quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O homem é uma “espécie invasora”? Sua inteligência e sua civilização uma desgraça para o planeta?

O homem é uma “espécie invasora”? Sua inteligência e sua civilização uma desgraça para o planeta?


Por vezes, o tratamento que o ambientalismo dispensa ao homem e à civilização atinge abismos que parecem demasia anti-humana.

Certos arautos desse movimento ostentam uma ferocidade estarrecedora. Na coluna ao lado há alguns exemplos.

Essa predisposição anti-humana é descrita, também, no artigo “Ser humano: espécie invasora?” do Dr. José Eustáquio Diniz Alves, colunista do Portal EcoDebate, Doutor em demografia e professor titular do mestrado em Estudos Populacionais e Pesquisas Sociais da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE.

De início, o articulista constata um fato reconhecido desde os filósofos gregos pelo menos, passando por São Tomás de Aquino até nossos dias:

O corpo humano quando comparado com o dos animais patenteia inferioridade de recursos para a supervivência. O homem nasce muito débil sem poder se alimentar a si próprio. Sua pele é delicada: não tem couro, pelo, plumas ou outra proteção. Não nada, não voa, não corre muito, não tem garras, venenos ou outros recursos para se defender ou pegar animais.

Entretanto, ele possui algo muito mais poderoso: a inteligência que lhe permite raciocinar, criar, desenvolver culturas e civilizações e dominar a natureza. Plantar, caçar e domesticar animais, pescar, fazer uma casa aconchegante, fundar cidades, melhorar as condições de vida em todos os sentidos.

Até aqui a concordância de uns e outros é muito grande. Porém, na hora de emitir um juízo sobre essa inteligência o ambientalismo assume uma atitude vertiginosamente contrária ao senso comum.

Possuir inteligência foi para os grandes filósofos da Antiguidade o sinal da natureza espiritual e do destino imortal do homem.

Para a teologia bíblica hebraico-cristã, foi sempre a prova de que o homem está dotado de uma alma espiritual destinada a viver eternamente e atingir a contemplação gozosa do próprio Deus. Por isso mesmo, o homem é posto no centro e tido rei da Criação.

A inteligência é o próprio fundamento de todo direito da natureza humana.
Ato pela "libertação animal"

Porém, o ambientalismo apregoa uma visão em tudo oposta: essa característica exclusiva do homem que o enobrece por cima de todo animal ou vegetal seria uma espécie de desgraça ou maldição para o planeta.

Assim apresenta essa interpretação o prof. José Eustáquio Diniz Alves no referido artigo, após descrever as fases presumidas da expansão humana sobre a face da Terra:
“A natureza do continente americano sofreu muito com a chegada humana, especialmente após o crescimento do volume de pessoas.

“Por exemplo, as migrações humanas que chegaram à ilha de Páscoa (Rapa Nui), pertencentes atualmente ao Chile, acabaram por destruir a natureza local e a própria civilização da terra dos Moais.

“A civilização Nasca no Peru, além de fazer as famosas linhas de Nasca, contribuíram para a degradação ambiental ao cortar as árvores locais que resistiam à pouca precipitação pluviométrica.

“Mas foi após a chegada de Cristóvão Colombo que os danos ao meio ambiente se intensificaram e a crise ambiental se agravou progressivamente.

“Em Galápagos, os equatorianos, durante mais de um século, mataram as tartarugas para fazer óleo e iluminar as cidades (como Guayaquil e Quito).

“Das diversas espécies de tartarugas, uma tem uma dramática extinção, pois só havia sobrado o “solitário George” (último exemplar da espécie), que morreu no mês passado.

“Além disto, houve a introdução de diversas espécies invasores de plantas e bichos que destruíram grande parte da riqueza natural do arquipélago.

“Em dimensão bem maior, os Estados Unidos da América (EUA) são campeões mundiais de destruição ambiental e estão afetando, não só o seu território, mas o clima do Planeta.

“No Brasil, 93% da Mata Atlântica foi destruída a ferro e fogo.

