terça-feira, 27 de novembro de 2012

Família

LGBT History
LGBT History (Photo credit: Earthworm)
Escrito por Felipe Melo |

Isto, caríssimos leitores, é o que a Ordem dos Advogados do Brasil e uma boa porção de nossos parlamentares, bem como a totalidade das organizações paragovernamentais LGBT, desejam para nosso País: a desconstrução da família, o alicerce da sociedade.

Existem algumas situações com as quais nos deparamos na sociedade atual que, a bem da verdade, enchem-nos de uma profunda e justificada indignação. Para nós, que assumimos publicamente e defendemos sem medo que aos homens não é possível nenhuma auto-afirmação legítima, sólida e saudável que seja divorciada da ordem moral, testemunhar as barbaridades perpetradas por aqueles que se encontram a diuturno serviço do espírito revolucionário é ultrajante. A multiplicidade de aspectos da nossa realidade, que tem sido minuciosamente seviciada há muito tempo, provocam em nós os mais díspares efeitos, da raiva mais inflamada ao pessimismo mais melancólico. Recorrer às letras, às imagens e ao som é sempre uma forma produtiva não apenas de extravasar esses sentimentos, mas de reagir ao que se passa, de alertar os circundantes sobre a gravidade dos acontecimentos.

Óbvio que nem todos são positivamente obrigados a indignar-se dessa forma. A ralé ralante– para usar uma expressão de Baltasar Gracián – a serviço da Revolução é matreira e sabe como fazer seu trabalho de um modo sutil, à surdina – o que torna nosso trabalho muito necessário. Entretanto, há algumas coisas que ultrapassam em tão larga medida o limite do meramente intolerável que, a bem da verdade, parecem ter a proeza de roubar-nos até mesmo a capacidade de articulação para o alerta e a denúncia. Essas coisas são tão absurdamente explícitas, tão ululantemente óbvias, que o que mais nos indigna não é tanto a sua natureza brutal, mas a pusilanimidade e a pasmaceira gerais diante delas.
Confesso que escrever essas linhas está sendo como tirar leite de pedra, pois estou justamente num desses momentos de estupefação – e, para quem combate o espírito revolucionário e seus sicários, impressionar-se com alguma coisa é algo cada vez mais difícil com o passar do tempo. A Comissão Especial da Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em conjunto com a Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT, entregaram ao presidente do senado, José Sarney, em 23 de agosto, o anteprojeto do Estatuto da Diversidade Sexual (EDS). Composto de 111 artigos, o EDS é uma das peças mais grotescas e aviltantes já concebidas na história brasileira.

Maria Berenice Dias (E), da OAB, entrega a Sarney o anteprojeto do EDS com Marta Suplicy.

Este artigo tratará dos pontos mais absurdos do texto feito pela OAB. Os trechos em negrito são grifos nossos.

Art. 13 – Todas as pessoas têm direito à constituição da família e são livres para escolher o modelo de entidade familiar que lhes aprouver, independente de sua orientação sexual ou identidade de gênero.

A Constituição Brasileira estabelece no § 3º do art. 266 que “é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento”. Se o STF, cujos ministros certamente foram vítimas de profunda crise coletiva de diverticulite encefálica, atropelou a Carta Magna ao estabelecer que, de acordo com o “espírito Constituinte”, a união homoafetiva é equivalente ao casamento entre homem e mulher, esse artigo do EDS esmigalha a letra constitucional sem piedade. Notem que o “modelo de entidade familiar que lhes aprouver” pode ser qualquer coisa: dois homens, duas mulheres, três homens, três mulheres, um homem e duas mulheres, uma mulher e dois homens... Não há limites – mesmo porque o EDS deixa implícito que a própria existência de limites seria um empecilho a esse suposto direito. Assim sendo, qualquer coisa poderá ser considerada união estável. Emblemática e ironicamente, no mesmo dia em que o anteprojeto do EDS foi apresentado a Sarney, um cartório de Tupã, interior paulista, lavrou uma escritura pública de união poliafetiva (sic) entre um homem e duas mulheres.

Art. 14 – A união homoafetiva deve ser respeitada em sua dignidade e merece a especial proteção do Estado como entidade familiar.

O anteprojeto não defende que a família, seja de que tipo for, mereça especial proteção do Estado, mas apenas a união homoafetiva. Não é fornecido nenhum argumento que justifique esse posicionamento, o que deixa margem a muitas especulações. A mais óbvia é de que o modelo tradicional de família – um homem e uma mulher unidos em matrimônio – não é digno da mesma proteção que a união homoafetiva merece. De duas, uma: ou a família tradicional é mais forte e demanda menos tutela do Estado, ou a ela é menos desejável para a sociedade em que vivemos.
Art. 32 – Nos registros de nascimento e em todos os demais documentos identificatórios, tais como carteira de identidade, título de eleitor, passaporte, carteira de habilitação, não haverá menção às expressões “pai” e “mãe”, que devem ser substituídas por “filiação”.

Esse é, certamente, um dos artigos mais estapafúrdios do EDS. A OAB parece demonstrar, nesse trecho, que qualquer menção à existência da família tradicional em documentos identificatórios deve ser suprimida por representar um símbolo anacrônico, lembrança de um modelo ultrapassado de organização humana que deve ser superada.

Art. 39 – É reconhecido aos transexuais, travestis e intersexuais o direito à retificação do nome e da identidade sexual, para adequá-los à sua identidade psíquica e social, independentemente de realização da cirurgia de transgenitalização.

Art. 40 – A sentença de alteração do nome e sexo dos transexuais, travestis e intersexuais será averbada no Livro de Registro Civil de Pessoas Naturais.

Parágrafo único – Nas certidões não podem constar quaisquer referências à mudança levada a efeito, a não ser a requerimento da parte ou por determinação judicial.

A vedação de toda e qualquer referência à mudança de nome da pessoa, considerada pelo EDS uma “retificação” – ou seja, a correção de um erro –, apenas reforça a ideia de que a identidade sexual da pessoa é algo construído socialmente. A OAB, autora do anteprojeto, demonstra considerar o ser humano uma tabula rasa, um objeto que pode ser modificado de qualquer maneira a depender das circunstâncias. Não deixa de ser uma ideia que, no fundo, remete à engenharia social.

Art. 62 – Ao programarem atividades escolares referentes a datas comemorativas, as escolas devem atentar à multiplicidade de formações familiares, de modo a evitar qualquer constrangimento dos alunos filhos de famílias homoafetivas.

O que isso significa na prática? As escolas terão de evitar a comemoração de efemérides como Dia dos Pais, Dia das Mães, Dia dos Avôs e das Avós, ou fazê-las de modo que a família tradicional não receba o relevo e a atenção que merece – afinal, isso seria considerado preconceito indireto contra as uniões homoafetivas ou poliafetivas.

Art. 67 – É vedado inibir o ingresso, proibir a admissão ou a promoção no serviço privado ou público, em função da orientação sexual ou identidade de gênero do profissional.

Art. 68 – Quando da seleção de candidatos, não pode ser feita qualquer distinção ou exclusão com base na sua orientação sexual ou identidade de gênero.

Esses dois artigos lembram analogamente uma situação que está ocorrendo nos Estados Unidos. O governo de Barack Hussein Obama sancionou uma lei que obriga todos os empregadores americanos – empresas públicas e privadas, com fins lucrativos ou não – a fornecerem medicamentos contraceptivos e abortivos a quaisquer funcionárias que os requisitem. Diversas organizações católicas que atuam na área educacional e no terceiro setor acionaram judicialmente a administração Obama, uma vez que isso fere a filosofia das entidades mantenedoras dessas organizações e representa uma afronta à liberdade religiosa nos Estados Unidos.

Com base nos dois artigos acima, organizações religiosas ficariam impedidas de escolher seus funcionários com base em critérios éticos congruentes com suas convicções religiosas, sendo virtualmente obrigadas a contar com um quadro de funcionários que não seja integralmente montado de acordo com seus próprios critérios.

