualismo. Assim se
fazem as verdades: demonizando quem dissente.
Republico parte daquele post
e reproduzo trecho de um texto de um blog português. Ficamos
assim: os esquentadinhos do aquecimento que querem bater boca
comigo com ares de especialista podem tentar contestar Lindzen.
Talvez consigam a sua vaga de professor de Meteorologia daquela
escolinha chinfrim chamada Massachusetts Institute of Technology —
trata-se de um “trem” aí (como diriam aquelas vozes da
CPI…) conhecido por “MIT”. O post acabou ficando um tanto
longo, leitor, mas há aí referências para entrar no tema de modo
responsável — em vez de se ocupar do peido dos dinossauros.
Os nervosinhos não gostaram do meu senso de humor? Então vamos
falar a sério.
Aqueles que estiverem severamente interessados em aquecimento global podem clicar aqui e ouvir (é só áudio mesmo) o professor Lindzen responder a cada uma das grandes questões que dizem respeito ao aquecimento global. O propósito de Lindzen, ele deixa claro, não é saber se existe ou não algum aquecimento — já que a Terra vem esquentando e resfriando há milhões de anos —, mas se procede o alarmismo. E ele deixa claro que não! E faz até um gracejo: “Al Gore acredita no aquecimento global porque as pessoas acreditam, e as pessoas acreditam porque Al Gore acredita”. É perfeito!
Aqueles que estiverem severamente interessados em aquecimento global podem clicar aqui e ouvir (é só áudio mesmo) o professor Lindzen responder a cada uma das grandes questões que dizem respeito ao aquecimento global. O propósito de Lindzen, ele deixa claro, não é saber se existe ou não algum aquecimento — já que a Terra vem esquentando e resfriando há milhões de anos —, mas se procede o alarmismo. E ele deixa claro que não! E faz até um gracejo: “Al Gore acredita no aquecimento global porque as pessoas acreditam, e as pessoas acreditam porque Al Gore acredita”. É perfeito!
Se eu entendesse de
meteorologia o que Lindzen entende, estaria dando aula no MIT. Como
não entendo… Assim, não acreditem no que digo e no que dizem
outros abelhudos, pouco importa o lado. Eu costumo tratar apenas da
lógica interna das coisas que leio. Mas considerem a
hipótese de o especialista do MIT saber o que diz mais do que o
jornalismo engajado que cuida do assunto, com suas moças e seus
rapozalas fanáticos. Abaixo, trecho de um post do blog português
Mitos
Climáticos.
Fica clara a importância do dinheiro nessa história toda.
Cientista que nega que o aquecimento tenha sido produzido pelos
homens e que não é alarmista perde verba de pesquisa. Aqueles que
entram no jogo são alçados à condição de estrelas e passam a
ser financiados.
Richard S. Lindzen
é um cientista de elevadíssima craveira intelectual. Professor de
Meteorologia do Massachusetts
Institute of Technology, já
publicou mais de 200 livros e artigos científicos. Foi o leader do
capítulo científico do Terceiro Relatório de Avaliação do
IPCC, de 2001.Este último trabalho trouxe-lhe o amargo de boca de
se ver confrontado com a falta de ética científica dos principais
responsáveis do IPCC, pois estes cientistas-políticos ou
políticos-cientistas, como se queira, publicaram com distorções
e sem conhecimento de Richard o texto do relatório já aprovado
pelos colegas de trabalho. Richard Lindzen como cientista sério e
honesto, que se distingue do núcleo duro que tomou conta do IPCC,
demitiu-se da prestação científica dada ao IPCC. Aliás, até
hoje, não foi o único a tomar esta posição de verticalidade
intelectual. Muitos outros lhe seguiram o exemplo.
Tornou-se histórico o seu
depoimento, no Senado dos Estados Unidos da América, quando o
cabotino Al Gore o interrogou e tentava distorcer as afirmações
de Lindzen retorquindo: “O que V. Exa. quis dizer
foi…”.Sintomaticamente, o The
New York Times publicou, na
primeira página, as distorções e não as afirmações de
Lindzen, que se viu obrigado a redigir um desmentido. Também
sintomaticamente o desmentido de Lindzen foi atirado para o
interior do jornal. Lá como cá, também existem órgãos de
comunicação social enfeudados às teses do alarmismo climático.
