quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Alerta vermelho: A segunda onda do tsunami financeiro


Alerta vermelho: A segunda onda do tsunami financeiro
A onda está juntando forças e poderia atingir entre o primeiro e o segundo quarto de 2010.

Por Matthias Chang

Global Research, 22/11/2009
Future Fast Forward


Muitos dos meus amigos que tem recebido meus emails de alerta nos últimos dois anos tem lamentado que nas semanas recentes eu não tenho comentado sobre o estado da economia global. Eu aprecio a ansiedade deles, mas eles se esquecem que eu não sou analista do mercado de ações que é pago para escrever artigos para seduzir investidores para o mercado. Meu website é gratuito e eu não vendo um informativo financeiro, assim não há necessidade de preparar previsões e análises diárias.

Contudo, quando os dados estão forçando e apóiam uma tendência inevitável, é hora para outra análise. Este alerta vermelho é para capacitar os visitantes do meu website a tomar as ações apropriadas para salvaguardar sua riqueza e o bem estar de suas famílias nos meses vindouros.

Desde o último quarto de 2008, uma implacável guerra monetária tem sido travada pelas principais economias mundiais e enquanto esta competição até agora tem sido não antagônica, ela em breve será antagônica por que as diferenças inerentes são irreconciliáveis. As consequências para a economia global serão devastadoras e para as pessoas comuns, desemprego em massa e inquietação social estão assegurados.

Os criadores das políticas desses países que se defrontaram com o total colapso da arquitetura financeira internacional concluíram que a solução, a única solução é o alívio quantitativo (isto é, injeção maciça de liquidez) para o resgate dos bancos "muito grandes para falir" e inflacionar suas economias deprimidas. Isso é melhor refletido no cândido comentário de Bernanke de que, "O governo dos Estados Unidos tem uma tecnologia, chamada de gráfica de impressão (ou hoje, seu equivalente eletrônico), que permite produzir quantos dólares americanos quanto quiser com essencialmente nenhum custo".

Este é o Xis do problema!

As diferenças irreconciliáveis.

Há duas décadas atrás, foi decidido pelas elites financeiras globais que a estrutura para uma economia global consistiria de:

1) Um sistema financeiro global baseado em derivativos, controlado pelo Banco da Reserva Federal dos Estados Unidos e seus bancos globais associados nos países desenvolvidos.

2) A realocação do Ocidente para o Oriente na produção de mercadorias, principalmente para a China e Índia para "alimentar" os países desenvolvidos.

O sistema inteiro foi construído sobre um princípio simples, que o FED controlasse a reserva global da moeda que será o motor para o crescimento da economia global. Isso é essencialmente um princípio econômico imperialista.

Uma vez que compreendemos essa verdade fundamental, a vanglória de Bernanke de que "Os Estados Unidos podem fabricar quantos dólares quanto quiserem sem nenhum custo" assume uma dimensão diferente.

Eu conversei com muitos economistas e quando perguntados qual é o X do atual problema financeiro, todos eles respondem em uníssono, "É o desequilíbrio global... O ocidente consome demais enquanto o Oriente poupa demais e não consome o suficiente". Isso é exemplificado pelos enormes déficits comerciais dos Estados Unidos por uma parte e os maciços excedentes da China por outro lado.

Sabedoria incrível e quase todos ecoam esse mantra. A recentemente concluída cúpula da APEC não foi diferente. Esse mantra foi repetido bem como a chamada por um comércio livre entre nações que negociam.

Isso é uma grande farsa. Todos os atuais líderes na cena mundial estão corrompidos até a medula e como tal não têm interesse em expor as contradições inerentes dentro do sistema financeiro existente.

A chamada para um mundo multipolar é sem sentido quando todo o sistema financeiro global está baseado na reserva monetária do unipolar dólar americano. Essa é a contradição inerente dentro do atual sistema e os problemas associados com ele não podem ser resolvidos por outra reserva monetária global baseada nos Direitos Especiais de Saque do FMI como advogado por alguns países. Isso já era um natimorto no mesmo momento em que foi concebido.