Art. 106 – A participação em condição de igualdade de oportunidade, na vida econômica, social, política e cultural do País será promovida, prioritariamente, por meio de:

I – inclusão nas políticas públicas de desenvolvimento econômico e social;

II – modificação das estruturas institucionais do Estado para o adequado enfrentamento e a superação das desigualdades decorrentes do preconceito e da discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero;

III – promoção de ajustes normativos para aperfeiçoar o combate à discriminação e às desigualdades em todas as manifestações individuais, institucionais e estruturais;

IV – eliminação dos obstáculos históricos, socioculturais e institucionais que impedem a representação da diversidade sexual nas esferas pública e privada;

V – estímulo, apoio e fortalecimento de iniciativas oriundas da sociedade civil direcionadas à promoção da igualdade de oportunidades e ao combate às desigualdades, inclusive mediante a implementação de incentivos e critérios de condicionamento e prioridade no acesso aos recursos públicos;

VII – implementação de programas de ação afirmativa destinados ao enfrentamento das desigualdades no tocante à educação, cultura, esporte e lazer, saúde, segurança, trabalho, moradia, meios de comunicação de massa, financiamentos públicos, acesso à terra, à Justiça, e outros.

Se existem sistemas de cotas raciais para acesso ao ensino superior público e concursos públicos, por que não estabelecer cotas sexuais? É justamente isso que esse artigo do EDS propõe. Não apenas isso: também estabelece acesso privilegiado a recursos públicos tendo como único critério a identidade sexual.

Isto, caríssimos leitores, é o que a Ordem dos Advogados do Brasil e uma boa porção de nossos parlamentares, bem como a totalidade das organizações paragovernamentais LGBT, desejam para nosso País: a desconstrução da família, o alicerce da sociedade. Caso o Estatuto da Diversidade Sexual, esse folhetim de natureza inegavelmente inconstitucional e imoral, chegar a ser aprovado, o potencial efeito desagregador que isso terá no Brasil será algo inimaginável. Se a situação está crítica agora, ela será um sonho idílico comparado com o que está por vir.

Felipe Melo edita o blog da Juventude Conservadora da UnB.

Fonte: www.midiasemmascara.org

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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Documentário completo: Império Invisível: A Nova Ordem Mundial Explicada...

Como os 'envenenadores científicos' ameaçam o futuro da vida no planeta terra

Image representing Pfizer as depicted in Crunc...
Image via CrunchBase
Por Mike Adams, the Health Ranger

(NaturalNews) - Há uma guerra sendo travada pela sua mente. Para o vencedor vem influência sobre suas crenças, suas decisões de compra e até mesmo seus valores. Em um lado do campo de batalha estão os chamados envenenadores 'científicos', que na verdade são apenas cientistas aliados e propagandistas promovendo interesses corporativos. Estes 'cientistas' querem convencer você que não há tal coisa como um pesticida perigoso. Que organismos geneticamente modificados são inofensivos, de fato até saudáveis. Que não há nenhuma possibilidade de o autismo estar relacionado e ser causado a exposição a substâncias químicas, e que vacinas são uma dádiva científica para a humanidade, sem as quais teríamos todos morrido de doenças infecciosas.

Não nenhuma substância química que os envenenadores científicos não ache que é segura para por em sua pele ou introduzir em seu corpo. Ácido hidrofluorsilicico, também erroneamente chamado de "fluoreto", é perfeitamente seguro para beber, eles dizem. Quimioterapia é boa para você e não faz o seu cabelo cair ou prejudica os seus rins. Drogas psiquiátricas são mais importantes do que vitaminas. Produtos farmacêuticos deveriam ser sua nutrição. E seu sistema imunológico está incompleto sem intervenção de vacina na ponta de uma agulha.

Esse "culto do cientificismo" acredita que a natureza é um fracasso. Que nada de bom acontece sem intervenção de produtos químicos. As colheitas não crescerão a menos que sejam organismos geneticamente modificados. O mundo morrerá de fome sem os inseticidas bt (nseticida composto de bactérias geneticamente alteradas) sendo projetados para se inserir nos grãos de milho. Humanos seriam extintos se não fossem as vacinas e os produtos farmacêuticos. Não há Deus. Em vez disso, deveríamos idolatrar a Monsanto, Dupont, Dow Chemical, Merck, Pfizer e todos os outros gigantes corporativos que produzem os produtos químicos que devemos consumir.

Os "naturalistas" buscam proteger a vida.

Do outro lado desse campo de batalha estão os naturalistas. Os protetores da vida. Pessoas que têm um jardim em casa e sabem o valor das sementes de polinização aberta. Pessoas que comem comida de verdade, comida orgânica, cultivada sem pesticidas químicos tóxicos, fungicidas e fertilizante sintético.

Essas pessoas reconhecem a sabedoria da natureza; o potencial autocurador do corpo humano; o valor da nutrição; e a importância de proteger o meio ambiente no interesse da manutenção da vida em nosso planeta. Para os naturalistas, brincar de Deus com sementes é um crime contra a natureza. Injetar nos bebês conservantes de mercúrio é uma violação dos direitos humanos básicos. Despejar produtos químicos fluorados no abastecimento público de água é uma violação não somente da lei, mas dos próprios princípios científicos da medicina.

Os naturalistas querem parar o envenenamento do planeta, de nossos filhos, dos oceanos e do ar. Eles querem OGM modificados rotulados nos alimentos. Eles querem a escolha de optar das perigosas vacinas experimentais, nenhuma das quais nunca foram provadas em estudos controlados de placebo, de dupla ocultação randomizados.
 Os naturalistas, em essência, querem proteger a vida. A busca de viver sem o devastador flagelo dos produtos químicos sintéticos. Eles veem que toda vida é sagrada, e frágil, e que a arrogante intervenção é uma coisa perigosa.

A agenda corporativa da morte e do lucro

Os naturalistas não são, porém, financiados. Os envenenadores cientifícos têm aparentemente fundos ilimitados das corporações para impulsionar, para televisão e campanhas que influenciam os votos nas pesquisas. Eles têm dinheiro para comprar os reguladores como a USDA e FDA. Eles têm tanto dinheiro, na verdade, eles compraram virtualmente cada universidade, cada escola de medicina e cada jornal de medicina do mundo. No topo de tudo isso, eles possuem a grande mídia. Eles estabelecem a agenda editorial que você finalmente vê no New York Times, ou CNN, ou MSNBC.

A agenda é sempre pró-corporação, anti-humana, pró-lucro, anti-saúde. Pró doença e enfermidades. Anti bem-estar e longevidade. Pró escravização médica. Anti liberdade de saúde.

Os envenenadores científicos agora compreenderam que informação confiável é uma ameaça para todo o seu modelo de negócios. Se organismos geneticamente modificados forem rotulados sobre os alimentos, por exemplo, ninguém os comprará. Se a verdade sobre a quimioterapia fosse dita aos pacientes de câncer, ninguém a aceitaria. Se as pessoas realmente soubessem quais produtos químicos entram suas comidas, e remédios e loções para a pele e exterminadores de ervas daninhas do quintal, elas nunca as compraria.


Isso porque a verdade sobre a toxicidade destes produtos químicos é horripilante. Há atualmente mais de 50.000 produtos químicos sintéticos em sua comida, remédio, produtos de higiene pessoal e limpeza doméstica que nunca foram testados com segurança nem aprovados por nenhuma agência do governo. Tomados um de cada vez, cada produto químico individual já é tóxico em certo nível, mas quando absorvido em combinação, o resultado sobre a saúde humana, a função cognitiva e reprodução é catastrófico.

As taxas de câncer estão disparando. Autismo está acima da média. Alzheimer e demência está acontecendo a pessoas cada vez mais jovens. Infertilidade está a níveis recordes. Obesidade está além dos limites. Doenças de pele, asma, alérgias e inflamações estão todas nos maiores níveis já documentados na história humana. Mas os envenenadores científicos de alguma forma querem que você acredite que tudo isso não tem uma causa. Não Poderia ser os produtos químicos, eles insistem, porque os produtos químicos são seguros! E como nós sabemos isso? Porque os cientistas das corporações disseram.

Enquanto todos nós estamos sendo envenenados, as corporações estão arrecadando lucros recordes. Enquanto nossos solos estão mortos com produtos químicos, transformados em terras inférteis, estamos sendo enganados, dizem que os organismos geneticamente modificados "alimentarão o mundo". Todavia milhões de agricultores na Índia que dependiam dos OGM agora estão mortos, cometeram suicídio depois de experimentar perdas totais da colheita para suas colheitas geneticamente modificadas. Eles foram enganados. E nós estamos sendo enganados também.

Uma traição da humanidade em nome da "ciência".