A vantagem dos EUA é a existência de um forte culto da liberdade
de expressão, o que acaba por permitir a divulgação de todos os
pontos de vista, circunstância que não se observa em países como
o nosso, por exemplo, em que apenas uns quantos estão autorizados
a ter opinião. A politicamente correcta, obviamente.
Esclarece-se que Richard
Lindzen é um dos 100 signatários da carta aberta ao Secretário
Geral das Nações Unidas, de 13 de Dezembro de 2007, por ocasião
da Conferência de Bali, cujo tema era “A Conferência das Nações
Unidas sobre o Clima está a levar o mundo numa direcção
completamente errada”. A tradução desta carta foi publicada em
Anexo ao Prefácio do livro de Marlo Lewis Jr. “A
Ficção Científica de Al Gore“.
No mesmo livro, Lewis refere ainda Lindzen como autor do artigo
“Climate of Fear: Global warming
alarmists intimidate dissenting scientists into silence“,
publicado no Wall
Street Journal, em 12 de
Abril de 2006. A participação de Richard Lindzen na Segunda
Conferência Internacional sobre Alterações Climáticas,
veio demonstrar, se dúvidas houvesse, o alto nível desta
iniciativa do The Heartland
Institute.
Na sua importante
comunicação, de 8 de Março de 2009, Richard Lindzen declara que
o alarmismo climático foi desde sempre um movimento político
contra o qual tem sido necessário travar uma difícil batalha.
E,
uma vez que se dirige a uma plateia de cépticos, começa por dizer
que os opositores ao alarmismo climático devem ter em conta
algumas verdades simples. Em primeiro lugar, Lindzen adverte que
nem uma atitude céptica faz um bom cientista, nem uma atitude
concordante faz um mau cientista. Conhecendo-se o discurso da parte
contrária, pode dizer-se que a honestidade de Lindzen não
encontra paralelo em nenhum dos adeptos do global
warming.
Lindzen diz ainda que muitos
dos cientistas que ele respeita fazem parte do campo alarmista, mas
salienta que a actividade científica que lhe inspira esse respeito
não é a ligada ao global
warming. E admite que o facto de
esses cientistas abraçarem as teses do global
warming apenas lhes torna a vida
mais fácil. A este propósito, Lindzen deu o exemplo de Kerry
Emanuel, seu colega no MIT, que apenas se tornou conhecido quando
afirmou que os ciclones tropicais poderiam tornar-se mais intensos
com o aquecimento global. Depois disso, passou a ser inundado com
distinções profissionais.
Curiosamente, Kerry Emanuel
é referido por Marlo Lewis Jr. no Capítulo 6 do livro “A Ficção
Científica de Al Gore”, uma vez que Gore, em “Uma Verdade
Inconveniente”, e sob pretexto do furacão Katrina, recorre a
Kerry Emanuel para reclamar a “emergência de um forte consenso”
acerca da ideia de que o aquecimento global está a aumentar a
duração e intensidade dos furacões. Para azar de Gore, o próprio
Emanuel alertou contra as tentativas de associar o Katrina, ou
outras tempestades recentes no Atlântico, ao aquecimento global.
Depois, Lindzen chamou a
atenção para o caso de Carl Wunsch, outro colega do MIT,
especialista em oceanografia, o qual, apesar de virtualmente ter
questionado todas as afirmações alarmistas respeitantes ao nível
dos oceanos, à temperatura da água do mar e à modelação
oceânica, evita a todo o custo ser associado aos críticos do
global warming.
Mas, para Lindzen, o caso mais curioso é o de Wally Broecker, cujo
trabalho mostrou claramente que ocorrem mudanças súbitas do clima
sem influência antropogénica, mas que também abraça
vigorosamente as teses do alarmismo, daí retirando um elevado
reconhecimento.
Lindzen reconhece que existe
um grande número de cientistas que a propósito das alterações
climáticas emitem declarações ambíguas, ou sem um significado
claro, as quais podem ser distorcidas e aproveitadas pelos
alarmistas, mas como a propaganda alarmista pode convencer os
políticos a aumentar os fundos de financiamento, não existe
incentivo para protestar contra essas distorções. Lindzen
prossegue com a denúncia do comportamento de algumas instituições
académicas e reprova as ligações perversas entre cientistas e
responsáveis políticos, chamando a atenção para os perigos de
uma corrupção da Ciência induzida pela conquista de
financiamentos.
