domingo, 30 de maio de 2010

Primeiro humano 'infectado com vírus de computador'.

Microchip rfid riceImage via Wikipedia

Primeiro humano 'infectado com vírus de computador'.

Por Rory Cellan-Jones

Correspondente de tecnologia, BBC news

Um cientista britânico diz que ele é o primeiro homem no mundo a se tornar infectado com um vírus de computador.

Dr. Mark Gasson da Universidade de Reading contaminou um chip de computador que foi depois inserido em sua mão.

O dispositivo, que habilita ele a passar por portas de segurança e ativa seu telefone celular, é uma versão sofisticada dos chips de identificação usados para rastrear animais de estimação.

Em experiências Dr. Gasson mostrou que o chip era capaz de passar o vírus do computador para sistemas externos de controle.

Se outros chips implantados tivessem então conectados ao sistema eles também teriam sido corrompidos, ele disse.

Alerta médico

Dr. Gasson admite que o teste é uma prova do princípio, mas ele acha que isso tem implicações importantes para o futuro, onde dispositivos médicos tais como marcapassos e implantes cocleares se tornam mais sofisticados, e arriscam ser contaminados por outros implantes humanos.

"Com os benefícios desse tipo de tecnologia vêm os riscos. Nós podemos melhorar a nós mesmos de algum jeito, mas bem como as melhorias com outras tecnologias, telefones móveis, por exemplo, elas se tornam vulneráveis a riscos, tais como problemas de segurança e vírus de computador."

Dr. Gasson prevê que um uso mais amplo será feito da tecnologia implantada.

"Esse tipo de tecnologia tem sido comercializada nos Estados Unidos como um tipo de bracelete de alerta médico, assim se você for encontrado inconsciente você poderá ser escaneado e seu histórico médico trazido."

Professor Rafael Capurro do Instituto Transfer-Steinbeis de Ética da Informação na Alemanha disse a BBC que a pesquisa era "interessante".

"Se alguém puder conseguir acesso on line a seu implante, poderia ser grave," ele disse.

Cirurgia Cosmética

Professor Capurro contribuiu para um estudo ético em 2005 para a Comissão Europeia que visava o desenvolvimento de implantes digitais e o possível abuso deles.

"De um ponto de vista ético, a vigilância de implantes pode ser tanto positiva quanto negativa," ele disse.

"A vigilância pode ser parte do cuidado médico, mas se alguém quiser fazer mal a você, poderia ser um problema."

Além disso, ele disse que deve haver cautela se implantes com capacidades de vigilância começarem a ser usados fora do ambiente médico.

Contudo, Dr. Gasson acredita que haverá uma demanda para essas aplicações não essenciais, assim como as pessoas pagam pelas cirurgias cosméticas.

"Se pudermos encontrar uma maneira de melhorar a memória de alguém ou seu QI então há uma possibilidade real de que as pessoas escolherão ter esse tipo de procedimento invasivo."

Dr. Gasson trabalha na Escola de Engenharia de Sistemas da Universidade de Reading e apresentará os resultados de sua pesquisa no Simpósio Internacional para Tecnologia e Sociedade na Austrália no próximo mês. O Professor Capurro também falará no evento.

Nota: Este ano começarão a ser emitidas as carteiras de identidade com microchip embutido, contendo informações essenciais sobre a vida do portador da carteira. A propaganda enganosa do governo é que ela é mais segura por ser digital e mais prática por acomodar em um só documento todos os números de documentos como CPF, carteira de trabalho, de motorista e passaporte.

Se até um microchip RFID de implante pode ser hackeado e infectado por vírus, qual a garantia de que os dados contidos no microchip da identidade não poderão também ser acessados ilegalmente? Nenhuma garantia. A vantagem para o governo é que estaremos mais acessíveis e fáceis de ser vigiados.


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