“Outros biomas, como o Cerrado, os Pampas e a Amazônia estão indo pelo mesmo triste caminho.

Os rios das grandes cidades foram destruídos ou simplesmente viraram canais de esgoto, como os rios Tietê, Carioca e Arrudas, respectivamente, em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Os exemplos do impacto negativo da população humana são muitos e dramáticos.


A destruição do solo, das águas e do ar se espalha com grande velocidade, destruindo a riqueza biológica e as espécies nativas e endêmicas.


Por isto, alguns pensadores estão reavaliando o papel das migrações e até considerando o ser humano uma espécie invasora.

“As espécies invasoras são aquelas oriundas de outra região ou bioma, e que se adaptam e proliferam muito bem no novo ambiente, competindo com as espécies nativas por nutrientes, luz solar e espaço físico.

“Em geral, elas modificam o ecossistema original e reduzem a biodiversidade. Por falta de predadores naturais, as espécies invasores multiplicam sua presença como uma praga.

“Por exemplo, o filósofo britânico John Gray, em entrevista à revista Época (29/05/2006), apresenta um prognóstico pessimista sobre a humanidade:
A espécie humana expandiu-se a tal ponto que ameaça a existência dos outros seres. Tornou-se uma praga que destrói e ameaça o equilíbrio do planeta.

“E a Terra reagiu.
O processo de eliminação da humanidade já está em curso e, a meu ver, é inevitável.


“Vai se dar pela combinação do agravamento do efeito estufa com desastres climáticos e a escassez de recursos.

A boa notícia é que, livre do homem, o planeta poderá se recuperar e seguir seu curso”.

O homo sapiens – majora o prof. José Eustáquio Diniz Alves – utilizou o cérebro para construir uma avançada civilização planetária, mas tem utilizado a sua inteligência de maneira instrumental e egoísta.


O impacto humano já ultrapassou a capacidade de regeneração de todos os continentes.

“Não há mais fronteiras para novas migrações.

Será que o homo sapiens que se espalhou pelo Planeta (chegando por último ao continente americano) pode ser classificado como uma espécie invasora?

“Ou haverá uma forma evitar seus efeitos daninhos?”
A pregação dessas visualizações tão depreciativas do ser humano, não pressagia catástrofes tal vez iguais ou comparáveis às descritas no “Livro Negro do Comunismo”, precedidas elas também por ideologias que reduzem o homem a mais um animal, puramente material, em evolução?


Postado por Luis Dufaur

Fonte: Verde: a cor nova do comunismo

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terça-feira, 7 de agosto de 2012

A Nova Ordem Mundial e a Lei Marcial dos EUA

Entra em vigor na Rússia polêmica lei que censura sites

Folha de S.Paulo

Entra em vigor na Rússia polêmica lei que censura sites

DA FRANCE-PRESSE, EM MOSCOU 

Uma polêmica lei russa sobre "listas negras" de sites na internet entrou em vigor nesta segunda-feira, com o objetivo anunciado de proteger os menores de idade de "informações perigosas", mas analistas temem que sirva para o governo censurar os internautas. 

Ali Jarekji/Reuters
Vladimir Putin, presidente da Rússia, num evento em junho

A lei, promulgada no sábado pelo presidente Vladimir Putin e publicada nesta segunda-feira no "Diário Oficial", prevê a criação de um registro federal que regulamente a atividade dos sites com informações proibidas pela lei, o que obrigará os proprietários ou provedores de acesso a fechar os endereços. 
 
Aprovada em meados de julho pelo parlamento russo, a lei busca reprimir os portais que divulgam pornografia de caráter pedófilo, assim como os endereços que promovem o consumo de drogas ou apresentam conselhos de suicídios, mas muitos analistas suspeitam que o governo deseja censurar a internet na Rússia. 

Em menos de três meses, Vladimir Putin, que retornou em maio ao Kremlin, reforçou o controle sobre a sociedade civil russa, após inédito movimento de críticas, com a adoção de uma série de leis consideradas repressivas pela oposição.

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domingo, 5 de agosto de 2012

Canibalismo na China hoje, direito humano amanhã?