Enfim, poderíamos continuar
a referir passagens desta importante comunicação de Richard
Lindzen, mas o texto já está disponível online
e vale a pena ler na íntegra.
Fonte:www.reinaldoazevedo.blogspot.com
quarta-feira, 9 de maio de 2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
O pai da Web e um dos pais do Google dizem que controle da Internet é assustador
O pai da Web e um dos pais do Google dizem que controle da Internet é assustador
Por Susana Almeida RibeiroDuas das mais importantes figuras mundiais ligadas ao desenvolvimento da Internet nas últimas décadas - Tim Berners-Lee e Sergey Brin - defendem que as tentativas de controle e censura da Web que se têm multiplicado um pouco por todo o mundo são “perigosas” e “assustadoras”.
Ambos os especialistas em Internet falaram recentemente ao diário
“The Guardian”, num especial que este jornal britânico está a
conduzir acerca da batalha pelo controle da Internet a que se tem
assistido em todo o mundo e que está a ser protagonizado por
governos, empresas, estrategistas militares, ativistas e hackers.
Se em países como a China, a Arábia Saudita e o Irã as
censuras à atividade dos utilizadores são explícitas e
constantes, nos EUA e no Reino Unido a censura também tem começado
a anunciar-se, embora de outras formas. Na América foi a vez de a
Administração Obama ter apresentado duas propostas de lei, a SOPA
(Stop Online Piracy Act) e a PIPA (Protect IP Act), que têm como
alvo impedir o acesso a sites que violam os direitos de autor mas
que, potencialmente, ameaçam sites inócuos com conteúdos gerados
pelos próprios utilizadores, podendo em última análise ser uma
ameaça à liberdade de expressão e à inovação.
Paralelamente, está em marcha nos EUA a CISPA (Cyber Intelligence Sharing and Protection Act), que, caso venha a ser aprovada (a votação decorre na próxima semana), daria ao governo norte-americano opções e recursos adicionais para garantir a segurança das redes contra ataques e reforçar a luta contra a violação dos direitos de copyright.
No Reino Unido, a actual polêmica prende-se com a anunciada legislação com vista ao monitoramento em tempo real de toda a atividade online – o que inclui emails, navegação em sites, blogues e redes sociais.
Rapidamente os
detratores desta anunciada lei fizeram saber que o combate ao crime
e ao terrorismo está a converter-se em invasão de privacidade.
Esta teoria foi agora apoiada pelo homem que é considerado o “pai”
da Internet tal como a conhecemos hoje, Sir Tim Berners-Lee.
“Destruição dos direitos humanos”, diz Berners-Lee
Tim Berners-Lee, considerado o fundador da World Wide Web e cuja função atual é precisamente aconselhar o governo britânico sobre a forma de tornar os dados públicos mais acessíveis aos cidadãos, veio dizer em entrevista ao “The Guardian” que a extensão dos poderes de vigilância estatal a praticamente todos os domínios da Internet é uma “destruição dos direitos humanos” e que irá tornar vulnerável a uma eventual exposição pública uma grande quantidade de informação íntima.
“Se passar a ser possível monitorar a atividade de Internet, a quantidade de controle que se passa a ter sobre as pessoas é incrível. Fica-se a conhecer cada pormenor... De certa forma fica-se a conhecer pormenores mais íntimos sobre a vida de alguém do que as pessoas com quem esse alguém fala todos os dias, porque muitas vezes as pessoas confiam na Internet quando procuram informações em sites médicos... ou por exemplo quando um adolescente procura na Internet informações sobre homossexualidade...”, descreve o engenheiro informático.
“A ideia de que, rotineiramente, devemos guardar informação acerca de pessoas é obviamente muito perigosa. Isso significa que passará a informação que poderá ser roubada, adquirida através de funcionários corruptos ou operadoras corruptas e usada, por exemplo, para chantagear pessoas do governo ou do Exército. Arriscamo-nos a que haja abusos se armazenarmos estas informações”, alertou o especialista.
Tim Berners-Lee considerou ainda que, se o governo considera ser essencial armazenar todo o tipo de informações sensíveis acerca dos seus cidadãos, então é necessário criar um “organismo fortemente independente”, que averiguaria - de forma isenta - se as informações recolhidas são ou não válidas em termos de ameaça à segurança nacional.