Os líderes da China, Japão e países produtores de petróleo do Oriente Médio estão todos amaldiçoando e irritados acerca da atual situação, mas eles não têm a coragem de suas convicções para dizer abertamente a seus compatriotas que eles foram enganados pelos mestres do giro das finanças do FED agindo através das instruções do Goldman Sachs.

Diga-me qual líder ousaria admitir que trocou a riqueza da nação por papel higiênico?

A pantomima da moeda papel higiênico continua.

Nós agora alcançamos um empate na guerra monetária atualmente, não diferente da situação da guerra fria entre os países do pacto da OTAN e os países do pacto de Varsóvia. Ambos os lados foi dissuadido pela doutrina da Destruição Mutuamente Assegurada (MAD, na sigla em inglês) das guerras nucleares. Os custos para ambos os lados eram horrendos e foi somente quando a União Soviética não pôde continuar com o ritmo e o custo de manter a dissuasão nuclear e foi forçada a declarar falência que a balança se inclinou a favor da aliança da OTAN.

Mas foi uma vitória de pirro para os Estados Unidos e seus aliados. O que manteve a habilidade dos Estados Unidos de sustentar seu poderio militar e estourar o orçamento da União Soviética foi o direito de imprimir moeda papel higiênico e a aceitação do dólar americano pelos seus aliados e ser a moeda de reserva mundial.

Mas por que os países aliados dos Estados Unidos durante a guerra fria aceitaram o status quo?

Simples! Todos eles foram enganados para acreditar que sem a proteção do Big Brother e seu alcance militar, eles seriam engolidos pela ameaça comunista. Eles concordaram em marchar ao som da flauta multicolorida dos Estados Unidos.

A próxima grande questão - por que os assim chamados ex-aliados comunistas "libertados" do bloco soviético seguem a maioria?

Simples! Todos eles acreditaram na ilusão que foi estimulada pelos bancos globais, liderado pelo Goldman Sachs de que negociar e vender seus bens e serviços pela moeda de reserva papel higiênico dos Estados Unidos asseguraria enorme riqueza e prosperidade.

Mas o maior jogo da cidade era o estratagema da Ásia. O Japão, depois de uma década de recessão depois do estouro de sua bolha de imóveis não tinha os meios e a capacidade de trazer o jogo para o próximo nível como imaginado pelos arquitetos financeiros na Goldman Sachs.

E a China era a grande beneficiária. A alta administração da Goldman Sachs negociou um pacto secreto com os líderes da China que em troca da orquestração da mais monumental injeção de dólar americano em capital e realocação das vendas no atacado e capacidade de produção da história da economia global, a China reciclaria sua suada riqueza em moeda de reserva de papel higiênico dos Estados Unidos papéis do tesouro americano e outros instrumentos americanos de débito.

Essa era a condição necessária anterior para o cassino financeiro global para ascender ao próximo nível do jogo.

Por quê?

O Novo Jogo

Os arquitetos financeiros da Goldman Sachs tinham um plano mestre - dominar o sistema financeiro global. O meio para atingir esse poder financeiro era o sistema bancário sombra, a âncora sendo o mercado de derivativos e a securitização dos ativos, reais e sintéticos. As apostas seriam enormes, em centenas de trilhões de dólares e o modo de transformar o mercado era através de maciça alavancagem dos níveis do jogo financeiro.

Mas havia uma fraqueza inerente no esquema como um todo - a ameaça de inflação, mais precisamente hiperinflação. Essa grande quantidade de liquidez no sistema invariavelmente dispararia a depreciação da moeda de reserva e da confiança no sistema.

Daí a necessidade para o sistema manter sob controle a inflação dos preços e a ilusão de que o poder de compra da moeda de reserva papel higiênico poderia ser mantido.

É por isso que a China entrou. Uma vez que China se tornasse a fábrica do mundo, o problema estaria resolvido. Quando um terno que anteriormente custava US$600 pôde ser adquirido por menos de US$100, e um par de sapatos por menos de US$5, os gênios do esquema fraudulento concluíram que não haveria ameaça previsível para a maior operação de cassino da história.