National emblem of the People's Republic of ChinaNational emblem of the People's Republic of China (Photo credit: Wikipedia)

Canibalismo na China hoje, direito humano amanhã?

A China deu a partida a uma série de notícias recentes sobre repugnantes fatos de canibalismo, não apenas entre pagãos incultos, mas entre ocidentais ex-cristãos.

De início, a polícia da Coréia do Sul interceptou carregamentos de cápsulas com aparência de medicamentos, contendo carne humana seca, verossimilmente de fetos, proveniente do gigante socialista. Seu destino provável era alimentar o mercado de afrodisíacos...

A China negou a denúncia, mas logo depois a polícia deteve Zhang Yongming, 56, na província de Yunnan, suspeito de ter assassinado e decepado 20 jovens. Ele vendia depois os horrendos “cortes” como “carne de avestruz”, entregando os restos aos cachorros. As macabras revelações vieram à luz na imprensa de Hong-Kong.

A imprensa oficial e a Internet da China nada disseram. Mas, segundo a revista francesa “Le Point", o silêncio se deveu à pesada censura do governo, que caiu também sobre esse assunto.

Qualquer procura pelas palavras “Yunnan” ou “desaparecidos” não forneciam resultado algum, por causa da “Muralha de fogo” da censura.

canibalchinês“Zhang Yongming (foto) é um monstruo canibal”, diziam os moradores de sua cidade. Alguns diziam ter visto sacos de plástico verde pendurados na casa do criminoso, onde podiam se perceber ossos humanos.

Segundo o jornal “The Standard”, de Hong-Kong, a polícia descobriu na casa de Zhang dezenas de glóbulos oculares conservados em garrafas de licor e, pendurados, pedaços de carne humana secando.

O canibalismo é um tema sensível na China, por ter sido muito praticado durante o Grande Salto Adiante de Mao Tse Tung, nos anos 50. Na ocasião, a reforma agrária e a industrialização forçada causaram dezenas de milhões de mortes por fome. E, no desespero, essa prática atroz se generalizou.

Mas não foi só o desespero. Em certos casos o “canibalismo político” de inimigos da revolução comunista foi exigido como prova de fidelidade e adesão ao regime marxista durante a Revolução Cultural dos anos 1966-1976, acrescentou “Le Point”.

O Instituto pela Unificação Nacional – KINU, da Coreia do Sul, expôs em seu Livro Branco sobre os Direitos do Homem na Coreia do Norte a existência de tão horríveis práticas nesse genuíno satélite da China.

O Instituto baseia suas conclusões num aprofundado inquérito realizado em 2011, que recolheu o testemunho de 230 fugitivos da Coreia comunista. Entre 2006 e 2011, foram apurados pelo menos três casos de execuções públicas com a finalidade de obter carne para o canibalismo. Os refugiados e testemunhas falaram da venda de carne humana em mercados fingindo ser carne de ovelha.

O relatório cita casos de pais de família que mataram seus filhos para usá-los como alimento. Em 2011, a missão Caleb, realizada por missionários sul-coreanos, obteve documento da polícia norte-coreana de 2009, dando a entender que a prática estava muito mais estendida do que se supunha numa população que vive na penúria alimentar extrema.

De acordo como o Programa Alimentar Mundial – PAM da ONU, em 2011 cerca de seis milhões de norte-coreanos estavam gravemente ameaçados pela fome. No outono de 2011, ONGs que mantêm contato com redes de opositores obtiveram dados que confirmam esses panoramas autenticamente socialistas.

Os próprios membros do exército roubam aos civis suas magras “bolsas” para se alimentarem, informou o “Daily HK” site da Coreia do Sul.

O diário parisiense “Le Figaro” acrescentou que a ONG Citizens Alliance for North Korean Human Rights – NKHR recolheu outros testemunhos de fatos análogos acontecidos em situações de fome enlouquecedora.

