sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Combate a pirataria para exportação

New 7 Wonders Top 20New 7 Wonders Top 20 (Photo credit: Wikipedia)

Combate a pirataria para exportação

  • Por Tatiana de Mello Dias
  • Fonte: www.estadao.com.br
Parceria Transpacífica prevê que países signatários façam seus provedores de internet monitorar os usuários
SÃO PAULO – Negociado em salas fechadas por países como EUA, Canadá, Japão, Chile e Austrália, um novo acordo pode significar um endurecimento nas leis antipirataria no mundo.

O TPP, ou Parceria Transpacífica, quer que os países signatários ofereçam incentivos legais para que os provedores de acesso à internet combatam a pirataria. E quer exportar alguns mecanismos restritos da lei americana, como o que criminaliza quem burlar os mecanismos digitais de proteção.


O TPP pode levar à adoção da política de ‘three strikes’, ou resposta graduada, com punições que podem culminar com a suspensão da conexão do usuário flagrado consumindo pirataria.

O TPP, como é chamado, obrigaria os provedores de acesso à bloquearem sites comprovadamente piratas, além de estimular aos intermediários divulgarem a identidade de quem baixar algo ilegalmente. A adoção do acordo estimularia que os provedores de internet dos países signatários passassem a vigiar a navegação dos usuários para evitar a pirataria.

Liberdade. Para a Eletronic Frontier Foundation, entidade californiana que luta pela liberdade na internet, dar aos provedores a aplicação da lei de direitos autorais ‘constitui uma grave ameaça à liberdade de expressão na internet’.  “Ao oferecer plataformas grátis ou de baixo custo que permitem a todos alcançarem a audiência de milhões, os provedores de internet democratizaram a mídia e possibilitaram que ideias se espalhassem rapidamente – sem os porteiros da mídia tradicional”, diz a entidade.

Segundo a EFF, os intermediários teriam que arcar com a responsabilidade extra de fiscalizar os cidadãos. E  analisar cada postagem excederia, por exemplo, o valor ganho em publicidade. “Isso torna o oferecimento de plataformas abertas para conteúdo gerado pelo usuário economicamente insustentável”.

Além disso, o mecanismo de notificação e retirada, para a entidade, abriria margem para pedidos abusivos de remoção de conteúdo – com a desculpa que seriam piratas. Segundo o mecanismo, primeiro o conteúdo é tirado do ar, depois os motivos são analisados. Isso também seria uma ameaça à liberdade de expressão.

O acordo internacional quer que os signatários adotem procedimentos semelhantes de remoção de conteúdo pirata sem a necessidade de ordem judicial.

Segundo a Eletronic Frontier Foundation, em 2004 o Chile recusou uma proposta semelhante em um acordo bilateral com os EUA. O país latino-americano acabou aprovando uma lei mais flexível em 2010.

“Essas leis não são apenas ruins em políticas públicas, mas têm o potencial de colidir com a soberania nacional impondo, através de um proceso não-transparente, mudanças significativas nas leis existentes”, diz a EFF.

Cinco dos 11 países que estão negociando o acordo estão na lista Special 301, relatório usado pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA para pressionar por acordos internacionais. E agora surgiu a chance: segundo os EUA, a adoção do TPP poderia tirar os países da lista antipirataria.
A EFF fez um infográfico (em inglês) que explica alguns pontos do acordo:



Enhanced by Zemanta

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A Fé Bahá'í: Ligando a Política e a Religião na Busca pela Unificação Global

Bahá'í House of Worship, Sydney, Australia.Bahá'í House of Worship, Sydney, Australia. (Photo credit: Wikipedia)A Fé Bahá'í: Ligando a Política e a Religião na Busca pela Unificação Global

Autor:Carl Teichrib, Forcing Change, Edição 3, Volume 1.

Existe uma "religião independente" específica que está literalmente procurando criar uma nova civilização mundial, tanto espiritual quanto politicamente. Pode-se até dizer que criar o governo mundial é sua incumbência espiritual. Para o observador casual, esta audaciosa afirmação pode parecer absurda. Afinal, essa religião em particular não é grande em termos numéricos. Ela também não se esforça para se apresentar para o conhecimento do público, especialmente quando a comparamos com a influência que o Catolicismo Romano exerce na política internacional, com a enorme atenção que o Islã recebe na imprensa mundial, ou com o papel observado do cristianismo evangélico nas questões internas nos EUA. Na verdade, para todos os propósitos, essa religião permanece em grande parte desconhecida da população em geral.