A China concordou com a troca porque ela tem cerca de um bilhão de bocas para alimentar e os empregos para centenas de milhões precisam ser assegurados, sem o que o sistema não poderia ser mantido. Mas a China foi suficientemente pragmática para ter dois "sistemas econômicos" - uma economia doméstica baseada no Yuan e uma economia de exportação baseada no dólar, na esperança de que os lucros e benefícios da economia de exportação capacitariam a China a transformar e estabelecer um mercado doméstico viável e dinâmico que a seu tempo substituiria a dependência da economia de exportação. Foi um negócio feito com o diabo, mas não havia opções viáveis na hora essencial, logo depois da queda da União Soviética.

O Próximo Nível do Jogo

O próximo nível do jogo foi alcançado quando a moeda de reserva papel higiênico se tornou literalmente virtual - pela simples operação de um clique de mouse nos computadores dos bancos globais.

Os caras do Goldman Sachs e outros bancos globais estavam mais do que felizes em deixar Las Vegas para a Máfia e seus miseráveis bilhões em circulação. Os lucros foram considerados ninharia quando comparados as centenas de trilhões gerados pelo cassino virtual. Foi uma conquista financeira além dos sonhos mais desvairados. Eles até chamaram a si mesmos, "Mestres do Universo". Criar enormes débitos era o novo jogo, e os rapazes poderiam até alavancar mais do que 40 vezes o capital! O valor dos ativos decolou com tanta liquidez perseguindo tão poucos bons ativos.

Contudo, os gênios financeiros falharam em avaliar e ou subestimaram a quantidade de produtos financeiros que era necessário para manter o jogo em andamento. Eles recorreram a engenharia financeira - a securitização dos ativos. E quando os ativos reais foram insuficientes para a securitização, ativos sintéticos foram criados. Em breve o lixo tóxico foi até mesmo considerado como instrumento legítimo para o jogo enquanto pudessem ser descarregados para os babacas gulosos sem nenhum refúgio para os criadores destes assim chamados investimentos.

Por um tempo, pareceu que os gênios financeiros tinham resolvido o problema de como alimentar o monstro do cassino global.

Infelizmente, a música parou e a bolha parou! Como se diz o resto é história.

O remédio do Goldman Sachs

Quando as perdas estão em trilhões de dólares e qualquer ativo/capital remanescente está em bilhões de dólares, temos um enorme problema - um buraco negro financeiro.

O remédio preferido pelos planejadores financeiros da Goldman Sachs foi criar um outro logro - que se os grandes bancos globais iam fracassar em disparar o colapso sistêmico, haveria um Armagedom. Esses bancos "grandes demais para falir" devem ser injetados com uma maciça quantidade de dinheiro virtual para se recapitalizar e ficarem livres dos ativos tóxicos em seus balancetes. Os principais bancos centrais nos países desenvolvidos em conivência com o Goldman Sachs cantaram a mesma melodia. Todos os tipos de esquemas foram invocados para legitimar esse plano emergencial.

Em essência, o que transpirou foi a mera transferência de dinheiro do bolso esquerdo para o bolso direito, com o inesperado de que os bancos estavam de fato ajudando o governo a superar a crise financeira.

O FED e os principais bancos centrais concordaram em emprestar "dinheiro virtual" para os bancos globais "grandes demais para falir" a taxa de juros zero ou quase zero e estes bancos em retorno "depositariam" esse dinheiro no FED e outros bancos centrais a taxas de juros combinadas. Essas transações são todas apenas entradas no livro caixa. Outros "empréstimos" do FED e dos bancos centrais (novamente a taxas de juros zero ou perto de zero) são usados para comprar débitos do governo, esses débitos sendo o dinheiro de estímulo necessário para restaurar a economia real e criar empregos para o crescente número de desempregados. Assim em essência, a estes bancos são dados "dinheiro grátis" para emprestar ao governo a taxas de juros previamente combinadas sem nenhum risco. Isso é uma enganação.

Esse "dinheiro" nem mesmo é nota de dólar, mas mera entrada de livro caixa criado do nada.

Assim quando o FED injeta trilhões de dólares no sistema bancário, ele simplesmente credita a quantidade nas contas dos bancos "grandes demais para falir" no FED.