Os envenenadores científicos prometem abundância, mas entregam falta de alimentação. Eles prometem saúde, mas entregam sofrimento e doença. Eles prometem controle sobre a natureza, mas na verdade, causam descontrole na natureza, como as superbactérias resistentes a antibióticos que agoram ameaçam a humanidade, e para as quais não há defesa. Os envenenadores científicos são piores do que políticos: Eles não somente fracassaram em entregar o que prometem; eles tornam as coisas ainda piores. Organismos geneticamente modificados agoram ameaçam o planeta com poluição de auto-replicação genética desenfreada. Produtos químicos de flúor emburrecem a população, retardando o crescimento do cérebro. Medicamentos quimicos somente propagam doenças degenerativas crônicas enquanto nada curam.

Ciência patrocinada pelas corporações, no final das contas, é uma fraude. Ela nada oferece para humanidade a não ser escravidão, doença, fome e morte. Nem toda ciência é má, é claro, mas quando a ciência é conduzida em nome dos interesses corporativos, ela cessa absolutamente de ser ciência. Ela se torna uma doutrina. Uma religião. Um culto mais perigoso do que qualquer uma que nosso mundo jamais testemunhou. "Cientismo" se tornou a nova igreja, e é uma igreja que não tolera nenhuma discordância, nenhuma investigação científica de verdade, e nenhum ponto de vista oposto. Ou você é 100% a favor de pesticidas, vacinas, OGM, drogas psiquiátricas e produtos químicos para cuidar de gramas, ou você é condenado pela igreja do Cientismo como um herege.

Você defende a vida e o mundo natural, ou você defende a morte científica movida pelo corporativismo?

É tempo de nós todos ganharmos clareza sobre onde estamos nesse campo de batalha. As linhas de batalha estão traçadas. De um lado há as corporações, seus cientistas de procuração, sua mídia vendida, e os apoiadores de qualquer coisa tóxica sob o sol: vacinas, flúor, quimioterapia, medicamentos prescritos, OGM, pesticidas, fungicidas, herbicidas e genocídio.

No outro lado estão aqueles que buscam defender a vida. Nós consideramos sagrados os alimentos orgânicos, a jardinagem , liberdade de saúde, o poder de escolha, conhecimento, sabedoria e a proteção de nossos filhos. Nós consideramos sagrada a polinização aberta de sementes, e os insetos polinizadores que as faz funcionar. Acreditamos em água limpa, ar limpo, um brilhante por do sol, coleta de águas pluviais, pensamento crítico, auto-assistência, consciência, espiritualidade e as artes de cura. Somos o futuro da humanidade. Nós somos a resposta para a continuação da vida na terra. E lutaremos por este futuro, contra os envenenadores, contra a fraudulenta ciência charlatã, e contra os produtos químicos tóxicos que as corporações querem nos forçar a consumir.

Junte-se a mim, Mike Adams, The Ranger Health, nessa batalha sagrada pelo nosso futuro. Em meu website NaturalNews.com, nós lutamos pelos orgânicos, pela rotulação dos OGM, pela liberdade médica e liberdade de saúde, e até pelo direito de plantarmos nosso próprio jardim doméstico sem sermos aterrorizados pelas autoridades do governo.

Nós lutamos pela liberdade e muito mais: Pelo nosso futuro. Por um mundo que ainda possa suportar a vida, que ainda tenha peixe no oceano, e micróbios no solo, e abelhas para polinizar nossos plantações de alimentos. Nossas armas são as palavras, nossa estratégia é contar a verdade. Nossa vitória é inevitável.

Fonte: www.naturalnews.com
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domingo, 18 de novembro de 2012

“Aquecimento global” parou há 16 anos, confessa ilustre órgão aquecimentista


 
“Aquecimento global” parou há 16 anos, confessa ilustre órgão aquecimentista
Os números e quadros estatísticos começam no início de 1997 e vão até agosto de 2012. E neles não se pode discernir aumento algum nas temperaturas globais!

Em outras palavras, quadros lisos, quando os correspondentes ao período anterior (1980 a 1996) de igual duração apresentam uma tendência de aumento. Antes desse período a temperatura média global se mantivere estável ou declinou durante 40 anos.
As conclusões foram tiradas a partir dos dados de 3.000 pontos de mensuração sobre a terra e os mares. Mas foram publicados com muita discrição na Internet, sem que a mídia fizesse ouvir sua fanfarra, habitualmente consagrada ao “aquecimento global”.

A revelação dessas informações – silenciadas no Brasil – provocou um escândalo no mundo de língua inglesa. Elas foram reveladas, entre outros, pelo jornal “Daily Mail”.

A razão do escândalo é que elas provêm do Met Office, o Serviço Nacional para o clima (National Weather Service), órgão altamente reputado na Grã Bretanha e no mundo inteiro.

Bonecos de neve em Berlim. Clima mundial não aqueceu nos últimos 16 anos
Bonecos de neve em Berlim. Clima mundial não aqueceu nos últimos 16 anos
Malgrado sua respeitabilidade, o Met Office esteve no cerne de outro escândalo, conhecido como Climategate, quando alguns de seus egrégios colaboradores – entre eles o Professor Phil Jones, diretor da Unidade de Pesquisas Climáticas (Climatic Research Unit) da Universidade de East Anglia – foram surpreendidos liderando um esquema de falsificação e supressão de dados para justificar a teoria do “aquecimento global”.

O atual espanto não pôde ser maior nem mais explicável. Um órgão deturpado a ponto de servir de arauto do “aquecimento global” publicava de mansinho as provas que desmentiam o que ontem afirmava.
A Professora Judith A. Curry, chefe do Departamento de Ciências Climáticas do prestigioso Georgia Institute of Technology dos EUA (Georgia Tech), declarou ao jornal britânico “The Daily Mail” que o fato deixava claro que os modelos computacionais montados para predizer o futuro do clima estavam “profundamente errados”.

Judith A. Curry, chefe do Departamento  de Ciências Climáticas do Georgia Tech
Judith A. Curry, chefe do Departamento
de Ciências Climáticas do Georgia Tech
Também o Prof. Phil Jones, à guisa de desculpa pelo escândalo do Climategate, havia reconhecido que ele e seus colegas não haviam conseguido compreender o impacto da “variabilidade natural”. Algo muitíssimo básico que um cidadão comum entende, pelos menos nas suas linhas gerais mais evidentes.

Porém, Phil Jones insistia estar convencido de que a última década foi significativamente mais quente que as duas anteriores.

Os quadros revelados agora pelo governamental Met Office tornaram leviana qualquer suposição aquecimentista.

A publicação dos dados coincidiu com o anúncio de uma mudança de política energética por parte do governo inglês.

O novo ministro da Energia, John Hayes, prometeu que “as teorias altamente distorcidas dos acadêmicos esquerdistas não passarão por cima dos interesses do povo comum, que precisa de combustível para se aquecer, para se iluminar e para o transporte”.

A declaração do ministro encolerizou os ativistas “verdes”, que viram sua ideologia esquerdista ser desmentida. E temem pela cessação dos grandes subsídios que o trabalhismo inglês concedia às empresas de energia eólica, ou renováveis, com as quais esses ativistas mantêm estreita cooperação.

Esse vasto leque de subsídios custou em média, no ano passado, 100 libras esterlinas a cada lar inglês. A tendência desse custo era de aumentar em aras da irrealista luta contra o “aquecimento global” e o CO2.

Lei do Parlamento britânico fixou como meta reduzir em 80% a emissão de CO2 até o ano 2050. O projeto teria custado centenas de bilhões de livras esterlinas.

A notícia de que nos últimos 16 anos o mundo não aqueceu, produziu um choque na proporção dos subsídios que podem desaparecer.

Hoje, o desafio é outro, escreveu o “Daily Mail”: reconhecer que as políticas energéticas e relativas às “mudanças climáticas” baseavam-se em premissas erradas.

Relações pecuniárias de alguns militantes "verdes"  podem sofrer muito com novos dados
Relações pecuniárias de alguns militantes "verdes"
podem sofrer muito com novos dados
Ainda haverá muita polêmica pela frente.

Mas, os professores Curry e Jones, embora opostos no debate climático, concordaram que os atuais modelos computacionais para previsão do clima são imperfeitos.

De imediato, as revelações podem trazer serenidade ao debate sobre as mudanças climáticas.

Quem quer questione os cenários alarmistas ou apocalípticos não poderá ser rotulado com menosprezo de “negacionista” ou de 'vendido' às multinacionais ou, ainda, de insensível pelo bem-estar das gerações vindouras.