Porém, tal como está neste momento, a legislação “deve ser travada”, disse claramente Berners-Lee ao “The Guardian”.
Paralelamente, está em marcha nos EUA a CISPA (Cyber Intelligence Sharing and Protection Act), que, caso venha a ser aprovada (a votação decorre na próxima semana), daria ao governo norte-americano opções e recursos adicionais para garantir a segurança das redes contra ataques e reforçar a luta contra a violação dos direitos de copyright.
No Reino Unido, a actual polêmica prende-se com a anunciada legislação com vista ao monitoramento em tempo real de toda a atividade online – o que inclui emails, navegação em sites, blogues e redes sociais.
“Destruição dos direitos humanos”, diz Berners-Lee
Tim Berners-Lee, considerado o fundador da World Wide Web e cuja função atual é precisamente aconselhar o governo britânico sobre a forma de tornar os dados públicos mais acessíveis aos cidadãos, veio dizer em entrevista ao “The Guardian” que a extensão dos poderes de vigilância estatal a praticamente todos os domínios da Internet é uma “destruição dos direitos humanos” e que irá tornar vulnerável a uma eventual exposição pública uma grande quantidade de informação íntima.
“Se passar a ser possível monitorar a atividade de Internet, a quantidade de controle que se passa a ter sobre as pessoas é incrível. Fica-se a conhecer cada pormenor... De certa forma fica-se a conhecer pormenores mais íntimos sobre a vida de alguém do que as pessoas com quem esse alguém fala todos os dias, porque muitas vezes as pessoas confiam na Internet quando procuram informações em sites médicos... ou por exemplo quando um adolescente procura na Internet informações sobre homossexualidade...”, descreve o engenheiro informático.
“A ideia de que, rotineiramente, devemos guardar informação acerca de pessoas é obviamente muito perigosa. Isso significa que passará a informação que poderá ser roubada, adquirida através de funcionários corruptos ou operadoras corruptas e usada, por exemplo, para chantagear pessoas do governo ou do Exército. Arriscamo-nos a que haja abusos se armazenarmos estas informações”, alertou o especialista.
Tim Berners-Lee considerou ainda que, se o governo considera ser essencial armazenar todo o tipo de informações sensíveis acerca dos seus cidadãos, então é necessário criar um “organismo fortemente independente”, que averiguaria - de forma isenta - se as informações recolhidas são ou não válidas em termos de ameaça à segurança nacional.
Porém, tal como está neste momento, a legislação “deve ser travada”, disse claramente Berners-Lee ao “The Guardian”.
Esta oposição aberta à legislação
por parte de uma figura com tanto peso como Berners-Lee está com
certeza a criar “dores de cabeça” à ministra britânica do
Interior, Theresa May, que já fez saber que as medidas vão mesmo
avançar no próximo mês, após o discurso da rainha, agendado para
9 de Maio.”É assustador”, diz Brin
Tal como Berners-Lee, também Sergey Brin - um dos fundadores do Google - é um defensor de uma “Internet aberta” e um crítico de todos aqueles que tentam atacar esses princípios de abertura.
Na entrevista ao “The Guardian”, Brin alertou para o fato de haver “forças muito poderosas que se arregimentaram contra a Internet aberta, em todas as frentes e em todo o mundo”. “Estou agora mais preocupado que nunca. É assustador”, reforçou.
Na sua opinião, a ameaça à liberdade da Internet deriva de uma combinação de governos que, cada vez mais, tentam controlar a comunicação dos seus cidadãos, da indústria de entretenimento, que tenta acabar com a pirataria, e do crescimento de “jardins murados restritivos” como o Facebook e as aplicações da Apple, que controlam de forma muito apertada o software lançado nas suas plataformas.
O bilionário de 38 anos - cuja família fugiu do anti-semitismo que reinava na antiga União Soviética - é considerado a força motriz por detrás da saída do Google da China, em 2010, por causa das generalizadas tentativas de controle e censura por parte do regime de Pequim e também por causa dos constantes ciberataques.