Quando o sistema é aplicado ao comércio internacional, o mesmo modus operandi é usado para pagar pelas mercadorias importadas da China, Japão, etc.

Para o resto do mundo, quando compra mercadorias denominadas em dólar, estes países devem produzir bens e serviços, vendê-los por dólares a fim de comprar as mercadorias necessárias em seus países. Posto de forma simples, eles têm de gerar renda para comprar qualquer bem e serviço de que precisam. Em contraste, tudo o que os Estados Unidos precisam fazer é criar dinheiro do nada e usá-lo para pagar por suas importações!

Os Estados Unidos podem seguir com esse esquema porque tem os músculos militares para compelir e reforçar essa farsa. Como afirmado antes, esse status quo foi aceito especialmente durante a guerra fria e com alguma relutância depois do colapso da União Soviética, mas com uma condição - que os Estados Unidos concordassem em ser o consumidor de última instância. Esse arranjo proporcionou algum conforto porque os países que tinham vendido suas mercadorias para os Estados Unidos, agora podem usar os dólares para comprar mercadorias de outros países à medida que mais de 80 por cento do comércio mundial é denominado em dólares, especialmente petróleo cru, o fluido vital da economia global.

Mas com os Estados Unidos em total falência e seus cidadãos (os maiores consumidores do mundo) estando incapazes de tomar emprestado dinheiro adicional para comprar bens de luxo da China, Japão e do resto do mundo, a procura por dólares se evaporou. O status do dólar como moeda de reserva e sua utilidade estão sendo questionadas mais abertamente.

O Jogo Final

A atual repercussão pode ser resumida em termos simples:

Deveria um país falido (os Estados Unidos) ser permitido usar dinheiro criado do nada para pagar mercadorias produzidas com suor e lágrimas de cidadãos trabalhadores dos países exportadores? Somando insulto a injúria, os mesmos dólares estão agora comprando muito menos do que antes. Então qual é a utilidade de ser pago em uma moeda que está perdendo rapidamente o seu valor?

Por outro lado, os Estados Unidos estão dizendo ao mundo todo, especialmente aos chineses que se eles não estão felizes com o status quo, não há nada para impedí-los de vender para os outros países e aceitar as moedas deles. Mas se eles quiserem vender para o poderoso Estados Unidos, eles têm de aceitar a moeda de reserva papel higiênico e é correto criar dinheiro do nada.

Este é o jogo de pôquer final e qualquer um que piscar primeiro perde e sofrerá irreparáveis consequências financeiras. Mas quem tem a mão vencedora?

Os Estados Unidos não têm a mão vencedora. Nem a China tem a mão vencedora.

Essa forma como as coisas estão não pode continuar por muito tempo, por qualquer que sejam as cartas que os Estados Unidos ou a China possa estar contemplando para jogar na mesa para ganhar vantagem estratégica, qualquer ganho de curto prazo será uma vitória de pirro, porque não será capaz de expressar as contradições antagônicas subjacentes.

Quando a sobrevivência do sistema é dependente da disponibilidade de crédito (ou seja, a acumulação de mais débitos) é somente uma questão de tempo antes que tanto o devedor quanto o credor chegue a inevitável conclusão de que o débito nunca será pago. E a menos que o credor esteja desejoso de amortizar o débito, o lançamento de meios drásticos para arrecadar o débito pendente é inevitável.

Seria ingênuo pensar que os Estados Unidos esperariam calmamente ser executado! Quando atingirmos esse estado, a guerra será inevitável. Será o eixo EUA-Inglaterra-Israel contra o resto do mundo.

O Prelúdio do Jogo Final

A economia dos Estados Unidos estará em um movimento espiral sem controle nos meses vindouros e atingirá o ponto crítico no primeiro quarto de 2010 e implodirá no final do segundo quarto.

O enorme estímulo de trilhões de dólares falhou em restaurar a economia. A enorme transfusão de sangue pode ter mantido o paciente vivo, mas há numerosos sinais de múltipla falência de órgãos.