As evidências – uma tautologia, mas é o fato – agora estão claras: se houve algum aquecimento do clima no último século e meio, ele aconteceu tão lentamente e com tantas oscilações que os cenários catastrofistas ficam reservados para a “science-fiction” ou para a especulação altamente teórica.

Na ordem prática, as consequências do retorno à realidade serão enormes nas políticas adotadas pelo governo britânico, concluiu o “Daily Mail”.

Fonte:

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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Admirável Mundo Transnacional Progressista Novo

Español: Maillot de Estados Unidos
Español: Maillot de Estados Unidos (Photo credit: Wikipedia)
Escrito por Clifford D. May

Desde o fim da Guerra Fria, progressistas transnacionais têm estabelecido leis internacionais - leis supranacionais, realmente - que nenhum eleitor pode rejeitar ou mesmo alterar.

Os ataques de 11 de Setembro acordaram alguns americanos -- não todos -- para a ameaça representada pelas interpretações totalitárias do Islã. John Fonte, acadêmico do Hudson Institute, há muito tem se preocupado com outra ideologia que provavelmente não é menos perigosa para os povos livres.

Ela tem nomes que soam ora vagamente utópicos, como “governança global”, ora idiotas demais para gerar preocupação, como “progressismo transnacional”. Mas em seu novo livro, “Sovereignty or Submission”, Fonte explica como essa ideologia, que é amplamente aceita na Europa e, cada vez mais, dentre as elites dos Estados Unidos, está sub-repticiamente minando a democracia liberal, o autogoverno, o constitucionalismo, a liberdade individual, e até mesmo o internacionalismo tradicional - as relações entre Estados-nação soberanos. Trocando em miúdos, enquanto os jihadistas clamam por “Morte ao Ocidente!” os progressistas transnacionais estão silenciosamente promovendo o suicídio civilizacional.

Isso pode não ser o que eles pretendem. Em teoria, eles estão apenas reconhecendo a “interdependência global” e argumentam que “problemas globais requerem soluções globais”. Na prática, todavia, seu projeto é o de transferir o poder político e econômico das mãos dos cidadãos dos Estados-nação, e seus representantes eleitos, para a ONU, burocratas não-eleitos, juízes, advogados e ONGs. Essas pessoas e instituições irão deter não apenas autoridade transnacional (poder “além” das nações), mas também “autoridade supranacional” (poder “sobre” as nações).

Transnacionais não são tanto antidemocráticas, mas pós-democráticas. Eles acreditam que, no século 21, a democracia deveria ser atualizada para incluir a defesa de “princípios universais de direitos humanos” que, é claro, eles irão enumerar e definir. Eles não falam em abdicar, mas de “compartilhar” a soberania “coletivamente”. O resultado, afirmam, será uma nova era de “autoridade global” que produzirá “justiça global” sob um “Estado de Direito global”.

De fato, desde o fim da Guerra Fria, progressistas transnacionais têm estabelecido leis internacionais - leis supranacionais, realmente - que nenhum eleitor pode rejeitar ou mesmo alterar. Uma maneira de realizar isso é elaborar um tratado e exercer pressão internacional para fazer com que o presidente dos Estados Unidos o assine e o Senado americano o ratifique. Então, juízes -- que, freqüentemente, vêm de países não-democráticos -- em cortes transnacionais interpretam o tratado para fazê-lo parecer o que quer que eles queiram. Não há cortes de apelação.

E se os Estados Unidos rejeitam o tratado ou concordam com ele apenas em parte ao emitir “ressalvas”, os transnacionais declaram que os Estados Unidos estão submetidos de qualquer maneira - sob algo que chamam de “lei internacional costumeira” e à qual, insistem, até mesmo a Constituição Americana está “subordinada”.

É sobre essa base que é construído o argumento de que os Estados Unidos estão violando a Convenção de Genebra ao se negar a classificar terroristas da Al-Qaeda como prisioneiros de guerra -- a despeito do fato de que os Estados Unidos nunca concordou em conceder status tão honorável a combatentes foras-da-lei.

Curiosa e ameaçadoramente, transnacionais têm trabalhado de mãos dadas com islamitas para atingir objetivos como a proibição global da “islamofobia” -- o que representaria um cerceamento histórico da liberdade de expressão.

John Fonte dedica um capítulo inteiro a Israel, um assunto no qual os islamitas e os transnacionais também possuem opinião compartilhada. Israel, ele escreve, tornou-se “o alvo principal de progressistas transnacionais que procuram expandir a autoridade global na determinação de leis de guerra. Se precedentes da lei internacional pudessem ser estabelecidos contra as políticas de segurança israelenses, esses precedentes poderiam ser usados mais tarde para subordinar as políticas de defesa dos Estados Unidos à lei global definida pelos transnacionalistas.”

Facções desse movimento, incluindo grandes fundações como a Fundação Ford, ONGs importantes como a Human Rights Watch, e setores da União Européia, são “cúmplices na campanha global islamita para deslegitimar Israel como um Estado de apartheid através da estratégia de ‘boicotes, desinvestimento e sanções’.” Fonte observa que Israel “é a mais vulnerável das democracias independentes do mundo, alvo constante dos defensores da governança global como um substituto para os Estados Unidos ou o Estado democrático independente em geral.”

O sonho dos progressistas transnacionais, John Fonte conclui, é que os americanos aceitem “o admirável mundo novo da governança global”, concordem voluntariamente em “compartilhar” sua soberania com os outros, e demonstrar “liderança” ao submeter-se a um “regime legal supranacional global. Com efeito, a larva americana é transformada em uma borboleta global.”

Algum dos candidatos à presidência em 2012 compreende isso? Algum deles possui as habilidades necessárias para fazer disso uma pauta – perguntar aos eleitores se eles querem preservar o que Alexis de Tocqueville chamou, admirado, da distinta “soberania do povo” da América, ou se eles preferem compartilhar sua soberania com outros ao redor do mundo, incluindo ditadores e islamitas?

Minha opinião é que a maioria dos americanos -- não todos -- não querem se submeter, não querem que o século 21 seja uma era pós-democrática e pós-americana. Mas com o ano de eleição se aproximando, agora seria uma excelente hora para começar o debate e descobrir.

Nota: O presidente Barack Obama, recém eleito para o segundo mandato, está cumprindo diligentemente o roteiro dos progressistas transnacionais.

Clifford D. May é presidente da Foundation for Defense of Democracies, um instituto político focado em segurança nacional e política externa.

Publicado na National Review.

Tradução: Felipe Melo, editor do blog da Juventude Conservadora da UNB.

Fonte: www;midiasemmascara.org
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sábado, 10 de novembro de 2012

Crise da eurozona: Espanha avança lentamente para um desastre.

It's what's for dinner, tonight.
It's what's for dinner, tonight. (Photo credit: LaIda(H))
Espanha - Protestos violentos em Madri e conversas crescentes de secessão na Catalunha estão acumulando pressão sobre o primeiro ministro espanhol Mariano Rajoy enquanto ele se aproxima cada vez mais de pedir dinheiro de resgate para a Europa.

Em público Rajoy tem resistido as chamadas dos banqueiros em casa e dos líderes da França e da Itália para se movimentar rapidamente para requerer assistência, mas nos bastidores ele está juntando as peças para atender as condições rigorosas da ajuda.

Com manifestantes intensificando as manifestações anti-austeridade, Rajoy apresenta reformas econômicas dolorosas e um duro orçamento para 2013 na quinta-feira, objetivando persuadir os parceiros e investidores da eurozona que a Espanha está fazendo seu dever de casa de cortar o déficit a despeito da recessão e do desemprego de 25 por cento.

Os números liberados na terça-feira sugeriam que a Espanha errau o alvo da meta de seu déficit público de 6,3% do produto interno bruto doméstico este ano, e na quarta-feira o banco central disse que a economia continuava a se contrair acentuadamente no terceiro trimestre.
Antecipando-se as reformas exigidas por Bruxelas, como a de criação de um auditor fiscal indepedente, Rajoy espera vendê-las aos eleitores como domésticas invés de impostas de fora.

Diplomatas relataram intensa pressão de última hora sobre Madri na quarta-feira dos legisladores chaves da zona do euro para tomar medidas mais duras, nomeadamente sobre o congelamento das pensões.

Na sexta-feira, a Moody's publicará sua última revisão da avaliação de solvência da Espanha, possivelmente rebaixando a dívida do país para o status junk (papeis que oferecem pouca segurança).