Todavia, por mais desconhecida que essa religião possa ser para o cidadão mediano, seu envolvimento nos assuntos da governança global é inegável, com um histórico que pode ser rastreado até o nascimento da Organização das Nações Unidas. Mesmo assim, os comentaristas políticos e pesquisadores rotineiramente negligenciam essa organização religiosa. Na verdade, se não fosse pela minha participação em um determinado evento da ONU, eu também ignoraria completamente esse ator internacional.

No verão do ano 2000, tive a oportunidade de participar do Fórum do Milênio da ONU. Foi durante aquele evento que reconheci a importância dessa entidade política e espiritual e a única razão por que observei foi devido à sua atividade visível durante a conferência.

A princípio, achei bastante estranho que um grupo religioso relativamente pequeno estivesse tão envolvido em um evento daquela importância. Eu podia entender que os Fransciscanos Internacionais, uma organização ligada à Igreja Católica, ocupasse algumas posições-chave, incluindo ter um de seus membros no cargo de secretário-executivo. Afinal, independente que você possa pensar sobre o catolicismo romano, não se pode negar a influência que essa poderosa instituição exerce nas questões internacionais. Mas, e a Fé Bahá'í?

Comecei a compreender o significado da religião Bahá'í como uma líder no avanço global quando Techeste Ahderom, o principal representante da Comunidade Internacional Bahá'í junto à ONU, fez seu discurso de abertura como co-presidente do Fórum do Milênio. É verdade que no passado eu já tinha visto os bahá'ís em eventos dos Federalistas Mundiais e em vários encontros interfé, mas nessas ocasiões, os representantes da Fé Bahá'í eram apenas parte do barulho no segundo plano — como tantos outros participantes. Mas, com Ahderom na chefia do Fórum do Milênio da ONU, e com o suporte administrativo direto do Comitê Executivo do Fórum, fui forçado a fazer uma simples, porém importante pergunta: por que os bahá'ís?

O Contexto Global Bahá’í

Em comparação com as outras religiões, a Fé Bahá’í é relativamente nova, emanando dos ensinos de seu fundador, Bahá’u’lláh, que viveu de 1817 a 1892. Com sua origem no Irã, a matriz da Fé Bahá’í era principalmente islâmica [1] e a maior parte de seus primeiros apoiadores veio de comunidades muçulmanas, com uma pequena mistura e envolvimento de cristãos, judeus e zoroastristas.

Como as fés monoteístas, os bahá'ís acreditam que "Deus é um". Entretanto, a fé Bahá'í afirma que Deus "manifesta Sua vontade para a humanidade" por meio de uma série de mensageiros. Assim, "os bahá'ís acreditam que Abraão, Moisés, Zoroastro, Buda, Krishna, Jesus e Maomé são todos mensageiros igualmente autênticos de um Deus." [2]. Além disso, cada uma dessas figuras religiosas e suas várias mensagens são vistas como caminhos legítimos para a salvação e são parte de um plano maior para o progresso da civilização.

Essa ideia de impelir a sociedade é uma parte integral da fé Bahá'í. De acordo com a página oficial na Internet, o tema central da fé Bahá'í é que "o gênero humano é um só e chegou o tempo para sua unificação em uma sociedade global" [3]. Essa mensagem de unificação é claramente declarada em todos os escritos bahá'ís.

Um desses textos, Bahá’í Teachings For The New World Order (Ensinos Bahá'ís para a Nova Ordem Mundial), publicado pela Assembleia Espiritual Bahá´í dos EUA, lista alguns de seus princípios fundamentais:

· "A unidade da humanidade".

· "Paz universal mantida por um governo mundial."

· "A fundação comum de todas as religiões."

· "Educação universal compulsória."

· "Uma solução espiritual para os problemas econômicos."

John Ferraby, autor da referência bahá’í All Things Made New (Todas as Coisas se Fazem Novas), se arrisca a fazer algumas afirmações igualmente significativas:

"A unidade que existe entre os bahá'ís se assemelha, mas é mais forte do que as dos cristãos e muçulmanos primitivos, pois os elementos unidos são mais diversos. Vivemos em uma época sem igual, quando pela primeira vez na história, a humanidade pode ser reconhecida como uma só. Segundo Bahá'u'lláh, o Plano Divino da Criação requer que o processo de unificação culmine neste estágio da história humana; tudo o que passou antes serviu para nos trazer para a época presente, em que a unidade da humanidade deve ser alcançada na unidade mundial... Entramos em uma nova era, em que a unificação da humanidade pode ser adequadamente organizada somente por um Estado mundial... Deus liberou, por meio de Bahá'u'lláh as forças necessárias para unir a humanidade... Portanto, o espírito de unidade liberado por Bahá'u'lláh é mais intenso do que qualquer liberação feita em épocas passadas. Os primeiros frutos são visíveis na Comunidade Bahá'í hoje, amanhã seu poder espiritual dominará a humanidade." [4].