Há cinco anos, Brin disse não acreditar que a China ou qualquer outro país pudesse restringir, efetivamente, a Internet, mas o criador do Google indica agora que já percebeu que estava enganado: “Achei que não havia maneira de pôr o gênio outra vez dentro da garrafa, mas agora parece - em algumas áreas - que o gênio já foi posto dentro da garrafa!”.
Para além de se preocupar com a censura à Internet em países como a China, Arábia Saudita e Irã, o criador do Google mostrou-se igualmente preocupado com a situação nos EUA, reconhecendo que muitas pessoas estão preocupadas com a quantidade de informação delas próprias que neste momento já está nas mãos das autoridades uma vez que está armazenada em servidores do Google.
Brin esclareceu que a sua empresa é forçada, periodicamente, a fornecer dados dos seus utilizadores às autoridades e, algumas vezes, é mesmo proibida - por meios legais - de notificar os seus utilizadores que o fez. “Lutamos muito contra isto e conseguimos muitas vezes não obedecer a estes pedidos. Fazemos tudo o que está ao nosso alcance para proteger os dados. Se pudéssemos (...) não estar sujeitos às leis norte-americanas, isso seria ótimo. Se pudéssemos estar numa jurisdição mágica na qual todas as pessoas do mundo confiassem, isso seria ótimo... Estamos a fazer isso o melhor possível”, disse.
Brin alertou ainda para a forma fechada de operar das plataformas Apple e do Facebook, que na sua opinião dividem a Web. “Por exemplo, toda a informação contida nas aplicações - essa informação não é ‘rastreável’. Não é possível fazer buscas por ela”.
Brin indicou ainda que ele e o seu companheiro de criação do Google, Larry Page, não teriam hoje sido capazes de criar o gigante tecnológico que fundaram em 1998 se a Internet já estivesse dominada pelo Facebook. “Temos que jogar de acordo com as regras deles, que são realmente restritivas. O tipo de ambiente em que desenvolvemos o Google - e a razão pela qual conseguimos desenvolver um motor de busca - era muito aberto. A partir do momento em que há demasiadas regras, isso reprime a inovação”.
Tal como Berners-Lee, também Sergey Brin - um dos fundadores do Google - é um defensor de uma “Internet aberta” e um crítico de todos aqueles que tentam atacar esses princípios de abertura.
Na entrevista ao “The Guardian”, Brin alertou para o fato de haver “forças muito poderosas que se arregimentaram contra a Internet aberta, em todas as frentes e em todo o mundo”. “Estou agora mais preocupado que nunca. É assustador”, reforçou.
Na sua opinião, a ameaça à liberdade da Internet deriva de uma combinação de governos que, cada vez mais, tentam controlar a comunicação dos seus cidadãos, da indústria de entretenimento, que tenta acabar com a pirataria, e do crescimento de “jardins murados restritivos” como o Facebook e as aplicações da Apple, que controlam de forma muito apertada o software lançado nas suas plataformas.
O bilionário de 38 anos - cuja família fugiu do anti-semitismo que reinava na antiga União Soviética - é considerado a força motriz por detrás da saída do Google da China, em 2010, por causa das generalizadas tentativas de controle e censura por parte do regime de Pequim e também por causa dos constantes ciberataques.
Há cinco anos, Brin disse não acreditar que a China ou qualquer outro país pudesse restringir, efetivamente, a Internet, mas o criador do Google indica agora que já percebeu que estava enganado: “Achei que não havia maneira de pôr o gênio outra vez dentro da garrafa, mas agora parece - em algumas áreas - que o gênio já foi posto dentro da garrafa!”.
Para além de se preocupar com a censura à Internet em países como a China, Arábia Saudita e Irã, o criador do Google mostrou-se igualmente preocupado com a situação nos EUA, reconhecendo que muitas pessoas estão preocupadas com a quantidade de informação delas próprias que neste momento já está nas mãos das autoridades uma vez que está armazenada em servidores do Google.
Brin esclareceu que a sua empresa é forçada, periodicamente, a fornecer dados dos seus utilizadores às autoridades e, algumas vezes, é mesmo proibida - por meios legais - de notificar os seus utilizadores que o fez. “Lutamos muito contra isto e conseguimos muitas vezes não obedecer a estes pedidos. Fazemos tudo o que está ao nosso alcance para proteger os dados. Se pudéssemos (...) não estar sujeitos às leis norte-americanas, isso seria ótimo. Se pudéssemos estar numa jurisdição mágica na qual todas as pessoas do mundo confiassem, isso seria ótimo... Estamos a fazer isso o melhor possível”, disse.