No mesmo dia uma auditoria independente dos bancos da Espanha revelará quanto dinheiro Madri dos 100 bilhões de euros do pacote de ajuda que a Europa já tem aprovados para os bancos.

Rajoy está gradualmente cedendo sua relutância em buscar um resgate soberano para a quarta maior economia do zona do euro, uma condição para a intervenção do banco central europeu para cortar os custos dos empréstimos de seu país.
Ele sugeriu em uma entrevista publicada na quarta-feira que faria o movimento se os custos do financiamento da dívida permanecessem muito altos por muito tempo. "Posso assegurar-lhes 100 por cento que pedirei esse resgate", ele disse ao Wall Street Journal, chamando a situação que ele enfrenta agora "fascinante".

Ele também disse que ainda não tinha decidido se manteria a indexação das pensões pela inflação, o que poderia custar ao estado um extra de 6 bilhões de euros este ano.

"Precisamos ser suficientemente flexíveis a fim de não criar mais nenhum problema", ele disse quando perguntado sobre as pensões.

Fonte: Reuters

Obs: Esse texto foi publicado em setembro, desde então a situação na zona do euro, principalmente na Grécia, Espanha e também Portugal tem piorado.
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domingo, 4 de novembro de 2012

A Criação de uma Versão Religiosa da Organização das Nações Unidas

Autor: Carl Teichrib, Forcing Change, Edição 5, Volume 1.
Quando pressupostos errados são empregados, resultados incorretos são garantidamente obtidos.
Dizem que nosso mundo está passando por um "choque de civilizações" [1] e, em alguns aspectos, isto pode ser verdade. [2] A religião, que é vista por muitos como a causa principal da guerra e da instabilidade geral, está situada no meio desta equação. [3].
Neste cenário, a alternativa óbvia ao "choque de religiões", é unir as comunidades religiosas em torno de denominadores comuns, superando assim as divisões que levam a humanidade à guerra. O movimento interfé global atual segue essa abordagem, como também Ken Wilber, do site BeliefNet.com. Postulando essa ideia de unidade religiosa à luz das guerras históricas por religião, Wilber explica:
"Para que a humanidade cesse suas muitas hostilidades e seja unida em uma família, sem suprimir as significativas e importantes diferenças que existem entre nós, então algo como uma abordagem integral parece ser o único caminho. Enquanto isso não acontecer, as religiões continuarão a dividir brutalmente a humanidade, como fizeram em toda a história, e não a unir, como precisam fazer, para serem um auxílio e não um obstáculo, para a existência do amanhã." [4].
Portanto, o que significa estar religiosamente "unido em uma família" e envolvido em algum tipo de "abordagem integral"?
Marcus Braybrooke, presidente do Congresso Mundial das Fés, explora esse tema em seu livro Faith and Interfaith in a Global Age (Fé e Interfé em uma Era Global):
"Minha esperança — embora certamente não seja a esperança de todos no movimento interfé — continua sendo que o diálogo eventualmente trará a convergência ou, pelo menos, que a teologia se tornará uma disciplina inter-religiosa ou uma 'teologia global'." [5].
O teólogo católico alemão Hans Küng descreve uma unificação pan-espiritual similar no prefácio que escreveu para o livro The Meaning of Other Faiths, de Oxtoby: "Após o ecumenismo intraprotestante e intracristão, chegamos irrevogavelmente à terceira dimensão ecumênica, o ecumenismo das religiões do mundo!" [6]. John Davis e Naomi Rice, ambos ligados à Comunhão Copta Internacional, dizem que "o objetivo final é a comunhão das religiões e o aparecimento gradual de uma fé mundial, que em seu conceito mais amplo será capaz de envolver toda a humanidade. [7].
A unificação das religiões, ou a criação de algum tipo de sistema integrado de "Fé Mundial" não é de modo algum um conceito novo. Já em 1893, essa linha de raciocínio foi adotada durante o primeiro Parlamento Mundial das Religiões [8] e, desde então, se tornou um pilar central no movimento interfé moderno.
Por exemplo: em 22 de junho de 2005, a Organização das Nações Unidas realizou um inovador evento inter-religioso de um dia de duração intitulado Conferência Sobre Cooperação Interfé para a Paz. Embora a conferência tenha sido pequena para os padrões da ONU, ela atraiu oficialmente um número significativo de atores internacionais para a agenda interfé global, incluindo representantes de governos de dezesseis países. Alguns dos líderes participantes da ONU, do Banco Mundial, grupos religiosos e organizações não governamentais (ONGs) proeminentes incluíam:
  • Kofi Annan, Secretário-Geral da ONU (foi representado no evento por Robert Orr, assistente do secretário-geral no Planejamento de Políticas).
  • Jean Ping, presidente da Assembleia-Geral da ONU.
  • Munir Akram, presidente do Conselho Econômico e Social (ECOSOC) da ONU.
  • Koichiro Matsuura, diretor-general da UNESCO (convidado, não pôde comparecer pessoalmente, mas enviou uma mensagem especial de solidariedade).
  • Sarah Titchen, especialista em Programas Culturais da UNESCO; trabalha em Nova York.
  • Ramu Damodaran, chefe da Divisão do Serviço de Comunicação com a Sociedade Civil, Departamento de Informações Públicas da ONU.
  • Adnan Amin, diretor de Coordenação de Políticas e Relações Inter-Agências, Programa do Meio Ambiente da ONU.
  • Katherine Marshall, diretora e assessora do presidente do Banco Mundial.
  • Pauline Muchina, representante do Conselho Consultivo Anglicano (levou uma mensagem do Arcebispo de Canterbury, o chefe da Igreja Anglicana).
  • Andrea Bartoli, diretora do Centro para a Solução de Conflitos Internacionais, na Universidade de Colúmbia e representante da Santa Sé.
  • Laurence Bropleh, representante permanente junto à ONU, Comissão das Igrejas Sobre as Relações Internacionais, do Conselho Mundial de Igrejas.
  • Bani Dugal, representante da Comunidade Bahá’í Internacional na ONU.
  • William Vendley, secretário-geral da Conferência Mundial das Religiões Pela Paz.
  • Hiro Sakurai, presidente do Comitê das ONGs Religiosas, na ONU. [9].
Por que listar os atores principais nesse evento interfé da ONU? Por causa da abrangência da propagação que essa lista representa — o movimento interfé faz a ponte entre três grupos distintos: governos, agências da ONU e as organizações não governamentais (ONGs).
O propósito desta conferência, que era visível em seu título, era fazer avançar a agenda interfé/paz mundial para um nível mais substancial. Por sua natureza, esse é um movimento político. Como Jean Ping, presidente da Assembleia-Geral da ONU explicou:
"Se as religiões contribuem para a paz no mundo, temos também de reconhecer que elas foram usadas para criar divisão e alimentar as hostilidades. O fanatismo e a adesão à ideologias exclusivistas, tanto religiosas quanto seculares, desafiam há vários séculos as comunidades religiosas, os governos e as relações internacionais. É importante que ao construirmos nossa civilização, avancemos a cooperação interfé entre os governos, dentro da sociedade civil e do sistema das Nações Unidas... A busca pela paz e pela justiça e a necessidade de vencer a violência, vincula juntos as religiões, os governos e a ONU." [10].