No caso de um homem que devorou a própria filha “a população tinha pena dele, porque a fome te deixa louco, ela te transforma num animal”, explicou Kim Eun-sun, que era criança na época e lembra do homem fora de si. Kim conseguiu fugir e estuda hoje em Seul, mas seu pai foi morto pela fome.

O que não são explicáveis pela fome são os recentes casos de canibalismo acontecidos nos EUA e na Europa. O mais clamoroso deles aconteceu em Miami, onde um drogado nu devorava embaixo de uma ponte outro homem nu e inconsciente, porém vivo.

O canibal não reagiu à ordem da polícia, que só pôs fim ao atentado matando o drogado na hora em que ele devorava um olho da vítima. Esta foi levada ao hospital com 80% do rosto danificado.

Entrementes, o canibalismo se anuncia como uma nova fronteira a ser conquistada pelos “direitos humanos”. Alguns antropólogos encerrados em suas bibliotecas dos EUA e da Europa defendem a prática quando acontece no contexto de uma “cultura tradicional”, leia-se indígena.

Alguns outros, em entrevistas ou artigos acadêmicos, avançam a teoria de o canibalismo ser válido se consentido pela vítima. O caso do canibal de Kassel, na Alemanha – que acabou sendo libertado pela justiça –deu pano para a manga na discussão dessa monstruosa teoria.

A referida teoria faz também fugazes aparições em desenvolvimentos ambientalistas radicais que falam de uma Terra cujos recursos naturais estão esgotados e cuja população seria super-excessiva, devendo ser drasticamente reduzida para garantir o futuro do planeta.

A entrada e o desenvolvimento de um “novo direito humano” costumam seguir um percurso bastante definido. Após seus teorizadores falarem muito dele nas nuvens, é a vez de a mídia espalhar, em sucessivas ondas, fatos que sugerem que a chocante prática está mais generalizada do que se pensa.

Por fim, grupelhos radicais de “direitos humanos” começam a reclamar o reconhecimento da prática abominável apenas em certos casos.

E os “certos casos” depois vão crescendo em extensão até o momento em que os propagandistas do “novo direito humano” acham que a opinião pública já está bastante “amaciada” para aceitar a aberração.

Chega então o momento de os órgãos da ONU, do Parlamento Europeu e dos PNDHXYZ assumirem a nova bandeira. O resto da história, já conhecemos...

Fonte: www.midiasemmascara.org




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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Bilionário russo pretende propiciar a imortalidade humana a partir de 2045

Cérebro Humano (B&W)Cérebro Humano (B&W) (Photo credit: Wikipedia)

Bilionário russo pretende propiciar a imortalidade humana a partir de 2045

Bilionário russo pretende propiciar a imortalidade humana a partir de 2045

O magnata tem a intenção de alojar mentes artificiais humanas em avatares holográficos que durem para todo o sempre! 
 

Um magnata russo está planejando alcançar a imortalidade cibernética dentro dos próximos 33 anos. A ideia é muito mais séria do que pode parecer à primeira vista, tanto é, que o multimilionário do país da vodka já tem uma equipe inteira de profissionais trabalhando no desenvolvimento de unidades holográficas funcionais, com capacidade de carregar um cérebro artificial humano. Agora, o russo está tentando reunir mais bilionários ao redor do mundo interessados em colaborar financeiramente com o intento.

O homem por trás do projeto “2045 Initiative” — descrita como uma Organização Sem Fins-Lucrativos — é Dmitry Itskov. A lista de metas e prazos que o russo estipulou para o desenvolvimento da obra é um tanto ambiciosa. Segundo a imagem acima, divulgada no site oficial do projeto, as ações preteridas são as seguintes:
  • Até 2020: a criação, com sucesso, de um avatar para o qual um cérebro humano possa ser transplantado
  • Até 2025: conseguir transplantar com sucesso o cérebro de uma pessoa no final da vida para o avatar. 