Brin alertou ainda para a forma fechada de operar das plataformas Apple e do Facebook, que na sua opinião dividem a Web. “Por exemplo, toda a informação contida nas aplicações - essa informação não é ‘rastreável’. Não é possível fazer buscas por ela”.
Brin indicou ainda que ele e o seu companheiro de criação do Google, Larry Page, não teriam hoje sido capazes de criar o gigante tecnológico que fundaram em 1998 se a Internet já estivesse dominada pelo Facebook. “Temos que jogar de acordo com as regras deles, que são realmente restritivas. O tipo de ambiente em que desenvolvemos o Google - e a razão pela qual conseguimos desenvolver um motor de busca - era muito aberto. A partir do momento em que há demasiadas regras, isso reprime a inovação”.
Pode-se argumentar que Brin terá
palavras duras contra o Facebook porque este site se tornou
rapidamente num gigante mundial - com cerca de 850 milhões de
utilizadores ativos em todo o mundo - e num poderoso rival do Google
em vésperas de se estrear na bolsa.Mas Berners-Lee também há muito
que vem alertando para o perigo da dominância da Internet por
“silos” como o Facebook e as aplicações fechadas da Apple. Já
em 2010 Berners-Lee tinha chamado a atenção para este problema,
permanecendo atualmente preocupado com a criação de “fortes
monopólios”. Berners-Lee acredita, porém, que é improvável que
gigantes como o Facebook possam gozar do seu império
indefinidamente. “(...) As coisas estão em mudança contínua, por
isso é muito difícil dizer (...) como é que isto vai estar daqui a
uns meses”.
Fonte:
http://www.publico.pt/Tecnologia/
segunda-feira, 7 de maio de 2012
O aparato global de espionagem: Vocês são todos suspeitos agora. O que você vai fazer a respeito disso?
O aparato global de espionagem: Vocês
são todos suspeitos agora. O que você vai fazer a respeito disso?
Por John Pilger
Vocês todos são potenciais
terroristas. Não importa se você vive na Inglaterra, Estados
Unidos, Austrália ou Oriente Médio. A cidadania está efetivamente
abolida. Ligue seu computador e o Centro de Operações do
Departamento Nacional de Segurança Interna pode monitorar se você
está digitando não simplesmente "al-Qaeda", mas
"exercício", "instrução", "onda",
"iniciativa" e "organização": todas palavras
proscritas. O anúncio do governo britânico de que pretende espionar
cada email e chamada telefônica está ultrapassado. O satélite
aspirador de pó conhecido como Echelon tem feito isso por anos. O
que mudou é que um estado de guerra permanente foi lançado pelos
Estados Unidos e o estado policial está consumindo a democracia
ocidental.
O que você vai fazer a respeito disso?
Na Inglaterra, em instruções da CIA,
tribunais secretos vão lidar com "suspeitos de terror". O
Habeas Corpus está morrendo. A Corte Europeia de Direitos Humanos
determinou que cinco homens, incluindo três cidadãos britânicos,
podem ser extraditados para os Estados Unidos, embora ninguém,
exceto um deles, tenha sido acusado por um crime. Todos foram
aprisionados por anos sob o Tratado de Extradição Estados
Unidos/Inglaterra que foi assinado um mês depois da invasão
criminosa do Iraque. A Corte Europeia tinha condenado o Tratado como
suscetível de conduzir a "punição cruel e incomum". Um
dos homens, Babar Ahmad, foi recompensado com 63.000 libras por 73
lesões registradas que ele sofreu sob a custódia da polícia
metropolitana. Abuso sexual, a assinatura do fascismo, estava no topo
da lista. Um outro homem é um esquizofrênico que sofreu um total
colapso mental e está no hospital de segurança de Broadmoor; um
outro é um risco de suicídio. Para a terra dos homens livres eles
vão -- junto com o jovem O'Dwyer, que enfrenta 10 anos com algemas e
um macacão laranja porque supostamente infringiu direitos autorais
americanos na internet.