Haverá outra onda de execução hipotecária de residências e ainda mais significativamente de propriedades comerciais pelo final de dezembro e começo de 2010. E as propriedades executadas em 2009 conduzirão a preços depreciados uma vez que entrarem no sistema. Os valores das propriedades domésticas e comerciais precipitar-se-ão. Os balancetes dos bancos ficarão feios e qualquer que sejam os "registros de lucros" nos últimos dois quartos de 2009 não cobrirão os registros vermelhos adicionais.

Dada a situação acima, continuará o FED a comprar garantias respaldadas por hipotecas para apoiar os mercados? O FED já gastou trilhões comprando as hipotecas da Fannie Mae e Freddie Mac sem um potencial comprador substituto em vista. Além do mais, o balancete do FED é tão tóxico quanto o dos bancos "muito grandes para falir" que ele resgatou.

Nessas circunstâncias, não faz sentido para ninguém afirmar que o pior já passou e que a economia global está a caminho da recuperação.

E o sinal mais seguro de que nem tudo está bem com os grandes bancos é o recente discurso do presidente do Banco da Reserva Federal de Nova York, William Dudley, em Princeton, New Jersey, quando ele disse que o FED não cortaria o risco de futuras crises de liquidez proporcionando um "escudo" para as firmas solventes com suficiente garantia.

Esse aviso e certeza merecem maiores considerações. Primeiramente, é uma contradição afirmar que uma firma solvente com suficiente garantia na realidade encontraria uma crise de liquidez como justificativa para recorrer ao FED. É na verdade a admissão de que os bancos não estão suficientemente capitalizados e quando a segunda onda do tsunami atingí-los novamente, a confiança estará dolorosamente em falta.

Dudley na verdade disse que, "o banco central poderia se comprometer a ser o emprestador de última instância...(e isso reduziria) o risco de o pânico se espalhar pela incerteza entre os emprestadores sobre o que os outros credores pensam".

Pondo francamente o que ele está dizendo é que o FED se esforçará para evitar a repetição do colapso da Bearn Sterns, Lehman Bros e AIG. E é também uma indicação de que os restantes grandes bancos estão com problemas.

É interessante notar que o relatório do Bloomberg no começo de novembro revelou que o Citigroup Inc e o JP Morgan Chase estavam acumulando dinheiro. O primeiro tinha quase dobrado o efetivo em caixa para US$244,2 bilhões. No caso do último, o acúmulo de dinheiro montava a US$453,6 bilhões. Ainda, dada essa acumulação pelos bancos principais, o Banco da Reserva Federal de Nova York tinha de tranquilizar a comunidade financeira de que está pronto para injetar uma grande liquidez para apoiar o sistema.

Portanto, não deveria ser surpresa que o valor do dólar esteja rumando para o sul.

Quando as moedas estão sendo desvalorizadas, a volatilidade nos mercados de ações aumentam. Mas os ganhos não valem os riscos e se alguém ainda estiver no mercado, será destruído lá pelo primeiro quarto de 2010. O S&P (standard and poor's, índice de preços) aumentou muito desde o começo do ano em cerca de 25 por cento, mas tem sido superado pelo ouro. Os ganhos também se defasaram ficando atrás da taxa oficial de inflação dos Estados Unidos. Na verdade ele teve um retrocesso total depois da inflação de aproximadamente menos 25 por cento. Quando Meredith Whitney observou que, "Eu não sei o que está acontecendo no mercado neste momento, porque não faz sentido para mim", é hora de cair fora do mercado rápido.

Em um relatório para seus clientes, o Société Générale advertiu que o débito público seria grande nos próximos dois anos - 105 por cento do PIB na Inglaterra, 125 por cento nos Estados Unidos e Europa e 270 por cento no Japão. O débito global alcançaria US$45 trilhões de dólares.

Nesse mesmo ponto no tempo, todos esses débitos devem ser reembolsados. Como todos esses débitos serão reembolsados?

Se nós formos pelo que Bernanke tem estado pregando e praticando, significa que mais dinheiro papel higiênico será criado para reembolsar os débitos.

Como resultado, a desvalorização da moeda continuará e isso agravará ainda mais as tensões entre as economias concorrentes. E quando os credores tiverem o bastante desse enganoso papel higiênico, espere reações violentas!

Mathias Chang é um colaborador frequente do Global Research.



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