Isto explica por que os representantes bahá'ís estão há várias décadas tão envolvidos dentro da comunidade global: a criação de um governo global é uma incumbência espiritual que eles têm.

Obviamente, a Comunidade Bahá'í participa de iniciativas para a mudança global muito antes de eu ter testemunhado isto durante o Fórum do Milênio da ONU. Considere as seguintes informações resumidas, fornecidas pela CIB:

"A Comunidade Internacional Bahá'í tem um longo histórico de envolvimento com as organizações internacionais. Na sede da Liga das Nações, em Genebra, um Escritório Internacional da Fé Bahá'í, criado em 1926, serviu como base para os bahá'ís participarem nas atividades da Liga. Em 1945, quando a Carta de Constituição da ONU foi assinada em San Francisco, os representantes bahá'ís estavam presentes. Em 1948, a Comunidade Internacional Bahá'í foi registrada junto à ONU como uma organização não governamental (ONG) internacional e em 1970 recebeu status consultivo (chamado agora de status consultivo 'especial') junto ao Conselho Econômico e Social da ONU (ECOSOC). O status consultivo junto ao UNICEF (Fundo das Nações Unidas para as Crianças) foi concedido em 1976, e o status consultivo junto ao Fundo de Desenvolvimento para as Mulheres (UNIFEM) foi concedido em 1989. Ao longo dos anos, a Comunidade trabalhou de perto com o Programa de Meio Ambiente da ONU (UNEP), com o Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos, com a UNESCO (Organização Cultural, Científica e Educacional da ONU) e com o Programa de Desenvolvimento da ONU (UNDP)." [5].

Durante os últimos anos, a CIB participou do Encontro de Cúpula Mundial Sobre Desenvolvimento Sustentável, do Encontro de Cúpula Pela Paz Mundial no Milênio, da Conferência Mundial da ONU Contra o Racismo, da Sessão Especial da ONU Sobre as Crianças, do Encontro de Cúpula Mundial Sobre a Sociedade de Informação, e de muitos outros eventos internacionais. Além disso, em Turim, na Itália, na sede da Organização Mundial do Trabalho, um relacionamento especial foi desenvolvido entre a OIT e o Foro Empresarial dos Bahá'ís Europeus (EBBF). O propósito: "aplicar princípios espirituais para solucionar os problemas econômicos".

Esse aspecto europeu é importante, dando não somente uma estrutura global, mas também regional para a transformação social. Depois disso, a Comissão Europeia fez parceria com o EBBF e, em 2002, Giuseppe Robiati, um membro do EBBF, foi agraciado com o título de professor titular da cadeira de Nova Ordem Mundial, na Universidade de Bari, na Itália. Além disso, o Parlamento Europeu "sediou uma exposição especial para destacar a contribuição feita pelas comunidades bahá'ís europeias na promoção da harmonia social." [6].

Entretanto, é no Oriente Médio e, particularmente em Israel, que a religião Bahá'í está especialmente focada.

A Sede Mundial

No Monte Carmelo, em Haifa, o local onde o profeta Elias teve seu confronto com os profetas de Baal (1 Reis 18), uma sucessão de jardins nivelados, cada um com 19 degraus, forma um terreno de aproximadamente mil metros na lateral norte do monte. No centro desse cenário deslumbrante situa-se o Santuário do Báb — a estrutura de um mausoléu com domo dourado que contém os restos mortais do Báb, o precursor espiritual de Bahá'u'lláh.

Aparentemente, um ano antes de morrer, Bahá'u'lláh viajou até o Monte Carmelo, onde "designou o local para ser a sede mundial da sua fé". [7]. Assim, desde meados dos anos 1950s, Haifa tornou-se o local central para a obra de unificação global dos bahá'ís.