Reportando sobre o evento, a Comunidade Bahá'í Internacional acerta o alvo em termos da ideia maior: "A chave para a harmonia interfé e para a cooperação é focarmos na unicidade essencial de todas as religiões." [11]. Por quê? Por que a busca da "paz mundial" irrevogavelmente vincula a política e a religião em uma nova estrutura global.
Sobre essa busca interfé-política por unidade global, o embaixador Munir Akram, presidente do Conselho Econômico e Social da ONU disse aos participantes: "A fé é também um instrumento poderoso para a mobilização política e social — para alcançar objetivos coletivos." [12].
Considerando tudo isto no contexto, um quadro perturbador aparece: a criação de uma "Iniciativa Religiosa" no estilo da Organização das Nações Unidas.
Isto foi ainda mais enfatizado na conclusão da Conferência Sobre Cooperação Interfé para a Paz, quando foi anunciada a criação de uma nova organização ligada à ONU: o Fórum Tripartite Sobre Cooperação Interfé para a Paz.
Formada como uma trinca, a organização é dirigida por um grupo tripartite composto por laços governamentais nacionais, o sistema da ONU e ONGs selecionadas. O papel do Fórum Tripartite é aproveitar o curso de eventos interfé atual e ajudar a solidificar essa agenda inter-religiosa dentro da comunidade internacional.
Falando no primeiro aniversário do Fórum Tripartite em 23 de março de 2008, Hilário G. Davide Jr., representante permanente das Filipinas, analisou a abrangência e a importância desse trabalho:
"Em um sentido muito real, celebramos o primeiro aniversário de nascimento de uma criança singular, um presente especial ao mundo: uma criança que nasceu como resultado do amor universal pela justiça e do amor pela paz, como fruto do diálogo global interfé, intercultural e intercivilizacional, da compreensão e da cooperação..."
"... Novos desafios para a paz, o desenvolvimento e a promoção da dignidade humana parecem eludir muitos modos tradicionais de tratar os problemas. O Fórum Tripartite representa uma das abordagens criativas para lidar com esses desafios dos tempos modernos, tratando esses desafios de uma forma multifacetada que busca mobilizar o envolvimento de todos os participantes, em particular as comunidades religiosas."
"A Conferência Sobre Cooperação Interfé para a Paz, realizada em Nova York em 22 de junho de 2005 deu à luz o Fórum Tripartite. Neste ponto, preciso reconhecer com profunda gratidão os esforços coletivos realizados pelo grupo original de governos que convocou a conferência e apoiou o desenvolvimento da nossa iniciativa: Argentina, Bangladesh, Equador, Gâmbia, Alemanha, Indonésia, Irã, Casaquistão, Malásia, Marrocos, Paquistão, Filipinas, Senegal, Tailândia e Tunísia, em cooperação com três organismos da ONU: UNESCO, UNDESA e o Banco Mundial, bem como 110 ONGs religiosas registradas na ONU."
"O diálogo interfé ganhou um crescente interesse em todo o mundo e é reconhecido pelo Grupo dos 77, pela China, pelo Movimento Não Alinhado, pelo Encontro Ásia-Europa e pelo Fórum Regional ASEAN. Atualmente, ele é o projeto mais importante da UNESCO para o biênio 2006-2007; ele foi notado no Encontro de Cúpula Mundial de 2005; e serviu como uma das premissas na criação do Conselho dos Direitos Humanos. Mais importante ainda, ele deu ímpeto para a adoção unânime pela Assembléia-Geral da ONU em sua sexagésima segunda sessão da resolução intitulada "Promoção do Diálogo Inter-Religioso e Intercultural, Compreensão e Cooperação", apresentada pelo Paquistão e pelas Filipinas e copatrocinada por mais de 50 países.
"Várias agências da ONU estão em cooperação com comunidades religiosas no cumprimento de suas incumbências — UNESCO, UNICEF, UNFPA, UNEP, Banco Mundial, entre outras."
"A sociedade civil tem sido ativa na promoção do diálogo e cooperação interfés, notavelmente a Conferência Mundial Sobre as Religiões pela Paz, o Templo da Compreensão, a Iniciativa das Religiões Unidas, e diversas outras organizações importantes."
"... Gostaria de concluir convidando todos a considerarem o apoio às atividades do Fórum Tripartite, considerando uma das conclusões da Conferência de Alto Nível Sobre a Cooperação Interfé para a Paz, que 'o diálogo e a cooperação interfés para a paz não são mais um opção, mas uma necessidade essencial'." [13] [Itálico no original].
Em 21 de setembro de 2007, o Fórum Tripartite realizou uma segunda rodada de seus encontros de alto nível sobre a agenda interfé global. Trinta e três representantes oficiais de governos estiveram presentes, juntamente com líderes das principais organizações inter-religiosas, como a Iniciativa das Religiões Unidas. Comentando sobre essa conferência, o Dr. John Grayzel, da Cadeira Bahá'í para a Paz Mundial, uma unidade acadêmica da Universidade de Maryland, disse aos participantes: "Se as organizações religiosas do mundo se unissem, poderiam iniciar um novo grupo de resposta global de alerta imediato para se apresentar sempre que houver alguma disputa, conflito ou mal-entendido. Esse grupo poderia trazer à consciência de todos, independente de quaisquer discórdias e aparentes divergências de interesses, um nível de reflexão que reconhece a origem comum da humanidade e, fundamentalmente, uma fé comum." [14].
Alberto Rômulo, Secretário das Relações Exteriores das Filipinas e presidente do fórum, de forma bastante emocional, colocou a carga da culpa pelas guerras sobre as religiões, enfatizando a motivação para a unidade religiosa. "Algumas das atrocidades, violências e problemas que o mundo enfrenta podem ser atribuídos aos proponentes de variadas orientações religiosas." [15].
Portanto, é a criação de uma organização congênere à ONU, porém "voltada para as iniciativas religiosas" um exagero? Absolutamente não. A ONU e a comunidade internacional já começaram a pavimentar o caminho para levar o mundo a aceitar a criação desse tipo de organização.
Considere os seguintes acontecimentos:
  • Cada um dos sucessivos Parlamento das Religiões Mundiais (1993, 1999 e 2004) empurrou a agenda interfé mais para o centro dos holofotes da sociedade. Durante o Parlamento de 2004, foram feitos compromissos de impactar a tomada de decisões políticas e globais por meio de uma influência unificada do lóbi interfé. Na verdade, o Parlamento ganhou tanto em termos de impacto real que as grandes cidades de todo o mundo agora disputam umas com as outras para sediarem essa "olimpíada" prestigiosa das religiões. [16].
  • A Iniciativa das Religiões Unidas — uma organização interfé internacional que trabalha no nível de raiz popular e dentro da comunidade internacional — foi modelada na mesma linha que a ONU e com aprovação desta. [17]. Hoje, a Iniciativa exerce um importante papel em fazer avançar os conceitos políticos-interfés globais.
  • Durante o Encontro de Cúpula da Paz Mundial no Milênio, promovido pela ONU, centenas de líderes religiosos de todo o mundo se reuniram na ONU na esperança de encontrar uma resposta interfé para o problema da "paz mundial". O resultado desse encontro: criação do Conselho Mundial dos Líderes Religiosos. De acordo com a Carta de Constituição desse Conselho, o objetivo dele é "servir como um modelo e guia para a criação de uma comunidade de religiões mundiais". O Conselho dos Líderes Religiosos também atua como um recurso espiritual para ajudar a ONU a criar uma comunidade humana unida e "uma sociedade mundial justa". [18].
Lembre-se que uma grande parte do ímpeto para o trabalho político-interfé deriva da ideia que a religião e a guerra estão profundamente entrelaçados — o que explica o contínuo apelo pela "paz mundial" e por "uma sociedade mundial justa", que são tão frequentemente ouvidos nos eventos interfé.
Descrevendo essa convergência espiritual/política à luz do laço religião-guerra-interfé, Frank Kaufmann, diretor-executivo da Federação Inter-Religiosa para a Paz Mundial (uma organização fundada pelo reverendo Sun Myung Moon), sugeriu em 1998 a criação de um corpo global capacitado "que se assente acima das religiões em um nível internacional ou inter-religioso." [19].
Kaufmann explicou:
".... esta organização fará as comunidades religiosas operarem de tal forma que elas irão expor, censurar e exercer pressão sobre as religiões que estejam atuando de forma contrária à natureza cooperativa do organismo."
A criação de um organismo internacional político-religioso coercitivo parece ser uma abordagem benevolente para a paz mundial?
Mesmo que se olhe superficialmente, o aparecimento de uma abordagem centralista para a "ordem religiosa" não pode deixar de ser observado. Não é possível deixar de observar que uma "Comunidade Religiosa" global, centralizada e com envolvimentos políticos tem o potencial real de se tornar muito mais do que apenas uma grande burocracia — ela tem as sementes para se tornar uma nova forma de coletivismo religioso: um "soviete" internacional baseado na religião.

