quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Teólogos da Libertação desvendam segredos da nova “religião” verde

 

Ecoteologia da libertação: marxismo + "religião" verde
Ecoteologia da libertação: marxismo + "religião" verde
O ex-frei franciscano Leonardo Boff vem sendo promovido como um dos principais propagadores da teologia da liberação agora reciclada em eco-teologia marxista com cores acentuadamente verdes e panteístas.

Boff participa do esforço de reformulação do enferrujado marxismo numa nova filosofia que recolhe os postulados mais radicais de Karl Marx e os amalgama com os dogmas básicos do ambientalismo radical numa nova religião.

Qual é o conteúdo desta profunda metamorfose?

O próprio Boff encarregou-se de fornecer alguns avanços desta nova-velha Teologia da Libertação verde-vermelha, segundo informou a agência ACI.

No Congresso Continental de Teologia, realizado sob os auspícios da UNISINOS, em São Leopoldo, RS, de 7 a 11 de outubro deste ano, o ex-frei definiu alguns dos parâmetros essenciais dessa teologia ecomarxista.

Boff relembrou o básico: a “marca registrada” de Teologia da Libertação é “a opção pelos pobres, contra a miséria e a opressão”, no contexto da luta de classes.

Mas ele encaixou nesse chavão o componente verde. O leitor tal vez ache que os seguintes pensamentos do ecoteólogo marxista são produtos de algum delírio, ou de uma embaralhada insensata de letras provocada involuntariamente por algum sistema informático. Mas não é nada disso.







“Dentro dessa opção pelos pobres, explicou Boff, é preciso inserir o grande pobre que é a Mãe Terra, que é Pachamama [a deusa dos povos andinos incubada na terra], é a Magna Mater, é a Tonantzin, é a Gaia, é o grande pobre devastado e oprimido”.
Lula gigante habitada pelo "espírito" substituiria a humanidade
que seria expelida da Terra: devaneios panteístas
da "ecoteologia", ou nova "religião verde"

Entramos assim de cheio na nova luta de classes segundo a “religião verde”.

Para o ecoteólogo, “esse organismo que chamamos Terra y da qual fazemos parte” pode, a qualquer hora, “nos expulsar como se fossemos células cancerígenas”. Seria o fim da humanidade.

Ainda segundo este visionário profeta da “religião” verde, a “Mãe Terra” estaria preparando um novo ser capaz de “receber o espírito”.

Esse “novo homem” – alias, assaz diferente dele – não seria outra coisa senão uma lula gigante.
O disparate suscita de imediato o riso ou convida a interromper a leitura. Esse ser que evoca certos deuses da Índia, mistura de homem e animal, estaria mais perto de certas representações diabólicas clássicas.

Seria um singular avatar gerado pelas entranhas do averno material mas habitado por um "espírito" vindo de não se sabe onde.

Leonardo Boff: profeta de um mundo verde irracional
povoado de entes de conotações demoniacas
A Terra se assemelharia a uma “deusa-Mãe” cruel disposta a exterminar a humanidade e, a seguir, comunicaria o 'espírito' que jaz nas suas profundezas a uma sorte de 'deus-demônio' repulsivo. Teoria verdadeiramente a-científica,anticristã e carregada de concepções pagãs.

Explicando a nova teologia verde, o religioso renegado disse que o extermínio da humanidade resgataria a “Mãe Terra” que “está crucificada e é tarefa nossa descê-la da cruz, como fizemos durante décadas com os pobres”.

Boff se autodenomina “ecoteólogo de matriz católica” e defende com acentos subversivos que “o grito da terra é grito dos pobres e grito dos pobres é o grito da terra, nossa Mãe Terra”.

E insistiu para afastar dúvidas: “não só os pobres gritam, gritam as águas, gritam as árvores, gritam os animais, gritam os ventos, a terra grita”.

Em poucas palavras é marxista enquanto ambientalista e ambientalista enquanto marxista. Os dois movimentos seriam duas faces de uma mesma moeda, na mente da ecoteologia da libertação.

Para Boff, “o universo é autoconsciente” como se tivesse alma bem como acreditavam as velhas concepções gnósticas e panteístas.
A Terra martelou ele: “começou a pensar, sentir e amar”, sem nunca explicar de onde tirou semelhante estapafúrdio.

O espírito divino panteísta teria se revelado em religiões pagãs,
segundo a ecoteologia da libertação. Na foto: santão da Índia.
O devaneio panteísta leva o ex-frei a entender o Deus Uno e Trino da Igreja Católica como “a grande energia fundamental” impessoal.

Ele pediu revisar o conceito de Revelação, sustentando que houve muitas revelações de Deus na história.

 Portanto, deve se abandonar a ideia de converter os pagãos. Muitas revelações pagãs atribuídas ao demônio seriam manifestações da Mãe Terra, deusa panteísta.

“Deus chega sempre antes dos missionários e sempre age antes que eles”, explicou parafraseando o comuno-tribalismo mais radical.

Em consequência, o “catolicismo atual” só mereceria sobreviver se se reformula e entra em harmonia com o deus ex-machina “Mãe Terra” que ele e os teólogos da libertação “aggiornati” estão revelando ao gênero humano.

Entre os participantes do evento em São Leopoldo também estavam o sacerdote peruano Gustavo Gutiérrez, considerando pai da teologia marxista da libertação, Jon Sobrino, e o bispo de Jales, D. Luiz Demétrio Valentini.

Fonte: Verde: a cor nova do comunismo


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