O Monte Carmelo abriga atualmente diversas enormes estruturas administrativas bahá'ís, incluindo o edifício dos Arquivos Internacionais e o Centro Internacional de Ensino. Também no local está o Centro para o Estudo dos Textos, uma instalação para a guarda e conservação dos documentos sagrados e que atua como uma instituição de estudo para eruditos e acadêmicos. Todos esses estabelecimentos funcionam em conjunto com a Casa Universal de Justiça, a "instituição suprema" e o corpo governante da comunidade bahá'í. Entretanto, a Casa de Justiça e as outras instituições de suporte estão preocupadas com muito mais do que apenas a Fé Bahá'í.

Em um artigo publicado em One Country, a publicação oficial da Comunidade Internacional Bahá'í, Douglas Samimi-Moore, diretor do Escritório de Informações Públicas da organização, explicou o significado mais profundo que está por trás do complexo no Monte Carmelo:

"Nossas escrituras dizem que a construção de instalações para abrigar essas instituições coincidirá com vários outros processos no mundo. Um desses processos é o amadurecimento das instituições locais e nacionais da fé Bahá'í. Outro é o estabelecimento de processos que levarão à paz política para a humanidade..." [8].

Enfatizando essa unificação global da política e da religião, Samimi-Moore declarou novamente esse tema central acrescentando que "os bahá'is construíram essas estruturas por uma motivação espiritual... Eles acreditam que essas novas estruturas contribuirão para a unificação do planeta." [9].

O objetivo jurado da fé Bahá'í, a incumbência espiritual de criar o governo mundial, demonstra amplamente a razão por que essa religião pouco conhecida está tão interessada em se entrincheirar dentro da comunidade internacional. As implicações são extraordinárias. Pense no seguinte: uma sede internacional em um complexo deslumbrante de edifícios — incluindo uma Casa Internacional de Justiça — localizada no Monte Carmelo, tudo com vínculos especiais na Organização das Nações Unidas, e uma agenda interfé firmemente estabelecida centrada na unificação global. Entretanto, há uma parte final neste quadro.

John Ferraby, que serviu como secretário da Assembleia Espiritual Bahá'í dos EUA fornece uma forte razão para o intenso desejo de sua fé ver o governo mundial e o sistema religioso mundial frutificarem. Isto é imperativo para a visão bahá'í da ordem internacional: "... antes do aparecimento do próximo manifestante de Deus, sua Nova Ordem Mundial será formada." [10].

Esta é a versão bahá'í para o ditado: "Construa o ninho e o filhote virá."

Notas Finais

"Historical Context of the Bábi and Bahá’í Faiths", http://info.bahai.org/babi-and-bahai.html.

Idem.

"The Bahá’í Faith", http://info.bahai.org/index.html.

John Ferraby, All Things Made New (Bahá’í Publishing Trust, 1975), págs. 77-78.

Bahá’í International Community: History of Active Cooperation with the United Nations, http://statements.bahai.org/00-0606.htm.

BIC, "Exhibition at European Parliament tells the story of Bahá’í contribution to social harmony", One Country, abril/junho de 2003, pág. 14.

BIC, "The Bahá’í Faith and its connection to Israel", One Country, julho/setembro de 2000, pág. 15.

BIC, "Reshaping 'God’s holy mountain' to create a vision of peace and beauty for all humanity", One Country, julho/setembro de 2000, pág. 11.

Idem.

John Ferraby, pág. 304.


Autor: Carl Teichrib, artigo original em http://www.forcingchange.org, Edição 2, Volume 1.
Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/bahai.asp


Enhanced by Zemanta

terça-feira, 11 de setembro de 2012

FBI prepara sistema para vigiar em tempo real todos os americanos

English: The Seal of the United States Federal...English: The Seal of the United States Federal Bureau of Investigation. For more information, see here. Español: El escudo del Buró Federal de Investigaciones (FBI). Para obtener más información, véase aquí (Inglés). (Photo credit: Wikipedia)FBI prepara sistema para vigiar em tempo real todos os americanos

David Jeffers, PC World (US)

Sistema Next Generation Identification (NGI) será capaz de identificar suspeitos a partir de imagens de câmeras de vídeo.

Graças ao FBI, o governo dos Estados Unidos terá em breve um sistema nacional no lugar capaz de monitorar e identificar "pessoas de interesse" em praticamente qualquer lugar. O sistema Next Generation Identification (NGI) é projetado para ajudar a polícia federal americana a rastrear e capturar criminosos.

As impressões digitais têm sido o principal identificador para polícias de todos os níveis há um século. Mesmo com bilhões de amostras no registro, nunca houve duas iguais.