Pressupostos Incorretos, Paz Imperfeita

Quando pressupostos errados são empregados, resultados incorretos são garantidamente obtidos. Considere os seguintes pressupostos errôneos na teia de aranha interfé-política:
1. Que a religião é fundamentalmente culpada pelas piores atrocidades e conflitos na história humana.
Como já demonstrado no ensaio "Sonhos Utópicos Sanguinários: A Nova Era, o Comunismo e o Nazismo", essa suposição é totalmente enganosa e factualmente incorreta.
Embora as religiões hoje e historicamente tenham sido culpadas (o Islã é um exemplo tanto nos contextos moderno e antigo [20]), a religião não foi a causa principal em todas as guerra e conflitos, nem mesmo nos casos mais extraordinários do século 20. Lembre-se que as maiores carnificinas e derramamento de sangue nos cem últimos anos ocorreram sob os regimes comunistas de Lenin, Stalin, Mao Tsé-tung e Pol Pot (que matou de 25% a 33% da população de seu próprio país, o Cambodja) e por meio das ações horrendas do nacional-socialista Adolf Hitler.
Abraçando este circuito guerra-religião-interfé-paz, a busca pela harmonia mundial está edificando sobre um terreno movediço.
2. Um formato de governança global, que conecte o movimento interfé à comunidade política internacional, alcançará a paz mundial.
Este pressuposto tem duas formas: Um regime de "gestão" político/religioso explícito, conforme sugerido por Kaufmann, ou um sistema organizado e internacional de pressão que faça lóbi para exigir mudanças de política nos níveis nacional, regional e global. De ambas as formas, é a infusão de poder de uma forma centralista — e os sistemas políticos centralistas historicamente foram atrozes no que se refere à busca da paz. [21].
Independente se esse sistema de governança for apresentado como "democracia global" e o lado religioso como uma nova "ética global", o resultado é que uma configuração híbrida política e religiosa entrará em ação. Misture esses dois e você terá uma iniciativa política e internacional religiosa, a legitimação e capacitação da governança global e a imposição da paz em nome da tolerância.
Paz imposta não é paz de forma alguma.
3. Que todas as religiões são igualmente válidas e contêm as mesmas verdades essenciais e que a espiritualidade pode operar sob um conjunto padrão de normas planetárias.
O pressuposto acima está na essência do movimento interfé maior. Todavia, ele contraria a Antropologia, a Sociologia, a História e a Teologia. Os sistemas de crenças do Hinduísmo e do Cristianismo (por exemplo) estão fundamentalmente em antagonismo, como também as posições teológicas do Islã em comparação com o Budismo, o Animismo versus o Judaísmo, etc. Além disso, o conceito que todas as religiões são "igualmente válidas" é inconsistente pela lógica.
Alguns anos atrás, ao sair em uma pesquisa de campo para a coleta de fatos, compareci a um evento interfé global na Flórida. Durante um intervalo no período da tarde, a discussão sobre "a igualdade e validade" das religiões subitamente chegou a um impasse quando um dos participantes tentou aplicar a lógica ao princípio do movimento interfé.
"— O que faremos com os cultos que realizam sacrifícios humanos e com o satanismo?", ele perguntou.
Toda a discussão em volta da mesa do café se transformou em um silêncio. Sem dúvida, cada pessoa ali compreendeu intuitivamente que a posição interfé de igualdade e validade das religiões tinha se chocado contra um muro de tijolos.
Isto não deveria ter sido surpresa; afinal, existem muitos sistemas religiosos que são socialmente repulsivos — até mesmo em nossa "era dourada" de tolerância. Por exemplo, o satanismo, conforme apresentado por Anton LaVey, fundador da Igreja de Satanás, prega a religião da total satisfação dos desejos e a busca dos prazeres.
A Bíblia Satânica, de autoria de LaVey, diz orgulhosamente: "Sou meu próprio redentor." [22]. Além disso, esse tipo de egoteísmo deixa pouco espaço para a compaixão social. Como diz a Bíblia Satânica:
"Bem-aventurados os fortes, pois possuirão a Terra; amaldiçoados sejam os fracos, pois herdarão a canga! Bem-aventurados os poderosos, pois serão reverenciados entre os homens; amaldiçoados os frágeis, pois serão erradicados!... Bem-aventurados aqueles que têm punhos de aço, pois os mais fracos fugirão diante deles; amaldiçoados os pobres de espírito, pois serão cuspidos!... Bem-aventurados aqueles que creem naquilo que é melhor para eles... Amaldiçoados sejam os 'cordeiros de Deus', pois sangrarão até se tornarem mais alvos do que a neve!" [23; tradução nossa].
Compare isto com o cristianismo bíblico, que ensina o amor ao próximo e aos inimigos, [24] e o cuidado com os doentes e fracos [25], e vemos que as diferenças não poderiam ser mais vívidas. Além disso, ao contrário da auto-redenção, o Cristianismo reconhece a natureza pecaminosa do homem [26] e que a salvação somente pode ser obtida por meio da obra consumada de Jesus Cristo. [27].
As diferenças entre essas duas religiões não poderiam ser mais chocantes. Existem diferenças fundamentais não somente entre a "adoração a si mesmo" e o Cristianismo, mas entre todas as religiões. Todavia, durante a Conferência Interfé de Paz promovida pela ONU em 2005, o presidente do ECOSOC declarou claramente: "Os dogmas básicos de todas as fés e culturas são fundamentalmente similares..." [28].
Não somente este é um pressuposto incorreto, mas é uma afirmação que está baseada no conceito de governança global para fins políticos. Como citado anteriormente por Munir Akram, presidente do ECOSOC: "A fé é também um poderoso instrumento para a mobilização política e social — para alcançar objetivos coletivos." [29].
Tomados em conjunto, esses ideais políticos e religiosos errôneos somente podem levar a uma conclusão errônea. A paz mundial não poderá ser criada com base na centralização política, que por sua própria natureza requer a acumulação, retenção e uso do poder — uma antítese da paz e das liberdades e que pode ser comprovada historicamente.
Tampouco uma plataforma das Fés Mundiais/Organização das Religiões Unidas pode ser a resposta, a não ser que ela também se torne eventualmente coercitiva e degradante.
A mão do homem não pode alcançar a paz mundial. Este fato não dá licença para a beligerância ou para a total falta de esperança, mas simplesmente aponta para a realidade da nossa situação humana e dos perigos da imposição dos sonhos utópicos.
Portanto, o que acontecerá se uma estrutura política/religiosa for formada, colocando em cena um sistema interfé reconhecido e imposto internacionalmente?
Contemplar esse cenário me faz lembrar da antiga máxima comunista: "Paz é a destruição de toda a oposição."