Como a lei é politizada e
americanizada, esses disfarces não são atípicos. Na sustentação
da acusação de um estudante da Universidade de Londres, Mohammed
Gul, por disseminar 'terrorismo' na internet, os juízes da corte de
apelação de Londres determinaram que "atos...contra as forças
armadas de um Estado em qualquer lugar do mundo que procurassem
influenciar um governo e fossem feitos por propósitos políticos"
agora eram crime. Chamar para o banco dos réus Thomas Paine, Aung
San Suu Kyi, Nelson Mandela.
O que você vai fazer a respeito disso?
O prognóstico é claro agora: A
malignidade que Norman Mailer chamou "pré-fascista" se
espalhou. O procurador geral dos Estados Unidos, Eric Holder, defende
o "direito" de seu governo de assassinar cidadãos
americanos. Israel, o protegido, está permitido a apontar suas
ogivas ao Irã sem ogivas. Nesse mundo de espelhos, a mentira é
panorâmica. O massacre de 17 civis afegãos em 11 de março,
incluindo pelo menos nove crianças e quatro mulheres, é atribuído
a um soldado americano "perigoso". A "autenticidade"
disso é atestada pelo próprio presidente Obama, que tinha "visto
um vídeo" e o considera como "prova conclusiva". Uma
investigação parlamentar independente afegã produz testemunhas que
dão provas detalhadas de pelo menos 20 soldados, ajudados por um
helicóptero, destruindo suas vilas, matando e estuprando: um padrão,
se marginalmente um "ataque noturno" mais mortífero das
forças especiais.
Tire a tecnologia de matar estilo
videogame, a contribuição americana para a modernidade, e o
comportamento é o tradicional. Imersos na justiça dos quadrinhos,
mal ou brutalmente treinados, frequentemente racistas, obesos e
guiados por uma classe de oficiais corruptos, as forças americanas
transferem o homicídio doméstico para lugares distantes cujas lutas
empobrecidas eles não podem compreender. Uma nação fundada no
genocídio das populações nativas nunca abandona o hábito. Vietnam
foi o "território indígena" e suas "brechas" e
"asiáticos" eram para ser "desintegrados".
desintegração de centenas na maior
parte de crianças e mulheres nas aldeias vietnamitas de My Lai em
1968 foi também um incidente "vagabundo" e, grossamente,
uma "tragédia americana" (A matéria de capa da Newsweek).
Somente um dos 26 homens julgados foi condenado e foi libertado pelo
presidente Richard Nixon. My Lai está na província de Quang Ngai
onde, como eu aprendi como repórter, um número estimado de 50.000
pessoas foram mortas pelas tropas americanas, a maior parte no que
eles chamaram de "zonas de fogo livre". Esse era o modelo
da guerra moderna: assassinato industrial.
Como no Iraque e na Líbia, o
Afeganistão é um parque temático para os beneficiários da nova
guerra permanente da América: OTAN, os armamentos e empresas de alta
tecnologia, a mídia e a indústria de "segurança" cuja
contaminação lucrativa é uma doença contagiosa na vida cotidiana.
A conquista ou "pacificação" do território é
importante. O que importa é a pacificação de você, o cultivo de
sua indiferença.
O que você vai fazer a respeito disso?
A descida para o totalitarismo tem
marcos. A qualquer dia agora, a Suprema Corte em Londres decidirá se
o editor da Wikileaks, Julina Assange, vai ser extraditado para a
Suécia. Caso este apelo final falhe, esse facilitador de contar a
verdade em escala épica, que não é acusado de nenhum crime,
enfrenta confinamento na solitária e interrogatório sobre ridículas
alegações sexuais. Graças a um acordo secreto entre Estados Unidos
e Suécia, ele pode ser "emprestado" a um gulag americano a
qualquer momento. Em seu próprio país, a Austrália, a primeiro
ministro Júlia Gillard conspirou com os de Washington que ela chama
seus "verdadeiros colegas" para assegurar que seu inocente
concidadão seja equipado com seu macação laranja em caso de ele
voltar para casa. Em fevereiro, seu governo escreveu uma "Emenda
Wikileaks" para o tratado de extradição entre Austrália e EUA
que torna mais fácil para seus "colegas" por suas mãos
nele. Ela até deu a eles o poder de aprovação sobre a liberdade de
busca de informações, de forma que o mundo exterior possa ser
enganado, como é habitual.
O que você vai fazer a respeito disso?
Fonte: www.globalresearch.ca
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