No entanto, as digitais são apenas um identificador, e grande parte desses dados não são unificados e facilmente acessíveis. O NGI vai incluir reconhecimento de voz, dados de varredura de retina e íris, reconhecimento facial, análise de DNA, e mais em um sistema automatizado projetado para ajudar a polícia a identificar e capturar suspeitos de forma mais eficiente e eficaz.

O NGI é projetado para integrar-se com sistemas de vigilância de câmeras em todo o país. Um algoritmo será utilizado para verificar automaticamente imagens dessas câmeras e comparar rostos com mugshots (fotos de registro da Polícia) para alertar as autoridades quando suspeitos procurados são identificados. O banco de dados do FBI também terá a capacidade de identificar cicatrizes ou tatuagens únicas de possíveis suspeitos.

Muitos computadores e dispositivos eletrônicos de consumo dependem de dados biométricos para identificar e autenticar os usuários. Alguns computadores incluem leitores de impressões digitais que podem ser utilizados no lugar de uma senha, ou em conjunto com ela.

PrivacidadePara os defensores da privacidade, porém, há uma enorme diferença entre o uso de suas próprias características biométricas, como uma medida de segurança para proteger os seus computadores e dispositivos móveis, e o verdadeiro "Big Brother" - um sistema nacional para automatizar a capacidade de espionar toda a população. Os defensores da privacidade estão preocupados com o possível abuso do sistema, ou a perspectiva de que usuários não autorizados possam ser capazes de invadir o sistema e obter acesso a dados sensíveis.

No início deste ano Facebook esteve sob o fogo dos defensores da privacidade e do Senado dos Estados Unidos devido a sua implementação da tecnologia de reconhecimento facial. O sistema é projetado para reconhecer indivíduos e oferecer sugestões para a marcação fotos - o objetivo é motivar as pessoas a se engajar mais na rede social.

Em audiências no Senado sobre o assunto, o FBI ofereceu sua própria perspectiva sobre os prós e contras do reconhecimento facial. O senador Al Franken, no entanto, expressou preocupação de que tal sistema poderia ser abusado por agências de aplicação da lei ou do governo para identificar manifestantes ou participantes de comícios políticos.

Fonte: www.idgnow.uol.com.br

Enhanced by Zemanta

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O congresso encoraja Obama a combater a regulamentação da internet pela ONU

São Paulo - Brooklin Novo: Centro Empresarial ...São Paulo - Brooklin Novo: Centro Empresarial Nações Unidas - Torre Oeste (Photo credit: wallyg)O congresso encoraja Obama a combater a regulamentação da internet pela ONU

Por Brendan Sasso

O congresso aprovou por unanimidade uma resolução encorajando a administração Obama a combater os esforços para dar a uma agência das Nações Unidas maior controle sobre a internet.

Propostas para dar a União Internacional de Telecomunicações das Nações Unidas mais controle sobre a governança da internet poderia surgir na conferência de Dubai em dezembro. O movimento é supostamente apoiado pela China, Rússia, Brazil, índia e outros membros das Nações Unidas.

A administração Obama já anunciou sua forte oposição a tais propostas.

"O voto unânime de hoje manda uma mensagem clara e inconfundível: o povo americano quer manter a internet livre do controle do governo e impedir a Rússia, a China e outras nações de ter sucesso em dar a ONU um poder sem precedentes sobre o conteúdo e infraestrutura da Web", disse a deputada Mary Bono Mack(Califórnia), que patrocinou a resolução. "Não podemos deixar isso acontecer".

As propostas poderiam dar a ONU mais controle sobre a cyberssegurança, privacidade de dados, padrões técnicos e sistema de endereços da web. Eles também poderiam permitir provedores de internet estatais estrangeiros cobrar taxa extra pelo tráfego internacional e permitir mais controle de preços.

A internet é atualmente governada sob uma abordagem de "múltiplos acionistas" que dão poder a uma entidade sem fins lucrativos, ao invés  de governos. 

A resolução encoraja a administração a "promover uma internet global livre do controle do governo e preservar e avançar o modelo bem sucedido de múltiplos acionistas que governa a internet hoje".

Senador Marco Rubio apresentou uma resolução equivalente no senado.

Google aplaudiu o voto do Congresso em uma postagem de Vin Cerf, um dos fundadores da internet que é agora o "evangelista chefe da internet" do Google".