Notas Finais

1. Samuel P. Huntington, The Clash of Civilizations: Remaking of World Order (Touchstone/Simon & Schuster, 1996/97). Huntington propôs que os conflitos que surgiram no mundo após a Guerra Fria foram alimentados por conceitos culturais e religiosos. Em 1928, Leonard Woolf escreveu um pequeno volume intitulado Imperialism and Civilization, en que também delineia a ideia de um "choque de civilizações". Woolf aponta o imperialismo como o principal ator nesse choque: "Embora os conflitos raciais e religiosos pareçam superficialmente serem fatores vitais, na realidade apenas disfarçam o problema muito mais fundamental do choque de civilizações. Eles não são as causas, porém sintomas de uma doença que está afligindo a humanidade em várias partes do mundo. Não é uma questão racial, religiosa ou de nacionalismo, mas de colisão e desajustes de diferentes civilizações sob o impulso do imperialismo.” (pág. 22).
2. O livro de Tony Blankley, The West’s Last Chance: Will We Win the Clash of Civilization? (Regnery, 2005), delineia o choque entre os ideais do Islã e os do Ocidente. Outros livros, como o de Dave Hunt, Judgment Day: Islam, Israel and the Nations (Berean Call, 2005), também detalha a ascensão do Islã e sua abordagem antagônica ao Cristianismo, a Israel e aos conceitos ocidentais de liberdade.
3. Veja no artigo "Sonhos Utópicos Sanguinários" uma análise do argumento cíclico religião-guerra.
4. Ken Wilber, "Why Do Religions Teach Love and Yet Cause So Much War”, http://www.beliefnet.com/story/147/story_14762.html. Acessado em 17 de novembro de 2005.
5. Marcus Braybrooke, Faith and Interfaith in a Global Age (CoNexus, 1998), págs. 15-16.
6. Hans Küng, Prefácio para o livro de Willard G. Oxtoby, The Meaning of Other Faiths (The Westminster Press, 1983), pág. 10.
7.John Davis and Naomi Rice, Messiah and the Second Coming (Coptic Press, 1982), pág. 111.
8. The Dawn of Religious Pluralism: Voices from the World’s Parliament of Religions, 1893 (Open Court, 1993).
9. Conferência da ONU Sobre Cooperação Interfé para a Paz, em 22 de junho de 2005.
10. Declaração de Jean Ping, presidente da sessão da Assembleia-Geral da ONU na Conferência Sobre Cooperação Interfé para a Paz, em 22 de junho de 2005. Discurso arquivado por este autor.
11. Comunidade Bahá’í Internacional, "At the UN, governments and religious NGOs convene a peace conference", One Country, abril-junho de 2005, pág. 14.
12. Embaixador Munir Akram, presidente do Conselho Econômico e Social (ECOSOC) da ONU, falando na Conferência da ONU Sobre Cooperação Interfé para a Paz, 22 de junho de 2005; discurso nos arquivos deste autor.
13. Mensagem de Hilário G. Davide Jr. representante permanente das Filipinas no primeiro aniversário do Fórum Tripartite Sobre Cooperação Interfé para a Paz, 23 de março de 2007, http://www.tripartiteinterfaithforum.org.
14. "Fórum da ONU vê o diálogo interfé como essencial para a paz", Bahai World News Service, http://www.bahaiworldnews.org/story/484.
15. Idem.
16. Carl Teichrib, "Uma Análise da Agenda Interfé Global”. Veja também "Re-Creating Eden", em http//www.gracesite.net/Articles.htm.
17. Veja Carl Teichrib, "Blending of the Gods: The United Religions Initiative Global Charter Signing" e outros artigos sobre o movimento interfé global em várias edições de Hope For The World Update. Veja também Gary H. Kah, The New World Religion: The Spiritual Roots of Global Government (Hope International Publishing, 1999), e The August Review, Volume 8, Edição 5, "Global Religion for Global Governance", em http://www.augustreview.com.
18. Conselho Mundial dos Líderes Religiosos, WCRL Charter, Capítulo 2, http://www.millenniumpeacesummit.com/chapter2.html. (Acessado em 21 de novembro de 2005).
19. Frank Kaufmann (Federação Inter-Religiosa para a Paz Mundial), "Religious Wars and World Peace", um discurso feito na Conferência Internacional Coalizão para a Liberdade Religiosa e o Novo Milênio, Washington DC, 17-19 de abril de 1998. O discurso de Kaufmann foi transcrito e pode ser lido em http://www.religiousfreedom.com (selecione Conference Papers, depois Kaufmann).
20. Veja Dave Hunt, Judgement Day: Islam, Israel and the Nations (The Berean Call, 2005) e Dore Gold, Hatred’s Kingdom (Regnery Publishing, 2003).
21. Veja R. J. Rummel, Death By Government (Transaction Publishers, 1994).
22. Anton Szandor LaVey, The Satanic Bible (Avon, 1969), pág. 33.
23. Idem, pág. 34. 24. Mateus 5:43-44 e Mateus 19:19. 25. Mateus 25:31-40. 26. Romanos 3:23. 27. Veja João 14:6, Romanos 3:21-26, Atos 4:8-13, etc.
28. Embaixador Munir Akram, presidente do ECOSOC, falando na Conferência da ONU Sobre Cooperação Interfé, em 22 de junho de 2005; discurso nos arquivos deste autor.
29. Idem.

Autor: Carl Teichrib, artigo original em http://www.forcingchange.org, Edição 5, Volume 1.
Revisão: http://www.TextoExato.com
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/interfe.asp

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Teólogos da Libertação desvendam segredos da nova “religião” verde

 

Ecoteologia da libertação: marxismo + "religião" verde
Ecoteologia da libertação: marxismo + "religião" verde
O ex-frei franciscano Leonardo Boff vem sendo promovido como um dos principais propagadores da teologia da liberação agora reciclada em eco-teologia marxista com cores acentuadamente verdes e panteístas.

Boff participa do esforço de reformulação do enferrujado marxismo numa nova filosofia que recolhe os postulados mais radicais de Karl Marx e os amalgama com os dogmas básicos do ambientalismo radical numa nova religião.

Qual é o conteúdo desta profunda metamorfose?

O próprio Boff encarregou-se de fornecer alguns avanços desta nova-velha Teologia da Libertação verde-vermelha, segundo informou a agência ACI.

No Congresso Continental de Teologia, realizado sob os auspícios da UNISINOS, em São Leopoldo, RS, de 7 a 11 de outubro deste ano, o ex-frei definiu alguns dos parâmetros essenciais dessa teologia ecomarxista.

Boff relembrou o básico: a “marca registrada” de Teologia da Libertação é “a opção pelos pobres, contra a miséria e a opressão”, no contexto da luta de classes.

Mas ele encaixou nesse chavão o componente verde. O leitor tal vez ache que os seguintes pensamentos do ecoteólogo marxista são produtos de algum delírio, ou de uma embaralhada insensata de letras provocada involuntariamente por algum sistema informático. Mas não é nada disso.







“Dentro dessa opção pelos pobres, explicou Boff, é preciso inserir o grande pobre que é a Mãe Terra, que é Pachamama [a deusa dos povos andinos incubada na terra], é a Magna Mater, é a Tonantzin, é a Gaia, é o grande pobre devastado e oprimido”.
Lula gigante habitada pelo "espírito" substituiria a humanidade
que seria expelida da Terra: devaneios panteístas
da "ecoteologia", ou nova "religião verde"

Entramos assim de cheio na nova luta de classes segundo a “religião verde”.

Para o ecoteólogo, “esse organismo que chamamos Terra y da qual fazemos parte” pode, a qualquer hora, “nos expulsar como se fossemos células cancerígenas”. Seria o fim da humanidade.

Ainda segundo este visionário profeta da “religião” verde, a “Mãe Terra” estaria preparando um novo ser capaz de “receber o espírito”.

Esse “novo homem” – alias, assaz diferente dele – não seria outra coisa senão uma lula gigante.
O disparate suscita de imediato o riso ou convida a interromper a leitura. Esse ser que evoca certos deuses da Índia, mistura de homem e animal, estaria mais perto de certas representações diabólicas clássicas.

Seria um singular avatar gerado pelas entranhas do averno material mas habitado por um "espírito" vindo de não se sabe onde.

Leonardo Boff: profeta de um mundo verde irracional
povoado de entes de conotações demoniacas
A Terra se assemelharia a uma “deusa-Mãe” cruel disposta a exterminar a humanidade e, a seguir, comunicaria o 'espírito' que jaz nas suas profundezas a uma sorte de 'deus-demônio' repulsivo. Teoria verdadeiramente a-científica,anticristã e carregada de concepções pagãs.

Explicando a nova teologia verde, o religioso renegado disse que o extermínio da humanidade resgataria a “Mãe Terra” que “está crucificada e é tarefa nossa descê-la da cruz, como fizemos durante décadas com os pobres”.

Boff se autodenomina “ecoteólogo de matriz católica” e defende com acentos subversivos que “o grito da terra é grito dos pobres e grito dos pobres é o grito da terra, nossa Mãe Terra”.

E insistiu para afastar dúvidas: “não só os pobres gritam, gritam as águas, gritam as árvores, gritam os animais, gritam os ventos, a terra grita”.

Em poucas palavras é marxista enquanto ambientalista e ambientalista enquanto marxista. Os dois movimentos seriam duas faces de uma mesma moeda, na mente da ecoteologia da libertação.

Para Boff, “o universo é autoconsciente” como se tivesse alma bem como acreditavam as velhas concepções gnósticas e panteístas.
A Terra martelou ele: “começou a pensar, sentir e amar”, sem nunca explicar de onde tirou semelhante estapafúrdio.

O espírito divino panteísta teria se revelado em religiões pagãs,
segundo a ecoteologia da libertação. Na foto: santão da Índia.
O devaneio panteísta leva o ex-frei a entender o Deus Uno e Trino da Igreja Católica como “a grande energia fundamental” impessoal.

Ele pediu revisar o conceito de Revelação, sustentando que houve muitas revelações de Deus na história.

 Portanto, deve se abandonar a ideia de converter os pagãos. Muitas revelações pagãs atribuídas ao demônio seriam manifestações da Mãe Terra, deusa panteísta.

“Deus chega sempre antes dos missionários e sempre age antes que eles”, explicou parafraseando o comuno-tribalismo mais radical.

Em consequência, o “catolicismo atual” só mereceria sobreviver se se reformula e entra em harmonia com o deus ex-machina “Mãe Terra” que ele e os teólogos da libertação “aggiornati” estão revelando ao gênero humano.

Entre os participantes do evento em São Leopoldo também estavam o sacerdote peruano Gustavo Gutiérrez, considerando pai da teologia marxista da libertação, Jon Sobrino, e o bispo de Jales, D. Luiz Demétrio Valentini.

Fonte: Verde: a cor nova do comunismo


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