  • Até 2030: criar um cérebro artificial.
  • Até 2035: conseguir, com sucesso, transplantar o cérebro artificial para o avatar.
  • Até 2040: a criação de um corpo holográfico.
  • Até 2045: finalmente transplantar o cérebro artificial humano para o avatar holográfico, representando o ser imortal. 
No entanto, o conceituado engenheiro Dario Borghino, da Polytechnic University of Turin, alertou a ideia do projeto para o fato que, em muitas vezes, as tecnologias mais improváveis se tornam mais fáceis de serem aceitas quando se olhamos para um futuro distante. 

Contudo, se pensarmos com racionalidade, 2045 não está tão longe assim... “Então, qual a probabilidade de um projeto desse ter sucesso?”


Fonte: www.tecmundo.com.br
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segunda-feira, 30 de julho de 2012

O que é o ambientalismo? 4, 1ª parte – De Woodstock ao niilismo: toma corpo o movimento verde


O que é o ambientalismo? 4, 1ª parte – De Woodstock ao niilismo: toma corpo o movimento verde

Rio+20 o longo caminho desde Woodstock
Foto Marcello Casal Jr-ABR


Dando continuidade à série sobre a história do movimento ambientalista, abordamos finalmente, o período mais recente desse movimento.

Mais precisamente desde o início dos anos 70, marcados pela explosão hippy e as transformações operadas no catolicismo em virtude da aplicação do Concílio Vaticano II.

Julgamos que poucas visões de síntese desse período histórico tão denso e decisivo do movimento ambientalista foram tão ricas em documentação quanto o trabalho do jornalista Robert James Bidinotto, “Ambientalismo, o inimigo da liberdade nos anos 90”.

Bidinotto adquiriu nomeada escrevendo para o “Reader’são Digest” sobre questões ligadas à justiça criminal, ao ambientalismop e à filosofia. No artigo que reproduzimos a continuação ele reúne felizmente exigência crítica e uma linguagem ágil mas respeitosa que torna accesível o intrincado assunto.

Tentamos tirar excertos do longo trabalho de Bidinotto. Mas, no fim julgamos mais prudente conservá-lo quase na integridade e dividí-lo em três post sucessivos. A riqueza de dados justifica a opção.

O artigo original em inglês pode ser compulsado na integra neste endereço: Robert James Bidinotto, “Environmentalism: Freedoms Foe for the 90s” (“The Freeman”, November 1990 • Volume: 40 • Issue: 11)
Ambientalismo, o inimigo da liberdade nos anos 90

Filhos de Rousseau

Por ocasião do primeiro “Dia da Terra”, em 1970, alguns jovens, intimidados pelo ritmo e pela complexidade da vida moderna, procuraram uma solução: revoltar-se ou retirar-se. Destruir “o sistema” ou retirar-se para as alturas das Montanhas Rochosas do Colorado.

Filhos de Rousseau, eles pregavam a bondade inerente à natureza intocada, e à emoção indisciplinada; a influência corruptora da razão, da cultura e da civilização; a igualdade econômica e a participação democrática em pequena escala; a infalibilidade mística da vontade coletiva e o sacrifício do indivíduo ao grupo.

Unia-os o ódio contra o inimigo comum: o americano moderno e a sociedade capitalista.
Woodstock, 1969, estado de Nova York
Enquanto a maioria de seus contemporâneos moderados se tornavam arquitetos, contadores e vendedores de automóveis, um pequeno conjunto de líderes — o resíduo Rousseauneano da geração Woodstock — nunca superou seu fundamental alheamento e hostilidade cultural.

Nunca tiveram o menor interesse pelos valores básicos aceitos pelo comum das pessoas. Durante vinte anos, permaneceram em efervescência nas bordas da sociedade. Agora, como abutres sentindo um animal ferido, apertam o cerco em torno de uma cultura vulnerável.

Este pequeno grupo de fanáticos estabelece as premissas morais do movimento ambientalista de hoje.

Ao contrário das opiniões de muitas pessoas decentes que se qualificam como ambientalistas, ou mesmo a maioria daqueles que entram em grupos ambientalistas, o quadro de liderança não está primariamente interessado em ar puro, terras, água, recursos abundantes, ou em resolver controvertidas reivindicações sobre seu uso.

Eles têm um programa bem diferente.