"Na condução da conferência em dezembro o futuro da internet está em jogo, e eu espero que outros países adotarão publicamente posições semelhantes," escreveu Cerf. 

Fonte: www.thehill.com

   
Enhanced by Zemanta

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Prof. Molion denuncia manobras políticas que manipulam a ciência climática

Prof. Molion denuncia manobras políticas que manipulam a ciência climática

Prof. Molion denuncia manobras políticas que manipulam a ciência climática
Prof. Molion denuncia manobras políticas que manipulam a ciência climática

O professor Luiz Carlos Baldicero Molion, a maior autoridade brasileira em matéria de clima, empreende uma árdua e benemérita tarefa denunciando as fraudes do catastrofismo ambientalista.

Em diversas ocasiões tivemos a oportunidade de reproduzir seus artigos ponderados e altamente científicos.

Ele escreveu mais um para a “Folha de S.Paulo”, o qual temos o gosto de reproduzir aqui.

Mudanças climáticas e governança global

Um resfriamento global, com mais invernos rigorosos e má distribuição de chuvas, é esperado nos próximos 20 anos, em vez do aquecimento global antropogênico (AGA) alardeado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).

O AGA é uma hipótese sem base científica sólida. As suas projeções do clima, feitas com modelos matemáticos, são meros exercícios acadêmicos, inúteis quanto ao planejamento do desenvolvimento global.

Seu pilar básico é a intensificação do efeito estufa pelas ações humanas emissoras de dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4), por meio da queima de combustíveis fósseis e de florestas tropicais, das atividades agrícolas e da pecuária ruminante.

Porém, o efeito estufa jamais foi comprovado, nem sequer é mencionado nos textos de física. Ao contrário, há mais de cem anos o físico Robert W. Wood demonstrou que seu conceito é falso.

As temperaturas já estiveram mais altas, com concentrações de CO2 inferiores às atuais.

Por exemplo, entre 1925 e 1946, o Ártico em particular registrou aumento de 4°C com CO2 inferior a 300 ppmv (partes por milhão em volume). Hoje, a concentração é de 390 ppmv.

Prof. Luiz Carlos Baldicero Molion, maior autoridade brasileira sobre clima
Prof. Luiz Carlos Baldicero Molion, maior autoridade brasileira sobre clima
Após a Segunda Guerra, quando as emissões aumentaram significativamente, a temperatura global diminuiu até a metade dos anos 1970.

Ou seja, é obvio que o CO2 não controla o clima global. Reduzir as emissões, a um custo enorme para a sociedade, não terá impacto no clima.

Como mais de 80% da matriz energética global dependem de combustíveis fósseis, reduzir emissões significa reduzir a geração de energia e condenar países subdesenvolvidos à pobreza eterna, aumentando as desigualdades sociais no planeta.

Essa foi, em essência, a mensagem central da carta aberta entregue à presidenta Dilma Rousseff antes da Rio+20 e assinada por 18 cientistas brasileiros, inclusive eu.Veja a carta na íntegra CLIQUE AQUI

A trama do AGA não é novidade e seguiu a mesma receita da suposta destruição da camada de ozônio (O3) pelos clorofluorcarbonos (CFC) nos anos 1970 e 1980.


Criaram a hipótese que moléculas de CFC, cinco a sete vezes mais pesadas que o ar, subiam a mais de 40 km de altitude, onde ocorre a formação de O3.

O 'buraco de ozônio' foi tido como problema pela literatura pseudocientífica,  quando ele é um problema inexistente
O 'buraco de ozônio' foi tido como problema pela literatura pseudocientífica,
quando ele é um problema inexistente
Cada átomo de cloro liberado destruiria milhares de moléculas de O3, reduzindo a sua concentração e permitindo a maior entrada de radiação ultravioleta na Terra, o que aumentaria os casos de câncer de pele e eliminaria milhares de espécies de seres vivos.

Reuniões com cientistas, inclusive de países subdesenvolvidos, foram feitas para dar um caráter pseudocientífico ao problema inexistente, foi criado o Painel de Tendência de Ozônio no âmbito do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e foi elaborado o Protocolo de Montreal (1987), assinado pelos países subdesenvolvidos sob ameaças de sanções econômicas.

O Brasil também assinou, para ter sua dívida externa renovada.

Em 1995, os autores das equações químicas que alegadamente destruíam o O3 receberam o Nobel de Química.


Verdadeiro objetivo: governo mundial que escravize os países
Verdadeiro objetivo: governo mundial que escravize os países
Porém, em 2007, cientistas do Jet Propulsion Laboratory da NASA demonstraram que as suas equações não ocorrem nas condições da estratosfera antártica e que não são a causa da destruição do ozônio.

O AGA seguiu os mesmos passos, com reuniões científicas, a criação do IPCC, o Protocolo de Kyoto e o Nobel (da Paz?) para o IPCC e Al Gore.

Essas foram duas tentativas de se estabelecer uma governança global.

Qual será o próximo passo? A Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas da Biodiversidade e Serviços (IPBES)?

LUIZ CARLOS BALDICERO MOLION, 65, doutor em meteorologia pela Universidade de Wisconsin (EUA), é professor da Universidade Federal de Alagoas


Fonte: Verde: a cor nova do comunismo
Enhanced by Zemanta

terça-feira, 4 de setembro de 2012

A escravidão consentida

Image representing Google Chrome as depicted i...Image via CrunchBase
A atual e futura escravidão têm este caráter: serão buscadas por desejo dos próprios escravos.

O jornal Le Figaro traz uma matéria que dá alguns detalhes da briga existente entre a Apple e a Google: Apple lance une application de plan face à Google Maps. Nela, o jornal francês apresenta a guerra que há, entre essas duas empresas de tecnologia, na busca de adquirir mais força no desenvolvimento de aplicativos que possuem a capacidade de colher dados de seus usuários. 


Em princípio, essa parece uma clássica batalha comercial. Com os dados em mãos, as empresas poderiam vender mais facilmente, e por um preço melhor, espaços de propaganda em sites e nos próprios aplicativos. Por exemplo, seria possível o envio de um comercial sobre determinada empresa no momento exato em que o usuário estivesse passando pelas redondezas de sua localização. No entanto, o que parece apenas uma questão de concorrência está se tornando um encarniçada luta por controle absoluto. Tanto a Google como a Apple estão se especializando em colhimento dos dados de seus clientes, de tal maneira que lhes é possível traçar um perfil quase completo de gostos, hábitos e até ideias dessas pessoas. Imagine o poder que essas empresas estão adquirindo com todas essas informações em mãos.

É importante ressaltar, ainda, que ambas as empresas são grandes defensoras de uma agenda global que inclui a promoção do homossexualismo, do aborto, redução populacional, das políticas ecológicas, da ideia do aquecimento global e tudo aquilo que faz parte do planejamento de dominação mundial que nasce dentro das Nações Unidas e outros grupos mais discretos, porém não menos poderosos.

Se torna fácil, então, para essas empresas, segundo suas próprias políticas, empreender qualquer tipo de perseguição, restrição e dificuldades contra aqueles que fazem parte dos grupos não agradáveis aos seus planejamentos. 

Julio Severo, incansável batalhador que denuncia há tempos o perigo da agenda homossexual que vem sendo imposta contra a sociedade já sofreu esse tipo de boicote, tendo ficado algum tempo com seu site fora do ar por causa de denúncias infundadas contra seu trabalho. Hoje mesmo, vemos tanto seu site, como o próprio Mídia sem Máscara tendo seu acesso dificultado para aqueles que utilizam o navegador Chrome, da Google. Seria isso já um princípio de demonstração do poder da empresa? Não sei, mas me faz questionar por que, logo dois sites que divulgam ideias contrárias às políticas globais estão sendo afetados por esse problema.


Eu mesmo sou um utilizador dos aparelhos da Apple. Porém, tenho consciência de como me torno vulnerável por isso. É possível, para essa empresa, sem grandes dificuldades, por meio de meus aparelhos, determinar minha localização, o que, convenhamos, não me parece o melhor exemplo de privacidade.

O que estamos vendo, portanto, é uma disputa entre duas grandes empresas de tecnologia que, aparentemente, estão empreendendo todos os seus esforços para se aproximarem da figura do Big Brother. O problema é que, diferente do imaginado por Orwell, essa tirania não está sendo exercida por meio de um poder imposto por algum governo soberano. Ela está ocorrendo dentro de uma liberdade plena de escolha. Isso quer dizer que apenas estamos trocando nossas consciências por um pouco de luxo e conforto.

A atual e futura escravidão têm este caráter: serão buscadas por desejo dos próprios escravos.

Quem conhece os nossos passos?