Antes de continuar, devo esclarecer um ponto muito importante. Estou adotando enfaticamente uma postura de não contestação ante o fato de que as preocupações com o meio-ambiente sejam triviais ou errôneas.
A poluição, o uso exagerado de vários recursos naturais, o lixo tóxico, e outros tópicos relacionados com a preservação do meio-ambiente são legítimos.

Entretanto esses problemas aparecem, não devido a um fracasso do sistema de mercado livre, mas do fracasso em aplicar, em primeiro lugar, os princípios da economia de mercado à administração das fontes de recursos naturais.
Rio+20: cultos esotéricos em evento paralelo
Eles veem a cruzada ambientalista, não como uma maneira de reformar a sociedade moderna, mas de escapar dela e de obliterá-la. Estes pagãos e Druidas contemporâneos marcham sob a bandeira dos “Estilos de Vida Verdes” e do “biocentrismo”.

Um ambientalista itinerante dirige círculos de estudos nos quais os participantes são incentivados a rememorarem seu alegado processo de evolução, rolando pelo chão e imaginando como foram suas vidas quando eram folhas mortas, lesmas ou musgo.

Outros Ecologistas Radicais preferem “ações diretas” contra alvos corporativos ou governamentais, nas quais incluem desde atos teatrais de desobediência civil, até declarados atos de terror, sabotagem e violência.

Dirigem grupos como Greenpeace [Paz Verde], Earth First! [Terra primeiro!], Sea Shepherds [“Pastores do Mar”], Rainforest Action Network [Rede de ação pela floresta tropical], People for the Ethical Treatment of Animals [O povo pelo tratamento ético dos animais], e Animal Liberation Front [“Frente para a Libertação dos Animais”].

Os Verdes, por outro lado, são os herdeiros políticos da Nova Esquerda. Desfilando sob as bandeiras da “Política Verde” ou da “Ecologia Social”, professam ao menos uma preocupação aparente pelos valores humanos e pela cultura moderna.

Mas sua meta é uma sociedade socialista e redistributiva, que eles afirmam ser a verdadeira serva da natureza e a única esperança para a sociedade.

Os mais cordatos dentre eles aderem aos vários partidos e grupos Verdes. Os mais pragmáticos e sofisticados, juntam-se a grupos mais respeitáveis, com certa fachada, como o Natural Resources Defense Council [Conselho para a Defesa dos recursos naturais], o Environment Defense Fund [Fundo para a defesa do meio-ambiente], o Sierra Club [Clube Sierra], o Wilderness Society [Sociedade pela Vida Selvagem], o Worldwatch Institute [Instituto de Vigilância do mundo], a União dos Cientistas Preocupados, e até mesmo a Agência de Proteção do Meio-ambiente dos Estados Unidos e outras agências reguladores co-irmãs.
Protesto de Greenpeace no Mexico
Apesar de todos os seus atritos, ambos campos se complementam mutuamente.

Os Ecologistas Radicais dão o tônus moral e a direção espiritual: eles inspiram, radicalizam e recrutam. Por outro lado, os Verdes transformam esses elementos “crus” em poder político: propostas, força de trabalho, candidatos e, finalmente, em leis.

Ambas facções — e em particular os grupos de contra-cultura de “ação direta” — têm crescido rapidamente.

Os mais radicais, entretanto, têm-se expandido muito mais que os antigos grupos da grande corrente liberal, como Nature Conservancy [“Conservação da Natureza”], a National Wildlife Society [Sociedade Nacional pela Vida Selvagem], a National Audubon Society [Sociedade Nacional Audubon] a Humane Society [Sociedade Humana] e a National Wildlife Federation [Federação Nacional da Vida Selvagem].

Estes últimos têm-se esforçado por se manter a passo com os primeiros, radicalizando-se cada vez mais devido às competitivas solicitações do mercado ambientalista, e à própria lógica da ética ambientalista.
Fonte: Verde: a cor nova do comunismo
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Este computador composto por 16 mini-cérebros humanos mostra uma eficiência impressionante Publicado por Cédric - Há 11 h...