Mas não são apenas a Apple e a Google que buscam incessantemente a posição de grandes invasores da privacidade alheia. Não poderia ficar de fora dessa briga a toda poderosa Microsoft. Esta, que já foi a maior empresa de tecnologia do mundo e hoje disputa para manter sua fatia (ainda gorda) do mercado, está investindo milhões de dólares em um sistema de monitoração pública, na cidade de Nova York (veja matéria do jornal Le Figaro).

Por esse sistema, o poder público terá acesso, em tempo real, aos dados relativos à movimentação de pessoas pela cidade. Também terá acesso aos dados mantidos gravados no sistema. Placas de carro, número de telefones celular, e até identificação biométrica seria possível. Tudo em nome de quê? Da segurança, evidentemente.

Com esse tipo de acesso e controle de dados, o governo terá em suas mãos informações que possibilitariam encontrar qualquer pessoa, em qualquer momento, na área coberta pelo monitoramento. Apesar disso, as autoridades afirmam que a privacidade não será violada, já que as câmeras de monitoramento apenas captariam imagens dos espaços públicos. 

O interessante é que a cidade de Nova York, que outrora teve problemas sérios com violência, vive tempos de tranquilidade, com números baixíssimos de criminalidade. Isso, simplesmente, por causa de uma política de segurança duríssima, que não permite que criminosos, de qualquer tipo, tenham liberdade para agir em sua jurisdição.

Portanto, a que segurança os responsáveis pela criação desse sistema estão se referindo? Apenas pode ser a "sensação de segurança", tão almejada pelos cidadãos. Ainda que os números de ações criminosas sejam baixos, ainda que as chances de uma pessoa ser vítima de um bandido sejam praticamente nulas, sempre é possível invocar a necessidade de segurança. Isso quer dizer que, nessa matéria, toda proposta que prometa fortalecer a sensação de ausência de perigo, é bem aceita.

E assim, o Estado vai aumentando a extensão de seus tentáculos e, passo-a-passo, entra um pouco mais na vida privada de seus próprios cidadãos. Ontem, todo lugar onde alguém estivesse, ainda que público, deveria a privacidade ser respeitada. Hoje, essa privacidade apenas existe, relativamente, dentro de casa. Amanhã, quem sabe o que restará como refúgio?

A ideia que se propaga é que não há privacidade em lugares públicos. Como se privacidade fosse apenas relativa aos atos mais íntimos. Os que assim pensam, esquecem que há a necessidade de mantermos em sigilo também os nossos caminhos, nossas rotinas, nossas preferências, nossos gostos, nossos desejos. Ora, se o governo tem acesso a tudo o que eu faço durante o dia, ainda que não possa ler meus pensamentos, pode, facilmente, deduzir todas aquelas coisas que fazem parte da minha intimidade. Se isso não o torna Deus, pelo menos o faz muito próximo de Satanás.

Até aqui, aceitávamos que apenas Deus teria o poder de tudo ver e tínhamos a plena consciência de que somente Dele não haveria nada que pudéssemos resguardar. Hoje, essa convicção começa a ser destruída, quando vemos que o Estado passa a também ter o poder, que até aqui tínhamos como sobrenatural, de saber tudo o que fazemos. Isso é a destruíção de um imaginário construído em milhares de anos. 

O poder estatal tem se mostrado tão veemente que começa a apresentar obras que antes eram tidas como exclusividades divinas. Isso me lembra o texto bíblico que se refere à besta que "seduz os que habitam sobre a terra por causa dos sinais que lhe foi dado executar..." (Apocalipse 13.14). Esta mesma besta é aquela que imporá uma marca sobre os homens "para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome" (Apocalipse 13.17). Quem, além do Estado, parece demonstrar tamanho poder?

Com a implantação de um sistema como esse, em relação ao qual não devemos nos iludir como algo que estará restrito apenas à cidade americana, já que a própria Microsoft afirma que seu plano é vendê-lo por todo o mundo, cabe-nos perguntar: de quem esperamos o socorro quando nos sentimos em perigo? A quem confiamos nossas vidas para que nos proteja? A quem devotamos grande parte de nosso tempo e recursos? A quem damos conta do que fazemos, compramos, vendemos e temos? Quem esperamos que nos eduque? E, também, quem sabemos que conhece todos os nossos passos? Obviamente, o deus-Estado!

Fábio Blanco, advogado e teólogo, edita o blog Discursos de Cadeira.

Fonte: www.midiasemmascara.org
Enhanced by Zemanta

Este computador composto por 16 mini-cérebros humanos mostra uma eficiência impressionante Publicado por Cédric - Há 11 h...